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Princípios Básicos da Economia 
Apresentação
O estudo das Ciências Econômicas constitui-se um corpo unitário, passível de uma divisão entre as 
principais áreas do conhecimento, como a macroeconomia, a microeconomia, o desenvolvimento 
econômico e a economia internacional. Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá estudar os 
principais teóricos responsáveis pela evolução do pensamento econômico, relacionando aspectos 
da vida política, social e econômica dos indivíduos, assim como compreender o papel do Estado 
nesses aspectos. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as diferentes áreas do conhecimento no estudo das Ciências Econômicas.•
Identificar os precursores da teoria econômica.•
Relacionar as funções do Estado na economia e na sociedade.•
Desafio
O fisiocrata Adam Smith (1723-1790) é, até os dias de hoje, considerado o “pai” da economia, 
devido à publicação do seu livro A riqueza das nações, em 1776. Pertencente ao grupo dos teóricos 
da Economia Clássica, defendia o “laissez-faire”.
Relacione o significado desse termo com a frase apresentada na imagem.
Infográfico
Agentes econômicos são todos os indivíduos, instituições ou conjunto de instituições que, através 
das suas decisões e ações, tomadas racionalmente, intervêm num circuito econômico. Essas 
relações podem ser representadas pelo chamado fluxo circular da renda, apresentado no 
Infográfico. Neste caso, reproduz-se uma economia completa, ou seja, aberta e com governo.
Clique na imagem abaixo e veja como acontece o fluxo circular da renda em uma economia aberta.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
Conteúdo do livro
Os primeiros indícios de estudos relacionados às Ciências Econômicas foi na antiguidade, em 
assuntos que compreendiam o dia a dia das famílias, a administração privada, passando pelas 
finanças públicas. No entanto, a complexidade e interdisciplinaridade das questões econômicas não 
permitiam a definição de uma área específica. 
Ao longo do tempo, permitiu-se a consideração da Economia como Ciência e até os dias de hoje 
novas contribuições teóricas têm surgido. Entre os temas mais discutidos está o nível adequado de 
intervenção do Estado. Por isso, é de fundamental importância relacionar quais as funções do 
Estado tanto na economia, quanto na sociedade como um todo. 
Leia o capítulo Princípios Básicos de Economia, do livro Economia.
Para reforçar os principais pontos deste capítulo, clique no resumo em áudio a seguir:
Conteúdo:
ECONOMIA
Daniele Fernandes
da Silva
Princípios básicos 
da economia
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 n Reconhecer as diferentes áreas de conhecimento no estudo das 
 Ciências Econômicas.
 n Identi� car os precursores da Teoria Econômica.
 n Relacionar as funções do Estado na economia e sociedade.
Introdução
O estudo das ciências econômicas constitui-se um corpo unitário, mas 
passível de uma divisão entre as principais áreas do conhecimento, 
como a macroeconomia, a microeconomia, o desenvolvimento 
econômico e a economia internacional. Neste texto, você irá estu-
dar os principais teóricos responsáveis pela evolução do pensamento 
econômico, relacionando aspectos da vida política, social e econômica 
dos indivíduos, assim como compreender o papel do Estado nesses 
aspectos. 
Corpo de estudo das Ciências Econômicas
As Ciências Econômicas estão presentes no cotidiano dos indivíduos sem 
que eles a notem. Desde a decisão sobre o que comprar com o orçamento 
familiar até as notícias a respeito da política estão relacionadas à econo-
mia. Portanto, acaba-se por tomar decisões econômicas sem que se tenha 
um estudo aprofundado nessa área. Isso não signifi ca, contudo, que essas 
decisões e opiniões a respeito da política sejam adequadas, uma vez que é 
necessário aprofundar o conhecimento técnico dessa área, conhecida por 
sua complexidade. O estudo das Ciências Econômicas constitui-se de um 
corpo unitário de conhecimento da realidade, passível de uma divisão, 
Economia_U1_C01.indd 1 25/07/2017 18:21:48
principalmente por razões didáticas, entre quatro principais áreas: a micro-
economia, a macroeconomia, o desenvolvimento econômico e a economia 
internacional, veja a seguir:
 n Microeconomia: é o ramo da ciência econômica voltado ao estudo do 
comportamento das unidades de consumo (indivíduos e famílias), assim 
como das empresas em relação à produção e à formação de preços dos 
diversos bens, serviços e fatores produtivos, tomando-se como base a 
demanda e a oferta de mercado. Os preços representam os sinais para 
o uso eficiente dos recursos que são escassos na sociedade.
 n Macroeconomia: estuda o comportamento do sistema econômico por 
um reduzido número de fatores, como a produção ou produto total 
de uma economia (Produto Interno Bruto [PIB] e Produto Nacional 
Bruto[PNB]), o nível de emprego e poupança, o investimento, o consumo 
e o nível geral dos preços. Os principais objetivos da macroeconomia 
estão relacionados ao crescimento do produto e do consumo, no ele-
vado nível de oferta de empregos, na inflação reduzida e controlada 
e no comércio internacional vantajoso. Também estuda as condições 
de equilíbrio entre a renda e a despesa nacionais, objetivadas pelas 
políticas econômicas de intervenção.
 n Desenvolvimento econômico: é a subárea responsável pelo estudo 
do processo de acumulação dos recursos escassos e da geração de 
tecnologia capazes de aumentar a produção de bens e serviços para a 
sociedade. O maior objetivo é que a riqueza gerada em uma nação seja 
distribuída entre os membros da sociedade, promovendo igualmente 
níveis satisfatórios de bem-estar.
 n Economia internacional: trata das condições de equilíbrio do comér-
cio externo, ou seja, entre as importações e as exportações, além dos 
fluxos de capital.
Existem, ainda, algumas terminologias próprias da área econômica de 
fundamental importância para o seu conhecimento, uma vez que tratam de 
assuntos que envolvem o dia a dia dos indivíduos em qualquer sociedade, 
assim como a sua interação. Entre esses termos podem ser citados os seguintes:
 n Agentes econômicos: são os próprios indivíduos, as instituições ou 
conjunto de instituições que, através das suas decisões e ações, es-
tabelecem relações econômicas entre si e intervêm em um circuito 
econômico. Cada agente econômico intervém nesse circuito de forma 
Princípios básicos da economia2
Economia_U1_C01.indd 2 25/07/2017 18:21:49
diferente, seja através da produção de bens ou serviços, pelo consumo 
ou pelo investimento. São considerados agentes econômicos:
 ■ Estado: responsável pela tomada de decisões de consumo e de in-
vestimento, mas relacionados à política econômica, representando 
as necessidades comuns dos indivíduos de uma sociedade. 
 ■ Famílias: tomam decisões sobre o consumo de bens e/ou serviços 
e de poupança, que estão condicionados aos rendimentos auferidos, 
assim como sobre a demanda por trabalho.
 ■ Empresas: também tomam decisões sobre investimento e de pro-
dução, bem como da oferta de trabalho.
 ■ Instituições financeiras: tomam decisões a respeito de seus serviços 
de intermediação financeira, tendo como contrapartida os juros e os 
prêmios (no caso dos seguros).
 ■ Exterior: suas decisões são acerca da troca de bens, serviços e 
capitais. 
Tipos de economias
Em uma economia fechada, sem a realização de trocas comerciais com o 
exterior, as relações econômicas se dão entre as instituições fi nanceiras, o 
Estado, as famílias e as empresas. Caso seja uma economia fechada, sem a 
intervenção do governo, o circuito econômico é formado apenas pelas ins-
tituições fi nanceiras, as empresas e as famílias. Em uma economia aberta, 
com governo, agora havendo transações comerciais com o exterior, o circuito 
econômico é maior, incluindo também o exterior. Na Figura 1, você pode 
observar a representação do chamado Fluxo Circularuma 
olhada na Figura 1, a seguir).
Figura 1. Grandes categorias da teoria microeconômica.
Fonte: Vasconcellos (2009, p. 30).
Teoria da
demanda/
procura
Teoria do
consumidor
(demanda 
individual)
Demanda
de mercado
Teoria da
oferta
Análise das
estruturas
de mercado
Teoria do
equilíbrio
geral e do
bem-estar
Imperfeições
de mercado:
externalidades,
bens públicos,
informação
assimétricaOferta
individual
Oferta de
mercado
Teoria da
produção
Teoria dos
custos da
produção
Mercado
de bens e
serviços
Mercado de
insumos e
fatores de
produção
Teoria microeconômica
Demanda Oferta Mercado
Em resumo, a teoria microeconômica se assenta em três pilares: a demanda, 
a oferta e o mercado. Nesse contexto, a análise microeconômica acontece em 
dois mercados: o mercado de bens e serviços, e o mercado dos serviços dos 
fatores de produção (terra, trabalho e capital).
3Noções de microeconomia
C06_Nocoes_microeconomia.indd 3 13/03/2018 15:10:42
Na prática, é da relação entre a demanda e a oferta nos dois mercados que surge a 
preocupação fundamental da microeconomia: a formação dos preços. É por isso que 
a microeconomia pode ser chamada também de teoria de preços.
Já para Pindyck e Rubinfeld (1999), a microeconomia se assenta em dois 
grandes grupos: compradores (demandantes) e vendedores (ofertantes). É a 
partir da interação entre esses dois grupos que surgem os mercados. Nesse 
sentido, o mercado é um grupo de compradores e vendedores que, por meio 
das suas reais ou potenciais interações, determina o preço de um produto ou 
conjunto de produtos. 
É importante você notar que o mercado não é a mesma coisa que a indústria: a indústria 
é um conjunto de empresas que vendem o mesmo produto ou produtos correlatos. 
Assim, uma indústria corresponde apenas a um dos grupos (o lado dos vendedores) 
que compõem um mercado.
Características da microeconomia
O estudo da microeconomia caracteriza-se por, pelo menos, quatro axiomas ou 
princípios teóricos que servem de base para todas as cinco grandes categorias 
apresentadas anteriormente. Em outras palavras, trata-se de características 
que permeiam todas as análises microeconômicas.
Análise dedutiva ou teórica: a microeconomia se caracteriza como um 
ramo da economia de natureza dedutiva ou teórica. Esse caráter dedutivo 
decorre da complexidade e entrelaçamento de infl uências que subjazem às 
situações reais que são objeto de estudo. Ou seja, a análise microeconômica 
trabalha com muitas variáveis que não podem ser observadas ou mensuradas. 
Noções de microeconomia4
C06_Nocoes_microeconomia.indd 4 13/03/2018 15:10:43
É o caso, por exemplo, do grau de utilidade que os consumidores desfrutam 
ao dispor de certos bens ou serviços. Logo, a microeconomia lança mão de 
modelos teóricos, ou seja, de construções teóricas compostas por uma série 
de hipóteses, a partir das quais as conclusões são elaboradas. Assim, a partir 
da situação do mundo real, são selecionadas as variáveis mais signifi cativas 
do fenômeno que se estuda, permitindo que a complexidade do mundo seja 
teoricamente manipulável (SANDRONI, 2005).
Condição coeteris paribus: o estudo da microeconomia se baseia muito na 
condição coeteris paribus. Coeteris paribus é uma expressão em latim que 
signifi ca “tudo o mais permanecendo constante”. Assim, a análise micro-
econômica, para poder analisar um mercado isoladamente, supõe todos os 
demais mercados constantes. Ou seja, supõe que o mercado em estudo não 
afeta nem é afetado pelos demais. Por exemplo, ao se adotar essa condição, 
verifi ca-se como a demanda — ou até mesmo a oferta — é infl uenciada pelo 
preço, permanecendo os demais fatores (hábitos, renda, entre outros) constantes 
(VASCONCELLOS, 2009). A condição coeteris paribus pode ser chamada 
também de análise de equilíbrio parcial.
Análise estático-comparativa: a microeconomia tende a confrontar duas ou 
mais situações de equilíbrio, sem se preocupar com o período intermediário entre 
essas situações inicial e fi nal. De acordo com Carrera-Fernandez (2009), a análise 
estático-comparativa é a técnica que analisa as consequências de variações nos 
parâmetros econômicos da demanda e da oferta sobre o equilíbrio de mercado.
Visão positiva/científi ca: a microeconomia se enquadra dentro do ramo da 
ciência positiva. Isso implica a ausência de juízo de valor ou conotação ética 
nas teorias microeconômicas, que se mantêm exclusivamente descritivas 
(CARRERA-FERNANDEZ, 2009; SANDRONI, 2005).
Comportamento da demanda: 
a teoria do consumidor
A teoria do consumidor é uma peça fundamental da chamada teoria econô-
mica neoclássica. Para Carrera-Fernandez (2009), a teoria do consumidor 
talvez seja a mais importante das teorias econômicas da microeconomia. 
Consequentemente, é uma teoria muito criticada devido aos seus postulados 
teóricos de comportamento.
5Noções de microeconomia
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Assim, a teoria neoclássica do consumidor está fundamentada no prin-
cípio da racionalidade e postula um comportamento otimizador por parte 
dos consumidores. Em outras palavras, todos os consumidores estão sempre 
buscando o máximo com o mínimo de esforço”. Logo, a teoria do consumidor 
desconsidera consumidores irracionais, até porque seria impossível montar uma 
teoria dos consumidores irracionais, já que não há padrão de comportamento 
para realizar uma modelagem teórica.
É daí que a teoria do consumidor fundamenta dois postulados de 
comportamento: 
  maximização da utilidade; 
  minimização do gasto ou custo. 
O primeiro — maximização da utilidade — refere-se ao fato de que o 
consumidor escolhe o consumo de cada mercadoria de modo a maximizar a 
sua satisfação ou utilidade, estando condicionado ao seu conjunto de possibi-
lidade de consumo, limitado pela sua capacidade orçamentária (CARRERA-
-FERNANDEZ, 2009). Já o segundo postulado refere-se ao fato de que o 
consumidor escolhe as quantidades das mercadorias a serem consumidas de 
modo a minimizar o seu gasto ou custo, estando limitado a atingir certo nível 
de utilidade(CARRERA-FERNANDEZ, 2009).
É importante você saber que, na teoria do consumidor, o conceito de mercadoria é 
amplo. Ele envolve qualquer bem ou serviço que de alguma forma pode ser consumido 
ou gerar um fluxo de serviços de consumo. Nesse grupo de mercadorias, podem ser 
incluídas também aquelas que desagradam os consumidores e, logo, são fonte de 
insatisfação e “desutilidade”. Por exemplo, a poluição e o tempo dedicado ao trabalho 
são bons exemplos de mercadorias que desagradam grande parte dos consumidores.
Ao lado dos dois postulados de comportamento, a teoria do consumidor 
apresenta ainda dois pressupostos básicos: 
  informação completa;
  existência de uma função de utilidade.
Noções de microeconomia6
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A informação completa é o pressuposto de que o consumidor possui 
perfeito conhecimento de todas as mercadorias, bem como da forma pela 
qual esses bens e serviços atendem às suas necessidades. Nessa situação, 
o consumidor conhece também todos os preços das mercadorias, bem 
como sua renda. Esse pressuposto é utilizado no sentido de garantir que 
todos os consumidores tomarão as melhores decisões, ou seja, não faltam 
informações sobre o mercado (CARRERA-FERNANDEZ, 2009; SAN-
DRONI, 2005).
Já o pressuposto da existência de uma função de utilidade revela que os 
consumidores derivam satisfação dos bens e serviços consumidos de acordo 
com uma função de preferência ou uma função de utilidade — que, na análise 
microeconômica, é representada graficamente e matematicamente. Assim, a 
existência de uma função de utilidade é um pressuposto mais amplo que a 
existência de preferências. Isso significa dizer que o pressuposto de que os 
consumidores têm preferências não é suficiente para garantir a existência de 
uma função de utilidade. Mas, ao se pressupor que os consumidores têm uma 
função de utilidade, pode-se afirmar que eles têm,de fato, preferências. Essa 
questão é fundamental para compreender a teoria do consumidor.
A ideia de que os consumidores estão sempre buscando o máximo com o mínimo 
de esforço é a lei do interesse pessoal ou princípio hedonístico. O hedonismo deriva 
do grego hedone, que significa prazer. Na economia, foi um princípio introduzido por 
John Stuart Mill, em que cada um dos indivíduos procura o bem e a riqueza e evita 
o mal e a miséria. Logo, o bem e a riqueza são tratados como valores superiores, 
alinhados ao critério quantitativo da aritmética dos prazeres. Em suma, é a doutrina 
que considera o prazer como a essência da felicidade e como suprema norma moral. 
Preferências
Em termos gerais, a utilidade é um conceito subjetivo que se modifi ca de 
consumidor para consumidor e, por conseguinte, não pode ser quantifi cada. 
Vários economistas marginalistas, no princípio das bases da teoria do consu-
midor, imaginaram que a utilidade pudesse ser mensurada do mesmo modo que 
qualquer conceito objetivo, como a temperatura, o peso, o volume e a altura.
7Noções de microeconomia
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Atualmente, para a moderna teoria do consumidor, a utilidade é um con-
ceito estritamente ordinal, ou seja, necessita apenas ser ordenado. Em outras 
palavras, tudo que é requerido na moderna teoria do consumidor é que o 
consumidor seja capaz de ordenar as várias cestas de bens. Dessa maneira, 
quando confrontados com duas ou mais cestas de bens, os consumidores 
podem ordená-las de acordo com as suas preferências.
Por exemplo, com apenas duas cestas de bens, é possível encontrar três 
situações mutuamente excludentes que podem ocorrer: 
  a cesta A é preferida à cesta B; 
  a cesta A não é preferida à cesta B; 
  a cesta A é indiferente à cesta B. 
Nesse contexto, apenas uma situação pode ser escolhida de cada vez, de 
modo que qualquer mudança na escolha é um indicativo de que houve altera-
ção nas preferências dos consumidores. Logo, as três situações mutuamente 
excludentes podem ser visualizadas também a partir da função utilidade, em 
que (CARRERA-FERNANDEZ, 2009):
1. utilidade de A > utilidade de B;
2. utilidade de Aalcançado esse ponto, 
não haverá incentivos para que o consumidor execute uma realocação de sua 
renda gasta no consumo dos dois bens (VASCONCELLOS, 2009). Ainda na 
Figura 3b, se a renda do consumidor aumenta, ou, alternativamente, se os 
preços dos bens e serviços reduzem, a RO se eleva — por exemplo, de RO0 
para RO1 —, permitindo que o consumidor atinja níveis maiores de satisfação.
Em síntese, na Figura 3b, você pode observar as várias alternativas de 
equilíbrio do consumidor. Nesse sentido, há um mapa de possibilidades de 
tangenciamento entre a reta orçamentária e a curva de indiferença, dados 
as rendas do consumidor e os preços dos bens e serviços. Assim, você pode 
perceber que o mapa de equilíbrio do consumidor é dinâmico, não estático.
Comportamento da oferta: a teoria 
da firma e as estruturas de mercado
Uma parte da teoria microeconômica se dedica a explicar e prever os com-
portamentos da oferta a partir da compreensão do funcionamento da fi rma, 
em especial no que se refere à produção, aos custos e ao lucro. De acordo 
com Vasconcellos (2009), a teoria da fi rma trata justamente do problema da 
produção, dos custos de produção e dos rendimentos (lucros) da fi rma. Logo, 
a teoria da fi rma pode ser dividida em teoria da produção, teoria dos custos 
e teoria do lucro.
Além disso, a microeconomia se dedica ao estudo dos tipos de estruturas 
de mercado, ou seja, se dedica à forma como os mercados se estruturam do 
ponto de vista econômico. É importante você se lembrar de que as firmas e 
11Noções de microeconomia
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a competição entre elas acontecem nos mercados. Pelo menos seis tipos de 
mercados são relevantes (SANDRONI, 2005; VASCONCELLOS, 2009):
  concorrência perfeita;
  concorrência monopolista;
  monopólio;
  oligopólio; 
  monopsônio;
  oligopsônio.
