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FUNSERV Fundação da Seguridade Social dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba CARTILHA PREVIDENCIÁRIA Olá Servidor, É com muita satisfação que elaboramos esta Cartilha Previdenciária, que tem como objetivo principal, colocar ao alcance de todos os Servidores Públicos de Sorocaba um instrumento básico de orientações, que possibilite uma consulta rápida e fácil, capaz de esclarecer dúvidas relativas aos Benefícios Previdenciários concedidos pela Funserv, aperfeiçoando a relação entre você servidor público e o Regime Próprio de Previdência do nosso Município. Para facilitar o entendimento, colocamos informações referentes à legislação vigente sobre a previdência e regras de aposentadoria e pensão por morte. A Funserv é uma das maiores conquistas do funcionalismo público municipal, pois pertence e é gerida por servidores, sendo responsável por sua Previdência e também por sua Assistência à Saúde, com tratamento digno e humanitário. Nossa Funserv assim resguarda o presente e prepara o futuro dos seus segurados. Diretoria Funserv Apresentação Diretoria Presidente – Fábio Salun Silva Diretor Adm. Financeiro e Vice- Presidente – Edgar Ap. Ferreira da Silva Diretora de Previdência e Assist. Social - Maria do Socorro S. Lima Conselheiros Administrativos Presidente: Silvana M. Siniscalco D.Chinelatto Conselheiros: MARIA DO SOCORRO SOUZA LIMA - Licenciada / Diretoria EDGAR AP. FERREIRA DA SILVA - Licenciado / Diretoria ADJALMA LUIZ ORSI GOMES FERREIRA ALEXANDRO PEREIRA DA SILVA AMANDA CRISTINA NUNES SCHIAVI ANA LÚCIA BITTENCOURT ROSA ANDRE AUGUSTO ANESIA DE MORAES ROSA ANTONIO SILVA AUREA ISCARO ANDRADE FABIO SALUN SILVA FERNANDA BRUGNEROTTO SOARES GÊMINA MARIA PIRES GILMAR EZEQUIEL DE SOUZA OLIVEIRA JEAN MICHEL MASCHETTO MARINS JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA JUNIOR LEILA REGINA OLIVEIRA CHINELATTO MARCO ANTONIO LEITE MASSARI MARILDA APARECIDA CORREA PAULO ANTONIO DE SOUSA MARQUEZ PAULO DE TARSO CESAR DA SILVA PEDRO DE OLIVEIRA ROSA RONALDO CAMILLO ROSA FONTES TULIO MARCUS PERFETTO WANDERLENE APARECIDA MARIANO LOPES CILSA REGINA G. SILVA – 1ª Suplente / Titular VANDA PINHEIRO – 2ª Suplente / Titular FRANCINE CASARE – 3ª Suplente MARIA VANUZA B. DOS SANTOS – 4ª Suplente ANA LAURA DE ALMEIDA – 5ª Suplente CLEBSON APARECIDO RIBEIRO – 6º Suplente Conselheiros Fiscais Presidente TATIANA MATUCCI CASAGRANDE Membros Titulares: JOSÉ MARCOS TRINDADE BRAZ JOSE DOS SANTOS MACIEL Membros Suplentes: DORIVAL DEL´OMO RÉGYLA LARISSA CABRAL MENDONÇA ROBERTA GLISLAINE AP. DA PENHA SEVERINO GUIMARÃES PEREIRA SUMÁRIO Apresentação ........................................................................................ 03 Diretoria e Conselhos ......................................................................... 04 Sumário ................................................................................................ 05 O que é o regime próprio de previdência............................................ 06 Funserv - Visão e Missão .................................................................... 07 Benefícios previdenciários .................................................................... 08 Aposentadoria por tempo de contribuição ......................................... 08 O que é abono permanência ................................................................ 09 Regra 1 – (Para os servidores admitidos no Serviço Público cargo efetivo até 15/12/1998) .............................................................. 10 Regra 2 – (Para os servidores admitidos no Serviço Público cargo efetivo até 16/12/1998) .............................................................. 11 Regra 3 - (Para os servidores admitidos no Serviço Público cargo efetivo até 31/12/2003) .............................................................. 12 APOSENTADORIA POR IDADE .................................................. 13 APOSENTADORIA COMPULSÓRIA ............................................. 