Logo Passei Direto
Buscar

Problema 4 parte 2 Fx biologicas

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Problema 4 parte 2 Fx biológicas 
QUESTÃO 1 
O controle ácido-básico, também conhecido como equilíbrio ácido-base, refere-se à 
manutenção de um balanço entre o ganho e a perda de ácidos e bases no organismo. Isso 
significa que a quantidade de ácidos e bases que o organismo ganha deve ser igual à quantidade 
que ele perde, a fim de manter essas substâncias em uma quantidade quase constante, em 
homeostase.
Essencialmente, o estudo do equilíbrio ácido-base na fisiologia foca na regulação do ganho e da 
perda de ácidos e bases para controlar suas quantidades no organismo. Na fisiologia, um ácido é 
definido como qualquer espécie capaz de doar prótons (íons hidrogênio, H+), e uma base é 
qualquer espécie capaz de receber prótons (H+). Portanto, ácidos liberam H+, enquanto bases 
sequestram H+.
Consequentemente, quando o organismo regula a homeostase de ácidos e bases, ele está, na 
verdade, regulando a concentração de íons hidrogênio (H+). A regulação da concentração de H+ 
é crucial porque a maioria das moléculas com atividade biológica, como as proteínas, possui 
grupos químicos que podem doar ou receber H+ dependendo da concentração desses íons . Se 
esses grupos químicos alterarem seu estado de doação ou recepção de H+, a atividade biológica 
das proteínas pode ser alterada. Como as proteínas são vitais para as funções do organismo, 
tanto no líquido extracelular (LEC) quanto no líquido intracelular (LIC), o pH desses líquidos 
precisa ser mantido dentro de um pequeno intervalo de valores para que a atividade biológica 
dessas proteínas não seja comprometida.
A concentração de H+ é expressa em pH, que é o logaritmo negativo da concentração de H+ (- 
log [H+]). O pH é inversamente proporcional à concentração de H+, o que significa que quanto 
menor o pH, maior a concentração de H+.
Os valores ideais de pH são:
* Líquido extracelular (LEC): Deve ficar entre 7,35 e 7,45, com um valor normal em torno de 7,4. 
Pequenas alterações nesse valor podem causar grandes mudanças na concentração de H+, pois 
o pH é uma escala exponencial (uma alteração de 7 para 6, por exemplo, significa uma alteração 
de 10 vezes na concentração de H+).
* Líquido intracelular (LIC): Geralmente tem um pH um pouco menor que o LEC, em torno de 7,2 
na maioria das células, devido à constante produção de ácidos pelo metabolismo celular. O pH 
do LIC depende do pH do LEC.
Para manter o pH do LEC em torno de 7,4 (e, consequentemente, o do LIC em 7,2), o organismo 
dispõe de vários mecanismos eficientes de regulação. A fonte menciona que esses mecanismos 
específicos de regulação do pH do líquido extracelular seriam detalhados em vídeos 
●
●
●
●
●
●
●
○
○
○
○
●
●
subsequentes. Portanto, ela introduz a importância e o que é o controle ácido-básico, mas não 
especifica os mecanismos de como ele ocorre em detalhes.
ÓRGÃOS EVOLVIDOS 
O controle do equilíbrio ácido-base no corpo humano é essencial para manter o pH sanguíneo 
dentro de uma faixa muito estreita (normalmente entre 7,35 e 7,45). Esse equilíbrio é regulado 
principalmente por três sistemas que envolvem órgãos e mecanismos específicos:
1. Sistema tampão (ou buffer) – Resposta imediata
Local: Circulação sistêmica (sangue, fluidos intersticiais e intracelulares)
Principal tampão: Sistema bicarbonato (HCO₃⁻/H₂CO₃)
Outros tampões: proteínas plasmáticas (como albumina), hemoglobina, fosfatos.
Função: Neutralizar rapidamente ácidos ou bases.
Exemplo:
Quando há excesso de H⁺ (ácido), o bicarbonato reage para formar ácido carbônico → 
depois convertido em CO₂ + H₂O.
Importante: Não elimina o ácido ou base do corpo, apenas "amortece" a variação de pH 
temporariamente.
2. Pulmões – Resposta em minutos
Órgão: Pulmões (sistema respiratório)
Controlam o pH ao regular a eliminação de CO₂ (ácido volátil).
