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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM – MANAUS CASO CLÍNICO: Câncer de Mama Luciana Nonato Taveira UP20205269 Manaus – AM 2023 CASO CLÍNICO: Câncer de Mama Este relatório foi solicitado pela docente Roberta Lima de Oliveira e tem como base o estágio supervisionado em campo, realizado entre as datas 16/10/2023 e 27/10/2023 e serve para obtenção de nota para o 7° período do curo de graduação de enfermagem da UNIP/AM. 3 Sumário 1. Introdução ............................................................................................................................................. 4 2. Caso Clínico .......................................................................................................................................... 5 2.1 Identificação do paciente ...................................................................................................................... 5 2.2 Queixa principal .................................................................................................................................... 5 2.3 Exame físico realizado na paciente (sala de triagem) ........................................................................... 5 2.4 Histórico da doença atual ..................................................................................................................... 6 2.5 Antecedentes pessoais, familiares e sociais ......................................................................................... 6 3. Suspeitas Diagnósticas ........................................................................................................................ 6 4. Cuidados da Enfermagem com o Câncer de Mama ........................................................................... 8 5. Prevenções Contra o Câncer de Mama ............................................................................................... 9 6. Educação em Saúde Para a Prevenção do Câncer de Mama .......................................................... 10 7. Programas do Ministério da Saúde ................................................................................................... 11 8. Ações Preventivas e Atribuídas ao Enfermeiro na Atenção Básica ............................................... 13 9. Conclusão ........................................................................................................................................... 14 10. Referências Bibliográficas ............................................................................................................... 15 4 1. Introdução O câncer de mama é um dos problemas de saúde mais significativos em todo o mundo, afetando tanto homens quanto mulheres, mas predominantemente o sexo feminino. Considerando um grande desafio de saúde pública, o câncer de mama impacta a vida de milhares de pessoas anualmente. De acordo com a OMS, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo e a principal causa de morte por câncer. Estima-se que, anualmente, cerca de 2 milhões de novos casos são diagnosticados e mais de meio milhão de vidas são perdidas devido a essa doença. No entanto, é importante ressaltar que quando diagnosticado precocetemente, as chances de tratamento bem sucedido é de sobrevida são significativamente maiores. Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de mama, incluindo predisposição genética, histórico familiar, idade avançada, exposição a determinados hormônios e estilo de vida. Apesar de não ser possível evitar completamente o câncer de mama, a adoção de um estilo de vida saudável e realização de exames de rastreamento regulares e a conscientização sobre os fatores de risco podem contribuir para a prevenção e detecção precoce da doença. O diagnóstico do câncer de mama envolve uma combinação de exames, mamografias, ultrassonografia e, em alguns casos, biópsia. O tratamento varia de acordo com o estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal e imunoterapia. Estratégias de cuidados integrados e apoio emocional são fundamentais para o bem estar dos pacientes e para enfrentar os desafios do tratamento. 