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CURSO DE ENFERMAGEM UNISUAM 
ENSINO CLÍNICO INDIVIDUAL (ECI) DATA: 
 
NOME: Jorge lucas benvindo de medeiros 
 
DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO II MATRÍCULA: 19100381 
 
 
Emergência, clínica 
médica, 
PROFESSO
R: Bianca MÓDULOS: clínica cirúrgica e cuidados 
 intensivos. 
 
 
ORIENTAÇÕES PARA O ENVIO DO ECI VIA EMAIL INSTITUCIONAL 
 
- O ECI deverá ser realizado individualmente por cada módulo regular (4) e pelo módulo especial (1), conforme 
orientação dos respectivos professores. 
- Cada trabalho valerá 10 pontos e será calculada a média aritmética de todos os módulos (4) que deverão alcançar 
a média 6,0 para aprovação. 
- O professor realizará a correção e divulgará as notas por módulo. 
- O status final de aprovado ou reprovado será divulgado no ao final do estágio. 
 
 
SITUAÇÕES PROBLEMA – CLINICA CIRÚRGICA 
 
01- A adaptação à mudança de hábitos intestinais e os novos cuidados de higiene são dificuldades a serem 
enfrentadas pelos pacientes submetidos à colostomia. Após o procedimento cirúrgico, o acompanhamento e 
o incentivo do enfermeiro são imprescindíveis para que o paciente e sua família aceitem a nova realidade e 
recebam as orientações necessárias às práticas relacionadas ao autocuidado. Considerando os cuidados 
necessários à promoção da saúde do paciente submetido a esse procedimento cirúrgico, diga quais os 
cuidados e orientações que o paciente deve receber. 
 
Cuidados com a bolsa de colostomia como troca regular da bolsa conforme necessário para evitar 
vazamentos, limpeza da pele ao redor da colostomia, hidratação adequada, lavar as mãos antes e depois de 
lidar com a colostomia, evitar produtos irritantes, como produtos à base de álcool, para limpar a pele, orientar 
o paciente a observar sinais e sintomas de infecções, verificar a presença vazamentos, irritações ou 
problemas de fluxo nas fezes, e relatar esses sintomas imediatamente 
 
 
02- Uma mulher de 42 anos de idade, em união estável há quinze anos, possui diagnósticos de hipertensão 
arterial sistêmica (HAS), câncer de mama e história obstétrica de duas gestas, sendo dois partos (um parto 
normal e uma cesárea) e nenhum aborto. Os dois filhos gestados estão vivos. Ela relata desconhecer 
antecedentes familiares e nega alergia a medicamentos e alimentos. Foi admitida no hospital há cinco dias 
para realizar mastectomia total de mama direita, antes da qual fez 12 seções de quimioterapia, de 15 em 15 
dias. Encontra-se comunicativa, respondendo às solicitações verbais, em repouso, normotensa, 
normocorada, acianótica e anictérica. Relata incômodo no local cirúrgico, afetando o sono, e refere apetite e 
ingesta hídrica diminuídos. As eliminações urinárias estão preservadas e observa-se ausência de evacuações 
há dois dias. No momento, faz uso de medicamentos para controle da HAS, analgésico e antimicrobiano. A 
limpeza da ferida cirúrgica é realizada com soro fisiológico 0,9% e é colocado curativo à base de gaze que se 
apresenta limpo e seco. MMSS: perfusão periférica normal, sem edema, com punção periférica no MSE e 
equipo de duas vias salinizado. Pressão arterial (PA): 120 x 70 mmHg; frequência cardíaca (FC): 87 bpm; 
frequência respiratória (FR): 25 irpm; temperatura axilar (Tax.): 36 °C. Com base nas informações 
apresentadas, faça o que se pede nos itens a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
a) Indique cinco diagnósticos de enfermagem de acordo com o caso clínico apresentado. 
 