Teoria da firma: produção, custos e lucro
A teoria da fi rma se assenta no intuito de entender a racionalidade do com-
portamento da oferta de um bem ou serviço. Lembre-se de que o grande 
objetivo da fi rma que opera na economia capitalista é a maximização dos 
lucros. Daí que o primeiro dilema das fi rmas é a escolha do processo de 
produção — e as escolhas das relações tecnológicas, das quantidades a 
serem produzidas e das quantidades de insumos a serem usados na produção 
(VASCONCELLOS, 2009).
Teoria da produção: a produção é o processo pelo qual uma fi rma transforma 
os fatores de produção adquiridos em bens ou serviços para a comercialização 
no mercado. Assim, a teoria da produção refere-se aos conceitos e princípios 
que norteiam a análise de preços e o emprego dos fatores de produção. Ela é 
a base para a análise dos custos e da oferta dos bens produzidos.
É fundamental você compreender que a firma — da teoria microeconômica — é a 
unidade técnica que produz bens e serviços. Já os fatores de produção — mão de obra, 
capital físico, área ou terra e matérias-primas — são os bens e serviços intermediários 
que, combinados, suscitam outros bens e serviços finais. Em outras palavras, a firma 
é uma intermediária: compra insumos (inputs), combina-os segundo um processo de 
produção escolhido e vende os bens e serviços (outputs) nos mercados.
Noções de microeconomia12
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O processo de produção pode ser intensivo em um dos fatores de pro-
dução. Ou seja, pode depender quase exclusivamente de um dos fatores de 
produção, que também passa a ter relevância na estrutura total de custos. 
Fundamentalmente, existem três possibilidades em um processo de produção 
(VASCONCELLOS, 2009): 
1. mão de obra intensivo, em que a mão de obra é indispensável para a 
produção;
2. capital intensivo, em que máquinas, equipamentos e instalações são 
altamente relevantes;
3. terra intensivo, em que a área ou a terra é o insumo primordial para 
que a produção aconteça.
Em suma, a produção pode depender em maior quantidade de algum dos 
fatores de produção.
Além disso, a escolha do processo de produção depende da sua eficiência. 
A eficiência pode, por um lado, ser avaliada do ponto de vista tecnológico 
— processo que permite produzir uma mesma quantidade de produto usando 
menor quantidade física de fatores de produção. De outro lado, ela pode ser 
avaliada do ponto de vista econômico — processo que permite produzir uma 
mesma quantidade de produto com menor custo de produção.
Na teoria da produção, um dos conceitos mais relevantes é o da função de 
produção. Logo, a função de produção é a relação técnica entre a quantidade 
física de fatores de produção e a quantidade física de produto em determi-
nado período de tempo. Em outras palavras, a quantidade de produto está em 
função ( f ) da quantidade de fatores de produção (mão de obra, capital físico 
e matérias-primas utilizadas).
É importante você observar que o conceito de função de produção não deve ser 
confundido com o conceito de função de oferta. Este é um conceito econômico que 
relaciona a produção com os preços dos fatores de produção.
13Noções de microeconomia
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Soma-se a tudo isso a questão do prazo e a distinção entre fatores de 
produção fixos e variáveis. Segundo Vasconcellos (2009), os fatores de 
produção fixos são aqueles que permanecem inalterados quando a firma 
aumenta ou diminui a produção. Enquanto isso, os fatores de produção 
variáveis se alteram com a mudança da quantidade produzida pela firma. 
Por exemplo, são fatores de produção fixos o capital físico e as instalações 
da empresa. E são fatores de produção variáveis a mão de obra e as matérias-
-primas usadas. Com relação ao prazo, define-se curto prazo o período no 
qual existe pelo menos um fator de produção fixo. Já no longo prazo todos 
os fatores de produção variam.
Teoria dos custos: todas as fi rmas na teoria microeconômica têm como 
objetivo maximizar os lucros por meio de sua atividade produtiva, ou seja, 
combinar de maneira efi ciente os fatores de produção. É nesse caso que os 
estudos dos custos das fi rmas tornam-se de fundamental importância para 
a economia. Assim, a quantidade empregada de cada fator de produção, 
multiplicada pelo seu preço de mercado, constituirá os custos da empresa, 
originando o custo total de produção (PINDYCK; RUBINFELD, 1999).
Em outras palavras, o custo total de produção é o total das despesas 
realizadas pela firma com a utilização da combinação mais econômica dos 
fatores por meio da qual é obtida uma determinada quantidade de bens ou 
serviços (VASCONCELLOS, 2009). Dessa forma, os custos totais de produ-
ção podem ser divididos em custos fixos e custos variáveis. Os custos fixos 
são aqueles que não dependem da quantidade produzida. Eles são decorrentes 
dos fatores de produção fixos. Já os custos variáveis de produção são aqueles 
que dependem da quantidade produzida, logo serão maiores quanto maior 
a produção e vice-versa.
Na microeconomia, os custos também são analisados a partir do prazo 
— curto e longo prazo. Nesse caso, os custos de produção no curto prazo 
são afetados apenas pelos fatores de produção variáveis. Logo, você pode 
notar que os custos no curto prazo dependem diretamente do nível de 
produção estabelecido pela firma. Já os custos de produção no longo prazo 
são afetados por todos os fatores de produção, já que, nesse caso, não há 
fatores de produção fixos e logo não existem custos fixos de produção. Em 
outras palavras, no longo prazo todos os custos são variáveis (CARRERA-
-FERNANDEZ, 2009).
Noções de microeconomia14
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Além dos custos totais, fixos e variáveis, a teoria microeconômica se interessa também 
por outras análises de custos. Nesse contexto, a microeconomia analisa ainda os 
custos médios e os custos marginais. Os custos médios se referem aos custos totais 
divididos pelas quantidades produzidas. Ou seja, constituem o custo unitário da 
produção (ou o custo por unidade). Existe tambémo custo variável médio, que é 
o custo variável dividido pela quantidade, e o custo fixo médio, que é o custo fixo 
dividido pela quantidade. Já os custos marginais referem-se às variações dos custos 
em resposta às variações na quantidade produzida.
Lucro: a teoria da fi rma postula um comportamento otimizador por parte 
dessa unidade produtiva. Em outras palavras, o propósito maior da fi rma é a 
maximização do lucro. A maximização do lucro ocorre quando a fi rma escolhe 
o nível de utilização de insumos e, portanto, o nível de produção, de modo a 
maximizar o seu lucro, condicionado à tecnologia disponível e dados os preços 
dos insumos e do produto (CARRERA-FERNANDEZ, 2009).
De acordo com Carrera-Fernandez (2009), o postulado de maximização 
do lucro é mais amplo que o de minimização do custo. Em termos práticos, o 
autor defende que, ao se postular que a firma maximiza lucros, isso implica 
que ela estará minimizando o seu custo de produção. Porém, o inverso não é 
verdadeiro: se a firma minimiza os custos, isso não quer necessariamente dizer 
que ela esteja maximizando o lucro (CARRERA-FERNANDEZ, 2009). Quando 
analisado sob o ponto de vista econômico, o lucro da firma pode ser definido 
pela diferença entre a receita total (RT) e o custo total (CT). Vale lembrar que 
a receita total é o resultado da multiplicação do preço do produto pelo nível de 
produção. Já o custo total é a soma do gasto com todos os fatores de produção.
Estruturas de mercado
Como você sabe, na economia os mercados podem ser estruturados de manei-
ras diferentes. Dois fatores básicos diferenciam a competição dos mercados 
(VASCONCELLOS, 2009):
  o número de firmas produtoras operando no mercado;
  a homogeneidade ou a diferenciação existente entre os produtos das 
firmas.
15Noções de microeconomia
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É a partir desses dois fatores básicos que podem ser classificados, pelo 
menos, quatro tipos de mercados de bens e serviços:
1. concorrência perfeita;
2. concorrência monopolista;
3. monopólio;
4. oligopólio.
Além disso, são classificados mais dois mercados de insumos e fatores 
de produção:
1. monopsônio;
2. oligopsônio.
A seguir, você pode ver mais detalhadamente as características gerais 
de cada uma dessas estruturas de mercado e compreender como funciona o 
processo de determinação de preço e quantidade produzida.
Concorrência perfeita: é uma estrutura de mercado que visa a revelar 
qual deveria ser o funcionamento ideal de uma economia, servindo de base 
comparativa para as demais estruturas de mercado. Apesar de ser uma cons-
trução teórica, existem algumas situações que se aproximam da concorrência 
perfeita, como o mercado das commodities agrícolas ou de uma feira livre. 
Nesse sentido, a concorrência perfeita é uma situação de mercado assinalada 
pela existência de um grande número de compradores e vendedores que são 
tão pequenos que nenhum deles, de maneira isolada, é capaz de determinar 
o preço de mercado. Em outras palavras, tanto os produtores como os con-
sumidores são tomadores de preços.
Além disso, na concorrência perfeita, os produtos são homogêneos, não 
existindo diferenças entre eles. Logo, todos os produtos nesse mercado são 
perfeitos substitutos entre si. Ou seja, o consumidor comprará de qualquer 
firma, sendo indiferente a qualquer tipo de vendedor. Soma-se a isso, na 
concorrência perfeita, a inexistência de barreiras legais e econômicas tanto 
para a entrada como para a saída de firmas do mercado. Também há, tanto 
para compradores como para vendedores, informações perfeitas acerca do 
funcionamento do mercado. Ou seja, é um mercado com grande transparência 
nos preços, custos e lucros (PINDYCK; RUBINFELD, 1999).
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Concorrência monopolista: é a estrutura de mercado que contém ele-
mentos da concorrência perfeita e do monopólio. Fica em uma posição 
intermediária entre as duas estruturas citadas. Da mesma maneira que 
na concorrência perfeita, existe na concorrência monopolista um grande 
número de fi rmas vendedoras que respondem por uma pequena fração 
do mercado total e possuem ainda a possibilidade de entrar e de sair do 
mercado com relativa facilidade.
Logo, o que distingue a concorrência monopolista da concorrência perfeita 
é o afrouxamento da hipótese dos produtos homogêneos. Ou seja, as firmas 
na concorrência monopolista produzem produtos diferenciados — entretanto, 
substitutos próximos. Em termos práticos, cada firma procura diferenciar seu 
produto a fim de torná-lo único no mercado. É essa diferenciação no produto 
que dá à firma o poder de monopólio, uma vez que apenas ela produz aquele 
tipo de bem ou serviço. Isso permite que as empresas tenham alguma liberdade 
para fixar os seus preços (VASCONCELLOS, 2009).
Monopólio: é a estrutura de mercado mais concentrada. É justamente o 
oposto da concorrência perfeita. Em outras palavras, é a situação de mercado 
em que há um só produtor de um bem ou serviço, que não tem substituto 
próximo, ou o produto não é homogêneo. Nesse mercado, o grau de diferen-
ciação (exclusividade) do produto é pleno. Nesse contexto, a fi rma monopo-
lista exerce grande infl uência na determinação do preço e das respectivas 
quantidades que serão vendidas ao mercado (SANDRONI, 2005).
Em síntese, as características básicas do monopólio são:
  determinado bem ou serviço é fornecido por uma única empresa;
  não há substitutos próximos para esse bem ou serviço;
  existem obstáculos à entrada e à saída de novas firmas desse mercado.
É importante você compreender que essa última característica revela que, 
para que o monopólio exista, é fundamental manter os concorrentes em poten-
cial completamente afastados do mercado, mediante barreiras que impeçam 
ou desestimulem o surgimento de novas firmas.
Basicamente, esses obstáculos podem ser oriundos de:
  monopólio natural (ou puro), que é aquele inerente ao próprio negócio, 
por exigir grandes investimentos financeiros;
  controle sobre o fornecimento de matérias-primas;
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  proteção mediante patentes;
  processos burocráticos do sistema;
  monopólio legal, que é aquele em que o governo tem direito exclusivo 
de ser o produtor.
Oligopólio: é o tipo de estrutura de mercado em que poucas empresas detêm 
o controle da maior parcela do mercado. O oligopólio é uma tendência das 
economias capitalistas modernas, em que a concentração da propriedade em 
poucas fi rmas de grande porte acontece a partir de fusão, incorporação ou 
mesmo compra e eliminação das pequenas fi rmas. Nesse mercado, as fi rmas 
dominam as áreas de atuação, limitando assim os custos de concorrência e 
fi xando os preços que ampliam as margens de lucro (SANDRONI, 2005).
Na prática, o oligopólio pode ser classificado como puro — com produtos 
homogêneos — e diferenciado — com produtos heterogêneos. Assim, o oligo-
pólio puro é aquele em que as firmas oferecem exatamente o mesmo produto. 
Já no oligopólio diferenciado as firmas oferecem produtos diversificados, em 
geral com uma competição focada na qualidade e no marketing. É importante 
você notar que há uma tendência ao oligopólio em setores da economia que 
exigem grandes volumes de investimentos.
Monopsônio: é a estrutura de mercado em que existe apenas um comprador 
de uma mercadoria, em geral matéria-prima ou produto primário. No mo-
nopsônio, mesmo quando diversos produtores fortes oferecem o produto, os 
preços não são determinados pelos vendedores, mas pelo único comprador. 
Nesse sentido, por exemplo, o monopsônio puro é muito raro. Ele costuma 
acontecer principalmente com empresas estatais que garantem a compra de 
determinados produtos estratégicos para o país (SANDRONI, 2005).
Oligopsônio: é a estrutura de mercado em que poucas fi rmas — de grande 
porte — são as compradoras de determinada matéria-prima ou produto pri-
mário.Nesse contexto, o oligopsônio pode ter duas formas:
  um mercado comprador muito concentrado, com poucas firmas grandes 
que negociam com muitos pequenos produtores;
  um mercado consumidor concentrado e um mercado vendedor também 
concentrado, com poucos e grandes produtores.
Esse último caso é chamado também de oligopsônio bilateral.
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Na economia real, existem inúmeros exemplos das estruturas de mercado. Algumas 
estruturas de mercado são mais predominantes do que outras e, logo, são mais fá-
ceis de serem visualizadas. O exemplo mais clássico de concorrência perfeita é a 
feira livre, em que inúmeros vendedores (inúmeras “barraquinhas”) comercializam o 
mesmo produto, em geral produtos agrícolas in natura. Em outras palavras, são muitos 
vendedores que comercializam produtos homogêneos. Já o caso da concorrência 
monopolista apresenta vários exemplos na realidade concreta. Talvez essa seja a 
estrutura de mercado em que é possível encontrar o maior número de exemplos 
reais. Dois casos ilustram muito bem essa estrutura de mercado.
Primeiro, você pode considerar o exemplo dos salões de beleza. Existem inúmeros 
salões de beleza em qualquer cidade, mas cada salão de beleza faz uso de serviços 
cuja execução é praticamente exclusiva. Para entender melhor: imagine que existem 
muitos salões de beleza para cortar o cabelo, mas cada um corta de uma maneira 
diferente, sendo quase um monopólio no que realiza. Um segundo exemplo são as 
padarias. Como você sabe, todas produzem pães e produtos de panificação, mas cada 
uma tem o seu sabor específico e a sua qualidade peculiar.
No monopólio, são comuns os casos relativos ao fornecimento de serviços con-
siderados de natureza pública. Por exemplo, o fornecimento de água e esgoto, de 
energia elétrica, de telecomunicações, de estradas ou vias públicas, entre outros. Já os 
exemplos de oligopólio são comuns em grande parte dos setores contemporâneos, 
especialmente nos setores industriais mais complexos. Isso inclui, por exemplo, a indús-
tria automobilística, a indústria farmacêutica, a indústria de tecnologia da informação, 
a indústria aeronáutica, entre outras. Ou seja, são exemplos em que existem apenas 
poucas firmas ou poucos big players (grandes participantes) no mercado produtor.
Por fim, tanto o monopsônio como o oligopsônio apresentam exemplos nos setores 
de matérias-primas estratégicas, como o petróleo, os minérios, a energia, etc. No Brasil, 
um exemplo de monopsônio são as usinas de energia solar, que são obrigadas a vender 
a energia para um único distribuidor elétrico. Já um exemplo de oligopsônio são os 
pequenos/médios exploradores de petróleo que, em alguns países, são obrigados a 
vender os barris de óleo para poucas refinarias de petróleo.
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CARRERA-FERNANDEZ, J. Curso básico de microeconomia. Salvador: EDUFBA, 2009.
PINDYCK, R. S.; RUBINFELD, D. L. Microeconomia. 4. ed. São Paulo: Makron Books do 
Brasil, 1999.
SANDRONI, P. Dicionário de economia do século XXI. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
Leituras recomendadas
FRANK, R. H. Microeconomia e comportamento. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
KISHTAINY, N. et al. O livro da economia. São Paulo: Globo, 2013.
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Dica do professor
A Teoria da Firma utiliza dois gráficos para analisar o comportamento da oferta, sendo eles a 
isoquanta de produção, que é a linha na qual todos os pontos representam infinitas combinações 
de fatores de produção, e o mapa de produção, que revela a escolha da quantidade que o 
empresário deseja produzir.
Na Dica do Professor a seguir, você vai conhecer esses gráficos e também compreender como eles 
são utilizados na análise do comportamento da oferta.
Confira.
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https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/2b74f6a707cdab4517ce09fe2ac598bc
Exercícios
1) A Microeconomia é o ramo da Economia que estuda o comportamento das unidades 
individuais, tais como os consumidores, as empresas, os proprietários de fatores de 
produção e os governos. Sobre essa área de estudos, assinale o que é correto afirmar.
A) A teoria microeconômica se assenta em três pilares: (1) a demanda; (2) a oferta; e (3) em dois 
mercados: o mercado de bens e serviços e o mercado dos serviços dos fatores de produção 
(terra, trabalho e capital).
B) A Microeconomia é um ramo da Economia totalmente empírico, baseado em análises de 
campo sobre os compradores e vendedores.
C) A Microeconomia realiza suas análises a partir de juízos de valores, que aparecem nas 
relações entre demandantes e ofertantes nos mercados. Nesse sentido, os preços são valores 
arbitrários.
D) A Microeconomia foca seus estudos na produção das empresas e em como elas colocam seus 
produtos nos mercados
E) A Microeconomia faz uso da análise de equilíbrio total, levando em consideração todas as 
variáveis dos mercados.
2) Sobre a Teoria do Consumidor, marque a alternativa correta.
A) A Teoria do Consumidor está fundamentada no princípio da irracionalidade e postula um 
comportamento reducionista por parte dos consumidores.
B) A Teoria do Consumidor é a mais importante dentre as teorias da Microeconomia, sendo 
unânime entre todos os economistas modernos.
C) A Teoria do Consumidor apresenta dois pressupostos básicos: informação completa e 
existência de uma função de utilidade.
D) A Teoria do Consumidor estabelece dois postulados de comportamento: minimização da 
utilidade e maximização do gasto ou custo.
E) A Teoria do Consumidor considera consumidores racionais e irracionais ao realizar suas 
modelagens teóricas.
3) Sobre a curva de indiferença, a reta orçamentária e o equilíbrio do consumidor, assinale o 
que é correto afirmar.
A) O equilíbrio do consumidor ocorre quando a reta orçamentária tangenciar a sua curva de 
indiferença. 
B) A utilidade é um conceito objetivo que não se modifica de consumidor para consumidor e, 
por conseguinte, pode ser quantificada.
C) Os limites da escolha do consumidor estão restritos à sua possibilidade de consumo, o que 
significa dizer que o seu gasto total pode exceder a sua renda nominal e gerar mais satisfação 
nas preferências.
