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Luiz Alberto Menezes de Carvalho Júnior - luizcarvalhojunior73@gmail.com - CPF: 940.412.614-49
 
 
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Você acaba de adquirir o material: Legislação Mapeada para o concurso da Polícia 
Rodoviária Federal. 
Esse material é totalmente focado no certame e aborda os assuntos mais 
importantes dentro da disciplina Direito Administrativo. 
Além disso, nos trechos e dispositivos mais importantes para a prova da PRF, constam 
algumas explicações para facilitar a compreensão do aluno. 
Galera, fiquem bastante atentos às novidades legislativas, pois a sua banca poderá 
cobrá-las em sua prova. 
A leitura da lei é fundamental para a sua aprovação, pois, em análise estatística do 
concurso e da sua banca, verificou-se que a grande maioria das questões de direito 
cobradas nesse certame são resolvidas somente com base da lei seca. 
 
Bora pra cima 
 
Bons estudos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luiz Alberto Menezes de Carvalho Júnior - luizcarvalhojunior73@gmail.com - CPF: 940.412.614-49
 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS .................................................................................................................................. 9 
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO .............................................................................................................. 10 
1) Nota introdutória ........................................................................................................................................ 10 
2) Supraprincípios do Direito Administrativo .................................................................................................. 10 
a) Supremacia do interesse público sobre o privado ...................................................................................... 10 
b) Indisponibilidade do interesse público ....................................................................................................... 11 
DOS PRINCÍPIOS ............................................................................................................................................... 11 
1) Princípios Implícitos..................................................................................................................................... 11 
1.1) Princípio da segurança jurídica................................................................................................................. 11 
1.2) Princípio da confiança legítima ................................................................................................................ 11 
1.3) Teoria do fato consumado ....................................................................................................................... 12 
1.4) Princípio da continuidade dos serviços públicos ...................................................................................... 12 
1.5) Princípio da autotutela ............................................................................................................................. 13 
1.6) Princípio da proporcionalidade ................................................................................................................ 13 
1.7) Princípio da oficialidade ........................................................................................................................... 13 
1.8) Princípio da especialidade ........................................................................................................................ 14 
2) Princípios expressos .................................................................................................................................... 14 
2.1) Princípio da legalidade ............................................................................................................................. 14 
2.2) Princípio da impessoalidade ..................................................................................................................... 15 
2.3) Princípio da moralidade ........................................................................................................................... 15 
2.4) Princípio da publicidade ........................................................................................................................... 16 
2.5) Princípio da eficiência ............................................................................................................................... 16 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ................................................................................................................... 17 
1) Introdução ................................................................................................................................................... 17 
1.1) Conceitos importantes ............................................................................................................................. 17 
2) Entidades políticas e administrativas .......................................................................................................... 18 
2.1) Entidades políticas .................................................................................................................................... 18 
2.2) Entidades administrativas ........................................................................................................................ 18 
3) Das técnicas administrativas ....................................................................................................................... 18 
3.1) Centralização ............................................................................................................................................ 19 
3.2) Descentralização ...................................................................................................................................... 19 
3.3) Desconcentração ...................................................................................................................................... 20 
3.4) Concentração ........................................................................................................................................... 20 
4) Órgãos Públicos ........................................................................................................................................... 20 
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4.1) Conceito de órgão público ....................................................................................................................... 20 
4.2) Teoria do órgão ou imputação volitiva .................................................................................................... 20 
4.3) Criação dos órgãos ................................................................................................................................... 21 
4.4) Classificação dos órgãos públicos ............................................................................................................. 21 
a) quanto à composição .................................................................................................................................. 21 
b) quanto à estrutura ...................................................................................................................................... 21 
c) quanto à posição estatal (ou hierárquica) ................................................................................................... 22 
d) quanto à esfera de atuação ......................................................................................................................... 22 
5) Entidades da Administração Pública Indireta.............................................................................................. 23 
5.1) Autarquias ................................................................................................................................................admitidas em direito. 
d) Esquema comparativo - Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública 
Sociedade de Economia Mista Empresa Pública 
Pessoas jurídicas de direito privado; Pessoas jurídicas de direito privado 
Criadas mediante autorização legal; Criadas mediante autorização legal 
Capital público e privado (o poder público 
detém a maioria do capital votante) 
Capital exclusivamente público 
Prestação de serviço público ou exploração de 
atividade econômica 
Prestação de serviço público ou exploração de atividade 
econômica 
Sob a forma de sociedade anônima Qualquer forma de organização empresarial 
Foro comum Foro Federal (apenas empresa pública federal) 
 
5.3) Quadro esquematizado das entidades da administração indireta 
 Autarquia Fundação Pública SEM Empresa Pública 
Natureza 
Jurídica 
Direito Público Definição por lei: 
direito público 
(autárquicas) ou 
privado. 
 
Direito privado 
Direito privado 
Criação Criada por lei 
específica 
Autorizada por lei Autorizada por lei Autorizada por lei 
Finalidade Serviço Público; 
poder de polícia; 
fomento 
Serviços de interesse 
da Administração e 
coletivo 
Atua no domínio 
econômico ou 
presta serviços 
públicos 
Atua do domínio 
econômico ou 
presta serviços 
públicos 
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Regime de bens Direito Público: 
impenhoráveis, 
inalienáveis e 
imprescritíveis. 
Direito público: 
impenhoráveis, 
inalienáveis e 
imprescritíveis. 
Direito privado. 
Bens são 
penhoráveis 
Direito privado. 
Bens são 
penhoráveis 
Contratos Licitação Licitação Não precisa de 
licitação para 
atividades-fim 
Não precisa de 
licitação para 
atividades-fim 
Administração Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Privilégios Imunidade tributária 
e privilégios da 
Fazenda 
Privilégios próprios 
da Fazenda pública 
Sem privilégios Sem privilégios 
Regime de 
pessoal 
Estatutários Estatutários Celetistas 
(emprego público) 
Celetistas (emprego 
público) 
Constituição do 
capital 
Descentralização do 
capital público 
Descentralização do 
capital público 
Capital misto: a 
maioria tem que 
ser público 
Capital 100% 
público 
Forma jurídica Autarquias comuns, 
agências 
reguladoras, 
agências executivas 
(contratos de 
gestão) 
Fundação de Direito 
Público (autárquica) 
ou direito privado 
Sempre será 
sociedade 
anônima 
Qualquer forma 
Exemplos INMETRO / IBAMA FUNAI / IBGE / 
FUNASA 
Banco do Brasil Caixa Econômica 
Federal 
 
5.4) Empresas subsidiárias e controladas 
a) Empresas controladas 
São pessoas de direito privado adquiridas integralmente ou com parcela de seu capital social 
assumido por empresa estatal. 
Dispensa de autorização legal: como a sua instituição realiza-se independentemente de autorização 
legislativa, as controladas não integram a Administração Pública. 
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b) Empresas subsidiárias 
São pessoas jurídicas de direito privado criadas para integrar um grupo empresarial encabeçado por 
uma empresa-matriz estatal. 
 Ex.: Petrobras (Transpetro, Gaspetro). 
Podem ser subsidiárias integrais (entidade matriz detém a totalidade do capital) ou subsidiária 
controlada (quando a matriz detém apenas o controle societário). 
Criadas por autorização legal, integram a Administração indireta como empresas públicas ou 
sociedades de economia mista, conforme seus institutos. 
Dispensa-se autorização legislativa expressa para criação de subsidiária quando já houver previsão 
na lei de criação da Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista (ainda que seja genérica – ADI 
1.649). 
Além disso, dispensa autorização legislativa expressa para vender controle acionário (info 1018). Em 
palavras mais simples: como não se exige lei específica para criar, também não será exigida lei 
específica para “vender”. 
 
ATOS ADMINISTRATIVOS 
1) Noções iniciais 
Ato administrativo é a manifestação unilateral de vontade da Administração Pública, a qual, impõe 
obrigações, cria direitos, aplica penalidades, dentre outros. 
Ao utilizar essa manifestação unilateral, utiliza-se das prerrogativas de direito público, fazendo uso 
de sua superioridade. 
Nem todo ato praticado pela administração pública é ato administrativo. O ato administrativo apenas 
existirá quando a administração atua com as suas prerrogativas de direito público. 
Os atos administrativos são praticados (exarados) pela: 
 Administração Pública (direta – função administrativa – e indireta) 
 Particulares – atividade administrativa 
No sentido de conceituar ato administrativo podemos citar algumas definições dos principais 
autores, vejamos: 
José dos Santos Carvalho Filho: “[...] a exteriorização da vontade de agentes da Administração Pública 
ou de seus delegatários, nessa condição, que, sob regime de direito público, vise à produção de 
efeitos jurídicos, com o fim de atender ao interesse público. ” 
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Maria Sylvia Zanella Di Pietro: “[...] pode-se definir ato administrativo como a declaração do Estado 
ou de quem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob regime 
jurídico de direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário. ” 
Hely Lopes Meirelles: “Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da 
Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, 
transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si 
própria. ” 
Celso Antônio Bandeira de Mello: “Declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como, por 
exemplo, um concessionário de serviço público), no exercício de prerrogativas públicas, manifestada 
mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a 
controle de legitimidade por órgãos jurisdicional. ” 
De maneira geral o conceito de ato administrativo, envolve declaração unilateral de vontade; vontade 
da administração; finalidade de interesse público. 
 
 Tome nota! 
Para a doutrina majoritária, o silêncio não é propriamente ato administrativo, mas sim fato 
administrativo, o qual pode gerar consequências jurídicas, como a prescrição e a decadência. E, 
realmente, não é ato, pois falta, ao silêncio, a declaração de vontade, algo que é essencial ao conceito 
de ato administrativo. O silêncio é o oposto disso: é ausência de manifestação. E não há ato sem a 
declaração de vontade. 
Atos da administração A administração pratica sem as prerrogativas públicas. Ex.: compra e venda e 
locação. 
Atos administrativos É a manifestação de vontade do Estado, com o objetivo de criar, modificar e 
extinguir direitos, com a finalidade de satisfazer o interesse público. 
Ato administrativo 
abdicativo 
É aquele pelo qual, mediante autorização legal, o titular abre mão de um 
direito. A peculiaridade desse ato é seu caráter incondicional e irretratável. 
Formalismo moderado Meras irregularidades não geram nulidade de atos do processo; 
Poder extroverso É o poder de o ato atingir 3ºs independentemente de sua vontade; 
Móvel dos atos 
administrativos 
É a vontade pessoal e psíquica que move o agente público na elaboração dos 
atos administrativos. Ex. de como foi cobrado (considerado errado): "o MÓVEL 
DOS ATOS ADMINISTRATIVOS é a situação real que justifica a edição legítima 
do ato administrativo". 
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Para Celso Antônio Bandeira de Mello, o móvel seria importante apenas para 
os atos discricionáriosque exigem a análise subjetiva do agente na escolha 
entre as opções de atuação conferidas pela legislação. Rafael Rezende defende 
que o móvel também invalidaria os atos vinculados, pois mesmos nestes 
haveria uma mínima margem de escolha do gestor a ser colmatada pelo 
móvel; 
Controle de juridicidade 
(sindicabilidade) 
É a possibilidade, em caso de violação da razoabilidade e da 
proporcionalidade, de o Judiciário rever a conveniência e a oportunidade dos 
atos discricionários. Esse controle acarreta a nulidade do ato e nunca a sua 
revogação. 
Atos de administradores de empresa estatal também podem ter natureza de ato administrativo. Ex.: 
decisões que indeferem requerimento de informações sobre os serviços públicos prestados pela empresa. 
2) Diferenciação: Ato unilateral e ato bilateral 
Ato unilateral: é aquele que é formado pela manifestação de vontade da Administração Pública. 
Ato bilateral: é a manifestação de vontade da Administração e também do particular. 
 Ex.: contrato administrativo, posse. 
 
3) Classificações 
3.1) Ato vinculado e discricionário 
a) Ato vinculado 
É aquele praticado pela Administração Pública sem qualquer margem de liberdade / escolha. 
Uma vez que os requisitos legais forem preenchidos a Administração é obrigada a praticar o ato nos 
exatos termos da lei. 
É praticado apenas no aspecto da legalidade. 
 Ex.: Licença para tratar da própria saúde. 
b) Ato discricionário 
É aquele em que o administrador tem certa margem de escolha. 
Escolha: análise do mérito administrativo (juízo de conveniência e oportunidade) – interesse público 
A discricionariedade jamais é presumida. Ela está prevista na lei ou em conceitos jurídicos 
indeterminados (ex.: conduta escandalosa na repartição). 
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Limites: 
 Lei 
 Princípio da razoabilidade e proporcionalidade 
É praticado apenas no aspecto da legalidade. Mas, além disso, também deve ser observado o aspecto 
de mérito. 
 Ex.: Licença para tratar de interesses particulares 
 
3.2) Atos gerais e individuais 
a) Atos gerais 
Os atos gerais ou normativos são aqueles que possuem destinatários indeterminados, ou seja, não 
sabemos as pessoas que serão atingidas por aquele ato. 
Por possuir caráter genérico, atingem todos aqueles que se enquadrarem na situação descrita. 
Em resumo, possuem caráter normativo, natureza genérica e conteúdo abstrato. 
 Ex.: Decretos, instruções normativas, resoluções. 
b) Atos individuais 
Os atos individuais ou especiais são aqueles que possuem destinatários, certos, determinados, ou 
seja, sabemos quem serão os atingidos pelo ato. 
Além disso podemos dizer que produzem efeitos nos casos concretos. 
 Ex.: Nomeação, demissão, licença. 
Destinatários gerais Destinatários individuais 
Atos normativos 
Generalidade, impessoalidade 
Regulamentos, instruções normativas 
Atos concretos 
Destinatários individualizados (mesmo que de 
maneira coletiva) 
Poderão ser impugnados de maneira direta 
3.3) Atos simples, complexo e composto 
a) Ato simples 
É aquele ato formado pela manifestação de vontade de um órgão, podendo ser unipessoal ou 
colegiado. O número de agentes que participa do ato não é relevante, desde que se trate de uma 
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vontade unitária. Um ato simples poderá ser um despacho manifestando a vontade do colegiado de 
um órgão, por exemplo. 
b) Ato complexo 
É aquele formado pela manifestação de vontade de dois ou mais órgãos, produzindo um ato. 
 Ex.: Aposentadoria (manifestação de vontade do órgão no qual a pessoa trabalha + manifestação 
de vontade do respectivo tribunal de contas = formam um único ato da aposentadoria). 
Mnemônico 
Complexo – exo – lembra sexo – Dois ou mais órgãos que se unem para praticar o mesmo ato. 
c) Ato composto 
É aquele formado pela manifestação de vontade de um órgão (ato principal). 
Porém, é necessário a aprovação da vontade (ato acessório / instrumental), que é feita por outro 
órgão. 
Neste caso, há dois atos distintos, ou seja, um ato principal e um ato acessório. 
 Ex.: Homologação. 
Ato simples Ato ou órgão unitário ou colegiado. Ex.: exoneração de servidor 
Ato 
composto 
Dois atos, sendo um principal e outro acessório; o ato principal depende do 
acessório para a produção de efeitos. Ex.: homologação. 
Ato 
complexo 
Manifestação de dois ou mais órgãos; único ato. Ex.: Portaria interministerial. 
 
3.4) Atos de império, gestão e expediente 
a) Ato de império 
Atos de império ou de autoridade são os praticados com prerrogativas e de uma autoridade e 
impostos de maneira unilateral e coercitiva ao particular, ou seja, não são de obediência facultativa. 
b) Ato de gestão 
É aquele ato que a administração pratica sem utilizar a sua supremacia, são atos praticados em 
situação de igualdade com os particulares. 
c) Ato de expediente 
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São aqueles atos internos, que não possuem conteúdo decisório, apenas se destinam a dar 
andamento aos processos. Além disso, os atos de expediente não geram efeitos vinculantes nem 
possuem forma específica. 
 Ex.: Entrega de certidão, expedição de ofício. 
3.5) Ato perfeito, válido e eficaz 
a) Ato perfeito 
É aquele que completou o seu ciclo de formação, ou seja, todas as etapas foram realizadas. 
Se o ato não completou o seu ciclo de formação ele será imperfeito. 
b) Ato válido 
É aquele que está em conformidade com o ordenamento jurídico (lei). 
Caso o ato não esteja de acordo com a lei ele será inválido. 
c) Ato eficaz 
É aquele ato que está apto para produção de efeitos, é um ato que independe de evento posterior 
para produzir seus efeitos. 
Se o ato não está apto a produzir os seus efeitos ele será ineficaz. 
 
4) Elementos dos atos administrativos 
4.1) Elementos / requisitos 
São os chamados requisitos de validade. Requisitos que devem ser observados para que o ato seja 
válido. 
Requisitos que se não forem observados o ato será inválido. 
 
Elementos / requisitos do ato administrativo 
Competência 
Finalidade 
Forma 
Motivo 
Objeto 
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Mnemônico: CO-FI-FO-MO-OB 
 
a) Competência 
A competência é o poder atribuído ao agente ocupante de cargo, emprego ou função pública para 
desempenhar suas atividades. Pode ser entendido como sujeito competente para a prática de atos 
administrativos. 
Sujeito é a pessoa que possui atribuição legal para a prática do ato. 
b) Finalidade 
A finalidade está ligada ao objetivo, o qual, o interesse público pretende atingir. Todo ato 
administrativo é praticado necessariamente com um fim público. Além disso, é importante deixar 
claro que podem existir vícios na finalidade e esses vícios são chamados de desvio de finalidade ou 
desvio de poder. 
Não se pode praticar o ato com fins privados, nem para beneficiar amigos e prejudicar inimigos. 
A finalidade que deve ser observada é aquele prevista em lei para o ato. 
c) Forma 
A forma é a manifestação do ato no mundo externo, ou seja, o jeito como o ato é praticado. Como 
regra, o ato é formal e escrito. 
Motivação: representa a exteriorização / exposição / apresentação dos motivos. De maneira mais 
simples de explicar seria dizer que “a motivação é a demonstração dos motivos, seria coloca-los no 
papel”. 
d) Motivo 
O motivo é a situação de direito ou de fato, o qual, autoriza a realização do ato administrativo. Além 
disso, o motivo pode ser um elemento vinculado, previsto em lei, ou discricionário, a critério do 
administrador. 
No caso da vinculação o ato será praticado de acordo com as diretrizes legais, a lei descreverá 
exatamente como o ato deveráser praticado e na discricionariedade, a lei traz diversos objetos e 
que serão escolhidos a critério do administrador. 
Situação fática (fatos – o que aconteceu no caso concreto) e jurídica (o que está na lei) que justifica 
a prática do ato. 
e) Objeto 
O objeto, o qual, também pode ser chamado de conteúdo, é o efeito jurídico produzido pelo ato 
administrativo. Seria o que o ato enuncia, prescreve ou dispõe. 
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São os efeitos produzidos. Trata-se do próprio ato. 
 Ex.: Demissão, exoneração. 
Em resumo o objeto pode ser definido como: conteúdo, de efeito imediato, pode ser vinculado ou 
discricionário, lícito, possível e certo. 
 
4.2) Teoria dos motivos determinantes 
A Teoria dos motivos determinantes entende que uma vez motivado o ato, a validade está vinculada 
aos motivos que o fundamentam. Dessa maneira, se os motivos indicados não existirem, o ato será 
nulo. Portanto, os motivos alegados para prática do ato devem ser verdadeiros. 
A Teoria se aplica aos atos discricionários ou vinculados e quando a motivação for ou não obrigatória. 
 
 Tome nota! 
Nem todo ato precisa ser motivado. Ex.: exoneração do titular de um cargo em comissão. A 
motivação neste caso não é exigida, mas, se por acaso a motivação for feita, aplica-se esta teoria. 
 
4.3) Discricionariedade 
A discricionariedade do ato administrativo está no elemento motivo e objeto. 
Competência / finalidade / forma – são vinculados 
Motivo / Objeto – podem ser vinculados ou discricionários 
 
5) Atributos dos atos administrativos 
Os atributos ou características do ato administrativo são as peculiaridades que os fazem ser 
diferentes dos atos privados. 
São atributos do ato administrativo a presunção de legalidade (legitimidade, veracidade); a 
imperatividade (coercibilidade ou poder extroverso); a autoexecutoriedade (executoriedade e 
exigibilidade); e a tipicidade. 
 
Atributos 
Presunção de legitimidade e veracidade 
Autoexecutoriedade 
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Tipicidade 
Imperatividade 
Mnemônico: PATI 
a) Presunção de legitimidade e veracidade 
De acordo com esse atributo pressupõe-se que os atos estão de acordo com a lei, até que se prove 
o contrário, ou seja, são legítimos, legais, lícitos ou válidos. 
Presunção de legitimidade: presume que o ato está de acordo com a lei. 
Presunção de veracidade: presume que os fatos narrados são verdadeiros. 
Obs. 1: Presunção universal: presente em todos os atos administrativos 
Obs. 2: Presunção relativa: admite prova em contrário 
Obs. 3: Ônus da prova é do destinatário do ato e não da administração pública. 
b) Autoexecutoriedade 
Atributo que permite a Administração Pública executar as suas decisões de forma direta, imediata. 
Sem necessidade de intervenção judicial, inclusive com o uso da força, caso seja necessário. 
 Ex.: Interdição de estabelecimento, apreensão de mercadorias, demolição de obra irregular. 
Nem todo ato possui o atributo da autoexecutoriedade, como, por exemplo, a multa. 
A autoexecutoriedade existe em duas principais situações, quando estiver expressamente prevista 
em lei e quando se tratar de medida urgente (medida que deve ser adotada de imediato). 
 
c) Tipicidade 
Nem todo doutrinador entende que a tipicidade é um atributo. Esse atributo está presente na obra 
de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Segunda a doutrinadora, tal atributo deve corresponder a figuras 
definidas em lei para que produzam resultados. 
Ou seja, a tipicidade exige que haja uma previsão legal do ato administrativo. Deve ser previsto em 
lei. 
Em resumo a tipicidade é regida pelo princípio da legalidade 
Todo ato administrativo unilateral possui esse atributo. Se for ato administrativo bilateral, há doutrina 
que diga que não possui esse atributo. 
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d) Imperatividade 
É decorrente do poder de império / extroverso, ou seja, o poder público pode editar atos que estão 
relacionados a terceiros e não somente para o sujeito que o emitiu. 
Como impõe obrigações a terceiros, os atos administrativos são impostos de forma unilateral pelo 
Estado independente da anuência (concordância) dos administrados. 
Nem todo ato possui o atributo da imperatividade, como, por exemplo, os atos negociais 
 
6) Agente putativo e agente necessário 
Os agentes putativos são sujeitos que desempenham uma atividade pública presumindo que seja 
legítima, mesmo que a investidura no cargo não tenha sido dentro do procedimento exigido. 
Já os agentes necessários, são aqueles que praticam atos em situações excepcionais, em 
emergências, por exemplo. 
Agente putativo Agente necessário 
É aquele que está investido irregularmente. 
Ex.: entrou em exercício sem tomar posse e ninguém 
percebeu. Logo, não assinou a posse. 
É aquele convocado em situações emergenciais. 
Ex.: bombeiro pede ajuda para cidadão ajudá-lo. 
Os atos são válidos perante terceiros de boa-fé. 
Atos praticados – Estado responde 
 Tome nota! 
Usurpador de função: fingindo ser agente público com uma finalidade ilícita. Os atos por ele 
praticados não são ilegais, mas inexistentes. 
 
7) Extinção dos atos administrativos 
A extinção é o desfazimento do ato administrativo. Retirada do ato do mundo jurídico. O ato deixa 
de existir. 
Poderá ser extinto das seguintes formas: 
I) Anulação (invalidação) 
A anulação também pode ser chamada de invalidação e é o desfazimento de um ato ilegal / inválido. 
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Critério de legalidade: verifica se o ato está em conformidade com a lei. 
Pode ser decretada pela própria administração (autotutela) – de ofício ou a requerimento. Mas 
como a lei foi violada, o ato também pode ser anulado pelo Poder Judiciário, que deverá ser 
provocado (princípio da inércia). 
A anulação poderá incidir tanto em atos vinculados quanto discricionários – não olha o mérito, 
apenas os aspectos de sua legalidade. 
A anulação possui efeitos retroativos – retroage a data da prática do ato. Trata-se do efeito “ex tunc”. 
 
Qual o prazo que a administração pública tem para anular seus atos? 
Prazo decadencial de 5 anos, quando o destinatário estiver de boa-fé. Caso esteja de má-fé, a 
anulação do ato poderá ser feita a qualquer momento. 
II) Revogação 
O ato é válido. Não há ilegalidade, pois foi praticado conforme a lei. No entanto, a administração 
pública fez o juízo de conveniência e oportunidade e verifica que o ato não coaduna mais com o 
interesse público. 
Critério de mérito: a administração faz a análise do mérito administrativo 
Decretada apenas pela própria Administração Pública (autotutela – controle dos próprios atos) 
A revogação apenas incide sobre os atos discricionários. 
A revogação possui efeitos não retroativos (prospectivos). Trata-se do efeito “ex nunc”. 
Qual o prazo que a administração pública tem para revogar seus atos? 
A revogação poderá ser feita a qualquer momento. 
A administração pública não pode revogar: 
 Ato vinculado 
 Atos que já geraram direito adquirido 
 Atos consumados / exauridos 
 Atos que integrem um procedimento 
 Mero ato administrativo (aquele ato cujos efeitos dependem de um outro ato, ex.: atestado, 
certidão) 
O Poder Judiciário não revoga ato dos outros. Mas revoga seus próprios atos quando atua em sua 
função administrativa. 
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40 
III) Cassação 
Trata-se de uma penalidade, aplicada em razão do descumprimento de alguma condição. 
Ex.: Licença para construir que descumpre alguma regra. 
IV) Caducidade 
Ocorre quando o ato é incompatívelcom a nova legislação. 
 Ex.: tinha licença para jogar entulho no terreno, vem nova lei proibindo tal prática. 
É diferente da caducidade dos serviços públicos. 
V) Contraposição 
Ato novo com efeitos contrapostos (opostos) 
 Ex.: a nomeação chama e a exoneração “deschama”. 
EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
Anulação Ilegal 
Revogação Interesse público 
Cassação Penalidade 
Caducidade Incompatível com lei nova 
Contraposição Ato novo oposto 
 
8) Convalidação 
A convalidação trata-se da “correção” de um ato ilegal. 
Os seus efeitos são retroativos – “ex tunc”, ou seja, sana o vício desde sua origem. 
Requisitos para a convalidação: 
 Vício sanável (ato anulável) 
 Ato ainda não foi impugnado 
 Não gerar prejuízos para o interesse público e terceiros 
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41 
Ao Poder Judiciário cabe anular atos administrativos ilegais e não a sua convalidação. 
 
