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RITOS, MITOS E SÍMBOLOS 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Rodrigo Rangel 
 
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CONVERSA INICIAL 
Pode parecer estranho iniciarmos os estudos sobre mitos, ritos e símbolos 
falando primeiramente sobre ciências da religião. O objetivo aqui não é outro 
senão conduzir você, aluno, em uma construção do macro para o micro, ou seja, 
de conceitos mais amplos da ciência da religião para conceitos mais específicos. 
Por isso é necessário lançar mão de todas as ferramentas disponíveis, fazendo 
análises e distinguindo os limites de atuação de cada ciência. 
Ries explica como a fenomenologia pode contribuir para essa 
especificidade. 
A ciência das religiões, que é uma ciência e não um credo, só pode 
apreender o fenômeno religioso no homem que vive fenômenos ou 
ações religiosas. A ciência das religiões pode decifrar o que o homem 
diz ser o objeto da sua fé. Consequentemente, para a ciência das 
religiões, é o comportamento do homem religioso que é importante. Um 
fenômeno é uma experiência vivida. O historiador das religiões deve 
compreender essa experiência vivida pelo homem. (2019, p. 353) 
Nesta aula, além de definições importantes, serão analisadas algumas 
diferenças entre ciências da religião e teologia. Logo você perceberá que o 
objetivo não é exaltar uma ciência e menosprezar a outra, mas apenas 
evidenciar a importância de cada uma no seu papel científico específico. 
Aqui a ênfase recairá especificamente sobre a ciência da religião e sua 
abordagem do objeto de estudo. Futuramente veremos o conceito de ritos, mitos 
e símbolos, além dos pormenores que nos auxiliam a entendê-los. 
TEMA 1 – CIÊNCIA DA RELIGIÃO 
1.1 Definições 
Para entendermos melhor a definição de mitos, ritos e símbolos – 
assuntos que serão amplamente abordados –, é necessário voltar um pouco e 
relembrar o que é e como a ciência da religião nos ajuda nessa construção do 
saber. Essa ajuda revela, segundo Alves, a importância das tradições religiosas 
para a humanidade e de todo o processo de racionalização e institucionalização 
que elas sofrem ao longo do tempo (2012, p. 17). 
Alves acrescenta ainda que, “com ela, a religião deixou de ser analisada 
de forma amadorística, a partir do momento em que intelectuais começaram a 
estudá-la de maneira acadêmica, tentando, aos poucos, afastar-se das amarras 
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da fé” (p. 17). Essa prática de desassociar a fé do objeto de estudo pode parecer 
estranha para quem está envolvido em um sistema religioso, mas é de 
fundamental importância para o estudante da fenomenologia da religião. 
Entretanto, Oliveira (2012, p. 17) nos lembra que a religião deve ser 
descrita de maneira respeitosa, com base nela mesma, sem transformá-la em 
um conjunto de teses e experimentações científicas. Segundo ele, a religião é, 
pois, um conhecimento especial que está além do conhecimento empírico. 
Esse trabalho inicial originou a ciência da religião que, como bem salienta 
Alves (2012, p. 17), tem seus limites, principalmente porque o saber humano não 
está pronto e acabado, mas em permanente construção. 
A ciência da religião realiza um trabalho importante e complexo. 
Importante no sentido de analisar e compreender as mais diversas religiões, 
observando suas práticas e estudando suas manifestações (mitos, ritos e 
símbolos), a fim de sistematizar cada uma, para que seja possível entendê-las e 
compará-las. Segundo Alves: “a ciência da religião é uma disciplina que analisa 
sistematicamente as religiões em todas as suas manifestações” (2012, p. 18). E 
complexo pois começa com a dificuldade de conceituar o próprio termo “religião”, 
já que todo conceito é reducionista e nunca contempla na totalidade o objeto 
conceituado (Alves, 2012, p. 19). 
TEMA 2 – CIÊNCIA DA RELIGIÃO VERSUS TEOLOGIA 
Assim sendo, o especialista em ciências da religião precisa diferenciar seu 
trabalho, por exemplo, do fazer teológico. Conforme Alves: “ele não reduz a 
religião à teologia, evitando, assim, emitir juízos de valor sobre a veracidade e a 
qualidade das religiões (2012, p. 18). Por assim dizer, de nenhuma maneira a 
teologia está sendo menosprezada. A ideia aqui é apenas estabelecer uma 
tentativa de limites e didaticamente traçar diferenças pontuais. 
