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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO 
CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL 
MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O papel do Assistente Social no atendimento a 
crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual 
na cidade de Colinas - MA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colinas-MA 
2025 
MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O papel do Assistente Social no atendimento a 
crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual 
na cidade de Colinas - MA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado ao Curso 
Bacharelado em Serviço Social – 
Universidade Pitágoras UNOPAR 
Anhanguera, para a disciplina Trabalho 
de Conclusão de Curso I. 
 
Professor da disciplina: M.e: Valquiria 
Apatecida Dias Caprioli. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Colinas/MA 
2025 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 4 
2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ........................................ 6 
3. OBJETIVOS ...................................................................................................... 7 
3.1 Objetivo Geral .......................................................................................... 7 
3.2 Objetivos Específicos ............................................................................... 7 
 
4. JUSTIFICATIVA ................................................................................................ 8 
5. METODOLOGIA ............................................................................................... 9 
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................... 11 
9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO................................................................... 14 
10. ORÇAMENTO ................................................................................................. 15 
11. RESULTADOS ESPERADOS......................................................................... 16 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS..............................................................................18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
O presente trabalho tem como objeto de estudo a atuação do assistente 
social frente a violência sexual contra crianças e/ou adolescentes na cidade de 
Colinas - MA. Embora seja um tema atual, apresenta profundas raízes históricas, 
atingindo todas as etnias e classes sociais. 
O interesse pela área da criança e adolescente, mais precisamente pela 
escolha e definição pelo objeto de estudo acima descrito, discorreu-se ao longo da 
graduação e sobretudo no estágio curricular realizado no Centro de Referência 
Especializado de Assistência Social (CREAS), Rua das Orquídeas, 709, Centro, no 
município de Colinas – MA. 
Outro fator importante foi o acompanhamento de matérias sobre casos de 
violência sexual contra crianças e adolescentes, publicadas pela imprensa e redes 
sociais, especialmente a partir de 2020. Esses fatores alavancaram análises 
concernente a coisificação das relações, em que continuamente os infantes são 
tratados como objetos, o que é contraditório com os progressos em pleno século 
XXI. 
Para Hermann (1998), a violência é um instrumento a serviço da dominação, 
ou seja, urna ferramenta para controlar o outro. Com a promulgação do Estatuto da 
Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.099/90) em 1990, esse público-alvo foi 
priorizado como digno de proteção integral e para que a família, a sociedade e o 
Estado se responsabilizassem por seu cuidado. Contudo, como abordado acima, 
são vários os direitos violados, dada sua inocência e fragilidade. 
Segundo Dados do 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública foram 
registrados 66.020 estupros no país em 2021. Sendo que, 75,5% das vítimas eram 
vulneráveis, incapazes de consentir com o ato sexual. 61,3% das vítimas de 
violência sexual tinham até 13 anos e em 79,6% dos casos o autor era conhecido da 
vítima. (FBSP, 2022, p. 16). 
Para falar de situações relacionadas à violência contra crianças e 
adolescentes é possível retratar que, de acordo com Azevedo e Guerra (1997), “A 
maior parte das crianças e adolescentes abusadas são meninas na idade entre 7 e 
14 anos. No Brasil, estima-se que uma em cada três ou quatro meninas e jovens é 
5 
abusada sexualmente antes de completar 18 anos”. Quando retrata sobre o número 
maior de meninas que são vítimas, percebe-se como machismo influencia nas 
relações sociais, cujo contexto histórico gera impactos no meio social. 
Também é imprescindível apresentar o Estatuto da Criança e do 
Adolescente, pois a partir dele é que se tem uma legislação específica com o 
objetivo da proteção integral da criança e do adolescente, aplicando medidas que 
possuem esse direcionamento. O Estatuto é um Marco legal e regulatório dos direitos 
de criança e adolescente que foi instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990, 
durante o governo Collor, responsável em regulamentar os direitos da criança e do 
adolescente inspirados pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 
1988. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
 