D) A curva de indiferença apresenta duas características básicas: inclinação positiva e 
convexidade em relação à reta orçamentária.
E) Define-se a reta orçamentária como as combinações minímas possíveis de bens e serviços, 
dados a renda do consumidor e os preços dos bens.
4) Sobre a Teoria da Firma, o que é correto afirmar?
A) A Teoria da Produção refere-se aos conceitos e princípios que norteiam a análise dos custos 
de produção.
B) O custo total de produção é o total das receitas realizadas pela firma com a venda de 
determinada quantidade de bens ou serviços.
C) A função de produção pode ser definida pela diferença entre a receita total (RT) e o custo 
total (CT).
D) A Teoria da Firma postula um comportamento reducionista por parte dessa unidade 
produtiva. Em outras palavras, o propósito maior da firma é a minimização do lucro.
E) A Teoria da Firma trata justamente do problema da produção, dos custos de produção e dos 
rendimentos (lucros) da firma.
5) Em relação às estruturas de mercado, é correto afirmar que:
A) a concorrência perfeita é a estrutura de mercado que contém elementos da concorrência 
perfeita e do monopólio, ficando em uma posição intermediária entre as duas estruturas 
citadas.
B) o oligopólio é o tipo de estrutura de mercado em que poucas empresas detêm o controle da 
maior parcela do mercado.
C) o monopólio é a estrutura de mercado em que existe apenas um comprador de uma 
mercadoria, em geral matéria-prima ou produto primário.D) a concorrência monopolista é o tipo de estrutura de mercado em que poucas empresas detêm 
o controle da maior parcela do mercado.
E) o oligopsônio é a estrutura de mercado que contém elementos da concorrência perfeita e do 
monopólio, ficando em uma posição intermediária entre as duas estruturas citadas.
Na prática
Na Teoria da Firma, o grande objetivo da produção é a maximização de lucros. Do ponto de vista 
econômico, o lucro total (LT) é a diferença entre a receita total (RT) e o custo total (CT). Dessa 
forma, essa teoria divide-se em Teoria da Produção e Teoria dos Custos.
Imagine que uma firma venda 1.000 unidades de um produto qualquer, que custa $ 10,00, sendo a 
receita total a multiplicação do preço de venda (p) e da quantidade produzida (q). Já o custo total é 
o somatório do custo variável total (CVT) e do custo fixo total (CFT).
Nesse caso, a firma tem um custo variável total de $ 5.000, relacionado as matérias-primas e itens 
diretamente ligados à produção. Enquanto isso, o custo fixo total é de $ 2.000, sendo 1.000 de 
instalações e 1.000 de despesas com o pessoal administrativo, não tendo qualquer relação com a 
produção da firma.
Observe, Na Prática, como fica esse cálculo e qual é o lucro total (LT) dessa empresa. 
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Microeconomia em detalhes
Leia no site para compreender a Microeconomia com mais detalhes e mais profundidade teórica.
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Microeconomia reducionista e microeconomia sistêmica
Leia este artigo que procura identificar a diferença entre a Microeconomia reducionista e a 
Microeconomia sistêmica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A ortodoxia neoclássica
Verifique aspectos da história da influência da teoria neoclássica no ambiente acadêmico brasileiro, 
por meio da leitura deste artigo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.remessaonline.com.br/blog/microeconomia-conceito-ecossistema-e-vantagens/
http://www.scielo.br/pdf/neco/v16n2/04.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ea/v15n41/v15n41a03.pdf
Administração da produção: 
aplicabilidade
Apresentação
As organizações são compostas por grupos de pessoas que, de maneira coordenada e organizada, 
unem esforços para alcançar objetivos comuns. Sua existência está diretamente ligada à produção 
de bens e serviços, criados para atender às necessidades de seus clientes. Essa produção é 
viabilizada por meio de um processo de transformação, em que os recursos disponíveis são 
convertidos nos resultados desejados. Nesse contexto, a administração da produção é responsável 
pelo planejamento, pela organização e pelo controle de todos os recursos envolvidos no processo 
produtivo. Trata-se de uma função essencial para garantir eficiência e qualidade nas operações de 
diferentes tipos de organizações (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
Esse conceito aplica-se a uma ampla variedade de organizações, independentemente de seu porte 
ou setor de atuação, como indústrias, empresas de serviços, escolas, hospitais e até mesmo 
residências. Em todas essas situações, pessoas e recursos são mobilizados para atingir objetivos 
específicos. A principal diferença entre elas está na forma como a produção é realizada, nas 
operações que compõem o processo produtivo e nos impactos gerados tanto para a organização 
quanto para seus clientes. Compreender essas particularidades é fundamental para reconhecer a 
importância da administração da produção na busca pela eficiência e pela satisfação dos objetivos 
organizacionais (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender os princípios básicos relacionados à gestão 
de processos produtivos e o modo como as organizações transformam recursos em resultados, 
além de identificar as diferentes formas de operação e suas aplicações práticas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar a maneira como as organizações produzem seus bens e serviços.•
Reconhecer os diferentes tipos de operação da produção.•
Identificar as atividades e responsabilidades da administração da produção.•
 
Desafio
A administração da produção ajuda as empresas a se manterem competitivas em um ambiente em 
constante mudança. Um dos conceitos-chave da administração da produção são os quatro Vs da 
produção, que ajudam a orientar a estrutura e as operações do negócio:
Volume considera a quantidade de produtos ou serviços oferecidos, com maior padronização 
em produções em larga escala e maior personalização em volumes menores.
•
Variedade analisa a diversidade de produtos ou serviços disponíveis, atendendo a diferentes 
preferências do consumidor.
•
Variação na demanda trata das oscilações no mercado, como períodos sazonais ou eventos 
imprevistos.
•
Visibilidade avalia o grau de interação e transparência com os clientes durante o processo 
produtivo.
•
Esses elementos permitem que empresas adaptem suas operações às necessidades específicas de 
seus mercados (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
A partir dessas informações sobre os quatro Vs da produção, considere-se parte da seguinte 
situação:
 
Diante desse cenário, responda:
Considerando as variáveis envolvidas, os impactos das decisões e as estratégias básicas necessárias 
para garantir a viabilidade e o sucesso do Café Artesanal Dona Ana, quais aspectos você analisaria 
para ajudar a estruturar o modelo de negócio ideal? 
Infográfico
A administração da produção conecta recursos e estratégias para transformar inputs em outputs, 
sejam eles bens, serviços ou uma combinação de ambos. O conceito dos quatro Vs (Volume, 
Variedade, Variação na demanda e Visibilidade) permite compreender como diferentes operações 
produtivas se organizam e enfrentam desafios específicos. Cada um desses fatores impacta 
diretamente os processos, desde o planejamento e a execução até a entrega de valor aos clientes 
(Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
Além disso, os tipos de produção destacam como ela pode ser vista sob duas perspectivas 
complementares, como função, responsável pela criação e pela entrega de produtos e serviços ao 
cliente externo, e como atividade, que administra processos internos em diversas áreas 
organizacionais, como marketing, finanças e recursos humanos. Essa integração entre operações 
internas e externas reforça a importância da administração da produção em alinhar os objetivos 
organizacionais às demandas do mercado.
Neste Infográfico, você vai conhecer a aplicabilidade dos quatro Vs da produção e os tipos de 
produção que fazem parte das atividades organizacionais.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://creator-files.plataforma.grupoa.education/learning-unit//infografico,-2024-12-23T15:02:15-03:00.
Conteúdo do livro
Todas as organizações, independentemente do setor ou do porte, realizam algum tipo de produção, 
seja de bens, serviços ou uma combinação de ambos. Essa característica comum evidencia a 
presença da função produção em sua estrutura organizacional a fim de alcançar os objetivos 
empresariais. A administração da produção é responsável por gerenciar os recursos necessários 
para o processo produtivo, garantindo a satisfação dos clientes e a competitividade da organização 
no mercado (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
O que cada organização decide produzir é um fator determinante que influencia significativamente 
a maneira como seus processos produtivos são estruturados e executados. Essa escolha define as 
particularidades das operações e diferencia uma organização de outra. Apesar dessas 
especificidades, todas as empresas compartilham uma característica fundamental no processo 
produtivo: a transformação. Essa transformaçãoé baseada em um modelo básico que inclui 
entradas (inputs), processamento e saídas (outputs), sendo o cerne da administração da produção e 
seu impacto organizacional (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
No capítulo Administração da produção: aplicabilidade, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai compreender como ocorre o processo de transformação dos insumos em 
produtos e serviços e as responsabilidades da administração da produção.
Boa leitura.
ADMINISTRAÇÃO 
DE PRODUTOS E 
SERVIÇOS
Gisele Lozada
Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
A238 Administração de produtos e serviços [recurso 
eletrônico] / Organizadora, Gisele Lozada. – Porto 
Alegre : SAGAH,2016.
Editado como livro impresso em 2016.
ISBN 978-85-69726-63-0
1. Administração - Produtos. 2. Administração – 
Serviços. 3. Sistemas de produção. I. Lozada, 
Gisele. 
CDU 658.64
Administração da produção: 
aplicabilidade
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Analisar a maneira como as organizações produzem seus bens e 
serviços.
 � Entender os diferentes tipos de operação da produção.
 � Identificar as atividades e responsabilidades da administração da 
produção.
Introdução
A administração da produção é a função empresarial responsável por 
planejar, coordenar e controlar os recursos envolvidos na produção, 
por meio dos quais são produzidos os bens e serviços que se des-
tinam à satisfação das necessidades dos clientes. Este cenário pode 
ser aplicado a inúmeros formatos e tamanhos de organizações, sejam 
indústrias, empresas, escolas, hospitais ou até mesmo uma casa. A di-
ferença estará no que a organização produz, e como ela desempenha 
esta função.
Neste texto, você vai estudar os modelos de transformação, os dife-
rentes tipos de operações, e também as atividades e responsabilida-
des da administração da produção de bens e serviços, que demons-
tram sua aplicabilidade no contexto organizacional.
Modelos de transformação
O processo de produção, sob a perspectiva operacional, engloba recursos que 
são submetidos a um processo de transformação, dando origem ao produto 
final, que corresponde aos bens e serviços oferecidos pela organização. A 
função produção foca na transformação, que é o processo central, aplicando 
os insumos na geração de algo novo, que pode ser um produto ou um ser-
viço, destinado à satisfação de um desejo ou necessidade sinalizada por seus 
clientes.
Qualquer operação de produção, seja de bens ou serviços, ou até mesmo 
um misto dos dois, necessariamente implica em um processo de transfor-
mação. Este processo tem como objetivo o emprego dos recursos, mudando o 
estado ou a condição de algo, e gerando um resultado. Em resumo, é composto 
por três estágios ou elementos fundamentais: entrada (input), processamento 
(transformação) e saída (output), conforme a Figura 1:
Figura 1. Elementos fundamentais do processo de produção.
Fonte: adaptada de Slack et al. (2006, p. 32).
Entradas (inputs)
As entradas integram o trio de elementos básicos da produção, correspon-
dendo à sua base, seu ponto de partida, conforme ilustrado na Figura 2. São os 
recursos empregados no processo de transformação, para que sejam geradas 
as saídas, correspondendo essencialmente a dois grupos: recursos transfor-
mados e recursos de transformação.
Os recursos transformados são aqueles que sofrem o impacto direto do 
processo de transformação, sendo tratados, transformados, modificados ou 
convertidos através dele. Podem ser um ou mais, formando um conjunto, onde 
pelo menos um será o objeto central do processo de transformação. Normal-
mente são compostos de:
 � Matérias-primas e componentes
 � Informações
 � Consumidores 
Já os recursos transformadores são aqueles que atuam sobre os recursos 
transformados, agindo diretamente sobre eles. Fazem parte do processo de 
produção, mas não sofrem alterações diretamente, apenas permitem que a 
transformação ocorra. Os recursos transformadores apresentam menor dife-
renciação, se comparados com os recursos transformados, correspondendo a 
apenas dois grupos:
17Administração da produção: aplicabilidade
 � Instalações: compõem a infraestrutura utilizada (como prédios, má-
quinas, equipamentos, ferramentas e outros) e conhecimento (a tecno-
logia e o domínio da técnica empegada no processo de produção); 
 � Funcionários: força de trabalho utilizada para operar, manter, planejar 
e administrar a produção.
Figura 2. Os recursos no processo de produção.
Fonte: adaptada de Slack et al. (2006, p. 32).
Processamento
O processamento corresponde à ação de transformação aplicada sobre as en-
tradas, que resulta na alteração de sua forma ou condição inicial. De acordo 
com a natureza dos inputs, a operação de processamento adquire caracterís-
ticas específicas, definindo seu propósito em razão do tipo de recurso que será 
processado: materiais, informações ou consumidores.
 O processamento de materiais, por exemplo, normalmente resulta na 
transformação das propriedades físicas dos inputs (forma, composição ou ca-
racterísticas), aplicável com maior frequência às operações de manufatura. Con-
tudo, é importante ressaltar a possibilidade de a transformação implicar na mo-
dificação de outras questões como localização (entrega de encomendas), posse/
propriedade (venda de varejo) ou estocagem/acomodações (guarda volumes).
No processamento de informações, as ações são voltadas para a trans-
formação das propriedades informativas (forma) do input, incluindo exemplos 
como o realizado por contadores e bancos. Neste caso também existem al-
terações relacionadas à localização (como telecomunicações), posse/proprie-
Administração de produtos e serviços18
dade (como a venda dos resultados de uma pesquisa de mercado) e estocagem 
(como bibliotecas).
Já o processamento de consumidores corresponde a processos que re-
sultam na transformação física do próprio cliente, como, por exemplo, cabe-
leireiros e dentistas. Esta modalidade igualmente inclui questões relacionadas 
a localização (como transportes de passageiros) e acomodações (como hotéis), 
ou ainda aquelas que afetam seu estado fisiológico (hospitais ou restaurantes) 
ou psicológico (teatros e cinemas).
Note que o processamento de consumidores apresenta algumas variações 
de transformação inexistentes dos demais (materiais e informações), veja o 
Quadro 1.
Entradas Processo de transformação
Materiais e informações
Propriedades físicas
Localização
Posse ou propriedade
Estocagem ou acomodação
Consumidores
Propriedades físicas
Localização
Posse ou propriedade
Estocagem ou acomodação
Estado fisiológico
Estado psicológico
Quadro 1. Quadro comparativo das esferas de processamento em razão da natureza das 
entradas.
19Administração da produção: aplicabilidade
Falar em processamento de consumidores pode parecer estranho num primeiro mo-
mento, mas é algo facilmente entendido se você pensar em situações simples e coti-
dianas como ir ao dentista ou ao cabelereiro. Em ambas as circunstâncias, o profissional 
presta um serviço, que acarreta uma modificação da condição física do cliente. Assim, 
temos entradas, processamento e saídas, formando o conjunto básico de elementos 
que compõem o processo de produção.
Saídas (outputs)
As saídas correspondem ao resultado final do processo produtivo, também 
denominadas como outputs ou produto final. Corresponde algo novo, dife-
rente da entrada (que foi processada) e que tem por objetivo o atendimento 
de um desejo ou necessidade. Contudo, é importante ressaltar uma questão 
importante: a diferença entre produtos e serviços. Estes dois grupos básicos 
de saídas possuem características muito específicas. Neste contexto, as saídas 
podem ser analisadas e diferenciadas em razão de questões como: 
 � Tangibilidade: verifica se a saída possui a capacidade de ser vista, to-
cada, sentida, palpada.
 � Estocabilidade: verifica se a saída apresenta a capacidade de ser ar-mazenada ou estocada, estando diretamente associada à questão da 
tangibilidade.
 � Transportabilidade: verifica se a saída pode ser transferida ou trans-
portada de um local para outro, mantendo suas condições, possuindo 
igualmente uma relação direta com a tangibilidade.
 � Simultaneidade: verifica se as ações de produção e consumo/venda das 
saídas ocorrem ao mesmo tempo, ou se são realizadas em momentos 
distintos.
 � Contato com o consumidor: verifica o nível de envolvimento do cliente 
no processo de transformação, possuindo uma estreita relação com a 
questão da simultaneidade.
 � Qualidade: verifica a conformidade da saída com o padrão estipulado 
ou desejado, podendo ser objetiva ou subjetiva, em razão de questões 
como tangibilidade, simultaneidade e contato com o cliente.
Administração de produtos e serviços20
A percepção destes fatores é mais facilmente alcançada por meio da com-
paração sintética entre produtos e serviços, verificando as características 
apresentadas em cada um destes fatores, conforme o Quadro 2:
Bens Serviços
São tangíveis São intangíveis
Podem ser estocados Não podem ser estocados
Podem ser transportados Não podem ser transportados
A produção precede o consumo A produção e o consumo 
são simultâneos
Reduzido nível de contato 
com o cliente
Elevado nível de contato com o cliente
Qualidade é objetiva (conformidade) Qualidade é subjetiva (per-
cepção do cliente)
Quadro 2. Quadro comparativo das principais características de bens e serviços.
Neste contexto, a unificação das características relativas a cada um dos 
três elementos básicos do processo produtivo (entradas, processamento e sa-
ídas) torna possível a montagem de um panorama exemplificativo, que au-
xilia no entendimento dos diferentes modelos de transformação, conforme 
demonstrado no Quadro 3:
21Administração da produção: aplicabilidade
Fonte: adaptado de Slack et al. (2006, p. 33).
Operação Entradas Processamento Saídas
Dentista dentistas, equi-
pamentos, enfer-
meiras, pacientes.
exames e trata-
mentos dentários, 
orientações pre-
ventivas (transfor-
mação fisiológica 
do paciente).
pacientes com 
dentes e gen-
givas saudáveis.
Loja bens à venda, 
vendedores, caixas 
registradoras, 
consumidores.
exibição de bens, 
orientação de 
vendedores, 
vendas de bens 
(transformação 
de mudança de 
propriedade).
bens ajustados às 
necessidades dos 
consumidores.
Polícia policiais, sistema 
de computadores, 
informações, cida-
dãos e criminosos.
prevenção de 
crimes, solução de 
crimes, prisão de 
criminosos (trans-
formação psicoló-
gica dos cidadãos).
sociedade pro-
tegida, público 
com sentimento 
de segurança.
Gráfica gráficos e desig-
ners, impressoras, 
papel, tinta etc.
edição, impressão, 
encadernação 
(transformação 
das proprie-
dades físicas)
materiais im-
pressos.
Quadro 3. Algumas operações vistas da perspectiva entradas-transformação-saídas.
A soma de múltiplos processos de transformação resulta no estabeleci-
mento dos sistemas de produção, que por sua vez podem ser classificados de 
diversas formas, entre as quais vale ressaltar aquela que se baseia no nível de 
contato do sistema com o ambiente:
 � Sistemas abertos (adaptáveis ou orgânicos): quando há comunicação, 
interação ou interação com ambiente que o circunda. Neste caso, a 
matéria e a energia que o integram é constantemente renovada, mas 
conserva-se no mesmo estado (autorregulação);
Administração de produtos e serviços22
 � Sistemas fechados (estáveis ou mecânicos): quando o sistema é isolado 
de seu ambiente, sem intercâmbio ou interação. Neste contexto, os sis-
temas possuem limites pré-determinados (físicos ou conceituais), que 
representam as barreiras delimitadoras de sua atuação e o diferenciam 
de seu ambiente. 
Leia mais sobre sistemas de produção, suas caraterísticas básicas e classificações em:
ANTUNES, J. et al. Sistemas de produção: conceitos e práticas para projetos e gestão da pro-
dução enxuta. Porto Alegre: Bookman, 2008.