Alves acrescenta ainda sobre o papel do cientista da religião: 
o objetivo deste cientista é fazer a descrição mais detalhada e ampla 
possível de fatos concretos presentes no universo religioso, ensejando 
possibilitar um entendimento histórico da gênesis e do 
desenvolvimento das religiões, escapando das armadilhas do 
reducionismo histórico, que podem aprisioná-lo a fatos e 
acontecimentos, tirando-lhe a percepção das inter-relações com as 
diversas áreas da vida. (2012, p. 18) 
O cientista da religião Hans-Jürgen Greschat oferece uma sugestão para 
distinguir ciências da religião de teologia: “os teólogos são especialistas 
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religiosos, enquanto os cientistas da religião são especialistas em religião” 
(citado por Usarski, 2017, p. 285). 
Com isso em mente, Greschat desenvolve de forma didática um sistema 
de distinção que facilita o entendimento dessas diferenças conceituais entre a 
ciência da religião e a teologia: 
Os teólogos investigam a religião à qual pertencem, os cientistas da 
religião normalmente se ocupam de outra que não a própria. O teólogo 
visa “proteger e enriquecer sua tradição religiosa”; os cientistas da 
religião “não prestam um serviço institucional, como os teólogos”, “não 
são comandados por nenhum bispo, nem obrigados a dar satisfação a 
nenhuma instância superior”. Na prática, porém, pode-se dizer que o 
ponto de partida do fazer teológico é geralmente uma pergunta crítica 
à sua tradição de origem, que nem sempre se resolve em sua mera 
“proteção”. Por outro lado, se ao menos pudermos aludir ao Thomas 
Kuhn neste ponto, seria preciso reconhecer que a “ciência normal”1 
também presta serviço a certas causas, submete-se a certas 
agremiações e depende de certos financiamentos, não raro perturbam 
o avanço do conhecimento em medida muitas vezes similar às 
perturbações religiosas propriamente ditas. (citado por Usarski, 2017, 
p. 285) 
Greschat continua diferenciando ciência da religião e teologia ao concluir 
que: 
os cientistas da religião gozam de um arco potencialmente ilimitado na 
hora de escolher a religião à qual se dedicarão, só podendo ser 
constrangidos pela própria incompetência. Os teólogos, por sua vez, 
estão “condenados” (termo nosso) a conhecer em profundidade 
apenas sua religião, somente se abrindo a outras em caso de 
necessidade. (citado por Usarski, 2017, p. 285) 
Em contrapartida, Greschat assevera que essa diminuição de “liberdade” 
do teólogo também ocorre com o cientista da religião após este escolher seu 
objeto de estudo. O nível da precisão e a seriedade da pesquisa podem se 
prejudicar caso mude de objetivos com frequência. Concluímos, assim, que o 
cientista da religião e o teólogo são igualmente cientes das suas limitações 
(Usarski, 2017, p. 285). 
Greschat afirma também que o teólogo, ao estudar uma religião distinta 
da sua, acaba por fazê-lo com “pré-conceito”, ou seja, usa parâmetros próprios 
da sua religião para fazer comparações e muitas vezes expressar juízo de valor, 
resultando numa compreensão limitada. Segundo ele: 
 
1 A ciência normal é o período durante o qual se desenvolve uma atividade científica baseada 
num paradigma. Essa fase ocupa a maior parte da comunidade científica, consistindo em 
trabalhar para mostrar ou pôr à prova a solidez do paradigma no qual se baseia. Thomas Kuhn 
estabelece três classificações possíveis para a constituição daciência normal: determinação do 
fato significativo (constructos teóricos e práticos a respeito de leis da natureza), harmonização 
dos fatos com a teoria e articulação da teoria (resolução de ambiguidades e problemas). 
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os teólogos estudam uma religião alheia a partir da sua própria fé, 
tomando a própria religião como referência. com seus critérios 
avaliarão se os demais sistemas são “mais próximos” ou “mais 
distantes” de sua própria tradição. no limite, diz Greschat, tais 
procedimentos impedem um verdadeiro conhecimento da fé alheia. 