 
O projeto realizado apresenta o título “O papel do Assistente Social no 
atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual na cidade de 
Colinas - MA”. Parte da necessidade de ensinar crianças e adolescentes a se 
protegerem, usando meios de denúncia da violência a alguém em que eles possam 
confiar e orientar os profissionais a lidarem com estas situações em seus 
atendimentos. Além disso, é necessário que haja uma confiança entre pais e filhos 
com uma relação aberta para que a família seja considerada o porto seguro. 
De acordo com estudos e pesquisas, a violência sexual além de causar 
danos na saúde em diversos aspectos, também ferem o princípio da dignidade 
humana, impedindo que crianças e adolescentes desfrutem de uma vida saudável. 
Acerca disso, de que modo deverá ser realizado pelos assistentes sociais o 
atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência sexual na cidade de 
Colinas - MA? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
3. OBJETIVOS 
 
 
3.1 Objetivo Geral 
 
Compreender a atuação do assistente social, no que diz respeito ao atendimento 
de crianças e adolescentes em situação de violência sexual na cidade de Colinas – 
MA. 
 
 
3.2 Objetivos Específicos 
 
 
• Analisar o percurso histórico dos direitos da criança e do adolescente. 
 
• Identificar quais as consequências da violência sexual para a população 
infantojuvenil vitimizada. 
• Estudar a forma de intervenção dos assistentes social na cidade referida 
para abordar o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes, bem como 
as estratégias adotadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
4. JUSTIFICATIVA 
 
 
A violência sexual contra crianças e adolescentes, se apresenta como 
uma das expressões da questão social na contemporaneidade. Por ser um tema 
complexo e de difícil enfrentamento, acaba gerando um tabu nas pessoas, evitando 
debater informações que poderiam ser cruciais como forma de proteção às vítimas 
de abuso e exploração sexual. 
Essa ausência de debate contribui para dificultar a prevenção sobre as 
situações de abuso e exploração sexual, e o conhecimento para perceber que algo de 
errado está acontecendo com a criança e/ou adolescente, a ponto de conseguir 
intervir. 
Desta forma, torna-se indispensável uma discussão sobre o atendimento do 
assistente social frente a violência sexual e suas expressões, pelo qual se configuram 
em diferentes formas, sem distinguir classe, etnia ou gênero. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
5. METODOLOGIA 
 
 
Compreende-se que, para o ato da pesquisa, é fundamental ter 
compreensão do caminho que será trilhado. A vista disso, antes de apresentaros 
demais tópicos que compõem o presente artigo, descrevemos os trajetos 
metodológicos abordados. Dado que, esse componente é de numerosa importância, 
por abordar todos os procedimentos seguidos. 
Na primeira etapa, no desenvolvimento metodológico sucedeu-se um 
mapeamento bibliográfico, com a revisão narrativa, um levantamento bibliográfico, 
com natureza básica, fazendo referência ao que já se tem descoberto. A busca 
documental foi realizada a partir de artigos científicos, teses, dissertações, livros, 
selecionados nas bases de dados: CAPES Periódicos (Coordenação de 
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); Scielo; Google acadêmico; EBSCO. 
Foi utilizado como palavras-chaves para a pesquisa “Violência Sexual OR abuso 
sexual AND assistente social OR Serviço Social. 
Estabeleceu-se como critérios de inclusão: a) artigos que se enquadravam 
aos objetivos propostos, b) estudos que abordaram diretamente a atuação 
profissional frente a violência sexual com crianças e adolescentes, c) texto completo 
disponível em bases de dados abertas (não pagas), d) pesquisas realizadas no 
Brasil. E como critérios de exclusão: a) textos que não versem sobre a temática 
estudada, b) que não atendam aos objetivos do estudo, c) que apenas citem a 
atuação profissional de forma generalizada. 
Destarte, buscou discutir temas como a importância da humanização e 
acolhimento institucional; a criança/adolescente como sujeito de direitos; políticas 
públicas e o enfrentamento a violência sexual, com o objetivo de descrever 
postulados, conceitos e situações da vida cotidiana, seguindo os passos: 
identificação do tema, seleção da questão de pesquisa; estabelecimento de critérios 
para inclusão e exclusão de estudos/amostragem; definição das informações a 
serem extraídas dos estudos selecionados; avaliação dos estudos incluídos; 
interpretação dos resultados; e apresentação de síntese do conhecimento, 
favorecendo assim a perspectiva investigativa sobre a atuação do assistente social 
frente a violência sexual contra crianças e adolescentes. 
Inicialmente, a seleção dos artigos foi feita pelo título e, depois, pelos 
10 
resumos, obedecendo-se aos critérios de inclusão e exclusão preestabelecidos. Vale 
ressaltar que os artigos encontrados em mais de uma base de dados foram 
contabilizados apenas uma vez. Em seguida, procedeu-se com a leitura na integra e 
a verificação da elegibilidade dos artigos para responder ao objetivo proposto deste 
estudo. 
A análise dos registros identificados por meio da estratégia de busca por 
seleção ocorreu de forma independente, a fim de garantir maior precisão, por dois 
revisores para identificar estudos que possuam potencial relevância para inclusão, 
utilizando critérios de elegibilidade predeterminados. Como principais teóricos que 
embasaram este artigo, destaca- se o estudioso Vicente de Paula Faleiros e Yolanda 
Guerra, os quais contribuíram ativamente no conhecimento acerca desse problema 
de saúde pública e instrumentalidades do Serviço Social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
 
