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Problema 4 parte 2 Fx biológicas QUESTÃO 1 O controle ácido-básico, também conhecido como equilíbrio ácido-base, refere-se à manutenção de um balanço entre o ganho e a perda de ácidos e bases no organismo. Isso significa que a quantidade de ácidos e bases que o organismo ganha deve ser igual à quantidade que ele perde, a fim de manter essas substâncias em uma quantidade quase constante, em homeostase. Essencialmente, o estudo do equilíbrio ácido-base na fisiologia foca na regulação do ganho e da perda de ácidos e bases para controlar suas quantidades no organismo. Na fisiologia, um ácido é definido como qualquer espécie capaz de doar prótons (íons hidrogênio, H+), e uma base é qualquer espécie capaz de receber prótons (H+). Portanto, ácidos liberam H+, enquanto bases sequestram H+. Consequentemente, quando o organismo regula a homeostase de ácidos e bases, ele está, na verdade, regulando a concentração de íons hidrogênio (H+). A regulação da concentração de H+ é crucial porque a maioria das moléculas com atividade biológica, como as proteínas, possui grupos químicos que podem doar ou receber H+ dependendo da concentração desses íons . Se esses grupos químicos alterarem seu estado de doação ou recepção de H+, a atividade biológica das proteínas pode ser alterada. Como as proteínas são vitais para as funções do organismo, tanto no líquido extracelular (LEC) quanto no líquido intracelular (LIC), o pH desses líquidos precisa ser mantido dentro de um pequeno intervalo de valores para que a atividade biológica dessas proteínas não seja comprometida. A concentração de H+ é expressa em pH, que é o logaritmo negativo da concentração de H+ (- log [H+]). O pH é inversamente proporcional à concentração de H+, o que significa que quanto menor o pH, maior a concentração de H+. Os valores ideais de pH são: * Líquido extracelular (LEC): Deve ficar entre 7,35 e 7,45, com um valor normal em torno de 7,4. Pequenas alterações nesse valor podem causar grandes mudanças na concentração de H+, pois o pH é uma escala exponencial (uma alteração de 7 para 6, por exemplo, significa uma alteração de 10 vezes na concentração de H+). * Líquido intracelular (LIC): Geralmente tem um pH um pouco menor que o LEC, em torno de 7,2 na maioria das células, devido à constante produção de ácidos pelo metabolismo celular. O pH do LIC depende do pH do LEC. Para manter o pH do LEC em torno de 7,4 (e, consequentemente, o do LIC em 7,2), o organismo dispõe de vários mecanismos eficientes de regulação. A fonte menciona que esses mecanismos específicos de regulação do pH do líquido extracelular seriam detalhados em vídeos ● ● ● ● ● ● ● ○ ○ ○ ○ ● ● subsequentes. Portanto, ela introduz a importância e o que é o controle ácido-básico, mas não especifica os mecanismos de como ele ocorre em detalhes. ÓRGÃOS EVOLVIDOS O controle do equilíbrio ácido-base no corpo humano é essencial para manter o pH sanguíneo dentro de uma faixa muito estreita (normalmente entre 7,35 e 7,45). Esse equilíbrio é regulado principalmente por três sistemas que envolvem órgãos e mecanismos específicos: 1. Sistema tampão (ou buffer) – Resposta imediata Local: Circulação sistêmica (sangue, fluidos intersticiais e intracelulares) Principal tampão: Sistema bicarbonato (HCO₃⁻/H₂CO₃) Outros tampões: proteínas plasmáticas (como albumina), hemoglobina, fosfatos. Função: Neutralizar rapidamente ácidos ou bases. Exemplo: Quando há excesso de H⁺ (ácido), o bicarbonato reage para formar ácido carbônico → depois convertido em CO₂ + H₂O. Importante: Não elimina o ácido ou base do corpo, apenas "amortece" a variação de pH temporariamente. 