O CO₂ no sangue se combina com H₂O formando H₂CO₃ (ácido carbônico). Ao eliminar 
CO₂, o corpo reduz a acidez.
Hiperventilação (respiração rápida) → elimina mais CO₂ → alcalose respiratória
Hipoventilação (respiração lenta) → retém CO₂ → acidose respiratória
3. Rins – Resposta lenta (horas a dias)
Órgão: Rins (sistema renal)
São os responsáveis mais poderosos e duradouros no controle ácido-básico.
Funções principais:
Reabsorver bicarbonato (HCO₃⁻) filtrado nos túbulos renais.
Excretar íons hidrogênio (H⁺).
Produzir novo bicarbonato.
Excretar amônia (NH₄⁺), que carrega H⁺ na urina.
Atuam especialmente em:
Acidose metabólica: aumentam excreção de H⁺ e produção de HCO₃⁻.
Alcalose metabólica: excretam mais bicarbonato.
Sistema Órgão Papel no controle 
ácido-base
Tampão Todos os tecidos 
(sangue, músculos 
etc.)
Neutraliza pH 
●
●
●
●
●
(sangue, músculos 
etc.)
Neutraliza pH 
rapidamente
Respiratório Pulmões Controla CO₂ (ácido 
volátil)
Renal Rins Excreta H⁺, reabsorve/
produz HCO₃⁻ (longo 
prazo)
PRINCIPAIS CAUSAS CLÍNICAS 
Na medicina, os desequilíbrios ácido-base são distúrbios em que o pH sanguíneo sai da faixa 
normal (7,35–7,45), podendo causar acidose (pH 7,45). Esses 
distúrbios são classificados em metabólicos(causados por alterações nos bicarbonatos) e 
respiratórios (por alterações no CO₂).
CLASSIFICAÇÃO DOS DESEQUILÍBRIOS ÁCIDO-BÁSICOS
Tipo de Distúrbio Primária Alteração
Acidose metabólica ↓ HCO₃⁻
Alcalose metabólica ↑ HCO₃⁻
Acidose respiratória ↑ CO₂
Alcalose respiratória ↓ CO₂
1. Acidose metabólica
Causada por perda de bicarbonato ou acúmulo de ácidos no organismo.
Principais causas clínicas:
Cetoacidose diabética (CAD)
(produção de corpos cetônicos em excesso → ácidos)
Acidose lática
(hipóxia tecidual → aumento de ácido lático)
Doença renal crônica
(rim não excreta H⁺ nem reabsorve HCO₃⁻ adequadamente)
Diarreia intensa
(perda de bicarbonato pelas fezes)
Intoxicações
(ex.: metanol, etilenoglicol, salicilatos)
2. Alcalose metabólica
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
Causada por acúmulo de bicarbonato ou perda de ácidos.
Principais causas clínicas:
Vômitos intensos ou aspiração gástrica
(perda de HCl do estômago → ↑ HCO₃⁻ relativo)
Uso excessivo de diuréticos (ex.: furosemida)
(perda de H⁺ e K⁺ pela urina)
Ingestão excessiva de bicarbonato
(antiácidos, alcalinizantes)
Síndrome de Cushing ou hiperaldosteronismo
(aumento de reabsorção renal de Na⁺ com perda de H⁺ e K⁺)
3. Acidose respiratória
Causada por retenção de CO₂ devido à hipoventilação.
Principais causas clínicas:
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
(retenção crônica de CO₂)
Depressão do centro respiratório (drogas, trauma craniano, AVC)
(menor estímulo respiratório)
Parada respiratória / apneia
(sem eliminação de CO₂)
Doenças neuromusculares
(ex.: esclerose lateral amiotrófica, miastenia gravis)
4. Alcalose respiratória
Causada por perda excessiva de CO₂ devido à hiperventilação.
Principais causas clínicas:
Ansiedade / ataque de pânico
(respiração rápida e profunda)
Dor, febre, hipóxia
(estímulo respiratório aumentado)
Sepse
(hiperventilação por resposta inflamatória)
Gravidez
(ventilação aumentada por estímulo da progesterona)
Dica clínica: como diferenciar rapidamente
Alterações metabólicas → distúrbios nos níveis de HCO₃⁻
Alterações respiratórias → distúrbios nos níveis de CO₂
O compensador (rim ou pulmão) tenta restaurar o pH, mas nunca normaliza 
completamente o distúrbio primário.
