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Prévia do material em texto

Economia
Professor Esp. Rodrigo Jr. Gualassi
Diretor Geral 
Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino e Pós-graduação
Daniel de Lima
Diretor Administrativo 
Renato Valença Correia
Coordenador NEAD - Núcleo
de Educação a Distância
Jorge Van Dal
Coordenador do Núcleo de Pesquisa
Victor Biazon
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Projeto Gráfico e Editoração
André Dudatt
Revisão Textual
Beatriz Longen Rohling
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Caroline da Silva Marques
Geovane Vinícius da Broi Maciel
Jéssica Eugênio de Azevedo
Kauê Berto
Web Designer
Thiago Azenha
UNIFATECIE Unidade 1
Rua Getúlio Vargas, 333,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 2
Rua Candido Berthier
Fortes, 2177, Centro
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 3
Rua Pernambuco, 1.169,
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 4
BR-376 , km 102, 
Saída para Nova Londrina
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
www.unifatecie.edu.br/site
As imagens utilizadas neste 
livro foram obtidas a partir
do site ShutterStock
FICHA CATALOGRÁFICA
UNIFATECIE - CENTRO UNIVERSITÁRIO EAD. 
Núcleo de Educação a Distância;
GUALASSI, Rodrigo Junior.
Economia. Rodrigo Junior Gualassi.
Paranavaí - PR.: Fatecie, 2019. 91 p.
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária
Zineide Pereira dos Santos.
Prof. Esp. Rodrigo Jr. Gualassi
 
Possui pós-graduação em Gestão de Pessoas pelo Instituto Paranaense de Ensino 
de Maringá. Curso em andamento de especialização em EAD e Novas Tecnologias Edu-
cacionais pela Unifatecie e membro do Conselho de Pesquisa e Extensão na Unifatecie. 
Graduado em processos gerenciais pela Unifatecie-Faculdade de Tecnologia e Ciências 
do Norte do Paraná. Atualmente é professor de graduação na Faculdade de Tecnologia 
e Ciências do Norte do Paraná - Unifatecie e na Fapan-Faculdade de Paraíso do Norte, 
Paraná. Supervisor de tutoria na EaD Unifatecie. Professor conteudista/formador na EaD 
Unifatecie. Atuou como: Coordenador de pós-graduação na Faculdade de Tecnologia e 
Ciências do Norte do Paraná - Unifatecie; Professor de pós-graduação na Faculdade Alfa 
de Umuarama no estado do Paraná; Professor conteudista/formador na EaD - Unicesumar; 
Professor conteudista/formador na EaD - Uningá; Tutor de graduação na modalidade EaD 
do grupo Uninter; Professor conteudista/formador na VG assessoria - Maringá, Paraná. 
Trabalhou em departamento de recursos humanos em empresas de pequeno porte onde 
desenvolveu atividades envolvendo as áreas de planejamento estratégico, formalização 
de processos e desenvolvimento de equipes e resultados. Ministrou aulas em cursinhos 
preparatórios além de palestras e treinamentos no segmento empresarial. Tem experiência 
na área de Administração, com ênfase em Gestão de Pessoas. Colaborou como professor 
elaborador de itens do BNI-ENADE 2015 e, em 2018 como Revisor de Itens para o curso 
de processos gerenciais.
AUTOR
As empresas desempenham suas atividades de comércio, produção e serviços sob 
um contexto de comportamentos diferenciados dos consumidores, a existência da escassez 
de recursos, a falta ou excesso de demanda e oferta e a presença do estado regulamenta-
do, incentivando e demandando. Desta forma a disciplina de economia torna-se necessária 
ao aluno por proporcionar condições de avaliar essa dinâmica de mercado e confrontar com 
a realidade da atividade empresarial onde atua.
Nesta nossa disciplina de economia contemplaremos na unidade I, os princípios da 
economia de forma que serão abordados os primórdios do pensamento econômico percor-
rendo um caminho de correntes e pensamentos que levam até os tempos atuais.
Já na unidade II serão apresentados conceitos de economia, o problema econômico 
fundamental, os setores básicos da economia e os sistemas econômicos.
Na unidade III conceituaremos e contextualizaremos a microeconomia, compreen-
deremos os tipos de análise microeconômica visando estabelecer a importância da apli-
cação da sua análise. Conceituaremos e contextualizaremos demanda, oferta e equilíbrio 
de mercado com o objetivo de compreender demanda e oferta. Ao final da unidade III 
abordaremos os conceitos de teoria de mercado. Por fim, na unidade IV conceituaremos 
macroeconomia além de promover a compreensão dos objetivos da política macroeconô-
mica. Apresentaremos os instrumentos de política macroeconômica e contextualizaremos 
os agregados macroeconômicos, além de conceituar e tipificar moeda e conceituar e com-
preender a inflação.
Ao estudar este material esperamos capacitar o estudante a avaliar sistematicamen-
te a atuação de todos os agentes econômicos que participam de um sistema econômico. 
Preparar o aluno para lidar com os conceitos e instrumentos básicos da teoria econômica, 
especialmente de Microeconomia, em que o administrador se baseia para tomar decisões 
empresariais, sobrelevando os aspectos das decisões dos agentes econômicos individuais: 
o consumidor e a firma, e como estes se relacionam nos mercados. Compreender a influên-
cia do Estado sobre as empresas. Compreender as políticas e os impactos na demanda por 
meio da ampliação ou redução do crédito; moeda e inflação.
Aproveite seu material. Bons Estudos!
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 6
Antecedentes Históricos da Economia
UNIDADE II ................................................................................................... 23
Introdução a Economia
UNIDADE III .................................................................................................. 42
Microeconomia
UNIDADE IV .................................................................................................. 66
Macroeconomia
6
Plano de Estudo:
• PRECURSORES DA TEORIA ECONÔMICA
• MERCANTILISMO
• FISIOCRACIA
• LIBERALISMO
• TEORIA NEOCLÁSSICA
• TEORIA KEYNESIANA
• O PERÍODO RECENTE
 
Objetivos de Aprendizagem:
• Conceituar e contextualizar a história da economia.
• Compreender os períodos passados.
• Estabelecer a importância da história da economia para compreender o presente.
UNIDADE I
Antecedentes Históricos da Economia
Professor Esp. Rodrigo Jr. Gualassi
7UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
Olá,
Este capítulo foi carinhosamente preparado para que você possa antes mesmo 
de ter contato com os assuntos econômicos mais próximos da nossa realidade, buscar 
compreender o porquê e como chegamos até aqui. Dessa forma passaremos cronologi-
camente por períodos que remetem desde os primórdios da humanidade até os tempos 
atuais. Percorrendo por períodos como por exemplo na antiguidade quando percebidos 
alguns dos primeiros registros dos estudos econômicos a saber. É fato de que economia 
não é uma disciplina simples de se entendida, nem é nosso objetivo que você pense que 
é, por isso este material traz conteúdos de forma sucinta, considerando uma abordagem 
simples e objetiva acerca do que cada época passada gerou de conteúdo que possa hoje, 
ser amplamente estudado e além disso utilizado como base de uma ciência social que faz 
parte da vida de todos nós. Espero que goste.
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
8UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
1 PRECURSORES DA TEORIA ECONÔMICA
Ao iniciar esse capítulo suponho que seja necessário esclarecer uma importante 
indagação: qual a necessidade de estudar sobre teoria da economia? Pensemos bem a 
esse respeito. Talvez você possa estar pensando que não existe necessidade, até mesmo 
porque poderia ser uma tremenda perda de tempo pesquisar algo que ocorreu a tanto tem-
po, certo? Errado. Veja o que nos diz Nogami e Passos (2016, p. 7) acerca desse assunto:” 
como qualquer outra ciência, a Economia preocupa-se com a previsão e a explicação de 
fenômenos. Para tanto, utiliza-se de teorias. Em economia, construir teorias significa extrair 
conhecimentos sobre o funcionamento do sistema econômico”. E essas teorias servemcomo base para as próximas que poderão surgir.
Uma vez que entende-se a importância de tal pesquisa histórica, passamos a partir 
de agora então, aos fatos que merecem destaque ao longo do tempo. 
Nunca é demais frisar que o objetivo do estudo da Ciência Econômica é analisar 
os problemas econômicos e formular soluções para resolvê-los, de forma a melhorar nossa 
qualidade de vida (VASCONCELLOS E GARCIA, 2008).
Alguns importantes períodos históricos podem ser associados a fatores econômi-
cos, como exemplo disso, pode-se citar os ciclos do ouro e da cana-de-açúcar no Brasil, 
e a Revolução Industrial, a quebra da Bolsa de Nova York em 1929 e a crise do petróleo, 
que alteraram profundamente a história mundial. As próprias guerras e revoluções são 
permeadas por motivações que podem ter origens e interesses econômicos.
E para ajudar na compreensão da economia como a conhecemos hoje, o(a) convido 
9UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
para olhar para o passado.
 1.1. Antiguidade
Para iniciar nossos estudos sobre economia, se faz importante destacar que por 
um bom tempo, ela constituiu-se como um conjunto de preceitos ou de soluções adequadas 
a problemas particulares.
Como bem mencionado por Pinho et al (2017, p. 67) “na antiguidade grega, por 
exemplo, apareceram apenas algumas ideias econômicas fragmentárias em estudos filo-
sóficos e políticos, mas sem o brilho dos trabalhos nos campos da filosofia, ética, política, 
mecânica ou geometria”. Sendo possível identificar tais correlações por exemplo conforme 
observados em Aristóteles, Platão e Xenofonte:
“Aristóteles (384-322 a.C.), em seus estudos sobre aspectos de administração 
privada e sobre finanças públicas. Também encontramos algumas considerações de ordem 
econômica nos escritos de Platão (427-347 a.C.) e de Xenofonte (440-335 a.C.), sendo que 
este último aparentemente cunhou o ter- mo economia (oikonomia), no sentido de gestão 
de bens privados” (VASCONCELLOS E GARCIA, 2008, p. 22).
Contudo, para Silva e Azevedo (2017, p. 17) “na antiguidade os estudos não apre-
sentavam um padrão homogêneo ou sistemático das relações econômicas, não havendo 
contribuições consistentes para o surgimento da Teoria Econômica”. Por isso, nessa época 
tal atividade econômica associada ao homem era vista como parte da filosofia social, moral 
e ética, a qual deveria se orientar seguindo princípios gerais da ética, justiça e igualdade.
Rossetti (2016, p. 16) também destaca que “filósofos da Grécia Antiga, como Pla-
tão e Aristóteles, e os escolásticos da Idade Média tenham explorado temas de conteúdo 
econômico”.
10UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
2 MERCANTILISMO
O Mercantilismo (1450-1750) segundo Pinho et al (2017, p. 68) “imprimiu ao pen-
samento econômico um cunho de arte empírica, de preceitos de administração pública que 
os governantes de- veriam usar para aumentar a riqueza da nação e do príncipe”.
Importantes transformações marcaram o início do Mercantilismo, destacando-se as 
seguintes:
 
· intelectuais — com o Renascimento e sua magnífica floração artística 
(Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Rafael, Ticiano e outros) e literária, 
a laicização do pensa- mento, o retorno aos métodos de observação e de 
experiência, a difusão de novas ideias por meio da imprensa (Gutemberg 
imprimiu a primeira Bíblia em 1450) etc.;
· religiosas — trazidas principalmente pelo movimento da Reforma, em 
especial a implantada por Calvino e pelos puritanos anglo-saxões, que 
exaltavam o indi- vidualismo e a atividade econômica, condenavam a 
ociosidade, justificavam os empréstimos a juros, a busca do lucro, o sucesso 
nos negócios etc.;
· padrão de vida — marcadas pela reabilitação teológica da vida material 
em relação ao ascetismo e, consequentemente, pelo desejo de bem-estar, 
de alimentação re- quintada (com o uso de especiarias, do açúcar etc.), 
de habitações confortáveis e arejadas (que implicavam a necessidade de 
decoração dos interiores, com móveis trabalhados, quadros, tapeçarias, 
louças finas etc.), de viagens inter-regionais (que contribuíram para a 
propagação das novas maneiras de viver e de pensar) etc.;
· políticas — com o aparecimento do Estado Moderno, coordenador dos 
recursos materiais e humanos da nação, aglutinador das forças da nobreza, 
do clero, dos senhores feudais, da burguesia nascente etc.;
· transformações geográficas — decorrentes da ampliação dos “limites do 
mundo”, graças às grandes descobertas (sobretudo a bússola) e aos esforços 
para desen- volver a navegação (em especial dos soberanos portugueses, 
como o infante D. Henrique, o Navegador): Bartolomeu Dias dobrou o cabo 
das Tormentas (1487), Colombo desembarcou em Guanahani (1492), Vasco 
da Gama atingiu as Índias (1498), Cabral descobriu o Brasil (1500), Magalhães 
empreendeu, pela primeira vez, uma viagem de circum-navegação, concluída 
por seu lugar-tenente Sebastião del Cano (1514), Cortez conquistou o México 
(1519-1521), Pizarro dominou a terra dos Incas (1531) etc.;
· transformações econômicas — o afluxo à Europa de metais preciosos, 
provenientes do Novo Mundo, provocou o deslocamento do eixo econômico 
mundial: os grandes centros comerciais marítimos não mais se limitaram 
ao Mediterrâneo, estendendo- se também ao Atlântico e ao Mar do Norte 
(Londres, Amsterdã, Bordéus, Lisboa etc.). O aparecimento de interessantes 
ideias sobre a moeda possibilitou a elaboração da concepção metalista, base 
do Mercantilismo: o ouro e a prata passaram a ser considerados os mais 
perfeitos instrumentos de aquisição de riqueza (PINHO, 2017, p.19)
Vasconcellos e Garcia (2008) contribuem para a formação do nosso entendimento 
ressaltando que o surgimento da primeira escola econômica denominada mercantilismo 
pôde ser percebida a partir do século XVI, mesmo não apresentando um conjunto técnico 
homogêneo possuía algumas características importantes, como:
11UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
• Apresentava algumas preocupações explícitas sobre acumulação de riquezas 
de uma nação;
• Continha alguns princípios de como fomentar o comércio exterior e entesourar 
riquezas;
• Aparecem relatos mais elaborados da moeda em detrimento da grande impor-
tância proveniente do acúmulo de metais.
• E foi a partir disso que a política mercantilista estimulou guerras, aqueceu o 
nacionalismo mantendo a forte presença do Estado no que tange os assuntos 
econômicos.
 
12UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
3 FISIOCRACIA – “REGRAS DA NATUREZA”
Surge como reação ao mercantilismo. Escola de pensamento francesa que elabo-
rou trabalhos importantes. Sustentavam que a terra era a única fonte de riqueza e que havia 
um ordem natural que fazia com que o universo fosse regido por leis naturais, absolutas, 
imutáveis e universais, desejadas pela Proveniência Divina para a felicidade dos homens.
Fisiocracia quer dizer “regras da natureza” e o trabalho de maior destaque obteve respalda-
do em François Quesnay. Tableau Économique, sua obra de maior relevância.
Quesnay, foi o Primeiro a dividir a economia em setores, mostrando a relação entre 
eles. Está na origem do sistema de circulação monetária input-output criado no século XX 
(anos 1940) pelo economista russo, naturalizado norte-americano, Wassily Leontief , da 
Universidade de Harvard.
Para os fisiocratas, a riqueza consistia em bens produzidos com a ajuda da natu-
reza em atividades econômicas como a lavoura, a pesca e a mineração. A agricultura era 
encorajada, pois só a terra tinha capacidade de multiplicar riqueza. Existia a exigência que 
as pessoas empenhadas no comércio e nas finanças fosse reduzidas ao menor número 
possível (VASCONCELLOS E GARCIA, 2008).
A Fisiocracia impôs-se principalmente como doutrina da ordem natural: o uni-
verso é regido por leis naturais, absolutas, imutáveis e universais, deseja-
das pela Providência Divina para a felicidade dos homens. Estes, por meio 
da razão, poderão descobriressa ordem[...]Alguns autores consideram as 
teorias de Quesnay sobre o Estado e a sociedade meras reformulações da 
doutrina escolástica que satisfaziam aos nobres e à sociedade. Uns poucos 
chegam a destacar certa tendência teológica no pensamento de Quesnay, 
mas a maioria está de acordo em reconhecer a natureza puramente analítica 
ou científica de sua obra econômica (PINHO 2017, p. 71).
Silva e Azevedo (2017, p. 18) destacam que “acreditava--se em uma ordem natural 
que fazia com que o universo fosse regido por leis naturais, absolutas, imutáveis e univer-
sais, desejadas pela providência divina para a felicidade dos homens”. Desse modo os 
fisiocratas, consideravam que toda a vida permanece na dependência da produtividade do 
solo bruto e a capacidade natural de renovação do meio ambiente.
 
13UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
4 LIBERALISMO
4.1. Adam Smith (1723-1790)
Teve como um dos seus maiores pensadores na figura de Adam Smith (1723-
1790). Considerado precursor da moderna teoria econômica, ou ainda, Smith é comumente 
conhecido como “pai” da economia.
A Riqueza das Nações (1976), sua obra, trata de questões econômicas que vão 
desde as leis do mercado e aspectos monetários até a distribuição do rendimento da terra, 
concluindo com um conjunto de recomendações políticas. “No qual defendia o liberalismo, 
ou seja, a livre concorrência e a desnecessidade do governo nas questões econômicas, o 
que ficou conhecido por laissez-faire, ou “deixar-fazer”, em francês” (SILVA E AZEVEDO, 
2017, p. 18).
Em sua visão harmônica do mundo real, Smith entendia que a atuação da livre 
concorrência, sem qualquer interferência, levaria a sociedade ao crescimento econômico, 
como que guiada por uma mão invisível. Com Argumentos baseados na livre iniciativa, no 
laissez –faire considerava-se que a causa da riqueza das nações é o trabalho humano ou 
teoria do valor-trabalho. Divisão do trabalho, especialização em tarefas especificas (áreas) 
e daí como consequência Fator decisivo para aumento da produção (VASCONCELLOS E 
GARCIA, 2008).
Para Smith A Produtividade decorre da divisão de trabalho que por sua vez decorre 
da tendência inata da troca, que, finalmente é estimulada pela ampliação dos mercados. O 
papel do Estado na economia deveria corresponder apenas à proteção da sociedade contra 
eventuais ataques e à criação e à manutenção de obras e instituições necessárias, mas 
não à intervenção nas leis de mercado e, consequentemente, na prática econômica.
 
Embora a maioria dos autores tenha feito de Smith (1723-1790) o apologista 
da nascente classe industrial capitalista, a verdade é que ele se mostrava 
favorável aos operários e aos trabalhadores agrícolas, opondo-se aos privilé-
gios e à proteção estatal que apoiavam o “sistema mercantil” (PINHO, 2017, 
p. 72).
 
4.2. David Ricardo (1772-1823)
Os temas presentes nas suas obras incluem a teoria do valor-trabalho na qual traça 
uma relação entre o trabalho e o seu respectivo valor monetário; a teoria da distribuição, 
que relaciona os lucro e os salários; o comércio internacional e temas monetários (VAS-
CONCELLOS E GARCIA, 2008).
14UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
4.3. John Stuart Mill (1806-1873)
Morreu em 1873. Deixou-nos uma obra vasta que, ainda hoje, constitui excelente 
motivo de reflexão e cujo estudo é incontornável. Dela se destacam: Sistema de Lógica De-
dutiva e Indutiva (1837), Princípios de Economia Política (1844), Sobre a Liberdade (1859), 
Considerações Sobre o Governo Representativo (1861), Utilitarismo (1863), Sujeição das 
Mulheres (1869) e Autobiografia (1873) (VASCONCELLOS E GARCIA, 2008).
 
4.4. Jean-Baptiste Say (1768-1832)
Tal como Smith, considera o “mercado” essencial. Segundo Say a produção reali-
za-se através de 3 elementos: 1. o trabalho; 2. o capital;e, 3 agentes naturais (por agentes 
naturais entenda-se a terra, etc). Deu atenção especial ao empresário e ao lucro. Subor-
dinou o problema do equilíbrio das trocas diretamente à produção, tornando-se conhecida 
sua concepção de que oferta cria a procura equivalente (VASCONCELLOS E GARCIA, 
2008).
4.5. Thomas Malthus (1766-1834)
Economista inglês que elaborou uma teoria que afirmava que a população iria 
crescer tanto que seria impossível produzir alimentos suficientes para alimentar o grande 
número de pessoas no planeta. Dentre suas obras a principal foi o Princípio da População. 
Para Malthus a produção de alimentos crescia de forma aritmética, enquanto o crescimento 
populacional crescia de forma alarmante.
 
REFLITA
Até aqui, me dei conta que a economia:
 = Surgiu no período da antiguidade com os primeiros pensamentos econômico 
(Aristóteles, Platão e Xenofonte);
 = Mercantilismo, sendo o controle do estado sua principal característica, foco na 
riqueza interna (ouro e prata). Menos importações e mais exportações ;
 = Fisiocracia, (Quesnay): Para os fisiocratas, toda a vida permanece dependente da 
produtividade do solo bruto e a capacidade do meio ambiente natural se renovar;
 = Liberalismo, a livre concorrência e a desnecessidade do governo nas questões 
econômicas, o que ficou conhecido por laissez-faire, ou “deixar-fazer”, em francês.
15UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
4.6. Karl Marx (1818-1883)
Para Pinho (2017, p.75) Marx “opôs-se aos processos analíticos dos clássicos e 
às suas conclusões, com base no que Lenin considerou a melhor criação da humanidade 
no século XIX”. Aqui podendo ser citado a filosofia alemã, a economia política inglesa e o 
socialismo francês”.
Vasconcellos e Garcia (2008, p. 29) salientam que a escola marxista “critica a 
abordagem pragmática da ciência econômica e propõe-se um enfoque analítico, em que a 
Economia interage com os fatos históricos e sociais”. Afirma que analisar questões econô-
micas deixando de lado a observação de fatores históricos e sociais pode gerar uma visão 
distorcida da realidade. Em seu trabalho de maior relevância, a obra intitulada de O capital, 
Marx enfatiza a teoria do valor do trabalho analisando aspectos da economia com sua teo-
ria referenciada. Para ele, o capital detém-se com a burguesia, classe social desenvolvida 
após o desaparecimento do sistema Feudal. Essa classe tem a apropriação dos meios de 
produção, cabendo a outra parte, classe social, intitulada de proletariado vender sua força 
de trabalho já que não possuem condições para produzirem aquilo que seria necessário 
para sua sobrevivência.
16UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
5 TEORIA NEOCLÁSSICA
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2008) essa corrente de pensamento teve 
início na década de 1870 e desenvolveu-se até as primeiras décadas do século XX.A crença 
na economia de mercado e em sua capacidade autorreguladora fez com que os teóricos 
econômicos não se preocupassem tanto com a política e o planejamento macroeconômi-
cos. Foco nos aspectos microeconômicos.
O trabalho de maior destaque teve respaldo em Alfred Marshall e sua obra Princí-
pios de economia (1890) - Teoria marginalista.
“Esses estudos privilegiavam aspectos microeconômicos, pois defendiam o 
Estado mínimo, devido à crença de autorregulação dos mercados, deixando 
de lado questões macroeconômicas ou políticas. Deste modo, as contribui-
ções da era neoclássica se deram pelos estudos de redução de custos, da 
utilidade marginal (capacidade de satisfazer as necessidades humanas), a 
lei da oferta e da demanda, a formação de preços, entre outros” (SILVA E 
AZEVEDO,2017 p.19).
Outros teóricos importantes do período:
 ♦ William Jevons: com a Teoria da Utilidade Marginal;
 ♦ Léon Walras: com sua Teoria Geral do Equilíbrio (dos preços);
 ♦ Eugen Böhm-Bawerk: contribuições, especialmente à teoria do capital e do juro;
 ♦ Arthur Pigou: identificou situações em que a presença de “influências externas” 
na produção justificam a intervenção do Estado, para a provisão de bens ou de 
serviços.
17UNIDADEI Antecedentes Históricos da Economia
6 TEORIA KEYNESIANA
Teve como maior precursor John Maynard Keynes (1883-1946) que utilizando de 
suas obras rompeu a tradição neoclássica, pois apresentaram um programa de ação do 
governo para a promover o pleno emprego (PINHO, 2017).
Sua obra, Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda(1936) causou um im-
pacto revolucionário que tornou-se conhecido como a Revolução Keynesiana.
Para Keynes de acordo com Fernandes (2016, P. 20), “um dos fatores responsáveis 
pelo volume de emprego é o nível de produção nacional de uma economia, determinado 
pela demanda agregada ou efetiva de bens e serviços”.
Mostrou que a combinação das políticas econômicas da época não funcionava ade-
quadamente dentro do novo contexto econômico. Um dos principais fatores responsáveis 
pelo volume de emprego é o nível de produção nacional de uma economia determinada 
por sua vez, pela demanda agregada ou efetiva. Invertendo a lei de Say onde a oferta cria 
sua própria procura. Para Keynes, numa economia em recessão, não existem forças de 
auto ajustamento, por isso se torna necessário a intervenção do Estado por meio de uma 
política de gastos públicos.
Keynes utilizando de seus argumentos obteve uma forte influência na economia 
dos países capitalistas.
Nesse período, houve desenvolvimento expressivo da teoria econômica. Por 
um lado, incorporaram-se os modelos por meio do instrumental estatístico e 
ma- temático, que ajudou a formalizar ainda mais a ciência econômica. Por 
outro, alguns economistas trabalharam na esteira de pesquisa aberta pela 
obra de Keynes. Debates teóricos sobre aspectos de seu trabalho duram 
até hoje, desta- cando-se três grupos: os monetaristas, os fiscalistas e os 
pós-keynesianos. Apesar de nenhum deles ter um pensamento homogêneo 
e todos terem pequenas diver- gências internas, é possível fazer algumas 
generalizações (VASCONCELLOS E GARCIA, 2008, p. 28).
Esse posicionamento teórico significa o fim da crença no laissez-faire como regula-
dor dos fluxos real e monetário da economia, e é chamado de princípio da demanda efetiva.
18UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
7 O PERÍODO RECENTE
Silva e Azevedo (2016) destaca que novas abordagens e teorias econômicas fo-
ram criadas após o período Keynesiano. Essas por sua vez foram inspiradas nas diversas 
abordagens e teorias citadas anteriormente neste material. Hoje em dia é amplamente 
possível observar questões eu foram tratadas nos tópicos anteriores e que são levantadas, 
um exemplo disso é nível de intervenção do Estado nas economias, sem que se chegue a 
alguma conclusão concreta.
A economia vem apresentando algumas transformações, principalmente a partir 
dos anos 1970.
1. Existe uma consciência maior das limitações e possibilidades da teoria;
2. Avanço no conteúdo empírico da economia;
3. Consolidação das contribuições dos períodos anteriores.
Atualmente, a análise econômica engloba quase todos os aspectos da vida hu-
mana, sendo considerável o impacto desses estudos na melhoria do padrão de vida e do 
bem-estar da sociedade. O controle e o planejamento macroeconômico permitem antecipar 
muitos problemas e evitar algumas flutuações desnecessárias na economia (VASCONCE-
LLOS E GARCIA, 2008).
Na figura a seguir é possível visualizar de forma simplificada as principais correntes 
do pensamento econômico ao longo da história.
19UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
Figura 1. Síntese: principais correntes do pensamento econômico.
Fonte: Rossetti (2016, p.36)
20UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
SAIBA MAIS
Este prêmio, oficialmente denominado “Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Eco-
nômicas em memória de Alfred Nobel”, é o único que não estava previsto no testamento 
do inventor sueco da dinamite. 
O Nobel de Economia é oficialmente chamado de Prêmio Sveriges Riksbank em Ciên-
cias Econômicas e foi estabelecido pelo banco central sueco nos anos 1960 em home-
nagem a Nobel. A premiação não fazia parte dos prêmios originais, criados no testamen-
to de Alfred Nobel, em 1895.
Veja Abaixo lista com os vencedores do Nobel de Economia do ano:
2018: William Nordhaus e Paul Romer (Estados Unidos), por integrar a mudança climá-
tica e a inovação tecnológica no crescimento econômico.
2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos 
mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.
2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por 
suas contribuições à teoria dos contratos.
2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre “o consumo, 
a pobreza e o bem-estar”.
2014: Jean Tirole (França), por sua “análise do poder do mercado e de sua regulação”.
2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus 
trabalhos sobre os mercados financeiros.
2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor 
maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doa-
ções de órgãos e na educação.
2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permi-
tem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam 
os indicadores macroeconômicos.
2010: Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chi-
pre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a 
demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.
2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos sepa-
rados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais 
eficazes que o mercado.
Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/08/interna_internacio-
nal,995498/os-10-ultimos-vencedores-do-premio-nobel-de-economia.shtml
https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/08/interna_internacional,995498/os-10-ultimos-vencedores-do-premio-nobel-de-economia.shtml
https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/08/interna_internacional,995498/os-10-ultimos-vencedores-do-premio-nobel-de-economia.shtml
https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/08/interna_internacional,995498/os-10-ultimos-vencedores-do-premio-nobel-de-economia.shtml
21UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
Chegamos ao final deste capítulo. Nele acompanhamos a contribuição que cada 
período da história proporcionou para o entendimento atual da ciência econômica. Este 
capítulo foi especialmente preparado pensando na importância de fundamentar nossos 
estudos antes mesmo de abordar temas muito mais próximos da nossa realidade. Temas 
muito mais específicos dentro do contexto econômico. 
Como a economia faz parte da rotina dos indivíduos, é muito comum em muitos 
casos, até mesmo, motivados por questões políticas, que opiniões e vereditos sejam lança-
dos ao vento desde salas de reuniões até as mesas dos bares, isso acontece mesmo sem 
nenhum entendimento dos motivos pelos quais o objeto da discussão ocorre da forma que 
ocorre. Nas discussões econômicas, muitas vezes a emoção fala mais alto que a razão. 
Agora que você já sabe onde (provavelmente) e como tudo começou, poderá 
desfrutar dos próximos capítulos desse desafiante conteúdo. É importante lembrar que 
ler este material é sinal da sua busca por compreender os porquês e como chegamos até 
aqui. Por isso que passamos sucinta e cronologicamente por períodos que remetem desde 
a antiguidade até bem próximo dos tempos atuais, para que além de se situar você possa 
compreender de onde esses estudos originaram e como foram respaldados. Percorremos 
por períodos como por exemplo na civilização antiga de Platão, quando percebidos alguns 
dos primeiros registros dos estudos econômicos a saber, passamos pelo mercantilismo, 
expomos as principais teorias como a de Keynes, por exemplo. 
E como mencionado no iníciodesta unidade, é um fato de que economia realmente 
não é uma disciplina simples de se entendida, contudo acreditamos sinceramente que este 
material é uma grande porta de entrada para despertar seu interesse pelo tema que poderá 
obviamente ser muito mais enriquecido em estudos futuros.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
22UNIDADE I Antecedentes Históricos da Economia
MATERIAL COMPLEMENTAR
 
LIVRO
Título: Uma breve história da economia
Autor: Niall Kishtainy
Editora: LPM editores
Sinopse: “Economia, finalmente acessível “Este livro é um tesouro 
para qualquer pessoa interessada em história, grandes ideias ou 
no papel que o pensamento econômico desempenhou em ambas 
por mais de dois mil anos”. - Charles Wheelan, autor de Economia 
nua e crua Todos os dias somos bombardeados com notícias sobre 
PIB, juros, investimentos, crédito, livre mercado, intervencionismo, 
capitalismo etc. Esses e outros conceitos permeiam boa parte da 
vida de todos nós, mas poucas são as pessoas que entendem 
o que está por trás deles e mesmo como funciona a economia. 
Neste livro fascinante, muito longe de ser acadêmico e também 
isento de termos técnicos, o economista e professor Niall Kishtainy 
apresenta em capítulos curtos ordenados cronologicamente como 
se deu o desenvolvimento da economia humana, da época das ca-
vernas aos dias de hoje; e, paralelamente, desvenda o panorama 
das grandes ideias e reflexões que foram surgindo sobre a própria 
economia. Partindo de Platão na Grécia antiga, ele apresenta 
nomes-chave que incluem Adam Smith, David Ricardo, Alfred 
Marshall, Karl Marx, John Maynard Keynes, Milton Friedman, 
John Nash e muitos outros pen sadores. São abordados episódios 
cruciais da história, como a invenção do dinheiro, a descoberta do 
Novo Mundo, a ascensão do capitalismo, as crises de 1929 e de 
2008, bem como seus ensinamentos e legados. Esta magnífica 
obra ilumina as ideias, as forças e os dilemas econômicos que dão 
forma ao nosso universo, justamente num momento em que tais 
questões parecem prementes como nunca. Uma leitura que irá 
deliciar a todos que buscam entender os caminhos possíveis para 
se chegar num mundo em que mais pessoas possam viver bem.”
 