Tipos de operações de produção
As operações de produção apresentam significativas semelhanças entre si em 
razão da forma básica de transformar entradas (inputs) em saídas (outputs). 
Agora é chegado o momento de avaliar as diferenças e as implicações de cada 
uma delas. Esta diferenciação pode ser realizada por meio da observação de 
quatro dimensões: volume de output, variedade de output, variação da de-
manda do output e grau de contato com o cliente envolvido na produção do 
output. Através delas, as organizações adotam uma posição específica, deter-
minando muitas das características de seus processos produtivos:
Volume de output
Nesta dimensão a produção é marcada pelo alto grau de repetição, induzindo 
à especialização das tarefas. O trabalho é padronizado e sistematizado, por 
meio do estabelecimento de normas e instruções detalhadas para cada etapa 
do processo, e muitas vezes dotado de automação. O alto volume de produção, 
associados a todas estas características, acaba por resultar na mais importante 
delas: o baixo custo unitário, possibilitado pela diluição dos custos fixos. Este 
é o principal objetivo da produção voltada para o volume de output, através do 
qual a organização visa atingir o equilíbrio financeiro.
23Administração da produção: aplicabilidade
Variedade de output
Nesta dimensão a produção é voltada para o atendimento das necessidades do 
cliente, através da formação dos chamados mix de produtos, demonstrando o 
nível de flexibilização da organização frente às exigências do mercado. Con-
tudo, é importante lembrar que uma maior variedade implica em menor vo-
lume e padronização, o que consequentemente afeta o custo, que se reflete no 
preço dos produtos e serviços oferecidos.
Variação da demanda do output 
Nesta dimensão a produção é baseada na previsão de demanda pelo produto 
ou serviço que a organização se dispõe a oferecer. Está diretamente relacio-
nada ao grau de estabilidade do mercado, que pode, por exemplo, possuir ca-
racterísticas de sazonalidade, ocasionando um misto de ociosidade produtiva 
e incapacidade de atendimento da demanda em determinados períodos. A fim 
de lidar com estas questões, e minimizar o impacto financeiro das mesmas, as 
empresas adotam alternativas como produtos pré-acabados, estoques e apli-
cação do método kanban.
Grau de contato com o consumidor do output
Nesta dimensão, também denominada visibilidade (o que é definido por Slack 
et al. (2006) como os 4Vs da produção) o cenário é voltado para a preocupação 
de como o cliente percebe a produção, ou o quando ela é exposta para o cliente. 
Normalmente as operações que envolvem o processamento de consumidores 
apresentam maior nível de exposição e visibilidade. É importante lembrar que 
a decisão de aceitar ou não o consumidor na operação é de extrema impor-
tância, e está diretamente relacionada à origem do próprio serviço ou produto 
que a empresa pretende oferecer. Esta questão tem ainda outro importante 
reflexo: quanto maior o envolvimento, maior o custo.
Dentro do contato com o consumidor temos ainda as chamadas operações 
mistas (que incluem um misto de alto e baixo contato). Nelas, algumas ati-
vidades envolvem um alto contato com seus consumidores, realizadas pelos 
funcionários da chamada “linha de frente”. Em organizações desta natureza, 
é apropriada a separação das atividades das linhas de frente (alto contato) 
das atividades de retaguarda (baixo contato), tendo em vista que exigem di-
Administração de produtos e serviços24
ferentes habilidades por parte dos operadores, bem como distintas formas de 
organização de trabalho e objetivos operacionais, conforme demonstrado na 
Figura 3:
Figura 3. Operações de contato misto.
Fonte: Adaptada de Slack et al. (2006, p. 49).
O entendimento de todas as caraterísticas e implicações de cada uma destas 
4 dimensões pode ser facilitado através da análise conjunta das mesmas, con-
forme ilustrado pela Figura 4:
Figura 4. Síntese das dimensões da produção, principais característicase reflexos.
Fonte: Adaptada de Slack et al. (2006, p. 48).
25Administração da produção: aplicabilidade
Como alguns exemplos ilustrativos dos diferentes tipos de operações de produção 
temos:
 � Volume: restaurantes fast-food;
 � Variedade: táxi (em comparativo ao ônibus);
 � Variação da demanda: hotéis.
 � Grau de contato com o consumidor: vendas em lojas físicas ou pela internet.
Atividades e responsabilidade da 
administração da produção
Para a abordagem deste ponto, é necessário introduzir uma figura importante 
para o contexto da administração da produção: o gerente. Suas atividades se 
refletem em responsabilidades, que se estendem ao longo de toda a operação, 
por vezes ultrapassando as barreiras da esfera produtiva, conectando-se com 
as demais atividades que, de alguma forma, contribuem para a produção dos 
bens e serviços. As responsabilidades do gerente são divididas em indiretas 
e diretas.
Responsabilidades indiretas 
 � Suprir as outras funções organizacionais de informações relativas a 
oportunidades e restrições apresentadas pela capacidade de produção 
instalada;
 � Interagir com as demais funções, promovendo o debate sobre o ali-
nhamento da produção aos demais objetivos da empresa na busca de 
melhorias e resultados recíprocos;
 � Promover a participação das outras funções por meio da manifes-
tação de opiniões e ideias que visem melhores serviços internos pres-
tados pela produção.
Administração de produtos e serviços26
Responsabilidades diretas 
 � Entender os objetivos estratégicos da produção, bem como o co-
nhecimento e entendimento dos objetivos da empresa, do papel da 
produção e sua contribuição para o atingimento dos mesmos. Além 
disso, preocupar-se com o alinhamento dos objetivos organizacionais e 
o desempenho da produção, incluindo aspectos como qualidade, velo-
cidade, confiabilidade, flexibilidade e custo.
 � Desenvolver uma estratégia de produção composta por princípios 
orientadores, que permita o alinhamento do desempenho da atividade 
produtiva aos objetivos da empresa no longo prazo, sendo dotada de 
clareza e prioridades, permitindo a vinculação direta das necessidades 
dos consumidores com o comportamento dos concorrentes.
 � Projetar produtos, serviços e processos de produção, definindo a 
forma física, aspecto e composição física dos mesmos, estabelecendo o 
cenário para todas as outras atividades.
 � Planejar e controlar a produção, colocando todos os recursos de pro-
dução em ação na sua melhor forma de emprego para a obtenção de 
sucesso e funcionamento efetivo, e garantindo a execução do que foi 
previsto.
 � Melhorar o desempenho da produção, correspondendo à atividade 
permanente de estabelecer, monitorar, manter e ampliar a performance 
obtida em todas as demais responsabilidades, garantindo a melhoria 
contínua da produção, com vista ao atendimento do consumidor e ao 
acompanhamento da concorrência.
27Administração da produção: aplicabilidade
1. Os elementos básicos de um pro-
cesso de transformação, em sua 
ordem correta, correspondem a:
a) Output, input e transformação.
b) Transformação, output e input.
c) Input, transformação e output.
d) Input, output e transformação.
e) Input e output.
2. O processo de produção em sua 
perspectiva operacional engloba 
recursos dos tipos:
a) Recursos transformados: materiais, 
informações ou consumidores.
b) Recursos de transformações: 
materiais, informações ou consu-
midores.
c) Recursos transformados: instala-
ções e funcionários.
d) Recursos de transformação: insta-
lações e materiais.
e) Recursos transformados: informa-
ções e funcionários.
3. É correto afirmar que bens e serviços 
se diferenciam respectivamente por:
a) Bens são tangíveis, não podem 
ser estocados, mas podem ser 
transportados, enquanto que ser-
viços são intangíveis, não podem 
ser estocados e transportados.
b) Bens são intangíveis, não po-
dendo ser estocados e nem 
transportados, enquanto que 
serviços são tangíveis, podendo 
ser estocados e transportados.
c) Bens são tangíveis, não podendo 
ser estocados e nem transpor-
tados, enquanto que serviços são 
intangíveis, podendo ser esto-
cados e transportados.
d) Bens são tangíveis, podendo ser 
estocados mas não transpor-
tados, enquanto que serviços são 
intangíveis, podendo ser trans-
portados mas não estocados.
e) Bens são tangíveis, podem ser 
estocados e transportados, en-
quanto que serviços são intangí-
veis, não podendo ser estocados 
e nem transportados.
4. No estudo dos tipos de operações 
envolvidos na produção de bens e 
serviços são abordados aspectos 
como repetição de atividades, padro-
nização de processos e a busca pelo 
baixo custo unitário. Estas caracterís-
ticas pertencem a qual das opções 
abaixo:
a) Variedade de output.
b) Volume de output.
c) Variação de demanda de output.
d) Grau de envolvimento com o 
consumidor do output.
e) Recursos de transformados e de 
transformação.
5. Dentro do contexto da administração 
da produção, o gerente ocupa um 
papel de extrema importância. As 
responsabilidades da gerência de 
produção se subdividem em dois 
conjuntos essenciais, que são:
a) Responsabilidades diretas e 
indiretas.
b) Tangibilidade e estocabilidade.
c) Contato com o cliente e volume 
de output.
d) Processamento de materiais e 
processamento de consumidores.
e) Bens e serviços.
Administração de produtos e serviços28
SLACK, N. et. al. Administração da produção. ed. compacta. São Paulo: Atlas, 2006.
Leituras recomendadas
ANTUNES, J. et al. Sistemas de produção: conceitos e práticas para projetos e gestão da 
produção enxuta. Porto Alegre: Bookman, 2008.
SLACK, N. et al. Gerenciamento de operações e processos: princípios e práticas de impacto 
estratégico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013.
Referência
29Administração da produção: aplicabilidade
Conteúdo:
Dica do professor
Algumas operações se dedicam exclusivamente à produção de produtos, como a mineração, que 
gera itens tangíveis, padronizados, armazenáveis e distantes do consumo imediato. Outras se 
concentram apenas na prestação de serviços, como clínicas de psicoterapia, que oferecem 
tratamentos personalizados e intangíveis, com interação direta com o cliente. No entanto, muitas 
operações se situam entre esses extremos ou combinam produtos e serviços, resultando em uma 
mistura integrada de ambos (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
Atualmente, a distinção entre produtos e serviços se torna menos relevante, pois todas as 
operações compartilham o objetivo essencial de atender às necessidades dos clientes. Segundo a 
lógica de domínio do serviço, todas as operações são, na essência, provedores de serviço e os bens 
físicos são apenas um meio de entrega desse valor. Essa abordagem reforça que o serviço é o 
fundamento das trocas, com o cliente participando ativamente como cocriador de valor, 
independentemente da natureza tangível ou intangível dos outputs (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 
2023).
Na Dica do Professor, você vai acompanhar uma breve explanação sobre produtos e serviços, que 
correspondem às duas tipologias básicas do que pode ser produzido por uma empresa. Você 
também vai ver um resumo de suas principais características e diferenças, bem como entender a 
influência que o produto ou serviço impõe sobre seu processo de produção.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/7e681ebedefc29f13958c60f02f38c5e
Exercícios
1) 
No contexto da produção, as entradas são os elementos básicos que compõem o ponto de 
partida do processo de transformação. Esses recursos são classificados em transformados, 
que sofrem o impacto direto da transformação, e em transformadores, que atuam sobre os 
transformados sem sofrer alterações.
Nesse sentido, analise as afirmações a seguir sobre os recursos das entradas:
Os recursos transformados incluem matérias-primas, informações e consumidores, que 
são modificados ou tratadosdurante o processo de transformação.
I. 
Os recursos transformadores, como máquinas, equipamentos e pessoas, sofrem 
alterações diretas no processo de transformação, sendo fundamentais para que os 
recursos transformados se convertam em saídas.
II. 
Os recursos transformados são sempre físicos, como matérias-primas e componentes, 
ao passo que informações e consumidores são excluídos desse grupo.
III. 
Os recursos transformadores não sofrem alterações diretas no processo de produção, 
mas são indispensáveis para que a transformação dos recursos transformados ocorra.
IV. 
Assinale a alternativa correta.
A) Apenas I e II estão corretas.
B) Apenas I e IV estão corretas.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Apenas I, III e IV estão corretas.
E) Apenas II, III e IV estão corretas.
No contexto da produção, o processamento é a ação de transformação aplicada sobre as 
entradas, alterando sua forma ou condição inicial. De acordo com o tipo de input processado 
(materiais, informações ou consumidores), o processamento apresenta características 
específicas.
Nesse sentido, analise as afirmações a seguir sobre os tipos de processamento:
O processamento de materiais resulta na transformação de propriedades físicas, como 
forma e composição, mas pode também modificar aspectos como localização, posse ou 
estocagem.
I. 
2) 
O processamento de informações abrange transformações informativas, podendo 
incluir alterações de localização, posse e estocagem, como telecomunicações e 
bibliotecas.
II. 
O processamento de consumidores limita-se a alterações físicas diretas, como aquelas 
realizadas por cabeleireiros e dentistas, sem afetar o estado psicológico ou fisiológico 
do cliente.
III. 
O processamento de consumidores inclui variações únicas de transformação, como 
alterações psicológicas, que se diferenciam do processamento de materiais ou 
informações.
IV. 
Assinale a alternativa correta.
A) Apenas I e II estão corretas.
B) Apenas I e IV estão corretas.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Apenas I, II e IV estão corretas.
E) Apenas II, III e IV estão corretas.
3) 
As saídas de um processo produtivo são os resultados finais gerados a partir do 
processamento das entradas. Essas saídas, classificadas como produtos ou serviços, têm 
características específicas que as diferenciam.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir sobre as características das saídas:
A tangibilidade é uma característica dos produtos físicos, e os serviços, por sua 
natureza, são essencialmente intangíveis.
I. 
A estocabilidade está diretamente relacionada à tangibilidade, pois apenas saídas 
tangíveis podem ser armazenadas para consumo futuro.
II. 
A simultaneidade é uma característica marcante dos serviços, pois sua produção e seu 
consumo geralmente ocorrem ao mesmo tempo.
III. 
O contato com o consumidor é menor em serviços do que em produtos devido à 
necessidade de maior automação nos processos de produção.
IV. 
Assinale a alternativa correta.
A) Apenas I e II estão corretas.
B) Apenas I e IV estão corretas.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Apenas I, II e III estão corretas.
E) Apenas II, III e IV estão corretas.
4) 
As saídas de um processo produtivo, sejam produtos ou serviços, têm características 
distintas que impactam diretamente sua forma de entrega e consumo. Enquanto algumas 
dessas características estão relacionadas à sua tangibilidade, outras envolvem aspectos 
como estocabilidade, transportabilidade e nível de interação com o cliente. Além disso, as 
diferenças entre produtos e serviços influenciam a percepção de qualidade e a forma como 
atendem às demandas do mercado.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir sobre as características das saídas:
Produtos têm alta transportabilidade, pois podem ser transferidos de um local para 
outro, mantendo suas condições originais.
I. 
Serviços são mais difíceis de serem transportados, mas têm maior flexibilidade em 
relação à simultaneidade, já que podem ser consumidos em momentos distintos da 
produção.
II. 
A qualidade de um serviço é frequentemente mais subjetiva do que a de um produto 
devido ao contato direto do cliente e à simultaneidade da produção e do consumo.
III. 
A tangibilidade e a estocabilidade são fatores que influenciam diretamente a 
capacidade de produtos atenderem a demandas sazonais.
IV. 
Assinale a alternativa correta.
A) Apenas I e II estão corretas.
B) Apenas I e IV estão corretas.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Apenas I, II e III estão corretas.
E) Apenas I, III e IV estão corretas.
Os sistemas de produção são constituídos por múltiplos processos de transformação e 
podem ser classificados com base no nível de contato com o ambiente.
Com base nessa classificação, analise as afirmações a seguir:
I. Sistemas de produção podem ser classificados em sistemas abertos, que têm interação 
contínua com o ambiente, e sistemas fechados, que operam de forma isolada, sem 
5) 
intercâmbio com o ambiente.
PORQUE
II. A classificação em sistemas abertos e fechados reflete a capacidade dos sistemas de se 
autorregular (no caso dos abertos) ou manter limites rígidos e predeterminados (no caso dos 
fechados), diferenciando-se pelo nível de interação com o ambiente.
Assinale a alternativa correta.
A) As afirmações I e II são proposições verdadeiras, mas a II não justifica a I.
B) As afirmações I e II são proposições verdadeiras, e a II justifica a I.
C) A afirmação I é uma proposição verdadeira e a II, falsa.
D) A afirmação I é uma proposição falsa e a II, verdadeira.
E) As afirmações I e II são proposições falsas.
Na prática
A administração da produção é primordial para o planejamento, a organização e o controle de 
processos produtivos, garantindo eficiência e qualidade na entrega de produtos ou serviços. Sua 
aplicação abrange desde a gestão de recursos, como mão de obra e tecnologia, até a redução de 
custos operacionais e o aumento da produtividade, por meio da eliminação de gargalos. Empresas 
de diversos setores utilizam técnicas dessa função para se manterem competitivas e atenderem às 
demandas do mercado (Slack; Brandon-Jones; Burgess, 2023).
Além disso, a administração da produção não se limita a processos físicos e é amplamente aplicada 
em serviços. No setor de saúde, por exemplo, otimiza o fluxo de pacientes e reduz tempos de 
espera; no setor de tecnologia, auxilia no gerenciamento de projetos e no cumprimento de prazos. 
Assim, ela melhora a eficiência operacional, bem como eleva a satisfação dos clientes e a 
sustentabilidade dos negócios.
Neste Na Prática, você vai acompanhar um caso prático de administração da produção envolvendo 
o setor alimentício.
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Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Administração da produção e operações
No Capítulo 1 deste livro, confira uma abordagem detalhada sobre a administração da produção e 
de suprimentos. O capítulo explora as principais estratégias para garantir o sucesso das operações 
nas organizações. Com esse conteúdo, você vai ter uma base sólida para compreender os 
fundamentos da área e aplicar conceitos estratégicos no contexto empresarial, contribuindo para 
uma gestão mais eficiente e alinhada aos objetivos organizacionais.
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programação e controle da produção em uma indústria de 
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Leia este artigo para compreender mais sobre a administração da produção em uma indústria de 
pequeno porte. Você vai conferir que os resultados destacam a informalidade do processo 
produtivo, decisões pautadas no know-how dos diretores e diversos desafios operacionais, como a 
ausência de gestão de estoques, falta deda Renda em uma eco-
nomia fechada e sem governo.
3Princípios básicos da economia
Economia_U1_C01.indd 3 25/07/2017 18:21:49
Figura 1. Fluxo circular da renda em economia fechada e sem governo.
Conforme demonstra a Figura 1, as famílias oferecem os seus fatores de 
produção no mercado de fatores de produção, e eles são demandados pelas 
empresas para a produção de bens e serviços. Com o valor da venda desses 
bens e serviços pelas empresas, as famílias são remuneradas pela utilização de 
sua mão de obra física ou intelectual, seus imóveis ou terras, tecnologia, etc. 
Estas, por sua vez, decidem a parte de suas rendas que será gasta na aquisição 
de bens e serviços produzidos pelas empresas e a parte que será poupada 
junto às instituições financeiras. Com o dinheiro da poupança das famílias, as 
instituições financeiras dispõem de recursos para emprestar para as empresas. 
A troca física de fatores de produção e de bens e serviços é chamada de fluxo 
real, enquanto a troca monetária (gasto das famílias e remuneração dos fatores 
de produção pelas empresas) se constitui em fluxo monetário.
