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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA GESTÃO FINANCEIRA ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL AV2 SABRINA SILVA SOARES Rio de Janeiro/RJ 2025 Avaliando os elementos que envolvem a crise ambiental e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, temos: Elementos: População, Recursos naturais e poluição. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são os seguintes: Erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água potável e saneamento, energia acessível e limpa, emprego digno e crescimento econômico, indústria, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, combate às alterações climáticas, vida debaixo d’água, vida sobre a terra, paz, justiça e instituições fortes, parcerias e meios de implementação. As empresas vêm contribuindo com os ODS, por exemplo são: A MRV uma grande empresa do setor de construção no Brasil, é signatária do Pacto Global desde 2016 e realiza iniciativas alinhadas a 15 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre essas ações estão o monitoramento da cadeia de fornecedores em relação aos direitos humanos, a revitalização dos arredores dos empreendimentos para promover ambientes saudáveis e inclusivos, a redução e reuso de água nas operações, além da instalação de painéis fotovoltaicos nos edifícios construídos. UNILEVER A Unilever desenvolveu seu Plano de Sustentabilidade alinhado aos ODS. Ao adotar princípios de desenvolvimento sustentável em sua estratégia, criou as “marcas para uma vida sustentável”, focadas em impacto positivo na sociedade e cada uma relacionada a pelo menos um dos ODS. Em 2016, essas marcas cresceram 50% mais do que as demais, mostrando boa aceitação do mercado para produtos alinhados à Agenda 2030. NATURA Segundo o CEO da Natura, João Paulo Ferreira, sustentabilidade é um investimento que gera melhores negócios. Pelo Programa Amazônia, a Natura utiliza recursos naturais alinhados aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, formando parcerias com comunidades locais para adotar métodos de produção que minimizam impactos ambientais, promovem saúde, desenvolvimento social e igualdade de gênero. Por tanto, vivemos em um mundo densamente povoado. Segundo Achim Steiner, diretor do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), "nós vivemos em um planeta no qual, em menos de 200 anos, a população saltou de 1,5 bilhão para 6,5 bilhões de pessoas. Em 40 anos, deveremos ser 9 bilhões na Terra. Vivenciaremos o fenômeno da escassez generalizada" (AMBERGER, JEPPESEN e PONTES, 2010). Esse cenário se torna ainda mais preocupante devido às medidas econômicas adotadas por diversas nações, que têm utilizado o consumo como estratégia para combater a recessão. Associada a essas políticas, está a crença amplamente difundida de que quanto mais se consome, maior é a felicidade alcançada. No entanto, o atual nível de consumo, especialmente entre os mais ricos, tem levado à exploração dos recursos naturais além dos limites do planeta. Como consequência, enfrentamos diversos problemas socioambientais, incluindo mudanças climáticas, desmatamento, perda de biodiversidade, crise na produção de alimentos, poluição, chuva ácida e riscos associados ao uso da energia nuclear. Todos esses fatores configuram uma crise sistêmica, não apenas ambiental, resultante de um modelo econômico centrado no consumo excessivo e na concentração de bens e capitais. Desde 2015, uma quantidade crescente de governos e empresas ao redor do mundo tem seguido uma direção comum: o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Com a urgência das questões climáticas, observa-se um aumento na demanda social por uma conduta socioambientalmente responsável tanto dos tomadores de decisão quanto do setor privado. No último ano, o Fórum Econômico Mundial estimou que seriam necessários cerca de US$ 2,5 trilhões em investimentos para que os 17 ODS fossem atingidos até 2030. Cada um dos 17 ODS representa um desafio visando promover um desenvolvimento mais sustentável, justo e inclusivo. A Agenda 2030 só será alcançada com o comprometimento dos gestores municipais em alinhar políticas públicas aos indicadores definidos. Os ODS abordam questões essenciais para os municípios e apresentam perspectivas de futuro relevantes. pôr fim à pobreza e à fome, em todas as suas formas, e estimular uma agricultura sustentável (ODS 1 e 2); garantir uma vida saudável e promover bem-estar a todos (ODS 3); propiciar uma educação que inclua a todos, que seja equitativa e de qualidade e prover oportunidades de aprendizagem durante toda a vida para todos (ODS 4), Alcançar a igualdade entre homens e mulheres (ODS 5); garantir acesso à água e ao saneamento para todos (ODS 6); possibilitar acesso à energia limpa (ODS 7); garantir trabalho decente e crescimento econômico sustentável (ODS 8); promover o desenvolvimento da indústria, fomentar a i novação e garantir infraestrutura (ODS 9); reduzir as desigualdades no país (ODS 10); assegurar que as cidades e os assentamentos humanos sejam seguros, inclusivos, sustentáveis (ODS 11); oportunizar modalidades de consumo e produção sustentáveis (ODS 12), adotar medidas para combater as mudanças climáticas e seus efeitos (ODS 13); conservar e usar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos (ODS 14); proteger a vida sobre a terra (ODS 15); promover sociedades pacíficas e inclusivas e garantir a justiça para todos (ODS 16); fortalecer os meios de implementação, usar dados abertos e estatísticas e revitalizar alianças e parcerias (ODS 17). Referências: https://blog.waycarbon.com/2019/03/ods- incorporados- pelas-empresas/ https://www.ods.cnm.org.br/agenda -2030