2. Pulmões – Resposta em minutos Órgão: Pulmões (sistema respiratório) Controlam o pH ao regular a eliminação de CO₂ (ácido volátil). O CO₂ no sangue se combina com H₂O formando H₂CO₃ (ácido carbônico). Ao eliminar CO₂, o corpo reduz a acidez. Hiperventilação (respiração rápida) → elimina mais CO₂ → alcalose respiratória Hipoventilação (respiração lenta) → retém CO₂ → acidose respiratória 3. Rins – Resposta lenta (horas a dias) Órgão: Rins (sistema renal) São os responsáveis mais poderosos e duradouros no controle ácido-básico. Funções principais: Reabsorver bicarbonato (HCO₃⁻) filtrado nos túbulos renais. Excretar íons hidrogênio (H⁺). Produzir novo bicarbonato. Excretar amônia (NH₄⁺), que carrega H⁺ na urina. Atuam especialmente em: Acidose metabólica: aumentam excreção de H⁺ e produção de HCO₃⁻. Alcalose metabólica: excretam mais bicarbonato. Sistema Órgão Papel no controle ácido-base Tampão Todos os tecidos (sangue, músculos etc.) Neutraliza pH ● ● ● ● ● (sangue, músculos etc.) Neutraliza pH rapidamente Respiratório Pulmões Controla CO₂ (ácido volátil) Renal Rins Excreta H⁺, reabsorve/ produz HCO₃⁻ (longo prazo) PRINCIPAIS CAUSAS CLÍNICAS Na medicina, os desequilíbrios ácido-base são distúrbios em que o pH sanguíneo sai da faixa normal (7,35–7,45), podendo causar acidose (pH 7,45). Esses distúrbios são classificados em metabólicos(causados por alterações nos bicarbonatos) e respiratórios (por alterações no CO₂). CLASSIFICAÇÃO DOS DESEQUILÍBRIOS ÁCIDO-BÁSICOS Tipo de Distúrbio Primária Alteração Acidose metabólica ↓ HCO₃⁻ Alcalose metabólica ↑ HCO₃⁻ Acidose respiratória ↑ CO₂ Alcalose respiratória ↓ CO₂ 1. Acidose metabólica Causada por perda de bicarbonato ou acúmulo de ácidos no organismo. Principais causas clínicas: Cetoacidose diabética (CAD) (produção de corpos cetônicos em excesso → ácidos) Acidose lática (hipóxia tecidual → aumento de ácido lático) Doença renal crônica (rim não excreta H⁺ nem reabsorve HCO₃⁻ adequadamente) Diarreia intensa (perda de bicarbonato pelas fezes) Intoxicações (ex.: metanol, etilenoglicol, salicilatos) 2. Alcalose metabólica ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● Causada por acúmulo de bicarbonato ou perda de ácidos. Principais causas clínicas: Vômitos intensos ou aspiração gástrica (perda de HCl do estômago → ↑ HCO₃⁻ relativo) Uso excessivo de diuréticos (ex.: furosemida) (perda de H⁺ e K⁺ pela urina) Ingestão excessiva de bicarbonato (antiácidos, alcalinizantes) Síndrome de Cushing ou hiperaldosteronismo (aumento de reabsorção renal de Na⁺ com perda de H⁺ e K⁺) 3. Acidose respiratória Causada por retenção de CO₂ devido à hipoventilação. Principais causas clínicas: Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) (retenção crônica de CO₂) Depressão do centro respiratório (drogas, trauma craniano, AVC) (menor estímulo respiratório) Parada respiratória / apneia (sem eliminação de CO₂) Doenças neuromusculares (ex.: esclerose lateral amiotrófica, miastenia gravis) 4. Alcalose respiratória Causada por perda excessiva de CO₂ devido à hiperventilação. Principais causas clínicas: Ansiedade / ataque de pânico (respiração rápida e profunda) Dor, febre, hipóxia (estímulo respiratório aumentado) Sepse (hiperventilação por resposta inflamatória) Gravidez (ventilação aumentada por estímulo da progesterona) Dica clínica: como diferenciar rapidamente Alterações metabólicas → distúrbios nos níveis de HCO₃⁻ Alterações respiratórias → distúrbios nos níveis de CO₂ O compensador (rim