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DIREITO 
ADMINISTRATIVO
Lei n. 14.133/2021 – Contratos – 
Comentada, Comparada e Esquematizada
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240221374391
GUSTAVO SCATOLINO
Atualmente é procurador da Fazenda Nacional. Bacharel em Direito e pós-graduado 
em Direito Administrativo e Processo Administrativo. Ex-assessor de ministro do 
STJ. Aprovado em vários concursos públicos, dentre eles, analista judiciário do STJ, 
exercendo essa função durante cinco anos, e procurador do Estado do Espírito Santo.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
Gustavo Scatolino
SUMÁRIO
Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada . . . . . . . . . . . 5
Dos Contratos Administrativos (Art. 89) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Convocação para Assinatura do Contrato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Classificação do Contrato Administrativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Reajuste, Revisão e Repactuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Equilíbrio Econômico-Financeiro do Contrato – Causas Justificadoras da 
Inexecução e Fatos Posteriores à Celebração do Contrato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Eficácia do Contrato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Substituição do Instrumento de Contrato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Garantia nos Contratos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Alocação de Riscos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Das Prerrogativas da Administração – Art. 104 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Alteração Unilateral (Art. 124) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Extinção Unilateral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Fiscalização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Ocupação Provisória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Serviços Contínuos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Contratos Decorrentes de Contratação Direta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Administração Usuária de Serviço Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Contratos que Geram Receita para a Administração Pública . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Da Execução dos Contratos – Art. 115 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Prorrogação do Prazo de Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Prorrogação Automática da Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Extinção dos Contratos – Art. 137 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
Do Recebimento do Objeto do Contrato – Art. 140 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
Remuneração Variável – Art. 144 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Aplicação de Penalidades – Art. 155 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
 
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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Reabilitação (Voltar a Licitar e Contratar) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
Rito para Aplicação das Sanções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
Desconsideração da Personalidade Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Sistemática Recursal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
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LEI N. 14.133/2021 – CONTRATOS – COMENTADA, LEI N. 14.133/2021 – CONTRATOS – COMENTADA, 
COMPARADA E ESQUEMATIZADACOMPARADA E ESQUEMATIZADA
Lei n. 14.133/2021
TÍTULO III
DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
CAPÍTULO I
DA FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS
Art. 89. Os contratos de que trata esta Lei regular-se-ão pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito 
público, e a eles serão aplicados, supletivamente, os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições 
de direito privado.
§ 1º Todo contrato deverá mencionar os nomes das partes e os de seus representantes, a finalidade, o ato 
que autorizou sua lavratura, o número do processo da licitação ou da contratação direta e a sujeição dos 
contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais.
§ 2º Os contratos deverão estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução, expressas 
em cláusulas que definam os direitos, as obrigações e as responsabilidades das partes, em conformidade 
com os termos do edital de licitação e os da proposta vencedora ou com os termos do ato que autorizou a 
contratação direta e os da respectiva proposta.
Art. 90. A Administração convocará regularmente o licitante vencedor para assinar o termo de contrato 
ou para aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo e nas condições estabelecidas no 
edital de licitação, sob pena de decair o direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei.
§ 1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado 1 (uma) vez, por igual período, mediante solicitação da 
parte durante seu transcurso, devidamente justificada, e desde que o motivo apresentado seja aceito pela 
Administração.
§ 2º Será facultadoda infraestrutura, da logística do 
evento e das demais despesas específicas. Com a Lei n. 14.133/2021, ficará mais clara a 
discriminação do que é gasto com serviços artísticos. O povo agradece!!!
No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 25 dias 
úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os preços unitários e totais que 
contratar e, em até 45 dias úteis após a conclusão do contrato, os quantitativos executados 
e os preços praticados.
Lei n. 14.133/2021
Art. 95. O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em que a Administração 
poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta-contrato, nota de empenho de despesa, 
autorização de compra ou ordem de execução de serviço:
I – dispensa de licitação em razão de valor;
II – compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não resultem obrigações 
futuras, inclusive quanto a assistência técnica, independentemente de seu valor.
§ 1º Às hipóteses de substituição do instrumento de contrato, aplica-se, no que couber, o disposto no art. 
92 desta Lei.
§ 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas compras ou 
o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim entendidos aqueles de valor não superior a R$ 
10.000,00 (dez mil reais).
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SUBSTITUIÇSUBSTITUIÇÃO DO INSTRUMENTO DE CONTRATOÃO DO INSTRUMENTO DE CONTRATO
Veja que a lei determinou que o instrumento do contrato é obrigatório, podendo ser 
substituído nos casos do art. 95.
O instrumento de contrato ou termo de contrato é o documento contratual com todas 
as cláusulas exigidas do art. 92. Portanto, é um documento extenso e complexo. Mas a lei 
admite em alguns casos sua substituição, por outros documentos menos complexos.
As situações que a lei admite a substituição do instrumento contratual são nos casos 
de dispensa de licitação em razão de valor e compras com entrega imediata e integral dos 
bens adquiridos e dos quais não resultem obrigações futuras, inclusive quanto a assistência 
técnica, independentemente de seu valor.
Uma nota de empenho é um documento que decorre do processo de pagamento 
pela Administração Pública. É um documento de uma folha apenas, no qual terá o nome 
do beneficiário do valor, o órgão que irá pagar, o objeto a que se refere o pagamento. 
Basicamente isso.
Assim, nas situações que a lei permitir, pode, por exemplo, substituir o termo de contrato 
pela nota de empenho.
Esta hipótese prevista em lei não se refere ao contrato verbal, trata-se de substituição de 
documento escrito de maior complexidade (instrumento contratual), por outro documento 
escrito de menor complexidade em razão do valor a ser contratado (carta-contrato, nota 
de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço).
Lei n. 14.133/2021
CAPÍTULO II
DAS GARANTIAS
Art. 96. A critério da autoridade competente, em cada caso, poderá ser exigida, mediante 
previsão no edital, prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e fornecimentos.
§ 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia:
I – caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, mediante 
registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do 
Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Economia;
II – seguro-garantia;
III – fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente autorizada a 
operar no País pelo Banco Central do Brasil.
§ 2º Na hipótese de suspensão do contrato por ordem ou inadimplemento da Administração, 
o contratado ficará desobrigado de renovar a garantia ou de endossar a apólice de seguro até 
a ordem de reinício da execução ou o adimplemento pela Administração.
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§ 3º O edital fixará prazo mínimo de 1 (um) mês, contado da data de homologação da licitação 
e anterior à assinatura do contrato, para a prestação da garantia pelo contratado quando optar 
pela modalidade prevista no inciso II do § 1º deste artigo.
Art. 97. O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das obrigações 
assumidas pelo contratado perante a Administração, inclusive as multas, os prejuízos e as 
indenizações decorrentes de inadimplemento, observadas as seguintes regras nas contratações 
regidas por esta Lei:
I – o prazo de vigência da apólice será igual ou superior ao prazo estabelecido no contrato 
principal e deverá acompanhar as modificações referentes à vigência deste mediante a emissão 
do respectivo endosso pela seguradora;
II – o seguro-garantia continuará em vigor mesmo se o contratado não tiver pago o prêmio nas 
datas convencionadas.
Parágrafo único. Nos contratos de execução continuada ou de fornecimento contínuo de bens 
e serviços, será permitida a substituição da apólice de seguro-garantia na data de renovação 
ou de aniversário, desde que mantidas as mesmas condições e coberturas da apólice vigente e 
desde que nenhum período fique descoberto, ressalvado o disposto no § 2º do art. 96 desta Lei.
Art. 98. Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 
5% (cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual 
para até 10% (dez por cento), desde que justificada mediante análise da complexidade técnica 
e dos riscos envolvidos.
Parágrafo único. Nas contratações de serviços e fornecimentos contínuos com vigência 
superior a 1 (um) ano, assim como nas subsequentes prorrogações, será utilizado o valor 
anual do contrato para definição e aplicação dos percentuais previstos no caput deste artigo.
Art. 99. Nas contratações de obras e serviços de engenharia de GRANDE VULTO, poderá ser 
exigida a prestação de garantia, na modalidade seguro-garantia, com cláusula de retomada 
prevista no art. 102 desta Lei, em percentual equivalente a até 30% (trinta por cento) do valor 
inicial do contrato.
Art. 100. A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel execução 
do contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração e, quando em dinheiro, 
atualizada monetariamente.
Art. 101. Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela Administração, 
dos quais o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser acrescido ao valor 
da garantia.
Art. 102. Na contratação de obras e serviços de engenharia, o edital poderá exigir a prestação 
da garantia na modalidade seguro-garantia e prever a obrigação de a seguradora, em caso 
de inadimplemento pelo contratado, assumir a execução e concluir o objeto do contrato, 
hipótese em que:
I – a seguradora deverá firmar o contrato, inclusive os aditivos, como interveniente anuente 
e poderá:
a) ter livre acesso às instalações em que for executado o contrato principal;
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Lei n. 14.133/2021
b) acompanhar a execução do contrato principal;
c) ter acesso a auditoria técnica e contábil;
d) requerer esclarecimentos ao responsável técnico pela obra ou pelo fornecimento;
II – a emissão de empenho em nome da seguradora, ou a quem ela indicar para a conclusão 
do contrato, será autorizada desde que demonstrada sua regularidade fiscal;
III – a seguradora poderá subcontratar a conclusão do contrato, total ou parcialmente.
Parágrafo único. Na hipótese de inadimplemento do contratado, serão observadas as seguintes 
disposições:
I – caso a seguradora execute e conclua o objeto do contrato, estará isenta da obrigação de 
pagar a importância segurada indicada na apólice;
II – caso a seguradora não assuma a execução do contrato, pagará a integralidade da importância 
segurada indicada na apólice.
GARANTIA NOS CONTRATOSGARANTIA NOS CONTRATOS
A exigência de garantia é uma cláusula exorbitante.
É exorbitante porque somente a Administração Pública é quem pode exigir garantia do 
contratado.
A exigência de garantia recebeu da Lei n. 14.133/2021 importância atenção, pois um 
dos problemas na execução contratual é a empresa falir/abandonar a obra e deixar boa 
parte da execução contratual inacabada. Você já deve ter visto em algumas cidades grandes 
obras públicas inacabadas...ninguém merece!
Assim, é possível a Administração Pública exigir uma garantia desde que haja previsão 
no edital da licitação.
O edital fixará prazo mínimo de 1 (um) mês, contado da data da homologação da licitação 
e anterior à assinatura do contrato, para a prestação da garantia pelo contratado. Se não 
prestar a garantia no tempo e modo corretos, não haverá o contrato e o contratado fica 
sujeito à aplicação de penalidades.
A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel execução 
do contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração, e, quando em 
dinheiro, atualizada monetariamente.
Quais são as garantias que o contratado pode prestar?
• Caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública, emitidos sob a forma escritural, 
mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado 
pelo Banco Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, conforme 
definido pelo Ministério da Economia.
• Seguro-garantia.
• Fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente autorizada 
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• Título de capitalização custeado por pagamento único, com resgate pelo valor total. 
(Incluído pela Lei n. 14.770, de 2023)
Caução em dinheiro é fácil de entender. Trata-se de uma contraprestação pecuniária 
como garantia.
Os títulos da dívida pública são papéis públicos que valem dinheiro. Quando o Estado 
quer “pegar dinheiro emprestado” com o particular ele vende seus títulos públicos por 
um valor e o resgata depois de um prazo, pagando um valor acordado, com juros e demais 
encargos. É uma forma do Estado obter uma receita para investimentos. Você já deve ter 
ouvido falar em Tesouro Direto que são exemplos de títulos públicos.
Já que esses títulos têm liquidez e valem dinheiro, podem ser dados como garantia.
Já o seguro-garantia tem o conceito dado pela própria Lei em seu art. 6º, sendo o seguro 
que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em licitações e 
contratos, inclusive as multas, os prejuízos e as indenizações decorrentes de inadimplemento. 
É um contrato de seguro que o contratado faz com uma empresa para que repare danos à 
Administração Pública caso venha a causar danos durante a execução contratual.
A fiança bancária, em termos bem simples, é um contrato de fiança que o contratado 
faz com uma instituição para que seja seu fiador, garantindo a reparação de danos se o 
contratado não o fizer.
Mas fique tranquilo(a), no concurso não vão perguntar os conceitos, apenas se pode, 
ou não, ser dada a garantia.
Caberá ao contratado escolher a forma de garantia a ser prestada para a Administração Pública.
A Administração Pública exige uma garantia, mas o contratado escolherá aquela que seja 
mais conveniente para ele, podendo, também, modificar a forma de garantia prestada 
durante a execução contratual.
 Obs.: a escolha da garantia cabe ao contratado.
Quais são os limites do valor da garantia?
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A garantia para celebração do contrato com a Lei n. 14.133/2021 têm vários valores:
OBRAS, SERVIÇOS E FORNECIMENTOS
Poderá ser de até 5% (cinco por cento) do valor inicial do 
contrato, autorizada a majoração desse percentual para 
até 10% (dez por cento), desde que justificada mediante 
análise da complexidade técnica e dos riscos envolvidos.
CONTRATAÇÃO DE GRANDE VULTO
Poderá ser exigida a prestação de garantia, na modalidade 
seguro-garantia, com cláusula de retomada prevista no 
art. 102, em percentual equivalente a até 30% (trinta por 
cento) do valor inicial do contrato.
CONTRATOS QUE IMPLIQUEM A ENTREGA DE 
BENS PELA ADMINISTRAÇÃO, DOS QUAIS O 
CONTRATADO FICARÁ DEPOSITÁRIO.
Ex.: Administração Pública faz construção do 
metrô e transfere ao contratado os vagões, 
trilhos e demais equipamentos.
O valor desses bens deverá ser acrescido ao valor da garantia.
Assim, todo o valor dos bens entregues deve ser somado 
à garantia.
Agora, uma importante novidade justamente para não deixar obras paradas!!! Inclusive 
já é feito em vários países. É uma das novidades mais aplaudidas pela doutrina. Mas já pense 
na disposição a seguir tendo em mente o que aconteceu com várias obras paradas e ainda 
acontece bastante. Já viu por aí aquelas obras públicas inacabadas? Foi pensando nisso 
que a Lei n. 14.133/2021 previu a cláusula de retomada. Vejamos!
Na contratação de obras e serviços de engenharia, o edital poderá exigir a prestação 
da garantia na modalidade seguro-garantia e prever a obrigação de a seguradora, em caso 
de inadimplemento pelo contratado, assumir a execução e concluir o objeto do contrato, 
hipótese em que:
I – a seguradora deverá firmar o contrato, inclusive os aditivos, como interveniente anuente, 
e poderá:
a) ter livre acesso às instalações em que for executado o contrato principal;
b) acompanhar a execução do contrato principal;
c) ter acesso a auditoria técnica e contábil;
d) requerer esclarecimentos ao responsável técnico pela obra ou pelo fornecimento;
II – a emissão de empenho em nome da seguradora, ou a quem ela indicar para a conclusão do 
contrato, será autorizada desde que demonstrada sua regularidade fiscal;
III – a seguradora poderá subcontratar a conclusão do contrato, total ou parcialmente.
Note que a seguradora assumirá a execução contratual, dando continuidade à obra 
deixada pelo contratado. Admite-se que a empresa de seguros seja uma espécie de “gestora” 
da obra e subcontrate INTEGRALMENTE a execução do contrato.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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Lei n. 14.133/2021
CAPÍTULO III
DA ALOCAÇÃO DE RISCOS
Art. 103. O contrato poderá identificar os riscos contratuais previstos e presumíveis e prever matriz de 
alocação de riscos, alocando-os entre contratante e contratado, mediante indicação daqueles a serem 
assumidos pelo setor público ou pelo setor privado ou daqueles a serem compartilhados.
§ 1º A alocação de riscos de que trata o caput deste artigo considerará, em compatibilidade com as obrigações 
e os encargos atribuídos às partes no contrato, a natureza do risco, o beneficiário das prestações a que se 
vincula e a capacidade de cada setor para melhor gerenciá-lo.
§ 2º Os riscos que tenham cobertura oferecida por seguradoras serão preferencialmente transferidos ao 
contratado.
§ 3º A alocação dos riscos contratuais será quantificada para fins de projeção dos reflexos de seus custos 
no valor estimado da contratação.
§ 4º A matriz de alocação de riscos definirá o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em relação 
a eventos supervenientes e deverá ser observada na solução de eventuais pleitos das partes.
§ 5º Sempre que atendidas as condições do contrato e da matriz de alocação de riscos, será considerado 
mantido o equilíbrio econômico-financeiro, renunciando as partes aos pedidos de restabelecimento do 
equilíbrio relacionados aos riscos assumidos, exceto no que se refere:
I – às alterações unilaterais determinadas pela Administração, nas hipóteses do inciso I do caput do art. 124 
desta Lei;
II – ao aumento ou à redução, por legislação superveniente, dos tributos diretamente pagos pelo contratado 
em decorrência do contrato.
§ 6º Na alocação de que trata o caput deste artigo, poderão ser adotados métodos e padrões usualmente 
utilizados por entidades públicas e privadas, e os ministérios e secretarias supervisores dos órgãos e das 
entidades da Administração Pública poderão definir os parâmetros e o detalhamento dos procedimentos 
necessários a sua identificação, alocação e quantificação financeira.
ALOCAÇÃO DE RISCOSALOCAÇÃO DE RISCOS
A CF garante a manutenção do equilíbrio financeiro do contrato durante toda a sua 
execução. Assim, qualquer fator posterior que quebre esse equilíbrio estabelecido no início 
do contrato, acarreta revisão contratual. Porém, isso depende de um processo administrativo 
para verificação se houve realmente um fato superveniente, se houve quebra do equilíbrio 
contratual e demais requisitos exigidos. Entretanto, a função da matriz de riscos já é 
prever eventuais fatores que podem alterar o equilíbrio contratual já dividindo para cada 
parte as responsabilidades se esse fator realmente vier a acontecer. Por exemplo, pode 
haver uma previsão no contrato de uma construção de ponte sobre um lago que, se forem 
encontradas rochas no local da perfuração, ficará a cargo do contratado a contratação de 
empresa especializada na retirada das rochas.
O art. 22 da lei dispõe que o edital poderá contemplar matriz de alocação de riscos entre 
o contratante e o contratado, hipótese em que o cálculo do valor estimado da contratação 
poderá considerar taxa de risco compatível com o objeto da licitação e os riscos atribuídos 
ao contratado, de acordo com metodologia predefinida pelo ente federativo.
Matriz de riscos é uma novidade da Lei n. 14.133/2021.
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Matriz de riscos é uma ferramenta de gerenciamento que permite ampliar a visibilidade 
de possíveis riscos durante a execução contratual já estabelecendo as responsabilidades 
das partes em razão dos possíveis riscos na execução do contrato. Com os riscos previstos 
na matriz de riscos e alocados (distribuídos) entre as partes, a lei prevê que haverá renúncia 
das partes aos pedidos de restabelecimento do equilíbrio relacionados aos riscos 
assumidos, salvo em casos excepcionais (alteração unilateral e fato do príncipe – 
alteração tributária).
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CAPÍTULO IV
DAS PRERROGATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO
Art. 104. O regime jurídico dos contratos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, 
as prerrogativas de:
DAS PRERROGATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO – ART. 104DAS PRERROGATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO – ART. 104
Veremos agora as CLÁUSULAS EXORBITANTES.
Chegamos a parte mais importante de contratos, para os concursos públicos. As questões 
mais frequentes, em todas as bancas, são aquelas que abordam esse tema.
Então! Atenção TOTAL!!!!
Lembre-se de que são exorbitantes (ou chamadas de leoninas) porque só dão esses 
poderes para a Administração Pública. O contratado não pode se valer dessas cláusulas.
Cláusula leonina em contrato de direito privado (entre particulares) é ilegal, pois nesses 
contratos as partes envolvidas devem ter os mesmos direitos e obrigações. Se tiver cláusula 
em contrato privado que confere direito apenas a uma das partes, será ilegal (leonina).
Lei n. 14.133/2021
I – modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades 
de interesse público, respeitados os direitos do contratado;
ALTERAÇÃO UNILATERAL (ART. 124)ALTERAÇÃO UNILATERAL (ART. 124)
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, 
nos seguintes casos:
I – unilateralmente pela Administração:
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica 
a seus objetivos;
b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou 
diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei;
Art. 125. Nas alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei, o 
contratado será obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, acréscimos ou supressões 
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de até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato que se fizerem nas 
obras, nos serviços ou nas compras, e, no caso de reforma de edifício ou de equipamento, o 
limite para os acréscimos será de 50% (cinquenta por cento).
Art. 126. As alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei não 
poderão transfigurar o objeto da contratação.
Essa é uma das que mais são cobradas em prova!!!
A Administração Pública pode fazer alterações durante a execução contratual de forma 
unilateral, vale dizer, independentemente da vontade do contratado.
Quando foi celebrado o contrato, o contratado já sabia que isso poderia ocorrer.
Porém, a lei colocou limites para as alterações serem feitas.
Inicialmente, cabe falar que o contrato administrativo pode ser alterado de forma 
unilateral ou por acordo e as alterações unilaterais podem ser de ordem qualitativa ou 
quantitativa. Vejamos:
Vamos entender essas modificações que podem ser feitas.
Primeiro, vamos falar das alterações unilaterais. Que podem ser alterações QUANTITATIVASou QUALITATIVAS.
As modificações impostas (unilaterais) pela Administração referem-se a modificações 
quantitativas, de modo que o valor final seja, consequentemente, alterado (para mais ou 
para menos), desde que seja dentro dos limites legais.
Mas não é modificar o valor! É modificar a quantidade inicial exigida, de modo que 
o valor final, por consequência, também seja modificado. Modificar apenas o valor, de 
forma unilateral, não pode ocorrer. Repito: é modificar a quantidade, mas modificando a 
quantidade, para mais ou para menos, o valor final modificará também, é uma decorrência.
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EXEMPLO
Um contrato de valor inicial de R$ 1.000.000,00 de uma obra como a construção de uma 
rodovia de 100 km pode sofrer modificação unilateral para que o contratado tenha que fazer 
algo a mais ou a menos. Por exemplo se o contrato era de 100 km, podem exigir que ele faça 
mais 15 km, em razão de um trecho que não foi previsto inicialmente. Mas o contratado 
receberá o acréscimo de valor por isso proporcionalmente. Se a modificação chegar até 
R$ 1.250.000,00 para acréscimos e até R$ 750.000,00 para supressões serão admitidas as 
modificações unilaterais.
A Administração tem o poder de impor ao contratado que aceite as modificações 
efetuadas dentro dos limites fixados em lei, pois quando assinou o contrato sabia que isso 
poderia ocorrer.
Não se submetendo às alterações, o contratado é considerado descumpridor do contrato, 
possibilitando à Administração rescindir o ajuste, atribuindo-lhe culpa na rescisão, com 
aplicação de penalidade.
Por outro lado, não pode a Administração impor alterações além (acima) dos limites 
da lei. E nem poderia mesmo, uma vez que para alterações que superem os limites fixados 
em lei, deve haver o devido processo licitatório.
Pode, também, haver alteração abaixo dos limites fixados em lei, mas, neste caso, deve 
haver a concordância do contratado, uma vez que poderá suportar prejuí zo em razão da 
supressão pretendida pela Administração. A Lei n. 14.133/21 não reproduziu o art. 65, § 2º, 
da Lei n. 8.666/93 que estabelecia que nenhum acréscimo ou supressão poderia exceder 
os limites estabelecidos. Assim, a doutrina vem entendendo que a Administração Pública 
tem uma maior liberdade nas alterações contratuais por acordo, pois a lei, expressamente, 
indica que apenas as alterações unilaterais estão submetidas aos limites percentuais, para 
acréscimos e supressões, em relação ao valor original do contrato atualizado.
No caso de supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já houver adquirido 
materiais e posto no local dos trabalhos, estes deverão ser pagos pela Administração pelos 
custos de aquisição, regularmente comprovados e monetariamente corrigidos, podendo 
caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão, desde 
que regularmente comprovados. E ainda ocorrerá a revisão de preços para mais ou para 
menos, em caso de criação, alteração ou extinção de tributos ou encargos legais, após a 
apresentação das propostas e de comprovada repercussão nos preços contratados.
Não dispensa a motivação o ato de alteração unilateral do contrato administrativo. 
Exige a lei justificativa para promover alterações.
Na Lei n. 8.666/93, a lei só impõe limites (25%, como regra) para as alterações 
quantitativas. Assim, o entendimento do TCU é no sentido de que as alterações qualitativas 
devem observar os mesmos limites para as alterações quantitativas, salvo em situações 
excepcionais tecnicamente justificáveis.
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Na Lei n. 14.133/21, agora é expresso que os dois tipos de alteração devem observar 
os mesmos limites.
Art. 125. Nas alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei, o 
contratado será obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, acréscimos ou supressões 
de até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato que se fizerem nas 
obras, nos serviços ou nas compras, e, no caso de reforma de edifício ou de equipamento, o 
limite para os acréscimos será de 50% (cinquenta por cento).
Nas alterações QUALITATIVAS o objeto inicial é o mesmo. Por exemplo continua sendo 
a construção dos mesmos 100km de uma rodovia, mas o projeto inicial tem que sofrer 
adequações técnicas. Seria o caso, por exemplo, de usar uma tecnologia nova de asfalto 
na qual terá uma durabilidade maior, mas veja: mantém-se os mesmos 100 km, só muda 
a qualidade do asfalto.
Imagino que você deve estar se questionando sobre aquelas notícias divulgadas nos 
meios de comunicação que relatam contratos que dobraram ou triplicaram de valor…
É possível, professor?É possível, professor?
É possível sim, meu(minha) caro(a)! Porém essas alterações decorrem de fatos 
supervenientes, imprevisíveis e inevitáveis que necessitam de novos ajustes para atender 
a essas situações. E nesse caso será possível adequar o valor do contrato à situação surgida. 
Tem que haver acordo entre os contratantes.
Esses limites de até 25% do valor inicial se refere aos limites que tem a Administração 
Pública para impor (unilateralmente) alterações ao contrato.
Deverá haver o reequilíbrio financeiro do contrato nas contratações de obras e serviços 
de engenharia, quando a execução for obstada pelo atraso na conclusão de procedimentos 
de desapropriação, desocupação, servidão administrativa ou licenciamento ambiental, por 
circunstâncias alheias ao contratado. Assim, a Administração Pública e contratado vão 
“sentar à mesa” para rediscutir os valores do contrato e recompor o equilíbrio financeiro.
Dispõe, também, a lei que a extinção do contrato não configurará óbice para o reconhecimento 
do desequilíbrio econômico-financeiro, hipótese em que será concedida indenização por meio 
de termo indenizatório. Contudo, o pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-
financeiro deverá ser formulado durante a vigência do contrato e antes de eventual prorrogação. 
Assim, diante dessa hipótese é possível falar de reequilíbrio financeiro em contrato extinto, 
desde que o pedido de restabelecimento tenha sido feito na vigência contratual. Se o pedido 
não foi feito a tempo, a Administração Pública mesmo assim deve fazer o pagamento, sob 
pena de enriquecimento ilícito. Contudo, não poderá ser mediante o termo de indenizatório, 
devendo ser feito o procedimento de reconhecimento de dívida.
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A regra é que havendo alterações, seja feito o TERMO ADITIVO, pois a formalização do 
termo aditivo é condição para a execução, pelo contratado, das prestações determinadas 
pela Administração no curso da execução do contrato. Porém, a formalização poderá ocorrer 
no prazo máximode 1 (um) mês nos casos de justificada necessidade de antecipação de 
seus efeitos.
Os preços contratados serão alterados, para mais ou para menos, conforme o caso, 
se houver, após a data da apresentação da proposta, criação, alteração ou extinção 
de quaisquer tributos ou encargos legais ou a superveniência de disposições legais, com 
comprovada repercussão sobre os preços contratados (art. 133). Com a entrega da proposta, 
o contrato fica a ela vinculado, mas se houver a modificação das condições, especialmente 
fiscais, que antes não eram previstas o contratado terá direito à recomposição contratual 
com a alteração dos preços ofertados.
As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos não poderão ser alteradas 
sem prévia concordância do contratado.
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II – extingui-los, unilateralmente, nos casos especificados nesta Lei;
EXTINÇÃO UNILATERALEXTINÇÃO UNILATERAL
Existem algumas formas de extinção do contrato administrativo que veremos mais adiante.
Porém, a extinção unilateral é uma cláusula exorbitante, na medida em que o contratado 
não tem o poder de fazer uma extinção unilateral (por conta dele), mas a Administração 
Pública tem esse poder, claro que será mediante um processo administrativo prévio. Mas 
ela pode, independentemente da vontade do contrato, fazer rescisão nas hipóteses legais.
Os casos que permitem à Administração Pública proceder à extinção unilateral são:
• não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas 
contratuais, de especificações, de projetos ou de prazos;
• desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade designada 
para acompanhar e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior;
• alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa que restrinja 
sua capacidade de concluir o contrato;
• decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou falecimento 
do contratado;
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• caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução 
do contrato;
• atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração 
substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto;
• atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas;
• razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão ou da 
entidade contratante;
• não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista em lei, bem 
como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para reabilitado 
da Previdência Social ou para aprendiz.
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III – fiscalizar sua execução;
FISCALIZAÇÃOFISCALIZAÇÃO
Mais uma vez, é exorbitante porque quem terá a prerrogativa de fiscalizar a execução 
da outra parte é a Administração Pública. O contratado não fiscaliza, na relação contratual, 
a Administração Pública.
A instrução normativa n. 5/2017 disciplina muito bem a execução contratual dos serviços 
contínuos. Em seu art. 39 é possível entender muito bem a funções do fiscal e do gestor 
do contrato:
Art. 39 As atividades de gestão e fiscalização da execução contratual são o conjunto de ações 
que tem por objetivo aferir o cumprimento dos resultados previstos pela Administração para os 
serviços contratados, verificar a regularidade das obrigações previdenciárias, fiscais e trabalhistas, 
bem como prestar apoio à instrução processual e o encaminhamento da documentação pertinente 
ao setor de contratos para a formalização dos procedimentos relativos a repactuação, alteração, 
reequilíbrio, prorrogação, pagamento, eventual aplicação de sanções, extinção dos contratos, 
dentre outras, com vista a assegurar o cumprimento das cláusulas avençadas e a solução de 
problemas relativos ao objeto.
Segundo a lei, a execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) 
ou mais fiscais do contrato, representantes da Administração especialmente designados 
conforme requisitos estabelecidos no art. 7º, ou pelos respectivos substitutos, permitida 
a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los com informações pertinentes 
a essa atribuição.
De fato, a Administração Pública não pode esperar só no ato da entrega do objeto para 
verificar como ficou. Deve designar um representante para fiscalizar a execução.
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Contudo, pode a Administração Pública realizar a contratação de terceiros para auxiliar 
(subsidiar) na fiscalização, devendo ser observadas as seguintes regras:
• a empresa ou o profissional contratado assumirá responsabilidade civil objetiva 
pela veracidade e pela precisão das informações prestadas, firmará termo de 
compromisso de confidencialidade e não poderá exercer atribuição própria e 
exclusiva de fiscal de contrato;
• a contratação de terceiros não eximirá de responsabilidade o fiscal do contrato, nos 
limites das informações recebidas do terceiro contratado.
Note que o terceiro contratado para auxiliar, não exercerá o papel de fiscal. É somente 
para auxiliá-lo mesmo. E o fiscal do contrato (que será um servidor do órgão) continua 
sendo o responsável principal pela fiscalização.
