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ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
Prof(a).: Malena Gadelha
Dra e Ms. Ciências Médicas – UFC
Esp. Gestão da Assistência Farmacêutica
malenagadelha@hotmail.com
Jackson Pollock, The Key, 1946.
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• Portaria GM/MS n. 3916 – 30 de outubro de 1998
-Foi o instrumento norteador de todas as ações no campo 
da política de medicamentos do país.
• Fatores motivadores:
-Problemas na garantia de acesso da população dos 
medicamentos 
-Problemas na qualidade dos medicamentos
-Uso irracional dos medicamentos 
-Desarticulação da AF
-Desorganização dos serviços farmacêuticos
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• Diretrizes:
- Adoção da Relação de Medicamentos Essenciais 
(RENAME)
- Regulação sanitária de medicamentos
- Reorientação da Assistência Farmacêutica
-Promoção do uso racional de medicamentos
-Desenvolvimento científico e tecnológico
-Promoção da produção de medicamentos
- Garantia da segurança, eficácia e qualidade dos 
medicamentos
- Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• Prioridades
De acordo com as diretrizes estabelecidas, algumas 
prioridades foram definidas:
- Revisão permanente da Rename.
- Reorientação da Assistência Farmacêutica.
- Promoção do uso racional de medicamentos.
- Organização das atividades de vigilância sanitária de 
medicamentos.
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• A AF tem caráter sistêmico, multidisciplinar e envolve o
acesso a todos os medicamentos considerados essenciais.
Na PNM é definida como:
- Grupo de atividades relacionadas com o medicamento,
destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma
comunidade. Envolve o abastecimento de medicamentos em
todas e em cada uma de suas etapas constitutivas, a
conservação e o controle de qualidade, a segurança e a eficácia
terapêutica dos medicamentos, o acompanhamento e a
avaliação da utilização, a obtenção e a difusão de informação
sobre medicamentos e a educação permanente dos
profissionais de saúde, do paciente e da comunidade para
assegurar o uso racional de medicamentos. (BRASIL, 2002,
p.34).
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• Reorientação da Assistência Farmacêutica (AF)
fundamenta-se:
- Na descentralização da gestão.
- Na promoção do uso racional dos medicamentos.
- Na otimização e na eficácia do sistema de distribuição no
setor público.
- No desenvolvimento de iniciativas que possibilitam a
redução dos preços dos produtos, viabilizando,
inclusive, o acesso da população aos produtos do setor
privado.
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• A PNM estabelece as responsabilidades para cada 
uma das três esferas de gestão. 
- À estadual, cabe em caráter suplementar, formular, 
executar, acompanhar e avaliar a política de insumos e 
equipamentos para a saúde
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• O estado tem a responsabilidade de:
a) coordenar o processo de articulação intersetorial no seu
âmbito, tendo em vista a implementação desta Política;
b) promover a formulação da política estadual de
medicamentos;
c) prestar cooperação técnica e financeira aos municípios no
desenvolvimento das suas atividades e ações relativas à
assistência farmacêutica;
d) coordenar e executar a assistência farmacêutica no seu
âmbito;
e) apoiar a organização de consórcios intermunicipais de
saúde destinados à prestação da assistência farmacêutica ou
estimular a inclusão desse tipo de assistência como objeto de
consórcios de saúde;
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• O estado tem a responsabilidade de:
f) promover o uso racional de medicamentos junto à população, 
aos prescritores e aos dispensadores;
g) assegurar a adequada dispensação dos medicamentos, 
promovendo o treinamento dos recursos humanos e a aplicação 
das normas pertinentes;
h) participar da promoção de pesquisas na área farmacêutica, 
em especial aquelas consideradas estratégicas para a 
capacitação e o desenvolvimento tecnológico, bem como do 
incentivo à revisão das tecnologias de formulação 
farmacêuticas;
i) investir no desenvolvimento de recursos humanos para a 
gestão da assistência farmacêutica;
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• O estado tem a responsabilidade de:
j) coordenar e monitorar o componente estadual de sistemas 
nacionais básicos para a Política de Medicamentos, de que são 
exemplos o de Vigilância Sanitária, o de Vigilância Epidemiológica e o 
de Rede de Laboratórios de Saúde Pública;
k) programar as ações de vigilância sanitária sob a sua 
responsabilidade;
l) definir a relação estadual de medicamentos, com base na Rename, 
e em conformidade com o perfil epidemiológico do estado;
m) definir o elenco de medicamentos que serão adquiridos 
diretamente pelo estado, inclusive os de dispensação em caráter 
excepcional; 
n) utilizar, prioritariamente, a capacidade instalada dos laboratórios 
oficiais para o suprimento das necessidades de medicamentos do 
estado;
Política Nacional de Medicamentos- PNM
• O estado tem a responsabilidade de:
o) investir em infra-estrutura das centrais farmacêuticas, visando 
garantir a qualidade dos produtos até a sua distribuição;
p) receber, armazenar e distribuir adequadamente os medicamentos 
sob sua guarda;
q) orientar e assessorar os municípios em seus processos de aquisição 
de medicamentos essenciais, contribuindo para que esta aquisição 
esteja consoante à realidade epidemiológica e para que seja 
assegurado o abastecimento de forma oportuna, regular e com 
menor custo;
r) coordenar o processo de aquisição de medicamentos pelos 
municípios, visando assegurar o contido no item anterior e, 
prioritariamente, que seja utilizada a capacidade instalada dos 
laboratórios oficiais. (BRASIL, 2002, p. 30-31)
Política Nacional de AF- PNAF
- A Política Nacional de Assistência Farmacêutica foi aprovada
por meio da Resolução CNS no 338, de 6 de maio de 2004
(BRASIL, 2004).