ou pulmão) tenta restaurar o pH, mas nunca normaliza completamente o distúrbio primário. QUESTÃO 2 Na medicina, os critérios para internação em casos de crises respiratórias dependem da ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● gravidade da crise, da doença de base (como asma, DPOC, pneumonia, COVID-19, etc.), e do risco de complicações. A decisão é clínica, baseada em sinais vitais, exames e resposta ao tratamento inicial. Abaixo estão os principais critérios clínicos e laboratoriais utilizados para indicar internação: CRITÉRIOS GERAIS PARA INTERNAÇÃO EM CRISES RESPIRATÓRIAS 1. Sinais de insuficiência respiratória aguda Dispneia intensa em repouso Taquipneia importante (> 30 irpm em adultos) Uso de musculatura acessória Tiragem intercostal ou batimento de asa do nariz Cianose central (lábios, língua) Desorientação,sonolência ou agitação (sinais de hipóxia cerebral) Saturação de O₂ 45 mmHg na gasometria 2. Fadiga respiratória iminente Respiração superficial e rápida Redução da expansão torácica Parada respiratória iminente 3. Hipoxemia refratária à oxigenoterapia Saturação 30 irpm Saturaçãoda PCO2 de 40 para 80 mmHg faria o pH cair de 7,4 para 7,1 se só houvesse o sistema tampão bicarbonato. No entanto, com os outros sistemas tampão, o pH diminui apenas para cerca de 7,25, e a concentração de bicarbonato aumenta de 24 para aproximadamente 35 mM, diminuindo a gravidade da acidose respiratória. * De forma semelhante, uma diminuição da PCO2 de 40 para 20 mmHg aumentaria o pH para 7,7 sem outros tampões, mas com a ajuda deles, o pH aumenta apenas para 7,55, e a concentração de bicarbonato diminui de 24 para cerca de 18 mM, reduzindo a alcalose respiratória. 3. Regulação Respiratória como Compensação: * Além de ser uma causa, o sistema respiratório também regula a respiração para ajustar a PCO2 como um mecanismo compensatório para distúrbios ácido-base metabólicos. Essa regulação visa corrigir o pH e trazê-lo para mais próximo de 7,4 . * O diagrama de Davenport pode ser utilizado para estudar essa regulação do sistema respiratório, que tenta compensar os distúrbios ácido-base. QUESTÃO 5 A espirometria é um teste de função pulmonar que mede o volume e a velocidade do ar que uma pessoa inspira e expira, para avaliar a saúde respiratória e diagnosticar doenças pulmonares como asma ou DPOC. O exame gera gráficos, como a curva volume-tempo e a curva fluxo- volume, que são interpretados por um médico para verificar se a função pulmonar está dentro da normalidade esperada para a idade, altura e etnia do paciente. Como é feita a espirometria? Preparação: O paciente senta-se ou fica de pé, e um clipe é colocado no nariz para fechar as narinas. Inspiração e Expiração: O paciente inspira profundamente e, em seguida, expira o ar o mais rápido e completamente possível, com a boca bem vedada ao redor do bocal do espirômetro. Repetição: O teste é repetido várias vezes (pelo menos três) para garantir a consistência dos resultados. Pós-Broncodilatador (Opcional): Em alguns casos, um broncodilatador é administrado e o teste é repetido após cerca de 15 minutos para avaliar a resposta dos brônquios. Os Gráficos da Espirometria (Espirogramas) Curva volume-tempo (V-T): O que mostra: O volume de ar (em litros) que é expelido ao longo do tempo (em segundos). Interpretação: Uma curva normal tem uma subida acentuada no início, indicando a expiração de grande parte do ar nos primeiros segundos, e depois se torna mais suave até atingir o platô, quando o volume máximo (Capacidade Vital Forçada - CVF) é atingido. Parâmetros importantes: O Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1) e a ○ ● ○ ○ ○ ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● Capacidade Vital Forçada (CFV) são analisados. Curva fluxo-volume: O que mostra: O fluxo de ar (em litros por segundo) em função do volume total de ar inspirado ou expirado. Interpretação: A curva tem uma subida acentuada que atinge um pico, representando o Pico de Fluxo Expiratório (PFE), e depois diminui de forma mais linear até o final da expiração. Parâmetros importantes: O PFE é o ponto mais alto dessa curva, e a forma da curva pode indicar obstruções ao fluxo aéreo. Para que serve a espirometria? Diagnóstico: Identifica e diagnostica doenças pulmonares, como asma e DPOC. Monitoramento: Acompanha a evolução de doenças pulmonares e a resposta ao tratamento. Avaliação Pré-operatória: Avalia a capacidade pulmonar de pacientes antes de cirurgias. Avaliação de Aptidão: Utilizada para avaliar a capacidade respiratória de atletas ou em avaliações ocupacionais. Gráficos da espirometria 1. Curva Volume-Tempo Este gráfico mostra o volume de ar expirado em função do tempo. Eixo Y (Vertical): Volume de ar em litros (L). Eixo X (Horizontal): Tempo em segundos (s). Interpretação: Curva Normal: A curva sobe rapidamente no início, mostrando que a maior parte do ar é expelida no primeiro segundo, e depois se estabiliza em um platô ao final da expiração. Distúrbio Obstrutivo: A curva tem uma inclinação menos acentuada e leva mais tempo para atingir o volume máximo, indicando dificuldade de expulsar o ar rapidamente (ex: asma, DPOC). Distúrbio Restritivo: A curva se assemelha à normal, mas atinge um volume final total menor, indicando uma redução geral da capacidade pulmonar. 2. Curva Fluxo-Volume Este gráfico representa a taxa de fluxo de ar em relação ao volume pulmonar durante a inspiração e a expiração. Eixo Y (Vertical): Taxa de fluxo de ar (L/s). Eixo X (Horizontal): Volume pulmonar (L). Interpretação: Curva Normal: Possui um formato de triângulo arredondado. A expiração começa com um pico alto de fluxo (PFE - Pico de Fluxo Expiratório) e diminui linearmente à medida que os pulmões esvaziam. A inspiração aparece como um semicírculo na parte inferior do gráfico. Distúrbio Obstrutivo: A curva expiratória apresenta uma concavidade na porção ● ● ● ● ● descendente, indicando que o fluxo de ar se torna limitado rapidamente. O pico de fluxo pode estar reduzido. A inspiração geralmente é normal. Distúrbio Restritivo: A curva mantém a forma normal, mas é menor e mais estreita, refletindo a redução geral do volume pulmonar. Os fluxos podem ser até mesmo mais altos em relação ao volume, devido ao aumento da força elástica do pulmão. Parâmetros principais avaliados Capacidade Vital Forçada (CVF): O volume total de ar que pode ser expirado com força após uma inspiração máxima. Volume Expiratório Forçado no 1º segundo (VEF1): O volume de ar expelido no primeiro segundo da manobra de expiração forçada. Relação VEF1/CVF: A porcentagem do total de ar expirado que saiu no primeiro segundo. É crucial para diferenciar distúrbios obstrutivos e restritivos. Tipos de distúrbios e sua representação nos gráficos Tipo de Distúrbio VEF1 CVF VEF1/CVF Curva Volume- Tempo Curva Fluxo- Volume Normal ≥ ≥ 80% do previsto ≥ ≥ 80% do previsto ≥ ≥ 0,7 (70%) Curva sobe rapida- mente e forma um platô. Pico alto seguido por declínio linear. Obstruti- vo ReduzidoNormal ou levemente reduzido 7,45. ● ○ ● ○ ● ○ ● ● ● ● ● ● ● ● PaCO2 (Pressão parcial de dióxido de carbono): Reflete a ventilação, ou seja, a eficiência dos pulmões em