O contratado deverá manter preposto aceito pela Administração no local da obra ou 
do serviço para representá-lo na execução do contrato. O preposto é uma espécie de 
representante do contratado.
Conforme determina o art. 120 da Lei, o contratado será responsável pelos danos 
causados diretamente à Administração ou a terceiros em razão da execução do contrato, 
e não excluirá nem reduzirá essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento 
pelo contratante.
A lei retirou da Administração Pública a responsabilidade pelos danos decorrentes da 
execução do contrato. O fato de ter um representante da Administração Pública não retirará 
nem atenuará a responsabilidade do contratado.
A responsabilidade pelos danos decorrentes durante a execução, que será do contratado, 
ocorrerá na forma subjetiva, ou seja, deve ser demonstrada a sua culpa para que o particular 
tenha direito à reparação pelo prejuízo. Então, por exemplo, se um empregado do contratado 
atropela com um trator da obra um morador, quem responde é a empresa contratada.
Professor, e a questão da responsabilidade pelos demais encargo do contrato? Inclu-Professor, e a questão da responsabilidade pelos demais encargo do contrato? Inclu-
sive trabalhistas. Como fica?sive trabalhistas. Como fica?
Fiscalização Administrativa é o acompanhamento dos aspectos administrativos da 
execução dos serviços nos contratos quanto às obrigações previdenciárias, fiscais e 
trabalhistas, bem como quanto às providências tempestivas nos casos de inadimplemento.
Fixa a Lei de Licitações, art. 121, que somente o contratado será responsável pelos 
encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução 
do contrato
Note o que a lei disse: o contratado é responsável pelos encargos trabalhistas, 
previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução docontrato. E, a Lei n. 
14.133/2021, ainda acrescentou o “somente”.
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Ou seja, o contratado é o responsável pelo pagamento de tais débitos. A lei NÃO atribuiu 
tal responsabilidade à Administração Pública.
A inadimplência do contratado em relação aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais 
não transfere à Administração a responsabilidade pelo seu pagamento e não poderá onerar 
o objeto do contrato nem restringir a regularização e o uso das obras e das edificações, 
inclusive perante o registro de imóveis.
Então, fixe que a regra é: a responsabilidade pelos encargos do contrato são do 
CONTRATADO.
Contudo, nos contratos de serviços contínuos, com dedicação de mão de obra exclusiva 
(ex.: serviço de limpeza e vigilância), sempre foi objeto de discussão a responsabilidade 
pelos encargos trabalhistas, pois o TST tinha por costume colocar diretamente na conta 
da Administração Pública quando o contratado não fizesse os pagamentos. Isso gerou 
algumas ações no STF para que ele se manifestasse. E a posição do STF foi no sentido de 
que a lei de licitações sempre foi clara no sentido de que os encargos trabalhistas são do 
contratado (o TST estava errado), apenas de forma subsidiária (secundária) é que poderia 
cobrar da Administração Pública, se ela não fiscalizasse o contrato.
A Lei n. 14.133/2021, trouxe redação acolhendo o entendimento que já era aplicado pelo STF:
JURISPRUDÊNCIA
Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos 
previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha 
na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado.
Apenas em relação aos encargos PREVIDENCIÁRIOS (espécie de encargo fiscal) que a 
LEI colocou a Administração Pública como responsável SOLIDÁRIA junto ao contratado. Na 
responsabilidade solidária os dois são responsáveis pelos pagamentos. No mesmo nível, 
sem ter um principal e outro acessório. E nos encargos trabalhistas, subsidiariamente, SE 
(tem um SE) não provar falha na fiscalização.
Então, para encargos PREVIDENCIÁRIOS se o contratado não pagar, pode cobrar 
diretamente da Administração Pública. Com os encargos TRABALHISTAS, primeiro cobra 
do contratado; SE ele não pagar, para cobrar da Administração Pública tem que provar 
alguma falha de fiscalização. Se o empregado não provar isso, a Administração Pública não 
responde pelos encargos.
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Já prevendo que nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra é que podem ocorrer os problemas com os pagamentos trabalhistas, 
a Lei n. 14.133/2021 já trouxe uma série de requisitos. Mediante disposição em edital ou 
em contrato, poderá, entre outras medidas:
• exigir caução, fiança bancária ou contratação de seguro-garantia com cobertura para 
verbas rescisórias inadimplidas;
• condicionar o pagamento à comprovação de quitação das obrigações trabalhistas 
vencidas relativas ao contrato;
• efetuar o depósito de valores em conta vinculada;
• em caso de inadimplemento, efetuar diretamente o pagamento das verbas trabalhistas, 
que serão deduzidas do pagamento devido ao contratado;
• estabelecer que os valores destinados a férias, a décimo terceiro salário, a ausências 
legais e a verbas rescisórias dos empregados do contratado que participarem da 
execução dos serviços contratados serão pagos pelo contratante ao contratado 
somente na ocorrência do fato gerador.
As provisões realizadas pela Administração contratante para o pagamento dos encargos 
trabalhistas, em relação à mão de obra das empresas contratadas para prestar serviços 
de forma contínua, por meio de dedicação exclusiva de mão de obra, serão destacadas do 
valor mensal do contrato e depositadas pela Administração em Conta-Depósito Vinculada 
– bloqueada para movimentação, aberta em nome do prestador de serviço.
Os valores depositados na conta vinculada são absolutamente impenhoráveis!
 Obs.: em relação aos encargos previdenciários há responsabilidade solidária da 
Administração.
Fique atento a estas regras:
• o contratado é responsável pelos encargos decorrentes da execução do contrato;
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• a Administração responde de forma solidária por débitos previdenciários;
• se houver falha na fiscalização dos pagamentos trabalhistas a Administração pode ser 
acionada, desde que prove a omissão/falha na fiscalização.
Não se pode esquecer que nos termos do art. 195, § 3º, da CF a pessoa em débito com 
a Seguridade Social não pode contratar com o Poder Público.
Lei n. 14.133/2021
IV – aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;
Veremos mais adiante, no art. 155, quais sanções a Administração Pública pode aplicar 
ao contratado.
Lei n. 14.133/2021
V – ocupar provisoriamente bens móveis e imóveis e utilizar pessoal e serviços vinculados ao objeto do 
contrato nas hipóteses de:
a) risco à prestação de serviços essenciais;
b) necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, inclusive após 
extinção do contrato.
OCUPAÇÃO PROVISÓRIAOCUPAÇÃO PROVISÓRIA
A rescisão unilateral pela Administração acarreta a assunção imediata do objeto do contrato, 
no estado e local em que se encontrar, por ato próprio da Administração, com a consequente 
ocupação e utilização do local, instalações, equipamentos, material e pessoal empregados 
na execução do contrato, necessários à sua continuidade, podendo-se dar continuidade à 
obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. A execução direta é feita pelos órgãos e 
entidades da Administração, pelos próprios meios, e a execução indireta é aquela em que o 
órgão ou entidade contrata com terceiros para a execução do objeto (art. 6º).
A referida cláusula exorbitante tem por objetivo assegurar a continuidade da execução 
do contrato, sempre que sua paralisação possa ocasionar prejuízo ao interesse público e, 
principalmente, ao andamento do serviço público essencial; trata-se, neste último caso, 
de aplicação do princípio da continuidade do serviço público.
Lei n. 14.133/2021
§ 1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos não poderão ser alteradas sem prévia 
concordância do contratado.
§ 2º Na hipótese prevista no inciso I do caput deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do contrato 
deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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Lei n. 14.133/2021
CAPÍTULO V
DA DURAÇÃO DOS CONTRATOS
Art. 105. A duração dos contratos regidos por esta Lei será a prevista em edital, e deverão ser observadas, 
no momento da contratação e a cada exercício financeiro, a disponibilidade de créditos orçamentários, 
bem como a previsão no plano plurianual, quando ultrapassar 1 (um) exercício financeiro.
Art. 106. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 5 (cinco) anos nas hipóteses de 
serviços e fornecimentos contínuos, observadas as seguintes diretrizes:
I – a autoridade competente do órgão ou entidade contratante deverá atestar a maior vantagem econômica 
vislumbrada em razão da contratação plurianual;
II – a Administração deverá atestar, no início da contratação e de cada exercício, a existência de créditos 
orçamentários vinculados à contratação e a vantagem em sua manutenção;
III – a Administração terá a opção de extinguir o contrato, sem ônus, quando não dispuser de créditos 
orçamentários para sua continuidade ou quando entender que o contrato não mais lhe oferece vantagem.
§ 1º A extinção mencionada no inciso III do caput deste artigo ocorrerá apenas na próxima data de aniversário 
do contrato e não poderá ocorrer em prazo inferior a 2 (dois) meses, contado da referida data.
§ 2º Aplica-se o disposto neste artigo ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática.
Art. 107. Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos poderão ser prorrogados sucessivamente, 
respeitada a vigência máxima decenal, desde que haja previsão em edital e que a autoridade competente 
ateste que as condições e os preços permanecem vantajosos para a Administração, permitida a negociação 
com o contratado ou a extinção contratual sem ônus para qualquer das partes.
Art. 108. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 10 (dez) anos nas hipóteses previstas 
nas alíneas “f” e “g” do inciso IV e nos incisos V, VI, XII e XVI do caput do art. 75 desta Lei.
Art. 109. A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado nos contratos em que 
seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, desde que comprovada, a cada exercício 
financeiro, a existência de créditos orçamentários vinculados à contratação.
Art. 110. Na contratação que gere receita e no contrato de eficiência que gere economia para a Administração, 
os prazos serão de:
I – até 10 (dez) anos, nos contratos sem investimento;
II – até 35 (trinta e cinco) anos, nos contratos com investimento, assim considerados aqueles que impliquem 
a elaboração de benfeitorias permanentes, realizadas exclusivamente a expensas do contratado, que serão 
revertidas ao patrimônio da Administração Pública ao término do contrato.
Art. 111. Na contratação que previr a conclusão de escopo predefinido, o prazo de vigência será 
automaticamente prorrogado quando seu objeto não for concluído no período firmado no contrato.
Parágrafo único. Quando a não conclusão decorrer de culpa do contratado:
I – o contratado será constituído em mora, aplicáveis a ele as respectivas sanções administrativas;
II – a Administração poderá optar pela extinção do contrato e, nesse caso, adotará as medidas admitidas em 
lei para a continuidade da execução contratual.
Art. 112. Os prazos contratuais previstos nesta Lei não excluem nem revogam os prazos contratuais previstos 
em lei especial.
Art. 113. O contrato firmado sob o regime de fornecimento e prestação de serviço associado terá sua 
vigência máxima definida pela soma do prazo relativo ao fornecimento inicial ou à entrega da obra com o 
prazo relativo ao serviço de operação e manutenção, este limitado a 5 (cinco) anos contados da data de 
recebimento do objeto inicial, autorizada a prorrogação na forma do art. 107 desta Lei.
Art. 114. O contrato que previr a operação continuada de sistemas estruturantes de tecnologia da 
informação poderá ter vigência máxima de 15 (quinze) anos.
Nessa parte tivemos muuuuiitas alterações.
Apaga tudo que você sabia da Lei n. 8.666/1993, rs.
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Antes, falávamos que o contrato duraria como regra por até 1 ano. Mas a regra agora 
é não ter essa limitação.
Veremos que os prazos dos contratos ficaram mais longos. E faz todo sentido, porque a 
gestão de contratos no dia a dia da ADPU é muito complicada. Todo ano tem que prorrogar 
os contratos que podem prorrogar. E prorrogação é quase fazer um contrato novo, tem que 
demonstrar vantajosidade, fazer pesquisa de preços. Tem um procedimento a ser seguido. 
Quando esse contrato se encerra, tem que fazer uma nova licitação e começa tudo outra vez.
Segundo o art. 104, a duração dos contratos será a prevista em edital, e deverão ser 
observadas, no momento da contratação e a cada exercício financeiro, a disponibilidade 
de créditos orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual, quando ultrapassar 
1 (um) exercício financeiro.
Então, veja que não tem mais aquela limitação de duração anual. O edital vai dispor 
o prazo de duração, claro que respeitados os prazos previstos em lei e, no momento da 
contratação e prorrogação, crédito orçamentário.
Bem, então quais são os prazos?
SERVIÇOS CONTÍNUOSSERVIÇOS CONTÍNUOS
Serviços de natureza contínua são aqueles auxiliares e necessários à Administração 
no desempenho de suas atribuições, cuja contratação deva estender-se por mais de um 
exercício financeiro e que, se interrompidos, podem comprometer a continuidade de suas 
atividades.4 São aqueles que exigem uma permanência do serviço. Segundo o TCU, “as 
características necessárias para que um serviço seja considerado contínuo são: essencialidade, 
execução de forma contínua, de longa duração e possibilidade de que o fracionamento 
em períodos venha a prejudicar a execução do serviço”. É o que ocorre, por exemplo, com 
serviços de vigilância ou limpeza. Ou, também, no caso de um Tribunal contratar serviços 
de um restaurante para fornecer comida para servidores.
A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até cinco anos nas hipóteses 
de serviços e fornecimentos contínuos, observadas as seguintes diretrizes:
• a autoridade competente do órgão ou entidade contratante deverá atestar a maior 
vantagem econômica vislumbrada em razão da contratação plurianual;
• a Administração deverá atestar, no início da contratação e de cada exercício, a existência 
de créditos orçamentários vinculados à contratação e a vantagem em sua manutenção;
• a Administração terá a opção de extinguir o contrato, sem ônus, quando não dispuser 
de créditos orçamentários para sua continuidade ou quando entender que o contrato 
não mais lhe oferece vantagem.
4 Orientação TCU, 3ª ed.
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A extinção mencionada no inciso III, ocorrerá apenas na próxima data de aniversário do 
contrato e não poderá ocorrer em prazo inferior a 2 (dois) meses, contados da referida data. 
Ou seja, não pode extinguir no decorrer da execução. Na verdade,quando chegar a data 
da renovação ela não ocorrerá. E tem de observar também o prazo mínimo de 2 meses de 
execução. Essas regras são aplicadas também aos contratos de aluguel de equipamentos 
e à utilização de programas de informática.
Mas professor! Já não era assim? Os contratos de serviços contínuos poderiam durar Mas professor! Já não era assim? Os contratos de serviços contínuos poderiam durar 
até 60 meses. Então qual é a novidade???até 60 meses. Então qual é a novidade???
Bem, na Lei n. 8.666/1993 o contrato duraria 12 meses e poderia ser prorrogado por 
até 60 meses. Não era de 5 anos. Agora, tais contratos podem ser firmados por até 5 anos. 
E tem mais...as prorrogações podem chegar a 10 anos. Veja no tópico seguinte.
Os contratos de serviços e fornecimentos contínuos poderão ser prorrogados sucessivamente, 
respeitada a vigência máxima DECENAL, desde que haja previsão em edital e que a 
autoridade competente ateste que as condições e os preços permanecem vantajosos para 
a Administração, permitida a negociação com o contratado ou a extinção contratual sem 
ônus para qualquer das partes (art. 106).
Assim, o art. 105 que dispõe que contratos de serviços e fornecimentos contínuos 
respeitarão o prazo de até cinco anos, tem que ser lido em conjunto com o art. 106, 
permitindo sua prorrogação sucessiva por até 10 anos, desde que haja previsão em edital 
e autoridade competente afirme sua vantajosidade.
CONTRATOS DECORRENTES DE CONTRATAÇÃO DIRETACONTRATOS DECORRENTES DE CONTRATAÇÃO DIRETA
Alguns contratos decorrentes de licitação dispensável poderão durar por até 10 anos.
Art. 107. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 10 (dez) anos nas hipóteses 
previstas nas alíneas f e g do inciso IV e nos incisos V, VI, XII e XVI do caput do art. 74 desta Lei.
As hipóteses são:
• bens ou serviços produzidos ou prestados no País que envolvam, cumulativamente, 
alta complexidade tecnológica e defesa nacional;
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• materiais de uso das Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e 
administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida 
pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante 
autorização por ato do comandante da força militar;
• para contratação com vistas ao cumprimento do disposto nos arts. 3º, 3º-A, 4º, 5º 
e 20 da Lei n. 10.973, de 2 de dezembro de 2004, observados os princípios gerais de 
contratação constantes da referida Lei;
• para contratação que possa acarretar comprometimento da segurança nacional, 
nos casos estabelecidos pelo Ministro de Estado da Defesa, mediante demanda dos 
comandos das Forças Armadas ou dos demais ministérios;
• para contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos 
para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme elencados em ato da direção nacional 
do SUS, inclusive por ocasião da aquisição desses produtos durante as etapas de 
absorção tecnológica, e em valores compatíveis com aqueles definidos no instrumento 
firmado para a transferência de tecnologia;
• para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de insumos estratégicos 
para a saúde produzidos por fundação que, regimental ou estatutariamente, tenha por 
finalidade apoiar órgão da Administração Pública direta, sua autarquia ou fundação 
em projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e 
tecnológico e de estímulo à inovação, inclusive na gestão administrativa e financeira 
necessária à execução desses projetos, ou em parcerias que envolvam transferência 
de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS, nos termos do inciso XII do caput 
deste artigo, e que tenha sido criada para esse fim específico em data anterior à 
entrada em vigor desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o 
praticado no mercado.
ADMINISTRAÇÃO USUÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICOADMINISTRAÇÃO USUÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO
A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado nos contratos 
em que seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, desde que 
comprovada, a cada exercício financeiro, a existência de créditos orçamentários vinculados 
à contratação (art. 108).
Existem algumas atividades que ainda são ‘monopolizadas’ pelo Estado (prestadas com 
exclusividade), como é o caso do serviço postal prestado pela EBCT (“Correios”). E muitas 
vezes o Estado depende do serviço postal (envio de cartas, telegramas e notificações) 
prestado pelos Correios, como é o caso, de intimações da Receita Federal e da PGFN. Nessas 
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duas hipóteses há um contrato da União com os Correios para a prestação do serviço. Com 
a Lei n. 14.133/2021, tais contratos podem ter vigência indeterminada.
Contudo, vale destacar que a possibilidade de prazo indeterminado se refere somente 
às atividades em regime de exclusividade, pois os Correios também prestam atividades que 
estão sujeitas à concorrência (ex.: envio de encomendas).
Para aprofundar, vale lembrar que sendo serviço público com exclusividade, contrata-
se por inexigibilidade (não há licitação). No caso dos Correios, o serviço postal é exclusivo 
(é inexigível licitação), mas para outros serviços não exclusivos (envio de encomendas) não 
cabe a inexigibilidade.
CONTRATOS QUE GERAM RECEITA PARA A ADMINISTRAÇÃO CONTRATOS QUE GERAM RECEITA PARA A ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICAPÚBLICA
Na contratação que gere receita e no contrato de eficiência que gere economia para a 
Administração, os prazos serão de:
• até 10 anos, nos contratos sem investimento;
• até 35 anos, nos contratos com investimento, assim considerados aqueles que 
impliquem a elaboração de benfeitorias permanentes, realizadas exclusivamente 
a expensas do contratado, que serão revertidas ao patrimônio da Administração 
Pública ao término do contrato.
O contrato de eficiência é aquele que se obtém uma economia proporcionada por 
técnicas/equipamentos/expertise empregadas pelo contratado como, por exemplo, a 
instalação de aparelhos de ar-condicionado que o contratado promete reduzir o gasto de 
energia em 30%.
E o contrato que gera receita é o contrato que a Administração Pública obtém algum lucro 
como, por exemplo, concessão de uso de espaço para estacionamento próximo a aeroportos.
CONTRATOS DE ESCOPO
Contrato de escopo é contrato feito para a execução de um objeto específico. Ex.: pintura 
de uma parede; fornecimento de 60 horas/aula ministradas em um curso.
Nesses tipos de contratos, há um prazo de vigência e um prazo de execução. Por exemplo 
no contrato para fornecimento de 60 horas/aula ministradas em um curso. Nesse caso a 
vigência poderia ser de 1/1/20 a 31/12/20 e a execução (quando as aulas seriam ministradas) 
de 1/3/20 a 1/12/20.
Na contratação que previr a conclusão de um escopo predefinido, o prazo de vigência 
será automaticamente prorrogado quando seu objeto não for concluído no período 
firmado no contrato.
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Assim, no exemplo acima, se as aulas porventura não puderam ser ministradas em 2020, 
devido à pandemia, a vigência será prorrogada até a execução ser finalizada.
Quando a não conclusão decorrer de culpa do contratado:
• o contratado será constituído em mora, aplicáveis a ele as respectivas sanções 
administrativas;
• a Administração poderá optar pela extinção do contrato e, nesse caso, adotará as 
medidas admitidas em lei para a continuidade da execução contratual.
CONTRATO COM FORNECIMENTO DE BENS
O contrato firmado sob o regime de fornecimento e prestação de serviço associado 
terá sua vigência máxima definida pela soma do prazo relativo ao fornecimento inicial ou à 
entrega da obra com o prazo relativo ao serviço de operação e manutenção, este limitado 
a cinco anos contados da data de recebimento do objeto inicial, autorizada a prorrogação 
na forma do art. 106 desta Lei.
CONTRATO DE OPERAÇÃO CONTINUADA DE SISTEMAS ESTRUTURANTES DE TI
O contrato que previr a operação continuada de sistemas estruturantes de tecnologia 
da informação poderá ter vigência máxima de quinze anos (art. 113).
Os sistemas estruturantes oferecem apoio informatizado a atividades como a execução 
financeira e orçamentária do governo federal, a administração de pessoal, contabilidade, 
auditoria e serviços gerais.5
Os sistemas estruturantes constituem a forma tecnológica que dão suporte ao 
funcionamento destes sistemas estruturadores”. Como exemplo, há o Sigepe que é o 
sistema que cuida de registro de servidores federais.
5 h t t p s : / / w w w . s e r p r o . g o v . b r / m e n u / n o t i c i a s / n o t i c i a s - a n t i g a s / n o t i c i a s - 2 0 1 5 /
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sua%20realiza%C3%A7%C3%A3º%20e%20manuten%C3%A7%C3%A3º.
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CAPÍTULO VI
DA EXECUÇÃO DOS CONTRATOS
Art. 115. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas avençadas e as 
normas desta Lei, e cada parte responderá pelas consequências de sua inexecução total ou parcial.
§ 1º É proibido à Administração retardar imotivadamente a execução de obra ou serviço, ou de suas parcelas, 
inclusive na hipótese de posse do respectivo chefe do Poder Executivo ou de novo titular no órgão ou entidade 
contratante.
§ 2º (VETADO).
§ 3º (VETADO).
§ 4º Nas contratações de obras e serviços de engenharia, sempre que a responsabilidade pelo licenciamento 
ambiental for da Administração, a manifestação prévia ou licença prévia, quando cabíveis, deverão ser obtidas 
antes da divulgação do edital. (Obs.: o dispositivo tinha sido motivo de VETO que foi derrubado pelo Congresso 
Nacional.).
§ 5º Em caso de impedimento, ordem de paralisação ou suspensão do contrato, o cronograma de execução será 
prorrogado automaticamente pelo tempo correspondente, anotadas tais circunstâncias mediante simples 
apostila.
§ 6º Nas contratações de obras, verificada a ocorrência do disposto no § 5º deste artigo por mais de 1 (um) 
mês, a Administração deverá divulgar, em sítio eletrônico oficial e em placa a ser afixada em local da obra de 
fácil visualização pelos cidadãos, aviso público de obra paralisada, com o motivo e o responsável pela inexecução 
temporária do objeto do contrato e a data prevista para o reinício da sua execução.
§ 7º Os textos com as informações de que trata o § 6º deste artigo deverão ser elaborados pela Administração.
Art. 116. Ao longo de toda a execução do contrato, o contratado deverá cumprir a reserva de cargos prevista 
em lei para pessoa com deficiência, para reabilitado da Previdência Social ou para aprendiz, bem como as 
reservas de cargos previstas em outras normas específicas.
Parágrafo único. Sempre que solicitado pela Administração, o contratado deverá comprovar o cumprimento 
da reserva de cargos a que se refere o caput deste artigo,
com a indicação dos empregados que preencherem as referidas vagas.
Art. 117. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) ou mais fiscais do 
contrato, representantes da Administração especialmente designados conforme requisitos estabelecidos 
no art. 7º desta Lei, ou pelos respectivos substitutos, permitida a contratação de terceiros para assisti-los e 
subsidiá-los com informações pertinentes a essa atribuição.
§ 1º O fiscal do contrato anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas à execução do contrato, 
determinando o que for necessário para a regularização das faltas ou dos defeitos observados.
§ 2º O fiscal do contrato informará a seus superiores, em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes, 
a situação que demandar decisão ou providência que ultrapasse sua competência.
§ 3º O fiscal do contrato será auxiliado pelos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno da 
Administração, que deverão dirimir dúvidas e subsidiá-lo com informações relevantes para prevenir riscos na 
execução contratual.
§ 4º Na hipótese da contratação de terceiros prevista no caput deste artigo, deverão ser observadas as 
seguintes regras:
I – a empresa ou o profissional contratado assumirá responsabilidade civil objetiva pela veracidade e pela 
precisão das informações prestadas, firmará termo de compromisso de confidencialidade e não poderá exercer 
atribuição própria e exclusiva de fiscal de contrato;
II – a contratação de terceiros não eximirá de responsabilidade o fiscal do contrato, nos limites das informações 
recebidas do terceiro contratado.
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Art. 118. O contratado deverá manter preposto aceito pela Administração no local da obra ou do serviço para 
representá-lo na execução do contrato.
Art. 119. O contratado será obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, a suas expensas, 
no total ou em parte, o objeto do contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes 
de sua execução ou de materiais nela empregados.
Art. 120. O contratado será responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros 
em razão da execução do contrato, e não excluirá nem reduzirá essa responsabilidade a fiscalização ou o 
acompanhamento pelo contratante.
Art. 121. Somente o contratado será responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e 
comerciais resultantes da execução do contrato.
§ 1º A inadimplência do contratadoem relação aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não 
transferirá à Administração a responsabilidade pelo seu pagamento e não poderá onerar o objeto do contrato 
nem restringir a regularização e o uso das obras e das edificações, inclusive perante o registro de imóveis, 
ressalvada a hipótese prevista no § 2º deste artigo.
§ 2º Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de 
obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos previdenciários e subsidiariamente pelos 
encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado.
§ 3º Nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra, para assegurar 
o cumprimento de obrigações trabalhistas pelo contratado, a Administração, mediante disposição em edital 
ou em contrato, poderá, entre outras medidas:
I – exigir caução, fiança bancária ou contratação de seguro-garantia com cobertura para verbas rescisórias 
inadimplidas;
II – condicionar o pagamento à comprovação de quitação das obrigações trabalhistas vencidas relativas ao 
contrato;
III – efetuar o depósito de valores em conta vinculada;
IV – em caso de inadimplemento, efetuar diretamente o pagamento das verbas trabalhistas, que serão 
deduzidas do pagamento devido ao contratado;
V – estabelecer que os valores destinados a férias, a décimo terceiro salário, a ausências legais e a verbas 
rescisórias dos empregados do contratado que participarem da execução dos serviços contratados serão 
pagos pelo contratante ao contratado somente na ocorrência do fato gerador.
§ 4º Os valores depositados na conta vinculada a que se refere o inciso III do § 3º deste artigo são absolutamente 
impenhoráveis.
§ 5º O recolhimento das contribuições previdenciárias observará o disposto no art. 31 da Lei n. 8.212, de 24 
de julho de 1991.
Art. 122. Na execução do contrato e sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, o contratado 
poderá subcontratar partes da obra, do serviço ou do fornecimento até o limite autorizado, em cada caso, 
pela Administração.
§ 1º O contratado apresentará à Administração documentação que comprove a capacidade técnica do 
subcontratado, que será avaliada e juntada aos autos do processo correspondente.
§ 2º Regulamento ou edital de licitação poderão vedar, restringir ou estabelecer condições para a subcontratação.
§ 3º Será vedada a subcontratação de pessoa física ou jurídica, se aquela ou os dirigentes desta mantiverem 
vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista ou civil com dirigente do órgão ou 
entidade contratante ou com agente público que desempenhe função na licitação ou atue na fiscalização ou 
na gestão do contrato, ou se deles forem cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral, ou por 
afinidade, até o terceiro grau, devendo essa proibição constar expressamente do edital de licitação.
Art. 123. A Administração terá o dever de explicitamente emitir decisão sobre todas as solicitações e reclamações 
relacionadas à execução dos contratos regidos por esta Lei, ressalvados os requerimentos manifestamente 
impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para a boa execução do contrato.
Parágrafo único. Salvo disposição legal ou cláusula contratual que estabeleça prazo específico, concluída a 
instrução do requerimento, a Administração terá o prazo de 1 (um) mês para decidir, admitida a prorrogação 
motivada por igual período.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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DA EXECUÇÃODA EXECUÇÃO DOS CONTRATOS – ART. 115 DOS CONTRATOS – ART. 115
A Lei n. 14.133/2021 trouxe um capítulo específico sobre a execução contratual, assim 
como na Lei n. 8.666/1993, mas agora com regras mais claras, principalmente, nos contratos 
com dedicação de mão de obra exclusiva.
Segundo a Lei n. 14.133/2021 (art. 114), o contrato deverá ser executado fielmente pelas 
partes, de acordo com as cláusulas avençadas, e cada parte responderá pelas consequências 
de sua inexecução total ou parcial.
Inclusive há nova regra interessante, proibindo à Administração retardar imotivadamente 
a execução de obra ou serviço, ou de suas parcelas, inclusive na hipótese de posse do 
respectivo chefe do Poder Executivo ou de novo titular no órgão ou entidade contratante. 
A regra quer evitar que na sucessão de governantes, o novo gestor deixe de priorizar ou 
executar (finalizar) obras e serviços iniciados na gestão anterior.
Na redação original da lei que foi VETADA foi previsto que nas contratações de obras a 
necessidade de depósito em conta vinculada, conta bloqueada para movimentação, para 
que sejam honrados os compromissos do contratado, inclusive os encargos trabalhistas. 
Segundo a IN n. 5/2017 que trata da execução dos serviços contínuos conta vinculada é a 
conta aberta pela Administração em nome da empresa contratada, destinada exclusivamente 
ao pagamento de férias, 13º salário e verbas rescisórias aos trabalhadores da contratada, 
não se constituindo em um fundo de reserva, utilizada na contratação de serviços com 
dedicação exclusiva de mão de obra.
Também foi objeto de veto a seguinte disposição: São absolutamente IMPENHORÁVEIS 
os valores depositados na conta vinculada.
As razões do VETO para o depósito em conta vinculada foram as seguintes:
A propositura legislativa estabelece que nas contratações de obras, a expedição da ordem de 
serviço para execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida de depósito em conta 
vinculada dos recursos financeiros necessários para custear as despesas correspondentes à 
etapa a ser executada.
Entretanto, e em que pese o mérito da proposta, a medida contraria o interesse público, tendo 
em vista que a obrigatoriedade de depósito em conta vinculada como requisito para expedição 
de ordem de serviço na execução de obras contribuirá para aumentar significativamente o 
empoçamento de recursos, inviabilizando remanejamentos financeiros que possam se mostrar 
necessários ou mesmo para atender demandas urgentes e inesperadas.
Ademais, tem-se que a existência de financeiro não deve ser exigência para a ordem de início do 
contrato, mas apenas a previsão orçamentária, caracterizada pela conhecida nota de empenho.
Por fim, tal medida infringe princípios e normas de direito financeiro, como o art. 56 da Lei n. 