1. Dor Aguda relacionada ao procedimento cirúrgico e incômodo no local cirúrgico, evidenciado pelo 
relato da paciente de desconforto no local cirúrgico; 
 
2. Risco de Déficit de Autocuidado relacionado a falta de apetite e baixa ingesta hídrica; 
 
3. Constipação relacionado a Ingestão de líquidos insuficiente evidenciado por Incapacidade de defecar; 
 
4. Risco de baixa autoestima situacional relacionada ao processo cirúrgico de retirada das mamas; 
 
5. Risco de infecção no sítio cirúrgico relacionado a o auto cuidado prejudicado. 
 
 
b) Cite cinco cuidados de enfermagem indicados para o caso clínico. (valor: 5,0 pontos) 
 
Avaliar regularmente a intensidade da dor no local cirúrgico, monitorar a frequência e a consistência das 
evacuações e incentivar a paciente a beber líquidos e manter uma dieta rica em fibras, se apropriado, realizar 
monitoramento regular da pressão arterial para garantir o controle da hipertensão arterial sistêmica. 
Manter registros precisos da pressão arterial e relatar qualquer leitura anormal ao médico, fornecer apoio 
emocional à paciente, considerando o diagnóstico de câncer de mama e a cirurgia, oferecer informações 
claras sobre a cirurgia, tratamento e recuperação para que a paciente e sua família possam tomar decisões 
informadas. 
 
03- O monitoramento dos processos de esterilização de materiais é responsabilidade direta do enfermeiro 
que gerencia a Central de Material e Esterilização (CME), caracterizando-se como uma das principais formas 
de controle de qualidade nos serviços de saúde. Esses processos são realizados por meio da avaliação de 
parâmetros críticos que compreendem aspectos mecânicos, químicos e microbiológicos. Considerando os 
métodos e indicadores utilizados no monitoramento químico (de acordo com a classificação padrão da 
ANSI/AAMI/ISO 11140-1) e microbiológico que garantem a qualidade do processamento de materiais 
reutilizáveis na unidade de CME. Diga os tipos de identificadores são utilizados no monitoramento químico 
citado: 
 
Os principais indicadores químicos utilizados são: 
Indicadores de exposição à vapor como o indicador químico de Bowie e Dick, que verifica a adequada 
remoção do ar nos ciclos de esterilização a vapor; 
Indicadores integrados, que são fitas ou folhas impregnadas com substâncias químicas sensíveis ao calor e 
vapor, colocadas dentro ou fora dos materiais para verificar se ocorreu a esterilização; 
Indicadores químicos de processamento, que produzem mudanças de cor após a exposição a determinados 
parâmetros do ciclo de esterilização (temperatura, tempo, pressão), como o TB (indicador de Bowie e Dick), 
ou o IP (indicador de parâmetros). 
 
04- Uma menina de 4 anos de idade foi admitida em uma unidade pediátrica para realização de 
apendicectomia. O enfermeiro do centro cirúrgico realizou a visita pré-operatória para identificar e avaliar a 
criança e preencheu o instrumento de Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP). 
No que se refere à aplicação da SAEP e do protocolo de cirurgia segura, assinale a opção correta. Quais os 
cuidados de enfermagem no pré-operatório? 
 
 
Os cuidados de enfermagem no pré-operatório incluem avaliação da saúde, preparação psicológica, 
preparação do ambiente e do paciente, monitoramento dos sinais vitais, documentação, cumprimento dos 
protocolos de cirurgia segura, punção de acesso venoso calibroso, administração de antimicrobiano 
profilático, suporte à família e comunicação eficaz com a equipe cirúrgica. 
 
05- Um paciente de 64 anos de idade foi internado no setor de clínica cirúrgica de um hospital, em pós- 
operatório imediato de cirurgia de ressecção transuretral de próstata (RTUP), decorrente de diagnóstico 
médico de hiperplasia prostática benigna. No histórico pré-operatório, estavam registradas como principais 
queixas do paciente a frequência aumentada da micção, com diminuição do volume e da força do jato 
urinário e a sensação de que a bexiga não tinha sido totalmente esvaziada, acompanhada por infecções 
recorrentes do trato urinário. O paciente encontra-se com irrigação vesical de três vias, com aspecto de 
sangramento vivo 
 
a) O que é a RTUP? 
 
