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LEI COMPLEMENTAR Nº 218, DE 29 DE OUTUBRO DE 2024.
Dispõe sobre o Código de Postura do Município de
Guarapuava e estabelece outras providências.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA faço saber que o Poder Legislativo de Guarapuava aprovou
e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei tem a denominação de Código de Postura do Município de Guarapuava, contendo
medidas de polícia administrativa a cargo do Município, estatuindo as necessárias relações entre o Poder
Público local e as pessoas físicas ou jurídicas, liberando, fiscalizando, condicionando, restringindo ou
impedindo a prática ou omissão de atos de particulares e no funcionamento de estabelecimentos
comerciais, industriais e de prestação de serviços, sempre no sentido de disciplinar e manter a ordem, a
higiene, a moral, o sossego e a segurança.
Art. 2º Todas as funções referentes à execução deste Código, bem como a aplicação das sanções nele
previstas, serão exercidas por órgãos do Município, cuja competência está estabelecida nesta Lei, ou em
outras legislações.
Art. 3º Os casos omissos ou dúvidas suscitadas serão julgados, em primeira instância, pelo Secretário da
Secretaria Municipal responsável pela fiscalização, e, em segunda instância, tais casos serão apreciados e
julgados pela Comissão Municipal de Postura (CMP), vinculada administrativamente à Secretaria
Municipal de Finanças, composta por 9 (nove) membros, sendo:
I - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Finanças;
II - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente;
III - 1 (um) representante da Secretaria Municipal Executiva;
IV - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Administração;
V - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Habitação;
VI - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes;
VII - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo;
VIII - 1 (um) representante da Secretaria Municipal de Saúde; e
IX - 1 (um) representante da Procuradoria Geral do Município.
§ 1º A nomeação da Comissão Municipal de Postura será efetuada mediante Portaria expedida pelo
Secretário Municipal de Finanças.
§ 2º Caso não concorde com a decisão de primeira instância, o impugnante poderá interpor recurso
voluntário à Comissão Municipal de Postura no prazo de até 15 (quinze) dias corridos, contados a partir
da data de ciência da referida decisão.
§ 3º As decisões emitidas pela Comissão Municipal de Postura são definitivas e não estão sujeitas a
revisão ou recurso.
§ 4º O processo de julgamento da CMP, assim como os requisitos para nomeação dos membros far-
se-á conforme dispuser sua regulamentação em Decreto.
Art. 4º Para efeitos deste Código consideram-se logradouros públicos os bens públicos de uso comum
destinados ao trânsito público, praças, parques, jardins, hortos e calçadas, que pertençam ao Município.
CAPÍTULO II
DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 5º Constitui infração toda ação ou omissão contrária às disposições deste Código ou de outras leis,
decretos ou atos editados pelo Governo Municipal, no uso de seu poder de polícia.
Art. 6º Será considerado infrator todo aquele que cometer, mandar, constranger ou auxiliar alguém a
praticar infração, bem como os encarregados da execução das leis que, tendo conhecimento da infração,
deixarem de autuar o infrator.
Art. 7º A pena além de impor a obrigação de fazer ou desfazer, será pecuniária e consistirá em multa,
observados os limites máximos estabelecidos neste Código.
Art. 8º Quando houver infrações a este Código ou demais legislações vigentes, serão aplicadas as
seguintes penalidades, observadas as especificidades de cada Secretaria Municipal:
I - notificação;
II - auto de infração (multa pecuniária);
III - apreensão de bens;
IV - interdição do local;
V - cassação de alvarás e/ou licenças.
§ 1º As penalidades acima previstas deverão ser aplicadas por todas as fiscalizações municipais.
§ 2º Será passível de notificação, as penalidades consideradas de grau leve e médio previstas nesta
Lei, não sendo admitida em outros casos, salvo quando expressamente previsto em legislação vigente.
§ 3º As penalidades serão aplicadas conforme o grau de risco, dano ou quaisquer impactos que
possam ocasionar riscos à população, ou ao meio ambiente.
§ 4º É de inteira responsabilidade do declarante as informações contidas, respondendo este
administrativamente, civil ou criminalmente em caso de documentos falsos ou divergentes.
§ 5º Os limites máximos de autuação deverão respeitar o estabelecido neste Código ou em legislação
complementar aplicável à infração.
Art. 9º A penalidade pecuniária poderá ser protestada e/ou judicialmente executada se, imposta de
forma regular e pelos meios hábeis, o infrator se recusar a satisfazê-la no prazo legal.
§ 1º A multa não paga no prazo regulamentar será inscrita em dívida ativa.
§ 2º Os infratores que estiverem em débito decorrente de multa não poderão receber quaisquer
quantias ou créditos que tiverem com o Município, participar de licitações, celebrar contratos, termos de
qualquer natureza, ou transacionar a qualquer título com a Administração Municipal.
Art. 10. As multas serão impostas em grau leve, médio, grave e gravíssimo, conforme o disposto no
Anexo III.
Parágrafo único. Na imposição da multa que não detenha seu grau já atribuído, ter-se-á como
parâmetros para graduá-la:
I - a maior ou menor gravidade da infração;
II - as suas circunstâncias atenuantes ou agravantes;
III - os antecedentes do infrator, com relação às disposições deste Código.
Art. 11. Em caso de reincidência, as multas serão cobradas em dobro, quantas vezes forem necessárias,
até a cessação da prática irregular.
Parágrafo único. Considera-se reincidente qualquer contribuinte que, após ter sido autuado e/ou
punido por violar os preceitos estabelecidos neste Código, cometa a mesma infração novamente.
Art. 12. As penalidades a que se referem este Código não isentam o infrator da obrigação de reparar o
dano resultante da infração, na forma do art. 927 da Lei Federal nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002
(Código Civil).
Parágrafo único. Aplicada a multa, não fica o infrator desobrigado do cumprimento da exigência que a
houver determinado.
Art. 13. A falta de pagamento da multa nos prazos e datas estipuladas, implicará cumulativamente na
incidência das seguintes penalidades:
I - correção monetária com base no índice que estiver em vigor na data da liquidação das
importâncias devidas;
II - juros de mora equivalentes a 1% (um por cento) ao mês ou fração;
III - multa de mora de 0,33% (zero vírgula trinta e três por cento) ao dia, até o máximo de 20% (vinte
por cento).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm
Parágrafo único. As multas de mora, quando cabíveis, serão aplicadas sobre o montante devido,
corrigido monetariamente.
Art. 14. A omissão no cumprimento de uma obrigação estabelecida por Lei Municipal poderá ser sanada
pelo Município, às custas do infrator, que será devidamente notificado.
Art. 15. As multas serão aplicadas pelas autoridades/agentes competentes deste Município, observados
o disposto no art. 10 e Anexo III, desta Lei.
Art. 16. Negar-se a prestar informações ou, por qualquer outro modo, tentar dificultar ou impedir a ação
dos agentes de fiscalização constitui infração punida com multa de natureza gravíssima.
Seção I
Da Ciência do Sujeito Passivo
Art. 17. O sujeito passivo será regularmente cientificado da notificação/lançamento/auto de infração, das
seguintes formas:
I - pessoalmente;
II - por meio eletrônico;
III - remessa pelo correio com aviso de recebimento (AR), no endereço declarado e constante nos
seus cadastros fiscais;
IV - edital publicado no Boletim Oficial do Município.
§ 1º A assinatura do sujeito passivo não implica em confissão, nem a sua falta ou recusa agrava a
penalidade ou acarreta aa inspeção do órgão sanitário competente do Município, a produção,
exposição ou venda de gêneros alimentícios deteriorados, falsificados, adulterados ou nocivos à saúde, os
quais poderão ser apreendidos e removidos para local destinado a sua inutilização.
§ 1º A inutilização dos gêneros não isentará a fábrica ou estabelecimento comercial do pagamento
das multas e demais penalidades decorrentes da infração.
§ 2º A reincidência na prática das infrações previstas neste artigo resultará na cassação da licença
para funcionamento da fábrica ou estabelecimento comercial.
§ 3º A infração deste artigo ensejará multa de acordo com legislação específica.
Art. 122. As fábricas de doces e de massas, as refinarias, padarias, confeitarias e os estabelecimentos
congêneres deverão ser submetidos à legislação específica.
Parágrafo único. A infração deste artigo implicará em multa de acordo com a legislação específica.
Art. 123. A fiscalização mencionada neste capítulo será conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde
(Vigilância Sanitária).
CAPÍTULO V
DA HIGIENE DOS ESTABELECIMENTOS
Art. 124. Os hotéis, restaurantes, bares, cafés, botequins e estabelecimentos congêneres, deverão manter
seus instrumentos de trabalho devidamente higienizados e seus empregados ou garçons
convenientemente trajados.
Art. 125. Nos salões de barbeiro e cabeleireiros é obrigatório o uso de toalhas e golas individuais, além de
higienizar suas ferramentas e utensílios de trabalho.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada multa de natureza média.
Art. 126. Nos salões de manicure e pedicure é obrigatório o uso de toalhas individuais e a esterilização de
suas ferramentas e utensílios de trabalho.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada multa de natureza média.
Art. 127. Os hospitais, casas de saúde e maternidades deverão obedecer às normas da legislação
específica.
Art. 128. A instalação dos necrotérios será feita de maneira que o seu interior não seja devastado ou
descortinado.
Art. 129. As cocheiras, pocilgas e estábulos existentes no Município deverão, além de observar as
disposições deste Código que lhes forem aplicáveis, atender às seguintes exigências:
I - possuir muros divisórios, separando-as dos terrenos limítrofes;
II - conservar a distância mínima de 5,00m (cinco metros) entre a construção e a divisa do lotes;
III - possuir depósitos de estrumes de alvenaria e coberta;
IV - possuir depósitos para forragens isolado da parte destinada aos animais;
V - manter completa separação entre os possíveis compartimentos para empregados e a parte
destinada aos animais;
VI - obedecer a um recuo de, pelo menos, 20,00m (vinte metros) do alinhamento da rua ou da
estrada.
§ 1º A infração dos incisos I e II será considerada multa de natureza leve.
§ 2º A infração dos incisos III, IV e VI será considerada multa de natureza grave.
§ 3º A infração do inciso V será considerada multa de natureza gravíssima.
Art. 130. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente e pela Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Sanitária).
TÍTULO IV
DA POLÍTICA MUNICIPAL DE GESTÃO AMBIENTAL
CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 131. A Política Municipal de Gestão Ambiental de Guarapuava tem como objetivo, respeitadas as
competências da União e do Estado, manter o meio ambiente equilibrado, buscando o desenvolvimento
sustentável e fornecer diretrizes ao Poder Público e à coletividade para a defesa, conservação e
recuperação da qualidade e salubridade ambiental, cabendo a todos o direito de exigir a adoção de
medidas nesse sentido.
Art. 132. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente.
Art. 133. As infrações ambientais ensejam penalidades de acordo com legislação específica.
CAPÍTULO II
DAS ÁREAS DE INTERESSE AMBIENTAL
Seção I
Do Plano de Arborização e áreas Verdes
Art. 134. Para efeito desta Lei considera-se como bem de interesse comum a todos os munícipes a
arborização urbana, entendida como o conjunto de exemplares arbóreos que compõe a vegetação
localizada nas vias e logradouros públicos em área urbana e nas sedes dos Distritos, cultivadas
isoladamente ou em agrupamentos arbóreos.
Art. 135. Todas as ações que impactem a arborização urbana no Município devem observar as
disposições estabelecidas nesta Lei e em outras legislações pertinentes.
Art. 136. É compartilhada entre o Poder Público Municipal e os munícipes a responsabilidade pela
proteção e conservação da arborização urbana.
Art. 137. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente é o órgão responsável pela coordenação e fiscalização
da execução desta Lei.
Art. 138. É expressamente proibido o corte, a poda ou qualquer ação que possa causar danos, alterar o
desenvolvimento natural ou resultar na morte das árvores que compõem a arborização urbana do
Município.
Parágrafo único. A proibição contida neste artigo é extensiva às concessionárias de serviços públicos
ou de utilidade pública, ressalvados os casos de autorização específica emitida pela Secretaria Municipal
de Meio Ambiente.
Art. 139. Ocorrendo qualquer ato que prejudique de alguma forma a arborização urbana, caberá ao
Departamento de Fiscalização e Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
aplicar as sanções administrativas pertinentes, de acordo com a legislação em vigor.
Art. 140. A poda ou remoção da vegetação de porte arbóreo somente será permitida de forma a garantir
a sanidade vegetal, a segurança da população e o interesse público, de acordo com orientação técnica.
Parágrafo único. A remoção ou poda de árvores em áreas públicas poderá ser realizada pelo Poder
Público Municipal e também por:
I - empresas privadas, autarquias ou concessionárias prestadoras de serviços públicos, desde que
possuam em seu quadro de funcionários um responsável técnico habilitado e autorização prévia da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente;
II - Corpo de Bombeiros, nos casos de emergência, em que haja risco iminente à vida ou ao
patrimônio público ou privado.
Art. 141. Qualquer árvore ou planta pode ser considerada protegida contra o corte por motivos de
originalidade, idade, localização, beleza, potencial de reprodução, valor histórico, paisagístico ou
científico.
Art. 142. O corte de árvore somente será autorizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente quando
o exemplar:
I - apresentar estado fitossanitário considerado irrecuperável;
II - apresentar risco iminente de queda;
III - causar dano comprovado ao patrimônio público ou privado sem a possibilidade de manejo
adequado;
IV - se tratar de espécie exótica invasora;
V - for de espécie que comprovadamente ocasione problemas de saúde pública;
VI - estiver sem vitalidade, podendo ser caracterizada como morta;
VII - estiver infestada por pragas ou doenças sem a possibilidade de manejo efetivo;
VIII - apresentar frutos grandes que possam causar risco à segurança da população;
IX - estiver obstruindo o trânsito de pedestres sem possibilidade de adequação;
X - por ter sido plantada irregularmente ou por propagação espontânea estiver impossibilitando o
desenvolvimento adequado de árvores vizinhas;
XI - apresentar outras situações pertinentes, desde que sejam devidamente justificadas tecnicamente
pela unidade administrativa competente do Município.
Parágrafo único. Quando constatada qualquer situação indicada nos incisos I ao XI, a Secretaria
Municipal de Meio Ambiente poderá notificar o proprietário para que realize o corte do exemplar.
Art. 143. Com exceção do inciso II do artigo 142, não se aplicam aos exemplares da arborização urbana
declarados imunes de corte, os quais só poderão ser suprimidos mediante justificativa técnica e
revogação do ato que declarou a imunidade.
Art. 144. Quanto à arborização urbana, serão adotados quatro métodos básicos de poda, a saber:
I - poda de formação: é empregada para eliminação das brotações laterais e para conferir à árvore
crescimentoereto e à copa altura que permita o livre trânsito de pedestres e veículos;
II - poda de limpeza: é empregada para evitar que a queda de ramos mortos coloque em risco a
integridade física das pessoas e do patrimônio público ou particular, e também no controle de pragas e
doenças;
III - poda de emergência: é empregada para remover partes da árvore que ainda podem estar ativas
fisiologicamente, mas que colocam em risco a integridade física das pessoas ou do patrimônio público ou
particular;
IV - poda de adequação: é empregada para solucionar ou amenizar conflitos entre equipamentos
urbanos e a arborização, motivada pela escolha inadequada da espécie, pela não realização da poda de
formação, e principalmente por alterações do espaço ao redor da árvore.
Parágrafo único. Na poda de exemplares da arborização urbana somente será permitido o uso de
ferramentas adequadas, como tesouras de poda, podões, serrotes, serras e motosserras, sendo proibido
o uso de facões, machados e outras ferramentas de gume.
Art. 145. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente poderá autorizar a poda drástica da copa em casos
extremos, com o objetivo de evitar o corte de exemplares da arborização urbana que estiverem com seu
equilíbrio comprometido, apresentando risco à população, ou em razão de ataque severo de pragas ou
doenças.
Art. 146. Nos casos em que as raízes das árvores estiverem aflorando além de seus limites e causando
danos ou transtornos, o proprietário deverá, mediante orientação técnica da Secretaria Municipal de
Meio Ambiente, ampliar a área livre ao redor da árvore ou, em certos casos, realizar a poda das raízes,
desde que essa prática não comprometa a sustentação da árvore.
Parágrafo único. Fica proibido suprimir a área livre no entorno da base do tronco de árvores da
arborização urbana.
Art. 147. Fica proibido pintar, pichar árvores ou fazer utilização da arborização urbana para colocar
cartazes ou anúncios, fixar cabos e fios, como também fazer instalações de qualquer natureza ou
finalidade.
Art. 148. Os andaimes, tapumes ou quaisquer outros materiais utilizados em construções ou reformas
não poderão danificar ou causar nenhum prejuízo à arborização urbana existente.
Art. 149. Fica proibido o corte de árvores com a justificativa de instalação de luminosos, letreiros, toldos
ou similares.
Art. 150. A retirada de árvores que estejam impedindo o acesso de veículos ao lote será feita mediante
requerimento padrão complementado por projeto assinado por um responsável técnico, indicando a
posição exata da árvore e do acesso, e também a impossibilidade da entrada do veículo por outro local.
Parágrafo único. Nos casos em que a árvore estiver dificultando, mas não impedindo o acesso de
veículos no lote, caberá à Secretaria Municipal de Meio Ambiente definir, mediante laudo, se a árvore
será retirada.
Art. 151. Os projetos arquitetônicos para execução de obras de infraestruturas urbanas sob a
responsabilidade do Município, ou submetidos à sua aprovação, deverão ser elaborados de forma
compatível com a arborização urbana existente.
Art. 152. Quando não for possível adequar o projeto da obra da infraestrutura urbana ou a realização de
serviço, deverá ser justificada a necessidade de corte ou alteração na arborização urbana existente, sendo
necessária análise e autorização prévia da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para tal intervenção.
Art. 153. O corte de um grupo superior a 10 (dez) árvores, tanto por interesse particular quanto público,
somente será permitida se justificada tecnicamente e mediante aprovação do Conselho Municipal do
Meio Ambiente - CMMA.
Art. 154. As atividades de podas e cortes poderão ser motivadas por vistoria de rotina ou a pedido dos
proprietários, formalizado mediante protocolo.
Art. 155. A solicitação para poda de árvores deverá ser feita mediante o preenchimento de um
requerimento, a ser fornecido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde deverá conter o nome,
endereço, telefone para contato e o número dos documentos de identificação do proprietário do imóvel.
Art. 156. A solicitação para corte de árvores deverá ser feita mediante o preenchimento de um
requerimento, a ser fornecido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde deverá conter, no
mínimo, as seguintes informações:
I - nome do proprietário do imóvel, endereço, telefone para contato e cópia dos documentos de
identificação;
II - nome, telefone para contato e cópia dos documentos de identificação do solicitante;
III - endereço completo do imóvel e o número do cadastro imobiliário;
IV - número de árvores a serem retiradas;
V - motivo da solicitação;
VI - assinatura do proprietário do imóvel ou do solicitante;
VII - croqui com a localização das árvores, quando necessário.
Art. 157. A vistoria para autorização do corte de árvores será feita por técnico da Secretaria Municipal de
Meio Ambiente.
Art. 158. A autorização de corte expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente deverá conter os
seguintes elementos:
I - nome do proprietário;
II - endereço do imóvel com as coordenadas geográficas;
III - laudo com a justificativa técnica;
IV - especificações das árvores cujo corte será autorizado;
V - registro fotográfico, quando necessário.
Art. 159. A execução do plantio deverá ser feita obedecendo aos seguintes procedimentos:
I - providenciar a abertura da cova com dimensões mínimas de 0,50m (cinquenta centímetros) de
altura, por 0,50m (cinquenta centímetros) de largura, por 0,50m (cinquenta centímetros) de
profundidade;
II - o solo retirado da cova, sendo de boa qualidade, poderá ser misturado na proporção de 1:1 (um
por um) com composto orgânico, e sendo de má qualidade, deverá ser substituído integralmente por
terra orgânica;
III - a muda deverá ser plantada sem enterrar o caule e sem deixar as raízes expostas;
IV - após o completo preenchimento da cova com o substrato, esse deverá ser comprimido, por ações
mecânicas, de forma suave para não danificar a muda;
V - a estaca de condução deverá ter diâmetro entre 0,04m (quatro centímetros) e 0,06m (seis
centímetros), ultrapassar o topo da muda e estar enterrada no mínimo a 0,70m (setenta centímetros) de
profundidade, sem prejudicar o desenvolvimento das raízes;
VI - a ligação entre a muda e a estaca deverá ser feita utilizando borracha ou sisal, ou outro material
flexível de modo a não ferir seu tronco, formando um oito deitado, entre o fuste e a estaca de condução;
VII - após o plantio, a muda deverá receber a irrigação necessária até sua fixação no solo, ou seja, até
que enraíze e obtenha autonomia para suprir suas necessidades hídricas;
VIII - a critério técnico, as mudas poderão receber complementação com adubação orgânica ou
química para facilitar seu pegamento e desenvolvimento;
IX - caso seja necessário, as brotações laterais deverão ser eliminadas para evitar o entouramento da
base.
Art. 160. As mudas deverão ser plantadas obedecendo as seguintes distâncias mínimas entre os
elementos urbanos:
I - 7,00m (sete metros) das esquinas;
II - 4,00m (quatro metros) dos postes de iluminação pública e transformadores;
III - 2,00m (dois metros) das bocas-de-lobo e caixas de inspeção;
IV - 2,00m (dois metros) do acesso de veículos;
V - 1,00m (um metro) dos portões de entrada;
VI - 1,00m (um metro) das travessias elevadas;
VII - 0,40m (quarenta centímetros) do meio fio;
XIII - 4,00m (quatro metros) dos pontos de ônibus;
Parágrafo único. O espaçamento entre as mudas deverá observar o porte da espécie, sendo o
mínimo:
I - espécie de pequeno porte: 7,00m (sete metros) entre árvores;
II - espécie de médio porte: 10,00m (dez metros) entre árvores;
III - espécie de grande porte: 12,00m (doze metros) entre árvores.
Art. 161. Fica vetado o plantio de espécies de grande porte em passeios com a presença de rede de
distribuição de energia elétrica aérea.
Art. 162. A densidade arbórea mínima para a arborização viária deverá ser de um indivíduo por lote.
Art. 163. Passeios com largura inferior a 2,50m (dois metrose cinquenta centímetros) não poderão
receber arborização com o objetivo de garantir o cumprimento das normas de acessibilidade.
Parágrafo único. Exemplares já existentes em passeios com largura inferior 2,50m (dois metros e
cinquenta centímetros) só poderão ser suprimidos se atendidas as disposições do art. 142 desta Lei e com
a prévia avaliação e autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Art. 164. Espécies consideradas de grande porte não deverão ser plantadas na arborização urbana viária,
com exceção de canteiros centrais com no mínimo de 5,00m (cinco metros) de largura e sem a presença
de rede de distribuição elétrica.
§ 1º O plantio de espécies de grande porte fica limitado às praças e parques.
§ 2º Espécies consideradas de grande porte já existentes na arborização urbana viária somente
poderão ser suprimidas se atendidas as disposições do artigo 142 desta Lei e com a prévia avaliação e
autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Art. 165. Plantas da lista oficial de espécies exóticas invasoras para o Estado do Paraná não deverão ser
plantadas na arborização urbana do Município de Guarapuava e nem produzidas nos viveiros municipais.
Art. 166. Quando o plantio for realizado voluntariamente por munícipes, estes deverão fazê-lo de acordo
com as normas estabelecidas nesta Lei e as orientações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Art. 167. Outros critérios e procedimentos adicionais poderão ser adotados em casos específicos, desde
que aprovado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Art. 168. Os demais parâmetros para implantação de paisagismo nos passeios deverão estar de acordo
com a legislação municipal pertinente.