4.320, de 1964, que exige a observância do princípio de unidade de tesouraria e veda qualquer 
fragmentação para criação de caixas especiais, como seriam as contas vinculadas, para a realização 
de antecipação de pagamentos por parte da Administração, que depositaria o valor da etapa 
da obra de forma antecipada, antes do cumprimento da obrigação por parte do contratado.
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PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE EXECUÇÃOPRORROGAÇÃO DO PRAZO DE EXECUÇÃO
Conforme já falamos, o prazo de vigência contratual tem por finalidade determinar o 
período de tempo durante o qual um contrato administrativo se apresenta como obrigatório 
para as partes (é o prazo de duração). Já a eficácia consiste na potencialidade de produção 
de efeitos do contrato. Eficácia se refere a prazo de execução.
Assim:
• vigênciaà Administração, quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar 
ou não retirar
o instrumento equivalente no prazo e nas condições estabelecidas, convocar os licitantes remanescentes, na 
ordem de classificação, para a celebração do contrato nas condições propostas pelo licitante vencedor.
§ 3º Decorrido o prazo de validade da proposta indicado no edital sem convocação para a contratação, 
ficarão os licitantes liberados dos compromissos assumidos.
§ 4º Na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a contratação nos termos do § 2º deste artigo, a 
Administração, observados o valor estimado e sua eventual atualização nos termos do edital, poderá:
I – convocar os licitantes remanescentes para negociação, na ordem de classificação, com vistas à obtenção 
de preço melhor, mesmo que acima do preço do adjudicatário;
II – adjudicar e celebrar o contrato nas condições ofertadas pelos licitantes remanescentes, atendida a 
ordem classificatória, quando frustrada a negociação de melhor condição.
§ 5º A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato ou em aceitar ou retirar o instrumento 
equivalente no prazo estabelecido pela Administração caracterizará o descumprimento total da obrigação 
assumida e o sujeitará às penalidades legalmente estabelecidas e à imediata perda da garantia de proposta 
em favor do órgão ou entidade licitante.
§ 6º A regra do § 5º não se aplicará aos licitantes remanescentes convocados na forma do inciso I do § 4º 
deste artigo.
§ 7º Será facultada à Administração a convocação dos demais licitantes classificados para a contratação de 
remanescente de obra, de serviço ou de fornecimento em consequência de rescisão contratual, observados 
os mesmos critérios estabelecidos nos §§ 2º e 4º deste artigo.
 
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Segundo o art. 182 da Lei n. 14133/21 os valores constantes na referida Lei devem ser 
anualmente atualizados:
Art. 182. O Poder Executivo federal atualizará, a cada dia 1º de janeiro, pelo Índice Nacional de 
Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) ou por índice que venha a substituí-lo, os valores 
fixados por esta Lei, os quais serão divulgados no PNCP.
Assim, anualmente é editado Decreto atualizando todos os valores da Lei. Nesse sentido, 
para o ano de 2025, foi editado o Decreto n. 12.343/2024.
Contudo, na LEI os valores continuam os mesmos, mas na prática devem ser considerados 
os valores do DECRETO. Para concurso, recomenda-se saber os valores da Lei e do Decreto.
 DISPOSITIVO VALOR ATUALIZADO
 Art. 6º, caput, 
inciso XXII
 R$ 250.902.323,87 (duzentos e 
cinquenta milhões novecentos e 
dois mil trezentos e vinte e três 
reais e oitenta e sete centavos)
 XXII – obras, serviços e fornecimentos de grande vulto: 
aqueles cujo valor estimado supera R$ 200.000.000,00 
(duzentos milhões de reais);
 Art. 37, § 2º
 R$ 376.353,48 (trezentos e 
setenta e seis mil trezentos e 
cinquenta e três reais e quarenta 
e oito centavos)
 § 2º Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, 
na licitação para contratação dos serviços técnicos 
especializados de natureza predominantemente 
intelectual previstos nas alíneas “a”, “d” e “h” do 
inciso XVIII do caput do art. 6º desta Lei cujo valor 
estimado da contratação seja superior a R$ 300.000,00 
(trezentos mil reais), o julgamento será por:
 I – melhor técnica; ou
 II – técnica e preço, na proporção de 70% (setenta 
por cento) de valoração da proposta técnica.
 Art. 70, caput, 
inciso III
 R$ 376.353,48 (trezentos e 
setenta e seis mil trezentos e 
cinquenta e três reais e quarenta 
e oito centavos)
 Art. 70. A documentação referida neste Capítulo 
poderá ser:
 III – dispensada, total ou parcialmente, nas contratações 
para entrega imediata, nas contratações em valores 
inferiores a 1/4 (um quarto) do limite para dispensa 
de licitação para compras em geral e nas contratações 
de produto para pesquisa e desenvolvimento até o 
valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).
 Art. 75, caput, 
inciso I
 R$ 125.451,15 (cento e vinte 
e cinco mil quatrocentos e 
cinquenta e um reais e quinze 
centavos)
 Art. 75. É dispensável a licita-ção:
 Art. 75, caput, 
inciso II
 R$ 59.906,02 (cinquenta e nove 
mil novecentos e seis reais e dois 
centavos)
 I – para contratação que envolva valores inferiores 
a R$ 100.000,00 (cem mil reais), no caso de obras e 
serviços de engenharia ou de serviços de manutenção 
de veículos automotores;
 Art. 75, caput, 
inciso II
 R$ 62.725,59 (sessenta e dois mil 
setecentos e vinte e cinco reais e 
cinquenta e nove centavos)
 II – para contratação que envolva valores inferiores a 
R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), no caso de outros 
serviços e compras;
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 DISPOSITIVO VALOR ATUALIZADO
 Art. 75, caput, 
inciso IV, alínea “c”
 R$ 376.353,48 (trezentos e 
setenta e seis mil trezentos e 
cinquenta e três reais e quarenta 
e oito centavos)
 IV – para contratação que tenha por objeto:
 c) produtos para pesquisa e desenvolvimento, 
limitada a contratação, no caso de obras e serviços 
de engenharia, ao valor de R$ 300.000,00 (trezentos 
mil reais);
 Art. 75, § 7º
 R$ 10.036,10 (dez mil trinta e 
seis reais e dez centavos))
 § 7º Não se aplica o disposto no § 1º deste artigo às 
contratações de até R$ 8.000,00 (oito mil reais) de 
serviços de manutenção de veículos automotores 
de propriedade do órgão ou entidade contratante, 
incluído o fornecimento de peças.
 Art. 95, § 2º
 R$ 12.545,11 (doze mi l 
quinhentos e quarenta e cinco 
reais e onze centavos)
 § 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal 
com a Administração, salvo o de pequenas compras 
ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, 
assim entendidos aqueles de valor não superior a R$ 
10.000,00 (dez mil reais).
 Art. 184-A
 R$ 1.576.882,20 (um milhão 
quinhentos e setenta e seis mil 
oitocentos e oitenta e dois reais 
e vinte centavos)
 Art. 184-A. À celebração, à execução, ao 
acompanhamento e à prestação de contas dos 
convênios, contratos de repasse e instrumentos 
congêneres em que for parte a União, com valor global 
de até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil 
reais), aplicar-se-á o seguinte regime simplificado:
DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS (ART. 89)DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS (ART. 89)
Contrato é o acordo de vontades destinado a disciplinar os interesses dos contratantes.
A Administração celebra contratos de direito público e contratos de direito privado.
A expressão contratos DA Administração abrange todos os contratos celebrados, em 
regime de direito público e de direito privado.
A denominação contrato administrativo é reservada para os contratos de Direito 
Público celebrados pela Administração, em que predominam as normas de Direito Público. 
O contrato administrativo é espécie contrato da Administração.
Porém, a Administração Pública também celebra contratos de direito privado (ou 
semipúblicos). São contratos nos quais ela não está presente como Poder Público, e sim, 
como se fosse um particular. Podemos citar como exemplo, um contrato de locação no qual 
a Administração Pública é a locatária.
A principal diferença entre as duas espécies de contratos (contratos administrativos– duração do contrato;
• eficácia – produção de efeitos/prazo de execução.
Segundo a lei, em caso de impedimento, ordem de paralisação ou suspensão do contrato, 
o cronograma de execução será prorrogado automaticamente pelo tempo correspondente, 
anotadas tais circunstâncias mediante simples apostila. Vamos imaginar que a Administração 
Pública contratou um curso presencial cujo prazo de execução seria de 01 de fevereiro a 01 
de dezembro. Com aulas semanais todos os dias. Porém, no ano do curso vem uma nova 
pandemia e durante 6 meses não é possível aula presencial. Neste caso, o prazo de execução 
é automaticamente prorrogado, devendo ser fixado o novo prazo por simples apostilamento 
(dispensa aditivo). O apostilamento é apenas alterar a cláusula que fala do prazo.
Como decorrência do princípio da transparência, nas contratações de obras, ocorrendo 
impedimento e paralisação por mais de 1 (um) mês, a Administração deverá divulgar, em 
sítio eletrônico oficial e em placa a ser afixada em local da obra de fácil visualização pelos 
cidadãos, aviso público de obra paralisada, com o motivo e o responsável da inexecução 
temporária do objeto do contrato e a data prevista para o reinício da sua execução.
Sobre a fiscalização do contrato e a responsabilidade do contratado, veja no tópico 
fiscalização contratual em cláusulas exorbitantes.
PRORROGAÇÃO AUTOMÁTICA DA EXECUÇÃOPRORROGAÇÃO AUTOMÁTICA DA EXECUÇÃO
Em caso de impedimento, ordem de paralisação ou suspensão do contrato, o cronograma 
de execução será prorrogado automaticamente pelo tempo correspondente, anotadas 
tais circunstâncias mediante simples apostila.
O cronograma de execução se refere ao período em que o objeto será executado. Por 
exemplo, um contrato de uma empresa para oferecer um curso para servidores, haverá um 
cronograma das aulas a serem fornecidas com os dias, carga horária e o tempo em que o 
curso será ministrado.
Ocorre que na prática vários fatores podem ensejar o não cumprimento da execução, por 
exemplo, a pandemia do Coronavírus em que um curso presencial teve de ser interrompido. 
Para isso, antes era necessário fazer um aditivo contratual, mandar o processo para a 
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assessoria jurídica analisar e até demorava bastante. Com a Lei n. 14.133/2021, havendo 
causa de impedimento de execução o contrato é prorrogado automaticamente mediante 
apostila, dispensando aditivo.
Lei n. 14.133/2021
CAPÍTULO VII
DA ALTERAÇÃO DOS CONTRATOS E DOS PREÇOS
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, nos 
seguintes casos:
I – UNILATERALMENTE pela Administração:
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica a seus 
objetivos;
b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição 
quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei;
II – por ACORDO entre as partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, bem como do modo 
de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários;
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e vedada a antecipação do pagamento em relação 
ao cronograma financeiro fixado sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou 
execução de obra ou serviço;
d) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de força maior, caso 
fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências 
incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, respeitada, em qualquer caso, 
a repartição objetiva de risco estabelecida no contrato.
§ 1º Se forem decorrentes de falhas de projeto, as alterações de contratos de obras e serviços de 
engenharia ensejarão apuração de responsabilidade do responsável técnico e adoção das providências 
necessárias para o ressarcimento dos danos causados à Administração.
§ 2º Será aplicado o disposto na alínea “d” do inciso II do caput deste artigo às contratações de obras e 
serviços de engenharia, quando a execução for obstada pelo atraso na conclusão de procedimentos de 
desapropriação, desocupação, servidão administrativa ou licenciamento ambiental, por circunstâncias 
alheias ao contratado.
Art. 125. Nas alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei, o contratado 
será obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, acréscimos ou supressões de até 25% 
(vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato que se fizerem nas obras, nos serviços 
ou nas compras, e, no caso de reforma de edifício ou de equipamento, o limite para os acréscimos 
será de 50% (cinquenta por cento).
Art. 126. As alterações unilaterais a que se refere o inciso I do caput do art. 124 desta Lei não poderão 
transfigurar o objeto da contratação.
Art. 127. Se o contrato não contemplar preços unitários para obras ou serviços cujo aditamento se fizer 
necessário, esses serão fixados por meio da aplicação da relação geral entre os valores da proposta e o 
do orçamento-base da Administração sobre os preços referenciais ou de mercado vigentes na data do 
aditamento, respeitados os limites estabelecidos no art. 125 desta Lei.
Art. 128. Nas contratações de obras e serviços de engenharia, a diferença percentual entre o valor 
global do contrato e o preço global de referência não poderá ser reduzida em favor do contratado em 
decorrência de aditamentos que modifiquem a planilha orçamentária.
Art. 129. Nas alterações contratuais para supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já houver 
adquirido os materiais e os colocado no local dos trabalhos, estes deverão ser pagos pela Administração 
pelos custos de aquisição regularmente
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comprovados e monetariamente reajustados, podendo caber indenização por outros danos eventualmente 
decorrentes da supressão, desde que regularmente comprovados.
Art. 130. Caso haja alteração unilateral do contrato que aumente ou diminua os encargos do contratado, a 
Administração deverá restabelecer, no mesmo termo aditivo, o equilíbrio econômico-financeiro inicial.
Art. 131. A extinção do contrato não configurará óbice para o reconhecimento do desequilíbrio 
econômico-financeiro, hipótese em que será concedida indenização por meio de termo indenizatório.
Parágrafo único. O pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro deverá ser formulado 
durante a vigência do contrato e antes de eventual prorrogação nos termos do art. 107 desta Lei.
Art. 132. A formalização do termo aditivo é condição para a execução, pelo contratado, das prestações 
determinadas pela Administração no curso da execução do contrato, salvo nos casos de justificada 
necessidade de antecipação de seus efeitos, hipótese em que a formalização deverá ocorrer no prazo 
máximo de 1 (um) mês.
Art. 133. Nas hipóteses em que for adotadaa contratação integrada ou semi-integrada, é vedada a 
alteração dos valores contratuais, exceto nos seguintes casos:
I – para restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro decorrente de caso fortuito ou força maior;
II – por necessidade de alteração do projeto ou das especificações para melhor adequação técnica aos 
objetivos da contratação, a pedido da Administração, desde que não decorrente de erros ou omissões 
por parte do contratado, observados os limites estabelecidos no art. 125 desta Lei;
III – por necessidade de alteração do projeto nas contratações semi-integradas, nos termos do § 5º 
do art. 46 desta Lei;
IV – por ocorrência de evento superveniente alocado na matriz de riscos como de responsabilidade 
da Administração.
Art. 134. Os preços contratados serão alterados, para mais ou para menos, conforme o caso, se houver, 
após a data da apresentação da proposta, criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou 
encargos legais ou a superveniência de disposições legais, com comprovada repercussão sobre os 
preços contratados.
Art. 135. Os preços dos contratos para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de 
obra ou com predominância de mão de obra serão repactuados para manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro, mediante demonstração analítica da variação dos custos contratuais, com data vinculada:
I – à da apresentação da proposta, para custos decorrentes do mercado;
II – ao acordo, à convenção coletiva ou ao dissídio coletivo ao qual a proposta esteja vinculada, para 
os custos de mão de obra.
§ 1º A Administração não se vinculará às disposições contidas em acordos, convenções ou dissídios 
coletivos de trabalho que tratem de matéria não trabalhista, de pagamento de participação dos 
trabalhadores nos lucros ou resultados do contratado, ou que estabeleçam direitos não previstos em 
lei, como valores ou índices obrigatórios de encargos sociais ou previdenciários, bem como de preços 
para os insumos relacionados ao exercício da atividade.
§ 2º É vedado a órgão ou entidade contratante vincular-se às disposições previstas nos acordos, convenções ou
dissídios coletivos de trabalho que tratem de obrigações e direitos que somente se aplicam aos contratos 
com a Administração Pública.
§ 3º A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado da data da apresentação 
da proposta ou da data da última repactuação.
§ 4º A repactuação poderá ser dividida em tantas parcelas quantas forem necessárias, observado 
o princípio da anualidade do reajuste de preços da contratação, podendo ser realizada em momentos 
distintos para discutir a variação de custos que tenham sua anualidade resultante em datas 
diferenciadas, como os decorrentes de mão de obra e os decorrentes dos insumos necessários à execução 
dos serviços.
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§ 5º Quando a contratação envolver mais de uma categoria profissional, a repactuação a que se refere 
o inciso II do caput deste artigo poderá ser dividida em tantos quantos forem os acordos, convenções 
ou dissídios coletivos de trabalho das categorias envolvidas na contratação.
§ 6º A repactuação será precedida de solicitação do contratado, acompanhada de demonstração analítica 
da variação dos custos, por meio de apresentação da planilha de custos e formação de preços, ou do 
novo acordo, convenção ou sentença normativa que fundamenta a repactuação.
Art. 136. Registros que não caracterizam alteração do contrato podem ser realizados por simples 
apostila, dispensada a celebração de termo aditivo, como nas seguintes situações:
I – variação do valor contratual para fazer face ao REAJUSTE ou à REPACTUAÇÃO de preços previstos 
no próprio contrato;
II – atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento 
previstas no contrato;
III – alterações na razão ou na denominação social do contratado;
IV – empenho de dotações orçamentárias.
Comentado no art. 104, I.
De qualquer modo o art. 136 é um bom tema para cobrar em prova. As alterações que 
podem ser feitas por APOSTILA (dispensando aditivo).
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CAPÍTULO VIII
DAS HIPÓTESES DE EXTINÇÃO DOS CONTRATOS
Art. 137. Constituirão motivos para extinção do contrato, a qual deverá ser formalmente motivada 
nos autos do processo, assegurados o contraditório e a ampla defesa, as seguintes situações:
I – não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas contratuais, 
de especificações, de projetos ou de prazos;
II – desatendimento das determinações regulares emitidas pela autoridade designada para acompanhar 
e fiscalizar sua execução ou por autoridade superior;
III – alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura da empresa que restrinja sua 
capacidade de concluir o contrato;
IV – decretação de falência ou de insolvência civil, dissolução da sociedade ou falecimento do 
contratado;
V – caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução do contrato;
VI – atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração substancial 
do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto;
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VII – atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas;
VIII – razões de interesse público, justificadas pela autoridade máxima do órgão ou da entidade 
contratante;
IX – não cumprimento das obrigações relativas à reserva de cargos prevista em lei, bem como em 
outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para reabilitado da Previdência Social ou 
para aprendiz.
§ 1º Regulamento poderá especificar procedimentos e critérios para verificação da ocorrência dos 
motivos previstos no caput deste artigo.
§ 2º O CONTRATADO terá direito à extinção do contrato nas seguintes hipóteses:
I – supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras que acarrete modificação 
do valor inicial do contrato além do limite permitido no art. 125 desta Lei; (25%)
II – suspensão de execução do contrato, por ordem escrita da Administração, por prazo superior a 
3 (três) meses;
III – repetidas suspensões que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do pagamento 
obrigatório de indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e 
mobilizações e outras previstas;
IV – atraso superior a 2 (dois) meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou de 
parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou fornecimentos;
V – não liberação pela Administração, nos prazos contratuais, de área, local ou objeto, para execução 
de obra, serviço ou fornecimento, e de fontes de materiais naturais especificadas no projeto, inclusive 
devido a atraso ou
descumprimento das obrigações atribuídas pelo contrato à Administração relacionadas a desapropriação, 
a desocupação de áreas públicas ou a licenciamento ambiental.
§ 3º As hipóteses de extinção a que se referem os incisos II, III e IV do § 2º deste artigo observarão as 
seguintes disposições:
I – não serão admitidasem caso de calamidade pública, de grave perturbação da ordem interna ou 
de guerra, bem como quando decorrerem de ato ou fato que o contratado tenha praticado, do qual 
tenha participado ou para o qual tenha contribuído;
II – assegurarão ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações 
assumidas até a normalização da situação, admitido o restabelecimento do equilíbrio econômico-
financeiro do contrato, na forma da alínea “d” do inciso II do caput do art. 124 desta Lei.
§ 4º Os emitentes das garantias previstas no art. 96 desta Lei deverão ser notificados pelo contratante 
quanto ao início de processo administrativo para apuração de descumprimento de cláusulas contratuais.
Art. 138. A extinção do contrato poderá ser:
I – determinada por ato unilateral e escrito da Administração, exceto no caso de descumprimento 
decorrente de sua própria conduta;
II – consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por mediação ou por comitê de resolução 
de disputas, desde que haja interesse da Administração;
III – determinada por decisão arbitral, em decorrência de cláusula compromissória ou compromisso 
arbitral, ou por decisão judicial.
§ 1º A extinção determinada por ato unilateral da Administração e a extinção consensual deverão ser 
precedidas de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente e reduzidas a termo 
no respectivo processo.
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Lei n. 14.133/2021
§ 2º Quando a extinção decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado será ressarcido 
pelos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido e terá direito a:
I – devolução da garantia;
II – pagamentos devidos pela execução do contrato até a data de extinção;
III – pagamento do custo da desmobilização.
Art. 139. A extinção determinada por ato unilateral da Administração poderá acarretar, sem prejuízo 
das sanções previstas nesta Lei, as seguintes consequências:
I – assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se encontrar, por ato próprio 
da Administração;
II – ocupação e utilização do local, das instalações, dos equipamentos, do material e do pessoal 
empregados na execução do contrato e necessários à sua continuidade;
III – execução da garantia contratual para:
a) ressarcimento da Administração Pública por prejuízos decorrentes da não execução;
b) pagamento de verbas trabalhistas, fundiárias e previdenciárias, quando cabível;
c) pagamento das multas devidas à Administração Pública;
d) exigência da assunção da execução e da conclusão do objeto do contrato pela seguradora, quando 
cabível;
IV – retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à 
Administração Pública e das multas aplicadas.
§ 1º A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II do caput deste artigo ficará a critério da 
Administração, que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta.
§ 2º Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o ato deverá ser precedido de autorização expressa 
do ministro de Estado, do secretário estadual ou do secretário municipal competente, conforme o caso.
EXTINÇÃO DOS CONTRATOS – ART. 137EXTINÇÃO DOS CONTRATOS – ART. 137
Tendo em vista que, via de regra, o contrato administrativo deve ter prazo certo, após 
o advento do termo fixado, o contrato está extinto.
Da mesma forma, é cláusula obrigatória do contrato administrativo a definição do 
objeto; sendo assim, após a conclusão do objeto licitado (ex.: construção da rodovia), o 
contrato também está extinto.
Essas são as formas naturais de se terminar um contrato administrativo: término do 
prazo ou conclusão do objeto.
Contudo, existem formas extraordinárias de extinção do contrato, podendo ocorrer de 
modo unilateral pela Administração Pública; ou se houver motivo legal o contratado pode 
pedir a rescisão ou de comum acordo por ambos, Administração Pública e o contratado.
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Quando a extinção decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado será 
ressarcido pelos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido e terá direito a:
• devolução da garantia;
• pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da extinção;
• pagamento do custo da desmobilização.
A extinção determinada por ato unilateral da Administração poderá acarretar, sem 
prejuízo das sanções previstas nesta Lei, as seguintes consequências (art. 138):
I – assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se encontrar, por ato 
próprio da Administração;
II – ocupação e utilização do local, das instalações, dos equipamentos, do material e do pessoal 
empregados na execução do contrato e necessários à sua continuidade; (o ato deverá ser precedido 
de autorização expressa do ministro de Estado, do secretário estadual ou do secretário municipal 
competente, conforme o caso.)
III – execução da garantia contratual, para:
a) ressarcimento da Administração Pública por prejuízos decorrentes da não execução;
b) pagamento de verbas trabalhistas, fundiárias e previdenciárias, quando cabível;
c) pagamento de valores das multas devidas à Administração Pública;
d) exigência da assunção da execução e conclusão do objeto do contrato pela seguradora, 
quando cabível;
IV – retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à 
Administração Pública e das multas aplicadas.
§ 1º A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II do caput deste artigo ficará a critério da 
Administração, que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta.
Conforme o inciso I e II a Administração Pública pode fazer ocupação de bens, serviços 
e até do pessoal do contratado para não interromper um serviço prestado à sociedade. 
Infelizmente, é comum empresas de transporte de ônibus, fornecimento de merendas; 
vendas de bilhetes de ônibus não cumprirem adequadamente os termos de contrato o que 
pode levar a rescisão antecipada por parte da Administração Pública. Mas ela pode retomar 
o objeto e fazer ocupação temporária para não prejudicar a sociedade e ficar sem o serviço 
prestado. Posteriormente, a Administração Pública deve fazer nova licitação e novo contrato.
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CAPÍTULO IX
DO RECEBIMENTO DO OBJETO DOCONTRATO
Art. 140. O objeto do contrato será recebido:
I – em se tratando de obras e serviços:
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a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo 
detalhado, quando verificado o cumprimento das exigências de caráter técnico;
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante termo 
detalhado que comprove o atendimento das exigências contratuais;
II – em se tratando de compras:
a) provisoriamente, de forma sumária, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, com 
verificação posterior da conformidade do material com as exigências contratuais;
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante 
termo detalhado que comprove o atendimento das exigências contratuais.
§ 1º O objeto do contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver em desacordo 
com o contrato.
§ 2º O recebimento provisório ou definitivo não excluirá a responsabilidade civil pela solidez e pela 
segurança da obra ou serviço nem a responsabilidade ético-profissional pela perfeita execução do 
contrato, nos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato.
§ 3º Os prazos e os métodos para a realização dos recebimentos provisório e definitivo serão definidos 
em regulamento ou no contrato.
§ 4º Salvo disposição em contrário constante do edital ou de ato normativo, os ensaios, os testes e 
as demais provas para aferição da boa execução do objeto do contrato exigidos por normas técnicas 
oficiais correrão por conta do contratado.
§ 5º Em se tratando de projeto de obra, o recebimento definitivo pela Administração não eximirá 
o projetista ou o consultor da responsabilidade objetiva
por todos os danos causados por falha de projeto.
§ 6º Em se tratando de obra, o recebimento definitivo pela Administração não eximirá o contratado, 
pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, admitida a previsão de prazo de garantia superior no edital e 
no contrato, da responsabilidade objetiva pela solidez e pela segurança dos materiais e dos serviços 
executados e pela funcionalidade da construção, da reforma, da recuperação ou da ampliação do bem 
imóvel, e, em caso de vício, defeito ou incorreção identificados, o contratado ficará responsável pela 
reparação, pela correção, pela reconstrução ou pela substituição necessárias.
DO RECEBIMENTO DO OBJETO DO CONTRATO – ART. 140DO RECEBIMENTO DO OBJETO DO CONTRATO – ART. 140
Quase chegando à fase final do contrato temos o recebimento do objeto. A entrega do 
produto, da obra, do serviço.
Esse é o ideal! Que o contrato siga seu curso normal, sem extinção antecipada, e no final 
o objeto seja entregue à Administração Pública conforme a lei exige.
Como se dá o recebimento?
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Assim, tanto nas obras e serviços, quanto nas compras há o recebimento provisório, 
feito pelo responsável pelo acompanhamento da execução contratual, e, posteriormente, 
de forma definitiva por servidor ou comissão.
O objeto do contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver em 
desacordo com o contrato.
O recebimento provisório ou definitivo não excluirá a responsabilidade civil pela solidez 
e segurança da obra ou serviço nem a responsabilidade ético-profissional pela perfeita 
execução do contrato, nos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato.
Em se tratando de obras, o recebimento definitivo pela Administração não eximirá o 
contratado, pelo prazo mínimo de cinco anos, admitida a previsão de prazo de garantia 
superior no edital e no contrato, da responsabilidade objetiva pela solidez e segurança 
dos materiais e dos serviços executados e pela funcionalidade da construção, da reforma, 
da recuperação ou da ampliação do bem imóvel, e, em caso de vício, defeito ou incorreção 
identificados, o contratado ficará responsável pela reparação, pela correção, pela reconstrução 
ou pela substituição necessárias.
Neste ponto andou bem a Lei n. 14.133/2021, pois na lei anterior não havia prazo de 
“garantia” da obra pela solidez e segurança. Antes, eram aplicadas as regras do Código Civil. 
Agora, nas licitações há regra própria.
Em se tratando de projeto de obra, o recebimento definitivo pela Administração não 
eximirá o projetista ou o consultor da responsabilidade objetiva por todos os danos causados 
por falha de projeto.
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CAPÍTULO X
DOS PAGAMENTOS
Art. 141. No dever de pagamento pela Administração, será observada a ordem cronológica para cada fonte 
diferenciada de recursos, subdividida nas seguintes categorias de contratos:
I – fornecimento de bens;
II – locações;
III – prestação de serviços;
IV – realização de obras.
§ 1º A ordem cronológica referida no caput deste artigo poderá ser alterada, mediante prévia justificativa 
da autoridade competente e posterior comunicação ao órgão de controle interno da Administração e ao 
tribunal de contas competente, exclusivamente nas seguintes situações:
I – grave perturbação da ordem, situação de emergência ou calamidade pública;
II – pagamento a microempresa, empresa de pequeno porte, agricultor familiar, produtor rural pessoa física, 
microempreendedor individual e sociedade cooperativa, desde que demonstrado o risco de descontinuidade 
do cumprimento do objeto do contrato;
III – pagamento de serviços necessários ao funcionamento dos sistemas estruturantes, desde que demonstrado 
o risco de descontinuidade do cumprimento do objeto do contrato;
IV – pagamento de direitos oriundos de contratos em caso de falência, recuperação judicial ou dissolução 
da empresa contratada;
V – pagamento de contrato cujo objeto seja imprescindível para assegurar a integridade do patrimônio público 
ou para manter o funcionamento das atividades finalísticas do órgão ou entidade, quando demonstrado o risco 
de descontinuidade da prestação de serviço público de relevância ou o cumprimento da missão institucional.
§ 2º A inobservância imotivada da ordem cronológica referida no caput deste artigo ensejará a apuração de 
responsabilidade do agente responsável, cabendo aos órgãos de controle a sua fiscalização.
§ 3º O órgão ou entidade deverá disponibilizar, mensalmente, em seção específica de acesso à informação em 
seu sítio na internet, a ordem cronológica de seus pagamentos, bem como as justificativas que fundamentarem 
a eventual alteração dessa ordem.
Art. 142. Disposição expressa no edital ou no contrato poderá prever pagamento em conta vinculada ou 
pagamento pela efetiva comprovação do fato gerador.
Parágrafo único. (VETADO).
Art. 143. No caso de controvérsia sobre a execução do objeto, quanto a dimensão, qualidade e quantidade, 
a parcela incontroversa deverá serliberada no prazo previsto para pagamento.
Art. 144. Na contratação de obras, fornecimentos e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser estabelecida 
remuneração variável vinculada ao desempenho do contratado, com base em metas, padrões de qualidade, 
critérios de sustentabilidade ambiental e prazos de entrega definidos no edital de licitação e no contrato.
§ 1º O pagamento poderá ser ajustado em base percentual sobre o valor economizado em determinada 
despesa, quando o objeto do contrato visar à implantação de processo de racionalização, hipótese em que 
as despesas correrão à conta dos mesmos créditos orçamentários, na forma de regulamentação específica.
§ 2º A utilização de remuneração variável será motivada e respeitará o limite orçamentário fixado pela 
Administração para a contratação.
Art. 145. Não será permitido pagamento antecipado, parcial ou total, relativo a parcelas contratuais vinculadas 
ao fornecimento de bens, à execução de obras ou à prestação de serviços.
§ 1º A antecipação de pagamento somente será permitida se propiciar sensível economia de recursos ou se 
representar condição indispensável para a obtenção do bem ou para a prestação do serviço, hipótese que 
deverá ser previamente justificada no processo licitatório e expressamente prevista no edital de licitação 
ou instrumento formal de contratação direta.
