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Contabilidade: Conceitos e Papel do Contador

Material sobre contabilidade que reúne conceitos básicos e o papel do contador; trata centros de responsabilidade, orçamentos e relatórios de desempenho; aborda estrutura e unidades de negócio, estratégias e adaptação ao mercado, contabilidade patrimonial, financeira e gerencial, exercícios e referências.

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CONTABILIDADE 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 3 
1.1 Conceitos Básicos Contábeis ................................................................. 3 
1.2 Papel e avanço do contador na sociedade ............................................ 4 
2. ALGUNS CONCEITOS DE CONTABILIDADE.................................... 7 
2.1 O que é contabilidade associada a responsabilidade do profissional? 7 
2.2 Como se aplica a Contabilidade? ........................................................ 8 
2.3 Quais os objetivos e metas cada centro de responsabilidade deve ter?
 9 
2.4 Como ocorre a elaboração de orçamentos? ..................................... 11 
2.5 Quais decisões os gestores podem tomar para melhorar o 
desempenho dos centros de responsabilidade? .................................................. 12 
3. RELATÓRIOS DE DESEMPENHO ................................................... 14 
3.1 O que são relatórios de desempenho? ............................................. 14 
3.2 Como são elaborados os relatórios? ................................................. 14 
4. A QUE SE REFERE A ESTRUTURA DE INFORMAÇÕES DE UMA 
EMPRESA? .......................................................................................................... 17 
5. DEFINIÇÃO DE UNIDADES DE NEGÓCIO...................................... 19 
5.1 Quais os tipos de unidades de negócio? ........................................... 20 
6. VANTAGENS E DESVANTAGES DAS UNIDADES DE NEGÓCIO . 23 
6.1 Quais são as vantagens das unidades de negócio? ......................... 23 
6.2 Quais são os desafios enfrentados? ................................................. 24 
7. ESTRATÉGIAS DE GESTÃO ........................................................... 26 
8. PROCESSO DE CRIAÇÃO DE UNIDADES ..................................... 29 
9. ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS DO MERCADO ............................... 31 
9.1 Estratégias para acompanhar as mudanças constantes ................... 32 
10. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO.............................................................. 34 
11. CONTABILIDADE PATRIMONIAL .................................................... 35 
12. CONTABILIDADE FINANCEIRA ....................................................... 37 
13. A CONTABILIDADE GERENCIAL .................................................... 41 
14. ATIVO E PASSIVO ........................................................................... 46 
15. INDICAÇÕES .................................................................................... 47 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
1.1 Conceitos Básicos Contábeis 
 
O processo voltado a contabilidade é de suma importância nos dias atuais, 
principalmente no processo empresarial, pois possui papel fundamental no processo 
administrativo que tenha um envolvimento em relação às tomadas de decisões de 
uma empresa. A função atribuída ao contador destaca-se nos trabalhos internos e 
externos do negócio, além do processo de conhecimento e dados de gestão. 
Analisando essas questões, nesse sentido, tem-se a contabilidade como 
essencial para a sociedade, pois, auxilia tanto empresas, quanto pessoas físicas a 
lidarem com o seu devido patrimônio, e dessa forma, evitar gastos e dívidas 
desnecessárias. 
Sendo assim, ademais, o contador, é um profissional altamente capacitado 
para atuar com uma diversidade de demandas, as quais podem relacionar-se às 
finanças, ações tributárias e econômicas. 
Figura 1 – Símbolo do contador 
 
Fonte: Pinterest1 
 
1 Disponivel em: https://br.pinterest.com/juzan/escrit%C3%B3rio-contabilidade/. Acesso em: 09 mar. 
2024 
 
 
 
VIDEO – PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE 
 
1.2 Papel e avanço do contador na sociedade 
 
Por conseguinte, o papel do contador na sociedade torna-se essencial para 
ajudar pessoas físicas e jurídicas a combater irregularidades no setor público ou 
privado que ocasione algum risco para a sociedade. 
Para mais, a contabilidade trata-se de um assunto relacionado à 
essencialidade da fiscalização tributária, sobretudo, no que se refere à transparência 
dos órgãos públicos com gastos governamentais. 
Dessa maneira, devido suas ações estar associada diretamente com à 
fiscalização e controle de atitudes inadimplentes, como: corrupção, fraudes estatais, 
desvios de dinheiro público e diversas outras emblemáticas jurídicas, acredita-se que 
esta temática deve-se ser debatida nos campos científicos, jurídicos e sociais, para 
que a temática possa ser adequadamente explorada, a fim de gerar resultados 
satisfatórios que atendam os problemas apontados pelas literaturas, como: denúncias 
por falta de credibilidade, ética nas profissões que envolvam a gestão de negócios e 
competência do Governo e Entes Federados. 
Para além destes pontos, o ramo jurídico ainda envolve a Auditoria, que se 
constitui como um método para verificar os critérios que são estabelecidos pela 
Ciência Administrativa, independente do setor público ou privado. 
Isto posto, sua função é determinar a competência em relação a gestão 
orçamentária, financeira, patrimonial, operacional e contábil, portanto, a sua ação no 
setor público tem como respaldo a garantia de que as atividades estatais sejam, de 
fato, concluídas, conforme a sociedade anseia. 
Nesse momento, o papel da auditoria está associado a assegurar ao cidadão 
que os recursos do Governo sejam utilizados para uma boa gestão financeira. Ainda 
é possível elucidar que esta área da administração, detém uma grande 
responsabilidade em relação às suas funções referente à empresa grande 
importância para as empresas estatais, devido sua utilidade como ferramenta de 
https://youtu.be/ZH3EyJsLhaw 
 
 
controle e transparência, que se faz muito mais eficaz dentro das repartições públicas 
federais. 
Desse modo, ela representa um elo fundamental nessa cadeia de credibilidade 
das empresas, ao ser aplicado no seu processo com eficácia, pois a auditoria pode 
ser traduzida como instrumento de controladoria na prevenção e identificação de 
irregularidades financeiras das empresas. 
Atualmente, é comum o surgimento de fraudes tributárias e esquemas de 
corrupção expostos pelas mídias digitais e televisivas, que envolvem desde “lavagem” 
de dinheiro até outros conflitos que estão relacionados aos servidores públicos 
estatais, sendo esta, apenas mais um reforço para o discurso da importância de 
diversas ferramentas e processos de fiscalização. 
Observando-se os apontamentos realizados, constata-se que a função da 
contabilidade, é primordial para garantir e assegurar que o Estado irá cumprir com 
suas prestações perante a sociedade, tornando-a vital para um adequado controle 
social, entre os recursos orçamentários que entram e saem dos orçamentos públicos 
e de empresas privadas. 
Figura 2 – Gestão de Empresas 
 
Fonte: Revista O Globo2 
 
2 Disponivel em: https://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2016/05/5-
conceitos-de-gestao-que-voce-precisa-conhecer.html. Acesso em: 10 mar. 2024 
 
 
Visto isso, este e-book focaliza sua abordagem nos aspectos relacionados aos 
processos e importância da contabilidade, aplicando a questão da análise por 
responsabilidade, unidades de negócio, conceitos básicos, assim como suas noções. 
Isso se justifica, devido esta temática ser considerada importante para estudos 
científicos das áreas administrativas, e por possuir poucos estudos atualizados que 
estabelecem os processos envoltos na auditoria como contexto central de sua 
investigação, coleta e interpretação de resultados. 
Enfatiza-se ainda, a necessidade da existência de confiabilidade no processo 
da contabilidade, pois, além de captar os dados, é necessáriaprós e contras de 
cada alternativa, a avaliação dos riscos envolvidos e a consideração dos 
recursos necessários. 
IV. Avaliação das alternativas: Nesta etapa, as alternativas são avaliadas com 
base em critérios previamente estabelecidos. Os critérios podem incluir fatores 
como custo, tempo, impacto, viabilidade, entre outros. Cada alternativa é 
secundária e classificada de acordo com esses critérios. 
V. Escolha da melhor alternativa: Após a avaliação das alternativas, é feita a 
seleção da melhor opção com base nas informações e critérios analisados. A 
escolha é feita levando em consideração os objetivos, as restrições e as 
emoções pessoais ou organizacionais. 
VI. Implementação da decisão: Após a escolha da alternativa, é necessário 
implementar a decisão. Isso envolve a definição de um plano de ação, 
alocação de recursos e execução das atividades necessárias para colocar a 
decisão em prática. 
 
 
VII. Monitoramento e avaliação: Uma vez que a decisão tenha sido integrada, é 
importante acompanhar o seu progresso e avaliar os resultados obtidos. Isso 
permite verificar se a decisão foi eficaz e se os resultados estão alinhados com 
o esperado. Caso necessário, ajustes podem ser feitos para melhorar o 
desempenho. 
O processo decisório pode variar dependendo do contexto e da complexidade 
da situação, mas essas etapas fornecem uma estrutura básica para orientar a tomada 
de decisões. 
A contabilidade gerencial passou por vários avanços ao longo dos tempos, 
impulsionados pelas mudanças nas necessidades das organizações e pelos avanços 
tecnológicos. Aqui estão alguns dos principais avanços da contabilidade gerencial: 
I. Uso de tecnologia da informação: Com o avanço da tecnologia da informação, 
a contabilidade gerencial se beneficiou da automação de processos e da 
disponibilidade de sistemas de informações gerenciais mais avançados. Isso 
permitiu a coleta, o processamento e a análise de grandes volumes de dados 
de forma mais rápida e eficiente, fornecendo informações mais precisas e em 
tempo real para apoiar a tomada de decisões. 
II. Ênfase em informações não financeiras: A contabilidade gerencial evoluiu para 
além do foco exclusivo em informações financeiras. Agora, há uma maior 
ênfase na coleta e análise de informações não financeiras, como indicadores 
de desempenho operacional, satisfação do cliente, qualidade do produto, 
eficiência dos processos e gestão de riscos. Isso permite uma visão mais 
abrangente e equilibrada do desempenho organizacional. 
III. Métodos avançados de análise de custos: Os métodos de análise de custos 
também evoluíram ao longo do tempo. Além do custeio tradicional por 
absorção, os laços mais avançados, como o custeio baseado em atividades 
(ABC) e o custeio do ciclo de vida (Life Cycle Costing). Essas abordagens 
proporcionam uma visão mais precisa dos clientes envolvidos nas atividades 
e processos organizacionais, permitindo uma alocação mais eficiente dos 
recursos. 
IV. Gestão estratégica de custos: A contabilidade gerencial avançou para além da 
simples medição e controle de custos, passando a passar um papel estratégico 
na gestão de custos. Ela auxilia na identificação de oportunidades de redução 
de custos, análise de valor e tomada de decisões estratégicas relacionadas 
 
