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35páginas
COMPLEXO POLPA-DENTINA
DENTINA
POLPA DENTAL
CAVIDADE PULPAR
CANAIS RADICULARES
RAMIFICAÇÕES - SISTEMA DE CANAIS RADICULARES
JUNÇÃO CDC
ALTERAÇÕES ANATÔMICAS DE INTERESSE A ENDODONTIA
POLPA INFLAMADA X INFECÇÃO X NECROSE PULPAR
NECROPULPECTOMIA I
NECROPULPECTOMIA II
BIOPULPECTOMIA
ANATOMIA DENTAL (ASPECTOS DE INTERESSE)
ABERTURA CORONÁRIA / ACESSO ENDODÔNTICO
ETAPAS DA ABERTURA CORONÁRIA
• ARCADA
• PONTO DE ELEIÇÃO
• DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO
• FORMA DE CONTORNO
• FORMA DE CONVENIÊNCIA
INSTRUMENTAIS
ODONTOMETRIA
• TÉCNICA DE INGLE
PREPARO BIOMECÂNICO
OBTURAÇÃO
• TÉCNICA DA OBTURAÇÃO
pág. 1 
Endodontia
Aspectos de interesse à endodontia 
Dividida em: 
✓
✓
 Câmara pulpar coronária 
Canais radiculares 
Apolpa e a dentina são consideradas integradas,
embriológicamente se originamda papila dental
efuncionalmente os odontoblastos são responsáveis
pela formação e manutenção dadentina. 
 Tecido que forma o maior volume do dente; 
Porção coronária: recoberta por camada de esmalte
Porção radicular: revestida pelo cemento
Menos mineralizada do que o esmalte
Possui permeabilidade devido à presença dos túbulos dentinários,
penetração de elementos externos (microrganismos) 
 Tecido conjuntivo frouxo; 
Vascularizado;
Inervado;
Quando a polpa perde a vitalidade a cor do dente se modifica;
Após a extirpação pulpar, devido à ação de alguns medicamentos usados no tratamento endodôntico
(TE) o dente se torna acinzentado;
Causas que deixam a coroa do dente enegrecida:
- TE
- Perda de vitalidade (visto que a polpa necrosa)
- Hemorragias pulpares → decorrentes de traumatismos;
- Sequelas de TE
A polpa se comunica com os tecidos periodontais através do forame apical
A polpa não se expande sendo assim, quando inflamada, irá desencadear um processo doloroso e o
processo doloroso na maioria das vezes indica um grau de comprometimento pulpar 
isso permite que ocorra a 
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
Câmara pulpar: É o espaço interior do dente, ocupado pela polpa dental, estando sempre limitado pela
dentina, exceto no nível do forame apical; 
pág. 2 
Canal principal: Do início da polpa coronária até o ápice, um único
canal sem ramificações laterais; Canal colateral: Paralelo ao canal
principal, na maioria das vezes tem um diâmetro menor em relação
ao canal principal, e pode 
terminar em um forame único ou separado do canal principal; 
Interconduto: Une os dois canais, ex: canal Principal com o canal 
Colateral; 
Canal lateral: Geralmente localizado no terço médio ou cervical da
raiz, se ramifica do canal principal e alcança o periodonto lateral;
Canal secundário: Localizado no terço apical da raiz e se ramifica do
canal principal alcançando o periodonto lateral, assim como o canal
lateral, MAS no canal lateral vai ser ramificado o canal 
O sistema de canais radiculares pode variar muito na forma e número e seu curso é imprevisível; É
ocupado pela polpa radicular; A polpa se comunica com os tecidos periodontais através do forame
apical, ela não se expande, sendo assim quando inflamada irá desencadear um processo inflamatório
doloroso que em muitas das 
vezes indica um certo grau de comprometimento pulpar 
Ocupada pela polpa coronária; 
A forma da câmara pulpar corresponde à coroa do dente, com extensões para as extremidades incisais e 
topos das cúspides; 
Corno pulpar (C): são prolongamentos que acompanham os ângulos incisais ou as cúspides dos dentes 
Paredes (P): circundam a câmara e recebem o nome das faces correspondentes, o número de faces que 
compõe a câmara pulpar depende do número de canais que o dente contém e do grupo dental a que 
pertence. 
Assim, a câmara pulpar dos incisivos e caninos portadores de apenas um canal tem 5 paredes: mesial, distal, 
vestibular, lingual ou palatina e incisal (teto da câmara pulpar). 
Teto da câmara pulpar (T): formado por uma camada de dentina oclusal, voltado para o bordo incisal ou a 
face oclusal 
Assoalho (A): limita a câmara pulpar e os canais radiculares se encontra ao nível da linha cervical. 
Em dentes UNIRRADICULARES não se tem o assoalho 
•
• 
•
• 
•
•
•
•
• 
( ) 
pág. 3 
JUNÇÃO CDC (Cemento-Dentina-Canal): 
• Há uma nítidaconstrição do canal radicular no limite
CDC
É a regiãodemenor diâmetro do canal
Situa-sede0,5mm a 1,00mm do ápice radiográfico 
Limitaostecidosendodônticos periodontais 
Éolimitedotrabalho do endodontista 
•
• 
• 
• 
ALTERAÇÕESANATÔMICAS DE INTERESSE À ENDODONTIA 
• Curvaturasradiculares atípicas 
Rizogêneseincompleta 
Rizogênese: Processo de formação das raízes dentárias 
Caso da imagem: paciente apresentando fístula e rizogênese incompleta. 
acessório, que é a ramificação do canal secundário que chega
até a superfície externa do cemento apical;
Canal recorrente: Uma ramificação do canal principal que não alcança o periodonto lateral e dele não sai
nenhuma ramificação; 
Delta apical: Múltiplas terminações do canal principal originando o aparecimento de vários forames; 
Cavo interrradicular: No assoalho da câmara pulpar se tem uma ramificação que termina na bifurcação ou 
trifurcação radicular. 
➔
➔
 Ápice radicular ou radiográfico = ponto mais extremo da raiz Forame apical ou anatômico = orifício
 pelo qual o canal radicular se comunica com o ligamento 
periodontal. 
 