QUESTÃO 2
Na medicina, os critérios para internação em casos de crises respiratórias dependem da 
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
gravidade da crise, da doença de base (como asma, DPOC, pneumonia, COVID-19, etc.), e do 
risco de complicações. A decisão é clínica, baseada em sinais vitais, exames e resposta ao 
tratamento inicial.
Abaixo estão os principais critérios clínicos e laboratoriais utilizados para indicar internação:
CRITÉRIOS GERAIS PARA INTERNAÇÃO EM CRISES RESPIRATÓRIAS
1. Sinais de insuficiência respiratória aguda
Dispneia intensa em repouso
Taquipneia importante (> 30 irpm em adultos)
Uso de musculatura acessória
Tiragem intercostal ou batimento de asa do nariz
Cianose central (lábios, língua)
Desorientação,sonolência ou agitação (sinais de hipóxia cerebral)
Saturação de O₂ 45 mmHg na gasometria
2. Fadiga respiratória iminente
Respiração superficial e rápida
Redução da expansão torácica
Parada respiratória iminente
3. Hipoxemia refratária à oxigenoterapia
Saturação 30 irpm
Saturaçãoda PCO2 de 40 para 80 mmHg faria o pH cair de 7,4 para 7,1 se só 
houvesse o sistema tampão bicarbonato. No entanto, com os outros sistemas tampão, o pH 
diminui apenas para cerca de 7,25, e a concentração de bicarbonato aumenta de 24 para 
aproximadamente 35 mM, diminuindo a gravidade da acidose respiratória.
 * De forma semelhante, uma diminuição da PCO2 de 40 para 20 mmHg aumentaria o pH para 
7,7 sem outros tampões, mas com a ajuda deles, o pH aumenta apenas para 7,55, e a 
concentração de bicarbonato diminui de 24 para cerca de 18 mM, reduzindo a alcalose 
respiratória.
3. Regulação Respiratória como Compensação:
 * Além de ser uma causa, o sistema respiratório também regula a respiração para ajustar a 
PCO2 como um mecanismo compensatório para distúrbios ácido-base metabólicos. Essa 
regulação visa corrigir o pH e trazê-lo para mais próximo de 7,4 .
 * O diagrama de Davenport pode ser utilizado para estudar essa regulação do sistema 
respiratório, que tenta compensar os distúrbios ácido-base.
QUESTÃO 5
A espirometria é um teste de função pulmonar que mede o volume e a velocidade do ar que uma 
pessoa inspira e expira, para avaliar a saúde respiratória e diagnosticar doenças pulmonares 
como asma ou DPOC. O exame gera gráficos, como a curva volume-tempo e a curva fluxo-
volume, que são interpretados por um médico para verificar se a função pulmonar está dentro da 
normalidade esperada para a idade, altura e etnia do paciente. 
Como é feita a espirometria?
Preparação: O paciente senta-se ou fica de pé, e um clipe é colocado no nariz para fechar 
as narinas.
Inspiração e Expiração: O paciente inspira profundamente e, em seguida, expira o ar o 
mais rápido e completamente possível, com a boca bem vedada ao redor do bocal do 
espirômetro.
Repetição: O teste é repetido várias vezes (pelo menos três) para garantir a consistência 
dos resultados.
Pós-Broncodilatador (Opcional): Em alguns casos, um broncodilatador é administrado e 
o teste é repetido após cerca de 15 minutos para avaliar a resposta dos brônquios. 
Os Gráficos da Espirometria (Espirogramas) 
Curva volume-tempo (V-T):
O que mostra: O volume de ar (em litros) que é expelido ao longo do tempo (em 
segundos).
Interpretação: Uma curva normal tem uma subida acentuada no início, indicando a 
expiração de grande parte do ar nos primeiros segundos, e depois se torna mais 
suave até atingir o platô, quando o volume máximo (Capacidade Vital Forçada - 
CVF) é atingido.
Parâmetros importantes: O Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1) e a 
○
●
○
○
○
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
Capacidade Vital Forçada (CFV) são analisados. 
Curva fluxo-volume:
O que mostra: O fluxo de ar (em litros por segundo) em função do volume total de 
ar inspirado ou expirado.
