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S1P1 • Diferenciar Sistema Nervoso Central e Periférico (introdução); • Discutir a fisiologia da neurotransmissão; • Descrever os tipos e funções dos neurotransmissores. Sistema Nervoso (Moore, cap.1, p.45.) • O sistema nervoso permite que o corpo reaja a mudanças nos ambientes interno e externo, além de controlar e inte- grar funções como circulação e respiração. Divisões do Sistema Nervoso Estrutural • Sistema Nervoso Central (SNC): encéfalo e medula espinal. • Sistema Nervoso Periférico (SNP): restante do sistema ner- voso, fora do SNC. Funcional • Divisão Somática (DSSN): controla atividades voluntárias (ex: músculos esqueléticos). • Divisão Autônoma (DASN): regula funções involuntárias (ex: batimentos cardíacos). Tecido Nervoso • Composto por neurônios e células da neuróglia (glia). 1. Neurônios • Função: conduzem impulsos nervosos. • Estrutura: corpo celular, dendritos (recebem estímulos) e axônio (conduz estímulos). • Mielina: bainha lipoproteica que acelera a condução dos impulsos. Principais tipos • Neurônios motores multipolares: vários dendritos e um a- xônio. Atuam em músculos esqueléticos e sistema autôno- mo. • Neurônios sensitivos pseudounipolares: um prolongamento que se divide em periférico (receptores sensoriais) e central (vai ao SNC). Estão nos gânglios sensoriais do SNP. 2. Sinapses • Pontos de contato entre neurônios onde ocorre a trans- missão de impulsos por neurotransmissores, que podem ex- citar ou inibir a resposta do próximo neurônio. 3. Neuróglia (Células Gliais) • Função: sustentam, isolam e nutrem os neurônios. • No SNC: oligodendrócitos, astrócitos, células ependimárias e micróglia. • No SNP: células-satélite (nos gânglios) e células de Sch- wann (formam a bainha de mielina). Sistema Nervoso Central (Moore, cap.1, p.46.) APG 01 Mobile User • A parte central do sistema nervoso ou sistema nervoso cen- tral (SNC) é formada pelo encéfalo e pela medula espinal. • Os principais papéis do SNC são integrar e coordenar os sinais neurais que chegam e saem e realizar funções mentais superiores, como o raciocínio e o aprendizado. • Um núcleo é um conjunto de corpos de células nervosas no SNC. - Um feixe de fibras nervosas (axônios) no SNC que une núcleos vizinhos ou distantes do córtex cerebral é um trato. • O encéfalo e a medula espinal são formados por subs- tância cinzenta e substância branca. - Os corpos dos neurônios constituem a substância cin- zenta; os sistemas de tratos de fibras interconectantes formam a substância branca. - Em cortes transversais da medula espinal, a substância cinzenta apresenta-se como uma área com formato aproximado de uma letra H incrustada em matriz de substância branca. Os braços do H são os cornos; por- tanto, existem cornos cinzentos posteriores (dorsais) e anteriores (ventrais) direito e esquerdo. Sistema Nervoso Periférico (Moore, cap.1, p.48.) • O Sistema Nervoso Periférico (SNP) é formada por fibras nervosas e corpos celulares fora do SNC que conduzem impulsos que chegam ou saem do SNC. • O SNP é organizado em nervos que unem a parte central às estruturas periféricas. • Uma fibra nervosa é formada por um axônio, seu neuro- lema, e circunda o tecido conjuntivo endoneural. - O neurolema é formado pelas membranas celulares das cé- lulas de Schwann que circundam imediatamente o axônio, separando-o de outros axônios. - No SNP o neurolema pode assumir duas formas, criando duas classes de fibras nervosas: 1. O neurolema das fibras nervosas mielínicas é formado pe- las células de Schwann específicas de um axônio, organi- zadas em uma série contínua de células de revestimento que formam a mielina 2. O neurolema das