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glicogênese Gliconeogênese é o processo através do qual precursores como lactato, piruvato, glicerol e aminoácidos são convertidos em glicose A produção do glicogênio é feita a partir da glicose-6-fosfato e não diretamente pela glicose. Isso porque caso a glicose seja utilizada, pode falar substrato para as reações seguintes Glicogênio Músculos: 2% de glicogênio (necessidade de ATP) Fígado: 10% de glicogênio (armazenamento de 12 a 24 horas) Os músculos são responsáveis pela captação da glicose em altas concentrações para a síntese de glicogênio Diabéticos: deve fazer atividade física para que os músculos façam a captação da glicose no sangue para sintetizar ATP O glicogênio é uma molécula com diversas ramificações e de rápida utilização (quanto maior a molécula de glicogênio, mais ramificações e mais rápida a utilização da glicose) As moléculas de glicose estão ligadas entre si por diferentes ligações e diferentes angulações entre elas, o que interfere no armazenamento e na deposição de glicogênio A glicose-6-fosfato é desviada da glicólise para a síntese de glicogênio. Uma isomerase, a partir da glicose-6-fosfato, forma a glicose-1-fosfato para que depois seja adicionado a essa molécula uma cadeia que envolve o uridina monofosfato, formando a UDP-glicose, molécula ativa e que formará o glicogênio Enzima glicogênio sintase Faz a ligação entre as glicoses em um ramo do glicogênio, até atingir o total de 11 glicoses Faz o crescimento do ramo Quanto + for a molécula de glicogênio - vai ser o Km Maior capacidade de adicionar glicose na molécula de glicogênio Alta atividade da enzima glicogênio sintase Estado alimentado Quanto - for a molécula de glicogênio + vai ser o Km Menor capacidade de adicionar glicose na molécula de glicogênio (pouca glicose) Baixa atividade da enzima glicogênio sintase Estado em jejum Durante o jejum, a célula apresenta moléculas pequenas de glicogênio. Porém, ao ingerir o alimento, a concentração de glicose começa a aumentar e o enzima glicogênio sintase estava em baixa atividade devido ao jejum, não conseguindo captar essas novas moléculas de glicose. Assim, entra em ação da proteína glicogenina (iniciador), a qual passa a captar as moléculas de glicose da UDP-glicose se auto-glicosilado, ou seja, adicionando 8 moléculas de glicose em si mesma. Após isso, essas 8 moléculas de glicose são encaminhadas para o glicogênio, aumentando seu peso molecular e a atividade da glicogênio sintase Enzima ramificadora Após atingir 11 moléculas de glicose pela enzima glicogênio sintase, a enzima ramificadora pega 7 dessas glicoses e passa a criar novos ramos O número de ramificações passa a aumentar, promovendo o crescimento do glicogênio Forma novos ramos Mutação na glicogenina: dificuldade na deposição de glicogênio no fígado e baixa atividade da enzima glicogênio sintase, de modo que haja o acúmulo de gordura em decorrência do acúmulo de glicose e pouca produção de energia (cansaço) Dificuldade na deposição de glicose na forma de glicogênio GASTO ENERGÉTICO A síntese de glicogênio faz uso de energia (ATP), de modo que ao acrescentar glicose na molécula de glicogênio um ATP é utilizado Glicogenólise Enzima glicogênio fosforilase Quebra as ligações entre as moléculas de glicose do glicogênio, liberando essa glicose na circulação A enzima glicogênio fosforilase adiciona um fosfato na glicose e libera essa molécula, formando a glicose 1-fosfato A isomerase fosfoglicomutase isomeriza a glicose 1-fosfato em glicose 6-fosfato No fígado: a glicose-6-fosfato é transportada ao RE, onde perde um fosfato por meio da ação da enzima glicose-6-fosfatase, liberando a glicose no sangue No músculo: a glicose-6-fosfato é convertida em piruvato (glicólise), uma vez que o músculo não apresenta a glicose-6-fosfatase, ou seja, não ocorre o retorno da glicose para o sangue, já que para isso ocorrer ela deve perder o fosfato O músculo faz a captação de glicose mas não libera ela para o sangue devido a ausência da glicose-6-fosfatase –Fibras brancas: piruvato é convertido em lactato (lactato desidrogenase) Lívia Francisco T28 –Fibras vermelhas: piruvato é convertido em Acetil-CoA (complexo piruvato desidrogenase), e posteriormente, no ciclo de Krebs, forma-se CO2 e H2O Enzima cortadora de ramos Diminui o tamanho do glicogênio em decorrência da quebra dos ramos A glicogênio fosforilase quebra as moléculas de glicose até que restem apenas 4, para que a enzima cortadora de ramos pegue 3 das 4 moléculas e transfira para a ponta de outro ramo. A última glicose é liberada pela glicogênio fosforilase Qual a vantagem de armazenar glicogênio e não lipídio? O armazenamento de glicogênio em relação ao armazenamento de gordura é mais vantajoso porque a energia é disponibilizada mais rapidamente, além de que o glicogênio pode ser quebrado na ausência de O2 Porque estocar glicogênio e não a molécula de glicose? A glicose é osmoticamente