A RTUP é o procedimento cirúrgico mais utilizado nas cirurgias prostáticas, sendo realizada por meio de 
endoscopia, em que um instrumento cirúrgico e óptico é introduzido diretamente através da uretra na próstata, 
que é visualizada diretamente e removida por partes com uma alça de corte elétrica. 
 
b) Os cuidados de enfermagem no pré-operatório: 
 
Certificar-se de queo paciente tenha assinado o consentimento informado, indicando compreensão e 
concordância com o procedimento cirúrgico; 
Explicar ao paciente sobre o procedimento cirúrgico, possíveis riscos e benefícios; 
Tirar dúvidas; 
Solicitar exames pré-operatórios como hemograma, coagulação, função renal; 
Jejum de 8 horas antes da cirurgia; 
Higiene íntima rigorosa, principalmente da região genital; 
Administração de profilaxia antibiótica antes da anestesia, de acordo com prescrição médica; 
Colheita de urina para exames como cultura antes da cirurgia; 
Hidratação venosa e monitorização dos sinais vitais; 
Encaminhamento para a sala de cirurgia, acompanhado de histórico e exames atualizados; 
Orientações pós-operatórias, como repouso, alimentação, fisioterapia, medicações e sinais de alerta. 
 
 
c) As principais complicações possíveis? 
 
As principais complicações possíveis de ocorrer que devem ser avaliadas regularmente pelo enfermeiro, 
nesse processo são: hemorragia, infecção, trombose venosa profunda, obstrução do cateter vesical e 
complicações em sua retirada, além de disfunção sexual. 
 
d) E os cuidados em relação ao sistema de drenagem vesical? 
 
Em relação ao sistema de drenagem vesical, o paciente apresenta sangramento vivo relacionado à lesão 
cirúrgica que se encontra irrigada, cabendo ao enfermeiro controlar o balanço hídrico entre a quantidade 
infundida e a drenada da bexiga, bem como avaliar a redução do sangramento. 
 
 
 
 
 
SITUAÇÕES PROBLEMA – CUIDADOS INTENSIVOS 
 
01- Um paciente internado na unidade de terapia intensiva para tratamento de choque séptico 
apresenta os seguintes resultados laboratoriais: pH = 7,30; PaO2 = 90 mmHg; PaCO2= 28 
mmHg; 
HCO3= 19 mEq/L; BE = -3 mEq/L); SaO2= 98%. 
O quadro desse paciente corresponde a 
 
Os resultados laboratoriais do paciente indicam um quadro de acidose metabólica. 
 
Pois: 
● O pH de 7,30 está abaixo do normal (7,35-7,45), indicando acidose. 
● A PaCO2 de 28 mmHg está abaixo do normal (35-45 mmHg), o que normalmente indicaria alcalose 
respiratória. No entanto, em um esforço para compensar a acidose metabólica, a respiração pode 
aumentar para exalar mais dióxido de carbono (CO2) e aumentar o pH sanguíneo, o que pode explicar 
a baixa PaCO2. 
● O bicarbonato (HCO3) de 19 mEq/L está abaixo do normal (22-28 mEq/L), o que é consistente com a 
acidose metabólica. 
 
02- Um homem de 56 anos de idade, 78 kg, está no 6º dia de internação em Unidade de Terapia Intensiva 
(UTI) devido a politraumatismo após acidente automobilístico. Encontra-se sedado, com entubação 
orotraqueal e em ventilação mecânica, hemodinamicamente instável, hipotenso (PAM: 52 mmHg), 
taquicárdico (FC: 126 bpm), recebendo noradrenalina 30 mL/h e mantendo cateter vesical de demora com 
débito de 100 mL nas últimas 4 horas. Está febril e seu hemograma aponta leucocitose, sugestiva de Infecção 
Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS). Descreva o motivo para indicação da noradrenalina e as ações 
de prevenção às IRAS em sítio respiratório. 
 
A noradrenalina é um medicamento vasoativo que é comumente usado em unidades de terapia intensiva para 
tratar a hipotensão. Ela funciona ao estreitar os vasos sanguíneos e aumentar a pressão arterial, o que pode 
melhorar a perfusão de órgãos vitais. No caso deste paciente, a noradrenalina está sendo usada para tratar 
sua hipotensão. 
As ações de prevenção às IRAS em sítio respiratório podem incluir: 
1. Higiene das mãos: A higiene adequada das mãos é a medida mais eficaz para prevenir a transmissão 
de patógenos. 
2. Cuidado oral: A higiene oral regular com um antisséptico pode reduzir a incidência de pneumonia 
associada à ventilação mecânica. 
3. Posicionamento do paciente: Manter o paciente em uma posição semi-reclinada pode ajudar a 
prevenir a aspiração. 
4. Manuseio do ventilador: O tubo do ventilador e o equipamento associado devem ser manuseados com 
luvas esterilizadas e o sistema deve ser trocado apenas quando necessário. 
5. Uso de antibióticos: O uso profilático de antibióticos pode ser considerado em alguns casos, mas deve 
ser equilibrado com o risco de desenvolver resistência aos antibióticos. 
 