5 2. Caso Clínico Paciente Y do sexo feminino de 44 anos chegou a UBS para uma consulta de rotina após 2 anos sem avaliações. 2.1 Identificação do paciente • Nome: H.G.L • Idade: 44 anos • Data de nascimento: 23/04/1977 • Sexo: Feminino • Naturalidade: Iranduba • Nacionalidade: Brasileira • Ocupação: Costureira • Estado civil: Casada 2.2 Queixa principal Paciente relata que nos últimos 5 meses tem sentido certo cansaço e ainda mais dificuldade para realizar tarefas no dia a dia como varrer o chão e subir a ladeira da rua para chegar em casa, o que tem a deixado muito frustrada e desanimada. Ademais, também mencionou insônia e fogacho. Os sintomas tem sido bem tolerados pela paciente, mas a mesma tem receio de que aumente com frequência. 2.3 Exame físico realizado na paciente (sala de triagem) • Peso: 85kg • Altura: 1.60cm • PA: 150 x 100 mmHg • Hidratada, hipocorada 2+/4+, anictérica, acianótica • Perfusão tecidual periférica e pulsos normais • Discreto edema de membros inferiores • Presença de pequenos vasos rompidos em membros inferiores • AR: murmúrio vesicular fisiológico, eupneica • ACV: bulhas normorítmicas e normofonéticas, em dois tempos • Abdome: globoso, pestáltico, sem visceromegalia • AL: NDN 6 2.4 Histórico da doença atual Paciente hipertensa em uso de Losartana, negou diabetes e dislipidemia. Refere consumo de álcool nos finais de semana desde os 20 anos, fazendo uso de 2 latas de cerveja, nega tabagismo e relata sedentarismo. Nega alergias, internações e hematotransfusões, relata ter passado por duas cesáreas, negou outras cirurgias. 2.5 Antecedentes pessoais, familiares e sociais • HSE: Moradia fixa de alvenaria, fossa séptica e com água encanada; • Possui 2 animais, tem 3 filhos, mantem bom convívio com família e amigos; • Pai e mãe diabéticos e hipertensos (pai já falecido); • Casa há 10 anos; • Faz uso de medicamento para pressão (Losartana) 3. Suspeitas Diagnósticas Foi solicitado pela enfermeira alguns exames e uma consulta com a ginecologista para a paciente onde a mesma fez todos e os trouxe para mesma UBS para o acompanhamento. Exame Ginecológico: • Exame especular: considerado normal. Colhido material para exame citopatológico cervicovaginal. • Toque vaginal: sem alterações quanto à mobilidade do útero e anexos; ausência de massas. • Mamas e axilas: simétricas, sem retrações à mobilidade do útero e anexos, ausência de massas, espontânea ou à expressão. Presença de pequeno nódulo de mais ou menos 2 cm de maior diâmetro, localizado no quadrante súpero-lateral da mama direita, indolor à palpitação e de consistência firme. Não se detecta linfonodomegalia à palpitação das axilas. 7 Exames Laboratoriais (sangue): Exames Realizados Resultados Hematócrito 32,0% Hemoglobina 9,8 g/dl Hemácias 4.000 x 10³/mm³ VCM 80,0 fl HCM 24,5 pg CHCM 30,6 g/dl RDW 16,6% Reticulócitos 1% Leucócitos (global) 9.500/mm³ Neutrófilos bastonetes 0% | 0/mm³ Neutrófilos segmentados 48% | 4560/mm³ Linfócitos 43% | 4085/mm³ Monócitos 5% | 475/mm³ Eosinófilos 4% | 380/mm³ Basófilos 248 x 10³/mm³ Plaquetas 248 x 10³/mm³ Glicose 120 mg/dL Creatina 0,66 mg/dL Sódio 142 mEq/dL Potássio 4,0 mEq/dL Colesterol Total 225 mg/dL Triglicérides 230 mg/ dL Vitamina D 18,0 ng/mL PTH 149 pg/mL FSH110 mUI/mL LH 37 mUI/mL HBsAg Reagente Anti-HBc total Reagente Sangue oculto nas fezes (2 amostras) Negativo (VR: negativo) Mamografia: Mama direita – presença de nódulo irregular de alta densidade radiológica, com margens espiculadas, apresentado microcalcificações de permeio, localizado no quadrante súpero-lateral, medindo cerca de 21,0 x 9,0 mm. Regiões axilares livres, sem evidencias de infonodomegalias. Mama esquerda sem alterações dignas de nota. Mamografia categoria 5 BI-RADS (BI-RADS 5). 8 4. Cuidados da Enfermagem com o Câncer de Mama A enfermagem, assim como toda equipe de saúde, possui um papel essencial no tratamento do câncer de mama, sendo de extrema importância alguns cuidados, dentre os quais são: • O esclarecimento ao paciente sobre a doença e suas opções de tratamento; • A promoção do auto cuidado; • O apoio emocional; • O alívio da dor; • O tratamento das complicações; • O incentivo e a coragem que o paciente necessita ara enfrentar o câncer e suas possíveis consequências. Desta forma, pode ser concluído que a enfermagem possui uma ampla atuação junto ao paciente com câncer de mama e pode ser considerado a este estudo, a importância fundamental, pois a fundamentação teórica é especialmente necessária para um desempenho técnico científico e humanizado das equipes de enfermagem no cuidado a esses pacientes. 