 Tome nota! 
Como regra, se o vício for no elemento competência (salvo competência exclusiva, que não pode 
ser delegada, e competência em razão da matéria) ou na forma (salvo se a forma for essencial à 
validado do ato) poderá ser convalidado. 
“FoCo na convalidação”. 
 
9) Espécies de Atos Administrativos 
Normativos Atos gerais (destinatários indeterminados – caráter genérico e abstrato) Ex.: Resolução, 
Decreto, Regulamentos, Regimentos 
Ordinatório Atos internos (ordens que a administração pública profere para ser órgãos e servidores 
subordinados. Decorre do poder hierárquico. Aqueles que disciplinam o funcionamento 
da Administração Pública, incluindo as condutas dos seus agentes. Ex.: ordens de serviço, 
memorando, circulares internas, instruções, avisos, portaria. 
Negociais São casos em que o particular precisa da anuência da administração pública. Não são 
imperativos, coercitivos, autoexecutórios. Ex.: Licenças, autorizações, permissões, 
homologação, visto. 
Enunciativo É aquele ato que não representa uma manifestação de vontade propriamente dita. A 
administração pública simplesmente emite uma opinião (juízo de valor). Apenas declara 
uma situação. Ex.: atestado, parecer, certidão, apostila. Externam ou declaram uma 
situação existente em registros, processo ou arquivos públicos sem qualquer 
manifestação de vontade original da Administração). 
Punitivo Tem o objetivo de punir a prática de infrações administrativas. Pode estar punindo um 
servidor, particular ou particular com vínculo. 
Mnemônico: NONEP 
10) Pareceres 
Os pareceres podem ser facultativos (meramente opcional), obrigatórios (exige-se o parecer para a 
realização do ato, mas é mera opinião, podendo a autoridade dele divergir) ou vinculantes (a 
autoridade não pode divergir dele, nesse caso deixa de ser mera opinião). 
 
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42 
11) Licenças, autorizações e permissões 
Quando se fala em atos negociais, temos: 
Licença Autorização Permissão 
Ato vinculado Ato discricionário Ato discricionário 
Não pode revogar Poder revogar Pode revogar 
Ex.: licença para dirigir 
 
LEI 8.112/90 
Em relação à Lei 8.112/90, focaremos naqueles dispositivos imprescindíveis para a sua prova e que 
possuem maior chance de incidência. 
 
TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, 
inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais. 
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. 
Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura 
organizacional que devem ser cometidas a um servidor. 
Comentário: 
Servidor Pessoa legalmente investida em cargo público 
Cargo público Conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional 
que devem ser cometidas a um servidor. 
 
Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com 
denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo 
ou em comissão. 
Art. 4º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei. 
 
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43 
TÍTULO II – DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO 
 Capítulo I - Do Provimento 
 Capítulo II - Da Vacância 
 Capítulo III - Da Remoção e da Redistribuição 
 Capítulo IV - Da Substituição 
 
Capítulo I – Das disposições gerais 
 Seção I - Disposições Gerais 
 Seção II - Da Nomeação 
 Seção III - Do Concurso Público 
 Seção IV - Da Posse e do Exercício 
 Seção V - Da Estabilidade 
 Seção VI - Da Transferência 
 Seção VII - Da Readaptação 
 Seção VIII - Da Reversão 
 Seção IX - Da Reintegração 
 Seção X - Da Recondução 
 Seção XI - Da Disponibilidade e do Aproveitamento 
Seção I – Disposições gerais 
Art. 5º São requisitos básicos para investidura em cargo público: 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o gozo dos direitos políticos; 
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; 
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; 
V - a idade mínima de dezoito anos; 
VI - aptidão física e mental. 
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44 
Comentário: 
 
Requisitos básicos 
para investidura 
em cargo público 
Nacionalidade brasileira 
Gozo dos direitos políticos 
Quitação com as obrigações militares e eleitorais 
Nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo 
Idade mínima de dezoito anos 
Aptidão física e mental 
 
§ 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em 
lei. 
§ 2º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso 
público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são 
portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no 
concurso. 
§ 3º As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus 
cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os 
procedimentos desta Lei. 
Art. 6º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada 
Poder. 
Art. 7º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. 
Art. 8º São formas de provimento de cargo público: 
I - nomeação; 
II - promoção; 
V - readaptação; 
VI - reversão; 
VII - aproveitamento; 
VIII - reintegração; 
IX - recondução. 
Comentário: 
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45 
 
 
Formas de provimento 
Nomeação; 
Promoção; 
Readaptação; 
Reversão; 
Aproveitamento; 
Reintegração; 
Recondução. 
 
Seção II – Da nomeação 
Art. 9º A nomeação far-se-á: 
I - em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira; 
II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança vagos. 
Comentário: 
NOMEAÇÃO 
Caráter efetivo Quando se tratar de cargo isolado de provimento efetivo ou de carreira; 
Comissão Cargos de confiança 
 
Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá 
ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das 
atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um 
deles durante o período da interinidade. 
Art. 10. A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de 
prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de 
classificação e o prazo de sua validade. 
Parágrafoúnico. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, 
mediante promoção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do sistema de carreira na 
Administração Pública Federal e seus regulamentos. 
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46 
Seção III – Do Concurso Público 
Art. 11. O concurso será de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizado em duas etapas, 
conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a 
inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital, quando indispensável ao seu custeio, 
e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas. 
Art. 12. O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma 
única vez, por igual período. 
§ 1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que 
será publicado no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande circulação. 
§ 2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior 
com prazo de validade não expirado. 
 
Seção IV - Da Posse e do Exercício 
Art. 13. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as 
atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não 
poderão ser alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício 
previstos em lei. 
§ 1º A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. 
§ 2º Em se tratando de servidor, que esteja na data de publicação do ato de provimento, em licença 
prevista nos incisos I, III e V do art. 81, ou afastado nas hipóteses dos incisos I, IV, VI, VIII, alíneas "a", 
"b", "d", "e" e "f", IX e X do art. 102, o prazo será contado do término do impedimento. 
§ 3º A posse poderá dar-se mediante procuração específica. 
§ 4º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação. 
§ 5º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu 
patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função 
pública. 
§ 6º Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 
1º deste artigo. 
Art. 14. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. 
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para 
o exercício do cargo. 
Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de 
confiança. 
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47 
§ 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, 
contados da data da posse. 
§ 2º O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para 
função de confiança, se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo, observado o 
disposto no art. 18. 
§ 3º À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for nomeado ou designado o 
servidor compete dar-lhe exercício. 
§ 4º O início do exercício de função de confiança coincidirá com a data de publicação do ato de 
designação, salvo quando o servidor estiver em licença ou afastado por qualquer outro motivo 
legal, hipótese em que recairá no primeiro dia útil após o término do impedimento, que não poderá 
exceder a trinta dias da publicação. 
Art. 16. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no 
assentamento individual do servidor. 
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos 
necessários ao seu assentamento individual. 
Art. 17. A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no novo 
posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato que promover o servidor. 
Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, 
redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, dez e, no 
máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo 
desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o 
deslocamento para a nova sede. 
§ 1º Na hipótese de o servidor encontrar-se em licença ou afastado legalmente, o prazo a que 
se refere este artigo será contado a partir do término do impedimento. 
§ 2º É facultado ao servidor declinar dos prazos estabelecidos no caput. 
Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes 
aos respectivos cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e 
observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. 
§ 1º O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral 
dedicação ao serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver 
interesse da Administração. 
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica a duração de trabalho estabelecida em leis especiais. 
Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito 
a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses, durante o qual a sua aptidão e 
capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguintes fatores: 
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48 
I - assiduidade; 
II - disciplina; 
III - capacidade de iniciativa; 
IV - produtividade; 
V- responsabilidade. 
Comentário: 
Fatores a serem observados para avaliação 
do desempenho no cargo público 
Assiduidade; 
Disciplina; 
Capacidade de iniciativa; 
Produtividade; 
Responsabilidade. 
 
§ 1º 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à 
homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada por 
comissão constituída para essa finalidade, de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da 
respectiva carreira ou cargo, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos 
incisos I a V do caput deste artigo. 
§ 2º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido 
ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no parágrafo único do art. 29. 
§ 3º O servidor em estágio probatório poderá exercer quaisquer cargos de provimento em 
comissão ou funções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação, e 
somente poderá ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargos de Natureza Especial, 
cargos de provimento em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, de níveis 
6, 5 e 4, ou equivalentes. 
§ 4º Ao servidor em estágio probatório somente poderão ser concedidas as licenças e os 
afastamentos previstos nos arts. 81, incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim afastamento para participar 
de curso de formação decorrente de aprovação em concurso para outro cargo na Administração 
Pública Federal. 
§ 5º O estágio probatório ficará suspenso durante as licenças e os afastamentos previstos nos 
arts. 83, 84, § 1º, 86 e 96, bem assim na hipótese de participação em curso de formação, e será 
retomado a partir do término do impedimento. 
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49 
 
Seção V - Da Estabilidade 
Art. 21. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento 
efetivo adquirirá estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois)anos de efetivo exercício. 
(Prazo 3 anos - vide EMC nº 19) 
Art. 22. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em 
julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 
 
Seção VI - Da Transferência 
Revogado 
 
Seção VII - Da Readaptação 
Art. 24. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades 
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada 
em inspeção médica. 
§ 1º Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado. 
§ 2º A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, 
nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o 
servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. 
 
Seção VIII - Da Reversão 
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: 
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da 
aposentadoria; ou 
II - no interesse da administração, desde que: 
a) tenha solicitado a reversão; 
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
c) estável quando na atividade; 
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; 
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50 
e) haja cargo vago. 
§ 1º A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. 
§ 2º O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para concessão da 
aposentadoria. 
§ 3º No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas atribuições como 
excedente, até a ocorrência de vaga. 
§ 4º O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá, em substituição 
aos proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar a exercer, inclusive com as 
vantagens de natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. 
§ 5º O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras 
atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. 
§ 6º O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo. 
Art. 27. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade. 
 
Seção IX - Da Reintegração 
Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, 
ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão 
administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. 
§ 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o 
disposto nos arts. 30 e 31. 
§ 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, 
sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade. 
 
Seção X - Da Recondução 
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá 
de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em 
outro, observado o disposto no art. 30. 
 
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51 
Seção XI - Da Disponibilidade e do Aproveitamento 
Art. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento 
obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. 
Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de 
servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração 
Pública Federal. 
Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3º do art. 37, o servidor posto em disponibilidade poderá 
ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração 
Federal - SIPEC, até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. 
Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não 
entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial. 
 
Capítulo II - Da Vacância 
Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de: 
I - exoneração; 
II - demissão; 
III - promoção; 
VI - readaptação; 
VII - aposentadoria; 
VIII - posse em outro cargo inacumulável; 
IX - falecimento. 
Comentário: 
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52 
 
 
Art. 34. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício. 
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: 
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; 
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. 
Art. 35. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: 
I - a juízo da autoridade competente; 
II - a pedido do próprio servidor. 
 
Capítulo III - Da Remoção e da Redistribuição 
 Seção I - Da Remoção 
 Seção II - Da Redistribuição 
 
Seção I - Da remoção 
Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo 
quadro, com ou sem mudança de sede. 
Vacância
exoneração;
demissão;
promoção;
readaptação;
aposentadoria;
posse em outro cargo 
inacumulável;
falecimento.
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53 
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remoção: 
I - de ofício, no interesse da Administração; 
II - a pedido, a critério da Administração; 
III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: 
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de 
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado 
no interesse da Administração; 
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas 
expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica 
oficial; 
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for 
superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em 
que aqueles estejam lotados. 
 
Seção II - Da Redistribuição 
Art. 37. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no 
âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia 
apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos: 
I - interesse da administração; 
II - equivalência de vencimentos; 
III - manutenção da essência das atribuições do cargo; 
IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades; 
V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional; 
VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou 
entidade. 
§ 1º A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às 
necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou 
entidade. 
§ 2º A redistribuição de cargos efetivos vagos se dará mediante ato conjunto entre o órgão central 
do SIPEC e os órgãos e entidadesda Administração Pública Federal envolvidos. 
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54 
§ 3º Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada 
sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado 
em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. 
§ 4º O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob 
responsabilidade do órgão central do SIPEC, e ter exercício provisório, em outro órgão ou entidade, 
até seu adequado aproveitamento. 
 