Quando se inclui o governo nesse fluxo, ele realiza seus gastos em serviços 
públicos para os demais agentes econômicos, utilizando os recursos dos tributos 
(taxas e impostos) pagos pelos mesmos. Abrindo essa economia para o comér-
cio exterior, ou seja, quando se trata de uma economia aberta, o exterior (ou 
resto do mundo) exporta os seus produtos para o país em questão, recebendo 
divisas por essa transação, mas também importa bens e serviços, tendo que 
Princípios básicos da economia4
Economia_U1_C01.indd 4 25/07/2017 18:21:49
pagar por essa aquisição. O saldo entre as exportações e as importações se 
chama saldo comercial, que pode ser positivo ou negativo. 
Precursores da Teoria Econômica
Há aproximadamente 400 anos a.C. foi possível identifi car algumas referências 
à economia entre os primeiros fi lósofos da Grécia antiga. Aristóteles (384 
a.C.), foi um dos precursores da antiguidade, por meio de seus estudos sobre 
a administração privada e fi nanças públicas. Também Xenofonte (440-335 
a.C.), que cunhou o termo economia (oiko = casa; nomos = lei), no sentido de 
gestão dos bens privados, em que um casal deveria dividir as atribuições e 
responsabilidades perante a sua família. Neste caso, o homem tinha o dever 
sobre a propriedade, gerando patrimônio e bens, ao passo que a mulher teria o 
dever sobre o governo do lar, administrando a riqueza trazida pelo homem. Já 
Platão (427-347 a.C.) afi rmava que “[...] disfarçavelmente violento e ganancioso, 
o homem é levado pelo desejo de ter sempre mais (poder, glória, conforto, 
prazeres e vantagens, por exemplo) [...]” (PLATÃO apud FÉLIX, 2014).
Contudo, na antiguidade os estudos não apresentavam um padrão homo-
gêneo ou sistemático das relações econômicas, não havendo contribuições 
consistentes para o surgimento da Teoria Econômica. Assim, a atividade 
econômica do homem era tratada e estudada como parte integrante da filosofia 
social, moral e ética, devendo-se orientar pelos princípios gerais da ética, 
justiça e igualdade.
Foi apenas entre os séculos XV e XVIII, na era mercantilista, que a econo-
mia começou a dar os seus primeiros passos em termos de reconhecimento de 
campo científico. Nessa época, as preocupações se davam sobre a acumulação 
de riquezas em uma nação e o fortalecimento do Estado, ou seja, fomentar o 
comércio exterior seria o caminho para entesourar riquezas, mas restringindo 
as importações por meio de políticas protecionistas.
O acúmulo de metais (ouro e prata) adquiriu grande importância no período mercanti-
lista, pois considerava-se que o governo de um país seria mais forte e poderoso quanto 
maior fosse seu estoque desses metais. Surgem, portanto, relatos mais elaborados 
sobre a moeda, utilizada como dinheiro, instrumento de troca e medida de valores.
5Princípios básicos da economia
Economia_U1_C01.indd 5 25/07/2017 18:21:51
Nessa época, era grande a importância do Estado nos assuntos econômicos, 
defendendo o maior intervencionismo, mediante à implementação de novas 
indústrias, o controle do consumo interno de determinados produtos, propor-
cionando melhoria da infraestrutura e promovendo a colonização de novos 
territórios (monopólio) como forma de garantir o acesso a matérias-primas, 
bem como o escoamento de produtos manufaturados.
Era Clássica
No século XVIII, como reação ao mercantilismo, surgiu a primeira escola 
econômica. Foram os chamados fi siocratas que, na França, desenvolveram 
seus trabalhos originando a Teoria Econômica. O termo fi siocracia, signifi ca 
“governo da natureza”, ou seja, se considera a terra como a única fonte de 
riqueza. Deste modo, contradizendo os mercantilistas, os fi siocratas defendiam 
que a riqueza das nações era gerada pelo valor das terras agrícolas ou pelos 
produtos dessas terras, isto é, a importância destes era tamanha que deveriam 
ter os seus preços elevados. No mesmo sentido, o trabalho produtivo, relacio-
nado à lavoura, à pesca e à mineração, era a fonte de riqueza. 
O principal marco da fisiocracia foi o fato da intervenção estatal ser des-
necessária, contradizendo, mais uma vez, a crença dos mercantilistas. Essa 
dispensabilidade do estado devia-se a consideração da supremacia da lei da 
natureza, e tudo o que fosse contra esta seria derrotado. Portanto, acreditava-
-se em uma ordem natural que fazia com que o universo fosse regido por leis 
naturais, absolutas, imutáveis e universais, desejadas pela providência divina 
para a felicidade dos homens. Para os fisiocratas, toda a vida permanece 
dependente da produtividade do solo bruto e a capacidade do meio ambiente 
natural se renovar. 
Os pensadores dessa época representam a Teoria Econômica Clássica. O 
principal deles, o professor Adam Smith, foi considerado o “pai” da economia, 
sendo reconhecido como tal após a publicação de seu livro A Riqueza das 
Nações em 1776, no qual defendia o liberalismo, ou seja, a livre concorrência e 
a desnecessidade do governo nas questões econômicas, o que ficou conhecido 
por laissez-faire, ou “deixar-fazer”, em francês. 
Outro importante pensador clássico a ser citado é David Ricardo, que, 
por meio de suas teorias de determinação do valor de renda da terra e das 
vantagens comparativas relacionadas ao comércio internacional, explica o 
porquê de as nações negociarem entre si.
Princípios básicos da economia6
Economia_U1_C01.indd 6 25/07/2017 18:21:51
Era Neoclássica
Após a era Clássica, o pensamento econômico evoluiu para as teorias Neoclás-
sicas, iniciadas em meados da década 1870 e estendendo-se até as primeiras 
décadas do século XX. Esses estudos privilegiavam aspectos microeconômicos, 
pois defendiam o Estado mínimo, devido à crença de autorregulação dos 
mercados, deixando de lado questões macroeconômicas ou políticas. Deste 
modo, as contribuições da era neoclássica se deram pelos estudos de redução 
de custos, da utilidade marginal (capacidade de satisfazer as necessidades 
humanas), a lei da oferta e da demanda, a formação de preços, entre outros. 
As teorias Neoclássicas são utilizadas até os dias atuais e serviram como base e inspiração 
para a criação de outras posteriormente, no campo da microeconomia, como a análise 
do comportamento do consumidor (desejo de maximizar da utilidade/satisfação do 
consumo) e do comportamento do empresário (desejo de maximizar o lucro). 
A evolução da teoria microeconômica passou a considerar também res-
trições de fatores de produção e orçamentárias nas decisões de consumo 
e produção, desenvolveu conceitos de receitas e custos marginais (Teoria 
Marginalista), bem como a Teoria Quantitativa da Moeda, que relaciona a 
quantidade de dinheiro aos níveis de atividade econômica e de preços.
Dentre os teóricos neoclássicos, destaca-se Léon Walras, com sua Teoria 
Geral do Equilíbrio (dos preços), Willian Jevons, com a Teoria da Utilidade 
Marginal e Alfred Marshall, com a publicação do livroplanejamento da capacidade produtiva, não utilização de 
um sistema de informação, problemas nas entregas aos clientes e ausência de controle efetivo da 
produção. O estudo também evidencia a importância de implementar ferramentas adequadas para 
otimizar a gestão e a eficiência operacional.
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Influências da indústria 4.0 na produção por projetos: estudo de 
caso em uma indústria moleira
Neste artigo, explore um estudo científico que aborda como as tecnologias da indústria 4.0 estão 
transformando os processos de fabricação de móveis sob medida. A pesquisa destaca a importância 
https://seer.ufrgs.br/index.php/ProdutoProducao/article/download/138458/92082/617069
de adotar ferramentas adequadas para melhorar a gestão e aumentar a eficiência operacional.
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Estudo das Elasticidades
Apresentação
A elasticidade é uma medida de sensibilidade que mede o quanto as alterações em uma variável 
afetam outra variável. Sabe-se que o comportamento dos preços afeta as decisões tanto de 
demanda pelos consumidores quanto de oferta pelos empresários.
Assim, por exemplo, a elasticidade-preço da demanda indica em que medida a quantidade 
demandada de um bem reage (se altera) a mudanças em seu preço. Por sua vez, a elasticidade-
preço da oferta indica de que forma a quantidade ofertada responde a alterações no preço do bem.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá a calcular a elasticidade-preço da demanda e a 
elasticidade-preço da oferta. Você também descobrirá como classificar a demanda e a oferta em 
elástica, inelástica ou unitariamente elástica. A partir dessa classificação, você poderá analisar a 
política de preço mais adequada ao empresário.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer e calcular a elasticidade-preço da demanda.•
Determinar a elasticidade-preço da oferta.•
Analisar a política de preço mais adequada ao empresário, conforme estudo da elasticidade.•
Desafio
Há grandes variações nos preços dos ingressos para assistir a uma partida de futebol. No início do 
campeonato, os assentos apresentam preços mais atrativos do que na final do campeonato. Isso 
ocorre devido à elasticidade dos preços.
A teoria econômica estuda a elasticidade como o envolvimento entre duas variáveis, em que a 
primeira justifica a variação da segunda. Por exemplo, se o preço das passagens aéreas subir 20%, a 
intensidade da queda na demanda por passagens pode ser maior, menor ou igual a 20%.
A elasticidade é importante para o estudo da microeconomia, pois auxilia na análise dos impactos 
individualizados. No verão, os consumidores desejam mais água de coco, pois o produto é 
considerado um isotônico natural. Se o preço da água de coco subir 50% em janeiro, o aumento na 
oferta do produto pode ser maior, menor ou igual a 50%. A elevação do preço estimula os 
produtores, mas não garante maior oferta, considerando o ciclo próprio de colheita do coco.
A partir dessas considerações em relação à elasticidade dos preços, analise a seguinte situação:
Você é analista econômico de um grande time de futebol e está procurando realizar previsões de 
receita futura.
Elabore a seguinte análise em relação ao preço dos ingressos de futebol:
a) Considerando a realidade do torcedor (demandante de ingressos), classifique a elasticidade-preço 
dos ingressos de futebol e justifique a classificação.
b) Considerando a realidade do clube de futebol (ofertante de ingressos), classifique a elasticidade-
preço da oferta de ingressos e argumente sobre a melhor estratégia de venda.
Infográfico
Tanto na elasticidade-preço da demanda quanto na elasticidade-preço da oferta, a variação 
percentual nos preços induz uma variação percentual nas quantidades.
Se a variação percentual no preço for maior que a variação percentual nas quantidades, classifica-
se a demanda ou a oferta como inelástica; se a variação percentual no preço for menor que a 
variação percentual nas quantidades, classifica-se a demanda ou a oferta como elástica. Se as 
variações percentuais forem iguais, classifica-se a demanda ou a oferta como unitariamente 
elástica.
Neste Infográfico, você vai compreender como ocorre o comportamento da elasticidade nos 
eventos de oferta e demanda.
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Conteúdo do livro
Analisar e discutir sobre como os preços são formados e como eles afetam as decisões de 
consumidores e empresários é um dos focos de estudo da microeconomia. Portanto, compreender 
como os preços se comportam é condição indispensável para todos os profissionais que atuam em 
empresas e necessitam considerar isso em seus processos de decisão.
O grande desafio para os gestores é entender como as variáveis preço e demanda se comportam, 
pois são fatores que influenciam a venda de produtos, assim como a compra de matéria-prima para 
a produção de bens de consumo ou a compra de produtos acabados para serem comercializados. 
Dessa forma, é estratégico conhecer a elasticidade para a correta tomada de decisão.
No capítulo Estudo das elasticidades, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai ver 
que a elasticidade e as suas tipologias constituem a área responsável por compreender o 
comportamento dos preços. Entre os focos de estudos da elasticidade, destaca-se a sensibilidade 
que determinados níveis de preços têm nos diferentes públicos de consumidores. Também é por 
meio da elasticidade que são estudados como os preços se comportam em diferentes taxas básicas 
de juros e como o consumo e o nível de investimentos são alterados por essa taxa.
Boa leitura. 
ECONOMIA
Daniele Fernandes da Silva
Estudo das elasticidades
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer e calcular a elasticidade-preço da demanda.
 � Determinar a elasticidade-preço da oferta.
 � Analisar a política de preço mais adequada ao empresário, conforme 
estudo da elasticidade.
Introdução
Você já sabe que os comportamentos dos preços afetam as decisões tanto 
dos empresários quanto dos consumidores. Neste texto, você analisará a 
magnitude das variações de preço e o impacto delas sobre a política de 
preços dos empresários. Esse tipo de análise é classificada como estudo 
das elasticidades e tipologias.
A elasticidade-preço da demanda
O estudo da elasticidade pertence à subárea da microeconomia, pois está 
relacionado à sensibilidade de um produto em relação a variações no seu 
preço ou no salário do consumidor. Portanto, tem grande importância para as 
tomadas de decisões dos empresários em relação ao planejamento futuro. Na 
macroeconomia, o estudo das elasticidades também se revela muito importante. 
Ele é usado, por exemplo, para avaliar o impacto do aumento da taxa de juros 
básica sobre o consumo e os investimentos.
Um dos principais conceitos é o da elasticidade-preço da demanda. Ela 
mede a sensibilidade da demanda de um bem X em relação a variações no seu 
preço, coeteris paribus (mantendo as demais variáveis constantes). Outra forma 
de medir a elasticidade-preço da demanda é em termos percentuais. Nesse caso, 
se revela qual é a variação percentual da demanda de um bem X em relação a uma 
alteração percentual no seu preço. Você pode representar isso da seguinte forma:
Onde:
Epd = Elasticidade (E) do preço (p) da demanda (d) 
Qd = Quantidade (Q) demandada (d)
P = Preço
De modo alternativo, a fórmula pode ser:
Onde:
Epd = Elasticidade (E) do preço (p) da demanda (d)
∆Q = Variação (∆) das quantidades (Q) demandadas do bem
Q = Quantidadesdo bem
∆P = Variação (∆) do preço (P) do bem
P = Preço
Note que, na fórmula da elasticidade-preço da demanda, a correlação entre preço e 
quantidade demandada é inversa. Isso se dá pois, quando ocorre um aumento dos 
preços, a quantidade procurada de um bem diminui, e vice-versa. Desse modo, para 
evitar problemas com o sinal matemático em caso negativo, o valor da elasticidade 
pode ser colocado em módulo.
Dependendo do tipo de produto, a variação na demanda pode ser maior ou 
menor, conforme as variações nos preços. Assim, surgem novos conceitos que 
você precisa conhecer: demanda elástica, demanda inelástica e demanda 
de elasticidade-preço unitária.
Estudo das elasticidades2
A demanda elástica ocorre quando a quantidade demandada de um bem 
X é maior do que a alteração no seu preço:
│Epd│ > 1
Ou, por exemplo:
Epd = −1,5
Nesse caso, quando │Epd│ > 1, se refere a produtos que apresentam uma grande 
sensibilidade em relação ao preço. Quando este cai, a demanda aumenta mais que 
proporcionalmente. Contudo, quando o preço aumenta, a procura pelo produto cai 
consideravelmente. Segundo o exemplo, quando o preço cair em Y%, o aumento 
da demanda será 1,5 vezes Y%. São situações em que os empresários possuem 
pouco poder de barganha na sua política de preços, pois em casos de alterações 
positivas o impacto na demanda pode inclusive prejudicar os seus negócios.
Com relação à demanda inelástica, ocorre quando modificações percen-
tuais nos preços de determinados produtos levam a variações percentuais 
inferiores nas suas quantidades demandadas:
│Epd│ 1
Ou, por exemplo:
Epo = – 1,5 
Nesse caso, quando Epo > 1, se refere a produtos que apresentam uma 
grande sensibilidade em relação ao preço. Quando este cai, a oferta cai mais 
que proporcionalmente. Contudo, quando o preço aumenta, a oferta se eleva 
consideravelmente. Segundo o exemplo, quando o preço cair em Y%, a queda na 
5Estudo das elasticidades
oferta será 1,5 vezes Y%. São casos em que os empresários são mais sensíveis 
às alterações nos preços, tanto quando forem positivas quanto quando forem 
negativas. Isso acontece pois um aumento na oferta representa maior receita 
quando os preços forem maiores. Contudo, quando os preços forem mais 
baixos, a disponibilidade em ofertar diminui, pois significa menos receita.
Com relação à oferta inelástica, ocorre quando modificações percentuais 
nos preços de determinados produtos levam a variações percentuais inferiores 
nas suas quantidades ofertadas:
│Epo│× 1,25 
= 20%. Nesse caso, trata-se de um produto altamente sensível a alterações 
no preço. Portanto, é possível dizer que se trata de um produto com 
demanda elástica. Desse modo, o aumento no preço desse bem não é 
uma boa decisão para o empresário, uma vez que a queda na 
procura é proporcionalmente maior do que o aumento do preço. Isso 
prejudica a entrada de recursos financeiros. De modo contrário, uma queda 
no preço do bem traz um resultado diferente e benéfico para o empresário. 
Isso pois, se tratando de um produto elástico, o aumento da demanda 
é proporcionalmente superior à queda no preço, bene-ficiando as receitas.
Se o produto apresentasse inelasticidade de demanda, um aumento no seu preço 
resultaria apenas em aumento de receita. Isso pois a queda na procura seria propor-
cionalmente inferior à elevação do seu valor. Já uma queda no preço traria prejuízo ao 
produtor, pois a demanda aumentaria proporcionalmente menos que essa redução 
de valor do produto.
Caso o cachorro-quente apresentasse uma demanda com elasticidade unitária, seria 
indiferente uma alteração positiva ou negativa. Isso pois um aumento no preço reduziria 
a demanda na mesma proporção. Paralelamente, uma queda provocaria um aumento 
na procura exatamente na mesma proporção, não afetando a receita do produtor.
Agora, quanto ao vendedor, ou seja, à oferta, a relação entre preço e quan-
tidade ofertada é direta. Ela traz resultados diferentes, como você pode ver 
no exemplo a seguir, que considera a mesma barraca de cachorro-quente 
apresentada anteriormente.
P0 = Preço inicial = R$ 10,00
P1 = Preço final = R$ 12,00
Q0 = Quantidade ofertada ao preço P0 = 20
Estudo das elasticidades8
Q1 = Quantidade ofertada ao preço P1 = 30
Primeiro passo: calcular a variação percentual do preço.
Segundo passo: calcular a variação percentual da quantidade ofertada.
Terceiro passo: calcular o valor da elasticidade-preço da oferta.
Como você pode perceber, esse resultado revela que um aumento de 20% 
no preço do cachorro-quente eleva a quantidade ofertada em 2,5 vezes, ou 
seja, 20% × 2,5 = 50%. Trata-se de um produto que apresenta elasticidade na 
oferta, já que é altamente sensível a alterações no preço. Portanto, quanto mais 
elevado o valor do bem, maior é a receita do empresário, por isso a sua maior 
disponibilidade em ofertá-lo no mercado. De modo contrário, uma queda no 
preço do cachorro-quente significaria queda nas receitas, por isso a oferta 
diminuiria em uma proporção superior.
9Estudo das elasticidades
VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 5. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2014.
Leitura recomendada
11Estudo das elasticidades
Dica do professor
O estudo da elasticidade é a área da microeconomia que se dedica a entender como ocorre o 
comportamento de consumo de empresas e consumidores de acordo com os diferentes níveis de 
preços. Esse estudo auxilia a organização a prever a demanda futura de seus produtos ou bens a 
serem comercializados ou produzidos em relação ao preço demandado.
É importante destacar que a elasticidade se classifica como elasticidade-preço da demanda, 
elasticidade-preço da oferta, elasticidade-renda da demanda e, por fim, elasticidade-preço cruzada 
da demanda. Conhecer a variação de preços e seus impactos no consumo auxilia empresas e 
profissionais a entenderem como o mercado pode reagir à precificação de um produto ou serviço.