14 APOSENTADORIA ESPECIAL ...................................................... 14 O que é perfil profissiográfico previdenciário- PPP .......................... 15 PENSÃO POR MORTE ......................................................................17 Orientações ............................................................................................ 18 Como solicitar homologação de CTC ‒ ............................................. 18 Gestão de Recursos Financeiros da Funserv ..................................... 19 Conheça o Comitê de Investimentos .................................................... 21 O QUE É REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA ? É um Órgão de Previdência com regime jurídico único e independente, que exerce um papel fundamental na manutenção da estabilidade social dos servidores públicos. É o seguro do servidor e dos seus dependentes diretos, garantindo a reposição da renda para o seu sustento e de sua família, nos casos de aposentadoria e pensão por morte. QUAL É A MISSÃO DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA ? Gerenciar, administrar e captalizar os recursos provenientes dos repasses financeiros, originários das contribuições por parte dos servidores públicos descontadas em folha de pagamento e também da parte patronal, ou seja, empregador no qual o servidor está vinculado (Prefeitura, SAAE, Câmara e FUNSERV). O Regime de Previdência dos Servidores Públicos, denominado Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) tem suas políticas elaboradas e executadas pelo Ministério da Previdência Social (MPS). Esse Regime, é compulsório para o servidor público do ente federativo que o tenha instituído, com teto e subtetos definidos pela Emenda Constitucional nº 41/2003. Excluem-se deste grupo os empregados das empresas públicas, os agentes políticos, servidores temporários e detentores de cargos de confiança, que são filiados obrigatórios ao Regime Geral (RGPS - INSS). Os Regimes Próprios são instituídos e organizados pelos respectivos entes federativos de acordo com as normas estabelecidas na Lei nº 9.717/98, que iniciou a regulamentação desses regimes. A partir da instituição do regime próprio, por lei, os servidores titulares de cargos efetivos são afastados do Regime Geral de Previdência Social – RGPS e passam a contribuir para o RPPS. A FUNSERV foi criada em 01 de março de 1993. Os servidores públicos titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios possuem direito a Regime Próprio de Previdência Social conforme está previsto no art. 40 da Constituição Federal, ou seja, é um regime previdenciário do servidor público. direitos aos Benefícios Previdenciários, Assistência Social e à Saúde, visando melhoria continua nos serviços e relacionamento com os servidores”. Nossa MISSÃO é “Administrar os recursos financeiros com eficiência e segurança, garantindo a qualidade e a continuidade dos Benefícios Previdenciários e de Assistência à Saúde dos servidores e de seus dependentes”. Benefícios Previdenciários A FUNSERV é a responsável pela concessão dos Benefícios Previdenciários dos servidores efetivos da Prefeitura, Câmara Municipal, SAAE e da própria FUNSERV sendo eles: 1. Aposentadoria 2. Pensão por Morte APOSENTADORIA Aposentadoria pode significar para muitos um período difícil e de tensão, principalmente no contexto da sociedade em que vivemos. Interromper um fluxo de atividades de anos de dedicação não é tarefa fácil, por mais que se canse do trabalho, do emprego e da rotina. O trabalho é a ação que enobrece o homem e quando chega a aposentadoria, o ser humano vive uma ambiguidade, uma contradição. Todos querem se aposentar, mascontinuar na “roda viva” sem vinculação à velhice, à algo desvalorizado. A aposentadoria é o momento mais esperado na vida do trabalhador e do servidor público. Deve ser encarada como um prêmio, uma conquista por uma vida de trabalho. Para essa conquista, existem leis e regras a serem cumpridas. Tipos de Aposentadoria para o Servidor Público A legislação vigente em âmbito municipal, Lei nº 4.168/1993, assegura ao servidor a aposentadoria por TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO para HOMENS e MULHERES, que cumpram cumulativamente os seguintes requisitos: 60 anos de idade 35 anos de contribuição 10 anos de efetivo exercício no serviço público 05 anos no cargo em que se dará a aposentadoria 55 anos de Idade 30 anos de contribuição 10 anos de efetivo exercício no serviço público 05 anos no cargo em que se dará a aposentadoria Forma de Cálculo do Benefício de Aposentadoria por Tempo de Contribuição O benefício de aposentadoria por tempo de contribuição será calculado pela média de 80% das maiores contribuições previdenciárias desde JULHO / 1994, quando houve a estabilização da moeda no país. O servidor (a) que cumprir os requisitos acima e optar por permanecer trabalhando, terá direito ao Abono de Permanência, visto que a aposentadoria é VOLUNTÁRIA, até o limite da aposentadoria COMPULSÓRIA (75 anos de idade). O QUE É ABONO PERMANÊNCIA? É um direito do servidor, que corresponde ao valor da sua contribuição previdenciária mensal, desde que tenha cumprido os requisitos exigidos pela Lei para aposentadoria por tempo de contribuição e opte por permanecer em atividade, tendo sido instituído pela Emenda Constitucional 41/2003. Deverá ser solicitado junto ao RH / Departamento Pessoal no qual o servidor esteja vinculado. Os servidores admitidos no Serviço Público até as datas de 15/12/1998 ou 31/12/2003 poderão obter Aposentadoria por Tempo de Contribuição pelas Regras de Transição, das seguintes formas: Regra 1 – (Para os servidores admitidos no Serviço Público - cargo efetivo até 15/12/1998) O Artigo 2º da Emenda Constitucional nº 41 autoriza aos admitidos até 15/12/1998 em cargo efetivo na Administração Pública direta, autárquica e fundacional, a utilizar a E.C. nº. 20 e assegura o direito de opção pela aposentadoria voluntária, com proventos calculados de acordo com o artigo 40, §§ 3º e 17º, da Constituição Federal, desde que preencha cumulativamente as seguintes condições: I - tiver 53 (cinquenta e três) anos de idade, se HOMEM, e 48 (quarenta e oito) anos de idade, se MULHER; II – tiver 05 (cinco) anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria; III - contar tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de: a) 35 (trinta e cinco) anos, se HOMEM, e 30 (trinta) anos, se mulher; b) um período adicional de contribuição equivalente a 20% (vinte por cento) do tempo (PEDÁGIO) que na data de publicação daquela Emenda, faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea “a” deste inciso. Lei que se aplica nos casos em que o servidor(a) completa o tempo de contribuição, antes de completar a idade exigida pela lei, quando se torna OBRIGATÓRIO o cumprimento de PEDÁGIO. Após cumprido o Pedágio o servidor poderá se aposentar com proventos reduzidos em 5% por ano de antecipação à idade de 60 anos se HOMEM, desde que tenha a idade mínima de 53 anos e 48 anos se MULHER, O benefício de aposentadoria será calculado pela média de 80% das maiores contribuições previdenciárias desde JULHO / 1994, aplicando-se o redutor de 5% por ano de antecipação da idade exigida pela legislação. Depois de cumprido o PEDÁGIO, caso o servidor(a) opte em permanecer trabalhando até completar os requisitos para aposentadoria integral, terá direito ao Abono de Permanência, equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até resolver se aposentar ou completar as exigências para aposentadoria compulsória (75 anos de idade). Regra 2 – (Para os servidores admitidos no Serviço Público - cargo efetivo até 16/12/1998) O Artigo 3º da Emenda Constitucional nº 47, permite a redução de um ano na idade para cada ano a mais de contribuição, para os servidores que tenham ingressado no serviço público até 16/12/1998, podendo aposentar-se com proventos integrais, desde que preencha, cumulativamente, as seguintes condições: 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se