Interpretação: A curva tem uma subida acentuada que atinge um pico, 
representando o Pico de Fluxo Expiratório (PFE), e depois diminui de forma mais 
linear até o final da expiração.
Parâmetros importantes: O PFE é o ponto mais alto dessa curva, e a forma da 
curva pode indicar obstruções ao fluxo aéreo. 
Para que serve a espirometria?
Diagnóstico:
Identifica e diagnostica doenças pulmonares, como asma e DPOC. 
Monitoramento:
Acompanha a evolução de doenças pulmonares e a resposta ao tratamento. 
Avaliação Pré-operatória:
Avalia a capacidade pulmonar de pacientes antes de cirurgias. 
Avaliação de Aptidão:
Utilizada para avaliar a capacidade respiratória de atletas ou em avaliações ocupacionais. 
Gráficos da espirometria 
1. Curva Volume-Tempo 
Este gráfico mostra o volume de ar expirado em função do tempo. 
Eixo Y (Vertical): Volume de ar em litros (L).
Eixo X (Horizontal): Tempo em segundos (s). 
Interpretação: 
Curva Normal: A curva sobe rapidamente no início, mostrando que a maior parte do ar é 
expelida no primeiro segundo, e depois se estabiliza em um platô ao final da expiração.
Distúrbio Obstrutivo: A curva tem uma inclinação menos acentuada e leva mais tempo 
para atingir o volume máximo, indicando dificuldade de expulsar o ar rapidamente (ex: 
asma, DPOC).
Distúrbio Restritivo: A curva se assemelha à normal, mas atinge um volume final total 
menor, indicando uma redução geral da capacidade pulmonar. 
2. Curva Fluxo-Volume 
Este gráfico representa a taxa de fluxo de ar em relação ao volume pulmonar durante a 
inspiração e a expiração. 
Eixo Y (Vertical): Taxa de fluxo de ar (L/s).
Eixo X (Horizontal): Volume pulmonar (L). 
Interpretação: 
Curva Normal: Possui um formato de triângulo arredondado. A expiração começa com um 
pico alto de fluxo (PFE - Pico de Fluxo Expiratório) e diminui linearmente à medida que os 
pulmões esvaziam. A inspiração aparece como um semicírculo na parte inferior do gráfico.
Distúrbio Obstrutivo: A curva expiratória apresenta uma concavidade na porção 
●
●
●
●
●
descendente, indicando que o fluxo de ar se torna limitado rapidamente. O pico de fluxo 
pode estar reduzido. A inspiração geralmente é normal.
Distúrbio Restritivo: A curva mantém a forma normal, mas é menor e mais estreita, 
refletindo a redução geral do volume pulmonar. Os fluxos podem ser até mesmo mais altos 
em relação ao volume, devido ao aumento da força elástica do pulmão. 
Parâmetros principais avaliados 
Capacidade Vital Forçada (CVF): O volume total de ar que pode ser expirado com força 
após uma inspiração máxima.
Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1): O volume de ar expelido no primeiro 
segundo da manobra de expiração forçada.
Relação VEF1/CVF: A porcentagem do total de ar expirado que saiu no primeiro segundo. 
É crucial para diferenciar distúrbios obstrutivos e restritivos. 
Tipos de distúrbios e sua representação nos gráficos 
Tipo de 
Distúrbio
VEF1 CVF VEF1/CVF Curva 
Volume-
Tempo
Curva 
Fluxo-
Volume
Normal
≥
≥
 80% do 
previsto
≥
≥
 80% do 
previsto
≥
≥
 0,7 (70%)
Curva 
sobe 
rapida-
mente e 
forma um 
platô.
Pico alto 
seguido 
por 
declínio 
linear.
Obstruti-
vo
ReduzidoNormal ou 
levemente 
reduzido
 7,45.
●
○
●
○
●
○
●
●
●
●
●
●
●
●
PaCO2 (Pressão parcial de dióxido de carbono): Reflete a ventilação, ou seja, a eficiência 
dos pulmões em eliminar CO2.
Referência: 35 a 45 mmHg.
PaO2 (Pressão parcial de oxigênio): Mostra a quantidade de oxigênio dissolvido no sangue 
e quão bem os pulmões estão oxigenando-o.
Referência: 80 a 100 mmHg.
HCO3 (Bicarbonato): Principal indicador do componente metabólico (função renal), que 
atua como um tampão para manter o pH.