Nesta Dica do Professor, você vai conhecer todas as características da elasticidade bem como os 
conceitos que envolvem o tema. Você vai observar como a elasticidade-preço da demanda, a 
elasticidade-preço da oferta e a elasticidade-renda da demanda atuam no ambiente 
macroeconômico.
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Exercícios
1) Sabe-se que a elasticidade pode ser utilizada como um dos instrumentos de política de preço 
pelas empresas. Desse modo, a elasticidade-preço da demanda (Epd) guarda uma relação 
com o faturamento da empresa (receita total).
Com base nisso, assinale a alternativa correta:
A) Se a demanda do bem em questão for inelástica, a queda no preço desse bem induzirá 
aumento na receita, mantendo as demais variáveis constantes.
B) Se a demanda do bem em questão for elástica, a queda no preço desse bem induzirá aumento 
na receita, mantendo as demais variáveis constantes.
C) Se a demanda do bem em questão for inelástica, a queda no preço desse bem induzirá 
aumentos proporcionais na quantidade demandada do bem e não alterará a receita do 
vendedor, mantendo as demais variáveis constantes.
D) A receita total do vendedor nunca aumentará, pois a Epd será sempre negativa.
E) O preço do bem e a receita de venda da empresa guardam relação direta quando a Epd for 
elástica.
2) Sabe-se que a elasticidade-preço da demanda de um bem é um importante indicador para a 
empresa decidir sobre a política de preço mais adequada, em determinado momento.
Sendo assim, assinale a alternativa correta sobre a Epd:
A) Se o preço de um bem variar 100% e a quantidade demandada cair 60%, concluímos que a 
demanda é elástica.
B) A elasticidade-preço da demanda de caviar é elevada.
C) A elasticidade-preço da demanda de produtos de vestuário para as classes econômicas mais 
baixas é geralmente elevada.
D) Produtos com elasticidade unitária indica a possibilidade de o vendedor sempre aumentar os 
seus preços.
E) A energia elétrica pode ser considerada um bem de demanda elástica, já que a disponibilidade 
na sociedade ocorre 24 horas por dia.
3) Na ilha de IAPE, o sal é um produto sem substitutos próximos. Devido a sua escassez, é 
tratado pelos habitantes como um bem de luxo. Em um inverno rigoroso, o aumento de 
preço do produto, em 40%, provocou a queda de 20% na quantidade demandada.
A partir do caso apresentado, qual é a classificação da elasticidade correta para a demanda 
de sal?
A) Totalmente inelástica.
B) Inelástica.
C) Infinitamente elástica.
D) Unitariamente elástica.
E) Elástica.
4) A Fazenda Renascer divide a sua área produtiva para o plantio das seguintes leguminosas: 
soja, feijão e ervilha. Na última safra, mediu-se a elasticidade-preço da oferta desses 
produtos observando-se os seguintes resultados, respectivamente: 0,74; 1,1 e 1,5.
Desse modo, é correto afirmar o seguinte:
A) A variação nas quantidades ofertadas de ervilha ocorre 1,5% a mais que a variação nos 
preços.
B) O feijão possui a elasticidade-preço da oferta unitariamente elástica.
C) Sendo a soja uma leguminosa com curva de oferta inelástica, será sempre vantagem, para o 
fazendeiro, aumentar os preços desse produto.
D) A curva de oferta de soja é inelástica, sobretudo em decorrência da impossibilidade de 
ampliar áreas produtivas para o produto e da limitação da produtividade no plantio.
E) A elasticidade-preço da oferta dos produtos indica que o plantio de ervilha pode ser 
sacrificado para se produzir mais soja.
Certa vez, os produtores de trigo no sul da Rússia encararam uma situação inusitada. A 
escassez do produto no mercado internacional elevou seu preço na ordem de 100%. 
Entretanto a produtividade do cultivo respondeu passivamente à oportunidade de mercado 
e ampliou-se em apenas 25%.
5) 
Com base no caso apresentado, é possível afirmar que a oferta em relação ao preço será a 
seguinte:
A) Totalmente inelástica.
B) Inelástica.
C) Infinitamente elástica.
D) Unitariamente elástica.
E) Elástica.
Na prática
O entendimento sobre a elasticidade é fundamental para a tomada de decisões financeiras. Isso se 
justifica pelo custo financeiro das variações de preço e demanda, que refletem no resultado 
operacional das organizações.
Neste Na Prática, você vai compreender como a elasticidade afeta o mercado de transporte aéreo.
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/28c48775-ddbf-4611-affb-6e93e25544f9/2849975d-4652-4f57-b1b3-21d8e638f9b5.jpgSaiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Estratégias de precificação para empresas com poder de 
mercado
Leia o capítulo 11 do livro Economia de empresas e estratégias de negócios, de Michael R. Baye (p. 
427-429), para saber mais sobre a elasticidade da demanda e sobre fatores que influenciam o fato 
de a demanda por um produto ser elástica ou inelástica.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Concorrentes e concorrência
No capítulo 8 de A economia da estratégia (p. 217-220), você vai aprender a elasticidade-preço 
cruzada da demanda de um produto em relação a outro, a qual pode ser utilizada para a 
identificação de concorrentes.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Oferta e demanda: elasticidade e aplicações
Leia o capítulo 4 do livro Economia, de Samuelson e Nordhaus (p. 61-65), para mais exemplos e 
aplicações da elasticidade.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!Princípios de econo-
mia, em 1890. Este último, utilizava métodos matemáticos para investigação 
e explicação dos fenômenos econômicos, introduziu o fator tempo para a 
análise do valor e incluiu as necessidades humanas diversas para o valor de 
uma mercadoria (utilidade marginal). 
Era Keynesiana
Na década de 1920, a Teoria Econômica apresentou uma nova fase, a Era Keyne-
siana. A teoria Keynesiana surgiu a partir da publicação do livro Teoria geral do 
emprego, dos juros e da moeda, de John Maynard Keynes, em 1936. O motivo 
7Princípios básicos da economia
Economia_U1_C01.indd 7 25/07/2017 18:21:51
dessa mudança na evolução do pensamento econômico foi a Grande Depressão 
(1930), que devastava a economia mundial. A causa dessa turbulência foi a quebra 
da Bolsa de Valores de Nova York em 1929, provocando alto nível de desemprego 
nos Estados Unidos e na Europa. Criticou-se, então, a realidade econômica dos prin-
cipais países, pois a Teoria Econômica, até então vigente, defendia o autoequilíbrio, 
enquanto essa crise estava levando um tempo signifi cativo para se fi nalizar. Foi, 
portanto, a publicação de Keynes que revelou algumas combinações de políticas 
econômicas que seriam a solução para tirar o mundo daquele contexto econômico.
Para Keynes, um dos fatores responsáveis pelo volume de emprego é o nível 
de produção nacional de uma economia, determinado pela demanda agregada 
ou efetiva de bens e serviços. Assim, torna-se necessária a intervenção do 
Estado por meio de políticas expansionistas (aumento de gastos públicos, 
redução de tributos e da taxa de juros da economia), ou seja, não existem forças 
autorregulatórias. A recuperação das economias se deu após a implementação 
dessas políticas, resultando no fim da crença no laissez-faire, de Adam Smith.
Após esse período novas abordagens e teorias econômicas foram criadas, 
inspiradas nas diversas citadas ao longo desse tópico. Entre as principais 
questões tratadas nesses estudos e que são levantadas até os dias atuais está 
o nível de intervenção do Estado nas economias, sem que alguma conclusão 
concreta se tenha chegado.
Funções do Estado
As ações do Estado na economia e na sociedade têm como principal objetivo a 
promoção do bem-estar da população. Nesse sentido, torna-se importante o papel do 
direito no estabelecimento de normas que regulam as relações entre os indivíduos 
e grupos, bem como entre governos, indivíduos e organizações internacionais.
A evolução e o surgimento da sociedade civil exigiram a promoção e a 
ampliação dos direitos naturais do homem à vida, à liberdade e à propriedade. 
No Brasil, as normas constitucionais foram criadas, com base nesses princípios, 
visando promover o bem-estar geral da sociedade. Essas normas encontram-se 
na Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988).
Você pode notar a forte presença do direito nos assuntos econômicos, po-
dendo ainda observar tal relação ao analisar os princípios gerais da atividade 
econômica, da política urbana, agrícola e fundiária, o Sistema Financeiro 
Nacional e as políticas monetárias de crédito, cambial e de comércio exterior. 
Além da intervenção do governo na promoção do bem-estar da sociedade, 
existem preocupações em outras esferas que têm tomado cada vez mais espaço 
Princípios básicos da economia8
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no meio político e jurídico, que são a criação de normas jurídicas de proteção 
a natureza, em relação à fauna, à flora e aos mananciais, assim como ao meio 
ambiente de modo geral. O Protocolo de Quioto e a regulamentação do mer-
cado de carbono são exemplos dessas questões. Outras normas, com relação à 
ação negativa do homem em quanto ao meio ambiente podem ser lembradas, 
como as punições fiscais a empresas que não realizam de forma adequada e 
sustentável o descarte de material tóxico na natureza.
De modo geral, o intuito das normas jurídicas é regular as atividades econômicas, no 
sentido de tornar os mercados mais eficientes (função alocativa), e buscar melhor 
qualidade de vida para a população como um todo (função distributiva). Assim, 
temos as funções básicas do governo na economia e na sociedade, que são: a função 
alocativa, a função distributiva e a função estabilizadora.
Função alocativa
A função alocativa está relacionada ao fornecimento de bens e serviços não 
oferecidos adequadamente pelo sistema de mercado. Esses bens são chamados 
de bens públicos, que têm como principal característica a não exclusão de 
alguns indivíduos de seu consumo, ou seja, qualquer indivíduo tem o direito 
de usufruir deles, mesmo que não tenha realizado contribuição fi nanceira para 
sua criação. Ninguém pode ter qualquer vantagem sobre o outro na utilização 
desse bem, que é de direito de todos.
O princípio da exclusão está relacionado, por exemplo, a um indivíduo A 
que adquire um bem com o seu dinheiro e tem o direito de consumi-lo quando e 
onde quiser, ao passo que um indivíduo B, que não pagou pelo mesmo bem, não 
tem o mesmo direito de consumi-lo, ou seja, é excluído desse consumo. Nesse 
caso, o consumo de um bem é considerado rival (ou de consumo excludente), 
pois o consumo realizado por um agente exclui automaticamente o consumo 
por outros indivíduos (o consumo de um shop, por exemplo). Já o consumo 
de um bem não rival (ou que não satisfaz o princípio da exclusão) acontece 
quando o consumo de um bem por um indivíduo não diminui a quantidade 
a ser consumida pelos demais. Um poste de luz em uma via pública é um 
exemplo de bem de consumo não rival.
9Princípios básicos da economia
Economia_U1_C01.indd 9 25/07/2017 18:21:52
Função distributiva
A função distributiva está relacionada ao governo atuando como um agente 
redistribuidor de renda, veja alguns exemplos dessa ação:
 n Aplicação de uma política fiscal de tributos, utilizando a regra do 
imposto de renda progressivo, em que a alíquota cresce na medida em 
que o salário aumenta (até chegar a um teto). Isto representa a retirada 
de recursos dos segmentos mais ricos da sociedade (pessoas, setores, 
regiões), transferindo-os para os segmentos menos favorecidos, por 
meio de políticas sociais.
 n No caso brasileiro, o estabelecimento de determinados impostos em 
níveis inferiores em estados com menor desenvolvimento econômico, 
atraindo investidores para essas regiões e criando empregos e renda. 
Ainda pode ocorrer por meio da combinação de impostos sobre pro-
dutos adquiridos por pessoas mais ricas, com subsídios para produtos 
adquiridos por consumidores de baixa renda.
 n Na redistribuição setorial ou regional por meio de uma política de gastos 
públicos e subsídios para os segmentos menos favorecidos.
Função estabilizadora
A função estabilizadora compreende a intervenção do Estado na economia, 
por meio de medidas fi scais e monetárias que infl uenciem o comportamento 
dos preços e emprego, pois são variáveis importantes para o crescimento 
econômico e que não adquirem estabilidade de forma automática.
Por exemplo, em uma economia com a inflação mais elevada do que os 
níveis desejados pelo governo, este pode intervir aumentando a taxa de juros 
básica da economia, sinalizando para as instituições financeiras que sigam 
esse comportamento, de modo a encarecer os empréstimos para as famílias e 
empresas com o intui de reduzir o consumo e os investimentos, assim como 
a sua pressão sobre o nível geral de preços. O objetivo, neste caso, é um nível 
inflacionário mais baixo.
Crescimento da participação do setor público na 
economia
A partir do início do século XX, após a Grande Depressão de 1929, os go-
vernos, de modo geral, passam a regular com maior intensidade a atividade 
Princípios básicos da economia10
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econômica de seus países. Passou a ser colocado em dúvida o papel da “mão 
invisível” de Adam Smith, na condução dos mercados ao seu ponto de equi-
líbrio, resolvendo os problemas fundamentais da economia: O que e quanto? 
Como? E para quem produzir?
O governodeixou de desempenhar as suas funções tradicionais, como 
a justiça e a segurança, para realizar a oferta de bens públicos, como a ele-
tricidade, o saneamento, as rodovias, as ferrovias, os portos, entre outros, 
proporcionando, desse modo, melhores condições de infraestrutura para a 
atuação e o desenvolvimento das indústrias no mercado. 
Passou-se a observar uma crescente participação do Estado na produção nacio-
nal e o aumento de leis que buscavam a regulamentação da atividade econômica.
Além do acontecimento da Grande Depressão, que levou a chamada re-
volução keynesiana, Vasconcellos e Garcia (2014) citam outros motivos que 
levaram a crescente intervenção do estado na economia:
 n As falhas de mercado (caracterizadas pelo poder de monopólios e oli-
gopólios, as assimetrias de informações e as externalidades).
 n O desemprego.
 n O crescimento da renda per capita (que leva ao aumento da demanda 
por bens e serviços públicos, como o lazer, a educação superior, os 
serviços médicos, entre outros).
 n As mudanças tecnológicas (invenção do motor de combustão que aumen-
tou a demanda por rodovias e infraestrutura, o que repercute também 
sobre o crescimento de outros setores da economia).
 n As mudanças populacionais (o aumento populacional leva a aumentos 
dos gastos do governo em educação, saúde e outros).
 n Os efeitos da guerra (aumentando a participação do Estado na economia).
 n Os fatores políticos e sociais (em que novos grupos sociais passam a ter 
maior presença política, demandando novos empreendimentos públicos).
 n Mudanças da Previdência Social (com o passar do tempo essa institui-
ção passou a ser um instrumento de distribuição de renda, elevando a 
participação do Estado no mecanismo previdenciário).
Além desses elementos, os autores citam que o desenvolvimento dos mer-
cados financeiros e do comércio internacional, tornaram mais complexas 
as relações econômicas, adicionando elementos de incerteza e especulação 
(VASCONCELLOS; GARCIA, 2014). Isso exigiu o alargamento das funções 
públicas do Estado, no sentido de promover a estabilidade econômica, o cres-
cimento do produto e do bem-estar da população.
11Princípios básicos da economia
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1. No início do Pensamento 
Econômico, esta matéria fez parte da 
Filosofia, Moral e Ética. Mas, com o 
passar do tempo, foi se adaptando às 
necessidades e às novas realidades 
de cada país, formando cada vez 
mais o seu próprio corpo teórico. 
Foi na época dos descobrimentos, 
século XVI, o motor para as primeiras 
considerações propriamente 
econômicas. Com relação aos 
teóricos do Pensamento Econômico, 
marque a alternativa correta: 
a) A maior preocupação da Era 
Mercantilista era como fortalecer 
um país e acumular riquezas.
b) Na era Clássica, o Estado 
deveria regular o mercado 
até este encontrar o seu 
nível de equilíbrio.
c) Para os fisiocratas, é o acúmulo 
de materiais preciosos que 
gera a riqueza de uma nação.
d) Através da especialização 
do trabalho, os funcionários 
perdem as suas capacidades 
de dinamismo e criatividade, 
prejudicando a produtividade e 
geração de lucro dos capitalistas.
e) Uma das principais características 
do Mercantilismo foi a 
participação minimalista do 
Estado nas economias.
2. Agentes econômicos são todos os 
indivíduos, instituições ou conjunto 
de instituições que, através das 
suas decisões e ações, tomadas 
racionalmente, intervêm num 
circuito econômico. Com relação a 
quem são esses agentes econômicos 
e a relação entre os mesmos, 
marque a opção certa: 
a) O Estado toma decisões de 
consumo, de investimento 
e de política econômica.
b) As instituições financeiras tomam 
decisões sobre o consumo de 
bens e serviços e de poupança 
mediante os rendimentos 
auferidos, assim como sobre 
a demanda por trabalho.
c) As famílias tomam decisões 
sobre investimento, sobre 
produção e a oferta de trabalho.
d) As empresas tomam decisões 
a respeito de seus serviços de 
intermediação financeira, tendo 
como contrapartida os juros e os 
prêmios (no caso dos seguros).
e) O Estado toma as suas 
decisões acerca da troca de 
bens, serviços e capitais.
3. Na década de 1920, a teoria 
econômica apresentou uma nova 
fase, a “era Keynesiana”. A respeito 
desse período, marque a opção certa:
a) A teoria Keynesiana surgiu a 
partir da publicação do livro 
“A Riqueza das Nações”, de 
Adam Smith, em 1936.
b) O motivo da mudança de fase 
do pensamento econômico 
foi a Grande Depressão (1930), 
que devastava a economia 
mundial, que demorava para 
retornar ao equilíbrio.
c) Para Keynes, um dos fatores 
responsáveis pelo volume 
de emprego é o excesso de 
oferta em uma economia, 
provocando sobreacumulação 
produtiva de bens e serviços 
Princípios básicos da economia12
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e, consequentemente, crise.
d) Para Keynes, torna-se necessária 
a intervenção do Estado, através 
de políticas contracionistas 
(redução de gastos públicos, 
aumento de tributos e da taxa de 
juros da economia), ou seja, não 
existem forças autorregulatórias.
e) A recuperação das economias 
se deu após a eliminação da 
atuação do Estado na economia, 
corroborando o sucesso na 
crença do “laissez-faire” de 
seu antecessor, Adam Smith.
4. Com relação às funções econômicas 
do Estado, escolha a opção certa:
a) A função estabilizadora está 
associada ao fornecimento 
de bens e serviços não 
oferecidos adequadamente 
pelo sistema de mercado.
b) A função alocativa é quando 
o governo funciona como um 
agente redistribuidor de renda, 
na medida em que, por meio 
da tributação, retira recursos 
dos segmentos mais ricos da 
sociedade (pessoas, setores, 
regiões) e os transfere para os 
segmentos menos favorecidos.
c) A função estabilizadora está 
relacionada à intervenção do 
Estado na economia, de modo 
a alterar o comportamento 
dos preços e dos empregos.
d) A função alocativa está 
relacionada à intervenção do 
Estado na economia, de modo 
a alterar o comportamento 
dos preços e dos empregos.
e) A função distributiva está 
associada ao fornecimento 
de bens e serviços não 
oferecidos adequadamente 
pelo sistema de mercado.
5. Para que o Estado possa cumprir suas 
funções com a sociedade, precisa 
arrecadar recursos e a principal 
fonte de arrecadação é através dos 
tributos. Com relação aos impostos 
que são recolhidos na economia 
brasileira, é correto afirmar que:
a) O IRPF (Imposto de Renda 
Pessoa Física), o IPVA (Imposto 
Sobre a Propriedade de Veículos 
Automotores) e o IPTU (Imposto 
Predial e Territorial Urbano) são 
exemplos de impostos indiretos.
b) Os impostos diretos incidem 
sobre as transações com 
mercadorias e serviços.
c) Nos impostos indiretos, as 
empresas sempre arcam 
com o seu ônus.
d) O ICMS – Imposto Sobre a 
Circulação de Mercadorias e 
Serviços, o IPI – Imposto Sobre 
Produtos Industrializados 
e o ISS – Imposto Sobre a 
Prestação de Serviços são 
exemplos de impostos diretos.
e) Os impostos diretos 
incidem sobre a renda e 
sobre o patrimônio.