eliminar CO2. Referência: 35 a 45 mmHg. PaO2 (Pressão parcial de oxigênio): Mostra a quantidade de oxigênio dissolvido no sangue e quão bem os pulmões estão oxigenando-o. Referência: 80 a 100 mmHg. HCO3 (Bicarbonato): Principal indicador do componente metabólico (função renal), que atua como um tampão para manter o pH. Referência: 22 a 26 mEq/L. SaO2 (Saturação de oxigênio): Porcentagem de hemoglobina que está ligada ao oxigênio. Como interpretar a gasometria (com gráficos) A interpretação da gasometria segue um raciocínio que identifica se o distúrbio é metabólico ou respiratório, e se há alguma compensação. A ilustração a seguir ajuda a visualizar o processo. Gráfico de Interpretação Simplificada Este fluxograma mostra um passo a passo para a interpretação dos resultados, relacionando as alterações dos parâmetros com os possíveis distúrbios. mermaid graph TD A[Analisar pH] -->|pHPaCO2 e HCO3] A -->|pH > 7.45 (Alcalose)| C[Analisar PaCO2 e HCO3] A -->|pH entre 7.35 e 7.45| D[Normal ou compensado] B -->|PaCO2 > 45 (alto)| E[Acidose Respiratória] B -->|HCO3 |PaCO2 |HCO3 > 26 (alto)| H[Alcalose Metabólica] Distúrbios e compensações O corpo tenta compensar os distúrbios do pH para mantê-lo próximo ao normal. 1. Acidose Respiratória Causa: Ventilação inadequada (retenção de CO2). Resultados: pH baixo, PaCO2 alto. Compensação: Os rins retêm bicarbonato (aumentando o HCO3) para neutralizar a acidez. 2. Acidose Metabólica Causa: Produção excessiva de ácidos ou perda de bicarbonato. Resultados: pH baixo, HCO3 baixo. Compensação: Aumento da ventilação (hiperventilação) para eliminar mais CO2 (reduzindo a PaCO2). 3. Alcalose Respiratória Causa: Ventilação excessiva (eliminação de muito CO2). ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● Resultados: pH alto, PaCO2 baixo. Compensação: Os rins eliminam bicarbonato (reduzindo o HCO3) para aumentar a acidez. 4. Alcalose Metabólica Causa: Perda de ácido ou retenção excessiva de bicarbonato. Resultados: pH alto, HCO3 alto. Compensação: Diminuição da ventilação (hipoventilação) para reter CO2 (aumentando a PaCO2). Finalidade do exame A gasometria é frequentemente solicitada em ambientes hospitalares, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), para: Diagnosticar e monitorar condições como insuficiência respiratória, distúrbios metabólicos e infecções graves. Avaliar a eficácia de tratamentos, como a ventilação mecânica. Determinar a necessidade de suplementação de oxigênio. Avaliar o funcionamento dos pulmões e rins. QUESTÃO 7 Substâncias cancerígenas (ou carcinógenos) são agentes que causam ou favorecem o desenvolvimento do câncer ao danificar o DNA ou ao alterar os mecanismos de controle celular, como proliferação e apoptose. Essas substâncias podem ser: Químicas Físicas Biológicas A classificação mais reconhecida internacionalmente é feita pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), ligada à OMS, que organiza os agentes carcinogênicos em grupos de risco: CLASSIFICAÇÃO DA IARC (OMS) Grupo Descrição Exemplo Grupo 1 Carcinogênico para humanos Tabaco, amianto, álcool, radiação UV Grupo 2A Provavelmente carcinogênico Carnes processadas, glifosato Grupo 2B Possivelmente carcinogênico Campos eletromagnéticos, chumbo Grupo 3 Não classificável Cafeína, chá verde Grupo 4 Provavelmente não carcinogênico Caprolactama (raro nesse grupo) 1. Carcinógenos Químicos São os mais comuns na prática clínica e ocupacional. Exemplos importantes: Substância Onde é encontrada Tipo de câncer associado Benzeno Indústria química, gasolina Leucemia Amianto (asbesto) Construção