Seção II
Dos Fundos de Vale e áreas de Preservação Permanente
Art. 169. O plano de drenagem deverá incluir a adoção de mecanismos para reduzir os picos de cheias em
áreas de alta contribuição de águas pluviais e nas várzeas dos rios e córregos, implementando soluções
alternativas que respeitem este Código e as leis pertinentes.
Art. 170. As áreas ainda não urbanizadas e adjacentes aos cursos d`água, bem como fundos de vale,
deverão ser transformadas, na medida do possível, em áreas verdes com a finalidade a preservação
ambiental e, sempre que possível, interligadas por corredores ecológicos, tendo como principais
diretrizes:
I - recuperar, gradativamente, os recursos hídricos existentes na área do Município e, mediante
convênio, estender tais medidas aos Municípios vizinhos;
II - restaurar e preservar a flora e fauna nativas;
III - transformar áreas que já perderam parte de seu papel ecológico em áreas para finalidades
específicas, tais como: parques, praças e hortos florestais, etc.
Art. 171. As áreas especiais de preservação de fundos de vale serão determinadas pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente, visando sempre o interesse público e a preservação ambiental.
Parágrafo único. O Executivo Municipal, por Decreto, poderá autorizar, quando for o caso, o uso
privado das áreas especiais de preservação de fundos de vale por parte dos moradores do loteamento
contíguo, desde que se constituam em associações que se responsabilizem por sua manutenção e seu uso
seja exclusivamente para fins comunitários, proibida qualquer tipo de edificação, de acordo com projeto
aprovado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Art. 172. No que concerne ao uso do solo, as áreas especiais de preservação de fundos de vale deverão
atender prioritariamente, aos parques lineares, envolvendo as atividades destinadas prioritariamente à
preservação ambiental.
Art. 173. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente.
CAPÍTULO III
DA PREVENÇÃO E DO CONTROLE AMBIENTAL
Art. 174. A prevenção e o controle da poluição ambiental devem ser exercidos de acordo com a seguinte
ordem de gerenciamento:
I - a poluição deve ser prevenida na sua fonte;
II - a poluição que não puder ser prevenida, deve ser reciclada de forma ambientalmente segura;
III - a poluição que não puder ser prevenida ou reciclada, deve ser tratada de forma ambientalmente
segura.
Art. 175. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente deverá exigir que os responsáveis pelas fontes de
poluição do meio ambiente adotem medidas de segurança para evitar riscos e a efetiva poluição ou
degradação das águas, do ar, do solo ou subsolo.
Art. 176. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente poderá exigir o fornecimento de condições para
manutenção e monitoramento de equipamentos, tubulações, dutos e tanques, subterrâneos ou não.
Art. 177. Na ausência de padrões legais estabelecidos, os responsáveis pelas fontes de poluição deverão
adotar sistemas de controle baseados na melhor tecnologia disponível e em medidas tecnicamente
adequadas, especificando a redução almejada para as emissões, desde que aprovadas pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente.
Art. 178. Em qualquer caso de derramamento, vazamento ou lançamento, acidental ou não, de material
perigoso por fontes estacionárias ou móveis, deverá ser comunicado imediatamente ao órgão ambiental
competente, sob pena de agravamento do caso e antes que se constate ocorrência de infração a qualquer
dispositivo deste Código.
Art. 179. O fabricante, transportador ou destinatário do material, produto ou substância derramada
deverá, quando solicitado, fornecer todas as informações relativas aos mesmos, incluindo sua
composição, periculosidade, procedimentos de neutralização, recolhimento e disposição do material
perigoso, efeitos sobre a saúde humana, antídotos e outras que se façam necessárias.
Art. 180. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente.
CAPÍTULO IV
DO SANEAMENTO AMBIENTAL
Seção I
Da Poluição do ar
Art. 181. Cabe à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no âmbito de sua competência, fiscalizar e
controlar a operação dos empreendimentos que possam comprometer a qualidade do ar.
Parágrafo único. O responsável pela fonte potencial de poluição atmosférica deverá adotar sistemas
de controle ou tratamento compatíveis com a legislação vigente.
Art. 182. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente delimitará áreas críticas de poluição atmosférica e
determinará a realização de programas de controle nas situações de agravamento da qualidade do ar.
Parágrafo único. Durante a situação de agravamento, as fontes fixas ou móveis de poluição do ar, na
área atingida, ficarão sujeitas às restrições emergenciais impostas.
Seção II
Da Poluição Sonora
Art. 183. É vedado perturbar o bem estar e o sossego público ou de vizinhanças com ruídos, barulhos,
sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer forma e que ultrapassem
os níveis máximos de intensidade fixados na legislação pertinente.
Art. 184. Para fins de aplicação deste Código, considera-se:
I - período diurno (PD): o intervalo de tempo compreendido entre 7h (sete horas) e 22h (vinte e duas
horas) do mesmo dia, exceto aos domingos e feriados constantes do calendário oficial do Município,
quando este período será entre 9h (nove horas) e 22h (vinte e duas horas);
II - período noturno (PN): o intervalo de tempo complementar ao período diurno, compreendido
entre 22h (vinte e duas horas) de um dia às 7h (sete horas) do dia seguinte, respeitando-se a ressalva de
domingos e feriados;
III - som: fenômeno físico capaz de produzir a sensação auditiva no homem;
IV - ruído: todo som que gera ou possa gerar incômodo;
V - ruído de fundo: todo e qualquer ruído proveniente de uma ou mais fontes sonoras, que esteja
sendo captado durante o período de medições e que não seja proveniente da fonte objeto das medições;
VI - decibeis (dB): escala de indicação de nível de pressão sonora;
VII - dB (A): escala de indicação de nível de pressão sonora relativa à curva de ponderação "A";
VIII - dB (L): escala de indicação de nível de pressão sonora relativa à curva de ponderação linear;
IX - poluição sonora: qualquer alteração adversa das características do meio ambiente causada porsom ou ruído que, direta ou indiretamente, seja nociva à saúde, à segurança ou ao bem-estar da
coletividade e/ou transgrida as disposições fixadas neste Código.
Art. 185. A emissão de sons e ruídos em decorrência de qualquer atividade industrial, comercial, social,
religiosa, recreativa, inclusive as produzidas por veículos de sons e outras no Município, obedecerá aos
padrões, critérios e diretrizes estabelecidos por este Código, sem prejuízo da legislação federal e estadual
aplicável.
Parágrafo único. Para o exercício ou atividade comercial de veículos de sons e ruídos, fica estabelecida
a obrigatoriedade das pessoas físicas ou jurídicas das normas previstas junto aos órgãos do Município.
Art. 186. As atividades deverão obedecer aos níveis máximos de sons e ruídos preconizados pela Norma
Brasileira - NBR nº 10.151 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, ou a norma que venha a
substituí-la, de acordo com os períodos e as zonas em que se divide o Município.
§ 1º Para as nomenclaturas de zoneamento municipal não constantes da Tabela I do Anexo II, adotar-
se-ão os níveis de sons e ruídos por similaridade de usos e/ou tipos de edificações, a critério do órgão
competente.
§ 2º Quanto à fonte produtora de ruídos e o local onde se percebe o incômodo localizarem-se em
diferentes zonas, serão considerados os limites estabelecidos para a zona onde se percebe o incômodo.
Art. 187. O procedimento de medição dos níveis de pressão sonora será realizado por profissionais
habilitados, utilizando medidores de níveis de pressão sonora Tipo 1, devidamente calibrados, conforme
estabelecido pela Norma Brasileira - NBR nº 10.151 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT,
ou pela norma vigente que a substitua.
Art. 188. O uso de explosivos em desmontes de rochas e obras em geral deve obedecer aos critérios
estabelecidos nas Normas Brasileiras - NBRs 9653 e 7497 da Associação Brasileira de Normas Técnicas -
ABNT, ou nas normas que as substituírem.
Art. 189. Deverão dispor de proteção, instalação e meios adequados ao isolamento acústico, de modo
que não permitam a propagação de sons e ruídos para o exterior, acima do permitido, devendo esta
restrição constar no alvará de funcionamento do estabelecimento, a saber:
I - estabelecimentos recreativos, culturais, educacionais, filantrópicos, religiosos, industriais,
comerciais ou de prestação de serviços, geradores de sons e ruídos acima do permitido;
II - estabelecimentos com a atividade de música ao vivo e/ou mecânica;
III - todo e qualquer local que faça instalação de máquinas ou equipamentos, geradores de sons e
ruídos acima do permitido.
Art. 190. Nos estabelecimentos com atividade de gravação de som, tanto a audição quanto a gravação
serão feitas em cabine especial, cujo isolamento acústico impeça a propagação de sons para fora do local
em que são produzidos, ou mediante o emprego de aparelhagem de uso individual (fones).
Parágrafo único. São vedadas ligações com amplificadores ou alto-falantes que propaguem som para
o ambiente externo, devendo esta restrição constar nos respectivos alvarás de funcionamento do
estabelecimento.
Art. 191. Serão permitidos, independentemente dos níveis emitidos, os ruídos e sons que provenham de:
I - exibições de banda e de entidades similares de música de expressão popular, em desfiles oficiais,
em locais e horários autorizados pelo órgão competente;
II - sinos e carrilhões acústicos de igrejas e templos, respeitado o horário entre 6h (seis horas) às 19h
(dezenove horas), exceto nas datas religiosas de expressão popular, quando será livre o horário;
III - cravação de estacas de percussão, máquinas e equipamentos utilizados em obras públicas ou
privadas, desde que não passíveis de confinamento, atendidas as medidas de controle de ruídos, seja na
fonte ou na trajetória e, observada a melhor tecnologia disponível e respeitando o horário comercial;
IV - eventos socioculturais ou recreativos e festas folclóricas, de caráter coletivo ou comunitário, em
logradouros e áreas públicas, autorizados pelo órgão competente, que definirá a data, a duração, local e o
horário máximo para o término, justificando, no ato administrativo, as decisões tomadas;
V - propaganda eleitoral com uso de instrumentos eletrônicos utilizados, respeitado o horário e a
legislação eleitoral pertinente;
VI - passeatas, comícios, manifestações públicas e campanhas de utilidade pública, respeitando o
horário entre 9h (nove horas) e 22h (vinte e duas horas), e a legislação eleitoral pertinente;
VII - procissões e cortejos de grupos religiosos em logradouros públicos, autorizados pelo órgão
competente;
VIII - máquinas, equipamentos e explosivos utilizados em obras de caráter emergencial, por razão de
segurança pública, a ser justificada pelo órgão responsável pelo serviço.
Art. 192. Os ruídos e sons que provenham de alarmes em imóveis e sirenes, ou aparelhos semelhantes,
que assinalem o início ou fim de jornada de trabalho ou de períodos de aulas nas escolas, serão
permitidos desde que predominantemente graves em que não se alonguem por mais de 30 (trinta)
segundos, respeitando-se o limite máximo de 70 (setenta) dB (decibéis).
Art. 193. Os ruídos e sons que provenham de cerimônias, missas, reuniões, cultos e sessões religiosas no
interior dos respectivos recintos serão permitidos, desde que seja respeitado o limite máximo de 75
(setenta e cinco) dB (decibéis), medidos na curva "a" do decibelímetro.
Art. 194. O disposto no artigo anterior, estender-se-á da mesma forma aos parques de diversões ou
temáticos, casas de espetáculos, bares e restaurantes com apresentação de música ao vivo ou mecânica,
clubes e associações desportivas, estádios, academias de ginástica com ambiente fechado, onde ocorrem
eventos esportivos, artísticos ou religiosos.
Art. 195. Ficam proibidos, independentemente dos níveis de ruído emitidos, os seguintes sons:
I - pregões, anúncios ou propagandas, realizados no espaço público ou direcionados a ele, seja por
meio de viva voz, aparelhos ou instrumentos de qualquer natureza, provenientes de fontes fixas.
II - fogos de artifícios e similares, exceto em casos especiais e autorizados pelo órgão competente,
sempre por instituições e nunca por indivíduos isolados;
III - provenientes de fontes móveis, como sirenes, apitos, alarmes e similares.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada de natureza grave.
Art. 196. Para liberação de atividade de propaganda volante deverá ser solicitada licença específica para
cada veículo que for utilizado, através de protocolo, conforme regulamentação via Decreto.
§ 1º A fiscalização será realizada pelas Secretarias Municipal de Meio Ambiente e de Trânsito e
Transportes.
§ 2º A atividade somente poderá ser executada no horário das 9h (nove horas) às 19h (dezenove
horas), respeitando o máximo de até 70 (setenta) dB (decibéis).
§ 3º Fica estipulado o valor de 15 (quinze) UFM por veículo para liberação da licença específica de que
trata o caput deste artigo.
§ 4º A infração deste artigo será considerada multa de natureza gravíssima.
Art. 197. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente.
Seção III
Do Abastecimento de água, Esgotamento Sanitário e Drenagem de águas
Art. 198. A execução de medidas de saneamento básico residencial, comercial e industrial, essenciais à
salubridade ambiental, constitui obrigação do Poder Público, da coletividade e do indivíduo que, para
tanto, no uso da propriedade, no manejo dos meios de produção e no exercício de qualquer atividade,
ficam obrigados ao cumprimento das determinações legais, regulamentares, recomendações e
interdições ditadas pelas autoridades ambientais, sanitárias e outras competentes.
Art. 199. Os esgotos sanitários deverão ser devidamente coletados, tratados e receber uma destinação
adequada, de modo a prevenir a contaminação dos recursos naturais.
Art. 200. É obrigatória a existência de instalações sanitárias adequadas nas edificações,bem como sua
ligação às redes públicas de abastecimento de água e de coleta de esgoto, quando disponíveis.
Art. 201. O saneamento básico é ação de saúde pública e serviço público essencial, implicando em direito
e garantia inalienável ao cidadão, de modo a promover:
I - abastecimento de água com qualidade compatível com os padrões de potabilidade;
II - promover o aprimoramento contínuo dos processos de produção e distribuição de água, bem
como da coleta, tratamento e disposição final de esgotos, dos resíduos sólidos domiciliares, e da
drenagem das águas pluviais, com vistas à utilização mais eficiente da água e à prevenção da poluição;
III - controle de vetores, com utilização de métodos específicos para cada um e que não causem
prejuízos ao homem, a outras espécies e ao meio ambiente.
Art. 202. A classificação das águas no território do Município, para efeitos deste Código, será aquela
adotada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA e de acordo com a legislação estadual.
Art. 203. O serviço público de água e esgoto é atribuição essencial do Município, que deverá estendê-lo
progressivamente a toda a população.
Parágrafo único. O Município manterá, na forma da Lei, mecanismos institucionais e financeiros
destinados a garantir os benefícios do saneamento básico à totalidade da população, compatibilizando o
planejamento local com o do órgão gestor das bacias hidrográficas em que estiver parcial ou totalmente
inserido.
Art. 204. A conservação e proteção das águas superficiais e subterrâneas são tarefas do Município, em
ação conjunta com o Estado, atendendo a legislação pertinente.
Parágrafo único. No aproveitamento das águas superficiais e subterrâneas, é prioritário o
abastecimento às populações.
Art. 205. É proibido o lançamento, direto ou indireto em corpos d`água, de quaisquer resíduos líquidos,
sólidos ou pastosos sem tratamento e em desacordo com os parâmetros definidos pelo CONAMA e
legislação estadual.
Art. 206. Todo e qualquer estabelecimento industrial e de prestação de serviços potencialmente poluidor
deverá possuir sistema de tratamento de efluentes líquidos cujo projeto deverá ser aprovado pelo órgão
ambiental competente.
Art. 207. Todo e qualquer uso de águas superficiais e de subsolo será objeto de licenciamento pelo órgão
competente, que levará em conta a política de usos múltiplos da água, respeitadas as legislações
pertinentes.
Seção IV
Das Fontes Móveis de Poluição
Art. 208. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em conjunto com a Secretaria Municipal de Trânsito
e Transportes, realizará o controle dos níveis de emissão de poluentes e de ruídos produzidos por veículos
automotores ou por suas cargas.
Art. 209. As empresas de transporte de carga e/ou passageiros, bem como as empresas com frota
própria, e os responsáveis pela manutenção e regulagem de motores e seus componentes, deverão
apresentar informações e dados necessários às ações de fiscalização, quando solicitado pela Secretaria
Municipal de Trânsito e Transportes.
Parágrafo único. A critério da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes poderão ser exigidos
testes e ensaios necessários para aferição e comprovação dos serviços de manutenção e regulagem
realizados.
Art. 210. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, conforme critérios e prioridades estabelecidos,
poderá exigir que as empresas proprietárias de frotas de veículos apresentem um plano de auto-
fiscalização, visando evitar a circulação de veículos que apresentem problemas de manutenção e emissão
excessiva de poluentes, sem prejuízo da fiscalização oficial.
Art. 211. A frota de veículos da Administração Municipal, bem como de suas concessionárias ou
permissionárias, deverá ter seus motores regulados para reduzir a emissão de poluentes atmosféricos,
atendendo aos padrões determinados pela legislação vigente.
Seção V
Dos Inflamáveis e Explosivos
Art. 212. Visando o interesse público, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente fiscalizará, em
colaboração com o Corpo de Bombeiros e autoridades estaduais e federais, a fabricação, o comércio, o
transporte e o emprego de inflamáveis e explosivos, conforme as legislações pertinentes e as disposições
deste Código.
Art. 213. São considerados inflamáveis:
I - fósforo e os materiais fosfóricos;
II - gasolina e demais derivados do petróleo;
III - éteres, álcoois, aguardente e os óleos em geral;
IV - carburetos, alcatrão e os materiais betuminosos líquidos;
V - qualquer outra substância com ponto de inflamabilidade acima de 135º C (cento e trinta e cinco
graus Celsius).
Art. 214. Consideram-se explosivos:
I - fogos de artifícios;
II - nitroglicerina e seus compostos derivados;
III - pólvora e o algodão-pólvora;
IV - espoletas e estopins;
V - fulminatos, cloratos, formiatos e congêneres;
VI - cartuchos de guerra, caça e minas.
Art. 215. É absolutamente proibido:
I - fabricar explosivos sem licença especial e em local não autorizado pelo Município;
II - infringir as exigências legais quanto à construção e a segurança disposta na Lei Municipal nº 66, de
21 de dezembro de 2016 (Código de Obras). ou em qualquer outra legislação que a substitua, e nas
legislações de prevenção contra incêndios e demais legislações pertinentes;
III - manter depósito de substâncias inflamáveis ou de explosivos sem atender à legislação pertinente;
IV - depositar ou conservar nas vias públicas, mesmo provisoriamente, inflamáveis ou explosivos;
V - transportar explosivos ou inflamáveis sem as devidas precauções estabelecidas na Lei Federal nº
9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), ou em qualquer outra legislação que a
substitua.
§ 1º Aos varejistas é permitido conservar, em cômodos apropriados, em seus armazéns ou lojas,
quantidades fixadas pelo órgão competente, mediante licença específica, de material inflamável ou
explosivo que não ultrapassar a venda provável de 20 (vinte) dias.
§ 2º Os fogueteiros e exploradores de pedreiras poderão manter depósitos de explosivos
correspondentes ao consumo de 30 (trinta) dias, desde que os depósitos estejam localizados a distância
mínima de 250,00m (duzentos e cinquenta metros) da habitação mais próxima e a 150,00m (cento e
cinquenta metros) das ruas ou estradas.
§ 3º Se as distâncias mencionadas no parágrafo anterior forem superiores a 500,00m (quinhentos
metros), será permitido o depósito de maior quantidade de explosivos.
Art. 216. Todas as dependências e anexos dos depósitos de explosivos e inflamáveis serão construídos
com material incombustível e em locais especialmente designados, com licença especial do órgão
competente.
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.
§ 1º Os depósitos deverão ser equipados com instalações de combate ao fogo e extintores de
incêndio portáteis, em quantidade e localização adequadas, mantidos em perfeito estado de
funcionamento.
§ 2º Nenhum material combustível será permitido em terreno à distância mínima de 10,00m (dez
metros) de qualquer depósito de explosivo e inflamável.
§ 3º Nos estabelecimentos de depósito e comércio de explosivos e inflamáveisdeverão ser mantidas,
em locais bem visíveis, placas de sinalização com os dizeres "PERIGO: EXPLOSIVOS" ou "INFLAMÁVEIS",
"PROIBIDO FUMAR", bem como será proibido qualquer equipamento que possa gerar chamas ou faíscas.
Art. 217. É expressamente proibido:
I - queimar fogos de artifício, bombas, busca-pés, morteiros e outros fogos perigosos nos logradouros
públicos ou em janelas e portas voltadas para os mesmos;
II - soltar balões, em todo o território do Município;
III - fazer fogueiras, nos logradouros públicos, sem prévia autorização;
IV - fazer fogos ou armadilhas com armas de fogo;
V - vender fogos de artifício a menores de idade.
Parágrafo único. A proibição de que tratam os itens I e III poderá ser suspensa, mediante licença da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Art. 218. A instalação de postos de abastecimentos de veículos, bombas de gasolina e depósito de outros
inflamáveis e explosivos, deverá atender às diretrizes constantes da Lei de Uso e Ocupação do Solo e
demais normas pertinentes.
Seção VI
Dos Resíduos Sólidos
Art. 219. Para efeito deste Código, entende-se que:
I - resíduos sólidos são todos aqueles que resultam das atividades humanas em sociedade e que se
apresentam nos estados sólido, semissólido ou líquido, não passíveis de tratamento convencional;
II - resíduos perigosos são aqueles que, em função de suas propriedades físicas, químicas ou
infectantes, possam apresentar riscos à saúde pública ou à qualidade do meio ambiente;
III - resíduos industriais são aqueles provenientes de atividades de pesquisa e de transformação de
matérias-primas e substâncias orgânicas ou inorgânicas em novos produtos, por processos específicos,
bem como os provenientes das atividades de mineração, de montagem e manipulação de produtos
acabados e aqueles gerados em áreas de utilidade, apoio e administração das indústrias;
IV - resíduos de serviços de saúde são aqueles provenientes de atividades de natureza médico-
assistencial, de centros de pesquisa e de desenvolvimento e experimentação na área de saúde, farmácias
e drogarias, laboratórios de análises clínicas, consultórios médicos e odontológicos, hospitais e clínicas
médicas e outros prestadores de serviços de saúde, que requeiram condições especiais quanto ao
acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final, por apresentarem periculosidade
real ou potencial à saúde humana, animal e ao meio ambiente.
Art. 220. A gestão dos resíduos sólidos observará as seguintes etapas:
I - prevenção da poluição ou redução da geração dos resíduos na fonte;
II - minimização dos resíduos gerados;
III - acondicionamento adequado, coleta e transporte seguro e racional dos resíduos;
IV - recuperação ambientalmente segura de materiais, substâncias ou de energia dos resíduos ou
produtos descartados;
V - tratamento ambientalmente seguro dos resíduos;
VI - disposição final ambientalmente segura dos resíduos remanescentes;
VII - recuperação das áreas degradadas pela disposição inadequada dos resíduos.
Art. 221. São expressamente proibidas as seguintes formas de destinação e utilização de resíduos sólidos:
I - lançamento "in natura" a céu aberto;
II - queima a céu aberto;
III - lançamento em cursos d`água, áreas de várzea, poços e cacimbas, em mananciais e em suas áreas
de drenagem;
IV - disposição em terrenos baldios, áreas erodidas e outros locais impróprios;
V - lançamento em sistemas de rede de drenagem de águas pluviais, de esgotos, bueiros e
assemelhados;
VI - armazenamento em edificações inadequadas;
VII - utilização para alimentação humana;
VIII - utilização para alimentação animal e adubação orgânica, em desacordo com a regulamentação
específica.
§ 1º Ficam os estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde responsáveis pelo correto
gerenciamento dos seus resíduos, no que se refere ao acondicionamento, armazenamento, transporte,
tratamento e disposição final.