HOMEM e 30 (trinta) anos de contribuição, se MULHER; 25 (vinte e cinco) anos de efetivo exercício no serviço público 15 (quinze) anos de carreira (cargo no qual o servidor está vinculado) 05 (cinco) anos no cargo em que se der a aposentadoria; Idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do art. 40, § 1º, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, de um ano de idade para cada ano de contribuição que exceder a condição prevista no inciso I do caput deste artigo, ou seja, REDUÇÃO de um ano na idade, para cada ano a MAIS de contribuição. Exemplo HOMEM MULHER 35 anos de contribuição 60 anos de idade 30 anos de contribuição 55 anos de idade 36 anos de contribuição 59 anos de idade 31 anos de contribuição 54 anos de idade 37 anos de contribuição 58 anos de idade 32 anos de contribuição 53 anos de idade 38 anos de contribuição 57 anos de idade 33 anos de contribuição 52 anos de idade 39 anos de contribuição 56 anos de idade 34 anos de contribuição 51 anos de idade 40 anos de contribuição 55 anos de idade 35 anos de contribuição 50 anos de idade PARIDADE significa que os proventos das aposentadorias concedidas conforme este artigo da lei, serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei, ou seja, todo aumento que for concedido aos servidores da ativa, no mesmo cargo, serão aplicados aos servidores aposentados. O Artigo 3º da Emenda Constitucional 47, deixou de estabelecer a opção pelo Abono de Permanência. Portanto NÃO DÁ DIREITO AO ABONO DE PERMANÊNCIA. Regra 3 - (Para os servidores admitidos no Serviço Público - cargo efetivo até 31/12/2003) O Art. 6º da Emenda Constitucional 41 de 19/12/2003, ressalva o direito de opção à aposentadoria para os servidores que tenham ingressado no serviço público até a data de publicação desta Emenda (31/12/2003), podendo aposentar-se com proventos integrais, que corresponderão à última base de contribuição previdenciária do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, na forma da lei, desde que preencha cumulativamente, as seguintes condições: 60 (sessenta) anos de idade, se HOMEM e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se MULHER 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se HOMEM e 30 (trinta) anos de contribuição, se MULHER; 20 (vinte) anos de efetivo exercício no serviço público; e 10 (dez) anos de carreira 5 (cinco) anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. Nesta regra, os proventos serão calculados em 100% da última base de contribuição previdenciária (com INTEGRALIDADE e com PARIDADE.) Para o Servidor TITULAR do cargo de PROFESSOR (A), os requisitos de tempo de contribuição e idade serão reduzidos em 5 (cinco) anos em relação ao trabalhador comum (55 anos homem e 50 anos mulher), sendo mantido os demais requisitos exigidos quanto ao tempo de efetivo exercício no serviço público, carreira e último cargo. O TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO DEVERÁ SER NO EFETIVO EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES DE MAGISTÉRIO.Os proventos serão calculados pela média de sua jornada dos últimos nos últimos 60 (sessenta) meses, até o limite máximo previsto em lei para o cargo, por se tratar de horista que possui jornada variável, conforme Lei Nº 4.168 de 01/03/1993 e Lei 7.706/2006, artigo 23, § 1º. Para o servidor (a) que cumprir os requisitos acima e optar por permanecer trabalhando, terá direito ao Abono de Permanência, visto que a aposentadoria é VOLUNTÁRIA até o limite da aposentadoria COMPULSÓRIA (75 anos de idade). APOSENTADORIA POR IDADE A legislação vigente em âmbito municipal, através da Lei nº 4.168/1993 também assegura ao servidor a aposentadoria por IDADE para HOMENS e MULHERES, que cumpram cumulativamente os seguintes requisitos: Aposentadoria COMPULSÓRIA Ao completar 75 anos de idade, o(a) servidor(a) será aposentado compulsoriamente, sendo desligado do quadro permanente do serviço público, independentemente da carência. Os proventos serão calculados na proporcionalidade