13Princípios básicos da economia
Economia_U1_C01.indd 13 25/07/2017 18:21:53
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
Brasília, DF, 1988. Disponível em: . Acesso em: 18 maio 2017.
FÉLIX, L. Platão: o mito do anel de Giges. Carta Forense, São Paulo, 02 jun. 2014. Dis-
ponível em: . Acesso em: 05 jun. 2017.
VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 5. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2014.
Princípios básicos da economia14
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
 
Dica do professor
Crescimento e desenvolvimento econômico não possuem o mesmosignificado. O crescimento 
econômico trata da mensuração quantitativa da atividade econômica ao longo do tempo (pode ser 
mensurada pelo crescimento do PIB). Pode-se ter crescimento sem desenvolvimento econômico. O 
crescimento com desenvolvimento econômico é uma avaliação qualitativa da evolução de uma 
economia. Trata da avaliação de se o crescimento econômico/geração de renda está sendo 
distribuído de forma adequada à sociedade, promovendo o seu bem-estar, e não apenas o aumento 
de renda (pode ser avaliado através do IDH, por exemplo).
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/101837ffc83ba6b80d55a340a4144424
Exercícios
1) No início do Pensamento Econômico, esta matéria fez parte da Filosofia, Moral e Ética. Mas, 
com o passar do tempo, foi se adaptando às necessidades e às novas realidades de cada país, 
formando cada vez mais o seu próprio corpo teórico. Foi na época dos descobrimentos, 
século XVI, o motor para as primeiras considerações propriamente econômicas. Com relação 
aos teóricos do Pensamento Econômico, marque a alternativa correta:
A) A maior preocupação da Era Mercantilista era como fortalecer um país e acumular riquezas.
B) Na era Clássica, o Estado deveria regular o mercado até este encontrar o seu nível de 
equilíbrio.
C) Para os fisiocratas, é o acúmulo de materiais preciosos que gera a riqueza de uma nação.
D) Através da especialização do trabalho, os funcionários perdem as suas capacidades de 
dinamismo e criatividade, prejudicando a produtividade e geração de lucro dos capitalistas.
E) Uma das principais características do Mercantilismo foi a participação minimalista do Estado 
nas economias.
2) Agentes econômicos são todos os indivíduos, instituições ou conjunto de instituições que, 
através das suas decisões e ações, tomadas racionalmente, intervêm num circuito 
econômico. Com relação a quem são esses agentes econômicos e a relação entre os mesmos, 
marque a opção certa:
A) O Estado toma decisões de consumo, de investimento e de política econômica.
B) As instituições financeiras tomam decisões sobre o consumo de bens e serviços e de 
poupança mediante os rendimentos auferidos, assim como sobre a demanda por trabalho.
C) As famílias tomam decisões sobre investimento, sobre produção e a oferta de trabalho.
D) As empresas tomam decisões a respeito de seus serviços de intermediação financeira, tendo 
como contrapartida os juros e os prêmios (no caso dos seguros).
E) O Estado toma as suas decisões acerca da troca de bens, serviços e capitais.
3) 
Na década de 1920, a teoria econômica apresentou uma nova fase, a “era Keynesiana”. A 
respeito desse período, marque a opção certa:
A) A teoria Keynesiana surgiu a partir da publicação do livro "A Riqueza das Nações", de Adam 
Smith, em 1936.
B) O motivo da mudança de fase do pensamento econômico foi a Grande Depressão (1930), que 
devastava a economia mundial, que demorava para retornar ao equilíbrio.
C) Para Keynes, um dos fatores responsáveis pelo volume de emprego é o excesso de oferta em 
uma economia, provocando sobreacumulação produtiva de bens e serviços e, 
consequentemente, crise.
D) Para Keynes, torna-se necessária a intervenção do Estado, através de políticas contracionistas 
(redução de gastos públicos, aumento de tributos e da taxa de juros da economia), ou seja, 
não existem forças autorregulatórias.
E) A recuperação das economias se deu após a eliminação da atuação do Estado na economia, 
corroborando o sucesso na crença do “laissez-faire” de seu antecessor, Adam Smith.
4) Com relação às funções econômicas do Estado, escolha a opção certa:
A) A função estabilizadora está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos 
adequadamente pelo sistema de mercado.
B) A função alocativa é quando o governo funciona como um agente redistribuidor de renda, na 
medida em que, por meio da tributação, retira recursos dos segmentos mais ricos da 
sociedade (pessoas, setores, regiões) e os transfere para os segmentos menos favorecidos.
C) A função estabilizadora está relacionada à intervenção do Estado na economia, de modo a 
alterar o comportamento dos preços e dos empregos.
D) A função alocativa está relacionada à intervenção do Estado na economia, de modo a alterar 
o comportamento dos preços e dos empregos.
E) A função distributiva está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos 
adequadamente pelo sistema de mercado.
As afirmações abaixo se relacionam com qual área da economia: Macroeconomia ou 
Microeconomia? 
 
I - Analisa o comportamento das contas nacionais, como PIB e PNB.
5) 
II - Analisa como famílias tomam decisões de consumo e poupança.
III - Analisa como firmas determinam os preços de seus produtos.
IV - Analisa fenômenos que atingem toda a economia, como crescimento, inflação e 
desemprego.
A) I - Macro 
II - Micro 
III - Macro 
IV - Macro
B) I - Macro 
II - Micro 
III - Macro 
IV - Micro
C) I - Micro 
II - Macro 
III - Macro 
IV - Micro
D) I - Micro 
II - Macro 
III - Micro 
IV - Macro
E) I - Macro 
II - Micro 
III - Micro 
IV - Macro
Na prática
Maria Eduarda é uma estudante de classe média alta, que vive em uma das cidades mais 
desenvolvidas do Brasil, São Caetano do Sul, no Estado de São Paulo. Sua qualidade de vida é 
relativamente superior à da maior parte dos brasileiros, pois ela tem acesso a bens e serviços de 
qualidade e ao lazer. Seus pais possuem um bom nível de renda, derivado de bons empregos, dado 
à suas boas formações acadêmicas. Veja:
Esta situação é diferente da de muitos outros brasileiros que vivem em outras regiões e que pagam 
os mesmos recursos ao governo.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
O mercado como ordem social em Adam Smith, Walras e 
Hayek
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Relembrando o 1929, o ano da quebra da Bolsa de Nova Iorque
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Mercantilismo
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www.scielo.br/pdf/ecos/v21n1/06.pdf
https://www.youtube.com/embed/bBLN8LU46tE?rel=0
http://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-geral/mercantilismo
Mercados
Apresentação
Em seu conceito inicial, o mercado correspondia a certo lugar em que as transações eram 
realizadas. Na Idade Média, por exemplo, os mercados eram locais nos quais os comerciantes 
negociavam seus produtos com apoio dos nobres, que se beneficiavam com a arrecadação de 
tributos.
Por tradição histórica, atualmente, qualquer cidade apresenta um mercado, lugar definido e 
edificado para o encontro de comerciantes e consumidores no qual as transações são efetuadas. 
Entretanto, esse conceito evoluiu. Economicamente, o mercado hoje existe em função de sua 
própria dinâmica: a relação vendedor e comprador no conhecido binômio oferta e demanda.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você compreenderá que essa relação não é tão simples nem tão 
óbvia quanto parece.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o conceito econômico de mercado.•
Definir as diferentes estruturas de mercado.•
Analisar as imperfeições de mercado e as intervenções regulatórias.•
Desafio
Tomaz é um importante produtor de bens agrícolas, especialmente de soja. Sua fazenda tem 
capacidade para exportar uma boa parcela de sua produção. Já Samantha é proprietária de uma 
empresa voltada para pesquisa e desenvolvimento de materiais. Seu produto não possui substituto, 
devido a sua característica única e tecnicamente sofisticada.
Ambos buscam vender seus produtos, mas Tomaz precisa praticar os preços observados no 
mercado para poder competir, ao passo que Samantha precisa se preocupar comoutros fatores 
(que não o preço) no processo de venda.
Infográfico
A concorrência perfeita, o oligopólio e o monopólio são caracterizados por algumas diferenças, 
entre elas: a quantidade de concorrentes, o domínio sobre o preço e a homogeneidade do produto.
Acompanhe essa representação no infográfico a seguir.
Conteúdo do livro
Para entender a concorrência perfeita, leia o item Concorrência imperfeita selecionado a seguir; 
nele, você vai perceber o contraponto que há nesses dois cenários. Além disso, o trecho também 
aborda outros tipos de concorrência.
O livro é Princípios da economia, base teórica desta Unidade de Aprendizagem. No Capítulo 9, leia 
até a Figura 9.1 da página 237.
Boa leitura!
RobeRt H . FRank
ben S . beRnanke
QuaRta ed ição
economia
PRincÍPioS de
Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB 10/2052
F828p Frank, Robert H.
 Princípios de economia / Robert H. Frank, Ben S. Bernanke,
 Louis D. Johnston ; tradução: Heloisa Fontoura, Monica Stefani ;
 revisão técnica: Giácomo Balbinotto Neto, Ronald Otto Hillbrecht.
 – 4. ed. – Porto Alegre : AMGH, 2012.
 xliv, 892 p. : il. ; 28 cm. 
 ISBN 978-85-8055-096-2
 1. Economia. I. Bernanke, Ben S. II. Johnston, Louis D.
 III. Título.
CDU 330
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Após ler este capítulo, você conseguirá:
 1. Definir concorrência imperfeita e descrever como ela se diferencia da con-
corrência perfeita.
 2. Definir poder de mercado e mostrar como isso afeta a curva de demanda da 
empresa.
 3. Explicar como os custos iniciais afetam as economias de escala e o poder de 
mercado.
 4. Entender e utilizar os conceitos de custo marginal e receita marginal para 
encontrar o nível de produção e de preço que maximize o lucro de um mo-
nopolista.
 5. Mostrar como o monopólio altera o excedente do consumidor, o excedente 
do produtor e o excedente econômico total relativo à concorrência perfeita.
 6. Descrever a discriminação de preços e seus efeitos.
 7. Discutir políticas públicas geralmente aplicadas aos monopólios naturais.
Alguns anos atrás, os estudantes em todos os Estados Unidos ficaram obce-
cados pelo jogo Magic. Para jogá-lo, você precisa de um baralho de Magic 
Cards, fornecido apenas pelos criadores do jogo. Diferentemente de outros jogos 
de cartas comuns, que podem ser comprados na maioria das lojas por apenas 
um ou dois dólares, um baralho de Magic Cards é vendido por mais de $10. 
E como os Magic Cards não têm um custo de produção maior que o de cartas 
normais, seus produtores obtêm um enorme lucro econômico.
Em um mercado perfeitamente competitivo, os empreendedores enxerga-
riam este lucro econômico como dinheiro na mesa. Isso faria com que ofereces-
sem os Magic Cards a preços levemente inferiores, de modo que, enfim, os bara-
lhos fossem vendidos por um valor próximo de seu custo de produção, como os 
jogos de cartas comuns. Entretanto, os Magic Cards estão no mercado há anos, e 
isso não aconteceu. A razão é que as cartas são protegidas por direitos autorais, 
o que significa que os criadores do jogo receberam do governo uma licença ex-
clusiva para vendê-las.
MONOPÓLIO, 
OLIGOPÓLIO E 
CONCORRÊNCIA 
MONOPOLÍSTICA
CAPÍTULO 9
234 PARTE III IMPERFEIÇÕES DE MERCADO
O proprietário de um direito autoral é o exemplo de uma empresa imperfeita-
mente competitiva, ou formadora de preços, isto é, uma empresa com pelo menos 
alguma liberdade para estabelecer seu próprio preço. A empresa competitiva, ao con-
trário, é uma tomadora de preços, ou seja, não tem influência sobre o preço de seu 
produto.
Neste capítulo abordamos como os mercados atendidos por empresas imperfeita-
mente competitivas diferem daqueles servidos por empresas perfeitamente competiti-
vas. Uma diferença marcante é a capacidade da empresa imperfeitamente competitiva, 
sob certas circunstâncias, de cobrar mais do que seu custo de produção. Contudo, se 
o produtor dos Magic Cards pudesse cobrar o preço que desejasse, por que cobraria 
apenas $10? Por que não $100, ou até mesmo $1 mil? Veremos que, embora essa 
empresa possa ser a única vendedora de seu produto, sua liberdade de precificação 
está longe de ser absoluta. Também veremos como algumas empresas imperfeitamente 
competitivas conseguem obter lucro econômico, mesmo no longo prazo e sem prote-
ções governamentais, como direitos autorais. Finalmente, analisaremos por que a mão 
invisível de Adam Smith não está em evidência em um mundo atendido por empresas 
imperfeitamente competitivas.
CONCORRÊNCIA IMPERFEITA
O mercado perfeitamente competitivo é um ideal; os mercados reais que encontramos 
na vida diária diferem desse ideal em graus variados. Os livros de economia em geral 
distinguem três tipos de estruturas de mercado imperfeitamente competitivas. As clas-
sificações são um pouco arbitrárias, mas são bastante úteis na análise dos mercados 
do mundo real.
DIFERENTES FORMAS DE CONCORRÊNCIA IMPERFEITA
O monopólio puro está muito distante do ideal perfeitamente competitivo, um mer-
cado no qual uma só empresa é a única vendedora de um produto único. O produtor 
de Magic Cards é um monopolista puro, assim como muitos fornecedores de energia 
elétrica. Se os moradores de Miami não comprarem sua eletricidade da Florida Power 
and Light Company, simplesmente ficarão sem eletricidade. No meio desses dois ex-
tremos há diferentes tipos de concorrência imperfeita. Aqui vamos nos concentrar em 
dois deles: concorrência monopolística e oligopólio.
Concorrência monopol íst ica
Lembre-se do capítulo sobre oferta perfeitamente competitiva que, em uma indústria 
perfeitamente competitiva, muitas empresas normalmente vendem produtos que são 
basicamente substitutos perfeitos dos outros. Em contrapartida, a concorrência mono-
polística é uma estrutura industrial na qual muitas empresas rivais vendem produtos 
parecidos, mas não são substitutos perfeitos. Os produtos rivais podem ser semelhan-
tes em muitos aspectos, mas, aos olhos de alguns consumidores, sempre há ao menos 
alguma característica que diferencia um produto do outro. A concorrência monopo-
lística tem em comum com a concorrência perfeita o fato de que não existem barreiras 
significativas que impeçam as empresas de entrar ou sair do mercado.
Os postos de gasolina locais são um exemplo de uma indústria monopolistica-
mente competitiva. A gasolina vendida por diferentes postos pode ser praticamente 
idêntica em termos químicos, mas a especial localização de um posto é uma carac-
terística que importa para muitos consumidores. As lojas de conveniência são outro 
exemplo. Embora a maioria dos produtos encontrados nas prateleiras de qualquer loja 
seja também oferecida pela maioria das outras, as listas de produtos de diferentes lojas 
não são idênticas. Algumas alugam DVDs,por exemplo, e outras não. E ainda mais im-
portante do que no caso dos postos de gasolina, a localização das lojas de conveniência 
é uma característica de diferenciação importante.
Lembre-se de que se uma empresa perfeitamente competitiva cobrasse apenas um 
pouco mais do que o preço corrente de mercado para seu produto, ela nada venderia. 
empresa formadora de 
preço ou imperfeitamente 
competitiva companhia 
que tem, pelo menos, alguma 
liberdade para estabelecer 
seu próprio preço
monopólio puro único 
fornecedor de um produto 
sem substituto próximo
concorrência monopolística 
estrutura industrial na qual 
muitas empresas fabricam 
produtos levemente 
diferenciados que são 
substitutos próximos, mas 
não perfeitos
Por que um baralho de 
Magic Cards é vendido 
por cerca de 10 vezes 
o preço dos baralhos 
comuns, embora não 
custe mais para ser 
produzido?
235CAPÍTULO 9 MONOPÓLIO, OLIGOPÓLIO E CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA
A situação é diferente para a empresa monopolisticamente competitiva. O fato de que 
seu produto não é um substituto perfeito para os de suas rivais significa que ela pode 
cobrar um preço levemente superior e não perder todos os seus clientes.
Entretanto, isso não significa que empresasmonopolisticamente competitivas vão 
obter lucros econômicos positivos no longo prazo. Ao contrário, uma vez que novas 
empresas podem entrar livremente no mercado, uma indústria monopolisticamente 
competitiva é igual a uma indústria perfeitamente competitiva neste quesito. Se as 
atuais empresas monopolisticamente competitivas estivessem obtendo lucros econô-
micos positivos com os preços correntes, as novas empresas teriam um incentivo para 
entrar no setor. Haveria pressões negativas sobre os preços, pois um número maior de 
empresas competiria por um grupo limitado de potenciais consumidores.1 Contanto 
que se mantivessem os lucros econômicos positivos, a entrada continuaria e os preços 
cairiam ainda mais. Ao contrário, se as empresas em uma indústria monopolistica-
mente competitiva estivessem inicialmente sofrendo perdas econômicas, algumas delas 
começariam a sair do setor. Contanto que se mantivessem as perdas econômicas, a 
saída e as consequentes pressões positivas sobre os preços continuariam. Assim, no 
equilíbrio de longo prazo, as empresas monopolisticamente competitivas são, neste as-
pecto, essencialmente iguais às perfeitamente competitivas: todas esperam obter lucro 
econômico zero.
Embora as empresas monopolisticamente competitivas tenham liberdade para 
variar os preços de seus produtos no curto prazo, a precificação não é a decisão es-
tratégica mais importante que elas enfrentam. Uma questão muito mais importante é 
como diferenciar seus produtos daqueles das empresas rivais existentes. Um produto 
deve ser feito para se parecer o máximo possível com o produto de uma rival? Ou o 
objetivo é fazê-lo o mais diferente possível? Ou a empresa deve buscar algo no meio 
termo? Analisaremos essas questões no próximo capítulo, quando iremos nos concen-
trar nesse tipo de tomada de decisões estratégicas.
Oligopól io
Entre a concorrência perfeita e o monopólio puro existe o oligopólio, uma estrutura 
na qual todo o mercado é atendido por um pequeno número de grandes empresas. 
Vantagens de custos associadas a grandes empresas são uma das principais razões para 
o monopólio puro, como analisaremos agora. Normalmente o oligopólio também é 
consequência das vantagens de custo que impossibilitam as pequenas empresas de 
competir efetivamente.
Em alguns casos, os oligopolistas vendem produtos não diferenciados. No mer-
cado de serviços de telefonia celular, por exemplo, os produtos da AT&T, da Verizon e 
da Sprint são totalmente idênticos. A indústria de cimento é outro exemplo de oligopó-
lio que vende um produto absolutamente não diferenciado. Nesses casos, as decisões 
estratégicas mais importantes enfrentadas pelas empresas envolvem mais precificação 
e propaganda do que características específicas de seu produto. Discutiremos essas 
decisões no próximo capítulo.
Em outros casos, como as indústrias automobilística e de tabaco, os oligopolistas 
são mais concorrentes monopolísticos do que monopolistas puros, no sentido de que 
as diferenças nas características de seus produtos têm um efeito significativo sobre a 
demanda do consumidor. Muitos antigos compradores da Ford, por exemplo, jamais 
poderiam pensar em comprar um Chevrolet, e poucos fumantes trocaram de Camel 
para Marlboro. Assim como os oligopolistas que fabricam produtos não diferencia-
dos, a precificação e a propaganda são decisões estratégicas importantes nessas indús-
trias, bem como as relacionadas às características específicas do produto.
