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Uma parte da grande dificuldade encontrada no estudo da contabilidade, inclusive da contabilidade de custos, é decorrente da falta de uma linguagem padrão. Como forma de amenizar esse problema, alguns autores propõem uma terminologia-padrão. A seguir veremos, de acordo com a doutrina predominante, alguns conceitos empregados na contabilidade de custos. 2.2 Gasto Gasto é a contrapartida necessária à obtenção de um bem ou serviço. Na compra à vista de bens, o gasto corresponde à redução do ativo, em virtude do pagamento. Na compra a prazo de bens, o gasto representa o aumento do passivo, em razão da obrigação assumida. Os salários de um determinado período representam um gasto (pago ou a pagar). Em custos, é o termo mais abrangente. Gasto – Compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). 2.3 Investimento Investimento é o gasto que tem como contrapartida um ativo. Corresponde à aquisição de bens ou serviços que se incorporam ao patrimônio como um ativo. Na compra de matéria prima, temos, em virtude do aumento do ativo, um investimento circulante. Na compra de equipamentos para uso, temos um investimento não circulante - imobilizado. 2.4 Custo Custo é o gasto necessário à produção de bens ou serviços. Corresponde a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. A matéria-prima, a depreciação, os salários, o aluguel etc., necessários à produção de um bem, representam custos. Em sentido estrito, o custo só existe durante o processo de produção do bem ou serviço. Assim, enquanto o produto está na fase de fabricação, os valores agregados na sua produção são tratados como custos. Os gastos posteriores à produção, necessários, à administração e comercialização do produto, não são custos, e sim despesas. 2.5 Despesa Despesa é a redução patrimonial intencional com o objetivo de realização de receita. Quando incorre numa despesa, o empresário sabe que está reduzindo o patrimônio. Mas seu objetivo é a geração de receitas que cubram as despesas gerando lucro. Os salários dos funcionários dos departamentos administrativos e de vendas representam despesas, que não transitam por investimentos ou custo, sendo transferidos diretamente para o resultado do exercício. 2.6 Perda anormal Perda anormal ou perda improdutiva é o sacrifício patrimonial involuntário e anormal. Representa a redução do patrimônio por fatores alheios à vontade do empresário. Não se confunde com despesa, que é um sacrifício patrimonial intencional. Exemplos: matérias- primas roubadas, consumidas em incêndios, ou que se tornaram obsoletas, matérias- primas inutilizadas por falha anormal das máquinas produtivas, etc. Da mesma forma que as despesas, as perdas anormais de produção são apropriadas diretamente ao resultado, sem transitar pelos estoques. 2.7 Perda normal A perda normal ou perda produtiva decorre do processo normal de produção e é tratada como custo. Representa o gasto intencional e conhecido, envolvido na fabricação, que de fato, não se agrega ao produto muito embora seja computado como parte do seu custo. Exemplo: sobra nos cortes de tecido para fabricação de roupas. Todo o valor do tecido envolvido, inclusive o valor equivalente às sobras, é computado como custo da matéria-prima. 2.8 Desembolso Desembolso é o pagamento correspondente à aquisição de um bem ou serviço. Pode ser feito no momento do gasto (pagamento à vista) ou pode ser feito em um segundo momento (pagamento a prazo).