• 
pág. 4 
 
• 
•
•
Dentina reparadora
Reabsorções internas / externas / apicais
Atresia da câmara pulpar e do canal radicular e calcificações 
A calcificação e a atresia do canal são fenômenos relativamente comuns
de estreitamento e fechamento do acesso ao canal, se devem à uma
resposta fisiológica\biológica do dente, podendo ocorrer em um ou mais
dentes 
 
• Quando vai fazer um tratamento de polpa viva, não necessariamente remove toda a polpa (tratamento
endodôntico radical), pois, a polpa se inflama por compartimentos, sendo assim, remove somente a
polpa que está irreversivelmente inflamada e deixa a reversivelmente inflamada, que possui capacidade
de se reverter ao estado de normalidade e se realiza a pulpotomia removendo a polpa 
coronária, deixando a polpa radicular. 
Polpa inflamada x Infecção 
• Quando a polpa se encontra inflamada, ela possui células de defesa e capacidade de se “defender”, então 
a parte interna da polpa encontra-se estéril 
Quando a polpa é exposta a um processo de cárie, sua superfície se encontra infectada, mesmo quando 
já possui pequenos abcessos localizados as bactérias estão confinadas aos tecidos que estão infectados 
e a parte dos canais radiculares e perirradiculares (coto pulpar) encontram-se estéreis embora 
inflamados – isso permite que seja feito um tratamento sem ser radical (pulpotomia) 
• 
Necrose pulpar: 
• 
• 
A necrose também se dá por compartimentos assim como a inflamação 
Pode ser tentado tratamento alternativo 
Causas: 
a. Química – geralmente por material restaurador (pouco provável de ocorrer) 
Necropulpectomia x Biopulpectomia 
pág. 5 
Incisivolateral
superior (ILS) 
Incisivo central
(ICS) 
•
•
• 
1 canal
1 raiz (100% dos casos)
Complicações anatômicas: 
Ombro palatino → saliência na área 
cervical que dificulta o acesso direto 
ao canal radicular 
Durante o preparo é necessário 
retirar o ombro palatino para ter 
total acesso ao canal 
(o explorador n° 47 auxilia na 
observação) 
• Características semelhantes ao 
dimensões ICS, mas com 
menores 
1 canal • 
b. Física – traumas dentários, pode causar necrose total, pode gerar o rompimento de todo o feixe
vascular, deixando a polpa sem irrigação e ocasionando uma necrose de coagulação, sem presença de
microrganismos 
c. Microbiana – mais comum, sendo a cárie a principal causa, essa necrose ocorre por 
compartimentos 
Biopulpectomia → tratamento destinado à polpa viva, que não possui infecção 
• 
• 
• 
Há vitalidade pulpar 
Visa remover a polpa e preservar o coto pulpar, mantendo a condição de saúde do periápice 
O CRT deve ficar 1mm aquém do ápice radiográfico 
Necropulpectomia I → tratamento de canais infectados 
• 
• 
• 
Não há vitalidade pulpar; 
Radiograficamente não há lesão periapical visívelO tratamento visa remover polpa necrosada, mantendo a condição de 