§ 2º Os resíduos a que se refere o parágrafo anterior deverão ser depositados em coletores
apropriados, de propriedade dos interessados, com capacidade e dimensões estabelecidas pelo
Município.
§ 3º Ficam os estabelecimentos geradores de resíduos industriais responsáveis pelo correto
gerenciamento de seus resíduos, no que se refere ao acondicionamento, armazenamento, transporte,
tratamento e disposição final.
Seção VII
Dos Resíduos Sólidos Perigosos
Art. 222. Os resíduos sólidos perigosos, a critério da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, deverão
sofrer acondicionamento, transporte e tratamento adequados, antes de sua disposição final, fixados em
projetos específicos que atendam aos requisitos de proteção ambiental.
Parágrafo único. O transporte de resíduos sólidos perigosos deverá obedecer às exigências e
determinações das legislações estadual e federal pertinentes.
Seção VIII
Do Controle Dos Resíduos Sólidos
Art. 223. Os resíduos, resultantes de atividades residenciais, comerciais e de prestação de serviços, serão
removidos nos dias e horários predeterminados pela Administração Municipal, através do serviço de
coleta, que lhes dará a destinação adequada e legalmente prevista.
§ 1º É de responsabilidade do cidadão acondicionar os resíduos em recipientes adequados, conforme
regulamento específico.
§ 2º Resíduos constituídos por materiais perfurocortantes deverão ser acondicionados em recipientes
rígidos, de maneira a não pôr em risco a segurança dos operadores ecológicos.
§ 3º Os grandes geradores de resíduos conforme definidos em lei específica, obedecerão às regras
estabelecidas em regulamentos próprios.
Art. 224. Caberá aos estabelecimentos geradores de resíduos de serviço de saúde:
I - gerenciar os seus resíduos, desde a geração até a disposição final, de forma a atender os requisitos
ambientais e de saúde pública;
II - elaborar e implementar o plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde;
III - segregar, acondicionar e identificar os resíduos, adequadamente;
IV - assegurar o adequado armazenamento temporário e externo dos resíduos, em conformidade com
a legislação sanitária e ambiental vigente.
Art. 225. Para efeito do serviço de coleta domiciliar de resíduos, não serão passíveis de recolhimento
resíduos industriais, de oficinas, restos de material de construção ou entulhos provenientes de obras ou
demolições, restos de forragem de cocheiras ou estábulos, terra, folhas, galhos de jardins e quintais
particulares e os mesmos não poderão ser lançados nos logradouros públicos.
Parágrafo único. Os resíduos mencionados no artigo anterior serão removidos às custas dos
respectivos proprietários ou responsáveis, devendo ser transportados e encaminhados conforme
especificado na Lei Municipal nº 3182, de 09 de julho de 2021, que normatiza a atividade relativa ao
transporte de resíduos/entulhos no Município de Guarapuava, ou em outra lei que a suceder.
Art. 226. As edificações em geral deverão possuir locais para armazenagem de resíduos, em área interna
do imóvel, conforme regulamento específico e atendendo a Norma Brasileira - NBR nº 15911-3:2010 da
Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT ou a norma que a suceder.
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2021/318/3182/lei-ordinaria-n-3182-2021-institui-e-normatiza-atividade-relativa-ao-transporte-de-residuos-entulhos-no-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
Seção IX
Da Implantação da Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos
Art. 227. A coleta seletiva é um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais como papéis,
metais, vidros, plásticos e outros, previamente separados na fonte geradora.
Art. 228. A implantação da coleta seletiva e a reciclagem de materiais, como forma de tratamento de
resíduos sólidos no Município, objetiva:
I - reduzir os custos, com a disposição final dos resíduos e aumento da vida útil do aterro sanitário;
II - diminuir os gastos com a remediação de áreas degradadas pelo mau acondicionamento dos
resíduos;
III - promover a educação e conscientização ambiental e social da população;IV - melhorar as condições ambientais e de saúde pública do Município;
V - gerar trabalho e renda direta e indiretamente, com a coleta, triagem, pré-industrialização e
industrialização dos materiais recicláveis.
Art. 229. Todas as fases da implantação, assim como o gerenciamento e a fiscalização do programa de
coleta seletiva de resíduos serão de responsabilidade do Poder Executivo, através dos setores
competentes, conforme regulamento específico.
Parágrafo único. Os materiais recicláveis deverão ser separados dos demais resíduos pela fonte
geradora e apresentados nos dias, horários e locais estabelecidos pelo sistema de coleta seletiva.
Art. 230. Os órgãos públicos municipais do Executivo e Legislativo deverão implantar sistema interno de
separação de resíduos, com a finalidade de apresentação à coleta seletiva.
Art. 231. Os vendedores ambulantes que comercializem gêneros alimentícios, bem como os detentores
de licença para operarem seus estabelecimentos em vias e logradouros públicos, deverão tomar as
medidas necessárias para a separação dos resíduos e efetiva contribuição à coleta seletiva.
Art. 232. Os responsáveis por parques de diversões, cinemas, promoções de shows, ou quaisquer outros
tipos de divertimentos públicos deverão obedecer às regras estabelecidas no artigo anterior.
Art. 233. As instituições de ensino deverão desenvolver programas internos de separação de resíduos.
Art. 234. Os estabelecimentos comerciais deverão colocar à disposição de seus clientes recipientes
próprios, que garantam a coleta seletiva de resíduos gerados no funcionamento dos mesmos.
Art. 235. Os prédios e condomínios localizados no Município deverão colocar à disposição dos
condôminos recipientes próprios que garantam a coleta seletiva, ficando os síndicos e administradores
obrigados a divulgar os procedimentos relativos à coleta distinta em folhetos explicativos, bem como
garantir que o material reciclável seja apresentado ao sistema de coleta seletiva.
Seção X
Da Exploração e Aproveitamento Das Substâncias Minerais
Art. 236. A exploração e aproveitamento das substâncias minerais deverá atender a critérios definidos em
legislação específica.
Art. 237. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente.
CAPÍTULO V
DAS QUEIMADAS E DOS CORTES DE ÁRVORES E PASTAGENS
Art. 238. O Município colaborará com o Estado e a União para evitar a devastação das florestas e
estimular a plantação de árvores.
Art. 239. A derrubada de mata dependerá de licença do órgão competente.
Art. 240. Fica proibida a formação de pastagens na zona urbana do Município.
Parágrafo único. Por se tratar de irregularidade de uso e ocupação do solo, estando assim em
desacordo com o zoneamento urbano, fica sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Habitação
dirimir tais irregularidades.
Art. 241. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente, exceto em caso de disposição em contrário.
TÍTULO V
DA POLUIÇÃO VISUAL
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS DO MOBILIÁRIO URBANO E VEÍCULOS PUBLICITÁRIOS NO MUNICÍPIO
Art. 242. As disposições desta Lei aplicam-se a todos os veículos situados em logradouros públicos ou
visíveis destes, bem como aos instalados em imóveis edificados, não edificados ou em construção.
Parágrafo único. A inserção de veículos de divulgação na paisagem urbana fica obrigatoriamente
sujeita à prévia autorização, concedida pela Secretaria Municipal de Habitação.
Art. 243. A exploração ou utilização de veículos de divulgação presentes na paisagem urbana e visíveis
nos logradouros públicos deverá ser autorizada pela Secretaria Municipal de Habitação e promovida por
pessoas jurídicas ou profissionais autônomos que explorem essas atividades econômicas, devidamente
cadastrados.
Art. 244. O Município deverá considerar, para efeitos de análise dos pedidos de autorização de
implantação de veículos de publicidade, os elementos significativos da paisagem urbana, os parques e
seus entornos, as áreas funcionais de interesse cultural e paisagístico, os monumentos públicos, as obras
de arte, os prédios de interesse sociocultural, de adequação volumétrica, os prédios tombados, bem
como seus entornos.
Art. 245. O assentamento físico dos veículos de divulgação nos logradouros públicos só será permitido
nas seguintes condições:
I - quando houver anúncio institucional;
II - quando houver anúncio orientador;
III - quando prestarem serviço de interesse público ou de utilidade pública.
§ 1º O cumprimento das condições não exime a autorização prévia pela Secretaria Municipal de
Habitação.
§ 2º A infração deste artigo será considerada de natureza média.
Art. 246. No disciplinamento do uso do mobiliário urbano e veículos publicitários, caberá à Secretaria
Municipal de Habitação fornecer as autorizações pertinentes.
Art. 247. A exploração comercial de fachadas de edifícios e muros de qualquer tipo só será permitida com
o seu tratamento sob a forma de pintura de mural artístico, visando a composição da paisagem urbana, a
critério do Poder Público.
Art. 248. Os elementos do mobiliário urbano público somente poderão ser utilizados para a veiculação de
anúncios, através de permissão decorrente de licitação pública.
§ 1º O Poder Executivo, através da Secretaria Municipal de Habitação, deverá proceder a estudos
setoriais prévios para organização e disciplinamento do mobiliário urbano, com o fim de localizá-los
adequadamente sob o ponto de vista urbano-paisagístico, privilegiando a função pública do equipamento
no intuito de alcançar um resultado urbanístico satisfatório, respeitados os contratos licitados e vigentes
até o seu término.
§ 2º O projeto e dimensões do mobiliário urbano deverão ser analisados e aprovados pela Secretaria
Municipal de Habitação.
§ 3º Os veículos de divulgação devem ser compatíveis ou compatibilizados com os usos de solo
adjacentes e com o visual ambiental do espaço físico onde se situam, de modo a não criar em condições
adversas que decorram em prejuízo de ordem ambiental ou econômica à comunidade como um todo.
§ 4º A Secretaria Municipal de Habitação deverá identificar e propor normas específicas para as áreas
de interesse visual, em face da inserção de elementos construídos ou a construir.
Art. 249. A Secretaria Municipal de Habitação poderá, a qualquer tempo, definir, mediante
regulamentação, as dimensões, critérios, padrões, dentre outros, relativos ao uso do mobiliário urbano e
veículos publicitários no Município.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES E TIPOLOGIA
Art. 250. Para os fins desta Lei, consideram-se:
I - paisagem urbana: o bem público resultante da contínua e dinâmica interação entre os elementos
naturais, edificados ou criados pelo próprio homem, numa constante relação de escala, forma, função e
movimento;
II - áreas de interesse visual: são sítios significativos, espaços públicos ou privados e outros bens de
relevante interesse paisagístico, incluindo aspectos socioculturais, turísticos, patrimoniais, históricos,
arquitetônicos e ambientais, legalmente definidos ou reconhecidos pela população.
III - mobiliário urbano: são todos os elementos de escala microarquitetônica integrados ao espaço
urbano, com possibilidade de remoção e/ou realocação, complementando as funções urbanas e
distribuídos no tecido urbano, classificados como:
mobiliário urbano básico: assegura condições essenciais de segurança, comunicação, informações
fundamentais e circulação de pedestres, priorizando locais públicos;
mobiliário urbano complementar: elementos que complementam o espaço público em qualidade e
flexibilidade de localização, adaptando-se ao contexto paisagístico e ambiental;
mobiliário urbano acessório: elementos não essenciais cuja inserção não compromete a qualidade ou
harmonia da paisagem urbana;
mobiliário urbano especial: elementos que requerem estudos específicos e projetos detalhados para
implantação, visando desempenho funcional e estético.
IV - pintura mural: pinturasrealizadas em muros ou fachadas de edificações;
V - pintura mural artística: pinturas artísticas executadas em fachadas de edificações;
VI - anúncio: qualquer indicação em veículos de divulgação visíveis na paisagem urbana e logradouros
públicos, com o objetivo de promover, orientar, indicar ou transmitir mensagens sobre estabelecimentos
comerciais, empresas, produtos, ideias, pessoas ou coisas, classificados como:
anúncio indicativo: identifica estabelecimentos, propriedades e serviços;
anúncio promocional: promove estabelecimentos, empresas, produtos, marcas, pessoas, ideias ou coisas;
anúncio institucional: transmite informações do Poder Público, organismos culturais, entidades sociais,
beneficentes ou similares, sem finalidade comercial;
anúncio orientador: transmite mensagens de orientação, como tráfego ou alerta;
anúncio misto: transmite mais de um dos tipos definidos anteriormente.
VII - veículos de divulgação: elementos visuais ou audiovisuais utilizados para transmitir anúncios ao
público, incluindo:
tabuleta: para fixação de cartazes substituíveis ("outdoors" e similares);
placa: para pintura ou plotagem de anúncios, com área inferior a 30,00m² (trinta metros quadrados),
iluminada ou não;
painel: luminoso ou iluminado, para veiculação de anúncios, até 30,00m² (trinta metros quadrados),
fixado em estrutura própria;
letreiro: luminoso ou iluminado, em fachadas ou estruturas próprias, contendo nome, marca, atividade,
endereço e telefone;
poste toponímico: luminoso ou não, em esquinas de logradouros públicos, para nomenclatura de ruas,
com anúncios orientadores ou indicativos;
faixa: para pintura de anúncios institucionais em material não rígido;
balões e boias;
pintura mural;
pintura mural artística.
CAPÍTULO III
DO USO DO MOBILIÁRIO URBANO E VEÍCULOS PUBLICITÁRIOS NO MUNICÍPIO
Art. 251. As Secretarias Municipais de Habitação e de Planejamento e Urbanismo disciplinarão o uso do
mobiliário urbano e dos veículos publicitários, atendendo aos seguintes objetivos e à legislação específica:
I - ordenar a exploração e utilização de veículos de divulgação visíveis na paisagem urbana e nos
logradouros públicos, assim como do mobiliário urbano;
II - elaborar e implementar normas para a construção e instalação desses veículos na cidade, visando:
III - permitir a percepção, a compreensão da estrutura urbana, a identificação e a preservação dos
marcos referenciais da cidade;
IV - proporcionar a proteção da saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como o
conforto e a fluidez de seus deslocamentos, através dos logradouros públicos;
V - estabelecer o equilíbrio entre o direito de uma atividade econômica ou de um indivíduo de
identificar-se ou veicular a sua mensagem e o direito do público em se proteger contra possíveis prejuízos
daí resultantes, tais como condições potenciais de risco físico ou desarmonia, resultante da proliferação
desordenada de veículos de divulgação.
Art. 252. Os elementos que equipam o espaço público são considerados o conjunto formado pelo
mobiliário urbano e os elementos das redes de infraestrutura aparentes nos logradouros públicos, como
postes da rede de energia elétrica, iluminação pública, telefonia, redes de coleta de água, hidrantes e
outros.
Parágrafo único. Os elementos conceituados como mobiliário urbano estão classificados como
básicos, complementares, acessórios e especiais, segundo o Anexo I desta Lei.
Art. 253. O Executivo poderá usar elementos do mobiliário urbano para a veiculação de anúncios, em
conformidade com a legislação municipal vigente.
CAPÍTULO IV
DOS VEÍCULOS EM EDIFICAÇÕES
Art. 254. A projeção horizontal de veículos suspensos sobre o passeio limitar-se-á ao máximo de 1,50m
(um metro e cinquenta centímetros) em relação ao alinhamento predial, ficando, em qualquer caso, sua
extremidade, no mínimo, a 0,50m (cinquenta centímetros) aquém do meio-fio.
§ 1º Quando houver marquise ou corpo avançado, os veículos poderão acompanhar no máximo o
balanço desta, ou, quando na testada, ultrapassar no máximo 0,15m (quinze centímetros), ficando, em
qualquer caso, 0,50m (cinquenta centímetros) aquém do meio-fio.
§ 2º A distância vertical mínima dos veículos em relação ao passeio será de 2,70m (dois metros e
sententa centímetros).
§ 3º A área máxima permitida para veículos de divulgação em uma mesma fachada não poderá
exceder a 30% (trinta por cento) da fachada do comércio.
§ 4º É vedada a instalação de veículos de divulgação acima da laje de forro da sobreloja.
§ 5º A infração deste artigo será considerada de natureza média.
Art. 255. Os veículos não poderão, em hipótese alguma, obstruir vãos de iluminação e ventilação, saídas
de emergência, ou alterar as linhas arquitetônicas das fachadas dos prédios, nem colocar em risco a
segurança de seus ocupantes.
Parágrafo único. A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 256. A instalação de veículos luminosos, iluminados e não luminosos sobre cobertura ou telhado,
com estrutura própria, será avaliada individualmente, considerando-se os seguintes critérios:
I - deverá possuir estrutura metálica, sendo vedada a utilização de estrutura de madeira;
II - não poderá prejudicar de forma alguma a insolação, iluminação e ventilação das edificações onde
estiver instalado, nem dos imóveis vizinhos ou no alcance de para-raios;
III - não poderá comprometer dispositivos luminosos de segurança para tráfego de veículos e
pedestres;
IV - deverão possuir área máxima de 30,00m² (trinta metros quadrados) e altura máxima de 5,00m
(cinco metros), medida a partir da superfície da laje do último pavimento, quando instalados sobre
edificações;
V - não poderão ser implantados em edificações exclusivamente residenciais;
VI - não poderão ser instalados em edificações que possuam gabarito de altura máxima previsto pela
Lei do Plano Diretor.
Art. 257. Os trechos de fachadas destinados a veículos de divulgação em edifícios comerciais, industriais
ou mistos, poderão ser determinados em espaços definidos no projeto arquitetônico, respeitado o
disciplinado nesta Lei e suas regulamentações.
Art. 258. É permitido às casas de diversões, teatros e outros estabelecimentos afixarem programas e
cartazes artísticos em suas partes externas, desde que em locais apropriados e relacionados
exclusivamente às atividades de entretenimento nelas realizadas.
CAPÍTULO V
DOS ANÚNCIOS EM TABULETAS, PLACAS E PAINÉIS
Art. 259. É vedada a exibição de anúncios por meio de tabuletas, placas e painéis, nas faixas marginais de
preservação permanente dos rios, arroios e fundos de vales, e quaisquer logradouros públicos, salvo
quando disposição em contrário em decorrência de legislação específica.
Parágrafo único. A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 260. Será obrigatória, por parte do proprietário do terreno, a manutenção da limpeza e condições do
veículo e ao seu redor, numa faixa mínima equivalente ao recuo para o terreno e quando não houver
recuo previsto, a limpeza far-se-á numa faixa mínima de 10,00m (dez metros).
Parágrafo único. A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 261. As tabuletas poderão estar localizadas no alinhamento dos muros dos terrenos.
§ 1º Cada unidade ou agrupamento deverá manter uma distância entre si de, no mínimo, 1,00m (um
metro).
§ 2º A aresta superior dos veículos não deverá ultrapassar a altura máxima de 6,00m (seis metros).
§ 3º Deverá possuir fixação adequada, de modo a não oferecer risco à população.
§ 4º Nos terrenos baldios murados, fechados com cercas metálicas ou qualquer outro tipo de
vedação, os veículos somente poderão ser fixados em estruturas próprias.
§ 5º A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 262. As placas e painéis poderão ser instalados em recuos viários e de ajardinamento, desde que a
sua projeção esteja contida dentro dos limites do imóvel onde o veículo estiver implantado.
Art. 263. Todas as tabuletas, placas ou painéis deverão ser identificados com o nome da empresa
publicitária.
Art. 264.Os tapumes de obras poderão veicular anúncios, desde que estes sejam resumidos (logotipos,
slogans e outros), obedecidas as dimensões máximas de aproveitamento iguais às tabuletas, placas e
painéis.
Art. 265. O espaçamento mínimo entre os painéis luminosos ou iluminados de face simples deverá
obedecer a uma distância mínima de 80,00m (oitenta metros), considerando a sua implantação
exclusivamente no mesmo sentido do fluxo de deslocamento nos logradouros públicos.
§ 1º Nos logradouros públicos em que existam duplo sentido de deslocamento de fluxo, o
espaçamento mínimo entre painéis luminosos ou iluminados de face simples deverá obedecer a uma
distância mínima de 40,00m (quarenta metros), para veículos implantados em sentidos opostos de fluxo
de veículos.
§ 2º Os veículos de divulgação poderão conter dupla face, cada uma com área máxima de 30,00 m²
(trinta metros quadrados), respectivamente, podendo ser instalados somente em avenidas.
§ 3º Os veículos de divulgação contendo dupla face deverão possuir, no máximo, ângulo de 30º (trinta
graus).
§ 4º A aresta superior dos veículos não poderá ultrapassar a altura de 12,00m (doze metros),
contados a partir do meio-fio fronteiro à propriedade.
§ 5º A infração deste artigo será considerada de natureza média.
CAPÍTULO VI
DOS POSTES TOPONÍMICOS
Art. 266. É vedada a exploração de anúncios em postes toponímicos.
Parágrafo único. A infração deste artigo será multa de natureza média.
CAPÍTULO VII
DOS POSTES DE ILUMINAÇÃO E DE ENERGIA ELÉTRICA
Art. 267. A concessão, permissão ou autorização de distribuição de energia elétrica ou de serviços de
telecomunicações não isenta a prestadora do atendimento a seguir as normas técnicas de engenharia, as
leis municipais, estaduais e federais relativas à construção civil e outras exigências normativas pertinentes
à instalação de fios ou fios drop, cabos metálicos, coaxiais e fibras ópticas, equipamentos, caixas e/ou
acessórios em logradouros públicos.
§ 1º Caberá à prestadora observar o presente Código de Posturas do Município, o estabelecido na Lei
Municipal nº 66, de 21 de dezembro de 2016 (Código de Obras) ou em qualquer outra legislação que a
substitua, e legislação complementar, quanto às normas técnicas vigentes e outras exigências legais
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
pertinentes quanto a edificações, torres e antenas, bem como à instalação de linhas físicas em
logradouros públicos.
§ 2º Quando a Administração Pública Municipal, por meio de seus órgãos, receber denúncias,
informações ou constatar descumprimentos do disposto neste artigo, deverá notificar a empresa
concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica ora Distribuidora, detentora da
infraestrutura de postes, para regularização adequada.
Art. 268. Sem qualquer ônus para a Administração Pública Municipal, a Distribuidora e demais empresas
que compartilham a infraestrutura de postes ficam obrigadas a realizar o alinhamento e a correta fixação
ou remoção de equipamentos, caixas, acessórios, fios ou fios drop, cabos metálicos, coaxiais e fibras
ópticas inservíveis, inutilizados, em desuso, instalados de forma inadequada ou que estejam oferecendo
qualquer tipo de risco à segurança de pessoas, veículos ou imóveis.
§ 1º De imediato, a Distribuidora deverá notificar as demais empresas que utilizam seus postes como
suporte de cabeamentos e outros equipamentos, para que cumpram o disposto no caput.
§ 2º A adequação ou a remoção dos dispositivos citados no caput caracteriza o compromisso com a
segurança dos munícipes, infraestrutura aérea urbana, paisagística e preservação do meio ambiente.
§ 3º Ficam os detentores e ocupantes de concessão, permissão ou autorização de serviço de
distribuição de energia elétrica ou de serviços de telecomunicações obrigados a fazer manutenção,
conservação, remoção ou substituição de todo e qualquer poste que se encontre em estado precário,
torto, inclinado ou em desuso.
§ 4º Em caso de substituição ou relocação de postes da Distribuidora, ela fica obrigada a notificar as
demais empresas que deles se utilizam, para que possam realizar a regularização de seus fios ou fios drop
e cabos metálicos, coaxiais e fibras ópticas, bem como outros equipamentos, no prazo máximo de até 24h
(vinte e quatro horas) do término dos trabalhos de substituição ou relocação da Distribuidora.
§ 5º O correto uso do espaço público envolve o estrito cumprimento às normas técnicas aplicáveis,
em particular à observância aos afastamentos mínimos de segurança em relação ao nível do solo, aos
condutores energizados da rede de energia elétrica e às instalações de iluminação pública, visando a não
interferir no uso do espaço público por outros usuários, notadamente os pedestres.