ao Tempo de Contribuição. A renda mínima será de um salário-mínimo. APOSENTADORIA ESPECIAL Aposentadoria Especial é um benefício previdenciário concedido ao segurado(a) que trabalhe ou tenha trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física, de forma permanente, não ocasional, nem intermitente. QUEM TEM DIREITO? Para ter direito à aposentadoria especial, além do tempo trabalhado, deverá ser comprovada a efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos ou biológicos ou associação desses agentes prejudiciais à saúde ou a integridade física pelo período exigido para concessão do beneficio (15, 20 ou 25 anos), de acordo com os requisitos exigidos pela Lei 9.032 de 1995, Instrução Normativa nº 20/INSSPRES/2007 e Decreto Municipal nº 19.949/2012. QUAIS SÃO OS REQUISITOS? A aposentadoria com tempo de 15 anos é devida apenas para quem trabalha em subsolo, nas frentes de serviço, na extração de minério. A aposentadoria com tempo de 20 anos é devida apenas para quem trabalha em subsolo, afastado das frentes de serviço, e para quem trabalha com exposição ao asbesto (conhecido como amianto). A aposentadoria com tempo de 25 anos é devida para quem trabalha com exposição a ruído, calor e/ou com exposição a produto químico ou biológico, entre outros. A comprovação deverá ser feita no formulário denominado PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário, que é preenchido pela empresa empregadora (Prefeitura, SAAE), com base em Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT), expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. O QUE É O PPP - PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO ? O PPP é o documento histórico-laboral do trabalhador que reúne dados administrativos, registros ambientais e resultados de monitoração biológica, entre outras informações, durante todo o período em que este exerceu suas atividades. Deverá ser emitido e mantido atualizado pela empresa empregadora. Os formulários de informações sobre atividades exercidas em condições especiais, que é o modelo de documento instituído para o regime geral de previdência social, segundo seu período de vigência, sob as siglas Bs40, DISESBE, DSS-8030 ou DIRBEN 8030, que serão aceitos quando emitidos até 31 de dezembro de 2003, e o Perfil Profissiográfico – PPP, que é o formulário exigido a partir de 1º de janeiro de 2004. Estes formulários deverão ser solicitados à Câmara, PMS ou SAAE, conforme quadro a que pertencer o servidor. DA LEGISLAÇÃO A Lei 8.213/91 em seu artigo 57 trata da Aposentadoria Especial do Regime Geral de Previdência e a Instrução Normativa MPS / SPS Nº. 1 de 22 / Julho / 2010, estabelece as regras para análise da aposentadoria especial. Artgo 57 – A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao segurado que vier trabalhado sujeito à condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei. (Redação dada pela Lei 9.032 de 1995). Desta forma as condições de fato e de direito que autorizam a concessão da aposentadoria especial são de exclusiva análise do Órgão Administrativo competente (Funserv), ao qual, incumbirá aferir o preenchimento de todos os requisitos para a aposentadoria especial de acordo com os critérios do artigo citado. Os períodos a serem analisados para enquadramento da atividade especial, serão aqueles cuja contribuição previdenciária foi recolhida para a Funserv, a partir de 01/03/1993. Períodos anteriores a esta data, ou aqueles recolhidos para outros Órgãos Previdenciários, como INSS - Instituto Nacional do Seguro Social, deverão ser analisados pelos mesmos, devendo o período enquadrado como especial, ser informado na CTC Certidão de Tempo de Contribuição do órgão emissor. Considerando o Tema Nº 942 de Repercussão Geral e Portaria 1.467/2022 do Ministério do Trabalho e Previdência, nos quais se disciplina os parâmetros e as diretrizes gerais para organização e funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em cumprimento à Lei nº 9.717, de 1998, e aos art. 1º e 2º da Lei nº 10.887, de 2004 e à Emenda Constitucional nº 103, de 2019. O art. 173 da referida Portaria, orienta que “ O tempo especial certificado pelo RPPS de origem, de atividades sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, conforme art. 188, exercido até 12 de novembro de 2019, poderá ser convertido em tempo comum para efeitos da contagem recíproca no regime instituidor, a qualquer tempo, observado o disposto no art. 172”. COMO FAZER PARA REQUERER A APOSENTADORIA ESPECIAL? 