 
03- Um paciente de 23 anos de idade foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI), em período pós-
operatório imediato de cirurgia de craniotomia para exérese tumoral. O paciente encontra-se em ventilação 
mecânica por tubo orotraqueal, com monitorização pressórica arterial, cardíaca e da pressão intracraniana 
(PIC), além de oximetria de pulso. Mantém acesso venoso central em subclávia direita com curativo oclusivo. 
Apresenta anisocoria e sinais de hipertensão intracraniana como complicações pós-operatórias. Nessa 
situação, qual a intervenção de enfermagem indicada para o posicionamento do paciente no leito? 
 
Elevação da cabeceira entre 30° a 45°, mas também deve ser feiro o monitoramento dos sinais vitais, 
administrar medicamentos prescritos para controle da pressão intracraniana e manter o paciente em repouso, 
minimizando estímulos sensoriais, também é importante ser feito. 
 
 
 
04- Os pacientes com queimaduras de grande extensão, ou grandes queimados, podem desenvolver 
complicações sistêmicas severas, entre elas a insuficiência renal aguda (IRA) do tipo pré-renal, com a 
consequente redução do fluxo plasmático renal e do ritmo de filtração glomerular devido à hipovolemia. Nesse 
caso, é importante que o enfermeiro conheça essa patologia, no que diz respeito aos parâmetros clínicos e 
laboratoriais, a fim de intervir precocemente na melhoria do prognóstico, que apresenta mortalidade ao redor 
de 50%. 
Considerando as informações apresentadas, entre os parâmetros clínicos e laboratoriais que devem ser 
monitorados para controle nesses pacientes podemos citar: 
 
Para monitorar pacientes com insuficiência renal aguda pré-renal devido a queimaduras extensas, é crucial 
observar parâmetros como frequência cardíaca, pressão arterial, débito urinário, níveis séricos de creatinina 
e ureia, além de estar atento à resposta do paciente à reposição volêmica. 
 
 
SITUAÇÕES PROBLEMA – EMERGÊNCIA 
 
01- A equipe de saúde da Vila Olímpica é chamada para socorrer um atleta de levantamento de peso, com 
25 anos de idade, encontrado no chão, inconsciente e sem movimentos respiratórios. Após o reconhecimento 
de parada cardiorrespiratória (PCR), o enfermeiro pôs em prática as diretrizes para ressuscitação 
cardiopulmonar, de 2020, da American Heart Association. A respeito da conduta adequada do enfermeiro 
nessa situação, descreva as ações a serem tomadas pelo enfermeiro em suporte básico de vida. 
 
As diretrizes de 2020 da American Heart Association (AHA) para ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e 
cuidados cardiovasculares de emergência (CCE) estabelecem um padrão para o suporte básico de vida 
(SBV). Aqui estão as etapas que o enfermeiro deve seguir: 
 
Segurança: Antes de tudo, o enfermeiro deve garantir que a cena é segura para ele e para o paciente. 
 
Verificar a resposta: O enfermeiro deve verificar se o paciente está consciente, chamando-o e sacudindo-o 
suavemente. 
 
Chamar por ajuda: Se o paciente não responder, o enfermeiro deve pedir ajuda imediatamente e solicitar 
um desfibrilador/DEA (desfibrilador externo automático). 
 
Verificar a respiração e o pulso: O enfermeiro deve então verificar a respiração e o pulso do paciente. Se 
o paciente não estiver respirando ou se a respiração for anormal (como respiração agônica) e não houver 
pulso, o enfermeiro deve iniciar a RCP. 
 
