Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Brasília - DF 
2025
MINISTÉRIO DA SAÚDE 
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 
ATUAÇÃO EM EQUIPE 
MULTIPROFISSIONAL E 
INTERPROFISSIONALIDADE
MINISTÉRIO DA SAÚDE 
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 
Brasília - DF 
2025
ATUAÇÃO EM EQUIPE 
MULTIPROFISSIONAL E 
INTERPROFISSIONALIDADE
Tiragem: 2ª edição – 2025 – versão eletrônica
2025 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não 
Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a 
reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Programa Mais Saúde com Agente pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual 
em Saúde do Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Gestão do Trabalho e da 
Educação na Saúde
Departamento de Gestão da Educação 
na Saúde
Coordenação-Geral de Ações 
Estratégicas de Educação na Saúde 
Esplanada dos Ministérios Bloco O, 9º 
andar
CEP: 70052-900 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3315-2596
E-mail: sgtes@saude.gov.br
Secretaria de Atenção Primária à Saúde
Departamento de Saúde da Família
Esplanada dos Ministérios Bloco G, 7º 
andar
CEP: 70058-90 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3315-9044/9096
E-mail: aps@saude.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente (SVSA)
SRTVN 701, Via W5 Norte, lote D,
Edifício PO 700, 7º andar
CEP: 70719-040 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3315.3874
E-mail: svsa@saude.gov.br
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS
MUNICIPAIS DE SAÚDE – CONASEMS
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo 
B, Sala 144
Zona Cívico-Administrativo
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3022-8900
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO 
SUL
Av. Paulo Gama, 110 - Bairro Farroupilha 
CEP: 90040-060 – Porto Alegre/RS 
Tel.: (51) 3308-6000
Designer educacional:
Alexandra Gusmão – CONASEMS
Gustavo Henrique Faria Barra – CONASEMS
Colaboração:
Daniela Riva Knauth – UFRGS
Darwin Renne Florencio Cardoso – 
SVSA/MS
Diego Gnatta – UFRGS
Eliane Ignotti – SVSA/MS
kauara Brito Campos – SVSA/MS
Lanusa Gomes Ferreira – SGTES/MS
Marcela Alvarenga de Moraes – 
CONASEMS
Rejane Teles Bastos – SGTES/MS
Rosângela Treichel S. Surita – CONASEMS
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde Ltda.
Coordenação de desenvolvimento 
gráfico:
Cristina Perrone – CONASEMS
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno - CONASEMS 
Alexandre Itabayana - CONASEMS 
Caroline Boaventura - CONASEMS 
Icaro Duarte - CONASEMS
Lucas Mendonça - CONASEMS 
Ygor Baeta Lourenço – CONASEMS
Wellington Tadeu Aparecido Silva – 
CONASEMS
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do 
Conasems
Imagens:
Flaticon
Freepik
Revisão linguística:
Keylla Manfili Fioravante - CONASEMS
Roberta Ker Elias - CONASEMS
Normalização:
Luciana Cerqueira Brito – Editora MS/CGDI
Valéria Gameleira da Mota – Editora
MS
Coordenação-geral:
Cristiane Martins Pantaleão – 
CONASEMS
Érika Rodrigues de Almeida – SGTES/MS
Felipe Proenço de Oliveira – SGTES/MS
Hisham Mohamad Hamida – CONASEMS
Lívia Milena Barbosa de Deus e Méllo – 
SGTES/MS
Luciana Barcellos Teixeira – UFRGS
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems
Coordenação técnica e pedagógica:
Andréa Fachel Leal - UFRGS
Carmen Lucia Mottin Duro - UFRGS
Diogo Pilger - UFRGS
Diego Gnatta – UFRGS
Fabiana Schneider Pires - UFRGS
Kelly Cristina Santana - CONASEMS
Luis Carlos Nunes Vieira de Vieira 
-SGTES/ MS
Marta de Sousa Lima - CONASEMS
Marilise Oliveira Mesquita - UFRGS
Patricia da Silva Campos - CONASEMS
Valdívia França Marçal - CONASEMS
Elaboração de conteúdo - 1ª edição:
Erica Lima Costa de Menezes
Lígia Lopes Ribeiro
Revisão de conteúdo - 2ª edição:
Sally Cristina Moutinho Monteiro
Revisão técnica:
Andréa Fachel Leal – UFRGS
Diogo Pilger – UFRGS
Luis Carlos Nunes Vieira de Vieira – 
SGTES/MS
Michelle Leite da Silva – SAPS/MS
Patricia da Silva Campos – CONASEMS
Ranieri Flávio Viana de Sousa – 
SVSA-MS
Ficha Catalográfica
Brasil. Ministério da Saúde.
Atuação em equipe multiprofissional e intersetorialidade [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de 
Secretarias Municipais de Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. – Brasília: Ministério da Saúde, 2025.
xxxx p. : il. – (Programa Mais Saúde com Agente; E-book 17).
Modo de acesso: World Wide Web: 
Incluir link
ISBN xxxxxxxxxxxx
CDU xxx
I. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. II. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. III. Título.
Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS xxxxxxxxx
Título para indexação: 
Healthcare agent workers' Fundamentals
4
COMO NAVEGAR 
NESTE E-BOOK 
QR CODE
Sempre que surgir o QR CODE, 
aponte a câmera do seu 
celular para acessar o 
conteúdo. Você também 
pode clicar sobre ele, com o 
botão direito do mouse, para 
abrir em uma nova aba ou 
navegador. 
Antes de iniciar a leitura do material, veja, 
aqui, algumas dicas para aproveitar ao 
máximo os recursos disponíveis.
SUMÁRIO: uma forma rápida e fácil de 
acessar os capítulos. 
Quer retornar à lista do sumário?
Basta clicar no ícone no canto superior 
da página.
BEM-VINDA (O)!BEM-VINDO (A)!
Este é o seu e-book da disciplina Atuação em Equipe Multiprofissional e 
Interprofissionalidade. 
O presente material foi elaborado para auxiliá-lo(a) na compreensão do 
trabalho multiprofissional e da interprofissionalidade, destacando a 
importância da articulação do processo de trabalho em saúde entre 
diversos setores e serviços (intersetorialidade) para promover um 
cuidado em saúde mais efetivo e resolutivo.
A Interprofissionalidade será abordada na perspectiva da busca pela 
integralidade do cuidado do indivíduo, da família e da comunidade, bem 
como das ferramentas de qualificação para a equipe em saúde. 
Espera-se que, ao final desta disciplina, você, Agente de Saúde, reflita 
sobre o importância do trabalho em equipe multiprofissional, 
considerando-a como princípio e diretriz para a organização da Atenção 
Primária à Saúde (APS), e se reconheça nesse grandioso processo de 
cuidado em saúde. 
Estude este e-book com atenção e consulte-o sempre que necessário!
Lembre-se de acompanhar, também, a teleaula, a aula interativa e de 
realizar as atividades propostas para consolidar e enriquecer seu 
processo de aprendizagem.
Vamos para mais uma jornada de aprendizagem?
Bons estudos!
LISTA DE SIGLAS E 
ABREVIATURAS
ACE | Agentes de Combate às Endemias
ACP | Atenção Centrada no Paciente
ACS | Agentes Comunitários de Saúde
APS | Atenção Primária à Saúde
CAPS | Centro de Atenção Psicossocial
CRAS | Centro de Referência de Assistência Social
CREAS | Centro de Referência Especializado em 
Assistência Social
DESF | Departamento de Saúde da Família
eMulti | equipes Multiprofissionais
ESF | Estratégia Saúde da Família
GM/MS | Gabinete do Ministro do Ministério da Saúde
MS | Ministério da Saúde
NASF-AB | Núcleo Ampliado de Saúde da Família e 
Atenção Básica
OMS | Organização Mundial da Saúde
LISTA DE SIGLAS E 
ABREVIATURAS
ONGs | Organizações não Governamentais
PNAB | Política Nacional de Atenção Básica em Saúde
PST | Projeto de Saúde no Território
PTS | Projeto Terapêutico Singular
RAS | Rede de Atenção à Saúde
REIP | Rede de Educação Interprofissional e Prática 
Colaborativa em Saúde na América Latina e Caribe
SAPS | Secretária de Atenção Primária à Saúde
SUS | Sistema Único de Saúde
UBS | Unidade Básica de Saúde
USF | Unidade de Saúde da Família
LISTA DE FIGURAS
A INTERSETORIALIDADE DOS 
SERVIÇOS
FIGURA 1
49
PROJETO DE SAÚDE NO 
TERRITÓRIO
FIGURA 2
62
SU
M
ÁR
IO INTERPROFISSIONALIDADE
02 27
O TRABALHO EM EQUIPE 
MULTIPROFISSIONAL NA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA EM SAÚDE
01
9
INTERSETORIALIDADE EM SAÚDE
03 45
REFERÊNCIAS
0674
RETROSPECTIVA
05 72
FERRAMENTAS E ESTRATÉGIAS QUE 
FAVORECEM O TRABALHO 
MULTIPROFISSIONAL E A 
INTERPROFISSIONALIDADE
04
59
01
O TRABALHO 
EM EQUIPE 
MULTIPROFISSIONAL 
NA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA EM SAÚDE
10
Por isso, a Política Nacional de 
Atenção Básica em Saúde (PNAB) 
estimula a formação de equipes 
multiprofissionais e interprofissionais 
para desenvolver ações de promoção, 
prevenção, proteção, diagnóstico, 
tratamento, reabilitação, redução de 
danos, cuidados paliativos, além da 
vigilância em saúde.