FILME
Título: Adeus, Lênin!
Ano: 2003
Sinopse: Tendo como pano de fundo a queda do muro de Berlim, 
no ano de 1989 até o período da queda da União Soviética, em 
1991, o filme, que combina humor e drama, narra todas as mu-
danças pelas quais a Alemanha passou, ao longo desse momento 
histórico muito particular, bem como a transição, da Alemanha 
Oriental, rumo ao Capitalismo.
23
Plano de Estudo:
• CONCEITOS DE ECONOMIA
• PROBLEMA ECONÔMICO FUNDAMENTAL
• SETORES BÁSICOS DA ECONOMIA
• SISTEMAS ECONÔMICOS
 
Objetivos de Aprendizagem:
• Conceituar e contextualizar a economia
• Compreender o problema econômico fundamental
• Estabelecer a importância do entendimento dos setores básicos da economia
• Diferenciar os sistemas econômicos
UNIDADE II
Introdução a Economia
Professor Esp. Rodrigo Jr. Gualassi
24UNIDADE II Introdução a Economia
Olá caro(a) aluno(a),
Na unidade anterior vimos os primórdios dos estudos econômicos. Passamos 
desde a antiguidade até o período atual, a importância desse estudo justifica-se a partir de 
agora, pois nesta unidade você verá sobre os conceitos de economia, o que é e qual sua 
importância. Outro fator importante que será exposto a seguir é relacionado ao problema 
econômico fundamental. Você sabe o que é escassez? Sabe quais são seus reflexos na 
sociedade? Se eu dissesse a você que provavelmente para estar estudando neste curso 
agora, antes você teve que fazer uma escolha, por exemplo, entre estudar ou comprar um 
carro, ou ainda sua decisão pôde ter sido entre financiar uma casa ou entrar na faculdade. 
Eu estaria errado? Se não, saiba que isso tem muito a ver com a economia, e suas contri-
buições com ciência das escolhas.
Você verá também as contribuições dos setores básicos da economia além de 
poder a partir deste material distinguir os sistemas econômicos atuais.
 
Bons estudos!
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO
25UNIDADE II Introdução a Economia
 
1 CONCEITOS DE ECONOMIA
Etimologicamente, a palavra ECONOMIA, vem do Grego: OIKOS = casa NOMOS 
= norma, Lei. Assim: “OIKOSNOMOS”
●	 “Administração da casa”
●	 “Aquele que administra o lar”
●	 “Administração da coisa pública”
Economia é a ciência social que estuda a produção, a circulação e o consumo de 
bens e serviços que são utilizados para satisfazer as necessidades humanas. (VICECONTI 
E NEVES, 2013)
Para Nogami e Passos (2016) a economia é considerada como “uma ciência social 
justamente porque tais ciências estudam a forma como a sociedade se organiza e funciona. 
A partir de um determinado ponto de vista de que outras ciências sociais tais como o direito, 
a sociologia, a antropologia e a psicologia também estudam o funcionamento da sociedade, 
a economia por estudar comportamento humano interagindo com as organizações na 
sociedade também o pode ser reconhecida como ciência social.
26UNIDADE II Introdução a Economia
Assim, de acordo com Vasconcellos (2015) “trata-se de uma ciência social, já 
que objetiva atender às necessidades humanas. Contudo, depende de restrições físicas, 
provocadas pela escassez de recursos produtivos ou fatores de produção”.
Esses fatores de produção são:
● mão de obra;
● capital;
● terra;
● matérias-primas.
De acordo com Rossetti (2016, p. 19) “a economia é um estudo da humanidade nas 
atividades correntes da vida; examina a ação individual e social em seus aspectos mais 
estreitamente ligados à obtenção e ao uso das condições materiais do bem-estar”.
1.1 Linhas básicas da teoria econômica
Nosso material tem como foco de estudo a análise das duas grandes áreas da 
Teoria Econômica:
1. MICROECONOMIA: é o ramo da Teoria Econômica que estuda o comporta-
mento econômico das unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, 
pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos. As unidades individualizáveis 
da economia, como o consumidor e a empresa, consideradas isoladamente ou em agrupa-
mentos definidos por critérios classificatórios (ROSSETTI, 2016, p. 40).
27UNIDADE II Introdução a Economia
Figura 1. Compartimentos” usuais da economia: conexões entre principais segmentos
Fonte: Rossetti (2016)
2. MACROECONOMIA: é o ramo da Teoria Econômica que estuda o funcio-
namento da economia como um todo, procurando identificar e medir as variáveis que 
determinam o volume da produção total, o nível de emprego e o nível geral de preços do 
sistema econômico, bem como a inserção do mesmo na economia mundial. (VICECONTI 
E NEVES, 2013).
O principal objetivo da teoria econômica é analisar como são determinados os 
preços e as quantidades dos bens produzidos e dos fatores de produção existentes na 
economia (PINHO, 2017 p. 301).
28UNIDADE II Introdução a Economia
2 PROBLEMA ECONÔMICO FUNDAMENTAL
 
Pinho et al (2017) ressalta que se todos tivessem uma renda maior, seria fácil 
imaginar que nem todos iriam gastar as mesmas proporções em consumo. Desse modo a 
caracteriza então como uma ciência não exata, em que se podem programar os resultados 
sem erros.
As necessidades humanas são infinitas ou ilimitadas. Os Fatores de produção 
(trabalho, capital e recursos naturais) são finitos ou limitados. É por esses motivos que 
a economia é conhecida também como a ciência da escassez ou das escolhas. Nunca é 
demais reafirmar que de forma sucinta a economia é a ciência da escassez.
Para Silva e Azevedo (2017, p. 39) “a escassez é derivada do termo latino excarpus, 
que significa algo em pouca quantidade, que possui carência, falta ou insuficiência”.
REFLITA
Suponha “se uma quantidade infinita de cada bem pudesse ser produzida, se os desejos 
humanos pudessem ser completamente satisfeitos, não importaria que uma quantidade 
excessiva de certo bem fosse, de fato, produzida”
Fonte: Pinho et al (2017, p. 10).
Apósentender o significado e a importância da economia, cabe explicitar o objeto 
de análise da economia, ou seja, a variável “culpada” por todos os problemas econômicos: 
escassez.
Se os recursos não fossem escassos, não haveria ciências econômica. Mas o que 
é escassez? Qual o sentido da escassez na economia? Escassez é situação em que 
os recursos são limitados e podem ser utilizados de diferentes maneiras, de tal modo que 
devemos sacrificar uma coisa por outra. A escassez está relacionada ao tempo, dinheiro, 
espaço, matéria prima, empregos, etc. Ou seja, recursos limitados e necessidades ilimita-
das!
A partir do problema da escassez, qualquer economia procura responder as se-
guintes perguntas:
- O que e quanto produzir?
- Como produzir?
- Para quem produzir?
29UNIDADE II Introdução a Economia
Veja o quadro a seguir:
Quadro 1. questões fundamentais sobre escassez.
 
 
O QUE E QUANTO PRODUZIR:
A sociedade deve decidir se produz 
mais bens de consumo ou bens de ca-
pital, ou, como num exemplo clássico: 
quer produzir mais canhões ou mais 
manteiga? em que quantidade? os re-
cursos devem ser dirigidos para a pro-
dução de mais bens de consumo, ou 
bens de capital?
 
 
COMO PRODUZIR:
Trata-se de uma questão de eficiência 
produtiva: serão utilizados métodos de 
produção capital-intensivos? ou mão 
de obra-intensivos? ou terra-intensi-
vos? Essa decisão depende da dispo-
nibilidade de recursos de cada país.
 
 
PARA QUEM PRODUZIR:
A sociedade deve decidir quais os se-
tores que serão beneficiados na dis-
tribuição do produto: trabalhadores, 
capitalistas ou proprietários da terra? 
agricultura ou indústria? mercado in-
terno ou mercado externo? Região Sul 
ou Norte? Ou seja, trata-se de decidir 
como será distribuída a renda gerada 
pela atividade econômica.
Fonte: Vasconcellos, (2015).
2.1. Lei da Demanda e da Oferta
Lei da Demanda: é a visão do consumidor, expressa a relação inversa existente 
entre a quantidade de um bem e seu preço. Quanto mais escasso for um bem, maior será 
o seu preço e a abundância ocorrerá o inverso.
 Portanto: DEMANDA maior que a OFERTA = a tendência é o preço subir
DEMANDA menor que a OFERTA = a tendência é o preço baixar
30UNIDADE II Introdução a Economia
Por outro lado, a partir da visão do empresário/produtor a Lei da Oferta: estabelece 
uma relação direta entre os preços dos bens e a quantidade ofertada. Assim, quanto maior 
o preço, maior é a quantidade ofertada.
2.2. Agentes econômicos
São aqueles que agem sobre a economia. São pessoas de natureza física ou jurídi-
ca que, por meio de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico. 
Segundo Nogami e Passos (2016) são eles:
• as Famílias (ou unidades familiares);
• as Empresas (ou unidades produtivas);e, 
• o Governo.
Acompanhe o quadro a seguir:
31UNIDADE II Introdução a Economia
Quadro 2. Agentes econômicos
 Famílias 
incluem todos os indivíduos e unidades 
familiares da economia e que, no papel 
de consumidores, adquirem os mais di-
versos tipos de bens e serviços, objeti-
vando o atendimento de suas necessi-
dades de consumo. Por outro lado, as 
famílias, na qualidade de “proprietárias” 
dos recursos produtivos, fornecem às 
empresas os diver- sos fatores de pro-
dução: Trabalho, Terra, Capital e Capa-
cidade Empresarial.
são unidades encarregadas de produzir 
e/ou comercializar bens e serviços. A 
produção é realizada por meio da com-
binação dos fatores produtivos adquiri-
dos juntos às famílias. Tanto na aquisi-
ção de recursos produtivos quanto na 
venda de seus produtos, as decisões 
das empresas são guiadas pelo objeti-
vo de se conseguir o máximo lucro.
Empresas
 Governo
por sua vez, inclui todas as organiza-
ções que, direta ou indiretamente, estão 
sob o controle do Estado, nas suas es-
feras federais, estaduais e municipais. 
Muitas vezes o governo intervém no 
sistema econômico atuando como em-
presário e produ- zindo bens e serviços 
através de suas empresas estatais; em 
outras, age como compra- dor – quan-
do, além de contratar serviços, adquire 
materiais, equipamentos etc. –, tendo 
em vista a realização de suas tarefas; 
outras vezes, ainda, o governo intervém 
no siste- ma econômico por meio de re-
gulamentos e controles com a finalida-
de de disciplinar a conduta dos demais 
agentes econômicos.
Fonte: Nogami e Passos (2016, p.16)
32UNIDADE II Introdução a Economia
3 SETORES BÁSICOS DA ECONOMIA
As atividades produtivas são divididas em três setores, são eles:
1. Setor primário: são atividades agrícolas, pecuárias e extrativas, sejam elas 
minerais animais ou vegetais.
2. Setor secundário: são atividades industriais, onde as matérias primas são trans-
formadas em produtos acabados, prontos para o consumidor final.
3. Setor terciário: este setor se diferencia dos outros pelo fato de seu produto não 
ser tangível, concreto, embora seja de grande importância no sistema econô-
mico. É composto pelas unidades produtoras que prestam serviços, como as 
instituições financeiras, escolas, hospitais, transportes, comércio etc.
Veja o detalhamento no quadro 3.
Quadro 3. atividades produtivas
ATIVIDADES PRIMÁRIAS DE PRODUÇÃO
Lavouras Culturas permanentes. Culturas temporárias extensivas. Hor-
ticultura. Floricultura.
Produção animal Criação e abate de gado e aves. Pesca. Caça. Derivados da 
produção animal.
Extração vegetal Produção florestal: silvicultura e reflorestamento para usos 
múltiplos. Extração de recursos florestais nativos.
ATIVIDADES SECUNDÁRIAS DE PRODUÇÃO
Indústria extrativa mineral Extração de minerais metálicos e não metálicos.
 
 
 
Indústria de transformação
Transformação de minerais não metálicos. Siderurgia e meta-
lurgia. Material eletroeletrônico e de comunicações. Material 
de transporte. Beneficiamento de madeira e mobiliário. Celu-
lose, papel e papelão. Química. Produtos farmacêuticos e ve-
terinários. Borracha. Produtos de matéria plástica. Produtos 
de higiene e limpeza. Têxtil, vestuário, calçados e artefatos 
de couro. Produtos alimentares. Bebidas. Fumo. Editorial e 
gráfica.
Indústria da construção Obras públicas. Construções e edificações para fins residen-
ciais e não residenciais.
 
Atividades semi-industriais
Produção, transmissão e distribuição de energia elétrica. Gás 
encanado. Tratamento de esgotos. Potabilização e distribui-
ção de água.
33UNIDADE II Introdução a Economia
ATIVIDADES TERCIÁRIAS DE PRODUÇÃO
Comércio Comércio exterior. Comércios internos atacadista e varejista, 
subagrupados segundo grandes ramos.
 
 
Intermediação financeira
Instituições reguladoras e de emissão monetária. Bancos co-
merciais e de desenvolvimento. Sociedades de crédito, finan-
ciamento e investimento. Seguros. Capitalização. Atividades 
complementares dos mercados monetário, financeiro, de ca-
pitais e cambial.
Transportes e comunicações Transportes aéreos, ferroviários, hidroviários e rodoviários. 
Comunicações. Telecomunicações.
Governo Administração pública direta e autarquias, das diferentes es-
feras de governo: central, estadual, municipal.
 
Outros serviços
Assistência à saúde. Educação e cultura. Hospedagem e ali-
mentação. Conservação e reparação de máquinas, veículos 
e equipamentos. Lazer. Atividades profissionais liberais.
Fonte: Rossetti (2016)
3.1. Bens e serviços
Os bens e serviços de acordo com Nogami e Passos (2016) são tudo aquilo capaz 
de atender uma necessidade humana.
Bens segundo Rossetti (2016, p. 126):
“é a denominação usual de produtos tangíveis, resultantes de atividades pri-
márias e secundárias de produção. É a denominação genérica dos produtos 
que provêm das atividades agropecuárias e das diferentes categorias de ati-
vidades industriais, de transformação e de construção.”
Por que os bens e serviços são procurados? Porque são úteis ou seja, atendem a 
necessidade humana
Os bens podem ser classificados, quanto a raridade, em:
• Livres: aqueles cuja a quantidade é ilimitada e podemser obtidos sem nenhum 
esforço humano. Ex: Luz solar, ar, mar, etc.
• Econômicos: são escassos, tem valor de mercado e precisam de esforço huma-
no para produzi-los. Ex: carro, computador, caneta, etc.
34UNIDADE II Introdução a Economia
Os bens econômicos são classificados, quanto a natureza, em:
• Materiais: são tangíveis: consumo - e a eles podemos atribuir características 
como peso, altura etc. Ex: roupa, caderno; capital – equipamentos; intermediá-
rios – Livro, borracha, etc.
• Imateriais ou serviços: são intangíveis: Ex: consulta médica, aula, os serviços 
de um advogado, os serviços de transporte, etc.
Os bens podem ser classificados também em: bens de consumo; bens de capital; 
bens finais; bens intermediários; bens privados e bens públicos.
Acompanhe o detalhamento no quadro a seguir.
Quadro 4. Outros bens: detalhamento
 Bens de consumo
São aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades 
humanas. Podem ser de uso não durável, ou seja, que desaparecem 
uma vez utiliza- dos (alimentos, cigarros, gasolina etc.), ou de uso du-
rável, que tem como característica o fato de que podem ser usados por 
muito tempo (moveis eletrodomésticos etc.).
 Bens de capital
(ou Bens de Produção), por sua vez, são aqueles que permitem produzir 
outros bens. São exemplos de Bens de Capital as maquinas, computa-
dores, equipamentos, instalações, edifícios etc.
 Bens finais
Tanto os Bens de Consumo quanto os Bens de Capital são classificados 
como Bens Finais, uma vez que já́ passaram por todos os processos de 
transformação possíveis, significando que estão acabados.
 Bens intermediários
São aqueles que ainda precisam ser transformados para atingir sua for-
ma definitiva. A título de exemplo, podemos citar o fertilizante utilizado 
na produção de arroz, ou o aço, o vidro e a borracha utilizados na pro-
dução de carros.
Bens privados
São os produzidos e possuídos privadamente. Como exemplo temos os 
automóveis, aparelhos de televisão etc.
Bens públicos
Referem-se ao conjunto de bens gerais fornecido pelo setor público: 
educação, justiça, segurança, transportes etc.
Fonte: Nogami e Passos (2016, p. 11)
3.2. Fatores de produção
Para produzir bens e serviços são os fatores de produção ou recursos produtivos. 
Mas o que são fatores de produção?
São os elementos, limitados, utilizados no processo de fabricação dos mais va-
35UNIDADE II Introdução a Economia
riados tipos de bens que irão satisfazer as necessidades humanas ilimitadas. Eles são 
“constituídos pelas dádivas da natureza, pela população economicamente mobilizável, 
pelas diferentes categorias de capital e pelas capacidades tecnológicas e empresarial”. 
(ROSSETTI, 2016 p. 65). Respectivamente, são as seguintes as denominações usuais 
desses recursos (como são classificados):
	= Recursos	naturais	ou	terra	→	é	a	origem	de	todo	o	processo	produtivo.	Ex:	
minerais,	égua,	sol,	etc;
	= Trabalho	→		é	a	contribuiééo	do	ser	humano	na	produééo.	Pode	ser	fésico	ou	
intelectual.	Ex:	Trabalho	de	um	agricultor	no	campo	ou	uma	consulta	médica;
	= Capital	→	séo	bens	utilizados	no	processo	produtivo.	Ex:	méquinas,	construéées,	
infraestrutura,	etc…
 = Tecnologia→ é constituída pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que 
dão sustentação ao processo de produção. O quadro 4 demonstra em detalhes 
esse conjunto de conhecimentos e habilidades que se dá a denominação gené-
rica de capacidade tecnológica.
Quadro 4. Capacidade tecnológica: conceito e tipologia.
Fonte: Rossetti (2016)
 = Empresariedade → a mobilização, a interação e a combinação dos recursos 
fundamentais de produção pressupõem a existência de um quinto fator de alta 
relevância: a capacidade de empreendimento.
36UNIDADE II Introdução a Economia
 3.3. Curva de Transformação e o Custo de oportunidade
Como foi exposto anteriormente, a economia está ligada ao problema da escolha. 
Isso muito provavelmente não lhe era novidade, visto que muito provável ou certamente 
você já teve que escolher adquirir alguma coisa em relação à outra. E por que isso acontece 
mesmo? Vale lembrá-lo que para responder a essa questão basta se lembrar que os 
recursos são limitados e as necessidades ilimitadas.
Em outras palavras, é imposto às empresas uma escolha para a produção de di-
versos tipos de bens.
Para ilustrar, será descrito a seguir uma breve situação hipotética:
a) Uma economia produz dois tipos de bens: X e Y;
b) A quantidade e qualidade dos recursos é fixa;
c) Existe pleno emprego;
d) A tecnologia é constante.
Essa Fronteira ou Curva de Possibilidades de Produção (CPP), também é cos-
tumeiramente identificada como a Curva de Transformação, “é a fronteira máxima que a 
economia pode produzir, dados os recursos produtivos limitados e a tecnologia” (VASCON-
CELLOS, 2015 p. 10). Através de sua analise será possível obter a percepção das alternati-
vas de produção da sociedade, supondo os recursos disponíveis plenamente empregados.
A quantidade de cada bem que pode ser produzido dado a quantidade de fatores 
de produção disponíveis pode ser melhor acompanhado na tabela 1.
 