ativa e ao ser estocada na célula pode apresentar problema com o excesso de água, de modo que ela passe a absorver água e fique túrgida, sendo necessário gastar energia para regular água dentro na célula devido ao risco de hemólise. O glicogênio não é osmoticamente ativo, por isso ele pode ser armazenado com pouco gasto de energia na célula, de forma que não seja necessário o uso de ATP para regular a água dentro da célula como é no caso da glicose Doença de Von Gierke Ausência da glicose-6-fosfatase ou transportador A glicose-6-fosfato não é mobilizada para o sangue, causando hipoglicemia e acidose celular (diminuição da glicólise e da síntese de ATP) Doença de Cori (tipo III: enzima cortadora de ramos) Acúmulo de glicogênio (atuação somente da fosforilase) Doença de McArdle (tipo V: fosforilase muscular) Diminuição de glicogênio nos músculos (dano ao tecido muscular) Regulação glicogenólise Glucagon: induz a glicogenólise – A enzima final da sua transdução é uma quinase (coloca um fosfato) – Sua enzima final é a proteína quinase A (PKA) – PKA se torna ativa quando fosforilada – Regulação da glicogênio fosforilase (libera a glicose) – Sua regulação pode ser covalente ou alostérica Regulação covalente O glucagon ativa a PKA que fosforila uma outra enzima chamada fosforilase quinase. A fosforilase quinase fosforila a glicogênio fosforilase, a qual altera sua conformação estrutural se tornando ativa para aumentar a quebra do glicogênio em glicose A glicogênio fosforilase quando está FOSFORILADA ela está ATIVA Insulina: inibe a glicogenólise – A enzima final da sua transdução é uma fosfatase (retira um fosfato) – Sua enzima final é a fosfoproteína fosfatase – Sua regulação pode ser covalente ou alostérica Regulação covalente Em estado alimentado, a insulina induz a fosfoproteína fosfatase para que ela tire o fosfato da glicogênio fosforilase para que ela deixe de ter atividade, se tornando inativa, para interromper a quebra do glicogênio A glicogênio fosforilase quando está DESFOSFORILADA ela está INATIVA Observação: o covalente pode ser superado pelo alostérico Regulação alostérica Cálcio: estimulador alostérico - indutor da quebra de glicogênio para liberar a glicose, uma vez que ele induz a contração muscular, de maneira que seja necessário a quebra de glicogênio em glicose para produção de ATP O cálcio se liga na fosforilase quinase e mesmo que ela não esteja fosforilada, o cálcio da atividade para ela. A fosforilase quinase passa, então, a fosforilar a glicogênio fosforilase para que haja a quebra de glicogênio em glicose AMP: estimulador alostérico - significa que a célula apresenta baixa energia, sendo necessária a glicogenólise. Para isso, o AMP se liga a glicogênio fosforilase, dando atividade para ela, ocorrendo a quebra do glicogênio em glicose Mesmo que a insulina esteja atuando sobre a célula, esses reguladores alostéricos passam por cima dela para que haja a quebra do glicogênio em casos de atividade física intensa, por exemplo Glicose: inibidor alostérico - o aumento da concentração de glicose na célula faz com que não sejanecessária a quebra do glicogênio. A glicose se liga a glicogênio fosforilase diminuindo sua atividade, porque não existe a necessidade de liberar mais glicose A glicose é um inibidor alostérico da glicogenólise mesmo que a glicogênio fosforilase esteja ativa pela regulação covalente ATP: inibidor alostérico - significa que a célula apresenta alta energia, não sendo necessária a glicogenólise. O ATP se liga a glicogênio fosforilase Lívia Francisco T28 inibindo sua atividade, diminuindo a quebra do glicogênio Regulação glicogênese Glucagon: inibe a glicogênese Glicogênio sintase fosforilada: inativa Regulação covalente Ativa a PKA que vai fosforilar a fosforilase quinase, a qual vai fosforilar a glicogênio sintase, tornando ela inativa, de maneira que a formação de glicogênio a partir da glicose diminuia Insulina: induz a glicogênese Glicogênio sintase desfosforilada: ativa Regulação covalente Ativa a fosfoproteína fosfatase que inibe a fosforilase quinase e retira o fosfato da glicogênio sintase para que ela se torne ativa e passe a formar glicogênio a partir da glicose Observação: o covalente pode ser superado pelo alostérico Regulação alostérica Glicose-6-fosfato: estimulador alostérico - em altas concentrações indica alto estado energético, de modo que seja necessário a formação de glicogênio a partir da glicose. A glicose-6-fosfato se liga a glicogênio sintase e da atividade para ela Cálcio: inibidor alostérico - em estado alimentado, porém ao iniciar uma corrida, ocorre a liberação de cálcio, o qual fosforila a glicogênio sintase, diminuindo sua atividade e inibindo a formação de glicogênio para que a glicose seja utilizada Glicogênio: inibidor alostérico - em altas concentrações de glicogênio, a atividade da glicogênio sintase diminui sua atividade, não sendo necessário formar mais glicogênio Lívia Francisco T28