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35páginas COMPLEXO POLPA-DENTINA DENTINA POLPA DENTAL CAVIDADE PULPAR CANAIS RADICULARES RAMIFICAÇÕES - SISTEMA DE CANAIS RADICULARES JUNÇÃO CDC ALTERAÇÕES ANATÔMICAS DE INTERESSE A ENDODONTIA POLPA INFLAMADA X INFECÇÃO X NECROSE PULPAR NECROPULPECTOMIA I NECROPULPECTOMIA II BIOPULPECTOMIA ANATOMIA DENTAL (ASPECTOS DE INTERESSE) ABERTURA CORONÁRIA / ACESSO ENDODÔNTICO ETAPAS DA ABERTURA CORONÁRIA • ARCADA • PONTO DE ELEIÇÃO • DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO • FORMA DE CONTORNO • FORMA DE CONVENIÊNCIA INSTRUMENTAIS ODONTOMETRIA • TÉCNICA DE INGLE PREPARO BIOMECÂNICO OBTURAÇÃO • TÉCNICA DA OBTURAÇÃO pág. 1 Endodontia Aspectos de interesse à endodontia Dividida em: ✓ ✓ Câmara pulpar coronária Canais radiculares Apolpa e a dentina são consideradas integradas, embriológicamente se originamda papila dental efuncionalmente os odontoblastos são responsáveis pela formação e manutenção dadentina. Tecido que forma o maior volume do dente; Porção coronária: recoberta por camada de esmalte Porção radicular: revestida pelo cemento Menos mineralizada do que o esmalte Possui permeabilidade devido à presença dos túbulos dentinários, penetração de elementos externos (microrganismos) Tecido conjuntivo frouxo; Vascularizado; Inervado; Quando a polpa perde a vitalidade a cor do dente se modifica; Após a extirpação pulpar, devido à ação de alguns medicamentos usados no tratamento endodôntico (TE) o dente se torna acinzentado; Causas que deixam a coroa do dente enegrecida: - TE - Perda de vitalidade (visto que a polpa necrosa) - Hemorragias pulpares → decorrentes de traumatismos; - Sequelas de TE A polpa se comunica com os tecidos periodontais através do forame apical A polpa não se expande sendo assim, quando inflamada, irá desencadear um processo doloroso e o processo doloroso na maioria das vezes indica um grau de comprometimento pulpar isso permite que ocorra a ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ ✓ Câmara pulpar: É o espaço interior do dente, ocupado pela polpa dental, estando sempre limitado pela dentina, exceto no nível do forame apical; pág. 2 Canal principal: Do início da polpa coronária até o ápice, um único canal sem ramificações laterais; Canal colateral: Paralelo ao canal principal, na maioria das vezes tem um diâmetro menor em relação ao canal principal, e pode terminar em um forame único ou separado do canal principal; Interconduto: Une os dois canais, ex: canal Principal com o canal Colateral; Canal lateral: Geralmente localizado no terço médio ou cervical da raiz, se ramifica do canal principal e alcança o periodonto lateral; Canal secundário: Localizado no terço apical da raiz e se ramifica do canal principal alcançando o periodonto lateral, assim como o canal lateral, MAS no canal lateral vai ser ramificado o canal O sistema de canais radiculares pode variar muito na forma e número e seu curso é imprevisível; É ocupado pela polpa radicular; A polpa se comunica com os tecidos periodontais através do forame apical, ela não se expande, sendo assim quando inflamada irá desencadear um processo inflamatório doloroso que em muitas das vezes indica um certo grau de comprometimento pulpar Ocupada pela polpa coronária; A forma da câmara pulpar corresponde à coroa do dente, com extensões para as extremidades incisais e topos das cúspides; Corno pulpar (C): são prolongamentos que acompanham os ângulos incisais ou as cúspides dos dentes Paredes (P): circundam a câmara e recebem o nome das faces correspondentes, o número de faces que compõe a câmara pulpar depende do número de canais que o dente contém e do grupo dental a que pertence. Assim, a câmara pulpar dos incisivos e caninos portadores de apenas um canal tem 5 paredes: mesial, distal, vestibular, lingual ou palatina e incisal (teto da câmara pulpar). Teto da câmara pulpar (T): formado por uma camada de dentina oclusal, voltado para o bordo