O trabalho multiprofissional em saúde pode ser descrito como uma 
articulação de processos de trabalho entre diferentes categorias 
profissionais em que a atuação ocorre paralelamente e/ou em conjunto, 
preservando as especificidades de cada profissão, ou seja, é uma 
modalidade de trabalho coletivo que se configura na relação recíproca 
entre as múltiplas intervenções técnicas e a interação dos agentes de 
diferentes áreas profissionais (Cardoso; Hennington, 2011; Peduzzi, 2001). 
Um dos grandes desafios para a Atenção Primária em 
Saúde (APS) é, sem dúvidas, assegurar a integralidade 
da assistência, de modo que não haja descontinuidade 
no processo de cuidado em saúde.
É um trabalho que deve propiciar o cuidado em todos os âmbitos 
necessários, sendo mais assertivo e seguro. Assim, uma Equipe 
Multiprofissional de Saúde é um grupo de profissionais de diferentes 
áreas que atuam em conjunto e bem coordenados para realizar o 
atendimento do usuário.
Indica profissionais de duas ou 
mais carreiras que estejam 
aprendendo ou trabalhando 
juntos, mas não necessariamente 
interagindo uns com os outros. Os 
papéis e as competências são 
independentes.
Multiprofissional
11
Nesse contexto, a equipe Multiprofissional (médicos, 
enfermeiros, ACE, ACS, cirurgiões dentistas, nutricionistas, 
entre outros) pode se reunir para planejar e desenvolver 
atividades de prevenção e de controle da Dengue e de 
outros agravos à saúde.
Teoria na prática
Vamos imaginar uma comunidade em que há um número 
significativo de casos de Dengue nos últimos três meses, 
elevando, assim, o adoecimento da população e as 
demandas da Unidade de Saúde. 
12
Além disso, a equipe multiprofissional pode trabalhar na 
perspectiva da Educação Popular em Saúde, buscando 
minimizar/combater os problemas identificados, 
dialogando com a comunidade e respeitando seus 
saberes.
Ressalta-se que os(as) ACS e ACEs são membros importantes da equipe, 
pois possuem uma atuação mais próxima da comunidade, oportunizando a 
criação de vínculos, bem como a detecção de oportunidades de mudanças 
ou de melhorias nos fatores determinantes e condicionantes da saúde da 
comunidade.
#FICA A DICA
13
Teoria na prática
A equipe Multiprofissional na saúde é enfatizada como importante e 
necessária por diversos autores, os quais a justificam de diferentes formas e 
em contextos variados. 
Para Colomé, Lima e Davis (2008), o trabalho em equipe Multiprofissional 
deve estar pautado em um trabalho conjunto, no qual todos os profissionais 
se envolvam, em algum momento, na assistência, de acordo com seu nível 
de competência específico, e possam atender às complexidades dos 
problemas de saúde da atualidade. 
A Portaria GM/MS Nº 635, de 22 de maio de 2023, que institui, define e cria 
incentivo financeiro federal de implantação, custeio e desempenho para as 
modalidades de equipes Multiprofissionais (eMulti) na Atenção Primária em 
Saúde, descreve que equipe Multiprofissional é aquela composta por 
profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento que atuam de 
maneira complementar e integrada às demais equipes da Atenção Primária 
em Saúde, com atuação corresponsável pela população e pelo território, em 
articulação intersetorial e com a Rede de Atenção à Saúde (RAS).
14
Clique aqui ou aponte a câmera de seu celular e 
escaneie o QR Code, a seguir, para acessar a 
Portaria GM/MS Nº 635, de 22 de maio de 2023. Esse 
documento institui, define e estabelece o incentivo 
financeiro federal para implantação, custeio e 
desempenho das equipes Multiprofissionais na 
Atenção Primária à Saúde.
#SAIBA MAIS
Esse artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa que visou 
apreender como os trabalhadores vivenciam as relações interprofissionais 
no contexto das práticas de Atenção à Saúde em doenças infecciosas no 
setor de internação hospitalar de um Instituto de Pesquisa.
Para aprofundar seus conhecimentos, clique aqui 
ou aponte a câmera de seu celular e escaneie o QR 
Code e leia o artigo "Trabalho em equipe e reuniões 
multiprofissionais de saúde: uma construção à 
espera pelos sujeitos da mudança", de Cardoso, C. 
G. e Hennington E. A.
15
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0635_22_05_2023.html
https://www.scielo.br/j/tes/a/YS6JT5hmc8YtsgGhfFYzN5S/
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0635_22_05_2023.html
https://www.scielo.br/j/tes/a/YS6JT5hmc8YtsgGhfFYzN5S/
As ações planejadas pela equipe Multiprofissional e Interprofissional 
contemplam a identificação das necessidades dos indivíduos, bem como o 
tratamento mais adequado e o desenvolvimento de ações de promoção e 
prevenção em saúde (Cardoso; Hennington, 2011).
A importância da atuação dessa equipe 
tem se fundamentado devido ao impacto 
positivo de suas ações sobre os diferentes 
fatores que interferem no processo de 
saúde-doença da população, pois visam a 
uma abordagem mais completa (integral) 
do indivíduo, representando, dessa forma, 
uma possibilidade maior de resolutividade 
dos problemas da população.
16
Com distintas funções e qualificações, que se complementam, a equipe 
multiprofissional assegura a participação de diferentes profissionais, por 
meio de ações que propiciam uma assistência mais adequada e humana 
ao indivíduo, trabalhando de maneira cooperativa, e não competitiva, 
desenvolvendo um trabalho em que todos se comprometem com o cuidado, 
no qual cada um utiliza os seus conhecimentos em prol da saúde do usuário. 
Essa atuação conjunta eleva o aproveitamento da capacidade de cada 
profissional pela provável coesão do trabalho desenvolvido, fortalecendo as 
relações entre os profissionais.
O trabalho multiprofissional tem como foco desconstruir o olhar biomédico 
(centrado no tratamento da doença) e a assistência individual e 
medicalizadora, os quais geram baixa resolutividade e um trabalho centrado 
no profissional. 
Assim, o trabalho em equipe Multiprofissional pode produzir melhores 
resultados em saúde, aprimorando a resolutividade e resultando em 
menores custos em saúde, além de poder elevar a satisfação no trabalho 
por parte dos profissionais (Peduzzi et al., 2020), quando o trabalho é 
realizado em conjunto. 
17
Para aprofundar sua compreensão sobre o conceito de integralidade em 
saúde, explore os conteúdos a seguir. Eles apresentam abordagens teóricas 
e práticas que ajudam a refletir sobre a importância da atenção integral no 
cuidado à saúde.
#SAIBA MAIS
Clique aqui ou aponte a 
câmera de seu celular e 
escaneie o QR Code a seguir 
para visualizar o conceito de 
Integralidade no PenseSUS.
Clique aqui ou aponte a 
câmera de seu celular e 
escaneie o QR Code a seguir 
para assistir ao vídeo sobre os 
princípios do SUS.
Porém, o trabalho multiprofissional não garante a integralidade do 
cuidado quando o atendimento é fragmentado (não observando os 
riscos e o território e sendo voltado somente para as doenças 
observadas no momento) devido à falta de comunicação e 
integração das ações realizadas pelos profissionais. É importante que 
o trabalho seja bem coordenado, com interação dos membros da 
equipe, buscando a resolutividade.
PARA REFLETIR!
18
https://pensesus.fiocruz.br/integralidade
https://youtu.be/t9fLYCy9OB8?si=ZgtkG6sLhxmRh6UV
https://youtu.be/t9fLYCy9OB8?si=ZgtkG6sLhxmRh6UV
https://pensesus.fiocruz.br/integralidade
A integralidade do cuidado em saúdeé a garantia ao usuário de uma 
assistência à saúde que transcenda a prática curativa, contemplando o 
indivíduo em todos os níveis de atenção e considerando o sujeito inserido em 
um contexto social, familiar e cultural. 
Assim, a integralidade é a priorização de ações de promoção, prevenção e 
atenção à saúde nos diferentes níveis de Atenção à Saúde, articulando 
ações para o alcance das necessidades de cuidado, centradas no indivíduo, 
estabelecendo vínculos, acolhimento e proporcionando autonomia. É 
responsabilidade da equipe de saúde a coordenação do cuidado ao usuário, 
articulando a resolução de problemas e ações de saúde entre os diferentes 
serviços da Rede de Saúde, voltada para o alcance do objetivo comum. 
Isso deve ser realizado de maneira longitudinal, isto é, presumindo a 
existência contínua do cuidado por longos períodos, independentemente da 
presença de problemas específicos relacionados ao processo 
saúde-doença do indivíduo, ainda que esse esteja sob o cuidado de outros 
níveis de atenção especializados.
Afinal, o que é a integralidade 
do cuidado?
