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Conceito de Migrante 
● A ONU define como migrante internacional toda 
pessoa que viveu mais de um ano em um país 
diferente do de origem. 
 
● Pode estar em situação regular ou irregular 
(ilegal). 
 
● Exemplo: brasileiro que morou mais de um ano 
nos EUA e voltou ao Brasil também é considerado 
imigrante. 
 
 
Histórico das Migrações 
● Século XVI ao XX: predominava o fluxo da 
Europa para América, África e Ásia. 
 
● Grande migração transatlântica (século XIX e 
início do XX): intensificação da saída de europeus 
para outros continentes. 
 
● Hoje: fluxos predominam de países em 
desenvolvimento para países desenvolvidos, 
motivados pela desigualdade global. 
 
 
Principais Fatores de Deslocamento 
● Socioeconômicos: desemprego, pobreza, falta 
de perspectivas. 
 
● Crises históricas: recessão mundial (anos 1980), 
queda do socialismo (anos 1980-90), políticas 
neoliberais que fragilizaram direitos sociais. 
 
● Conflitos e guerras: Iraque, Afeganistão, Síria, 
Líbia e países africanos. 
 
● Tecnologia e mercado: informatização reduziu 
empregos de baixa qualificação, aumentando o 
desemprego. 
 
● Transportes e comunicação: facilitam 
deslocamentos; internet e redes sociais ampliam o 
desejo e o planejamento para migrar. 
 
 
Refugiados e ACNUR 
● ACNUR (1950): criado pela ONU para proteção 
internacional dos refugiados. 
 
● Convenção de Genebra (1951): define refugiados 
como pessoas que fogem por perseguição 
política, étnica, religiosa ou social. 
 
● Definição ampliada: inclui fuga por guerras, 
conflitos armados e violações de direitos 
humanos. 
 
● Crise atual: maior desde a 2ª Guerra Mundial, 
com mais de 70 milhões de deslocados (2018). 
 
● Principais origens: Síria, Afeganistão, Somália, 
Sudão do Sul, Congo e Mianmar. 
 
 
Migrações Contemporâneas 
● 2007-2008: crise econômica reduziu fluxo para 
países ricos, mas aumentou para emergentes 
(Brasil, Rússia etc.). 
 
● 2011 em diante: novo aumento do fluxo para 
países desenvolvidos. 
 
● Grandes comunidades de imigrantes nas 
metrópoles globais (turcos na Alemanha, chineses 
no Canadá, árabes na França, hispânicos nos 
EUA). 
 
● Dubai: destaque pelo alto número de imigrantes 
asiáticos. 
 
● Mulheres migrantes: hoje representam cerca de 
50% do total. 
 
 
Dados Relevantes 
● Em 2019, cerca de 272 milhões de pessoas 
viviam fora do país onde nasceram. 
 
● 50% concentrados em 10 países: Austrália, 
Canadá, EUA, França, Alemanha, Espanha, Reino 
Unido, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes 
Unidos. 
 
● Covid-19 (2020): provocou forte queda nos 
deslocamentos por barreiras sanitárias. 
 
 
Barreiras e Incentivos 
● Mercado restritivo em países desenvolvidos: 
imigrantes disputam empregos com locais → 
aumento da xenofobia. 
 
● Países ricos buscam atrair profissionais 
qualificados (fuga de cérebros). 
 
● Programas especiais (ex.: EUA) estimulam 
imigração de empreendedores. 
 
 
Estados Unidos 
● Histórico de imigração: inicialmente europeia 
(britânicos, irlandeses, alemães, italianos). 
 
● Hoje: predominância de latino-americanos. 
 
● Cerca de 10,5 milhões de ilegais em 2017, 
concentrados na Califórnia, Texas, Flórida e Nova 
York. 
 
● Obama: ampliou regularizações e vistos de alta 
qualificação. 
 
● Trump: endureceu regras, aumentou deportações, 
restringiu cidadania e assistência a ilegais. 
 
 
União Europeia 
● Durante a Guerra Fria, migrações por motivos 
políticos (Leste Europeu, Espanha, Portugal). 
 
● Após os anos 1980-90: migrações por crise 
econômica e transição pós-socialista. 
 
● Origem atual: principalmente Norte da África 
(Magreb) e ex-colônias britânicas (Índia, 
Paquistão). 
 
● Consequências: baixa natalidade e 
envelhecimento europeu tornam a imigração 
necessária, mas políticas se tornaram mais 
restritivas desde os anos 1990. 
 
● Exemplo: Dinamarca proíbe casamento de 
menores de 24 anos com não europeus. 
 
 
 
🔹 Tratado de Schengen (1985) 
● Criou o Espaço Schengen, permitindo livre 
circulação de pessoas entre os países 
signatários com apenas um documento de 
identidade. 
 
● Participantes: a maioria da União Europeia (exceto 
Irlanda e, em implementação, Croácia, Romênia, 
Bulgária e Chipre) + Islândia, Noruega, 
Liechtenstein e Suíça. 
 
● Consequência: aumento do rigor nas fronteiras 
externas. 
 
● Em 2005 foi criada a Frontex (Agência Europeia 
de Fronteiras), para coordenar a proteção das 
fronteiras externas em situações de risco. 
 
 
🔹 Crise dos Refugiados na 
Europa 
● Principais rotas: entrada pela Grécia e Itália → 
deslocamento pelos Bálcãs (Macedônia do Norte, 
Sérvia) → destino final em países mais ricos 
(Alemanha, França, Reino Unido). 
 
● Intensificação após 2013, com travessias 
perigosas pelo Mediterrâneo em barcos precários 
→ milhares de mortes por afogamento. 
 
● Diretriz de Dublin (1990, em vigor desde 1997): 
determina que o país de entrada do refugiado é 
responsável pelo asilo. 
 
● Negociações após 2015: tentativa de implantar 
sistema de cotas de acolhimento baseadas no 
PIB e na população de cada Estado. 
 
● Países criaram listas de países seguros → 
solicitações de asilo de migrantes desses lugares 
(mesmo em crise econômica) podem ser negadas. 
 
● Exemplo: alguns consideram o Iraque seguro e 
recusam iraquianos. 
 
 
🔹 Migrações no Brasil 
Imigração Histórica 
● Colonial: portugueses trouxeram africanos 
escravizados (imigração forçada). 
 
● 1850-1934: auge da imigração espontânea → 
portugueses, italianos, espanhóis, alemães e 
japoneses, para a agricultura (sobretudo o café). 
 
● Imigrantes também foram usados na colonização 
do Sul. 
 
● Lei Eusébio de Queirós (1850): proibiu tráfico de 
escravizados → aumento da imigração. 
 
● Abolição da escravidão (1888): ampliou entrada 
de imigrantes. 
 
● Lei de Cotas (1934): restringiu imigração a 2% do 
número de cada nacionalidade nos 50 anos 
anteriores (exceto portugueses). 
 
Imigração Contemporânea 
● Anos 1990 em diante: entrada de peruanos, 
bolivianos, paraguaios, argentinos, chineses, 
coreanos, angolanos e nigerianos. 
 
● Muitos vivem em situação ilegal, empregados em 
oficinas têxteis clandestinas → trabalho análogo 
à escravidão. 
 
● Lei de Anistia Migratória (2009): legalizou cerca 
de 50 mil imigrantes irregulares. 
 
● Haitianos (2010): entrada após terremoto no Haiti 
→ Brasil foi destino devido à missão da ONU no 
país. 
 
● Nova Lei de Imigração (2017): flexibilizou 
regularização, mas em 2019 o governo se retirou 
do Pacto Global para Migração (ONU). 
 
● Venezuelanos (anos 2010): fuga da crise política 
e econômica → entrada principalmente por 
Roraima; enfrentam xenofobia. Criado o 
Programa Interiorização para redistribuí-los no 
território nacional. 
 
Programas Especiais 
● Mais Médicos (2013): trouxe profissionais 
estrangeiros (sobretudo cubanos) para áreas 
carentes. 
 
● Fim em 2018: Cuba se retirou após divergências 
políticas; em 2019 foi substituído pelo Médicos 
pelo Brasil. 
 
Refugiados no Brasil 
● Lei nacional baseada na Convenção da ONU de 
1951. 
 
● 2011: 3.500 pedidos. 
 
● 2018: mais de 80 mil pedidos. 
 
● 2019: 161 mil solicitações em análise no Conare. 
 
● Apoio: aulas de português, cursos 
profissionalizantes, auxílio-moradia. 
 
● Dificuldades: preconceito, desemprego, falta de 
moradia. 
 
Emigração de Brasileiros 
● Anos 1970: sulistas migraram para o Paraguai 
(brasiguaios). 
 
● Anos 1980-1990: grande saída para EUA, Japão 
e Europa. 
 
● EUA: brasileiros atuam em serviços de baixa 
remuneração, muitos ilegais. 
 
● Japão: descendentes atuaram como operários de 
baixa qualificação → conhecidos como 
dekasseguis. 
 
● Estimativa de 3,1 milhões de brasileiros vivendo 
fora do país (2014). 
 
 
🔹 Migrações Internas no Brasil 
● Período colonial: acompanhavam ciclos 
econômicos (açúcar no Nordeste, gado no interior, 
mineração em MG, borracha na Amazônia). 
 
● 1930 em diante: fluxos internos intensificados → 
Nordeste → Sudeste (industrialização).Nordeste → Sudeste (décadas de 1950–1980) 
● Causas: 
 
○ Crises econômicas e secas prolongadas 
no Nordeste. 
 
○ Falta de emprego e infraestrutura. 
 
● Destinos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais 
(regiões industriais). 
 
● Resultado: crescimento industrial do Sudeste e 
urbanização acelerada, surgimento de 
comunidades nordestinas em grandes cidades. 
 
2. 
Sul → Sudeste e Centro-Oeste (século XX) 
● Fluxos menores comparados ao Nordeste, mas 
motivados por: 
 
○ Busca por empregos em indústrias e 
comércio. 
 
○ Expansão da fronteira agrícola no 
Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás). 
 
3. 
Centro-Oeste → Sudeste e Sul (século XX e 
XXI) 
● Migração motivada por oportunidades urbanas e 
industriais. 
 
● Expansão de cidades como Brasília, Goiânia e 
cidades agroindustriais. 
 
4. 
Sudeste → Norte e Centro-Oeste (anos 
1960–1980) 
● Incentivo à colonização e ocupação do interior: 
 
○ Construção de Brasília (1960). 
 
○ Expansão agropecuária e de projetos de 
irrigação. 
 
● Fluxos de São Paulo e Minas Gerais para Goiás, 
Mato Grosso, Rondônia e Amazonas. 
 
5. 
Nordeste → Norte (anos 1980–2020) 
● Motivação: empregos na construção civil, 
agricultura e serviços na Amazônia (Manaus, 
Rondônia e Pará). 
 
● Impacto: crescimento de cidades amazônicas e 
mudanças demográficas. 
 
 
📌 Fluxos contemporâneos 
● Sudeste → Norte e Centro-Oeste: profissionais em 
busca de empregos em agronegócio, mineração e 
setor de serviços. 
 
● Norte e Nordeste → Sudeste: jovens buscando 
ensino superior, saúde e oportunidades urbanas. 
 
● Migrações temporárias: trabalhadores sazonais 
(colheita de cana, café, soja) e turismo. 
 
 
📌 Fatores que influenciam a 
migração interna 
1. Econômicos: emprego, industrialização, 
agricultura e agronegócio. 
 
2. Sociais: educação, saúde, moradia, redes 
familiares. 
 
3. Ambientais: seca no Nordeste, enchentes, 
mudanças climáticas. 
 
4. Políticos: programas governamentais de 
colonização e desenvolvimento regional. 
 
5. Urbanização: concentração de serviços e 
oportunidades nas grandes cidades. 
 
 
📌 Impactos dos fluxos 
migratórios 
Positivos 
● Integração econômica e social entre regiões. 
 
● Suporte à urbanização e crescimento industrial. 
 
● Ampliação do mercado de trabalho e consumo. 
 
● Diversidade cultural nas regiões receptoras. 
 
Negativos 
● Sobrecarga de serviços públicos em grandes 
cidades. 
 
● Surgimento de habitações precárias (favelas, 
periferias). 
 