civil (telhas, isolantes) Mesotelioma, câncer de pulmão Arsênio Água contaminada, agrotóxicos Pele, pulmão, bexiga Tabaco (nicotina, alcatrão) Cigarros e derivados Pulmão, laringe, bexiga, boca Álcool etílico (etanol) Bebidas alcoólicas Fígado, esôfago, mama Nitrosaminas Carnes curadas e defumadas Estômago, esôfago Formaldeído Laboratórios, móveis, cosméticos Nasofaringe, leucemia Derivados do petróleo (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) Combustíveis, churrasco queimado Pele, pulmão, bexiga 2. Carcinógenos Físicos Exemplos: Tipo Fonte Câncer relacionado ● Radiação ultravioleta (UV) Sol, câmaras de bronzeamento Melanoma, carcinoma basocelular Radiações ionizantes (raios X, gama) Radioterapia, acidentes nucleares Tireoide, leucemia Partículas inaladas Poeiras industriais (sílica, amianto) Pulmão, mesotelioma 3. Carcinógenos Biológicos Incluem vírus, bactérias e parasitas com potencial oncogênico. Exemplos: Agente Doença associada Tipo de câncer HPV (Papilomavírus Humano) Infecções genitais Colo do útero, pênis, orofaringe Hepatite B e C (HBV, HCV) Hepatite crônica Carcinoma hepatocelular Helicobacter pylori Gastrite crônica Câncer gástrico, linfoma MALT EBV (vírus Epstein- Barr) Mononucleose, imunossupressão Linfoma de Burkitt, nasofaringe HTLV-1 Retrovírus Leucemia/linfoma de células T Schistosoma haematobium Esquistossomose urinária Câncer de bexiga Fatores combinados aumentam risco Muitos cânceres resultam da exposição a múltiplos fatores ao longo do tempo. Exemplo clássico: Tabaco + álcool → risco sinérgico para câncer de boca e esôfago RESUMO DIDÁTICO (mnemônico: CARCINOMA) Letra Significado C Cigarro (tabaco) A Amianto ● ● ● ● R Radiação (UV, ionizante) C Carnes processadas / conservantes I Infecções (HPV, H. pylori, HBV, HCV) N Nitrosaminas O Orgânicos voláteis (benzeno, solventes) M Metais pesados (chumbo, cádmio, arsênio) A Álcool Se quiser, posso te enviar uma tabela visual resumida em PDF com os principais carcinógenos e tipos de câncer associados — ótimo para estudar ou revisar. Deseja? Você disse: baseado na medicina me explique sobre doenças de inverno e verão O ChatGPT disse: Na medicina, as doenças de inverno e verão são aquelas que se tornam mais comuns em determinadas estações do ano, devido a fatores ambientais, comportamentais e imunológicos. A mudança de temperatura, umidade e hábitos sociais influencia diretamente a incidência, transmissão e gravidade de diversas doenças. A seguir, explico separadamente as doenças típicas do inverno e as doenças comuns no verão, com suas causas, sintomas e cuidados preventivos. DOENÇAS DE INVERNO 🔬 Causas principais: Ar mais seco e frio Ambientes fechados e pouca ventilação Aumento de aglomerações Maior circulação de vírus respiratórios Principais doenças: Doença Agente Sintomas Observações Resfriado comum Vírus (rinovírus, coronavírus, etc.) Coriza, espirros, dor de garganta, febre baixa Leve e autolimitado ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● etc.) Coriza, espirros, dor de garganta, febre baixa Leve e autolimitado Gripe (Influenza) Vírus Influenza A e B Febre alta, dores no corpo, cansaço, tosse seca Pode evoluir para pneumonia Pneumonia Bactérias ou vírus Febre, dor torácica, tosse com catarro, falta de ar Grave, pode exigir internação Crise de asma Gatilhos virais e ambientais Chiado, falta de ar, tosse Frequente piora no frio Crise de rinite alérgica Ácaros, poeira, mofo Espirros, coriza, coceira Aumenta com ambientes fechados Sinusite Vírus ou bactéria Dor facial, congestão, secreção nasal Pode seguir um resfriado