19
Ressalta-se que a eMulti valoriza o cuidado 
multidisciplinar e objetiva o atendimento e as ações 
em conjunto com as demais equipes de saúde que 
atuam na APS, além de ampliar o leque de práticas 
em saúde no território e ofertar um cuidado para a 
comunidade, melhorando o acompanhamento em 
saúde dos usuários e a resolubilidade do Sistema 
Único de Saúde (SUS). 
Nesse contexto, recomenda-se que haja uma integração entre as ações de 
Atenção Primária em Saúde e Vigilância em Saúde em que o(a) Agente 
Comunitário(a) de Saúde (ACS) trabalhe em conjunto com o(a) Agente de 
Combate às Endemias (ACE) e os demais membros da equipe 
Multiprofissional para a adequada identificação das necessidades de saúde 
da população e o planejamento das possíveis intervenções e ações de 
saúde para o indivíduo e a comunidade.
20
Veja, a seguir, quais são as 
diretrizes e os objetivos das 
equipes Multiprofissionais:
Facilitar o acesso.
Valorizar a Multiprofissionalidade e a Interprofissionalidade.
Propiciar a integridade.
Superar a fragmentação do cuidado.
Ampliar o escopo de práticas de cuidado.
Longitudinalidade do cuidado.
Aprimorar a resolutividade da APS.
Assistência, prevenção, promoção, vigilância e formação.
21
➢ Você já parou para pensar sobre a 
importância de sua atuação para o 
trabalho dos demais integrantes de sua 
equipe? 
➢ Como você poderia ampliar o potencial 
da sua equipe? 
➢ Quais saberes você poderia 
compartilhar com os membros da sua 
equipe? 
PARA REFLETIR!
Equipe Saúde da Família: deve ser composta 
minimamente por médico(a) (preferencialmente, da 
especialidade Medicina de Família e Comunidade), 
enfermeiro(a) (preferencialmente, especialista em 
Saúde da Família), técnicos/auxiliares de 
enfermagem e Agente Comunitário de Saúde. Outros 
profissionais, como Agente de Combate às Endemias 
e Equipe de Saúde Bucal, podem agregar essa 
equipe. 
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) apresenta alguns 
exemplos de equipes que podem ser formadas objetivando o 
impacto positivo na saúde da população, dentre as quais 
pode-se citar:
22
Equipe da Atenção Básica: deve ser composta 
minimamente por médico(a) (preferencialmente, da 
especialidade Medicina de Família e Comunidade), 
enfermeiro(a) (preferencialmente, especialista em 
Saúde da Família), técnicos/auxiliares de 
enfermagem. Outros profissionais, como dentistas, 
técnicos/auxiliares de Saúde Bucal, Agentes 
Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às 
Endemias, podem agregar essa equipe.
Equipe de Saúde Bucal: cirurgiões-dentistas e 
técnicos/auxiliares em Saúde Bucal.
Equipe de Consultório na Rua: equipe 
Multiprofissional com categorias variadas.
Equipe de Atenção Básica Prisional: equipe 
Multiprofissional com categorias variadas.
Equipe de Saúde Ribeirinha: equipe Multiprofissional 
com categorias variadas.
Equipe de Unidade Básica de Saúde Fluvial: equipe 
Multiprofissional com categorias variadas.
23
O Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) foi 
revogado pela Nota Técnica nº 3/2020 DESF/SAPS/MS, de 27 de janeiro de 
2020, e a Portaria GM/MS Nº 635, de 22 de maio de 2023, instituiu a 
modalidade de equipe Multiprofissional (eMulti) na Atenção Primária à 
Saúde, as quais são equipes de profissionais de saúde de diferentes áreas de 
conhecimento que atuam de maneira complementar e integrada à APS, 
sendo que sua atuação é corresponsável pela população e pelo território, 
em articulação intersetorial e com a Rede de Atenção à Saúde (RAS). 
As eMultis podem se vincular a todas as modalidades de equipes de APS, 
assim, cada equipe Multiprofissional pode estar integrada a uma ou mais 
equipes: 
❖ equipe de Saúde da Família; 
❖ equipe de Saúde da Família Ribeirinha; 
❖ equipe de Consultório na Rua;
❖ equipe de Atenção Primária;
❖ equipe de Unidade Básica de Saúde Fluvial.
Por sua vez, as equipes de APS só 
podem estar vinculadas a uma 
equipe Multiprofissional.
24
Veja como você, ACS ou ACE, pode atuar 
nas equipes Multiprofissionais:
Participando de reuniões da equipe, com 
trocas de saberes focadas na discussão de 
casos, na construção de projetos 
terapêuticos singulares e no planejamento 
de orientações de prevenção de agravos e 
promoção da saúde.
Compartilhando intervenções com usuários e 
suas famílias, respeitando a sua diversidade 
cultural, religiosa e os seus saberes, levando 
em consideração o território e a história de 
vida de cada um, de forma que o 
atendimento responda às necessidades de 
saúde da população.
25
Estimulando e desenvolvendo projetos de 
saúde no território, como: apoio a grupos 
diversos, ações de inclusão social, 
enfrentamento da violência e do racismo, 
impulso da equidade, entre outros.
Atuando na Educação Popular em Saúde, 
participando da organização do trabalho 
coletivo, incluindo o planejamento e a 
execução das ações interprofissionais e do 
Programa Saúde na Escola.
➢ Após ler as descrições acima, você consegue visualizar atividades 
em que esteja inserido(a) nas ações eMulti? 
➢ Como têm acontecido as ações da eMulti no seu território? 
Pense em outras formas de atuar na eMulti.
PARA REFLETIR!
Desenvolvendo ações comuns nos territórios 
de sua responsabilidade de forma articulada 
com as equipes de outros setores e/ou 
serviços.
26
02
INTERPROFISSIONALIDADE
No Brasil, o trabalho em equipe é uma estratégia de cuidado que permeia o 
Sistema Único de Saúde (SUS), em especial na Atenção Primária em Saúde 
(APS). 
Ele é multidimensional e engloba aspectos biológicos, psicológicos, sociais, 
políticos, econômicos e culturais. Na APS, a Estratégia Saúde da Família (ESF) 
busca o desenvolvimento de ações, em que o usuário, a família e a 
comunidade são o centro do processo de cuidado, exigindo, assim, uma 
intrínseca interação entre as diferentes categorias profissionais que 
compõem as equipes de saúde.
Ao revisitar o conceito de trabalho em equipe 
Multiprofissional, percebe-se que há a 
necessidade de uma interação e uma 
integração mais abrangente entre os 
profissionais à medida em que se trabalha na 
perspectiva de um trabalho coletivo com 
interações e foco na resolutividade em saúde 
(Peduzzi et al., 2020). 
28
29
Assim, entende-se que os trabalhos em equipe Multiprofissional e 
Interprofissional, possuem definições distintas. No trabalho multiprofissional, 
a equipe é constituída por diferentes categorias profissionais, com atuação 
paralela e conjunta e com interação mínima entre os seus membros. 
Por sua vez, o trabalho interprofissional também é constituído por diferentes 
categorias profissionais, mas, aqui, há o compartilhamento de objetivos, o 
desenvolvimento de identidade de equipe e a busca constante pela 
intrínseca interação entre os seus membros, considerando o caráter 
complexo e dinâmico das necessidadesde saúde do indivíduo, da família e 
da comunidade, sendo a comunicação um exercício contínuo na 
consolidação das atividades planejadas (Agreli; Peduzzi; Silva, 2017; D'amour, 
2005).
A Interprofissionalidade propõe a colaboração como um 
potente diferencial no trabalho em equipe.
Um(a) médico(a), um(a) enfermeiro(a) e um(a) Agente Comunitário(a) de 
Saúde planejando a medicação e os cuidados de um paciente com Diabetes 
Mellitus e com uma Úlcera no pé esquerdo, com um objetivo em comum, 
colaboração e comunicação.
EXEMPLO 1
Assim, a Interprofissionalidade pode 
ser definida como: profissionais de 
duas ou mais profissões que estejam 
aprendendo ou trabalhando juntos e 
interagindo entre si. 
Os papéis e as competências, com 
frequência, se sobrepõem.
Um(a) sanitarista, um(a) enfermeiro(a), um(a) médico(a) veterinário(a) e 
um(a) Agente de Combate às Endemias atuando de forma interativa e 
colaborativa com o propósito explícito de planejar ações de Educação 
Popular em Saúde em um território sem saneamento básico.
EXEMPLO 2
30
A PNAB estimula a formação de equipes Multiprofissionais, mas o trabalho 
em saúde (atual e futuro) é extremamente desafiador, uma vez que o 
avanço do envelhecimento populacional e a complexidade dos problemas 
de saúde carecem de ações de grande efetividade e resolutividade. 
Devido a essa crescente complexidade dos problemas de saúde e das 
necessidades da sociedade, faz-se necessário o desenvolvimento de um 
trabalho mais articulado e integrado (interprofissional), ampliando a 
perspectiva do cuidado em saúde (Barros; Spadacio; Costa, 2018). 
Assim, o trabalho multiprofissional pode evoluir para um trabalho 
interprofissional, em que ocorre uma verdadeira interação e colaboração 
entre os membros da equipe em busca de um objetivo comum. 