incisal ou a face oclusal Assoalho (A): limita a câmara pulpar e os canais radiculares se encontra ao nível da linha cervical. Em dentes UNIRRADICULARES não se tem o assoalho • • • • • • • • • ( ) pág. 3 JUNÇÃO CDC (Cemento-Dentina-Canal): • Há uma nítidaconstrição do canal radicular no limite CDC É a regiãodemenor diâmetro do canal Situa-sede0,5mm a 1,00mm do ápice radiográfico Limitaostecidosendodônticos periodontais Éolimitedotrabalho do endodontista • • • • ALTERAÇÕESANATÔMICAS DE INTERESSE À ENDODONTIA • Curvaturasradiculares atípicas Rizogêneseincompleta Rizogênese: Processo de formação das raízes dentárias Caso da imagem: paciente apresentando fístula e rizogênese incompleta. acessório, que é a ramificação do canal secundário que chega até a superfície externa do cemento apical; Canal recorrente: Uma ramificação do canal principal que não alcança o periodonto lateral e dele não sai nenhuma ramificação; Delta apical: Múltiplas terminações do canal principal originando o aparecimento de vários forames; Cavo interrradicular: No assoalho da câmara pulpar se tem uma ramificação que termina na bifurcação ou trifurcação radicular. ➔ ➔ Ápice radicular ou radiográfico = ponto mais extremo da raiz Forame apical ou anatômico = orifício pelo qual o canal radicular se comunica com o ligamento periodontal. • pág. 4 • • • Dentina reparadora Reabsorções internas / externas / apicais Atresia da câmara pulpar e do canal radicular e calcificações A calcificação e a atresia do canal são fenômenos relativamente comuns de estreitamento e fechamento do acesso ao canal, se devem à uma resposta fisiológica\biológica do dente, podendo ocorrer em um ou mais dentes • Quando vai fazer um tratamento de polpa viva, não necessariamente remove toda a polpa (tratamento endodôntico radical), pois, a polpa se inflama por compartimentos, sendo assim, remove somente a polpa que está irreversivelmente inflamada e deixa a reversivelmente inflamada, que possui capacidade de se reverter ao estado de normalidade e se realiza a pulpotomia removendo a polpa coronária, deixando a polpa radicular. Polpa inflamada x Infecção • Quando a polpa se encontra inflamada, ela possui células de defesa e capacidade de se “defender”, então a parte interna da polpa encontra-se estéril Quando a polpa é exposta a um processo de cárie, sua superfície se encontra infectada, mesmo quando já possui pequenos abcessos localizados as bactérias estão confinadas aos tecidos que estão infectados e a parte dos canais radiculares e perirradiculares (coto pulpar) encontram-se estéreis embora inflamados – isso permite que seja feito um tratamento sem ser radical (pulpotomia) • Necrose pulpar: • • A necrose também se dá por compartimentos assim como a inflamação Pode ser tentado tratamento alternativo Causas: a. Química – geralmente por material restaurador (pouco provável de ocorrer) Necropulpectomia x Biopulpectomia pág. 5 Incisivolateral superior (ILS) Incisivo central (ICS) • • • 1 canal 1 raiz (100% dos casos) Complicações anatômicas: Ombro palatino → saliência na área cervical que dificulta o acesso direto ao canal radicular Durante o preparo é necessário retirar o ombro palatino para ter total acesso ao canal (o explorador n° 47 auxilia na observação) • Características semelhantes ao dimensões ICS, mas com menores 1 canal • b. Física – traumas dentários, pode causar necrose total, pode gerar o rompimento de todo o feixe vascular, deixando a polpa sem irrigação e ocasionando uma necrose de coagulação, sem presença de microrganismos c. Microbiana – mais comum, sendo a cárie a principal causa, essa necrose ocorre por compartimentos Biopulpectomia → tratamento destinado à polpa viva, que não possui infecção • • • Há vitalidade pulpar Visa remover a polpa e preservar o coto pulpar, mantendo a condição de saúde do periápice O CRT deve ficar 1mm aquém do ápice radiográfico Necropulpectomia I → tratamento de canais infectados • • • Não há vitalidade