● Desigualdade regional persistente. 
 
● Deslocamento de populações rurais, afetando 
agricultura familiar em algumas áreas. 
 
 
📌 Resumo por regiões 
Região de 
Origem 
Região de 
Destino 
Motivos 
principais 
Nordeste Sudeste, Sul Emprego, seca, 
industrialização 
Sul Sudeste, 
Centro-Oeste 
Indústria, 
agronegócio 
Sudeste Norte, 
Centro-Oeste 
Colonização, 
Brasília, 
agronegócio 
Norte e Nordeste Sudeste, 
Centro-Oeste 
Educação, 
saúde, emprego 
Centro-Oeste Sudeste e Sul Industrialização, 
serviços 
 
📌 Conclusão 
● Os fluxos migratórios internos no Brasil foram 
fundamentais para a urbanização, industrialização 
e ocupação econômica do território. 
 
● Nordeste → Sudeste foi o fluxo mais intenso 
historicamente, mas atualmente há migrações 
múltiplas entre todas as regiões. 
 
● A migração interna reflete desigualdades 
regionais, oportunidades econômicas e políticas 
de desenvolvimento urbano e rural. 
 
 
🌏 Dekassegui – 
Resumo Completo e 
Detalhado 
📌 Conceito 
● Dekassegui (do japonês: 出稼ぎ, dekasegi) 
significa literalmente “trabalhador que vai para fora 
para ganhar dinheiro”. 
 
● No contexto moderno, refere-se principalmente a 
descendentes de japoneses nascidos no Brasil ou 
em outros países da América Latina que migram 
para o Japão temporariamente, geralmente em 
busca de emprego. 
 
● Importante: não é qualquer imigrante asiático, e 
sim especificamente aqueles de origem nikkei 
(descendentes de japoneses). 
 
 
📌 Origem histórica 
● Primeira imigração japonesa para o Brasil: início 
do século XX (1908 – chegada do navio Kasato 
Maru). 
 
● Motivo: expansão da imigração para suprir a mão 
de obra agrícola em plantações de café e 
atividades rurais. 
 
● Segunda e terceira gerações: nisseis (filhos) e 
sanseis (netos) permanecem no Brasil, mantendo 
cultura japonesa. 
 
● Décadas de 1980–1990: crise econômica no Brasil 
e abertura do mercado japonês para trabalhadores 
estrangeiros trouxe os dekasseguis. 
 
 
📌 Perfil dos dekasseguis 
● Origem étnica: descendentes de japoneses 
(geralmente segunda ou terceira geração). 
 
● País de origem: majoritariamente Brasil, seguido 
por outros países latino-americanos (Peru, 
Bolívia). 
 
● Gênero: homens e mulheres; inicialmente 
predominância masculina, mas depois migração 
familiar e feminina aumentou. 
 
● Idade: jovens adultos, geralmente 18–35 anos. 
 
● Profissão: indústria, fábricas automobilísticas, 
eletrônicos, metalurgia, construção civil, serviços e 
comércio. 
 
 
📌 Motivos da migração 
dekassegui 
1. Econômicos 
 
○ Salários mais altos no Japão do que na 
América Latina. 
 
○ Condições de emprego e oportunidades 
de poupança e remessa de dinheiro ao 
país de origem. 
 
2. Sociais 
 
○ Melhor qualidade de vida, educação e 
infraestrutura. 
 
3. Culturais 
 
○ Vínculo histórico com a cultura japonesa, 
língua e costumes facilitam adaptação. 
 
 
📌 Características específicas 
● Migração temporária: geralmente contratos de 3 a 
5 anos, com possibilidade de renovação. 
 
● Remessa de dinheiro: objetivo principal é enviar 
recursos para familiares no Brasil (ou outros 
países de origem). 
 
● Integração cultural: apesar de descendentes, 
enfrentam barreiras linguísticas e culturais 
(dialetos, costumes corporativos). 
 
● Diferença para imigrantes japoneses recentes: 
não possuem nacionalidade japonesa ao chegar e 
precisam de visto de trabalho (tokutei ginou ou 
anteriormente permanent resident). 
 
 
📌 Impactos socioeconômicos 
● No Japão: 
 
○ Força de trabalho em setores industriais e 
de serviços pouco ocupados pelos 
japoneses nativos. 
 
○ Criação de comunidades nikkei 
latino-americanas em cidades industriais 
(ex.: Hamamatsu, Toyota, Gunma). 
 
● No Brasil e América Latina: 
 
○ Transferência de renda e capital familiar. 
 
○ Mudanças familiares e sociais: ausência 
prolongada de pais ou filhos. 
 
○ Reforço de vínculos culturais e 
manutenção de identidade nikkei. 
 
 
📌 Diferença entre dekassegui e 
outros migrantes asiáticos 
Aspecto Dekassegui Outros 
imigrantes 
asiáticos 
Origem Descendentes 
de japoneses 
(Brasil, Peru) 
Qualquer país 
asiático 
Motivo principal Trabalho 
temporário e 
remessa de 
dinheiro 
Diversos: 
trabalho, estudo, 
refúgio 
Vínculo cultural 
com Japão 
Forte (idioma, 
costumes, 
identidade) 
Pode não haver 
vínculo 
Migração Temporária ou 
semi-permanent
e 
Temporária ou 
permanente 
 
📌 Aspectos culturais e sociais 
● Comunidade nikkei: mantém escolas japonesas, 
clubes e associações culturais em cidades 
japonesas. 
 
● Desafios sociais: preconceito por não serem 
“japoneses puros” segundo a população local. 
 
● Adaptação linguística: mesmo descendentes 
podem ter dificuldade com kanji e expressões 
idiomáticas modernas. 
 
● Segregação parcial: concentram-se em bairros 
com outros dekasseguis, formando redes de 
apoio. 
 
 
📌 Políticas e regulamentações 
no Japão 
● Visto de trabalho específico para descendentes de 
japoneses: Nikkei Visa / Specified Skilled Worker 
Visa. 
 
● Permite trabalho em setores industriais e 
possibilidade de permanência temporária (3 a 5 
anos). 
 
● Programas de integração: aulas de japonês, 
cursos técnicos e apoio comunitário. 
 
 
📌 Resumo geral 
● Dekassegui não é qualquer asiático, mas sim 
descendente de japoneses nascido na América 
Latina que migra temporariamente ao Japão. 
 
● Objetivo principal: trabalho remunerado e remessa 
de recursos. 
 
● Características: temporário, com vínculocultural e 
linguístico, predominância de jovens adultos, 
inserção em setores industriais. 
 
● Impactos: contribuem para a economia japonesa, 
mantêm identidade nikkei e reforçam laços 
financeiros e culturais com países de origem. 
 
● Diferença crucial: origem nikkei + migração 
econômica temporária, distinto de imigrantes 
japoneses recentes ou outros asiáticos. 
 
 
	Conceito de Migrante 
	Histórico das Migrações 
	Principais Fatores de Deslocamento 
	Refugiados e ACNUR 
	Migrações Contemporâneas 
	Dados Relevantes 
	Barreiras e Incentivos 
	Estados Unidos 
	União Europeia 
	🔹 Tratado de Schengen (1985) 
	🔹 Crise dos Refugiados na Europa 
	🔹 Migrações no Brasil 
	Imigração Histórica 
	Imigração Contemporânea 
	Programas Especiais 
	Refugiados no Brasil 
	Emigração de Brasileiros 
	🔹 Migrações Internas no Brasil 
	🔹 Migração e Preconceito 
	🌍 ACNUR e Refugiados: Resumo Detalhado 
	📌 O que é a ACNUR? 
	📌 Quem é considerado refugiado? 
	📌 Como o ACNUR trata os refugiados? 
	📌 Leis e Tratados que Protegem Refugiados 
	📌 Relação entre ACNUR e refugiados 
	📌 Desafios atuais 
	Pacto Global para Migração (Global Compact for Safe, Orderly and Regular Migration — GCM) — resumo completo e detalhado 
	1) O que é o GCM — origem e natureza jurídica 
	2) Objetivo geral e princípios norteadores 
	3) Estrutura e conteúdo — as 23 Objetivos 
	4) Como o GCM funciona — mecanismos de implementação e governança 
	5) Relações internas — quem interage dentro do Pacto 
	6) Limitações e críticas (resumo das principais objecções) 
	7) Abrangência prática — o que o Pacto cobre (temas e setores) 
	8) Casos práticos / exemplos de implementação e desafios nacionais 
	9) Avaliações acadêmicas e análises de políticas 
	10) O que o GCM 
	não 
	 é 
	11) Recomendações práticas encontradas na literatura sobre como fortalecer o GCM 
	12) Onde ler mais (documentos essenciais e literatura) 
	13) Conclusão — síntese curta e direta 
	1) Existe “crise migratória” nos EUA? 
	2) Números e dimensão (dados centrais) 
	3) Principais rotas, origens e destinos 
	4) Principais políticas / instrumentos que moldaram a “crise” 
	5) Como funciona o tratamento dos migrantes (fluxo processual) 
	6) Causas do aumento de fluxos (push & pull) 
	7) Casos específicos e episódios relevantes (com impacto direto) 
	8) Limitações do sistema dos EUA (por que a “crise” persiste) 
	9) Consequências sociais, políticas e humanitárias 
	10) O que dizem estudos e análises políticas (síntese crítica) 
	11) Fontes selecionadas e leitura recomendada (oficiais e analíticas) 
	12) Síntese final — o que precisa ficar claro 
	🌎 Imigração no Brasil: resumo completo e detalhado 
	📌 O que é imigração? 
	📌 Imigração no Brasil: panorama histórico 
	📌 Emigração do Brasil (de dentro para fora) 
	📌 Migração interna no Brasil (regional) 
	📌 Tipos de imigração e emigração 
	📌 Leis e proteção migratória no Brasil 
	📌 Desafios atuais da imigração no Brasil 
	📌 Resumindo 
	🧠 Fuga de Cérebros (Brain Drain) – Resumo Detalhado 
	📌 O que é? 
	📌 Principais causas 
	📌 Onde ocorre mais? 
	🌍 Países que mais sofrem com a fuga de cérebros 
	🌍 Países que mais recebem cérebros 
	📌 Consequências da fuga de cérebros 
	Negativas (para os países de origem) 
	Positivas (possíveis) 
	📌 Casos específicos 
	📌 Limitações e desafios 
	🏭 Empresas Maquiladoras – Resumo Detalhado 
	📌 O que são? 
	📌 Contexto histórico 
	📌 Onde estão presentes? 
	📌 Papéis na sociedade e economia 
	Aspectos positivos 
	Aspectos negativos 
	📌 Características principais das maquiladoras 
	📌 Exemplos atuais 
	📌 Perguntas frequentes em vestibulares 
	🌍 Refugiados no Oriente Médio – Resumo Detalhado 
	📌 Conceito de refugiado 
	📌 Contexto histórico 
	📌 Países que mais enviam refugiados 
	📌 Países que mais recebem refugiados do Oriente Médio 
	📌 Causas principais 
	📌 Situação atual dos refugiados 
	📌 Migração secundária 
	📌 Consequências sociais e econômicas 
	📌 Resumo geral 
	🌎 Refugiados no Brasil – Resumo Detalhado 
	📌 Conceito de refugiado 
	📌 Histórico recente 
	📌 Países de origem dos refugiados no Brasil 
	📌 Distribuição dentro do Brasil 
	📌 Destinos e fluxos secundários 
	📌 Perfil e desafios 
	📌 Políticas e legislação 
	📌 Consequências sociais e econômicas 
	📌 Resumo geral 
	 