Capítulo IV - Da Substituição 
Art. 38. Os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de 
cargo de Natureza Especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de 
omissão, previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. 
§ 1º O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o 
exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, 
impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que 
deverá optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período. 
§ 2º O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou 
de cargo de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, 
superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que 
excederem o referido período. 
Art. 39. O disposto no artigo anterior aplica-se aos titulares de unidades administrativas organizadas 
em nível de assessoria. 
 
TÍTULO II – DOS DIREITOS E VANTAGENS 
 Capítulo I - Do Vencimento e da Remuneração 
 Capítulo II - Das Vantagens 
 Capítulo III - Das Férias 
 Capítulo IV - Das Licenças 
 Capítulo V - Dos Afastamentos 
 Capítulo VI - Das Concessões 
 Capítulo VII - Do Tempo de Serviço 
 Capítulo VIII - Do Direito de Petição 
 
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Capítulo I – Do Vencimento e da Remuneração 
Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor 
fixado em lei. 
Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias 
permanentes estabelecidas em lei. 
§ 1º A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma 
prevista no art. 62. 
§ 2º O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação 
receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1º do art. 93. 
§ 3º O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, é irredutível. 
§ 4º É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou 
assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens 
de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. 
§ 5º Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo. 
Art. 42. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância 
superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, no âmbito 
dos respectivos Poderes, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Nacional e Ministros 
do Supremo Tribunal Federal. 
Parágrafo único. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do 
art. 61. 
Art. 43. A menor remuneração atribuída aos cargos de carreira não será inferior a 1/40 (um 
quarenta avos) do teto de remuneração fixado no artigo anterior. 
Art. 44. O servidor perderá: 
I - a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado; 
II - a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências justificadas, 
ressalvadas as concessões de que trata o art. 97, e saídas antecipadas, salvo na hipótese de 
compensação de horário, até o mês subsequente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela chefia 
imediata. 
Parágrafo único. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão 
ser compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício. 
Art. 45. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a 
remuneração ou provento. 
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56 
§ 1º Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento em favor 
de terceiros, a critério da administração e com reposição de custos, na forma definida em 
regulamento. 
§ 2º O total de consignações facultativas de que trata o § 1º não excederá a 35% (trinta e cinco por 
cento) da remuneração mensal, sendo 5% (cinco por cento) reservados exclusivamente para: 
I - a amortização de despesas contraídas por meio de cartão de crédito; ou 
II - a utilização com a finalidade de saque por meio do cartão de crédito. 
Art. 46. As reposições e indenizações ao erário, atualizadas até 30 de junho de 1994, serão 
previamente comunicadas ao servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para pagamento, no 
prazo máximo de trinta dias, podendo ser parceladas, a pedido do interessado. 
§ 1º O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da 
remuneração, provento ou pensão. 
§2º Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha, 
a reposição será feita imediatamente, em uma única parcela. 
§ 3º Na hipótese de valores recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar, a tutela 
antecipada ou a sentença que venha a ser revogada ou rescindida, serão eles atualizados até a data 
da reposição. 
Art. 47. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua 
aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito. 
Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa. 
Art. 48. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou 
penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. 
 
Capítulo II – Das vantagens 
Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: 
I - indenizações; 
II - gratificações; 
III - adicionais. 
Comentário: 
 
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57 
Além do vencimento, poderão ser pagas ao 
servidor as seguintes vantagens 
Indenizações 
Gratificações 
Adicionais 
 
§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. 
§ 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e 
condições indicados em lei. 
Art. 50. As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem acumuladas, para efeito de 
concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico 
fundamento. 
 
O capítulo II (das vantagens) é dividido em duas seções: 
 Seção I - Das Indenizações 
 Seção II - Das Gratificações e Adicionais 
 
Seção I – Das Indenizações 
Art. 51. Constituem indenizações ao servidor: 
I - ajuda de custo; 
II - diárias; 
III - transporte. 
IV - auxílio-moradia. 
Comentário: 
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58 
 
 
Art. 52. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. 51, assim como as 
condições para a sua concessão,serão estabelecidos em regulamento. 
 
A seção I (das indenizações) é dividida em quatro subseções: 
 Subseção I - Da Ajuda de Custo 
 Subseção II - Das Diárias 
 Subseção III - Da Indenização de Transporte 
 Subseção IV - Do Auxílio-Moradia 
 
Subseção I – Da Ajuda de Custo 
Art. 53. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que, no 
interesse do serviço, passar a ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em caráter 
permanente, vedado o duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge 
ou companheiro que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede. 
§ 1º Correm por conta da administração as despesas de transporte do servidor e de sua família, 
compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais. 
§ 2º À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para 
a localidade de origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito. 
§ 3º Não será concedida ajuda de custo nas hipóteses de remoção previstas nos incisos II e III do 
parágrafo único do art. 36. 
Indenizações do 
servidor
Ajuda de custo;
Diárias;
Transporte
Auxílio-moradia
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59 
Art. 54. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em 
regulamento, não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses. 
Art. 55. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em 
virtude de mandato eletivo. 
Art. 56. Será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para 
cargo em comissão, com mudança de domicílio. 
Parágrafo único. No afastamento previsto no inciso I do art. 93, a ajuda de custo será paga pelo 
órgão cessionário, quando cabível. 
Art. 57. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se 
apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. 
 
Subseção II – Das diárias 
Art. 58. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para 
outro ponto do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias destinadas a 
indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada, alimentação e locomoção urbana, 
conforme dispuser em regulamento. 
§ 1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o 
deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio diverso, as 
despesas extraordinárias cobertas por diárias. 
§ 2º Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo, o servidor 
não fará jus a diárias. 
§ 3º Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana, 
aglomeração urbana ou microrregião, constituídas por municípios limítrofes e regularmente 
instituídas, ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes, cuja jurisdição e 
competência dos órgãos, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver 
pernoite fora da sede, hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os 
afastamentos dentro do território nacional. 
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica 
obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias. 
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para 
o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput. 
 
 
 
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60 
Subseção III – Da Indenização de Transporte 
Art. 60. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a 
utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das 
atribuições próprias do cargo, conforme se dispuser em regulamento. 
 
Subseção IV – Do Auxílio-Moradia 
Art. 60-A. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente 
realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado 
por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. 
Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: 
I - não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor; 
II - o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional; 
III - o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, promitente 
comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo, 
incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos doze meses que 
antecederem a sua nomeação; 
IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia; 
V - o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de 
confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de Natureza Especial, 
de Ministro de Estado ou equivalentes; 
VI - o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas 
hipóteses do art. 58, § 3º, em relação ao local de residência ou domicílio do servidor; 
VII - o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município, nos últimos doze meses, 
aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se prazo inferior 
a sessenta dias dentro desse período; e 
VIII - o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo 
efetivo. 
IX - o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. 
Parágrafo único. Para fins do inciso VII, não será considerado o prazo no qual o servidor estava 
ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V. 
Art. 60-D. O valor mensal do auxílio-moradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor 
do cargo em comissão, função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado. 
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61 
§ 1º O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração 
de Ministro de Estado. 
§ 2º Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada, fica garantido a 
todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos 
reais). 
Art. 60-E. No caso de falecimento, exoneração, colocação de imóvel funcional à disposição do 
servidor ou aquisição de imóvel, o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. 
 
Seção II – Das Gratificações e Adicionais 
Art. 61. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei, serão deferidos aos servidores 
as seguintes retribuições, gratificações e adicionais: 
I - retribuição pelo exercício de função de direção, chefia e assessoramento; 
II - gratificação natalina; 
III - adicional por tempo de serviço; (Revogado pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001) 
IV - adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas; 
V - adicional pela prestação de serviço extraordinário; 
VI - adicional noturno; 
VII - adicional de férias; 
VIII - outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho. 
IX - gratificação por encargo de curso ou concurso. 
 
A seção II (Das Gratificações e Adicionais) é dividida em quatro subseções: 
 Subseção I - Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento 
 Subseção II - Da Gratificação Natalina 
 Subseção III - Do Adicional por Tempo de Serviço 
 SubseçãoIV - Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas 
 Subseção V - Do Adicional por Serviço Extraordinário 
 Subseção VI - Do Adicional Noturno 
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62 
 Subseção VII - Do Adicional de Férias 
 Subseção VIII - Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso 
 
Subseção I – Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento 
Art. 62. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção, chefia ou 
assessoramento, cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição 
pelo seu exercício. 
Parágrafo único. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o 
inciso II do art. 9º. 
Art. 62-A. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada - VPNI a 
incorporação da retribuição pelo exercício de função de direção, chefia ou assessoramento, cargo 
de provimento em comissão ou de Natureza Especial a que se referem os arts. 3º e 10 da Lei no 
8.911, de 11 de julho de 1994, e o art. 3º da Lei no 9.624, de 2 de abril de 1998. 
Parágrafo único. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais 
de remuneração dos servidores públicos federais. 
 
Subseção II – Da Gratificação Natalina 
Art. 63. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o 
servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano. 
Parágrafo único. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral. 
Art. 64. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano. 
Parágrafo único. (VETADO). 
Art. 65. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de 
exercício, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. 
Art. 66. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem 
pecuniária. 
 
Subseção III – Do Adicional por Tempo de Serviço 
Revogado 
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63 
Subseção IV – Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas 
Art. 68. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato 
permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional 
sobre o vencimento do cargo efetivo. 
§ 1º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar 
por um deles. 
§ 2º O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições 
ou dos riscos que deram causa a sua concessão. 
Art. 69. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais 
considerados penosos, insalubres ou perigosos. 
Parágrafo único. A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a 
lactação, das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre 
e em serviço não penoso e não perigoso. 
Art. 70. Na concessão dos adicionais de atividades penosas, de insalubridade e de periculosidade, 
serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. 
Art. 71. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de 
fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites 
fixados em regulamento. 
Art. 72. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas 
serão mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não 
ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. 
Parágrafo único. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a 
cada 6 (seis) meses. 
 
Subseção V – Do Adicional por Serviço Extraordinário 
Art. 73. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) 
em relação à hora normal de trabalho. 
Art. 74. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e 
temporárias, respeitado o limite máximo de 2 horas por jornada. 
 
 
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64 
Subseção VI – Do Adicional Noturno 
Art. 75. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre 22 horas de um dia e 5 
horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento), computando-
se cada hora como cinquenta e dois minutos e trinta segundos. 
Parágrafo único. Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo 
incidirá sobre a remuneração prevista no art. 73. 
 
Subseção VII – Do Adicional de Férias 
Art. 76. Independentemente de solicitação, será pago ao servidor, por ocasião das férias, um 
adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias. 
Parágrafo único. No caso de o servidor exercer função de direção, chefia ou assessoramento, ou 
ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que 
trata este artigo. 
 
Subseção VIII – Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso 
Art. 76-A. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que, em caráter 
eventual: 
I - atuar como instrutor em curso de formação, de desenvolvimento ou de treinamento 
regularmente instituído no âmbito da administração pública federal; 
II - participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais, para análise curricular, 
para correção de provas discursivas, para elaboração de questões de provas ou para julgamento de 
recursos intentados por candidatos; 
III - participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo 
atividades de planejamento, coordenação, supervisão, execução e avaliação de resultado, quando 
tais atividades não estiverem incluídas entre as suas atribuições permanentes; 
IV - participar da aplicação, fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso 
público ou supervisionar essas atividades 
§ 1º Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em 
regulamento, observados os seguintes parâmetros: 
I - o valor da gratificação será calculado em horas, observadas a natureza e a complexidade da 
atividade exercida; 
II - a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho 
anuais, ressalvada situação de excepcionalidade, devidamente justificada e previamente aprovada 
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65 
pela autoridade máxima do órgão ou entidade, que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento 
e vinte) horas de trabalho anuais; 
III - o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais, incidentes sobre 
o maior vencimento básico da administração pública federal: 
a) 2,2% (dois inteiros e dois décimos por cento), em se tratando de atividades previstas nos incisos 
I e II do caput deste artigo; 
b) 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento), em se tratando de atividade prevista nos incisos III e 
IV do caput deste artigo. 
§ 2º A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas 
nos incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o 
servidor for titular, devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas 
durante a jornada de trabalho, na forma do § 4º do art. 98 desta Lei. 
§ 3º A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário 
do servidor para qualquer efeito e não poderáser utilizada como base de cálculo para quaisquer 
outras vantagens, inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões. 
 
Capítulo III – Das férias 
Art. 77. O servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de 
dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação 
específica. 
§ 1º Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. 
§ 2º É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. 
§ 3º As férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, 
e no interesse da administração pública. 
Art. 78. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do 
respectivo período, observando-se o disposto no § 1º deste artigo. 
§ 3º O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, perceberá indenização relativa 
ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês 
de efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias. 
§ 4º A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato 
exoneratório. 
§ 5º Em caso de parcelamento, o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art. 
7º da Constituição Federal quando da utilização do primeiro período. 
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66 
Art. 79. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas 
gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em 
qualquer hipótese a acumulação. 
Art. 80. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, 
comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do 
serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. 
Parágrafo único. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez, observado o 
disposto no art. 77. 
 
