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CONCEITOS FUNDAMENTAIS RELACIONADOS AO PARTO 
O parto é o desfecho resolutivo da gestação: o nascimento do ser que se formou nos 
meses anteriores. É a expulsão do feto para o mundo exterior através da via genital ou 
a retirada do feto por via abdominal, como na operação cesariana ou na laparotomia 
para extração de feto oriundo de gestação ectópica abdominal. 
Os fatores e fenômenos que participam do nascimento no parto por via vaginal são: 
 O trajeto, ou seja, o canal do parto: (Representado pelo útero, cérvix, vagina e 
a pelve óssea). O objeto, que é o feto que atravessará o trajeto. É o principal. 
 O objeto, que é o feto que atravessará o trajeto: Aqui será aprofundado o 
estudo da estática fetal, entendendo como o feto se relaciona com a bacia e 
com o útero, bem como a nomenclatura obstétrica. 
 O motor, que é a força que impulsiona o feto (objeto), através do canal do 
parto (trajeto): Essa força é gerada pela musculatura uterina através de suas 
contrações. 
O estudo do parto também é dividido em fenômenos mecânicos e clínicos, que são 
deverão ser confundidos. Os fenômenos mecânicos constituem o mecanismo de parto, 
que é o conjunto de movimentos passivos que o feto é levado a executar para nascer. 
Os fenômenos clínicos serão estudados na assistência clínica ao parto e nos períodos e 
pelas fases clínicas do parto e são: período de dilatação, expulsão do feto e período 
que é a saída da placenta. 
DEFINIÇÕES E TERMOS RELACIONADOS AO PARTO 
Em condições normais o parto acontece entre 37 ou 42 semanas quando o bebê 
estivesse maduro, ou seja, com idade gestacional entre 37 semanas completas e 42 
semanas incompletas. Neste caso, denominamos o parto de parto a termo. Quando o 
feto nasce antes da sua maturidade (antes de completadas 37 semanas de gestação), 
porém após 20-22 semanas é chamado de parto pré-termo ou prematuro. 
 O abortamento é definido como o término da gestação antes de completadas 20 ou 22 
semanas (variando segundo a referência), ou antes do feto atingir 500 g de peso. 
Se a gestação prossegue e completa as 42 semanas, é considerada pós-termo, 
prolongada ou serotina. É mencionado também o termo pós-datismo para designar as 
gravidezes que ultrapassam 40 semanas (mas não 42), por esta ser a provável data do 
parto. 
O parto é chamado de espontâneo quando as intercorrências evoluem sem a 
necessidade de intervenção para finalizar a sua progressão. É desejável e indicado e se 
for desencadeado por medicamentos ou manobras. O parto dirigido ocorre quando o 
obstetra participa ativamente, praticando a amniotomia, administrando analésicos e 
medicações para (ocitocina, por exemplo). 
Se for efetuada alguma operação para concluir o parto, ele é chamado de operatório. 
Incluindo-se o uso de fórceps e vácuo-extrações. O parto que ocorre de forma 
fisiológica é denominado normal (ou eutócico). Foram definidos como distócicos os 
partos ou as gestações que evoluem de forma anormal ou com períodos patológicos, é 
chamado de distócico. 
Chamamos a gestante de primeira se ela pariu, ou vai parir pela primeira vez. Se esta é 
a primeira concepção desta mulher ela é denominada de primigesta ou primigrávida. A 
mulher que já pariu diversas vezes, é multigesta ou plurigesta é a que vai ter várias 
gestações, independentemente da duração destas, também são utilizados, os termos 
secundigesta e tercigesta para denominar gestações que estão em sua segunda e 
terceira gestação, respectivamente. 
A mulher que pariu já, é a multípara e a que ainda pariu, é a primípara. 
Assim o sufíxo "gesta" refere-se ao número de gestações que a paciente apresentou, 
não importando a duração ou o número de fetos em cada uma delas. Portanto, uma 
paciente já parida pela primeira vez de gêmeos será chamada de primigesta. 
O sufíxo "para" se refere ao número de gestações em que houve viabilidade fetal, 
incluindo abortos. Os abortamentos (peso inferior a 500 g) não são considerados no 
número de partos, exceto se atingiram as 20 semanas de gestação, e os fetos 
abortados com peso superior a 500 g. Para os abortamentos tardios, os fetos são 
levados em consideração o número de fetos viáveis em cada parto em que a gestante 
teve o aborto. Assim, a paciente não é mais só primípara, e sim uma primigesta. 
Portanto, uma paciente que já nasce morta. No entanto, a mulher se o parto de 
gêmeos é chamada de primípara. 
 