9 5. Prevenções Contra o Câncer de Mama Controle sua alimentação: Ter uma vida saudável é uma receita certa para prevenir o câncer de mama. Segundo o Inca, 30% dos casos desse tipo de doença podem ser evitados com bons hábitos. Uma dieta equilibrada evita o sobrepeso e melhora a qualidade de vida. Assim sendo, alimentos industrializados, enlatados e conservados contém agentes cancerígenos na composição e devem ser evitados. Praticar atividades físicas: A Sociedade Brasileira de Mastologia apontou em uma pesquisa que mulheres com excesso de gordura abdominal apresentaram 74% mais chance de ter câncer de mama. Assim sendo, a prática de atividade física pode diminuir os riscos em cerca de 1/3 os riscos de desenvolver câncer de mama. Nesse outubro rosa, comece a praticar 30 minutos de exercício aeróbico, pelo menos três vezes na semana, ou de acordo com as suas necessidades. Evite o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas: Também de acordo com a estimativa de hábitos saudáveis, a mulheres devem reduzir o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas para evitar o câncer de mama. O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, que levam a uma série de doenças, entre elas, o câncer. Cuidados com a reposição hormonal: Não é aconselhável que mulheres na menopausa com histórico familiar de câncer de mama façam reposição hormonal. A terapia de reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama. Se precisa tomar hormônios para controlar os sintomas da menopausa, faça sob orientação médica e evite aqueles que contêm progesterona, limitando seu uso a menos de três anos. Amamentação: As mães que amamentam seus bebês por pelo menos um ano reduzem o risco de desenvolver o câncer de mama futuramente. Durante o período de aleitamento, as taxas de alguns hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher. Além disso, na amamentação também ocorre renovação de células que poderiam ter lesões, diminuindo assim as chances da doença. Quanto mais prolongada for a amamentação, maior a proteção para a mãe. É muito importante também ir ao médico regularmente para fazer exames de rotina e checar se não há nada de errado com sua saúde. https://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/prevencao-fatores-de-risco/como-prevenir-cancer 10 6. Educação em Saúde Para a Prevenção do Câncer de Mama A educação da população é a base para o êxito das ações estabelecidas; o enfermeiro é um profissional com a formação acadêmica direcionada para a educação do paciente, com habilidade para perceber quais estratégias de aprendizagem deve utilizar junto à determinada comunidade, visando, sobretudo, à busca de saúde pelo paciente, mesmo sem apresentar sinais e sintomas de doença e que essa busca se faça de formar regular. As práticas educativas na área da saúde são representadas em grande parcela pela atuação do enfermeiro nas instituições de saúde. a educação em saúde proporciona saberes, capacita e oferece informações que possibilita aos indivíduos escolherem e agir de maneira racional no que se refere a sua saúde e de que está sob influência, e ainda emprega a noção de conforme a qual para fazer é preciso saber. Em relação aos procedimentos de educação e conhecimento buscando o cuidado corporal das mulheres para a detecção precoce do câncer de mama, foi enfatizado que mais abarcante e relevante que o autoexame, é o conhecimento sobre o autocuidado, o que engloba uma definição mais completa de saúde, isto é, a obtenção de conhecimento acerca da doença e a minimização do risco o conhecimento corporal e o toque com a mão, é o elemento fundamental, na ação educativa, para a detecção precoce do câncer de mama. 11 7. Programas do Ministério da Saúde O governo federal disponibiliza programas de prevenção primária que tem como finalidade amenizar o número de casos de neoplasias da mama, porém, não são suficientes no que se refere ao câncer de mama por causa de seus aspectos biológicos