Há de se integrar ações de prevenção de agravos em saúde, promoção, 
recuperação e reabilitação da saúde, respeitando e contemplando as 
articulações interprofissionais e intersetoriais na Rede de Atenção à Saúde, 
incluindo o usuário e sua família nas decisões em saúde.
31
Teoria na prática
Dona Joana (aposentada, 70 anos de 
idade, mora com um sobrinho de 30 
anos de idade há 01 ano e possui 
Diabetes Mellitus Tipo 2 e cinco gatos) foi 
na UBS (por indicação do seu ACS e ACE) 
em uma tarde ensolarada de 
segunda-feira para uma reavaliação do 
tratamento para Asma e o diagnóstico 
de uma possível Desnutrição.
Nessa tarde, ela foi, primeiramente, 
atendida pelo enfermeiro, em seguida, 
pelo médico, depois, pelo nutricionista e, 
por último, foi até o farmacêutico para 
pegar suas medicações. Esse tipo de 
atendimento pode ser considerado 
multiprofissional, uma vez que diferentes 
categorias profissionais foram 
responsáveis pelo atendimento, pela 
avaliação e pela orientação de saúde 
para a Dona Joana, certo?
O trabalho multiprofissional é um 
princípio para a organização e o trabalho 
da APS/Vigilância em Saúde no Brasil.
32
Teoria na prática
Porém, quando a equipe (o(a) enfermeiro(a), o(a) 
médico(a), o(a) nutricionista, o(a) 
farmacêutico(a), o(a) ACS e o(a) ACE) analisa o 
“caso” e define objetivos comuns, a partir do 
conhecimento que a equipe tem do perfil da Dona 
Joana, da sua família e da comunidade em que 
vive; quando compartilham responsabilidades e 
reconhecem o trabalho uns dos outros; quando 
constroem um ambiente/clima de trabalho de 
confiança, respeito e corresponsabilização; 
tem-se o trabalho em equipe Interprofissional, em 
que o cuidado em saúde é construído de forma 
responsável e participativa, levando em conta os 
aspectos biopsicossociais do usuário.
PARA REFLETIR!
Como você, ACS e/ou ACE, poderia contribuir na discussão 
do “caso” de Dona Joana?
33
De acordo com Reeves e Cols (2010), o trabalho interprofissional considera a 
articulação das ações e requer o reconhecimento da interdependência, bem 
como a interação dos profissionais envolvidos - o que pode ser expressado 
pelo nível de compartilhamento de valores, objetivos e identidade entre eles. 
O trabalho interprofissional é um modo de potencializar a capacidade de 
cada profissional e dos Sistemas para o desenvolvimento de um cuidado em 
saúde integrado e de forma coordenada, com uma prática colaborativa, 
dirigida à melhoria da qualidade e dos resultados em saúde (Barr, 2000). 
Além disso, o trabalho em equipe Interprofissional estimula mudanças no 
processo de trabalho da própria equipe por demandar a interação entre os 
profissionais envolvidos e por contribuir para ações intersetoriais.
34
A Interprofissionalidade tem mobilizado instituições de vários setores e vem 
crescendo constantemente, e a criação da Rede Regional de Educação 
Interprofissional das Américas (REIP) tem contribuído para essa expansão. 
A REIP é uma estratégia de articulação e cooperação técnica entre 
instituições de ensino, organizações profissionais, Ministério da Saúde e 
Ministério da Educação com o objetivo de promover a educação 
interprofissional e a prática colaborativa na Atenção à Saúde na região das 
Américas.
VOCÊ SABIA?
35
Agora que você compreende melhor a atuação multiprofissional e a 
Interprofissionalidade, é fundamental destacar que todos os profissionais da 
Atenção Primária à Saúde (APS) possuem atribuições tanto comuns quanto 
específicas, de acordo com suas qualificações.
Para você, ACS ou ACE, é essencial conhecer suas responsabilidades. Por isso, 
com base na Lei nº 11.350/2006 e suas alterações (Lei nº 13.595/2018 e 
Emenda Constitucional nº 120/2022), além do que foi discutido em Políticas 
de Saúde, confira, a seguir, suas principais atribuições.
36
Atribuições comuns dos(as) ACS e ACEs:
Realizar diagnóstico demográfico, social, cultural, ambiental, 
epidemiológico e sanitário do território em que atuam, 
contribuindo para o processo de territorialização e 
mapeamento da área de atuação da equipe.
Desenvolver atividades de promoção da saúde, de 
prevenção de doenças e agravos, em especial aqueles mais 
prevalentes no território, e de vigilância em saúde, por meio 
de visitas domiciliares regulares e de ações educativas 
individuais e coletivas na UBS, no domicílio e em outros 
espaços da comunidade, incluindo a investigação 
epidemiológica de casos suspeitos de doenças e agravos, 
junto a outros profissionais da equipe, quando necessário.
37
Realizar visitas domiciliares com periodicidade estabelecida 
no planejamento da equipe e conforme as necessidades de 
saúde da população para o monitoramento da situação das 
famílias e dos indivíduos do território, com especial atenção 
às pessoas com agravos e condições que necessitem de 
maior número de visitas domiciliares.
Identificar e registrar situações que interfiram no curso das 
doenças ou que tenham importância epidemiológica 
relacionada aos fatores ambientais, realizando, quando 
necessário, bloqueio de transmissão de doenças infecciosas 
e agravos.
Orientar a comunidade sobre sintomas, riscos e agentes 
transmissores de doenças e medidas de prevenção 
individual e coletiva.
Identificar casos suspeitos de doenças e agravos, 
encaminhar os usuários para a Unidade de Saúde de 
referência e registrar e comunicar o fato à autoridade de 
saúde responsável pelo território.
Informar e mobilizar a comunidade para desenvolver 
medidas simples de manejo ambiental e outras formas de 
intervenção no ambiente para o controle de vetores.
Conhecer o funcionamento das ações e dos serviços do seu 
território e orientar as pessoas quanto à utilização dos 
serviços de saúde disponíveis.
38
Estimular a participação da comunidade nas políticas 
públicas voltadas para a área da saúde.
Identificar parceiros e recursos na comunidade que possam 
potencializar ações intersetoriais de relevância para a 
promoção da qualidade de vida da população, como ações 
e Programas de Educação, Esporte e Lazer, Assistência Social, 
entre outros.
Exercer outrasfunções que lhes sejam atribuídas por 
legislação específica da categoria ou outra normativa 
instituída pelo gestor federal, municipal ou do Distrito 
Federal.
39
Executar ações de campo para pesquisa entomológica, 
malacológica ou coleta de reservatórios de doenças.
Realizar cadastramento e atualização da base de imóveis, 
para planejamento e definição de estratégias de prevenção, 
intervenção e controle de doenças, incluindo, dentre outros, 
o recenseamento de animais e o levantamento de índice 
amostral tecnicamente indicado.
Atribuições dos(as) ACEs:
Executar ações de controle de doenças utilizando as 
medidas de controle químico, biológico, manejo ambiental e 
outras ações de manejo integrado de vetores.
40
Realizar e manter atualizados os mapas, os croquis e o 
reconhecimento geográfico de seu território.
Executar ações de campo em projetos que visem avaliar 
novas metodologias de intervenção para prevenção e 
controle de doenças.
Exercer outras funções que lhes sejam atribuídas por 
legislação específica da categoria ou outra normativa 
instituída pelo gestor federal, municipal ou do Distrito 
Federal, conforme já mencionado.
41
Trabalhar com a adscrição de indivíduos e famílias em base 
geográfica definida e cadastrar todas as pessoas de sua 
área, mantendo os dados atualizados no Sistema de 
Informação da Atenção Básica vigente, utilizando-os de 
forma sistemática, com o apoio da equipe, para a análise da 
situação de saúde, considerando as características sociais, 
econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do 
território e priorizando as situações a serem acompanhadas 
no planejamento local.
Utilizar instrumentos para a coleta de informações que 
apoiem o diagnóstico demográfico e sociocultural da 
comunidade.
Atribuições dos(as) ACS:
42
Registrar, para fins de planejamento e acompanhamento 
das ações de saúde, os dados de nascimentos, óbitos, 
doenças e outros agravos à saúde, garantido o sigilo ético.
Desenvolver ações que busquem a integração entre a 
equipe de saúde e a população adscrita à UBS considerando 
as características e as finalidades do trabalho de 
acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou 
coletividades.
Informar os usuários sobre as datas e os horários de 
consultas e exames agendados.
Participar dos processos de regulação, a partir da Atenção 
Básica, para o acompanhamento das necessidades dos 
usuários no que diz respeito a agendamentos ou 
desistências de consultas e exames solicitados.
Exercer outras funções que lhes sejam atribuídas por 
legislação específica da categoria ou outra normativa 
instituída pelo gestor federal, municipal ou do Distrito 
Federal, conforme já mencionado.
43
#SAIBA MAIS
Clique aqui ou aponte a câmera de seu celular e 
escaneie o QR Code para saber mais sobre as 
atribuições dos demais membros da equipe, se 
aprofundar e conhecer, na íntegra, essa temática 
tão importante que é a Política Nacional de 
Atenção Básica (PNAB).