 
aos custos. Isso contribui para a competitividade das organizações no 
mercado. 
V. Utilização de indicadores de desempenho: A contabilidade gerencial tem se 
concentrado cada vez mais no desenvolvimento e utilização de indicadores de 
desempenho que vão além dos aspectos financeiros. Indicadores como o 
Balanced Scorecard, que mede o desempenho a partir de perspectivas 
financeiras e não financeiras, ganharam destaque. Esses indicadores 
fornecem uma visão mais ampla e equilibrada do desempenho organizacional 
e auxiliam na avaliação e no acompanhamento dos objetivos planejados. 
Esses avanços têm permitido que a contabilidade gerencial desempenhe um 
papel mais estratégico e relevante na gestão das organizações, fornecendo 
informações mais precisas, oportunas e abrangentes para apoiar a tomada de 
decisões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14. ATIVO E PASSIVO 
 
Na contabilidade, os termos "ativo" e "passivo" referem-se a duas categorias 
fundamentais de itens que compõem o balanço patrimonial de uma entidade. 
1. Ativo: 
• O ativo representa todos os recursos controlados pela empresa dos quais 
se espera que resultem benefícios econômicos futuros. Isso inclui, mas não 
se limita a: 
• Caixa e equivalentes de caixa. 
• Contas a receber de clientes. 
• Estoques. 
• Investimentos em títulos. 
• Propriedades, instalações e equipamentos. 
• Ativos intangíveis, como patentes, marcas registradas e goodwill (valor da 
marca). 
• Os ativos são classificados geralmente em ordem de liquidez, ou seja, o 
quão rapidamente podem ser convertidos em dinheiro, com os mais líquidos 
aparecendo primeiro no balanço patrimonial. 
2. Passivo: 
• O passivo refere-se a todas as obrigações ou dívidas que a empresa deve 
a terceiros. Isso inclui: 
• Empréstimos bancários. 
• Contas a pagar a fornecedores. 
• Salários e impostos a serem pagos. 
• Títulos de dívida emitidos pela empresa. 
• Provisões para passivos contingentes, como processos judiciais pendentes. 
• Assim como os ativos, os passivos são classificados em ordem de 
vencimento, com os vencimentos mais imediatos aparecendo primeiro. 
A diferença entre os ativos e os passivos é frequentemente referida como 
patrimônio líquido ou patrimônio próprio, que é a diferença entre os ativos totais e os 
passivos totais de uma entidade. O patrimônio líquido representa o valor residual dos 
ativos após a liquidação de todas as obrigações da empresa. Em outras palavras, é 
o valor que os proprietários ou acionistas da empresa têm direito a receber se a 
empresa for liquidada após pagar todas as suas dívidas. 
 
 
15. INDICAÇÕES 
 
A seguir, passamos a apresentar indicações de filmes, livros, artigos e/ou 
outros recursos de mídia, para ampliar o seu conhecimento. 
• FILME - O CONTADOR (2016) - Em O contador, você poderá acompanhar de 
perto a rotina desse profissional. Durante o filme, o personagem de Ben Affleck 
consegue superar todas as dificuldades impostas pelo autismo e leva uma vida 
tranquila e dedicada ao trabalho. O que ninguém imagina, porém, é que ele 
leva uma vida dupla e presta serviços para uma organização criminosa muito 
perigosa. 
• FILME - UM SONHO DE LIBERDADE (1995) - Além de aprender o lado bom 
da profissão de contador, o filme Um sonho de liberdade também mostra como 
os conhecimentos desse profissional podem ser usados de maneira enganosa 
e indevida. Ao ser preso injustamente, acusado de matar a esposa e o amante 
dela, um contador encontra uma forma de sobreviver no presídio e ganhar 
regalias: ele passa a fazer a declaração do imposto de renda das autoridades 
do local e, de certa forma, é capaz de controlar as finanças deles. 
• FILME – ENRON: OS MAIS ESPERTOS DA SALA (2006) - Em Enron — Os 
mais espertos da sala, você aprenderá a importância de um contador ser um 
profissional honesto e organizado. Acompanhe nesse documentário uma 
história real e muito impressionante de uma investigação que aconteceu nos 
Estados Unidos. Ele relata um escândalo de grandes proporções envolvendo 
uma companhia energética do país que declarou números que não batiam com 
a realidade e com as demonstrações financeiras. 
• FILME - WALL STREET — PODER E COBIÇA (1987) - Qualquer pessoa 
deseja construir uma carreira sólida e alcançar o sucesso profissional. No 
entanto, a ambição desmedida e a falta de ética são características 
impensadas para um contador! E é isso o que acontece em Wall Street — 
Poder e Cobiça. Um jovem tem o sonho de conhecer seu ídolo, um famoso 
empresário do mundo dos negócios. Para tanto, ele passa a atuar na área e 
não mede esforços para crescere ter tanto status quanto seu “mentor” — 
ganhando destaque em troca de informações privilegiadas. O que ele não 
sabe, no entanto, é que seus atos vão lhe custar muito caro no futuro. Como 
 
 
você pode perceber, esse é mais um filme que mostra como que escolhas 
erradas na carreira podem prejudicar seriamente um profissional. 
• FILME - O LOBO DE WALL STREET (2013) - Baseado em uma história 
real, esse filme conta a história de Jordan Belfort. Ele é um corretor de ações 
que, após se ver desiludido com a vida profissional, consegue um novo 
emprego e, por conta do seu estilo “agressivo” de atuação em Wall Street, 
passa a ganhar uma fortuna. No entanto, para alcançar o sucesso, ele nem 
sempre se bastou de decisões éticas e adequadas. Dessa forma, ao mesmo 
tempo que cresceu muito rápido, teve uma queda vertiginosa. Se aprender com 
os acertos do outro é uma boa forma de se inspirar, acompanhar o que alguns 
profissionais fizeram de errado também pode ser uma ótima forma de tirar 
lições valiosas e evitar cometer os mesmos erros. Tenha em mente que os 
caminhos mais fáceis não são os mais indicados, pois nem sempre seguem a 
verdade e a honestidade. 
• DOCUMENTÁRIO - TRABALHO INTERNO (2010) - Esse é um 
documentário muito indicado para qualquer pessoa que vá trabalhar na área 
financeira — independentemente de você decidir cursar contabilidade, 
economia ou administração, por exemplo. Além de mostrar de perto a rotina 
de trabalho em uma instituição financeira e o desempenho das atividades, ele 
reforça a importância desse profissional com depoimentos ricos e relevantes. 
• FILME - MARGIN CALL — O DIA ANTES DO FIM (2011) - Margin Call — O 
dia antes do fim retrata uma situação real e que abalou a economia mundial 
por anos: o crash da bolsa em 2008. Ele mostra o papel que algumas pessoas 
tiveram para motivar a situação e como foram as 24h antes do início da crise. 
O foco dele é em uma corretora imobiliária, setor mais atingido pela bolha 
econômica e crise financeira. Você vai ver como alguns profissionais da 
corretora tiveram que lidar com informações sigilosas e de alto risco — o que 
mostra o quão necessário é um contador ser uma pessoa séria e responsável. 
• FILME - OS INTOCÁVEIS - Alguém já te falou que o trabalho de um contador 
é chato e sem graça? Pois saiba que ele pode ajudar a capturar um famoso 
gângster, por exemplo. Em Os intocáveis vemos a busca de um agente federal, 
durante a Lei Seca, por Al Capone, um dos maiores criminosos dos Estados 
Unidos. Sabe como ele foi encontrado? Com o auxílio de um contador, eles 
conseguiram acesso aos registros contábeis dele! 
 
 
• FILME - ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE (2012) – Esse filme, arranca boas 
risadas, contudo ele passa uma mensagem muito interessante para quem 
pretende seguir um curso relacionado à economia ou ciências contábeis: a 
importância de saber lidar com o dinheiro e aprender a investi-lo de maneira 
inteligente e estratégica. No longa brasileiro, um casal ganha na loteria e 
prometem um ao outro não deixar que “o dinheiro suba à cabeça”. Mas com a 
conta recheada, eles não conseguem manter uma vida equilibrada e, em pouco 
tempo, perdem tudo! 
• LIVRO - CONTABILIDADE BÁSICA (JOSÉ CARLOS MARION) - Com 
metodologia moderna e dinâmica, além de linguagem acessível ao aluno 
iniciante em Contabilidade, o autor apresenta uma visão conjunta dos 
relatórios contábeis e introduz a matéria de maneira gradativa, despertando o 
interesse do estudante na aprendizagem da disciplina. 
• LIVRO – CONTABILIDADE GERENCIAL (ERIC W. NOREEN E RAY H. 
GARRISON) – Esta edição de Contabilidade gerencial mostra como coletar e 
interpretar as informações contábeis e apresenta novas ferramentas didáticas 
para auxiliar o estudo, como resolução de exercícios com o uso de fórmulas 
no Excel, textos para análise com base em casos reais de grandes empresas 
e outros recursos aplicados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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informações, bem como, transparência. 
Destarte, este estudo torna-se fundamental também para a diretoria e gerentes 
empresariais que precisam estar cientes do que se passa no processo de finanças da 
empresa e se estão, de fato, alinhados ao principal objetivo da contabilidade, que é o 
fornecimento de informações confiáveis a respeito do patrimônio da empresa e sua 
repercussão nos processos decisórios. 
VIDEO – QUAIS AS RESPONSABILIDADES DO CONTATOR? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/Cr8HNR-kl4Y 
 