 
Antes do séc. XX, os infantes eram considerados menores abandonados, 
que necessitavam de assistência, ou mesmo de repressão. Segundo Fontes (2019, 
p. 172), “nos primeiros anos da República a questão da criança e do adolescente 
passou a ser considerada uma questão de higiene pública e de ordem social, para se 
consolidar o projeto de nação forte, saudável, ordeira e progressista”. 
Até então, não se reconhecia que é dever do Estado, da família e do Estado 
livrar as crianças e adolescentes de toda forma de exploração e negligência, 
conforme identifica-se no Estatuto da criança e adolescente – ECA (Lei n. 
8.069/1990) e Constituição Federal de 1988. Foram imensuráveis os 
aperfeiçoamentos no campo de direitos infantojuvenis no decorrer do tempo, sendo, 
portanto, indispensável conhecer o contexto histórico em relação a esse tema. 
A consolidação das leis de assistência e proteção aos menores resultou no 
Decreto nº 16.272 em 1923. Por meio desse, foi aprovado o código de menores, 
regulamento que entrever a proteção aos menores abandonados e delinquentes. 
Posteriormente, em 1927 foi promulgado o I Código de Menores — também 
conhecido Código Mello Mattos. Embora evidencie visão moralista, este foi um 
marco no avanço aos direitos infantojuvenis, com seus 231 artigos consolidou toda a 
legislação existente até então. 
Já em 1959, a Organização das Nações Unidas – ONU promulgou a 
Declaração Universal dos Direitos da Criança. A partir disso, a criança foi 
considerada como sujeito de direitos, reconhecendo direitos básicos como a 
educação, à brincadeira, a um ambiente saudável e cuidados de saúde. Enquanto 
isso, no Brasil, a condição da infância e da adolescência ainda se encontrava em 
progresso para o contexto do menor em situação irregular. 
Após mais de uma década desde o decreto do II Código de Menores, foi 
promulgada a Constituição Federal em 1988 (também conhecida como constituição 
cidadã), rompendo com as antigas doutrinas em que os infantes eram tratados como 
adultos em miniatura. Chega ao fim a proteção irregular e se estabelece a proteção 
integral. Atualmente, estes possuem como direito fundamental um ambiente sadio 
que promova o seu pleno desenvolvimento. Destaca-se um artigo da Constituição 
que explicita o que foi acima citado: 
12 
 
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao 
adolescente. com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à 
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária, além de coloca-los a salvo de toda forma de 
negligência, discriminação exploração, violência, crueldade e 
opressão. (CONSTITUIÇÃO FEDERATIVA DO BRASIL, 1988) 
 