§ 2º A Administração poderá exigir a prestação de garantia adicional como condição para o pagamento 
antecipado.
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§ 3º Caso o objeto não seja executado no prazo contratual, o valor antecipado deverá ser devolvido.
Art. 146. No ato de liquidação da despesa, os serviços de contabilidade comunicarão aos órgãos da administração 
tributária as características da despesa e os valores pagos, conforme o disposto no art. 63 da Lei n. 4.320, 
de 17 de março de 1964.
A Administração Pública tem, ainda, uma fama de mal pagadora. Atualmente, não é 
tanto assim, pois nos últimos anos tem sido mais rigoroso o sistema de pagamentos e a 
responsabilização dos gestores maliciosos.
A Lei n. 14.133/2021 vem trazendo capítulo específico sobre a regra de pagamentos ao 
contratado determinando a observância da ordem cronológica dos pagamentos.
Assim, segundo o art. 141, no dever de pagamento pela Administração será observada 
a ordem cronológica para cada fonte diferenciada de recursos.
Excepcionalmente, a ordem cronológica poderá ser alterada, mediante prévia justificativa 
da autoridade competente e posterior comunicação ao órgão de controle interno da 
Administração e ao tribunal de contas competente, exclusivamente nas seguintes situações:
• grave perturbação da ordem, situação de emergência ou calamidade pública;
• pagamento a microempresa, empresa de pequeno porte, agricultor familiar, produtor 
rural pessoa física, microempreendedor individual e sociedades cooperativas, desde 
que demonstrado o risco de descontinuidade do cumprimento do objeto do contrato;
• pagamento de serviços necessários ao funcionamento dos sistemas estruturantes, 
desde que demonstrado o risco de descontinuidade do cumprimento do objeto do 
contrato;
• pagamento de direitos oriundos de contratos em caso de falência, recuperação judicial 
ou dissolução da empresa contratada;
• pagamento de contrato cujo objeto seja imprescindível para assegurar a integridade 
do patrimônio público ou para manter o funcionamento das atividades finalísticas 
do órgão ou entidade, quando demonstrado o risco de descontinuidade da prestação 
de um serviço público de relevância, ou o cumprimento da missão institucional.
Note que para desrespeitar a ordem cronológica deve haver a devida justificativa e 
comunicar ao órgão de controle interno e ao Tribunal de Contas competente e somente 
pode ocorrer nas hipóteses estritamente fixadas em lei.
O órgão ou entidade deverá disponibilizar, mensalmente, na seção específica de acesso 
à informação de seu sítio da internet, a ordem cronológica de seus pagamentos, bem como 
as justificativas que fundamentarem a eventual alteração da ordem.
No caso de controvérsia sobre a execução do objeto, quanto a dimensão, qualidade e 
quantidade, a parcela incontroversa deverá ser liberada no prazo previsto para pagamento. 
Assim, havendo dúvida em medições e quantidades, a parte já acordada entre Administração 
Pública e contratado terá o pagamento nos prazos legais.
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REMUNERAÇÃO VARIÁVEL – ART. 144REMUNERAÇÃO VARIÁVEL – ART. 144
Trata-se de uma forma de remuneração em que se pretende à obtenção de um 
resultado futuro.
Na contratação de obras, fornecimentos e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser 
estabelecida remuneração variável vinculada ao desempenho do contratado, com base em 
metas, padrões de qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazos de entrega 
definidos no edital de licitação e no contrato.
Pode ser por exemplo, um contrato de obra em que vincula uma maior remuneração ao 
contratado se entregar a obra antes do prazo previsto, de modo que a Administração Pública 
deixe de pagar aluguel do prédio que é utilizado. Ou a aquisição de um software que torne 
mais efetiva a arrecadação de um tributo, sendo que a remuneração ao contratado será 
maior a depender da eficiência do programa. Ou a contratação de serviço advocatício em 
que se vincula a remuneração conforme o sucesso da causa, podendo até a remuneração 
consistir no pagamento de honorários advocatícios pelo êxito da causa. Inclusive o TCU já 
reconheceu legalidade da contratação de risco nessas situações (Acórdão n. 589/2004).
O pagamento poderá ser ajustado em base percentual sobre valor economizado em 
determinada despesa, quando o objeto do contrato visar à implantação de processo 
de racionalização, hipótese em que as despesas correrão à conta dos mesmos créditos 
orçamentários, na forma de regulamentação específica.
A utilização de remuneração variável será motivada e respeitará o limite orçamentário 
fixado pela Administração para a contratação.
PAGAMENTO ANTECIPADO
Via de regra, a Administração deve realizar o pagamento somente após o cumprimento 
da obrigação pelo particular contratado.
Na Lei n. 8.666/1993 não há previsão de pagamento antecipado, pois o artigo que traria 
tal previsão fora objeto de veto sob o fundamento de que a preservação do interesse público 
impunha o máximo de zelo e cautela, “que só tornam admissíveis pagamentos por bens e 
serviços efetivamente prestados ou fornecidos”.
O TCU, em casos muito excepcionais admite realizar pagamentos antes da efetiva 
execução do objeto contratado (Acórdãos n. 134/1995 e n. 59/1999 – Plenário).
O pagamento antecipado não é vedado pelo ordenamento jurídico, contudo, é admitido 
apenas em situações excepcionais. A possibilidade de pagamento adiantado deve ser 
condicionada à existência de interesse público devidamente demonstrado, previsão no 
edital e exigência de garantias (Acórdão n. 3.614/2013 – Plenário).
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A antecipação de pagamento somente deve ser admitida em situações excepcionais, 
devidamente justificadas pelo interesse público e observadas as devidas cautelas e garantias. 
(Acórdão n. 1.565/2015 – Plenário).
A MP n. 961/2020, em razão da situação provocada pelo Coronavírus autorizou a realização 
de pagamentos antecipados nas licitações e contratos durante o estado de calamidade 
pública, desde que seja indispensável para obter o bem ou assegurar a prestação de serviço.
Segundo a Lei n. 14.133/2021 é permitido pagamento antecipado, mas somente será 
permitida a antecipação de pagamento se propiciar sensível economia de recursos ou 
se representar condição indispensável para a obtenção do bem ou para a prestação 
do serviço, hipótese que deverá ser previamente justificada no processo licitatório e 
expressamente prevista no edital de licitação ou instrumento formal de contratação direta.
A lei apenas dispôs em seu texto o que já ocorria na Administração Pública. Inclusive a 
Lei n. 8.666/1993, art. 15, dispõe que as compras devem balizar-se pelas regras do setor 
privado. Assim, no mercado privado o pagamento antecipado (não parcelado e prévio) 
geralmente resulta em melhor preço. Assim, se a Administração Pública conseguir sensível 
economia de recursos com o pagamento antecipado, assim poderá fazer.
Ou também quando for condição indispensável para a obtenção do bem ou para a prestação 
do serviço. Por exemplo, um caso que analisamos recentemente foi de uma inexigibilidade 
de licitação pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB com pagamento antecipado 
para assinatura de “revistas” internacionais sobre matérias aduaneiras (International Bureau 
of Fiscal Documentation – IBFD e do Global Tax Treaty Commentaries). Nos contratos para 
as assinaturas a exigência das empresas é que o pagamento seja feito antecipadamente.
A Administração poderá exigir a prestação de garantia adicional como condição para 
o pagamento antecipado. E caso o objeto não seja executado no prazo contratual, o valor 
antecipado deverá ser devolvido.
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CAPÍTULO XI
DA NULIDADE DOS CONTRATOS
Art. 147. Constatada irregularidade no procedimento licitatório ou na execução contratual, caso 
não seja possível o saneamento, a decisão sobre a suspensão da execução ou sobre a declaração de 
nulidade do contrato somente será adotada na hipótese em que se revelar medida de interesse público, 
com avaliação, entre outros, dos seguintes aspectos:
I – impactos econômicos e financeiros decorrentes do atraso na fruição dos benefícios do objeto do 
contrato;
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II – riscos sociais, ambientais e à segurança da população local decorrentes do atraso na fruição dos 
benefícios do objeto do contrato;
III – motivação social e ambiental do contrato;
IV – custo da deterioração ou da perda das parcelas executadas;
V – despesa necessária à preservação das instalações e dos serviços já executados;
VI – despesa inerente à desmobilização e ao posterior retorno às atividades;
VII – medidas efetivamente adotadas pelo titular do órgão ou entidade para o saneamento dos indícios 
de irregularidades apontados;
VIII – custo total e estágio de execução física e financeira dos contratos, dos convênios, das obras ou das 
parcelas envolvidas;
IX – fechamento de postos de trabalho diretos e indiretos em razão da paralisação;
X – custo para realização de nova licitação ou celebração de novo contrato;
XI – custo de oportunidade do capital durante o período de paralisação.
Parágrafo único. Caso a paralisação ou anulação não se revele medida de interesse público, o poder público 
deverá optar pela continuidade do contrato e pela solução da irregularidade por meio de indenização 
por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade e da aplicação de penalidades cabíveis.
Art. 148. A declaração de nulidade do contrato administrativo requererá análise prévia do interesse público 
envolvido, na forma do art. 147 desta Lei, e operará retroativamente, impedindo os efeitos jurídicos 
que o contrato deveria produzir ordinariamente e desconstituindo os já produzidos.
§ 1º Caso não seja possível o retorno à situação fática anterior, a nulidade será resolvida pela indenização 
por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade e aplicação das penalidades cabíveis.
§ 2º Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade administrativa, 
poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente para efetuar nova contratação, 
por prazo de até 6 (seis) meses, prorrogável uma única vez.
Art. 149. A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que houver 
executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros prejuízos regularmente 
comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida a responsabilização de quem lhe tenha 
dado causa.
Art. 150. Nenhuma contratação será feita sem a caracterização adequada de seu objeto e sem a indicação 
dos créditos orçamentários para pagamento das parcelas contratuais vincendas no exercício em que for 
realizada a contratação, sob pena de nulidade do ato e de responsabilização de quem lhe tiver dado causa.
Uma das piores situações que pode ocorrer na execução de um contrato é a sua 
interrupção, principalmente, se essa interrupção decorre de alguma nulidade. Andando 
pelo Brasil, quantas vezes não vemos obras inacabadas em razão de descoberta de fraude 
na execução do contrato, ficando verdadeiros fantasmas de concreto como “saudade do 
que a gente não viveu”.
As nulidades são vícios que contaminam todo o procedimento licitatório e inclusive o 
contrato dele decorrente.
Alguns indícios de vícios/fraude que geram corrupção nas licitações e contratos são:
• exigência de muitos requisitos de habilitação para afastar licitantes;
• dispensa de licitação com valores muito próximos aos limites;
• empresas constituídas em início de mandato de agentes políticos;
• empresas que se juntam para combinar propostas;
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• documentos falsificados;
• empresa nova constituída com mesmos sócios de empresa anteriormente punida;
• aditivos contratuais excessivos;
• recorrentes casos de licitação deserta para contratar por dispensa. Enfim, a mente 
humana é muito criativa para cometer ilicitudes.
Apesar da grande quantidade de fraudes em licitações e contratos, veremos que a Lei 
pretendeu preservar a execução contratual, sabendo que com a sua extinção antecipada 
quem fica no prejuízo no fim das contas é a sociedade.
Nesse sentido, o art. 146 dispõe que constatada irregularidade no procedimento licitatório 
ou na execução contratual, caso não seja possível o saneamento, a decisão sobre a suspensão 
da execução ou anulação do contrato somente será adotada na hipótese em que se revelar 
medida de interesse público,com avaliação, entre outros, dos seguintes aspectos:
I – impactos econômicos e financeiros decorrentes do atraso na fruição dos benefícios do objeto 
do contrato;
II – riscos sociais, ambientais e à segurança da população local decorrentes do atraso na fruição 
dos benefícios do objeto do contrato;
III – motivação social e ambiental do contrato;
IV – custo da deterioração ou da perda das parcelas executadas;
V – despesa necessária à preservação das instalações e dos serviços já executados;
VI – despesa inerente à desmobilização e ao posterior retorno às atividades;
VII – medidas efetivamente adotadas pelo titular do órgão ou entidade para o saneamento dos 
indícios de irregularidades apontados;
VIII – custo total e estágio de execução física e financeira dos contratos, dos convênios, das 
obras ou das parcelas envolvidas;
IX – fechamento de postos de trabalho diretos e indiretos em razão da paralisação;
X – custo para realização de nova licitação ou celebração de novo contrato;
XI – custo de oportunidade do capital durante o período de paralisação.
Bem, note que a lei diz que constatada irregularidade “caso não seja possível o 
saneamento” pode ser feita a anulação e ainda diz que deve ser considerado o interesse 
público. Ademais, lembre-se do princípio do informalismo, de modo que não serão anulados 
atos que podem ser aproveitados.
Segundo a lei, caso a paralisação ou anulação não se revele medida de interesse público, 
o poder público deverá optar pela continuidade do contrato e pela solução da irregularidade 
por meio de indenização por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade 
e da aplicação de penalidades cabíveis.
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Analisados os requisitos acima, e não havendo opção, e sendo feita a anulação do 
contrato, a nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado 
pelo que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como 
por outros prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será 
promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado causa. Logo, se foi o contratado 
quem deu causa a nulidade (por exemplo, apresentou documento falso para ser habilitado) 
ele não será nem indenizado pelo que foi executado.
A declaração de nulidade do contrato administrativo requererá análise prévia do interesse 
público envolvido, e operará retroativamente, impedindo os efeitos jurídicos que deveria 
produzir ordinariamente e desconstituindo os já produzidos. Isso não significa que se a 
empresa tem outros contratos com o poder público eles terão que ser desconstituídos, 
pois isso traria ainda mais prejuízo a sociedade. Nesse sentido, o TCU já entendeu que a 
declaração de inidoneidade só tem efeitos para o futuro (ex nunc):
JURISPRUDÊNCIA
Administrativo. Declaração de inidoneidade para licitar e contratar com a Administração 
Pública. Efeitos ex nunc da declaração de inidoneidade: Significado. Precedente da 
1ª Seção (MS 13.964/DF, DJe de 25.05.2009). 1. Segundo precedentes da 1ª Seção, 
a declaração de inidoneidade “só produz efeito para o futuro (efeito ex nunc), sem 
interferir nos contratos já existentes e em andamento” (MS 13.101/DF, Min. Eliana 
Calmon, DJe de 09.12.2008). Afirma-se, com isso, que o efeito da sanção inibe a empresa 
de “licitar ou contratar com a Administração Pública” (Lei n. 8.666/1993, art. 87), sem, 
no entanto, acarretar, automaticamente, a rescisão de contratos administrativos já 
aperfeiçoados juridicamente e em curso de execução, notadamente os celebrados 
perante outros órgãos administrativos não vinculados à autoridade impetrada ou 
integrantes de outros Entes da Federação (estados, Distrito Federal e municípios). 
Todavia, a ausência do efeito rescisório automático não compromete nem restringe a 
faculdade que têm as entidades da Administração Pública de, no âmbito da sua esfera 
autônoma de atuação, promover medidas administrativas específicas para rescindir 
os contratos, nos casos autorizados e observadas as formalidades estabelecidas nos 
artigos 77 a 80 da Lei n. 8.666/1993. 2. No caso, está reconhecido que o ato atacado 
não operou automaticamente a rescisão dos contratos em curso, firmados pelas 
impetrantes. 3. Mandado de segurança denegado, prejudicado o agravo regimental (MS 
14.002/DF, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, julgado em 28.10.2009, 
DJe 06.11.2009). MS 13.964/DF, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, 
julgado em 13.05.2009, DJe 25.05.2009; AgRg no REsp 1148351/MG, Rel. Ministro 
Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 18.03.2010, DJe 30.03.2010
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Caso não seja possível o retorno à situação fática anterior, a nulidade será resolvida pela 
indenização por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade e aplicação 
das penalidades cabíveis. Isso se não foi o contratado quem deu causa a nulidade, pois, 
lembrando que se ele deu causa ele não terá direito à indenização.
Uma novidade da lei foi a declaração de nulidade com efeitos futuros! Segundo a lei, 
ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade 
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente para 
efetuar nova contratação, por prazo de até seis meses, prorrogável uma única vez. Assim, 
pode declarar a nulidade do contrato em execução, mas ele não será automaticamente 
interrompido. O contratado continuará a executá-lo até ser realizada nova contratação 
para a conclusão.
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CAPÍTULO XII
DOS MEIOS ALTERNATIVOS DE RESOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS
Art. 151. Nas contratações regidas por esta Lei, poderão ser utilizados meios alternativos de prevenção e 
resolução de controvérsias, notadamente a conciliação, a mediação, o comitê de resolução de disputas e a 
arbitragem.
Parágrafo único. Será aplicado o disposto no caput deste artigo às controvérsias relacionadas a direitos 
patrimoniais disponíveis, como as questões relacionadas ao restabelecimento do equilíbrio econômico-
financeiro do contrato, ao inadimplemento de obrigações contratuais por quaisquer das partes e ao cálculo 
de indenizações.
Art. 152. A arbitragem será sempre de direito e observará o princípio da publicidade.
Art. 153. Os contratos poderão ser aditados para permitir a adoção dos meios alternativos de resolução de 
controvérsias.
Art. 154. O processo de escolha dos árbitros, dos colegiados arbitrais e dos comitês de resolução de disputas 
observará critérios isonômicos, técnicos e transparentes.
Quando se tratar de direito disponível, poderá haver meios alternativos de resolução 
de disputas que não seja a via judicial.
É um fato notório que a opção de ir para o Poder Judiciário resolver um litígio tem 
resultado incerto. Incerteza quando ao resultado e, principalmente, incerteza quanto ao 
tempo de duração.
A Lei n. 14.133/2021 faculta que nos contratos tenha meios alternativos como conciliação, 
a mediação, o comitê de resolução de disputas e a arbitragem. São todas situações que 
não são julgadas pelo Poder Judiciário.
A conciliação e mediaçãosão um pouco próximas. Na mediação, o mediador facilita o 
diálogo entre as partes, mas são elas que apresentam as soluções. Já, na conciliação, há 
participação mais efetiva do conciliador que pode sugerir soluções. Mas em resumo, são 
métodos extrajudiciais de solução de conflitos, por intermédio dos quais um realiza reuniões 
de conciliação, aplicando técnicas específicas para a resolução consensual de controvérsias.
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Os comitês de resolução de conflitos são órgãos criados no âmbito da Administração Pública 
para resolução de conflitos, a exemplo, da Câmara de Conciliação Federal, instituído pela Lei 
n. 13.140, de 2015, que dispõe sobre a mediação entre particulares como meio de solução de 
controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública.
E, também, pode ser utilizada a arbitragem, solução na qual é escolhido, pelas partes, 
um terceiro que irá resolver a lide em caráter definitivo.
Segundo, a lei as questões que possibilitam soluções alternativas são questões relacionadas 
ao restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, ao inadimplemento 
de obrigações contratuais por quaisquer das partes e ao cálculo de indenizações. Trata-
se de uma “lista” meramente exemplificativa. Mas qualquer questão que não se trate de 
direito indisponível pode ter resolução alternativa.
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TÍTULO IV
DAS IRREGULARIDADES
CAPÍTULO I
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 155. O licitante ou o contratado será responsabilizado administrativamente pelas seguintes infrações:
I – dar causa à inexecução parcial do contrato;
II – dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à Administração, ao funcionamento dos 
serviços públicos ou ao interesse coletivo;
III – dar causa à inexecução total do contrato;
IV – deixar de entregar a documentação exigida para o certame;
V – não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente devidamente justificado;
VI – não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a contratação, quando convocado 
dentro do prazo de validade de sua proposta;
VII – ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação sem motivo justificado;
VIII – apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame ou prestar declaração falsa 
durante a licitação ou a execução do contrato;
IX – fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato;
X – comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza;
XI – praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação;
XII – praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei n. 12.846, de 1º de agosto de 2013. (Lei anticorrupção)
Art. 156. Serão aplicadas ao responsável pelas infrações administrativas previstas nesta Lei as seguintes sanções:
I – advertência;
II – multa;
III – impedimento de licitar e contratar;
IV – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
§ 1º Na aplicação das sanções serão considerados:
I – a natureza e a gravidade da infração cometida;
II – as peculiaridades do caso concreto;
III – as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
IV – os danos que dela provierem para a Administração Pública;
V – a implantação ou o aperfeiçoamento de programa de integridade, conforme normas e orientações dos 
órgãos de controle.
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Lei n. 14.133/2021
§ 2º A sanção prevista no inciso I do caput (ADVERTÊNCIA) deste artigo será aplicada exclusivamente pela 
infração administrativa prevista no inciso I do caput do art. 155 desta Lei, quando não se justificar a imposição 
de penalidade mais grave.
§ 3º A sanção prevista no inciso II do caput deste artigo (MULTA), calculada na forma do edital ou do contrato, 
não poderá ser inferior a 0,5% (cinco décimos por cento) nem superior a 30% (trinta por cento) do valor 
do contrato licitado ou celebrado com contratação direta e será aplicada ao responsável por qualquer das 
infrações administrativas previstas no art. 155 desta Lei.
§ 4º A sanção prevista no inciso III do caput deste artigo será aplicada ao responsável pelas infrações 
administrativas previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e VII do caput do art. 155 desta Lei, quando não se 
justificar a imposição de penalidade mais grave, e impedirá o responsável de licitar ou contratar no âmbito 
da Administração Pública direta e indireta do ente federativo que tiver aplicado a sanção, pelo prazo máximo 
de 3 (três) anos.
§ 5º A sanção prevista no inciso IV do caput deste artigo será aplicada ao responsável pelas infrações 
administrativas previstas nos incisos VIII, IX, X, XI e XII do caput do art. 155 desta Lei, bem como pelas 
infrações administrativas previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e VII do caput do referido artigo que justifiquem 
a imposição de penalidade mais grave que a sanção referida no § 4º deste artigo, e impedirá o responsável 
de licitar ou contratar no âmbito da Administração Pública direta e indireta de todos os entes federativos, 
pelo prazo mínimo de 3 (três) anos e máximo de 6 (seis) anos.
§ 6º A sanção estabelecida no inciso IV do caput deste artigo será precedida de análise jurídica e observará 
as seguintes regras:
I – quando aplicada por órgão do Poder Executivo, será de competência exclusiva de ministro de Estado, 
de secretário estadual ou de secretário municipal e, quando aplicada por autarquia ou fundação, será 
de competência exclusiva da autoridade máxima da entidade;
II – quando aplicada por órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, pelo Ministério Público e pela Defensoria 
Pública no desempenho da função administrativa, será de competência exclusiva de autoridade de nível 
hierárquico equivalente às autoridades referidas no inciso I deste parágrafo, na forma de regulamento.
§ 7º As sanções previstas nos incisos I, III e IV do caput deste artigo poderão ser aplicadas cumulativamente 
com a prevista no inciso II do caput deste artigo.
§ 8º Se a multa aplicada e as indenizações cabíveis forem superiores ao valor de pagamento eventualmente 
devido pela Administração ao contratado, além da perda desse valor, a diferença será descontada da garantia 
prestada ou será cobrada judicialmente.
§ 9º A aplicação das sanções previstas no caput deste artigo não exclui, em hipótese alguma, a obrigação de 
reparação integral do dano causado à Administração Pública.
Art. 157. Na aplicação da sanção prevista no inciso II do caput do art. 156 desta Lei, será facultada a defesa 
do interessado no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data de sua intimação.
Art. 158. A aplicação das sanções previstas nos incisos III e IV do caput do art. 156 desta Lei requererá a 
instauração de processo de responsabilização, a ser conduzido por comissão composta de 2 (dois) ou mais 
servidores estáveis, que avaliará fatos e
circunstâncias conhecidos e intimará o licitante ou o contratado para, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, 
contado da data de intimação, apresentar defesa escrita e especificar as provas que pretenda produzir.
§ 1º Em órgão ou entidade da Administração Pública cujo quadro funcional não seja formado de servidores 
estatutários, a comissão a quese refere o caput deste artigo será composta de 2 (dois) ou mais empregados 
públicos pertencentes aos seus quadros permanentes, preferencialmente com, no mínimo, 3 (três) anos de 
tempo de serviço no órgão ou entidade.
§ 2º Na hipótese de deferimento de pedido de produção de novas provas ou de juntada de provas julgadas 
indispensáveis pela comissão, o licitante ou o contratado poderá apresentar alegações finais no prazo de 
15 (quinze) dias úteis, contado da data da intimação.
§ 3º Serão indeferidas pela comissão, mediante decisão fundamentada, provas ilícitas, impertinentes, 
desnecessárias, protelatórias ou intempestivas.
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§ 4º A prescrição ocorrerá em 5 (cinco) anos, contados da ciência da infração pela Administração, e será:
I – interrompida pela instauração do processo de responsabilização a que se refere o caput deste artigo;
II – suspensa pela celebração de acordo de leniência previsto na Lei n. 12.846, de 1º de agosto de 2013;
III – suspensa por decisão judicial que inviabilize a conclusão da apuração administrativa.
Art. 159. Os atos previstos como infrações administrativas nesta Lei ou em outras leis de licitações e contratos 
da Administração Pública que também sejam tipificados como atos lesivos na Lei n. 12.846, de 1º de agosto 
de 2013, serão apurados e julgados conjuntamente, nos mesmos autos, observados o rito procedimental 
e a autoridade competente definidos na referida Lei.
Parágrafo único. (VETADO).
Art. 160. A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre que utilizada com abuso do direito 
para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos previstos nesta Lei ou para provocar confusão 
patrimonial, e, nesse caso, todos os efeitos das sanções aplicadas à pessoa jurídica serão estendidos aos 
seus administradores e sócios com poderes de administração, a pessoa jurídica sucessora ou a empresa 
do mesmo ramo com relação de coligação ou controle, de fato ou de direito, com o sancionado, observados, 
em todos os casos, o contraditório, a ampla defesa e a obrigatoriedade de análise jurídica prévia.
Art. 161. Os órgãos e entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos 
deverão, no prazo máximo 15 (quinze) dias úteis, contado da data de aplicação da sanção, informar e manter 
atualizados os dados relativos às sanções por eles aplicadas, para fins de publicidade no Cadastro Nacional 
de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis) e no Cadastro Nacional de Empresas Punidas (Cnep), instituídos 
no âmbito do Poder Executivo federal.
Parágrafo único. Para fins de aplicação das sanções previstas nos incisos I, II, III e IV do caput do art. 156 desta 
Lei, o Poder Executivo regulamentará a forma de cômputo e as consequências da soma de diversas sanções 
aplicadas a uma mesma empresa e derivadas de contratos distintos.
Art. 162. O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado a multa de mora, na forma 
prevista em edital ou em contrato.
Parágrafo único. A aplicação de multa de mora não impedirá que a Administração a converta em compensatória 
e promova a extinção unilateral do contrato com a aplicação cumulada de outras sanções previstas nesta Lei.
Art. 163. É admitida a reabilitação do licitante ou contratado perante a própria autoridade que aplicou a 
penalidade, exigidos, cumulativamente:
I – reparação integr O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado à multa de mora, 
na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. al do dano causado à Administração Pública;
II – pagamento da multa;
III – transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade, no caso de impedimento de licitar 
e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da penalidade, no caso de declaração de inidoneidade;
IV – cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo;
V – análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao cumprimento dos requisitos definidos 
neste artigo.
Parágrafo único. A sanção pelas infrações previstas nos incisos VIII e XII do caput do art. 155 desta Lei exigirá, 
como condição de reabilitação do licitante ou contratado, a implantação ou aperfeiçoamento de programa 
de integridade pelo responsável. (COMPLIANCE)
APLICAÇÃO DE PENALIDADES – ART. 155APLICAÇÃO DE PENALIDADES – ART. 155
O licitante ou o contratado será responsabilizado administrativamente pelas seguintes 
infrações:
I – dar causa à inexecução parcial do contrato;
II – dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à Administração, ao 
funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse coletivo;
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III – dar causa à inexecução total do contrato;
IV – deixar de entregar a documentação exigida para o certame;
V – não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente devidamente justificado;
VI – não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a contratação, quando 
convocado dentro do prazo de validade de sua proposta;
VII – ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação sem motivo 
justificado;
VIII – apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame ou prestar declaração 
falsa durante a licitação ou a execução do contrato;
IX – fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato;
X – comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza;
XI – praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação;
XII – praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei n. 12.846, de 1º de agosto de 2013 (Lei 
Anticorrupção).
A lista das condutas que constituem infração não é taxativa. Assim, o contratado pode 
incorrer em outras situações que podem gerar aplicação das penalidades.
E, também, não se esqueça que as condutas listadas podem, ainda, configurar ato de 
improbidade administrativa, tendo um processo civil, e crimes tendo um outro processo 
na esfera penal.
E quais são as penalidades que podem ser aplicadas??
Na aplicação das sanções serão considerados:
• a natureza e a gravidade da infração cometida;
• as peculiaridades do caso concreto;
• as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
• os danos que dela provierem para a Administração Pública;
• a implantação ou aperfeiçoamento de programa de integridade, conforme normas 
e orientações dos órgãos de controle.
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Neste ponto a Lei n. 14.133/2021 criou um ‘caminho’ para a escolha da sanção a ser 
aplicada. Uma espécie de dosimetria. Ponto interessante é o item n. 5 que se refere a 
programas de COMPLIANCE. Assim, se a empresa implementou programa de integridade 
pode ser fator atenuante.
Quando se trata de aplicação desanção, há certa discricionariedade da autoridade 
competente para a escolha da penalidade mais adequada. Porém, em alguns casos a Lei n. 
14.133/2021 predeterminou a sanção a ser aplicada. Assim, temos:
ADVERTÊNCIA
Aplicada exclusivamente pela infração de dar causa à inexecução parcial 
do contrato, quando não se justificar a imposição de penalidade considerada 
mais grave.
MULTA
Calculada na forma do edital ou do contrato, não poderá ser inferior a 0,5% 
(cinco décimos por cento) nem superior a 30% (trinta por cento) do valor 
do contrato licitado ou celebrado com contratação direta e será aplicada ao 
responsável por qualquer das infrações administrativas.
IMPEDIMENTO DE LICITAR E 
CONTRATAR.
Impede o responsável de 
licitar ou contratar no 
âmbito da Administração 
Pública direta e indireta do 
ente federativo que tiver 
aplicado a sanção, pelo 
prazo máximo de 3 (três) 
anos.
II – dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à 
Administração, ao funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse 
coletivo;
III – dar causa à inexecução total do contrato;
IV – deixar de entregar a documentação exigida para o certame;
V – não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente 
devidamente justificado;
VI – não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a 
contratação, quando convocado dentro do prazo de validade de sua proposta;
VII – ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação 
sem motivo justificado;
Quando não se justificar a imposição de penalidade mais grave.
D E C L A R A Ç Ã O D E 
INIDONEIDADE PARA LICITAR 
OU CONTRATAR.
impede o responsável de 
licitar ou contratar no 
âmbito da Administração 
Pública direta e indireta de 
todos os entes federativos, 
pelo prazo mínimo de 3 
(três) anos e máximo de 6 
(seis) anos.
VIII – apresentar declaração ou documentação falsa exigida para o certame 
ou prestar declaração falsa durante a licitação ou a execução do contrato;
IX – fraudar a licitação ou praticar ato fraudulento na execução do contrato;
X – comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude de qualquer natureza;
XI – praticar atos ilícitos com vistas a frustrar os objetivos da licitação;
XII – praticar ato lesivo previsto no art. 5º da Lei n. 12.846, de 1º de agosto de 
2013 (Lei Anticorrupção)
E, nas infrações a seguir, quando justificar penalidade mais grave.