1. Requerimento próprio preenchido e assinado pelo requerente; 2. CTC – Certidão de Tempo de Contribuição emitida pelo ente (original); 3. Formulários de informações sobre atividades exercidas em condições especiais sob as siglas Bs40, DISESBE, DSS-8030 ou DIRBEN 8030, que serão aceitos quando emitidos até 31 de dezembro de 2003; 4. PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário, formulário exigido a partir de 1º de janeiro de 2004.; 5. Ato Concessório do Adicional de Tempo de Serviço; 6. Cópia do Termo de Posse; 7. Cópia da portaria de Nomeação; 8. Fichas financeiras Obs.: Os documentos mencionados acima deverão vir autenticados por funcionário do ente De posse destes documentos retirados no DP - Departamento de Pessoal, providenciar também: 1) Certidão de Tempo de Contribuição emitida pelo INSS (original); 2) Cópia do RG; 3) Cópia do CPF.; 4) Cópia do cartão do PIS/PASEP (anexo à carteira profissional); 5) Cópia dos três últimos holerites. Obs.: Os originais dos documentos mencionados acima deverão ser apresentados para autenticação. PENSÃO POR MORTE A pensão por morte será devida a contar da data do óbito, se for requerida até 60 (sessenta) dias desta, ao conjunto de dependentes do segurado que falecer, aposentado ou não, independentemente de carência, onde havendo mais de um pensionista será rateada entre todos, em partes iguais. A pensão requerida após o prazo previsto no caput, será paga a partir da data do pedido, e em se tratando de morte presumida, a partir da decisão judicial. A pensão por morte de servidor aposentado ou em atividade será a totalidade dos proventos ou da base de contribuição, até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social, acrescido de 70% (setenta por cento) da parcela excedente a este limite. Ela somente será devida ao dependente inválido se a invalidez for fixada pela Perícia Médica até a data do óbito. A Emenda Constitucional 103 prevê em se artigo 24, §§ 1º e2º, inciso II, a acumulação de benefício de Pensão por Morte com Aposentadoria/proventos, porém impõe limitações com redução de valor, onde o cálculo não é baseado na simples aplicação do percentual e sim deve ser escalonado, sendo assegurado o recebimento do valor integral do benefício mais vantajoso e uma parte de cada um dos demais benefícios. ORIENTAÇÕES Como solicitar: Primeiramente, o servidor (a) deverá solicitar ao RH / Departamento de Pessoal do órgão empregador ao qual esteja vinculado (Prefeitura, SAAE, Câmara ou Funserv) a emissão de DECLARAÇÃO com as informações necessárias para fins de requerer a CERTIDÃO DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO INSS. Quando estiver de posse da referida DECLARAÇÃO, agendar horário através do número de telefone 135 ou agendamento eletrônico, no site da Previdência Social. “Meu INSS” e seguir o passo a passo para requerer a EMISSÃO DE CTC. Para os servidores que trabalharam para o Governo do Estado de São Paulo, deverão solicitar a CTC - Certidão de Tempo de Contribuição junto ao seu órgão de origem. Para os servidores que trabalharam para o Governo do Estado de São Paulo e já possuem a CTC - Certidão de Tempo de Contribuição, verifiquem se o referido documento está devidamente HOMOLOGADO pelo SPPREV. Caso não esteja, o servidor deverá solicitar a homologação junto ao seu órgão de origem, conforme orientações a seguir: CTC Certidão de Tempo de Contribuição junto ao INSS ‒ Instituto Nacional do Seguro Social O servidor deverá indicar o tempo de contribuição que quer utilizar para a sua aposentadoria