(Usarski, 2017, p. 286) 
Usarski concorda com Greschat quando diz: 
embora seja possível notar aqui alguns níveis de aproximação, não é 
tão raro que, a partir de um interesse inicialmente preconceituoso (ou 
simplesmente moldado pelo paradigma cristão), a própria ênfase da 
teologia cristã no primado da experiência (práxis) ocasione uma virada 
no jogo. Por outro lado, ainda que, teoricamente, os cientistas da 
religião devam pesquisar uma crença alheia sem preconceitos, a 
questão que levanto é a mesma que o próprio Greschat já antecipa: o 
quanto dessa liberdade eles suportam? Como ir ao encontro do outro 
a partir de um ponto zero de expectativas e critérios de discernimento 
(por exemplo, sem sofrer nenhuma influência da denkform2 ocidental)? 
É o próprio autor que admite que “não apenas preconceitos religiosos, 
mas também atitudes intelectuais podem distorcer a compreensão de 
fenômenos pesquisados no âmbito da ciência da religião. Resumindo: 
talvez fosse mais justo para ambas as partes admitirmos que nós, 
teólogos e cientistas da religião, contamos com diferentes formas de, 
eventualmente, distorcer nosso objeto de estudo. (citado por Usarski, 
2017, p. 286) 
Certamente essas distinções nos ajudam a perceber melhor as 
complexidades entre ciências da religião e teologia, ainda que, por outro lado, “a 
identificação de traços comuns possibilita perceber as tradições religiosas como 
um fenômeno antropológico universal” (Alves, 2012, p. 18). 
Observe a Tabela 1: 
Tabela 1 – Diferenças entre cientista da religião e teólogo 
Cientista da religião Teólogo 
Especialista em religião Especialista religioso 
Investiga a religião que escolhe Investiga a religião a que 
pertence 
Não tem compromisso com 
tradição religiosa 
Protege sua tradição religiosa 
Não se reporta a instâncias 
superiores 
Se reporta a instâncias 
superiores 
Pesquisa a fé alheia sem “pré-
conceitos” 
Pesquisa a fé alheia com “pré-
conceitos” 
 
2 Termo traduzido do alemão para o português como “forma de pensar”. 
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Observa de fora para dentro Observa de dentro para fora 
 
TEMA 3 – CARÁTER INTERDISCIPLINAR 
3.1 Diálogo interdisciplinar 
Para cumprir sua tarefa, a ciência da religião assume seu caráter 
multidisciplinar, ou seja, lança mão de outras ciências para construir um 
entendimento mais amplo e completo acerca do objeto de estudo. Disciplinas 
como teologia, filosofia, antropologia, psicologia, sociologia, entre outras, são 
evocadas e dialogam entre si. Nesse sentido, Alves afirma: “a estrutura da 
ciência da religião é multidisciplinar, o que lhe obriga a ter um diálogo constante 
com outros saberes (uma exigência atual comum a todas as ciências), para que 
se possa compreender melhor o seu objetivo de estudo” (2012, p. 18). 
Ainda sobre esse forte caráter interdisciplinar, Frank Usarski acrescenta: 
A ciência da religião mostra sua competência em liderar com tal riqueza 
fenomenológica na medida em que atua como uma “ciência integral 
das religiões” que se constitui mediante um intercâmbio permanente 
com outras disciplinas cujo saber específico contribui direta ou 
indiretamente para um saber mais profundo e completo sobre a religião 
e suas manifestações múltiplas. (2017, p. 10) 
Nesse sentido, a ciência da religião nos traz luz sobre as práticas 
religiosas observadas de fora, identificando elementos comuns nas mais 
diversas formas religiosas, comparando-as e possibilitando uma compreensão 
maior das semelhanças e diferenças presentes nos ritos, doutrinas e estruturas 
dessas tradições (Alves, 2012, p. 18). 
Sendo assim, o discernimento do sentido básico desses elementos, por 
exemplo, de ritos, mitos e símbolos – nosso objeto de estudo –, nos fará perceber 
que esses conceitos são comuns a todas as religiões. Isso facilita nossas 
análises e nos ajuda a perceber o que é semelhante e o que é totalmente 
discrepante nas religiões. 