Por fim, consulte a Lei nº 13.595, de 05/01/2018. 
Compreender seus detalhes é muito importante 
para sua atuação profissional. Clique aqui ou 
aponte a câmera de seu celular e escaneie o QR 
Code.
44
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13595.htm
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13595.htm
INTERSETORIALIDADE 
EM SAÚDE
03
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um estado de 
completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência 
de doença ou enfermidade. Assim, para que a saúde seja alcançada, faz-se 
necessário um trabalho árduo, de forma articulada, com diferentes órgãos e 
setores. A essa interação, bem-sucedida, chamamos de Intersetorialidade.
A Intersetorialidade é um dos princípios da Política Nacional de Promoção 
da Saúde e pode ser entendida como uma articulação entre diferentes 
setores responsáveis por ações necessárias ao indivíduo/coletividade, 
unindo forças, construindo parcerias e somando recursos (financeiros e 
humanos), para se alcançar um objetivo comum. 
É uma estratégia primordial para a sustentação das políticas públicas, a qual 
se responsabiliza pela proposição e pelo fortalecimento de ações, planos, 
programas e projetos, uma vez que possibilita as melhorias nas condições 
de vida da população, indicando a necessidade de articulação intersetorial. 
A atuação em equipe está intimamente ligada ao trabalho intersetorial, 
proporcionando a integração e a efetivação do cuidado em saúde da 
população. Para que a rede de cuidados seja integral, é necessário que as 
ações sejam intersetoriais.
46
A Intersetorialidade deve ser instrumentalizada a partir da criação e/ou 
ampliação de Redes que convergem para um mesmo propósito e 
compromisso social, por meio das quais profissionais de saúde, órgãos e 
instituições públicas/privadas e organizações não governamentais (ONGs) 
interajam para a resolução de questões relacionadas à comunidade de um 
território e, juntos, planejem ações, avaliem resultados e reorientem as 
condutas, de forma dinâmica e integrada, dividindo a corresponsabilidade 
por todas as ações, que, por sua vez, pressupõem a realização de parcerias e 
a produção de impactos positivos nas condições de vida dos indivíduos, das 
famílias e da comunidade. 
Essa área da saúde é concebida como articuladora dos diferentes setores 
para a concretização da promoção, da prevenção e da recuperação da 
saúde, estando ligada ao princípio da integralidade. A Intersetorialidade, 
nesse contexto, tem se revestido, também, como estratégia profissional para 
a efetivação do cuidado em saúde (Figura 1, página 49, a seguir). 
47
Para a resolução dos problemas presentes na comunidade, cada um deve 
integrar o seu saber ao saber do outro, organizando e articulando, cada um 
com sua contribuição e com sua função, para formar um plano e montar 
estratégias para que todos possam alcançar um resultado esperado. 
É renunciar àquilo que eu planejo sozinho para planejar junto. É a 
contribuição de cada setor articulado com a qualidade de vida do indivíduo 
e da comunidade, em um panorama do conceito ampliado de saúde.
Para auxiliar no entendimento da Intersetorialidade, 
clique aqui ou aponte a câmera de seu celular e 
escaneie o QR Code para assistir ao vídeo sobre 
Políticas Públicas Intersetoriais.
48
https://www.youtube.com/watch?v=-CaptGhEbXA
https://www.youtube.com/watch?v=-CaptGhEbXA
Fonte: adaptado de GESUAS, 2024. Disponível em: 
https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-suas/. Acesso em: 24 fev. 2025.
Figura 1 
A Intersetorialidade dos Serviços
Serviços de Saúde Centros 
Comunitários
Ação Social ONGs
Educação Conselhos
Delegacias / Poder 
Judiciário
Secretarias: Meio 
Ambiente; 
Urbanismo; 
Educação; 
Planejamento; 
entre outras
Redes de Proteção
49
Cidadão / Comunidade
Teoria na prática
Durante uma visita domiciliar a uma 
gestante faltante em sua consulta de 
Pré-natal, a ACS Gerusa visualizou 
marcas vermelhas e roxas no rosto e 
no corpo dela, identificando se 
tratarem de Hematomas e Equimoses. 
Ao ser perguntada, a mulher 
responde que realmente apanhou do 
marido, por isso, faltou à consulta, 
mas não quer que ninguém saiba, 
argumentando que ele tem 
problemas com alcoolismo, mas que 
é uma boa pessoa e que já está tudo 
bem entre eles.
Também há crianças na casa, mas Gerusa já se certificou que elas não 
apresentam nenhuma marca. 
Você, ACS, é o elo entre a UBS e a comunidade, 
da mesma forma que você e sua equipe de 
saúde são o elo entre a comunidade e os demais 
setores necessários para a resolução de algum 
problema.
50
Teoria na prática
Dessa forma, o caso deve ser levado, imediatamente, para sua equipe para, 
juntos, abordarem e discutirem sobre ele. Essa situaçãoextrapola a atuação 
de sua equipe, podendo ser necessário o envolvimento de outros setores e 
órgãos, como: Rede de Proteção à Mulher em Situação de Violência, Rede de 
Proteção à Criança, Conselho Tutelar, Juizado da Infância e Juventude, 
Delegacia da Mulher, Centro de Referência Especializado em Assistência 
Social - CREAS, Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, Grupos de Alcoólicos 
Anônimos, entre outros parceiros que possam vir a auxiliar na resolução 
dessa situação e garantir a proteção e os direitos dessa mulher e das 
crianças, mas, também, o auxílio a esse marido, que pode não estar 
conseguindo se controlar com relação ao uso de álcool e à sua 
agressividade com sua família. 
51
Teoria na prática
Que tal outro exemplo?
O ACS Tião e a ACE Camila foram realizar algumas visitas pelo território para 
orientar a comunidade sobre a importância de não deixar água parada em 
utensílios, a fim de prevenir a proliferação do vetor da Dengue (mosquito 
fêmea Aedes aegypti). 
Ao avistar o portão aberto de uma residência na qual eles nunca 
conseguiam falar com ninguém, Tião correu para lá, junto com Camila, para 
aproveitar a oportunidade. Quando eles entraram no local, ficaram 
chocados com a quantidade de lixo que havia no quintal. Havia muito lixo 
(parecia uma montanha de tanto lixo), lixo reciclável e orgânico, além de 
muitas fezes de animais e um cheiro horrível. 
52
Teoria na prática
Para agravar ainda mais a situação, havia 2 crianças brincando em meio 
àquela quantidade enorme de lixo. Camila começou a conversar com os 
integrantes da casa e orientar sobre condições de higiene e a importância 
de um ambiente limpo para a saúde. Conversou, também, sobre as zoonoses 
(doenças que se transmitem dos animais para as pessoas) e o quanto 
situações semelhantes a essa atraem a presença de outros insetos e 
animais. 
Nessas condições, outras doenças e surtos podem surgir e se propagar, 
inclusive, por todo o território ao redor. Tião orientou, ainda, sobre a 
necessidade de autocuidado e de prevenção de doenças e argumentou 
sobre como as condições encontradas/visualizadas (acúmulo de lixo, além 
de diferentes objetos/animais) poderiam impactar no adoecimento das 
próprias crianças que ali viviam. 
Explicaram a necessidade de mais uma visita, juntamente com outros 
integrantes da equipe de saúde. Naquele mesmo dia, ao saírem da 
residência, Tião conversou com a enfermeira da Unidade Básica de Saúde, 
que convocou uma reunião extraordinária e, juntos, programaram uma nova 
visita ao domicílio, só que, agora, com toda equipe Multiprofissional da 
Estratégia Saúde da Família e da Vigilância em Saúde.
Esse caso evidencia os riscos à saúde, à 
segurança, ao meio ambiente, à sociedade, 
entre outros, que essa família está causando. 
53
Teoria na prática
As pessoas desse domicílio, os felinos que lá vivem, 
as famílias moradoras no entorno da residência, 
assim como toda comunidade ao redor, ficam 
vulneráveis devido a essa situação insalubre. 
Aqui também se extrapolará a atuação da equipe local de saúde e da 
Vigilância em Saúde, podendo ser necessário o envolvimento de outros 
setores e órgãos, como: Rede de Proteção de Animais, Rede de Proteção à 
Criança, Conselho Tutelar, Juizado da Infância e Juventude, Delegacia e/ou 
Secretaria do Meio Ambiente, Assistência Social (CREAS/CRAS), Centro de 
Atenção Psicossocial - CAPS, entre outros.
PARA REFLETIR!
Quando se trabalha a Intersetorialidade, busca-se uma maior 
capacidade de resoluções às necessidades do indivíduo, da família e 
da comunidade, bem como a adoção de uma perspectiva ampliada 
de saúde. Não há como falar de cuidado integral em saúde sem 
mencionar o envolvimento de diferentes atores e o quanto cada um 
deles é importante na construção da totalidade da assistência. Não 
há como falar em trabalho em equipe na busca da efetividade e da 
resolutividade em saúde sem pensar em Intersetorialidade.
54
Teoria na prática
Lembra-se do caso da Dona 
Joana?
