Prévia do material em texto
SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA O papel do Assistente Social no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual na cidade de Colinas - MA Colinas-MA 2025 MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA O papel do Assistente Social no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual na cidade de Colinas - MA Trabalho apresentado ao Curso Bacharelado em Serviço Social – Universidade Pitágoras UNOPAR Anhanguera, para a disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I. Professor da disciplina: M.e: Valquiria Apatecida Dias Caprioli. Colinas/MA 2025 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 4 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ........................................ 6 3. OBJETIVOS ...................................................................................................... 7 3.1 Objetivo Geral .......................................................................................... 7 3.2 Objetivos Específicos ............................................................................... 7 4. JUSTIFICATIVA ................................................................................................ 8 5. METODOLOGIA ............................................................................................... 9 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................... 11 9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO................................................................... 14 10. ORÇAMENTO ................................................................................................. 15 11. RESULTADOS ESPERADOS......................................................................... 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS..............................................................................18 4 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objeto de estudo a atuação do assistente social frente a violência sexual contra crianças e/ou adolescentes na cidade de Colinas - MA. Embora seja um tema atual, apresenta profundas raízes históricas, atingindo todas as etnias e classes sociais. O interesse pela área da criança e adolescente, mais precisamente pela escolha e definição pelo objeto de estudo acima descrito, discorreu-se ao longo da graduação e sobretudo no estágio curricular realizado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Rua das Orquídeas, 709, Centro, no município de Colinas – MA. Outro fator importante foi o acompanhamento de matérias sobre casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, publicadas pela imprensa e redes sociais, especialmente a partir de 2020. Esses fatores alavancaram análises concernente a coisificação das relações, em que continuamente os infantes são tratados como objetos, o que é contraditório com os progressos em pleno século XXI. Para Hermann (1998), a violência é um instrumento a serviço da dominação, ou seja, urna ferramenta para controlar o outro. Com a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.099/90) em 1990, esse público-alvo foi priorizado como digno de proteção integral e para que a família, a sociedade e o Estado se responsabilizassem por seu cuidado. Contudo, como abordado acima, são vários os direitos violados, dada sua inocência e fragilidade. Segundo Dados do 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública foram registrados 66.020 estupros no país em 2021. Sendo que, 75,5% das vítimas eram vulneráveis, incapazes de consentir com o ato sexual. 61,3% das vítimas de violência sexual tinham até 13 anos e em 79,6% dos casos o autor era conhecido da vítima. (FBSP, 2022, p. 16). Para falar de situações relacionadas à violência contra crianças e adolescentes é possível retratar que, de acordo com Azevedo e Guerra (1997), “A maior parte das crianças e adolescentes abusadas são meninas na idade entre 7 e 14 anos. No Brasil, estima-se que uma em cada três ou quatro meninas e jovens é 5 abusada sexualmente antes de completar 18 anos”. Quando retrata sobre o número maior de meninas que são vítimas, percebe-se como machismo influencia nas relações sociais, cujo contexto histórico gera impactos no meio social. Também é imprescindível apresentar o Estatuto da Criança e do Adolescente, pois a partir dele é que se tem uma legislação específica com o objetivo da proteção integral da criança e do adolescente, aplicando medidas que possuem esse direcionamento. O Estatuto é um Marco legal e regulatório dos direitos de criança e adolescente que foi instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990, durante o governo Collor, responsável em regulamentar os direitos da criança e do adolescente inspirados pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988. 