Capítulo IV – Das licenças 
 Seção I - Disposições Gerais 
 Seção II - Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família 
 Seção III - Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge 
 Seção IV - Da Licença para o Serviço Militar 
 Seção V - Da Licença para Atividade Política 
 Seção VI - Da Licença para Capacitação 
 Seção VII - Da Licença para Tratar de Interesses Particulares 
 Seção VIII - Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista 
 
Seção I – Disposições gerais 
Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença: 
I - por motivo de doença em pessoa da família; 
II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; 
III - para o serviço militar; 
IV - para atividade política; 
V - para capacitação; 
VI - para tratar de interesses particulares; 
VII - para desempenho de mandato classista. 
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67 
Comentário: 
 
§ 1º A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações 
serão precedidas de exame por perícia médica oficial, observado o disposto no art. 204 desta Lei. 
§ 2º Revogado. 
§ 3º É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I 
deste artigo. 
Art. 82. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie 
será considerada como prorrogação. 
 
Seção II – Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família 
Art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou 
companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que 
viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia 
médica oficial. 
Licença do servidor
por motivo de doença em pessoa da família;
por motivo de afastamento do cônjuge ou 
companheiro;
para o serviço militar;
para atividade política;
para capacitação;
para tratar de interesses particulares;
para desempenho de mandato classista.
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68 
§ 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder 
ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, na 
forma do disposto no inciso II do art. 44. 
Comentário: 
Art. 44. O servidor perderá: 
II - a parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências justificadas, 
ressalvadas as concessões de que trata o art. 97, e saídas antecipadas, salvo na hipótese de 
compensação de horário, até o mês subsequente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela 
chefia imediata. 
 
§ 2º A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período 
de doze meses nas seguintes condições: 
I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e 
II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração. 
§ 3º O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da 
primeira licença concedida. 
§ 4º A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas, incluídas as respectivas 
prorrogações, concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses, observado o disposto no § 
3º, não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2º. 
 
Seção III – Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge 
Art. 84. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que 
foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de 
mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. 
§ 1º A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. 
§ 2º No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil 
ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica 
ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. 
 
Seção IV – Da Licença para o Serviço Militar 
Art. 85. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença, na forma e condições 
previstas na legislação específica. 
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69 
Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração 
para reassumir o exercício do cargo. 
Seção V – Da Licença para Atividade Política 
Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre 
a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro 
de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. 
§ 1º O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça 
cargo de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do 
dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o décimo dia seguinte 
ao do pleito. 
§ 2º A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus 
à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. 
 
Seção VI – Da Licença para capacitação 
Art. 87. Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da 
Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três 
meses,23 
a) Autarquias corporativas .............................................................................................................................. 24 
b) Agências reguladoras e executivas .............................................................................................................. 24 
c) Fundações .................................................................................................................................................... 25 
5.2) Empresa pública e Sociedade de economia mista (Lei n. 13.303/2016) .................................................. 26 
a) aspectos comuns das estatais ..................................................................................................................... 26 
b) Sociedade de Economia Mista (SEM) .......................................................................................................... 26 
c) Empresa Pública ........................................................................................................................................... 27 
d) Esquema comparativo - Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública ............................................... 27 
5.3) Quadro esquematizado das entidades da administração indireta .......................................................... 27 
5.4) Empresas subsidiárias e controladas........................................................................................................ 28 
a) Empresas controladas ................................................................................................................................. 28 
b) Empresas subsidiárias ................................................................................................................................. 29 
ATOS ADMINISTRATIVOS ................................................................................................................................. 29 
2) Diferenciação: Ato unilateral e ato bilateral ............................................................................................... 31 
3) Classificações ............................................................................................................................................... 31 
3.1) Ato vinculado e discricionário .................................................................................................................. 31 
3.2) Atos gerais e individuais ........................................................................................................................... 32 
3.3) Atos simples, complexo e composto ........................................................................................................ 32 
3.4) Atos de império, gestão e expediente ..................................................................................................... 33 
3.5) Ato perfeito, válido e eficaz ..................................................................................................................... 34 
4.1) Elementos / requisitos ............................................................................................................................. 34 
4.2) Teoria dos motivos determinantes .......................................................................................................... 36 
4.3) Discricionariedade .................................................................................................................................... 36 
LEI 8.112/90 ..................................................................................................................................................... 42 
TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES .................................................................................................. 42 
TÍTULO II – DO PROVIMENTO, VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO ........................... 43 
Capítulo I – Das disposições gerais .................................................................................................................. 43 
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5 
Seção I – Disposições gerais ............................................................................................................................ 43 
Seção II – Da nomeação ................................................................................................................................... 45 
Seção III – Do Concurso Público ...................................................................................................................... 46 
Seção IV - Da Posse e do Exercício................................................................................................................... 46 
Seção V - Da Estabilidade ................................................................................................................................ 49 
Seção VI - Da Transferência ............................................................................................................................. 49 
Seção VII - Da Readaptação ............................................................................................................................. 49 
Seção VIII - Da Reversão .................................................................................................................................. 49 
Seção IX - Da Reintegração .............................................................................................................................. 50 
Seção X - Da Recondução ................................................................................................................................ 50 
Seção XI - Da Disponibilidade e do Aproveitamento ....................................................................................... 51 
Capítulo II - Da Vacância .................................................................................................................................. 51 
Capítulo III - Da Remoção e da Redistribuição ................................................................................................ 52 
Seção I - Da remoção ....................................................................................................................................... 52 
Seção II - Da Redistribuição ............................................................................................................................. 53 
Capítulo IV - Da Substituição ........................................................................................................................... 54 
TÍTULO II – DOS DIREITOS E VANTAGENS ........................................................................................................ 54 
Capítulo I – Do Vencimento e da Remuneração .............................................................................................. 55 
Capítulo II – Das vantagens ............................................................................................................................. 56 
Seção I – Das Indenizações .............................................................................................................................. 57 
Subseção I – Da Ajuda de Custo ....................................................................................................................... 58 
Subseção II – Das diárias ................................................................................................................................. 59 
Subseção III – Da Indenização de Transporte .................................................................................................. 60 
Subseção IV – Do Auxílio-Moradia ................................................................................................................... 60 
Seção II – Das Gratificações e Adicionais .........................................................................................................para participar de curso de capacitação profissional. 
Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis. 
Art. 88, 89 e 90 - revogado 
 
Seção VII – Da Licença para Tratar de Interesses Particulares 
Art. 91. A critério da Administração, poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, 
desde que não esteja em estágio probatório, licenças para o trato de assuntos particulares pelo 
prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração. 
Parágrafo único. A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no 
interesse do serviço. 
 
Seção VIII – Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista 
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de 
mandato em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato 
representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou, ainda, para participar de 
gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para 
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70 
prestar serviços a seus membros, observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art. 102 desta 
Lei, conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: 
I - para entidades com até 5.000 (cinco mil) associados, 2 (dois) servidores; 
II - para entidades com 5.001 (cinco mil e um) a 30.000 (trinta mil) associados, 4 (quatro) 
servidores; 
III - para entidades com mais de 30.000 (trinta mil) associados, 8 (oito) servidores. 
§ 1º Somente poderão ser licenciados os servidores eleitos para cargos de direção ou de 
representação nas referidas entidades, desde que cadastradas no órgão competente. 
§ 2º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser renovada, no caso de reeleição. 
 
Capítulo V – Dos afastamentos 
 Seção I - Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade 
 Seção II - Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo 
 Seção III - Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior 
 Seção IV - Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no 
País 
 
Seção I – Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade 
Art. 93. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos 
Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, nas seguintes hipóteses: 
I - para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; 
II - em casos previstos em leis específicas. 
§ 1º Na hipótese do inciso I, sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados, do Distrito 
Federal ou dos Municípios, o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária, mantido 
o ônus para o cedente nos demais casos. 
§ 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista, nos 
termos das respectivas normas, optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração 
do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão, a entidade 
cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. 
§ 3º A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. 
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71 
§ 4º Mediante autorização expressa do Presidente da República, o servidor do Poder Executivo 
poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio 
de pessoal, para fim determinado e a prazo certo. 
§ 5º Aplica-se à União, em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado, as disposições 
dos §§ 1º e 2º deste artigo. 
§ 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista, que receba 
recursos de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal, 
independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo, ficando o exercício 
do empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão, exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. 
§ 7° O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a finalidade de promover a 
composição da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, poderá 
determinar a lotação ou o exercício de empregado ou servidor, independentemente da observância 
do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo. 
 
Seção II – Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo 
Art. 94. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela 
sua remuneração; 
III - investido no mandato de vereador: 
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da 
remuneração do cargo eletivo; 
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar 
pela sua remuneração. 
§ 1º No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade social como se 
em exercício estivesse. 
§ 2º O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído 
de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. 
 
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72 
Seção III – Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior 
Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem 
autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e 
Presidente do Supremo Tribunal Federal. 
§ 1º A ausência não excederá a 4 anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual 
período, será permitida nova ausência. 
§ 2º Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou 
licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento, 
ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. 
§ 3º O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. 
§ 4º As hipóteses, condições e formas para a autorização de que trata este artigo, inclusive no que 
se refere à remuneração do servidor, serão disciplinadas em regulamento. 
Art. 96. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe 
ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração. 
 
Seção IV – Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no 
País 
Art. 96-A. O servidor poderá, no interesse da Administração, e desde que a participação não 
possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, 
afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para participar em 
programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. 
§ 1º Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá, em conformidade com a legislação 
vigente, os programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-
graduação no País, com ou sem afastamento do servidor, que serão avaliados por um comitê 
constituído para este fim. 
§ 2º Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão 
concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo 
menos 3 anos para mestrado e 4 anos para doutorado, incluído o período de estágio probatório, 
que não tenham se afastadopor licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença 
capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 anos anteriores à data da solicitação de 
afastamento. 
§ 3º Os afastamentos para realização de programas de pós-doutorado somente serão concedidos 
aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro 
anos, incluído o período de estágio probatório, e que não tenham se afastado por licença para tratar 
de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo, nos quatro anos anteriores à data da 
solicitação de afastamento. 
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73 
§ 4º Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ 1º, 2º e 3º deste artigo terão 
que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do 
afastamento concedido. 
§ 5º Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria, antes de 
cumprido o período de permanência previsto no § 4º deste artigo, deverá ressarcir o órgão ou 
entidade, na forma do art. 47 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, dos gastos com seu 
aperfeiçoamento. 
§ 6º Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto, 
aplica-se o disposto no § 5º deste artigo, salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso 
fortuito, a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade. 
§ 7º Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior, autorizado nos termos do 
art. 95 desta Lei, o disposto nos §§ 1º a 6º deste artigo. 
 
Capítulo VI – Das Concessões 
Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço: 
I - por 1 (um) dia, para doação de sangue; 
II - pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, 
limitado, em qualquer caso, a 2 (dois) dias; 
III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de : 
a) casamento; 
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor 
sob guarda ou tutela e irmãos. 
Comentário: 
 
O servidor 
poderá 
ausentar-se do 
serviço 
1 dia 
Doação de sangue 
2 dias Alistamento ou recadastramento eleitoral 
 
8 dias 
1) Casamento 
2) Falecimento - cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, 
enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos. 
 
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74 
Art. 98. Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada a 
incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo. 
§ 1º Para efeito do disposto neste artigo, será exigida a compensação de horário no órgão ou 
entidade que tiver exercício, respeitada a duração semanal do trabalho. 
§ 2º Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência, quando 
comprovada a necessidade por junta médica oficial, independentemente de compensação de 
horário. 
§ 3º As disposições constantes do § 2º são extensivas ao servidor que tenha cônjuge, filho ou 
dependente com deficiência. 
§ 4º Será igualmente concedido horário especial, vinculado à compensação de horário a ser efetivada 
no prazo de até 1 (um) ano, ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do 
caput do art. 76-A desta Lei. 
Art. 99. Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada, 
na localidade da nova residência ou na mais próxima, matrícula em instituição de ensino congênere, 
em qualquer época, independentemente de vaga. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro, aos filhos, ou 
enteados do servidor que vivam na sua companhia, bem como aos menores sob sua guarda, com 
autorização judicial. 
 