Otite Infecção no ouvido (vírus ou bactéria) Dor, febre, irritabilidade (em crianças) Associada a gripes/ resfriados Prevenção: Vacinação (gripe, pneumococo) Hidratação e alimentação equilibrada Ambientes ventilados, evitar aglomerações Lavagem frequente das mãos Uso de umidificadores se necessário DOENÇAS DE VERÃO Causas principais: Calor intenso Maior exposição solar Aumento de consumo de alimentos fora de casa Água contaminada Picadas de insetos Principais doenças: ● ● ● ● ● Doença Causa Sintomas Observações Dengue, Zika, Chikungunya Vírus transmitidos pelo Aedes aegypti Febre, dor no corpo, manchas, dor nas articulações Comuns em áreas tropicais Desidratação / insolação Exposição ao sol e calor excessivo Sede intensa, tontura, confusão, febre Mais grave em idosos e crianças Intoxicação alimentar / diarreia infecciosa Bactérias, vírus em alimentos e água contaminados Náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal Frequente em alimentos mal armazenados Otite externa (otite do nadador) Umidade no canal auditivo Dor, coceira, secreção Comum após praia ou piscina Micoses de pele Fungos (calor e umidade) Coceira, manchas, descamação Axilas, pés, virilhas Conjuntivite viral ou bacteriana Contato com água contaminada Olhos vermelhos, secreção, coceira Altamente contagiosa Queimaduras solares / câncer de pele Exposição solar sem proteção Vermelhidão, bolhas, dor Risco cumulativo com o tempo Prevenção: Uso de repelentee eliminação de criadouros do mosquito Protetor solar e roupas adequadas Higiene alimentar (lavar frutas, evitar alimentos mal refrigerados) Hidratação constante Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h RESUMO COMPARATIVO Estação Doenças predominantes Prevenção-chave Inverno Respiratórias (gripe, asma, pneumonia, rinite) Vacinas, evitar aglomeração, manter ambientes ventilados Verão Transmitidas por água, alimentos e insetos (dengue, diarreia, insolação) Hidratação, repelente, higiene, proteção so QUESTÃO 8 As principais consequências da acidose e da alcalose são as alterações no pH do sangue arterial, que se desvia do seu valor normal ou fisiológico.O pH considerado normal no sangue arterial situa-se entre 7,35 e 7,45 . Especificamente: * A acidose é um distúrbio ácido-base em que o pH do sangue pode atingir valores abaixo de 7,35 . Isso ocorre quando o organismo ganha muito ácido ou perde muita base. Acidose respiratória é iniciada por uma alteração na concentração de gás carbônico. Acontece quando a eliminação de gás carbônico diminui, levando a um aumento da pressão parcial de gás carbônico no sangue arterial. Essa diminuição na eliminação pode ser causada por redução da ventilação alveolar, diminuição do fluxo sanguíneo nos pulmões (perfusão pulmonar) ou diminuição da capacidade de difusão dos gases entre os alvéolos e os capilares pulmonares. Um aumento da pressão parcial de gás carbônico de 40 para 80 mmHg pode fazer o pH diminuir para cerca de 7,25 (considerando outros sistemas tampão) [4]. Se apenas o sistema tampão bicarbonato estivesse presente, o pH diminuiria de 7,4 para 7,1. * Acidose metabólica é iniciada por uma alteração na concentração de bicarbonato. Ela ocorre quando a eliminação de ácidos não voláteis (ou fixos), como ácido clorídrico, ácido lático, ácido acetoacético e ácido beta-hidroxibutírico, diminui, ou quando a produção desses ácidos aumenta.Isso consome o bicarbonato para neutralizar o excesso de ácidos, fazendo sua concentração diminuir. Além disso, a perda excessiva de bicarbonato, como em casos de diarreia severa, também pode causar acidose