§ 6º O compartilhamento de infraestrutura não deve comprometer a segurança de pessoas, veículos,
instalações, antenas, torres, edificações, bem como de suas fachadas, sacadas e janelas.
Art. 269. A ocupação dos postes da Distribuidora deve ser realizada de maneira ordenada e uniforme, de
modo que a instalação de novos cabeamentos e equipamentos não utilize os pontos de fixação
destinados a outros ocupantes nem o espaço exclusivo destinado à iluminação pública.
Art. 270. Ao ser confirmada a existência, em via pública, de poste particular não autorizado de empresa
de telecomunicações por meio de denúncia, a Administração Pública Municipal deverá notificar
imediatamente essa empresa para proceder à remoção do poste no prazo máximo de 72 (setenta e duas)
horas.
§ 1º É expressamente proibida a utilização de postes pertencentes e implantados pela Administração
Pública Municipal, dos tipos concreto armado ou metálicos, normalmente utilizados em praças públicas,
parques municipais, viadutos, trincheiras, vias marginais, entre outros, para o lançamento e ancoramento
de cabos e fios, caixas e demais equipamentos de telecomunicações em função dos riscos de segurança
quanto às suas fixações e choque elétrico a transeuntes.
§ 2º Toda e qualquer situação emergencial ou que represente risco de acidentes deve ser regularizada
no prazo máximo de 24h (vinte e quatro horas) a partir do recebimento de notificação enviada pela
Administração Pública Municipal.
§ 3º A notificação de que trata o caput deve conter, no mínimo, a localização do poste a ser removido,
a descrição da não conformidade identificada pela Administração e o prazo máximo para remoção, sendo
a notificação instruída preferencialmente com fotografias.
Art. 271. A Distribuidora deverá enviar quadrimestralmente à Administração Pública um relatório das
ações de retirada ou alinhamento, respectivamente, de seus próprios equipamentos ou cabeamentos e
também das notificações que enviou às empresas que compartilham o uso dos seus postes.
Art. 272. Todas as fiações instaladas nos postes da Distribuidora deverão ter identificação legível, por
meio de plaqueta de material não metálico, resistente a intempéries, em que conste a descrição do tipo
de cabo, o nome da empresa ocupante e seu contato de emergência 24h (vinte e quatro horas).
§ 1º A plaqueta de identificação citada no caput deve estar presa no cabo a uma distância entre
0,20m (vinte centímetros) e 0,50 (cinquenta centímetros) do ponto de sua fixação em todos os vãos por
onde passar.
§ 2º Quando o desenvolvimento tecnológico permitir o compartilhamento de infraestrutura entre
diferentes empresas, a identificação deverá conter os dados de todas elas.
§ 3º Encerrado o prazo disposto no caput, quando notificada, a Distribuidora deverá remover de seus
postes as fiações não identificadas conforme as regras estabelecidas.
Art. 273. As distâncias mínimas entre o cabeamento aéreo e o nível acabado da via pública,nas
condições mais desfavoráveis, devem ser as seguintes:
I - sobre ruas e vias exclusivas a pedestres: 3,00m (três metros);
II - sobre entradas de edificações e demais locais de uso restrito a veículos: 4,50m (quatro metros e
cinquenta centímetros).
III - sobre pistas de rolamento e cruzamentos de ruas e avenidas: 5,00m (cinco metros);
IV - sobre pistas de rolamento de rodovias: 7,00m (sete metros).
Parágrafo único. Nos casos em que a altura do ponto de fixação não atenda às necessidades e não
houver a possibilidade técnica de substituição dos postes existentes, deverão ser adotadas instalações
alternativas, como caixas de passagem subterrâneas, a fim de atender às condições de segurança da via.
Art. 274. Só serão permitidos cruzamentos aéreos de fios e cabos de qualquer natureza em
entroncamentos e travessias de vias públicas, na hipótese de esta fiação ser ortogonal à direção da via
que está sendo cruzada, atendendo ainda aos limites mínimos de altura previstos nas normas técnicas
pertinentes da presente legislação.
Art. 275. Todas as redes e equipamentos de telecomunicações instalados em vias públicas devem possuir
proteção e aterramentos adequados, conforme previsto nas normas técnicas.
§ 1º Nas ruas arborizadas ou com edificações, os fios e cabos condutores de energia elétrica, de
telecomunicações ou outros que se utilizem dos postes da Distribuidora, sejam de qualquer natureza,
deverão ser convenientemente isolados e mantidos a uma distância segura das árvores e edificações,
conforme especificações técnicas.
§ 2º Os fios e cabos de descida dos aterramentos devem ser protegidos por meio de eletrodutos de
material não condutor de energia elétrica e resistentes a impactos, de forma a impedir choque elétrico de
contato e também quaisquer outros danos aos transeuntes.
Art. 276. A Distribuidora será notificada acerca da necessidade de regularização da não conformidade.
§ 1º A notificação de que trata o caput deve conter, no mínimo, a localização do poste com fiação a
ser regularizada, a descrição da não conformidade identificada pela Administração Pública Municipal e o
prazo máximo para regularização.
§ 2º Caso os fios, cabos ou demais equipamentos em desacordo com a presente legislação pertençam
a alguma empresa que compartilha a infraestrutura dos postes da Distribuidora, esta última deverá
notificar a referida empresa para que a não conformidade identificada seja regularizada.
Art. 277. Para cada notificação feita pela Administração Pública Municipal, caso a não conformidade
relatada não seja regularizada nos prazos previstos neste artigo, será aplicada multa de 50 (cinquenta)
UFM à Distribuidora.
§ 1º Os prazos para resolução das não conformidades apontadas em cada notificação feita pela
Administração Pública Municipal são:
I - até 24h (vinte e quatro horas) após o recebimento da notificação para a desobstrução de vias
públicas ou qualquer situação que coloque em risco a segurança de pessoas, veículos ou imóveis.
II - até 72h (setenta e duas horas) para os demais casos.
§ 2º A cada novo período correspondente aos mencionados nos incisos do § 1º, durante o qual
persistir o descumprimento do disposto nesta Lei, será aplicada uma nova multa, cujo valor será dobrado
em relação à anterior para cada ocorrência de infração.
§ 3º Independente de a não conformidade mencionada na notificação seja de responsabilidade direta
da Distribuidora, esta deve comunicar a empresa responsável em até 24h (vinte e quatro horas) após
receber a notificação emitida pela Administração Pública Municipal.
§ 4º A comprovação de que a Distribuidora enviou notificação de não conformidade à empresa
responsável, no prazo previsto no § 3º, não isenta a Distribuidora da responsabilidade administrativa no
caso em questão.
§ 5º Caso a empresa responsável pela não conformidade, após ser notificada pela Distribuidora, não
regularize o problema apontado na notificação em prazo máximo idêntico aos mencionados nos
correspondentes incisos do § 1º, será aplicada multa de até 50 (cinquenta) UFM a esta empresa, valendo
também o disposto no § 2º
§ 6º As multas previstas nesta Lei serão reajustadas anualmente pelo índice de atualização monetária
aplicado pelo Município na correção de seus débitos fiscais.
Art. 278. A fiscalização do cumprimento deste capítulo e a aplicação de penalidades cabíveis será
exercida pela Secretaria Municipal de Habitação.
Parágrafo único. A infração deste capítulo será multa de natureza média.
CAPÍTULO VIII
DAS FAIXAS
Art. 279. O uso de faixas será autorizado em locais previamente autorizados pelo Poder Público e em
caráter transitório.
§ 1º Os responsáveis pelas faixas poderão colocá-las no máximo 15 (quinze) dias antes e retirá-las até
72h (setenta e duas horas) do período autorizado.
§ 2º Durante o período de exposição, a faixa deverá ser mantida em perfeitas condições de afixação e
conservação.
§ 3º É proibida a fixação de faixas em árvores.
§ 4º A colocação de faixas poderá ser feita em postes desde que autorizada pelas concessionárias.
§ 5º A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 280. Os danos às pessoas ou propriedades, decorrentes da inadequada colocação das faixas, serão
de única e inteira responsabilidade do autorizado.
CAPÍTULO IX
DAS PROIBIÇÕES GERAIS
Art. 281. Fica proibida a colocação ou fixação de veículos de divulgação:
I - em logradouros públicos, viadutos, túneis, pontes, elevados, monumentos e pistas de rolamento
de tráfego;
II - que obstruam a atenção dos motoristas ou obstruam a sua visão ao entrar e sair de
estabelecimentos, caminhos privados, ruas e estradas;
III - em veículos automotores sem condições de operacionalidade, ou que tenha como finalidade
precípua à veiculação de anúncios de divulgação;
IV - que se constituam em perigo à segurança e à saúde da população, ou que, de qualquer forma,
prejudique a fluidez dos seus deslocamentos nos logradouros públicos;
V - que prejudiquem os lindeiros;
VI - que prejudiquem a insolação ou a aeração da edificação em que estiverem instalados, ou
lindeiros;
VII - no mobiliário urbano, se utilizados como mero suporte de anúncios, desvirtuados de suas
funções próprias;
VIII - em obras públicas ou elementos significativos da paisagem, nos parques, nas áreas funcionais de
interesse cultural e paisagístico, nos monumentos públicos, nas obras de arte, nos prédios de interesse
sociocultural, de adequação volumétrica e nos prédios tombados ou de valor histórico;
IX - que veiculem mensagem fora do prazo autorizado ou de estabelecimentos desativados;
X - em mau estado de conservação no aspecto visual, como também estrutural;
XI - mediante emprego de balões inflamáveis;
XII - veiculada mediante uso de animais;
XIII - fora das dimensões e especificações elaboradas na regulamentação desta Lei;
XIV - que desfigurem, de qualquer forma, as linhas arquitetônicas dos edifícios
XV - quando se referir de maneira desrespeitosa a pessoas, instituições ou crenças, ou quando utilizar
grafia incorreta;
XVI - quando favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social ou
religiosa;
XVII - quando veicularem elementos que possam induzir a atividades criminosas e ilegais, ou à
violência, ou que possam favorecer, enaltecer ou estimular tais atividades;
XVIII - quando veicularem mensagens de produtos proibidos ou que estimulem qualquer tipo de
poluição ou degradação do ambiente natural;
XIX - na pavimentação das ruas, meios-fios, calçadas e rótulas, salvo em se tratando de anúncio
orientador ou prestador de serviço de utilidade pública;
XX - no interior de cemitérios;
XXI - em árvores, postes de luz ou colunas semafóricas;
XXII - em cavaletes, nos logradouros públicos;
XXIII - quando obstruírem a visibilidade da sinalização de trânsito e outras sinalizações destinadas à
orientação do público, bem como a numeração imobiliária e a denominação das vias;
XXIV - quando, com o dispositivo luminoso, causarem insegurança ao trânsito de veículos e pedestres
ou prejudicaremnulidade.
§ 2º Se o sujeito passivo, ou quem o represente, não puder ou negar-se a assinar a
notificação/lançamento/auto de infração, este será considerado cientificado, devendo-se mencionar essa
circunstância.
§ 3º A ciência por meio eletrônico mencionada no caput deste artigo será considerada válida para
todos os efeitos legais.
§ 4º Considerar-se-á realizada a ciência na data em que o sujeito passivo e/ou o interessado efetivar a
consulta eletrônica no domicílio eletrônico do contribuinte (DEC), nos termos da legislação vigente.
§ 5º Considerar-se-á realizada a ciência na data em que o sujeito passivo efetuar a assinatura
eletrônica no documento disponibilizado no protocolo eletrônico do Município, nos termos da legislação
vigente.
§ 6º Nos casos mencionados nos §§ 4º e 5º deste artigo, se a consulta ou acesso ocorrer em dia não
útil, a comunicação será considerada realizada no primeiro dia útil seguinte.
§ 7º Nos casos em que a comunicação se der por meio eletrônico ou edital, exceto no domicílio
eletrônico do contribuinte, sem a coleta de assinatura digital, será considerado devidamente cientificado
nº 15º (décimo quinto) dia corrido contados a partir do primeiro dia útil subsequente à realização de
consulta e/ou leitura do documento ou correspondência eletrônica (e-mail) pelo sujeito passivo a partir
da disponibilização do protocolo eletrônico.
Seção II
Da Notificação
Art. 18. A notificação do contribuinte será processada através de documento estabelecido pelos órgãos
competentes, que será entregue nos termos do artigo 17 desta Lei, e conterá, além de outros elementos
julgados necessários, os seguintes:
I - qualificação do notificado;
II - local, dia e hora da lavratura;
III - descrição do fato que a motivou e indicação do dispositivo legal transgredido, quando couber;
IV - determinação exigida para cumpri-la no prazo determinado pelo agente fiscal;
V - valor da multa devida em caso de não atendimento;
VI - assinatura do notificado, seu representante legal ou preposto quando se der na forma do art. 17,
inciso I;
VII - assinatura do notificante.
§ 1º A assinatura não constitui formalidade essencial à validade da notificação, não implica em
confissão e a recusa não agrava a penalidade.
§ 2º Eventuais falhas, omissões ou incorreções na notificação não acarretará sua nulidade, desde que
o processo contenha elementos suficientes para a determinação da infração e do infrator.
§ 3º O não atendimento ou cumprimento, pelo sujeito passivo, da exigência determinada na
notificação, no prazo estabelecido pelo órgão fiscalizador, ensejará a lavratura de auto de infração.
Seção III
Do Auto de Infração
Art. 19. Auto de infração é o instrumento por meio do qual a autoridade municipal apura a violação das
disposições deste Código e de outras Leis, Decretos ou Regulamentos do Município.
Art. 20. Qualquer violação das normas deste Código ou de outras Leis, Decretos ou Regulamentos do
Município, devidamente constatada, dará motivo à lavratura do auto de infração.
Art. 21. O auto de infração obedecerá ao modelo padrão estabelecido pelos órgãos competentes, será
lavrado pelo agente fiscal do Município e conterá obrigatoriamente:
I - a qualificação do autuado;
II - o local, data e hora da lavratura;
III - a descrição do fato;
IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável;
V - o valor da multa devida;
VI - a assinatura do autuado, seu representante legal ou preposto quando se der na forma do art. 17,
inciso I;
VII - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de 30 (trinta)
dias corridos;
VIII - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de sua matrícula.
§ 1º Se o infrator, ou seu representante, não puder ou se recusar a assinar o auto, essa circunstância
deverá ser mencionada.
§ 2º A assinatura não constitui formalidade essencial à validade do auto, não implica em confissão e a
recusa não agrava a penalidade.
§ 3º Eventuais falhas, omissões ou incorreções no auto não acarretarão sua nulidade, desde que o
processo contenha elementos suficientes para a definição da infração e do infrator.
Art. 22. O auto de infração poderá ser lavrado cumulativamente com o auto de apreensão, quando
aplicável.
Parágrafo único. O recolhimento da multa não desobriga a regularização da infração decorrente da
irregularidade.
Seção IV
Da Apreensão de Bens
Art. 23. Apreensão consiste na tomada dos objetos/bens/mercadorias que constituírem prova material
de infração aos dispositivos estabelecidos neste Código, Leis ou Regulamentos.
Parágrafo único. Ao realizar a apreensão, o agente fiscal da Secretaria Municipal responsável pela
fiscalização, obrigatoriamente lavrará o auto de apreensão e este deverá conter a descrição dos itens
apreendidos e a indicação do lugar onde ficarão depositados.
Art. 24. Nos casos de apreensão, os itens apreendidos serão recolhidos ao local designado pelo fiscal
responsável pela autuação.
§ 1º Quando os itens apreendidos não puderem ser recolhidos ao depósito municipal ou quando a
apreensão ocorrer fora do perímetro urbano, eles poderão ser depositados em mãos de terceiros, no
entanto, se esse terceiro for um órgão público da esfera Federal, Estadual, autarquias, empresas públicas
ou de economia mista, o depósito ocorrerá obrigatoriamente mediante autorização formal.
§ 2º A devolução do item apreendido só se fará depois do infrator efetuar o pagamento das multas
que tiverem sido aplicadas, e se indenizadas ao Município as despesas resultantes da apreensão,
transporte e depósito.
Art. 25. No caso de produtos ou bens não perecíveis não serem reclamados e retirados dentro de 30
(trinta) dias corridos, desde que não impugnados, os objetos, mercadorias e bens apreendidos serão
vendidos em hasta pública pelo Município ou doados aos órgãos públicos ou entidades filantrópicas,
mediante prévia declaração de utilidade pública e requerimento formal, incluindo a justificativa da
necessidade de uso.
§ 1º A importância apurada em hasta pública poderá ser aplicada de forma a custear as despesas dos
órgãos fiscalizatórios.
§ 2º Expirado o prazo estabelecido no caput deste artigo, sem que o bem tenha sido retirado e, não
houver interesse na realização de hasta pública, a Secretaria Municipal responsável pela apreensão
promoverá a publicação em Boletim Oficial, da disponibilidade do bens a serem doados aos órgãos
públicos ou entidades filantrópicas, na forma definida em regulamento próprio, respeitando critérios
previamente estabelecido em edital.
Art. 26. Na eventualidade da apreensão de produtos não perecíveis que representem risco à saúde
humana ou animal, ou que por qualquer motivo não possam ser utilizados, será providenciado o seu
descarte adequado.
§ 1º A Secretaria Municipal, responsável pela apreensão, promoverá o descarte e inutilização, por
meio de empresa terceirizada, ficando autorizada a cobrar do infrator, os custos dos serviços, acrescidos
de 20% (vinte por cento), a título de administração.
§ 2º Quando o infrator for designado como fiel depositário do bem apreendido, ele poderá contratar
uma empresa terceirizada e legalizada para realizar o descarte e inutilização do produto, devendo
posteriormente, apresentar ao Município a comprovação do descarte adequado.
Art. 27. Na hipótese de produtos perecíveis não serem reclamados e retirados dentro de 24 (vinte e
quatro) horas, ou quando não for viável sanear a infração, os produtos apreendidos serão descartados
e/ou inutilizados.
§ 1º Entende-se por produtos perecíveis aqueles compostos por matérias-primas, ingredientes,
produtos intermediários e acabados que possam favorecer o crescimento de microrganismos patogênicos
ou a formação de toxinas, devendo ser armazenados em temperaturas adequadas para garantir a
segurança alimentar, preservando suas características organolépticas e valor nutricional, a fim de prevenir
riscos à saúde.
§ 2º Caso os produtos não sejam reclamados e retirados no prazo estabelecido, a Secretaria
Municipalo bem-estar da população do entorno;
XXV - em propriedades municipais, sem autorização expressa de uso do imóvel para este fim, por
parte do órgão competente.
Parágrafo único. A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 282. Fica vedada a veiculação de anúncios ao longo das faixas de domínio das vias férreas ou
rodovias, dentro dos limites do Município, independente das exigências contidas nas legislações federal e
estadual.
Parágrafo único. A infração deste artigo será multa de natureza média.
Art. 283. A fiscalização ao disposto neste capítulo será de competência da Secretaria Municipal de
Planejamento e Urbanismo, da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes e da Secretaria Municipal
de Habitação.
CAPÍTULO X
DOS RESPONSÁVEIS E DAS PENALIDADES
Art. 284. As pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as entidades da Administração Pública Indireta,
concessionárias e prestadoras de serviços, que infringirem qualquer dispositivo deste título, ficam sujeitos
às seguintes penalidades:
I - notificação;
II - multa;
III - apreensão do veículo de divulgação ou do anúncio;
IV - descadastramento.
§ 1º As penalidades serão aplicadas sem prejuízo das que, por força de lei, possam também ser
impostas por autoridades federais ou estaduais.
§ 2º Responderá solidariamente pelas infrações quem, de qualquer modo, as cometer, concorrer para
sua prática ou dela se beneficiar.
Art. 285. O pagamento da multa não exime o infrator de regularizar a situação que deu origem à pena,
dentro dos prazos estabelecidos para cada caso.
Art. 286. Os procedimentos relativos à defesa, recurso e imposição de multa, obedecerão, no que couber,
aos dispositivos da legislação municipal vigente.
Art. 287. A autorização de uso do imóvel para a implantação de veículos de divulgação implicará,
obrigatoriamente, em autorização para o acesso ao interior do imóvel, fornecidas aos agentes do Poder
Executivo, sempre que for necessário ao cumprimento das disposições legais pertinentes.
CAPÍTULO XI
AS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 288. Os anúncios e veículos que forem encontrados sem a necessária autorização, ou em desacordo
com as disposições desta Lei poderão ser retirados e apreendidos, sem prejuízo de aplicação de
penalidade aos responsáveis.
§ 1º Os responsáveis por projetos e colocação dos veículos responderão pelo cumprimento das
normas estabelecidas nesta Lei, bem como por sua segurança.
§ 2º O Poder Executivo não assumirá qualquer responsabilidade em razão de veículos mal
executados.
§ 3º Anúncios veiculados sobre outros componentes do mobiliário urbano público serão
normatizados de acordo com o edital da licitação correspondente.
§ 4º Os pedidos de autorização de veículos que não atenderem às disposições desta Lei serão
indeferidos.
Art. 289. É fator determinante da imediata revogação da autorização a inobservância das disposições
legais, respeitado o devido processo legal e ampla defesa.
Art. 290. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Habitação e
pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes.
TÍTULO VI
DA UTILIZAÇÃO DAS VIAS PÚBLICAS
CAPÍTULO I
DO TRÂNSITO
Art. 291. O trânsito, de acordo com as leis vigentes, é livre e sua regulamentação tem por objetivo
manter a ordem, a segurança e o bem estar dos transeuntes e da população em geral.
Art. 292. É proibido embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos
nas ruas, praças, passeios, calçadas, estradas e caminhos públicos, exceto para efeito de obras públicas,
ou quando as exigências policiais determinarem, ainda é proibido:
I - o estacionamento de carros, bicicletas, motos ou quaisquer outros veículos sobre as calçadas,
compreendidas como o espaço entre o alinhamento predial do imóvel até o meio-fio;
II - a utilização de pinturas, guarda-rodas ou outros indicativos que permitam ou identifiquem
estacionamento.
§ 1º Sempre que houver necessidade de interromper o trânsito, deverá ser colocada sinalização
adequada claramente visível durante o dia e luminosa à noite, mediante autorização prévia da
Administração Municipal, através do órgão competente, com circunscrição sobre a via.
§ 2º A infração deste artigo será multa de natureza grave, além de outras penalidades previstas na Lei
Federal nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), ou legislação aplicável.
§ 3º Fica excetuado para efeitos legais deste artigo a colocação de mesas e cadeiras, em passeios
públicos, sob a responsabilidade dos estabelecimentos comerciais, de acordo com regulamentação
específica.
Art. 293. Compreende-se como proibição do artigo anterior depósito de quaisquer materiais, inclusive de
construção e de caixas receptoras de entulho, nas vias públicas em geral, salvo caçambas de recolhimento
de resíduos de construção civil regulamentados através de legislação específica.
§ 1º A infração deste artigo será punida com multa de natureza grave.
§ 2º Tratando-se de materiais cuja descarga não possa ser feita diretamente no interior dos prédios,
será tolerada a descarga e permanência na via pública com o mínimo de prejuízo ao trânsito, mediante
autorização prévia da Administração Pública por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes,
que possui jurisdição sobre a via.
§ 3º Em situações conforme descritas no parágrafo anterior, os responsáveis pelos materiais
depositados na via pública devem alertar os condutores sobre o perigo, em uma distância de 50,00m
(cinquenta metros) do local.
Art. 294. É expressamente proibido danificar, encobrir, adulterar ou retirar sinais colocados nas vias,
estradas ou caminhos públicos, como advertência de perigo, impedimento de trânsito ou a sinalização
prevista na Lei Federal nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), ou em
qualquer outra legislação que a substitua.
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.
Parágrafo único. A infração deste artigo será punida com multa de natureza gravíssima.