fibras nervosas amielínicas é composto de células de Schwann que não formam uma série apa- rente; há vários axônios incorporados separadamente ao citoplasma de cada célula. Essas células de Schwann não produzem mielina. A maioria das fibras nos nervos cutâ- neos (nervos responsáveis pela sensibilidade cutânea) é amielínica. • Um nervo é composto dos seguintes componentes: - Um feixe de fibras nervosas fora do SNC (ou um “feixe de fibras reunidas”, ou fascículos, no caso de um nervo mai- or). - Revestimento de tecido conjuntivo que circunda e une as fibras nervosas e os fascículos. - Vasos sanguíneos (vasos dos nervos) que nutrem as fibras nervosas e seus revestimentos. - Os nervos são muito fortes e resilientes, porque as fibras nervosas são sustentadas e protegidas por três revestimen- tos de tecido conjuntivo: 1. Endoneuro, tecido conjuntivo delicado que circunda ime- diatamente as células do neurolema e os axônios 2. Perineuro, uma camada de tecido conjuntivo denso que envolve um fascículo de fibras nervosas periféricas, pro- porcionando uma barreira efetiva contra a penetração das fibras nervosas por substâncias estranhas 3. Epineuro, uma bainha de tecido conjuntivo espesso que circunda e encerra um feixe de fascículos, formando o revestimento mais externo do nervo; inclui tecido adiposo, vasos sanguíneos e linfáticos. • Os nervos são organizados como um cabo telefônico: os a- xônios assemelham-se a fios individuais isolados pelo neu- rolema e endoneuro; os fios isolados são reunidos pelo pe- rineuro e os feixes são circundados pelo epineuro, que for- ma o revestimento externo do cabo. • É importante distinguir entre fibras nervosas e nervos, que às vezes são representados em diagramas como sendo uma única e mesma coisa. Fisiologia da neurotransmissão (Tortora, cap.12.7) • Uma sinapse é uma região onde ocorre a comunicação entre dois neurônios ou entre um neurônio e uma célula efetora (célula muscular ou célula glandular). • O termo neurônio pré-sináptico refere-se a uma célula nervosa que carrega um impulso nervoso em direção a uma sinapse. É a célula que envia o sinal. Uma célula pós-sináp- tica é a célula que recebe um sinal. • Pode ser uma célula nervosa chamada neurônio pós-sináp- tico que carrega um impulso nervoso de uma sinapse ou célula efetora que responde ao impulso na sinapse. A maioria das sinapses entre neurônios é axodendrítica (do axônio ao dendrito), as outras são axossomáticas (do axônio ao corpo celular) ou axoaxônicas (entre dois axôni- os). Além disso, as sinapses podem ser elétricas ou quí-micas e diferem tanto estrutural quanto funcionalmente. Sinapse elétrica (Tortora, cap. 12, p. 445) • Em uma sinapse elétrica, os potenciais de ação são condu- zidos diretamente entre as membranas plasmáticas de neu- rônios adjacentes por meio de estruturas denominadas jun- ções comunicantes. • Cada junção comunicante contém cerca de cem conexinas tubulares, que agem como túneis para conectar o citosol das duas células diretamente. • À medida que os íons fluem de uma célula para outra atra- vés das conexinas, o potencial de ação espalha-se de uma célula para outra. • As junções comunicantes são comuns no músculo liso visce- ral, no músculo cardíaco e no embrião em desenvolvimen- to. Elas também ocorrem no encéfalo. As sinapses elétricas têm duas vantagens principais: 1. Comunicação mais rápida. • Como os potenciais de ação são conduzidos diretamente através das junções comunicantes, as sinapses elétricas são mais rápidas do que as sinapses químicas. • Em uma sinapse elétrica, o potencial de ação passa dire- tamente da célula pré-sináptica para a célula pós-sináp- tica. • Os eventos que ocorrem em uma sinapse química demo- ram algum tempo e atrasam ligeiramente a comunicação. 