pulpar; Radiograficamente não há lesão periapical visívelO tratamento visa remover polpa necrosada, mantendo a condição de saúde do periápice • O CRT deve ficar de 1mm aquém do ápice radiográfico Necropulpectomia II → tratamento de canais infectados • • Não há vitalidade pulpar Radiograficamente HÁ lesão periapical visível, além da presença de biofilme apical e consequentemente reabsorção do canal cementário O tratamento visa remover a polpa necrosada, promovendo o reparo tecidual do periápice O CRT deve ficar 0,5mm a 1mm aquém do ápice radiográfico • • Anatomia dental –Aspectos de interesse à endodontia ( ) pág. 6 Primeiro pré- molar superior (1PMS) Segundo pré- molar superior (2PMS) Incisivolateral superior (ILS) Canino Superior (CS) 1 raiz Apresenta curvatura no ápice para a distal (não é reto na maioria dos casos) • Complicações anatômicas: Curvaturas apicais grandes; Presença de dens in dente. • • • 1 canal 1 raiz O teto apresenta uma projeção à acentuada, correspondente cúspide desse dente • Complicações anatômicas: Presença do ombro palatino; Requer instrumentos + longos p/ o preparo. • Normalmente: 2 raízes mas podem ter 1 ou até 3, • Quando possuem 1 raiz apresentam 2 canais (vestibular e palatino) Quando • possuem 3 raízes, apresentam 3 canais; A existência de assoalho está condicionada à presença de mais de um canal Complicações anatômicas: • • Sobreposição radiográfica das raízes • • Semelhante à do 1°PMS Apresentam 1 raiz (90% dos casos) e apresentam mais de 1 canal na maioria das vezes Em alguns casos um septo de dentina divide esse canal em estar ou único • dois, completamente neste caso pode separado convergindo forame em um • Complicações anatômicas: Sobreposição radiográfica das raízes • • pág. 7 Primeiromolar superior(1MS) CaninoInferior (CI) Segundomolar superior(2MS) Incisivolateral inferior(ILI) IncisivoCentral Inferior (ICI) • Complicações anatômicas: Sobreposição radiográfica das raízes Semelhante ao 1°MS As raízes podem aparecer fusionadas (50% dos casos) ou separadas (50% dos casos); 3 canais - Mesiovestibular - Palatino - Distovestibular Apresenta raízes separadas em 100% dos casos: -Canal mesiovestibular MV; -Canal palatino (P); -Canal distovestibular. 3canais, com a possibilidade alta deum 4° canal (Mesiopalatino) Complicações anatômicas: • Presença do ombro lingual que pode ocultar a entrada do canal lingual Semelhante ao CS Geralmente canal único As vezes observa-se bifurcação Direção da raiz reta em maioria dos casos • • Podem apresentar 1 ou 2 canais Semelhante ao ICS, mas com dimensões bem menores Raiz única Direção da raiz: reta (65%) Complicações anatômicas: • • • - Presença do ombro lingual que pode ocultar a entrada do canal lingual Raiz única Raiz reta em 54% dos casos Semelhante ao ICI • • • • • • • • • • • • ( ) pág. 8 Segundo pré- molar inferior (2°PMI) Primeiro pré- molarinferior (1°PMI) CaninoInferior (CI) PrimeiroMolar Inferior(1°MI) • Complicações anatômicas: Presença do ombro lingual Canal radicular bastante amplo no nível da parede vestibular e mais constrito no nível da parede lingual • Complicações anatômicas: Sobreposição radiográfica das raízes • Semelhante ao 1° pré-molar inferior, mas maior e menos achatado no sentido M-D. A complexidade é semelhante ao 1PMI. Em alguns casos pode apresentar: bifurcações Raiz distal em 39% dos casos 1 raiz em maioria dos casos • • • • Na maioria dos casos: • • 1 raiz, 1 canal e 1 forame (87%) 1 raiz, 2 canais e 2 forames ou 2 raízes, 2 canais e 2 forames (11%) 3 raízes, 3 canais e 3 forames (2%) • • Complicações anatômicas: Sobreposição radiográfica das raízes • Apresenta 2 raízes diferenciadas e separadas na maioria dos casos 3° raiz suplementar em alguns casos • • Podem apresentar: - 1 canal e um forame; - 1 canal que se bifurca no terço médio da forames raiz terminando em dois independentes; - 2 canais separados desde o terço cervical da cavidade pulpar terminando em dois forames