	🛡️ Direitos dos Refugiados no Brasil – Resumo Detalhado 
	📌 Conceito de refugiado 
	📌 Legislação brasileira 
	📌 Direitos garantidos aos refugiados no Brasil 
	1. 
	Direitos civis e pessoais 
	2. 
	Direitos sociais 
	3. 
	Direitos trabalhistas 
	4. 
	Proteção jurídica 
	5. 
	Assistência humanitária e integração 
	📌 Órgãos responsáveis pela proteção 
	📌 Procedimento para concessão de refúgio 
	📌 Desafios na proteção 
	📌 Resumo geral 
	🌎 Povoamento e Ocupação Econômica do Brasil – Resumo Detalhado 
	📌 1. Contexto inicial 
	📌 2. Fatores que influenciaram o povoamento 
	📌 3. Primeira fase: ocupação litorânea (1500–1600) 
	📌 4. Segunda fase: expansão para o interior (séculos XVII–XVIII) 
	📌 5. Terceira fase: interiorização econômica (séculos XVIII–XIX) 
	📌 6. Estratégias e instrumentos de ocupação 
	📌 7. Resultados e consequências 
	📌 8. Interiorização no século XX 
	📌 Resumo geral 
	🌎 Fluxos Migratórios entre Regiões Brasileiras – Resumo Detalhado 
	📌 Conceito de migração interna 
	📌 Tipos de migração interna 
	📌 Principais fluxos migratórios históricos 
	1. 
	Nordeste → Sudeste (décadas de 1950–1980) 
	2. 
	Sul → Sudeste e Centro-Oeste (século XX) 
	3. 
	Centro-Oeste → Sudeste e Sul (século XX e XXI) 
	4. 
	Sudeste → Norte e Centro-Oeste (anos 1960–1980) 
	5. 
	Nordeste → Norte (anos 1980–2020) 
	📌 Fluxos contemporâneos 
	📌 Fatores que influenciam a migração interna 
	📌 Impactos dos fluxos migratórios 
	Positivos 
	Negativos 
	📌 Resumo por regiões 
	📌 Conclusão 
	🌏 Dekassegui – Resumo Completo e Detalhado 
	📌 Conceito 
	📌 Origem histórica 
	📌 Perfil dos dekasseguis 
	📌 Motivos da migração dekassegui 
	📌 Características específicas 
	📌 Impactos socioeconômicos 
	📌 Diferença entre dekassegui e outros migrantes asiáticos 
	📌 Aspectos culturais e sociais 
	📌 Políticas e regulamentações no Japão 
	📌 Resumo geral● Anos 1970: expansão agropecuária atraiu 
migrantes para o Centro-Oeste e Amazônia. 
 
● Anos 2000 em diante: crescimento das cidades 
médias > metrópoles → descentralização 
econômica. 
 
● Censo 2010: queda no número total de migrantes 
internos (de 3,3 milhões para 2 milhões em 
2000-2009). 
 
● Tendências atuais: migração de retorno 
(nordestinos voltando), crescimento do 
Centro-Oeste e cidades médias. 
 
 
🔹 Migração e Preconceito 
● Muitas vezes associada, de forma equivocada, a 
violência, desemprego e problemas ambientais. 
 
● Casos de xenofobia contra nordestinos e contra 
imigrantes (haitianos, venezuelanos). 
 
● ONU: mobilidade é uma liberdade humana 
fundamental. 
 
● Preconceito ignora que a história de todos os 
povos foi construída pela mobilidade e 
miscigenação. 
 
 
Perfeito, vou te trazer um resumo detalhado e organizado 
sobre a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas 
para Refugiados) e a proteção internacional dos 
refugiados. 
 
🌍 ACNUR e 
Refugiados: Resumo 
Detalhado 
📌 O que é a ACNUR? 
● Nome: ACNUR – Alto Comissariado das Nações 
Unidas para Refugiados (em inglês UNHCR – 
United Nations High Commissioner for Refugees). 
 
● Criação: 14 de dezembro de 1950 pela 
Assembleia Geral da ONU. 
 
● Início: Começou a atuar em 1951, para auxiliar 
milhões de refugiados deslocados pela Segunda 
Guerra Mundial. 
 
● Mandato inicial: 3 anos, mas foi sendo renovado e 
hoje é uma das principais agências da ONU. 
 
● Sede: Genebra, Suíça. 
 
● Missão: Proteger e encontrar soluções duradouras 
para pessoas que foram forçadas a deixar seus 
países por perseguições, guerras ou violações de 
direitos humanos. 
 
 
📌 Quem é considerado 
refugiado? 
Segundo a Convenção Relativa ao Estatuto dos 
Refugiados de 1951 (Convenção de Genebra) e o 
Protocolo de 1967: 
👉 Refugiado é a pessoa que, devido a fundados temores 
de perseguição por motivos de: 
● raça, 
 
● religião, 
 
● nacionalidade, 
 
● opinião política, 
 
● pertencimento a determinado grupo social, 
 
está fora do país de origem e não pode ou não quer 
regressar, por não ter garantias de proteção. 
➡ Além disso, em regiões como a América Latina, a 
Declaração de Cartagena (1984) ampliou a definição, 
incluindo também pessoas que fogem de: 
● conflitos armados, 
 
● violência generalizada, 
 
● violações massivas de direitos humanos, 
 
● crises ambientais e humanitárias. 
 
 
📌 Como o ACNUR trata os 
refugiados? 
O ACNUR atua em várias frentes: 
1. Proteção Jurídica 
 
○ Garante que os refugiados tenham acesso 
ao princípio do non-refoulement, ou seja, 
não podem ser devolvidos para países 
onde suas vidas ou liberdade corram 
risco. 
 
○ Trabalha para que os Estados respeitem 
os tratados internacionais de refúgio. 
 
○ Apoia governos na criação de leis e 
políticas de acolhimento. 
 
2. Assistência Humanitária 
 
○ Distribui abrigo, alimentos, água, 
medicamentos e itens básicos em campos 
de refugiados. 
 
○ Oferece proteção contra violência sexual, 
exploração e tráfico humano. 
 
○ Garante o registro civil e documentação 
(fundamental para acessar serviços 
básicos). 
 
3. Soluções Duradouras 
 
○ Repatriação voluntária: quando a situação 
do país de origem se estabiliza e é seguro 
retornar. 
 
○ Integração local: refugiados passam a 
viver legalmente no país de acolhida, com 
acesso a direitos (trabalho, saúde, 
educação). 
 
○ Reassentamento em terceiro país: quando 
nem o retorno, nem a permanência no 
país de acolhida são possíveis. 
 
 
📌 Leis e Tratados que Protegem 
Refugiados 
O sistema internacional é baseado em tratados 
multilaterais e na atuação da ONU: 
1. Convenção de 1951 (Genebra) 
 
○ Documento fundador da proteção 
internacional. 
 
○ Define quem é refugiado, quais são seus 
direitos e deveres. 
 
○ Estabelece o princípio do 
non-refoulement. 
 
2. Protocolo de 1967 
 
○ Removeu restrições geográficas e 
temporais da Convenção de 1951 (antes 
valia apenas para refugiados da Europa 
pós-guerra). 
 
○ Tornou a definição de refugiado universal. 
 
3. Declaração de Cartagena (1984 – América Latina) 
 
○ Expande a definição de refugiado, 
reconhecendo causas como conflitos 
internos e violência generalizada. 
 
○ Não é vinculante, mas influenciou a 
legislação de vários países, incluindo o 
Brasil. 
 
4. Leis Nacionais 
 
○ Cada país signatário deve criar sua 
própria lei de refúgio. 
 
○ Exemplo Brasil: Lei 9.474/1997 – 
reconhece e regula o processo de 
solicitação de refúgio, inspirada pela 
Convenção de 1951 e pela Declaração de 
Cartagena. 
 
 
📌 Relação entre ACNUR e 
refugiados 
● O ACNUR é o órgão internacional encarregado de 
coordenar a proteção e buscar soluções para 
refugiados. 
 
● Ele não substitui os governos, mas atua em 
cooperação com eles. 
 
● Onde os Estados falham em proteger refugiados, 
o ACNUR entra como garantia mínima de direitos 
humanos. 
 
● Atua em crises emergenciais (como Síria, Sudão, 
Afeganistão, Venezuela) e também em políticas de 
longo prazo de integração. 
 
 
📌 Desafios atuais 
● Crises migratórias massivas (mais de 43 milhões 
de refugiados no mundo em 2025, segundo 
estimativas da ONU). 
 
● Xenofobia e políticas restritivas de alguns países. 
 
● Dificuldade de financiamento (o ACNUR depende 
de doações voluntárias dos Estados e da 
sociedade civil). 
 
● Novos motivos de deslocamento, como mudanças 
climáticas e desastres ambientais. 
 
Pacto Global para 
Migração (Global 
Compact for Safe, 
Orderly and Regular 
Migration — GCM) — 
resumo completo e 
detalhado 
Abaixo você encontra um resumo aprofundado do Pacto 
Global para a Migração (GCM): o que é, como funciona, 
quem participa, o que diz (objetivos e medidas), 
mecanismos de implementação, limitações e críticas, 
alcance e exemplos práticos / casos específicos. Sempre 
que possível eu cito fontes oficiais e análises acadêmicas 
para você checar os textos originais. 
 
1) O que é o GCM — origem e 
natureza jurídica 
● Definição & origem: o GCM é o primeiro acordo 
intergovernamental global negociado no âmbito da 
ONU que traça uma abordagem comum sobre 
migração em todas as suas dimensões. Foi 
finalizado em julho de 2018 e adotado por 
Assembleia Geral em dezembro de 2018. . 
 
● Natureza jurídica: é um instrumento de “soft law” 
(não vinculante) — ou seja, não cria obrigações 
jurídicas obrigatórias aos Estados, mas estabelece 
compromissos políticos, princípios e um conjunto 
de medidas e boas práticas para coordenar ações 
sobre migração. Essa característica é central para 
entender tanto seu potencial quanto suas 
limitações. . 
 
 
2) Objetivo geral e princípios 
norteadores 
● Objetivo: promover migração segura, ordenada e 
regular, minimizando riscos e maximizando 
benefícios tanto para migrantes quanto para 
países de origem, trânsito e destino. O GCM 
afirma o respeito ao direito internacional dos 
direitos humanos como base. . 
 
● Princípios: cooperação internacional, 
responsabilidade compartilhada, respeito aos 
direitos humanos, abordagem baseada em provas 
e dados, diferenciação entre migração regular e 
refúgio (o GCM não substitui a Convenção de 
1951 sobre refugiados). . 
 
 
3) Estrutura e conteúdo — as 23 
Objetivos 
● O texto é organizado em 23 objetivos que cobrem 
o ciclo completo da migração: prevenção das 
causas adversas, proteção de migrantes, gestão 
de fluxos, combate ao tráfico e contrabando, 
acesso a direitos básicos (saúde, educação, 
trabalho decente), dignidade na detenção de 
migrantes, documentação, reconhecimento de 
competências, remessas, integração local, entre 
outros. . 
 
● Exemplos de objetivos-chave: 
 
○ Objetivo 2 — Reduzir fatores adversos e 
rebaixar vulnerabilidade; 
 
○ Objetivo 4 — Garantir caminhos regulares 
para migração; 
 
○ Objetivo 6 — Proteger os direitos e o 
acesso à proteção; 
 
○ Objetivo 10 — Prevenir e combater o 
tráfico de migrantes; 
 
○ Objetivo 23 — Reforçar cooperação e 
parcerias internacionais. 
 
 (A lista completa como texto pode ser 
consultada no documento oficial do GCM). 
. 
 
 
4) Como o GCM funciona — 
mecanismos de implementação e 
governança 
● Base de implementação: o GCM propõe que os 
Estados implementem os objetivos em nível 
nacional, regional e local, adaptando medidas às 
suas realidades e desenvolvendo 
planos/estratégias nacionais. . 
 
● Mecanismos formais criados/relacionados: 
 
○ Rede das Nações Unidas para Migração 
(UN Network on Migration) — plataforma 
que reúne agências da ONU (IOM, 
UNHCR, ONU Mulheres, OIT, OMS, entre 
outras) para coordenar suporte técnico 
aos Estados e harmonizar práticas. A IOM 
(Organização Internacional para as 
Migrações) teve papel central no processo 
e apoia a coordenação técnica. . 
 
○ Fórum Internacional de Revisão sobre 
Migração (International Migration Review 
Forum — IMRF): encontro 
intergovernamental periódicos para revisar 
progresso, trocar boas práticas e mobilizar 
parcerias (primeiro IMRF realizado após a 
adoção do GCM). . 
 
○ Planos Nacionais, “pledges” e Parcerias: 
países são encorajados a adotar planos 
nacionais, metas, indicadores e 
compromissos voluntários, além de 
parcerias com cidades, sociedade civil e 
setor privado. . 
 
● Monitoramento e prestação de contas: por ser não 
vinculante, o monitoramento depende de relatórios 
voluntários, avaliações nacionais e do diálogo 
multilateral nos fóruns da ONU; não existe um 
mecanismo sancionador automático. . 
 
 
5) Relações internas — quem 
interage dentro do Pacto 
● Estados-membros: são os principais atores — 
negociaram e adotaram o texto, e são 
responsáveis pela implementação em seus 
territórios. Alguns aderiram com reservas políticas. 
. 
 
● Sistema ONU & agências técnicas: IOM (líder 
técnico-prático), UNHCR (quando há intersecção 
com proteção internacional), OIT (trabalho 
decente), OMS (saúde), UNICEF, ONU Mulheres, 
entre outras, atuam em coordenação via Rede da 
ONU para Migração. . 
 
● Órgãos regionais e governos locais: o GCM 
incentiva cooperação regional e papel dos 
municípios (ex.: programas de integração local), 
reconhecendo que cidades e regiões estão na 
linha de implementação. . 
 
● Sociedade civil & setor privado: ONG, sindicatos, 
universidades e empresas são atores encorajados 
a participar de ações concretas, desde 
acolhimento até reconhecimento de qualificações. 
. 
 
 
6) Limitações e críticas (resumo 
das principais objecções) 
1. Não vinculante / “soft law”: a falta de caráter 
legalmente obrigatório limita a capacidade do 
GCM de impor comportamentos uniformes — 
depende de vontade política nacional. Isso é 
apontado como principal limitação por diversos 
trabalhos acadêmicos. . 
 
2. Vagueza e amplitude excessiva: críticas apontam 
que o texto é amplo, genérico e em alguns pontos 
vago (falta operacionalização concreta, metas 
quantificadas claras), o que dificulta 
implementação e avaliação objetiva. . 
 
3. Política e soberania: alguns governos alegaram 
que o GCM poderia minar soberania sobre 
políticas migratórias — resultando em oposição e 
não-adesão de certos países (vários governos não 
assinaram/ratificaram politicamente o pacto ou 
fizeram declarações de não implementar). Esse 
contexto político limitou alcance prático e gerou 
polarização. . 
 
4. Recursos e capacidade administrativa: 
implementação plena exige capacidades 
institucionais, sistemas de dados, financiamento e 
formação — muitos Estados, especialmente em 
países de origem e trânsito, enfrentam limitações 
financeiras e técnicas. . 
 
5. Risco de instrumentalização por interesses 
econômicos: alguns críticos de esquerda apontam 
que o GCM pode ser apropriado por interesses de 
mercado que buscam mão de obra barata e 
flexibilização de direitos laborais, se não houver 
salvaguardas firmes. . 
 
 
7) Abrangência prática — o que o 
Pacto cobre (temas e setores) 
● Tem alcance transversal: aborda prevenção 
(desenvolvimento, clima), mecanismos de 
mobilidade regular (vistos, mobilidade laboral), 
proteção (acesso a serviços, documentação), 
cooperação contra crimes (tráfico e contrabando), 
integração socioeconômica, reconhecimento de 
qualificações, remessas, inclusão das dimensões 
de gênero, proteção de crianças migrantes, saúde, 
emprego e segurança social. Ou seja, cobre 
quase todas as facetas da migração sem, 
contudo, transformar-se em lei. . 
 
 
8) Casos práticos / exemplos de 
implementação e desafios 
nacionais 
● Adoção e planos nacionais: alguns países 
elaboraram planos nacionais de implementação 
ou integraram objetivos do GCM em políticas 
migratórias e de integração local — porém o grau 
e a qualidade da implementação variam 
fortemente entre países. Relatórios do IOM e da 
Rede da ONU mostram avanços em áreas como 
sistemas de dados, registro e acolhimento, mas 
lacunas em proteção e caminhos regulares 
persistem. . 
 
● Cidades e autoridades locais: iniciativas locais 
(ex.: cidades que assinaram “Call to Local Action”) 
mostram que a implementação efetiva muitas 
vezes ocorre subnacionalmente — integração em 
serviços públicos, reconhecimento de 
competências e programas sociais. . 
 
● Casos regionais: a recepção e políticas para 
fluxos massivos (ex.: América Latina com 
deslocamentos venezuelanos; países na Ásia e 
África com fluxos laborais) mostraram que a 
cooperação regional e assistência técnica são 
fundamentais; contudo, respostas variam e o GCM 
tem servido mais como referência política do que 
como força transformadora direta. Artigos recentes 
apontam que seis anos depois da adoção o 
impulso prático precisa ser revitalizado. . 
 
 
9) Avaliações acadêmicas e 
análises de políticas 
● Potencial: pesquisadores elogiam o GCM por 
oferecer uma estrutura multilateral para 
cooperação e por colocar migração na agenda de 
desenvolvimento e direitos humanos; o GCM 
também cria espaço para diálogo e troca de boas 
práticas. . 
 
● Limitações apontadas pela literatura: papers 
acadêmicos enfatizam o caráter simbólico frente à 
falta de instrumentos vinculantes, a dificuldade de 
medir implementação (falta de indicadores 
padronizados), e o risco de que o GCM seja 
contestado politicamente em contextos populistas. 
Alguns estudos pedem maior clareza sobre 
financiamento, responsabilização e indicadores 
mensuráveis. . 
 
 
10) O que o GCM 
não 
 é 
● Não substitui o regime de proteção internacional 
para refugiados (Convenção de 1951 / Protocolo 
de 1967) — os dois instrumentos são distintos e 
complementares. . 
 
● Não cria obrigações jurídicas penais ou 
administrativas automáticas; é um quadro de 
cooperação voluntária. . 
 
 
11) Recomendações práticas 
encontradas na literatura sobre 
como fortalecer o GCM 
● Traduzir objetivos em metas mensuráveis e 
indicadores com prazos; 
 
● Criar mais suporte financeiro e técnico (fundo, 
assistência técnica) para países de menor 
capacidade; 
 
● Fortalecer monitoramento com relatórios 
periódicos e avaliações independentes; 
 
● Aprofundar cooperação regional e integrar mais os 
governos locais e a sociedade civil no processo; 
 
● Promover comunicação pública para combater 
desinformação e reduzir a polarização política 
sobre migração. . 
 
 
12) Onde ler mais (documentos 
essenciais e literatura) 
● Texto oficial do GCM (documento final / “agreed 
outcome”) — documento de julho/2018 (texto 
integral). . 
 
● UN Network on Migration / IOM — guias de 
implementação, briefing e relatórios sobre 
progresso (resources e toolkits). . 
 
● Análises acadêmicas e críticas: artigos sobre “soft 
law”, avaliações de implementação (Frontiers, 
Taylor & Francis, periódicos de migração). . 
 
● Relatórios de avaliação & IMRF: relatórios de 
secretariado/Secretário-Geral e sínteses sobre 
revisões do GCM (relatórios 2023–2024 
mencionam implementações e gaps). . 
 
 
13) Conclusão — síntese curta e 
direta 
O GCM é um marco político-diplomático importante: 
oferece um quadro abrangente (23 objetivos) para 
coordenar migração internacionalcom base em direitos 
humanos e cooperação. Seu potencial está em promover 
políticas coerentes, partilhar boas práticas e mobilizar 
vários atores. Sua principal limitação é a natureza não 
vinculante, que torna a implementação dependente da 
vontade política, de financiamento e de capacidade 
técnica dos Estados; por isso muitos artigos e análises 
chamam atenção para a necessidade de transformar o 
impulso político em medidas concretas, financiadas e 
monitoradas. . 
 
1) Existe “crise 
migratória” nos EUA? 
● Resposta curta: Sim — há um problema complexo 
e persistente nas fronteiras e no sistema de 
imigração dos EUA que muitos atores descrevem 
como “crise”, mas a definição depende do critério: 
números de travessias/“encounters” (encontros 
com agentes), sobrecarga administrativa 
(backlog), condições de acolhimento e capacidade 
de processamento. Dados oficiais mostram 
volumes muito altos de “encounters” nos últimos 
anos e um enorme acúmulo de casos nos 
tribunais de imigração. . 
 
● Por que é contestado: alguns órgãos e governos 
apontam reduções recentes em determinados 
meses/anos; outros destacam aumento de 
“gotaways” (quem entra e não é detectado), 
condições precárias em acampamentos/tendas e 
violações de padrões de detenção. Há divergência 
entre relatos oficiais, análises independentes e 
posicionamentos políticos. . 
 
 
2) Números e dimensão 
(dados centrais) 
● Encontros na fronteira e “nationwide encounters”: 
o CBP publica dados regulares sobre encontros 
na fronteira (apreensões, expulsões e 
inadmissíveis). Desde 2021 houve picos históricos 
de encontros no Sudoeste, com meses recordes 
(milhões por ano em 2021–2023 em registros 
agregados). Os dados oficiais são a fonte primária 
para medir tendência. . 
 
● Backlog nos tribunais de imigração: o acúmulo de 
processos é muito grande — por exemplo, em 
meados de 2025 o backlog ultrapassou 3 milhões 
de casos pendentes, dos quais mais de 2 milhões 
são pedidos de asilo — o que traduz demora 
longa na decisão e insegurança jurídica dos 
migrantes. . 
 
● Variação por nacionalidade: nos últimos anos 
observou-se mudança na composição: além de 
mexicanos e centro-americanos (Honduras, 
Guatemala, El Salvador), houve aumento 
expressivo de venezuelanos, cubanos, haitianos e 
migrantes de África/Ásia transitando via México. 
Relatórios regionais (IOM/ACNUR) mostram altas 
proporções de venezuelanos em fluxos pela 
América Latina. . 
 
 
3) Principais rotas, 
origens e destinos 
● Rotas de entrada para os EUA 
 
○ Fronteira Sudoeste (México–EUA): rota 
mais visível — migrantes de México, 
América Central (Guatemala, Honduras, 
El Salvador), Caribe (Cuba, Haiti), e 
muitos cidadãos venezuelanos e africanos 
que transitam pela América Latina. Este é 
o ponto central das políticas e crises 
públicas. . 
 
○ Fronteira Norte e chegadas por mar: 
menos volumosas, mas existem fluxos por 
Canadá/Alasca e embarcações no litoral. 
. 
 
● De onde vêm (principais nacionalidades recentes) 
 
○ México continua sendo grande parcela 
das apreensões, mas proporcionalmente 
caiu em relação a 2010–2018. 
 
○ Venezuela: migração massiva desde 
2015–2020 (crise econômica/política) com 
muitos buscando entrar nos EUA via rotas 
terrestres. 
 
○ Cuba, Haiti, Nicarágua, África e Ásia: 
fluxos importantes, em especial Haiti e 
Cuba (também por motivos políticos e 
calamidades). . 
 
● Para onde vão os migrantes dentro dos EUA 
 
○ Após liberação/entrada, migrantes muitas 
vezes seguem para redes de apoio 
(familiares, comunidades de mesma 
nacionalidade) em estados como Texas, 
Florida, New York, California, New Jersey, 
Massachusetts e outros centros urbanos. 
Indicadores administrativos e do mercado 
de trabalho mostram destinos variados 
conforme vínculos familiares e oferta de 
trabalho. (Relatórios locais e da 
IOM/ACNUR detalham padrões 
subnacionais). . 
 
● Saídas / Deportações 
 
○ Os EUA deportam (removem) milhões ao 
longo dos anos; as remoções variam por 
política do DHS/ICE e acordos bilaterais. 
Desde 2021 houve aumento de 
expulsões/remoções em certos períodos; 
programas como Title 42 (quando ativo) 
geraram expulsões rápidas sem processo 
de asilo. Hoje removições direcionam-se a 
países de origem ou de trânsito (México, 
Guatemala, Honduras, El Salvador, Haiti 
etc.). . 
 
 
4) Principais políticas / 
instrumentos que 
moldaram a “crise” 
● Title 42 (expulsão por motivos de saúde pública): 
política sanitária iniciada em 2020 (pandemia) que 
permitiu expulsões sumárias sem análise de 
proteção. Foi usada massivamente em 2020–2022 
e deixou efeitos duradouros — seu fim 
judicial/administrativo e a gestão das 
consequências foram fator de instabilidade e 
aumento de tentativas em períodos de transição. 
Análises mostram que Title 42 não “fechou” o 
fluxo, apenas mudou padrões de tentativas e de 
risco. . 
 
