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1 
DOI: 10.55905/rdelosv18.n68-072 
ISSN: 1988-5245 
 
Originals received: 9/6/2025 
Acceptance for publication: 6/3/2025 
 
Revista DELOS, Curitiba, v.18, n.68, p. 01-10, 2025 
 jan. 2021 
Eventrações abdominais em cães e gatos: análise de 32 casos (2015 a 2024) 
 
Abdominal eventrations in dogs and cats: analysis of 32 cases (2015 to 2024) 
 
Eventraciones abdominales en perros y gatos: análisis de 32 casos (2015 a 
2024) 
 
Brenda Viviane Götz Socolhoski 
Mestranda em Clínica e Cirurgia Veterinária 
Instituição: Universidade Federal de Santa Maria 
Endereço: Santa Maria – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: brendasocolhoski17@gmail.com 
 
Gabriele Maria Callegaro Serafini 
Doutora em Cirurgia Veterinária 
Instituição: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul 
Endereço: Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: gabrieleserafini@yahoo.com.br 
 
Bernardo Schmitt 
Doutor em Cirurgia Veterinária 
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
Endereço: Uruguaiana – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: bernardoschmitt@msn.com 
 
Gabriel Satoru Ohashi 
Mestrando em Clínica e Cirurgia Veterinária 
Instituição: Universidade Federal de Santa Maria 
Endereço: Santa Maria – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: gabriel.satoru@hotmail.com 
 
Vinicius da Silva Cadiñanos 
Mestrando em Clínica e Cirurgia Veterinária 
Instituição: Universidade Federal de Santa Maria 
Endereço: Santa Maria – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: viniciuscadinanos@gmail.com 
 
Otávio Henrique de Melo Schiefler 
Doutorando em Clínica e Cirurgia Veterinária 
Instituição: Universidade Federal de Santa Maria 
Endereço: Santa Maria – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: vetotavio@gmail.com 
 
mailto:brendasocolhoski17@gmail.com
mailto:gabrieleserafini@yahoo.com.br
mailto:bernardoschmitt@msn.com
mailto:gabriel.satoru@hotmail.com
mailto:viniciuscadinanos@gmail.com
mailto:vetotavio@gmail.com
 
 
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Julia Seibt Rodrigues 
Graduada em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Caxias do Sul 
Endereço: Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: juliaseibt04@gmail.com 
 
Gustavo Henrique Mendes Bedendo 
Graduado em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul 
Endereço: Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: ghmbedendo@gmail.com 
 
Deividi dos Reis Dambroz 
Graduando em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Cruz Alta 
Endereço: Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil 
E-mail: dambroz614@gmail.com 
 
RESUMO 
Eventração consiste na protrusão do conteúdo abdominal através de defeitos na parede muscular, 
com exceção da pele. Sua etiologia é variável, ocorrendo, principalmente, em episódios de 
trauma contuso, todavia, também podem ocorrer após intervenções cirúrgicas, sendo 
denominadas de hérnias incisionais. Os sinais clínicos associados ao histórico e exames 
complementares como radiografia e ultrassonografia, contribuem para o diagnóstico. O 
tratamento visa a estabilização clínica do paciente seguido da reparação cirúrgica do defeito. O 
objetivo deste estudo retrospectivo foi identificar e quantificar a ocorrência de eventrações 
abdominais em cães e gatos, corrigidas cirurgicamente no Hospital Veterinário (HV) da 
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), no município de 
Ijuí - RS, no período de julho de 2015 a dezembro de 2024 (nove anos e cinco meses). De um 
total de 32 eventrações abdominais, 19 (59,37%) ocorreram em cães e 13 (40,62%) em gatos, 
sendo o atropelamento, a causa mais frequente 11/32 (34,37%). Animais com idade superior a 
um ano, destacaram-se como os mais acometidos, bem como, notou-se maior prevalência nas 
fêmeas (63,15%) do que nos machos (36,84%). Referente a raça, animais sem raça definida 
(SRD) foram os mais afetados (74,20%) em ambas as espécies. Com relação ao desfecho 
cirúrgico, 28/32 (87,50%) animais sobreviveram até a alta médica e apenas três (9,37%) vieram 
a óbito por complicações relacionadas a politraumatismos e sepse. 
 