6 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA O projeto realizado apresenta o título “O papel do Assistente Social no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual na cidade de Colinas - MA”. Parte da necessidade de ensinar crianças e adolescentes a se protegerem, usando meios de denúncia da violência a alguém em que eles possam confiar e orientar os profissionais a lidarem com estas situações em seus atendimentos. Além disso, é necessário que haja uma confiança entre pais e filhos com uma relação aberta para que a família seja considerada o porto seguro. De acordo com estudos e pesquisas, a violência sexual além de causar danos na saúde em diversos aspectos, também ferem o princípio da dignidade humana, impedindo que crianças e adolescentes desfrutem de uma vida saudável. Acerca disso, de que modo deverá ser realizado pelos assistentes sociais o atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência sexual na cidade de Colinas - MA? 7 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Compreender a atuação do assistente social, no que diz respeito ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de violência sexual na cidade de Colinas – MA. 3.2 Objetivos Específicos • Analisar o percurso histórico dos direitos da criança e do adolescente. • Identificar quais as consequências da violência sexual para a população infantojuvenil vitimizada. • Estudar a forma de intervenção dos assistentes social na cidade referida para abordar o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes, bem como as estratégias adotadas. 8 4. JUSTIFICATIVA A violência sexual contra crianças e adolescentes, se apresenta como uma das expressões da questão social na contemporaneidade. Por ser um tema complexo e de difícil enfrentamento, acaba gerando um tabu nas pessoas, evitando debater informações que poderiam ser cruciais como forma de proteção às vítimas de abuso e exploração sexual. Essa ausência de debate contribui para dificultar a prevenção sobre as situações de abuso e exploração sexual, e o conhecimento para perceber que algo de errado está acontecendo com a criança e/ou adolescente, a ponto de conseguir intervir. Desta forma, torna-se indispensável uma discussão sobre o atendimento do assistente social frente a violência sexual e suas expressões, pelo qual se configuram em diferentes formas, sem distinguir classe, etnia ou gênero. 9 5. METODOLOGIA Compreende-se que, para o ato da pesquisa, é fundamental ter compreensão do caminho que será trilhado. A vista disso, antes de apresentaros demais tópicos que compõem o presente artigo, descrevemos os trajetos metodológicos abordados. Dado que, esse componente é de numerosa importância, por abordar todos os procedimentos seguidos. Na primeira etapa, no desenvolvimento metodológico sucedeu-se um mapeamento bibliográfico, com a revisão narrativa, um levantamento bibliográfico, com natureza básica, fazendo referência ao que já se tem descoberto. A busca documental foi realizada a partir de artigos científicos, teses, dissertações, livros, selecionados nas bases de dados: CAPES Periódicos (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); Scielo; Google acadêmico; EBSCO. Foi utilizado como palavras-chaves para a pesquisa “Violência Sexual OR abuso sexual AND assistente social OR Serviço Social. Estabeleceu-se como critérios de inclusão: a) artigos que se enquadravam aos objetivos propostos, b) estudos que abordaram diretamente a atuação profissional frente a violência sexual com crianças e adolescentes, c) texto completo disponível em bases de dados abertas (não pagas), d) pesquisas realizadas no Brasil. E como critérios de exclusão: a) textos que não versem sobre a temática estudada, b) que não atendam aos objetivos do estudo, c) que apenas citem a atuação profissional de forma generalizada. Destarte, buscou discutir temas como a importância da humanização e acolhimento institucional; a criança/adolescente como sujeito de direitos; políticas públicas e o enfrentamento a violência sexual, com o objetivo de descrever postulados, conceitos e situações da vida cotidiana, seguindo os passos: identificação do tema, seleção da questão de pesquisa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos/amostragem; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados; avaliação dos estudos incluídos; interpretação dos resultados; e apresentação de síntese do conhecimento, favorecendo assim a perspectiva investigativa sobre a atuação do assistente social frente a violência sexual contra crianças e adolescentes. Inicialmente, a seleção dos artigos foi feita pelo título e, depois, pelos 10 resumos, obedecendo-se aos critérios de inclusão e exclusão preestabelecidos. Vale ressaltar que os artigos encontrados em mais de uma base de dados foram contabilizados apenas uma vez. Em seguida, procedeu-se com a leitura na integra e a verificação da elegibilidade dos artigos para responder ao objetivo proposto deste estudo. A análise dos registros identificados por meio da estratégia de busca por seleção ocorreu de forma independente, a fim de garantir maior precisão, por dois revisores para identificar estudos que possuam potencial relevância para inclusão, utilizando critérios de elegibilidade predeterminados. Como principais teóricos que embasaram este artigo, destaca- se o estudioso Vicente de Paula Faleiros e Yolanda Guerra, os quais contribuíram ativamente no conhecimento acerca desse problema de saúde pública e instrumentalidades do Serviço Social. 