2. Sincronização. • As sinapses elétricas podem sincronizar (coordenar) a atividade de um grupo de neurônios ou fibras muscu- lares. • Em outras palavras, um grande número de neurônios ou de fibras musculares pode produzir potenciais de ação em uníssono se estiverem conectados por junções comu- nicantes. • A consequência dos potenciais de ação sincronizados no coração ou no músculo liso visceral é a contraçãocoor- denada dessas fibras para produzir um batimento cardía- co ou mover o alimento através do sistema digestório. Sinapse química (Tortora, cap. 12, p. 445) • Apesar de as membranas plasmáticas dos neurônios pré-si- nápticos e pós-sinápticos em uma sinapse química estarem próximo, elas não se tocam, pois são separadas pela fenda sináptica, um espaço de 20 a 50 nm* que é preenchido com líquido intersticial. • Os impulsos nervosos não podem ser conduzidos através da fenda sináptica, então ocorre uma forma alternativa e indi- reta de comunicação. • Em resposta a um impulso nervoso, o neurônio pré-sináp- tico libera um neurotransmissor que se difunde através do fluido na fenda sináptica e se liga a receptores na membrana plasmática do neurônio pós-sináptico. O neu- rônio pós-sináptico recebe o sinal químico e, por sua vez, produz um potencial pós-sináptico, um tipo de potencial graduado. Assim, o neurônio pré-sináptico converte um si- nal elétrico (impulso nervoso) em um sinal químico (neuro- transmissor liberado). O neurônio pós-sináptico recebe o sinal químico e, por sua vez, gera um sinal elétrico (po- tencial pós-sináptico). • O tempo necessário para que esses processos ocorram em uma sinapse química, um retardo sináptico de cerca de 0,5 milissegundo, é a razão pela qual as sinapses químicas retransmitem os sinais mais lentamente do que as sinapses elétricas. Uma sinapse química comum transmite um sinal da seguin- te forma: 1. Um impulso nervoso chega a um botão sináptico de um axônio pré-sináptico. 2. A fase de despolarização do impulso nervoso abre canais de Ca2+ dependentes de voltagem que estão presentes na membrana dos botões sinápticos. Como os íons cálcio estão mais concentrados no líquido extracelular, o Ca2+ flui para dentro através dos canais abertos. 3. Um aumento na concentração de Ca2+ dentro do neu- rônio pré-sináptico serve como um sinal que desencadeia a exocitose das vesículas sinápticas. À medida que as membranas das vesículas fundem-se com a membrana plasmática, as moléculas de neurotransmissores dentro das vesículas são liberadas na fenda sináptica. Cada vesí- cula sináptica contém vários milhares de moléculas do neurotransmissor. 4. As moléculas de neurotransmissores difundem-se através da fenda sináptica e se ligam aos receptores de neuro- transmissores na membrana plasmática do neurônio pós-sináptico. O receptor é parte de um canal ativado por ligante e recebe o nome de receptor ionotrópico. Nem todos os neurotransmissores ligam-se a receptores iono- trópicos; alguns ligam-se a receptores metabotrópicos. 5. A ligação de moléculas de neurotransmissores a seus receptores em canais ativados por ligante abre os canais e permite que íons específicos fluam através da membrana. 6. Conforme os íons fluem através dos canais abertos, a voltagem através da membrana muda. Essa alteração na voltagem é um potencial pós-sináptico. Dependendo de quais íons os canais admitem, o potencial pós-sináptico pode ser uma despolarização (excitação) ou uma hiperpolarização (inibição). Por exemplo, a abertura dos canais de Na+ permite o influxo de Na+, o que causa despolarização. No entanto, a abertura dos canais de Cl− ou K+ causa hiperpolarização. A abertura dos canais de Cl− permite que esse íon mova-se para dentro da célula, já a abertura dos canais de K+ permite que o K+ mova- se para fora – em qualquer dos eventos, o interior da célula torna-se mais negativo. 