saúde do periápice 
• O CRT deve ficar de 1mm aquém do ápice radiográfico 
Necropulpectomia II → tratamento de canais infectados 
• 
• 
Não há vitalidade pulpar 
Radiograficamente HÁ lesão periapical visível, além da presença de biofilme apical e 
consequentemente reabsorção do canal cementário 
O tratamento visa remover a polpa necrosada, promovendo o reparo tecidual do periápice 
O CRT deve ficar 0,5mm a 1mm aquém do ápice radiográfico 
• 
• 
Anatomia dental –Aspectos de interesse à endodontia
( )
pág. 6 
Primeiro pré-
molar superior
(1PMS) 
Segundo pré-
molar superior
(2PMS) 
Incisivolateral
superior (ILS) 
Canino Superior
(CS) 
1 raiz Apresenta curvatura no
ápice para a distal (não é reto na
maioria dos casos) 
• Complicações anatômicas: 
Curvaturas apicais grandes;
Presença de dens in dente. 
• 
• 
• 
1 canal 
1 raiz 
O teto apresenta uma projeção 
à acentuada, correspondente 
cúspide desse dente 
• Complicações anatômicas: 
Presença do ombro palatino; 
Requer instrumentos + longos p/ o 
preparo. 
• Normalmente: 
2 raízes 
mas podem ter 1 ou até 3, 
• Quando possuem 1 raiz 
apresentam 2 canais (vestibular e 
palatino) 
Quando • possuem 3 raízes, 
apresentam 3 canais; 
A existência de assoalho está 
condicionada à presença de mais 
de um canal 
Complicações anatômicas: 
• 
• 
Sobreposição radiográfica das raízes 
• 
• 
Semelhante à do 1°PMS 
Apresentam 1 raiz (90% dos 
casos) e apresentam mais de 1 
canal na maioria das vezes 
Em alguns casos um septo de 
dentina divide esse canal em 
estar 
ou 
único 
• 
dois, 
completamente 
neste caso pode 
separado 
convergindo 
forame 
em um 
• Complicações anatômicas: 
Sobreposição radiográfica das raízes 
•
• 
pág. 7 
Primeiromolar
superior(1MS) 
CaninoInferior
(CI) 
Segundomolar
superior(2MS) 
 
Incisivolateral
inferior(ILI) 
IncisivoCentral
Inferior (ICI) 
• Complicações anatômicas: 
Sobreposição radiográfica das raízes 
Semelhante ao 1°MS 
As raízes podem aparecer
fusionadas (50% dos casos) ou
separadas (50% dos casos);
3 canais
- Mesiovestibular 
- Palatino 
- Distovestibular 
Apresenta raízes separadas em
100% dos casos:
-Canal mesiovestibular MV;
-Canal palatino (P);
-Canal distovestibular.
3canais, com a possibilidade alta 
deum 4° canal (Mesiopalatino) 
 
Complicações anatômicas: • 
Presença do ombro lingual que pode ocultar a
entrada do canal lingual 
Semelhante ao CS
Geralmente canal único
As vezes observa-se bifurcação
Direção da raiz reta em maioria dos casos 
•
• 
Podem apresentar 1 ou 2 canais
Semelhante ao ICS, mas com dimensões
bem menores Raiz única Direção da raiz:
reta (65%) 
Complicações anatômicas: 
•
• 
• 
- Presença do ombro lingual que pode ocultar a 
entrada do canal lingual 
Raiz única 
Raiz reta em 54% dos casos 
Semelhante ao ICI 
• 
• 
• 
•
•
•
• 
•
•
•
•
• 
( )
pág. 8 
 