independentes ou em um único forame; - 2 canais que se bifurcam em quaisquer dos terços e terminam em um único forame Na maioria dos casos: • • 1 raiz, 1 canal e 1 forame Raiz reta na maioria dos casos pág. 9 PrimeiroMolar Inferior(1°MI) SegundoMolar Inferior (2°MI) • 3 canais (Mesiovestibular, Mesiolingual e distal) pode apresentar um 4° canal (na raiz distal) Raiz mesial: Curvada para distal Raiz distal: Reta Maioria dos casos: 2 raízes e 3 canais, mas a raiz distal pode apresentar com 1 ou 2 canais, similar aos 2°PMS Complicações anatômicas: • • • • Canal Cavo-inter-radicular; Zona de perigo; Presença de terceiro canal na raiz mesial • • • Semelhante ao 1°MI 2 raízes Apresenta na maioria dos casos com 3 canais radiculares Raiz Mesial pode apresentar com 2 canais devido ao achatamento proximal, podendo ser: - Começar com 2 canais e terminar com 2 canais independentes; - Começar com 2 canais e terminar com 1 canal; - Começar com 1 canal e terminar com 1 canal; - Começar com 1 canal e bifurcar no terço apical em 2 condutos. • • • Raiz mesial: Curvada para a distal Raiz distal: Reta Complicações anatômicas: Presença de 3 canais; Canais mesiais se unem com maior frequência; C-Shaped; Dificuldades técnicas semelhantes ao 1°MI. pág. 10 ICS pág. 11 ILS pág. 12 CS pág. 13 1°PMS pág. 14 2°PMS pág. 15 1°MS pág. 16 2°MS pág. 17 ICI pág. 18 ILI pág. 19 CI pág. 20 1°PMI pág. 21 2°PMI pág. 22 1°MI pág. 23 2°MI A presença de dentina secundária, dentina reacional, calcificações na câmara e o número de canais, podem influenciar na forma de contorno, exigindo modificações na técnica de abertura alterando o contorno pág. 24 Abertura coronária / Acesso endodôntico → Etapas da abertura coronária: Notar que, o PE localiza-se nas proximidades do cíngulo (em dentes anteriores) 1. Abordagem: i. ii. Determinação do ponto de eleição (PE) Desgaste da superfície de esmalte Ponto de eleição → onde se inicia o acesso à câmara pulpar Ponto de eleição em dentes anteriores: face lingual ou palatina (porção central) Ponto de eleição em dentes posteriores: face oclusal (porção central) 2. Direção de trepanação: A partir do PE, para alcançar a parte mais volumosa da polpa; Objetivo: alcançar a câmara pulpar Direção de trepanação em dentes anteriores: 45° ou 90° ao longo do eixo do dente Direção de trapanação em dentes posteriores: paralelo ao longo eixo do dente 3. Forma de contorno: Permite acesso ao interior dos canais Deve ser feita a remoção completa do teto Irá depender: • • • • Tamanho do dente; Forma da câmara pulpar; Número de canais; Curvaturas. 4. Forma de conveniência: Objetivo: Remover projeções de dentina, oferecendo acesso direto ao canal radicular Forma de conveniência em dentes anteriores: Ombro lingual Forma de conveniência em dentes posteriores: Parede mesial Abertura coronária - Permite acesso ao interior da cavidade, câmara pulpar e canal radicular - Remoção do teto da câmara pulpar fase inicialdotratamento endodôntico • Brocas diamantadas esféricas: 1012 HL/ 1014 HL / 1016 HL • Brocas esféricas de aço (alta e baixa rotação) BROCAS 02, 03, 04 • 4083 Brocas tronco-cônicas: ISOLAMENTO • Apenas no dente a ser tratado • Grampos 207 / 209 / 00 pág. 25 PRÉ- MOLAR INCISIVOS E CANINOS SUP e INF SUPe INF ARCADA PE Face lingual / Palatina (2mm do cíngulo) • Broca diamantada esférica (Alta rotação - AR) (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) • Centro da face oclusal, quadrante central • (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Importante: Não ampliar a abertura no sentido mesio- distal DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO Paralelo ao longo eixo do dente • (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Importante: Observar a inclinação do dente Importante: Não toque com abroca no assoalho da câmara pulpar 90° ou 45° com a face palatina, quase paralela ao longo eixo do dente até atingir a câmara • Broca esférica AR (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Importante: Observar a inclinação do dente FORMA DE CONTORNO Oval com maior diâmetro no sentido (V-L) Em incisivos: Triangular com a base para incisal; Em caninos: Losangular FORMA DE CONVENIÊNCIA Expulsividade às paredes + desgaste compensatório (ombro palatino) • Movimentos de tração de dentro p/ fora, amplia a área; A parede vestibular da câmara pulpar não deve ser tocada com a broca • Analisar a presença de teto na câmara pulpar: com a sonda exploradora n°5 A não remoção do teto pode provocar escurecimento da coroa dental. Remover o teto com uma broca esférica em alta ou baixa rotação, 1012HL, 1014HL, 1016HL. Expulsividade das paredes (M-V) + desgaste compensatório Analisar a presença de teto na câmara pulpar: com a sonda exploradora n°5 Remover o teto com uma broca esférica em alta ou baixa rotação, 1012HL, 1014HL, 1016HL. Ponta diamantada 4083: Utilizar para dar divergências às paredes e remover irregularidades LOCALIZAÇÃO E ENTRADA DOS CANAIS: Utilizar o explorador endodontico reto, nunca ir com a broca. pág. 26 • • MOLAR MOLAR SUP. INF. Centro da face oclusal (fossa central) • (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Centro da face oclusal (fossa central) • (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Longo eixo do dente (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Importante: Não toque com a broca no assoalho da câmara pulpar Longo eixo do dente (Brocas: 1012 HL, 1014 HL, 1016 HL) Importante: Não toque com a broca no assoalho da câmara pulpar Triangular com a base para vestibular Expulsividade das paredes (M-V) + desgaste compensatório Analisar a presença de teto na câmara pulpar: com a sonda exploradora n°5 Remover o teto com uma Triangular ou broca esférica em alta ou trapezoidal com a base maior voltada para mesial baixa rotação, 1012HL, 1014HL, 1016HL. Ponta diamantada 4083: Utilizar para dar divergências às paredes e remover irregularidades LOCALIZAÇÃO E ENTRADA DOS CANAIS: Utilizar o explorador endodontico reto, nunca ir com a broca. Expulsividade das paredes (M-V) + desgaste compensatório Analisar a presença de teto na câmara pulpar: com a sonda exploradora n°5 Remover o teto com uma broca esférica em alta ou baixa rotação, 1012HL, 1014HL, 1016HL. Ponta diamantada 4083: Utilizar para dar divergências às paredes e remover irregularidades LOCALIZAÇÃO E ENTRADA DOS CANAIS: Utilizar o explorador endodontico reto, nunca ir com a broca. pág. 27 Instrumental endodôntico Limas endodônticas manuais • Forma da haste intermediária: - Triangular; - Quadrangular; - Circular; - Losangular. • Parte ativa / Lâmina de corte: - Sempre tem 16mm independente da lima, o que varia é o tamanho da haste intermediária - As lâminas devem ter conicidade, e a cada milímetro a conicidade aumenta 0,02mm, ou seja: Ex: D0 = 0,25mm D1 = 0,27mm D2 = 0,29mm D3 = 0,31mm • O número da lima corresponde ao D0. Classificação dos instrumentos: I. Quanto à série: • • • • Especial: 0,6/0,8/10 1° série: 15, 20, 25, 30, 35, 40 2° série: 45, 50, 55, 60, 70, 80 3° série: 90, 100, 110, 120, 130, 140 II. Quanto à cor: pág. 28 III. Quantoao comprimento: • • • • 21mm 25mm 28mm 31mm Lima tipo K • • • • Hastes quadrangulares; Parte ativa: contém mais espirais por unidade de comprimento Eficientes para: alargamento, limagem, exploração São resistentes e flexiveis Alargamento: Introduz; Movimento de rotação de ¼ a ½ volta; Tração com pressão lateral de encontro às paredes do canal 1. Avanço 2. Rotação à direita (1/4 a 1/3 de volta) 3. Tração com pressão lateral Limagem: Introduz; Traciona de encontro às paredes do canal 1. Avanço 2. Pressão lateral 3. Tração Exploração: Introduz; Oscila ¼ no sentido horário e ¼ no sentido anti-horário Lima Tipo Hedströem pág. 29 Movimento de rotação alternada 1. Avanço 2. Rotação à direita 3. Rotação à esquerda 4. Retrocesso de 1 a 1,5mm 5. Avanço Instrumentos utilizados na odontometria Instrumentos utilizados na irrigação e aspiração