e recursos tecnológicos disponíveis. Os programas de detecção precoce cumprem essencial papel na diminuição da mortalidade. Portanto torna-se indispensável à capacitação dos profissionais da saúde visando orientar a população feminina sobre o cuidado essencial que deve ser dada às mamas, mesmo sabendo-se que a diminuição das mulheres assintomáticas aos programas ambulatoriais é devida a preocupação com a discriminação em relação á patologia. O Programa Nacional de Humanização da Atenção hospitalar (PHNAH), criado em 2000, tem como pressuposto estimular uma nova mentalidade de assistência à saúde no Brasil, tendo como finalidade essencial aperfeiçoar as relações entre usuários/profissionais e entre hospital e comunidade, com o objetivo de melhorar a qualidade e à eficiência dos serviços oferecidos por instituições associadas ao SUS, como o INCA. Com dados a partir do grande crescimento da patologia, a organização das ações de controle desse tipo de câncer, vem sendo aprimoradas devido à implantação do Sistema de Informação do Câncer de Mama (SISMAMA), ao aumento da oferta de mamografias pelo Ministério da Saúde e à publicação de documentos da portaria e pelo INCA. Hoje, a perspectiva no campo da detecção precoce é promover o diagnóstico e o rastreamento em áreas com ocorrência elevada da doença. O Viva Mulher - Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama foi criado com o objetivo de reduzir a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais desses canceres na mulher, por meio da oferta de serviços para prevenção e detecção em estágios iniciais, tratamento e reabilitação. Assim, as instruções e estratégias definidas para o programa constituem uma rede nacional unificada, com fundamento em um centro geopolítico administrativo, com sede no município, que possibilitará expandir o ingresso da mulher aos serviços de saúde. Outro aspecto é que, a habilitação de recursos humanos e o estímulo a mulher no sentido de que ela cuide da própria saúde irão fortalecer e aumentar a eficácia da rede constituída para o controle do câncer. As diretrizes e estratégias do programa englobam: 12 • Motivar a mulher a cuidar de sua saúde, esta diretriz possui como estratégia articular uma rede de comunicação com a mulher; • Reduzir a desigualdade de acesso da mulher à rede de saúde, esta diretriz possui como estratégia redimensionar a oferta real de tecnologia para detecção; • Melhorar a qualidade do atendimento à mulher, essa diretrizpossui como estratégia informar, capacitar e atualizar recursos humanos e disponibilizar recursos materiais, de forma continuada nos diversos níveis; • Aumentar a eficiência da rede de controle de câncer, esta diretriz possui como estratégia criar um plano de vigilância e avaliação do câncer do colo do útero e mama. Outro resultado que obtém um resultado muito significativo é a Campanha Outubro Rosa, promovendo eventos técnicos, debates, apresentações sobre o tema e tem como objetivo fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama, e desmistificar conceitos em relação à doença, de acordo com o INCA (2018) a campanha enfatiza sobre: • A importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atento às alterações suspeitas; • Informar a recomendação para realização de mamografia de rastreamento; • Mostrar a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnostica; • Esclarecer os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento; • Informar que o SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres. 13 8. Ações Preventivas e Atribuídas ao Enfermeiro na Atenção Básica O enfermeiro tem um papel fundamental na avaliação das mamas, e na orientação à cliente sobre o câncer de mama e a necessidade de investigar massas ou irregularidades no tecido mamário. Vemos assim, que o enfermeiro é a peça chave dentro de uma unidade de saúde pública para detectar problemas que posteriormente irão ser de conhecimento dos médicos e especialista para uma melhor análise e diagnostico. Nota-se que também ocorrem doenças das mamas em homens, sendo importante não subestimar essa parte do exame em um cliente do sexo masculino. Baixa taxa de realização de exame clínico das mamas (ECM) e mamografia (MMG) refletem obstáculos que são