Segundo pré-
molar inferior
(2°PMI) 
Primeiro pré-
molarinferior
(1°PMI) 
CaninoInferior
(CI) 
PrimeiroMolar
Inferior(1°MI) 
• Complicações anatômicas: 
Presença do ombro lingual
Canal radicular bastante amplo no nível da
parede vestibular e mais constrito no nível da
parede lingual 
• Complicações anatômicas: 
Sobreposição radiográfica das raízes 
• Semelhante ao 1° pré-molar inferior, mas 
maior e menos achatado no sentido M-D. 
A complexidade é semelhante ao 1PMI. 
Em alguns casos pode apresentar: 
bifurcações 
Raiz distal em 39% dos casos 
1 raiz em maioria dos casos 
• 
• 
• 
• 
Na maioria dos casos: 
• 
• 
1 raiz, 1 canal e 1 forame (87%) 
1 raiz, 2 canais e 2 forames ou 2 raízes, 2 
canais e 2 forames (11%) 
3 raízes, 3 canais e 3 forames (2%) • 
• Complicações anatômicas: 
Sobreposição radiográfica das raízes 
• Apresenta 2 raízes diferenciadas e 
separadas na maioria dos casos 
3° raiz suplementar em alguns casos • 
• Podem apresentar:
- 1 canal e um forame;
- 1 canal que se bifurca no terço médio da
forames raiz terminando em dois 
independentes; - 2 canais separados desde
o terço cervical da cavidade pulpar
terminando em dois forames
independentes ou em um único forame; - 2
canais que se bifurcam em quaisquer dos
terços e terminam em um único forame 
Na maioria dos casos: 
• 
• 
1 raiz, 1 canal e 1 forame 
Raiz reta na maioria dos casos 
pág. 9 
PrimeiroMolar
Inferior(1°MI) 
SegundoMolar
Inferior
(2°MI) 
• 3 canais (Mesiovestibular, Mesiolingual e
distal) pode apresentar um 4° canal (na
raiz distal)
Raiz mesial: Curvada para distal
Raiz distal: Reta
Maioria dos casos: 2 raízes e 3 canais, mas 
a raiz distal pode apresentar com 1 ou 2 
canais, similar aos 2°PMS 
Complicações anatômicas: 
•
•
• 
• 
Canal Cavo-inter-radicular;
Zona de perigo;
Presença de terceiro canal na raiz mesial 
• 
• 
• 
Semelhante ao 1°MI 
2 raízes 
Apresenta na maioria dos casos com 3 
canais radiculares 
Raiz Mesial pode apresentar com 2 canais devido 
ao achatamento proximal, podendo ser: 
- Começar com 2 canais e terminar com 2 canais 
independentes; 
- Começar com 2 canais e terminar com 1 canal; 
- Começar com 1 canal e terminar com 1 canal; 
- Começar com 1 canal e bifurcar no terço apical 
em 2 condutos. 
• 
• 
• 
Raiz mesial: Curvada para a distal 
Raiz distal: Reta 
Complicações anatômicas: 
Presença de 3 canais; 
Canais mesiais se unem com maior frequência; 
C-Shaped; 
Dificuldades técnicas semelhantes ao 1°MI. 
pág. 10 
ICS 
pág. 11 
ILS 
pág. 12 
CS 
pág. 13 
1°PMS 
pág. 14 
2°PMS 
pág. 15 
1°MS 
pág. 16 
2°MS 
pág. 17 
ICI 
pág. 18 
ILI 
pág. 19 
CI 
pág. 20 
1°PMI 
pág. 21 
2°PMI 
pág. 22 
1°MI 
pág. 23 
2°MI 
A presença de dentina secundária, dentina reacional,
calcificações na câmara e o número de canais, podem
influenciar na forma de contorno, exigindo modificações na
técnica de abertura alterando o contorno 
pág. 24 
Abertura coronária / Acesso endodôntico
→ 
Etapas da abertura coronária: 
Notar que, o PE 
localiza-se nas 
proximidades do 
cíngulo (em dentes 
anteriores) 
1. Abordagem: 
i. 
ii. 
Determinação do ponto de eleição (PE) 
Desgaste da superfície de esmalte 
Ponto de eleição → onde se inicia o acesso à câmara pulpar 
Ponto de eleição em dentes anteriores: face lingual ou palatina (porção central) 
Ponto de eleição em dentes posteriores: face oclusal (porção central) 
2. Direção de trepanação: 
A partir do PE, para alcançar a parte mais volumosa da polpa;
Objetivo: alcançar a câmara pulpar
Direção de trepanação em dentes anteriores: 45° ou 90° ao longo do eixo do dente
Direção de trapanação em dentes posteriores: paralelo ao longo eixo do dente 
3. Forma de contorno: 
Permite acesso ao interior dos canais 
Deve ser feita a remoção completa do teto 
Irá depender: 
•
•
•
• 
Tamanho do dente;
Forma da câmara pulpar;
Número de canais;
Curvaturas. 
4. Forma de conveniência: 
Objetivo: Remover projeções de dentina, oferecendo acesso direto ao canal radicular 
Forma de conveniência em dentes anteriores: Ombro lingual 
Forma de conveniência em dentes posteriores: Parede mesial 
Abertura coronária
- Permite acesso ao interior da cavidade, câmara pulpar e canal radicular
- Remoção do teto da câmara pulpar 
fase inicialdotratamento endodôntico
• Brocas diamantadas esféricas: 
1012 HL/ 1014 HL / 1016 HL 
• Brocas esféricas de aço (alta e baixa 
rotação) BROCAS 
02, 03, 04 
• 
4083 
Brocas tronco-cônicas: 
ISOLAMENTO • Apenas no dente a ser tratado 
• Grampos 207 / 209 / 00 
pág. 25 
PRÉ-
MOLAR 
 