Compressões torácicas: O enfermeiro deve iniciar compressões torácicas imediatamente. As compressões 
devem ser feitas no centro do peito, a uma taxa de 100-120 compressões por minuto e a uma profundidade 
de pelo menos 5 cm. 
 
Ventilações de resgate: Após 30 compressões, o enfermeiro deve dar 2 ventilações de resgate, cada uma 
com duração de cerca de 1 segundo e suficiente para fazer o peito do paciente subir. 
 
Desfibrilação: Assim que o desfibrilador/DEA estiver disponível, o enfermeirodeve aplicar as pás e seguir 
as instruções do DEA. Se um choque for aconselhado, o enfermeiro deve garantir que ninguém esteja tocando 
no paciente e então administrar o choque. 
 
Continuar a RCP: Após a desfibrilação, o enfermeiro deve retomar imediatamente as compressões torácicas 
e continuar a RCP, alternando entre compressões e ventilações numa proporção de 30:2. 
 
 
 
02- Uma mulher com 40 anos de idade é admitida na Unidade de Pronto Atendimento com queixa de prurido 
intenso, erupções cutâneas, face edemaciada e dificuldade respiratória leve. Refere que os sintomas surgiram 
no dia anterior ao da consulta, após a ingestão de camarão. Nega quadros alérgicos anteriores em relação a 
medicamentos, alimentos ou quaisquer produtos químicos. Com base nesse quadro clínico como será 
classificado o atendimento de acordo com o protocolo de classificação de risco de Manchester. 
 
No caso da paciente em análise, observa-se um prurido intenso, erupções cutâneas, inchaço facial e uma 
leve dificuldade respiratória, indicativos de uma reação alérgica possivelmente séria. Apesar de negar 
histórico de alergias anteriores, a ingestão de camarão, um alérgeno comum, parece ser a causa dos 
sintomas. Dada a potencial gravidade de uma reação alérgica e a presença de leve dificuldade respiratória, 
eu categorizaria este caso como Muito Urgente (laranja) no Protocolo de Manchester. Isso significa que a 
paciente deve ser atendida em até 10 minutos. 
 
 
 
 
 
03- A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Sistema Único de Saúde (SUS) foi 
acionada para atender um adulto, vítima de acidente automobilístico em área urbana com tráfego intenso. O 
atendimento para vítimas de traumas deverá estar pautado nas recomendações do Ministério da Saúde, 
fundamentadas nos protocolos de atendimento da American Heart Association. Portanto, é essencial que o 
profissional conduza a avaliação das vítimas de forma ordenada, sistemática e assertiva, considerando as 
prioridades de atendimento. Quanto ao estado da vítima, o enfermeiro, primeiro profissional a chegar no local 
em uma motolância, identificou que se tratava de um adulto jovem, que estava inconsciente e não 
apresentava sangramento aparente. Considerando o caso apresentado, descreva acerca da seqüência de 
avaliação da vítima. 
 
A sequência de avaliação de um adulto inconsciente, deve se seguir o protocolo XABCDE: 
 
X- Controle de hemorragia externa; 
 
A- Iniciando pelas via aérea, garantindo a permeabilidade e a adequada ventilação; 
 
B- Avalia a respiração, verificando se há presença, regularidade e efetivas incursões respiratórias; 
 
C- Se verifica a circulação, avaliando pulso e controle de hemorragias; 
 
D- Realizar a avaliação neurológica, verificando a resposta do paciente a estímulos; 
 
E- Por fim, exposição com controle do ambiente e controle da temperatura. 
 
 
04- Um enfermeiro da triagem de um pronto-socorro (PS) de um hospital geral de médio porte atendeu uma 
paciente de 60 anos de idade, cuja cirurgia de aneurisma de aorta abdominal estava agendada para a semana 
seguinte. A paciente relatou conhecimento de seu caso e informou ter procurado o PS devido à leve sensação 
de mal-estar e dor moderada na região occipital. 
 
No exame físico, o enfermeiro detectou pressão arterial de 180 mmHg x 130 mmHg e pulso de 90 bpm. O PS 
em que esse enfermeiro trabalha utiliza, na triagem, a classificação de riscos de Manchester, a qual identifica 
a urgência do caso clínico por cores, a saber: azul (casos não urgentes e que poderiam ser atendidos em 
ambulatórios ou consultórios); verde (casos não urgentes que podem aguardar o atendimento); amarelo 
(casos urgentes que devem ser atendidos assim que possível); e vermelho (casos urgentes que devem ser 
atendidos imediatamente). 
Com base na classificação apresentada, classifique o paciente. 
 