Referência: 22 a 26 mEq/L.
SaO2 (Saturação de oxigênio): Porcentagem de hemoglobina que está ligada ao oxigênio. 
Como interpretar a gasometria (com gráficos)
A interpretação da gasometria segue um raciocínio que identifica se o distúrbio é metabólico ou 
respiratório, e se há alguma compensação. A ilustração a seguir ajuda a visualizar o processo. 
Gráfico de Interpretação Simplificada
Este fluxograma mostra um passo a passo para a interpretação dos resultados, relacionando as 
alterações dos parâmetros com os possíveis distúrbios.
mermaid
graph TD
 A[Analisar pH] -->|pHPaCO2 e HCO3]
 A -->|pH > 7.45 (Alcalose)| C[Analisar PaCO2 e HCO3]
 A -->|pH entre 7.35 e 7.45| D[Normal ou compensado]
 B -->|PaCO2 > 45 (alto)| E[Acidose Respiratória]
 B -->|HCO3 |PaCO2 |HCO3 > 26 (alto)| H[Alcalose Metabólica]
Distúrbios e compensações
O corpo tenta compensar os distúrbios do pH para mantê-lo próximo ao normal. 
1. Acidose Respiratória
Causa: Ventilação inadequada (retenção de CO2).
Resultados: pH baixo, PaCO2 alto.
Compensação: Os rins retêm bicarbonato (aumentando o HCO3) para neutralizar a 
acidez. 
2. Acidose Metabólica
Causa: Produção excessiva de ácidos ou perda de bicarbonato.
Resultados: pH baixo, HCO3 baixo.
Compensação: Aumento da ventilação (hiperventilação) para eliminar mais CO2 
(reduzindo a PaCO2). 
3. Alcalose Respiratória 
Causa: Ventilação excessiva (eliminação de muito CO2).
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
Resultados: pH alto, PaCO2 baixo.
Compensação: Os rins eliminam bicarbonato (reduzindo o HCO3) para aumentar a acidez. 
4. Alcalose Metabólica 
Causa: Perda de ácido ou retenção excessiva de bicarbonato.
Resultados: pH alto, HCO3 alto.
Compensação: Diminuição da ventilação (hipoventilação) para reter CO2 (aumentando a 
PaCO2). 
Finalidade do exame
A gasometria é frequentemente solicitada em ambientes hospitalares, especialmente em 
Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), para: 
Diagnosticar e monitorar condições como insuficiência respiratória, distúrbios metabólicos 
e infecções graves.
Avaliar a eficácia de tratamentos, como a ventilação mecânica.
Determinar a necessidade de suplementação de oxigênio.
Avaliar o funcionamento dos pulmões e rins. 
QUESTÃO 7
Substâncias cancerígenas (ou carcinógenos) são agentes que causam ou favorecem o 
desenvolvimento do câncer ao danificar o DNA ou ao alterar os mecanismos de controle 
celular, como proliferação e apoptose.
Essas substâncias podem ser:
Químicas
Físicas
Biológicas
A classificação mais reconhecida internacionalmente é feita pela IARC (Agência Internacional 
de Pesquisa em Câncer), ligada à OMS, que organiza os agentes carcinogênicos em grupos de 
risco:
CLASSIFICAÇÃO DA IARC (OMS)
Grupo Descrição Exemplo
Grupo 1 Carcinogênico para 
humanos
Tabaco, amianto, 
álcool, radiação UV
Grupo 2A Provavelmente 
carcinogênico
Carnes processadas, 
glifosato
Grupo 2B Possivelmente 
carcinogênico
Campos 
eletromagnéticos, 
chumbo
Grupo 3 Não classificável Cafeína, chá verde
Grupo 4 Provavelmente não 
carcinogênico
Caprolactama (raro 
nesse grupo)
1. Carcinógenos Químicos
São os mais comuns na prática clínica e ocupacional.