 Tabela 1. Tabela representativa das possibilidades de produção.
BEM QUANT. MAX. 
X
QUANTIDADES 
INTERMEDIÁRIAS
QUANT. MAX. 
Y
X 0 10 15 20 30
Y 55 45 25 5 0
PONTO A B C D E
 Fonte: o autor.
A tabela pode ser representado no gráfico 1, como:
Gráfico 1. Curva de transformação ou possibilidades de produção.
37UNIDADE II Introdução a Economia
Fonte: o autor.
Curva de transformação mostra a possibilidade de produzir bens dada uma certa 
quantidade de fatores de produção A situação anterior apresenta o custo de oportunidade, 
no qual as empresas deverão “abrir mão” da produção de um bem para produzir outro. 
Assim:
● Trata-se de uma curva das possibilidades de produção ou curva de transformação;
● No limite da curva (pontos A, B, C, D e E) algumas respostas para as possibilidades 
de produção poderão ser obtidas, tais como:
 = representa o que melhor está cotado no mercado no momento.
 = representa o sacrifício de escolher o que produzir dado a falta de espaço 
disponível para produzir vários produtos.
 = Falta de tempo para produzir mais.
 = Mudanças nos rumos estratégicos dos negócios. Etc.
Pode-se definir custo de oportunidade como todo sacrifício de se transferir os re-
cursos de uma atividade para outra, ou seja, é a quantidade de um bem ou serviço a que 
se deve renunciar para obter outro.
38UNIDADE II Introdução a Economia
4 SISTEMAS ECONÔMICOS
A forma de comprar e vender bens, os impostos que se paga, o tipo de máquina 
utilizados pelas empresas, etc variam de país para país.
Engloba todos os métodos pelos quais os recursos são alocados e os bens e ser-
viços distribuídos.
“Sistemas econômicos são arranjos historicamente constituídos, a partir dos 
quais os agentes econômicos são levados a empregar recursos e a interagir 
via produção, distribuição e uso dos produtos gerados, dentro de mecanis-
mos institucionais de controle e de disciplina, que envolvem desde o emprego 
dos fatores produtivos até as formas de atuação, as funções e os limites de 
cada um dos agentes” (ROSSETTI, 2016, p. 141).
É formado por um conjunto de organizações que fazem com que os recursos es-
cassos sejam utilizados para satisfazer as necessidades humanas. É composto por:
a) Estoque de fatores de produção;
b) Empresas;
c) Instituições;
 4.1. Sistema Socialista
A base do socialismo é a propriedade coletiva ou estatal dos recursos produtivos. 
Estado toma todas as decisões. As indústrias são propriedade da sociedade como um 
todo. O controle da propriedade é mantido pelo Estado para, supostamente, o benefício da 
sociedade.
Para Rossetti (2016, p. 21) “o binômio produção-distribuição (entendendo-se dis-
tribuição no sentido de processo distributivo ou, mais simplesmente, como repartição) é a 
base a partir da quala perspectiva socialista construiu sua concepção”. Essa concepção é 
sobre a matéria de que se ocupa a economia.
4.2. Sistema capitalista
Para Comparato (2014) usando uma consagrada expressão de Gramsci, uma das 
principais justificativas desse sistema intitulado de capitalista, que foram apresentadas 
pelos seus intelectuais, sempre foi a de que, embora provocando necessariamente uma 
situação de desigualdade socioeconômica, ele é insuperável em matéria de produção de 
bens.
Algumas características do sistema capitalista:
39UNIDADE II Introdução a Economia
 ♦ Fatores de produção, bens de consumo e dinheiro são propriedades privada;
 ♦ Controle da economia é via sistema de preços;
 ♦ Incentivo para a produção é o lucro;
 ♦ As empresas são competitivas;
 ♦ O papel do governo é limitado.
SAIBA MAIS
Qual a diferença entre comunismo e socialismo?
As expressões “comunismo” e “socialismo” recebem significados nem sempre muito 
precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria 
marxista, o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, 
seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando 
o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. “No socialismo, a sociedade 
controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. 
Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os 
proprietários de seu trabalho e dos bens de produção”, diz a historiadora Cristina 
Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Mas essas duas expressões também pode assumir outros significados. “Pode-se entender 
o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se 
opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo 
serviria de modelo para a construção de regimes autoritários”, afirma o historiador 
Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP).
Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de 
fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações 
socialistas. “Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por 
se inspirarem nas idéias marxistas. Contudo, para os críticos de esquerda, esses países 
sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma 
burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores”, diz o 
sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp.
Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança 
da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. “Esses países 
tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade 
comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada”, afirma Cristina.
Fonte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-
socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista/
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista/
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista/
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialismo-existiu-algum-pais-realmente-comunista/
40UNIDADE II Introdução a Economia
Aqui, encerramos mais uma unidade da nossa disciplina de economia. Neste ca-
pítulo vimos os conceitos de economia, uma ciência social justamente porque tais ciências 
estudam a forma como a sociedade se organiza e funciona. objetiva atender às necessida-
des humanas. 
O estudo da economia segue duas linhas básicas teóricas: microeconomia que 
é o ramo da Teoria Econômica que estuda o comportamento econômico das unidades 
individuais de decisão representados e a macroeconomia, sendo que esta é o ramo da 
Teoria Econômica que estuda o funcionamento da economia como um todo. A partir dessas 
distinções, a economia procura resolver um problema que fundamentalmente norteia toda 
sua base de estudos. 
Vimos que as necessidades humanas são infinitas ou ilimitadas. Os Fatores de 
produção (trabalho, capital e recursos naturais) são finitos ou limitados. É por esses motivos 
que a economia é conhecida também como a ciência da escassez ou das escolhas. A partir 
do problema da escassez, qualquer economia procura responder as seguintes perguntas: 
o que e quanto produzir? como produzir? para quem produzir? A ação dos agentes eco-
nômicos que são aqueles que agem sobre a economia, denominados como famílias (ou 
unidades familiares), empresas (ou unidades produtivas) e governo. Estudamos também 
sobre o setor primário: são atividades agrícolas, pecuárias e extrativas, sejam elas mine-
rais animais ou vegetais; setor secundário: são atividades industriais, onde as matérias 
primas são transformadas em produtos acabados, prontos para o consumidor final; e, setor 
terciário: que se diferencia dos outros pelo fato de seu produto não ser tangível, concreto, 
embora seja de grande importância no sistema econômico. 
Por fim, apresentamos os sistemas econômicos, arranjos historicamente constituí-
dos, a partir dos quais os agentes econômicos são levados a empregar recursos e a interagir 
via produção, distribuição e uso dos produtos gerados, dentro de mecanismos institucionais 
de controle e de disciplina, que envolvem desde o emprego dos fatores produtivos até as 
formas de atuação, as funções e os limites de cada um dos agentes.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
41UNIDADE II Introdução a Economia
MATERIAL COMPLEMENTAR
 
LIVRO
• Título: Economia aplicada
• Autor: Antonio Carlos Pôrto Gonçalves
• Editora: FGV Editora
• Sinopse: O objetivo deste livro é oferecer ao leitor um conjunto de 
conceitos econômicos úteis e mostrar suas interações. A economia 
é uma ciência complexa, mas fundamental para a compreensão do 
ambiente onde as instituições privadas e governamentais atuam e 
o propósito aqui é o de facilitar esse entendimento. Os conceitos 
para a mensuração da produção (PIB e PNB), o estudo da moeda 
e dos mercados financeiros, as relações externas da economia, 
bem como as teorias e consequências da inflação são alguns dos 
tópicos abordados neste livro.
FILME/VÍDEO
 • Título: Mad Max: Estrada da Fúria
• Ano: 2015
• Sinopse: Mad Max: Estrada da Fúria não venceu em seis ca-
tegorias do Oscar de 2016 só por causa de suas cenas de ação 
bem feitas. A história se passa num cenário apocalíptico em que 
a raça humana quase foi extinta por causa de guerras nucleares. 
Água é um recurso tão raro que só os mais fortes e poderosos 
têm acesso, como o vilão Immortan Joe. “Nunca, meus amigos, 
fiquem viciados em água. Vocês sentirão muito a sua falta”, diz em 
uma cena. Apesar de ser um filme recente, Mad Max foi um trilogia 
estrelada por Mel Gibson nos anos 80.
42
Plano de Estudo:
• MICROECONOMIA: CONCEITOS
• ANALISE MICROECONÔMICA
• APLICAÇÕES DA ANÁLISE MICROECONÔMICA
• DEMANDA E OFERTA DE MERCADO
• TEORIA DA PRODUÇÃO
• TEORIA DE MERCADO
 
Objetivos de Aprendizagem:
• Conceituar e contextualizar a microeconomia
• Compreender os tipos de análise microeconômica
• Estabelecer a importância da aplicação da análise microeconômica
• Conceituar e contextualizar demanda, oferta e equilíbrio de mercado
• Compreender demanda e oferta
• Conceituar e contextualizar teoria de mercado
UNIDADE III
Microeconomia
Professor Esp. Rodrigo Jr. Gualassi
43UNIDADE III Microeconomia
A partir desse momento faremos uma divisão em nosso estudo sobre economia. 
Nesta e na próxima unidade deste material abordaremos os assuntos ligados à micro e 
macroeconomia. 
Aqui especificamente trataremos sobre a microeconomia e seus derivados. Você 
verá adiante os conceitos que norteiam o estudo microeconômico e entender os tipos de 
análise que circundam essa variável, bem comoa aplicação de tal análise. 
Vamos conceituar também demanda, oferta e equilíbrio de mercado e ver a im-
portância estabelecida entre elas e obviamente compreender o que é demanda e o que é 
oferta, além de sua influência na economia. 
Por fim, abordaremos as teorias de mercado.
 