II – dar causa à inexecução parcial do contrato que cause grave dano à 
Administração, ao funcionamento dos serviços públicos ou ao interesse coletivo;
III – dar causa à inexecução total do contrato;
IV – deixar de entregar a documentação exigida para o certame;
V – não manter a proposta, salvo em decorrência de fato superveniente 
devidamente justificado;
VI – não celebrar o contrato ou não entregar a documentação exigida para a 
contratação, quando convocado dentro do prazo de validade de sua proposta;
VII – ensejar o retardamento da execução ou da entrega do objeto da licitação 
sem motivo justificado;
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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IMPEDIMENTO DE LICITAR E CONTRATAR
Efeito: somente o ente federativo 
que tiver aplicado a sanção.
Prazo: até 3 anos
DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE PARA 
LICITAR OU CONTRATAR
Efeito: todos os entes federativos Prazo: de 3 a 6 anos
Assim, por exemplo, se uma empresa participou de uma licitação com o Município de 
Barrolândia (TO) e sofreu sanção de declaração de inidoneidade não poderá contratar com o 
órgão que aplicou a sanção, bem como com nenhum outro órgão da Administração Pública 
do município citado, do Estado de TO ou de qualquer outra esfera da federação.
Se fosse a sanção de impedimento de contratar, só não poderia licitar ou contratar 
dentro do município que aplicou a sanção.
COMPETÊNCIA DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE
Quando aplicada por órgão do PODER EXECUTIVO.
Competência exclusiva de ministro de Estado, de 
secretário estadual ou de secretário municipal.
Quando aplicada por AUTARQUIA OU FUNDAÇÃO.
Competência exclusiva da autoridade máxima da 
entidade.
Quando aplicada por órgãos dos PODERES LEGISLATIVO 
E JUDICIÁRIO.
Competência exclusiva de autoridade de nível 
hierárquico equivalente a ministro de Estado, de 
secretário estadual ou de secretário municipal.
Quando aplicada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO e pela 
DEFENSORIA PÚBLICA no desempenho da função 
administrativa.
Competência exclusiva de autoridade de nível 
hierárquico equivalente a ministro de Estado, de 
secretário estadual ou de secretário municipal.
 Obs.: a pena de multa é a única que pode ser aplicada cumulativamente com qualquer 
uma das outras.
Assim, pode haver advertência + multa; impedimento + multa e declaração de 
inidoneidade + multa.
Se a multa aplicada e as indenizações cabíveis forem superiores ao valor de pagamento 
eventualmente devido pela Administração ao contratado, além da perda desse valor, a 
diferença será descontada da garantia prestada ou será cobrada judicialmente.
REABILITAÇÃO (VOLTAR A LICITAR E CONTRATAR)REABILITAÇÃO (VOLTAR A LICITAR E CONTRATAR)
É admitida a reabilitação do licitante ou contratado perante a própria autoridade que 
aplicou a penalidade, exigidos, cumulativamente (art. 162):
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I – reparação integral do dano causado à Administração Pública;
II – pagamento da multa;
III – transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade, no caso de impedimento 
de licitar e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da penalidade, no caso de declaração de 
inidoneidade;
IV – cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo;
V – análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao cumprimento dos requisitos 
definidos neste artigo.
Vale, ainda, destacar que a declaração de inidoneidade somente deve produzir efeitos 
ex nunc, não devendo provocar a rescisão dos contratos já firmados com a empresa que 
recebeu a penalidade. Essa é a jurisprudência do STJ e do TCU:
JURISPRUDÊNCIA 
Administrativo. Declaração de inidoneidade para licitar e contratar com a Administração 
Pública. Efeitos ex nunc da declaração de inidoneidade: Significado. Precedente da 1ª Seção 
(MS 13.964/DF, DJe de 25.05.2009). 1. Segundo precedentes da 1ª Seção, a declaração 
de inidoneidade “só produz efeito para o futuro (efeito ex nunc), sem interferir nos 
contratos já existentes e em andamento” (MS 13.101/DF, Min. Eliana Calmon, DJe de 
09.12.2008). Afirma-se, com isso, que o efeito da sanção inibe a empresa de “licitar ou 
contratar com a Administração Pública” (Lei n. 8.666/1993, art. 87), sem, no entanto, 
acarretar, automaticamente, a rescisão de contratos administrativos já aperfeiçoados 
juridicamente e em curso de execução, notadamente os celebrados perante outros órgãos 
administrativos não vinculados à autoridade impetrada ou integrantes de outros Entes 
da Federação (estados, Distrito Federal e municípios). Todavia, a ausência do efeito 
rescisório automático não compromete nem restringe a faculdade que têm as entidades 
da Administração Pública de, no âmbito da sua esfera autônoma de atuação, promover 
medidas administrativas específicas para rescindir os contratos, nos casos autorizadose contratos de direito privado) são as chamadas cláusulas exorbitantes ou de privilégio 
que conferem uma série de prerrogativas à Administração em detrimento do contratado. 
Essas cláusulas estarão presentes nos contratos de direito público.
Professor, poderia me dar um exemplo de uma cláusula dessa?Professor, poderia me dar um exemplo de uma cláusula dessa?
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Claro! Vamos ver todas elas ainda nessa aula. Mas para você já poder visualizar a matéria 
vou lhe dar um exemplo e um bem marcante: atraso nos pagamentos. Em um contrato 
administrativo a Administração Pública tem em seu favor o privilégio de atrasar a sua 
obrigação (fazer os pagamentos) pelo prazo de até 2 meses. Só depois desse período que 
ela estará efetivamente em atraso.
Viu só como as cláusulas são exorbitantes, fora do comum...
Em um contrato que celebramos no nosso dia a dia não existe isso. Não há essa 
possibilidade de um dos contratantes ter um direito que o outro não tem. Mas em contratos 
administrativos sim.
Nos contratos privados celebrados pelo Poder Público como, no qual a Administração 
estará no mesmo nível do contratado em relação aos direitos e obrigações, pode (é possível) 
a existência de cláusulas exorbitantes em favor da Administração Pública. Porém, isso deve 
estar expresso e deve ter aceitação do contratado particular.
Se ele não aceitar, as cláusulas não serão estipuladas.
É possível, também, aplicar supletivamente aos contratos administrativos, as normas 
de Direito Privado, conforme expresso no art. 88 da Lei n. 14.133/2021.
Desse modo, por diversas vezes tem que se buscar no Direito Civil, Código Civil, algum 
dispositivo sobre contratos privados para aplicar nos contratos administrativos.
Assim, em determinado contrato administrativo celebrado, este será regido pela Lei n. 
14.133/2021; no entanto, pode, por exemplo, a previsão sobre a garantia pós entrega da 
obra a ser prestada pelo contratado ficar disciplinada por norma de Direito Privado, fixada 
em dispositivos do Código Civil.
DICA
As cláusulas exorbitantes estão presentes mesmo que de 
forma implícita nos contratos administrativos.
Contrato e convênio são a mesma coisa, professor?Contrato e convênio são a mesma coisa, professor?
Não...
E já adiantando: não se confundem o contrato, o convênio e o consórcio administrativo...
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Vamos diferenciar esquematicamente o consórcio, o convênio e o contrato.
CONTRATO CONVÊNIO CONSÓRCIOS
Acordo de vontades Acordo de vontades Acordo de vontades
Quem pode fazer contrato: 
Administração com Particular; 
Administração com outra 
pessoa da Administração.
Quem pode fazer convênio: 
Administração com Particular; 
Administração com outra 
pessoa da Administração.
Quem pode fazer consórcio: Só há consórcio 
entre Entes Federativos (=União, Estados, DF 
e Municípios).
Os interesses são opostos.
Os interesses vão na mesma 
direção. Os convenentes 
buscam interesse público.
Os interesses vão na mesma direção. Os que 
participam do consórcio buscam interesse 
público.
Tem que fazer licitação. Salvo 
quando houver dispensa ou 
inexigibilidade.
Não precisa fazer licitação. Lei 
n. 14.133/2021 só se aplica no 
que couber.
Não precisam fazer licitação para se reunirem 
em consórcio.
Não surge pessoa jurídica Não surge pessoa jurídica Surge nova pessoa jurídica.
Assim, no CONTRATO entre Administração Pública e particular, a Administração quer 
obter, por exemplo, uma obra para algum interesse público e o particular quer fazer a 
obra para seu próprio interesse (o lucro). O contrato é apenas um ajuste entre duas partes 
interessadas, onde os interesses são opostos. É feito o contrato, ele é arquivado na própria 
Administração Pública.
No CONVÊNIO, também é um ajuste de vontades, mas o interesse dos convenentes é 
satisfazer algum interesse coletivo. Por exemplo, quando a União faz repasse de verba por 
convênio a município (ou a particular) é porque os dois querem interesse público desta 
relação (ex.: convênio para repasse de verbas para ajudar em estado de calamidade pública). 
Assim, como no contrato, o convênio é feito e arquivado na Administração Pública.
Em relação ao contrato, a regra é fazer licitação, uma vez que essa é a regra da Lei n. 
14.133/2021. Mas no convênio a regra é não ter a licitação, pois a Lei de Licitações só exige o 
procedimento antes dos contratos. No entanto, para convênios feitos pela União, o Decreto 
n. 6.170/2007, estabelece o procedimento competitivo de “chamamento público”1 antes da 
celebração dos convênios. Esse procedimento não é uma licitação, é um procedimento objetivo 
de caráter competitivo para a escolha dos convenentes, mas não é a mesmo que licitação.
Então, assim como a Lei n. 8666/93, a Lei n. 14.133/2021 não é uma lei feita para os 
convênios. No entanto, no que for possível aplicam-se aos convênios as disposições sobre 
licitações. Vejamos:
Art. 184. Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber e na ausência de norma específica, aos 
convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades 
da Administração Pública, na forma estabelecida em regulamento do Poder Executivo federal.
1 Art. 4º A celebração de convênio ou contrato de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos será precedida de 
chamamento público a ser realizado pelo órgão ou entidade concedente, visando à seleção de projetos ou entidades que 
tornem mais eficaz o objeto do ajuste. (Redação dada pelo Decreto n. 7.568, de 2011)
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Na nossa prática diária na celebração de convênios, vemos, por exemplo, regras de 
prorrogação e aplicação de penalidades próprias das licitações sendo aplicados aos convênios.
No CONSÓRCIO, há um ajuste de vontade entre Entes Federativo, na busca de interesse 
público comum desses Entes (ex.: dois Estados criam um consórcio para gestão do lixo dos 
dois Estados). Porém, no consórcio surge uma nova entidade. Uma nova pessoa jurídica. 
O consórcio é feito com todos os seus trâmites que a lei exige e surge uma nova pessoa 
jurídica que irá prestar o serviço que é de interesse comum dos Entes consorciados.
Para finalizar esse tópico inicial, cabe apenas lembrar que a Constituição Federal de 
1988 inclui entre as matérias de competência legislativa privativa da União a edição de 
normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as Administrações 
Públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados, do DF e dos Municípios e 
para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1º, III.
CONVOCAÇÃO PARA ASSINATURA DO CONTRATOCONVOCAÇÃO PARA ASSINATURA DO CONTRATO
Com a homologação, encerra-se o procedimentoe observadas as formalidades estabelecidas nos artigos 77 a 80 da Lei n. 8.666/1993. 2. 
No caso, está reconhecido que o ato atacado não operou automaticamente a rescisão dos 
contratos em curso, firmados pelas impetrantes. 3. Mandado de segurança denegado, 
prejudicado o agravo regimental (MS 14.002/DF, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, 
Primeira Seção, julgado em 28.10.2009, DJe 06.11.2009).6
Em decisão proferida pelo Tribunal de Contas da União, no mesmo sentido, ficou registrado 
que a declaração de inidoneidade não dá ensejo à imediata rescisão de todos os contratos 
firmados entre as empresas sancionadas e a Administração Pública Federal. Isso porque 
6 MS 13.964/DF, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, julgado em 13.05.2009, DJe 25.05.2009; AgRg no REsp 
1148351/MG, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 18.03.2010, DJe 30.03.2010.
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a declaração de inidoneidade apenas produz efeitos ex nunc, não autorizando que sejam 
desfeitos todos os atos pretéritos ao momento de sua proclamação. A rescisão de todos 
os contratos anteriormente celebrados pela empresa declarada inidônea nem sempre se 
mostra a solução mais adequada, pois, dependendo da natureza dos serviços pactuados, 
que em algumas situações não podem sofrer solução de continuidade:
JURISPRUDÊNCIA 
Não seria vantajoso para a Administração rescindir contratos cuja execução estivesse 
adequada para celebrar contratos emergenciais, no geral mais onerosos e com nível de 
prestação de serviços diverso, qualitativamente, daquele que seria obtido no regular 
procedimento licitatório.7
RITO PARA APLICAÇÃO DAS SANÇÕESRITO PARA APLICAÇÃO DAS SANÇÕES
Na aplicação da MULTA, será facultada a defesa do interessado no prazo de quinze dias 
úteis, contado da data de sua intimação. Para a aplicação da multa não há rito próprio, o 
que a lei determinou foi a necessidade de ser “facultada” (garantida) a defesa do acusado 
no prazo estipulada. Por não ter rito próprio e se tratar de um processo administrativo, o 
processo deve observar, em nível federal, o trâmite previsto na Lei n. 9.784/1999 que é a 
lei geral do processo administrativo.
A aplicação das sanções de IMPEDIMENTO E DECLARAÇÃO DE INIDONEIDADE requererá a 
instauração de processo de responsabilização (PAR), a ser conduzido por comissão composta 
de 2 (dois) ou mais servidores estáveis, que avaliará fatos e circunstâncias conhecidos e 
intimará o licitante ou o contratado para, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da 
data de intimação, apresentar defesa escrita e especificar as provas que pretenda produzir.
Em órgão ou entidade da Administração Pública cujo quadro funcional não seja formado 
de servidores estatutários, a comissão será composta de dois ou mais empregados públicos 
pertencentes aos seus quadros permanentes, preferencialmente com, no mínimo, três 
anos de tempo de serviço no órgão ou entidade. Nesta disposição da lei, se trata de órgão 
que os agentes públicos são contratados pelo regime da CLT, não sendo estatutários. A lei 
exigiu que os empregados sejam do quadro permanente, vale dizer, concursados.
Na hipótese de deferimento de pedido de produção de novas provas ou de juntada de 
provas julgadas indispensáveis pela comissão, o licitante ou o contratado poderá apresentar 
alegações finais no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data da intimação.
Serão indeferidas pela comissão, mediante decisão fundamentada, provas ilícitas, 
impertinentes, desnecessárias, protelatórias ou intempestivas.
7 Acórdão n. 3002/2010 Plenário, TC-016.556/2005-5, rel. Min. José Jorge, 10.11.2010.
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A lei previu também prazo de prescrição para a aplicação das sanções. Segundo a lei, a 
prescrição ocorrerá em 5 (cinco) anos, contados da ciência da infração pela Administração, e será:
I – interrompida pela instauração do processo de responsabilização a que se refere o caput 
deste artigo;
II – suspensa pela celebração de acordo de leniência previsto na Lei n. 12.846, de 1º de agosto 
de 2013;
III – suspensa por decisão judicial que inviabilize a conclusão da apuração administrativa.
Interromper significar “zerar” a contagem. Assim, todo o período já transcorrido é 
“apagado” quando o PAR é instaurado com a portaria designando a comissão.
Se for feito acordo de leniência (“delação premiada da pessoa jurídica”) nos termos da Lei 
Anticorrupção, Lei n. 12.846/2013, a prescrição não será contada durante o cumprimento 
do acordo, pois pela Lei de Licitações, neste caso a prescrição fica suspensa.
E no inciso III, se decisão judicial de qualquer esfera ou instância inviabilizar a conclusão 
do PAR, enquanto isso a prescrição não correrá.
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICADESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
A teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica consiste em subestimar, ignorar, 
ou seja, ultrapassar os efeitos da personificação jurídica, em casos concretos, com o fim de 
impedir que simulações e fraudes praticadas sob seu manto alcancem suas finalidades, bem 
como com o fim de solucionar todos os outros casos em que o respeito à forma societária 
levaria a soluções contrárias à sua função e aos princípios consagrados pelo ordenamento 
jurídico brasileiro. Para o STJ, e mesmo antes da Lei n. 14133/21, já era possível desconsiderar 
a personalidade jurídica da nova entidade constituída com os mesmos sócios que fazem 
parte da empresa anterior que recebeu penalidade imposta pela Administração e estava 
impedida de participar de licitações e contratos com o Poder Público. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA 
Administrativo. Recurso ordinário em mandado de segurança. Licitação. Sanção de 
inidoneidade para licitar. Extensão de efeitos à sociedade com o mesmo objeto social, 
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mesmos sócios e mesmo endereço. Fraude à lei e abuso de forma. Desconsideração da 
personalidade jurídica na esfera administrativa. Possibilidade. Princípio da moralidade 
administrativa e da indisponibilidade dos interesses públicos. A constituição de nova 
sociedade, com o mesmo objeto social, com os mesmos sócios e com o mesmo endereço, 
em substituição a outra declarada inidônea para licitar com a Administração Pública 
Estadual, com o objetivo de burlar à aplicação da sanção administrativa, constitui 
abuso de forma e fraude à Lei de Licitações Lei n. 8.666/1993, de modo a possibilitar a 
aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica para estenderem-se os 
efeitos da sanção administrativa à nova sociedade constituída. A Administração Pública 
pode, em observância ao princípio da moralidade administrativa e da indisponibilidade 
dos interesses públicos tutelados,desconsiderar a personalidade jurídica de sociedade 
constituída com abuso de forma e fraude à lei, desde que facultado ao administrado o 
contraditório e a ampla defesa em processo administrativo regular. Recurso a que se 
nega provimento (RMS 15166/BA, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado 
em 07.08.2003, DJ 08.09.2003, p. 262).
Agora, há previsão em lei para que a nova empresa constituída com os mesmos sócios 
da empresa anterior não possa participar de contratações com o Poder Público.
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CAPÍTULO II
DAS IMPUGNAÇÕES, DOS PEDIDOS DE ESCLARECIMENTO E DOS 
RECURSOS
Art. 164. Qualquer pessoa é parte legítima para impugnar edital de licitação 
por irregularidade na aplicação desta Lei ou para solicitar esclarecimento 
sobre os seus termos, devendo protocolar o pedido até 3 (três) dias úteis 
antes da data de abertura do certame.
Parágrafo único. A resposta à impugnação ou ao pedido de esclarecimento 
será divulgada em sítio eletrônico oficial no prazo de até 3 (três) dias úteis, 
limitado ao último dia útil anterior à data da abertura do certame.
Art. 165. Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei cabem:
I – RECURSO, no prazo de 3 (três) dias úteis, contado da data de intimação 
ou de lavratura da ata, em face de:
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Lei n. 14.133/2021
a) ato que defira ou indefira pedido de pré-qualificação de interessado ou 
de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou cancelamento;
b) julgamento das propostas;
c) ato de habilitação ou inabilitação de licitante;
d) anulação ou revogação da licitação;
e) extinção do contrato, quando determinada por ato unilateral e escrito 
da Administração;
II – PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO, no prazo de 3 (três) dias úteis, contado da 
data de intimação, relativamente a ato do qual não caiba recurso hierárquico.
§ 1º Quanto ao recurso apresentado em virtude do disposto nas alíneas 
“b” e “c” do inciso I do caput deste artigo, serão observadas as seguintes 
disposições:
I – a intenção de recorrer deverá ser manifestada imediatamente, sob pena 
de preclusão, e o prazo para apresentação das razões recursais previsto 
no inciso I do caput deste artigo será iniciado na data de intimação ou de 
lavratura da ata de habilitação ou inabilitação ou, na hipótese de adoção da 
inversão de fases prevista no § 1º do art. 17 desta Lei, da ata de julgamento;
II – a apreciação dar-se-á em fase única.
§ 2º O recurso de que trata o inciso I do caput deste artigo será dirigido à 
autoridade que tiver editado o ato ou proferido a decisão recorrida, que, se 
não reconsiderar o ato ou a decisão no prazo de 3 (três) dias úteis, encaminhará 
o recurso com a sua motivação à autoridade superior, a qual deverá proferir 
sua decisão no prazo máximo de 10 (dez) dias úteis, contado do recebimento 
dos autos.
§ 3º O acolhimento do recurso implicará invalidação apenas de ato insuscetível 
de aproveitamento.
§ 4º O prazo para apresentação de contrarrazões será o mesmo do recurso 
e terá início na data de intimação pessoal ou de divulgação da interposição 
do recurso.
§ 5º Será assegurado ao licitante vista dos elementos indispensáveis à defesa 
de seus interesses.
Art. 166. Da aplicação das sanções previstas nos incisos I, II e III do caput do 
art. 156 desta Lei caberá recurso no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado 
da data da intimação.
Parágrafo único. O recurso de que trata o caput deste artigo será dirigido à 
autoridade que tiver proferido a decisão recorrida, que, se não a reconsiderar 
no prazo de 5 (cinco) dias úteis, encaminhará o recurso com sua motivação 
à autoridade superior, a qual deverá proferir sua decisão no prazo máximo 
de 20 (vinte) dias úteis, contado do recebimento dos autos.
Art. 167. Da aplicação da sanção prevista no inciso IV do caput do art. 156 desta 
Lei caberá apenas pedido de reconsideração, que deverá ser apresentado 
no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data da intimação, e decidido 
no prazo máximo de 20 (vinte) dias úteis, contado do seu recebimento.
Art. 168. O recurso e o pedido de reconsideração terão efeito suspensivo do 
ato ou da decisão recorrida até que sobrevenha decisão final da autoridade 
competente.
Parágrafo único. Na elaboração de suas decisões, a autoridade competente 
será auxiliada pelo órgão de assessoramento jurídico, que deverá dirimir 
dúvidas e subsidiá-la com as informações necessárias.
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
Gustavo Scatolino
Impugnar significa questionar. Se algum licitante não concorda com alguma cláusula 
do edital poderá questioná-la junto à Administração Pública como, por exemplo, se não 
concordar com a modalidade a ser utilizada ou o critério de julgamento.
Segundo a lei, qualquer pessoa é parte legítima para impugnar edital de licitação por 
irregularidade na aplicação desta Lei ou para solicitar esclarecimento sobre os seus termos, 
devendo protocolar o pedido até três dias úteis antes da data de abertura do certame. A 
resposta à impugnação ou ao pedido de esclarecimento será divulgada em sítio eletrônico 
oficial no prazo de até três dias úteis, limitado ao último dia útil anterior à data da abertura 
do certame. (art. 164)
Note que a lei falou qualquer pessoa. Então, mesmo aquele que não participa da 
licitação (não é licitante) pode impugnar as disposições do edital se não concordar com 
alguma cláusula.
Quanto ao prazo de impugnação, a nosso ver, ficou confusa a redação, pois o dispositivo 
afirma que o momento para apresentar o pedido de impugnação é em até três dias úteis 
antes da data de abertura do certame. No art. 17 da Lei, a licitação se inicia com a fase 
preparatória e em seguida vem a publicação do edital, sendo que o edital só é de conhecimento 
de todos com a sua publicação.
Na redação da Lei n. 8.666/1993 o prazo para impugnação é até 5 (cinco) dias úteis antes 
da data fixada para a abertura dos envelopes de habilitação. Ou seja, publicado o edital, 
até cinco dias úteis antes de iniciar a próxima etapa deve haver a impugnação.
Nesse sentido, a melhor interpretação do dispositivo da lei atual é que o pedido de 
impugnação deve ser protocolado em até três dias úteis antes do início da etapa seguinte 
(pós-edital).
Com a Lei n. 14.133/2021, o licitante pode recorrer de vários momentos da licitação. O 
momento de a autoridade competente apreciar os recursos será após a fase de habilitação, 
vindo a fase recursal.
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Dos atos decorrentes nas licitações cabem:
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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Quanto ao recurso apresentado referente às etapas de JULGAMENTO E HABILITAÇÃO, 
a intenção de recorrer deverá ser manifestada imediatamente, sob pena de preclusão, e 
o prazo para apresentação das razões recursais (3 dias úteis) será iniciado na data de 
intimação ou de lavratura da ata de habilitação ou inabilitação ou, na hipótese de adoção 
de inversão de fases (primeiro habilitação e julgamento), da ata de julgamento.
Assim, se a licitação seguiu o trâmite padrão ( julgamento primeiro e depois habilitação) 
o recurso dever ser apresentado as razões recursais são apresentadas a partir da data de 
intimação ou de lavratura da ata de habilitação ou inabilitação. No entanto, se ocorrer 
a inversão de fases (primeiro, habilitação e, depois, julgamento) as razões devem ser 
apresentadas a partir da ata de julgamento.
Mas vale frisar que a intenção de recorrer tem que ser imediata. Assim, que ocorrer a 
fase de julgamento ou na etapa de habilitação o licitante que não concordar com o seu 
resultado tem que manifestar imediatamente que quer recorrer. O prazo de 3 dias úteis é 
para apresentar as razões (a fundamentação) do recurso.
A apreciação ( julgamento dos recursos) ocorrerá em fase única. Com a Lei 14.133/2021 
a apreciação dos recursos é concentrada em um único momento quando o recurso se refere 
às etapas de julgamento e habilitação.
SISTEMÁTICA RECURSALSISTEMÁTICA RECURSAL
O recurso será dirigido à autoridade que tiver editado o ato ou proferido a decisão 
recorrida, que, se não reconsiderar o ato ou a decisão no prazo de três dias úteis, encaminhará 
o recurso com a sua motivação à autoridade superior, a qual deverá proferir sua decisão 
no prazo máximo de 10 dias úteis, contado do recebimento dos autos. O acolhimento de 
recurso implicará invalidação apenas de ato insuscetível de aproveitamento.
Havendo recurso decorrente da aplicação das sanções de advertência, multa ou 
impedimento de licitar e contratar, previstas no art. 155, caberá recurso no prazo de 15 
dias úteis, contado da data de intimação. Nesta hipótese, o recurso será dirigido à autoridade 
que tiver proferido a decisão recorrida, que, se não a reconsiderar no prazo de 5 dias úteis, 
encaminhará o recurso com sua motivação à autoridade superior, a qual deverá proferir 
sua decisão no prazo máximo de 20 dias úteis, contado do recebimento dos autos.
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Da aplicação da sanção de declaração de inidoneidade, caberá apenas PEDIDO DE 
RECONSIDERAÇÃO, que deverá ser apresentado no prazo de 15 dias úteis, contado da data 
de intimação, e decidido no prazo máximo de 20 dias úteis, contado do seu recebimento.
Atente-se também que, em razão do art. 168, os recursos terão efeito suspensivo. 
Ou seja, enquanto não houver o julgamento a licitação fica paralisada aguardando decisão.
Lei n. 14.133/2021
CAPÍTULO III
DO CONTROLE DAS CONTRATAÇÕES
Art. 169. As contratações públicas deverão submeter-se a práticas contínuas e permanentes 
de gestão de riscos e de controle preventivo, inclusive mediante adoção de recursos de 
tecnologia da informação, e, além de estar subordinadas ao controle social, sujeitar-se-ão 
às seguintes linhas de defesa:
I – primeira linha de defesa, integrada por servidores e empregados públicos, agentes de 
licitação e autoridades que atuam na estrutura de governança do órgão ou entidade;
II – segunda linha de defesa, integrada pelas unidades de assessoramento jurídico e de 
controle interno do próprio órgão ou entidade;
III – terceira linha de defesa, integrada pelo órgão central de controle interno da 
Administração e pelo tribunal de contas.
§ 1º Na forma de regulamento, a implementação das práticas a que se refere o caput deste 
artigo será de responsabilidade da alta administração do órgão ou entidade e levará em 
consideração os custos e os benefícios decorrentes de sua implementação, optando-se 
pelas medidas que promovam relações íntegras e confiáveis, com segurança jurídica para 
todos os envolvidos, e que produzam o resultado mais vantajoso para a Administração, com 
eficiência, eficácia e efetividade nas contratações públicas.
§ 2º Para a realização de suas atividades, os órgãos de controle deverão ter acesso irrestrito 
aos documentos e às informações necessárias à realização dos trabalhos, inclusive aos 
documentos classificados pelo órgão ou entidade nos termos da Lei n. 12.527, de 18 de 
novembro de 2011, e o órgão de controle com o qual foi compartilhada eventual informação 
sigilosa tornar-se-á corresponsável pela manutenção do seu sigilo.
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Lei n. 14.133/2021
§ 3º Os integrantes das linhas de defesa a que se referem os incisos I, II e III do caput deste 
artigo observarão o seguinte:
I – quando constatarem simples impropriedade formal, adotarão medidas para o seu 
saneamento e para a mitigação de riscos de sua nova ocorrência, preferencialmente com 
o aperfeiçoamento dos controles preventivos e com a capacitação dos agentes públicos 
responsáveis;
II – quando constatarem irregularidade que configure dano à Administração, sem prejuízo 
das medidas previstas no inciso I deste § 3º, adotarão as providências necessárias para a 
apuração das infrações administrativas, observadas a segregação de funções e a necessidade 
de individualização das condutas, bem como remeterão ao Ministério Público competente 
cópias dos documentos cabíveis para a apuração dos ilícitos de sua competência.
Art. 170. Os órgãos de controle adotarão, na fiscalização dos atos previstos nesta Lei, critérios 
de oportunidade, materialidade, relevância e risco e considerarão as razões apresentadas 
pelos órgãos e entidades responsáveis e os resultados obtidos com a contratação, 
observado o disposto no § 3º do art. 169 desta Lei.
§ 1º As razões apresentadas pelos órgãos e entidades responsáveis deverão ser encaminhadas 
aos órgãos de controle até a conclusão da fase de instrução do processo e não poderão ser 
desentranhadas dos autos.
§ 2º A omissão na prestação das informações não impedirá as deliberações dos órgãos de 
controle nem retardará a aplicação de qualquer de seus prazos de tramitação e de deliberação.
§ 3º Os órgãos de controle desconsiderarão os documentos impertinentes, meramente 
protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.
§ 4º Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar aos 
órgãos de controle interno ou ao tribunal de contas competente contra irregularidades na 
aplicação desta Lei.
Art. 171. Na fiscalização de controle será observado o seguinte:
I – viabilização de oportunidade de manifestação aos gestores sobre possíveis propostas 
de encaminhamento que terão impacto significativo nas rotinas de trabalho dos órgãos e 
entidades fiscalizados, a fim de que eles disponibilizem subsídios para avaliação prévia da 
relação entre custo e benefício dessas possíveis proposições;
II – adoção de procedimentos objetivos e imparciais e elaboração de relatórios tecnicamente 
fundamentados, baseados exclusivamente nas evidênciasobtidas e organizados de acordo 
com as normas de auditoria do respectivo órgão de controle, de modo a evitar que interesses 
pessoais e interpretações tendenciosas interfiram na apresentação e no tratamento dos 
fatos levantados;
III – definição de objetivos, nos regimes de empreitada por preço global, empreitada 
integral, contratação semi-integrada e contratação integrada, atendidos os requisitos 
técnicos, legais, orçamentários e financeiros, de acordo comas finalidades da contratação, 
devendo, ainda, ser perquirida a conformidade do preço global com os parâmetros de mercado 
para o objeto contratado, considerada inclusive a dimensão geográfica.