identificadas pelas próprias mulheres, onde inclui a falta de informação suficiente sobre exames, desconhecimento dos locais e rotinas para a realização do rastreamento, além da falta de um plano de saúde. Apesar das vantagens já evidenciadas que englobam a realização do exame mamário, muitas mulheres acabam optando pela não realização ou realização equivocada do mesmo devido a inúmeros fatores, como os de natureza cultural, como o desconhecimento, a falta de conhecimento e a intimidade com o próprio corpo associados ao medo e vergonha de tocá-lo e senti-lo sem culpa, o medo de procurar o profissional de saúde e detectar qualquer mudança no seu organismo, o medo de aceso nos serviços, de maltrato e negligências pelos profissionais, implicando, de certa forma, problemas referentes à saúde, o que se justifica pelo fato destes serviços que realizam atendimento para saúde da mulher apresentar propostas que não são acompanhadas de treinamento adequado para pratica do AEM. É fundamental a presença do profissional de saúde para esclarecer sobre benefícios, vantagens e opções de rastreamento do câncer de mama, a fim de apoiar e encaminhar as mulheres na determinação das melhores ações de saúde, estimulando a autonomia para que estejam envolvidas no autocuidado da saúde. Entretanto, é necessária a combinação de educação, tecnologia e pessoal de apoio para a melhora na disponibilidade de aconselhamento. O enfermeiro tem o papel fundamental de orientar as mulheres quanto à frequência das consultas ginecológicas e, da importância de se fazer os exames de detecção precoce, por exemplo, mamografia e autoexame. Considerando a importância e a gravidade da doença, torna- se relevante o uso da tecnologia educativa para instruir e capacitar às mulheres sobre realização do autoexame de mama precoce ressaltando sempre a sua importância. 14 9. Conclusão Com essa pesquisa pude concluir que o câncer de mama se tornou, de fato, um grave problema de saúde pública, seja pelo número elevado de morbimortalidades, ou pela falta de recursos necessários e profissionais habilitados para a realização da educação da população frente à doença. O que consequentemente possibilitaria uma detecção precoce do câncer de mama. Referente ao papel da enfermagem se estende desde as ações educativas como campanhas, palestras sobre como proceder ao autoexame das mamas, entre outras. A necessidade de que a mulher seja bem informada à estimulada a procurar esclarecimento médico sempre que perceber alguma alteração suspeita em suas mamas, e a participar das ações de detecção precoce do câncer de mama, o sistema de saúde precisa adequar-se para acolher, informar e realizar os exames diagnósticos adequados em resposta a essa demanda estimulada, prioridade na marcação de exames deve ser dada as mulheres sintomáticas, que já apresentam alguma alteração suspeita na mama. O câncer de mama é um problema de saúde pública, várias mulheres são diagnosticadas em estágios mais avançados da doença, pois somente procuram o atendimento de saúde quando encontram um nódulo mamário. Isso se deve, em grande parte, do fato das mulheres desconhecerem os exames ou não serem orientadas de forma adequada quanto à realização dos mesmos. É fundamental a presença do profissional de saúde para esclarecer sobre os benefícios, vantagens e opções de rastreamento do câncer de mama, a fim de apoiar e encaminhar as mulheres na determinação das melhores ações de saúde, estimulando a autonomia para que estejam envolvidas no cuidado de sua saúde. 15 10. Referências Bibliográficas ARRUDA, L. R; TELES D. E; MACHADO, S.N; OLIVEIRA, F. J. F; FONTOURA, G. I; FERREIRA, N. G. A. Prevenção do câncer de mama em mulheres atendidas em unidade básica de saúde. VER. RENE. 2016- abri; p143-9 Disponível em http//repositório.ufc.br/ri/bitstream/riufc/12638/1/2016_rlarruda.pdf; acesso em 01setembro 2018. BARROS, S. M. O; MARIN, H. F; ABRÃO, A. C. F. V. Enfermagem Obstétrica e Ginecológica, Setembro 2002: Guia para pratica assistencial. 1. Ed. São Paulo: Roca, 2002. Acesso em: 10 agosto 2018. BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Ministério da Saúde [homepage na Internet]. Rio de Janeiro: INCA; c1996-2005 [citado em 4 jun 2005]. Acesso em : 16 de agosto