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
44UNIDADE III Microeconomia
1 MICROECONOMIA: CONCEITOS
A microeconomia é o ramo ligado a Teoria Econômica que estuda como se compor-
ta economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, 
pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos (VICECONTI; NEVES 2013).
Para Mankiw (2013, p. 28) “ microeconomia é o estudo de como as famílias e 
empresas tomam decisões e de como elas interagem em mercados específicos”.
O estudo da microeconomia foca em analisar a formação de preços no mercado, 
ou seja, a interação entre os agentes econômicos, a empresa e o consumidor, por exemplo, 
e como estes interagem e decidem qual o preço e a quantidade de determinado bem ou 
serviço em mercados específicos” (VASCONCELLOS, 2015).
45UNIDADE III Microeconomia
2 ANÁLISE MICROECONÔMICA
2.1. Pressupostos básicos
2.1.1. A hipótese coeteres paribus (ceteris paribus)
Ao empregar o uso de tal hipótese, está sendo afirmado que o foco de estudo é 
dirigido apenas àquele mercado, analisando-se o papel que a oferta e a demanda nele 
exercem, supondo que outras variáveis interfiram muito pouco, ou que não interfiram de 
maneira absoluta. Tudo o mais permanece constante. Isto significa que a validade das leis 
e dos modelos econômicos implica que sejam mantidos constantes todos os demais fatores 
que podem interferir nas magnitudes das variáveis sob observação. Rossetti (2016, p. 57) 
salienta que essa expressão “significa mantidos inalterados todos os demais fatores ou, 
então, permanecendo iguais todos os demais elementos”.
É exatamente a esta particularidade que os economistas se referem quando em-
pregam a expressão latina ceteris paribus:
● Mantidos inalterados todos os demais fatores;
● Permanecendo iguais todos os demais fatores.
● 
2.1.2. Objetivos da empresa
A grande questão na microeconomia, reside na hipótese adotada quanto aos ob-
jetivos da empresa produtora de bens e serviços. A análise tradicional supõe o princípio 
da racionalidade (homo economicus) segundo o qual o empresários sempre buscam a 
maximização do lucro total, otimizando a utilização dos recursos de que dispões.
SAIBA MAIS
O homo economicus é o homem econômico racional, ou seja, aquele indivíduo que iden-
tifica suas preferências e processa todas as informações disponíveis. Além disso, suas 
escolhas são sempre consistentes e referendadas pelo uso da razão. Ainda de acordo 
com a economia racional, esse homem é descrito como alguém que evita trabalho des-
necessário usando o julgamento racional. Nesse sentido, ele consegue sempre maximi-
zar sua riqueza. Finanças Comportamentais: Veja 6 truques da mente contra você Ou 
seja, o homo economicus sempre analisa todos os custos de oportunidades envolvidos 
na tomada de decisão. Então ele faz as escolhas mais acertadas e consequentemente 
otimiza seus resultados.
Fonte: Suno Research em https://www.sunoresearch.com.br/artigos/homo-economicus/
Dessa corrente surgem conceitos de receita marginal, custo marginal e produtivida-
de marginal ao invés de médias.
46UNIDADE III Microeconomia
3 APLICAÇÕES DA ANÁLISE MICROECONÔMICA
Análise microeconômica ou ainda teoria dos preços é a parte do estudo dedicada 
em explorar, como parte da ciência econômica obviamente, como se determina o preço dos 
bens e serviços, ou seja, como eles são formados, também dos fatores de produção.
Essa análise preocupa-se em responder, também, algumas questões aparente-
mente rotineiras, um exemplo delas é:
– porque, quando o preço de um bem se eleva, a quantidade demandada desse 
bem deve cair, ceteris paribus?
3.1. Analise microeconômica: empresas
De acordo com Rossetti (2016, p. 145) “as empresas são os agentes econômicos 
para os quais convergem os recursos disponíveis da economia, mobilizados para fins produ-
tivos”. Do ponto de vista microeconômico as análises realizadas pelas empresas condizem 
com decisões que podem ser tomadas por elas a partir da análise da microeconomia, elas 
devem considerar, por exemplo:
● Políticas de preços da empresa;
● Previsões de demanda e faturamento;
● Previsões de custo de produção;
● Decisões ótimas de produção ( escolha da melhor alternativa);
● Avaliação e elaboração de projetos de investimento( custo-benefício);
● Politica de propaganda e publicidade;
● Localização da empresa;
● Diferenciação de mercados.
3.2. Analise microeconômica: política econômica
São decisões necessárias ao planejamento estratégico das empresas e à política e 
à programação econômica do setor público. Consistem:
● Avaliação de projetos de investimentos públicos;
● Efeitos de impostos sobre mercados específicos;
● Política de subsídios;
● Fixação de preços mínimos na agricultura;
● Fixação do salário mínimo;
● Controle de preços;
● Política salarial;
47UNIDADE III Microeconomia
● Política de preços e tarifas públicas (água, luz e outras);
● Fixação de tarifas alfandegárias;
● Leis antitruste (defesa da concorrência).
Para Vasconcellos (2015, p.15) “as políticas econômicas governamentais (políticas 
salariais, políticas assistencialistas, gastos com educação etc.) influenciam direta e indire-
tamente na mobilidade social”.
48UNIDADE III Microeconomia
4 DEMANDA E OFERTA DE MERCADO
4.1. Conceito de Demanda
A demanda ou procura pode ser definida como a quantidade de um determinado 
bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo.
Demanda (ou procura) é a quantidade de determinado bem ou serviço que 
os consumidores desejam adquirir, num dado período, dada sua renda, seus 
gastos e o preço de mercado. Representa um desejo, um plano: o máximo 
a que o consumidor pode aspirar, dada sua renda e os preços no mercado 
(VASCONCELLOS 2015, p.31).
A procura depende de variáveis que influenciam a escolha do consumidor. São 
elas: o preço do bem ou serviço, o preço de outros bens, a renda do consumidor e o 
gosto ou preferência do indivíduo. Para estudar-se a influência dessas variáveis utiliza-se 
a hipótese do coeteris paribus (Ceteris paribus), ou seja, considera-se cada uma dessas 
variáveis afetando separadamente as decisões do consumidor.
Demanda é o mesmo que quantidade demandada? Embora tendam a ser utilizados 
como sinônimo existe distinção entre demanda e quantidade demandada, esses termos 
têm significados diferentes.
Essa relação entre preço e quantidade demandada se aplica à maioria dos 
bens existentes na economia e, de fato, ela é tão universal que os econo- mis-
tas a chamam lei da demanda: com tudo o mais mantido constante, quando o 
preço de um bem aumenta, a quantidade demandada deste diminui; quando 
o preço diminui, a quantidade demandada do bem aumenta (MANKIW 2013, 
p. 65).
Por demanda entende-se toda a escala ou curva que relaciona os possíveis preços 
a determinadas quantidades. Por quantidade demandada devemos entender um ponto 
específico da curva relacionando um preço a uma quantidade.
49UNIDADE III Microeconomia
Gráfico 1. demanda ou quantidade demandada.
Fonte: o autor.
No gráfico 1 é possível perceber a relação entre demanda e quantidade demandada 
ao ponto de que por exemplo considerando o fator preço (céteris páribus) ao ponto de que 
se este subir a demanda/quantidade demandada tende a reduzir. A mesma regra se aplica 
quando inversamente analisado. A curva de demanda é negativamente inclinada, pois ao 
ponto de que o preço sobe as quantidades demandadas tendem a baixar ou conforme 
citado acima, analisando pelo ponto de vista de que se o preço baixar as quantidades 
procuradas tende a subir.
4.2. Conceito De Oferta
A oferta é conceituada como sendo as várias quantidadesque os produtores de-
sejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo. “É a quantidade que os 
vendedores querem e podem vender” (MANKIW 2013, p. 71).
Da mesma maneira que foi exposto quando tratamos da demanda, a oferta depende 
de vários fatores. Dentre eles, destaca-se seu próprio preço, dos demais preços, do preço 
dos fatores de produção, das preferências do empresário e da tecnologia.
Para Silva e Azevedo (2017, p. 77) lei da oferta, “refere-se ao fato de que quanto 
mais elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do empresário em 
disponibilizar o seu produto para os consumidores, coeteris paribus”.
50UNIDADE III Microeconomia
Gráfico 2. Oferta.
Fonte: o autor.
4.3. Equilíbrio de mercado
A interação das curvas de demanda e oferta determina o preço e a quantidade de 
equilíbrio de um bem ou serviço em um dado mercado.
Gráfico 2. Equilíbrio de mercado.
Fonte: o autor.
Na intersecção das curvas de oferta e demanda (ponto E) ou seja, ao se cruzarem, 
teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que atendem 
51UNIDADE III Microeconomia
às aspirações, necessidades dos consumidores e dos produtores de forma simultânea.
Quando a quantidade ofertada estiver abaixo daquela de equilíbrio “PE” (A, por 
exemplo), teremos uma situação de escassez do produto. Haverá uma competição entre 
os consumidores, pois as quantidades procuradas serão maiores que as ofertadas. For-
mar-se-ão filas, o que forçará a elevação de preços, até atingir-se o equilíbrio, quando as 
filas cessarão. Más se a quantidade ofertada se encontrar acima do ponto de equilíbrio 
“PE” (B, por exemplo), haverá um excesso ou excedente de produção, um acúmulo de 
estoques não programado do produto, o que poderá provocar uma competição entre os 
produtores, conduzindo a uma redução dos preços, até que se atinja o ponto de equilíbrio 
(VASCONCELLOS 2015, p. 55) .
Dessa forma visando a equidade, o governo pode intervir na formação de preços 
no mercado através de:
1) Impostos;
2) Subsídios;
3) Tabelamento;
4) Fixação de preços mínimos;
5) Congelamentos de preços e salários; Etc.
4.4. Elasticidade
É possível explicar a elasticidade como o grau de reação de um produto à variação 
de, por exemplo, seu preço, isto é, a elasticidade demonstra uma relação entre o efeito 
nas quantidades demandadas ou ofertadas de determinado produto e as causas que o 
determina, sob a condição de coeteris/céteris paribus.
Para resumir podemos conceituar elasticidade com o grau de reação ou de sen-
sibilidade de um bem ou serviço à variação de, seu preço, preço dos produtos substitutos 
ou complementares e renda do consumidor. “A elasticidade é uma medida do tamanho 
da resposta dos compradores e vendedores às mudanças das condições do mercado” 
(MANKIW 2013, p. 87).
Sua metodologia de cálculo parte da análise do quociente entre a variação percen-
tual da quantidade em função da variação percentual de outra variável, que lhe provoque 
alguma mutação, como o preço do próprio bem ou serviço. Ela poderá ser calculada no 
ponto ou num intervalo ou arco.
52UNIDADE III Microeconomia
4.4.1 Elasticidade-Preço da Demanda
Sua função é avaliar a reação da quantidade da demanda de um bem ou serviço 
em relação às variações em seu preço. Essa é a visão do quando considerado o lado do 
consumidor.
A elasticidade-preço da demanda pode ser definida “como sendo a relação entre 
a variação percentual na quantidade demandada e a variação percentual no preço” (VAS-
CONCELLOS 2011 p. 8).
Algebricamente, a elasticidade-preço da demanda pode ser representada por:
∆	Q=	Variaééo	na	quantidade	demandada
∆	P=	Variaééo	no	preéo
Figura 1. A elasticidade-preço da procura
Fonte: Rossetti (2016, p. 432)
4.4.2.Elasticidade-Preço da Oferta
O mesmo raciocínio utilizado para a demanda também se aplica para a oferta, a 
figura 2 mostra perfeitamente essa relação de raciocínios. No entanto, neste caso que o 
resultado da elasticidade será positivo, pois a correlação entre preço e quantidade ofertada 
é direta.
53UNIDADE III Microeconomia
Figura 1. A elasticidade-preço da procura
Fonte: Rossetti (2016, p. 433)
 