§ 1º Ao suspender cautelarmente o processo licitatório, o tribunal de contas deverá 
pronunciar-se definitivamente sobre o mérito da irregularidade que tenha dado causa 
à suspensão no prazo de 25 (vinte e cinco) dias úteis, contado da data do recebimento 
das informações a que se refere o § 2º deste artigo, prorrogável por igual período uma única 
vez, e definirá objetivamente:
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Lei n. 14.133/2021
I – as causas da ordem de suspensão;
II – o modo como será garantido o atendimento do interesse público obstado pela suspensão 
da licitação, no caso de objetos essenciais ou de contratação por emergência.
§ 2º Ao ser intimado da ordem de suspensão do processo licitatório, o órgão ou entidade 
deverá, no prazo de 10 (dez) dias úteis, admitida a prorrogação:
I – informar as medidas adotadas para cumprimento da decisão;
II – prestar todas as informações cabíveis;
III – proceder à apuração de responsabilidade, se for o caso.
§ 3º A decisão que examinar o mérito da medida cautelar a que se refere o § 1º deste artigo 
deverá definir as medidas necessárias e adequadas, em face das alternativas possíveis, para 
o saneamento do processo licitatório, ou determinar a sua anulação.
§ 4º O descumprimento do disposto no § 2º deste artigo ensejará a apuração de responsabilidade 
e a obrigação de reparação do prejuízo causado ao erário.
Art. 172. (VETADO).
Art. 173. Os tribunais de contas deverão, por meio de suas escolas de contas, promover 
eventos de capacitação para os servidores efetivos e empregados públicos designados para 
o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei, incluídos cursos presenciais e 
a distância, redes de aprendizagem, seminários e congressos sobre contratações públicas.
Neste capítulo novo, a Lei n. 14.133/2021 trata das disposições de controle nas 
contratações públicas.
A lei fixou três linhas de defesa que não excluem outras frentes defensivas, mas vejamos 
como a lei regulamentou:
Foi importante, também, a lei fixar prazo para a decisão de MÉRITO quando houver 
suspensão determinada por TC. Isso traz mais segurança jurídica nas contratações públicas. 
Nesse sentido, a lei fixou que ao suspender cautelarmente o processo licitatório, o tribunal 
de contas deverá pronunciar-se definitivamente sobre o mérito da irregularidade que 
tenha dado causa à suspensão no prazo de 25 dias úteis.
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Lei n. 14.133/2021
TÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO I
DO PORTAL NACIONAL DE CONTRATAÇÕES PÚBLICAS (PNCP)
Art. 174. É criado o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), sítio eletrônico oficial destinado à:
I – divulgação centralizada e obrigatória dos atos exigidos por esta Lei;
II – realização facultativa das contratações pelos órgãos e entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e 
Judiciário de todos os entes federativos.
§ 1º O PNCP será gerido pelo Comitê Gestor da Rede Nacional de Contratações Públicas, a ser presidido por 
representante indicado pelo Presidente da República e composto de:
I – 3 (três) representantes da União indicados pelo Presidente da República;
II – 2 (dois) representantes dos Estados e do Distrito Federal indicados pelo Conselho Nacional de Secretários 
de Estado da Administração;
III – 2 (dois) representantes dos Municípios indicados pela Confederação Nacional de Municípios.
§ 2º O PNCP conterá, entre outras, as seguintes informações acerca das contratações:
I – planos de contratação anuais;
II – catálogos eletrônicos de padronização;
III – editais de credenciamento e de pré-qualificação, avisos de contratação direta e editais de licitação e 
respectivos anexos;
IV – atas de registro de preços;
V – contratos e termos aditivos;
VI – notas fiscais eletrônicas, quando for o caso.
§ 3º O PNCP deverá, entre outras funcionalidades, oferecer:
I – sistema de registro cadastral unificado;
II – painel para consulta de preços, banco de preços em saúde e acesso à base nacional de notas fiscais 
eletrônicas;
III – sistema de planejamento e gerenciamento de contratações, incluído o cadastro de atesto de cumprimento 
de obrigações previsto no § 4º do art. 88 desta Lei;
IV – sistema eletrônico para a realização de sessões públicas;
V – acesso ao Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis) e ao Cadastro Nacional de Empresas 
Punidas (Cnep);
VI – sistema de gestão compartilhada com a sociedade de informações referentes à execução do contrato, 
que possibilite:
a) envio, registro, armazenamento e divulgação de mensagens de texto ou imagens pelo interessado previamente 
identificado;
b) acesso ao sistema informatizado de acompanhamento de obras a que se refere o inciso III do caput do 
art. 19 desta Lei;
c) comunicação entre a população e representantes da Administração e do contratado designados para 
prestar as informações e esclarecimentos pertinentes, na forma de regulamento;
d) divulgação, na forma de regulamento, de relatório final com informações sobre a consecução dos objetivos 
que tenham justificado a contratação e eventuais condutas a serem adotadas para o aprimoramento das 
atividades da Administração.
§ 4º O PNCP adotará o formato de dados abertos e observará as exigências previstas na Lei n. 12.527, de 18 
de novembro de 2011.
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Lei n. 14.133/2021
§ 5º (VETADO).
Art. 175. Sem prejuízo do disposto no art. 174 desta Lei, os entes federativos poderão instituir sítio eletrônico 
oficial para divulgação complementar e realização das respectivas contratações.
§ 1º Desde que mantida a integração com o PNCP, as contratações poderão ser realizadas por meio de sistema 
eletrônico fornecido por pessoa jurídica de direito privado, na forma de regulamento.
§ 2º (VETADO).
Art. 176. Os Municípios com até 20.000 (vinte mil) habitantes terão o prazo de 6 (seis) anos, contado da data 
de publicação desta Lei, para cumprimento:
I – dos requisitos estabelecidos no art. 7º e no caput do art. 8º desta Lei;
II – da obrigatoriedade de realização da licitação sob a forma eletrônica a que se refere o § 2º do art. 17 
desta Lei;
III – das regras relativas à divulgação em sítio eletrônicooficial.
Parágrafo único. Enquanto não adotarem o PNCP, os Municípios a que se refere o caput deste artigo deverão:
I – publicar, em diário oficial, as informações que esta Lei exige que sejam divulgadas em sítio eletrônico 
oficial, admitida a publicação de extrato;
II – disponibilizar a versão física dos documentos em suas repartições, vedada a cobrança de qualquer valor, 
salvo o referente ao fornecimento de edital ou de cópia de documento, que não será superior ao custo de 
sua reprodução gráfica.
Com a criação do PNCP haverá uma centralização maior das informações sobre 
contratações públicas. Hoje, cada ente da Federação possui seu cadastro, quando possuem.
Assim, com o PNCP todos os Entes saberão os licitantes punidos e que não podem 
participar de contratações com o poder público e, também, outras funcionalidades como 
sistema de registro cadastral unificado; painel para consulta de preços, banco de preços 
em saúde e acesso à base nacional de notas fiscais eletrônicas; sistema de planejamento e 
gerenciamento de contratações, incluído o cadastro de atesto de cumprimento de obrigações 
previsto no § 4º do art. 88; sistema eletrônico para a realização de sessões públicas.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (INÉDITA/2021) Acerca do tema contratos administrativos e das disposições da lei n. 
14.133/2021, assinale a alternativa correta:
a) A denominação “contrato administrativo” é aplicada aos contratos de Direito Público 
celebrados pela Administração, em que predominam as normas de Direito Público.
b) Os contratos administrativos são onerosos, ou seja, possuem prestação e contraprestação 
já estabelecidas e equivalentes.
c) As chamadas cláusulas exorbitantes ou de privilégio conferem uma série de prerrogativas 
ao contratado em detrimento à Administração.
d) Em regra, o contrato administrativo é celebrado pela forma oral.
e) No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 30 (trinta) 
dias úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os preços unitários e totais que 
contratar e, em até 50 (cinquenta) dias úteis após a conclusão do contrato, os quantitativos 
executados e os preços praticados.
002. 002. (INÉDITA/2021) São características dos contratos administrativos, EXCETO:
a) Finalidade pública.
b) Mutabilidade.
c) Prazo indeterminado.
d) Intuito personae.
e) Natureza de contrato de adesão.
003. 003. (INÉDITA/2021) Segundo as disposições da Lei n. 14.133/2021 (NLL) acerca dos contratos 
da administração, marque a alternativa correta:
a) O instrumento de contrato é sempre obrigatório, por ser regido por normas de Direito 
Público.
b) É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas 
compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim entendidos aqueles 
de valor não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).
c) A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) ou mais 
fiscais do contrato, representantes da Administração especialmente designados ou pelos 
respectivos substitutos, vedada a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los 
com informações pertinentes a essa atribuição.
d) A Administração deverá manter preposto no local da obra ou do serviço para representá-
la na execução do contrato.
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e) Apenas nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra, a Administração responderá subsidiariamente pelos encargos previdenciários 
e solidariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização do 
cumprimento das obrigações do contratado.
004. 004. (INÉDITA/2021) Com relação às garantias exigidas pela Administração na realização 
do contrato, assinale a alternativa INCORRETA:
a) O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das obrigações assumidas 
pelo contratado perante à Administração, não se estendendo ao pagamento das multas, 
prejuízos e as indenizações decorrentes de inadimplemento do contratado.
b) É modalidade de garantia a caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos 
sob a forma escritural, mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de 
custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, 
conforme definido pelo Ministério da Economia.
c) A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel execução do 
contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração e, quando em dinheiro, 
atualizada monetariamente.
d) Na hipótese de inadimplemento do contrato, caso a seguradora execute e conclua o 
objeto do contrato, estará isenta da obrigação de pagar a importância segurada indicada 
na apólice.
e) Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 5% 
(cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para 
até 10% (dez por cento), desde que justificada mediante análise da complexidade técnica 
e dos riscos envolvidos.
005. 005. (INÉDITA/2021) Segundo a nova lei de licitações e contratos (NLL), os contratos poderão 
ser alterados por acordo entre as partes ou unilateralmente pela Administração. Assinale 
a única hipótese que apresenta uma situação de alteração unilateral pela Administração:
a) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e vedada a antecipação do pagamento 
em relação ao cronograma financeiro fixado sem a correspondente contraprestação de 
fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço;
b) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
c) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de 
força maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis 
ou previsíveis de consequências incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal 
como pactuado, respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida 
no contrato.
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d) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, bem 
como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos 
termos contratuais originários;
e) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica a seus objetivos.
006. 006. (INÉDITA/2021) Acerca dos contratos administrativos regidos pela Lei n. 14.133/2021 
(NLL), assinale a alternativa INCORRETA:
a) A repactuação do contrato deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado 
da data da apresentação da proposta ou da data da última repactuação.b) O objeto do contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver em 
desacordo com o contrato.
c) Os contratos poderão ser alterados unilateralmente pela Administração para restabelecer 
o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de força maior, caso fortuito 
ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências 
incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, respeitada, em 
qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida no contrato.
d) Não será permitido pagamento antecipado, parcial ou total, relativo a parcelas contratuais 
vinculadas ao fornecimento de bens, à execução de obras ou à prestação de serviços.
e) Em caso de nulidade do contrato, a Administração não está dispensada do dever de 
indenizar o contratado pelo que houver executado até a data em que for declarada ou 
tornada eficaz, bem como por outros prejuízos regularmente comprovados, desde que não 
lhe seja imputável, e será promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
007. 007. (INÉDITA/2021) Com relação à extinção dos contratos administrativos, marque a 
resposta correta tendo como referência a Lei n. 14.133/2021 (NLL):
a) A extinção do contrato poderá ser consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por 
mediação ou por comitê de resolução de disputas, independente de interesse da Administração.
b) O contratado terá direito à extinção do contrato no caso de atraso superior a 6 (seis) 
meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou de parcelas de pagamentos 
devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou fornecimentos.
c) É vedada a extinção do contrato determinada por decisão arbitral.
d) o contratado terá direito à extinção do contrato no caso de ocorrerem repetidas suspensões 
que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do pagamento obrigatório de 
indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações 
e outras previstas.
e) Mesmo se a extinção do contrato decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado 
não terá direito à devolução da garantia.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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008. 008. (INÉDITA/2021) Dentre as alternativas abaixo, marque a opção que não estabelece um 
motivo para a extinção do contrato administrativo:
a) atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração 
substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto;
b) não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas 
contratuais, de especificações, de projetos ou de prazos;
c) caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução do 
contrato;
d) atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas;
e) razões de interesse público, independentemente de justificativa.
009. 009. (INÉDITA/2021) Uma das piores situações que podem ocorrer na execução de um 
contrato é a sua interrupção, principalmente, se essa interrupção decorre de alguma 
nulidade. Tendo como referência a Lei n. 14.133/2021 (NLL), assinale a alternativa correta 
acerca das nulidades contratuais:
a) A declaração de nulidade do contrato administrativo nunca poderá operar retroativamente.
b) A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que 
houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros 
prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida 
a responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
c) Os vícios do procedimento licitatório não contaminam o futuro contrato dele decorrente.
d) Havendo a declaração de nulidade do contrato, caso não seja possível o retorno à situação 
fática anterior, não haverá reparação por perdas e danos, por expressa previsão legal.
e) Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade 
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente 
para efetuar nova contratação, por prazo de até 1 (um) ano, prorrogável uma única vez.
010. 010. (INÉDITA/2021) Assinale a alternativa que não representa uma espécie de cláusula 
exorbitante do contrato administrativo:
a) Fiscalização da execução do contrato.
b) Extinção unilateral.
c) Aplicação de sanções.
d) Alteração das cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos.
e) Ocupação provisória de bens.
011. 011. (INÉDITA/2021) São exemplos de infrações administrativas previstas na Lei n. 
14.133/2021 (NLL), EXCETO:
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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a) Impedimento de licitar e contratar.
b) Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
c) Multa.
d) Suspensão da execução da obra ou serviço.
e) Advertência.
012. 012. (INÉDITA/2021) Acerca das penalidades e sanções aplicadas ao licitante e ao contratado 
previstas na Lei n. 14.133/2021 (NLL), marque a resposta correta:
a) A desconsideração da personalidade jurídica é expressamente vedada pela lei em questão.
b) A multa de mora impedirá que a Administração promova a extinção unilateral do contrato.
c) Na aplicação das sanções dessa lei, não serão consideradas as peculiaridades do caso 
concreto.
d) As sanções não poderão ser aplicadas cumulativamente, em qualquer caso.
e) Na aplicação da pena de multa, será facultada a defesa do interessado no prazo de 15 
(quinze) dias úteis, contado da data de sua intimação.
013. 013. (INÉDITA/2021) Com relação aos prazos da nova Lei de licitações e contratos (Lei n. 
14.133/2021), marque a alternativa correta:
a) Na aplicação da multa, será facultada a defesa do interessado no prazo de 15 (quinze) 
dias úteis, contado da data de sua intimação.
b) O prazo para protocolar a impugnação do edital de licitação por irregularidade é de 5 
dias úteis.
c) A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 10 anos nas hipóteses de 
serviços e fornecimentos contínuos.
d) A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 3 anos, contado da data da 
apresentação da proposta ou da data da última repactuação.
e) Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade 
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente 
para efetuar nova contratação, por prazo de até 2 anos, prorrogável uma única vez.
014. 014. (INÉDITA/2021) Segundo a Lei n. 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos), é 
admitida a reabilitação (voltar a licitar e contratar) do licitante ou contratado perante a 
própria autoridade que aplicou a penalidade. Dito isso, de acordo com a lei, NÃO é exigência 
para a reabilitação:
a) Análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao cumprimento dos 
requisitos definidos neste artigo.
b) Reparação parcial do dano causado à Administração Pública.
c) Pagamento da multa.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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d) Transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade, no caso de 
impedimento de licitar e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da penalidade, no caso 
de declaração de inidoneidade.
e) Cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo.
015. 015. (INÉDITA/2021) Segundo o tema contratos administrativos e a nova Lei n. 14.133/2021, 
assinale a resposta correta:
a) Em nenhuma hipótese se aplica aos contratos administrativos as regras de direitos privado.
b) Os contratos administrativos por serem comutativos trazem vantagens para ambos os 
contraentes, pois estes sofrem um sacrifício patrimonial correspondente a um proveito 
almejado.
c) Todo contrato administrativo tem natureza de contrato de adesão, pois todas as cláusulas 
contratuais são fixadas pela Administração.
d) É vedado, em qualquer caso o contrato verbal com a Administração.
e) É permitida a subcontratação da totalidade da execução do contrato.
Diante das disposições da Nova Lei de Licitações e Contratos (Lei n. 14.133/2021), julgue 
os itens seguintes acerca dos contratos administrativos:
016. 016. (INÉDITA/2021) A extinção do contrato configura óbice para o reconhecimento do 
desequilíbrio econômico-financeiro deste, de forma que não será concedida indenização 
posterior.
017. 017. (INÉDITA/2021) Os contratos administrativos poderão ser unilateralmente alterados 
pela Administração quando conveniente a substituição da garantia de execução.
018. 018. (INÉDITA/2021) A extinção do contrato determinada por ato unilateral da Administração 
e a extinção consensual deverão ser precedidas de autorização escrita e fundamentada da 
autoridade competente e reduzidas a termo no respectivo processo.
019. 019. (INÉDITA/2021) A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o 
contratado pelo que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, 
bem como por outros prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, 
e será promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
020. 020. (INÉDITA/2021) Em nenhuma hipótese os efeitos das sanções aplicadas à pessoa 
jurídica serão estendidos aos seus administradores e sócios.
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021. 021. (INÉDITA/2021) A caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública é uma modalidade 
de garantia a ser escolhida pela Administração.
022. 022. (INÉDITA/2021) Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá 
ser de até 5% do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para até 
10% desde que justificada mediante análise da complexidade técnica e dos riscos envolvidos.
023. 023. (INÉDITA/2021) As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos 
podem ser alteradas sem prévia concordância do contratado, mediante justificativa da 
Administração.
024. 024. (INÉDITA/2021) A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado 
nos contratos em que seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, 
desde que comprovada, a cada exercício financeiro, a existência de créditos orçamentários 
vinculados à contratação.
025. 025. (INÉDITA/2021) A fiscalização ou acompanhamento do contrato pelo contratante exclui 
a responsabilidade do contratado pelos danos causados à terceiros durante a execução 
do contrato.
026. 026. (INÉDITA/2021) O regulamento ou edital de licitação poderá vedar, restringir ou 
estabelecer condições para a subcontratação.
027. 027. (INÉDITA/2021) Caso haja alteração unilateral do contrato que aumente ou diminua 
os encargos do contratado, a Administração deverá restabelecer, no mesmo termo aditivo, 
o equilíbrio econômico-financeiro inicial.
028. 028. (INÉDITA/2021) Todo contrato administrativo tem natureza de contrato de adesão.
029. 029. (INÉDITA/2021) O instrumento de contrato é sempre obrigatório, por expressa 
previsão legal.
030. 030. (INÉDITA/2021) Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela 
Administração, dos quais o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser 
acrescido ao valor da garantia.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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GABARITOGABARITO
1. a
2. c
3. b
4. a
5. e
6. c
7. d
8. e
9. b
10. d
11. d
12. e
13. a
14. b
15. c
16. E
17. E
18. C
19. C
20. E
21. E
22. C
23. E
24. C
25. E
26. C
27. C
28. C
29. E
30. C
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (INÉDITA/2021) Acerca do tema contratos administrativos e das disposições da lei n. 
14.133/2021, assinale a alternativa correta:
a) A denominação “contrato administrativo” é aplicada aos contratos de Direito Público 
celebrados pela Administração, em que predominam as normas de Direito Público.
b) Os contratos administrativos são onerosos, ou seja, possuem prestação e contraprestação 
já estabelecidas e equivalentes.
c) As chamadas cláusulas exorbitantes ou de privilégio conferem uma série de prerrogativas 
ao contratado em detrimento à Administração.
d) Em regra, o contrato administrativo é celebrado pela forma oral.
e) No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 30 (trinta) 
dias úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os preços unitários e totais que 
contratar e, em até 50 (cinquenta) dias úteis após a conclusão do contrato, os quantitativos 
executados e os preços praticados.
a) Certa. A expressão contratos da Administração abrange todos os contratos celebrados, em 
regime de direito público e de direito privado. Já a denominação “contrato administrativo” 
é reservada para os contratos de Direito Público celebrados pela Administração, em que 
predominam as normas de Direito Público. O contrato administrativo é espécie contrato 
da Administração. Porém, a Administração Pública também celebra contratos de direito 
privado (ou semipúblicos). São contratos nos quais ela não está presente como Poder 
Público, e sim, como se fosse um particular. Podemos citar como exemplo, um contrato de 
locação no qual a Administração Pública é a locatária.
b) Errada. Essa é a característica de contratos comutativos, em que há prestação e 
contraprestação já estabelecidas e equivalentes. No contrato comutativo, as partes, além 
de receber da outra prestação equivalente à sua, podem apreciar imediatamente (verifica 
previamente) essa equivalência.
c) Errada. É o contrário: as cláusulas exorbitantes ou de privilégio conferemuma série 
de prerrogativas à Administração em detrimento do contratado. Essas cláusulas estarão 
presentes nos contratos de direito público.
d) Errada. Em regra, o contrato administrativo é celebrado pela forma escrita; é o que 
dispõe o art. 90.
Art. 90. Os contratos e seus aditamentos terão forma escrita e serão juntados ao processo 
que tiver dado origem à contratação, divulgados e mantidos à disposição do público em sítio 
eletrônico oficial.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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e) Errada. As datas corretas são de 25 dias úteis e 45 dias úteis nessas hipóteses:
Art. 94, § 3º No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 25 
(vinte e cinco) dias úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os preços unitários 
e totais que contratar e, em até 45 (quarenta e cinco) dias úteis após a conclusão do contrato, 
os quantitativos executados e os preços praticados.
Letra a.
002. 002. (INÉDITA/2021) São características dos contratos administrativos, EXCETO:
a) Finalidade pública.
b) Mutabilidade.
c) Prazo indeterminado.
d) Intuito personae.
e) Natureza de contrato de adesão.
a) Certa. Assim como todos os atos administrativos, o contrato deve ser voltado sempre 
ao interesse público. É sempre o interesse público que a Administração tem que ter em 
vista, sob pena de desvio de poder. Se for celebrado contrato administrativo visando ao 
interesse próprio ou ao de terceiros, será ilegal.
b) Certa. O contrato administrativo permite alteração durante sua execução. O contrato 
não é um documento rígido, inflexível. Ele pode sofrer alterações para se adequar as 
modificações que são necessárias durante a execução contratual.
c) Errada. Segundo o art. 104 da NLL, a duração dos contratos será a prevista em edital, 
e deverão ser observadas, no momento da contratação e a cada exercício financeiro, a 
disponibilidade de créditos orçamentários, bem como a previsão no plano plurianual, quando 
ultrapassar 1 (um) exercício financeiro. Então, veja que não tem mais aquela limitação 
de duração anual. O edital vai dispor o prazo de duração, claro que respeitados os prazos 
previstos em lei e, no momento da contratação e prorrogação, crédito orçamentário. Logo, 
não quer dizer que o prazo seja indeterminado.
d) Certa. O contrato administrativo é pessoal, ou seja, deve ser executado pelo próprio 
contratado. Não permite transferir a execução para terceiros.
e) Certa. Todo contrato administrativo tem natureza de contrato de adesão, pois todas 
as cláusulas contratuais são fixadas pela Administração. Contrato de adesão é aquele 
em que todas as cláusulas são fixadas por apenas uma das partes, no caso do contrato 
administrativo, a Administração.
Letra c.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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003. 003. (INÉDITA/2021) Segundo as disposições da Lei n. 14.133/2021 (NLL) acerca dos contratos 
da administração, marque a alternativa correta:
a) O instrumento de contrato é sempre obrigatório, por ser regido por normas de Direito 
Público.
b) É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas 
compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim entendidos aqueles 
de valor não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).
c) A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) ou mais 
fiscais do contrato, representantes da Administração especialmente designados ou pelos 
respectivos substitutos, vedada a contratação de terceiros para assisti-los e subsidiá-los 
com informações pertinentes a essa atribuição.
d) A Administração deverá manter preposto no local da obra ou do serviço para representá-
la na execução do contrato.
e) Apenas nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra, a Administração responderá subsidiariamente pelos encargos previdenciários 
e solidariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização do 
cumprimento das obrigações do contratado.
a) Errada. Nem sempre o instrumento de contrato é obrigatório, havendo exceções em que 
este poderá ser substituído:
Art. 95. O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em que a 
Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta-contrato, nota de 
empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço:
I – dispensa de licitação em razão de valor;
II – compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não resultem 
obrigações futuras, inclusive quanto a assistência técnica, independentemente de seu valor.
b) Certa. É o que estabelece o § 2º do art. 95 da NLL:
Art. 95. O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em que a 
Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta-contrato, nota de 
empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço:
§ 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas 
compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim entendidos aqueles de valor 
não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).
c) Errada. A contratação de terceiros para assistir à fiscalização é permitida:
Art. 117. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por 1 (um) ou mais fiscais 
do contrato, representantes da Administração especialmente designados conforme requisitos 
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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estabelecidos no art. 7º desta Lei, ou pelos respectivos substitutos, permitida a contratação de 
terceiros para assisti-los e subsidiá-los com informações pertinentes a essa atribuição.
d) Errada. O preposto é indicado pelo contratado. O preposto é uma espécie de representante 
do contratado.
Art. 118. O contratado deverá manter preposto aceito pela Administração no local da obra ou 
do serviço para representá-lo na execução do contrato.
e) Errada. A responsabilidade nesse caso, está trocada: a Administração responderá 
solidariamente pelos encargos previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas 
se comprovada falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado.
Art. 121. § 2º Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação 
exclusiva de mão de obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos 
previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização 
do cumprimento das obrigações do contratado.
Letra b.
004. 004. (INÉDITA/2021) Com relação às garantias exigidas pela Administração na realização 
do contrato, assinale a alternativa INCORRETA:
a) O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das obrigações assumidas 
pelo contratado perante à Administração,não se estendendo ao pagamento das multas, 
prejuízos e as indenizações decorrentes de inadimplemento do contratado.
b) É modalidade de garantia a caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos 
sob a forma escritural, mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de 
custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, 
conforme definido pelo Ministério da Economia.
c) A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel execução do 
contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração e, quando em dinheiro, 
atualizada monetariamente.
d) Na hipótese de inadimplemento do contrato, caso a seguradora execute e conclua o 
objeto do contrato, estará isenta da obrigação de pagar a importância segurada indicada 
na apólice.
e) Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 5% 
(cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para 
até 10% (dez por cento), desde que justificada mediante análise da complexidade técnica 
e dos riscos envolvidos.
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a) Errada. O seguro-garantia também se aplica às multas, prejuízos e demais indenizações:
Art. 97. O seguro-garantia tem por objetivo garantir o fiel cumprimento das obrigações assumidas 
pelo contratado perante à Administração, inclusive as multas, os prejuízos e as indenizações 
decorrentes de inadimplemento, observadas as seguintes regras nas contratações regidas por 
esta Lei:
b) Certa. A caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública é uma das formas de garantia:
Art. 96, § 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia:
I – caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, mediante 
registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do 
Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Economia;
c) Certa. Se trata da literalidade do art. 100 da NLL:
Art. 100. A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a fiel execução 
do contrato ou após a sua extinção por culpa exclusiva da Administração e, quando em dinheiro, 
atualizada monetariamente.
d) Certa. É o que dispõe o art. 102, parágrafo único, inciso I:
Art. 102. Parágrafo único. Na hipótese de inadimplemento do contratado, serão observadas as 
seguintes disposições:
I – caso a seguradora execute e conclua o objeto do contrato, estará isenta da obrigação de pagar 
a importância segurada indicada na apólice;
II – caso a seguradora não assuma a execução do contrato, pagará a integralidade da importância 
segurada indicada na apólice.
e) Certa. Essa é a redação do art. 98 da NLL:
Art. 98. Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 5% 
(cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para até 
10% (dez por cento), desde que justificada mediante análise da complexidade técnica e dos 
riscos envolvidos.
Letra a.
005. 005. (INÉDITA/2021) Segundo a nova lei de licitações e contratos (NLL), os contratos poderão 
ser alterados por acordo entre as partes ou unilateralmente pela Administração. Assinale 
a única hipótese que apresenta uma situação de alteração unilateral pela Administração:
a) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e vedada a antecipação do pagamento 
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em relação ao cronograma financeiro fixado sem a correspondente contraprestação de 
fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço;
b) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
c) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de 
força maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis 
ou previsíveis de consequências incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal 
como pactuado, respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida 
no contrato.
d) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, bem 
como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos 
termos contratuais originários;
e) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica a seus objetivos.
A única alternativa que apresenta uma hipótese de alteração unilateral pela Administração 
é a alternativa “e”. As demais são casos de alteração por acordo, segundo o que dispõe o 
art. 124 da Lei 14.133/2021 (NLL):
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, 
nos seguintes casos:
I – unilateralmente pela Administração:
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica 
a seus objetivos;
b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou 
diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei;
II – por acordo entre as partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou do serviço, bem como do 
modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais 
originários;
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado e vedada a antecipação do pagamento em 
relação ao cronograma financeiro fixado sem a correspondente contraprestação de fornecimento 
de bens ou execução de obra ou serviço;
d) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de força 
maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis 
de consequências incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, 
respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida no contrato.
Letra e.
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006. 006. (INÉDITA/2021) Acerca dos contratos administrativos regidos pela Lei n. 14.133/2021 
(NLL), assinale a alternativa INCORRETA:
a) A repactuação do contrato deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado 
da data da apresentação da proposta ou da data da última repactuação.
b) O objeto do contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver em 
desacordo com o contrato.
c) Os contratos poderão ser alterados unilateralmente pela Administração para restabelecer 
o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contratoem caso de força maior, caso fortuito 
ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências 
incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, respeitada, em 
qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida no contrato.
d) Não será permitido pagamento antecipado, parcial ou total, relativo a parcelas contratuais 
vinculadas ao fornecimento de bens, à execução de obras ou à prestação de serviços.
e) Em caso de nulidade do contrato, a Administração não está dispensada do dever de 
indenizar o contratado pelo que houver executado até a data em que for declarada ou 
tornada eficaz, bem como por outros prejuízos regularmente comprovados, desde que não 
lhe seja imputável, e será promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
a) Certa. É o que estabelece a redação do art. 135, § 3º, da NLL:
Art. 135, § 3º A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado da 
data da apresentação da proposta ou da data da última repactuação.
b) Certa. Essa é a literalidade do art. 140, § 1º, da NLL:
Art. 140, § 1º O objeto do contrato poderá ser rejeitado, no todo ou em parte, quando estiver 
em desacordo com o contrato.
c) Errada. Essa é uma hipótese em que a alteração do contrato deve ser feita por acordo 
entre as partes:
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, 
nos seguintes casos:
II – por acordo entre as partes:
d) para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato em caso de força 
maior, caso fortuito ou fato do príncipe ou em decorrência de fatos imprevisíveis ou previsíveis 
de consequências incalculáveis, que inviabilizem a execução do contrato tal como pactuado, 
respeitada, em qualquer caso, a repartição objetiva de risco estabelecida no contrato.
d) Certa. É o que dispõe o art. 145 da NLL:
Art. 145. Não será permitido pagamento antecipado, parcial ou total, relativo a parcelas contratuais 
vinculadas ao fornecimento de bens, à execução de obras ou à prestação de serviços.
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e) Certa. É o que se depreende do art. 149 da NLL:
Art. 149. A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo 
que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros 
prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida a 
responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
Letra c.
