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�traçã� d� ácid� nucleic� DNA das células eucarióticas localizado no núcleo envolto por uma membrana nuclear, carioteca localizada no interior da célula, delimitada pela membrana plasmática, tais membranas são compostas por fosfolipídeos e proteínas Nos cromossomos está gravada a nossa identidade, pode se ligar através de sequências de bases do DNA, como um código genético. extração de ácidos nucleicos Permite que ocorra o rompimento da membrana plasmática e do envoltório nuclear, dessa forma consequentemente, o material genético extravasa, esse processo permite a extração das moléculas de DNA através de centrifugação do composto em presença de solventes orgânicos. Razões para se realizar a extração de ácidos nucléicos ● determinação precisa de todos os detalhes genéticos da pessoa ● ● identificação e combate de problemas de saúde considerados genéticos ● ● comprovação de paternidade Ocorre em 4 etapas: 1° Lise celular: exposição do material genético (DNA ou RNA) lise química = detergente lise mecânica = maceração 11 2° Purificação: remoção de componentes celulares como proteínas, organelas e restos celulares 3° Precipitação: concentração do ácido nucleico 4° Reidratação: ressuspensão do DNA ou RNA pode ser extraído da: urina, sangue (mais comum) FFPE ( tecido fixado em formalina e embebido em parafina), mucosa bucal. tampa roxa: EDTA tubo todo vermelho: sangue total parte amarela: plasma Lise das membranas lipídicas A lise celular ocorre mediante o rompimento das membranas celulares (fosfolipídios+proteínas) o que libera o material contido no núcleo. Para esse processo é utilizado soluções detergentes (dodecil sulfato de sódio SDS) que desestabilizam e quebram os lipídios da membrana. Purificação (desproteinização) remoção de componentes celulares como proteínas, organelas e restos celulares separação DNA de proteínas a) proteinase K: desnaturação das proteínas b) fenol: remove proteínas e outros contaminantes da solução aquosa c) clorofórmio: ajuda a desnaturar proteínas e remover o fenol residual d) NaCl: ajuda a manter a proteínas dissolvidas no líquido extraído, impedem que precipitam. Precipitação etapa em que o DNA ou RNA é separado do restante dos componentes celulares para a precipitação do DNA, utiliza-se etanol gelado ou isopropanol a 4°C, pois o DNA é insolúvel em álcool e se torna menos denso do que a solução obtida o etanol induz a transição estrutural nas moléculas de ácido, fazendo-as se agregarem, com consequente precipitação etanol absoluto: concentra o DNA e ajuda na remoção de resíduos de fenol e de clorofórmio presentes na amostra etanol a 70% é utilizado para remover resíduos de sais retira-se o álcool para formação de pellat * quanto mais gelado o etanol, menos solúvel o DNA vai estar álcool - cloreto de sódio - absorve o que não é dna Reidratação após a retirada do álcool, o DNA precisa se solubilizar em algum solvente: água ultra-pura ou uma solução tampão, esse solvente servirá para armazenamento do DNA extraído deve ser livre de contaminantes e enzimas capazes de destruir o DNA mantém ph ideal para não ter desnaturação armazenar o DNA s -20°C = até 6 meses armazenar o DNA -80 °C = pode ficar muito tempo Como visualizo o DNA extraído? Quando um gel é pigmentado com o corante que se liga ao DNA e depois colocado sob luz UV, os fragmentos de DNA brilham, o que nos permite visualizar o DNA presente em diferentes locais ao longo da extensão do gel. quando tem DNA = bilha transluminador = ilumina com luz ultravioleta quanto mais grossa a fita + DNA quanto mais fina a fita - DNA Eletroforese eletro = potencial elétrico forese = movimento = migração possíveis aplicações da eletroforese = avaliação da presença de DNA, separação de acordo com tamanho molecular é semi - quantitativo = não dá número exato de moléculas movimento de partículas dispersas num fluído (matriz - gel de agarose) sob influência de um campo elétrico uniforme DNA é carga negativa - tem tendência a se dirigir ao polo positivo quando sujeito a um campo elétrico. serve para separar moléculas por tamanho/carga elétrica - proteína deve ser desnaturada com detergentes (sds) técnica