Exemplos importantes:
Substância Onde é encontrada Tipo de câncer 
associado
Benzeno Indústria química, 
gasolina
Leucemia
Amianto (asbesto) Construção civil 
(telhas, isolantes)
Mesotelioma, câncer 
de pulmão
Arsênio Água contaminada, 
agrotóxicos
Pele, pulmão, bexiga
Tabaco (nicotina, 
alcatrão)
Cigarros e derivados Pulmão, laringe, 
bexiga, boca
Álcool etílico (etanol) Bebidas alcoólicas Fígado, esôfago, 
mama
Nitrosaminas Carnes curadas e 
defumadas
Estômago, esôfago
Formaldeído Laboratórios, móveis, 
cosméticos
Nasofaringe, leucemia
Derivados do 
petróleo 
(hidrocarbonetos 
aromáticos 
policíclicos)
Combustíveis, 
churrasco queimado
Pele, pulmão, bexiga
2. Carcinógenos Físicos
Exemplos:
Tipo Fonte Câncer relacionado
●
Radiação ultravioleta 
(UV)
Sol, câmaras de 
bronzeamento
Melanoma, carcinoma 
basocelular
Radiações ionizantes 
(raios X, gama)
Radioterapia, 
acidentes nucleares
Tireoide, leucemia
Partículas inaladas Poeiras industriais 
(sílica, amianto)
Pulmão, mesotelioma
3. Carcinógenos Biológicos
Incluem vírus, bactérias e parasitas com potencial oncogênico.
Exemplos:
Agente Doença associada Tipo de câncer
HPV (Papilomavírus 
Humano)
Infecções genitais Colo do útero, pênis, 
orofaringe
Hepatite B e C (HBV, 
HCV)
Hepatite crônica Carcinoma 
hepatocelular
Helicobacter pylori Gastrite crônica Câncer gástrico, 
linfoma MALT
EBV (vírus Epstein-
Barr)
Mononucleose, 
imunossupressão
Linfoma de Burkitt, 
nasofaringe
HTLV-1 Retrovírus Leucemia/linfoma de 
células T
Schistosoma 
haematobium
Esquistossomose 
urinária
Câncer de bexiga
Fatores combinados aumentam risco
Muitos cânceres resultam da exposição a múltiplos fatores ao longo do tempo.
Exemplo clássico:
Tabaco + álcool → risco sinérgico para câncer de boca e esôfago
RESUMO DIDÁTICO (mnemônico: CARCINOMA)
Letra Significado
C Cigarro (tabaco)
A Amianto
●
●
●
●
R Radiação (UV, ionizante)
C Carnes processadas / 
conservantes
I Infecções (HPV, H. pylori, HBV, 
HCV)
N Nitrosaminas
O Orgânicos voláteis (benzeno, 
solventes)
M Metais pesados (chumbo, cádmio, 
arsênio)
A Álcool
Se quiser, posso te enviar uma tabela visual resumida em PDF com os principais carcinógenos e 
tipos de câncer associados — ótimo para estudar ou revisar. Deseja?
Você disse:
baseado na medicina me explique sobre doenças de inverno e verão
O ChatGPT disse:
Na medicina, as doenças de inverno e verão são aquelas que se tornam mais comuns em 
determinadas estações do ano, devido a fatores ambientais, comportamentais e imunológicos. 
A mudança de temperatura, umidade e hábitos sociais influencia diretamente a incidência, 
transmissão e gravidade de diversas doenças.
A seguir, explico separadamente as doenças típicas do inverno e as doenças comuns no verão, 
com suas causas, sintomas e cuidados preventivos.
DOENÇAS DE INVERNO
🔬
 Causas principais:
Ar mais seco e frio
Ambientes fechados e pouca ventilação
Aumento de aglomerações
Maior circulação de vírus respiratórios
Principais doenças:
Doença Agente Sintomas Observações
Resfriado 
comum
Vírus (rinovírus, 
coronavírus, 
etc.)
Coriza, espirros, 
dor de garganta, 
febre baixa
Leve e 
autolimitado
●
●
●
●
●
●
●
●
●
●
etc.)