Palavras-chave: eventração, hérnia incisional, paratopias, pequenos animais, trauma. 
 
ABSTRACT 
Eventration is the protrusion of abdominal contents through defects in the muscular wall, with 
the exception of the skin. Its etiology is variable, occurring mainly in episodes of blunt trauma, 
however, it can also occur after surgical interventions, being called incisional hernias. Clinical 
signs associated with the history and complementary exams such as radiography and ultrasound 
contribute to the diagnosis. Treatment aims at clinical stabilization of the patient followed by 
surgical repair of the defect. The objective of this retrospective study was to identify and quantify 
the occurrence of abdominal eventrations in dogs and cats, surgically corrected at the Veterinary 
mailto:juliaseibt04@gmail.com
mailto:ghmbedendo@gmail.com
mailto:dambroz614@gmail.com
 
 
3 Revista DELOS, Curitiba, v.18, n.68, p. 01-10, 2025 
 
Hospital (HV) of the Regional University of the Northwest of the State of Rio Grande do Sul 
(UNIJUÍ), in the city of Ijuí - RS, from July 2015 to December 2024 (nine years and five months). 
Of a total of 32 abdominal eventrations, 19 (59.37%) occurred in dogs and 13 (40.62%) in cats, 
with road accidents being the most frequent cause (11/32 (34.37%). Animals over one year of 
age stood out as the most affected, and there was a higher prevalence in females (63.15%) than 
in males (36.84%). Regarding breed, mixed breed animals (SRD) were the most affected 
(74.20%) in both species. Regarding the surgical outcome, 28/32 (87.50%) animals survived until 
discharge and only three (9.37%) died due to complications related to polytrauma and sepsis. 
 
Keywords: eventration, incisional hernia, paratopias, small animals, trauma. 
 
RESUMEN 
La eventración consiste en la protrusión del contenido abdominal a través de defectos en la pared 
muscular, con excepción de la piel. Su etiología es variable, presentándose principalmente en 
episodios de traumatismo cerrado, sin embargo, también puede presentarse después de 
intervenciones quirúrgicas, denominándose hernias incisionales. Los signos clínicos asociados a 
la historia y exámenes complementarios como la radiografía y la ecografía contribuyen al 
diagnóstico. El tratamiento tiene como objetivo la estabilización clínica del paciente seguida de 
la reparación quirúrgica del defecto. El objetivo de este estudio retrospectivo fue identificar y 
cuantificar la ocurrencia de eventraciones abdominales en perros y gatos, corregidos 
quirúrgicamente en el Hospital Veterinario (HV) de la Universidad Regional del Noroeste del 
Estado de Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), en el municipio de Ijuí - RS, en el período de julio de 
2015 a diciembre de 2024 (nueve años y cinco meses). De un total de 32 eventraciones 
abdominales, 19 (59,37%) ocurrieron en perros y 13 (40,62%) en gatos, siendo los accidentes de 
tráfico la causa más frecuente en 11/32 (34,37%). Los animales mayores de un año fueron los 
más afectados, observándose una mayor prevalencia en hembras (63,15%) que en machos 
(36,84%). En cuanto a la raza, los animales de raza mixta (SRD) fueron los más afectados 
(74,20%) en ambas especies. Respecto al resultado quirúrgico, 28/32 (87,50%) animales 
sobrevivieron hasta el alta médica y sólo tres (9,37%) fallecieron por complicaciones 
relacionadas con politraumatismo y sepsis. 
 