Art. 295. Assiste ao Município, através da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes - SETRAN, o
direito de impedir o trânsito de qualquer veículo ou meio de transporte que possa ocasionar danos à via
pública.
Art. 296. É proibido obstruir o trânsito ou perturbar os pedestres:
I - ao conduzir volumes de grande porte ou qualquer tipo de veículo, pelos passeios;
II - ao conduzir ou manter animais de grande porte sobre passeios ou jardins, causando perturbação à
tranquilidade pública.
Parágrafo único. A infração deste artigo será punida com multa de natureza média.
CAPÍTULO II
DOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLETIVO OU DE CARGA
Art. 297. Constitui infração:
I - fumar em veículos de transportes coletivos;
II - conversar ou, de qualquer forma, perturbar o motorista de veículo de transporte coletivo quandoeste estiver em movimento;
III - tratar o usuário com falta de urbanidade, especialmente quando esta é dispensada pelo motorista
ou cobrador;
IV - recusar-se o motorista ou cobrador de veículo de transporte coletivo a embarcar passageiro, sem
motivo justificado;
V - encontrar-se em serviço o motorista ou o cobrador, sem estarem devidamente asseados e
adequadamente trajados;
VI - transportar animais em veículos coletivos, salvo quando utilizado por deficientes físicos ou
quando acondicionados em caixa de transporte;
VII - trafegar com veículo coletivo transportando passageiros fora do itinerário determinado, salvo em
situação de emergência;
VIII - o motorista interromper a viagem sem causa justificada;
IX - parar fora dos pontos determinados para embarque ou desembarque de passageiros, ou
afastados do meio fio, impedindo ou dificultando a passagem de outros veículos;
X - abandonar na via pública veículo de transporte coletivo e de carga, com o motor funcionando;
XI - trafegar o veículo de transporte coletivo sem a indicação isolada ou em destaque central da
identificação da linha, ou com a luz do letreiro ou número de linha apagado;
XII - trafegar com as portas abertas;
XIII - colocar em tráfego veículo de transporte coletivo em mau estado de conservação ou de higiene;
XIV - dirigir veículo de transporte coletivo com velocidade incompatível com a segurança dos
passageiros;
XV - não constar do veículo de transporte coletivo a fixação da lotação e da tarifa;
XVI - a falta de cumprimento de horário das linhas de transporte coletivo;
XVII - trafegar com carga ou peso superior ao fixado na sinalização, salvo prévia autorização do
Município, através do órgão competente, ou seja, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, com
circunscrição sobre a via;
XVIII - trafegar nas vias com sinalização regulamentar com veículo transportando mais de sete
toneladas de lotação, dificultando a circulação ou causando a sua interrupção;
XIX - carregar ou descarregar materiais destinados a estabelecimentos situados nas áreas
devidamente sinalizadas, fora do horário previsto, salvo prévia autorização do Município, através da
Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, com circunscrição sobre a via;
XX - recusar-se a exibir documentos à fiscalização quando exigidos;
XXI - não atender às normas, determinações e orientações da fiscalização.
Art. 298. Além das disposições constantes neste Código, o Sistema de Transporte Coletivo Urbano de
Passageiros seguirá a regulamentação estabelecida na Lei Municipal nº 1203, de 30 de dezembro de 2002,
ou na legislação que a suceder, incluindo suas alterações e regulamentações subsequentes.
Art. 299. O Sistema de Transporte Coletivo Distrital e Especial de Passageiros seguirá a ras disposições da
Lei Municipal nº 3.421, de 24 de março de 2023, ou a legislação que a suceder, incluindo suas alterações e
regulamentações subsequentes.
Art. 300. As multas deste capítulo serão aplicadas conforme o disposto na Lei Municipal nº 3.421, de 24
de março de 2023 ou na legislação que a suceder.
TÍTULO VII
DO CORRETO ORDENAMENTO DAS VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS
CAPÍTULO I
DOS SERVIÇOS EXECUTADOS NOS LOGRADOUROS PÚBLICOS
Art. 301. Nenhum serviço ou obra que exija levantamento do calçamento ou abertura e escavação nos
logradouros públicos poderá ser executado por particulares ou empresas, sem prévia licença.
§ 1º A recomposição do calçamento será obrigatoriamente realizada pelos responsáveis pela obra
e/ou intervenção, sendo fiscalizada pela Secretaria Municipal de Habitação.
§ 2º A inobservância pelos interessados da recomposição determinada ocasionará a imediata
paralisação dos serviços ou obra que esteja sendo executada.
Art. 302. O órgão competente do Município poderá estabelecer horários específicos para a realização dos
serviços, caso estes causem transtornos ao trânsito de pedestres ou veículos durante os horários normais
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2002/120/1203/lei-ordinaria-n-1203-2002-dispoe-sobre-o-sistema-de-transporte-coletivo-de-passageiros-no-municipio-de-guarapuavava-aprova-o-codigo-disciplinar-institui-o-pat-programa-de-aparelhamento-e-modernizacao-do-sistema-de-transporte-coletivo-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2023/342/3421/lei-ordinaria-n-3421-2023-regulamenta-o-transporte-coletivo-municipal-distrital-de-passageiros-no-municipio-de-guarapuava-na-forma-do-3-do-art-3-da-lei-municipal-n-12032002-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2023/342/3421/lei-ordinaria-n-3421-2023-regulamenta-o-transporte-coletivo-municipal-distrital-de-passageiros-no-municipio-de-guarapuava-na-forma-do-3-do-art-3-da-lei-municipal-n-12032002-e-da-outras-providencias
de trabalho.
Art. 303. As empresas ou particulares autorizados a realizar aberturas no calçamento ou escavações nos
logradouros públicos são obrigados a colocar tabuletas indicativas de perigo e/ou interrupção de trânsito
de maneira adequada, além de luzes vermelhas durante a noite.
Art. 304. Fica proibida a obstrução da pista de rolamento, exceto quando autorizado pela Secretaria
Municipal de Trânsito e Transportes, mediante protocolo e devidamente justificado.
Parágrafo único. A infração deste capítulo será considerada multa de natureza média, exceto quando
se tratar de veículo devidamente identificado, para os quais será aplicada o previsto na Lei Federal nº
9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), ou em qualquer outra legislação que a
substitua.
CAPÍTULO II
DOS MUROS, CERCAS, PASSEIOS, MURALHAS DE SUSTENTAÇÃO, FECHOS DIVISÓRIOS, EDIFÍCIOS EM
CONSTRUÇÃO OU DEMOLIÇÃO
Art. 305. A reconstrução e reparo de muros e passeios danificados por concessionárias do serviço
público, Poder Público, empreendedores, proprietários de imóveis deverá ser por estas realizado, dentro
de 10 (dez) dias corridos, a contar do término de seu respectivo trabalho, devendo retornar ao padrão
existente ou similar, de mesma qualidade.
Parágrafo único. A infração deste artigo será punida com multa de natureza média e o seu pagamento
não exime o responsável do cumprimento da reconstrução e reparo.
Art. 306. Os terrenos baldios da zona urbana serão fechados com muros ou com grades de ferro,
madeira, tela metálica ou cerca de arame liso.
§ 1º É vedado o uso de material contundente voltado para a área pública.
§ 2º A infração deste artigo será punida com multa de natureza média e o seu pagamento não exime
o responsável por reparar a irregularidade.
Art. 307. Sempre que o nível de qualquer terreno, edificado ou não, for superior ao nível do logradouro
em que o mesmo se situe, o Município exigirá obrigatoriamente do proprietário a construção de muro de
arrimo ou revestimento de terras, além de canalização interna para a condução de águas pluviais.
Art. 308. É obrigatório para todos os terrenos, edificados ou não, a execução de calçadas, passeio, meio-
fio, sarjetas, guias de acessibilidade, chanfros conforme determina a Lei Municipal nº 66, de 21 de
dezembro de 2016 (Código de Obras). ou em qualquer outra legislação que a substitua.
Art. 309. Os fechos divisórios de terrenos rurais, exceto confrontação com área urbana e acordo expresso
entre os proprietários, poderão ser construídos nas seguintes modalidades:
I - cerca viva, de espécies vegetais adequadas e resistentes;
II - cercas de qualquer tipologia, que resguarde a propriedade e evite a passagem de animais entre
propriedades e logradouros públicos;
III - telas de fios metálicos.
§ 1º Fica terminantemente proibida a utilização de plantas venenosas ou nocivas em cercas-vivas de
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1997/lei-9503-23-setembro-1997-372348-normaatualizada-pl.html#:~:text=Lei%209503%2F1997&text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20de%20Tr%C3%A2nsito%20Brasileiro.&text=Art.&text=%C2%A7%201%C2%BA%20Considera%2Dse%20tr%C3%A2nsito,opera%C3%A7%C3%A3o%20de%20carga%20ou%20descarga.https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
fechos divisórios de terrenos rurais.
§ 2º O uso de cerca energizada deve estar há uma distância mínima que resguarde a segurança do
transeunte.
CAPÍTULO III
DOS ELEVADORES
Art. 310. O funcionamento e a manutenção de elevadores, escadas rolantes ou monta-cargas, quando
aplicáveis, estão condicionados à certificação pela empresa instaladora, na qual deve ser declarado que
estão em perfeitas condições, foram testados e obedecem às normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT e às disposições legais vigentes.
Art. 311. Nenhum elevador, escada rolante ou monta-cargas poderá funcionar sem assistência e
responsabilidade técnica da empresa instaladora, registrada no Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia.
CAPÍTULO IV
DA NUMERAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES
Seção I
Da Numeração Predial
Art. 312. A numeração predial será fornecida pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo
mediante certidão, sendo válida para ações de planejamento urbano, endereçamento e prestação de
serviços essenciais.
Parágrafo único. A emissão da numeração predial não implica, em hipótese alguma, no
reconhecimento por parte do Município do direito sobre a posse ou domínio útil da propriedade, não a
legitima, não autoriza seu parcelamento, não permite a edificação sobre a mesma, nem torna legal o
sistema viário.
Seção II
Nomenclatura Das Vias e Logradouros Públicos
Art. 313. As novas vias e logradouros públicos municipais terão denominações submetidas à aprovação
do Poder Legislativo.
§ 1º Para os fins do caput, entende-se como nova via aquela regularmente constituída, proveniente
de doações, loteamentos, regularizações, desapropriações, devidamente cadastradas no sistema de
logradouros com codificação específica e única.
§ 2º O Poder Legislativo poderá alterar as denominações das vias e logradouros públicos existentes,
desde que comprove a conveniência das alterações.
§ 3º A comprovação de que trata o § 2º se fará às expensas do proponente, através de estudo de
viabilidade técnica e pesquisa de opinião, com a concordância de no mínimo 1/3 (um terço) dos
proprietários dos imóveis com frente para aquelas vias ou logradouros.
§ 4º A comprovação de que trata o § 3º não se aplica quando alterações estiverem relacionadas a
prolongamento de vias que já possuem denominação.
§ 5º A Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, por meio do Cadastro Técnico Urbano -
CTU, manterá atualizado o cadastro das vias e informará ao Poder Legislativo Municipal as vias disponíveis
para denominação, conforme diretrizes estabelecidas pela Secretaria.
Art. 314. Para a denominação das vias e logradouros públicos, deverá ser obedecido o seguinte critério:
I - conter o nome completo do homenageado, sendo que a redação oficial apresentada nos artigos
propostos não pode ser excessivamente longa, a fim de garantir clareza e precisão nas indicações;
II - não será permitida a utilização de nomes de pessoas vivas;
III - o procedimento de denominação será acompanhado por um histórico do homenageado, que
deve incluir seus dados pessoais e suas contribuições à comunidade;
IV - deve-se priorizar a homenagem a figuras eminentes, beneméritas e com feitos notáveis na
história, respeitando a tradição.
CAPÍTULO V
DAS MEDIDAS REFERENTES AOS ANIMAIS
Art. 315. Os proprietários de animais domésticos bravios devem:
I - alojá-los em locais onde fiquem impedidos de fugir, agredir terceiros ou outros animais
observando, ainda, as normas previstas na Lei Complementar nº 38, de 30 de abril de 2013 (Código
Ambiental do Município de Guarapuava), ou em qualquer outra legislação que a substitua;
II - mantê-los afastados de portões, campainhas, medidores de luz e água e caixas de
correspondência, a fim de assegurar que funcionários das companhias prestadoras dos respectivos
serviços tenham acesso sem sofrer ameaça ou agressão real por parte desses animais, protegendo ainda
os transeuntes;
III - afixar em local visível ao público placa indicativa da existência de animal bravio no imóvel com
tamanho que permita sua leitura à distância.
Parágrafo único. Em casos de acidentes por mordedura, qualquer pessoa do povo poderá solicitar
apoio policial, tal qual previsto no art. 31 da Lei das Contravenções Penais - Decreto-Lei Federal nº 3.688,
de 3 de outubro de 1941, ou em qualquer outra legislação que a substitua.
Art. 316. A pessoa jurídica que cria animais domésticos com finalidade econômica deve obedecer aos
dispositivos estabelecidos na Lei Complementar nº 38, de 30 de abril de 2013 (Código Ambiental do
Município de Guarapuava), ou em qualquer outra legislação que a substitua, atender ao zoneamento
urbano e cumprir as normas específicas estabelecidas pelo órgão fiscalizador - Conselho Regional de
Medicina Veterinária (CRMV).
§ 1º Os alojamentos para reprodução/criação devem possuir instalações individualizadas destinadas à
maternidade e à criação até a idade adulta, a quarentena, à enfermaria, ao manuseamento de alimentos
e à higienização dos animais.
§ 2º Os estabelecimentos comerciais do tipo "pet shop", casas de banho e tosa, casas de venda de
rações e produtos veterinários e estabelecimentos que eventual ou rotineiramente comercializem cães,
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2013/3/38/lei-complementar-n-38-2013-institui-o-codigo-ambiental-do-municipio-de-guarapuava
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https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2013/3/38/lei-complementar-n-38-2013-institui-o-codigo-ambiental-do-municipio-de-guarapuava
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2013/3/38/lei-complementar-n-38-2013-institui-o-codigo-ambiental-do-municipio-de-guarapuava
gatos e outros animais devem:
I - possuir aprovação do CRMV e médico veterinário que dê assistência aos animais expostos à venda;
II - não expor animais na forma de "empilhamento" em gaiolas sobrepostas ou de modo amontoado
destinando espaço que lhe proporcione bem estar e locomoção adequada;
III - expor animais somente na parte interna do estabelecimento, sendo expressamente vedada a
exposição em calçadas, estacionamentos ou vitrines e locais em que possam ser molestados por
transeuntes;
IV - proteger os animais das intempéries climáticas;
V - regularmente vermifugar e vacinar os animais expostos à venda, com idade superior a 2 (dois)
meses de idade;
VI - proporcionar aos animais expostos à venda, espaço adequado às suas necessidades fisiológicas e
etológicas, devendo o mesmo permitir a prática de exercícios físicos e local de refúgio para salvaguarda
de suas necessidades de proteção sempre que o desejarem.
§ 3º Fica proibida a exposição em locais de venda:
I - de animais com idade inferior a 8 (oito) semanas;
II - de fêmeas prenhes, bem como ninhadas em período de aleitamento;
III - por período superior a 8 (oito) horas diárias;
IV - de animais feridos ou doentes, devendo a estes ser assegurado cuidados médico veterinários
adequados.
§ 4º A permanência de animais domésticos em locais destinados à sua venda não deve ultrapassar o
limite de 20 (vinte) dias, contados da data em que nele deu entrada, prazo após o qual o animal deverá
ser destinado para seu alojamento de origem no qual permanecerá em descanso pelo prazo de 7 (sete)
dias, findos os quais poderá retornar ao local de venda por novo período de 20 (vinte) dias.
§ 5º Em horários não comerciais, finais de semana e feriados, é vedada a manutenção de animais em
alojamentos que não atendam às especificações estabelecidas na Lei Complementar nº38, de 30 de abril
de 2013 (Código Ambiental do Município de Guarapuava), ou em qualquer outra legislação subsequente,
sem a presença de pessoa responsável pela troca de água, fornecimento de alimentação e limpeza de
dejetos diariamente.
Art. 317. Na reprodução de animais domésticos com fins econômicos deve ser observado, ainda:
I - disponibilização para procriação após a idade mínima de 18 (dezoito) meses ou 3º (terceiro) cio se
fêmea e idade mínima de 12 (doze) meses se macho;
II - intervalo mínimo de 1 (um) cio entre duas crias limitando-se ao máximo de 1 (uma) procriação no
período de 1 (um) ano;
III - para fêmeas a idade máxima de procriação é de 5 (cinco) anos para animais da espécie canina e 6
(seis) anos para felinos.
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2013/3/38/lei-complementar-n-38-2013-institui-o-codigo-ambiental-do-municipio-de-guarapuava
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2013/3/38/lei-complementar-n-38-2013-institui-o-codigo-ambiental-do-municipio-de-guarapuava
Art. 318. É expressamente proibido:
I - criar abelhas com ferrão nos locais onde exista concentração urbana, nas proximidades de
indústrias e de escolas, mesmo que isoladas;
II - manter pequenos animais em áreas de concentração urbana e que provoquem incômodo,
produzam mau cheiro ou perturbem o sossego diurno ou noturno, tornando-se inconvenientes ao bem
estar da vizinhança;
III - manter, nas áreas de concentração urbana, com finalidade de procriação, como amador ou
profissional, animais de pelo;
IV - manter e/ou criar coelhos, perus, galinhas, pombos, patos e assemelhados na zona urbana do
Município.
§ 1º A infração ao disposto no inciso I deste artigo será punido com multa gravíssima.
§ 2º A infração ao disposto nos incisos II a IV deste artigo será punido com ensejará multa média.
Art. 319. É vedada a criação e permanência de animais de corte, perus, galinhas, pombos, patos e outras
espécies de aves em imóveis urbanos da cidade.
Parágrafo único. Por tratar-se de risco contra as condições sanitárias e de bem estar da população,
será de competência das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Saúde por meio do
Departamento de Vigilância Sanitária a realização da fiscalização da situação acima referida.
Art. 320. As determinações dos arts. 318 e 319 não se aplicam aos sítios, chácaras e fazendas
devidamente cadastrados e que tenham sido alcançados pela extensão da área urbana.
Art. 321. A fiscalização do disposto neste capítulo é de competência da Secretaria Municipal de Meio
Ambiente, salvo disposição contrária.
TÍTULO VIII
DA AUTORIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DO COMÉRCIO AMBULANTE, FEIRAS E CONCESSÕES
CAPÍTULO I
DO COMÉRCIO AMBULANTE
Art. 322. Considera-se comércio ambulante a atividade comercial, desenvolvida por pessoa física, de
forma individual, com habitualidade ou não, de maneira itinerante, realizada em logradouros públicos do
Município e/ou em festas, eventos e feiras.
Parágrafo único. Não é considerado comerciante ambulante aquele que exerça sua atividade em
condições que caracterizem a existência de vínculo empregatício com o fornecedor da mercadoria
comercializada.
Art. 323. A atividade de comércio ambulante será normatizada em legislação própria.
CAPÍTULO II
DAS FEIRAS E EVENTOS
Seção I
Das Feiras Livres
Art. 324. O Município de Guarapuava autorizará o funcionamento de feiras livres, tendo como finalidade
oportunizar aos participantes condições que lhes possibilitem o crescimento econômico e social, através
de programas sociais e/ou demais programas que o qualifiquem, visando dar ao mercado informal a
formalidade devida.
Parágrafo único. Para efeito de entendimento do caput deste artigo, feira livre é aquela em que se dá
a comercialização direta do produtor para o consumidor.
Art. 325. A documentação necessária para solicitação da inscrição será regulamentada via Decreto.
Art. 326. É vedado ao feirante possuir mais que um espaço para venda de seus produtos.
Art. 327. O espaço destinado às feiras serão os logradouros públicos, a serem definidos pelo Poder
Executivo.
Art. 328. O horário de funcionamento será definido pelo Poder Executivo.
Art. 329. Para o exercício de sua atividade, o feirante deverá obter autorização do Poder Executivo e
seguir as regras definidas pela Administração e legislação vigente.
Parágrafo único. A infração deste artigo será aplicada multa de natureza média.
Art. 330. Os feirantes devem manter limpa a área onde estão localizadas suas barracas e os ambientes do
seu entorno.
§ 1º Considera-se área e localização do feirante aquela que abrange não somente o lugar ocupado,
mas também o espaço externo de circulação até as áreas divisórias laterais e fronteiriças, além das partes
confinantes com os alinhamentos de muros de logradouros públicos.
§ 2º Em caso de não instalação de barraca, a responsabilidade pela limpeza da área livre será
transferida para os feirantes limítrofes.
§ 3º Após o encerramento de feiras, os feirantes recolherão imediatamente os detritos e resíduos de
qualquer natureza, eventualmente existentes nas calçadas e vias públicas, procedendo a varrição do local
respectivo.
§ 4º A infração deste artigo será aplicada multa de natureza leve.
Art. 331. Os feirantes deverão disponibilizar, durante a realização da feira, recipientes específicos para
destinação de resíduos orgânicos e recicláveis com capacidade compatível à demanda.
Parágrafo único. Os detritos e resíduos acumulados nos recipientes deverão ser acondicionados em
sacos plásticos, para posterior recolhimento pelo Município, através do setor responsável pela coleta de
resíduos.
Seção II
Das Feiras, Promoções de Vendas de Produtos de Qualquer Natureza, ou Eventos Similares
Art. 332. O Município autorizará a realização de feiras, promoções de vendas de produtos de qualquer
natureza, ou eventos similares, de caráter itinerante e transitório, desde que a empresa responsável pela
promoção do evento, bem como os expositores, apresentem perante a Secretaria Municipal de Finanças
requerimento com antecedência mínima de 30 (trinta) dias úteis, que deverá vir acompanhado da
documentação necessária, conforme regulamentação estabelecida em Decreto do Poder Executivo.
Art. 333. A realização da feira/evento poderá ser permitida em locais previamente aprovados pelo
Município.
§ 1º A autorização de funcionamento dos estabelecimentos de que trata este artigo não será por
prazo superior a 30 (trinta) dias corridos, podendo ser renovada por igual período.
§ 2º Ao conceder a autorização, poderá o Município estabelecer as restrições que julgar
convenientes, no sentido de assegurar a segurança, a ordem e a moralidade.
§ 3º A seu juízo, poderá o Município não renovar a autorização de funcionamento de feiras,
promoções de vendas de produtos de qualquer natureza, ou eventos similares, ou obrigá-los a novas
restrições, ao conceder-lhes a renovação solicitada.
§ 4º As feiras, promoções de vendas de produtos de qualquer natureza, ou eventos similares, embora
autorizados, só poderão ser franqueados ao público depois de vistoriados em todas as suas instalações
pelas autoridades competentes, bem como pela concessionária de energia elétrica.
§ 5º Deverão disponibilizar, durante a realização do evento, contentores específicos para destinação
de resíduos orgânicos e recicláveis com capacidade compatível à demanda.
§ 6º A fiscalização do adequado funcionamento será efetuada pelos departamentos competentes.
Art. 334. As instalações e preparativos necessários para a realização do evento deverão estar concluídos
em até 2 (dois) dias antes da data prevista para o início do evento.
Art. 335. Os dias e horários de realização do evento seguirão a determinação do Poder Executivo quando
da autorização.
Art. 336. Fica proibida a realização de feiras nos 15 (quinze) dias que antecedem o Dia das Mães, o Dia
dos Pais, e o Dia de Natal.
Art. 337. Os responsáveis pela realização das feiras, promoções de vendas de produtos de qualquer
naturezaou eventos similares, deverão afixar, em local visível, placas onde seja indicado o telefone e
endereço da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON GUARAPUAVA.