LA Axxess • • • Feitas em aço inoxidável e revestidas com nitreto de titânio; Disponíveis: -20/.06 -35/.06, 45/.06 Utilizada no preparo cervical Régua milimetrada Fabricadas por usinagem de hastes circulares; Utilizada apenas com movimentos de limagem (nunca girar esse tipo de lima no canal) Possuem excelente capacidade de corte, sendo util na regularização das paredes dos canais e remoção de resíduos Utilizadas nos canais sempre depois da abertura do espaço com as limas tipo K São as limas de 1°, 2° e 3° série Seringa luer autoclavável Agulhas Luer Lockde diferentes diâmetros (sem bizel) Cânula p/ sucção Seringas descartáveis Agulhas 25x6 descartáveis • • • • • • • • • • • pág. 30 Instrumentos para obturação Instrumentos para medicação intracanal Instrumentos utilizados na irrigação e aspiração Seringa ML parahidróxido de cálcio Agulhas 27G (longa) p/ carpule Seringas hipodérmicas descartáveis Agulhas descartáveis 25x6 Espaçadores hastelisa e cônicas de aço (utilizados para condensação lateral) Condensadores depaiva (utilizados para condensação vertical) • • • • • • pág. 31 Odontometria Objetivo Objetivos: • • • • Remover detritos do interior do canal radicular Diminuir a microbiota existente no canal Facilitar a instrumentação Umidecer e lubrificar as paredes do canal Objetivos: • • • Limpeza Modelagem Desinfecção Meios: • Mecânicos → através da instrumentação • Meios Químicos → Substâncias químicas auxiliares • Meios físicos → Irrigação e Aspiração • • Obtenção do comprimento real do dente (CRD); Determinar, a partir do CRD, o comprimento de trabalho (CRT), até onde a instrumentação e a obturação serão realizadas Evitar injúrias de natureza física, química ou biológica no tecido periodontal apical e estruturas ósseas adjacentes. • Método radiográfico – Técnica de Ingle 1. Inicialmente: deve ser feita a radiografia inicial 2. Medir o dente na radiografia do diagnóstico, desde a borda incisal (ou ponta da cúspide) até o ápice; 3. Diminuir 3mm dessa medida 4. Medir esse comprimento em uma lima ISSO (ex: #15) marcando com o stop. Após isso obteve o CTP (comprimento de trabalho provisório 5. Colocar a lima no canal (não utilizar limas Hedstrom) 6. Realizar rx com a lima no canal 7. Na rx medir a diferença (x) entre a ponta do instrumento e o ápice radicular 8. Somar: Diferença (X) + CRI = CRD 9. Diminuir 1mm do CRD e passar a medida para o instrumento 10. CRT = CRD – 1mm. Para biopulpectomias → CRT = CRD – 1mm Para necro I → CRT = CRD - 1mm Para necro II → CRT = CRD - 1mm Preparo biomecânico pág. 32 • • Melhorar a medicação intra-canal Permitir o contato total do material obturador com as paredes do canal Irrigação e Aspiração • Lavar a cavidade pulpar e canal radicular e aspirar simultâneamente Normas para irrigação 1. Deve-se realizar movimentos de vai e vem o tempo todo durante a irrigação 2. A cânula deve ser posicionada na entrada do canal 3. Deve ter cuidado para a cânula não obstruir o canal 4. Renovar a solução irrigadora quando ela estiver turva 5. Irrigar até o líquido sair limpo do canal 6. Nunca deixar a cânula travar nas paredes do canal 7. Deve deixar a câmara pulpar e canais radiculares inundados com a solução durante toda a fase do preparo biomecânico 8. Propriedades desejáveis das soluções irrigadoras: - Boa viscosidade - Biocompatibilidade - Ação antimicrobiana - Solvente de tecido 9. Substâncias químicas auxiliares - Soro fisiológico - Água de Cal - Água oxigenada - Detergentes - Compostos Halogenados (Hipoclorito de sódio) - Quelantes (EDTA) - Associações 10. Hipoclorito de sódio Concentrações:• Solução de milton – 1% Propriedades: • • • • • • Dissolve a matéria orgânica Ação rápida Dupla ação detergente Bactericida pH alcalino Neutraliza produtos tóxicos Cuidados: • • Irritante aos tecidos periapicais e a pele e mucosa Gosto desagradável pág. 33 Limas NiTi M (easy equipamentos) • • • Fabricadas em NiTi (Níquel-titânio) Alta flexibilidade Resistente à fratura