Palabras clave: eventración, hernia incisional, paratopias, pequeños animales, trauma. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Eventração consiste na protrusão do conteúdo abdominal através de defeitos na parede 
muscular, quando ocorre ruptura de todas as camadas, com exceção da pele. Deste modo, as 
vísceras ficam alojadas no subcutâneo, não tendo contato com o meio externo (Smeak, 2018; 
Rocha e Arias, 2020). Sua etiologia é variável, porém, em sua maioria,são causadas por traumas 
contusos como: acidentes automobilísticos, chutes e quedas. Entretanto, quando a protusão das 
 
 
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vísceras ocorre por meio de uma cicatriz pós-cirúrgica, que constitui um ponto frágil da parede 
abdominal, a mesma é denominada de hernia incisional (Ramos et al., 2007). 
Os sinais clínicos associados a palpação dos órgãos sob a pele, em conjunto aos achados 
radiográficos e ultrassonográficos, são importantes para o diagnóstico da afecção (Smeak, 2007), 
tendo maior ocorrência na região inguinal, pré-púbica e flanco (Soares et al., 2012). O aumento 
de volume associado à assimetria do contorno abdominal é considerado o principal achado ao 
exame físico (Peterson et al., 2015). 
O tratamento visa a estabilização clínica do paciente, seguido pela reconstrução cirúrgica 
do local de ruptura, cujas técnicas variam de acordo com a extensão da lesão. Quando o 
fechamento primário não é possível, devido à presença de intensa ruptura muscular, se faz 
necessário o emprego de telas ou malhas sintéticas para a reparação do defeito (Fossum, 2021). 
Dados e informações sobre a casuística de procedimentos cirúrgicos em hospitais 
veterinários são de extrema importância, visto que, por meio deles, é possível identificar a 
prevalência e o perfil epidemiológico de uma determinada região (Cruz-Pinto et al., 2015) e, 
consequentemente, colaboram para conduta médica dos profissionais (Trapp et al., 2010). 
Todavia, informações referentes à casuística das afecções cirúrgicas de cães e gatos, são escassas 
na literatura, devido aos parâmetros que se modificam com o tempo (Ataide et al., 2020). 
Frente ao exposto, objetivou-se identificar e quantificar a ocorrência de eventrações 
abdominais em cães e gatos submetidas à cirurgia no Hospital Veterinário da Universidade 
Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (HV-UNIJUÍ), no período de julho de 
2015 a dezembro de 2024, visto a escassez de estudos retrospectivos semelhantes na literatura. 
 
2 METODOLOGIA 
 
Para a realização deste estudo retrospectivo, foram analisados os registros de eventrações 
abdominais em cães em gatos, corrigidas cirurgicamente no HV-UNIJUÍ, em sua totalidade, no 
período compreendido entre julho de 2015 a dezembro de 2024 (nove anos e cinco meses). Por 
meio desses registros, foi possível contabilizar a casuística, a distinção entre as espécies, a idade, 
o desfecho e a etiologia. 
Para melhor elucidar e quantificar as informações deste artigo, realizou-se o modelo de 
estatística descritiva com porcentagens, médias e contagem dos dados obtidos nas fichas clínicas 
 