A família, a comunidade, a sociedade e o Estado devem garantir todos os 
direitos resguardados a criança e ao adolescente. Observa-se no artigo 4° do ECA: “É 
dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público 
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à 
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. 
A violência é hoje considerada uma das principais causas de 
morbimortalidade, especialmente na população jovem, atinge crianças, 
adolescentes, homens e mulheres, de 
diferentes etnias, classes sociais, culturas ou religião (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 
2022). É uma violação dos direitos humanos, como o direito à vida, liberdade e 
respeito. De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS (1998, p.27), a 
palavra violência é definida como o uso intencional da força física ou do poder, real 
ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma 
comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, 
dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação. 
A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que "ninguém será 
submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante". 
Entretanto, na prática isso não se desenrola, a violência com suas variadas faces 
perpetua-se nos mais diversos âmbitos. 
De acordo com a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da 
Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH), entre as denúncias de 
violações de direitos humanos contra crianças e adolescentes, 18,6% dos casos 
estão ligados a situações de violência sexual. Foram 18.681 registros contabilizados 
entre janeiro e dezembro do ano passado. Em 2022, só entre os meses de janeiro e 
maio foram registradas 4.486 denúncias (MMFDH, 2022). 
13 
É função primordial do Serviço Social a orientação às famílias, para que 
reconheçam as crianças e adolescentescomo sujeitos de direitos, consonante narra 
o Estatuto da Criança e do Adolescente — Lei n° 8069/90. Guerra (2008, p. 114), 
afirmando que "a socialização das informações [...] é uma ação profissional que 
fortalece o usuário no acesso e no processo de mudança da realidade na qual se 
insere na direção da ampliação dos direitos e efetivação da cidadania". 
Oliveira e Kathlee (2020, p. 142), ressaltam que a função educativa: 
 
 
Caracteriza-se pela incidência dos efeitos das ações profissionais na 
maneira de pensar e agir dos sujeitos envolvidos nas referidas ações, 
interferindo na formação de subjetividade e normas de conduta, 
elementos estes constitutivos de um determinado modo de vida ou 
cultura [...] a prática dos assistentes sociais [...] servem de suporte a 
uma determinada direção intelectual e moral. Esta função vincula, 
portanto, a prática do assistente social à cultura de um determinado 
projeto de hegemonia. 
 
De acordo com o Código de ética Profissional (1993, p. 24), temos como um 
dos seus princípios fundamentais a "defesa intransigente dos direitos humanos e 
recusa do arbítrio e do
autoritarismo". Cabe então ao profissional realizar uma pedagogia humanizada, não 
violenta nem autoritária, respeitando a todos sem distinções. 
Para que o direito salvaguardado por leis seja efetivamente respeitado e 
posto em prática é necessário comprometimento de todas as partes. Independente 
dos instrumentos, o único objetivo é que crianças e adolescentes sejam respeitados 
como sujeitos de direitos, e que a violência sofrida por eles, deixem de fazer parte do 
seu cotidiano. É mister que o profissional prossiga com sua contribuição para que a 
lei possa ser respeitada e cumpra a sua finalidade de romper com a violência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO 
 
 
ETAPAS JANEIRO FEVEREIRO MARÇO 
 
ELABORAÇÃO DO 
PROJETO 
 
X 
 
X 
 
 
REVISÃO DE 
LITERATURA 
 
X 
 
X 
 
 
ENTREGA 
 
X 
APRESENTAÇÃO X 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10. ORÇAMENTO 
 
 
PRODUTOS DESPESAS 
Impressões 52,00 
Fotocópias 32,00 
Papel A4 20,00 
Pesquisas 20,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
11. RESULTADOS ESPERADOS 
 
 
Para Guerra (2008, p. 54), o acompanhamento de famílias, é também "hoje 
uma das medidas de proteção que busca trabalhar com a demanda da violência", 
bem como "apoiar, auxiliar e orientar a família a superar esse momento de crise, 
através da articulação de um sistema de garantias e de seus atores sociais inferidos 
no Estatuto, responsáveis por elaborar, controlar e avaliar políticas públicas". 
Atualmente, percebe-se um significativo comprometimento do governo com 
os infantes, inclusive quanto á violência doméstica, com princípios que apontam 
para a política social de atenção a violência perpetrada contra esses. Ainda assim, 
não é o suficiente. 
O artigo 2º da Lei Orgânica da Assistência Social, Lei no 8.742/93, coloca 
como um dos objetivos da assistência social: "I — a proteção à família, à 
maternidade, à infância, à adolescência e à velhice" (BRASIL, 1993, capítulo I) 
Como resposta às demandas a que é solicitado, é papel do assistente social 
utilizar um arsenal de instrumentais, conhecimentos, informações, técnicas e 
habilidades” (GUERRA, 2008). Nessa obra, afirma ainda a autora: 
 
“A instrumentalidade no exercício profissional do/a assistente social 
parece ser algo referente ao uso daqueles instrumentos necessários ao 
agir profissional, através dos quais os assistentes sociais podem 
efetivamente objetivar suas finalidades em resultados profissionais” 
(GUERRA, 2008, p. 01) 
 