Dona Joana (aposentada, 70 anos de 
idade, mora com um sobrinho de 30 anos 
de idade há 01 ano e possui Diabetes 
Mellitus Tipo 2 e cinco gatos), que foi na UBS 
(instruída pelo seu ACS e ACE) em uma 
tarde ensolarada de segunda-feira para 
uma reavaliação do tratamento para Asma 
e o diagnóstico de uma possível 
Desnutrição. 
O ACE e o ACS relataram para a Equipe que, em visita domiciliar e conversa 
com vizinhos, detectaram que Dona Joana mora em uma rua sem esgoto, 
com alta taxa de lixo na rua e que está apresentando dificuldades para se 
alimentar, pois não consegue acesso à sua aposentadoria há, 
aproximadamente, 10 meses. 
Além disso, o vizinho reclamou do odor forte que vem do quintal de Dona 
Joana, assim como uma crescente circulação de gatos pelo local. 
55
Teoria na prática
Assim, para que o cuidado em saúde de Dona Joana seja realizado de forma 
interprofissional, é preciso que a equipe se reúna para debater o caso, para, 
em conjunto, definir objetivos comuns, a partir do conhecimento que a 
equipe tem do perfil dela, da família e do território, além de compartilhar 
responsabilidades, com foco na atenção às necessidades da Dona Joana, e 
não no serviço ou nas profissões – postura essa reconhecida como Atenção 
Centrada no Paciente (ACP). 
➢ Nesse cenário, você consegue identificar que 
apenas o atendimento na UBS não será suficiente 
para cuidar da saúde de Dona Joana? 
➢ Você identifica a necessidade da interação e 
integração entre a saúde, a vigilância em saúde e 
o setor social? 
➢ Você percebe que é importante a ação 
interprofissional e intersetorial? 
➢ Você percebe a importância do seu trabalho 
como ACE ou ACE no cuidado da saúde de Dona 
Joana?
56
Quando se trabalha a Intersetorialidade, busca-se uma maior capacidade 
de resoluções às necessidades da comunidade. É imprescindível para os 
determinantes sociais do processo saúde-doença que tenhamos a ciência 
de que ninguém faz saúde sozinho, de que a adoção de uma perspectiva 
ampliada de saúde é necessária para a qualidade das ações, além da 
consciência de que tudo passará por outros setores, por outros olhares e 
outras qualificações profissionais, visto que muitos problemas não podem 
ser resolvidos exclusivamente no âmbito da Atenção Primária, e, dessa 
forma, concretizar a visão que enxerga o indivíduo como um todo. 
Além da inter-relação entre diferentes órgãos para a integralidade da 
assistência, é indispensável elencar a participação das equipes que realizam 
esse trabalho. Não há como falar de cuidado integral em saúde sem 
mencionar o envolvimento de diferentes atores e o quanto cada um é 
importante na construção da totalidade da assistência.
57
PARA REFLETIR!
Você, enquanto ACS ou ACE, possui um papel importante nas ações 
intersetoriais para a promoção da saúde e prevenção de agravos.
Você consegue lembrar/identificar 
situações que envolveram a 
Intersetorialidade na sua prática de 
trabalho? 
Discuta com um(a) colega sobre a importância da Intersetorialidade no 
cuidado em saúde.
Você já percebeu a necessidade de relação 
entre diferentes setores para a resolução 
de um determinado problema no território 
e o quanto isso busca atingir a 
integralidade do cuidado? 
 
Isto é INTERSETORIALIDADE. 
58
04
FERRAMENTAS E ESTRATÉGIAS 
QUE FAVORECEM O TRABALHO 
MULTIPROFISSIONAL E A 
INTERPROFISSIONALIDADE
Agora que você já entendeu a importância do trabalho 
multiprofissional, da Interprofissionalidade e da 
Intersetorialidade para a garantia da integralidade do 
cuidado, que tal conhecer algumas 
estratégias/ferramentas que apoiam e orientam a 
organização do trabalho das equipes de saúde, 
favorecendo a construção compartilhada das ações e o 
trabalho coletivo?
60
O Projeto de Saúde no Território (PST) é realizado por meio de uma discussão 
coletiva das equipes de saúde com a comunidade, as lideranças locais e 
outros sujeitos estratégicos.Essa é uma discussão sobre as prioridades e as 
necessidades em saúde do território, bem como sobre seus determinantes 
sociais. A discussão também envolve refletir sobre as ações e as formas de 
intervir nos problemas (BRASIL, 2010).
Veja o infográfico a seguir e conheça um pouco mais sobre o Projeto de 
Saúde no Território e seus momentos: 
Projeto de Saúde no Território 
(PST)
Vamos começar com o Projeto de 
Saúde no Território (PST)!
▪ Você já ouviu falar ou já utilizou o PST 
em seu trabalho na Atenção Primária 
em Saúde? 
O PST tem como objetivo desenvolver 
ações para qualificação do cuidado, 
produção de saúde nos territórios, 
qualidade de vida e autonomia de 
sujeitos e comunidades.
61
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde, 2009, 160 p.
Figura 2 – Projeto de Saúde no Território
62
Enquanto no Projeto de Saúde no Território o foco é um problema 
identificado no território, no Projeto Terapêutico Singular, a equipe vai 
trabalhar com um problema de saúde de uma pessoa. 
Exemplificando: um surto de Dengue em uma determinada região de um 
bairro é um problema de território. Aqui, utilizaremos o PST - Projeto Saúde 
no Território. 
Agora, um paciente que recebeu alta após ter sido internado no hospital e 
retornou ao seu domicílio acamado, com dispositivos, como sonda 
nasogástrica para se alimentar, sonda vesical de demora para poder urinar, 
colostomia para poder evacuar, úlcera por pressão em sua pele, entre 
outros, e seus familiares não têm ideia de como lidar com tudo isso. Nesse 
caso, utilizaremos o PTS - Projeto Terapêutico Singular para tratar dos 
problemas específicos deste usuário. 
Projeto Terapêutico Singular 
(PTS)
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) se 
assemelha ao Projeto de Saúde no 
Território (PST) e é elaborado a partir de 
uma reunião para a discussão e 
construção coletiva de um conjunto de 
propostas de ações e condutas 
terapêuticas a serem realizadas por uma 
equipe multiprofissional que atue de 
forma interprofissional, incluindo, nesse 
processo, o usuário ou a família que será 
objeto do PTS.
63
O PTS é utilizado, geralmente, para aqueles casos mais difíceis de serem 
resolvidos, aqueles em que a equipe já tentou, de diferentes formas, 
encontrar alguma solução, mas não conseguiu. 
O projeto considera a singularidade e as diferenças, por meio da 
participação de cada pessoa e coletivo envolvidos no PTS, por isso, é 
chamado de singular. Ele tem como etapas: 
Etapa diagnóstica: quando toda a equipe se reúne e 
troca informações sobre aspectos orgânicos, físicos, 
psicológicos e sociais que possibilitem identificar riscos, 
vulnerabilidades, recursos e alternativas do usuário. 
Deve conter uma avaliação holística do sujeito, 
compreendendo o conceito ampliado de saúde e 
respeitando a singularidade de cada um. 
Definição de metas: definição de metas com propostas 
de ações de curto, médio e longo prazo e que devem 
ser negociadas e pactuadas com a pessoa para a qual 
o projeto está sendo pensado, a fim de estimular uma 
corresponsabilidade e melhor adesão. Nesse momento, 
é importante identificar quem na equipe possui maior 
vinculação com o usuário para que seja ela a fazer o 
contato.
Definição de responsabilidades: de forma clara, 
simples e objetiva, é imprescindível definir as tarefas 
que cada membro, ou pequenos grupos, realizará. 
Avaliação: é o momento de rediscutir o caso e reavaliar 
todas as ações desenvolvidas, se houve o alcance de 
cada objetivo, o êxito no desenvolvimento do 
planejamento, se continuarão realizando os mesmos 
processos ou se deve haver correções de rumo ou 
mudança das ações e tarefas.
1
3
2
4
64
Para saber mais sobre o Projeto Terapêutico Singular, leia o material 
elaborado pelo Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização: Clínica 
ampliada, equipe de referência e projeto terapêutico singular.
#SAIBA MAIS
Clique aqui ou aponte a câmera de seu celular e 
escaneie o QR Code para acessar o material.
65
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_2ed.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_2ed.pdf
Essas reuniões devem ser utilizadas como um momento de planejamento 
coletivo, de avaliação das ações, de discussão de casos e de espaço de 
educação permanente para a elaboração do Projeto Terapêutico Singular ou 
do Projeto de Saúde do Território, como vimos no exemplo da equipe de 
Gerusa e de Camila com Tião. Da mesma forma, elas devem servir para 
discussão e resolução de questões relacionadas ao processo de trabalho e 
aos problemas/questões administrativas da Unidade de Saúde, para ações 
que devem ser coordenadas e/ou planejadas intersetorialmente, entre 
outros aspectos.
Reunião de equipe
A reunião de equipe é um importante 
espaço de encontro entre os 
trabalhadores da equipe de saúde e 
das equipes de saúde que atuam em 
uma Unidade. Nela, é possível 
compartilhar ideias, conhecimentos, 
problemas e soluções para as 
necessidades de saúde das pessoas, 
das famílias e da comunidade. 