Art. 338. A empresa responsável pela promoção do evento e/ou expositor que tiver contra si reclamação
registrada na Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON GUARAPUAVA, a qual não
seja solucionada dentro do prazo legal, ficará impedida de participar de eventos desta natureza pelo prazo
de 3 (três) anos, contados da data de registro da reclamação.
Art. 339. Para permitir a realização de feiras, promoções de vendas de produtos de qualquer natureza, ou
eventos similares em logradouros públicos, o responsável deverá recolher aos cofres públicos,
antecipadamente, o valor de 0,033 (trinta e três milésimos) UFM por metro quadrado a ser utilizado, a
título de taxa para expedição de licença e utilização de bem público.
§ 1º Em caso de dano ao patrimônio público, o responsável pelo estabelecimento deverá providenciar
a devida reparação do bem ou depósito aos cofres municipais do valor atribuído pelo Município.
§ 2º O recolhimento do valor previsto no caput deste artigo não desobriga o recolhimento do Imposto
Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, incidente sobre o faturamento de serviços (venda de
ingressos, estacionamento, dentre outros), nas formas e prazos estabelecidos na Lei nº 1108, de 28 de
dezembro de 2001 (Código Tributário Municipal) suas alterações, ou em qualquer outra legislação que a
substitua.
Art. 340. Para permitir a realização de feiras, promoções de vendas de produtos de qualquer natureza, ou
eventos similares em imóveis particulares que não possuam alvará vigente para esta finalidade, o
responsável deverá recolher aos cofres públicos, antecipadamente, o valor de 0,005 (cinco milésimos)
UFM por metro quadrado a ser utilizado, a título de taxa para expedição de licença.
Parágrafo único. O recolhimento do valor previsto no caput deste artigo não desobriga o
recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN, incidente sobre o faturamento de
serviços (venda de ingressos, estacionamento, dentre outros), nas formas e prazos estabelecidos na Lei nº
1108, de 28 de dezembro de 2001 (Código Tributário Municipal) suas alterações, ou em qualquer outra
legislação que a substitua.
Art. 341. Ficam isentos da taxa para expedição de licença prevista nos arts. 339 e 340 quando o
responsável pela organização for órgão público federal, estadual ou municipal e suas autarquias, entidade
de assistência social ou educação sem fins lucrativos e templos de qualquer culto.
Parágrafo único. A isenção prevista no caput deste artigo pode ser extensiva a realização de feiras,
promoções de vendas de produtos de qualquer natureza, ou eventos similares que tenham o apoio do
Poder Público e com justificado interesse público, mediante manifestação formal do órgão envolvido.
Art. 342. A fiscalização do disposto neste capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Finanças,
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Sanitária).
CAPÍTULO III
DA CONCESSÃO DE ESPAÇO PÚBLICO PARA COMÉRCIO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Art. 343. As atividades exercidas nas vias e logradouros públicos fixos ou recorrentes, descaracterizam o
comércio nomeado de ambulante, pois estes fixam-se em determinado local para o exercício de sua
atividade, tratando-se assim, de uma concessão permissionária.
Art. 344. Para que o cidadão se utilize do espaço público para o exercício de sua função, deverá
submeter-se a processo licitatório.
Parágrafo único. A utilização irregular de espaço público sem a devida autorização do Poder Público,
será punida com multa de natureza gravíssima e possibilidade de apreensão dos bens/mercadorias nos
termos desta Lei.
Art. 345. A licitação acima citada compreenderá os seguintes requisitos:
I - cumprimento ao princípio da isonomia;
II - opção de ramo de atividade;
III - cumprimento de todos os itens estabelecidos nesta Lei, do respectivo edital e demais legislações
vigentes.
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2001/110/1108/lei-ordinaria-n-1108-2001-institui-o-codigo-tributario-municipal-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2001/110/1108/lei-ordinaria-n-1108-2001-institui-o-codigo-tributario-municipal-e-da-outras-providencias
Art. 346. A concessão será determinada por legislação específica, incluindo os locais passíveis de
licitação, pela Secretaria Municipal de Administração por meio de análise da Secretaria de Planejamento e
Urbanismo.
Art. 347. A concorrência licitatória deverá ser amplamente divulgada nos veículos de comunicação, sendo
obrigatória sua publicação no Boletim Oficial do Município.
Art. 348. É vedado ao optante:
I - habilitar-se a mais de um espaço, independentemente da atividade exercida;
II - vender, locar ou transferir o espaço concedido;
III - utilizar-se de qualquer meio ilícito, no exercício da atividade.
Parágrafo único. A infração ao disposto neste artigo será multa de natureza grave.
TÍTULO IX
DOS CEMITÉRIOS
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 349. Os cemitérios do Município são públicos, cabendo a sua fundação, fiscalização e administração
ao Município.
§ 1º Os cemitérios, por sua natureza, são locais respeitáveis, devem ser conservados limpos, tratados
com zelo e suas áreas arruadas, arborizadas, providas de fechamento externo e de acordo com as plantas
aprovadas.
§ 2º É lícito às irmandades e sociedades de caráter religioso ou empresas privadas, respeitadas as leis
e regulamentos que regem a matéria, estabelecerem ou manterem cemitérios, desde que devidamente
autorizados pelo Município, ficando sujeitos permanentemente à sua fiscalização.
§ 3º Os cemitérios do Município são livres a todos os cultos religiosos, à prática dos respectivos ritos,
desde que não atentem contra a moral e as leis vigentes, mediante autorização do Município e
acompanhado por um servidor.
§ 4º Os sepultamentos serão feitos sem indagação de crença religiosa, princípios filosóficos ou
ideológicos políticos do falecido.
§ 5º Para a construção de novos cemitérios deverão ser observadas rigorosamente as normas
sanitárias e ambientais da União e do Estado.
Art. 350. É proibido fazer sepultamento antes de decorrido o prazo de 12 (doze) horas, contando o
momento do falecimento, salvo:
I - quando a causa da morte for moléstia contagiosa ou epidêmica;
II - quando o cadáver tiver inequívocos sinais de putrefação.
§ 1º Nenhum cadáver poderá permanecer insepulto, nos cemitérios, por mais de 36h (trinta e seis
horas), contados do momento em que for verificado óbito, salvo quando o corpo estiver embalsamado ou
se houver ordem expressa da autoridade policial, judicial ou da saúde pública.
§ 2º Não se fará sepultamento algum sem a Certidão de Óbito fornecida pelo Oficial de Registro Civil
do local do falecimento ou de residência do de cujus.
§ 3º Na impossibilidade da obtenção da Certidão de Óbito, o sepultamento poderá ser feito mediante
autorização de autoridade médica, policial ou judicial.
Art. 351. Fica autorizada a reutilização de jazigos em cemitérios públicos e privados no âmbito do
Município, após o transcurso de 5 (cinco) anos da data do sepultamento.
§ 1º Considera-se sepultura a cova funerária aberta no terreno com as seguintes dimensões: 2,00m
(dois metros) de comprimento por 0,80 m (oitenta centímetros) de largura e 1,50m (um vírgula cinco
metro) de profundidade.
§ 2º Considera-se como carneira a construção acima do solo, com as paredes revestidas de tijolos ou
material similar, tendo, internamente, no mínimo 2,50m (dois metros e cinquenta centímetros) por 1,00m
(um metro) de largura por 0,60m (sessenta centímetros) de altura.
Art. 352. Os proprietários de jazigos ou seus representantes são obrigados a fazerem os serviços de
limpeza, obras, conservação, e reparos no que tiverem construído e que forem necessários à estética, à
segurança,e à salubridade dos cemitérios.
Art. 353. Os proprietários de jazigos nos cemitérios públicos do Município, são obrigados a mantê-los
identificados com a placa de número do jazigo, conforme consta no Título de Concessão.
Art. 354. Nenhuma exumação poderá ser feita antes de decorrido o prazo de 5 (cinco) anos para adultos
e 3 (três) anos para crianças, contados da data de sepultamento, salvo em virtude de requisição por
escrito, da autoridade policial ou judicial, ou mediante parecer do órgão de saúde pública.
Art. 355. No caso dos jazigos considerados em estado de abandono, o material retirado para fins de
exumação, pertence ao cemitério, não cabendo aos interessados o direito de reclamação.
Art. 356. Nenhuma construção poderá ser feita nem mesmo iniciada nos cemitérios, sem que tenha sido
previamente autorizada pela Divisão da Central de Triagem e Cemitérios.
Art. 357. O proprietário do jazigo tem o direito de livre escolha do profissional para execução de obras
nos cemitérios públicos.
§ 1º O responsável pela obra é obrigado a garantir que todos os resíduos gerados sejam corretamente
acondicionados e destinados, isso inclui, mas não se limita a, resíduos de concreto, tijolos, metais,
madeira, entre outros.
§ 2º No caso de disponibilização de dispositivos públicos para a destinação desses resíduos, o
responsável pela obra deve utilizá-los corretamente, sendo que o descumprimento desta obrigação pode
resultar em penalidades.
§ 3º Fica proibida a construção, instalação ou colocação de qualquer tipo de suporte, estrutura ou
elemento destinado à colocação de vasos, floreiras ou arranjos florais sobre os jazigos nos cemitérios
municipais, com o objetivo de manter a padronização estética, facilitar a manutenção e conservação do
espaço, evitar o acúmulo de água e garantir a segurança e o livre trânsito de visitantes.
Art. 358. Nos cemitérios é proibido:
I - praticar atos de depredação de qualquer espécie nos jazigos ou em outras dependências;
II - pregar cartazes ou fazer anúncios nos muros e portões;
III - efetuar atos públicos que não sejam de culto religioso ou civil;
IV - praticar comércio não autorizado;
V - fazer qualquer trabalho de construção aos domingos, salvo em casos devidamente justificados,
mediante autorização;
VI - a circulação de qualquer tipo de veículo motorizado estranho aos fins e serviços atinentes ao
cemitério, exceto nos locais previamente definidos.
Parágrafo único. A infração ao disposto no inciso I será multa de natureza gravíssima.
Art. 359. Todos os cemitérios devem manter em rigorosa ordem os seguintes controles:
I - sepultamento de corpos;
II - exumação;
III - sepultamento de ossos;
IV - indicações dos jazigos sobre os quais já se constituíram direitos, ou seja, com nome, qualificação,
endereço do seu titular e as transferências e alterações ocorridas.
Parágrafo único. Esses registros deverão indicar:
I - hora, dia, mês e ano;
II - nome da pessoa a que pertencem os restos mortais;
III - além do nome, no caso de sepultamento, deverão ser indicados a filiação, idade, sexo do falecido
e Certidão de Óbito.
Art. 360. Os cemitérios devem adotar livros ou fichas onde serão registradas de forma consolidada as
informações relativas aos sepultamentos, exumações e ossuários, indicando o número do livro e páginas
correspondentes, ou o número da ficha onde estão arquivados os registros completos dessas ocorrências.
Parágrafo único. Estes livros devem ser escriturados por ordem de número dos jazigos e por ordem
alfabética dos nomes dos falecidos.
Art. 361. Os cemitérios públicos e particulares deverão contar com os seguintes equipamentos e serviços:
I - capela com sanitários e copa;
II - edifício de administração, inclusive salas de registros que deverão ser convenientemente
protegidas contra intempéries, roubos e ação de roedores;
III - sala de primeiros socorros;
IV - sanitários para o público e funcionários;
V - depósitos para ferramentas;
VI - ossuário para colocação de ossos, após exumação;
VII - iluminação elétrica de toda a área, para facilitar a vigilância;
VIII - rede de distribuição de água;
IX - arruamento urbanizado e arborizado.
Art. 362. Além das disposições desta Lei, os cemitérios estarão sujeitos à legislação vigente.
Art. 363. A infração às normas estabelecidas neste capítulo será punida com multa de natureza média,
exceto disposição em contrário.
Art. 364. A fiscalização deste Título será realizada pelas Secretarias Municipais de Administração,
Executiva, Finanças, Habitação, Saúde e Meio Ambiente.
CAPÍTULO II
DOS SERVIÇOS FUNERÁRIOS
Art. 365. O serviço funerário municipal compreende o fornecimento de ataúde e o transporte de cadáver,
podendo opcionalmente incluir o aluguel de capelas, altares, banquetas, castiçais, velas e outros
paramentos, além do ônibus para acompanhamento do féretro, obtenção de Certidão de Óbito e demais
documentos de indigentes, bem como o transporte de cadáveres humanos exumados.
Art. 366. Os serviços funerários serão prestados diretamente pela municipalidade, ou por terceiros.
Art. 367. Em caso de permissão ou concessão aplicar-se-á a legislação vigente.
TÍTULO X
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 368. Toda e qualquer regulamentação que se faça necessária da presente Lei será realizada via
Decreto do Poder Executivo.
Art. 369. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação utilizará
sucessivamente, na ordem indicada:
I - a analogia;
II - os princípios gerais de direito público;
III - a equidade.
Art. 370. Em caso de alteração de nome ou competência das Secretarias Municipais ou dos órgãos
instituídos com poder de polícia, tais alterações serão realizadas automaticamente.
Art. 371. As multas que não estejam fixadas neste Código serão analisadas pelo agente fiscalizador,
seguindo a definição do art. 10 e Anexo III deste Código.
Art. 372. Os prazos previstos nesta Lei serão contados com exclusão do dia do começo e inclusão do dia
do vencimento e considerar-se-ão os dias consecutivos, exceto quando for explicitamente disposto em
contrário, observado-se as seguintes disposições:
I - os prazos expressos em dias corridos serão computados de modo contínuo;
II - os prazos expressos em meses ou anos serão computados de data a data;
III - nos prazos expressos em dias úteis, serão computados somente os dias em que ocorrer
expediente na Administração Pública Municipal.
Art. 373. Esta Lei Complementar entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 374. Fica revogada a Lei Complementar nº 7, de 2 de setembro de 2004, Lei nº 2.488, de 08 de
dezembro de 2015, Lei nº 2.547, de 22 de junho de 2016, Lei nº 2.825, de 27 de junho de 2018, Lei
Complementar nº 102, de 20 de março de 2019 e as disposições contrárias.
Guarapuava, 29 de outubro de 2024.
Celso Fernando Góes
Prefeito Municipal
ANEXO I
MOBILIÁRIO URBANO
1 ELEMENTOS BÁSICOS
1.1 SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO
1.1.1 Placas
1.1.2 Semáforos
1.1.3 Prismas e Colunas
1.1.4 Divisores de Fluxos
1.2. Informações
1.2.1 Placas de Identificação de Logradouros
1.2.2 Placas em Hastes Fixas no Passeio
1.2.3 Placas nas Fachadas dos Prédios
1.3 Iluminação Pública e Energia
1.3.1 Postes
1.3.2 Torres de Transmissão
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2004/0/7/lei-complementar-n-7-2004-da-nova-redacao-ao-codigo-de-postura-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2015/248/2488/lei-ordinaria-n-2488-2015-permite-a-pratica-de-esportes-a-remo-lazer-treinamento-e-competicao-no-parque-do-lago-e-na-lagoa-das-lagrimas
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2016/254/2547/lei-ordinaria-n-2547-2016-institui-normas-para-evitar-a-propagacao-de-doencas-transmitidas-pelo-aedes-aegypti-no-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2018/282/2825/lei-ordinaria-n-2825-2018-dispoe-sobre-regras-para-o-uso-e-ocupacao-de-espacos-publicos-para-fins-de-exercicio-de-atividade-economica-e-eventos-diversos-mediante-os-instrumentos-da-autorizacao-permissao-e-concessao-e-estabelece-outras-providenciashttps://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2019/10/102/lei-complementar-n-102-2019-regula-a-realizacao-de-feiras-e-promocoes-de-vendas-de-produtos-de-qualquer-natureza-e-eventos-similares-de-carater-itinerante-e-transitorio-no-municipio
1.3.3 Hastes e Cabos Aéreos
1.4 Comunicação
1.4.1 Armários de Distribuição
1.4.2 Telefones Públicos
1.4.3 TV a Cabo
1.5 Segurança
1.5.1 Hidrantes
1.6 Transporte
1.6.1 Abrigos de Ônibus
1.6.2 Abrigos de Táxi
2 ELEMENTOS COMPLEMENTARES
2.1 COMUNICAÇÃO
2.1.1 Caixa de Coletas de Correios
2.2 Higiene
2.2.1 Cestos Coletores para Papéis
2.2.2 Suporte para Apresentação do resíduos ou Coleta
2.2.3 Sanitários Públicos
2.3 Segurança Pública
2.3.1 Guaritas para Vigilantes
2.3.2 Cabines para Policiais
3 ELEMENTOS ACESSÓRIOS
3.1 INFORMAÇÃO
3.1.1 Relógios digitais
3.1.2 Termômetros
3.1.3 Medidores de Poluição Atmosférica
3.1.4 Visores de Impressão Digital de Mensagem Pública
3.2 Serviços Diversos
3.2.1 Cadeiras de Engraxates
3.2.2 Bancas de Frutas e Verduras
3.2.3 Bancas de Flores
3.2.4 Bancas de Jornais e Revistas
3.2.5 Quiosques de Lanches
3.2.6 Chaveiros
3.2.7 Guaritas para Informações Públicas
4 ELEMENTOS ESPECIAIS
4.1 CONFORTO E APOIO AO LAZER
4.1.1 Bancos
4.1.2 Bebedouros
4.1.3 Equipamentos Infantis
4.1.4 Equipamentos Esportivos
4.2 Ornamentação e Complementação à Paisagem
4.2.1 Fontes
4.2.2 Chafarizes
4.2.3 Vasos Floreiras
4.2.4 Protetores de Árvores
4.2.5 Esculturas
4.2.6 Marcos e Obeliscos
4.3 Elementos de Presença Temporária
4.3.1 Tapumes de Proteção de Obras
4.3.2 Pavilhões para Feiras e Estandes
4.3.3 Arquibancadas
4.3.4 Palcos e Palanques
4.4 Outros
Nota: Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial.
4.4.1 Grades e Parapeitos
4.4.2 Canalizadores para Pedestres
4.4.3 Passarela
ANEXO II
Nível de critério de avaliação para ambientes externos, de acordo com a NBR 10151/2019, Zoneamento e
Sistema Viário Municipal:
TIPOS DE ÁREAS
Período
diurno (db)
Período
noturno (db)
Sistema viário municipal
Chácaras, estabelecimentos de saúde com
internação e casas de repouso
40 35
ZUCRO, entorno dos
estabelecimentos
Área estritamente residencial urbana 50 45 CS1
Área mista, predominantemente urbana 55 50 CS2
Área mista, com vocação comercial e de
prestação de serviços
65 55 CS3
Área predominantemente industrial 70 60 CS4
Obs: Os níveis máximos de sons e ruídos permitidos em ZE (ZONAS ESPECIAIS) serão verificados de acordo
com os usos previstos em cada sub-zona, em correlação com a tabela acima.
* Caracteriza-se entorno, as áreas que, partindo-se do epicentro dos prédios de referência, estiverem
inseridas em um raio de abrangência de 100,00m (cem metros).
ANEXO III
Da natureza das multas e seu valor correspondente.
NATUREZA DA MULTA VALOR
Multa Leve 5 UFM
Multa Média 10 UFM
Multa Grave 20 UFM
Multa Gravíssima 30 UFM
Data de Inserção no Sistema LeisMunicipais: 28/11/2024de Saúde promoverá o descarte e inutilização, por meio de empresa terceirizada, ficando
autorizada a cobrar, do infrator, os custos dos serviços, acrescidos de 20% (vinte por cento), a título de
administração.
§ 3º Quando o infrator for designado como fiel depositário do bem apreendido, ele poderá contratar
uma empresa terceirizada e legalizada para o descarte e inutilização do produto, devendo,
posteriormente, apresentar ao Município a comprovação do descarte adequado.
§ 4º Em nenhuma circunstância o Município será responsabilizado pelo perecimento das mercadorias
apreendidas devido à violação das normas contidas neste Código ou em outras disposições legais.
CAPÍTULO III
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Art. 28. O processo administrativo fiscal tem início na data em que o sujeito passivo/contribuinte tomar
ciência da notificação e/ou autuação.
§ 1º A impugnação contra o lançamento ou auto de infração terá efeito suspensivo da cobrança.
§ 2º A impugnação apresentada dentro do prazo estipulado supre eventual omissão ou defeito de
intimação.
§ 3º Na ausência de cumprimento ou impugnação da exigência, será declarada a revelia do autuado.
Art. 29. O contribuinte que discordar do auto de infração, poderá impugnar, em primeira instância, a
penalidade aplicada no prazo de 30 (trinta) dias corridos, contados da ciência, através de petição
apresentada via protocolo digital, dirigida ao Secretário Municipal da pasta responsável pela fiscalização
que lavrou o auto de infração, alegando de uma só vez, toda a matéria que entender útil, instruindo-a
com os documentos comprobatórios das razões apresentadas.
Parágrafo único. Em não sendo apresentada impugnação, decorrido o prazo, o sujeito passivo deverá
recolher aos cofres do Município as importâncias exigidas, sob pena de ser inscrito em dívida ativa, para
efeito de cobrança judicial e/ou protesto.
Art. 30. Inicialmente, o processo administrativo fiscal contendo a impugnação apresentada, será
encaminhado ao agente fiscal responsável pela lavratura do auto de infração para eventual complemento
de informações, podendo pronunciar-se quanto à procedência ou não da defesa e, posterior
encaminhamento ao Secretário da pasta responsável pelo julgamento de primeira instância.
Art. 31. O julgador, a requerimento do impugnante ou de ofício, poderá determinar a realização de
diligências, requisitar documentos ou informações que forem julgadas úteis ao esclarecimento das
circunstâncias discutidas no processo.
Art. 32. Antes de emitir a decisão, o julgador de primeira instância poderá encaminhar o processo à
Procuradoria Geral do Município, para apresentação de parecer.
Art. 33. Após a contestação da impugnação e a realização das eventuais diligências, bem como esgotado
o prazo para produção de provas ou precluso o direito de apresentar defesa, o processo será
encaminhado ao Secretário da Pasta, que é a autoridade julgadora competente para emitir decisão.
§ 1º A decisão conterá relatório resumido do processo, fundamentos legais e conclusão.
§ 2º Da decisão de primeira instância não cabe pedido de reconsideração.
Art. 34. O impugnante será comunicado da decisão, na forma do art. 17, iniciando-se com esse ato
processual, o prazo de 15 (quinze) dias corridos, para a interposição de recurso voluntário em segunda
instância, direcionado à Comissão Municipal de Postura (CMP).
§ 1º Em caso de não ser interposto recurso, findo esse prazo, deverá o impugnante recolher aos
cofres do Município as importâncias exigidas, sob pena de ser inscrito em dívida ativa, para efeito de
cobrança judicial e/ou protesto.
§ 2º Sendo a decisão final favorável ao impugnante determinar-se-á, se for o caso, no mesmo
processo, a restituição total ou parcial da multa indevidamente recolhida, monetariamente corrigida.
Art. 35. O sujeito passivo será comunicado da decisão emitida pela Comissão Municipal de Postura, na
forma do art. 17.
§ 1º São definitivas as decisões emitidas pela Comissão Municipal de Postura.
§ 2º Negado o provimento ao recurso, a multa deverá ser recolhida pelo sujeito passivo no prazo de 5
(cinco) dias corridos a partir da ciência da decisão da Comissão Municipal de Postura (CMP), sendo
mantido o lançamento e o vencimento, com a incidência dos devidos acréscimos legais conforme a
legislação vigente.
§ 3º O não pagamento da multa dentro do prazo estabelecido resultará na inscrição em dívida ativa
para efeito de cobrança judicial e/ou protesto.
CAPÍTULO IV
DO ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS, PRESTADORES
DE SERVIÇOS, PROFISSIONAIS LIBERAIS E AUTÔNOMOS
Art. 36. Nenhum estabelecimento comercial, industrial ou de prestação de serviços poderá funcionar no
Município sem prévia licença da Secretaria Municipal de Finanças, concedida mediante requerimento dos
interessados e o pagamento dos tributos devidos, excetuando-se os casos previstos em leis específicas.