Coriza, espirros, 
dor de garganta, 
febre baixa
Leve e 
autolimitado
Gripe 
(Influenza)
Vírus Influenza 
A e B
Febre alta, 
dores no corpo, 
cansaço, tosse 
seca
Pode evoluir 
para pneumonia
Pneumonia Bactérias ou 
vírus
Febre, dor 
torácica, tosse 
com catarro, 
falta de ar
Grave, pode 
exigir internação
Crise de asma Gatilhos virais e 
ambientais
Chiado, falta de 
ar, tosse
Frequente piora 
no frio
Crise de rinite 
alérgica
Ácaros, poeira, 
mofo
Espirros, coriza, 
coceira
Aumenta com 
ambientes 
fechados
Sinusite Vírus ou 
bactéria
Dor facial, 
congestão, 
secreção nasal
Pode seguir um 
resfriado
Otite Infecção no 
ouvido (vírus ou 
bactéria)
Dor, febre, 
irritabilidade 
(em crianças)
Associada a 
gripes/
resfriados
Prevenção:
Vacinação (gripe, pneumococo)
Hidratação e alimentação equilibrada
Ambientes ventilados, evitar aglomerações
Lavagem frequente das mãos
Uso de umidificadores se necessário
DOENÇAS DE VERÃO
Causas principais:
Calor intenso
Maior exposição solar
Aumento de consumo de alimentos fora de casa
Água contaminada
Picadas de insetos
Principais doenças:
●
●
●
●
●
Doença Causa Sintomas Observações
Dengue, Zika, 
Chikungunya
Vírus 
transmitidos 
pelo Aedes 
aegypti
Febre, dor no 
corpo, 
manchas, dor 
nas articulações
Comuns em 
áreas tropicais
Desidratação / 
insolação
Exposição ao 
sol e calor 
excessivo
Sede intensa, 
tontura, 
confusão, febre
Mais grave em 
idosos e 
crianças
Intoxicação 
alimentar / 
diarreia 
infecciosa
Bactérias, vírus 
em alimentos e 
água 
contaminados
Náusea, 
vômitos, 
diarreia, dor 
abdominal
Frequente em 
alimentos mal 
armazenados
Otite externa 
(otite do 
nadador)
Umidade no 
canal auditivo
Dor, coceira, 
secreção
Comum após 
praia ou piscina
Micoses de 
pele
Fungos (calor e 
umidade)
Coceira, 
manchas, 
descamação
Axilas, pés, 
virilhas
Conjuntivite 
viral ou 
bacteriana
Contato com 
água 
contaminada
Olhos 
vermelhos, 
secreção, 
coceira
Altamente 
contagiosa
Queimaduras 
solares / câncer 
de pele
Exposição solar 
sem proteção
Vermelhidão, 
bolhas, dor
Risco 
cumulativo com 
o tempo
Prevenção:
Uso de repelentee eliminação de criadouros do mosquito
Protetor solar e roupas adequadas
Higiene alimentar (lavar frutas, evitar alimentos mal refrigerados)
Hidratação constante
Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h
RESUMO COMPARATIVO
Estação Doenças 
predominantes
Prevenção-chave
Inverno Respiratórias (gripe, 
asma, pneumonia, 
rinite)
Vacinas, evitar 
aglomeração, manter 
ambientes ventilados
Verão Transmitidas por 
água, alimentos e 
insetos (dengue, 
diarreia, insolação)
Hidratação, repelente, 
higiene, proteção so
QUESTÃO 8
As principais consequências da acidose e da alcalose são as alterações no pH do sangue 
arterial, que se desvia do seu valor normal ou fisiológico.O pH considerado normal no sangue 
arterial situa-se entre 7,35 e 7,45 .
Especificamente:
* A acidose é um distúrbio ácido-base em que o pH do sangue pode atingir valores abaixo de 
7,35 . Isso ocorre quando o organismo ganha muito ácido ou perde muita base.
 Acidose respiratória é iniciada por uma alteração na concentração de gás carbônico. Acontece 
quando a eliminação de gás carbônico diminui, levando a um aumento da pressão parcial de gás 
carbônico no sangue arterial. Essa diminuição na eliminação pode ser causada por redução da 
ventilação alveolar, diminuição do fluxo sanguíneo nos pulmões (perfusão pulmonar) ou 
diminuição da capacidade de difusão dos gases entre os alvéolos e os capilares pulmonares. Um 
aumento da pressão parcial de gás carbônico de 40 para 80 mmHg pode fazer o pH diminuir 
para cerca de 7,25 (considerando outros sistemas tampão) [4]. Se apenas o sistema tampão 
bicarbonato estivesse presente, o pH diminuiria de 7,4 para 7,1.