INCISIVOS
E
CANINOS 
SUP e
INF 
SUPe
INF
ARCADA PE 
Face lingual /
Palatina (2mm do
cíngulo) 
• Broca
diamantada
esférica (Alta
rotação - AR)
(Brocas: 1012
HL, 1014 HL,
1016 HL) 
• 
Centro da face
oclusal,
quadrante central 
• (Brocas: 1012
HL, 1014 HL,
1016 HL) 
Importante: 
Não ampliar a 
abertura no 
sentido mesio-
distal 
DIREÇÃO DE
TREPANAÇÃO 
Paralelo ao longo
eixo do dente 
• (Brocas: 1012
HL, 1014 HL,
1016 HL) 
Importante: 
Observar a 
inclinação do dente 
Importante: 
Não toque com abroca no assoalho 
da câmara pulpar 
90° ou 45° com a
face palatina, quase
paralela ao longo
eixo do dente até
atingir a câmara 
• Broca esférica
AR (Brocas: 1012
HL, 1014 HL,
1016 HL) 
Importante: 
Observar a 
inclinação do dente 
FORMA DE
CONTORNO 
Oval com
maior
diâmetro no
sentido (V-L) 
Em incisivos:
Triangular
com a base
para incisal;
Em caninos:
Losangular 
FORMA DE CONVENIÊNCIA 
Expulsividade às paredes + 
desgaste compensatório 
(ombro palatino) 
• Movimentos de tração de 
dentro p/ fora, amplia a 
área; 
A parede vestibular da 
câmara pulpar não deve 
ser tocada com a broca 
• 
Analisar a presença de teto 
na câmara pulpar: com a 
sonda exploradora n°5 
A não remoção do teto pode 
provocar escurecimento da 
coroa dental. 
Remover o teto com uma 
broca esférica em alta ou 
baixa rotação, 1012HL, 
1014HL, 1016HL. 
Expulsividade das paredes
(M-V) + desgaste
compensatório 
Analisar a presença de teto 
na câmara pulpar: com a 
sonda exploradora n°5 
Remover o teto com uma 
broca esférica em alta ou 
baixa rotação, 1012HL, 
1014HL, 1016HL. 
Ponta diamantada 4083: 
Utilizar para dar divergências 
às paredes e remover 
irregularidades 
LOCALIZAÇÃO E ENTRADA 
DOS CANAIS: Utilizar o 
explorador endodontico reto, 
nunca ir com a broca. 
pág. 26 
 
• 
 
• 
MOLAR 
MOLAR SUP.
INF. 
Centro da face
oclusal (fossa
central) 
• (Brocas: 1012 
HL, 1014 HL, 
1016 HL) 
Centro da face
oclusal (fossa
central) 
• (Brocas: 1012 
HL, 1014 HL, 
1016 HL) 
Longo eixo do dente 
(Brocas: 1012 
HL, 1014 HL, 
1016 HL) 
Importante: 
Não toque com a 
broca no assoalho 
da câmara pulpar 
Longo eixo do dente 
(Brocas: 1012 
HL, 1014 HL, 
1016 HL) 
Importante: 
Não toque com a 
broca no assoalho 
da câmara pulpar 
Triangular
com a base
para
vestibular 
 