§ 1º Para obterem o alvará de funcionamento, as pessoas jurídicas deverão solicitá-lo por meio de
processo digital no sistema disponibilizado pelo Município, preenchendo os dados requeridos e anexando
cópias digitais dos documentos relacionados à empresa e à atividade, conforme regulamentação
estabelecida por Decreto.
§ 2º Em determinados casos, serão exigidos documentos específicos quando as atividades forem
regulamentadas por outros órgãos, quando apresentarem potencial risco ao meio ambiente ou à
coletividade e, ainda, conforme avaliação da fiscalização.
§ 3º Será solicitado o Certificado de Conclusão de Obras (Habite-se) ou o Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) firmado junto à Secretaria Municipal de Habitação com prazo para regularização, para
empresas que estiverem se estabelecendo em imóveis recém-construídos ou em imóveis cuja edificação
não esteja cadastrada, mesmo que não se trate de uma nova obra.
§ 4º Será solicitada a Certidão de Uso e Ocupação do Solo, o Licenciamento Ambiental e o Certificado
de Licenciamento do Corpo de Bombeiros, conforme a atividade desejada, respeitando-se a legislação
específica.
§ 5º As pessoas físicas, para obterem alvará de funcionamento, deverão solicitá-lo por meio de
processo digital no sistema disponibilizado pelo Município, preenchendo os dados requisitados e
anexando cópias digitais dos documentos relacionados à atividade, conforme regulamentado por
Decreto.
§ 6º A emissão do alvará de funcionamento para qualquer estabelecimento está condicionada à
conformidade da atividade econômica com a Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo vigente.
§ 7º O descumprimento deste artigo acarretará uma multa de natureza média.
§ 8º O descumprimento deste artigo resultará em multa de natureza grave para as atividades
consideradas de alto risco, conforme estabelecido na legislação vigente.
Art. 37. Os estabelecimentos comerciais e de diversões noturnas somente poderão executar música ao
vivo e mecânica se estiverem em conformidade com todos os requisitos estabelecidos neste Código e nas
demais legislações vigentes, incluindo a apresentação de laudo com aferição sonora elaborado por
profissional competente, bem como a obtenção da Certidão de Uso e Ocupação do Solo, Licenciamento
Ambiental e Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros adequados à atividade desejada.
§ 1º O estabelecimento deve passar por adequação acústica para a realização das atividades de
música ao vivo e mecânica, respeitando os limites de decibéis estabelecidos para cada tipo de via.
§ 2º A autorização para a execução de música ao vivo com amplificação sonora e mecânica deve
constar no alvará de funcionamento, após a apresentação dos documentos que comprovem o
atendimento de todos os requisitos necessários para o funcionamento efetivo.
§ 3º O descumprimento deste artigo resultará na aplicação de multa de natureza gravíssima.
Art. 38. Para o exercício da atividade de revenda de combustível (posto de abastecimento), é
imprescindível obedecer ao disposto na Lei Municipal nº 2428, de 03 de julho de 2015, ou a legislação
que a substitua.
§ 1ºPara comprovar o cumprimento do requisito de distanciamento estabelecido pela Lei Municipal
nº 2428, de 3 de julho de 2015, é necessário apresentar a Certidão de Uso e Ocupação do Solo no
processo de viabilidade locacional.
§ 2º A limitação de instalação de atividade de revenda de combustível de que trata o art. 5º da Lei
Municipal nº 2428, de 3 de julho de 2015, não se aplica às alterações de razão social e de quadro
societário, quando a empresa já for licenciada previamente, desde que não haja ampliação de tanques,
bombas e área de abastecimento.
§ 3º O descumprimento deste artigo acarretará multa de natureza gravíssima.
Art. 39. É vedado o consumo de bebidas alcoólicas nas instalações dos estabelecimentos revendedores
de combustíveis (postos de abastecimento) e em suas dependências anexas, desde que situados no
mesmo imóvel ou matrícula, dentro do perímetro urbano.
§ 1º Os estabelecimentos mencionados neste artigo devem fixar de maneira ostensiva e legível a
proibição do consumo de bebidas alcoólicas em suas dependências.
§ 2º O descumprimento do disposto neste artigo resultará em multa de natureza gravíssima.
§ 3º Em caso de infração ao estabelecido no caput deste artigo em dependências anexas, o
revendedor de combustíveis (posto de abastecimento) será solidariamente responsável.
§ 4º Na reincidência, a multa será aplicada em dobro, sucessivamente, até a cessação da prática
irregular.
Art. 40. As oficinas que desejam exercer atividades de funilaria e/ou pintura devem cumprir as normas
de zoneamento urbano vigentes e dispor de ambientes próprios e fechados, equipados com dispositivos
antipoluentes em conformidade com a legislação ambiental.
§ 1º A fiscalização das obrigações mencionadas no caput compete às Secretarias Municipais de Meio
Ambiente, Habitação, Trânsito e Transportes.
§ 2º O descumprimento deste artigo acarretará multa de natureza grave.
Art. 41. É vedada a prestação de serviços de oficinas mecânicas e de funilaria e/ou pintura em áreas
públicas, sujeita à fiscalização das Secretarias Municipais de Habitação e Trânsito e Transportes.
Parágrafo único. O desrespeito a este artigo resultará em multa de natureza média.
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2015/242/2428/lei-ordinaria-n-2428-2015-dispoe-sobre-o-disciplinamento-e-diretrizes-para-o-exercicio-de-atividades-de-postos-de-abastecimento-de-combustiveis-no-municipio-de-guarapuava
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Art. 42. É vedada a prestação de serviços de ronda, motorizada ou não, no âmbito do Município de
Guarapuava, sendo incumbência das Forças Públicas de Segurança zelar pela segurança nos espaços
públicos.
Parágrafo único. A transgressão a este dispositivo será punida com multa de natureza gravíssima.
Art. 43. Os templos de qualquer culto deverão observar as normas de segurança previstas em lei,
principalmente as estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros, bem como deverão respeitar o sossego
público, podendo a autoridade competente exigir a instalação de isolamento acústico.
Parágrafo único. O descumprimento deste artigo acarretará multa de natureza média.
Art. 44. Para efeito de fiscalização, o proprietário do estabelecimento licenciado deve manter cópias do
alvará de funcionamento e de outras licenças em vigor, apresentando-as à autoridade competente
quando solicitado.
Parágrafo único. O descumprimento deste artigo acarretará multa de natureza média.
Art. 45. Para a mudança de local do estabelecimento, é necessário solicitar uma consulta de viabilidade
locacional junto ao Município, sendo verificado se o novo endereço está em conformidade com a Lei de
Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo vigente, especialmente em relação às atividades a serem
desenvolvidas.
Art. 46. Deverá, obrigatoriamente, ser solicitado novo alvará de funcionamento nos casos de:
I - alteração de área utilizada pelo estabelecimento;
II - alteração de atividade econômica;
III - alteração de endereço;
IV - alteração de quadro societário;
V - alteração de razão social;
VI - renovação de alvará.
§ 1º O descumprimento ao disposto nos incisos II, III e VI deste artigo acarretará em multa de
natureza grave quando se tratar de atividade desempenhada considerada de alto risco pela legislação
vigente.
§ 2º O descumprimento do disposto nos incisos II, III e VI deste artigo acarretará em multa de
natureza média, salvo nos casos previstos no §1º deste artigo.
§ 3º O descumprimento do disposto no inciso I deste artigo acarretará em multa de natureza média.
§ 4º As demais infrações deste artigo serão consideradas multa de natureza leve.
§ 5º A aplicação de penalidades pelas infrações ao disposto neste artigo poderá ser cumulativa
quando constatadas mais de uma infração pelo sujeito passivo.
Art. 47. No caso de constatação de utilização de uma área maior do que a especificada em seu alvará de
funcionamento, o estabelecimento será notificado para regularizar seu cadastro econômico junto ao
Município e recolher o valor correspondente à diferença da área utilizada para o cálculo da taxa de
funcionamento regular.
Parágrafo único. O descumprimento do disposto neste artigo acarretará em multa de natureza média.
Art. 48. Quando houver infrações a este Capítulo ou demais legislações vigentes que tratem do referido
assunto, serão aplicadas as seguintes penalidades:
I - notificação;
II - auto de infração (multa pecuniária);
III - suspensão do cadastro econômico;
IV - interdição do estabelecimento;
V - cassação do alvará de funcionamento.
§ 1º As penalidades acima previstas poderão ser aplicadas por todas as fiscalizações municipais.
§ 2º Será passível de notificação, as penalidades consideradas de grau leve e médio previstas nesta
Lei, não sendo admitida nos demais casos, salvo quando expressamente previsto em legislação vigente.
§ 3º As penalidades serão aplicadas de acordo com o nível de risco, dano ou impacto potencial,
conforme descrito no Anexo III, que possam representar perigo para a população ou ao meio ambiente.
§ 4º O declarante é inteiramente responsável pelas informações fornecidas, estando sujeito à
responsabilização administrativa, civil e/ou criminal no caso de apresentação de documentos falsos ou
informações divergentes.
§ 5º Os limites máximos de autuação deverão respeitar o estabelecido neste Código ou em legislação
complementar aplicável à infração.
§ 6º Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro, repetindo-se tal medida quantas vezes
forem necessárias até que cesse a prática irregular.
Art. 49. A suspensão do cadastro econômico poderá ocorrer quando descumprido qualquer dos
requisitos constantes no art. 46 desta Lei ou quando identificado situação irregular do Cadastro Nacional
da Pessoa Jurídica (CNPJ) em outra esfera pública.
§ 1º A suspensão prevista no caput deste artigo implica tambémna suspensão de acesso à emissão
de Nota Fiscal Eletrônica de Serviços (NFS-e) quando se tratar de prestador de serviços.
§ 2º O cadastro será reativado somente após sanada a irregularidade mediante protocolo digital.
Art. 50. A interdição do estabelecimento ocorrerá quando for constatada uma irregularidade enquadrada
como grau grave ou gravíssimo, mediante a lavratura do auto de infração, salvo nos casos de infração aos
artigos 37 e 39 desta Lei, durante fiscalizações que não estejam integradas, e quando a irregularidade for
cessada imediatamente.
§ 1º A reabertura do estabelecimento interditado só será autorizada após a regularização da situação
irregular constatada.
§ 2º Nos casos de interdição em operações integradas, referentes aos artigos 37 e 39 desta Lei, a
reabertura do estabelecimento somente será permitida após a regularização da situação irregular
constatada e mediante protocolo digital contendo termo de compromisso da cessação da prática, emitido
pelo responsável e aprovado pelo órgão fiscalizador.
§ 3º A reabertura do estabelecimento interditado sem cumprir o disposto nos parágrafos 1º e 2º
deste artigo acarretará multa de natureza gravíssima.
§ 4º A interdição poderá ser determinada por todas as fiscalizações municipais.
Art. 51. A cassação do alvará de funcionamento poderá ser efetuada nos seguintes casos:
I - prática reiterada de infrações conforme este capítulo, acarretando multas em dobro;
II - ausência de licença vigente obrigatória emitida por órgão público competente;
III - descumprimento de Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
§ 1º A cassação do alvará de funcionamento, como previsto no caput deste artigo, é definitiva e
resulta na suspensão do cadastro econômico, conforme estabelecido no art. 49 desta Lei.
§ 2º Após a cassação do alvará de funcionamento, caso a empresa deseje continuar suas atividades
econômicas, deverá protocolar uma solicitação para obter um novo alvará de funcionamento, que estará
sujeito aos requisitos legais vigentes.
Art. 52. A fiscalização das disposições deste capítulo será conduzida pela Secretaria Municipal de
Finanças, salvo disposição expressa em contrário.
CAPÍTULO V
DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Seção I
Da Licença Sanitária
Art. 53. Todos os estabelecimentos sujeitos ao controle e à fiscalização sanitária no âmbito do Município
de Guarapuava só poderão operar mediante licença sanitária expedida pelo órgão de vigilância sanitária,
salvo disposições contrárias em leis específicas.
§ 1º Para obter, renovar ou modificar a licença sanitária, os estabelecimentos devem realizar o
requerimento por meio de processo digital no sistema disponibilizado pelo Município, com
preenchimento dos dados solicitados, anexando cópias digitais dos documentos pertinentes à empresa e
à atividade, conforme estabelecido em lei específica ou regulamentação.
§ 2º Em alguns casos, poderão ser exigidos documentos específicos, especialmente quando as
atividades forem regulamentadas por órgãos externos à esfera municipal, ou quando representarem
potenciais riscos ao meio ambiente ou à coletividade, sujeito à avaliação da fiscalização.
§ 3º A infração deste artigo será punida com multa de natureza média.
§ 4º Para atividades consideradas de alto risco, conforme a legislação vigente, a infração deste artigo
acarretará multa de natureza grave.
Art. 54. Deverá, obrigatoriamente, ser solicitada nova licença sanitária nos casos de:
I - alteração de atividade econômica;
II - alteração de endereço;
III - alteração de razão social;
IV - renovação de licença sanitária.
§ 1º A concessão ou renovação da licença sanitária estará condicionada ao cumprimento das
legislações cabíveis para cada ramo de atividade, referentes aos controles e procedimentos sanitários
obrigatórios, comprovados pela autoridade sanitária competente.
§ 2º A licença sanitária poderá ser suspensa, cassada ou cancelada a qualquer tempo, no interesse da
saúde pública, sendo assegurado ao proprietário do estabelecimento o direito de defesa e do
contraditório em processo administrativo, conforme legislação específica.
§ 3º Todo estabelecimento deve comunicar formalmente ao órgão que emitiu a respectiva licença
sanitária qualquer alteração e/ou encerramento de suas atividades no prazo de 30 (trinta) dias corridos.
§ 4º A licença sanitária será emitida de forma específica e independente para cada estabelecimento,
de acordo com a atividade ou serviço exercido, ainda que existam várias unidades na mesma localidade.
§ 5º A infração deste artigo será punida com multa de natureza média.
§ 6º Para atividades consideradas de alto risco, conforme a legislação vigente, a infração deste artigo
acarretará multa de natureza grave.
Art. 55. As atividades de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, devem ser desenvolvidas
mediante a identificação de fatores de risco, e dos diferentes agravos à saúde.
Parágrafo único. Entende-se como fator de risco qualquer exposição ambiental, atributo individual ou
evento que determine maior probabilidade de ocorrência de danos à saúde da população e/ou ao meio
ambiente.
Art. 56. As atividades de vigilância sanitária devem ser direcionadas prioritariamente para os fatores
ambientais e aqueles de maior risco epidemiológico.
Art. 57. As empresas com atividade de baixo risco têm a obrigatoriedade de manter a qualidade e
controle sanitário adequado de suas instalações, independentemente da exigência de licença sanitária.
Seção II
Dos Alimentos Para o Consumo Humano
Art. 58. O controle sanitário de alimentos será desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde.
Art. 59. Os produtos de origem não animal de interesse à saúde que necessitam de registro devem ser
informados à vigilância sanitária e seguir as normas e legislações vigentes nos âmbitos municipal,
estadual e federal, no que tange à produção e comercialização.
Art. 60. As ações de controle sanitário de alimentos abrangerão todos os tipos de alimentos, matérias-
primas, coadjuvantes de tecnologia, processos tecnológicos, aditivos, embalagens, equipamentos e
utensílios utilizados na produção, assim como os aspectos nutricionais.
Parágrafo único. As ações de controle sanitário de alimentos ocorrerão em todas as fases, desde a
produção até o consumo, incluindo transporte, serviços e atividades relacionadas à alimentação e
nutrição.
Art. 61. Todos os estabelecimentos que extraiam, produzam, transformem, manipulem, preparem,
industrializem, fracionem, importem, embalem, reembalem, armazenem, distribuam e comercializem
alimentos, bem como os veículos que os transportem, devem respeitar as condições higiênico-sanitárias
conforme os padrões estabelecidos pela legislação vigente sobre boas práticas de fabricação.
Seção III
Dos Estabelecimentos Prestadores de Serviços de Saúde
Art. 62. Consideram-se estabelecimentos de assistência à saúde ou estabelecimentos prestadores de
serviços de saúde, empresas e/ou instituições públicas ou privadas, que tenham por finalidade a
promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo ou prevenção da doença, tais
como: hospitais, clínicas e consultórios de qualquer natureza, ambulatórios, laboratórios, bancos de
sangue, de órgãos, de leite e congêneres, serviços de acupuntura, veículos para transporte e de pronto
atendimento de pacientes e postos de saúde, dentre outros.
Art. 63. Os estabelecimentos prestadores de serviços de saúde devem ter um responsável técnico,
conforme a legislação sanitária vigente, mesmo que mantenham serviços conveniados, terceirizados ou
profissionais autônomos.
Art. 64. A vigilância sanitária pode estabelecer, complementarmente às normas estaduais e federais,
padrões de programação físico-funcional e de dimensionamento e quantificação dos ambientes dos
estabelecimentos prestadores de serviços de saúde, através de normas técnicas específicas.
Art. 65. O dispensário de medicamentos de um estabelecimento prestador de serviços de saúde que
armazena substâncias e produtos sujeitos a controle especial será considerado farmáciapara todos os
efeitos legais.
Art. 66. Os estabelecimentos prestadores de serviços de saúde, por meio de seus responsáveis legais,
devem prover as condições administrativas, físicas e operacionais mínimas para o exercício da atividade
profissional.
Seção IV
Da Saúde Ambiental
Art. 67. As atividades de vigilância ambiental em saúde compreendem o conjunto de ações e serviços
prestados por órgãos e entidades públicas, visando ao conhecimento, detecção e prevenção de qualquer
mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interfiram na saúde
humana, tendo como finalidade recomendar e adotar medidas de prevenção e controle dos fatores de
risco relacionados a doenças e outros agravos à saúde, incluindo, especialmente:
I - vetores;
II - reservatórios e hospedeiros;
III - animais peçonhentos;
IV - água para consumo humano;
V - ar;
VI - solo;
VII - contaminantes ambientais;
VIII - desastres naturais;
IX - acidentes com produtos perigosos; e
X - zoonoses.
Art. 68. São fatores ambientais de risco à saúde aqueles decorrentes de qualquer situação ou atividade
no meio ambiente, principalmente os relacionados à organização territorial, ao ambiente construído, ao
saneamento ambiental, as fontes de poluição, a proliferação de artrópodes nocivos, a vetores e
hospedeiros intermediários, às atividades produtivas e de consumo, às substâncias perigosas, tóxicas,
explosivas, inflamáveis, corrosivas e radioativas e a quaisquer outros fatores que ocasionam ou possam vir
a ocasionar risco ou dano à saúde, à vida ou à qualidade de vida.
Art. 69. A Secretaria Municipal de Saúde, manterá serviços permanentes de esclarecimentos sobre as
formas de prevenção à dengue, zika vírus e a chikungunya, realizando campanhas educativas sobre o
tema e promoverá ações de orientação e fiscalização, visando impedir hábitos e práticas que exponham a
população ao risco de contrair doenças relacionadas ao "aedes aegypti".
Art. 70. Aos munícipes e aos responsáveis pelos estabelecimentos públicos e privados em geral, compete
adotar as medidas necessárias à manutenção e limpeza de suas propriedades, sem acúmulo de lixo e
materiais inservíveis, evitando condições que propiciem a instalação e a proliferação do mosquito
causador da dengue, zika vírus e a chikungunya ou seja, o "aedes aegypti".
Art. 71. Para os efeitos desta seção entende-se por:
I - criadouro: qualquer recipiente com acúmulo de líquido;
II - foco: o criadouro onde são encontradas as formas imaturas.
Art. 72. Estabelecimentos que armazenem ou vendam equipamentos, materiais diversos, pneus, sucatas,
veículos depositados e plantas devem manter esses espaços permanentemente livres de acúmulos de
líquidos, a fim de prevenir a proliferação de insetos e outros vetores.
Art. 73. Os responsáveis por obras de construção civil, ficam obrigados a adotar medidas, visando à
drenagem permanente de acúmulos de líquidos, originadas ou não por chuvas, bem como efetuar a
limpeza das áreas sob sua responsabilidade, providenciando o descarte de materiais inservíveis, que
possam vir a acumular água, a fim de evitar a proliferação de insetos e outros vetores.
Art. 74. Os responsáveis por cemitérios são obrigados a realizar uma fiscalização rigorosa em suas áreas,
orientando os cidadãos a perfurarem os vasos e recipientes para garantir o escoamento completo da
água, excluindo dessa obrigação os recipientes que contenham areia, no entanto, os vasos ou recipientes
que não estejam de acordo com o estabelecido nesta Lei devem ser removidos, cabendo ao Executivo
confeccionar placas com essas orientações.
Art. 75. Os proprietários, titulares ou responsáveis são obrigados a manter os jazigos livres e isentos de
recipientes que possam acumular água.
Parágrafo único. As lajes dos túmulos deverão ser construídas de forma a não acumular água.
Art. 76. Os responsáveis por imóveis dotados de piscinas devem garantir o tratamento adequado da
água, de modo a prevenir a instalação ou proliferação de mosquitos.
Art. 77. Nas residências, estabelecimentos comerciais, instituições públicas e privadas que possuam
caixas d`água, os responsáveis devem mantê-las permanentemente tampadas com uma vedação segura
que impeça a proliferação de mosquitos.
Parágrafo único. Os proprietários de terrenos baldios também são responsáveis por eliminar as
condições que propiciem a procriação do referido mosquito.
Art. 78. As infrações às disposições constantes nos arts. 72, 73, 74, 75, 76 e 77 classificam-se em:
I - leve: quando detectada a existência de 1 (um) a 2 (dois) focos do mosquito;
II - média: de 3 (três) a 4 (quatro) focos;
III - grave: de 5 (cinco) a 6 (seis) focos;
IV - gravíssima: acima de 6 (seis) focos.
§ 1º A detecção dos focos será devidamente catalogada, com coleta de amostras e indicação em
relatório de visita técnica individualizado por imóvel, realizado por agentes de combate às endemias, e
cientificado ao proprietário, morador ou possuidor a qualquer título.
§ 2º Em caso de epidemias o procedimento previsto no parágrafo anterior poderá ser realizado por
demais agentes públicos municipais devidamente qualificados, mediante determinação da Secretaria
Municipal de Saúde.
Art. 79. As infrações previstas no artigo anterior, estarão sujeitas à imposição das multas conforme
disposto no Anexo III desta Lei.
§ 1º Previamente à aplicação das multas estabelecidas neste artigo, o infrator será notificado pelo
agente municipal responsável pelo preenchimento do relatório de visita técnica, para regularização no
prazo estabelecido, conforme avaliação do risco epidemiológico e o potencial de agravo à saúde pública.
§ 2º Quando a irregularidade não for sanada no prazo estabelecido, conforme previsto no parágrafo
anterior, será realizada uma nova visita técnica e, se necessário, lavrada a multa imediata pela autoridade
sanitária, baseada na quantidade de focos identificados no interior do imóvel ou no passeio público
limítrofe ao seu imóvel.
§ 3º Em caso de reincidência, as multas serão aplicadas em dobro.
Art. 80. O infrator será considerado regularmente notificado do relatório de visita técnica ou autuação da
infração conforme as formas estabelecidas no art. 17 desta Lei.
Art. 81. O autuado poderá apresentar defesa por escrito, protocolada no prazo de 10 (dez) dias úteis,
contados a partir da ciência do auto de infração.
Art. 82. Os valores não recolhidos das multas serão inscritos em dívida ativa e encaminhados para
protesto e/ou cobrança judicial.
Art. 83. Nos casos de pandemias e epidemias, a Secretaria Municipal de Saúde poderá regulamentar a
adoção de medidas sanitárias complementares às já tratadas neste Código e em legislação específica.