 
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dos pacientes. 
 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Para a realização deste estudo retrospectivo, foram analisados os registros de eventrações 
abdominais em cães. No período de nove anos e cinco meses, o HV-UNIJUÍ realizou 32 
correções cirúrgicas de eventrações, sendo 19 (59,37%) procedimentos em cães e 12 (37,50%) 
procedimentos em gatos. Tal fato, pode ser explicado devido a população de cães ser superior à 
de gatos, de acordo com dados do IBGE (2019). Entretanto, em sua análise de casuística das 
afecções cirúrgicas observadas na clínica cirúrgica de pequenos animais da FMVZ-USP, em um 
período de nove anos, Cruz-Pinto et al. (2015), observaram uma maior ocorrência de paratopias 
(eventração, hérnias inguinal, perineal, inguino-escrotal, umbilical, diafragmática, hiatal e 
peritôneo-pericárdica) em felinos (16%) do que em caninos (12%). Todavia, o percentual exato 
de eventrações não foi mencionado, não sendo possível a comparação específica entre as 
espécies, bem como, não foram encontradas outras análises semelhantes. Desse modo, nota-se 
que literatura veterinária carece de análises sobre a casuística de eventrações em animais de 
companhia, sendo necessário mais estudos que abordem este tema em particular. 
Dentre o total de 19 cães, sete (36,84%) eram machos e 12 (63,15%) eram fêmeas, já na 
espécie felina, dentre o total de 13 gatos, onze (84,61%) eram fêmeas e apenas dois (15,38%) 
eram machos. O maior índice de ocorrência no gênero feminino, pode estar relacionado aos casos 
de eventração pós-cirúrgica em procedimentos de ovariohisterectomia eletiva, que correspondem 
a terceira causa mais comum (7/32; 21,87%). Tal fato pode ser explicado, visto que, diferente 
dos machos, a castração de fêmeas trata-se de um procedimento mais complexo, que envolve o 
acesso direto a cavidade abdominal por meio de incisão. Neste contexto, Smeak (2007), cita que 
hérnias incisionais, advém de forças excessivas que atuam na incisão abdominal ou de uma 
resistência insuficiente de fixação da ferida suturada, tornando-se um ponto frágil da parede e 
podendo ser causada por tecido adiposo entre as bordas da ferida, material de sutura inapropriado, 
infecção, tratamento com esteroides e falha nos cuidados de pós-operatório. Todavia, o número 
de eventrações decorrentes de pós-operatório (hérnia incional), não foi considerado significativo 
frente ao período de tempo avaliado. 
 
 
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Quanto a causa mais prevalente, contatou-se uma maior ocorrência em pacientes 
acometidos por atropelamentos (11/32; 34,37%), assim como o observado no estudo realizado 
por Stephen et al. (2009), onde o atropelamento foi responsável por 91,1% dos casos avaliados 
de trauma em cães, entretanto, nenhum caso de eventração foi mencionado. Já no estudo de 
Olimpio et al. (2020), dentre os 1.926 casos cirúrgicos avaliados, 77 se tratavam de paratopias e, 
dentre estas, apenas um caso de eventração foi registrado, todavia, a etiologia não foi 
mencionada. Neste cenário, os autores reforçam a necessidade de estudos que analisem a 
casuística desta afecção, visto a sua atual escassez. Outras causas incluíram: interação animal 
(7/32; 21,87%), pós-cirúrgico de ovariohisterectomia (7/32; 21,87%), pós-cirúrgico de 
cistotomia (1/32; 3,12%), quedas (1/32; 3,12%) e trauma contuso (1/32; 3,12%). Quanto ao 
percentual de causa desconhecida (4/32; 12,50%), o mesmo refere-se a animais resgatados da rua 
(impossibilidade de obtenção do histórico) e casos onde o tutor não soube informar a possível 
etiologia. 
Dos cães avaliados, 11/19 (57,92%) eram SRD (sem raça definida) e oito foram 
registrados com as seguintes raças: Pinscher (2/19; 10,52%), Chow-Chow (1/19; 5,26%), 
Labrador (1/19; 5,26%), Pug (1/19; 5,26%), Yorkshire terrier (1/19; 5,26%), Dálmata (1/19; 
5,26%) e Pastor Alemão (1/19; 5,26%). Na espécie felina, 13/13 (100%) eram SRD. Frente ao 
exposto, os autores deste estudo, acreditam que os animais SRD são mais acometidos, visto 
representarem a grande maioria da população canina e felina do país. A média de idade observada 
foi de sete anos para cães e dois anos para gatos. Quanto a média do peso corporal, 11 quilograma 
nos cães e dois quilogramas nos gatos. 
Segundo Smeak (2007), a região do abdome mais acometida é a parte caudal 
ventrolateral, assim como observado no presente estudo, não havendo nenhuma eventração 
paracostal registrada. No que se refere ao tratamento, o mesmo baseia-se na estabilização clínica 
do paciente, seguido pela reconstrução cirúrgica do local de ruptura, cujas técnicas variam desde 
o fechamento primário até a utilização de malhas sintéticas (Fossum, 2021). No presente estudo, 
29/32 (90,62%) animais foram submetidos ao fechamento primário do defeito, sem utilização de 
implantes sintéticos, o restante (3/32; 9,37%) não dispunham desta informação em suas 
respectivas fichas clínicas. 
Quanto ao desfecho das eventrações, 29/32 (90,62%) animais sobreviveram até a alta 
médica, dados considerados satisfatórios, pois apenas três (9,37%) vieram a óbito por 
 