A frequência das reuniões deve ser 
pactuada entre as equipes e a 
gestão da Unidade e do município, 
podendo ocorrer de forma semanal, 
quinzenal ou mensal, a depender da 
organização da equipe, do tempo de 
atuação, do período e das 
necessidades.
66
A equipe que está realizando a visita deve aproveitar o momento para 
identificar outros agravos ou suspeitas de doenças; identificar situações de 
importância epidemiológica e realizar ações de educação em saúde para a 
promoção da saúde e prevenção de doenças (Brasil, 2018).
Visita domiciliar
A visita domiciliar é uma importante 
ferramenta para o trabalho da APS, 
para a integração com a Vigilância em 
Saúde, para o trabalho do(a) ACS e 
do(a) ACE e desses com os demais 
trabalhadores da equipe. 
Além das visitas regulares, realizadas 
pelos(as) ACS e/ou ACE, aquelas que 
demandam a presença de outro(s) 
trabalhador(es) devem ser realizadas 
de acordo com a necessidade de saúde 
das pessoas e podem ter como objetivo 
o monitoramento da situação das 
famílias e dos indivíduos do território, 
com especial atenção às pessoas com 
agravos e condições que necessitem 
de maior cuidado (Brasil, 2018).
67
É por meio da visita domiciliar que se pode entender melhor a dinâmica 
familiar, conhecer o exato contexto de vida do indivíduo, reconhecer as 
vulnerabilidades, além de outros fatores importantes e relevantes que 
podem ser identificados nesse momento. 
A visita domiciliar facilita, também, o processo de planejamento da 
assistência, pois permite ao profissional observar e analisar as condições e 
os recursos disponíveis na residência e no meio ambiente em que vive (ex.: 
saneamento básico, coleta de lixo, presença de domicílio próximo de rios ou 
lagos, entre outros). 
Portanto, a visita domiciliar deve compreender um conjunto de ações 
sistematizadas, que se iniciam antes da ida ao domicílio e continuam após 
esse ato, e requer o uso de técnicas de entrevista e observação, além da 
adequada compreensão da sequência de planejamento, execução, registro 
de dados e avaliação do processo.
68
Planejamento da visita domiciliar: inicia-se com a seleção das 
visitas e serem realizadas, considerando o itinerário, o tempo 
aproximado disponível a ser gasto na residência e o horário 
disponível dos membros da equipe e do usuário. Sempre que 
possível, iniciar as visitas por aqueles domicílios em que será 
demandado um maior tempo da equipe de saúde. Em seguida, 
deve-se realizar a compreensão da realidade de vida do usuário, 
por meio da consulta em seu prontuário multiprofissional, além 
da troca de informação com outros profissionais que já tiveram 
contato com algum membro da família. Em seguida, é preciso 
estabelecer os objetos da visita, que irão orientar a revisão de 
conhecimentos necessários para embasar os procedimentos a 
serem executados nela, com ênfase na entrevista e naobservação em domicílio.
Execução da visita domiciliar: alguns cuidados devem ser 
observados pela equipe de profissionais durante a visita a fim de 
evitar o desvio de finalidade, como adaptar um plano de visita 
domiciliar no caso de intercorrências durante o processo para 
evitar que os objetivos não sejam alcançados; ao chegar ao 
domicílio, todos os membros da equipe Multiprofissional devem 
se identificar (com nome e função) e verbalizar, de maneira 
clara, os objetivos da visita; destacar o caráter sigiloso dos 
registros realizados na residência; realizar a observação 
sistemática da dinâmica familiar e, ao término da visita, resgatar 
os objetivos predefinidos, fazendo uma síntese do que foi 
realizado, se houve alguma intervenção, orientação ou 
procedimento para o usuário/família. 
Observe as etapas da visita 
domiciliar:
69
Relatório da visita domiciliar: o relatório é essencial para 
que as informações coletadas, por meio da entrevista e 
observação, sejam compartilhadas com os demais 
membros da equipe Multidisciplinar, subsidiando a 
continuidade da assistência. Esse relatório deve ser claro, 
objetivo, ter uma sequência lógica, conter todas as 
informações que foram coletadas e a justificativa das 
informações que não foi possível conseguir e conter as 
observações e as intervenções realizadas. É importante, 
também, que se anote os aspectos que precisarão ser mais 
bem explorados nas próximas visitas. 
Avaliação do processo de visita: a avaliação da visita 
domiciliar poderá ser feita por meio de questionamentos em 
relação aos procedimentos realizados após o término. 
Exemplo: os objetivos propostos foram alcançados? O 
preparo para a realização da atividade foi adequado? O 
tempo estimado foi cumprido? Fomos efetivos na resolução 
de intercorrências?
É importante que essa avaliação seja anotada para que seja 
o ponto de partida das próximas visitas. 
70
Deve-se ter atenção para evitar a repetição de temas e de assuntos ao se 
realizar grupos específicos para um agravo, como grupos de pessoas com 
Hipertensão ou grupos de gestantes, tornando, assim, a escuta para as 
necessidades, os desejos e as curiosidades das pessoas que estão 
participando uma etapa essencial para a vinculação e continuidade dos 
grupos. 
A participação de todos os trabalhadores da Unidade de Saúde, em algum 
momento, é importante e estratégica para a ampliação do olhar sobre as 
situações que serão discutidas, e todos devem se envolver no planejamento, 
na realização e na avaliação da atividade. 
Atividades em grupo na 
Unidade e/ou na comunidade 
As atividades em grupo para ações 
de educação em saúde podem ser 
realizadas para a discussão de 
diferentes temas, com uma 
composição também diversa, e 
têm, entre seus objetivos, a 
qualificação, a troca de saberes, o 
compartilhamento de experiências, 
a formação de redes de apoio, a 
construção compartilhada de 
conhecimento e de resoluções para 
problemas de saúde e a ampliação 
da participação popular e da 
autonomia das pessoas em seu 
processo de cuidar e vivenciar o 
processo saúde-doença.
71
05
RETROSPECTIVA
Percorremos mais essa etapa em seu percurso formativo com sucesso. 
Esperamos que você, Agente de Saúde, prossiga ainda mais capacitado(a) 
para o desenvolvimento de suas atribuições em seu território de atuação, 
tomando como base os conhecimentos adquiridos e aprimorados acerca da 
necessidade da atuação multiprofissional, do trabalho em equipe 
interprofissional e das ações intersetoriais, para a integralidade do cuidado, 
com qualidade, efetividade e segurança. 
Que a temática apreendida aqui seja parte rotineira do seu processo de 
trabalho e que você continue construindo novos conhecimentos, 
multiplicando saberes e favorecendo a promoção da saúde em sua 
comunidade de atuação. Tenha sempre em mente que:
“Quando 
trabalhamos 
juntos, vamos 
mais longe”
Até breve! 73
06
REFERÊNCIAS
Referências bibliográficas
AGRELI, H. F.; PEDUZZI, M.; SILVA, M. C. Atenção centrada no paciente na prática 
interprofissional colaborativa. Inter. Com. Saúde. Edu. São Paulo, 2017 maio 
20(59):905-916. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/icse/a/sXhwQWKsZGzrQqT4tDryCXC/. Acesso em: 19 
mar. 2025.
ARAUJO, M. B. S.; ROCHA, P. M. Trabalho em equipe: um desafio para a 
consolidação da estratégia de saúde da família. Ciência saúde coletiva.  v. 
12, n. 2, p. 455-464,  2007. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/csc/a/vgK3yjGm6fBBxnXj6XZHzzq/abstract/?lang=pt. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
BARR, H. Cultivating Collaboration Wordwide. London: CAIPE: 2000.
BARROS, N. F.; SPADACIO, C.; COSTA, M. V. Trabalho interprofissional e as 
Práticas Integrativas e Complementares no contexto da Atenção Primária à 
Saúde: potenciais e desafios. Saúde Debate. v. 42, p. 163-173, 2018. Disponível 
em: https://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/563/1520. Acesso 
em: 19 mar. 2025.
BISPO JÚNIOR, J. P.; ALMEIDA, E. R. Equipes multiprofissionais (eMulti): 
potencialidades e desafios para a ampliação da atenção à saúde no Brasil. 
Cad. Saúde Pública, 2023; 39(10):e00120123. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/csp/a/Vc9wbm9xLKqTKRScJwBym5d/?format=pdf&la
ng=pt. Acesso em: 19 mar. 2025.
BRASIL. Lei n. 13.595, de 5 de janeiro de 2018. Altera a Lei n. 11350, de 5 de 
outubro de 2006, que dispõe sobre as atividades de Agente Comunitário de 
Saúde e de Agente de Combate às Endemias. Diário Oficial da União: seção 1, 
Brasília, DF, ano 155, n. 5, p. 1-2, 8 jan. 2018. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13595.htm. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia Política Nacional de Atenção Básica - 
Módulo 1: Integração Atenção Básica e Vigilância em Saúde. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2018. 68 p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_politica_nacional_atenc
ao_basica_integracao_atencao_basica_vigilancia_saude_modulo_1.pdf. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 2.436, de 21 de setembro de 
2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão 
de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema 
Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União, 2017. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.ht
ml. Acesso em: 19 mar. 2025.