● Parole programs / processos humanitários (ex.: 
para venezuelanos, cubanos, haitianos, 
nicaraguenses): mecanismos executivos de 
“parole” e autorização de entrada (em troca de 
compromisso de documentos/apoio nos EUA) 
foram introduzidos/expandido em 2022–2023 para 
dar alternativas à entrada irregular; têm impactos 
mistos (reduzem tentativas de determinadas 
nacionalidades, mas dependem de capacidade de 
implementação e de vagas). . 
 
● MPP / “Remain in Mexico” (Protocolos de 
Proteção aos Migrantes): programa iniciado em 
2019 que enviava a maioria dos requerentes para 
aguardar no México suas audiências nos EUA; 
suspenso/reativado em diferentes momentos e 
alvo de disputas judiciais, afetando atendimento e 
risco de acampamentos em cidades fronteiriças 
mexicanas. . 
 
● CBP One, controles administrativos e acordos 
bilaterais com México e países da região: 
tentativas de criar pré-agendamento e controlar 
fluxos, que têm capacidade limitada frente a 
deslocamentos em massa. . 
 
 
5) Como funciona o 
tratamento dos 
migrantes (fluxo 
processual) 
1. Apreensão / encontro na fronteira (CBP): triagem 
inicial; detenção temporária em estações da 
Border Patrol ou centros temporários. Dados de 
“encounters” registrados. . 
 
2. Classificação (inadmissível, pedido de asilo, 
menor não acompanhado): 
 
○ Pessoas que pedem asilo podem passar 
por triagem “credible fear” (medo crível) e 
potencialmente entrar em procedimentos 
de asilo. 
 
○ Outros podem ser expulsos (Title 42) ou 
processados por violações 
administrativas. . 
 
3. Detenção / abrigo temporário: por curtos períodos 
Border Patrol; para menores não acompanhados, 
existe sistema federal de tutela (ORR) — mas 
houve episódios de superlotação, uso de tendas e 
centros militares (ex.: Fort Bliss) com denúncias 
de más condições. Pesquisas e reportagens 
documentaram violações e riscos 
sanitários/psicológicos. . 
 
4. Processo de imigração: pedidos passam por 
tribunais de imigração (EOIR) e por processos de 
remoção/adoção de status; o enorme backlog 
implica anos de espera para decisão final. . 
 
5. Resultados possíveis: a) concessão de asilo ou 
proteção complementar; b) ajuste de status (casos 
específicos); c) remoção/deportação; d) 
permanência por motivo de parole temporário 
(programas humanitários). . 
 
 
6) Causas do aumento 
de fluxos (push & pull) 
● Push (forças que empurram as pessoas a sair): 
 
○ Violência e crime organizado 
(particularmente no Triângulo Norte — 
Honduras, El Salvador, Guatemala). 
 
○ Crises econômicas e desemprego; 
pobreza e falta de oportunidades. 
 
○ Crises políticas e colapso estatal (ex.: 
Venezuela). 
 
○ Desastres naturais e mudanças climáticas 
afetando meios de subsistência (secas, 
enchentes). 
 
○ Perseguições étnicas, religiosas ou 
políticas em certos contextos. . 
 
● Pull (fatores que atraem): 
 
○ Rede familiar / vínculos migratórios 
(remessas e comunidades estabelecidas). 
 
○ Percepções de acesso a proteção 
(possibilidade de pedir asilo, programas 
de parole, ou esperanças de tolerância 
administrativa). 
 
○ Demanda por trabalho emsetores 
específicos (construção, agricultura, 
serviços). 
 
○ Informação/rumores sobre políticas de 
admissão — mensagens e percepções 
influenciam decisões individuais. . 
 
 
7) Casos específicos e 
episódios relevantes 
(com impacto direto) 
● Title 42 (2020–2023): uso massivo para expulsar 
sem análise de asilo; impacto na dinâmica de 
entradas. Decisões judiciais e o término/alterações 
da política geraram oscilações nos fluxos. . 
 
● Programas humanitários/parole para 
Venezuelanos, Cubanos, Haitianos, 
Nicaraguenses (2022–): criaram rotas legais para 
alguns, alterando a composição dos fluxos, mas 
com limitações (vagas, requisitos de sponsor). . 
 
● “Remain in Mexico” / MPP: envio de requerentes 
para aguardar no México — forte impacto 
humanitário e judiciário; gerou acampamentos em 
cidades mexicanas. . 
 
● Acampamentos e processamento fora de 
instalações adequadas: relatos de tendas 
temporárias, transferências a locais remotos e uso 
de instalações militares ou improvisadas 
(documentado por imprensa e ONGs). Exemplos: 
acampamentos em Jacumba (CA), tendas em El 
Paso/Del Rio e centros como Fort Bliss com 
denúncias. . 
 
● Backlog judicial e ondas de políticas executivas 
(2021–2025): mudanças administrativas (Biden -> 
iniciativas) e judicializações (cortes que obrigaram 
reintegrações de políticas) tornaram o sistema 
volátil. O backlog e variações nas decisões 
judiciais influenciam prazos e destino dos 
migrantes. . 
 
 
8) Limitações do sistema 
dos EUA (por que a 
“crise” persiste) 
1. Capacidade administrativa insuficiente (atrás de 
um aumento rápido de fluxos). Implementar 
triagem, acolhimento, documentação e 
acolhimento integral exige recursos e pessoal. . 
 
2. Ferramentas legais fragmentadas e políticas 
contraditórias: alternância de políticas executivas, 
decisões judiciais e ações estaduais criam 
incerteza e lacunas. . 
 
3. Backlog nos tribunais e demora na análise de asilo 
deixam migrantes em situação prolongada de 
vulnerabilidade. . 
 
4. Questões humanitárias e de direitos humanos 
(condições em centros temporários/detentos, 
proteção de crianças) — várias investigações e 
relatórios apontaram violações e lacunas. . 
 
5. Pressões regionais e falta de mecanismos 
multilaterais robustos: resposta eficaz exige 
cooperação com países de origem, trânsito e 
destino (México, países centro-americanos) e 
investimento em desenvolvimento local. . 
 
 
9) Consequências 
sociais, políticas e 
humanitárias 
● Política interna: migração virou questão central na 
agenda política e eleitoral, polarizando debates e 
influenciando prioridades de orçamento (frontline 
enforcement vs. programas 
humanitários/integração). 
 
● Impacto nas comunidades locais: cidades-sede 
lidam com chegada de grandes grupos (pressão 
sobre serviços sociais, escolas, saúde) e surgem 
iniciativas de acolhimento e tensão social. 
 
● Risco humanitário: exposição a tráfico, 
exploração, condições perigosas de travessia e 
saúde mental debilitada, especialmente entre 
crianças e famílias. . 
 
 
10) O que dizem estudos 
e análises políticas 
(síntese crítica) 
● Acadêmicos e analistas apontam que o problema 
não é apenas “controle de fronteira”: envolve 
causas estruturais nos países de origem, políticas 
de asilo, capacidade administrativa, e dinâmica 
regional. Programas de expulsão emergenciais 
(Title 42, MPP) oferecem alívio momentâneo, mas 
não resolvem causas de deslocamento. 
Recomendações incluem medir melhor 
(indicadores), financiamento predizível, 
cooperação regional e caminhos legais ampliados. 
. 
 
 
11) Fontes selecionadas 
e leitura recomendada 
(oficiais e analíticas) 
● Dados oficiais e painéis: U.S. Customs and Border 
Protection (CBP) — Nationwide Encounters / 
Southwest Land Border Encounters. . 
 
● Backlog tribunais: TRAC Immigration — dados 
sobre atrasos e número de casos. . 
 
● Análises de políticas: Migration Policy Institute — 
artigos sobre Title 42, efeitos e recomendações. . 
 
● Relatórios regionais: IOM / OIM e ACNUR para 
tendências na América Latina e composição 
nacional dos fluxos. . 
 
● Organizações e briefings: American Immigration 
Council (visão legal e resumo de instrumentos 
como MPP), Refugees International / USCRI 
(programas de parole). . 
 
● Investigações jornalísticas importantes: 
Washington Post, AP, NPR, PBS sobre condições 
de detenção, acampamentos e a construção/uso 
de instalações emergenciais. . 
 
 
12) Síntese final — o que 
precisa ficar claro 
● Há um problema real e multifacetado nas 
fronteiras e no sistema de imigração dos EUA: 
volumes elevados de chegadas, políticas que 
mudam rapidamente, demora na análise de 
solicitações e desafios humanitários. . 
 
● Não é só “falta de controle”: também é sobre por 
que as pessoas se movem (violência, crises 
políticas e econômicas, clima) e como o sistema 
(leis, capacidade, cooperação regional) responde. 
. 
 
● Soluções precisam ser multilaterais e duradouras: 
fortalecer rotas regulares, investir em 
processamento rápido de pedidos, proteção a 
crianças e pessoas vulneráveis, recursos para 
governos locais e acordos com países de origem e 
trânsito. 
 
🌎 Imigração no Brasil: 
resumo completo e 
detalhado 
📌 O que é imigração? 
● Imigração: entrada de pessoas em um país ou 
região diferente daquela onde nasceram, com o 
objetivo de viver temporária ou permanentemente. 
 
● Emigração: saída de pessoas de um país de 
origem para outro. 
 
● Migração interna (ou regional): deslocamentos 
dentro do mesmo país, por exemplo, migração do 
Nordeste para o Sudeste. 
 
● Migração internacional: envolve a travessia de 
fronteiras nacionais (entrada ou saída do Brasil). 
 
👉 Ou seja: 
● Imigração = quem entra no país. 
 
● Emigração = quem sai do país. 
 
● Migração regional/interna = deslocamentos dentro 
do território brasileiro. 
 
 
📌 Imigração no Brasil: panorama 
histórico 
O Brasil é marcado por ondas de imigração ao longo da 
sua história: 
1. Período Colonial (1500–1822) 
 
○ Imigração forçada de africanos 
escravizados (cerca de 4,5 milhões de 
pessoas trazidas para o Brasil). 
 
○ Portugueses chegaram em grande 
número, ocupando cargos administrativos, 
militares e comerciais. 
 
2. Século XIX (1822–1889) – Império 
 
○ Fim do tráfico negreiro (1850) levou o 
governo a incentivar a imigração europeia. 
 
○ Principais fluxos: italianos, alemães, 
suíços, espanhóis e portugueses. 
 
○ Instalaram-se principalmente no Sul e 
Sudeste, trabalhando na agricultura (café 
e colônias agrícolas). 
 
3. Início do século XX 
 
○ Continuação da entrada de italianos e 
espanhóis. 
 
○ Chegada de japoneses (a partir de 1908, 
com o navio Kasato Maru). Hoje o Brasil 
abriga a maior comunidade japonesa fora 
do Japão. 
 
○ Sírios e libaneses também vieram, 
dedicando-se ao comércio. 
 
4. Segunda metade do século XX 
 
○ Redução da imigração europeia após a 
Segunda Guerra Mundial. 
 
○ Brasil passou a receber latino-americanos, 
especialmente bolivianos e paraguaios, e 
asiáticos (coreanos e chineses). 
 
5. Século XXI 
 
○ Aumento da imigração de países em crise: 
 
■ Haitianos (após o terremoto de 
2010). 
 
■ Venezuelanos (fuga da crise 
política, econômica e social). 
 
■ Africanos (senegaleses, 
angolanos, congoleses). 
 
○ Brasil passou a ser um destino 
humanitário, reconhecendo refugiados e 
migrantes em vulnerabilidade. 
 
 
📌 Emigração do Brasil (de dentro 
para fora) 
● Brasileiros também emigram em busca de 
trabalho, estudo ou melhores condições de vida. 
 
● Destinos principais: 
 
○ EUA (maior comunidade brasileira no 
exterior). 
 
○ Portugal (pela língua e acesso à União 
Europeia). 
 
○ Japão (trabalho em fábricas – fenômeno 
dos dekasseguis). 
 
○ Reino Unido, Espanha, Itália e Canadá. 
 
 
📌 Migração interna no Brasil 
(regional) 
A imigração no Brasil também pode ser vista de forma 
regional, isto é, dentro do próprio território: 
1. Século XX 
 
○ Migração intensa do Nordestepara o 
Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, 
Minas Gerais), atraídos pela 
industrialização e empregos. 
 
○ Migração para a Amazônia (projetos de 
colonização agrícola e exploração de 
recursos). 
 
2. Hoje 
 
○ Fluxos se tornaram mais diversificados e 
circulares: 
 
■ Nordestinos continuam migrando 
para o Sudeste, mas também há 
retorno para o Nordeste devido à 
descentralização econômica. 
 
■ Migração para grandes polos 
regionais: Fortaleza, Recife, 
Salvador, Brasília, Goiânia. 
 
■ Migração campo-cidade, mas 
também o inverso, com busca de 
qualidade de vida em cidades 
médias. 
 
 
📌 Tipos de imigração e 
emigração 
● Imigração espontânea: pessoas decidem migrar 
voluntariamente (ex.: italianos no século XIX). 
 
● Imigração forçada: pessoas obrigadas a migrar 
(ex.: escravizados africanos, refugiados). 
 
● Imigração temporária: trabalhadores sazonais ou 
estudantes. 
 
● Imigração definitiva: famílias que se instalam 
permanentemente. 
 
 
📌 Leis e proteção migratória no 
Brasil 
● Constituição de 1988: garante direitos 
fundamentais a todos os residentes, brasileiros ou 
estrangeiros. 
 
● Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017): substituiu o 
Estatuto do Estrangeiro (1980), adotando uma 
visão baseada em direitos humanos. 
 
● Lei 9.474/1997: define critérios para concessão de 
refúgio (inspirada na Convenção de 1951 e na 
Declaração de Cartagena). 
 
● Sistema Nacional de Migração, Refúgio e 
Apatridia (SisMigra): regula a entrada, 
permanência e regularização de migrantes no 
Brasil. 
 
 
📌 Desafios atuais da imigração 
no Brasil 
● Integração social e cultural de migrantes e 
refugiados. 
 
● Exploração laboral, especialmente de bolivianos e 
paraguaios em oficinas de costura clandestinas 
em São Paulo. 
 
● Xenofobia e racismo contra comunidades 
haitianas e africanas. 
 
● Assistência humanitária na fronteira com a 
Venezuela (Operação Acolhida, em Roraima). 
 
● Necessidade de políticas públicas permanentes 
para educação, saúde e trabalho dos imigrantes. 
 
 
📌 Resumindo 
● Imigração no Brasil = entrada de estrangeiros 
(histórica: europeus, japoneses; atual: haitianos, 
venezuelanos, africanos). 
 
● Emigração do Brasil = saída de brasileiros para 
EUA, Portugal, Japão, etc. 
 
● Migração interna/regional = deslocamentos dentro 
do Brasil, historicamente do Nordeste para o 
Sudeste, mas hoje mais diversificada. 
 
● Tipos de imigração = espontânea, forçada, 
temporária, definitiva. 
 
● Leis brasileiras = Lei de Migração (2017) e Lei de 
Refúgio (1997), alinhadas ao sistema 
internacional. 
 
 
🧠 Fuga de Cérebros 
(Brain Drain) – Resumo 
Detalhado 
📌 O que é? 
● Fuga de cérebros é o processo em que 
profissionais altamente qualificados, cientistas, 
pesquisadores e trabalhadores especializados 
deixam seu país de origem para viver e trabalhar 
em outro, geralmente em busca de melhores 
condições de trabalho, pesquisa, estudo ou 
qualidade de vida. 
 
● Esse movimento pode ser: 
 
○ Permanente: quando o profissional se 
estabelece de vez no país de destino. 
 
○ Temporário: quando migra para 
estudar/trabalhar, mas pode retornar. 
 
 
📌 Principais causas 
A fuga de cérebros geralmente ocorre por um desequilíbrio 
entre oferta e demanda de oportunidades em países de 
origem e destino. 
1. Motivos de saída (push factors) – fatores que 
empurram o profissional para fora: 
 
○ Baixa remuneração. 
 
○ Falta de investimentos em ciência, 
tecnologia e inovação. 
 
○ Escassez de vagas compatíveis com a 
qualificação. 
 
○ Instabilidade política e econômica. 
 
○ Corrupção e burocracia excessiva. 
 
○ Insegurança (violência, perseguição 
política). 
 
2. Motivos de atração (pull factors) – fatores que 
atraem para outros países: 
 
○ Melhores salários e benefícios. 
 
○ Infraestrutura científica e tecnológica 
avançada. 
 
○ Políticas de incentivo à pesquisa. 
 
○ Possibilidade de ascensão profissional. 
 
○ Qualidade de vida, segurança e bem-estar 
social. 
 
○ Programas de bolsas e oportunidades de 
estudo no exterior. 
 
 
📌 Onde ocorre mais? 
A fuga de cérebros é um fenômeno global, mas é mais 
intenso em países em desenvolvimento, cujos 
profissionais migram para países ricos. 
🌍 Países que mais sofrem com a fuga de 
cérebros 
● Índia – muitos engenheiros e profissionais de TI 
migram para EUA, Canadá e Europa. 
 
● Países africanos – médicos e enfermeiros buscam 
trabalho em países ricos pela falta de 
infraestrutura hospitalar local. 
 
● Países da América Latina – Brasil, México, 
Venezuela e Argentina perdem cientistas e 
profissionais para EUA e Europa. 
 
● Oriente Médio e Norte da África – conflitos 
políticos, guerras e crises econômicas estimulam 
a saída. 
 
● Leste Europeu – muitos profissionais migram para 
a Europa Ocidental em busca de melhores 
salários. 
 
🌍 Países que mais recebem cérebros 
● EUA – principal destino de cientistas, médicos, 
engenheiros e estudantes. 
 
● Canadá – políticas migratórias abertas para 
trabalhadores qualificados. 
 
● Reino Unido – universidades e centros de 
pesquisa atraem estudantes internacionais. 
 
● Alemanha e França – incentivo a pesquisadores e 
cientistas estrangeiros. 
 
● Austrália – recebe médicos, engenheiros e 
profissionais de TI. 
 
 
📌 Consequências da fuga de 
cérebros 
Negativas (para os países de origem) 
● Perda de capital humano: investimento público em 
educação é perdido quando o profissional sai. 
 
● Enfraquecimento da ciência e inovação local. 
 
● Dificuldade em áreas essenciais, como saúde 
(falta de médicos, enfermeiros). 
 
● Retardo no desenvolvimento econômico e 
tecnológico. 
 
Positivas (possíveis) 
● Remessas financeiras: muitos imigrantes enviam 
dinheiro para suas famílias (ex.: Índia e Filipinas). 
 
● Transferência de conhecimento: alguns retornam 
com novas experiências. 
 
● Redes internacionais de pesquisa: contatos 
podem favorecer colaborações científicas globais. 
 
 
📌 Casos específicos 
1. Índia e TI: centenas de milhares de indianos foram 
trabalhar no Vale do Silício (EUA). Hoje, há 
políticas de “brain gain” incentivando o retorno. 
 
2. África (médicos): OMS estima que 25% dos 
médicos africanos trabalham fora do continente, 
principalmente no Reino Unido, Canadá e EUA. 
 
3. Brasil: pesquisadores e cientistas têm migrado 
para EUA e Europa devido a cortes em ciência e 
tecnologia. 
 
4. China: até os anos 2000 sofreu fuga massiva, mas 
criou políticas de retorno (programa Thousand 
Talents Plan), transformando o fenômeno em 
“ciclo de cérebros”. 
 
5. Venezuela: crise política e econômica provocou 
uma das maiores diásporas recentes, incluindo 
profissionais qualificados que migraram para 
Colômbia, EUA e Brasil. 
 
 
📌 Limitações e desafios 
● A fuga de cérebros não é apenas uma questão 
individual, mas estrutural: depende de políticas de 
incentivo e investimento nos países de origem. 
 
● Programas de repatriação de talentos muitas 
vezes falham, pois as condições locais continuam 
desfavoráveis. 
 
● Nem todos que saem retornam, e a perda de 
gerações inteiras de cientistas/profissionais pode 
comprometer o desenvolvimento. 
 
 
🏭 Empresas 
Maquiladoras – Resumo 
Detalhado 
📌 O que são? 
● Maquiladoras são indústrias montadas em um 
país (normalmente em desenvolvimento) que 
importam insumos, peças e matérias-primas, 
processam ou montam produtos e depois 
exportam novamente. 
 
● O termo vem do espanhol maquila, que se refere à 
“parte da produção” entregue como pagamento 
pelo uso de um moinho, mas passou a designar 
esse modelo de produção. 
 
● São exemplos típicos da indústria de enclave, 
voltada para o mercado externo e não para o 
consumo interno. 
 
 
📌 Contexto histórico 
● Surgiram oficialmente em 1965, no México, com o 
Programa de Industrialização da Fronteira Norte, 
após o fim do programa Bracero (1942–1964), que 
permitia trabalhadores mexicanos temporários nos 
EUA. 
 
● Objetivos: 
 
○ Reduzir o desemprego no México. 
 
○ Aproveitar a proximidadecom os EUA 
para exportar produtos. 
 
○ Atrair investimentos estrangeiros. 
 
● Ganhou força nos anos 1990 com o NAFTA 
(Tratado de Livre Comércio da América do Norte), 
que facilitou a instalação de multinacionais no 
México. 
 
 
📌 Onde estão presentes? 
● Principalmente no México, sobretudo na fronteira 
com os EUA (Tijuana, Ciudad Juárez, Reynosa, 
Matamoros, Mexicali). 
 
● Também existem maquiladoras em outros países 
latino-americanos, na Ásia e em zonas francas da 
América Central e Caribe (Honduras, El Salvador, 
República Dominicana). 
 
● Hoje, o México concentra milhares de 
maquiladoras, empregando milhões de 
trabalhadores. 
 
 
📌 Papéis na sociedade e 
economia 
Aspectos positivos 
● Geração de empregos em regiões de fronteira 
(principalmente para mulheres jovens). 
 
● Entrada de divisas (exportações geram dólares). 
 
● Integração internacional das economias. 
 
● Transferência parcial de tecnologia (embora 
limitada). 
 
● Dinamização urbana em cidades fronteiriças. 
 
Aspectos negativos 
● Salários baixos e condições precárias de trabalho 
(longas jornadas, pouca proteção trabalhista). 
 
● Exploração da mão de obra feminina (preferência 
por mulheres, vistas como “mais disciplinadas” e 
“com menor poder de reivindicação”). 
 
● Baixa agregação de valor local: peças vêm 
prontas e são apenas montadas. 
 
● Dependência econômica das multinacionais 
estrangeiras. 
 
● Impactos sociais: urbanização desordenada, 
violência, tráfico e aumento das desigualdades. 
 
● Impactos ambientais: poluição, falta de tratamento 
de resíduos industriais. 
 
 
📌 Características principais das 
maquiladoras 
● Localizam-se em zonas de livre comércio ou 
zonas francas. 
 
● Pertencem geralmente a multinacionais 
(sobretudo dos EUA, Japão e Europa). 
 
● Produzem bens como: 
 
○ eletrônicos, 
 
○ roupas e calçados, 
 
○ automóveis e autopeças, 
 
○ brinquedos, 
 
○ eletrodomésticos. 
 
● Funcionam em esquema de produção flexível, 
respondendo rapidamente às demandas do 
mercado externo. 
 
 
📌 Exemplos atuais 
● Tijuana (México): polo de eletrônicos e 
equipamentos médicos. 
 
● Ciudad Juárez: automóveis, peças e 
eletrodomésticos. 
 
● Honduras e El Salvador: destaque na produção de 
roupas e calçados para marcas globais. 
 
 
📌 Perguntas frequentes em 
vestibulares 
1. O que são empresas maquiladoras? 
 
 ➝ Indústrias de enclave, voltadas para 
exportação, instaladas em zonas francas, 
principalmente no México. 
 
2. Qual foi o principal fator para o crescimento das 
maquiladoras no México? 
 
 ➝ A assinatura do NAFTA em 1994 e a 
proximidade com o mercado consumidor dos EUA. 
 
3. Quais são as principais críticas ao modelo das 
maquiladoras? 
 
 ➝ Exploração da mão de obra, baixos salários, 
pouca transferência tecnológica e impactos 
sociais/ambientais. 
 
4. Qual é a importância das maquiladoras para o 
emprego no México? 
 
 ➝ Representam milhões de empregos, mas 
precários e mal remunerados. 
 
5. As maquiladoras contribuem para o 
desenvolvimento local? 
 
 ➝ De forma limitada: geram empregos e divisas, 
mas mantêm dependência externa e baixo valor 
agregado. 
 
6. Onde se localizam principalmente as 
maquiladoras mexicanas? 
 
 ➝ Cidades de fronteira com os EUA, como 
Tijuana e Ciudad Juárez. 
 
7. Qual é a relação entre maquiladoras e 
globalização? 
 
 ➝ São exemplo da integração produtiva global, 
onde diferentes etapas da produção são 
distribuídas conforme custos e vantagens 
locacionais. 
 
 
🌍 Refugiados no 
Oriente Médio – Resumo 
Detalhado 
📌 Conceito de refugiado 
● Refugiado: pessoa que, por perseguição, guerra, 
violência ou violação de direitos humanos, é 
obrigada a deixar seu país de origem e busca 
proteção internacional. 
 
● Regulamentação internacional: Convenção de 
1951 e Protocolo de 1967 da ONU. 
 
● Agente principal de proteção: ACNUR (Alto 
Comissariado das Nações Unidas para 
Refugiados). 
 
 
📌 Contexto histórico 
● O Oriente Médio tem sido uma região de conflitos 
contínuos: guerras civis, instabilidade política, 
perseguições religiosas e violações de direitos 
humanos. 
 
● Principais crises que geraram refugiados: 
 
1. Guerra do Iraque (2003–2011): milhões 
deslocados internos e externos. 
 
2. Conflito Sírio (2011–presente): principal 
gerador de refugiados nos últimos anos. 
 
3. Conflito Israel-Palestina: gera 
deslocamentos históricos, especialmente 
em Gaza e Cisjordânia. 
 
4. Conflitos menores e instabilidade: Líbia, 
Iêmen, Afeganistão (mesmo tecnicamente 
na Ásia, afetando a região do Golfo). 
 
 
📌 Países que mais enviam 
refugiados 
Segundo dados da ACNUR e do UNHCR 2023: 
1. Síria – mais de 6,8 milhões de refugiados fora do 
país, devido à guerra civil. 
 
2. Iraque – cerca de 2,3 milhões, afetados por 
violência sectária, insurgência e terrorismo (ISIS). 
 
3. Afeganistão – aproximadamente 2,7 milhões, 
incluindo deslocamentos históricos. 
 
4. Iêmen – conflito civil e crise humanitária geram 
mais de 1,3 milhão de refugiados. 
 
5. Palestina – décadas de deslocamento forçado 
geram cerca de 5 milhões de refugiados 
reconhecidos pelo UNRWA (Agência da ONU para 
Refugiados Palestinos). 
 
Observação: alguns refugiados de países 
árabes também buscam Europa, Turquia e 
América do Norte. 
 
📌 Países que mais recebem 
refugiados do Oriente Médio 
● Turquia – maior receptor: cerca de 3,8 milhões de 
sírios. 
 
● Líbano – abriga aproximadamente 1 milhão de 
refugiados sírios (população local ~6 milhões). 
 
● Jordânia – cerca de 750 mil refugiados sírios, 
além de palestinos históricos. 
 
● Iraque – recebe sírios e iraquianos deslocados 
internos. 
 
● Egito – abriga centenas de milhares de refugiados 
sírios e africanos. 
 
● Países europeus – Alemanha, Suécia e França 
receberam milhões durante a crise de 2015–2016, 
especialmente sírios. 
 
Nota: Países vizinhos enfrentam sobrecarga 
econômica, social e política, já que muitos 
refugiados dependem de serviços básicos 
do governo local. 
 
📌 Causas principais 
1. Conflito armado e guerra civil 
 
○ Síria, Iêmen, Líbia e Iraque. 
 
2. Perseguição étnica, religiosa e política 
 
○ Minorias: curdos, xiitas, yazidis e 
palestinos. 
 
3. Instabilidade econômica e social 
 
○ Falta de infraestrutura, saúde e educação 
básica. 
 
4. Desastres humanitários combinados com conflitos 
 
○ Insegurança alimentar, falta de água, 
colapso de serviços públicos. 
 
 
📌 Situação atual dos refugiados 
● Muitos vivem em campos formais (como Zaatari, 
Jordânia) ou em assentamentos informais. 
 
● Problemas enfrentados: 
 
○ Restrição de direitos trabalhistas e acesso 
limitado à educação. 
 
○ Falta de moradia adequada e saúde 
básica. 
 
○ Vulnerabilidade a exploração e tráfico 
humano. 
 
○ Dependência de ajuda humanitária 
internacional. 
 
● Agências envolvidas: ACNUR, UNICEF, OMS, 
OIM (Organização Internacional para Migração), 
Cruz Vermelha. 
 
 
📌 Migração secundária 
● Muitos refugiados tentam migrar para outros 
países, especialmente na Europa, EUA e Canadá. 
 
● Rotas comuns: 
 
○ Sírios → Turquia → Grécia → Europa 
Ocidental. 
 
○ Palestinos → países vizinhos (Líbano, 
Jordânia). 
 
○ Afegãos → Irã e Paquistão 
(posteriormente Europa ou EUA). 
 
 
📌 Consequências sociais e 
econômicas 
● Para países de origem: perda de capital humano, 
destruição de infraestrutura e aumento da 
dependência internacional. 
 
● Para países de acolhimento: 
 
○ Pressão sobre serviços públicos, 
educação e saúde. 
 
○ Tensões sociais e políticas internas. 
 
○ Em alguns casos, oportunidades 
econômicas e fortalecimento de mão de 
obra em setores específicos. 
 
 
📌 Resumo geral 
● O Oriente Médio é uma região com grande 
concentração de refugiados devido a guerras civis, 
conflitos políticos e crises humanitárias. 
 
● Principais países de saída: Síria, Iraque, 
Afeganistão, Iêmen e Palestina. 
 
● Principais países de acolhimento: Turquia, Líbano, 
Jordânia, Iraque, Egito e países da Europa.● A situação é marcada por crises prolongadas, 
dependência de ajuda internacional e desafios 
para integração social e econômica. 
 
 
Se você quiser, posso fazer um quadro detalhado com: 
● Países de origem × Número de refugiados 
 
● Países de acolhimento × Número de refugiados 
recebidos 
 
● Principais crises associadas a cada fluxo, ideal 
para estudo ou prova de vestibular. 
 
🌎 Refugiados no Brasil 
– Resumo Detalhado 
📌 Conceito de refugiado 
● Segundo a Lei Brasileira de Refúgio (Lei nº 
9.474/1997), refugiado é a pessoa que, por medo 
de perseguição por raça, religião, nacionalidade, 
grupo social ou opinião política, deixou seu país 
de origem. 
 
● O Brasil segue a Convenção de 1951 e Protocolo 
de 1967 da ONU, sendo signatário das normas 
internacionais de proteção a refugiados. 
 
● A ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas 
para Refugiados) atua em parceria com o governo 
brasileiro na concessão de refúgio e proteção. 
 
 
📌 Histórico recente 
● O Brasil historicamente recebia refugiados de 
guerras e perseguições (ex.: Síria, Líbano, África). 
 
● Desde 2010, cresceu significativamente o fluxo de 
refugiados da América Latina, especialmente da 
Venezuela, devido à crise política, social e 
econômica no país. 
 
● Nos últimos anos, o Brasil também recebeu 
refugiados do Haiti, Síria, África e Oriente Médio. 
 
 
📌 Países de origem dos 
refugiados no Brasil 
De acordo com dados do ACNUR 2023 e Comitê Nacional 
para os Refugiados (CONARE), os principais países de 
origem são: 
1. Venezuela – mais de 60% dos pedidos recentes 
de refúgio. 
 
○ Causas: crise econômica, fome, violência, 
perseguição política. 
 
○ Fluxo: principalmente pela fronteira Norte 
(Roraima/Boa Vista), seguido por 
deslocamento interno para outros estados 
(Amazonas, São Paulo, Paraná). 
 
2. Síria – cerca de 6 mil refugiados registrados. 
 
○ Causas: guerra civil e perseguição 
política. 
 
○ Fluxo: Sul e Sudeste do Brasil (São Paulo, 
Paraná). 
 
3. Haiti – milhares chegaram após o terremoto de 
2010 e instabilidade política. 
 
○ Fluxo: principalmente para São Paulo, 
Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 
 
4. Demais países africanos: Angola, Congo, Nigéria, 
Senegal. 
 
○ Causas: conflitos civis, perseguição 
política e pobreza extrema. 
 
5. Outros países latino-americanos: Colômbia, Cuba, 
Bolívia, Peru. 
 
○ Causas: violência, perseguição política ou 
busca de melhores oportunidades. 
 
 
📌 Distribuição dentro do Brasil 
● Roraima: principal porta de entrada para 
refugiados venezuelanos. 
 
● Amazônia e Norte do Brasil: fluxo inicial e 
assentamentos temporários. 
 
● Sudeste (SP, RJ, MG): absorção de refugiados 
para oportunidades de trabalho e educação. 
 
● Sul (PR, RS, SC): acolhimento de haitianos e 
africanos, geralmente integrados no mercado de 
trabalho. 
 
 
📌 Destinos e fluxos secundários 
● Muitos refugiados não permanecem no ponto de 
entrada: 
 
○ Venezuelanos: de Roraima → Manaus, 
São Paulo, Paraná e Santa Catarina. 
 
○ Haitianos: via aérea ou terrestre → São 
Paulo, Curitiba, Belo Horizonte. 
 
● Alguns buscam migração secundária para outros 
países da América Latina (Chile, Argentina, Peru). 
 
 
📌 Perfil e desafios 
● Perfil predominante: jovens adultos, muitas vezes 
com famílias; mulheres e crianças vulneráveis. 
 
● Principais desafios: 
 
○ Inserção no mercado de trabalho formal. 
 
○ Acesso à saúde e educação. 
 
○ Discriminação e xenofobia. 
 
○ Regularização documental (passaporte, 
visto, refúgio). 
 
 
📌 Políticas e legislação 
1. Lei nº 9.474/1997: regulamenta o direito de refúgio 
e proteção. 
 
2. CONARE (Comitê Nacional para os Refugiados): 
órgão responsável por analisar pedidos de refúgio 
e conceder proteção. 
 
3. ACNUR e parcerias com ONGs: apoio logístico, 
acolhimento e integração. 
 
4. Programa de Acolhimento Emergencial: para 
refugiados venezuelanos, inclui alimentação, 
moradia temporária e encaminhamento ao 
mercado de trabalho. 
 
 
📌 Consequências sociais e 
econômicas 
● Benefícios: mão de obra jovem, diversidade 
cultural, possibilidade de crescimento econômico 
regional. 
 
● Desafios: sobrecarga de serviços públicos, 
integração social, necessidade de políticas 
públicas permanentes. 
 
 
📌 Resumo geral 
● O Brasil recebe refugiados principalmente da 
Venezuela, Síria, Haiti, África e outros países 
latino-americanos. 
 
● A maior crise atual é a dos venezuelanos, que 
entram por Roraima e se deslocam internamente. 
 
● O país adota políticas baseadas em direitos 
humanos, com leis e órgãos para garantir 
proteção, mas enfrenta desafios de integração e 
assistência humanitária. 
 
● Alguns refugiados também realizam migração 
secundária para outros países da América Latina. 
 
 
🛡 Direitos dos 
Refugiados no Brasil – 
Resumo Detalhado 
📌 Conceito de refugiado 
● De acordo com a Lei nº 9.474/1997 (Lei de 
Refúgio), refugiado é toda pessoa que, em razão 
de perseguição por motivos de raça, religião, 
nacionalidade, grupo social ou opinião política, 
encontra-se fora do país de origem e não pode ou 
não quer se submeter à proteção desse país. 
 
● O Brasil é signatário da Convenção de 1951 sobre 
o Estatuto dos Refugiados e do Protocolo de 
1967, garantindo proteção internacional. 
 
● A proteção aos refugiados é baseada em direitos 
humanos fundamentais, sem discriminação. 
 