utilizado à exaustão em trabalhos de biologia molecular unidades de medida: pb (pares de base) ou kb (kilobase) DNA sempre migra do POLO NEGATIVO para POLO POSITIVO. *ordem alfabética para lembrar lado negativo para APLICAR a amostra = lado preto lado vermelho = positivo quanto menor for a molécula = mais rápida é quanto maior for a molécula = mais lenta é primeira linha do fragmento de DNA = régua molecular fonte de eletroforese = descarrega potencial elétrico a escolha da matriz de separação usada depende principalmente do tamanho dos fragmentos analisados agarose: separar fragmentos de tamanhos muito distantes (diferentes) - 100-3000 pb polímero (proteína) linear composto por resíduos de galactose unidos por ligações glicosídicas - forma malhas por onde o DNA vai passar quanto + agarose = + fechada a malha quanto - agarose = - fechada a malha a agarose não é solúvel em temperatura ambiente e precisa ser aquecida e resfriada para a formação do gel (gelificação) poliacrilamida: maior resolução (tamanhos parecidos e mais próximas), separa fragmentos com até 1 pb de diferença. quanto mais fechada a malha, mais resistência os fragmentos de diferentes tamanhos sofrem e mais separados eles ficam. corantes: EtBr e GelRed gel loading buffer; aumenta a densidade da amostra e da cor a amostra - azul de bromofenol - xileno cianol - orange g - sacarose/glicerol/ficoll tamanho da molécula influencia a migração no gel intensidade da cor vai de acordo com a concentração da molécula concentração ≠ tamanho + concentração = + intensidade - concentração = - intensidade é necessário marcar o DNA com marcadores para visualizar os fragmentos - colorimétrico - fluorescência - Quantificação do DNA por espectrofotometria realizada por medição da quantidade de luz absorvida pelo DNA em solução no comprimento de onda de 260 nm. Quanto maior for a absorção de luz nesse comprimento de onda, maior a concentração de DNA na solução Tecnologi� d� DNA recombinant� - unir DNA de espécies diferentes - usado para criar vacinas (ex: covid) - extrair DNA: urina, lágrimas, suor, esperma, secreção vaginal. 1- organização estrutural das células 2-organização nuclear e nomenclaturas 3-transferência da informação do DNA para a proteína 4-endonuclease de restrição (clivar material genético para isolar) Engenharia genética Ato de modificar a constituição genética de um organismo por meio da biotecnologia. Modificações podem ser geradas por métodos que alteram, removem ou introduzem genes para produzir organismos com características desejáveis. Os genes podem ser provenientes da mesma ou de outras espécies. plasmídeo: DNA circular, controle do DNA citoplasmático. Endonucleases de restrição - enzima de restrição - clivagem do DNA Isolada enzima de restrição de uma bactéria Bactérias: produzem naturalmente enzimas de restrição —> proteção contra infecções virais enzimas cortam o DNA viral em fragmentos (mecanismo de proteção) Por que estas enzimas não degradam o DNA das bactérias? CH3: grupo metil - metilação vírus: deposita material genético na bactéria somente quando tem infecções viral Enzimas de restrição - enzimas produzidos por bactérias para restringir a proliferação de vírus invasores - várias enzimas diferentes - diferentes tipos de enzimas clivam diferentes sequências de bases de DNA - ajuda a detectar a presença de diferentes formas de determinados genes - variadas de acordo com seu sítio de ligação As enzimas de restrição são chamadas de acordo com a bactéria que o produziu Como elas cortam o DNA dois tipos de fragmentos: extremidades simétricas: quando as fitas são clivadas em posições opostas extremidades coesivas: quando os cortes encontram-se deslocados se tem alguma mutação a enzima não consegue clivar Utilidades das enzimas de restrição Como as enzimas derestrição possuem a capacidade de cortar o DNA dependendo de uma sequência específica, elas são muito utilizadas em biologia molecular para verificar a variabilidade de indivíduos que diferem em uma determinada sequência por um único nucleotídeo (SNP) e para obtenção de fragmentos para construção de moléculas de DNA recombinante. Clivagem por endonucleases cromossomos homólogos: pai e mãe 