Expulsividade das paredes
(M-V) + desgaste
compensatório 
Analisar a presença de teto 
na câmara pulpar: com a 
sonda exploradora n°5 
Remover o teto com uma 
Triangular ou broca esférica em alta ou 
trapezoidal 
com a base 
maior 
voltada para 
mesial 
baixa rotação, 1012HL, 
1014HL, 1016HL. 
Ponta diamantada 4083: 
Utilizar para dar divergências 
às paredes e remover 
irregularidades 
LOCALIZAÇÃO E ENTRADA 
DOS CANAIS: Utilizar o 
explorador endodontico reto, 
nunca ir com a broca. 
Expulsividade das paredes
(M-V) + desgaste
compensatório 
Analisar a presença de teto 
na câmara pulpar: com a 
sonda exploradora n°5 
Remover o teto com uma 
broca esférica em alta ou 
baixa rotação, 1012HL, 
1014HL, 1016HL. 
Ponta diamantada 4083: 
Utilizar para dar divergências 
às paredes e remover 
irregularidades 
LOCALIZAÇÃO E ENTRADA 
DOS CANAIS: Utilizar o 
explorador endodontico reto, 
nunca ir com a broca. 
pág. 27 
Instrumental endodôntico 
Limas endodônticas manuais 
 
• Forma da haste intermediária:
- Triangular;
- Quadrangular;
- Circular; 
- Losangular. 
• Parte ativa / Lâmina de corte: 
- Sempre tem 16mm independente da lima, o que varia é o tamanho da haste intermediária 
- As lâminas devem ter conicidade, e a cada milímetro a conicidade aumenta 0,02mm, ou seja: 
Ex: 
D0 = 0,25mm 
D1 = 0,27mm 
D2 = 0,29mm 
D3 = 0,31mm 
• O número da lima corresponde ao D0. 
Classificação dos instrumentos: 
I. Quanto à série: 
• 
• 
• 
• 
Especial: 0,6/0,8/10 
1° série: 15, 20, 25, 30, 35, 40 
2° série: 45, 50, 55, 60, 70, 80 
3° série: 90, 100, 110, 120, 130, 140 
II. Quanto à cor: 
pág. 28 
III. Quantoao comprimento: 
• 
• 
• 
• 
21mm 
25mm 
28mm 
31mm 
Lima tipo K 
• 
• 
• 
• 
Hastes quadrangulares; 
Parte ativa: contém mais espirais por unidade de comprimento 
Eficientes para: alargamento, limagem, exploração 
São resistentes e flexiveis 
Alargamento: 
Introduz; 
Movimento de rotação de ¼ a ½ volta; 
Tração com pressão lateral de encontro às paredes do canal 
1. Avanço 
2. Rotação à direita (1/4 a 1/3 de volta) 
3. Tração com pressão lateral 
Limagem: 
Introduz; 
Traciona de encontro às paredes do canal 
1. Avanço 
2. Pressão lateral 
3. Tração 
Exploração: 
Introduz; 
Oscila ¼ no sentido horário e ¼ no sentido anti-horário 
 
Lima Tipo Hedströem 
pág. 29 
Movimento de rotação alternada 
1. Avanço
2. Rotação à direita
3. Rotação à esquerda 
4. Retrocesso de 1 a 1,5mm 
5. Avanço 
Instrumentos utilizados na odontometria 
Instrumentos utilizados na irrigação e aspiração 
LA Axxess 
• 
• 
• 
Feitas em aço inoxidável e revestidas com nitreto de titânio; 
Disponíveis: -20/.06 -35/.06, 45/.06 
Utilizada no preparo cervical 
Régua milimetrada 
Fabricadas por usinagem de hastes circulares;
Utilizada apenas com movimentos de limagem (nunca girar esse tipo de lima no canal)
Possuem excelente capacidade de corte, sendo util na regularização das paredes dos canais e
remoção de resíduos
Utilizadas nos canais sempre depois da abertura do espaço com as limas tipo K 
São as limas de 1°, 2° e 3° série 
Seringa luer autoclavável
Agulhas Luer Lockde diferentes diâmetros
(sem bizel)
Cânula p/ sucção
Seringas descartáveis
Agulhas 25x6 descartáveis 
•
•
• 
•
• 
•
•
• 
•
•
• 
pág. 30 
Instrumentos para obturação 
Instrumentos para medicação intracanal
Instrumentos utilizados na irrigação e aspiração 
Seringa ML parahidróxido de cálcio
Agulhas 27G (longa) p/ carpule
Seringas hipodérmicas descartáveis
Agulhas descartáveis 25x6 
Espaçadores hastelisa e cônicas de aço
(utilizados para condensação lateral)
Condensadores depaiva (utilizados para
condensação vertical) 
•
•
•
• 
•
•
pág. 31 
Odontometria 
Objetivo 
 