 
📌 Legislação brasileira 
1. Lei de Refúgio (Lei nº 9.474/1997) 
 
○ Consolida o conceito de refugiado em 
termos legais. 
 
○ Define o Comitê Nacional para os 
Refugiados (CONARE) como órgão 
responsável por analisar pedidos de 
refúgio. 
 
○ Estabelece que o Brasil deve conceder 
proteção e assistência humanitária. 
 
2. Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) 
 
○ Amplia direitos de imigrantes e refugiados. 
 
○ Garante igualdade de direitos entre 
brasileiros e estrangeiros em áreas como 
educação, saúde, trabalho e assistência 
social. 
 
3. Constituição Federal (1988) 
 
○ Artigos 5º e 6º garantem direitos 
fundamentais e igualdade perante a lei, 
aplicáveis a refugiados. 
 
○ Refugiados têm direito à educação, 
saúde, trabalho e liberdade religiosa. 
 
4. Políticas específicas 
 
○ Operações de acolhimento: por exemplo, 
venezuelanos em Roraima recebem 
assistência inicial de moradia, alimentação 
e transporte. 
 
○ Parceria do governo com ACNUR, 
UNICEF e ONGs para apoio social e 
integração. 
 
 
📌 Direitos garantidos aos 
refugiados no Brasil 
Segundo a legislação e órgãos oficiais: 
1. 
Direitos civis e pessoais 
● Permanecer em território brasileiro enquanto o 
pedido de refúgio é analisado. 
 
● Obtenção de documentos de identificação: 
 
○ Registro Nacional Migratório (RNM) 
 
○ Carteira de Trabalho (CTPS) 
 
○ CPF 
 
● Liberdade de movimento dentro do território 
nacional. 
 
● Liberdade de religião e crença. 
 
2. 
Direitos sociais 
● Acesso à saúde pública (SUS) e serviços de 
emergência. 
 
● Direito à educação: creche, ensino fundamental, 
médio, técnico e superior. 
 
● Acesso a programas sociais, quando houver 
compatibilidade com a situação migratória. 
 
3. 
Direitos trabalhistas 
● Liberdade para trabalhar legalmente e 
formalmente no Brasil. 
 
● Salário, jornada e condições de trabalho iguais 
aos brasileiros. 
 
● Possibilidade de abrir próprio negócio (MEI ou 
empresa). 
 
4. 
Proteção jurídica 
● Direito a assistência jurídica gratuita por órgãos 
públicos e ONGs. 
 
● Garantia de não ser expulso ou extraditado para o 
país de origem se houver risco de perseguição. 
 
● Direito de apelar decisões do CONARE. 
 
5. 
Assistência humanitária e integração 
● Moradia temporária e alimentação em casos 
emergenciais (ex.: refugiados venezuelanos em 
Roraima). 
 
● Programas de integração social e econômica, 
incluindo cursos de língua portuguesa e 
capacitação profissional. 
 
● Encaminhamento para habitação e mercado de 
trabalho em outros estados do Brasil. 
 
 
📌 Órgãos responsáveis pela 
proteção 
1. CONARE (ComitêNacional para os Refugiados) 
 
○ Analisa pedidos de refúgio. 
 
○ Decide concessão, reconhecimento e 
renovação do status de refugiado. 
 
2. Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) 
 
○ Coordena políticas de acolhimento e 
proteção. 
 
3. ACNUR (ONU) 
 
○ Auxilia na documentação, acolhimento e 
integração social. 
 
○ Fornece suporte em situações 
emergenciais e crises humanitárias. 
 
4. ONGs e instituições locais 
 
○ Prestam suporte jurídico, psicológico, 
educacional e de inserção no trabalho. 
 
 
📌 Procedimento para concessão 
de refúgio 
1. O estrangeiro chega ao Brasil e solicita refúgio no 
CONARE ou postos de fronteira. 
 
2. Recebe protocolo de solicitação, garantindo 
permanência legal até a decisão. 
 
3. CONARE analisa: 
 
○ Motivos de perseguição. 
 
○ Situação no país de origem. 
 
4. Caso aceito, o refugiado recebe status legal e 
pode acessar direitos civis, sociais e trabalhistas. 
 
5. Em caso de negativa, há direito a recurso 
administrativo. 
 
 
📌 Desafios na proteção 
● Capacidade de acolhimento limitada em crises de 
massa (ex.: venezuelanos). 
 
● Integração social e econômica ainda é lenta. 
 
● Barreiras linguísticas e culturais dificultam o 
acesso pleno a serviços. 
 
● Necessidade de políticas públicas permanentes, 
não apenas emergenciais. 
 
 
📌 Resumo geral 
● O Brasil oferece proteção legal completa aos 
refugiados, com base em leis nacionais e 
convenções internacionais. 
 
● Refugiados têm direitos civis, sociais, trabalhistas 
e jurídicos iguais aos brasileiros, incluindo 
educação, saúde, trabalho e liberdade pessoal. 
 
● O CONARE, MJSP, ACNUR e ONGs são 
responsáveis pelo acolhimento, documentação e 
integração. 
 
● Desafios incluem capacidade de acolhimento, 
integração plena e assistência contínua, 
especialmente em crises de grande fluxo. 
 
🌎 Povoamento e 
Ocupação Econômica 
do Brasil – Resumo 
Detalhado 
📌 1. Contexto inicial 
● O povoamento do Brasil iniciou-se a partir da 
chegada dos portugueses em 1500, com a 
expedição de Pedro Álvares Cabral. 
 
● Objetivo inicial: exploração do território e recursos 
naturais, principalmente pau-brasil. 
 
● O território era habitado por povos indígenas que 
tinham sistemas próprios de ocupação e uso da 
terra. 
 
 
📌 2. Fatores que influenciaram o 
povoamento 
● Relevo e recursos naturais: Litoral extenso, rios 
navegáveis e solos férteis. 
 
● Clima tropical favorecendo agricultura e 
exploração de recursos. 
 
● Interesse econômico: exploração de recursos 
(pau-brasil, açúcar, ouro, café) e comércio. 
 
● Segurança e controle territorial: expansão 
marítima e militar para proteger o território das 
potências estrangeiras. 
 
 
📌 3. Primeira fase: ocupação 
litorânea (1500–1600) 
● O povoamento inicial se concentrou no litoral 
devido a: 
 
○ Facilidade de transporte por navios. 
 
○ Proximidade com o Atlântico e segurança 
contra ataques indígenas e europeus. 
 
● Principais atividades: 
 
○ Exploração do pau-brasil (extração e 
envio para Portugal). 
 
○ Início da agricultura de cana-de-açúcar 
nas capitanias hereditárias. 
 
● Estrutura social: plantation com uso de mão de 
obra indígena e, posteriormente, escravizados 
africanos. 
 
 
📌 4. Segunda fase: expansão 
para o interior (séculos XVII–XVIII) 
● Motivada principalmente por: 
 
○ Busca de ouro e diamantes (Ciclo do Ouro 
em Minas Gerais, Século XVIII). 
 
○ Necessidade de proteção territorial 
(fronteira com Espanha, França e povos 
indígenas). 
 
○ Expansão da pecuária e agricultura para 
abastecer o mercado interno. 
 
● Bandeirantes paulistas foram fundamentais: 
 
○ Exploravam o interior em busca de 
indígenas para escravização e metais 
preciosos. 
 
○ Fundaram vilas e povoados ao longo de 
rios navegáveis. 
 
● Consequências: 
 
○ Interiorização do povoamento. 
 
○ Formação de rotas fluviais e caminhos de 
tropeiros. 
 
○ Estímulo à criação de vilas, cidades e 
estradas ligando litoral e interior. 
 
 
📌 5. Terceira fase: interiorização 
econômica (séculos XVIII–XIX) 
● Ciclo do Ouro (Minas Gerais, Goiás, Mato 
Grosso): atraiu migrantes do litoral, portugueses, 
africanos e indígenas. 
 
● Pecuária: expansão para o sertão nordestino, 
Centro-Oeste e Sudeste, abastecendo o litoral. 
 
● Ciclo do Café (Século XIX–XX): 
 
○ Interiorização do Sudeste (São Paulo, 
Minas Gerais, Paraná). 
 
○ Migração de mão de obra imigrante 
europeia. 
 
● Fatores que impulsionaram a expansão: 
 
○ Estradas de rodagem e ferrovias. 
 
○ Criação de cidades e centros urbanos 
ligados à produção agrícola e mineral. 
 
 
📌 6. Estratégias e instrumentos 
de ocupação 
● Capitanias hereditárias (século XVI): distribuição 
de terras para colonos, incentivando povoamento. 
 
● Missões religiosas: jesuítas catequizavam 
indígenas, fundavam aldeias e expandiam o 
controle territorial. 
 
● Bandeiras e entradas: expedições para o interior, 
exploração econômica e captura de indígenas. 
 
● Ferrovias e estradas (séculos XIX–XX): ligação 
entre produção do interior e portos do litoral, 
especialmente para café e minérios. 
 
● Políticas governamentais: incentivos à imigração 
europeia e colonização de fronteiras (século 
XIX–XX). 
 
 
📌 7. Resultados e 
consequências 
● Formação de cidades históricas no interior (Ouro 
Preto, Goiás Velho, Diamantina). 
 
● Integração econômica do território: produção 
mineral, agrícola e pecuária conectada ao litoral e 
exportação. 
 
● Diversidade cultural e étnica: mistura de 
indígenas, africanos, portugueses e imigrantes 
europeus. 
 
● Desigualdade regional: litoral mais urbanizado e 
interior com desenvolvimento mais tardio. 
 
● Exploração ambiental: desmatamento, mineração 
e alteração de ecossistemas. 
 
 
📌 8. Interiorização no século XX 
● Ciclo industrial e urbano: São Paulo e Minas 
Gerais se consolidam como polos industriais. 
 
● Programa de colonização do interior (como 
Sudene, décadas de 1950–70) incentiva migração 
para o Nordeste semiárido. 
 
● Construção de Brasília (1960): exemplo de 
ocupação planejada do interior. 
 
● Estradas, ferrovias e projetos de irrigação: 
promovem povoamento de áreas antes isoladas 
(Amazonas, Centro-Oeste). 
 
 
📌 Resumo geral 
1. Povoamento inicial (1500–1600): litoral, extração 
de pau-brasil, agricultura açucareira. 
 
2. Expansão para o interior (séculos XVII–XVIII): 
bandeirantes, ciclo do ouro, pecuária. 
 
3. Interiorização econômica (séculos XVIII–XIX): 
café, mineração, criação de cidades e 
infraestrutura. 
 
4. Século XX: industrialização, colonização de áreas 
áridas e amazônicas, construção de Brasília. 
 
5. Instrumentos de ocupação: capitanias, missões 
religiosas, bandeiras, ferrovias, imigração 
incentivada. 
 
6. Resultados: integração econômica, diversidade 
cultural, desigualdade regional, impacto ambiental. 
 
 
🌎 Fluxos Migratórios 
entre Regiões 
Brasileiras – Resumo 
Detalhado 
📌 Conceito de migração interna 
● Migração interna: deslocamento de pessoas 
dentro do território nacional, de uma região ou 
estado para outro. 
 
● Pode ser temporária (migração sazonal ou 
trabalho) ou permanente (mudança de residência). 
 
● Influenciada por fatores econômicos, sociais, 
ambientais e políticos. 
 
 
📌 Tipos de migração interna 
1. Rural → Urbana 
 
○ Maior fluxo histórico no Brasil. 
 
○ Motivação: emprego, educação, saúde e 
melhores condições de vida. 
 
○ Impacto: crescimento de cidades, 
urbanização acelerada e surgimento de 
favelas. 
 
2. Urbana → Urbana 
 
○ Migração entre cidades médias e grandes 
centros. 
 
○ Motivação: oportunidades de trabalho, 
estudo e melhoria da qualidade de vida. 
 
3. Rural → Rural 
 
○ Menos comum atualmente. 
 
○ Motivação: expansão agrícola, 
colonização de novas fronteiras, 
programas de reforma agrária. 
 
4. Urbana → Rural 
 
○ Migrantes que retornam ao campo ou se 
deslocam para atividades agroindustriais 
ou turismo rural. 
 
 
📌 Principais fluxos migratórios 
históricos 
1.

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