Esse paciente seria classificado como amarelo (Urgente), pois não apresenta risco eminente de morte, e 
possui condições clínicas de esperar atendimento. 
 
 
 
 
SITUAÇÕES PROBLEMA – CLINICA MÉDICA 
 
01- Um homem com 67 anos de idade, com hiperplasia prostática benigna (HPB) é acompanhado pela equipe 
de um hospital-escola. O paciente utiliza sonda vesical de demora (SVD) há seis meses, tendo recebido 
orientações a respeito dos cuidados necessários. Apresentou duas vezes infecção urinária (no 1º e no 5º mês 
de uso da sonda), ocasionada pelo mesmo agente etiológico e tratada em domicílio. Há três dias, foi internado 
no hospital escola e submetido a prostatectomia radical. No 2º dia de pós-operatório foi constatado aumento 
da temperatura corporal, com temperatura axilar de 38,5 °C, além de turvação da urina. O aparecimento dos 
sinais flogísticos sugere a presença de infecção: 
 
Os sinais flogísticos como aumento da temperatura corporal e turvação da urina em um paciente após uma 
prostatectomia radical podem sugerir a presença de uma infecção urinária, devido ao histórico do paciente 
com infecções urinárias prévias enquanto estava usando a sonda vesical de demora, a possibilidade de uma 
infecção urinária é alta. 
 
02- O contexto hospitalar historicamente é visto como espaço de cuidados orientados por tecnologias leves-
duras e duras. Estudos recentes apresentam experiências e evidências da associação de tecnologias leves 
aos cuidados dispensados aos pacientes hospitalizados e seus familiares. Entre essas tecnologias leves de 
cuidado, destacam-se as ações de educação em saúde. Em qual tipo de tecnologia se enquadra as ações de 
educação de saúde. 
 
As ações de educação em saúde se enquadram no tipo de tecnologia leve no contexto hospitalar, pois 
tecnologias leves são aquelas que envolvem práticas e abordagens que não são fisicamente invasivas ou 
baseadas em equipamentos complexos, se concentrando em aspectos comportamentais, educacionais e de 
comunicação para melhorar a prestação de cuidados de saúde, utilizando métodos de comunicação e 
educação para informar os pacientes e seus familiares sobre questões relacionadas à saúde, como, explicar 
diagnósticos, tratamentos, procedimentos cirúrgicos, cuidados pós-operatórios e prevenção de doenças 
 
03- O dimensionamento de pessoal de enfermagem está diretamente associado à eficácia, à qualidade e ao 
custo da assistência prestada aos pacientes. O método de dimensionamento de pessoal de enfermagem 
inicialmente proposto por Gaidzinski para avaliar a quantidade e qualidade desses profissionais prevê as 
seguintes variáveis: 
 
O método de dimensionamento de pessoal de enfermagem proposto por Gaidzinski e outros métodos 
similares leva em consideração várias variáveis para avaliar a quantidade e qualidade dos profissionais de 
enfermagem necessários em uma unidade de saúde. No entanto, a equipe de enfermagem não é 
responsável pela criação do método em si, mas sim por aplicá-lo de acordo com as diretrizes e 
regulamentos da instituição de saúde. Portanto, o que a equipe de enfermagem deve fazer inclui: 
 
● Coletar dados relevantes; 
● Avaliar a carga de trabalho; 
● Levar em consideração a gravidade dos casos; 
● Analisar as normas e regulamentos locais; 
● Definir escalas de trabalho adequadas; 
● Promover a qualificação da equipe; 
● Monitorar a qualidade dos cuidados; 
● Revisar e ajustar periodicamente; 
● Colaborar com a equipe de gestão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
04- Um homem deu entrada no pronto-socorro de um hospital acompanhado pelo seu filho, o qual é seu único 
cuidador. O filho relatou que o pai apresentava sintomas de desorientação, agitação e quadro de torpor 
surgidos uma semana após a ingestão de diazepam. No exame físico, o paciente encontrava-se confuso e 
desorientado, com diminuição da acuidade visual, da ingesta hídrica e da alimentar, além de apresentar 
dificuldade de comunicação e locomoção. Devido ao quadro apresentado decidiu-se pela sua internação na 
unidade de clínica médica. O enfermeiro da unidade de internação, ao admitir o paciente, percebeu que os 
dados referentes à consulta deenfermagem, realizada no pronto-socorro, foram inseridos no prontuário 
eletrônico conforme fases do processo de Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e teorias de 
enfermagem. Considerando os benefícios do processo de sistematização da assistência de enfermagem bem 
como das teorias de enfermagem na avaliação do paciente, avalie as afirmações a seguir. 
 