 
A criança ou adolescente torna-se um alvo fácil tanto no abuso, quanto na 
exploração sexual, pois são indivíduos em estágio peculiar de desenvolvimento que 
na maioria das vezes são suscetíveis a manipulação, ameaça ou serem persuadidos 
a realizarem algo contrário a sua vontade e/ou particularidade. 
A nossa sociedade é falha, a justiça é tardia e todos esses aspectos 
influenciam para que essas crianças e adolescentes não tenham a garantia de seus 
direitos concretizados. Dessa forma, percebemos que refletir sobre a violência 
sexual não é algo fácil, porém necessário, em virtude de existir uma quantidade 
enorme de meios para prevenção e poucos deles são colocados em prática. 
17 
O saber gera uma análise diferente sobre a situação, uma indagação que 
poderá resultar em uma conscientização sobre o assunto, resultando em algo 
essencial para muitas vítimas. A criança ou adolescente como indivíduos mais 
vulneráveis, necessitam que algumas legislações sejam colocadas em práticas para 
possuírem pelo menos uma parcela de seus direitos garantidos. 
Precisamos compreender que vivemos em uma sociedade em que crianças 
e adolescentes têm seus corpos erotizados por adultos, pela mídia, pelo mercado 
cultural, e que estas situações estão relacionadas ao modo de produção e 
reprodução das relações sociais em que vivemos. 
É esse o debate que o Serviço Social da cidade vem fazendo; para além de 
procurar a responsabilização individual como forma de enfrentamento à violência 
sexual de crianças e adolescentes, é preciso que os direitos fundamentais sejam 
assegurados para sua proteção social e integral, como o atendimento de saúde, de 
saúde mental, da convivência familiar e comunitária, mesmo que em família extensa, 
dentre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 
 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ASSISTENTES SOCIAIS (ABAS). Código de ética 
profissional do assistente social. São Paulo, 1993. 
AZEVEDO, Maria Amélia. GUERRA. Viviane N. de Azevedo. Infância e Violência 
Doméstica: perguntelho. São Paulo: IPUSP. 1997. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília: Senado 
Federal. Subsecretaria de Edições Técnicas, 2004. 
 . Estatuto da Criança e do Adolescente. Florianópolis: [s.n.], 2001. 
 
BRASIL. Governo do Brasil. Dia Nacional Contra Abuso Sexual de Crianças e 
Jovens é celebrado nesta quinta (18). Brasília, DF, 2017. 
 
FONTES, Lígia Brenda de Carvalho. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança 
e do Adolescente como leis que garante a segurança e a dignidade da Criança e do 
Adolescente. 2018. 
 
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança 
Pública: Violência sexual infantil, os dados estão aqui, para quem quiser ver. São 
Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2022. 
 
GUERRA, Yolanda. A instrumentalidade no Trabalho do Assistente social. In: 
Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais - 6ª Região. (Org.). Simpósio 
Mineiro de Assistentes Sociais. 1ed.Belo Horizonte: CRESS 6ª Região, 2008. 
 
HERMANN, Leda Maria. Os juizados especiais criminais e a violência doméstica: a 
dor que a lei esqueceu. Florianópolis: UFSC, 1998. Dissertação de Mestrado em 
Direito. 
 
MINISTÉRIO DA MULHER, FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS (2022). 
Denúncias de violência sexual são principalmente contra crianças e adolescentes. 
 
MIRANDA, Humberto. Política Nacional do Bem-Estar do Menor e a Aliança para o 
Progresso. Conhecer: Debate Entre O Público E O Privado, 10(25), 143–158. 2020. 
 
MPPA, Ministério Público do Estado do Pará. Dia Nacional de combate ao abuso e a 
exploração sexual de crianças e adolescentes. Belem, 2022. 
 
OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE). Relatórios diversos, 1998. 
 
OLIVEIRA, Patrícia Araújo de ; KATHLEE, Edna Maria Severino Peters. Uma história 
do Sistema Único de Assistência Social, a participação do psicólogo e possibilidade de 
atuação. Revista de Psicologia política. 2020. 
	MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA
	MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA (1)
	SUMÁRIO
	1. INTRODUÇÃO
	2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
	3. OBJETIVOS
	4. JUSTIFICATIVA
	5. METODOLOGIA
	6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
	9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO
	10. ORÇAMENTO
	11. RESULTADOS ESPERADOSREFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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