1- extração de DNA 2- digestão por enzima de restrição 3- eletroforese Genótipos possíveis Clonagem de DNA clonagem de DNA é o processo de fazer várias cópias idênticas de um pedaço específico de DNA. o gene ou outro fragmento de DNA de interesse é primeiramente inserido numa peça circular de DNA chamada plasmídeo. Qual a finalidade de produzir várias cópias de uma sequência de DNA num plasmídeo? em alguns casos, precisamos de muitas cópias de DNA para realizar experimentos ou construir novos plasmídeos. O fragmento de DNA codifica uma proteína útil, e as bactérias são usadas como “fábricas” para produção dessa proteína. Etapas da clonagem molecular 1- isolar o gene de interesse Para que se tenha DNA recombinante, de duas origens diferentes, é necessário utilizar as enzimas de restrição. Essas enzimas reconhecem a sequência alvo e específica e cortam seletivamente o fragmento que será utilizado. plasmídeo recombinante: vetor do gene de interesse Enzimas de restrição são nomeadas a partir das espécies de procariontes dos quais foram isoladas. 2- Unir o gene ao vetor: DNA recombinante O fragmento de DNA é inserido em um vetor, que é uma molécula de DNA na qual um gene é inserido para construir a molécula de DNA recombinante. gene = gene de interesse DNA ligase = unir o fragmento do gene de interesse para o DNA circular. Irá formar ligações fosfodiéster entre o seu DNA e as duas extremidades dos plasmídeos. , Plasmídeos O vetor de clonagem mais utilizado são plasmídeos de escherichia coli. Eles são moléculas de DNA circular compostas por regiões funcionais: - uma origem de replicação - um gene de resistência a determinado antibiótico - um gene LacZ (cor azul) - alguns sítios de restrição (região onde o inserto será inserido) sítios de restrição estão dentro do gene LacZ 3- Transformação - o microrganismo Molécula de DNA recombinante produzida é introduzida em um organismo hospedeiro, podendo então ser replicada. bactérias e leveduras podem ser transformadas. As células hospedeiras copiam o DNA do vetor juntamente com o próprio DNA, criando múltiplas cópias do DNA inserido. 4- Semeadura e incubação - As bactérias são semeadas em ágar contendo o antibiótico correspondente ao gene de resistência presente no plasmídeo, e somente as bactérias que possuem o plasmídeo (contendo o gene de resistência dentro delas conseguirão crescer no meio. - no meio da cultura também é adicionado um substrato cromógeno, como por exemplo a X-Gal (análogo da lactose —> galactose + indol) - Enzima beta-galactosidase (produzida pela LacZ) cliva a X-Gal em galactose e um composto azul escuro. 5- Triagem azul-branca colônias brancas: bactérias em que os plasmídeos contendo o inserto estão presentes (gene de interesse). Significa que o gene LacZ foi interrompido pelo inserto, não produziu a enzima e não clivou a X-gal. DEU CERTO! colônias azuis: bactérias que tem o plasmídeos, mas eles não têm o inserto (não foi modificado). Isso significa que o gene LacZ não foi interrompido (íntegro) pelo inserto e foi transcrito na enzima e produziu a cor azul. 6- Confirmação se o inserto realmente está no plasmídeo Selecionar algumas colônias brancas e semeá-las novamente, porém em meio líquido (caldo) e não em ágar Se tiver dado certo, terá duas bandas: uma de plasmídeo e outra do seu inserto. 7- Purificação de proteínas A proteína de interesse é então purificada, separada dos demais conteúdos das células (ex: outras proteínas e macromoléculas). Garantindo que não haja nenhuma impureza, restando apenas o produto final (ex: insulina) Aplicações Biofármacos Produzir proteínas humanas com aplicações terapêuticas, como: - insulina - hormônio de crescimento humano - ativador de plasminogênio tecidual (tPA/APt) - usado para tratar derrames e prevenir coágulos sanguíneos. Terapia genética (TG) Desordens genéticas —> pacientes não possuem a forma funcional de um gene. TG —> fornece uma cópia normal do gene para as células do corpo do paciente construir plasmídeos com uma versão normal do gene que é não funcional na fibrose cística. quando os plasmídeos foram liberados nos pulmões dos pacientes com fibrose cística, a função pulmonar deteriorou menos rapidamente. ,