7. Quando um potencial despolarizante pós-sináptico atinge o limiar, ele dispara um impulso nervoso no axônio do neurônio pós-sináptico. Na maioria das sinapses químicas, a transferência de informação pode ocorrer apenas em um sentido – de um neurônio pré-sináptico para um neurônio pós-sináptico ou um efetor, como uma fibra muscular ou uma célula glandular. Por exemplo, a transmissão sináptica em uma junção neuromuscular (JNM) prossegue de um neurônio motor somático para uma fibra muscular esquelética (mas não na direção oposta). Apenas os botões sinápticos dos neurônios pré-sinápticos podem liberar neurotransmissores e apenas a membrana do neurônio pós-sináptico tem as proteínas receptoras que podem reconhecer e ligar esse neurotransmissor. Como resultado, os potenciais de ação movem-se apenas em uma direção. Estrutura dos receptores de neurotransmissores (Tortora, cap. 12, p. 447) Quando um neurotransmissor é liberado pelo neurônio pré-sináptico, ele se liga a receptores específicos na membra- na do neurônio pós-sináptico, gerando potenciais pós-sinápti- cos excitatórios (PPSE) ou inibitórios (PPSI). Esses receptores podem ser: 1. Receptores Ionotrópicos • Estrutura: O local de ligação do neurotransmissor e o canal iônico fazem parte da mesma proteína. • Ação rápida: Quando o neurotransmissor se liga, o canal se abre imediatamente. • Tipos: - Excitatórios: Canais de Na⁺, K⁺ e Ca²⁺ → Entrada de Na⁺ predomina → Despolarização (PPSE). - Inibitórios: Canais de Cl⁻ → Entrada de Cl⁻ → Hiperpolarização (PPSI). 2. Receptores Metabotrópicos • Estrutura: O local de ligação e o canal iônico são proteínas diferentes. • Ação lenta: Depende da proteína G, que: - Abre/fecha canais diretamente ou Ativa um segundo mensageiro no citosol. • Tipos: - Inibitórios: Ativam canais de K⁺ → Saída de K⁺ → Hiper- polarização (PPSI). - O mesmo neurotransmissor pode ser excitatório em al- gumas sinapses e inibitório em outras, dependendo da estru- tura do receptor do neurotransmissor ao qual se liga. Por e- xemplo, em algumas sinapses excitatórias, a acetilcolina (Ach) liga-se a receptores ionotrópicos que contêm canais de cátions que se abrem e, subsequentemente, geram PPSEs na célula pós-sináptica. Por outro lado, em algumas sinapses inibitórias, a Ach liga-se a receptores metabotrópicos acoplados a proteínas G que abrem canais de K+, resultando na formação de PPSIs na célula pós-sináptica. Remoção do neurotransmissor (Tortora, cap. 12, p. 447) A remoção do neurotransmissor da fenda sináptica é essencial para a função sináptica normal. Se um neurotrans- missor permanecer na fenda sináptica, pode influenciar indefinidamente o neurônio pós-sináptico, a fibra muscular ou a célula glandular. O neurotransmissor é removido de três maneiras: 1. Difusão. Algumas das moléculas de neurotransmissores liberadas difundem-se para longe da fenda sináptica. Uma vez que uma molécula de neurotransmissor está fora do alcance de seus receptores, ela não pode mais exercer um efeito. 2. Degradação enzimática. Certos neurotransmissores são inativados por degradação enzimática. Por exemplo, a enzima acetilcolinesterase decompõe a acetilcolina na fenda sináptica. 