 * Acidose metabólica é iniciada por uma alteração na concentração de bicarbonato. Ela ocorre 
quando a eliminação de ácidos não voláteis (ou fixos), como ácido clorídrico, ácido lático, ácido 
acetoacético e ácido beta-hidroxibutírico, diminui, ou quando a produção desses ácidos 
aumenta.Isso consome o bicarbonato para neutralizar o excesso de ácidos, fazendo sua 
concentração diminuir. Além disso, a perda excessiva de bicarbonato, como em casos de diarreia 
severa, também pode causar acidose metabólica. Uma diminuição da concentração de 
bicarbonato de 24 para 12 milimolar (mM) pode fazer o pH cair para 7,1.
* A alcalose é um distúrbio ácido-base em que o pH do sangue pode atingir valores acima de 
7,45. Isso ocorre quando o organismo perde muito ácido ou ganha muita base.
 Alcalose respiratória é iniciada por uma alteração na concentração de gás carbônico. 
Acontece quando a eliminação de gás carbônico aumenta, como em casos de aumento da 
ventilação alveolar, levando a uma diminuição da pressão parcial de gás carbônico. Uma 
diminuição da pressão parcial de gás carbônico de 40 para 20 mmHg pode fazer o pH aumentar 
para 7,55 (considerando outros sistemas tampão). Se apenas o sistema tampão bicarbonato 
estivesse presente, o pH aumentaria de 7,4 para 7,7.
 Alcalose metabólica é iniciada por uma alteração na concentração de bicarbonato. Ela pode 
ocorrer quando há um ganho excessivo de bicarbonato (por exemplo, pelo uso de muitos 
antiácidos) ou pela perda de muitos ácidos fixos, como o ácido clorídrico secretado pelo 
estômago, que pode ser perdido durante um quadro de vômito severo. Esses eventos resultam 
no aumento da concentração de bicarbonato. Um aumento da concentração de bicarbonato de 
24 para cerca de 50 mM pode fazer o pH subir para 7,7 .
Como consequência dessas alterações de pH, o organismo aciona sistemas compensatórios:
* O sistema respiratório regula a respiração para ajustar a pressão parcial de gás carbônico, 
tentando corrigir a alcalose ou acidose metabólica e fazer o pH retornar o mais próximo possível 
de 7,4.
* O sistema renal regula principalmente a reabsorção de bicarbonato, para ajustar a 
concentração desse íon e tentar corrigir a acidose ou alcalose respiratória, buscando trazer o pH 
de volta para próximo de 7,4.
Embora todos os sistemas tampão minimizem as alterações do pH, eles não as corrigem; a 
correção é feita pelos sistemas respiratório e renal.
QUESTÃO 9
1. Dispneia
Definição:
Sensação subjetiva de dificuldade ou desconforto para respirar.
Exemplo: Pode ocorrer em casos de asma, insuficiência cardíaca, pneumonia, entre outros.
2. Eupneia
Definição:
Respiração normal, tranquila, com frequência e profundidade adequadas às necessidades do 
corpo.
Exemplo: Uma pessoa em repouso saudável apresenta eupneia.
3. Hipoventilação
Definição:
Ventilação pulmonar insuficiente para atender às necessidades do corpo, resultando em 
aumento de CO₂ no sangue (hipercapnia).
Exemplo: Pode ocorrer em doenças neuromusculares ou por depressão do sistema respiratório 
(como em overdose de opioides).
4. Hiperventilação
Definição:
Ventilação pulmonar excessiva, eliminando mais CO₂ do que o normal, podendo causar alcalose 
respiratória.
Exemplo: Frequente em crises de ansiedade ou ataques de pânico.
5. Apneia
Definição:
Parada temporária da respiração.
Exemplo: Comum na apneia do sono, onde ocorrem interrupções repetidas da respiração 
durante o sono.
6. Taquipneia
Definição:
Aumento anormal da frequência respiratória, geralmente superficial.
Exemplo: Pode ocorrer por febre, dor, ansiedade ou insuficiência respiratória.
7. Hipóxia
Definição:
Redução da oferta de oxigênio aos tecidos do corpo, independentemente da causa.
Tipos: Hipóxica, anêmica, circulatória e histotóxica.
Exemplo: Pode ser causada por altitude elevada, doenças pulmonares ou anemia grave.
8. Cianose
Definição:
Coloração azul-arroxeada da pele e mucosas, causada por aumento da concentração de 
hemoglobina não oxigenada no sangue.
Exemplo: Pode indicar hipóxia grave e é visível em extremidades (cianose periférica) ou lábios e 
língua (cianose central).