 
2. ALGUNS CONCEITOS DE CONTABILIDADE 
 
2.1 O que é contabilidade associada a responsabilidade do 
profissional? 
 
A Contabilidade por Responsabilidade é uma abordagem gerencial que tem 
como objetivo atribuir responsabilidades aos diferentes segmentos ou unidades de 
uma organização, permitindo uma melhor gestão e controle do desempenho de cada 
uma delas. Ela difere da contabilidade tradicional, que se concentra principalmente 
na agregação de informações financeiras em nível organizacional. 
O conceito de Contabilidade por Responsabilidade baseia-se na 
descentralização das atividades e na atribuição de autoridade e responsabilidade 
para as unidades de negócio. Cada unidade é tratada como um centro de 
responsabilidade, e seus gestores são considerados responsáveis pelos resultados 
obtidos. 
Essa abordagem permite que a organização avalie o desempenho de cada 
unidade individualmente, identifique áreas de melhoria e tome medidas corretivas ou 
estratégicas. Dessa forma, a Contabilidade por Responsabilidade auxilia na tomada 
de decisões informadas e na alocação eficiente de recursos. 
Existem diferentes tipos de centros de responsabilidade utilizados na 
Contabilidade por Responsabilidade: 
• Centros de Custo: São unidades de negócio responsáveis pela geração 
de despesas ou custos. Essas unidades não têm o objetivo de gerar 
lucro, mas são monitoradas em termos de eficiência na utilização dos 
recursos alocados. 
• Centros de Lucro: São unidades de negócio que têm como objetivo 
principal gerar receitas e lucros. São avaliadas não apenas pelos custos 
incorridos, mas também pela receita e pelo resultado financeiro gerado. 
• Centros de Investimento: São unidades que realizam investimentos em 
ativos ou projetos de longo prazo. São avaliadas com base no retorno 
do investimento e na geração de valor ao longo do tempo. 
 
 
 
A Contabilidade por Responsabilidade envolve a definição de metas e 
indicadores de desempenho específicos para cada centro de responsabilidade, 
permitindo uma análise mais precisa do desempenho individual de cada unidade. 
Os gestores dessas unidades são responsáveis por monitorar e controlar os 
resultados alcançados, bem como por tomar medidas corretivas ou estratégicas, 
conforme necessário. 
Além disso, a Contabilidade por Responsabilidade envolve a elaboração de 
relatórios de desempenho periódicos para cada centro de responsabilidade. Esses 
relatórios fornecem informações detalhadas sobre o desempenho financeiro, 
permitindo uma análise comparativa entre os resultados reais e os resultados 
planejados ou esperados. 
 
2.2 Como se aplica a Contabilidade? 
 
O primeiro passo é identificar as unidades de negócio que serão tratadas como 
centros de responsabilidade. Isso envolve analisar a estrutura organizacional e 
identificar os segmentos ou departamentos que têm responsabilidades distintas 
dentro da empresa. 
Cada centro de responsabilidade deve ter objetivos e metas claras 
estabelecidos. Esses objetivos devem estar alinhados com a estratégia geral da 
organização e ser mensuráveis. Por exemplo, um centro de lucro pode ter a meta de 
atingir uma determinada margem de lucro ou um centro de custo pode ter a meta de 
reduzir os custos em uma determinada porcentagem. 
A elaboração de orçamentos é uma parte fundamental da Contabilidade por 
Responsabilidade. Cada centro de responsabilidade deve ter um orçamento atribuído, 
que servirá como um guia para o desempenho financeiro esperado. Os orçamentos 
devem incluir receitas, custos, despesas e outros indicadores financeiros relevantes 
para cada unidade de negócio. 
A Contabilidade por Responsabilidade envolve a alocação de recursos para os 
centros de responsabilidade de acordo com suas necessidades e metas. Os recursos 
podem incluir capital, pessoal, equipamentos e outros ativos. A atribuição de recursos 
deve ser feita de forma equilibrada e alinhada com as estratégias da organização. 
 
 
Os gestores de cada centro de responsabilidade devem coletar dados e 
informações relevantes para acompanhar o desempenho financeiro e operacional. 
Esses dados podem incluir informações de custos, receitas, volumes de produção, 
indicadores de qualidade, entre outros. Com base nesses dados, relatórios periódicos 
são preparados para fornecer informações sobre o desempenho de cada unidade de 
negócio. 
Os relatórios são analisados para avaliar o desempenho de cada centro de 
responsabilidade em relação aos objetivos e metas estabelecidos. Isso pode envolver 
a comparação dos resultados reais com os resultados planejados, a identificação de 
variações e a análise das causas dessas variações. A análise também pode abranger 
indicadores não financeiros, como satisfação do cliente, qualidade do produto ou 
eficiência operacional. 
Com base na análise do desempenho, os gestores podem tomar decisões 
estratégicas e operacionais para melhorar o desempenho dos centros de 
responsabilidade. Isso pode incluir realocação de recursos, ajustes de metas, 
implementação de iniciativas de melhoria, encerramento de operações não rentáveis 
ou investimentos em novos projetos. 
 
2.3 Quais os objetivos e metas cada centro de responsabilidade deve 
ter? 
 
Os objetivos e metas estabelecidos para cada centro de responsabilidade 
podem variar dependendo da natureza da organização e das especificidades de cada 
unidade. No entanto, alguns exemplos comuns de objetivos e metas claras que cada 
centro de responsabilidade pode ter incluem: 
• Receitas: Estabelecer metas de vendas, receitas de serviços ou outros 
fluxos de receita relevantes para a unidade. Isso pode incluir aumentar 
as vendas em uma determinada porcentagem, alcançar um 
determinado volume de vendas ou expandir a base de clientes. 
• Custos: Definir metas para a redução de custos operacionais, controle 
de despesas ou otimização dos recursos disponíveis. Por exemplo, 
reduzir os custos de produção em uma determinada porcentagem, 
 
 
diminuir as despesas gerais e administrativas ou melhorar a eficiência 
do processo produtivo. 
• Rentabilidade: Estabelecer metas de lucratividade ou retorno sobre o 
investimento para a unidade. Isso pode envolver alcançar uma 
determinada margem de lucro, atingir um retorno específico sobre os 
ativos investidos ou aumentar a rentabilidade geral da unidade. 
• Qualidade: Definir metas relacionadas à qualidade dos produtos ou 
serviços oferecidos pela unidade. Isso pode incluir alcançar uma taxa 
de satisfação do cliente específica, reduzir o número de reclamações ou 
melhorar indicadores de qualidade, como taxa de defeitos ou retrabalho. 
• Produtividade: Estabelecer metas de produtividade para a unidade, 
como aumentar a produção por hora de trabalho, reduzir o tempo de 
ciclo ou melhorar a eficiência do uso de recursos. Isso pode envolver a 
implementação de novas tecnologias, o desenvolvimento de processos 
mais eficientes ou a adoção de práticas de trabalho mais produtivas. 
• Desenvolvimento Pessoal: Definir metas relacionadas ao 
desenvolvimento e capacitação dos colaboradores da unidade. Isso 
pode envolver a realização de treinamentos específicos, a obtenção de 
certificações relevantes para a área de atuação ou o estabelecimento 
de programas de desenvolvimento de liderança. 
• Inovação e Crescimento: Estabelecer metas relacionadas à inovação, 
pesquisa e desenvolvimentoou expansão dos negócios. Isso pode 
envolver o lançamento de novos produtos ou serviços, a expansão para 
novos mercados ou a conquista de uma participação de mercado 
específica. 
É importante destacar que os objetivos e metas devem ser específicos, 
mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporalmente definidos (critérios SMART), 
para que possam ser acompanhados e avaliados de maneira eficaz. Além disso, eles 
devem estar alinhados com os objetivos gerais da organização e levar em 
consideração as restrições e oportunidades específicas de cada centro de 
responsabilidade. 
 
 
 
2.4 Como ocorre a elaboração de orçamentos? 
 
Um orçamento é um plano financeiro detalhado que estabelece as metas e 
objetivos financeiros de uma organização para um determinado período de tempo. 
Ele fornece uma estrutura para o planejamento e controle financeiro, permitindo que 
os gestores tomem decisões informadas com base nas alocações de recursos 
disponíveis. 
Na Contabilidade por Responsabilidade, os orçamentos são elaborados para 
cada unidade organizacional responsável, como departamentos, divisões ou centros 
de custo. Cada unidade é encarregada de estabelecer seus próprios objetivos e 
metas financeiras, alinhados com os objetivos gerais da organização. Esses 
orçamentos são então consolidados para formar o orçamento global da organização. 
A elaboração de orçamentos envolve várias etapas importantes. A primeira 
etapa é a definição dos objetivos e metas da unidade responsável. Esses objetivos 
devem ser específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporalmente 
definidos (conhecidos como critérios SMART). Os gestores devem levar em 
consideração as estratégias e diretrizes da organização ao estabelecer essas metas. 
Uma vez que os objetivos são definidos, a próxima etapa é a estimativa de 
receitas e despesas para a unidade responsável. Isso pode envolver a análise de 
dados históricos, projeções de vendas, custos operacionais e outras informações 
relevantes. As estimativas devem ser realistas e baseadas em informações 
confiáveis. 
Após a estimativa de receitas e despesas, o orçamento é elaborado, 
detalhando as alocações de recursos para cada área de responsabilidade. Isso inclui 
a identificação de receitas esperadas, como vendas ou receitas de serviços, e a 
alocação de despesas para atividades e áreas específicas. O orçamento também 
pode incluir a previsão de investimentos em ativos fixos ou outros projetos de longo 
prazo. 
Uma vez que o orçamento é elaborado, ele serve como um guia para o controle 
e monitoramento do desempenho. Os gestores podem comparar os resultados reais 
com as metas orçamentárias e identificar desvios ou variações. Isso permite a tomada 
de medidas corretivas, se necessário, para garantir que as metas sejam alcançadas. 
 