007. 007. (INÉDITA/2021) Com relação à extinção dos contratos administrativos, marque a 
resposta correta tendo como referência a Lei n. 14.133/2021 (NLL):
a) A extinção do contrato poderá ser consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por 
mediação ou por comitê de resolução de disputas, independente de interesse da Administração.
b) O contratado terá direito à extinção do contrato no caso de atraso superior a 6 (seis) 
meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou de parcelas de pagamentos 
devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou fornecimentos.
c) É vedada a extinção do contrato determinada por decisão arbitral.
d) o contratado terá direito à extinção do contrato no caso de ocorrerem repetidas suspensões 
que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do pagamento obrigatório de 
indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações 
e outras previstas.
e) Mesmo se a extinção do contrato decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado 
não terá direito à devolução da garantia.
a) Errada. Neste caso, a extinção do contrato dependerá de interesse da Administração.
Art. 138. A extinção do contrato poderá ser:
II – consensual, por acordo entre as partes, por conciliação, por mediação ou por comitê de 
resolução de disputas, desde que haja interesse da Administração;
b) Errada. O prazo nesse caso, será de dois meses.
Art. 137, § 2º O contratado terá direito à extinção do contrato nas seguintes hipóteses:
IV – atraso superior a 2 (dois) meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou 
de parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou 
fornecimentos;
c) Errada. É permitida a extinção do contrato por decisão arbitral, em decorrência de cláusula 
compromissória ou compromisso arbitral.
Art. 138. A extinção do contrato poderá ser:
III – determinada por decisão arbitral, em decorrência de cláusula compromissória ou compromisso 
arbitral, ou por decisão judicial.
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d) Certa. De fato, se trata de uma hipótese de extinção do contrato pelo contratante:
Art. 137, § 2º O contratado terá direito à extinção do contrato nas seguintes hipóteses:
III – repetidas suspensões que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do pagamento 
obrigatório de indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e 
mobilizações e outras previstas;
e) Errada. Nesse caso, o contratado terá direito da devolução da garantia prestada:
Art. 138, § 2º Quando a extinção decorrer de culpa exclusiva da Administração, o contratado 
será ressarcido pelos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido e terá direito a:
I – devolução da garantia;
Letra d.
008. 008. (INÉDITA/2021) Dentre as alternativas abaixo, marque a opção que não estabelece um 
motivo para a extinção do contrato administrativo:
a) atraso na obtenção da licença ambiental, ou impossibilidade de obtê-la, ou alteração 
substancial do anteprojeto que dela resultar, ainda que obtida no prazo previsto;
b) não cumprimento ou cumprimento irregular de normas editalícias ou de cláusulas 
contratuais, de especificações, de projetos ou de prazos;
c) caso fortuito ou força maior, regularmente comprovados, impeditivos da execução do 
contrato;
d) atraso na liberação das áreas sujeitas a desapropriação, a desocupação ou a servidão 
administrativa, ou impossibilidade de liberação dessas áreas;
e) razões de interesse público, independentemente de justificativa.
A letra “e” é a única alternativa que não representa um motivo lícito para a extinção do 
contrato, uma vez que no caso de haver razões de interesse público para a extinção, estas 
devem ser justificadas pela autoridade máxima do órgão ou da entidade contratante.
Letra e.
009. 009. (INÉDITA/2021) Uma das piores situações que podem ocorrer na execução de um 
contrato é a sua interrupção, principalmente, se essa interrupção decorre de alguma 
nulidade. Tendo como referência a Lei n. 14.133/2021 (NLL), assinale a alternativa correta 
acerca das nulidades contratuais:
a) A declaração de nulidade do contrato administrativo nunca poderá operar retroativamente.
b) A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que 
houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãoda licitação. Depois, vem a convocação 
para assinatura do contrato. Esse período entre homologação e assinatura do contrato que 
é regulado pelo art. 89.
Segundo a lei, a Administração convocará regularmente o licitante vencedor para 
assinar o termo de contrato ou para aceitar ou retirar o instrumento equivalente, dentro 
do prazo e nas condições estabelecidas no edital de licitação, sob pena de decair o direito 
à contratação, sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei.
O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez, por igual período, mediante 
solicitação da parte durante seu transcurso, devidamente justificada, e desde que o motivo 
apresentado seja aceito pela Administração.
Veja que é o Edital da licitação que deverá estipular o prazo para assinatura do contrato. 
Se o interessado não contratar no prazo legal, decairá (perde o direito) à contratação.
Será facultado à Administração, quando o convocado não assinar o termo de contrato ou 
não aceitar ou não retirar o instrumento equivalente no prazo e nas condições estabelecidas, 
convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a celebração do 
contrato nas condições propostas pelo licitante vencedor.
Assim, se o vencedor não contratar com a Administração Pública, ela tem a FACULDADE 
(ato discricionário) para contratar os licitantes remanescentes (que participaram da licitação) 
para contratar nos termos da proposta VENCEDORA. Ou seja, os demais licitantes não serão 
chamados para contratar nos termos da sua proposta não, mas sim, conforme a proposta 
vencedora e que não quis contratar com a Administração Pública.
Decorrido o prazo de validade da proposta indicado no edital sem convocação para 
a contratação, ficarão os licitantes liberados dos compromissos assumidos.
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Com a Lei n. 14.133/2021, quem fixa o prazo de validade da proposta é o edital. Isso 
já vinha sendo aplicado pela jurisprudência do STJ. Agora está na lei. Esse prazo é o prazo 
que o licitante deve manter a proposta dele. Se ele for chamado para contratar dentro 
desse prazo, e não quiser, pode receber uma penalidade. Isso porque a lei fixa que a recusa 
injustificada do adjudicatário em assinar o contrato ou em aceitar ou retirar o instrumento 
equivalente no prazo estabelecido pela Administração caracterizará o descumprimento 
total da obrigação assumida e o sujeitará às penalidades legalmente estabelecidas e à 
imediata perda da garantia de proposta em favor do órgão ou entidade licitante.
Claro que os licitantes remanescentes convocados para assinar o contrato no lugar do 
vencedor que não quiserem não estarão sujeitos às sanções, pois o licitante não é obrigado 
a manter a proposta do outro licitante.
Na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a contratação a Administração, observados 
o valor estimado e sua eventual atualização nos termos do edital, poderá:
• convocar os licitantes remanescentes para negociação, na ordem de classificação, com 
vistas à obtenção de preço melhor, mesmo que acima do preço do adjudicatário;
• adjudicar e celebrar o contrato nas condições ofertadas pelos licitantes remanescentes, 
atendida a ordem classificatória, quando frustrada a negociação de melhor condição.
Hummmm....
Aqui uma novidade interessante, Bob Esponja (bunda quadrada de tanto estudar... rs)!
Se, após convocar os remanescentes para contratar conforme a proposta vencedora 
e ninguém quiser, a Administração Pública pode, ainda, fazer nova convocação dos 
remanescentes para nova negociação, sem precisar ficar “presa” à proposta vencedora. 
E, ainda, se essa negociação ficar frustrada, pode contratar com licitante remanescente 
pelo valor da proposta dele.
Então resumindo:
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Será facultada à Administração a convocação dos demais licitantes classificados para a 
contratação de remanescente de obra, de serviço ou de fornecimento em consequência de 
rescisão contratual, observados os mesmos critérios acima vistos. Neste caso, houve uma 
licitação, o licitante foi contratado, mas no decorrer do contrato houve rescisão do contrato 
por algum motivo. A Administração Pública pode aproveitar os licitantes remanescentes e 
contratá-los para concluir a obra antes iniciada.
Lei n. 14.133/2021
Art. 91. Os contratos e seus aditamentos terão forma escrita e serão juntados ao processo que tiver dado 
origem à contratação, divulgados e mantidos à disposição do público em sítio eletrônico oficial.
§ 1º Será admitida a manutenção em sigilo de contratos e de termos aditivos quando imprescindível à 
segurança da sociedade e do Estado, nos termos da legislação que regula o acesso à informação.
§ 2º Contratos relativos a direitos reais sobre imóveis serão formalizados por escritura pública lavrada em 
notas de tabelião, cujo teor deverá ser divulgado e mantido à disposição do público em sítio eletrônico oficial.
§ 3º Será admitida a forma eletrônica na celebração de contratos e de termos aditivos, atendidas as exigências 
previstas em regulamento.
§ 4º Antes de formalizar ou prorrogar o prazo de vigência do contrato, a Administração deverá verificar 
a regularidade fiscal do contratado, consultar o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas 
(Ceis) e o Cadastro Nacional de Empresas Punidas (Cnep), emitir as certidões negativas de inidoneidade, de 
impedimento e de débitos trabalhistas e juntá-las ao respectivo processo.
CLASSIFICAÇÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVOCLASSIFICAÇÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
Essa parte não está na lei. É mais doutrinária, mas é importante saber.
Trata-se da classificação que a doutrina faz do contrato administrativo.
Assim, o contrato administrativo é:
• Comutativo: são os contratos de prestações certas e determinadas. Tem prestação e 
contraprestação já estabelecidas e equivalentes. No contrato comutativo, as partes, 
além de receber da outra prestação equivalente à sua, podem apreciar imediatamente 
(verifica previamente) essa equivalência;
 Obs.: o contrato comutativo se contrapõe ao contrato aleatório. Os contratos aleatórios 
são aqueles contratos nos quais as partes se arriscam a uma contraprestação ainda 
desconhecida ou desproporcional. Diz respeito a coisas futuras. Ex.: contrato de 
seguro, pois uma das partes não sabe se terá que cumprir alguma obrigação e nem 
sabe qual será.
• Oneroso: é aquele que, por ser bilateral, traz vantagens para ambos os contraentes, 
pois estes sofrem um sacrifício patrimonial correspondente a um proveito almejado. Há 
um benefício recebido que corresponde a um sacrifício. Ambas as partes experimentam 
benefícios e deveres. É o contrário do contrato gratuito, por exemplo a doação. Neste 
só uma das partes tem obrigação que é entregar o bem, a outra não tem;
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prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida 
a responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
c) Os vícios do procedimento licitatório não contaminam o futuro contrato dele decorrente.
d) Havendo a declaração de nulidade do contrato, caso não seja possível o retorno à situação 
fática anterior, não haverá reparação por perdas e danos, por expressa previsão legal.
e) Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade 
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente 
para efetuar nova contratação, por prazo de até 1 (um) ano, prorrogável uma única vez.
a) Errada. A declaração de nulidade do contrato administrativo requererá análise prévia do 
interesse público envolvido, e operará retroativamente, impedindo os efeitos jurídicos que 
deveria produzir ordinariamente e desconstituindo os já produzidos.
Art. 148. A declaração de nulidade do contrato administrativo requererá análise prévia do interesse 
público envolvido, na forma do art. 147 desta Lei, e operará retroativamente, impedindo os efeitos 
jurídicos que o contrato deveria produzir ordinariamente e desconstituindo os já produzidos.
b) Certa. É o que se depreende do art. 149 da NLL:
Art. 149. A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo 
que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros 
prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida a 
responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
c) Errada. As nulidades são vícios que contaminam todo o procedimento licitatório e inclusive 
o contrato dele decorrente.
d) Errada. Caso não seja possível o retorno à situação fática anterior, a nulidade será resolvida 
pela indenização por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade e 
aplicação das penalidades cabíveis. Isso se não foi o contratado quem deu causa a nulidade, 
pois, lembrando que se ele deu causa ele não terá direito à indenização.
Art. 148. § 1º Caso não seja possível o retorno à situação fática anterior, a nulidade será resolvida 
pela indenização por perdas e danos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade e aplicação 
das penalidades cabíveis.
e) Errada. O prazo é de seis meses, prorrogável uma vez.
Art. 148. 2º Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da 
atividade administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente 
para efetuar nova contratação, por prazo de até 6 (seis) meses, prorrogável uma única vez.
Letra b.
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010. 010. (INÉDITA/2021) Assinale a alternativa que não representa uma espécie de cláusula 
exorbitante do contrato administrativo:
a) Fiscalização da execução do contrato.
b) Extinção unilateral.
c) Aplicação de sanções.
d) Alteração das cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos.
e) Ocupação provisória de bens.
A alternativa “d” é a única incorreta, uma vez que as cláusulas econômico-financeiras e 
monetárias dos contratos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 
Somente cláusula regulamentar ou de serviço que comporta alteração unilateral.
Letra d.
011. 011. (INÉDITA/2021) São exemplos de infrações administrativas previstas na Lei n. 
14.133/2021 (NLL), EXCETO:
a) Impedimento de licitar e contratar.
b) Declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
c) Multa.
d) Suspensão da execução da obra ou serviço.
e) Advertência.
A alternativa “d” é a única alternativa que não apresenta uma das sanções elencadas no 
art. 156 da NLL:
Art. 156. Serão aplicadas ao responsável pelas infrações administrativas previstas nesta Lei as 
seguintes sanções:
I – advertência;
II – multa;
III – impedimento de licitar e contratar;
IV – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
Letra d.
012. 012. (INÉDITA/2021) Acerca das penalidades e sanções aplicadas ao licitante e ao contratado 
previstas na Lei n. 14.133/2021 (NLL), marque a resposta correta:
a) A desconsideração da personalidade jurídica é expressamente vedada pela lei em questão.
b) A multa de mora impedirá que a Administração promova a extinção unilateral do contrato.
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c) Na aplicação das sanções dessa lei, não serão consideradas as peculiaridades do caso 
concreto.
d) As sanções não poderão ser aplicadas cumulativamente, em qualquer caso.
e) Na aplicação da pena de multa, será facultada a defesa do interessado no prazo de 15 
(quinze) dias úteis, contado da data de sua intimação.
a) Errada. A desconsideração da personalidade jurídica é permitida quando a personalidade 
for utilizada com abuso de direito ou para provocar confusão patrimonial.
Art. 160. A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre que utilizada com abuso do 
direito para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos previstos nesta Lei ou para 
provocar confusão patrimonial, e, nesse caso, todos os efeitos das sanções aplicadas à pessoa 
jurídica serão estendidos aos seus administradores e sócios com poderes de administração, a 
pessoa jurídica sucessora ou a empresa do mesmo ramo com relação de coligação ou controle, 
de fato ou de direito, com o sancionado, observados, em todos os casos, o contraditório, a ampla 
defesa e a obrigatoriedade de análise jurídica prévia.
b) Errada. Quando a mora (atraso) no cumprimento da obrigação for do contratado, a 
Administração poderá de imediato alegar a exceção ao contrato não cumprido. Logo, poderá 
a Administração promover a extinção unilateral do contrato.
Art. 162. Parágrafo único. A aplicação de multa de mora não impedirá que a Administração 
a converta em compensatória e promova a extinção unilateral do contrato com a aplicação 
cumulada de outras sanções previstas nesta Lei.
c) Errada. As peculiaridades do caso concreto serão consideradas na aplicação das sanções:
Art. 156, § 1º Na aplicação das sanções serão considerados:
II – as peculiaridades do caso concreto;
d) Errada. As sanções de advertência, impedimento de licitar e contratar e a declaração de 
inidoneidade para licitar e contratar poderão ser aplicadas cumulativamente com a sanção 
de multa.
Art. 156. Serão aplicadas ao responsável pelas infrações administrativas previstas nesta Lei as 
seguintes sanções:
I – advertência;
II – multa;
III – impedimento de licitar e contratar;
IV – declaração de inidoneidade para licitar ou contratar.
§ 7º As sanções previstas nos incisos I, III e IV do caput deste artigo poderão ser aplicadas 
cumulativamente com a prevista no inciso II do caput deste artigo.
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e) Certa. É o que estabelece o art. 157 da NLL:
Art. 157. Na aplicação da sanção prevista no inciso II do caput do art. 156 desta Lei, será facultada 
a defesa do interessado no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data de sua intimação
Art. 156. Serão aplicadas ao responsável pelas infrações administrativas previstas nesta Lei as 
seguintes sanções:
II – multa;
Letra e.
013. 013. (INÉDITA/2021) Com relação aos prazos da nova Lei de licitações e contratos (Lei n. 
14.133/2021), marque a alternativa correta:
a) Na aplicação da multa, será facultada a defesa do interessado no prazo de 15 (quinze) 
dias úteis, contado da data de sua intimação.
b) O prazo para protocolar a impugnação do edital de licitação por irregularidade é de 5 
dias úteis.
c) A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 10 anos nas hipóteses de 
serviços e fornecimentos contínuos.
d) A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 3 anos, contado da data da 
apresentação da proposta ou da data da última repactuação.
e) Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da atividade 
administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente 
para efetuar nova contratação, por prazo de até 2 anos, prorrogável uma única vez.
a) Certa. É o que estabelece o art. 157 da NLL:
Art. 157. Na aplicação da sanção prevista no inciso II do caput do art. 156 desta Lei, será facultada 
a defesa do interessado no prazo de 15 (quinze) dias úteis, contado da data de sua intimação.
b) Errada. O prazo será de 3 dias úteis:
Art. 164. Qualquerpessoa é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade 
na aplicação desta Lei ou para solicitar esclarecimento sobre os seus termos, devendo protocolar 
o pedido até 3 (três) dias úteis antes da data de abertura do certame.
c) Errada. O prazo é de até 5 anos:
Art. 106. A Administração poderá celebrar contratos com prazo de até 5 (cinco) anos nas hipóteses 
de serviços e fornecimentos contínuos, observadas as seguintes diretrizes:
d) Errada. O prazo é de 3 anos:
Art. 135, § 3º A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado da 
data da apresentação da proposta ou da data da última repactuação.
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Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
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e) Errada. O prazo é de seis meses, prorrogável até uma vez:
Art. 148, § 2º Ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas à continuidade da 
atividade administrativa, poderá decidir que ela só tenha eficácia em momento futuro, suficiente 
para efetuar nova contratação, por prazo de até 6 (seis) meses, prorrogável uma única vez.
Letra a.
014. 014. (INÉDITA/2021) Segundo a Lei n. 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos), é 
admitida a reabilitação (voltar a licitar e contratar) do licitante ou contratado perante a 
própria autoridade que aplicou a penalidade. Dito isso, de acordo com a lei, NÃO é exigência 
para a reabilitação:
a) Análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao cumprimento dos 
requisitos definidos neste artigo.
b) Reparação parcial do dano causado à Administração Pública.
c) Pagamento da multa.
d) Transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade, no caso de 
impedimento de licitar e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da penalidade, no caso 
de declaração de inidoneidade.
e) Cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo.
A letra “b” é a única alternativa que não condiz com a redação do 163, que elenca as exigências 
para a reabilitação. Isso porque, segundo o inciso I, a reparação do dano deve ser total.
Art. 163. É admitida a reabilitação do licitante ou contratado perante a própria autoridade que 
aplicou a penalidade, exigidos, cumulativamente:
I – reparação integral do dano causado à Administração Pública;
II – pagamento da multa;
III – transcurso do prazo mínimo de 1 (um) ano da aplicação da penalidade, no caso de impedimento 
de licitar e contratar, ou de 3 (três) anos da aplicação da penalidade, no caso de declaração de 
inidoneidade;
IV – cumprimento das condições de reabilitação definidas no ato punitivo;
V – análise jurídica prévia, com posicionamento conclusivo quanto ao cumprimento dos requisitos 
definidos neste artigo.
Letra b.
015. 015. (INÉDITA/2021) Segundo o tema contratos administrativos e a nova Lei n. 14.133/2021, 
assinale a resposta correta:
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a) Em nenhuma hipótese se aplica aos contratos administrativos as regras de direitos privado.
b) Os contratos administrativos por serem comutativos trazem vantagens para ambos os 
contraentes, pois estes sofrem um sacrifício patrimonial correspondente a um proveito 
almejado.
c) Todo contrato administrativo tem natureza de contrato de adesão, pois todas as cláusulas 
contratuais são fixadas pela Administração.
d) É vedado, em qualquer caso o contrato verbal com a Administração.
e) É permitida a subcontratação da totalidade da execução do contrato.
a) Errada. É possível aplicar supletivamente, aos contratos administrativos, as normas de 
Direito Privado, conforme expresso no art. 88 da NLL.
Art. 88. Os contratos de que trata esta Lei regular-se-ão pelas suas cláusulas e pelos preceitos 
de direito público, e a eles serão aplicados, supletivamente, os princípios da teoria geral dos 
contratos e as disposições de direito privado.
b) Errada. Essa é a característica de onerosidade dos contratos administrativos. Sendo 
oneroso, no contrato administrativo há um benefício recebido que corresponde a um 
sacrifício. Ambas as partes experimentam benefícios e deveres. É o contrário do contrato 
gratuito, por exemplo a doação. Neste só uma das partes tem obrigação que é entregar o 
bem, a outra não tem.
 c) Certa. Contrato de adesão é aquele em que todas as cláusulas são fixadas por apenas uma 
das partes, no caso do contrato administrativo, a Administração. O contrato administrativo 
é assim, mas quem elabora todas as cláusulas é a Administração Pública, sem a participação 
do futuro contratado. Inclusive essa minuta de contrato já vem em anexo ao edital da 
licitação. Ou seja, o licitante participa da licitação e já vê o contrato que assinará se ganhar 
a licitação.
d) Errada. É possível o contrato verbal com a Administração para as pequenas compras ou 
serviços de pronto pagamento de valor não superior a R$ 10.000,00.
Art. 95, § 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de pequenas 
compras ou o de prestação de serviços de pronto pagamento, assim entendidos aqueles de valor 
não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).
e) Errada. É possível a subcontratação apenas de parte da execução do contrato. É o que 
prevê o art. 122 da NLL:
Art. 122. Na execução do contrato e sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, 
o contratado poderá subcontratar partes da obra, do serviço ou do fornecimento até o limite 
autorizado, emcada caso, pela Administração.
Letra c.
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Diante das disposições da Nova Lei de Licitações e Contratos (Lei n. 14.133/2021), julgue 
os itens seguintes acerca dos contratos administrativos:
016. 016. (INÉDITA/2021) A extinção do contrato configura óbice para o reconhecimento do 
desequilíbrio econômico-financeiro deste, de forma que não será concedida indenização 
posterior.
De acordo com o art. 131 da NLL, a extinção do contrato não configurará óbice para o 
reconhecimento do desequilíbrio econômico-financeiro, hipótese em que será concedida 
indenização por meio de termo indenizatório.
Errado.
017. 017. (INÉDITA/2021) Os contratos administrativos poderão ser unilateralmente alterados 
pela Administração quando conveniente a substituição da garantia de execução.
No caso de substituição da garantia, a alteração do contrato deve ser mediante acordo:
Art. 124. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, 
nos seguintes casos:
II – por acordo entre as partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
Errado.
018. 018. (INÉDITA/2021) A extinção do contrato determinada por ato unilateral da Administração 
e a extinção consensual deverão ser precedidas de autorização escrita e fundamentada da 
autoridade competente e reduzidas a termo no respectivo processo.
Segundo o art. 138, § 1º, da NLL, a extinção determinada por ato unilateral da Administração 
e a extinção consensual deverão ser precedidas de autorização escrita e fundamentada da 
autoridade competente e reduzidas a termo no respectivo processo.
Certo.
019. 019. (INÉDITA/2021) A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o 
contratado pelo que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, 
bem como por outros prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, 
e será promovida a responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
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Essa é a redação literal do art. 194 da NLL:
Art. 149. A nulidade não exonerará a Administração do dever de indenizar o contratado pelo 
que houver executado até a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros 
prejuízos regularmente comprovados, desde que não lhe seja imputável, e será promovida a 
responsabilização de quem lhe tenha dado causa.
Certo.
020. 020. (INÉDITA/2021) Em nenhuma hipótese os efeitos das sanções aplicadas à pessoa 
jurídica serão estendidos aos seus administradores e sócios.
Os efeitos das sanções serão estendidos no caso de ocorrer a desconsideração da personalidade 
jurídica.
Art. 160. A personalidade jurídica poderá ser desconsiderada sempre que utilizada com abuso do 
direito para facilitar, encobrir ou dissimular a prática dos atos ilícitos previstos nesta Lei ou para 
provocar confusão patrimonial, e, nesse caso, todos os efeitos das sanções aplicadas à pessoa 
jurídica serão estendidos aos seus administradores e sócios com poderes de administração, a 
pessoa jurídica sucessora ou a empresa do mesmo ramo com relação de coligação ou controle, 
de fato ou de direito, com o sancionado, observados, em todos os casos, o contraditório, a ampla 
defesa e a obrigatoriedade de análise jurídica prévia.
Errado.
021. 021. (INÉDITA/2021) A caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública é uma modalidade 
de garantia a ser escolhida pela Administração.
A modalidade de garantia será escolhida pelo contratado, não pela Administração.
Art. 96, § 1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia:
I – caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública emitidos sob a forma escritural, mediante 
registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do 
Brasil, e avaliados por seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Economia;
II – seguro-garantia;
III – fiança bancária emitida por banco ou instituição financeira devidamente autorizada a operar 
no País pelo Banco Central do Brasil.
Errado.
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022. 022. (INÉDITA/2021) Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá 
ser de até 5% do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para até 
10% desde que justificada mediante análise da complexidade técnica e dos riscos envolvidos.
Trata-se da literalidade do art. 98 da NLL:
Art. 98. Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos, a garantia poderá ser de até 5% 
(cinco por cento) do valor inicial do contrato, autorizada a majoração desse percentual para até 
10% (dez por cento), desde que justificada mediante análise da complexidade técnica e dos 
riscos envolvidos.
Certo.
023. 023. (INÉDITA/2021) As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos 
podem ser alteradas sem prévia concordância do contratado, mediante justificativa da 
Administração.
Segundo o art. 104, § 1º, as cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos 
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado.
Errado.
024. 024. (INÉDITA/2021) A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado 
nos contratos em que seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, 
desde que comprovada, a cada exercício financeiro, a existência de créditos orçamentários 
vinculados à contratação.
Essa é a literalidade do art. 109 da NLL:
Art. 109. A Administração poderá estabelecer a vigência por prazo indeterminado nos contratos 
em que seja usuária de serviço público oferecido em regime de monopólio, desde que comprovada, 
a cada exercício financeiro, a existência de créditos orçamentários vinculados à contratação.
Certo.
025. 025. (INÉDITA/2021) A fiscalização ou acompanhamento do contrato pelo contratante exclui 
a responsabilidade do contratado pelos danos causados à terceiros durante a execução 
do contrato.
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Segundo dispõe o art. 120 da NLL, o contratado será responsável pelos danos causados 
diretamente à Administração ou a terceiros em razão da execução do contrato, e não excluirá 
nem reduzirá essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo contratante.
Errado.
026. 026. (INÉDITA/2021) O regulamento ou edital de licitação poderá vedar, restringir ou 
estabelecercondições para a subcontratação.
Essa é a literalidade do art. 122, § 2º: “Regulamento ou edital de licitação poderão vedar, 
restringir ou estabelecer condições para a subcontratação”.
Certo.
027. 027. (INÉDITA/2021) Caso haja alteração unilateral do contrato que aumente ou diminua 
os encargos do contratado, a Administração deverá restabelecer, no mesmo termo aditivo, 
o equilíbrio econômico-financeiro inicial.
É o que estabelece a redação do art. 130 da NLL:
Art. 130. Caso haja alteração unilateral do contrato que aumente ou diminua os encargos 
do contratado, a Administração deverá restabelecer, no mesmo termo aditivo, o equilíbrio 
econômico-financeiro inicial.
Certo.
028. 028. (INÉDITA/2021) Todo contrato administrativo tem natureza de contrato de adesão.
De fato, todo contrato administrativo tem natureza de contrato de adesão, pois todas 
as cláusulas contratuais são fixadas pela Administração. Contrato de adesão é aquele 
em que todas as cláusulas são fixadas por apenas uma das partes, no caso do contrato 
administrativo, a Administração.
Certo.
029. 029. (INÉDITA/2021) O instrumento de contrato é sempre obrigatório, por expressa 
previsão legal.
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O instrumento de contrato (termo de contrato) é o contrato escrito com o nome dos 
contratantes, prazo de execução, obrigações de cada um...É um documento longo, cheio de 
cláusulas. Assim, a lei permite sua substituição por um outro documento, também escrito, 
mas não tão formal em certas hipóteses.
Art. 95. O instrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em que a 
Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta-contrato, nota de 
empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço:
I – dispensa de licitação em razão de valor;
II – compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não resultem 
obrigações futuras, inclusive quanto a assistência técnica, independentemente de seu valor.
Errado.
030. 030. (INÉDITA/2021) Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela 
Administração, dos quais o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser 
acrescido ao valor da garantia.
Trata-se da literalidade do art. 101 da NLL:
Art. 101. Nos casos de contratos que impliquem a entrega de bens pela Administração, dos quais 
o contratado ficará depositário, o valor desses bens deverá ser acrescido ao valor da garantia.
Certo.
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	Sumário
	Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada
	Dos Contratos Administrativos (Art. 89)
	Convocação para Assinatura do Contrato
	Classificação do Contrato Administrativo
	Reajuste, Revisão e Repactuação
	Equilíbrio Econômico-Financeiro do Contrato – Causas Justificadoras da Inexecução e Fatos Posteriores à Celebração do Contrato
	Eficácia do Contrato
	Substituição do Instrumento de Contrato
	Garantia nos Contratos
	Alocação de Riscos
	Das Prerrogativas da Administração – Art. 104
	Alteração Unilateral (Art. 124)
	Extinção Unilateral
	Fiscalização
	Ocupação Provisória
	Serviços Contínuos
	Contratos Decorrentes de Contratação Direta
	Administração Usuária de Serviço Público
	Contratos que Geram Receita para a Administração Pública
	Da Execução dos Contratos – Art. 115
	Prorrogação do Prazo de Execução
	Prorrogação Automática da Execução
	Extinção dos Contratos – Art. 137
	Do Recebimento do Objeto do Contrato – Art. 140
	Remuneração Variável – Art. 144
	Aplicação de Penalidades – Art. 155
	Reabilitação (Voltar a Licitar e Contratar)
	Rito para Aplicação das Sanções
	Desconsideração da Personalidade Jurídica
	Sistemática Recursal
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito ComentadoComparada e Esquematizada 
Gustavo Scatolino
• Formal: exige condições específicas previstas em lei para sua validade.
A formalização do contrato é prevista no art. 90 da Lei n. 14.133/2021.
Isso cai muito.
Em regra, o contrato administrativo é celebrado pela forma escrita; é o que dispõe 
o art. 90.
Art. 90. Os contratos e seus aditamentos terão forma escrita e serão juntados ao processo 
que tiver dado origem à contratação, divulgados e mantidos à disposição do público em sítio 
eletrônico oficial.
Vale lembrar que, contratos relativos a direitos reais sobre imóveis serão formalizados 
por escritura pública lavrada em notas de tabelião, cujo teor deverá ser divulgado e mantido 
à disposição do público em sítio eletrônico oficial (art. 90, § 2º). Não poderia ser diferente 
essa regra, isso porque os contratos sobre imóveis seguem as formalidades das leis próprias. 
Assim, se a Administração Pública vende, constitui hipoteca sobre um imóvel dela, deverá 
fazer todo o procedimento via cartório.
Bem...
Mas a pergunta que vão fazer na sua prova é: pode ser feito contrato verbal com a 
Administração Pública?
É possível o contrato verbal com a Administração para as pequenas compras ou serviços 
de pronto pagamento de valor não superior a R$ 10.000,00.
Art. 95, § 2º É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de 
pequenas compras ou prestação de serviços de pronto pagamento, assim entendidas aquelas 
de valor não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).