cíclica e/ou torcional ETAPAS: 1. Exploração incial do canal com as limas tipo K 2. Preparo da entrada do canal com limas NiTi 3. Preparo coroa-ápice (técnica crown down) com limas NiTi 4. Preparo apical com limas NiTi Exploração inicial do canal - Usada em dentes posteriores (molares) - Irriga-se com NaOCL 1% - Utilizar a lima M NiTi 15/.10 - Introduzir até sentir uma certa resistência - Fazer movimentos de rotação (5 voltas) Preparo coroa-ápice - Utilizar limas M NiTi taper/conicidade .05 Técnica: 1. Irrigação com NaOCL 1% 2. Seleção da lima inicial (40/.05) 3. Introduzir até sentir resistência 4. Rotação 5. Irrigação com NaOCL 1% 6. Utilizar lima de menor diâmetro (ex: 35/.05, depois a 30/.05, depois a 25/.05) 7. Irrigar toda vez que trocar de instrumento 8. Continuar até atingir o CRT Preparo apical Definir o batente apical, que é o ponto de travamento do cone de guta percha no momento da obturação. É uma barreira para limitar a obturação dentro do canal dentinário Técnica: 1. Deve-se trabalhar no CRT com 2 ou 3 limas NiTi M de taper .03, de maiores diâmetros que a lima que chegou no CRT, exemplo: 25/.05 (CRT – lima que chegou no CRT) → 30/.03 → 35/.03 → 40/.03 pág. 34 Obturação • Fase final do tratamento endodôntico Condições necessárias: a. O dente não deve apresentar dor após percussão ou palpação b. Canal deve estar limpo e modelado c. Canal deve estar seco, sem inflamação ou infecção d. Ausência de odor desagradável Limite apical da obturação: • • • Relacionado com o limite apical da modelagem (CRT) Todo o espaço modelado deve ser preenchido corretamente O correto é a obturação ficar a +/- 1mm do forame apical Cones de guta percha • Principais: (calibrados) Seguem a norma ISO (15-40 / 45-80) Secundários: R7 / R8 • Vantagens: a. Eles se adaptam facilmente às irregularidades do canal b. São radiopacos c. Possuem estabilidade d. Não alteram a cor da coroa dental e. Podem ser facilmente removidos Desvantagens: a. Possuem pouca rigidez (isso dificulta o uso em canais atrésicos e curvos) b. Nãopossuem adesividade (por isso se usa o cimento endodôntico) Cimentos endodônticos • Feitos a base de óxido de zinco e eugenol Propriedades (devem ter): • • • • • • Boa biocompatibilidade Permitir o selamento biológico Ter boa ação antimicrobiana Ser de fácil inserção Possuir bom tempo de trabalho Propiciar bom selamento pág. 35 • • • • • • Não deve sofrer contrações Não pode ser permeável Deve apresentar adesividade às paredes do canal Ser radiopaco Não manchar as estruturas dentais Ser de fácil remoção (caso seja necessário um retratamento) 1. Seleção do cone principal Critérios de escolha: - Deve ser baseado no calibre do último instrumento utilizado durante o preparo biomecânico - Basear no CRT 2. Realizar a Rx de confirmação do cone (o canal deve estar com hipoclorito de sódio a 1%) 3. Realiza a aspiração do hipoclorito 4. Seca o canal com cones de papel com o mesmo calibre do cone principal 5. Passa cimento obturador no cone principal e leva ao canal (até o CRT) 6. Com o espaçador B ou C, realiza a condensação lateral → introduzir até 1mm aquém do CRT 7. Remove o espaçador com movimentos de rotação no sentido anti-horário e imediatamente introduza um cone secundário/acessório no canal 8. É recomendado que use inicialmente cones R7 e depois R8 9. Deve repetir até o total preenchimento do canal Como saber? A medida que o canal vai sendo preenchido, o espaçador vai entrar cada vez menos, quando o espaçador não entrar mais indica que o canal já está totalmente preenchido 10. Realiza-se uma nova tomada radiográfica 11. O excesso coronário deve ser cortado no nível cervical com o condensador de paiva aquecido 12. Com o condensador frio realiza-se a condensação do material obturador 13. Realiza-se a limpeza da cavidade pulpar com uma bolinha de algodão e álcool 14. Realiza a restauração provisória 15. Após remover o isolamento, realizar a radiografia final para documentação do caso