 
Além disso, os orçamentos são utilizados como base para a atribuição de 
responsabilidades. Os gestores são responsáveis por atingir as metas estabelecidas 
em seus respectivos orçamentos. A avaliação do desempenho é realizada com base 
no cumprimento dessas metas e na eficiência com que os recursos são utilizados. 
 
2.5 Quais decisões os gestores podem tomar para melhorar o 
desempenho dos centros de responsabilidade? 
 
Com base na análise do desempenho dos centros de responsabilidade, os 
gestores podem identificar unidades que estão com desempenho abaixo das metas 
estabelecidas. Nesse caso, eles podem optar por realocar recursos, como capital, 
pessoal ou equipamentos, de unidades com desempenho superior para aquelas que 
estão com dificuldades. Isso pode ajudar a melhorar o desempenho geral da 
organização. 
Se os resultados da análise do desempenho indicarem que as metas e 
objetivos estabelecidos são irrealistas ou inatingíveis, os gestores podem optar por 
revisá-los. Isso pode envolver a definição de metas mais realistas, o ajuste das 
expectativas ou a reavaliação dos prazos. Ao estabelecer metas mais alcançáveis, os 
gestores podem motivar a equipe e impulsionar o desempenho. 
A análise pode revelar áreas específicas que estão prejudicando o 
desempenho geral. Por exemplo, podem ser identificadas ineficiências nos processos 
de produção, gargalos em determinadas etapas ou problemas de qualidade. Os 
gestores podem tomar decisões operacionais para abordar essas áreas de melhoria, 
como a implementação de melhorias nos processos, o investimento em novas 
tecnologias ou a revisão das práticas de trabalho. 
Com isso, os gestores podem identificar indivíduos ou equipes que se 
destacaram e alcançaram resultados superiores. Nesse caso, eles podem tomar 
decisões estratégicas relacionadas a incentivos e recompensas, como bônus 
financeiros, reconhecimento público ou oportunidades de desenvolvimento. Essas 
medidas podem motivar e engajar os colaboradores, estimulando um desempenho 
ainda melhor. 
 
 
Se a análise do desempenho revelar lacunas de habilidades ou conhecimentos 
em um centro de responsabilidade, os gestores podem tomar decisões relacionadas 
ao treinamento e desenvolvimento da equipe. Isso pode envolver a identificação de 
programas de treinamento adequados, a alocação de recursos para capacitação ou 
o estabelecimento de parcerias com instituições de ensino. O objetivo é fortalecer as 
competências dos colaboradores e aumentar o desempenho geral. 
E também se os resultados da análise indicarem que uma unidade ou centro 
de responsabilidade não está alcançando resultados satisfatórios, os gestores podem 
considerar a redefinição das estratégias. Isso pode envolver a identificação de novos 
mercados-alvo, a revisão das ofertas de produtos ou serviços, a busca de parcerias 
estratégicas ou até mesmo a reestruturação da unidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. RELATÓRIOS DE DESEMPENHO 
 
3.1 O que são relatórios de desempenho? 
 
Os relatórios de desempenho desempenham um papel fundamental na 
Contabilidade por Responsabilidade, fornecendo informações valiosas para a 
avaliação e análise do desempenho de cada centro de responsabilidade. Esses 
relatórios são utilizados para monitorar o progresso em relação aos objetivos e metas 
estabelecidos, identificar variações significativas e tomar decisões informadas para 
melhorar o desempenho. 
Eles são elaborados com base em uma variedade de informações financeiras 
e operacionais relevantes para cada unidade de negócio. Os relatórios financeiros 
fornecem uma visão clara do desempenho financeiro, incluindo receitas, custos, 
despesas e lucros. Esses relatórios financeiros são elaborados com base nos 
princípios contábeis e nas práticas contábeis relevantes. 
Além dos aspectos financeiros, os relatórios de desempenho também podem 
incluir indicadores não financeiros que são relevantes para cada centro de 
responsabilidade. Esses indicadores podem incluir métricas operacionais, como 
produtividade, eficiência, qualidade, satisfação do cliente e tempo de entrega. A 
inclusão desses indicadores não financeiros permite uma avaliação mais abrangente 
do desempenho de cada unidade de negócio. 
Os relatórios podem assumir várias formas e formatos, dependendo das 
necessidades e requisitos da organização. São comuns os seguintes: Relatórios de 
Variação, relatórios de tendências e relatórios comparativos. 
 
3.2 Como são elaborados os relatórios? 
 
Os relatórios de desempenho na Contabilidade por Responsabilidade são 
elaborados com base em dados e informações coletados de várias fontes relevantes 
para cada centro de responsabilidade. 
 
 
O primeiro passo é identificar os indicadores financeiros e operacionais que 
são relevantes para cada centro de responsabilidade. Esses indicadores devem estar 
alinhados com os objetivos e metas estabelecidos para cada unidade de negócio. Por 
exemplo, para um centro de custo, os indicadores podem incluir custos totais, custos 
unitários ou economias alcançadas. Para um centro de lucro, os indicadorespodem 
incluir margem de lucro, retorno sobre o investimento ou participação de mercado. 
Os gestores de cada centro de responsabilidade coletam os dados necessários 
para calcular os indicadores de desempenho. Esses dados podem ser obtidos de 
diferentes fontes, como registros contábeis, sistemas de informação, relatórios de 
vendas, relatórios de produção, entre outros. É importante garantir a precisão e 
confiabilidade dos dados coletados. 
Com base nos dados coletados, os indicadores de desempenho são 
calculados para cada centro de responsabilidade. Isso envolve a aplicação de 
fórmulas e cálculos específicos para obter os valores correspondentes aos 
indicadores estabelecidos. Os cálculos podem variar de acordo com a natureza dos 
indicadores e a metodologia escolhida. 
Os resultados calculados são analisados em relação aos objetivos e metas 
estabelecidos. Os gestores examinam as variações entre os resultados reais e os 
resultados planejados, identificando áreas de destaque e áreas que precisam de 
melhorias. A análise dos resultados pode envolver a comparação com períodos 
anteriores, com outras unidades de negócio ou com padrões do setor. 
De acordo com os resultados, os gestores elaboram o relatório de 
desempenho. O relatório deve ser claro, conciso e compreensível, apresentando os 
resultados dos indicadores de desempenho, as variações encontradas, as causas das 
variações e, se necessário, as ações corretivas ou estratégicas a serem tomadas. O 
relatório também pode incluir gráficos, tabelas ou outros elementos visuais para 
facilitar a compreensão dos dados. 
O relatório de desempenho é comunicado aos interessados relevantes, como 
gestores, diretores ou outros membros da equipe responsáveis pela tomada de 
decisões. A distribuição pode ocorrer em formato impresso, por e-mail ou por meio de 
sistemas de relatórios online. 
 
 
Após a distribuição do relatório, é importante acompanhar o progresso e revisar 
periodicamente o desempenho. Isso permite uma avaliação contínua e a identificação 
de oportunidades de melhoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. A QUE SE REFERE A ESTRUTURA DE INFORMAÇÕES DE UMA 
EMPRESA? 
 
Com a crescente concorrência global, as empresas terão cada vez mais 
necessidade de informação, tanto em âmbito de mercado quanto a respeito dos 
planos e intenções de consumidores e competidores. 
A informação também propicia à empresa um profundo conhecimento de si 
mesma e da sua estrutura de negócios, facilitando o planejamento, organização, 
direção e controle dos processos, enfim, a gerência do negócio. 
O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus 
objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, 
materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação. Neste 
sentido, a teoria geral de Sistemas surge como uma ferramenta de apoio para a 
análise e solução de problemas complexos, pois permite analisar um problema 
dividindo-o em partes, sem perder a visão do todo e o relacionamento entre as partes. 
Neste contexto, os sistemas podem ser definidos como um conjunto de partes 
interagentes e interdependentes que formam um todo com determinado objetivo e 
função. 
Segundo Abreu e Abreu (2002), um Sistema de Informações Gerenciais (SIG) 
pode ser definido como o processo de transformação de dados em informações que 
são utilizadas na estrutura decisória da empresa e que proporcionam a sustentação 
administrativa, visando à otimização dos resultados esperados. 
Um sistema de informações pode também ser tecnicamente definido como um 
conjunto de procedimentos que coletam (ou recuperam), processam, armazenam e 
disseminam informações para o suporte nas tomadas de decisão, coordenação, 
análise, visualização da organização e controle gerencial. 
Em suma, esses procedimentos devem permitir que a regra básica na gestão 
da informação nas empresas seja cumprida: a informação deve chegar no tempo 
certo e na forma certa, para a pessoa certa. 
A este procedimento se denomina de Just in time. A empresa, conforme as 
teorias sistêmica e contingencial, é tida como um sistema aberto, ou seja, que se 
 
 
relaciona e sofre pressões do ambiente, cujas dimensões de análise são: mão de 
obra disponível, tecnologia, governo, mercado, sindicatos, sistema financeiro, 
fornecedores, concorrentes, consumidores, sociedade em geral, etc. 
Já o sistema contábil é alimentado pelas entradas que constituem as 
movimentações nos elementos constitutivos do patrimônio da empresa, e podem ser 
expressas em valores monetários, e ainda constituem fatos que geram lançamentos 
contábeis, que são as entradas de dados para o sistema de informações contábeis. 
Esses sistemas podem também fornece relatórios internos ou externos. 
Normalmente representam dados históricos que contribuem para a elaboração do 
orçamento, podendo, ainda, auxiliar na projeção de receitas, custos, despesas, 
financiamentos ou investimentos, que se constituem em instrumentos de ordem 
gerencial. 
O sistema de informações contábeis gera as demonstrações financeiras que 
normalmente são divulgadas para o conhecimento do público interessado, 
principalmente analistas, credores e investidores. Os demais instrumentos de caráter 
essencialmente gerencial destinam-se a subsidiar a alta administração no processo 
de planejamento, organização, direção e controle. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. DEFINIÇÃO DE UNIDADES DE NEGÓCIO 
 