Parto = mecanismos fisiológicos com abjetivo a saída de um produto de concepção. 
considerada a partir de 20-22 semanas de idade gestacional e/ou peso fetal de 500 
gramas. 
Critério 2 
1. +20/22 semanas (menos que isso é abortamento) 
2. Modificação cervical: dilatação, apagamento, posição da cabeça, consistência 
3. Dinâmica uterina: Refere-se à força e frequência das contrações uterinas. A 
distocia pode ser causada por: 
o Hipoativa: Contrações fracas ou insuficientes. 
o Hiperativa: Contrações excessivamente fortes ou frequentes. 
Fases do trabalho de parto: (anotações da aula) 
 Período de dilatação: 
1. Fase latente: Início das contrações regulares até cerca de 1-4cm de 
dilatação cervical. 
2. Fase ativa: De 5 cm até a dilatação total (10 cm). 
 Período expulsivo: 
o Início: Dilatação completa (10 cm). 
o Fim: Expulsão completa do feto. 
 Período de dequitação: 
o Início: Saída do feto. 
o Fim: Expulsão da placenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fases 
Período de dilatação (1º período do parto): 
 Inicia-se no começo do trabalho de parto e termina no final da dilatação. 
 Duração média: nulíparas - 8h; multíparas - 5h. 
 Diagnóstico do início do trabalho de parto: contrações rítmicas, dolorosas, 
2/10min com duração de 30-40s, dilatação cervical de pelo menos 4 cm. 
Período expulsivo (2º período do parto): 
 Inicia-se com a dilatação total do colo uterino (10 cm) e termina com a expulsão 
total do feto. 
 Limite de tempo: nulíparas — 0,5-2 horas (1-3 horas com peridural); multíparas 
— até uma hora (duas horas com peridural). 
 Diagnóstico do período expulsivo: 
o Dilatação cervical: total (10 cm na gestação a termo); 
o Inspeção genital: a apresentação comprime o períneo, principalmente 
durante as contrações uterinas e os puxos maternos; 
o Contrações uterinas: 5/10min, durando 60-70s; 
o Desejo de defecar, agitação; 
o Esforços expulsivos maternos. 
 Altura da apresentação, variedade de posição: são variáveis, mas, 
frequentemente, a apresentação já se encontra insinuada. 
Secundamento (3º período do parto): 
 Corresponde ao descolamento e à expulsão da placenta e membranas ovulares. 
Ocorre entre 5 e 30min após o período expulsivo. 
 Do final do secundamento até uma hora após o parto. 
Período de Greenberg (4º período do parto): Hora de ouro. 
 Período que demanda atenção pelo risco de hemorragias. 
 Hemostasia: miotamponagem (contração uterina), trombotamponagem 
(coagulação do sangue), indiferença miouterina e contração uterina "fixa". 
 
 
Quais são as medidas que podem ser adotadas para a proteção do períneo no 
período expulsivo do parto? 
 Episiotomia: a recomendação atual é que seja feita de forma seletiva. Pode ser 
mediana ou médio-lateral. A mediana é mais fisiológica, porém existe risco 
maior de extensão para o ânus. 
 Manobra de Ritgen modificada: evitar a deflexão total da cabeça por 
compressão do períneo posterior e controle da deflexão. 
Como é feita a preservação da saúde fetal durante os períodos de dilatação e 
expulsivo? 
 Ausculta do BCF de 30 em 30 minutos, durante e após a contração uterina nas 
gestações de alto risco, e de 15 em 15 minutos no período expulsivo, ausculta 
do BCF a cada 5 minutos. Eventualmente, cardiotocografia, oximetria de pulso 
fetal e análise do pH do sangue capilar fetal. Avaliação do líquido amniótico 
(mecônio?). 
Quais são os procedimentos que devem ser evitados durante o secundamento? 
 Tração vigorosa do cordão umbilical e compressão intensa do fundo uterino.Qual é o período do parto que está relacionado com as grandes hemorragias? 
 O 4º período, que se inicia com o descolamento da placenta e termina uma 
hora após o parto. 
 
Parto eutócico: Parto que evolui espontaneamente, sem intervenções, com o feto em 
apresentação cefálica (de cabeça) e em posição de occipito-anterior, finalizando em 
parto vaginal. 
 
 
5 DISTOCIAS DO TRABALHO DE PARTO 
 
Fase latente prolongada 
 Definição: Duração maior que 20 horas em primíparas e 14 horas em 
multíparas. Não é indicativo de distocia e não é necessária sua interrupção. 
Fase ativa prolongada ou distocia funcional primária 
 Definição: Dilatação cervical menor que 1cm/h ultrapassa linha de alerta. 
Geralmente perimenta de distocias uterinas. 
Parada secundária da dilatação 
 Definição: Dilatação cervical mantida. Ultrapassa linha de alerta diagnosticada 
por dois toques sucessivos com intervalo de duas horas, seguidas em paciente 
na fase ativa do parto. Decorrente, em geral, de desproporção pelve-fetal ou 
alteração da posição da apresentação fetal (deflexão, variedades transversas ou 
posteriores). 
Período pélvico prolongado 
 Definição: Descida progressiva, mas excessivamente lenta no período expulsivo. 
Decorrente, em geral, de contratilidade diminuída. 
Parada secundária da descida 
 Definição: Diagnosticada por dois toques sucessivos com intervalo de pelo 
menos uma hora, desde que a dilatação esteja completa. É a parada da descida 
fetal por pelo menos uma hora após atingir a dilatação completa. Decorrente, 
em geral, de desproporção ou alteração de posição da apresentação fetal 
(definido variedades transversas ou posteriores). 
Parto precipitado (ou taquitocico) 
 Definição: Dilatação, descida e expulsão do feto que ocorrem num período de 
quatro horas ou menos. Estão presentes a hiperatividade uterina e é 
imprevisível e pode ser decorrente, por exemplo, da administração excessiva de 
ocitocina.

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