Objetivos: 
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Remover detritos do interior do canal radicular
Diminuir a microbiota existente no canal
Facilitar a instrumentação
Umidecer e lubrificar as paredes do canal 
Objetivos: 
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Limpeza
Modelagem
Desinfecção 
Meios: 
• Mecânicos → através da instrumentação 
• Meios Químicos → Substâncias químicas auxiliares 
• Meios físicos → Irrigação e Aspiração 
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Obtenção do comprimento real do dente (CRD);
Determinar, a partir do CRD, o comprimento de trabalho (CRT), até onde a instrumentação e a
obturação serão realizadas
Evitar injúrias de natureza física, química ou biológica no tecido periodontal apical e estruturas
ósseas adjacentes. 
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Método radiográfico – Técnica de Ingle 
1. Inicialmente: deve ser feita a radiografia inicial 
2. Medir o dente na radiografia do diagnóstico, desde a borda incisal (ou ponta da cúspide) até o 
ápice; 
3. Diminuir 3mm dessa medida 
4. Medir esse comprimento em uma lima ISSO (ex: #15) marcando com o stop. Após isso obteve o CTP 
(comprimento de trabalho provisório 
5. Colocar a lima no canal (não utilizar limas Hedstrom) 
6. Realizar rx com a lima no canal 
7. Na rx medir a diferença (x) entre a ponta do instrumento e o ápice radicular 
8. Somar: Diferença (X) + CRI = CRD 
9. Diminuir 1mm do CRD e passar a medida para o instrumento 
10. CRT = CRD – 1mm. 
Para biopulpectomias → CRT = CRD – 1mm 
Para necro I → CRT = CRD - 1mm 
Para necro II → CRT = CRD - 1mm 
Preparo biomecânico
pág. 32 
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Melhorar a medicação intra-canal
Permitir o contato total do material obturador com as paredes do canal 
Irrigação e Aspiração 
• Lavar a cavidade pulpar e canal radicular e aspirar simultâneamente 
Normas para irrigação 
1. Deve-se realizar movimentos de vai e vem o tempo todo durante a irrigação 
2. A cânula deve ser posicionada na entrada do canal 
3. Deve ter cuidado para a cânula não obstruir o canal 
4. Renovar a solução irrigadora quando ela estiver turva 
5. Irrigar até o líquido sair limpo do canal 
6. Nunca deixar a cânula travar nas paredes do canal 
7. Deve deixar a câmara pulpar e canais radiculares inundados com a solução durante toda a fase 
do preparo biomecânico 
8. Propriedades desejáveis das soluções irrigadoras: 
- Boa viscosidade 
- Biocompatibilidade 
- Ação antimicrobiana 
- Solvente de tecido 
9. Substâncias químicas auxiliares 
- Soro fisiológico 
- Água de Cal 
- Água oxigenada 
- Detergentes 
- Compostos Halogenados (Hipoclorito de sódio) 
- Quelantes (EDTA) 
- Associações 
10. Hipoclorito de sódio 
Concentrações:• Solução de milton – 1% 
Propriedades: 
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Dissolve a matéria orgânica 
Ação rápida 
Dupla ação detergente 
Bactericida 
pH alcalino 
Neutraliza produtos tóxicos 
Cuidados: 
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Irritante aos tecidos periapicais e a pele e mucosa 
Gosto desagradável 
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Limas NiTi M (easy equipamentos) 
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Fabricadas em NiTi (Níquel-titânio) 
Alta flexibilidade 
Resistente à fratura cíclica e/ou torcional 
ETAPAS: 
1. Exploração incial do canal com as limas tipo K 
2. Preparo da entrada do canal com limas NiTi 
3. Preparo coroa-ápice (técnica crown down) com limas NiTi 
4. Preparo apical com limas NiTi 
Exploração inicial do canal 
- Usada em dentes posteriores (molares) 
- Irriga-se com NaOCL 1% 
- Utilizar a lima M NiTi 15/.10 
- Introduzir até sentir uma certa resistência 
- Fazer movimentos de rotação (5 voltas) 
Preparo coroa-ápice 
- Utilizar limas M NiTi taper/conicidade .05 
Técnica: 
1. Irrigação com NaOCL 1% 
2. Seleção da lima inicial (40/.05) 
3. Introduzir até sentir resistência 
4. Rotação 
5. Irrigação com NaOCL 1% 
6. Utilizar lima de menor diâmetro (ex: 35/.05, depois a 30/.05, depois a 25/.05) 
7. Irrigar toda vez que trocar de instrumento 
8. Continuar até atingir o CRT 
Preparo apical 
Definir o batente apical, que é o ponto de travamento do cone de guta percha no momento da obturação. 
É uma barreira para limitar a obturação dentro do canal dentinário 
Técnica: 
1. Deve-se trabalhar no CRT com 2 ou 3 limas NiTi M de taper .03, de maiores diâmetros que a lima 
que chegou no CRT, exemplo: 
25/.05 (CRT – lima que chegou no CRT) → 30/.03 → 35/.03 → 40/.03 
pág. 34 
Obturação
 