11 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Antes do séc. XX, os infantes eram considerados menores abandonados, que necessitavam de assistência, ou mesmo de repressão. Segundo Fontes (2019, p. 172), “nos primeiros anos da República a questão da criança e do adolescente passou a ser considerada uma questão de higiene pública e de ordem social, para se consolidar o projeto de nação forte, saudável, ordeira e progressista”. Até então, não se reconhecia que é dever do Estado, da família e do Estado livrar as crianças e adolescentes de toda forma de exploração e negligência, conforme identifica-se no Estatuto da criança e adolescente – ECA (Lei n. 8.069/1990) e Constituição Federal de 1988. Foram imensuráveis os aperfeiçoamentos no campo de direitos infantojuvenis no decorrer do tempo, sendo, portanto, indispensável conhecer o contexto histórico em relação a esse tema. A consolidação das leis de assistência e proteção aos menores resultou no Decreto nº 16.272 em 1923. Por meio desse, foi aprovado o código de menores, regulamento que entrever a proteção aos menores abandonados e delinquentes. Posteriormente, em 1927 foi promulgado o I Código de Menores — também conhecido Código Mello Mattos. Embora evidencie visão moralista, este foi um marco no avanço aos direitos infantojuvenis, com seus 231 artigos consolidou toda a legislação existente até então. Já em 1959, a Organização das Nações Unidas – ONU promulgou a Declaração Universal dos Direitos da Criança. A partir disso, a criança foi considerada como sujeito de direitos, reconhecendo direitos básicos como a educação, à brincadeira, a um ambiente saudável e cuidados de saúde. Enquanto isso, no Brasil, a condição da infância e da adolescência ainda se encontrava em progresso para o contexto do menor em situação irregular. Após mais de uma década desde o decreto do II Código de Menores, foi promulgada a Constituição Federal em 1988 (também conhecida como constituição cidadã), rompendo com as antigas doutrinas em que os infantes eram tratados como adultos em miniatura. Chega ao fim a proteção irregular e se estabelece a proteção integral. Atualmente, estes possuem como direito fundamental um ambiente sadio que promova o seu pleno desenvolvimento. Destaca-se um artigo da Constituição que explicita o que foi acima citado: 12 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente. com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de coloca-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação exploração, violência, crueldade e opressão. (CONSTITUIÇÃO FEDERATIVA DO BRASIL, 1988) A família, a comunidade, a sociedade e o Estado devem garantir todos os direitos resguardados a criança e ao adolescente. Observa-se no artigo 4° do ECA: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. A violência é hoje considerada uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente na população jovem, atinge crianças, adolescentes, homens e mulheres, de diferentes etnias, classes sociais, culturas ou religião (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022). É uma violação dos direitos humanos, como o direito à vida, liberdade e respeito. De acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS (1998, p.27), a palavra violência é definida como o uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação. A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que "ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante". Entretanto, na prática isso não se desenrola, a violência com suas variadas faces perpetua-se nos mais diversos âmbitos. De acordo com a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH), entre as denúncias de violações de direitos humanos contra crianças e adolescentes, 18,6% dos casos estão ligados a situações de violência sexual. Foram 18.681 registros contabilizados entre janeiro e dezembro do ano passado. Em 2022, só entre os meses de janeiro e maio foram registradas 4.486 denúncias (MMFDH, 2022). 13 É função primordial do Serviço Social a orientação às famílias, para que reconheçam as crianças e adolescentescomo sujeitos de direitos, consonante narra o Estatuto da Criança e do Adolescente — Lei n° 8069/90. Guerra (2008, p. 114), afirmando que "a socialização das informações [...] é uma ação profissional que fortalece o usuário no acesso e no processo de mudança da realidade na qual se insere na direção da ampliação dos direitos e efetivação da cidadania". Oliveira e Kathlee (2020, p. 142), ressaltam que a função educativa: Caracteriza-se pela incidência dos efeitos das ações profissionais na maneira de pensar e agir dos sujeitos envolvidos nas referidas ações, interferindo na formação de subjetividade e normas de conduta, elementos estes constitutivos de um determinado modo de vida ou cultura [...] a prática dos assistentes sociais [...] servem de suporte a uma determinada direção intelectual e moral. Esta função vincula, portanto, a prática do assistente social à cultura de um determinado projeto de hegemonia. De acordo com o Código de ética Profissional (1993, p. 24), temos como um dos seus princípios fundamentais a "defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo". Cabe então ao profissional realizar uma pedagogia humanizada, não violenta nem autoritária, respeitando a todos sem distinções. Para que o direito salvaguardado por leis seja efetivamente respeitado e posto em prática é necessário comprometimento de todas as partes. Independente dos instrumentos, o único objetivo é que crianças e adolescentes sejam respeitados como sujeitos de direitos, e que a violência sofrida por eles, deixem de fazer parte do seu cotidiano. É mister que o profissional prossiga com sua contribuição para que a lei possa ser respeitada e cumpra a sua finalidade de romper com a violência. 