“A elasticidade-preço da oferta mede o quanto a quantidade ofertada res- 
ponde a mudanças no preço. A oferta de um bem é chamada elástica se 
a quantidade ofertada responde substancialmente a mudanças no preço. A 
oferta é chamada inelástica se a quantidade ofertada responde pouco a mu-
danças no preço” (MANKIW 2013, p. 96).
Quanto maior o preço, maior a quantidade que o empresário estará disposto a 
ofertar, coeteris paribus.
54UNIDADE III Microeconomia
5 TEORIA DA PRODUÇÃO
5.1 Conceito da Teoria da Produção
A Teoria da Produção preocupa-se com o lado da oferta do mercado, ou seja, com 
os produtores, que vão oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles produzidos.
Produção é o processo pelo qual uma firma transforma os fatores de produ-
ção adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado. Assim, 
a firma é uma intermediária: compra insumos (inputs, fatores de produção), 
combina-os segundo um processo de produção escolhido e vende produtos 
(outputs) no mercado (VASCONCELLOS, 2015 p. 113)
Para que essa teoria seja melhor entendida, antes, devemos nos ater aos conceitos 
de firma e posteriormente na definição da função de produção:
 = Firma, ou empresa: Na Teoria da Produção, não há interesse em definir a em-
presa do ponto de vista jurídico ou contábil. Portanto, aqui, a empresa será 
apenas uma unidade técnica de produção. Em decorrência, o empresário será 
o proprietário ou pessoa que administra a firma (SILVA; LUIZ, 2010).
Vasconcellos (2015, p. 143) destaca como objetivo proposto pelas firma a “maximi-
zar lucros, maximizar participação no mercado, maximizar margem de rentabilidade sobre 
os custos etc”.
 = Função de produção: que é uma relação técnica entre as quantidades empre-
gadas dos fatores de produção e as quantidades produzidas do bem ou serviço, 
podendo ser representada pela expressão:
Q= f (K, L) em que:
Q= quantidade produzida do bem;
K= quantidade empregada de fator capital;
L= quantidade empregada de fator trabalho;
 Essa expressão significa que a quantidade produzida do bem depende, ou “é 
função”, das quantidades empregadas dos fatores capital e trabalho. “No qual insumos tais 
como serviços de mão de obra, matéria-prima e serviços de bens de capital são transfor-
mados em um produto final” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E BARBIERI, 2011, p. 147).
55UNIDADE III Microeconomia
5.2. Lei dos Rendimentos Decrescentes
Um dos conceitos mais conhecidos entre os economistas, dentro da Teoria da 
Produção, é o da Lei ou Princípio dos Rendimentos Decrescentes, que trata sobre quando 
elevando-se a quantidade do fator variável, permanecendo fixa a quantidade dos demais 
fatores, a produção inicialmente aumentará as taxas crescentes; a seguir, depois de certa 
quantidade utilizada do fator variável, continuará a crescer, mas a taxas que tendem a cair 
continuando o incremento da utilização do fator variável, a produção total chegará a um 
máximo, para depois diminuir.
A Lei dos Rendimentos Decrescentes se refere a uma teoria que explica o 
motivo por aumentos nas quantidades produzidas serem cada vez menores 
em relação ao acréscimo de unidades produtivas no processo de produção 
de um bem ou serviço. A teoria defende que a eficiência produtiva diminui a 
cada novo fator de produção incrementado ao mesmo fator fixo (SILVA; FER-
NANDES, 2017 p. 57).
Se considerarmos como exemplo dois fatores: terra (fixo) e mão-de-obra (variável) 
é possível verificar que, se várias combinações de terra e mão-de-obra forem utilizadas 
para produzir um item como o feijão e se a quantidade de terra for mantida constante, os 
aumentos da produção dependerão do aumento da mão-de-obra empregada na lavoura 
para sua efetiva produção. 
Assim, a produção desteitem aumentará até certo ponto e depois cairá, isto é, a 
maior quantidade de homens para trabalhar, associada à área constante de terra, permitirá 
que a produção cresça até um certo ponto (máximo) e depois passe a diminuir. Como a 
proporção entre os fatores fixo e variável vai se alterando, quando aumenta a produção, 
essa lei também é chamada de Lei das Proporções Variáveis.
5.3. Custo de Oportunidade
São os custos relacionados às oportunidades deixadas de lado por determinado 
indivíduo ou empresa, num espaço de tempo específico. Essa situação é mais fácil de ser 
verificada se tomarmos por base o exemplo de uma empresa que possua galpão próprio. 
Enquanto os contadores normalmente contabilizam o custo igual a zero na utilização desse 
galpão, mesmo que ele abrigue as máquinas da própria empresa, os economistas identifi-
cam nessa situação uma possibilidade de ganho, pois o empresário poderia receber algum 
tipo de receita não operacional, caso ele alugasse esse galpão. Dessa forma, os aluguéis 
56UNIDADE III Microeconomia
não recebidos correspondem ao custo de oportunidade (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E 
BARBIERI, 2011).
5.5. Custos Fixos e Variáveis
De acordo com Vasconcellos (2015, p. 127) “custos contábeis são aqueles nor-
malmente lançados na contabilidade privada, ou seja, são custos explícitos, que sempre 
envolvem um dispêndio monetário”.
São os gastos efetivos contabilizados no balanço da empresa, que podem ser:
a) Custos Fixos: Ele independe da produção, não varia de acordo com seu volume 
e é representado por fatores fixos, como aluguel, IPTU etc. - ,que são denominados, con-
tabilmente, custos indiretos.
b) Custos Variáveis: Esse custo depende da produção e varia de acordo com seu 
volume. É representado por fatores variáveis – como mão-de-obra, matéria-prima etc. – e 
são denominados, contabilmente, custos diretos.
5.6. Custos Médio e Marginal
Custo Total Médio: é o resultado do quociente do custo total pela quantidade total 
produzida, também conhecido como custo unitário.
Custo Marginal: Também denominado custo incremental, é o resultado da produção 
de uma unidade adicional de produto. Podemos calculá-lo pelo quociente da variação do 
custo total pela variação da quantidade total produzida. Sua ocorrência só é possível para 
o custo variável, uma vez que os custos fixos não variam em função da produção.
TABELA – Produção e custos de produção
57UNIDADE III Microeconomia
5.7. Economias e Deseconomia de Escala
As economias de escala ocorrem quando a curva de custo total médio de longo 
prazo decresce com o aumento da produção, já as deseconomias de escalas ocorrem 
quando a curva de custo total médio se eleva com a produção (MANKIW, 2013)
Quanto às economias de escala podemos destacar três possíveis causas para sua 
ocorrência. São elas:
a) Economia de escala na fábrica – está ligada ao investimento no capital fixo e 
humano, trazendo ganhos provenientes da especialização, que, por sua vez, 
estão relacionados à produtividade dos fatores, ou seja, estão relacionados 
aos aumentos mais que proporcionais da capacidade produtiva em relação aos 
custos de produção. Também podemos ter o que chamamos de economias de 
escopo, que refletem os benefícios de menores custos ao se produzir dois ou 
mais produtos em conjunto em vez de separados.
b) Economia de escala no produto – está relacionada ao aumento da especialização 
dos fatores quando a produção de um único e específico produto, por exemplo 
a mão-de-obra, tende a se tornar cada vez mais qualificada para a elaboração 
de um produto por causa das repetidas vezes que lida com ele. Esse fato está 
ligado à curva de aprendizado, que se reflete diretamente nos custos.
c) Economia de escala ligada à empresa – são várias as vantagens que esse tipo 
de economia pode trazer, e dentre as mais importantes destacamos:
● Vantagens de produção e distribuição – quando se possui muitas fábricas 
e produtos, são vários os benefícios relacionados à logística da produção e 
distribuição, originados por essas múltiplas operações;
● Vantagens provenientes das inovações tecnológicas – como é o caso da 
Pesquisa de Desenvolvimento (P&D) de produtos, que é algo bastante 
oneroso. Essa tarefa é muito mais fácil para as grandes empresas, ou para 
grupos delas, do que para as pequenas;
● Vantagens para se levantar recursos financeiros – em razão de seu tamanho 
e suas garantias, é muito mais fácil para as grandes empresas levantarem 
recursos, quer por intermédio de financiamentos ou empréstimos, quer pelo 
lançamento de seus papéis no mercado acionário;
● Vantagens ligadas ao marketing e à promoção de vendas – é muito comum 
os grandes grupos terem o próprio pessoal e até mesmo o próprio veículo 
de divulgação para seus produtos, além disso, em função da quantidade de 
eventos, fica mais fácil a negociação com os agentes de comunicação.
58UNIDADE III Microeconomia
Quanto às deseconomias de escala, pode-se destacar como suas principais causas 
os seguintes fatores:
 = Problemas administrativos ligados à coordenação e controle das operações, à 
medida que elas aumentam de escala;
 = Falta de mão-de-obra especializada, levando as empresas a elevarem os salá-
rios para conquistarem ou manterem seus técnicos, causando pressões sobre 
o custo variável;
 = Problemas logísticos na distribuição dos produtos, quando há uma única fábri-
ca, distante dos centros consumidores, isso provoca elevação dos custos de 
transporte.
59UNIDADE III Microeconomia
6 TEORIA DE MERCADO
As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três 
características:
1. Número de empresas que compõem esse mercado;
2. Tipo do produto (se as empresas fabricam produtos idênticos ou diferenciados);
3. Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado.
6.1. Concorrência pura ou perfeita
É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas), 
de tal forma que uma empresa, isoladamente, por ser pouco expressiva, não afeta os níveis 
de oferta do mercado e, conseqüentemente, o preço de equilíbrio.
Num sistema de concorrência pura ou perfeitamente competitivo, predomina 
o laissez-faire: milhares de produtores e milhões de consumidores têm con-
dições de resolver os problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, 
como e para quem produzir), como que guiados por uma “mão invisível”. Isso 
sem a necessidade de intervenção do Estado na atividade econômica (VAS-
CONCELLOS, 2015 p. 5). 
É um mercado pulverizado, pois é composto de um número considerável de empre-
sas. Nesse tipo de mercado devem prevalecer ainda as seguintes premissas:
● Produtos homogêneos: Não existe diferenciação entre produtos ofertados pelas 
empresas concorrentes.
● Não existem barreiras: para o ingresso de empresas no mercado.
● Transparência do mercado: todas as informações sobre lucros, preços etc., são 
conhecidas por todos os participantes do mercado.
6.2. Monopólio
O mercado monopolista se caracteriza por apresentar condições diametralmente 
opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, uma única empresa dominan-
do inteiramente a oferta e, do outro, todos os consumidores. Não há, portanto, concorrência, 
nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os consumidores se submetem `às 
condições impostas pelo vendedor, ou simplesmente deixarão de consumir o produto.
Monopólio é um termo que tem origem grega. Mono significa “um” e polein, 
“vender”. Ele consiste em uma das principais estruturas de mercado. Tem 
como principal característica a ausência de concorrentes. A concorrência 
ocorre quando há disputa entre as várias empresas atuantes no mesmo seg-
mento, com o intuito de atrair fatias maiores de clientes e, portanto, obter 
60UNIDADE III Microeconomia
lucros mais elevados (SILVA; AZEVEDO, 2017, p. 212)
Para Vasconcelos (2015) a existência de monopólios, deve haver barreiras que 
praticamenteimpeçam a entrada de novas empresas no mercado. Essas barreiras podem 
advir das seguintes condições:
 = Monopólio puro ou natural: Ocorre quando o mercado, por suas próprias 
características, exige a instalação de grandes plantas industriais, que operam 
normalmente com economias de escala e custos unitários bastante baixos, 
possibilitando à empresa cobrar preços baixos por seu produto, o que acaba 
praticamente inviabilizando a entrada de novos concorrentes.
 = Elevado volume de capital: A empresa monopolista necessita de um elevado 
volume de capital e uma alta capacitação tecnológica.
 = Patentes: Enquanto a patente não cai em domínio público, a empresa é a única 
que detém a tecnologia apropriada para produzir aquele determinado bem.
 = Controle de matérias-primas básicas: Por exemplo, o controle de minas de 
bauxita pelas empresas produtoras de alumínio.
Existem ainda, os monopólios institucionais ou estatais em setores considerados 
estratégicos ou segurança nacional (energia, comunicação, petróleo).
REFLITA
Não se pode negar que, no atual mundo intervencionista em que vivemos, vários mono-
pólios de fato possuem o poder de restringir a produção e praticar preços monopolísticos. 
Porém, a causa desta lamentável situação está na multiplicidade de restrições governamen-
tais à livre concorrência, como regulamentações, burocracias, restrições ambientalistas e 
carga tributária alta, que serve como uma barreira protecionista que defende quem já está 
no mercado. 
Se o governo impede concorrentes de entrarem no mercado, os consumidores perdem a 
proteção oferecida pela concorrência potencial. 
A empresa de utilidade pública que desfruta uma concessão exclusiva é um monopólio local. 
Neste caso, a única linha de resistência dos consumidores é a elasticidade da sua demanda 
— e talvez também sua capacidade de recorrer a uma produção independente. Enquanto 
isso, os planejadores estatais vão intensificando os controles políticos.
Fonte: Sennholz (2013, DISPONÍVEL EM: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057 )
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057
61UNIDADE III Microeconomia
Diferentemente da concorrência perfeita, como existem barreiras à entrada de 
novas empresas, os lucros extraordinários devem persistir também a longo prazo em mer-
cados monopolizados.
6.3. Concorrência monopolista
Trata-se de uma estrutura de mercado intermediária entre a concorrência perfeita 
e o monopólio, mas que não se confunde com o oligopólio, pelas seguintes características:
● Número relativamente grande de empresas com certo concorrencial, porém 
com segmentos de mercados e produtos diferenciados, seja por características 
físicas, embalagem ou prestação de serviços complementares (pós-venda). 
● Margem de manobra para fixação dos preços não muito ampla, uma vez que 
existem produtos substitutos no mercado (VASCONCELLOS, 2015).
6.4. Oligopólio
É um tipo de estrutura normalmente caracterizada por um pequeno número de em-
presas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um mercado em que 
há um pequeno número de empresas, como a indústria de automóveis, antes do governo 
Fernando Affonso Collor de Mello, ou então onde há um grande número de empresas, mas 
poucas dominam o mercado, como a indústria de bebidas.
Oligopólio, “é uma organização de mercado em que há poucos vendedores de uma 
mercadoria ou de substitutos muito próximos de modo que as ações de cada vendedor 
afetam todos os outros vendedores” (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E BARBIERI, 2011, p. 
222).
 O setor produtivo brasileiro é altamente oligopolizado, sendo possível encon-
trar inúmeros exemplos: montadoras de veículos, setor de cosméticos, indústria de papel, 
indústria de bebidas, indústria química, indústria farmacêutica.
No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são fixados entre as 
empresas por meio de conluios ou cartéis.
6.5. Estruturas do mercado de fatores de produção
Até aqui identificamos as estruturas de mercados de bens e serviços. O mercado 
de fatores de produção – mão-de-obra, capital, terra e tecnologia – também apresenta 
diferentes estruturas. Como o mercado de fatores depende da demanda de insumos pelos 
setores produtores de bens e serviços, ou seja, deriva do mesmo, a demanda por esses fa-
62UNIDADE III Microeconomia
tores é chamada de demanda derivada (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E BARBIERI, 2011).
6.6. Concorrência perfeita no mercado de fatores
É uma mercado onde existe uma oferta abundante do fator de produção (por exem-
plo, mão-de-obra não especializada), o que torna o preço desse fator constante. Os ofertan-
tes ou fornecedores, com são em grande número, não têm condições de obter preços mais 
elevados por seus serviços (VASCONCELLOS; OLIVEIRA E BARBIERI, 2011).
6.7. Monopsônio
Trata-se de uma forma de mercado na qual há somente um comprador para mui-
tos vendedores dos serviços dos insumos. È o caso da empresa que se instala em uma 
determinada cidade do interior e, por ser a única, torna-se demandante exclusiva da mão-
-de-obra local e das cidades próximas, tendo para si a totalidade da oferta de mão-de-obra 
(VASCONCELLOS, 2015).
6.8. Oligopsônio
É um mercado onde existem poucos compradores que dominam o mercado para 
muitos vendedores. Exemplo: indústria de laticínios. Em cada cidade existem dois ou três 
laticínios que adquirem a maior parte do leite dos inúmeros produtores rurais locais. A in-
dústria automobilística, além de oligopolista no mercado de bens e serviços, também é na 
compra de autopeças (VASCONCELLOS, 2015).
6.9. Monopólio Bilateral
O monopólio bilateral ocorre quando um monopsonista, na compra do fator de pro-
dução, defronta-se com um monopolista na venda desse fator. Por exemplo, só a empresa 
“A” compra um tipo de aço que é produzido apenas pela siderúrgica “B”. A empresa “A” é 
monopsonista, porque só ela compra esse tipo de aço, e a siderúrgica “B” é monopolista, 
porque só ela vende esse tipo de aço.
Nesses casos, a determinação dos preços de mercado dependerá não só de fatores 
econômicos, mas do poder de barganha de ambos: o monopsonista tentando pagar o preço 
mais baixo (usando a força de ser o único comprador), e o monopolista tentando vender por 
um preço mais elevado (usando o poder de ser o único fornecedor).
63UNIDADE III Microeconomia
6.10. Ação governamental e abusos de mercado
Criado em 1962 (Lei nr 4.137), o Conselho Administrativo de Direito Econômico 
(CADE) é uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça, que tem por objetivo julgar proces-
sos administrativos relativos a abusos de poder econômico, bem como analisar fusões de 
empresas que podem criar situações de monopólio ou maior domínio de mercado. Quando 
se prova que a limitação da concorrência não propicia ganhos aos consumidores em ter-
mos de menores preços ou produtos tecnologicamente mais avançados, o CADE manda 
desfazer o negócio entre as partes. (disponível em: http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/
legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%204.137-1962?OpenDocument )
SAIBA MAIS
Concentração econômica no Brasil
De acordo com o artigo 90 da Lei 12.529/2011, os atos de concentração são as fusões 
de duas ou mais empresas anteriormente independentes; as aquisições de controle 
ou de partes de uma ou mais empresas por outras; as incorporações de uma ou mais 
empresas por outras; ou, ainda, a celebração de contrato associativo, consórcio ou joint 
venture entre duas ou mais empresas. Apenas não são considerados atos de concentra-
ção, para os efeitos legais, os consórcios ou associações destinadas às licitações pro-
movidas pela administração pública direta e indireta e aos contratos delas decorrentes.
Fonte: CADE. Disponível em: < http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/
perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica>
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%204.137-1962?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%204.137-1962?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%204.137-1962?OpenDocument
http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica
http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica
http://www.cade.gov.br/servicos/perguntas-frequentes/perguntas-sobre-atos-de-concentracao-economica
64UNIDADE III Microeconomia
Neste capítulo foi possível estudar a economia a partir da divisão em dois grandes 
campos. Sabe-se que a economia divide-se em micro e macroeconomia. Aqui especifica-
mente tratamos sobre a microeconomia e seus derivados. 
Você pôde perceber durante tais estudos, sobre os conceitos que norteiam o estu-
do microeconômico sendo ramo ligado à Teoria Econômica que estuda como se comporta 
economicamente as unidades individuais de decisão representados pelos consumidores, 
pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos o que proporcionou enten-
dimento sobre os tipos de análise microeconômica e ou ainda teoria dos preços que é 
a parte do estudo dedicada em explorar, como parte da ciência econômica obviamente, 
como se determina o preço dos bens e serviços, ou seja, como eles são formados, também 
dos fatores de produção: empresas, política econômica, entre outros que circundam essa 
variável, bem como a aplicação de tal análise. Conceituar também demanda ou procura 
pode ser definida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que os consu-
midores desejam adquirir em determinado período de tempo, a oferta referindo-se ao fato 
de que quanto mais elevado for o preço de um bem ou serviço, maior será a disposição do 
empresário em disponibilizar o seu produto para os consumidores. Equilíbrio de mercado e 
elasticidade. 
Vimos a importância estabelecida entre elas sendo amplamente possível com-
preender o que é demanda e o que é oferta. Estudamos também sobre a teoria da produção 
que se preocupa com o lado da oferta do mercado, ou seja, com os produtores, que vão 
oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles produzidos. 
Por fim abordamos as várias formas ou estruturas de mercado, percebeu-se que 
elas dependem fundamentalmente de três características, tais como o número de empresas 
que compõem esse mercado, tipo do produto (se as empresas fabricam produtos idênticos 
ou diferenciados) e se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mer-
cado além de sua influência na economia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
65UNIDADE III Microeconomia
MATERIAL COMPLEMENTAR
 
LIVRO 
• Título: Teoria Microeconomica - Teoria do Consumidor Teoria da 
Produção 
• Autor: Mario Henrique Simonsen
• Editora: Fundação Getúlio Vargas
• Sinopse: Em Teoria microeconômica, Mario Henrique Simon-
sen aborda temas essenciais para quem quer se aprofundar em 
economia, como teoria do consumidor, o equilíbrio geral em uma 
economia de trocas, teoria da produção e inovações e progresso 
tecnológico.
FILME/VÍDEO
• Título: Freakonomics
• Ano: 2010
• Sinopse: O documentário, baseado no livro “Freakonomics – O 
lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”, de Steven Levitt 
e Stephen J. Dubner, mistura economia e cultura pop para mostrar 
a aplicação surpreendente de diversos temas da economia para 
explicar a sociedade.
66
Plano de Estudo:
• MACROECONOMIA: INTRODUÇÃO
• OBJETIVOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA
• INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICAS
• AGREGADOS MACROECONÔMICOS: PRODUTO, RENDA E DESPESA
• MOEDA
• INFLAÇÃO
 
Objetivos de Aprendizagem:
• Conceituar macroeconomia
• Compreender os objetivos da política macroeconômica
• Apresentar os instrumentos de política macroeconômica
• contextualizar os agregados macroeconômicos.
• Conceituar e tipificar moeda.
• Conceituar e compreender a inflação
UNIDADE IV
Macroeconomia
Professor Esp. Rodrigo Jr. Gualassi
67UNIDADE IV Macroeconomia
Bem vindos e bem vindas a nossa quarta e última unidade da disciplina de Economia. 
Nesta derradeira unidade estudaremos o segundo grande campo divisionário da ciência 
economia. Estou falando da macroeconomia, que conceitualmente e de forma simplificada 
trata do comportamento do mercado em níveis amplos, ou seja, estudo do todo. 
Dessa forma nosso primeiro objetivo aqui será o de conceituar a macroeconomia. 
No decorrer do capítulo e na sua devida sequência proposta de estudos propomos a com-
preensão dos objetivos da política macroeconômica e apresentação dos instrumentos de 
política macroeconômica considerados as políticas fiscais, monetárias cambiais e comer-
ciais. 
No que tange os principais agregados macroeconômicos, nosso foco de estudo 
estará centrado no que diz respeito ao produto, renda e despesa nacional. 
Por fim abordaremos um assunto muito mais presente na vida dos indivíduos a se 
julgar pelo ponto de vistas das próprias pessoas que a é a moeda e a inflação, sem dúvida 
alguma um dos principais fatores para o bom fluxo de qualquer economia vigente.
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
68UNIDADE IV Macroeconomia
1 MACROECONOMIA: INTRODUÇÃO
Macroeconomia trata em suma do “comportamento da economia em seu conjunto, 
agregativamente considerado. A unidade de referência é o todo, não suas partes individua-
lizadamente consideradas” (ROSSETTI, 2016, p. 43).
Temos como base a economia, logo então a tratativa de sua evolução como um 
todo, analisando o que determina, bem como o comportamento de todos os agregados 
econômicos.
Alguns exemplos dos principais agregados são:
• Renda
• Emprego
• Produto Nacional
• Desemprego
• Investimento
• Estoque de Moeda
• Poupança
• Taxa de Juros
• Consumo
• Balanço de Pagamentos
• Nível Geral de Preços
• Taxa de Câmbio
69UNIDADE IV Macroeconomia
Negligencia o comportamento das unidades econômicas individuais, porém permite 
estabelecer relações entre os agregados e melhor compreensão das interações entre estes.
É o ramo da Teoria Econômica que estuda o funcionamento da economia como um 
todo, procurando identificar e medir as variáveis que determinam o volume da produção 
total, o nível de emprego e o nível geral de preços do sistema econômico, bem como a 
inserção do mesmo na economia mundial.” (VICECONTI; NEVES 2013)
Estuda a economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento 
de grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços, empre-
go e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balanço de pagamentos e taxa de 
câmbio. (VASCONCELLOS, 2015)
SAIBA MAIS
O presidente Barack Obama assumiu a Casa Branca em 2009, durante um período 
de intensa turbulência econômica. A economia estava se reerguendo lentamente de 
uma crise financeira, ocasionada pela queda significativa nos preços dos imóveis, pelo 
aumento vertiginoso da inadimplência no crédito imobiliário e pela falência, ou quase 
falência, de diversas instituições financeiras. Ao se espalhar, a crise financeira fez res-
surgir o espectro da Grande Depressão da década de 1930, momento em que, em seu 
pior ano, um em cada quatro cidadãos norte-americanos que desejavam trabalhar não 
conseguia encontrar um emprego. Em 2008 e 2009, autoridades do Tesouro e do Fe-
deral Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos), bem como de outros setores do 
governo, estavam tomando medidas vigorosas para evitar a recorrência daquelas mes-
mas consequências. E, embora tenham tido sucesso – o pico da taxa de desemprego 
foi de 10,1% –, a queda na atividade econômica foi grave, a recuperação subsequente 
dolorosamente lenta e as políticas adotadas deixaram como legado uma dívida gover-
namental ainda maior.
A história da macroeconomia não é um relato simples, mas proporciona uma valiosa 
motivação para a teoria macroeconômica. Embora os princípios básicos da macroeco-
nomia não mudem de uma década para outra, o macroeconomista precisa aplicá-los 
com flexibilidadee criatividade para se adequar às mudanças nas circunstâncias ao 
longo do tempo.
Fonte: Mankiw (2018)
70UNIDADE IV Macroeconomia
A macroeconomia considera o comportamento da economia como um todo – isso 
desde períodos de prosperidade até os de recessão. São as flutuações do produto agre-
gado, das taxas de variação dos preços e dos níveis de emprego. Focaliza os objetivos 
macroeconômicos e as variáveis que os afetam.
(ROSSETTI, 2016)
71UNIDADE IV Macroeconomia
2 OBJETIVOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA
2.1. Produto agregado
O primeiro objetivo da gestão macroeconômica é a geração de um produto agre-
gado tão próximo quanto seja possível, objetivando-se com isso atender às aspirações 
crescentes da população e estender os benefícios da prosperidade econômica a todas 
as camadas sociais. Promover o crescimento do produto a taxas acima do crescimento 
demográfico, expandindo-se assim a produção per capita de bens e serviços finais.
Hall e Lieberman (2003, p. 102), enfatizam que produto interno bruto (PIB) de um 
país “é o valor total de todos os bens e serviços finais produzidos para o mercado em um 
determinado ano e dentro das fronteiras do país”.
2.2. Alto nível de emprego
Entre os objetivos macroeconômicos considerados como fundamental está o de 
reduzir os níveis de desemprego à taxa baixas. Na Teoria Geral do Emprego, dos Juros 
e da Moeda (1936), John Maynard Keynes já abordava o assunto. O desemprego não 
assustava, muito menos resultava em preocupações. O pensamento dos liberais era de 
que a própria economia seria capaz de se ajustar sempre que necessário. Keynes iniciou 
a discussão sobre o grau de intervenção na economia. Sua grande preocupação era o 
nível de emprego, para ele quando a demanda era baixa, a economia reduzia a produção, 
o que consequentemente cumularia na também redução do próprio emprego. Para que 
houvesse maior nível de emprego, para Keynes, deveria haver um maior nível de consumo. 
Keynes propôs como forma de compensar essas fontes de oscilação que o Estado atuasse 
regulando a demanda agregada. Isso poderia ser feito com a utilização de instrumentos de 
política econômica, monetária e, principalmente, fiscal, para que assim pudesse manter a 
estabilidade do produto em um alto nível de emprego (LOPES ET AL, 2018).
 