As unidades de negócio são divisões organizacionais dentro de uma empresa 
que têm responsabilidades e objetivos específicos. Elas representam uma forma de 
segmentação estratégica que permite à organização gerenciar diferentes áreas de 
negócios ou produtos de maneira mais eficiente e eficaz. Cada unidade de negócio é 
geralmente liderada por um gestor ou diretor responsável por tomar decisões 
estratégicas e operacionais relacionadas àquela área específica. 
A criação de unidades de negócio é baseada na ideia de que diferentes 
produtos, serviços ou mercados podem requerer abordagens distintas para atender 
às necessidades dos clientes e aproveitar as oportunidades de mercado. Ao 
segmentar a empresa em unidades de negócio, é possível estabelecer uma estrutura 
mais ágil e responsiva, adaptada às demandas específicas de cada área. 
Essas unidades podem ser organizadas de várias maneiras, dependendo das 
necessidades e estratégias da empresa. Alguns exemplos comuns incluem unidades 
baseadas em produtos, unidades geográficas, unidades funcionais e unidades 
centradas no cliente. 
• Unidades baseadas em produtos: Nesse modelo, a empresa divide suas 
operações de acordo com os diferentes produtos ou linhas de produtos 
que oferece. Cada unidade de negócio é responsável por um produto 
ou grupo de produtos relacionados, abrangendo desde o 
desenvolvimento até a comercialização e vendas. 
• Unidades geográficas: Nesse modelo, a empresa organiza suas 
unidades de negócio com base em regiões geográficas. Cada unidade 
é responsável por atender às demandas e características específicas 
de um determinado mercado ou região, adaptando suas estratégias e 
operações locais. 
• Unidades funcionais: Nesse modelo, as unidades de negócio são 
definidas de acordo com as diferentes funções da empresa, como 
marketing, vendas, produção, pesquisa e desenvolvimento. Cada 
unidade é responsável por executar e melhorar continuamente as 
atividades relacionadas à sua área funcional específica. 
 
 
• Unidades centradas no cliente: Nesse modelo, a empresa organiza suas 
unidades de negócio com base nos diferentes segmentos de clientes ou 
necessidades específicas dos clientes. Cada unidade é responsável por 
entender e atender às necessidades dos clientes em sua área de 
atuação, oferecendo produtos ou serviços personalizados. 
Ao adotar a estrutura de unidades de negócio,as empresas podem se 
beneficiar de várias maneiras. Primeiro, elas permitem uma maior especialização e 
foco em áreas específicas do negócio, o que pode resultar em melhorias de 
desempenho e eficiência. Além disso, as unidades de negócio facilitam a tomada de 
decisões, uma vez que os gestores têm uma visão mais clara e precisa das operações 
em sua área de atuação. Também promovem maior responsabilidade, pois os 
gestores das unidades são diretamente responsáveis pelos resultados alcançados. 
No entanto, a implementação e gestão de unidades de negócio também podem 
apresentar desafios. A coordenação entre as unidades pode se tornar complexa, 
especialmente quando há interdependência entre elas. A comunicação eficaz entre 
as unidades também é essencial para garantir a colaboração e o compartilhamento 
de informações importantes. Além disso, pode haver conflitos de interesse entre as 
unidades, o que requer uma abordagem estratégica para alinhar os objetivos gerais 
da empresa com os objetivos individuais de cada unidade. 
Em resumo, as unidades de negócio são divisões estratégicas dentro de uma 
empresa que visam segmentar e gerenciar diferentes áreas de negócios ou produtos. 
Elas fornecem uma estrutura organizacional mais ágil e adaptável, permitindo uma 
melhor alocação de recursos, tomada de decisões mais eficaz e maior 
responsabilidade. Ao entender e aproveitar as características únicas de cada unidade, 
as empresas podem obter uma vantagem competitiva significativa em um ambiente 
de negócios dinâmico e complexo. 
 
5.1 Quais os tipos de unidades de negócio? 
 
Unidades baseadas em produtos são uma forma comum de estruturar as 
unidades de negócio dentro de uma empresa. Nesse modelo, a organização é dividida 
em unidades específicas, cada uma responsável por um produto ou linha de produtos 
relacionados. Cada unidade de negócio tem sua própria equipe dedicada, que é 
 
 
encarregada do desenvolvimento, produção, marketing, vendas e suporte ao produto 
específico. 
A divisão em produtos é frequentemente adotada por empresas que possuem 
uma ampla gama de produtos ou linhas de produtos diferentes. Essa abordagem 
permite que a empresa concentre seus recursos e expertise em cada produto 
individualmente, garantindo um foco adequado e melhor atendimento às 
necessidades dos clientes. 
Unidades geográficas são uma forma de estruturar as unidades de negócio 
dentro de uma empresa com base em regiões geográficas. Nesse modelo, a 
organização é dividida em unidades específicas, cada uma responsável por atender 
às demandas e características de um determinado mercado ou região. 
Essa abordagem é adotada por empresas que operam em diferentes 
localidades, seja em nível regional, nacional ou internacional. Cada unidade tem sua 
própria equipe dedicada, que é encarregada de adaptar as estratégias e operações 
da empresa para atender às necessidades específicas do mercado em que atuam. 
As unidades funcionais são uma forma de estruturar as unidades de negócio 
dentro de uma empresa com base nas diferentes funções ou departamentos que 
compõem a organização. Nesse modelo, cada unidade de negócio é responsável por 
executar e melhorar continuamente as atividades relacionadas a uma área funcional 
específica, como marketing, vendas, produção, pesquisa e desenvolvimento, 
recursos humanos, finanças, entre outras. Geralmente adotada por empresas que 
desejam aproveitar as sinergias e especializações de cada área funcional, garantindo 
uma gestão mais eficiente e eficaz das operações. Cada unidade funcional tem sua 
própria equipe dedicada, que possui expertise e conhecimento específico em sua 
área de atuação. 
Por fim, unidades centradas no cliente são uma forma de estruturar as 
unidades de negócio dentro de uma empresa com base nos diferentes segmentos de 
clientes ou necessidades específicas dos clientes. Nesse modelo, cada unidade de 
negócio é responsável por entender e atender às necessidades dos clientes em sua 
área de atuação, oferecendo produtos ou serviços personalizados. Tipo de unidade é 
utilizado por empresas que desejam colocar o cliente no centro de suas estratégias e 
operações, buscando fornecer soluções direcionadas e uma experiência excepcional 
ao cliente. Cada unidade centrada no cliente tem sua própria equipe dedicada, que 
possui expertise e conhecimento específico sobre o segmento de clientes atendido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. VANTAGENS E DESVANTAGES DAS UNIDADES DE NEGÓCIO 
 
6.1 Quais são as vantagens das unidades de negócio? 
 
Ao dividir a organização em unidades de negócio, cada uma responsável por 
uma área específica, as empresas podem concentrar seus recursos, expertise e 
esforços em áreas específicas. Isso permite uma maior especialização e um foco mais 
preciso em produtos, mercados ou necessidades dos clientes. A especialização 
resulta em um melhor conhecimento e compreensão das demandas e tendências do 
mercado, o que pode levar a um desempenho aprimorado e à criação de produtos ou 
serviços diferenciados. 
As unidades de negócio proporcionam uma estrutura mais ágil para a tomada 
de decisões. Como cada unidade é responsável por suas próprias operações e 
resultados, os gestores têm autonomia e agilidade para tomar decisões rápidas e 
adaptar suas estratégias e ações de acordo com as condições do mercado e as 
necessidades dos clientes. Isso ajuda a empresa a responder mais efetivamente às 
mudanças do ambiente de negócios e a explorar oportunidades emergentes. 
Com a divisão em unidades de negócio, cada uma tem sua própria equipe de 
gestão responsável por seus resultados. Isso promove uma maior responsabilidade 
e accountability, pois os gestores são diretamente responsáveis pelo desempenho de 
suas unidades. Isso incentiva uma mentalidade empreendedora e uma maior 
dedicação ao sucesso da unidade, levando a um melhor desempenho global da 
empresa. 
As unidades de negócio permitem uma alocação mais eficiente de recursos. 
Cada unidade pode avaliar e direcionar seus recursos de forma estratégica, com base 
em suas necessidades específicas e prioridades. Isso evita a diluição de recursos em 
áreas menos estratégicas e permite que a empresa otimize o uso de seus ativos, 
habilidades e capacidades em áreas onde possuem vantagens competitivas. 
As unidades de negócio promovem a inovação e a agilidade organizacional. 
Cada unidade pode explorar e testar novas ideias, produtos ou estratégias de forma 
independente, permitindo um ambiente propício à experimentação e ao aprendizado. 
 
 
A autonomia das unidades de negócio estimula a criatividade e a busca por soluções 
inovadoras, impulsionando o crescimento e a adaptação às mudanças do mercado. 
 
6.2 Quais são os desafios enfrentados? 
 
Embora as unidades de negócio ofereçam várias vantagens, também 
enfrentam desafios específicos que devem ser abordados para garantir sua eficácia 
e sucesso. 
Uma das principais dificuldades é garantir uma coordenação eficaz entre as 
diferentes unidades de negócio. As unidades podem operar de forma independente, 
o que pode levar à falta de comunicação e colaboração entre elas. É essencial 
estabelecer canais de comunicação claros e promover uma cultura de 
compartilhamento de informações e conhecimentos para garantir que as unidades 
estejam alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa como um todo. 
Às vezes, as unidades de negócio podem ter interesses divergentes, 
especialmente quando há competição por recursos limitados ou prioridades 
diferentes. Isso pode criar conflitos entre as unidades e dificultar a cooperação e o 
alinhamento de objetivos. É fundamental estabelecer mecanismos de resolução de 
conflitos e uma estrutura de governança clara para lidar com essas situações e 
garantir a colaboração em prol dos interesses da empresa como um todo. 
As unidadesde negócio podem enfrentar desafios na transferência de 
conhecimentos e melhores práticas entre si. Cada unidade pode ter desenvolvido 
experiências e expertise únicas que podem ser valiosas para as outras. No entanto, 
pode ser difícil promover o compartilhamento efetivo de conhecimentos e garantir que 
as melhores práticas sejam disseminadas em toda a organização. É importante 
estabelecer mecanismos e plataformas para facilitar esse intercâmbio de 
conhecimento e experiência. 
Cada mercado possui seus próprios recursos, como equipe, orçamento e 
capacidades. Alocar e gerenciar eficientemente esses recursos pode ser um desafio, 
especialmente quando há demandas concorrentes e necessidades diferentes em 
cada unidade. É necessário um planejamento cuidadoso e uma alocação estratégica 
 
 
de recursos para garantir que todas as unidades tenham os recursos necessários 
para operar de forma eficaz e alcançar seus objetivos. 
Manter a consistência e a integração pode ser um desafio, principalmente 
quando existem diferenças culturais, operacionais ou de sistemas. É essencial 
estabelecer diretrizes e padrões claros para garantir a uniformidade e a sinergia entre 
as unidades, de modo a evitar fragmentação e redundância desnecessária. 
É possível que a implementação que enfrente resistência por parte dos 
funcionários e gestores que estão acostumados com estruturas organizacionais 
tradicionais. A mudança para um modelo de negociação pode exigir uma mudança 
cultural significativa, com novas responsabilidades e processos. A gestão da 
mudança, comunicação efetiva e engajamento dos colaboradores são fundamentais 
para superar a resistência e garantir a adoção bem-sucedida do novo modelo 
organizacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. ESTRATÉGIAS DE GESTÃO 
 
As estratégias de gestão de unidades de negócio são fundamentais para 
garantir o sucesso e a eficiência das organizações. Quando implementadas de 
maneira eficaz, essas estratégias ajudam a coordenar as atividades das unidades de 
negócio, alinhando-as aos objetivos gerais da empresa. Diversas abordagens podem 
ser adotadas para gerir efetivamente as unidades de negócio, cada uma com suas 
vantagens e desafios específicos. 
Uma das estratégias mais importantes é a definição clara das 
responsabilidades de cada unidade de negócio. Isso envolve delinear as áreas de 
atuação de cada unidade, bem como estabelecer metas e objetivos específicos que 
estejam alinhados com a visão e a estratégia geral da empresa. Ao definir essas 
responsabilidades, as unidades de negócio compreendem claramente suas 
atribuições e podem trabalhar de forma direcionada para atingir os objetivos 
estabelecidos. 
A comunicação eficaz é um fator chave para o bom funcionamento das 
unidades de negócio. É essencial estabelecer canais de comunicação abertos e 
transparentes, permitindo a troca de informações relevantes entre as unidades e a 
alta direção da empresa. A comunicação adequada possibilita o compartilhamento de 
conhecimentos, a colaboração entre as unidades e a coordenação de esforços em 
toda a organização. Além disso, a comunicação eficaz promove a criação de um 
ambiente de trabalho colaborativo e engajado. 
Outra estratégia importante é o estabelecimento de métricas e indicadores de 
desempenho. Essas medidas permitem monitorar o progresso das unidades de 
negócio em relação às metas estabelecidas e identificar áreas de melhoria. As 
métricas claras e mensuráveis também auxiliam na avaliação do desempenho 
individual de cada unidade, permitindo a adoção de ações corretivas quando 
necessário. Ao estabelecer métricas, é importante considerar não apenas indicadores 
financeiros, mas também aspectos relacionados à qualidade, satisfação do cliente e 
inovação. 
A autonomia e a responsabilidade são igualmente essenciais para uma gestão 
eficaz das unidades de negócio. As unidades devem ter autonomia suficiente para 
 
 
tomar decisões e gerenciar suas operações diárias, adaptando-se às demandas 
específicas de seu mercado. No entanto, essa autonomia deve ser equilibrada com a 
responsabilidade de atingir resultados e cumprir as diretrizes estratégicas da 
empresa. A definição de limites claros e o estabelecimento de diretrizes são 
fundamentais para garantir a coerência e a integridade das operações das unidades 
de negócio. 
A integração e a colaboração são estratégias-chave para aproveitar ao máximo 
as unidades de negócio. Embora as unidades possam operar de forma independente, 
é fundamental promover a colaboração entre elas, compartilhando melhores práticas, 
conhecimentos e recursos. A colaboração efetiva entre as unidades de negócio gera 
sinergias, estimula a inovação e impulsiona o crescimento organizacional. O 
estabelecimento de plataformas de compartilhamento de informações e a promoção 
de reuniões periódicas são medidas que podem facilitar a colaboração e a troca de 
experiências entre as unidades. 
Investir no desenvolvimento de liderança e capacitação dos gestores e equipes 
das unidades de negócio também é uma estratégia fundamental. É importante 
fornecer treinamentos, mentorias e oportunidades de aprendizado contínuo para 
fortalecer as habilidades de gestão e promover uma cultura de melhoria contínua. 
Líderes e equipes bem-preparados são capazes de enfrentar desafios, tomar 
decisões assertivas e liderar suas unidades de negócio de forma eficiente. 
Por fim, é crucial realizar avaliações periódicas das estratégias de gestão das 
unidades de negócio. As condições do mercado e as necessidades dos clientes estão 
em constante evolução, exigindo ajustes estratégicos. A capacidade de avaliar, 
aprender e adaptar-se às mudanças é fundamental para garantir o sucesso a longo 
prazo das unidades de negócio. Por meio de revisões regulares, é possível identificar 
oportunidades de melhoria, antecipar desafios e ajustar as estratégias conforme 
necessário. 
Em síntese, as estratégias de gestão de unidades de negócio são 
fundamentais para o sucesso e a eficiência das organizações. Ao estabelecer 
responsabilidades claras, promover a comunicação eficaz, definir métricas de 
desempenho, permitir a autonomia responsável, incentivar a colaboração, investir no 
desenvolvimento de liderança e realizar avaliações periódicas, as organizações 
 
 
podem otimizar o desempenho de suas unidades de negócio e alcançar resultados 
sólidos e sustentáveis. A adoção dessas estratégias requer um compromisso 
contínuo da alta direção e a capacidade de adaptar-se às mudanças do ambiente 
empresarial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. PROCESSO DE CRIAÇÃO DE UNIDADES 
 
O processo de criação de unidades de negócio é uma etapa crucial para as 
organizações que buscam expandir suas operações, diversificar seus produtos ou 
serviços, ou explorar novos mercados. Esse processo envolve uma série de etapas e 
considerações que são fundamentais para o sucesso e a eficiência das novas 
unidades de negócio. 
A primeira etapa do processo de criação de unidades de negócio é a 
identificação de oportunidades. Isso envolve analisar o mercado, identificar 
tendências, demandas não atendidas e necessidades dos clientes. A organização 
deve identificar onde há espaço para crescimento e inovação, além de avaliar seus 
recursos internos e capacidades para atender a essas oportunidades. 
Com base na identificação de oportunidades, a próxima etapa é a concepção 
da unidade de negócio. Nessa fase, a empresa deve definir claramente os objetivos 
e metas da nova unidade, bem como sua proposta de valor e estratégia de negócios. 
É importante considerar fatores como segmentação de mercado, diferenciação em 
relação aos concorrentes e sustentabilidade financeira. 
Uma vez definida a concepção da unidade de negócio, é necessário 
desenvolver um plano de negócios detalhado. Isso inclui uma análise de viabilidade 
econômico-financeira,estudos de mercado, definição de estrutura organizacional, 
recursos necessários, estratégias de marketing e vendas, além de um plano de 
implementação. O plano de negócios é fundamental para orientar as ações e garantir 
que a unidade de negócio seja lançada de forma estruturada e eficiente. 
Após o desenvolvimento do plano de negócios, a próxima etapa é a 
implementação da unidade de negócio. Isso envolve a alocação de recursos, 
contratação de pessoal, estabelecimento de parcerias, desenvolvimento de sistemas 
e processos, e todas as atividades necessárias para colocar a unidade de negócio 
em funcionamento. É importante acompanhar de perto a implementação e fazer 
ajustes conforme necessário. 
Uma vez que a unidade de negócio esteja em operação, é necessário 
monitorar e avaliar seu desempenho. Isso inclui o estabelecimento de indicadores de 
desempenho-chave (KPIs) para acompanhar o progresso em relação aos objetivos 
estabelecidos. A avaliação contínua permite identificar oportunidades de melhoria, 
 
 
corrigir desvios e tomar decisões estratégicas para impulsionar o crescimento da 
unidade de negócio. 
É importante ressaltar que o processo de criação de unidades de negócio 
requer uma abordagem estruturada e um comprometimento da alta direção. Além 
disso, a comunicação clara e o alinhamento com a estratégia geral da organização 
são essenciais para garantir a integração adequada da nova unidade de negócio com 
o restante da empresa. 
 
VIDEO – COMO CADASTRAR UNIDADE DE NEGÓCIO? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/XfXfFnynpgw 
 
 
9. ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS DO MERCADO 
 
As unidades de negócio estão sujeitas a constantes mudanças devido a 
diversos fatores, como as demandas do mercado, avanços tecnológicos, mudanças 
nas preferências dos consumidores e alterações no ambiente empresarial. Essas 
mudanças podem ocorrer em diferentes aspectos das unidades de negócio e têm o 
potencial de afetar sua estrutura, operações, estratégias e resultados. 
Uma das principais mudanças nas unidades de negócio diz respeito à sua 
estrutura organizacional. À medida que as organizações crescem e se expandem, é 
comum que elas revisem e redefinam suas unidades de negócio para melhor atender 
às necessidades em evolução. Isso pode envolver a criação de novas unidades, fusão 
ou integração de unidades existentes, ou mesmo a divisão de unidades maiores em 
unidades menores e mais especializadas. Essas mudanças na estrutura 
organizacional têm como objetivo otimizar a eficiência, promover a coordenação e 
facilitar a tomada de decisões. 
Outra mudança significativa nas unidades de negócio é a adaptação às 
transformações tecnológicas. O avanço tecnológico tem o poder de impactar 
profundamente as operações e estratégias de uma unidade de negócio. Por exemplo, 
a introdução de novas tecnologias pode exigir a atualização dos processos 
produtivos, a adoção de novos canais de comunicação e distribuição, bem como a 
implementação de sistemas e ferramentas digitais para melhorar a eficiência 
operacional. As unidades de negócio que conseguem se adaptar rapidamente a essas 
mudanças tecnológicas têm maior probabilidade de se manterem competitivas e 
inovadoras no mercado. 
As mudanças nas preferências dos consumidores também têm um impacto 
significativo nas unidades de negócio. À medida que as preferências dos clientes 
evoluem, as unidades de negócio precisam ajustar suas estratégias de marketing, 
desenvolver novos produtos e serviços e melhorar a experiência do cliente. Isso pode 
envolver a personalização de produtos, a expansão da linha de produtos para atender 
a demandas específicas, a melhoria dos canais de atendimento ao cliente e o 
desenvolvimento de estratégias de marketing mais direcionadas. As unidades de 
negócio que conseguem entender e antecipar as mudanças nas preferências dos 
 
 
consumidores têm maior probabilidade de obter sucesso e manter a fidelidade do 
cliente. 
Além disso, as mudanças no ambiente empresarial, como a entrada de novos 
concorrentes, mudanças regulatórias ou até mesmo eventos imprevistos como crises 
econômicas ou pandemias, podem impactar as unidades de negócio. Nesses casos, 
as unidades de negócio devem ser ágeis e capazes de se adaptar rapidamente para 
enfrentar essas mudanças externas. Isso pode envolver a revisão de estratégias, a 
redefinição de metas e objetivos, a identificação de novas oportunidades de mercado 
e a busca por formas de otimizar os recursos disponíveis. 
Em resumo, as unidades de negócio estão sujeitas a diversas mudanças em 
sua estrutura, operações, estratégias e resultados. A capacidade de adaptar-se a 
essas mudanças é fundamental para garantir a competitividade e o sucesso a longo 
prazo. As unidades de negócio que são ágeis, flexíveis e capazes de antecipar e 
responder às mudanças no mercado têm maior probabilidade de se destacar e 
prosperar em um ambiente empresarial dinâmico. 
 
9.1 Estratégias para acompanhar as mudanças constantes 
 
Para acompanhar as mudanças constantes do mercado, as unidades de 
negócio podem adotar as seguintes estratégias: 
• Monitorar o ambiente: É fundamental estar constantemente atento às 
mudanças do mercado. Isso inclui acompanhar as tendências, as 
demandas dos clientes, as ações dos concorrentes e as inovações 
tecnológicas relevantes. Essa vigilância constante ajudará as unidades 
de negócio a identificar oportunidades e antecipar ameaças. 
• Ser ágil e flexível: As unidades de negócio precisam ser ágeis e capazes 
de se adaptar rapidamente às mudanças. Isso envolve uma cultura 
organizacional voltada para a inovação, a capacidade de tomar 
decisões rápidas e a flexibilidade para ajustar processos, produtos e 
serviços conforme necessário. 
• Investir em pesquisa e desenvolvimento: A pesquisa e o 
desenvolvimento são essenciais para se manter atualizado e 
competitivo no mercado. As unidades de negócio devem investir em 
 
 
atividades de pesquisa e desenvolvimento para criar novos produtos, 
melhorar os existentes e explorar novas tecnologias e tendências. 
• Estabelecer parcerias estratégicas: A colaboração com outras 
empresas e organizações pode ser uma estratégia eficaz para 
acompanhar as mudanças do mercado. As unidades de negócio podem 
buscar parcerias estratégicas com fornecedores, clientes, startups e 
instituições acadêmicas para compartilhar conhecimento, recursos e 
acesso a novas oportunidades. 
• Investir em capacitação e aprendizado: É importante que as unidades 
de negócio invistam no desenvolvimento de suas equipes. 
Treinamentos, workshops e programas de capacitação ajudam os 
funcionários a adquirir novas habilidades e conhecimentos relevantes 
para lidar com as mudanças do mercado. 
• Utilizar a tecnologia a seu favor: As unidades de negócio devem 
aproveitar as inovações tecnológicas para impulsionar sua eficiência, 
produtividade e competitividade. Isso pode incluir a adoção de 
ferramentas de análise de dados, automação de processos, inteligência 
artificial e outras tecnologias relevantes para o setor. 
• Manter um diálogo com os clientes: Entender as necessidades e 
expectativas dos clientes é fundamental para se adaptar às mudanças 
do mercado. As unidades de negócio devem manter um diálogo 
constante com os clientes, por meio de pesquisas, feedbacks e canais 
de comunicação abertos, para garantir que estejam atendendo às 
demandas de forma adequada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
De acordo com o que foi visto no e-book até agora, tente fixar e realizar o que 
se pede no exercício: 
1) Defina Contabilidade por Responsabilidade? 
2) Quais são os principais objetivos da Contabilidade por 
Responsabilidade? 
3) Quais os diferentes tipos de centros de responsabilidade utilizados na 
Contabilidade por Responsabilidade? 
4) Como ocorre o processo de elaboração de um orçamento para uma 
unidadede negócio específica? 
5) Quais são os principais indicadores de desempenho utilizados na 
Contabilidade por Responsabilidade? 
6) Como os relatórios de desempenho são utilizados na Contabilidade por 
Responsabilidade. 
7) Como as unidades de negócio podem ser estruturadas em uma 
organização? Dê exemplos. 
8) Quais são as responsabilidades típicas de uma unidade de negócio? 
9) Como a autonomia das unidades de negócio influencia a tomada de 
decisões e o desempenho organizacional? 
10) Qual é a importância da avaliação de desempenho das unidades de 
negócio na Contabilidade por Responsabilidade? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11. CONTABILIDADE PATRIMONIAL 
 
A contabilidade patrimonial é um ramo da contabilidade que se dedica a 
registrar, controlar e avaliar o patrimônio de uma empresa ou entidade. O patrimônio 
é o conjunto de bens, direitos e obrigações que a empresa possui, e a contabilidade 
patrimonial é responsável por gerir esses elementos. 
Os registros contábeis realizados pela contabilidade patrimonial incluem o 
balanço patrimonial, a demonstração das mutações do patrimônio líquido e a 
demonstração do resultado do exercício. O balanço patrimonial é um relatório que 
apresenta a posição financeira da empresa em um determinado momento, mostrando 
os valores de seus ativos (bens e direitos), passivos (obrigações) e patrimônio líquido. 
A contabilidade patrimonial é importante porque permite à empresa conhecer 
a composição e a situação financeira de seu patrimônio, facilitando a tomada de 
decisões e o planejamento financeiro. Além disso, é um instrumento essencial para 
os investidores, credores e outros usuários das demonstrações financeiras da 
empresa, pois oferece informações precisas e confiáveis sobre sua situação 
financeira e capacidade de pagamento de obrigações. 
VIDEO – O QUE É CONTABILIDADE PATRIMONIAL? 
 
 
A contabilidade patrimonial é aplicada por meio de diversos procedimentos 
contábeis que buscam registrar e controlar todos os elementos patrimoniais de uma 
empresa, tais como bens, direitos e obrigações. 
Entre as principais atividades aplicadas pela contabilidade patrimonial, podemos 
destacar: 
I. Registro e controle dos ativos: os ativos são os bens e direitos que a empresa 
possui, como por exemplo, imóveis, máquinas, estoques, contas a receber, 
entre outros. A contabilidade patrimonial é responsável por registrar e controlar 
esses ativos, identificando seu valor e sua vida útil, além de avaliá-los 
periodicamente. 
II. Registro e controle dos passivos: os passivos são as obrigações que a 
empresa possui, como empréstimos, impostos a pagar, fornecedores, entre 
outros. A contabilidade patrimonial registra e controla essas obrigações, 
https://www.youtube.com/watch?v=EkNJ8v6T6bQ 
https://www.youtube.com/watch?v=EkNJ8v6T6bQ
 
 
acompanhando os prazos de pagamento e as condições estabelecidas com os 
credores. 
III. Elaboração do balanço patrimonial: o balanço patrimonial é um relatório 
contábil que apresenta a situação financeira da empresa em um determinado 
período. A contabilidade patrimonial é responsável por elaborar esse relatório, 
registrando todos os ativos e passivos da empresa e calculando o patrimônio 
líquido. 
IV. Análise das demonstrações financeiras: a contabilidade patrimonial também é 
responsável por analisar as demonstrações financeiras da empresa, 
identificando pontos fortes e fracos da situação financeira e auxiliando na 
tomada de decisões gerenciais. 
A aplicação da contabilidade patrimonial é essencial para a gestão financeira 
e contábil da empresa, pois permite um controle mais efetivo dos seus bens e 
obrigações, além de fornecer informações precisas e confiáveis sobre sua situação 
financeira e patrimonial. 
VIDEO – COMO SE APLICA A CONTABILIDADE PATRIMONIAL? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=mD-krqVDdco 
https://www.youtube.com/watch?v=mD-krqVDdco
 
 
12. CONTABILIDADE FINANCEIRA 
 
Contabilidade financeira é uma área da contabilidade que se preocupa com o 
registro, a organização, a classificação e a apresentação das informações financeiras 
de uma empresa, com o objetivo de fornecer informações úteis para usuários 
externos, como investidores, credores, clientes, fornecedores e outros stakeholders. 
A contabilidade financeira está preocupada em relatar informações financeiras 
precisas e confiáveis, seguindo as normas e os princípios contábeis estabelecidos 
pelas leis e regulamentações do país. As informações financeiras que são 
apresentadas pela contabilidade financeira incluem o balanço patrimonial, a 
demonstração de resultados, a demonstração de fluxo de caixa e outras 
demonstrações contábeis que são exigidas por lei ou regulamentação. 
Os usuários externos utilizam as informações financeiras para tomar decisões 
de investimento, de crédito, de compra, de venda e outras decisões relacionadas ao 
negócio. A contabilidade financeira ajuda a fornecer informações precisas e confiáveis 
que auxiliam esses usuários externos a tomar decisões informadas. 
A contabilidade financeira é responsável por registrar, organizar e apresentar 
as informações financeiras de uma empresa de maneira padronizada e confiável para 
uso dos usuários externos, de acordo com as normas e princípios contábeis 
estabelecidos. 
VIDEO – O QUE É CONTABILIDADE FINANCEIRA? 
 