14 9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO ETAPAS JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ELABORAÇÃO DO PROJETO X X REVISÃO DE LITERATURA X X ENTREGA X APRESENTAÇÃO X 15 10. ORÇAMENTO PRODUTOS DESPESAS Impressões 52,00 Fotocópias 32,00 Papel A4 20,00 Pesquisas 20,00 16 11. RESULTADOS ESPERADOS Para Guerra (2008, p. 54), o acompanhamento de famílias, é também "hoje uma das medidas de proteção que busca trabalhar com a demanda da violência", bem como "apoiar, auxiliar e orientar a família a superar esse momento de crise, através da articulação de um sistema de garantias e de seus atores sociais inferidos no Estatuto, responsáveis por elaborar, controlar e avaliar políticas públicas". Atualmente, percebe-se um significativo comprometimento do governo com os infantes, inclusive quanto á violência doméstica, com princípios que apontam para a política social de atenção a violência perpetrada contra esses. Ainda assim, não é o suficiente. O artigo 2º da Lei Orgânica da Assistência Social, Lei no 8.742/93, coloca como um dos objetivos da assistência social: "I — a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice" (BRASIL, 1993, capítulo I) Como resposta às demandas a que é solicitado, é papel do assistente social utilizar um arsenal de instrumentais, conhecimentos, informações, técnicas e habilidades” (GUERRA, 2008). Nessa obra, afirma ainda a autora: “A instrumentalidade no exercício profissional do/a assistente social parece ser algo referente ao uso daqueles instrumentos necessários ao agir profissional, através dos quais os assistentes sociais podem efetivamente objetivar suas finalidades em resultados profissionais” (GUERRA, 2008, p. 01) A criança ou adolescente torna-se um alvo fácil tanto no abuso, quanto na exploração sexual, pois são indivíduos em estágio peculiar de desenvolvimento que na maioria das vezes são suscetíveis a manipulação, ameaça ou serem persuadidos a realizarem algo contrário a sua vontade e/ou particularidade. A nossa sociedade é falha, a justiça é tardia e todos esses aspectos influenciam para que essas crianças e adolescentes não tenham a garantia de seus direitos concretizados. Dessa forma, percebemos que refletir sobre a violência sexual não é algo fácil, porém necessário, em virtude de existir uma quantidade enorme de meios para prevenção e poucos deles são colocados em prática. 17 O saber gera uma análise diferente sobre a situação, uma indagação que poderá resultar em uma conscientização sobre o assunto, resultando em algo essencial para muitas vítimas. A criança ou adolescente como indivíduos mais vulneráveis, necessitam que algumas legislações sejam colocadas em práticas para possuírem pelo menos uma parcela de seus direitos garantidos. Precisamos compreender que vivemos em uma sociedade em que crianças e adolescentes têm seus corpos erotizados por adultos, pela mídia, pelo mercado cultural, e que estas situações estão relacionadas ao modo de produção e reprodução das relações sociais em que vivemos. É esse o debate que o Serviço Social da cidade vem fazendo; para além de procurar a responsabilização individual como forma de enfrentamento à violência sexual de crianças e adolescentes, é preciso que os direitos fundamentais sejam assegurados para sua proteção social e integral, como o atendimento de saúde, de saúde mental, da convivência familiar e comunitária, mesmo que em família extensa, dentre outros. 18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ASSISTENTES SOCIAIS (ABAS). Código de ética profissional do assistente social. São Paulo, 1993. AZEVEDO, Maria Amélia. GUERRA. Viviane N. de Azevedo. Infância e Violência Doméstica: perguntelho. São Paulo: IPUSP. 1997. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília: Senado Federal. Subsecretaria de Edições Técnicas, 2004. . Estatuto da Criança e do Adolescente. Florianópolis: [s.n.], 2001. BRASIL. Governo do Brasil. Dia Nacional Contra Abuso Sexual de Crianças e Jovens é celebrado nesta quinta (18). Brasília, DF, 2017. FONTES, Lígia Brenda de Carvalho. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente como leis que garante a segurança e a dignidade da Criança e do Adolescente. 2018. FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública: Violência sexual infantil, os dados estão aqui, para quem quiser ver. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2022. GUERRA, Yolanda. A instrumentalidade no Trabalho do Assistente social. In: Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais - 6ª Região. (Org.). Simpósio Mineiro de Assistentes Sociais. 1ed.Belo Horizonte: CRESS 6ª Região, 2008. HERMANN, Leda Maria. Os juizados especiais criminais e a violência doméstica: a dor que a lei esqueceu. Florianópolis: UFSC, 1998. Dissertação de Mestrado em Direito. MINISTÉRIO DA MULHER, FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS (2022). Denúncias de violência sexual são principalmente contra crianças e adolescentes. MIRANDA, Humberto. Política Nacional do Bem-Estar do Menor e a Aliança para o Progresso. Conhecer: Debate Entre O Público E O Privado, 10(25), 143–158. 2020. MPPA, Ministério Público do Estado do Pará. Dia Nacional de combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Belem, 2022. OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE). Relatórios diversos, 1998. OLIVEIRA, Patrícia Araújo de ; KATHLEE, Edna Maria Severino Peters. Uma história do Sistema Único de Assistência Social, a participação do psicólogo e possibilidade de atuação. Revista de Psicologia política. 2020. MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA MARIA CLEIA QUEIROZ SILVA (1) SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 3. OBJETIVOS 4. JUSTIFICATIVA 5. METODOLOGIA 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO 10. ORÇAMENTO 11. RESULTADOS ESPERADOSREFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS