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Disciplina: Farmacognosia e Fitoterapia 
Professor: Fellippe Wolff 
 
ETNOFARMACOLOGIA 
 
PLANTA MEDICINAL: Alecrim 
 
Observação detalhada - Escolha uma planta medicinal reconhecida popularmente em 
sua região e descreva o principal propósito de sua utilização: 
 O alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma planta de suporte subarbustivo, amplamente 
reconhecida e utilizada popularmente na região. Além de seu uso com condimento na 
culinária, o alecrim possui diversas propriedades medicinais importantes. Ele atua como 
planta aromática, medicinal e culinária, apresentando efeitos estimulantes, 
antiespasmódicos, antissépticos, antifúngicos e antibacterianos. O óleo essencial extraído do 
alecrim é muito utilizado na indústria de alimentos, especialmente na produção de balas, 
doces e bebidas, devido ao seu aroma e propriedades terapêuticas. Sua origem é originária 
da Região Mediterrânea da Europa e cultivada em quase todos os países de clima temperado, 
de Portugal e Austrália. 
 
1. História e origem - Investigar a histórico e origem da planta medicinal escolhida de 
acordo com: 
 
• Nome(s)popular(es): Alecrim, Alecrim-comum, Alecrim-do-campo, Alecrim-da-rocha, 
entre outros. 
• Parte da planta utilizada: Folhas e flores. 
• Modo de uso pela população: Preparo de xaropes, infusão, tintura, pó e óleo. 
• Nome científico: Rosmarinus officinalis 
• Primeira identificação: Species Plantarum 
• Descrição física da estrutura geral: As folhas do alecrim são lineares, ou seja, 
possuem formato alongado e estreito. Elas são coriáceas, o que significa que têm 
textura rígida e resistente, além de serem muito aromáticas. As folhas medem entre 
1,5 a 4 cm de comprimento e cerca de 1 a 3mm de espessura. 
• Habitat natural, distribuição geográfica ou local específico onde é encontrada: 
Cresce em áreas rochosas, solos, bem drenados e ensolarados, como encostas e 
 
 
 
 
 
Disciplina: Farmacognosia e Fitoterapia 
Professor: Fellippe Wolff 
 
regiões próximas ao mar. Essa planta pode ser encontrada em países como Portugal, 
Espanha, Itália, Índia, Grécia e sul da França. 
• Estação anual ou período onde a planta encontra-se predominante: período de 
cultivo, crescimento, florescência e coleta: Cultivo: final do inverno-início da 
primavera. 
Crescimento: Primavera e verão. 
Florescência: Final do inverno-primavera (até verão, dependendo do clima). 
Coleta: Cortar os ramos, de preferência com tesoura, quando a planta atingir 15cm de 
altura ou após um ou dois anos do plantio. 
• Detalhes sazonais que impactam seu desenvolvimento: identificar padrões 
(principais compostos ativos) que possam influenciar sua disponibilidade e 
eficácia medicinal: No período de novembro de 2010 a Janeiro de 2011(verão) e de 
abril a Junho de 2011(outono). 
2. Propósito contemporâneo: O alecrim é uma erva aromática natural da região do 
mediterrâneo, usado desde tempos antigos. A crendice popular o associa à purificação e à 
proteção. É conhecido por seus diversos benefícios terapêuticos e é considerado excelente 
fitoterápico, pelo fato de conter substâncias bioativas positivas para a saúde humana. Na 
atualidade, ocupa lugar de destaque na indústria farmacêutica e na de cosméticos. Ele 
também é muito usado na culinária, podendo ser ingerido in natura ou em pó, como tempero. 
Porém, nos últimos tempos, o interesse em uma alimentação mais saudável fomenta estudos 
sobre uma outra aplicabilidade dessa planta: o uso de seu óleo essencial e do extrato como 
conservante natural de alimentos, devido às propriedades: antioxidantes, antimicrobiana e 
antifúngica. Por isso, conhecer as diversas eficácia do alecrim e suas propriedades ajuda a 
compreender o aumento da dedicação em busca de informação sobre esse conservante 
natural. 
4-Pesquisa complementar; 
Características terapêuticas do alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é uma planta medicinal 
amplamente conhecida na fitoterapia por suas diversas propriedades terapêuticas além de 
seu uso tradicional para distúrbios digestivos leves, disfunções hepáticas e dores musculares, 
pesquisas recentes têm investigado seus efeitos farmacológicos em níveis molecular e 
celular. Propriedades farmacológicas e Bioativo: Os principais compostos ativos do 
alecrim incluem o óleo essencial (cineol, cânfora, borneol, a-pineno), polifenóis (ácido 
 
 
 
 
 
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Professor: Fellippe Wolff 
 
rosmarínico, ácido carnósico, carnosol) e flavonoides (apigenina luteolina). Estudos 
demonstram que esses constituintes conferem ao alecrim ações: 
Digestivas e coleréticas: estimulam a secreção biliar e promovem motilidade 
gastrointestinal. 
Antioxidantes: Neutralizam radicais livres, protegendo células e tecidos de estresse 
oxidativo. 
Anti-inflamatórias: inibem mediadores inflamatórios como a COX-2 e citocinas pró-
inflamatórias. Antimicrobianas: Desestabilizam membranas 
Celulares de bactérias e fungos. 
 Neuroprotetoras: Modulam neurotransmissores como GABA e acetilcolina, sugerindo 
efeitos positivos na memória e cognição. 
Farmacocinética: O alecrim apresenta boa absorção gastrointestinal de seus compostos 
fenólicos, distribuindo-se principalmente para fígado, rins e sistema nervoso central. A 
biotransformação ocorre majoritariamente no fígado por conjugação (glicuronidação e 
Sulfatação), enquanto os terpenos sofrem oxidação via citocromo P450. A eliminação ocorre 
predominantemente pela urina, com pequenas frações excretadas pelas fezes ou pelo ar 
expirado. 
Mecanismos de ação: O alecrim atua por múltiplos 
Mecanismos: Estímulo da secreção biliar (ação colerética). Inibição de radicais livres e 
mediadores inflamatórios (antioxidante e anti-inflamatório) desestabilização de membranas 
microbianas (atividade antimicrobiana). Modulação de receptores neurotransmissores, 
sugerindo efeitos neuroprotetores e potencial melhora cognitiva. 
Interações e segurança: O consumo do alecrim deve ser cauteloso quando associado a: 
Anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, pelo risco aumentado de sangramento. 
Medicamentos sedativos ou antiepilépticos, devido à modulação de neurotransmissores. 
Outras plantas coleréticas ou anticoagulantes, por possível efeito aditivo. Em doses usuais, 
o alecrim é geralmente seguro, com efeitos adversos leves limitados a distúrbios 
gastrointestinais ou reações cutâneas. Entretanto, o óleo essencial em altas doses apresenta 
risco de neurotoxicidade, irritação gastrointestinal e convulsões, sendo contraindicado em 
gestantes, lactantes e crianças pequenas. 
Evidências científicas recentes: Estudos modernos demonstram: Ação antioxidante 
potente devido ao ácido rosmarínico e carnosol, com efeitos protetores em modelos de 
 
 
 
 
 
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Professor: Fellippe Wolff 
 
doenças hepáticas e neurodegenerativas. Atividade antimicrobiana contra Staphylococcus 
aureus, Escherichia coli e fungos como Candida albicans. Efeitos cognitivos em modelos 
animais e ensaios preliminares em humanos, indicando potencial para suporte à memória e 
atenção. 
Atividade anti-inflamatória sistêmica, sugerindo benefício em dores musculares, artrite 
leve e inflamação gastrointestinal. 
3. Síntese e conclusão: 
O alecrim é uma planta medicinal que, desde os primórdios da humanidade, vem sendo 
utilizada para fins terapêuticos, muito antes do desenvolvimento da escrita e da medicina 
moderna cientificamente, ele é reconhecido por seu óleo essencial rico em compostos 
bioativos com múltiplas propriedades farmacológicas, como atividade antisséptica, 
antifúngica, antioxidante, anti-inflamatória e antitumoral. Estudos recentes, como a revisão 
bibliográfica realizada entre 2015 e 2019, mostram que o óleo essencial do alecrim possui 
um forte potencial anti-inflamatório, comprovando seus usos tradicionais em doenças 
associadas à inflamação crônica, incluindo doenças neurodegenerativas cardiovasculares,respiratórias, câncer e enfermidades de pele esses achados reforçam o valor do alecrim como 
fonte promissora para novas aplicações clínicas e desenvolvimento de medicamentos 
naturais. Além do aspecto terapêutico, a produção e propagação do alecrim também têm sido 
objeto de estudos científicos para garantir a qualidade das plantas utilizadas. A propagação 
vegetativa por estacas apicais, especialmente com o uso do ácido indolbutírico (AIB) mostra-
se eficiente para assegurar mudas de melhor qualidade, com maior enraizamento e 
crescimento, independentemente da época do ano. Isso é fundamental para agricultores e 
produtores de plantas medicinais, garantindo o fornecimento sustentável e padronizado do 
alecrim para uso popular e industrial. Na sociedade, o alecrim é amplamente utilizado não 
apenas na medicina tradicional, mas também na culinária e na aromaterapia, o que contribui 
para a saúde e o bem-estar das pessoas de forma natural e acessível. Seu uso inclui chás, 
óleos essenciais, extratos e temperos mostrando a versatilidade dessa planta. Conclusão: O 
alecrim é uma planta medicinal de grande relevância científica e social. Seus compostos 
bioativos oferecem múltiplos benefícios terapêuticos, especialmente na modulação da 
inflamação, o que abre caminho para pesquisas e aplicações clínicas futuras. Ao mesmo 
tempo, técnicas eficientes de propagação garantem sua disponibilidade e qualidade. Na vida 
cotidiana, o alecrim permanece como um recurso natural valioso, incorporado na cultura e no 
cuidado com a saúde das pessoas. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
FOLLETTO, A. G.; SIQUEIRA, M. P. M. de revista de ciência 2023. Disponível 
em:.Acesso em: 22 ago. 2025. 
 
CUNHA, A. P.; SILVA, A. P.; ROQUE, O. R. Plantas medicinais e Produtos vegetais em 
fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003.701 p. 
 
LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. 
Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.544 p.. 
 
MARTINS, E. R. Plantas medicinais. Viçosa: UFV, 1998. 220 p. 
 
SARTORATTO, A.; DUARTE, M. C. T.; DELARMELINA, C.; REHDER, V. L. G.; FIGUEIRA, 
G. M.; MACHADO, A. L. M. Composition and Antimicrobial activity of essential Oils from 
aromatic plants used in Brazil. Brazilian Journal of Microbiology, v. 35, p. 275-280, 2004.

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