2.3. Estabilidade de preços
Estabilidade dos preços refere-se ao comportamento do nível geral de preços. 
Quando falamos em níveis gerais de preços, a base de estudo parte daquela relacionada 
ao contexto macroeconômico. Tem como um de seus objetivos, por exemplo, doravante da 
72UNIDADE IV Macroeconomia
sua estabilidade promover o crescimento contínuo e sustentável, com justa distribuição de 
renda. Ao contrário disso, quando se verifica um aumento contínuo e generalizado no nível 
geral de preços temos uma definido muito conhecida que é a inflação.
A esse último fator, prevalece um ponto de muita atenção pois pode acarretar distor-
ções, influenciando principalmente sobre a distribuição da renda, expectativa dos agentes 
econômicos, mercado de capitais e balanço de pagamento.
2.4. Transações externas
Outro objetivo macroeconômico relevante é o equilíbrio das transações externas.
● Exportações líquidas
● Déficits
● Superávits
● Equilíbrio geral
2.5. Crescimento econômico
Refere-se ao crescimento da renda per capita, ou seja, em colocar à disposição da 
coletividade uma quantidade de mercadorias e serviços que supere o crescimento popula-
cional.
 = Aumento da atividade produtiva
 = Aumento da renda nacional per capita
 Ou seja, conjunto de medidas tomadas pelo Estado com o objetivo de influir 
nos mecanismos de produção distribuição e consumo de bens e serviços. De forma sucinta 
as Políticas Macroeconômicas têm como objetivos: Nível de produção de bens e serviços 
próximo da capacidade total;
● Nível de desemprego próximo de zero;
● Nível de preços estabilizado;
● Crescimento contínuo de produção;
● Melhor distribuição da renda.
● Produção sem desperdícios e ajustados às necessidades;
● Equilíbrio nas contas Governamentais;
● Equilíbrio na balança de pagamentos.
73UNIDADE IV Macroeconomia
3 INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICAS
3.1. Políticas Fiscal
Manejo dos orçamentos do governo. Todos os instrumentos que o governo dispõe 
para arrecadar tributos e controlar despesas.
SAIBA MAIS
Política Fiscal
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e 
realizar despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a 
redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função estabilizadora consiste na 
promoção do crescimento econômico sustentado, com baixo desemprego e estabilidade 
de preços. A função redistributiva visa assegurar a distribuição equitativa da renda. Por 
fim, a função alocativa consiste no fornecimento eficiente de bens e serviços públicos, 
compensando as falhas de mercado.
Os resultados da política fiscal podem ser avaliados sob diferentes ângulos, que podem 
focar na mensuração da qualidade do gasto público bem como identificar os impactos 
da política fiscal no bem-estar dos cidadãos. Para tanto podem ser utilizados diversos 
indicadores para análise fiscal, em particular os de fluxos (resultados primário e nomi-
nal) e estoques (dívidas líquida e bruta). A saber, estes indicadores se relacionam entre 
si, pois os estoques são formados por meio dos fluxos. Assim, por exemplo, o resultado 
nominal apurado em certo período afeta o estoque de dívida bruta.
 Resultado fiscal primário é a diferença entre as receitas primárias e as despesas pri-
márias durante um determinado período. O resultado fiscal nominal, por sua vez, é o re-
sultado primário acrescido do pagamento líquido de juros. Assim, fala-se que o Governo 
obtém superávit fiscal quando as receitas excedem as despesas em dado período; por 
outro lado, há déficit quando as receitas são menores do que as despesas.
No Brasil, a política fiscal é conduzida com alto grau de responsabilidade fiscal. O uso 
equilibrado dos recursos públicos visa à redução gradual da dívida líquida como percen-
tual do PIB, de forma a contribuir com a estabilidade, o crescimento e o desenvolvimento 
econômico do país. Mais especificamente, a política fiscal busca a criação de empregos, 
o aumento dos investimentos públicos e a ampliação da rede de seguridade social, com 
ênfase na redução da pobreza e da desigualdade.
Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/sobre-politica-fiscal
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/sobre-politica-fiscal
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/sobre-politica-fiscal
74UNIDADE IV Macroeconomia
3.1. Política monetária
Controlar Variáveis:
● Moeda
● Crédito
●	 Taxa de Juros
Controle da oferta de moeda, que define a liquidez da economia como um todo, 
atuando sobre a taxa de juros. Ou seja, refere-se a atuação do governo sobre a quantidade 
de moeda e títulos públicos existentes na economia.
REFLITA
 A estabilidade dos preços preserva o v alor do dinheiro, mantendo o poder de com-
pra da moeda . Para alcançar esse objetivo, o BC utiliza a política monetária, política 
que se refere às ações do BC que visam afetar o custo do dinheiro (taxas de juros) e a 
quantidade de dinheiro (condições de liquidez) na economia. No caso do BC, o principal 
instrumento de política monetária é a taxa Selic, decidida pelo Copom . Fonte: https://
www.bcb.gov.br/controleinflacao
Emissões e Reservas compulsórias (% sobre depósitos que os bancos comerciais 
devem colocar à disposição do Banco Central). Open market (compra e venda de títulos 
públicos). Redescontos (empréstimos do Banco Central aos bancos comerciais). Regula-
mentação sobre crédito e taxa de juros.
3.1. Política cambial e comercial
Política cambial diz respeito a atuação do governo sobre a taxa de câmbio sob 
regime de taxas fixas ou flutuantes.
É o conjunto de medidas que defineo regime de taxas de câmbio - flutuante, 
fixo, administrado - e regulamenta as operações de câmbio. Dessa forma, a 
política cambial define as relações financeiras entre o país e o resto do mun-
do, a forma de atuação no mercado de câmbio, as regras para movimentação 
internacional de capitais e de moeda e a gestão das reservas internacionais.A 
condução da política cambial afeta diretamente a vida do cidadão, mesmo 
que não tenha transações com exterior. A taxa de câmbio reflete nos preços 
dos produtos que o país importa e exporta, influenciando assim os demais 
preços da economia (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2019, ONLINE).
https://www.bcb.gov.br/controleinflacao
https://www.bcb.gov.br/controleinflacao
https://www.bcb.gov.br/controleinflacao
75UNIDADE IV Macroeconomia
Figura 1. Política cambial.
Fonte: Banco Central do Brasil (2019, Online)
Disponível em: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/politicacambial
Política comercial trata dos instrumentos de incentivos para com as exportações. 
Conhecida também por estimular ou desestimular as importações.
 = Exportações: estímulos fiscais (icms, ipi etc.). Creditícios (taxa de juros 
subsidiados)
 = Importações: controle das importações via tarifas. E barreiras sobre importações.
https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/politicacambial
https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/politicacambial
76UNIDADE IV Macroeconomia
3.1. Política Rendas
A política de rendas consiste na Intervenção direta do governo na formação de 
renda (salários, aluguéis), com o controle e congelamento de preços. No intuito de atender 
a interesses sociais, o governo tem a capacidade de interferir nas forças do mercado e im-
pedir o seu livre funcionamento. É o que ocorre quando o governo realiza um tabelamento 
de preços com o objetivo de controlar a inflação (PORTAL EDUCAÇÃO, ONLINE).
Trata-se de um conjunto de intervenções diretas que geralmente complementam a 
atuação dos instrumentos fiscais, monetários e cambiais.
A denominação política de rendas justifica-se pelos tipos predominantes de inter-
venções, como os controles diretos de preços e os controles legais sobre salários e demais 
remunerações de fatores de produção, veja:
●	 Atuação em preços;
● Congelamentos e tabelamentos;
● Índices de reajustes;
● Aluguel;
● Estoques;
● Atuação no Mercado de Trabalho;
● Salário mínimo;
● Índices de reajustes salariais;
● Maior interferência nas relações trabalhistas.
77UNIDADE IV Macroeconomia
4 AGREGADOS MACROECONÔMICOS: PRODUTO, RENDA E DESPESA
4.1. Produto
De acordo com Vasconcellos (2015 p. 212) “o Produto Nacional é o valor de todos 
os bens e serviços finais produzidos em determinado período de tempo”.
A expressão agregados, com a qual se identificam genericamente os fluxos 
macroeconômicos do produto, da renda e do dispêndio, tem o significado 
de totalização, conjunto, agrupamento. O PIB, por exemplo, é um agregado 
que resulta do agrupamento de um conjunto de grandes fluxos e lançamen-
tos contábeis, como pagamentos a diferentes categorias de recursos, depre-
ciações e tributos indiretos. E as macrovariáveis que totalizam os grandes 
conceitos, como o consumo e a acumulação bruta de capital, são também 
agregações de um elevado número de fluxos menores, referentes às subca-
tegorias de que se constituem (ROSSETTI, 2016 p. 589).
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado 
ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respec-
tivas moedas. De acordo com o IBGE O PIB do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 
6,8 trilhões. No último trimestre divulgado (1º trimestre de 2019) o valor foi de R$ 1.713,6 
bilhões. Veja abaixo uma tabela com os PIBs dos estados brasileiros.
SAIBA MAIS
A partir da performance do PIB, pode-se fazer várias análises, tais como:
Traçar a evolução do PIB no tempo, comparando seu desempenho ano a ano;
Fazer comparações internacionais do tamanho das economias dos diversos países;
Analisar o PIB per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes) – que mede quanto 
do PIB caberia a cada indivíduo de um país se todos recebessem partes iguais.
O PIB é, contudo, apenas um indicador síntese de uma economia. Ele ajuda a com-
preender um país, mas não expressa importantes fatores como distribuição de renda, 
qualidade de vida, educação e saúde. Um país pode ter um PIB baixo, como a Islândia, 
e ter um altíssimo padrão de vida. Ou, como no caso da Índia, um PIB alto e um padrão 
de vida relativamente baixo.
Fonte: IBGE (Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php)
https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php
https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php
78UNIDADE IV Macroeconomia
4.2. Renda
Vasconcellos (2015 p. 214) salienta que “a Renda Nacional é a soma dos rendi-
mentos pagos às famílias, que são proprietárias dos fatores de produção, pela utilização de 
seus serviços produtivos, em determinado período de tempo”.
Para Mankiw (2018 s/p) o total da produção de uma economia é igual ao total de 
sua renda. Veja na figura de fluxo circular de renda.
Figura 2. Fluxo circular de renda
Uma vez que os fatores de produção e a função de produção determinam, juntos, a 
produção total de bens e serviços, eles também determinam a renda nacional. 
Froyen (2013 p. 34) contribui sobre o tema enfatizando que “a renda nacional é a 
soma das rendas dos fatores da produção de bens e serviços no pe- ríodo. Essas rendas 
são os ganhos dos fatores de produção: terra, trabalho e capital”.
4.3. Despesa
Para Vasconcellos (2015 p. 213) despesa nacional “é o valor das despesas dos 
vários agentes na compra de bens e serviços finais”. Ou seja, todo gasto efetuado pro-
venientes dos agentes econômicos para aquisição de bens e serviços produzidos numa 
sociedade.
79UNIDADE IV Macroeconomia
5 MOEDA
Conceito de Moeda: É um instrumento ou objeto que é aceito pela população como 
meio de pagamento de bens e serviços, essa aceitação é garantida por lei. Antes da exis-
tência da moeda, as transações eram realizadas através de escambo (trocas).
“Pode ser definida como um ativo financeiro de aceitação geral, utilizado na 
troca de bens e serviços, que tem poder liberatório (capacidade de pagamen-
to) instantâneo. Sua aceitação é garantida por lei (ou seja, a moeda tem “cur-
so forçado’’ e sua única garantia é a legal)” (VASCONCELLOS, 2015, p. 311)
É fácil imaginar os transtornos trazidos por tal mecanismo, tais como: divisibilidade 
e localizar alguém que tivesse produzido o que você desejasse em excesso, como também 
alguém que precisasse o que você produziu a mais que o seu consumo.
5.1 Funções da Moeda
As funções da moeda no sistema econômico são fundamentalmente as seguintes:
a) Instrumento ou meio de troca: Por ter aceitação geral, serve para intermediar o 
fluxo de bens e serviços;
b) Denominador comum de valor: Possibilita que sejam expressos em unidades 
monetárias os valores de todos os bens e serviços, é um padrão de medida;
Reserva de valor: A posse da moeda representa liquidez imediata para quem a 
possui. Assim, pode ser acumulada para a aquisição de um bem ou serviço no futuro. Claro 
está que o requisito básico a) para que a moeda funcione como reserva de valor é sua 
estabilidade diante dos preços de bens e serviços, já que a inflação diminui o poder de 
compra e a deflação a valoriza.
5.2 Tipos de Moeda
a) Moeda Fiduciária: emitida pelos Bancos Centrais, tendo os agentes econômicos 
o direito de uso, representado pelo papel-moeda e a moeda metálica;
b) Moeda Escritural ou Bancária: Criada pelo sistema bancário, ao conceder crédi-
to aos agentes econômicos, isto é, são os créditos concedidos pelas instituições 
financeiras;
c) Quase Moeda: São meios de pagamento que não tem total aceitação da popu-
lação, mas ultimamente é muito utilizado pelos agentes econômicos. obs: os 
80UNIDADE IV Macroeconomia
cheques não são considerados moeda, o seu conceito é uma ordemá vista de 
transferência de depósito.
5.3. Teoria quantitativa da moeda
A Teoria Quantitativa da Moeda (TQM) é uma das primeiras tentativas da ciência 
econômica de estabelecer uma correlação entre a quantidade de moeda em circulação no 
sistema econômico e o nível geral de preços.
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2008) sua origem remonta ao século XVI, 
quando foi observado que o ouro descoberto na América e trazido para a Espanha provo-
cou uma inflação sem precedentes naquele país. A sua formulação mais elaborada ocorreu, 
entretanto, no século XX e a TQM constituiu, até a década de 1930, um dos pilares da 
chamada teoria clássica.
Admitindo-se que a economia esteja em pleno-emprego e que, portanto, o produto 
real não possa ser aumentado, um aumento na oferta monetária provocará um aumento, 
em igual proporção, no índice geral de preços. Esta é a essência da Teoria Quantitativa da 
Moeda.
Um grupo de economistas denominados neo-quantitativistas, entre os quais se 
destaca Milton Friedman, tentou reabilitar a teoria quantitativa. A sua conclusão final é de 
que o Governo deve controlar a expansão da oferta monetária de acordo com o aumento 
esperado do nível do produto real. Se este é suposto se elevar em 4% a.a., a oferta mone-
tária deve ser acrescida, no máximo, neste percentual, sob pena de causar descontrole no 
nível geral de preços.
A maioria dos economistas contemporâneos rejeita esta associação direta entre a 
oferta monetária e o índice geral de preços da economia. Embora a influência da quantida-
de de moeda sobre os níveis de elevação dos preços seja um fato reconhecido por todos, 
a corrente predominante é de que há situações em que, mesmo que a oferta monetária 
permaneça constante em termos nominais, pode ocorrer inflação provocada por fatores 
tais como déficit do Governo, aumento do nível dos investimentos privados e outros que 
venham a afetar a Demanda Agregada por bens e serviços da economia.
Keynes afirmou que as pessoas demandavam moeda por três motivos:
1. Transação;
2. Precaução;
3. Especulação.
81UNIDADE IV Macroeconomia
A demanda de moeda para fins de precaução é explicada pela necessidade de 
dinheiro que as pessoas têm para cobrir despesas imprevistas em caso de emergências. 
Keynes acreditava que a demanda de moeda para fins de precaução variava positivamente 