• Fase final do tratamento endodôntico 
Condições necessárias: 
a. O dente não deve apresentar dor após percussão ou palpação
b. Canal deve estar limpo e modelado
c. Canal deve estar seco, sem inflamação ou infecção
d. Ausência de odor desagradável 
Limite apical da obturação: 
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• 
• 
Relacionado com o limite apical da modelagem (CRT) 
Todo o espaço modelado deve ser preenchido corretamente 
O correto é a obturação ficar a +/- 1mm do forame apical 
Cones de guta percha 
 
• Principais: (calibrados)
Seguem a norma ISO (15-40 / 45-80) 
Secundários: 
R7 / R8 
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Vantagens: 
a. Eles se adaptam facilmente às irregularidades do canal 
b. São radiopacos 
c. Possuem estabilidade 
d. Não alteram a cor da coroa dental 
e. Podem ser facilmente removidos 
Desvantagens: 
a. Possuem pouca rigidez (isso dificulta o uso em canais atrésicos e curvos)
b. Nãopossuem adesividade (por isso se usa o cimento endodôntico) 
Cimentos endodônticos 
• Feitos a base de óxido de zinco e eugenol 
Propriedades (devem ter): 
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Boa biocompatibilidade 
Permitir o selamento biológico 
Ter boa ação antimicrobiana 
Ser de fácil inserção 
Possuir bom tempo de trabalho 
Propiciar bom selamento 
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Não deve sofrer contrações
Não pode ser permeável
Deve apresentar adesividade às paredes do canal
Ser radiopaco 
Não manchar as estruturas dentais 
Ser de fácil remoção (caso seja necessário um retratamento) 
1. Seleção do cone principal 
Critérios de escolha:
- Deve ser baseado no calibre do último instrumento utilizado durante o preparo biomecânico
- Basear no CRT 
2. Realizar a Rx de confirmação do cone (o canal deve estar com hipoclorito de sódio a 1%) 
3. Realiza a aspiração do hipoclorito 
4. Seca o canal com cones de papel com o mesmo calibre do cone principal 
5. Passa cimento obturador no cone principal e leva ao canal (até o CRT)
6. Com o espaçador B ou C, realiza a condensação lateral → introduzir até 1mm aquém do CRT
7. Remove o espaçador com movimentos de rotação no sentido anti-horário e imediatamente 
introduza um cone secundário/acessório no canal 
8. É recomendado que use inicialmente cones R7 e depois R8
9. Deve repetir até o total preenchimento do canal 
Como saber?
A medida que o canal vai sendo preenchido, o espaçador vai entrar cada vez menos, quando o
espaçador não entrar mais indica que o canal já está totalmente preenchido 
10. Realiza-se uma nova tomada radiográfica
11. O excesso coronário deve ser cortado no nível cervical com o condensador de paiva aquecido
12. Com o condensador frio realiza-se a condensação do material obturador
13. Realiza-se a limpeza da cavidade pulpar com uma bolinha de algodão e álcool
14. Realiza a restauração provisória
15. Após remover o isolamento, realizar a radiografia final para documentação do caso