TEMA 4 – HOMO RELIGIOSUS 
Homo religiosus é uma expressão usada por alguns estudiosos para 
demonstrar uma característica estrutural básica do ser humano, que, além de 
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ser sapiens3 e faber4, também é religioso, desde os tempos mais remotos. Bento 
XVI corrobora isso ao afirmar que “não houve qualquer grande civilização, desde 
os tempos mais longínquos até aos nossos dias, que não tenha sido religiosa” 
(2011, p. 1). 
Croatto ressalta que: 
O estudo do fenômeno religioso é uma tarefa fascinante. A infinita 
variedade de símbolos, mitos e ritos e doutrinas que o homo religiosus 
tem criado desce a épocas remotas até o presente. O descobrimento 
de uma “comunidade” religiosa universal no plano da experiência mais 
profunda do sagrado, a apelação ao absoluto, ao Mysterium totalizador 
que se evidencia em todas as religiões, alimentam o espírito, e não 
somente a inteligência do estudioso. (2010, p. 7) 
Segundo Bento XVI em discurso na praça de São Pedro: 
O homem é “homo religiosus” da mesma forma que é “homo sapiens” 
e “homo faber”. Analisando a história da humanidade, se vê que “não 
existiu nenhuma grande civilização, desde os tempos mais remotos até 
os nossos dias, que não tenha sido religiosa. O “homo religiosus” não 
emerge somente nos séculos antigos das cavernas, mas atravessa 
toda a história da humanidade. Por isso, tanto o “homem digital” quanto 
aquele das cavernas busca, na experiência religiosa, os caminhos para 
superar a sua limitação e para assegurar a sua precária aventura 
terrena. (2011, p. 1) 
Nesse sentido, a religiosidade é inerente ao homem desde sua formação, 
e o desejo pelo infinito, pelo amor, pela verdade e pela eternidade leva o homem 
a buscar a Deus como que em uma “atração automática”. 
TEMA 5 – IMAGO DEI 
Na esteira do conceito do homo religiosus surge um questionamento: de 
onde vem a busca pelo divino? Uma explicação para essa necessidade humana 
é o entendimento da imago Dei. 
Baraúna Júnior nos ajuda a conceituar esse assunto quando diz: “é a 
doutrina de que o homem foi criado à imagem divina. É a resposta bíblica a como 
surgiu o homem, criatura singular entre as existentes” (1998, p. 1). Sendo assim, 
o homem carrega a imagem de Deus. 
O mesmo autor conclui: 
 
3 Homo sapiens (h. Sapiens) deriva do latim “homem sábio” ou “homem que sabe” e é utilizado 
para designar cientificamente o homem moderno. Ele difere das demais espécies do Reino 
Animal pela presença de autoconsciência, racionalidade e sapiência (Designação…, 2019). 
4 Homo faber é um conceito filosófico proposto por Hannah Arendt e Max Scheler, que 
descreveram a capacidade do homem para controlar o ambiente por meio de ferramentas 
(Etimologia…, 2018). 
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É expressamente afirmado que o homem foi criado à imagem de Deus, 
e Deus, sendo um ser triúno em sua natureza constitutiva, o homem 
possui uma natureza triúna constitutiva: corpo, alma e espírito, que 
administram a matéria física do homem, a mente do homem e a 
comunhão do homem com Deus. Isto é estranho à teologia hebraica, 
que apenasvê o homem de uma forma única, mas é verdade que o 
homem só pode ser apresentado unitariamente, independente de sua 
natureza constitucional. Da mesma forma que há um só Deus, ele é 
triúno, e ninguém possui apenas o Espírito Santo, por exemplo. Por 
isso, não estamos muito longe da concepção hebraica. (1998, p. 1) 
Portanto, ao entender a imago Dei, podemos perceber essa atração do 
homem pelas “coisas de Deus”, tendo nos mitos os relatos basilares de sua fé, 
nos ritos as práticas relacionais, e nos símbolos as formas de comunicar. 
Trataremos desses assuntos mais adiante. 