Seção V
Da Saúde do Trabalhador
Art. 84. A avaliação das fontes de risco à saúde nos locais e processos de trabalho, bem como a
determinação das providências necessárias para a eliminação ou redução desses riscos, compreende
ações desenvolvidas no âmbito da vigilância sanitária, pela autoridade sanitária, em todos os
estabelecimentos e locais de trabalho, avaliando, entre outros aspectos:
I - condições de riscos ambientais nos locais e processos de trabalho;
II - medidas de prevenção aos riscos de acidentes nos ambientes de trabalho;
III - condições de conforto e da adaptação do ambiente de trabalho ao trabalhador;
IV - controle médico de saúde ocupacional;
V - investigação de agravos à saúde do trabalhador.
Seção VI
Das Disposições Gerais
Art. 85. É proibido estimular a proliferação de aves domésticas ou silvestres por meio da oferta de
alojamento e alimentação, com o objetivo de evitar o descontrole populacional dessas espécies, bem
como o consequente incômodo e risco à saúde pública.
Parágrafo único. A infração deste artigo será punida com multa de natureza média.
Art. 86. As empresas especializadas em controle de pragas urbanas deverão ser licenciadas e ter cadastro
na Vigilância Sanitária Municipal e Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Parágrafo único. A infração deste artigo será punidacom multa de natureza grave.
CAPÍTULO VI
DO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO E DA AUTORIZAÇÃO ESPECIAL
Art. 87. A abertura e fechamento dos estabelecimentos comerciais, industriais, prestadores de serviços e
das repartições públicas do Município obedecerão aos horários estabelecidos nos incisos abaixo,
observados os preceitos da legislação federal que regula o contrato de duração e as condições de
trabalho.
I - estabelecimentos comerciais: o horário será estabelecido pelo empresário de acordo com o
funcionamento e atividade desenvolvida pelo estabelecimento;
II - estabelecimentos industriais: para indústrias situadas em zonas industriais identificadas pela Lei
de Zoneamento, o horário é livre, e aquelas localizadas fora dessas zonas, o funcionamento será
permitido somente das 7h (sete horas) às 20h (vinte horas);
III - repartições públicas: as repartições públicas obedecerão aos horários estabelecidos em decreto
regulamentar municipal;
IV - prestadores de serviços, estabelecimentos com atividades noturnas e atividades de bares: o
horário é livre, de acordo com a atividade e serviço prestado, observadas as legislações específicas;
V - atividades essenciais: funcionamento 24h (vinte e quatro horas).
§ 1º As atividades econômicas desenvolvidas em qualquer horário ou dia da semana, inclusive
feriados, devem observar:
a) as normas de proteção ao meio ambiente, incluindo as de repressão à poluição sonora e à
perturbação do sossego público;
b) as restrições advindas de contrato, de regulamento condominial ou de outro negócio jurídico, bem
como as decorrentes das normas de direito real, incluindo as de direito de vizinhança e a legislação
trabalhista.
§ 2º Denúncias quanto à poluição sonora serão apuradas pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente, e perturbações do sossego público deverão ser registradas junto à Polícia Militar do Paraná.
§ 3º A infração deste artigo será punida com multa de natureza média.
TÍTULO II
DA POLÍCIA ADMINISTRATIVA DE SEGURANÇA, ORDEM E MORALIDADE
CAPÍTULO I
DA ORDEM
Art. 88. Não serão permitidos banhos ou a prática de esportes náuticos nos rios, córregos ou lagos do
Município, dentro do perímetro urbano, exceto nos locais designados pelo Município como próprios para
esses fins ou mediante autorização específica e temporária expedida pelo Executivo.
§ 1º Denúncias relativas a infração do caput deste artigo serão apuradas junto a Secretaria Municipal
de Meio Ambiente.
§ 2º A infração deste artigo será punida com multa de natureza leve.
Art. 89. Os estabelecimentos recreativos que possuam piscinas em suas dependências são responsáveis
pela manutenção dos equipamentos e pela segurança, visando à adequada utilização pelos seus usuários.
Parágrafo único. A infração deste artigo será punida com multa de natureza gravíssima.
CAPÍTULO II
DOS DIVERTIMENTOS PÚBLICOS
Art. 90. Para os efeitos deste Código, são considerados divertimentos públicos aqueles que se realizam
com grande concentração de público, seja em locais abertos e de livre acesso ao público, ou em recintos
fechados.
Art. 91. Nenhum divertimento público poderá ser realizado sem licença do Município.
§ 1º O requerimento de licença, para funcionamento de qualquer casa de diversão, deverá seguir o
disposto neste Código.
§ 2º Excetuam-se das disposições deste artigo as reuniões de qualquer natureza, sem convites ou
entradas pagas, realizadas esporadicamente em residências ou condomínios particulares.
Art. 92. O Município poderá negar licença aos empresários de programas, shows artísticos, reuniões
dançantes, festividades comemorativas, bingos e correlatos que não comprovem, prévia e efetivamente,
segurança aos colaboradores e ao público, idoneidade moral e capacidade financeira para responderem
por eventuais prejuízos causados aos espectadores, aos bens públicos ou particulares, em decorrência de
culpa ou dolo.
Parágrafo único. Ao conceder a autorização, o Município estabelecerá as condições que julgar
convenientes para garantir a ordem e a moralidade dos frequentadores.
Art. 93. Os divertimentos públicos somente poderão executar música ao vivo e mecânica se atenderem a
todos os requisitos estabelecidos neste Código e nas demais legislações vigentes, apresentando a Licença
Sanitária e o Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros específico para a atividade desejada.
Parágrafo único. É necessária adequação acústica do estabelecimento onde se pretende executar as
atividades de música ao vivo e mecânica, devendo ser respeitados os limites de decibéis para cada tipo de
via.
Art. 94. Os promotores de divertimentos públicos de efeito competitivo, que demandem o uso de
veículos ou qualquer outro meio de transporte pelas vias públicas, deverão apresentar previamente ao
Município os planos, regulamentos e itinerários aprovados pelas autoridades policiais e de trânsito e
responderão por eventuais danos causados por eles, ou pelos participantes, aos bens públicos ou
particulares.
Art. 95. Em todas as casas de diversões públicas, serão observadas as seguintes disposições, além das
estabelecidas na Lei Municipal nº 66, de 21 de dezembro de 2016 (Código de Obras). ou em qualquer
outra legislação que a substitua:
I - tanto a sala de entrada quanto as de espera e de espetáculos serão mantidas higienicamente
limpas;
II - os aparelhos destinados à renovação do ar deverão ser conservados em perfeito estado de
funcionamento;
III - haverá instalações sanitárias em quantidade compatível com o público presente, que serão
mantidas em perfeitas condições de higiene e atendendo às legislações específicas;
IV - serão tomadas as precauções necessárias para evitar incêndios, sendo obrigatória a adoção das
medidas indicadas pela legislação vigente, bem como a vistoria devidamente realizada pelo Corpo de
Bombeiros;
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-complementar/2016/6/66/lei-complementar-n-66-2016-dispoe-sobre-o-codigo-de-obras-do-municipio-de-guarapuava-e-da-outras-providencias
V - nos estabelecimentos mencionados nesta lei, é vedada a utilização de materiais que possuam fácil
combustão e/ou que desprendam gases tóxicos em caso de incêndio em divisórias, revestimentos
acústicos e assemelhados, de acordo com as normas estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros;
VI - é proibida a realização de shows pirotécnicos ou qualquer outro espetáculo que possa possibilitar
a propagação de incêndio em locais fechados.
Art. 96. Nas casas de espetáculo de sessões consecutivas, os proprietários ou organizadores do evento
deverão prover ventilação adequada para o local e saída de emergência.
Art. 97. Os programas anunciados deverão ser executados integralmente, não podendo os espetáculos
iniciarem em horário diferente do marcado.
§ 1º Em caso de modificação do programa ou horário ou de suspensão do espetáculo, o empresário
devolverá aos espectadores o preço integral da entrada.
§ 2º As disposições deste artigo aplicam-se inclusive às competições esportivas para as quais se exija
o pagamento da entrada.
§ 3º As denúncias de infração ao caput deste artigo serão apuradas pela Superintendência de
Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON GUARAPUAVA.
Art. 98. Os bilhetes de entrada não poderão ser vendidos por preço superior ao anunciado nem em
quantidade superior à capacidade de lotação do teatro, estádio, ginásio, cinema, circo, sala de
espetáculos, centro de eventos ou similares.
Parágrafo único. As denúncias de infração ao caput deste artigo serão apuradas pela
Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON GUARAPUAVA.
Art. 99. A armação de circos ou parque de diversão só poderá ser permitida em locais previamente
aprovados pelo Município.
§ 1º O requerimento deverá ser protocolado via processo digital munido de documentação necessária
a ser estabelecida em Decreto municipal e, a autorização será expedidapela Secretaria Municipal de
Finanças.
§ 2º A autorização de funcionamento dos estabelecimentos referidos neste artigo terá validade de até
30 (trinta) dias corridos, podendo ser renovada por igual período, conforme o interesse do Município.
§ 3º Ao conceder a autorização, o Município poderá estabelecer as restrições que julgar convenientes
para assegurar a segurança, a ordem e a moralidade dos divertimentos.
§ 4º A critério do Município, a autorização de funcionamento de um circo ou parque de diversões
poderá não ser renovada, ou novas restrições poderão ser impostas no momento da renovação.
§ 5º Embora autorizados, os circos e parques de diversões só poderão ser abertos ao público após
vistoria completa de todas as suas instalações pelas autoridades competentes, bem como pela
concessionária de energia elétrica.
§ 6º Durante a realização do evento, deverão ser disponibilizados contentores específicos para a
destinação de resíduos orgânicos e recicláveis, com capacidade compatível à demanda.
§ 7º O responsável do circo ou parque de diversão deverá realizar coleta e destinação adequada de
resíduos sanitários.
§ 8º A fiscalização do adequado funcionamento será efetuada pelos departamentos competentes.
Art. 100. Para permitir a montagem de circos ou parques de diversões em logradouros públicos, o
responsável deverá recolher antecipadamente aos cofres públicos o valor de 0,033 (trinta e três
milésimos) Unidades Fiscais do Município (UFM) por metro quadrado a ser utilizado, a título de taxa para
expedição de licença, utilização de bem público, e para coleta, transporte e destinação final de resíduos
sólidos.
§ 1º Em caso de dano ao patrimônio público, o responsável pelo estabelecimento deverá providenciar
a devida reparação do bem ou depositar o valor correspondente aos cofres municipais, conforme
determinado pelo Município.
§ 2º É vedada a cobrança de estacionamento localizado em bem público a ser utilizado.
§ 3º O recolhimento do valor previsto no caput deste artigo não desobriga o responsável do
recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), incidente sobre o faturamento de
serviços (como a venda de ingressos, entre outros), nas formas e prazos estabelecidos na Lei nº 1108, de
28 de dezembro de 2001 (Código Tributário Municipal) e suas alterações, ou em qualquer outra legislação
que a substitua.
Art. 101. Para permitir a montagem de circos ou parques de diversões em imóveis particulares, o
responsável deverá recolher antecipadamente aos cofres públicos o valor de 0,005 (cinco milésimos)
Unidades Fiscais do Município (UFM) por metro quadrado a ser utilizado, a título de taxa para expedição
de licença, coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos.
§ 1º O recolhimento do valor previsto no caput deste artigo não desobriga o responsável do
recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), incidente sobre o faturamento de
serviços (como a venda de ingressos, estacionamento, entre outros), nas formas e prazos estabelecidos
na Lei nº 1108, de 28 de dezembro de 2001 (Código Tributário Municipal) e suas alterações, ou em
qualquer outra legislação que a substitua.
§ 2º O responsável do circo ou parque de diversão deverá realizar coleta e destinação adequada de
resíduos sanitários.
Art. 102. A taxa para expedição de licença prevista nos arts. 100 e 101 poderá ser isenta quando o evento
contar com o apoio do Poder Público e apresentar justificado interesse público, mediante manifestação
formal do órgão envolvido.
Art. 103. As infrações referentes ao título serão punidas com multa de natureza grave.
TÍTULO III
DA HIGIENE PÚBLICA
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 104. É dever do Município zelar pela higiene pública em todo o território, de acordo com as
disposições deste Código e as normas estabelecidas pelo Estado e pela União.
Art. 105. A fiscalização das condições de higiene visa proteger a saúde da comunidade e compreende,
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2001/110/1108/lei-ordinaria-n-1108-2001-institui-o-codigo-tributario-municipal-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/pr/g/guarapuava/lei-ordinaria/2001/110/1108/lei-ordinaria-n-1108-2001-institui-o-codigo-tributario-municipal-e-da-outras-providencias
basicamente:
I - higiene dos logradouros públicos;
II - higiene das habitações;
III - higiene da alimentação;
IV - higiene dos estabelecimentos;
V - controle da poluição do meio ambiente;
VI - controle da poluição das águas;
VII - controle dos resíduos;
VIII - limpeza e desobstrução dos cursos de água e das valas;
IX - higiene e limpeza de terrenos baldios;
X - proibição do acúmulo de resíduos, mesmo que sejam materiais recicláveis, em zona urbana.
Parágrafo único. A fiscalização de que trata o caput deste artigo será realizada pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Habitação e Secretaria Municipal de Saúde
(Vigilância Sanitária).
Art. 106. Em cada inspeção em que for verificada irregularidade, o agente fiscal emitirá notificação ou
auto de infração, determinando as providências necessárias para garantir a higiene pública.
Parágrafo único. Os órgãos competentes do Município tomarão as providências cabíveis quando a
questão for da alçada do Governo Municipal, ou remeterão cópia do relatório às autoridades federais ou
estaduais competentes, quando as providências couberem a essas esferas de governo.
CAPÍTULO II
DA HIGIENE DOS LOGRADOUROS PÚBLICOS OU PARTICULARES
Art. 107. Para preservar a estética e higiene pública é proibido:
I - manter terrenos com vegetação indevida, resíduos, ou água estagnada;
II - o escoamento de águas servidas das residências ou dos estabelecimentos para rua, águas pluviais
e galerias de águas pluviais;
III - conduzir, sem as precauções devidas, quaisquer materiais ou produtos que possam comprometer
as calçadas e logradouros públicos;
IV - queimar, mesmo nos quintais, resíduos ou quaisquer detritos ou objetos, capaz de prejudicar a
vizinhança e produzir odor ou fumaça nociva à saúde;
V - aterrar logradouros públicos, quintais ou terrenos baldios com resíduos, materiais velhos ou
quaisquer detritos;
VI - fazer varredura de resíduos do interior das residências, estabelecimento, terrenos ou veículos
para os logradouros públicos;
VII - lavar veículos nos logradouros públicos;
VIII - conduzir doentes portadores de moléstias infectocontagiosas pelas vias públicas, salvo com as
necessárias precauções de higiene e para fins de tratamento e internação;
IX - atirar animais mortos, resíduos, detritos, papéis velhos ou outras impurezas nos logradouros
públicos;
X - utilizar escadas, balaústres de escadas, balcões ou janelas com frente para colocação de vasos,
floreiras ou quaisquer outros objetos que apresentem perigo para os transeuntes;
XI - reformar, pintar ou consertar veículos nos logradouros públicos;
XII - derramar óleo, graxa, cal ou outros elementos capazes de afetar a estética e a higiene dos
logradouros públicos;
XIII - depositar nos logradouros públicos entulhos provenientes de demolições ou construções.
§ 1º A infração dos incisos I, II, III, IV, V, VIII, IX, X, XI, XII e XIII será considerada multa de natureza
grave.
§ 2º A infração do inciso VI será considerada multa de natureza média.
§ 3º A infração do inciso VII será considerada multa de natureza leve.
Art. 108. A limpeza do passeio e das sarjetas fronteiras às residências ou estabelecimentos será de
responsabilidade de seus proprietários e/ou possuidores.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada multa de natureza leve.
Art. 109. A ninguém é lícito, sob qualquer pretexto, impedir ou dificultar o livre escoamento das águas
pelos canos, valas, sarjetas ou canais dos logradouros públicos, danificando ou destruindo tais servidões.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada multa de natureza grave.
Art. 110. A fiscalização de que trata este capítulo será realizada pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente,Secretaria Municipal de Habitação e Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Sanitária).
CAPÍTULO III
DA HIGIENE DAS HABITAÇÕES/IMÓVEIS
Art. 111. As habitações e os estabelecimentos em geral deverão obedecer às normas previstas na
legislação específica e as estabelecidas neste Código.
Art. 112. O morador é responsável perante as autoridades fiscais, pela manutenção da habitação em
perfeitas condições de higiene.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada multa de natureza leve.
Art. 113. O Município poderá declarar insalubre toda construção ou habitação que não reúna as
condições de higiene indispensáveis, podendo ordenar sua interdição ou demolição.
Parágrafo único. A infração deste artigo será considerada multa de natureza grave.
Art. 114. O Município poderá declarar imprópria para uso toda construção ou habitação que estiver em
ruínas, podendo ordenar sua interdição ou demolição.
§ 1º Ao serem notificados pelo agente fiscal, seja direta ou indiretamente, o proprietário, morador ou
possuidor a qualquer título terá o prazo de 30 (trinta) dias corridos para executar obras ou serviços
necessários.
§ 2º Os proprietários que não atenderem à notificação, ficarão sujeitos, além da multa
correspondente mediante lavratura de auto de infração, ao pagamento dos custos dos serviços feitos pelo
Município ou por terceiros por ele contratados, acrescido de 20% (vinte por cento) a título de taxa.
§ 3º Decorrido o prazo determinado no auto de infração sem que a irregularidade constatada seja
sanada ou não apresentado recurso tempestivo, o débito será lançado em dívida ativa para imediata
cobrança administrativa ou judicial, cumulada de juros e correção monetária, se necessário.
§ 4º A infração deste artigo será considerada multa de natureza gravíssima.
§ 5º A fiscalização de que trata o caput deste artigo será realizada pela Secretaria Municipal de
Habitação.
Art. 115. Os proprietários, moradores ou possuidores são obrigados a conservar em perfeito estado de
higiene e manutenção da calçada em frente a sua edificação, seus jardins, quintais, pátios, prédios e
terrenos.
§ 1º Os responsáveis por edificações e terrenos, onde forem encontrados focos ou viveiros de insetos
ou de animais nocivos à saúde pública, ficam obrigados à execução das medidas que forem determinadas
para a sua extinção.
§ 2º Os proprietários de terrenos pantanosos poderão drená-los mediante autorização ambiental.
§ 3º Ao serem notificados pelo agente fiscal, seja direta ou indiretamente, o proprietário, morador ou
possuidor a qualquer título terá o prazo de 30 (trinta) dias corridos para executar obras ou serviços
necessários.
§ 4º Os proprietários que não atenderem à notificação ficarão sujeitos, além da multa
correspondente, mediante lavratura de auto de infração, ao pagamento do custo dos serviços feitos pelo
Município ou por terceiros por ele contratados, acrescido de 20% (vinte por cento) a título de
administração.
§ 5º Decorrido o prazo determinado no auto de infração sem que a irregularidade constatada seja
sanada ou não apresentado recurso tempestivo, o débito será lançado em dívida ativa para imediata
cobrança administrativa ou judicial, cumulada de juros e correção monetária, se necessário.
§ 6º A infração deste artigo será considerada multa de natureza gravíssima.
§ 7º A fiscalização de que trata o caput deste artigo será realizada pela Secretaria Municipal de
Habitação, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Sanitária).
Art. 116. Fica proibida a obstrução, ainda que parcial, do passeio público, observada a dimensão prevista
em legislação.
§ 1º A infração deste artigo será considerada multa de natureza grave.
§ 2º A fiscalização referente a obstáculos físicos no passeio será realizada pela Secretaria Municipal de
Habitação, enquanto que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes será responsável pela
fiscalização de veículos estacionados sobre o passeio.
Art. 117. Os proprietários, moradores ou possuidores a qualquer título de terrenos, baldios ou não, são
obrigados a mantê-los limpos e roçados, livres de resíduos e entulhos sob pena de aplicação de multa,
lançamento em dívida ativa do valor e inscrição do nome do proprietário, do morador ou do possuidor
nos cadastros de inadimplentes.
§ 1º Será considerado mato alto, para fins de aplicação deste artigo, aquele superior a 0,30m (trinta
centímetros) de altura, implicando na necessidade de limpeza/roçada.
§ 2º O proprietário, morador ou possuidor do terreno será considerado regularmente notificado
mediante adoção do procedimento de notificação previsto no art. 18, utilizando-se das formas de
cientificar o contribuinte estabelecidas no art. 17 desta Lei.
§ 3º O proprietário, morador ou possuidor terá 10 (dez) dias corridos, contados a partir da ciência da
notificação, para efetuar a limpeza do terreno ou, já estando limpo, mantê-lo nestas condições.
§ 4º Após o prazo mencionado no parágrafo anterior, se não for atendida a notificação, será aplicada
multa por infração gravíssima, mediante lavratura de auto de infração.
§ 5º Transcorrido o prazo constante na notificação sem o devido atendimento pelo proprietário,
morador ou possuidor, o Município poderá, além da aplicação do auto de infração, expedir nova
notificação para regularização ou contratar empresa terceirizada, preferencialmente pública ou de
economia mista, para proceder à limpeza do respectivo terreno, ficando autorizada a cobrar do
proprietário, morador ou possuidor os custos dos serviços, acrescidos de 20% (vinte por cento), a título de
administração.
§ 6º Havendo reincidência no período de 1 (um) ano, contado a partir da ciência do auto de infração
anterior, a multa será aplicada em dobro, quantas vezes forem necessárias, até a cessação da prática
irregular pelo sujeito passivo em imóvel específico.
§ 7º Fica estabelecida ainda a multa de natureza gravíssima para quem lançar resíduos ou entulhos
em terrenos baldios ou não, próprios ou de terceiros.
§ 8º A fiscalização de que trata o caput deste artigo será realizada pela Secretaria Municipal de
Habitação, Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, Secretaria Municipal de Finanças,
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Sanitária), podendo
ser realizada de ofício ou mediante denúncia.
§ 9º A denúncia de que trata o caput deste artigo, só será admitida quando houver elementos
mínimos para a correta localização do imóvel específico denunciado.
Art. 118. As chaminés de uso residencial, comercial ou industrial estarão sujeitas à fiscalização conjunta
pelos órgãos competentes do Município, nomeadamente as Secretarias Municipais de Saúde (Vigilância
Sanitária), de Habitação e de Meio Ambiente, para averiguação e implementação de medidas mitigadoras
visando evitar que a fumaça, fuligem ou outros resíduos possam causar incômodos aos vizinhos, no prazo
de 45 (quarenta e cinco) dias úteis.
§ 1º Esta exigência é extensiva às chaminés de estabelecimentos comerciais e industriais, observadas
as legislações específicas.
§ 2º A infração deste artigo será considerada multa de natureza grave.
§ 3º Caso a equipe de fiscalização conclua que não será possível uma solução extrajudicial, as partes
envolvidas poderão buscar outros meios para a resolução do conflito.
Art. 119. A fiscalização mencionada neste capítulo será conduzida pela Secretaria Municipal de Meio
Ambiente e pela Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância Sanitária), salvo disposição expressa em
contrário.
CAPÍTULO IV
DA HIGIENE DA ALIMENTAÇÃO
Art. 120. O Município realizará, em colaboração com as autoridades sanitárias estaduais ou federais, uma
fiscalização rigorosa sobre a produção, o comércio e o consumo de gêneros alimentícios em geral.
Parágrafo único. Para efeitos deste Código, consideram-se gêneros alimentícios todas as substâncias,
sólidas ou líquidas, destinadas a serem ingeridas pelo homem, excetuados os medicamentos.
Art. 121. Não será permitida, sem