A equipe de enfermagem deve realizar as seguintes ações: 
 
● Continuar a avaliação do paciente; 
● Seguir o processo de SAE; 
● Utilizar as teorias de enfermagem; 
● Comunicar-se com a equipe multidisciplinar; 
● Monitorar os sintomas e a resposta ao tratamento; 
● Promover um ambiente seguro e acolhedor; 
● Fornece orientações ao cuidador; 
● Documentar de forma completa e precisa. 
 
 
05- A enfermeira gestora de uma unidade de clínica médica tem enfrentado a seguinte situação com a equipe 
de enfermagem: um enfermeiro assistencial não tem cumprido as regras institucionais, apresentando faltas 
injustificadas e constantes atrasos no plantão. Esse fato levou a outra enfermeira assistencial a ter que 
assumir as obrigações do colega, o que gerou um conflito nas relações de trabalho, com trocas de falas 
agressivas, além de reclamações de outros profissionais. Acrescenta-se ao caso o fato de o enfermeiro 
assistencial ser parente da enfermeira gestora. Diante das circunstâncias, cabe à enfermeira gestora mediar 
esse conflito. Com base nessa situação descreva como gerenciar esse conflito. 
 
Para a Enfermeira Gestora: 
● Mantenha a imparcialidade; 
● Agende uma reunião privada; 
● Estabeleça expectativas claras; 
● Explique as consequências; 
● Ofereça apoio; 
● Defina um plano de melhoria. 
 
Para a Equipe de Enfermagem: 
● Respeite a liderança da enfermeira gestora; 
● Comunique-se de forma construtiva; 
● Colabore para encontrar soluções; 
● Respeite a privacidade; 
● Apoie o plano de melhoria; 
● Mantenha o foco na qualidade dos cuidados; 
● Reporte preocupações à liderança. 
 
 
 
 
 
 
 
06- Uma mulher de 89 anos de idade, internada há 10 dias em uma unidade de clínica médica e em uso de 
múltiplos medicamentos prescritos, caiu do leito na noite passada. Segundo relato da equipe, a idosa 
apresentava-se desorientada, e a queda ocorreu quando ela tentou levantar-se. Após realização raio X, foi 
constatada fratura do fêmur direito. No momento, a paciente está com tração esquelética, aguardando 
cirurgia. O membro inferior direito permanece aquecido, com boa perfusão periférica. Considerando o caso 
descrito e o protocolo de prevenção de quedas do Ministério da Saúde de 2013 decreva os fatores de risco e 
as prevenções para risco de queda 
 
Fatores de Risco para Quedas em Idosos: 
● Idade avançada; 
● Desorientação e confusão; 
● Uso de múltiplos medicamentos; 
● Mobilidade reduzida. 
 
 
 
 
Medidas de Prevenção de Quedas em Idosos: 
● Avaliação de risco de queda; 
● Revisão dos medicamentos; 
● Supervisão e monitoramento; 
● Ambiente seguro; 
● Calçados apropriados; 
● Mobilização assistida; 
● Atenção à higiene pessoal; 
● Educação da paciente e da família; 
● Registro e relatório de quedas; 
● Avaliação pós-queda. 
 