Uma vez que as vantagens de custo associadas a grandes companhias são normal-
mente tão importantes nos oligopólios, não há possibilidade de que a entrada e a saída 
oligopólio estrutura 
industrial na qual um 
pequeno número de grandes 
empresas fabrica produtos 
que são substitutos 
próximos ou perfeitos
1 Veja Edward Chamberlin, The Theory of Monopolistic Competition (Cambridge, MA: Harvard 
University Press, first edition, 1933, 8th, 1962) and Joan Robinson, The Economics of Imperfect 
Competition (London: Macmillan, first edition, 1933, second edition, 1969).
236 PARTE III IMPERFEIÇÕES DE MERCADO
levarão o lucro econômico para zero. Considere, por exemplo, um oligopólio atendido 
por duas empresas, cada uma delas obtendo lucro econômico. Uma nova empresa deve 
entrar nesse mercado? Possivelmente, mas também pode acontecer que uma terceira 
empresa, suficientemente grande para atingir as vantagens de custo das duas existen-
tes, inunde efetivamente o mercado, baixando tanto os preços que as três sofreriam 
perdas econômicas. Não existe garantia, no entanto, de que um oligopolista obterá um 
lucro econômico positivo.
Como veremos na próxima seção, a característica essencial que diferencia as em-
presas imperfeitamente competitivas das perfeitamente competitivas é a mesma em 
cada um dos três casos. Assim, neste capítulo, usaremos o termo monopolista para nos 
referirmos a qualquer um dos três tipos de empresas imperfeitamente competitivas. 
No próximo capítulo, consideraremos mais detalhadamente as decisões estratégicas 
enfrentadas pelos oligopolistas e pelas empresas monopolisticamente competitivas.
RECAPITULANDO CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA E 
OLIGOPÓLIO
A concorrência monopolística é a estrutura industrial na qual um grande núme-
ro de pequenas empresas oferecem produtos similares em muitos aspectos, mas 
que não são substitutos perfeitos aos olhos de alguns consumidores. As indústrias 
monopolisticamente competitivas se assemelham às indústrias perfeitamente com-
petitivas, pois a entrada e a saída fazem os lucros econômicos tenderem a zero no 
longo prazo.
O oligopólio é uma estrutura industrial na qual um pequeno número de gran-
des empresas atende todo o mercado. Vantagens de custos associadas a operações 
de grande escala tendem a ser importantes. Os oligopolistas podem produzir tanto 
produtos padronizados quanto diferenciados.
A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE EMPRESAS PERFEITAMENTE E 
IMPERFEITAMENTE COMPETITIVAS
Em cursos avançados de economia, os professores geralmente dão muita atenção à 
análise de diferenças sutis no comportamento de diversos tipos de empresas imperfei-
tamente competitivas. Muito mais importante para nossos objetivos, no entanto, é fo-
calizar a única característica comum que diferencia todas as empresas imperfeitamente 
competitivas de suas contrapartes perfeitamente competitivas: isto é, enquanto a em-
presa perfeitamente competitiva se depara com uma curva de demanda perfeitamente 
elástica para seu produto, a empresa imperfeitamente competitiva se depara com uma 
curva de demanda com inclinação negativa.
Na indústria perfeitamente competitiva, as curvas de oferta e de demanda 
cruzam-se para determinar o preço de equilíbrio de mercado. A esse preço, a em-
presa perfeitamente competitiva pode vender quantas unidades desejar. Ela não 
tem incentivos para cobrar mais do que o preço de mercado, pois, se fizer isso, 
nada venderá. Nem possui incentivos para cobrar menos do que o preço de 
mercado, porque pode vender quantas unidades desejar ao preço de mercado. 
A curva de demanda da empresa perfeitamente competitiva será, portanto, uma 
linha horizontal no preço de mercado, como vimos nos Capítulos 6 e 8.
Em contrapartida, se um posto de gasolina local – um concorrente imper-
feito – cobrasse alguns centavos a mais do que seu rival por um litro de gaso-
lina, alguns de seus clientes o abandonariam. Contudo, outros permaneceriam, talvez 
porque estejam dispostos a pagar um pouco mais para continuar abastecendo em um 
local mais conveniente. Assim, uma empresa imperfeitamente competitiva se depara 
com uma curva de demanda negativamente inclinada. A Figura 9.1 representa a dife-
rença entre as curvas de demanda com que se deparam as companhias perfeitamente 
competitivas e as imperfeitamente competitivas.
Se o posto Sunoco das 
ruas State e Meadow 
aumentasse seus preços 
em três centavos por 
litro, todos os seus 
clientes comprariam em 
outro posto?
237CAPÍTULO 9 MONOPÓLIO, OLIGOPÓLIO E CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICACINCO FONTES DE PODER DE MERCADO
Diz-se que as empresas que se deparam com curvas de demanda negativamente incli-
nadas desfrutam de poder de mercado, um termo que se refere à sua capacidade de es-
tabelecer os preços de seus produtos. Um equívoco comum é pensar que uma empresa 
com poder de mercado pode vender qualquer quantidade ao preço que desejar. Ela não 
pode. Tudo o que ela pode fazer é estabelecer uma combinação preço-quantidade ao 
longo de sua curva de demanda. Se a empresa optar por aumentar seu preço, deve se 
preparar para vendas reduzidas.
Por que algumas empresas têm poder de mercado enquanto outras não? Como o 
poder de mercado muitas vezes traz consigo a capacidade de cobrar um preço acima 
do custo de produção, esse poder tende a surgir de fatores que limitam a competição. 
Na prática, os cinco fatores que conferem esse poder são: controle exclusivo sobre in-
sumos, patentes e direitos autorais, licenças governamentais ou franquias, economias 
de escala e economias de rede.
CONTROLE EXCLUSIVO SOBRE INSUMOS IMPORTANTES
Se uma única empresa controla um insumo essencial à produção de um determinado 
produto, esta terá poder de mercado. Por exemplo, à medida que alguns inquilinos 
estão dispostos a pagar um prêmio por um espaço de escritório no prédio mais alto 
da cidade de Chicaco, nos Estados Unidos, o Willis Tower, o proprietário desse prédio 
possui poder de mercado.
PATENTES E DIREITOS AUTORAIS
As patentes dão aos inventores ou desenvolvedores de novos produtos o direito exclu-
sivo de vender esses produtos por um determinado período de tempo. Ao isolar esses 
vendedores da concorrência por algum tempo, as patentes permitem que os inovadores 
cobrem preços mais altos para recuperar seus custos de desenvolvimento do produto. 
As companhias farmacêuticas, por exemplo, gastam milhões de dólares em pesquisa, 
na expectativa de descobrir novos remédios para doenças graves. Os remédios que elas 
descobrem ficam isolados da concorrência por um intervalo de tempo – atualmente 20 
anos, nos Estados Unidos – por meio de patentes governamentais. Durante a vida da pa-
tente, apenas seu proprietário pode vender o remédio legalmente. Esta proteção permite 
que o detentor da patente estabeleça um preço acima do custo marginal de produção 
para recuperar o custo de pesquisa do remédio. Da mesma forma, os direitos autorais 
protegem os autores de filmes, software, músicas, livros e outros trabalhos publicados.
LICENÇAS GOVERNAMENTAIS OU FRANQUIAS
A Yosemite Concession Services Corporation possui uma licença exclusiva do governo 
norte-americano para operar as atividades de alojamento e concessão no Yosemite 
poder de mercado 
capacidade da empresa de 
aumentar o preço de um 
bem sem perder todas as 
suas vendas
$/
un
id
ad
e 
de
 p
ro
du
çã
o
Empresa perfeitamente
competitiva
P
re
ço
Quantidade
(b)
D
0Quantidade
(a)
Preço de
mercado
D
0
Empresa imperfeitamente
competitiva
Figura 9.1
As curvas de demanda 
com que se deparam 
empresas perfeitamente 
e imperfeitamente 
competitivas.
(a) A curva de demanda com 
que se depara uma empresa 
perfeitamente competitiva 
é perfeitamente elástica no 
preço de mercado.
(b) A curva de demanda com 
que se depara uma empresa 
imperfeitamente competitiva 
é negativamente inclinada.
 
Dica do professor
Na Dica do professor, você vai observar como o conceito de mercado da época do escambo se 
transformou no que chamamos hoje de oferta-procura.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/c3b2919009e1d962dfe36236e23783a7
Exercícios
1) Você consulta um médico e necessita comprar certo medicamento prescrito para seu 
problema. Após pesquisar em diversas farmácias, você percebe que todas apenas 
disponibilizam uma marca comercial e com preços iguais. Considerando as estruturas de 
mercado, estamos tratando de quê?
A) Concorrência perfeita.
B) Concorrência monopolística.
C) Concorrência oligopolística.
D) Podem-se considerar todas as estruturas em conjunto.
E) O que está descrito no enunciado não se trata de uma estrutura de mercado.
2) Em determinado dia, você decide almoçar cachorro-quente. Uma busca rápida pela Internet 
indica que você possui cinco diferentes alternativas em seu bairro. Todos os 
estabelecimentos possuem o mesmo produto e praticam os mesmos preços, o que facilita 
sua escolha. Considerando essa situação hipotética, você pode concluir que se trata de um 
mercado: 
A) Oligopolizado com alta competitividade entre os estabelecimentos.
B) Monopolizado com alta competitividade entre os estabelecimentos.
C) Concorrência perfeita com alta competitividade entre os estabelecimentos.
D) Concorrência perfeita com baixa competitividade entre os estabelecimentos.
E) Oligopolizado com baixa competitividade entre os estabelecimentos.
Sua mãe, há algum tempo, cogita a contratação de serviço de televisão por assinatura e pede 
para você efetuar as pesquisas de mercado para a tomada de decisão. Você argumenta que 
vai optar pela empresa que oferecer a melhor relação custo-benefício. Após algum tempo de 
pesquisa, você percebe que existem apenas três prestadoras disponíveis e que todas 
oferecem um determinado pacote, no qual incluem outros serviços além do que foi 
solicitado por sua mãe. 
3) 
Considerando que sua mãe gostaria de contratar apenas os serviços de TV a cabo, 
claramente existe um modelo de produto que é padronizado no mercado, porém, oferecido 
por poucas empresas. Estamos falando, afinal, de qual estrutura de mercado?
A) Concorrência perfeita.
B) Concorrência monopolística.
C) Podem-se considerar todas as estruturas em conjunto.
D) Concorrência oligopolística.
E) O cenário exposto é de crise econômica, por isso não define uma estrutura econômica 
tradicional.
4) Os mercados podem ser, efetivamente, instrumentos de organização da economia. Embora 
as diferentes estruturas não sejam igualmente eficientes do ponto de vista social, outros 
mecanismos de organização da economia não produziram resultados equivalentes ao que a 
moderna economia conseguiu por meio do mercado. 
Afinal, o que significa mercado? 
A) O mercado é um lugar determinado em que os agentes econômicos realizam suas transações.
B) Mercado diz respeito ao local em que um grupo de consumidores se dirige com intuito de 
adquirir deterinado bem ou serviço.
C) Mercado refere-se ao bem ou ao serviço oferecido para determinado público que possui certa 
necessidade de consumo.
D) É o local em que a empresa busca a maximização de seu lucro otimizando os recursos que 
dispõe.
E) Mercado: constante tensão ou interação entre compradores e vendedores de determinado 
bem ou serviço, podendo apresentar diversas formas estruturais.
5) Quando nos referimos a uma concorrência por preços, mercado rivalizado e com poucos 
produtores e empresas com total controle sobre seus preços, estamos falando, 
respectivamente, de quê? 
A) Concorrência oligopolística, concorrência monopolística e concorrência perfeita.
B) Concorrência perfeita, concorrência oligopolística e concorrência monopolística.
C) Concorrência monopolística, concorrência oligopolística e concorrência perfeita.
D) Concorrência oligopolística, concorrência, concorrência perfeita e concorrência oligopolística.
E) Todas são características de uma mesma estrutura de mercado.
Na prática
Podemos identificar as estruturas de mercado em muitas situações. A trajetória do Doutor 
Alexandre Fialho é uma delas:
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Estruturas de mercado: concorrência perfeita, monopólio e 
oligopólio
Veja o vídeo no link a seguir.
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Qualidade, estrutura de mercado e mudança tecnológica
Leia o artigo no link a seguir.
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O que é economia?
Veja o vídeo no link a seguir.
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Microeconomia e comportamento
Leia o livro no link a seguir.
https://www.youtube.com/embed/4je7_3n9wP0
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901990000300004&lng=pt&tlng=pt
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Introdução à economia do meio ambiente
Leia o livro no link a seguir.
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Noções de Microeconomia
Apresentação
Seja bem-vindo! 
 
A Microeconomia é o ramo da Economia que foca o comportamento das unidades individuais, tais 
como os consumidores, as empresas, os proprietários de fatores de produção e os governos. 
Basicamente, a teoria microeconômica tem dois lados analíticos: o da demanda e o da oferta.
Enquanto o comportamento microeconômico da demanda é analisado a partir da Teoria do 
Consumidor, o comportamento da oferta é estudado a partir da Teoria da Firma e da Teoria dos 
Mercados. Em todos os casos, a Microeconomia apresenta uma perspectiva microscópica dos 
fenômenos econômicos, ou seja, uma análise parcial destes. 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer o objeto de estudo da Microeconomia, além 
de compreender o que é o comportamento da demanda e da oferta.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir o objeto de estudo da Microeconomia.•
Analisar o comportamento da demanda: a Teoria do Consumidor.•
Identificar o comportamento da oferta: a Teoria da Firma e as estruturas de mercado.•
Desafio
A Microeconomia dedica-se ao estudo dos tipos de estruturas de mercado. Em outras palavras, 
centra-se na maneira como os mercados se estruturam, do ponto de vista econômico.
O desafio desta Unidade de Aprendizagem colocará você dentro dessas estruturas, entre as formas 
como os negócios/firmas operam em seus diferentes mercados competitivos.
A partir disso, observe as imagens a seguir e identifique as diferenças entre os tipos de estruturas 
de mercado, apontando suas principais características. 
Infográfico
Na teoria microeconômica, observa-se que o consumidor se comporta de maneira diferente frente 
às variações de preços e de renda.
Acompanhe, no Infográfico a seguir, como se dá o comportamento da demanda diante dessas 
variações. Confira, também, os tipos de bens que surgem dessa análise. 
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
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https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/b7b606ba-cee8-40c0-b15e-7f71339f1952/c42b84da-fa61-44a9-97ee-db18a0a8d527.jpg
 
Conteúdo do livro
A Microeconomia ocupa-se da forma como as unidades individuais que compõem a economia agem 
e reagem umas sobre as outras. É importante notar que, antes do início do século XX, a Economia 
era uma ciência exclusivamente microeconômica. Nesse sentido, as análises microeconômicas são, 
essencialmente, dedutivas/teóricas, estático-comparativas e positivistas.
Fundamentalmente, a teoria microeconômica se assenta em dois grandes grupos: compradores 
(demandantes) e vendedores (ofertantes). Na demanda, a Microeconomia utiliza a Teoria do 
Consumidor para entender as preferências e os limites da escolha. Já na oferta, a teoria 
microeconômica utiliza tanto a Teoria da Firma para entender a produção, os custos e o lucro das 
unidades produtoras, como a teoria dos mercados para compreender como acontecem as 
diferentes concorrências nos mercados capitalistas.
No capítulo Noções de Microeconomia, da obra Economia Política, que serve como base teórica 
desta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender melhor o objeto de estudo da 
Microeconomia, além de identificar os comportamentos da demanda e da oferta.
Boa leitura.
ECONOMIA
POLÍTICA 
Filipe Prado Macedo da Silva 
Noções de microeconomia
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Definir o objeto de estudo da microeconomia.
 Analisar o comportamento da demanda: a teoria do consumidor.
 Analisar o comportamento da oferta: a teoria da firma e as estruturas 
de mercado.
Introdução
A microeconomia é o ramo da economia que se concentra no compor-
tamento das unidades individuais, como os consumidores, as empresas, 
os proprietários de fatores de produção e os governos. Basicamente, a 
teoria microeconômica tem dois lados analíticos: o da demanda e o da 
oferta. Enquanto o comportamento microeconômico da demanda é 
analisado a partir da teoria do consumidor, o comportamento da oferta 
é estudado a partir da teoria da firma e da teoria dos mercados. Em todos 
os casos, a microeconomia apresenta uma perspectiva microscópica dos 
fenômenos econômicos, ou seja, uma análise parcial deles.
Neste capítulo, você vai conhecer o objeto de estudo da microe-
conomia. Além disso, vai compreender o que é o comportamento da 
demanda e o que é o comportamento da oferta.
Objeto de estudo da microeconomia
A microeconomia é o ramo da economia que estuda o comportamento das 
unidades individuais, como os consumidores, as empresas, os proprietários 
de fatores de produção e os governos. Em outras palavras, a microeconomia 
se ocupa da forma como as unidades individuais que compõem a economia 
— consumidores privados, empresas, trabalhadores, produtores de bens e 
serviços, etc. — agem e reagem umas sobre as outras (SANDRONI, 2005).
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Assim, a microeconomia se preocupa em estudar como e por que os agentes 
econômicos capitalistas agem de determinadas formas. Entre inúmeras per-
guntas, a microeconomia procura respostas para as seguintes questões: o que 
determina o preço dos bens e serviços em uma economia? O que determina o 
quanto de cada mercadoria será produzido? O que determina a maneira pela 
qual uma família gasta a sua renda?
Para Vasconcellos (2009), deve ser observado que a microeconomia 
não tem seu foco na empresa, portanto não deve ser confundida com a 
administração. O foco da microeconomia está no mercado no qual as em-
presas e os consumidores interagem, analisando os fatores econômicos que 
determinam tanto o comportamento da demanda quanto o da oferta. Logo, 
a microeconomia apresenta uma perspectiva “microscópica” dos fenômenos 
econômicos, ou seja, uma análise parcial desses fenômenos.
Enquanto a microeconomia se preocupa mais com uma análise parcial, 
a macroeconomia foca nos grandes agregados econômicos dentro de uma 
análise global. É importante você notar que, antes do início do século XX, 
a economia era uma ciência exclusivamente microeconômica (SANDRONI, 
2005). A divisão da economia em dois grandes ramos — microeconomia 
e macroeconomia — apareceu no início da década de 1930. Apesar de es-
ses dois grandes ramos da economia caminharem por canais distintos, a 
separação é muito frágil. Afinal, os fenômenos econômicos requerem o 
inter-relacionamento das teorias que se inserem em ambos os ramos.
Fundamentalmente, a análise microeconômica pode ser dividida em cinco 
grandes categorias:
1. a teoria da demanda/procura;
2. a teoria da oferta;
3. a análise das estruturas de mercado;
4. a teoria do equilíbrio geral e do bem-estar;
5. as imperfeições de mercado (as externalidades, os bens públicos e as 
informações assimétricas).
Dentro da teoria da demanda/procura aparecem:
a) a teoria do consumidor (que é a demanda individual);
b) a demanda de mercado.
Noções de microeconomia2
C06_Nocoes_microeconomia.indd 2 13/03/2018 15:10:42
Já na teoria da oferta surgem:
a) a oferta individual — com a teoria da produção e a teoria dos custos 
da produção;
b) a oferta de mercado.
E, por fim, na análise das estruturas de mercado há:
a) a análise do mercado de bens e serviços;
b) a análise do mercado de insumos e de fatores de produção (dê

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