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A atividade de transporte, uma das mais importantes dentre os diversos componentes logísticos, tem significativa participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Por exemplo, segundo dados, o PIB brasileiro, entre 1970 e 2000, cresceu mais de 240%. Nesse período, o setor de transportes cresceu cerca de 400%. Isso mostra que a participação do setor de transportes no PIB teve aumento no intervalo de tempo considerado. Transporte é o movimento de pessoas, mercadorias e informações entre locais. Não é um fim em si mesmo e desempenha papel fundamental no desenvolvimento das nações. O transporte aquaviário é subdividido em: • transporte marítimo; (Mar) • transporte fluvial; (Rios) • transporte lacustre. (Grandes lagos) O transporte marítimo é realizado por meio de embarcações para deslocamentos de passageiros e de mercadorias que utilizam o mar aberto como via. Ele pode ser: • de cabotagem ou costeiro, em que a navegação marítima é realizada entre pontos da costa ou entre um ponto costeiro e um ponto fluvial; • de longo curso ou internacional, em que a navegação marítima ocorre entre portos nacionais e estrangeiros. Pontos positivos da navegação de cabotagem a seguir: • redução dos impactos ambientais gerados no transporte rodoviário de cargas; • moderação da poluição sonora e da poluição do ar; • alívio de congestionamentos; • diminuição do número de acidentes. A navegação lacustre está relacionada à navegação em grandes lagos e permite o transporte entre cidades e países circunvizinhos O transporte fluvial usa os rios como vias de navegação. A principal vantagem do transporte fluvial é seu custo, que é cerca de oito vezes mais baixo do que o custo do transporte terrestre. Além disso, ele é um transporte ecologicamente correto, visto que polui bem menos do que o transporte rodoviário. Pontos positivos do transporte marítimo: • grande capacidade de carga; • elevada diversidade de cargas transportáveis; • baixo custo de transporte para grandes distâncias; • significativa flexibilidade. Pontos negativos do transporte marítimo: • lentidão; • necessidade de grande infraestrutura nos portos; • eventual grande distância entre os portos e os centros de produção. Navio ro-ro (abreviatura de roll-on/roll-off) é um tipo de cargueiro utilizado para o transporte de automóveis e de outros veículos, que entram e saem do navio pelos seus próprios meios. Porto marítimo é uma área protegida localizada na beira do mar, destinada ao atracamento de embarcações e à realização de operações de carga, descarga, transporte e armazenamento de mercadorias. Um dos maiores problemas encontrados nos portos brasileiros é o acesso aos terminais. O Porto de Santos, por exemplo, em 28 de maio de 2013, apresentou um congestionamento de 50 quilômetros nas estradas do sistema Anchieta-Imigrantes. Por causa desse evento, a prefeitura de Cubatão teve de suspender, na época, o decreto municipal que limitava o horário de funcionamento (das 8 às 18 horas) dos pátios reguladores. Os problemas de congestionamento para acessar o Porto de Santos não são novos: • as vias da região apresentam, com frequência, lentidão; • a quantidade de pátios para o estacionamento de caminhões não é suficiente; • os acessos ao porto são exíguos, o que não permite a opção por rotas alternativas para evitar os congestionamentos nas vias próximas ao porto. Alvarengagem é o mesmo que baldeação. Trata-se da operação de transbordo de mercadorias para uma alvarenga, a fim de que sejam conduzidas ao cais ou às docas. A alvarengagem é também o transporte de mercadorias de uma chata ou de alvarenga para uma embarcação não atracada no cais ou nas docas. Alguns rios podem apresentar dificuldades para a navegação de embarcações grandes em virtude de terem diferentes características no decorrer do ano e ao longo de seu percurso, como baixa profundidade, trechos estreitos e curvas fechadas. O Porto de Manaus é o maior porto fluvial do país, localizado à margem esquerda do rio Negro e distante 13 quilômetros da confluência com o rio Solimões. No Hidroanel Metropolitano de São Paulo, constituído por uma rede de vias navegáveis formada pelo rio Tietê, pelo rio Pinheiros, pela represa Billings, pela represa Taiaçupeba e por um canal artificial, será necessária a utilização de embarcações com dimensões exíguas em virtude de os canais envolvidos serem rasos e estreitos. Uma embarcação desse tipo é conhecida como barco urbano de carga (BUC), termo originário de veículo urbano de carga (VUC), automóvel específico para diminuir a circulação de veículos de grande porte na cidade. Assim, o BUC é uma embarcação adaptada à circulação nos locais em que as vias têm dimensões restritas. As cargas públicas compreendem: • lodo oriundo das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e das Estações de Tratamento de Água (ETAs); • sedimentos de dragagem; • lixo urbano; • entulho; • terra vinda de solos e de rochas de escavações. As cargas comerciais incluem: • insumos para a construção civil; • produtos hortifrutigranjeiros; • resíduos sólidos reversíveis comercializáveis. O sistema fluvial do Hidroanel Metropolitano de São Paulo prevê que: • a coleta, o transporte, o transbordo, a triagem, o processamento e a destinação de resíduos sólidos sejam realizados de forma ambientalmente adequada; • a operação do sistema seja feita de maneira sincronizada e planejada, com baixo grau de ociosidade de infraestrutura e equipamentos; • a diminuição da emissão dos gases de efeito estufa ocorra de modo significativo; 37 • a reinserção de resíduos sólidos transformados em matéria-prima ocorra no mercado. Barragens são barreiras artificiais construídas desde a Antiguidade, com a intenção de diminuir as consequências advindas dos períodos de estiagem. Construídas em um curso de água para fazer a retenção ou o represamento de grandes volumes de água são destinadas ao armazenamento de elevadas quantidades de água provenientes das chuvas e da vazão caudal do rio em que a barragem se encontra. A água contida no lago artificial formado por esse armazenamento tem diversos fins, como, por exemplo, irrigação do solo, consumo humano, produção de energia, piscicultura, pesca, lazer e fornecimento de água para indústrias. Eclusas são obras de engenharia que apresentam adufas e comportas, formam represas e servem para regularizar um curso de água e torná-lo navegável. Trata-se de estruturas utilizadas nas barragens para vencer o desnível causado por elas mesmas, o que faz com que o tráfego das embarcações possa ser executado em ambos os sentidos de uma hidrovia. Porto seco é um terminal intermodal terrestre, geralmente localizado no interior do país, que se comporta como uma espécie de depósito alfandegário usado para o armazenamento provisório de cargas em regimes de importação ou exportação até que elas sejam desembaraçadas pelos órgãos anuentes. Hidrografia é a ciência que estuda as características dos cursos de água existentes em determinada região. É conhecida por bacia hidrográfica a área onde, devido ao relevo e à geografia, a água da chuva escorre para um rio principal e seus afluentes. O relevo na região da bacia faz com que a água corra de riachos e rios menores para um rio principal, localizado nos pontos mais baixos da paisagem. Influencias: Área; Forma; Geologia; Declividade; Ventos e Chuvas. A altura yh é a profundidade hidráulica, calculada por: yh=A / Sm A= Área Sm= Superfície molhada ( Largura) raio hidráulico Rh, que corresponde à relação entre a área molhada e o perímetro sólido molhado. Logo, o raio hidráulico é calculado por: Rh= A / Pm Pm = Perímetro molhado Trapezoidal Am = (b + mh) h b = Base m = Declividade(H) h = Altura da água V = Velocidade n = Coef. De rug. I = Declividade A dragagem pode ser definida como o serviço de aprofundamento periódico dos pontos altos no leito navegável e nas áreas de atracação dos portos. Sua obra (ou seu serviço)consiste em operações de limpeza, desobstrução, remoção, derrocamento ou escavação de materiais do fundo de rios, lagos, mares, baías e canais. As justificativas para determinar o início dos serviços de dragagem estão relacionadas: • ao assoreamento progressivo e natural dos portos e dos canais de acesso; • à evolução da movimentação de carga; • ao ganho de economia de escala; • ao aumento das dimensões das embarcações; • à segurança na navegação fluvial. Para a análise de navegabilidade de uma embarcação em um rio, usamos a seguinte equação: hpmin = h – CL – Sq • hpmin é a mínima distância que deve existir entre o calado da embarcação e o leito do rio. • h é a profundidade do rio. • CL é a medida do calado da embarcação. • Sq é o número de squat, que representa o aprofundamento paralelo. Eclusas são obras da engenharia hidráulica por meio das quais é possível vencer desníveis do leito do rio e transportar verticalmente embarcações. Elas são formadas por câmaras de água cujo volume é controlado por um sistema de comportas a montante e a jusante. Sua operação é realizada por sistemas hidráulicos que trabalham por gravidade (sem a necessidade de bombas de recalque para elevar o nível de água). Projeto hidroviário é composto pelos quatro principais elementos físicos mostrados a seguir: • as vias; • as embarcações; • as cargas; • os terminais. Esses elementos têm relações específicas: • nas obras de regularização do leito dos rios; • nas obras para a estabilidade e a proteção de margens; • nas dragagens e nos derrocamentos de pontos determinados; • na elaboração de cartas náuticas dos rios; • no balizamento e na sinalização dos rios; • na implementação de sistemas de boias para a amarração de alvarenga. ∆Ep = m . g . ∆h • m = massa toral da embarcação • g = aceleração da