 
07- O risco de quedas de pessoas idosas em ambiente hospitalar está associado a fatores de risco vinculados 
tanto ao indivíduo quanto ao ambiente físico. Um enfermeiro do setor de internação, ao admitir um paciente 
do sexo masculino, de 85 anos, internado para tratamento de diabetes mellitus, em uso de agentes 
antidiabéticos, diuréticos, antipsicóticos e antidepressivos tricíclicos, relatou diminuição da acuidade visual, 
incontinência urinária e inatividade física. Ao exame físico, observou desequilíbrio postural, manchas 
arroxeadas nos braços e na região do tórax, além de condições higiênicas precárias. Como o perfil do paciente 
se enquadrava em idosos com risco de queda, o enfermeiro utilizou o protocolo de avaliação de risco 
padronizado pela instituição. Aponte os fatores de risco e diga qual o protocolo de risco comumente utilizado 
nas instituições de saúde brasileiras. 
 
Fatores de Risco Relacionados ao Indivíduo: 
● Idade avançada (85 anos); 
● Uso de medicamentos; 
● Diminuição da acuidade visual; 
● Incontinência urinária; 
● Inatividade física; 
● Desequilíbrio postural; 
● Manchas arroxeadas (equimoses): Equimoses podem ser indicativas de quedas anteriores ou 
● fragilidade da pele, que aumenta o risco de lesões em quedas subsequentes. 
● Condições higiênicas precárias. 
 
Protocolo de Avaliação de Risco de Quedas em Idosos: Esse protocolo envolve a avaliação completa 
do paciente para identificar fatores de risco específicos que possam contribuir para quedas. Ele inclui a 
análise de fatores individuais e ambientais e permite que a equipe de saúde adote medidas preventivas 
apropriadas para reduzir o risco de quedas. 
 
 
 
 
Ações que a equipe de enfermagem deve tomar com base nos fatores de risco identificados e no protocolo 
de avaliação de risco de quedas: 
● Realizar uma avaliação detalhada do paciente, levando em consideração os fatores de risco 
● individuais e ambientais. 
● Comunicar os fatores de risco identificados à equipe multidisciplinar, incluindo médicos, 
● fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. 
● Implementar medidas preventivas específicas, como ajustar a medicação, fornecer assistência 
● para mobilização, garantir um ambiente seguro e oferecer orientações ao paciente e à família 
● sobre prevenção de quedas. 
● Realizar monitoramento contínuo do paciente para identificar qualquer mudança em seu risco de 
● queda e ajustar as medidas preventivas conforme necessário. 
● Registrar todas as informações relacionadas à avaliação de risco de quedas e às medidas 
● preventivas adotadas no prontuário do paciente. 
● Educar o paciente e a família sobre os riscos de quedas e a importância de seguir as orientações 
● de prevenção. 
● Envolver o paciente em programas de reabilitação e fortalecimento muscular, conforme 
● apropriado, para melhorar a mobilidade e a estabilidade. 
● Manter a equipe de saúde atualizada sobre o estado do paciente e qualquer alteração em seu risco 
● de queda. 
 
08- Um paciente de 67 anos de idade, portador de diabetes mellitus tipo II há 7 anos, é insulinodependente. 
Há duas semanas, apresentou uma lesão superficial na região do calcâneo do pé direito, com média 
quantidade de secreção serossanguinolenta, sem odores. Não soube referir o que ocorreu, pois não sentiu 
nada, apenas um leve incômodo para andar, quando detectou presença de uma lesão. Passou por consulta 
médica e de enfermagem para avaliação da ferida, com prescrição da realização de curativos e orientação 
para prevenção de futuras lesões. Durante a consulta de enfermagem, a ferida foi caracterizada como uma 
úlcera superficial pequena, localizada na região do calcâneo do pé direito, com média quantidade de secreção 
serossanguinolenta e sem odores. O enfermeiro observou presença dos pulsos poplíteo e tibial posteriores, 
com perfusão periférica reduzida após digito pressão na polpa plantar. Não havia presença de calos na região, 
porém o paciente apresentava bolhas no calcâneo do pé esquerdo, com pele ressecada e unhas quebradiças 
em ambos os membros, com diminuição de sensibilidade nos metatarsos e nas polpas plantares. 
Com base nos dados coletados durante a consulta de enfermagem, defina o que pode estar gerando a lesão 
e a cobertura a ser utilizada 
 
Causa: Neuropatia diabética. 
Cobertura a ser usada: Alginato de cálcio com hidrogel, AGE, limpeza com soro fisiológico ou PHMB, 
utilizando gaze para cobrir a ferida.

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