com o aumento da renda.
A demanda de moeda para fins de especulação consiste na manutenção de dinhei-
ro ocioso por parte das pessoas na expectativa que as taxas de juros subam. Se as taxas 
de juros estão baixas no presente e há a expectativa de que elas subam no futuro, muitas 
pessoas, ao invés de comprarem um ativo financeiro que rende juros, preferirão manter sua 
riqueza na forma de moeda (fenômeno denominado por Keynes de preferência pela liqui-
dez), esperando para fazerem aplicações quando a taxa de juros efetivamente aumentar.
A taxa de juros tem um papel estratégico nas decisões dos mais variados agentes 
econômicos. Ao nível das empresas, as decisões dos empresários quanto à compra de 
máquinas, equipamentos, aumentos ou diminuição de estoques, de matérias-primas ou 
de bens finais, e de montantes de capital de giro, serão determinadas não só pelo nível 
atual, mas também pelas expectativas quanto aos níveis futuros das taxas de juros. Se as 
expectativas quanto à trajetória das taxas de juros se tornarem pessimistas, os empresários 
deverão manter níveis baixos de estoques e mesmo de capital de giro no presente, uma 
vez que o custo de manutenção desses ativos poderá ser extremamente oneroso no futuro. 
O nível da taxa de juros também vai afetar as decisões de investimento em bens de capital 
(máquinas, por exemplo): se as taxas estiverem elevadas, isso inviabiliza muitos projetos 
de investimento, e os empresários optarão por aplicar seus recursos no mercado financeiro.
Os consumidores, por sua vez, exercerão um maior poder de compra à medida que 
as taxas de juros diminuírem, e o contrário, se as taxas de juros aumentarem. Desse modo, 
se as autoridades governamentais optam por uma redução do nível da demanda, a taxa de 
juros tem um importante papel, pois a determinação de seu patamar acabará por influenciar 
o volume de consumo, notadamente de bens de consumo duráveis, por parte das famílias. 
Além de representar um aumento do custo do financiamento de bens de consumo, taxas 
de juros elevadas acarretam também uma diminuição no consumo, porque as pessoas 
passam a preferir investir em caderneta de poupança, e dirigem sua renda não gasta para 
auferirem receitas financeiras (VASCONCELLOS; GARCIA, 2008).
A fixação da taxa de juros doméstica, por outro lado, está relacionada com a de-
manda de crédito junto aos mercados financeiros internacionais. Se, por exemplo, tudo o 
mais constante, a taxa de juros no Brasil se tornar relativamente mais elevada do que a taxa 
praticada nos Estados Unidos, haverá uma maior demanda de crédito externo por parte das 
empresas brasileiras comparativamente à situação anterior; o contrário se observará se a 
82UNIDADE IV Macroeconomia
taxa de juros diminuir no mercado interno. O movimento de capitais financeiros internacio-
nais está, desse modo, condicionado aos diferenciais de taxas de juros entre os diversos 
países.
As diferenças entre as taxas de juros nominais e as taxas de juros reais merecem 
uma atenção especial, pois elas têm implicações nas decisões de investimento. As taxas de 
juros nominais constituem um pagamento expresso em percentagem, mensal, trimestral, 
anual etc.., que um tomador de empréstimos faz ao emprestador em troca do uso de uma 
determinada quantia de dinheiro. Se não houver inflação no período, a taxa de juros nominal 
será igual à taxa de juros real desse mesmo período de tempo.
Quase como regra, a história evidenciou que os riscos e turbulências do des-
controle monetário não foram compensados pela euforia efêmera que pro-
duziram. Os estragos que as superabundâncias de moeda provocaram su-
peraram seus supostos e efêmeros benefícios. Resultado: o quantitativismo 
acabou predominando. E mais: a forte correlação entre as variações na oferta 
monetária e as variações nos preços, empiricamente definida, conduziu à 
expressão básica da teoria quantitativa da moeda: a equação de trocas de I. 
Fisher, definida em 1911, em The purchasing power of Money (ROSSETTI, 
2016, p. 735).
Contudo, quando há inflação, torna-se importante distinguir a taxa de juros nominal 
da taxa de juros real. Assim, enquanto a taxa de juros nominal mede o preço pago ao 
poupador por suas decisões de poupar, ou seja, de transferir o consumo presente para 
o consumo futuro, a taxa de juros real mede o retorno de uma aplicação em termos de 
quantidades de bens, isto é, já descontada a taxa de inflação.
83UNIDADE IV Macroeconomia
6 INFLAÇÃO
6.1. Inflação
6.1. Conceito de Inflação
A inflação é definida como o aumento contínuo e generalizado dos preços dos bens 
e serviços da economia. A alta de preços deve ser generalizada, ou seja, todos os produtos 
da economia devem sofrer acréscimos em seus preços. Se apenas alguns dos bens e 
serviços apresentam elevações de preços, enquanto outros apresentam redução, este 
fenômeno pode decorrer simplesmente do mecanismo de ajuste dos respectivos mercados 
em virtude de alterações da demanda ou da oferta.
A inflação é medida pelos números-índices, ou seja, fórmulas matemáticas que 
informam a porcentagem de aumento nos preços dos bens e serviços num determinado 
período.
6.2 Tipos de Inflação
6.2.1 – Inflação de demanda
É causada por um crescimento dos meios de pagamento que não é acompanhado 
pelo crescimento da produção.
Em virtude da própria natureza desse tipo de inflação, que está associada ao ex-
cesso de moeda na economia, as políticas adotadas pelo governo para combatê-la visam 
reduzir a procura de bens e serviços. Dois tipos de políticas podem ser adotadas para 
atingir esseobjetivo. Inicialmente, pode-se optar por uma política monetária que diminua 
a quantidade de dinheiro na economia, o que é obtido pelo rígido controle sobre as emis-
sões de papel-moeda, limitações ao crédito (empréstimos e financiamentos) e aumento do 
encaixe (depósito compulsório no Bacen) dos bancos comerciais (VASCONCELLOS 2015).
A segunda política recebe o nome de política fiscal e consiste em duas medidas: 
aumentar os impostos sobre a renda e sobre bens e serviços, redução da renda disponível 
do setor privado e, como consequência, a demanda; e cortar gastos do governo.
6.2.2 – Inflação de Custos
As principais causas da inflação de custos são:
 = Aumento de salários acima de aumentos da produtividade;
 = Aumento autônomo das margens de lucro das empresas em mercados mono-
84UNIDADE IV Macroeconomia
polistas ou oligopolista;
 = Aumento de preços agrícolas em função de intempéries climáticas (geadas, 
temporais, etc) ou de outros fatores que reduzam a produção da agricultura;
 = Elevação autônoma de preços de produtos importados que sejam matérias-
-primas importantes na produção de bens na economia (exemplo: aumento no 
preço do barril de petróleo);
 = Desvalorização do real da taxa de câmbio (quando a taxa de câmbio se desva-
loriza nominalmente mais do que o diferencial entre as taxa de inflação interna 
e externa;
6.2.3 – Inflação Inercial
Em economias com altas taxas de inflação e que perduram por longo período de 
tempo (inflação crônica), a desorganização total da economia de mercado é impedida pela 
adoção da indexação das rendas e dos ativos da economia.
A indexação consiste em se corrigir as rendas recebidas pelos agentes econômicos 
e o valor dos ativos de sua propriedade com base na variação de um índice de preços que 
reflita a taxa de inflação no período de tempo entre os reajustes.
De modo, os salários dos trabalhadores, os aluguéis, a taxa de câmbio, o capital 
emprestado pelo poupador, os títulos da dívida pública emitidos pelo governo, entre outros, 
são reajustados periodicamente com base na inflação passada (VASCONCELLOS, 2015).
A indexação atenua bastante as distorções da inflação sobre o sistema econômico, 
porém apresenta a desvantagem de perpetuá-la, pois os agentes econômicos sempre ten-
derão a reajustar os rendimentos pela inflação passada, impedindo que a taxa de inflação 
venha a cair no futuro.
No Brasil, a partir de julho de 1994, houve a implantação do Plano Real, cuja viga 
mestra foi a criação da URV (Unidade Real de Valor), uma moeda indexada que serviu como 
unidade de conta no 1º Semestre de 1994 e uma valorização da taxa de câmbio, mantida 
até a saída do Sr. Gustavo Franco da Presidência do Bacen, foi o único que conseguiu 
romper a inércia inflacionária que caracterizava a economia brasileira nos últimos trinta 
anos. A inflação no Brasil, após a implantação do Plano Real, reduziu-se paulatinamente 
para um patamar de menos de 10% ao ano.
85UNIDADE IV Macroeconomia
6.3 – Principais Consequências da Inflação sobre a economia
a) Setor de Crédito: os credores são prejudicados, há um aumento da inadimplên-
cia, como consequência aumento da taxa de juros;
b) Setor produtivo: em virtude do aumento da taxa de juros, os agentes econômicos 
deixam de consumir e poupar para aplicar no mercado financeiro, diminuindo a 
oferta e gerando desemprego;
c) Diminuição do poder de compra do consumidor e de investimentos por parte 
das empresas;
d) Compromete o balanço de pagamentos, pois há perda da competitividade inter-
nacional gerando déficit da balança comercial.
86UNIDADE IV Macroeconomia
 Assim chegamos ao final da nossa quarta e última unidade da disciplina de 
Economia. Nesta unidade estudamos o segundo grande campo divisionário da ciência 
economia: a macroeconomia, que, vale a pena lembrar é conceitualmente definida por 
Vasconcellos como sendo aquela que estuda a economia como um todo, analisando a 
determinação e o comportamento de grandes agregados, tais como: renda e produto na-
cionais, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, 
balanço de pagamentos e taxa de câmbio.
 No decorrer do capítulo e na sua devida sequência proposta de estudos ex-
pomos a compreensão dos objetivos da política macroeconômica, especificamente sobre o 
produto agregado, o alto nível de emprego, estabilidade econômica, transações externas e 
o crescimento econômico. Foram apresentados também, instrumentos de política macroe-
conômica considerados as políticas fiscais, monetárias cambiais e comerciais.
 No que tange os principais agregados macroeconômicos, nosso foco de estu-
do esteve centrado no que diz respeito ao produto que é valor de todos os bens e serviços 
finais produzidos em determinado período de tempo, na renda que diz respeito a soma 
dos rendimentos pagos às famílias, que são proprietárias dos fatores de produção, pela 
utilização de seus serviços produtivos, em determinado período de tempo. E na despesa 
nacional sendo que esta é o valor das despesas dos vários agentes na compra de bens e 
serviços finais. 
Por fim abordamos os assuntos moeda e a inflação, seus conceitos, definições e 
impactos na sociedade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
87UNIDADE IV Macroeconomia
LEITURA COMPLEMENTAR
Origem e Evolução do Dinheiro
Disponível em: < https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/legado?url=https:%2F%-
2Fwww.bcb.gov.br%2Fhtms%2Forigevol.asp >
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
• Título: Fatos e falácias da economia
• Autor: Thomas Sowell
• Editora: Record
• Sinopse: O livro ideal para quem deseja compreender questões 
econômicas sem jargões e gráficos tediosos. Com argumentação 
brilhante e extrema clareza, o aclamado economista Thomas 
Sowell demonstra de forma objetiva como os dados econômicos e 
as crenças populares são construídos de forma tendenciosa pelo 
senso comum, reforçados pelos políticos e divulgados pela mídia. 
Ao analisar algumas das falácias mais populares da economia, 
desfaz crenças amplamente difundidas sobre problemas urbanos, 
desigualdade de renda entre homens e mulheres e questões rela-
cionadas às diferenças entre raças e países em desenvolvimento, 
entre outras. Fatos e falácias da economia se destina a todos que 
desejem compreender questões econômicas sem jargões e gráfi-
cos tediosos, mostrando que o exame cuidadoso das falácias que 
nos cercam é um exercício importante – e até divertido.
FILME/VÍDEO
• Título: A grande aposta
• Ano: 2016
• Sinopse: Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empre-
sa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que 
coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos 
irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos 
investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra 
o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o 
corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e 
passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve 
Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais 
desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes 
na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro 
ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um 
guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.
WEB 
• Portal da Inflação.
• https://portal-da-inflacao.ibre.fgv.br/.
https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/legado?url=https:%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fhtms%2Forigevol.asp
https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/legado?url=https:%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fhtms%2Forigevol.asp
https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/legado?url=https:%2F%2Fwww.bcb.gov.br%2Fhtms%2Forigevol.asp
https://portal-da-inflacao.ibre.fgv.br/
https://portal-da-inflacao.ibre.fgv.br/
88UNIDADE IV Macroeconomia
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Disponível em: < https://www.sunoresearch.com.br/artigos/homo-economicus/ > Acesso 
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89UNIDADE IV Macroeconomia
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<https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-diferenca-entre-comunismo-e-socialis-
mo-existiu-algum-pais-realmente-comunista/> Acesso em 18 de Julho de 2019.
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VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro: teoria e exer-
cícios, glossário com os 300 principais conceitos econômicos. 6 ed. São Paulo: Atlas, 
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VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de; OLIVEIRA, Roberto Guena de; BARBIERI, 
Fabio. Manual de microeconomia. 3. ed. – São Paulo : Atlas, 2011.
VICECONTI, Paulo Eduardo Vilchez; NEVES, Silvério das. Introdução à economia. 12 ed. 
São Paulo: Saraiva, 2013.
90UNIDADE IV Macroeconomia
Prezado(a) aluno(a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos a respeito desta 
disciplina de economia. Contemplamos na unidade I, os princípios da economia de forma 
que foram abordados os primórdios do pensamento econômico percorrendo um caminho 
de correntes e pensamentos que nos levaram até os tempos atuais.
Já na unidade II apresentamos os conceitos de economia, o problema econômico 
fundamental, os setores básicos da economia e os sistemas econômicos.
Na unidade III conceituamos e contextualizamos a microeconomia, compreende-
mos os tipos de análise microeconômica com o objetivo de estabelecer a importância da 
aplicação da sua análise. Conceituamos e contextualizamos demanda, oferta e equilíbrio 
de mercado com foco na compreensão da demanda e da oferta. Ao final da unidade III 
abordamos os conceitos de teoria de mercado.
Por fim, na unidade IV conceituamos macroeconomia além de promovermos a 
compreensão dos objetivos da política macroeconômica. Apresentamos os instrumentos 
de política macroeconômica e contextualizamos os agregados macroeconômicos, além de 
conceituar e tipificar moeda e conceituar e compreender a inflação.
A partir de agora acreditamos que você já está preparado para seguir em frente 
avaliando essa dinâmica de mercado e confrontando com a realidade da atividade empre-
sarial onde atua.
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!
CONCLUSÃO
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