gravidade = • ∆h = vaviação de altura ou desnível máximo Comboios hidroviários são caracterizados pela junção de duas ou mais embarcações. Obras usuais de normalização. I. Obras de proteção das margens. II. Dragagens e derrocamentos. III. Retificação de meandros. Batimetria pode ser definida como a ciência da mensuração da profundidade das massas de água de oceanos, mares e lagos para a determinação da topografia do leito. Ela é expressa cartograficamente por curvas batimétricas, que unem pontos da mesma profundidade com equidistâncias verticais, de modo análogo ao feito nas curvas de nível usadas na topografia. • Metodologia direta. Trata-se do método tradicional em que usamos esticamento de cabos de aço, apoio de embarcações (botes), medição da profundidade com o emprego de vara, anotação manual de dados em cadernetas de campo etc. • Ecobatímetro. Trata-se do método baseado na medição do tempo decorrido entre a emissão de um pulso sonoro e a recepção do mesmo sinal após ser refletido. • Acoustic Doppler Current Profiler (ADCP). Trata-se do método baseado no efeito Doppler. • Global Positioning System (GPS) ou Sistema de Posicionamento Global. Trata-se do método utilizado para medições de posições que permitem obter um conjunto de pontos de profundidades referenciadas geograficamente. Devemos fazer a escolha sobre o espaçamento entre as sondagens ao longo da linha dando prioridade aos pontos mais altos, aos pontos mais baixos e aos pontos de mudança do perfil. Com o uso desse critério, as sondagens intermediárias devem ser selecionadas em intervalos menores do que 5 milímetros na escala da representação do levantamento, exceto quando o fundo é suave, caso em que o intervalo deve ser aumentado para 10 milímetros. As rotas recomendadas para a navegação devem ser sondadas em todo o comprimento e, preferencialmente, cobertas com auxílio de sonar de varredura lateral (side scan sonar) ou de ecobatímetro de feixe múltiplo, a fim de garantir a completude das áreas adjacentes às rotas. LHs de tipo especial devem ser realizados em áreas que tenham menos de 40 metros de profundidade. LHs de tipo 1a devem ser realizados em áreas que tenham profundidade entre 40 e 100 metros. LHs de tipo 1b são efetuados em áreas cujas profundidades são inferiores a 100 metros e nas quais o conhecimento amplo e geral do fundo é considerado adequado para a navegação esperada. LHs de tipo 2 são executados em áreas cujo conhecimento amplo e geral do fundo é considerado adequado. Esse tipo de levantamento é recomendado para áreas que tenham profundidades superiores a 100 metros. Para essas profundidades, é improvável a existência de estruturas com dimensões suficientemente grandes que impactem na navegação de superfície. Com relação às escalas usadas nas representações gráficas, temos o que segue. • A escala empregada em portos, áreas de fundeio e canais deve ser maior do que 1:10.000. • A escala empregada em áreas de aproximação a portos, ancoradouros e outras águas utilizadas regularmente para navegação deve ser maior do que 1:20.000. • A escala empregada em áreas costeiras, com profundidades de 30 a 40 metros, onde navios de grande calado operam ou onde há suspeita de existência de casco soçobrado e outros obstáculos, deve ser maior do que 1:50.000. • A escala empregada em levantamentos hidrográficos em profundidades entre 30 e 200 metros deve ser menor do que 1:50.000. O nível de redução é o nível em que são referidas as alturas das águas e as sondagens representadas nas cartas náuticas. Portêineres que são usados para o carregamento e o descarregamento de contêineres nos navios. Área destinada ao acúmulo de contêineres, conhecida como retroárea. Enrocamentos são conjuntos de blocos de pedra ou de outro material, lançados uns sobre os outros dentro da água, que servem de lastro para a fundação de uma obra hidráulica. Quando aflorados à superfície ou muito extensos, os encoramentos atuam como proteções contra as ondas. Para as obras de cais, píeres, dolfins ou pontes de acesso, a solução mais comum a ser utilizada para a sustentação das plataformas é o estaqueamento. Nessa solução, as estacas são amarradas com vigas pré- moldadas, e as plataformas são consolidadas com concreto in loco. O arrasamento de estaca ou o corte adequado do concreto que sobra além da cota de arrasamento deve garantir a obtenção de uma cabeça de estaca plana e regular. O Estreito de Malaca sozinho se destaca, tendo cerca de 40% do comércio mundial passando por suas águas. Esse fato ocorre porque o Estreito de Malaca é o caminho mais curto entre os oceanos Pacífico e Índico. As principais rotas de navegação do mundo passam por: Canal do Panamá, Canal de Suez, Canal da Mancha e Estreito de Malaca. Navegação de longo curso: navegação realizada entre portos brasileiros e estrangeiros. Píer é uma estrutura que avança no mar para atracação dos navios.