75
https://www.scielo.br/j/icse/a/sXhwQWKsZGzrQqT4tDryCXC/
https://www.scielo.br/j/csc/a/vgK3yjGm6fBBxnXj6XZHzzq/abstract/?lang=pt
https://revista.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/563/1520
https://www.scielo.br/j/csp/a/Vc9wbm9xLKqTKRScJwBym5d/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/csp/a/Vc9wbm9xLKqTKRScJwBym5d/?format=pdf&lang=pt
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13595.htm
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_politica_nacional_atencao_basica_integracao_atencao_basica_vigilancia_saude_modulo_1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_politica_nacional_atencao_basica_integracao_atencao_basica_vigilancia_saude_modulo_1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 635, de 22 de maio de 2023. 
Institui, define e cria incentivo financeiro federal de implantação, custeio e 
desempenho para as modalidades de equipes multiprofissionais na atenção 
primária à saúde. Diário Oficial da União, 2023; 23 may. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0635_22_05_2023.
html. Acesso em: 19 mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento 
de Atenção Básica. Saúde na escola / Ministério da Saúde, Secretaria de 
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Saúde na Escola. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 96 p. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_24.pdf. Acesso em: 19 mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional 
de Humanização. Atenção Básica. Cadernos HumanizaSUS, Série B., v. 2, 
Brasília, DF, 2010, 256p. Disponível em 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_humanizasus_atenc
ao_basica.pdf. Acesso em: 19 mar. 2025.
BRASIL. Nota Técnica Nº 3/2020 - DESF/SAPS/MS. 2020. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/previne-brasil/legislaca
o/legislacao-especifica/programa-previne-brasil/2020/nt_nasf-ab_previne
_brasil.pdf/view. Acesso em: 19 mar. 2025.
CARDOSO, C. G.; HENNINGTON, E. A. Trabalho em equipe e reuniões 
multiprofissionais de saúde: uma construção à espera pelos sujeitos da 
mudança. Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 9, supl.1, p. 85-112, 2011. 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/tes/a/YS6JT5hmc8YtsgGhfFYzN5S/. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
COLOMÉ, I. C. S.; LIMA, M. A. D. S.; DAVIS, R. Visão de enfermeiras sobre as 
articulações das ações de saúde entre profissionais de equipes de saúde da 
família. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 
256-261, 2008. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/ZSgF3xxTnqP6565qRTmNMMp/. Acesso em: 
19 mar. 2025.
D'AMOUR D.; FERRADA-VIDELA M.; SAN MARTIN RODRIGUEZ L.; Beaulieu M. D. The 
conceptual basis for interprofessional collaboration: core concepts and 
theoretical frameworks. J. Interprof. Care. London. 2005 jul 19(sup1):116-131. 
Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16096150/. Acesso em: 19 
mar. 2025.
76
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0635_22_05_2023.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt0635_22_05_2023.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_24.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_24.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_humanizasus_atencao_basica.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_humanizasus_atencao_basica.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/previne-brasil/legislacao/legislacao-especifica/programa-previne-brasil/2020/nt_nasf-ab_previne_brasil.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/previne-brasil/legislacao/legislacao-especifica/programa-previne-brasil/2020/nt_nasf-ab_previne_brasil.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/previne-brasil/legislacao/legislacao-especifica/programa-previne-brasil/2020/nt_nasf-ab_previne_brasil.pdf/view
https://www.scielo.br/j/tes/a/YS6JT5hmc8YtsgGhfFYzN5S/
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/ZSgF3xxTnqP6565qRTmNMMp/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16096150/
Referências bibliográficas
GELBCKE, F. L.; MATOS, E.; SALLUM, N. C. Desafios para a integração 
multiprofissional e interdisciplinar. Revista Tempus Actas de Saúde Coletiva 
[Internet]. v.6, n.4, p.31-9. 2012. Disponível em: 
https://tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/1202/1087. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
PEDUZZI, M. AGRELI, H.F; SILVA, J.A.M.; SOUZA, H.S. Trabalho em equipe: uma 
revista ao conceito e a seus desdobramentos no trabalho interprofissional. 
Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/tes/a/RLtz36Ng9sNLHknn6hLBQvr/?format=pdf&lang=
pt. Acesso em: 19 mar. 2025.
PEDUZZI, M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. Revista de 
Saúde Pública, 35(1): 103-109, 2001. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/rsp/a/PM8YPvMJLQ4y49Vxj6M7yzt/?format=pdf&lang
=pt. Acesso em: 19 mar. 2025.
PEDUZZI, M. Trabalho em equipe de saúde no horizonte normativo da 
integralidade, do cuidado e da democratização das relações de trabalho. In: 
PINHEIRO, R.; BARROS, M. E. B.; MATTOS, R. A. (org.). Trabalho em equipe sob o 
eixo da integralidade: valores, saberes e práticas. Rio de Janeiro: IMS/UERJ: 
CEPESC: ABRASCO, 2010. Disponível em: 
https://lappis.org.br/site/wp-content/uploads/2017/12/Trabalho-em-Equipe-
sob-o-eixo-da-Integralidade-Valores-Saberes-e-Pr%C3%A1ticas.pdf. Acesso 
em: 19 mar. 2025.
PEDUZZI, M.; AGRELI, H. F. Trabalho em equipe e prática colaborativa na 
Atenção Primária à Saúde. Interface comunicação saúde educação 
(Botucatu). vol.22 supl.2 p.1525- 34, 2018. Disponível em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-328320180006
01525. Acesso em: 19 mar. 2025.
QUIRINO, T. R. L.; JUCA, A. L.; ROCHA, L. P.; CRUZ, M. S. S.; VIEIRA, S. G. et al. "A visita 
domiciliar como estratégia de cuidado em saúde: reflexões a partir dos 
Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica." Sustinere - 
Revista de Saúde e Educação, vol. 8, no. 1, Jan.-Jun 2020, pp. 253+. Disponível 
em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/sustinere/article/view/50869/34330. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
REEVES, S.; LEWIN, S.; ESPIN, S.; ZAWARENTEINS, M. Interprofessional teamwork for 
health and social care. Oxford: Wiley-Blackwell, 2010. Disponível em: 
https://tcsc-indonesia.org/wp-content/uploads/2012/11/ebooksclub.org__Int
erprofessional_Teamwork_in_Health_and_Social_Care__Promoting_Partne
rship_for_Health_.pdf. Acesso em: 19 mar. 2025.
77
https://tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/1202/1087
https://www.scielo.br/j/tes/a/RLtz36Ng9sNLHknn6hLBQvr/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/tes/a/RLtz36Ng9sNLHknn6hLBQvr/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/rsp/a/PM8YPvMJLQ4y49Vxj6M7yzt/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/rsp/a/PM8YPvMJLQ4y49Vxj6M7yzt/?format=pdf&lang=pt
https://lappis.org.br/site/wp-content/uploads/2017/12/Trabalho-em-Equipe-sob-o-eixo-da-Integralidade-Valores-Saberes-e-Pr%C3%A1ticas.pdf
https://lappis.org.br/site/wp-content/uploads/2017/12/Trabalho-em-Equipe-sob-o-eixo-da-Integralidade-Valores-Saberes-e-Pr%C3%A1ticas.pdf
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832018000601525
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832018000601525
https://www.e-publicacoes.uerj.br/sustinere/article/view/50869/34330
https://tcsc-indonesia.org/wp-content/uploads/2012/11/ebooksclub.org__Interprofessional_Teamwork_in_Health_and_Social_Care__Promoting_Partnership_for_Health_.pdf
https://tcsc-indonesia.org/wp-content/uploads/2012/11/ebooksclub.org__Interprofessional_Teamwork_in_Health_and_Social_Care__Promoting_Partnership_for_Health_.pdf
https://tcsc-indonesia.org/wp-content/uploads/2012/11/ebooksclub.org__Interprofessional_Teamwork_in_Health_and_Social_Care__Promoting_Partnership_for_Health_.pdf
Referências bibliográficas
SOUSA, M. F. A reconstrução da saúde da família no Brasil: diversidade e 
incompletude. In: SOUSA, M.F.; FRANCO, M.S.; MENDONÇA, A.V.M. (org.). Saúde 
da família nos municípios brasileiros: os reflexos dos 20 anos no espelho do 
futuro. Campinas: Saberes Editora, 2014. p. 40-76.
78
Conte-nos o que pensa sobre
esta publicação. Clique aqui
e responda à pesquisa.
Vídeos
Ministério da Saúde. Você conhece os três princípios do #SUS? Youtube, 
2024. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t9fLYCy9OB8. 
Acesso em: 19 mar. 2025.
UnBTV. Diálogos: Políticas Públicas Intersetoriais. Youtube, 2017. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=-CaptGhEbXA. Acesso em: 19 mar. 2025.
79
https://customervoice.microsoft.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBcuyUSjBpEtCq8T0cY9k8jBUN0NRS0FYWVhDWjBKT1FUUUM5OFRLOVNPMS4u
https://www.youtube.com/watch?v=t9fLYCy9OB8
https://www.youtube.com/watch?v=-CaptGhEbXA
Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
bvsms.saude.gov.br

Mais conteúdos dessa disciplina