Capítulo VII – Do Tempo de Serviço 
Art. 100. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal, inclusive o 
prestado às Forças Armadas. 
Art. 101. A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos, 
considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. 
Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados como de efetivo 
exercício os afastamentos em virtude de: 
I - férias; 
II - exercício de cargo em comissão ou equivalente, em órgão ou entidade dos Poderes da União, 
dos Estados, Municípios e Distrito Federal; 
III - exercício de cargo ou função de governo ou administração, em qualquer parte do território 
nacional, por nomeação do Presidente da República; 
IV - participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-
graduação stricto sensu no País, conforme dispuser o regulamento; 
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75 
V - desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, exceto 
para promoção por merecimento; 
VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei; 
VII - missão ou estudo no exterior, quando autorizado o afastamento, conforme dispuser o 
regulamento; 
VIII - licença: 
a) à gestante, à adotante e à paternidade; 
b) para tratamento da própria saúde, até o limite de vinte e quatro meses, cumulativo ao longo 
do tempo de serviço público prestado à União, em cargo de provimento efetivo; 
c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em 
sociedade cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros, exceto para 
efeito de promoção por merecimento; 
d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; 
e) para capacitação, conforme dispuser o regulamento; 
f) por convocação para o serviço militar; 
IX - deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18; 
X - participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar 
representação desportiva nacional, no País ou no exterior, conforme disposto em lei específica; 
XI - afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual 
coopere. 
Art. 103. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: 
I - o tempo de serviço público prestado aos Estados, Municípios e Distrito Federal; 
II - a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor, com remuneração, que 
exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses. 
III - a licença para atividade política, no caso do art. 86, § 2º; 
IV - o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal 
ou distrital, anterior ao ingresso no serviço público federal; 
V - o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social; 
VI - o tempo de serviço relativo a tiro de guerra; 
VII - o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a 
alínea "b" do inciso VIII do art. 102. 
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76 
§ 1º O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria. 
§ 2º Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de 
guerra. 
§ 3º É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em 
mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União, Estado, Distrito Federal 
e Município, autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa pública. 
 
Capítulo VIII – Do direito de petição 
Art. 104. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos, em defesa de 
direito ou interesse legítimo. 
Art. 105. O requerimento será dirigido à autoridadecompetente para decidi-lo e encaminhado 
por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. 
Art. 106. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a 
primeira decisão, não podendo ser renovado. 
Parágrafo único. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos 
anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 dias. 
Art. 107. Caberá recurso: 
I - do indeferimento do pedido de reconsideração; 
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 
Comentário: 
Caberá recurso 
Indeferimento do pedido de reconsideração 
Decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos 
 
§ 1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou 
proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades. 
§ 2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente 
subordinado o requerente. 
Art. 108. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 dias, a 
contar da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. 
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77 
Art. 109. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente. 
Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da 
decisão retroagirão à data do ato impugnado. 
Art. 110. O direito de requerer prescreve: 
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho; 
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei. 
Comentário: 
 
O direito de 
requerer 
prescreve 
Em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações 
de trabalho; 
Em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em 
lei. 
 
Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou 
da data da ciência pelo interessado, quando o ato não for publicado. 
Art. 111. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição. 
Art. 112. A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração. 
Art. 113. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na 
repartição, ao servidor ou a procurador por ele constituído. 
Art. 114. A administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade. 
Art. 115. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, salvo motivo de força 
maior. 
 
TÍTULO IV – DO REGIME DISCIPLINAR 
 Capítulo I - Dos Deveres 
 Capítulo II - Das Proibições 
 Capítulo III - Da Acumulação 
 Capítulo IV - Das Responsabilidades 
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78 
 Capítulo V - Das Penalidades 
 
Capítulo I – Dos deveres 
Art. 116. São deveres do servidor: 
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo; 
II - ser leal às instituições a que servir; 
III - observar as normas legais e regulamentares; 
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais; 
V - atender com presteza: 
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo; 
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações 
de interesse pessoal; 
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. 
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade 
superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade 
competente para apuração; 
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público; 
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição; 
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa; 
X - ser assíduo e pontual ao serviço; 
XI - tratar com urbanidade as pessoas; 
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder. 
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e 
apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao 
representando ampla defesa. 
 
Capítulo II – Das proibições 
Art. 117. Ao servidor é proibido: 
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79 
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato; 
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da 
repartição; 
III - recusar fé a documentos públicos; 
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço; 
V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição; 
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de 
atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado; 
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, 
ou a partido político; 
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro 
ou parente até o segundo grau civil; 
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da 
função pública; 
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não 
personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar 
de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou 
companheiro; 
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas 
atribuições; 
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro; 
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas; 
XV - proceder de forma desidiosa; 
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; 
XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de 
emergência e transitórias; 
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e 
com o horário de trabalho; 
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. 
Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes 
casos: 
Luiz Alberto Menezes de Carvalho Júnior - luizcarvalhojunior73@gmail.com - CPF: 940.412.614-49
 
 
80 
I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União 
detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa 
constituída para prestar serviços a seus membros; e 
II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 desta Lei, observada 
a legislação sobre conflito de interesses. 
 
Capítulo III – Da acumulação 
Art. 118. Ressalvados os casos previstos na Constituição, é vedada a acumulação remunerada de 
cargos públicos. 
§ 1º A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias, fundações 
públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista da União, do Distrito Federal, dos 
Estados, dos Territórios e dos Municípios. 
§ 2º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condicionadaà comprovação da 
compatibilidade de horários. 
§ 3º Considera-se acumulação proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego 
público efetivo com proventos da inatividade, salvo quando os cargos de que decorram essas 
remunerações forem acumuláveis na atividade. 
Art. 119. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, exceto no caso 
previsto no parágrafo único do art. 9º, nem ser remunerado pela participação em órgão de 
deliberação coletiva. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação 
em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista, 
suas subsidiárias e controladas, bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha participação no capital social, observado o que, a respeito, dispuser 
legislação específica. 
Art. 120. O servidor vinculado ao regime desta Lei, que acumular licitamente dois cargos efetivos, 
quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos 
efetivos, salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um 
deles, declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidas. 
 
Capítulo IV – Das responsabilidades 
Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de 
suas atribuições. 
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, 
que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. 
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81 
§ 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na 
forma prevista no art. 46, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via 
judicial. 
§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, 
em ação regressiva. 
§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até 
o limite do valor da herança recebida. 
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, 
nessa qualidade. 
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado 
no desempenho do cargo ou função. 
Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes 
entre si. 
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal 
que negue a existência do fato ou sua autoria. 
Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente 
por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra 
autoridade competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou 
improbidade de que tenha conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, 
emprego ou função pública. 
 
Capítulo V – Das penalidades 
Art. 127. São penalidades disciplinares: 
I - advertência; 
II - suspensão; 
III - demissão; 
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
V - destituição de cargo em comissão; 
VI - destituição de função comissionada. 
Comentário: 
 
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Penalidades disciplinares 
Advertência; 
Suspensão; 
Demissão; 
Cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
Destituição de cargo em comissão; 
Destituição de função comissionada. 
 
Art. 128. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração 
cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou 
atenuantes e os antecedentes funcionais. 
Parágrafo único. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a 
causa da sanção disciplinar. 
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do 
art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação 
ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave. 
Art. 130. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência 
e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, 
não podendo exceder de 90 dias. 
§ 1º Será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a 
ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos 
da penalidade uma vez cumprida a determinação. 
§ 2º Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser 
convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou 
remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. 
Art. 131. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após 
o decurso de 3 e 5 anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse 
período, praticado nova infração disciplinar. 
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. 
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos 
I - crime contra a administração pública; 
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II - abandono de cargo; 
III - inassiduidade habitual; 
IV - improbidade administrativa; 
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; 
VI - insubordinação grave em serviço; 
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou 
de outrem; 
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; 
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; 
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; 
XI - corrupção; 
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; 
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117. 
Art. 133. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções 
públicas, a autoridade a que se refere o art. 143 notificará o servidor, por intermédio de sua chefia 
imediata, para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência 
e, na hipótese de omissão, adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização 
imediata, cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases: 
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a ser composta por dois 
servidores estáveis, e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da 
apuração 
II - instrução sumária, que compreende indiciação, defesa e relatório; 
III - julgamento. 
§ 1º A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor, e 
a materialidade pela descrição dos cargos, empregos ou funções públicas em situação de 
acumulação ilegal, dos órgãos ou entidades de vinculação, das datas de ingresso, do horário de 
trabalho e do correspondente regime jurídico. 
§ 2º A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a constituiu, termo de 
indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior, bem como 
promoverá a citação pessoal do servidor indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, para, 
no prazo de cinco dias, apresentar defesa escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na 
repartição, observado o disposto nos arts. 163 e 164. 
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84 
§ 3º Apresentada a defesa, a comissão elaborará relatório conclusivoquanto à inocência ou à 
responsabilidade do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, opinará sobre a 
licitude da acumulação em exame, indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à 
autoridade instauradora, para julgamento. 
§ 4º No prazo de cinco dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá 
a sua decisão, aplicando-se, quando for o caso, o disposto no § 3º do art. 167. 
§ 5º A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé, 
hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. 
§ 6º Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, 
destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos, empregos ou 
funções públicas em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de 
vinculação serão comunicados. 
§ 7º O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário 
não excederá trinta dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida 
a sua prorrogação por até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem. 
§ 8º O procedimento sumário rege-se pelas disposições deste artigo, observando-se, no que lhe for 
aplicável, subsidiariamente, as disposições dos Títulos IV e V desta Lei. 
Art. 134. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado, na 
atividade, falta punível com a demissão. 
Art. 135. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será 
aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. 
Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo, a exoneração efetuada nos 
termos do art. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. 
Art. 136. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI 
do art. 132, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da 
ação penal cabível. 
Art. 137. A demissão ou a destituição de cargo em comissão, por infringência do art. 117, incisos 
IX e XI, incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo 
de 5 (cinco) anos. 
Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou 
destituído do cargo em comissão por infringência do art. 132, incisos I, IV, VIII, X e XI. 
Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais 
de trinta dias consecutivos. 
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por 
sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. 
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85 
Art. 140. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual, também será adotado o 
procedimento sumário a que se refere o art. 133, observando-se especialmente que: 
I - a indicação da materialidade dar-se-á: 
a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação precisa do período de ausência intencional do 
servidor ao serviço superior a trinta dias; 
b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa 
justificada, por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente, durante o período de 
doze meses; 
II - após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou 
à responsabilidade do servidor, em que resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo 
dispositivo legal, opinará, na hipótese de abandono de cargo, sobre a intencionalidade da ausência 
ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. 
Art. 141. As penalidades disciplinares serão aplicadas: 
I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais 
Federais e pelo Procurador-Geral da República, quando se tratar de demissão e cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou entidade; 
II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no 
inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias; 
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou 
regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias; 
IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de destituição de cargo em 
comissão. 
Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: 
I - em 5 anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade e destituição de cargo em comissão; 
II - em 2 anos, quanto à suspensão; 
III - em 180 dias, quanto à advertência. 
Comentário: 
Ação disciplinares 
prescreverá 
5 anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade e destituição de cargo em comissão; 
2 anos, quanto à suspensão; 
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86 
180 dias, quanto à advertência. 
 
§ 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. 
§ 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas 
também como crime. 
§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, 
até a decisão final proferida por autoridade competente. 
§ 4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que 
cessar a interrupção. 
 
TÍTULO V: DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 
 
Capítulo I: Disposições Gerais 
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover 
a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao 
acusado ampla defesa. 
§ 1º (Revogado pela Lei nº 11.204, de 2005) 
§ 2º (Revogado pela Lei nº 11.204, de 2005) 
§ 3º A apuração de que trata o caput, por solicitação da autoridade a que se refere, poderá ser 
promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a 
irregularidade, mediante competência específica para tal finalidade, delegada em caráter 
permanente ou temporário pelo Presidente da República, pelos presidentes das Casas do Poder 
Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, no âmbito do respectivo 
Poder, órgão ou entidade, preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração. 
Art. 144. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a 
identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a 
autenticidade. 
Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, 
a denúncia será arquivada, por falta de objeto. 
Art. 145. Da sindicância poderá resultar: 
I - arquivamento do processo; 
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II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias; 
III - instauração de processo disciplinar. 
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser 
prorrogado por igual período, a critério da autoridade superior. 
Art. 146. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de 
suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, 
ou destituição de cargo em comissão, será obrigatóriaa instauração de processo disciplinar. 
 
Capítulo II: Do Afastamento Preventivo 
Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da 
irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu 
afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da 
remuneração. 
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os 
seus efeitos, ainda que não concluído o processo. 
 
Capítulo III: Do Processo Disciplinar 
Art. 148. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor 
por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do 
cargo em que se encontre investido. 
Art. 149. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis 
designados pela autoridade competente, observado o disposto no § 3º do art. 143, que indicará, 
dentre eles, o seu presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, 
ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. 
§ 1º A Comissão terá como secretário servidor designado pelo seu presidente, podendo a indicação 
recair em um de seus membros. 
§ 2º Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, cônjuge, companheiro ou 
parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. 
Art. 150. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o 
sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. 
Parágrafo único. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. 
Art. 151. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: 
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I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão; 
II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório; 
III - julgamento. 
Art. 152. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados 
da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, 
quando as circunstâncias o exigirem. 
§ 1º Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus 
membros dispensados do ponto, até a entrega do relatório final. 
§ 2º As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações 
adotadas. 
 