 
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complicações relacionadas a politraumatismos e sepse. Dentreos sobreviventes, 15/29 
retornaram para reavaliação e remoção dos pontos em um período de 7-15 dias, demonstrando 
melhora clínica e boa evolução cicatricial, 9/29 não retornaram e 6/29 necessitaram de nova 
intervenção cirúrgica devido a deiscência, causada, principalmente, por falta de cuidados pós-
operatórios como repouso e correta higienização da ferida. 
Os achados radiográficos e ultrassonográficos, associados ao histórico e sinais clínicos, 
são importantes para o diagnóstico (Smeak, 2007). O uso de exames de imagem, ocorreu em 
22/32 casos (68,75%), sendo a ultrassonografia a mais solicitada (17/22; 77,27%), entretanto, 
houve casos onde ambos os exames foram realizados (9/22), possivelmente, para avaliação de 
lesões ortopédicas e torácicas concomitantes, visto que, neste estudo, o atropelamento e a 
interação animal representaram as causas mais prevalentes de eventração. Nos casos em que 
nenhum dos exames foi solicitado (10/32; 31,25%), acredita-se que a limitação financeira por 
parte dos tutores, seja o principal motivo para a não realização dos mesmos. 
Referente ao conteúdo protuído, alças intestinais e omento foram as estruturas mais 
comumente observadas em ambas as espécies (10/32; 31,25%), salvo nos casos em que tal 
informação não foi mencionada nas fichas clínicas (20/32; 62,50%) e em dois casos onde o 
conteúdo tratava-se da bexiga, sendo um deles após o pós-operatório de cistotomia em um canino 
e o segundo que se relacionava a um grande defeito abdominal proveniente de trauma contuso 
em uma fêmea felina de três meses de idade, a qual apresentava como conteúdo, além da bexiga, 
alças intestinais, fígado, pâncreas, baço e omento. 
 
4 CONCLUSÃO 
 
A partir dos registros obtidos, conclui-se que o atropelamento foi a principal causa de 
eventrações em cães e gatos. Neste sentido, nota-se importante a adoção de medidas preventivas 
para ocorrência de traumas em animais domésticos. A espécie canina foi a mais frequentemente 
acometida, sendo mais prevalente nas fêmeas do que nos machos. Animais SRD foram os mais 
afetados em ambas as espécies, correspondendo a totalidade dos casos na espécie felina. A idade 
média observada foi inferior a 10 anos em ambas as espécies. Quanto ao peso corporal, cães 
acima de 10 quilogramas e gatos acima de dois quilogramas, foram os mais acometidos. Os 
autores reconhecem a limitação do estudo, decorrentes de seu caráter retrospectivo e da presença 
 
 
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de registros incompletos. No entanto, os dados obtidos podem servir como base para pesquisas 
futuras que investiguem, de forma mais abrangente, as causas subjacentes, os métodos de 
diagnóstico e as abordagens terapêuticas relacionadas a essa afecção. 
 
 
 
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https://www.revistas.usp.br/bjvras/article/view/26821

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