 
A contabilidade financeira é aplicada por meio do registro, organização, 
classificação e apresentação das informações financeiras de uma empresa. Essas 
informações são registradas em contas contábeis específicas e organizadas em 
demonstrações financeiras, que apresentam a situação financeira e os resultados 
operacionais da empresa em um determinado período. 
A aplicação da contabilidade financeira pode ser descrita em alguns passos: 
I. Registro dos dados financeiros: os dados financeiros da empresa são 
registrados em livros contábeis, como o livro diário, o livro razão, o livro caixa, 
entre outros. Esses dados incluem transações de compra e venda, receitas e 
despesas, pagamentos e recebimentos, entre outros. 
https://www.youtube.com/watch?v=k2-k80NenPM 
https://www.youtube.com/watch?v=k2-k80NenPM
 
 
II. Classificação dos dados em contas contábeis: os dados registrados são 
classificados em contas contábeis específicas, de acordo com o tipo de 
transação e o seu impacto financeiro na empresa. As contas contábeis são 
organizadas em um plano de contas, que é uma estrutura padronizada de 
contas. 
III. Elaboração das demonstrações financeiras: as demonstrações financeiras são 
elaboradas com base nas informações registradas e classificadas em contas 
contábeis. As demonstrações financeiras mais comuns são o balanço 
patrimonial, a demonstração de resultados, a demonstração de fluxo de caixa 
e as notas explicativas. 
IV. Análise das demonstrações financeiras: as demonstrações financeiras são 
analisadas para avaliar a situação financeira da empresa, identificar pontos 
fortes e fracos, tendências de mercado, oportunidades de investimento, entre 
outros aspectos relevantes para a tomada de decisão. 
A contabilidade financeira é uma ferramenta importante para a gestão 
financeira da empresa, pois permite o controle e a análise das informações financeiras 
de forma organizada e padronizada. Com base nas informações contábeis, é possível 
tomar decisões mais informadas e efetivas para garantir a saúde financeira da 
empresa. 
VIDEO – COMO SE APLICA A CONTABILIDADE FINANCEIRA? 
 
 
 
Com a crescente concorrência global, as empresas terão cada vez mais 
necessidade de informação, tanto em âmbito de mercado quanto a respeito dos 
planos e intenções de consumidores e competidores. 
A informação também propicia à empresa um profundo conhecimento de si 
mesma e da sua estrutura de negócios, facilitando o planejamento, organização, 
direção e controle dos processos, enfim, a gerência do negócio.O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus 
objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, 
materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação. Neste 
sentido, a teoria geral de Sistemas surge como uma ferramenta de apoio para a 
https://www.youtube.com/watch?v=2A2ayxpBjgY 
https://www.youtube.com/watch?v=2A2ayxpBjgY
 
 
análise e solução de problemas complexos, pois permite analisar um problema 
dividindo-o em partes, sem perder a visão do todo e o relacionamento entre as partes. 
Neste contexto, os sistemas podem ser definidos como um conjunto de partes 
interagentes e interdependentes que formam um todo com determinado objetivo e 
função. 
Segundo Abreu e Abreu (2002), um Sistema de Informações Gerenciais (SIG) 
pode ser definido como o processo de transformação de dados em informações que 
são utilizadas na estrutura decisória da empresa e que proporcionam a sustentação 
administrativa, visando à otimização dos resultados esperados. 
Um sistema de informações pode também ser tecnicamente definido como um 
conjunto de procedimentos que coletam (ou recuperam), processam, armazenam e 
disseminam informações para o suporte nas tomadas de decisão, coordenação, 
análise, visualização da organização e controle gerencial. 
Em suma, esses procedimentos devem permitir que a regra básica na gestão 
da informação nas empresas seja cumprida: a informação deve chegar no tempo 
certo e na forma certa, para a pessoa certa. 
A este procedimento se denomina de Just in time. A empresa, conforme as 
teorias sistêmica e contingencial, é tida como um sistema aberto, ou seja, que se 
relaciona e sofre pressões do ambiente, cujas dimensões de análise são: mão de 
obra disponível, tecnologia, governo, mercado, sindicatos, sistema financeiro, 
fornecedores, concorrentes, consumidores, sociedade em geral, etc. 
Já o sistema contábil é alimentado pelas entradas que constituem as 
movimentações nos elementos constitutivos do patrimônio da empresa, e podem ser 
expressas em valores monetários, e ainda constituem fatos que geram lançamentos 
contábeis, que são as entradas de dados para o sistema de informações contábeis. 
Esses sistemas podem também fornece relatórios internos ou externos. 
Normalmente representam dados históricos que contribuem para a elaboração do 
orçamento, podendo, ainda, auxiliar na projeção de receitas, custos, despesas, 
financiamentos ou investimentos, que se constituem em instrumentos de ordem 
gerencial. 
O sistema de informações contábeis gera as demonstrações financeiras que 
normalmente são divulgadas para o conhecimento do público interessado, 
principalmente analistas, credores e investidores. Os demais instrumentos de caráter 
 
 
essencialmente gerencial destinam-se a subsidiar a alta administração no processo 
de planejamento, organização, direção e controle. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13. A CONTABILIDADE GERENCIAL 
 
A contabilidade gerencial, também conhecida como contabilidade de gestão ou 
contabilidade administrativa, é uma área da contabilidade que se concentra na 
produção de informações financeiras e não financeiras para auxiliar os gerentes e 
tomadores de decisão internos de uma organização. O principal objetivo da 
contabilidade gerencial é fornecer dados relevantes e úteis para auxiliar na tomada 
de decisões estratégicas, planejamento operacional, controle e avaliação de 
desempenho. 
Figura 1 – Contabilidade Gerencial 
 
Fonte: Autor 
A contabilidade gerencial envolve a coleta, análise, interpretação e 
comunicação de informações financeiras e não financeiras relacionadas às 
operações e desempenho de uma empresa. Ela abrange uma ampla gama de 
atividades, como planejamento e orçamento, análise de custos, análise de 
investimentos, medição de desempenho, análise de variações, entre outras. 
Os relatórios gerados pela contabilidade gerencial são direcionados aos 
gestores internos da empresa e podem incluir demonstrativos financeiros internos, 
relatório de custos, análises de rentabilidade por produto ou cliente, relatório de 
desempenho por departamento, relatório de variação orçamentária, entre outros. 
Essas informações são usadas para ajudar os gestores a tomar decisões controladas, 
 
 
identificar áreas de melhoria, controlar custos, avaliar o desempenho e alcançar os 
objetivos organizacionais. 
A contabilidade gerencial é uma ferramenta crucial para a gestão das 
organizações, pois fornece informações relevantes e oportunas que auxiliam os 
gestores no processo de tomada de decisão e no monitoramento do desempenho 
empresarial. 
A contabilidade gerencial desempenha diversas funções e possui várias 
aplicações na gestão de uma organização. Aqui estão algumas das principais funções 
e aplicações da contabilidade gerencial: 
I. Planejamento e estabelecimento de metas: A contabilidade gerencial auxilia 
no processo de planejamento planejado, definindo metas financeiras e 
operacionais para a organização. Ela fornece informações relevantes para a 
elaboração de orçamentos, projeções financeiras e planos de longo prazo. 
II. Controle e monitoramento: A contabilidade gerencial permite o controle e 
monitoramento das atividades da organização. Ela compara o desempenho 
real com o planejado, identificando desvios e áreas de preocupação. Isso 
possibilita a tomada de ações corretivas e a melhoria do desempenho. 
III. Tomada de decisões: A contabilidade gerencial fornece informações 
essenciais para a tomada de decisões. Ela ajuda os gestores a avaliar 
alternativas, calcular os custos e benefícios, analisar a rentabilidade de 
produtos ou serviços e escolher entre diferentes opções estratégicas. 
IV. Avaliação de desempenho: A contabilidade gerencial avalia o desempenho da 
organização, departamentos ou projetos específicos. Ela utiliza indicadores-
chave de desempenho, análise de custos, análise de rentabilidade e outros 
métodos para avaliar a eficiência e a eficácia das operações. 
V. Apoio ao processo de tomada de preços: A contabilidade gerencial ajuda na 
origem dos preços de venda qualificados. Ela considera os custos diretos e 
indiretos, margem de lucro desejada, concorrência e demanda do mercado 
para definir uma estratégia de precificação eficiente. 
VI. Gestão de estoques e controle de custos: A contabilidade gerencial auxilia na 
gestão de estoques, controlando os níveis de inventário e avaliando os custos 
associados. Ela também identifica oportunidades para redução de custos e 
otimização dos recursos. 
 
 
Essas são apenas algumas das funções e aplicações da contabilidade 
gerencial, que desempenham um papel fundamental na gestão estratégica e na 
obtenção de informações relevantes para o sucesso da organização. 
O processo decisório é o conjunto de etapas e atividades que uma pessoa ou 
grupo de pessoas realiza para tomar uma decisão. É um processo pelo qual se 
avaliam diferentes opções e se selecionam uma delas como a melhor escolha em 
determinada situação. 
O processo decisório geralmente envolve as seguintes etapas: 
I. Identificação do problema ou oportunidade: Nesta etapa, é identificado um 
problema que requer uma decisão ou uma oportunidade que pode ser 
aproveitada. É importante definir claramente qual é o objetivo a ser alcançado. 
II. Coleta de informações: Nesta etapa, são reunidas informações relevantes para 
o problema ou oportunidade em questão. Isso pode envolver a pesquisa de 
dados, a análise de relatórios, a realização de entrevistas ou qualquer outra 
fonte que forneça as informações necessárias para embasar a tomada de 
decisão. 
III. Análise das alternativas: Após coletar as informações, é necessário avaliar 
diferentes opções ou alternativas disponíveis para resolver o problema ou 
aproveitar a oportunidade. Isso pode incluir a análise dos

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