Seção I: Do Inquérito 
Art. 153. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado 
ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. 
Art. 154. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da 
instrução. 
Parágrafo único. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada 
como ilícito penal, a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, 
independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. 
Art. 155. Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, 
investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, 
a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. 
Art. 156. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por 
intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e 
formular quesitos, quando se tratar de prova pericial. 
§ 1º O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente 
protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. 
§ 2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de 
conhecimento especial de perito. 
Art. 157. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da 
comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexado aos autos. 
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89 
Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será 
imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora 
marcados para inquirição. 
Art. 158. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha 
trazê-lo por escrito. 
§ 1º As testemunhas serão inquiridas separadamente. 
§ 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação 
entre os depoentes. 
Art. 159. Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do 
acusado, observados os procedimentos previstos nos arts. 157 e 158. 
§ 1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e sempre que 
divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre 
eles. 
§ 2º O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das 
testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, 
reinquiri-las, por intermédio do presidente da comissão. 
Art. 160. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à 
autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe 
pelo menos um médico psiquiatra. 
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao 
processo principal, após a expedição do laudo pericial. 
Art. 161. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a 
especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. 
§ 1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar 
defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. 
§ 2º Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. 
§ 3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis. 
§ 4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa 
contar-se-á da data declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com 
a assinatura de (2) duas testemunhas. 
Art. 162. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde 
poderá ser encontrado. 
Art. 163. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado no 
Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido, 
para apresentar defesa. 
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90 
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da 
última publicação do edital. 
Art. 164. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo 
legal. 
§ 1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. 
§ 2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um servidor 
como defensor dativo, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter 
nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. 
Art. 165. Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças 
principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. 
§ 1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. 
§ 2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou 
regulamentar transgredido, bemcomo as circunstâncias agravantes ou atenuantes. 
Art. 166. O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à autoridade que 
determinou a sua instauração, para julgamento. 
 
Seção II: Do Julgamento 
Art. 167. No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora 
proferirá a sua decisão. 
§ 1º Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo, este 
será encaminhado à autoridade competente, que decidirá em igual prazo. 
§ 2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o julgamento caberá à autoridade 
competente para a imposição da pena mais grave. 
§ 3º Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade, o 
julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. 141. 
§ 4º Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a autoridade instauradora do processo 
determinará o seu arquivamento, salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. 
Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos. 
Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade 
julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor 
de responsabilidade. 
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91 
Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do 
processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no 
mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. 
§ 1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. 
§ 2º A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. 142, § 2º, será 
responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV. 
Art. 170. Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do 
fato nos assentamentos individuais do servidor. 
Art. 171. Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar será remetido ao 
Ministério Público para instauração da ação penal, ficando trasladado na repartição. 
Art. 172. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou 
aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso 
aplicada. 
Parágrafo único. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único, inciso I do art. 34, o ato 
será convertido em demissão, se for o caso. 
Art. 173. Serão assegurados transporte e diárias: 
I - ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição, na condição de 
testemunha, denunciado ou indiciado; 
II - aos membros da comissão e ao secretário, quando obrigados a se deslocarem da sede dos 
trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. 
 
Seção III: Da Revisão do Processo 
Art. 174. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando 
se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a 
inadequação da penalidade aplicada. 
§ 1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família 
poderá requerer a revisão do processo. 
§ 2º No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador. 
Art. 175. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente. 
Art. 176. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, 
que requer elementos novos, ainda não apreciados no processo originário. 
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Art. 177. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade 
equivalente, que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade 
onde se originou o processo disciplinar. 
Parágrafo único. Deferida a petição, a autoridade competente providenciará a constituição de 
comissão, na forma do art. 149. 
Art. 178. A revisão correrá em apenso ao processo originário. 
Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e 
inquirição das testemunhas que arrolar. 
Art. 179. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. 
Art. 180. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e procedimentos 
próprios da comissão do processo disciplinar. 
Art. 181. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade, nos termos do art. 141. 
Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do 
processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. 
Art. 182. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, 
restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição do cargo em 
comissão, que será convertida em exoneração. 
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. 
 
TÍTULO VI: DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR 
Vejamos o que há de mais importante para a sua prova dentro do Capítulo VI. 
 
Capítulo II: Dos Benefícios 
 
Seção I: Da Aposentadoria 
Art. 186. O servidor será aposentado: 
I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em 
serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, e 
proporcionais nos demais casos; 
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; 
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93 
III - voluntariamente: 
a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30 (trinta) se mulher, com proventos 
integrais; 
b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de magistério se professor, e 25 (vinte e cinco) 
se professora, com proventos integrais; 
c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e cinco) se mulher, com proventos 
proporcionais a esse tempo; 
d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos 60 (sessenta) se mulher, com proventos 
proporcionais ao tempo de serviço. 
§ 1º Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I deste artigo, 
tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao 
ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível 
e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget 
(osteíte deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e outras que a lei indicar, com 
base na medicina especializada. 
§ 2º Nos casos de exercício de atividades consideradas insalubres ou perigosas, bem como nas 
hipóteses previstas no art. 71, a aposentadoria de que trata o inciso III, "a" e "c", observará o disposto 
em lei específica. 
§ 3º Na hipótese do inciso I o servidor será submetido à junta médica oficial, que atestará a invalidez 
quando caracterizada a incapacidade para o desempenho das atribuições do cargo ou a 
impossibilidade de se aplicar o disposto no art. 24. 
Art. 187. A aposentadoria compulsória será automática, e declarada por ato, com vigência a partir 
do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo. 
Art. 188. A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do 
respectivo ato. 
§ 1º A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde, por período 
não excedente a 24 (vinte e quatro) meses. 
§ 2ºExpirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser 
readaptado, o servidor será aposentado. 
§ 3º O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato da 
aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença. 
§ 4º Para os fins do disposto no § 1º deste artigo, serão consideradas apenas as licenças motivadas 
pela enfermidade ensejadora da invalidez ou doenças correlacionadas. 
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94 
§ 5º A critério da Administração, o servidor em licença para tratamento de saúde ou aposentado por 
invalidez poderá ser convocado a qualquer momento, para avaliação das condições que ensejaram 
o afastamento ou a aposentadoria. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) 
Art. 189. O provento da aposentadoria será calculado com observância do disposto no § 3º do art. 
41, e revisto na mesma data e proporção, sempre que se modificar a remuneração dos servidores 
em atividade. 
Parágrafo único. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente 
concedidas aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou 
reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. 
Art. 190. O servidor aposentado com provento proporcional ao tempo de serviço se acometido de 
qualquer das moléstias especificadas no § 1º do art. 186 desta Lei e, por esse motivo, for considerado 
inválido por junta médica oficial passará a perceber provento integral, calculado com base no 
fundamento legal de concessão da aposentadoria. 
Art. 191. Quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não será inferior a 1/3 (um terço) 
da remuneração da atividade. 
Art. 192. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 
Art. 193. (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) 
Art. 194. Ao servidor aposentado será paga a gratificação natalina, até o dia vinte do mês de 
dezembro, em valor equivalente ao respectivo provento, deduzido o adiantamento recebido. 
Art. 195. Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas, durante a 
Segunda Guerra Mundial, nos termos da Lei nº 5.315, de 12 de setembro de 1967, será concedida 
aposentadoria com provento integral, aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço efetivo. 
 
Seção II: Do Auxílio-Natalidade 
Art. 196. O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia 
equivalente ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto. 
§ 1º Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50% (cinquenta por cento), por 
nascituro. 
§ 2º O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for 
servidora. 
 
Seção III: Do Salário-Família 
Art. 197. O salário-família é devido ao servidor ativo ou ao inativo, por dependente econômico. 
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95 
 
Parágrafo único. Consideram-se dependentes econômicos para efeito de percepção do salário-
família: 
I - o cônjuge ou companheiro e os filhos, inclusive os enteados até 21 (vinte e um) anos de idade 
ou, se estudante, até 24 (vinte e quatro) anos ou, se inválido, de qualquer idade; 
II - o menor de 21 (vinte e um) anos que, mediante autorização judicial, viver na companhia e às 
expensas do servidor, ou do inativo; 
III - a mãe e o pai sem economia própria. 
Art. 198. Não se configura a dependência econômica quando o beneficiário do salário-família 
perceber rendimento do trabalho ou de qualquer outra fonte, inclusive pensão ou provento da 
aposentadoria, em valor igual ou superior ao salário-mínimo. 
Art. 199. Quando o pai e mãe forem servidores públicos e viverem em comum, o salário-família será 
pago a um deles; quando separados, será pago a um e outro, de acordo com a distribuição dos 
dependentes. 
Parágrafo único. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto, a madrasta e, na falta destes, os 
representantes legais dos incapazes. 
Art. 200. O salário-família não está sujeito a qualquer tributo, nem servirá de base para qualquer 
contribuição, inclusive para a Previdência Social. 
Art. 201. O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, não acarreta a suspensão do 
pagamento do salário-família. 
 
Seção IV: Da Licença para Tratamento de Saúde 
Art. 202. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com 
base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. 
Art. 203. A licença de que trata o art. 202 desta Lei será concedida com base em perícia oficial. 
§ 1º Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no 
estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. 
§ 2º Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em 
caráter permanente o servidor, e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. 
230, será aceito atestado passado por médico particular. 
§ 3º No caso do § 2º deste artigo, o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado 
pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade. 
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96 
§ 4º A licença que exceder o prazo de 120 (cento e vinte) dias no período de 12 (doze) meses a 
contar do primeiro dia de afastamento será concedida mediante avaliação por junta médica oficial. 
§ 5º A perícia oficial para concessão da licença de que trata o caput deste artigo, bem como nos 
demais casos de perícia oficial previstos nesta Lei, será efetuada por cirurgiões-dentistas, nas 
hipóteses em que abranger o campo de atuação da odontologia. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 
2009) 
Art. 204. A licença para tratamento de saúde inferior a 15 (quinze) dias, dentro de 1 (um) ano, poderá 
ser dispensada de perícia oficial, na forma definida em regulamento. 
Art. 205. O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou natureza da doença, 
salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidente em serviço, doença profissional ou 
qualquer das doenças especificadas no art. 186, § 1º. 
Art. 206. O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a 
inspeção médica. 
Art. 206-A. O servidor será submetido a exames médicos periódicos, nos termos e condições 
definidos em regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.907, de 2009) (Regulamento). 
Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput, a União e suas entidades autárquicas e 
fundacionais poderão: (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014) 
I - prestar os exames médicos periódicos diretamente pelo órgão ou entidade à qual se encontra 
vinculado o servidor; (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014) 
II - celebrar convênio ou instrumento de cooperação ou parceria com os órgãos e entidades da 
administração direta, suas autarquias e fundações; (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014) 
III - celebrar convênios com operadoras de planos de assistência à saúde, organizadas na 
modalidade de autogestão, que possuam autorização de funcionamento do órgão regulador, na 
forma do art. 230; ou (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014) 
IV - Prestar os exames médicos periódicos mediante contrato administrativo, observado o disposto 
na Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, e demais normas pertinentes. (Incluído pela Lei nº 12.998, de 2014) 
 
Seção V: Da Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-Paternidade 
Art. 207. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, 
sem prejuízo da remuneração. (Vide Decreto nº 6.690, de 2008) 
§ 1º A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por 
prescrição médica. 
§ 2º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto. 
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97 
§ 3º No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a 
exame médico, e se julgada apta, reassumirá o exercício. 
§ 4º No caso de aborto atestado por médico oficial, a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de 
repouso remunerado. 
Art. 208. Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 
(cinco) dias consecutivos. 
Art. 209. Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a servidora lactante terá direito, 
durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos 
de meia hora. 
Art. 210. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, serão 
concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. (Vide Decreto nº 6.691, de 2008) 
Parágrafo único. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de 
idade, o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. 
 
Seção VI: Da Licença por Acidente em Serviço 
Art. 211. Será licenciado, com remuneração integral, o servidor acidentado em serviço. 
Art. 212. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor, que se 
relacione, mediata ou imediatamente, com as atribuições do cargo exercido. 
Parágrafo único. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: 
I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo; 
II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. 
Art. 213. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser 
tratado em instituição privada, à conta de recursos públicos. 
Parágrafo único. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de exceção 
e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. 
Art. 214. A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias, prorrogável quando as 
circunstâncias o exigirem. 
 
 
 
 
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98 
 
AGENTES PÚBLICOS 
1) Conceito 
Agente público é toda pessoa que presta serviço ao Estado. A Lei 8.429/1992, conceitua agente 
público, vejamos: Art. 2º. Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, 
ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação 
ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função [...] 
 Tome nota 
É importante lembrar que agente público e servidor público não são sinônimos. O servidor público 
é uma das espécies de agente público. 
 