Assim, só nesse caso é que cabe o contrato verbal.
Perceba que é para COMPRAS e PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS de “pequeno valor”.
A Lei n. 14.133/2021 ampliou o contrato verbal para prestação de serviços, o que não 
ocorria na Lei n. 8.666/1993.
O que pode ocorrer, também, é a substituição do instrumento de contrato (termo de 
contrato) por outro documento também escrito.
O instrumento de contrato (termo de contrato) é o contrato escrito com o nome dos 
contratantes, prazo de execução, obrigações de cada um...É um documento longo, cheio de 
cláusulas. Assim, a lei permite sua substituição por um outro documento, também escrito, 
mas não tão formal. Mais simples.
Quais são esses documentos mais simples, professor?Quais são esses documentos mais simples, professor?
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Veremos no art. 95.
Antes de formalizar ou prorrogar o prazo de vigência do contrato, a Administração deverá 
verificar a regularidade fiscal do contratado, consultar o Cadastro Nacional de Empresas 
Inidôneas e Suspensas (CEIS) e o Cadastro Nacional de Empresas Punidas (CNEP), emitir as 
certidões negativas de inidoneidade, de impedimento e de débitos trabalhistas e juntá-
las ao respectivo processo. CEIS e o CNEP são cadastros mantidos por órgãos públicos que 
registram as sanções aplicadas. Tais consultas já eram feitas por orientação do TCU. Agora 
é uma exigência legal.
Lei n. 14.133/2021
Art. 92. São necessárias em todo contrato cláusulas que estabeleçam:
I – o objeto e seus elementos característicos;
II – a vinculação ao edital de licitação e à proposta do licitante vencedor ou ao ato que 
tiver autorizado a contratação direta e à respectiva proposta;
III – a legislação aplicável à execução do contrato, inclusive quanto aos casos omissos;
IV – o regime de execução ou a forma de fornecimento;
V – o preço e as condições de pagamento, os critérios, a data-base e a periodicidade 
do reajustamento de preços e os critérios de atualização monetária entre a data do 
adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento;
VI – os critérios e a periodicidade da medição, quando for o caso, e o prazo para liquidação 
e para pagamento;
VII – os prazos de início das etapas de execução, conclusão, entrega, observação e 
recebimento definitivo, quando for o caso;
VIII – o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional 
programática e da categoria econômica;
IX – a matriz de risco, quando for o caso;
X – o prazo para resposta ao pedido de repactuação de preços, quando for o caso;
XI – o prazo para resposta ao pedido de restabelecimento do equilíbrio econômico-
financeiro, quando for o caso;
XII – as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas, inclusive 
as que forem oferecidas pelo contratado no caso de antecipação de valores a título de 
pagamento;
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Lei n. 14.133/2021
XIII – o prazo de garantia mínima do objeto, observados os prazos mínimos estabelecidos 
nesta Lei e nas normas técnicas aplicáveis, e as condições de manutenção e assistência 
técnica, quando for o caso;
XIV – os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os valores 
das multas e suas bases de cálculo;
XV – as condições de importação e a data e a taxa de câmbio para conversão, quando for 
o caso;
XVI – a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em 
compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições exigidas para 
a habilitação na licitação, ou para a qualificação, na contratação direta;
XVII – a obrigação de o contratado cumprir as exigências de reserva de cargos prevista 
em lei, bem como em outras normas específicas, para pessoa com deficiência, para 
reabilitado da Previdência Social e para aprendiz;
XVIII – o modelo de gestão do contrato, observados os requisitos definidos em regulamento;
XIX – os casos de extinção.
§ 1º Os contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas, 
inclusive as domiciliadas no exterior, deverão conter cláusula que declare competente o 
foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual, ressalvadas 
as seguintes hipóteses:
I – licitação internacional para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento seja feito 
com o produto de financiamento concedido por organismo financeiro internacional de 
que o Brasil faça parte ou por agência estrangeira de cooperação;
II – contratação com empresa estrangeira para a compra de equipamentos fabricados e 
entregues no exterior precedida de autorização do Chefe do Poder Executivo;
III – aquisição de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede no 
exterior.
§ 2º De acordo com as peculiaridades de seu objeto e de seu regime de execução, o contrato 
conterá cláusula que preveja período antecedente à expedição da ordem de serviço para 
verificação de pendências, liberação de áreas ou adoção de outras providências cabíveis 
para a regularidade do início de sua execução.
§ 3º Independentemente do prazo de duração, o contrato deverá conter cláusula que 
estabeleça o índice de reajustamento de preço, com data-base vinculada à data do 
orçamento estimado, e poderá ser estabelecido mais de um índice específico ou setorial, 
em conformidade com a realidade de mercado dos respectivos insumos.
§ 4º Nos contratos de serviços contínuos, observado o interregno mínimo de 1 (um) ano, 
o critério de reajustamento de preços será por:
I – reajustamento em sentido estrito, quando não houver regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra ou predominância de mão de obra, mediante previsão de índices específicos 
ou setoriais;
II – repactuação,quando houver regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou 
predominância de mão de obra, mediante demonstração analítica da variação dos custos.
§ 5º Nos contratos de obras e serviços de engenharia, sempre que compatível com o 
regime de execução, a medição será mensal.
§ 6º Nos contratos para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra ou com predominância de mão de obra, o prazo para resposta ao pedido 
de repactuação de preços será preferencialmente de 1 (um) mês, contado da data do 
fornecimento da documentação prevista no § 6º do art. 135 desta Lei.
O art. 92 da Lei n. 14.133/2021 estabelece as cláusulas necessárias em todos os contratos.
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Será admitida a forma eletrônica na celebração de contratos e de termos aditivos, 
atendidas as exigências previstas em regulamento. Isso já vinha sendo feito na prática. 
Inclusive, contratos celebrados pela União, já tramitavam pelo programa sei.gov.br e eram 
feitos eletronicamente, inclusive as assinaturas.
REAJUSTE, REVISÃO E REPACTUAÇÃOREAJUSTE, REVISÃO E REPACTUAÇÃO
Segundo o art. 92, são cláusulas necessárias a previsão de repactuação e reajustamento.
Na revisão, alteram-se diversas cláusulas dos contratos como, por exemplo, prazo ou 
regime de execução, cláusula de valor entre outras, ou altera o objeto para exigir que o 
contratado entregue mais computadores; faça mais 10 km de uma rodovia.
No reajuste, altera-se apenas a cláusula correspondente ao valor que será atualizada 
conforme o índice inflacionário.
Temos, ainda, a repactuação que é o reajustamento de todos os insumos do contrato. 
Tudo o que compõe o contrato e que sofreu alteração de valor será repactuado. Não é apenas 
corrigir inflação. Um contrato, por exemplo, de serviço de limpeza que envolve fornecimento 
dos bens. Quando chegar no ato da renovação desse contrato, a empresa apresentará o 
aumento do preço dos produtos necessários para a limpeza, bem como o acréscimo salarial 
que os empregados da empresa obtiveram. Tudo isso entrará no cálculo da repactuação.
Então, preste atenção quando a lei falar em REAJUSTE, REVISÃO E REPACTUAÇÃO!
Beleza, guerreiro(a)?!
Juntos até aqui? Beleza!! Segue o propósito!!!
Nos contratos de duração continuada (ex.: serviços contínuos), deverá haver cláusula 
de reajuste pois é inevitável que no decorrer do tempo não tenha aumento dos preços dos 
insumos que incidem na execução contratual como, por exemplo, aumento dos produtos 
de limpeza; aumento do salário dos empregados da empresa terceirizada etc.
Assim, o reajuste busca neutralizar um fato certo, a inflação, ficando vinculado a índice 
determinado. É feita por apostila (apostilamento).
Porém, a Lei n. 14.133/2021 fez a previsão de que independentemente do prazo de 
duração, o contrato deverá conter cláusula que estabeleça o índice de reajustamento de 
preço, com data-base vinculada à data do orçamento estimado, e poderá ser estabelecido 
mais de um índice específico ou setorial, em conformidade com a realidade de mercado 
dos respectivos insumos art. 91, § 3º.
Os preços contratados serão alterados, para mais ou para menos, conforme o caso, 
se houver, após a data da apresentação da proposta, criação, alteração ou extinção 
de quaisquer tributos ou encargos legais ou a superveniência de disposições legais, com 
comprovada repercussão sobre os preços contratados (art. 133). Note que a lei fixou como 
marco para pedir um possível reequilíbrio de preços a data da apresentação da proposta. 
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Assim, se após esse momento as condições do contrato se alterarem, o contratado terá 
direito a reequilíbrio financeiro.
Os preços dos contratos para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de 
mão de obra ou com predominância de mão de obra serão repactuados para manutenção 
do equilíbrio econômico-financeiro, mediante demonstração analítica da variação dos 
custos contratuais, com data vinculada (art. 135):
I – à da apresentação da proposta, para custos decorrentes do mercado;
II – ao acordo, à convenção coletiva ou ao dissídio coletivo ao qual a proposta esteja vinculada, 
para os custos de mão de obra.
Contratos para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra 
ocorre quando os empregados de uma determinada empresa terceirizada prestam o serviço 
somente para a Administração Pública. Se há um contrato de reforma de banheiros, por 
exemplo, os empregados da empresa vão prestar o serviço para a Administração Pública e 
para outras empresas também. Mas em um contrato de limpeza com dedicação exclusiva de 
mão de obra, os empregados prestam os serviços somente ao órgão contratado. a dedicação 
exclusiva de mão de obra deve vir prevista em edital e constar expressamente no contrato.
É sabido que todos os anos, conforme a data-base de cada categoria, ocorre acordos, 
convenções ou dissídios coletivos de trabalho. Porém, a Administração não se vinculará 
às disposições contidas em acordos, convenções ou dissídios coletivos de trabalho que 
tratem de matéria não trabalhista, de pagamento de participação dos trabalhadores nos 
lucros ou resultados do contratado, ou que estabeleçam direitos não previstos em lei, como 
valores ou índices obrigatórios de encargos sociais ou previdenciários, bem como de preços 
para os insumos relacionados ao exercício da atividade. Assim, a Administração Pública 
só é obrigada a reajustar o contrato no caso de aumento ou inserção de direitos aos 
empregados previstos em lei/obrigatórios. Se, por exemplo, a empresa oferecer uma PLR 
(participação nos lucros e resultados “14º”) que antes não era prevista, a Administração 
Pública não é obrigada a incluir o benefício no reajustamento.
A Lei n. 14.133/2021 disciplinou a repactuação acolhendo diversos entendimentos do TCU.
A repactuação deverá observar o interregno mínimo de 1 (um) ano, contado da data da 
apresentação da proposta ou da data da última repactuação (quando for prorrogação).
A repactuação poderá ser dividida em tantas parcelas quanto forem necessárias, 
observado o princípio da anualidade do reajuste de preços da contratação, podendo ser 
realizada em momentos distintos para discutir a variação de custos que tenham sua 
anualidade resultante em datas diferenciadas, como os decorrentes de mão de obra e os 
decorrentes dos insumos necessários à execução dos serviços.
Quando a contratação envolver mais de uma categoria profissional (ex.: mesmo contrato 
envolve segurança e limpeza), a repactuação a que se refere o inciso poderá ser dividida 
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em tantos quanto forem os acordos, convenções ou dissídios coletivos de trabalho das 
categorias envolvidas na contratação.
A repactuaçãoserá precedida de solicitação do contratado, acompanhada de 
demonstração analítica da variação dos custos, por meio de apresentação da planilha de 
custos e formação de preços, ou do novo acordo, convenção ou sentença normativa que 
fundamenta a repactuação.
Registros que não caracterizam alteração do contrato podem ser realizados por simples 
apostila, dispensada a celebração de termo aditivo, como nas seguintes situações:
• variação do valor contratual para fazer face ao reajuste ou à repactuação de preços 
previstos no próprio contrato;
• atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições 
de pagamento previstas no contrato;
• alterações na razão ou na denominação social do contratado;
• empenho de dotações orçamentárias.
No aditivo, é um acréscimo/alteração ao objeto do contrato. No apostilamento só se 
reajusta cláusula de valor.
EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DO CONTRATO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DO CONTRATO 
– CAUSAS JUSTIFICADORAS DA INEXECUÇÃO E FATOS – CAUSAS JUSTIFICADORAS DA INEXECUÇÃO E FATOS 
POSTERIORES À CELEBRAÇÃO DO CONTRATOPOSTERIORES À CELEBRAÇÃO DO CONTRATO
A seguir, veremos algumas situações em que será permitida a interrupção do contrato 
pelo contratado, sem que este seja considerado descumpridor da avença firmada com o 
Poder Público. Nessas hipóteses, não haverá imposição de penalidade pela Administração, 
pois são causas que decorrem de fatos alheios à vontade do contratado e justificam a 
inexecução contratual.
As causas justificadoras de inexecução podem gerar apenas a interrupção momentânea 
da execução contratual ou até mesmo a total impossibilidade de sua conclusão.
Não é possível afirmar com exatidão quais situações geram somente paralisação ou as 
que geram rescisão contratual. Pode ocorrer também que, após a celebração contratual, 
haja sensível aumento das despesas assumidas pelo contratado, decorrentes de fatos 
imprevisíveis; mas o certo é que, em todas essas situações, o contratado terá direito à 
revisão contratual a fim de restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Vale lembrar que as situações que ensejam a revisão contratual a fim de manter o equilíbrio 
econômico financeiro do contrato também devem ser observadas pela Administração 
Pública, pois qualquer fator que traga ônus à Administração que não estava inicialmente 
previsto ou alterado por circunstâncias supervenientes, deve haver a revisão do contrato em 
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favor da Administração Pública contratante. Por exemplo, foi o que ocorreu com a reforma 
trabalhista, instituída pela Lei n. 13.467/2017, alterando o art. 59-A, da CLT. Essa alteração 
teve reflexo na jornada de trabalho de 12 x 36h (trabalha 12h com 36h de descanso) nos 
contratos administrativos. Explico.
A Lei n. 13.467/2017, conhecida como “reforma trabalhista”, inseriu o art. 59-A na CLT “ 
e de acordo com a nova disposição, na jornada de 12x36 horas, não é mais devido qualquer 
pagamento extra relativo ao descanso semanal remunerado (DSR) ou em feriado, bem 
como ao trabalho em feriado e à prorrogação do trabalho noturno. Todos os valores que 
anteriormente incidiam a esses títulos são agora considerados abrangidos pela remuneração 
mensal do empregado. Ou seja, no valor pago mensalmente ao empregado que trabalha 
de 12x36 já deve estar consideradas todas as verbas referentes DSR, trabalho noturno 
e em feriados. Assim, nos contratos já firmados se o empregado não tem mais direito à 
percepção de tais valores, a empregadora deve encerrar os pagamentos correspondentes. 
No caso do contrato de terceirização dos serviços de vigilância, se a empresa não mais paga 
os valores ao empregado, então devem ser totalmente excluídos da planilha de formação 
do preço do posto do serviço – tornando-se necessário o reequilíbrio do preço contratual, 
com fundamento no art. 65, inciso II, alínea “d”, da Lei n. 8.666/1993. Inclusive o PARECER 
n. 00057/2020/DECOR/CGU/AGU orientou que deverá a Administração Pública proceder a 
revisão dos contratos em que tais verbas estejam incidindo.
Ocorrendo a revisão contratual, ela não estará limitada aos percentuais do art. 123 (até 
25% do valor inicial).
O equilíbrio econômico-financeiro, assegurado pela Constituição Federal (art. 37, 
XXI), consiste na manutenção das condições de pagamento estabelecidas inicialmente no 
contrato, de maneira que se mantenha estável a relação entre as obrigações do contratado 
e a justa retribuição da Administração pelo fornecimento do bem, execução de obra ou 
prestação de serviço.
Essa relação estabelecida entre as partes é intocável. Sobrevindo qualquer motivo 
que provoque sua alteração, sem culpa do contratado, ela terá de ser restabelecida. Essa 
garantia é de cunho constitucional. Nesse contexto, se o contrato for afetado por fatos 
posteriores à sua celebração, onerando o contratado, o equilíbrio econômico-financeiro 
inicial deverá ser restabelecido por meio da recomposição contratual.
Algumas condições devem ser cumpridas para que ocorra a recomposição do equilíbrio 
econômico-financeiro do contrato:
Imprevisibilidade do 
evento causador do 
dano
A lei menciona fatos imprevisíveis, ou previsíveis, porém de consequências 
incalculáveis, condicionando a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro 
diante dessas situações.
Evento posterior 
à assinatura do 
contrato
No momento da assinatura contratual, forma-se o equilíbrio econômico-financeiro. 
Ocorrendo fatos imprevisíveis, ou previsíveis, porém de consequências incalculáveis 
poderá haver ensejo à revisão.
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Alteração nos 
encargos do particular
O evento posterior deve provocar sensível alteração nos encargos do particular, 
para conferir direito à revisão.
Ausência de conduta 
culposa do contratado
Se decorrer de culpa do próprio contratado não haverá direito à revisão contratual.
Por outro lado, a inexecução do contrato pode decorrer de culpa do contratado, 
configurada pelo descumprimento ou cumprimento irregular das cláusulas contratuais, 
em razão de ação ou omissão culposa ou dolosa do contratado.
A inexecução culposa do contrato pelo contratado acarreta a aplicação das sanções legais 
e contratuais. Como vimos, a Administração, regra geral, tem o poder de aplicar diretamente 
essas sanções, que incluem advertência, multa de mora, multa pela inexecução, suspensão 
temporária da possibilidade de participação em licitação, impedimento de contratar com 
a Administração ou, ainda, declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a 
Administração Pública.
A inexecução por culpa do contratado possibilita também a rescisão unilateral do contrato 
pela Administração, da qual decorre a execução da garantia contratual, para ressarcimento 
da Administração e pagamento de possíveis prejuízos causados.
Não haverá inexecução culposa por parte do contratado quando este ficar impossibilitado 
de prosseguir na execução contratual por motivos provocados pela própria Administração 
ou pelo Estado e, também, decorrentes de eventos imprevisíveis. Ex.: a Administração 
Pública não liberou o local da execução da obra.De acordo com a legislação brasileira, seja nas áleas administrativas (fato do príncipe, 
fato da Administração e alteração unilateral), seja nas econômicas (teoria da imprevisão), 
o contratado tem direito à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 
Assim, no caso de alteração dessa equação, terá o contratado assegurado o restabelecimento 
pela Administração. Essa regra está sedimentada no art. 37, XXI, da Constituição Federal, 
uma vez que tal dispositivo exige que sejam mantidas “as condições efetivas da proposta”.
Se, porém, a alteração decorre da álea ordinária, que corresponde ao risco que todo 
empresário suporta pelo exercício da atividade, a Administração não participará dos 
encargos suportados.
FATO DO PRÍNCIPE
Segundo Maria Sylvia Di Pietro, “São medidas de ordem geral, não relacionadas 
diretamente com o contrato, mas que nele repercutem, provocando desequilíbrio 
econômico-financeiro em detrimento do contrato”.
São determinações estatais que afetam todos aqueles que se encontrem na mesma 
situação: o contratado e os demais particulares.
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Quebra-se o equilíbrio do contrato administrativo por força de ato ou medida instituída 
pelo próprio Estado. Caracteriza-se por ser imprevisível, extracontratual e extraordinário.
No fato do príncipe, ocorre a alteração do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, 
em razão de uma medida de ordem geral originada do Estado. Essa medida afeta a todos, 
e não somente o contratado. Trata-se de ato de repercussão geral, que atinge um número 
indeterminado de pessoas e, por consequência, o contratado. Seria, por exemplo, o aumento 
de um tributo ou a proibição de importação de dada matéria-prima. Celso Antônio Bandeira 
de Melo cita como hipótese a decisão de alterar o salário mínimo, o que afeta decisivamente o 
custo dos serviços de limpeza dos edifícios públicos contratados com empresas especializadas 
nesse mister.
O fato do príncipe obriga o Poder Público contratante a compensar os prejuízos suportados 
pelo contratado, a fim de possibilitar o prosseguimento da execução do contrato e, se 
esta for impossível, renderá ensejo à rescisão do contrato, com as indenizações cabíveis, 
conforme entendimento de Carvalho Filho e Maria Sylvia. O direito à indenização encontra 
fundamento na responsabilidade civil do Estado, prevista no art. 37, § 6º, da CF.
FATO DA ADMINISTRAÇÃO
O ato se relaciona diretamente, com o contrato; a Administração é “PARTE” no contrato. 
Compreende qualquer conduta ou comportamento da Administração que, como parte 
contratual, torne impossível a execução do contrato ou provoque seu desequilíbrio econômico.
Pode provocar uma suspensão transitória da execução do contrato, ou pode levar a uma 
paralisação definitiva, tornando justificável o descumprimento do contrato pelo contratado 
e, portanto, isentando-o das sanções administrativas.
Exemplos são dados por Hely Lopes Meirelles: “quando a Administração deixa de entregar 
o local da obra ou do serviço, ou não providencia as desapropriações necessárias, ou não 
expede a tempo as competentes ordens de serviço (...)”.
Algumas hipóteses são previstas no art. 136:
I – supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras que acarrete modificação 
do valor inicial do contrato além do limite permitido no art. 124 desta Lei;
II – suspensão de execução do contrato, por ordem escrita da Administração, por prazo superior 
a 3 (três) meses;
III – repetidas suspensões que totalizem 90 (noventa) dias úteis, independentemente do pagamento 
obrigatório de indenização pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e 
mobilizações e outras previstas;
IV – atraso superior a 2 (dois) meses, contado da emissão da nota fiscal, dos pagamentos ou 
de parcelas de pagamentos devidos pela Administração por despesas de obras, serviços ou 
fornecimentos;
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V – não liberação pela Administração, nos prazos contratuais, de área, local ou objeto, para execução 
de obra, serviço ou fornecimento, e de fontes de materiais naturais especificadas no projeto, inclusive 
devido a atraso ou descumprimento das obrigações atribuídas pelo contrato à Administração 
relacionadas a desapropriação, a desocupação de áreas públicas ou a licenciamento ambiental.
TEORIA DA IMPREVISÃO
É todo acontecimento externo ao contrato, estranho à vontade das partes, imprevisível 
e inevitável, que causa um desequilíbrio muito grande, tornando a execução do contrato 
excessivamente onerosa para o contratado.2
A teoria da imprevisão autoriza a revisão contratual para ajustá-lo às circunstâncias 
supervenientes.
São exemplos os contratos afetados por crise mundial da economia, do dólar, guerras. 
Como diz a doutrina, geralmente decorre de desarranjos econômicos.
Conforme estudado em tópico anterior, no direito privado existe, em todos os contratos, 
a cláusula da pacta sunt servanda (contratos são feitos para serem cumpridos). A referida 
cláusula pode ser relativizada em algumas situações. Uma delas, que recebeu o nome de rebus 
sic stantibus, confirmava que um contrato deveria manter, durante toda sua execução, a 
mesma situação contratada segundo seu estado original. Logo, havendo fatos supervenientes 
que alterassem a situação original, os contratos não deveriam ser cegamente cumpridos, 
e sim adaptados para a situação superveniente no decorrer do contrato.
Entende-se, portanto, que a teoria da imprevisão decorre da aplicação da cláusula rebus 
sic stantibus, utilizada nos contratos privados.
Quando for possível ao contratado continuar a execução do contrato, repartir-se-á o 
prejuízo, para restabelecer o equilíbrio econômico financeiro.
A teoria da imprevisão aplica-se somente a contratos onerosos, comutativos 
(prestações certas e determinadas) e de execução continuada ou diferida, quando 
sobrevierem circunstâncias que impliquem na onerosidade excessiva ou na impossibilidade 
de execução contratual.
Se a parte prejudicada não puder cumprir as obrigações contratuais, dar-se-á a rescisão, 
sem atribuição de culpa. Se o cumprimento for possível, mas acarretar ônus para a parte, 
terá esta direito à revisão do preço para restaurar o equilíbrio rompido.
INTERFERÊNCIAS IMPREVISTAS
São fatos materiais imprevistos, mas existentes ao tempo da celebração do contrato, 
por exemplo, a diversidade de terrenos conhecidos somente no curso da execução de uma 
obra pública; terreno arenoso; lençol de água subterrâneo de pouca profundidade, onde 
2 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2003.
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haverá uma construção; descoberta de rochas de grande proporção no fundo dolago em 
que se pretende fazer a perfuração para a colocação da base de uma ponte a ser construída.
A diferença da teoria da imprevisão para a interferência imprevista está em que nesta o 
fato é antigo, já existia, só não foi possível sua previsão; e naquela o fato é novo, imprevisível 
e inevitável.
Celso Antônio Bandeira de Mello também destaca que na teoria da imprevisão o que altera 
o equilíbrio contratual são incidentes econômicos; ao passo que as sujeições imprevistas 
decorrem de fatos materiais, incidentes técnicos.
CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR
Decorre de eventos humano ou da natureza, que não permitem a execução contratual. 
Pode decorrer de um furacão ou terremoto que destroem parte da obra já executada ou, 
então, movimento de naturalistas ou sem-terra (MST), que impedem o contratado de 
executar determinada obra.
Pode a parte invocá-los para eximir-se das consequências da mora ou obter a rescisão 
do contrato. Entretanto, caso fortuito e força maior apenas são causas justificadoras da 
inexecução quando não tiver havido culpa da parte, isto é, quando não tiver contribuído 
para colocar-se em situação de o evento ser acolhido. Assim, se, quando este sobrevém, 
a parte já está em mora, a escusa não lhe aproveita; salvo se provar também que o dano 
ocorreria mesmo que estivessem suas obrigações em dia.3
As situações de caso fortuito e força maior podem ser enquadradas como interferências 
imprevistas, pois nem todos os autores se referem aos dois primeiros eventos. Assim, em 
concursos públicos, se for apresentado fato que paralisa o contrato, sendo decorrente de 
evento humano ou da natureza, é razoável admitir que seja caso de interferências imprevistas.
QUADRO-RESUMO
FATO DO PRÍNCIPE FATO DA ADMINISTRAÇÃO TEORIA DA IMPREVISÃO
INTERFERÊNCIAS
IMPREVISTAS
Medida GERAL; afeta 
a todos.
Provocada pelo 
Estado.
Afeta somente o 
contratado.
Provocado pela 
Administração.
Fato NOVO.
Imprevisível e inevitável.
Incidentes econômicos.
Fato ANTIGO.
Poderia ser previsto, 
mas não foi.
Incidentes técnicos.
3 Os conceitos de caso fortuito e força maior não são unânimes na doutrina do direito administrativo e do direito civil, 
pois apresentam a força maior como evento da natureza e o caso fortuito como evento humano e vice-versa, e outros 
diplomas não chegam nem a fazer a distinção, tendo em vista que as duas situações levam ao mesmo efeito.
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Lei n. 14.133/2021
Art. 93. Nas contratações de projetos ou de serviços técnicos especializados, inclusive 
daqueles que contemplem o desenvolvimento de programas e aplicações de internet para 
computadores, máquinas, equipamentos e dispositivos de tratamento e de comunicação da 
informação (software) – e a respectiva documentação técnica associada –, o autor deverá ceder 
todos os direitos patrimoniais a eles relativos para a Administração Pública, hipótese em que 
poderão ser livremente utilizados e alterados por ela em outras ocasiões, sem necessidade de 
nova autorização de seu autor.
§ 1º Quando o projeto se referir a obra imaterial de caráter tecnológico, insuscetível de privilégio, 
a cessão dos direitos a que se refere o caput deste artigo incluirá o fornecimento de todos 
os dados, documentos e elementos de informação pertinentes à tecnologia de concepção, 
desenvolvimento, fixação em suporte físico de qualquer natureza e aplicação da obra.
§ 2º É facultado à Administração Pública deixar de exigir a cessão de direitos a que se refere 
o caput deste artigo quando o objeto da contratação envolver atividade de pesquisa e 
desenvolvimento de caráter científico, tecnológico ou de inovação, considerados os princípios 
e os mecanismos instituídos pela Lei n. 10.973, de 2 de dezembro de 2004.
§ 3º Na hipótese de posterior alteração do projeto pela Administração Pública, o autor deverá 
ser comunicado, e os registros serão promovidos nos órgãos ou entidades competentes.
Art. 94. A divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) é condição 
indispensável para a eficácia do contrato e de seus aditamentos e deverá ocorrer nos seguintes 
prazos, contados da data de sua assinatura:
I – 20 (vinte) dias úteis, no caso de licitação;
II – 10 (dez) dias úteis, no caso de contratação direta.
§ 1º Os contratos celebrados em caso de urgência terão eficácia a partir de sua assinatura e 
deverão ser publicados nos prazos previstos nos incisos I e II do caput deste artigo, sob pena 
de nulidade.
§ 2º A divulgação de que trata o caput deste artigo, quando referente à contratação de 
profissional do setor artístico por inexigibilidade, deverá identificar os custos do cachê 
do artista, dos músicos ou da banda, quando houver, do transporte, da hospedagem, da 
infraestrutura, da logística do evento e das demais despesas específicas.
§ 3º No caso de obras, a Administração divulgará em sítio eletrônico oficial, em até 25 (vinte e 
cinco) dias úteis após a assinatura do contrato, os quantitativos e os preços unitários e totais 
que contratar e, em até 45 (quarenta e cinco) dias úteis após a conclusão do contrato, os 
quantitativos executados e os preços praticados.
§ 4º (VETADO).
§ 5º (VETADO).
EFICÁCIA DO CONTRATOEFICÁCIA DO CONTRATO
Bem, antes de falar de eficácia temos que diferenciar da vigência.
O prazo de vigência contratual tem por finalidade determinar o período de tempo 
durante o qual um contrato administrativo se apresenta como obrigatório para as partes 
(é o prazo de duração). Já a eficácia consiste na potencialidade de produção de efeitos do 
contrato. Eficácia se refere a prazo de execução.
Assim:
• vigência – duração do contrato;
• eficácia – produção de efeitos/prazo de execução.
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
Lei n. 14.133/2021 – Contratos – Comentada, Comparada e Esquematizada 
Gustavo Scatolino
Logo, pode ocorrer de o contrato ter prazo de vigência e eficácia idênticos ou não!! 
Como assim?
Vamos imaginar que um contrato para treinamento de pessoal seja assinado com uma 
instituição para a vigência começar em 1/01/21 e se encerrar em 31/12/22. E a eficácia pode 
ser quando as aulas são iniciadas de 3/03/21 a 01/12/21. Assim, em 01/12/21 encerrando-
se as aulas o contrato deixou de ser eficaz, mas continua vigente.
Sempre se entendeu, e estava na Lei n. 8.666/1993, que o contrato só produziria efeitos 
com a publicação do seu extrato na imprensa oficial. Mas isso teve uma grande mudança 
na Lei n. 14.133/2021.
Segundo a Lei n. 14.133/2021, a divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas 
(PNCP) é condição indispensável para a eficácia do contrato e seus aditamentos e deverá 
ocorrer nos seguintes prazos, contados da data de sua assinatura:
• vinte dias úteis, no caso de licitação;
• dez dias úteis, no caso de contratação direta.
Então, note, perceba, decore (rs) que: a divulgação no PNCP é condição para a EFICÁCIA 
do contrato.
Contudo, os contratos celebrados em caso de urgência terão eficácia a partir da sua 
assinatura e deverão ser publicados nos prazos acima visos, sob pena de nulidade.
A divulgação no PNCP, quando referente à contratação de profissional do setor artístico 
por inexigibilidade, deverá identificar os custos do cachê do artista, dos músicos ou da 
banda, quando houver, do transporte, da hospedagem,

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