NA PRÁTICA 
Para ilustrar o que já estudamos no Tema 2: imagine dois profissionais, 
um cientista da religião e um teólogo. O objeto de estudo, por exemplo, será o 
cristianismo. 
Para o cientista da religião, o cristianismo é um fenômeno religioso cuja 
estrutura varia conforme a linha cristã que se estuda. Tem seu mito, seus 
diferentes ritos e todo um simbolismo peculiar. O cientista faz suas análises e 
observa esse fenômeno religioso sem participar diretamente, sem expressar fé 
e, principalmente, sem estabelecer juízo de valor. Seu objetivo é verificar quais 
elementos são comuns a outras religiões e quais contribuições o cristianismo dá 
à sociedade em que se insere. 
Por outro lado, o teólogo, que também vai estudar o cristianismo, o faz 
porque está necessariamente e diretamente envolvido com ele. Suas análises e 
estudos são feitos de dentro. Expressa, embasa e acrescenta à sua fé, além de 
estabelecer juízo de valor sobre outras religiões com base em sua religião 
pessoal. Ele não está interessado em perceber os elementos comuns da sua 
religião em comparação com as demais (embora em algumas situações até o 
faça). Simplesmente quer conhecer mais profundamente esses elementos, para 
ver como isso pode de alguma maneira contribuir com a sociedade. 
Não estamos aqui para dizer quem está mais “correto” e quem não está. 
Tampouco para demonizar essa ou aquela ciência. Nosso objetivo é pura e 
simplesmente fazer um corte didático, a fim de mostrar diferentes abordagens 
do mesmo objeto de estudo por profissionais de disciplinas diferentes e, assim, 
construir um entendimento maior sobre o cristianismo. 
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FINALIZANDO 
Esta aula procurou relembrar, ainda que de forma breve, as 
peculiaridades da ciência da religião, o surgimento, seus conceitos básicos, a 
forma de abordagem do seu objeto de estudo e a importância de sistematizar os 
resultados, além de uma comparação didática com a teologia. Ao assim fazer, a 
ciência da religião estabelece de forma científica uma compreensão melhor das 
diferentes religiões, bem como das contribuições que cada uma pode dar à 
sociedade de forma geral. 
Verificamos também as diferenças em termos as ciências da religião e a 
teologia, o que nos dá um entendimento de como as ciências podem funcionar 
de forma diferente, ainda que tenham o mesmo objeto de estudo. Isso mostra 
como uma ciência pode contribuir com a outra, no sentido de trazer um 
entendimento mais completo e ampliado. Essa contribuição pode e deve vir da 
conexão com outras ciências, trazendo seu caráter multidisciplinar – uma das 
marcas da ciência da religião. 
Também vimos rapidamente os conceitos de homo religiosus e imago Dei, 
que nos ajudam a perceber a necessidade do homem, em diferentes épocas e 
locais, de se relacionar com o divino. 
 
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REFERÊNCIAS 
ALVES, L. A. S. Cultura religiosa: caminho para a construção do conhecimento. 
Curitiba: InterSaberes, 2012. 
BARAÚNA JÚNIOR, J. M. Imago Dei – pesquisa de teologia bíblica do Antigo 
Testamento. 1998. Disponível em: . Acesso em: 
31 dez. 2019. 
BENTO XVI. Audiência geral. 2011. Disponível em: 
. Acesso em: 
4 dez. 2019. 
CROATTO, J. S. As linguagens da experiência religiosa: uma introdução à 
fenomenologia da religião. São Paulo: Paulinas, 2010. 
DESIGNAÇÃO científica do homem moderno. Educa mais Brasil, [S.l.], 2019. 
Disponível em: . Acesso em: 31 dez. 2019. 
ETIMOLOGIA da palavra “homem faber”. Educalingo, [S.l.], 2018. Disponível 
em: . Acesso em: 31 dez. 2019. 
OLIVEIRA, E. T. Ensino religioso: fundamentos epistemológicos. Curitiba: 
InterSaberes, 2012. 
RIES, J. A ciência das religiões: história, historiografia, problemas e método. 
Petrópolis: Vozes, 2019. 
USARSKI, F. (Org.). O espectro disciplinar da ciência da religião. São Paulo: 
Paulinas, 2007. 
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