- Conceito de maior amplitude, na perspectiva de integralidade
das ações, como uma política norteadora para formulação de
políticas setoriais, tais como:
- Políticas de medicamentos
- Ciência e tecnologia
- Desenvolvimento industrial
- Formação de recursos humanos
- Garantindo a intersetorialidade inerente ao SUS, envolvendo
tanto o setor público como o privado de atenção à saúde.
CNS - RESOLUÇÃO 338 - 6 de maio de 2004
• CNS aprovou a Política Nacional de Assistência Farmacêutica 
(PNAF), é:
- Um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e
recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o
medicamento como insumo essencial e visando o acesso e seu uso
racional. Este conjunto envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a
produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção,
programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da
qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de
sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e
da melhoria da qualidade de vida da população. (BRASIL, 2004)
Política Nacional de AF- PNAF
• Eixos estratégicos:
- Garantia de acesso e equidade às ações de saúde, incluindo 
necessariamente a AF.
- Manutenção de serviços de AF na rede pública de saúde, nos 
diferentes níveis de atenção, considerando a necessária 
articulação e a observância das prioridades regionais definidas nas 
instâncias gestoras do SUS.
- Qualificação dos serviços de AF existentes, em articulação com os 
gestores estaduais e municipais, nos diferentes níveis de atenção.
- Garantindo a intersetorialidade inerente ao SUS, envolvendo
tanto o setor público como o privado de atenção à saúde.
Política Nacional de AF- PNAF
• Eixos estratégicos:
- Descentralização das ações, com definição das responsabilidades das diferentes 
instâncias gestoras, de forma pactuada e visando à superação da fragmentação em 
programas desarticulados.
-Desenvolvimento, valorização, formação, fixação e capacitação de recursos 
humanos.
- Modernização e ampliação da capacidade instalada e de produção dos laboratórios 
farmacêuticos oficiais, visando ao suprimentodo SUS e ao cumprimento de seu papel 
como referências de custo e qualidade da produção de medicamentos, incluindo-se a 
produção de fitoterápicos.
- Utilização da Rename, atualizada periodicamente, como instrumento racionalizador
das ações no âmbito da AF.
- Pactuação de ações intersetoriais que visem à internalização e ao desenvolvimento 
de tecnologias que atendam às necessidades de produtos e serviços do SUS, nos 
diferentes níveis de atenção.
Política Nacional de AF- PNAF
• Eixos estratégicos:
- Implementação de forma intersetorial e, em particular, com o Ministério da Ciência e 
Tecnologia, de uma política pública de desenvolvimento científico e tecnológico, envolvendo 
os centros de pesquisa e as universidades brasileiras, com o objetivo do desenvolvimento de 
inovações tecnológicas que atendam aos interesses nacionais e às necessidades e prioridades 
do SUS.
- Definição e pactuação de ações intersetoriais que visem à utilização das plantas medicinais e 
medicamentos fitoterápicos no processo de atenção à saúde, com respeito aos conhecimentos 
tradicionais incorporados, com embasamento científico, com adoção de políticas de geração de 
emprego e renda, com qualificação e fixação de produtores, envolvimento dos trabalhadores 
em saúde no processo de incorporação desta opção terapêutica e baseado no incentivo à 
produção nacional, com a utilização da biodiversidade existente no país.
- Construção de uma Política de Vigilância Sanitária que garanta o acesso da população a 
serviços e produtos seguros, eficazes e com qualidade.
- Estabelecimento de mecanismos adequados para a regulação e monitoração do mercado de 
insumos e produtos estratégicos para a saúde, incluindo os medicamentos.
- Promoção do uso racional de medicamentos, por intermédio de ações que disciplinem a 
prescrição, a dispensação e o consumo.
Referências Bibliográficas
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciências, Tecnologia e Insumo
Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos.
Assistência Farmacêutica na Atenção Básica: instruções técnica para sua
organização. 2 ed., Brasilia, MS, 96 p., 2006.
- Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Assistência Farmacêutica no
SUS / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília : CONASS, 196 p.,
2007.
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Política Nacional de Medicamentos (1999). 6ª Reimpressão.
40p. Ïl - (Série C. Projetos, Programas e Relatórios, n.25). Brasília: MS, 2002a.
- Brasil. Ministério da Saúde. Assistência Farmacêutica na atenção básica:
instruções técnicas para sua organização. 1. ed.- Brasília: MS, 2002b.
- Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 338, de 06 de maio de 2004. Aprova 
a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. Diário Oficial da União, Poder 
Executivo, Seção 1 n. 96, 20 de maio de 2004. Brasília: Ministério da Saúde, 
2004c..

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