junto ao Município de Sorocaba. Orientamos que indique todos os períodos de contribuição até a data anterior à sua admissão no Serviço Público Municipal de Sorocaba. Existe a possibilidade de falência do sistema? Não, se forem respeitados alguns princípios básicos, tais como: Equilíbrio ATUARIAL com base no Cálculo Atuarial que tem por objetivo apontar o valor necessário para pagar os benefícios, bem como indicar se há necessidade de aporte financeiro ao longo dos anos que se sucederão. Equilíbrio FINANCEIRO que é obtido ao aplicar seus recursos em fundos de investimentos rentáveis, seguros, respeitando as determinações / Resoluções do Ministério da Previdência e do Banco Central do Brasil. Ampla FISCALIZAÇÃO dos Órgãos competentes do Governo, Conselho Administrativo, Conselho Fiscal, Tribunal de Contas e Ministério da Previdência. Independência FUNCIONAL tendo uma estrutura forte, funcional e bem representada por parte dos segurados. O que é Cálculo ATUARIAL? É um trabalho de cálculo realizado por um profissional que se chama ATUÁRIO. Este profissional com base nos cadastros dos segurados, realiza pesquisa e avalia diversas variáveis. É a partir dos resultados desses cálculos que saberemos a condição atual do Regime Próprio, bem como das suas necessidades futuras. O que a FUNSERV faz para garantir a boa gestão dos seus recursos financeiros? Busca constantemente pelo conhecimento técnico na área financeira de mercado, aperfeiçoando e qualificando sua equipe de trabalho. A FUNSERV oferece serviço na Área Social? Sim, através de Assistente Social, em atendimento junto ao órgão ou em visitas domiciliares. Adicionais de Insalubridade e Noturno - não integram mais a aposentadoria Por força da Emenda Constitucional nº 103/2019, os Adicionais “ Insalubridade e Noturno” não fazem mais parte da base de contribuição previdenciária, portanto não farão parte dos proventos de aposentadoria. COMO É A GESTÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS DA FUNSERV? A FUNSERV conta com Comitê de Investimentos, que tem por finalidade tomar as decisões relativas à gestão dos recursos financeiros, tendo como principais atribuições discutir e elaborar a Política Anual de Investimentos com anuência dos Conselhos Administrativo e Fiscal, formular propostas para a gestão eficiente dos recursos, avaliar o desempenho das aplicações no mercado financeiro, análise de alocação e realocação dos investimentos, zelar pelo enquadramento legal seguindo rigorosamente as normas vigentes. GESTÃO FINANCEIRA Planejamento Negociação r A Reserva Financeira que garantirá os compromissos previdenciários no curto e principalmente no longo prazo é administrada de maneira consciente e eficiente. O Ministério da Previdência vem exigindo cada vez mais a profissionalização dos responsáveis pela aplicação dos recursos financeiros dos Regimes Próprios e a Certificação do Pró Gestão para o ente. O Comitê de Investimentos conta com membros certificados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), para atuarem no mercado financeiro. As decisões de todas as aplicações são justificadas e com decisão colegiada através da definição de Política de Investimento Anual, supervisão e acompanhamento pelo Comitê de Investimento, com reuniões periódicas obrigatórias, visando a boa gestão destes recursos. CONHEÇA O COMITÊ DE INVESTIMENTO E SUA COMPOSIÇÃO Edgar Aparecido Ferreira da Silva – Diretor Administrativo e Financeiro; Cilsa Regina Guedes Silva – Gestora dos Recursos do RPPS; Gêmina Maria Pires – Membro do Conselho Administrativo; Gilmar Ezequiel de Souza Oliveira – Membro do Conselho Administrativo; Marco Antonio Leite Massari – Membro do Conselho Administrativo. Membro Suplente: Jean Michel Maschetto Martins – Membro do Conselho Administrativo FUNSERV Fundação da Seguridade Social dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba funservsorocaba.sp.gov.br Rua Major João Lício, 265 - CEP 18031-470 - Sorocaba/SP Telefone (15) 2101-4412 - CNPJ: 67.366.310/0001-03