metabólica. Uma diminuição da concentração de bicarbonato de 24 para 12 milimolar (mM) pode fazer o pH cair para 7,1. * A alcalose é um distúrbio ácido-base em que o pH do sangue pode atingir valores acima de 7,45. Isso ocorre quando o organismo perde muito ácido ou ganha muita base. Alcalose respiratória é iniciada por uma alteração na concentração de gás carbônico. Acontece quando a eliminação de gás carbônico aumenta, como em casos de aumento da ventilação alveolar, levando a uma diminuição da pressão parcial de gás carbônico. Uma diminuição da pressão parcial de gás carbônico de 40 para 20 mmHg pode fazer o pH aumentar para 7,55 (considerando outros sistemas tampão). Se apenas o sistema tampão bicarbonato estivesse presente, o pH aumentaria de 7,4 para 7,7. Alcalose metabólica é iniciada por uma alteração na concentração de bicarbonato. Ela pode ocorrer quando há um ganho excessivo de bicarbonato (por exemplo, pelo uso de muitos antiácidos) ou pela perda de muitos ácidos fixos, como o ácido clorídrico secretado pelo estômago, que pode ser perdido durante um quadro de vômito severo. Esses eventos resultam no aumento da concentração de bicarbonato. Um aumento da concentração de bicarbonato de 24 para cerca de 50 mM pode fazer o pH subir para 7,7 . Como consequência dessas alterações de pH, o organismo aciona sistemas compensatórios: * O sistema respiratório regula a respiração para ajustar a pressão parcial de gás carbônico, tentando corrigir a alcalose ou acidose metabólica e fazer o pH retornar o mais próximo possível de 7,4. * O sistema renal regula principalmente a reabsorção de bicarbonato, para ajustar a concentração desse íon e tentar corrigir a acidose ou alcalose respiratória, buscando trazer o pH de volta para próximo de 7,4. Embora todos os sistemas tampão minimizem as alterações do pH, eles não as corrigem; a correção é feita pelos sistemas respiratório e renal. QUESTÃO 9 1. Dispneia Definição: Sensação subjetiva de dificuldade ou desconforto para respirar. Exemplo: Pode ocorrer em casos de asma, insuficiência cardíaca, pneumonia, entre outros. 2. Eupneia Definição: Respiração normal, tranquila, com frequência e profundidade adequadas às necessidades do corpo. Exemplo: Uma pessoa em repouso saudável apresenta eupneia. 3. Hipoventilação Definição: Ventilação pulmonar insuficiente para atender às necessidades do corpo, resultando em aumento de CO₂ no sangue (hipercapnia). Exemplo: Pode ocorrer em doenças neuromusculares ou por depressão do sistema respiratório (como em overdose de opioides). 4. Hiperventilação Definição: Ventilação pulmonar excessiva, eliminando mais CO₂ do que o normal, podendo causar alcalose respiratória. Exemplo: Frequente em crises de ansiedade ou ataques de pânico. 5. Apneia Definição: Parada temporária da respiração. Exemplo: Comum na apneia do sono, onde ocorrem interrupções repetidas da respiração durante o sono. 6. Taquipneia Definição: Aumento anormal da frequência respiratória, geralmente superficial. Exemplo: Pode ocorrer por febre, dor, ansiedade ou insuficiência respiratória. 7. Hipóxia Definição: Redução da oferta de oxigênio aos tecidos do corpo, independentemente da causa. Tipos: Hipóxica, anêmica, circulatória e histotóxica. Exemplo: Pode ser causada por altitude elevada, doenças pulmonares ou anemia grave. 8. Cianose Definição: Coloração azul-arroxeada da pele e mucosas, causada por aumento da concentração de hemoglobina não oxigenada no sangue. Exemplo: Pode indicar hipóxia grave e é visível em extremidades (cianose periférica) ou lábios e língua (cianose central).