3. Captação pelas células. Muitos neurotransmissores são ativamente transportados de volta para o neurônio que os liberou (recaptação). Outros são transportados para a neuróglia vizinha (captação). Os neurônios que liberam norepinefrina, por exemplo, rapidamente absorvem a norepinefrina e a reciclam em novas vesículas sinápticas. As proteínas de membrana que realizam essa captação são chamadas de transportadores de neurotransmissores. Somações espacial e temporal de potenciais pós- sinápticos (Tortora, cap.12.8, p.448.) • Um neurônio típico no SNC recebe o estímulo de 1 mil a 10 mil. A integração desses estímulos envolve a somação dos potenciais pós-sinápticos que se formam no neurônio pós- sináptico. • Lembre-se de que a somação é o processo pelo qual os potenciais graduados se adicionam. - Quanto maior for a somação de PPSEs, maior será a chance de que o limiar seja atingido. No limiar, podem ser gerados um ou mais potenciais de ação. • Existem dois tipos de somação: somação espacial e somação temporal. - A somação espacial é a soma de potenciais pós- sinápticos em resposta a estímulos que ocorrem em diferentes locais na membrana de uma célula pós- sináptica ao mesmo tempo; a somação espacial resulta,por exemplo, do acúmulo de neurotransmissor liberado simultaneamente por vários botões sinápticos. - A somação temporal é a soma de potenciais pós- sinápticos em resposta a estímulos que ocorrem no mesmo local na membrana da célula pós-sináptica, mas em tempos diferentes; essa somação resulta, por exemplo, do acúmulo de neurotransmissor liberado por um único botão sináptico duas ou mais vezes em rápida sucessão. • Como um PPSE típico dura cerca de 15 milissegundos, a segunda (e subsequente) liberação do neurotransmissor deve ocorrer logo após a primeira, se a somação temporal ocorrer. • A somação é como um voto na internet: muitas pessoas que votam “sim” ou “não” em uma questão ao mesmo tempo podem ser comparadas à somação espacial; uma pessoa que vota repetidamente e rapidamente é como uma somação temporal. Na maioria das vezes, as somações espaciais e temporais atuam juntas para influenciar a chance de um neurônio disparar um potencial de ação. Tipos e funções dos neurotransmissores Função geral dos neurotransmissores (Tortora, cap.12.8, p.451.) • São cerca de 100 substâncias conhecidas que transmitem sinais entre neurônios. • Após liberados na fenda sináptica, ligam-se a receptores pós-sinápticos, provocando: - Excitação (estimula o potencial de ação). - Inibição (bloqueia o potencial de ação). Mecanismos de ação • Ação rápida - moléculas pequenas: - Ligam-se a receptores e abrem/cerram canais iônicos dire- tamente - Resultado imediato (milissegundos). - Exemplos: Acetilcolina (ACh), aminoácidos (glutamato, GABA, glicina), aminas biogênicas (dopamina, serotonina, noradrenalina), óxidos gasosos (óxido nítrico - NO). • Ação lenta (via segundo mensageiro): - Ativam receptores que desencadeiam reações químicas in- tracelulares. - Influenciam a célula por mais tempo (segundos ou mi- nutos). - Exemplos: Substância P, endorfinas e encefalinas hormônio liberador de corticotropina (CRH). • Muitos neurotransmissores também são hormônios libera- dos na corrente sanguínea por células endócrinas em ór- gãos de todo o corpo. • Dentro do encéfalo, alguns neurônios, denominados células neurossecretoras, também secretam hormônios. Moléculas pequenas (Tortora, cap.12.8, p.452.) Acetilcolina • Neurotransmissor mais estudado. • Liberada por muitos neurônios do SNP e alguns do SNC. • Atua como: - Excitatório: em sinapses como a junção neuromuscular, ligando-se a receptores ionotrópicos, abrindo canais catiônicos. - Inibitório: em sinapses com receptores metabotrópicos acoplados a proteínas G, como no nervo vago (X), abrindo canais de K⁺ e diminuindo a frequência cardíaca. • Inativada pela enzima acetilcolinesterase (AChE), que a divide em acetato e colina. Aminoácidos • Excitatórios - Glutamato (ácido glutâmico) e Aspartato (ácido aspár- tico): • Produzem efeitos excitatórios poderosos. • Glutamato: principal neurotransmissor excitatório no SNC. Atua em metade das sinapses cerebrais. • Em sinapses glutamatérgicas, ligam-se a receptores io- notrópicos, abrindo canais de cátions (Na⁺) → gerando PPSE. • Inativação por recaptação ativa: transportadores remo- vem glutamato do espaço sináptico para os botões si- nápticos e a neuróglia vizinha. • Inibitórios - GABA (ácido gama-aminobutírico): • Somente no SNC. • Principal neurotransmissor inibitório no encéfalo (1/3 das sinapses cerebrais). • Liga-se a receptores ionotrópicos, abrindo canais de Cl⁻. • Diazepam (ansiolítico) aumenta sua ação. - Glicina: • Também abre canais de Cl⁻ por ligação a receptores iono- trópicos. • Atua em cerca de metade das sinapses inibitórias da me- dula espinal. • O restante utiliza GABA. Aminas Biogênicas • Produzidas por modificação e descarboxilação de aminoá- cidos. • Ligam-se principalmente a receptores metabotrópicos. • Podem causar excitação ou inibição, dependendo do tipo de receptor envolvido. Norepinefrina (Noradrenalina-NA) • Atua na excitação, despertar do sono, sonhos e regulação do humor. • Também atua como hormônio (liberado pela medula su- prarrenal). Epinefrina (Adrenalina) • Neurotransmissor menos comum no encéfalo. • Atua como hormônio (também pela medula suprarrenal). Dopamina (DA) • Relacionada a emoções, prazer, comportamentos de depen- dência. • Regula o tônus muscular esquelético e o movimento volun- tário. • Doença de Parkinson: causada pela degeneração de neu- rônios dopaminérgicos. • Esquizofrenia: associada a excesso de dopamina. Catecolaminas (NA, DA e epinefrina) • Contêm grupo amina (–NH₂) e anel catecol. • Derivadas do aminoácido tirosina. - Inativadas por: • Recaptação nos botões sinápticos. • Degradação por COMT (catecol-O-metiltransferase) e MAO (monoamina oxidase). Serotonina (5-HT) • Concentrada nos núcleos da rafe no encéfalo. • Participa da percepção sensitiva, regulação da temperatura, controle do humor, apetite e sono. ATP e Outras Purinas • ATP, ADP, AMP e adenosina: neurotransmissores excitatorios no SNC e SNP. • Muitas vesículas sinápticas com ATP também contêm outro neurotransmissor. • No SNP, ATP e norepinefrina são liberados juntos por alguns neurônios simpáticos. • Alguns neurônios parassimpáticos liberam ATP + ACh nas mesmas vesículas. Óxido Nítrico (NO) • Gás simples, excitatório, secretado no: - Encéfalo, medula espinal, glândulas suprarrenais, nervos do pênis. • Formado sob demanda a partir da arginina, pela enzima óxido nítrico-sintase (NOS). • Estima-se que mais de 2% dos neurônios encefálicos produzam NO. • Não armazenado em vesículas → produzido e atua ime- diatamente. • Duração curta (a liberação desses opioides endógenos, contri- buindo para a analgesia. Outro neuropeptídeo importante é a substância P, liberada por neurônios sensoriais que transmitem sinais de dor dos receptores periféricos ao SNC, amplificando a percepção da dor. No entanto, encefalinas e endorfinas podem inibir a liberação da substância P, reduzindo a quantidade de impulsos dolorosos que chegam ao encéfalo. Além disso, estudos sugerem que a substância P pode exercer efeitos protetores contra agentes químicos que danificam os nervos, o que levanta a possibilidade de seu uso terapêutico em casos de degeneração nervosa. Portanto, os neuropeptídeos desempenham funções fun- damentais não apenas na modulação da dor, mas também em diversos processos fisiológicos e comportamentais, sendo ob- jeto de interesse tanto na neurociência quanto na medicina, com potencial para o desenvolvimento de novos tratamentos para condições neurológicas e psiquiátricas.