2) Espécies de Agentes Públicos 
Seguindo a divisão doutrinária de Hely Lopes Meirelles, temos as seguintes categorias: 
 
a) Agentes políticos 
Os agentes políticos, integram as escalações mais altos do Poder Público, e a natureza do vínculo 
que possuem é política. São aqueles que exercem atividade de governo, como os Chefes de Poder 
Executivo (presidente, governadores e prefeitos); os auxiliares imediatos do poder executivo 
(ministros e secretários estaduais ou municipais); e membros de corporações legislativas (senadores, 
deputados e vereadores. 
b) Agentes administrativos 
São aqueles que possuem um vínculo profissional, ocupam cargos, empregos ou funções públicas 
na Administração Direta e Indireta. 
c) Agentes honoríficos 
Agentes Públicos
Agentes Políticos 
Agentes Administrativos
Agentes Honoríficos 
Agentes Delegados
Agentes Credenciados 
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99 
São os cidadãos, os quais são designados ou requisitados para exercer uma prestação de serviço 
específica. Além disso, não possuem vínculo profissional com a Administração Pública, mas é 
necessário saber que para fins penais são considerados funcionários públicos. Jurados e mesários, 
são dois exemplos desses agentes. 
d) agentes delegados 
São agentes que recebem a responsabilidade de exercer alguma atividade, como os concessionários 
e permissionários do serviço público. 
e) Agentes credenciados 
São os agentes que representam a Administração Pública ou possuem convênio com o poder 
público. Um exemplo, são dentistas particulares que atendem pelo SUS e recebem do Estado. 
f) Agentes de fato 
Os agentes de fato são divididos em agente necessário e agente putativo. Os agentes necessários 
praticam atos e atividades em situações de emergência, colaborando com o poder público. Um 
exemplo, são os moradores que ajudam quando ocorre alguma tragédia. Já os agentes putativos, 
exercem uma função achando ser legítima. O exemplo mais utilizado é o agente praticar atos dentro 
da administração sem ter sido aprovado em concurso público. 
 
3) Disposições constitucionais 
Os artigos de maior relevância para o estudo vão do 37 ao 41 da Constituição Federal. Eles serão 
transcritos abaixo com alguns comentários pertinentes. 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
Comentário: 
Neste artigo são tratados sobre os princípios da Administração Pública, os quais já foram tratados 
em momento oportuno. 
 
I - Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os 
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; 
Comentário: 
O inciso I, trata sobre a acessibilidade dos cargos públicos, a qual, abarca brasileiros natos, 
naturalizados e portugueses equiparados, quando houver reciprocidade. 
 
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100 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público 
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, 
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de 
livre nomeação e exoneração; 
Comentário: 
Os cargos em comissão são reservados para funções de chefia, direção e assessoramento. Além 
disso, podem ser exercidos tanto por servidores efetivos ou qualquer pessoa que tenha os requisitos 
exigidos na lei. Já as funções de confiança são reservadas para servidores efetivos. 
 
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual 
período; 
Comentário: 
Lembrando sempre que a prorrogação deverá ser por igual período, o concurso não pode ter 
validade de dois anos e a prorrogação ser de mais um ano. 
 
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso 
público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados 
para assumir cargo ou emprego, na carreira; 
Comentário: 
Esse inciso se diferencia da Lei 8.112/90, pois lá diz que não pode ser aberto um novo concurso, 
enquanto o anterior ainda estiver vigente, mas pela regra constitucional pode ser aberto sim, 
apenas deve ser observada a regra da prioridade de nomeação. 
 
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e 
os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e 
percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento; 
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical; 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; 
Comentário: 
Como não uma lei específica sobre a greve, em tese, a greve de servidores é algo ilegal. Mas para 
suprir essa lacuna, é utilizada a lei quedisciplina as regras do direito de greve dos servidores 
privados. 
 
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101 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de 
deficiência e definirá os critérios de sua admissão; 
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público; 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente 
poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, 
assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; 
Comentário: 
Qualquer alteração na remuneração do servidor deverá ser feita por lei, não podendo ser utilizado 
outro ato normativo. Mas é importante salientar que a para o STF essa revisão geral anual não é 
obrigatória ser feita por lei. 
 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da 
administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais 
agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos 
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não 
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, 
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, 
o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados 
Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal 
de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em 
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este 
limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; 
Comentário: 
Verbas indenizatórias, como diárias e auxílio moradia não são computadas no teto remuneratório. 
 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser 
superiores aos pagos pelo Poder Executivo; 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de 
remuneração de pessoal do serviço público; 
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem 
acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; 
Comentário: 
Os adicionais são calculados em cima do valor base. 
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102 
 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, 
ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, 
I; 
Comentário: 
A irredutibilidade é em relação ao valor nominal e não real. 
 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver 
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas; 
Comentário: 
É importante salientar que cargo técnico é aquele que exige nível superior ou técnico específico 
(técnico em enfermagem, por exemplo). 
 
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta 
ou indiretamente, pelo poder público; 
Comentário: 
A proibição de acumular se dá em toda a Administração Pública, Direta (União, estados, DF, 
municípios) e Indireta (autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista). 
 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de 
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; 
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa 
pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último 
caso, definir as áreas de sua atuação; 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades 
mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; 
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103 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão 
contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos 
os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições 
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação 
técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, 
terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive 
com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. 
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos 
ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da 
autoridade responsável, nos termos da lei. 
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, 
regulando especialmente: 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção 
de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos 
serviços; 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, 
observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou 
função na administração pública. 
§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda 
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação 
previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor 
ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. 
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da 
administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. 
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração 
direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus61 
Subseção I – Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia e Assessoramento ........................ 62 
Subseção II – Da Gratificação Natalina ........................................................................................................... 62 
Subseção III – Do Adicional por Tempo de Serviço .......................................................................................... 62 
Subseção IV – Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas ................................. 63 
Subseção V – Do Adicional por Serviço Extraordinário .................................................................................... 63 
Subseção VI – Do Adicional Noturno ............................................................................................................... 64 
Subseção VII – Do Adicional de Férias ............................................................................................................. 64 
Subseção VIII – Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso ............................................................... 64 
Capítulo III – Das férias .................................................................................................................................... 65 
Capítulo IV – Das licenças ................................................................................................................................ 66 
Seção I – Disposições gerais ............................................................................................................................ 66 
Seção II – Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família ............................................................... 67 
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6 
Seção III – Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge ..................................................................... 68 
Seção IV – Da Licença para o Serviço Militar ................................................................................................... 68 
Seção V – Da Licença para Atividade Política .................................................................................................. 69 
Seção VI – Da Licença para capacitação .......................................................................................................... 69 
Seção VII – Da Licença para Tratar de Interesses Particulares ........................................................................ 69 
Seção VIII – Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista ............................................................... 69 
Capítulo V – Dos afastamentos ....................................................................................................................... 70 
Seção I – Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade................................................................. 70 
Seção II – Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo ...................................................................... 71 
Seção III – Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior ..................................................................... 72 
Seção IV – Do Afastamento para Participação em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu no País......... 72 
Capítulo VI – Das Concessões .......................................................................................................................... 73 
Capítulo VII – Do Tempo de Serviço ................................................................................................................ 74 
Capítulo VIII – Do direito de petição ............................................................................................................... 76 
TÍTULO IV – DO REGIME DISCIPLINAR ............................................................................................................. 77 
Capítulo I – Dos deveres .................................................................................................................................. 78 
Capítulo II – Das proibições ............................................................................................................................. 78 
Capítulo III – Da acumulação ........................................................................................................................... 80 
Capítulo IV – Das responsabilidades ................................................................................................................ 80 
Capítulo V – Das penalidades .......................................................................................................................... 81 
TÍTULO V: DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR .............................................................................. 86 
Capítulo I: Disposições Gerais.......................................................................................................................... 86 
Capítulo II: Do Afastamento Preventivo .......................................................................................................... 87 
Capítulo III: Do Processo Disciplinar ................................................................................................................ 87 
Seção I: Do Inquérito ....................................................................................................................................... 88 
Seção II: Do Julgamento .................................................................................................................................. 90 
Seção III: Da Revisão do Processo ................................................................................................................... 91 
TÍTULO VI: DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR ........................................................................................ 92 
Capítulo II: Dos Benefícios ............................................................................................................................... 92 
Seção I: Da Aposentadoria ............................................................................................................................... 92 
Seção II: Do Auxílio-Natalidade ....................................................................................................................... 94 
Seção III: Do Salário-Família ............................................................................................................................ 94 
Seção IV: Da Licença para Tratamento de Saúde ............................................................................................ 95 
Seção V: Da Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-Paternidade ......................................................... 96 
Seção VI: Da Licença por Acidente em Serviço ................................................................................................ 97 
AGENTES PÚBLICOS ......................................................................................................................................... 98 
LEI Nº 9.654/98 .............................................................................................................................................. 110 
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7 
LEI Nº 12.855/13. ........................................................................................................................................... 113 
LEI Nº 13.712, DE 24 DE AGOSTO DE 2018. ................................................................................................... 115 
DECRETO Nº 8.282, DE 3 DE JULHO DE 2014 ................................................................................................ 116 
PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.......................................................................................................administradores e 
o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, 
cabendo à lei dispor sobre: 
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104 
I - o prazo de duração do contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos 
dirigentes; 
III - a remuneração do pessoal. 
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e 
suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos 
Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou 
dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos 
acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em 
lei de livre nomeação e exoneração. 
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput 
deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. 
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao 
Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, 
como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, 
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros 
do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos 
Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas 
atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua 
capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação 
e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de 
origem. 
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, 
emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o 
rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição. 
§ 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte 
a seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja 
prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social. 
§ 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar 
avaliação das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados 
alcançados, na forma da lei. 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de 
mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, 
emprego ou função; 
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105 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe 
facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as 
vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não 
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de 
serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse 
regime, no ente federativo de origem. 
Comentário: 
O servidor aposentado pode acumular o seu provento com a remuneração de mandato eletivo, mas 
sempre respeitando o teto constitucional. Via de regra, é necessário que o servidor se afaste de seu 
cargo ou função, assumindo apenas a remuneração de seu cargo de mandato eletivo. Mas existem 
exceções, em relação ao cargo de prefeito, ele poderá optar pela remuneração de seu cargo se esta 
for maior, por exemplo, do que a do mandato. Já para o cargo de vereador, ele poderá acumular as 
funções desde que haja a compatibilidade de horário. 
Além disso, é importante mencionar que durante o afastamento continua contando o tempo de 
serviço para tudo, exceto, para promoção e merecimento. 
 
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de 
administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos 
Poderes. 
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório 
observará: 
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada 
carreira; 
II - os requisitos para a investidura; 
III - as peculiaridades dos cargos. 
§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o 
aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos 
requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos 
entre os entes federados. 
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, 
XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de 
admissão quando a natureza do cargo o exigir. 
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106 
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários 
Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, 
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou 
outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. 
Comentário: 
Os cargos citados no inciso recebem por subsídio em parcela única e obedecem ao teto 
remuneratório e a irredutibilidade. Além dos que estão citados na constituição, ganham por subsídio: 
membro do poder; detentor de mandato eletivo; ministros e secretários; membros da magistratura; 
membros do ministério público; membros da advocacia pública; membros da defensoria pública; 
carreiras policiais civis (PF, PRF, PCS...). 
 
§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação 
entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o 
disposto no art. 37, XI. 
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e 
da remuneração dos cargos e empregos públicos. 
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de 
recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, 
autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e 
produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do 
serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos 
do § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 9º É vedada a incorporação de vantagens decaráter temporário ou vinculadas ao exercício de 
função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá 
caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores 
ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro 
e atuarial. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando 
insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações periódicas 
para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposentadoria, na 
forma de lei do respectivo ente federativo; 
Comentário: 
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107 
A constituição abandonou o termo “invalidez”, e substituiu por “incapacidade permanente”. 
 
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) 
anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015) (Vide Lei Complementar nº 152, de 2015) 
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e 
cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, 
observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do 
respectivo ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o § 
2º do art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Previdência 
Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo 
ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefícios em 
regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º.(Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo 
de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente 
submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo 
de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, 
de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o 
inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 103, de 2019) 
§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo 
de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas 
com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação 
desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação 
às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que comprovem tempo 
de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio 
fixado em lei complementar do respectivo ente federativo.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019) 
§ 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, 
é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência 
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108 
social, aplicando-se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios 
previdenciários estabelecidas no Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da única fonte de renda formal 
auferida pelo dependente, o benefício de pensão por morte será concedido nos termos de lei do 
respectivo ente federativo, a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de morte dos servidores 
de que trata o § 4º-B decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o 
valor real, conforme critérios estabelecidos em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) 
§ 9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para fins de 
aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço 
correspondente será contado para fins de disponibilidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019) 
§ 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)(Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 
§ 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclusive 
quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras 
atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante 
da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta 
Constituição, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo 
eletivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
§ 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de previdência social, no 
que couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de Previdência Social. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 13. Aplica-se ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em 
lei de livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, inclusive mandato eletivo, ou de 
emprego público, o Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, 
de 2019) 
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do 
respectivo Poder Executivo, regime de previdência complementar para servidores públicos 
ocupantes de cargo efetivo, observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social para o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência 
social, ressalvado o disposto no § 16. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 oferecerá plano de benefícios 
somente na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 e seráefetivado por 
intermédio de entidade fechada de previdência complementar ou de entidade aberta de previdência 
complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
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§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos § § 14 e 15 poderá ser aplicado 
ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do 
correspondente regime de previdência complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
§ 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° 
serão devidamente atualizados, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) 
§ 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime 
de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime 
geral de previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os 
servidores titulares de cargos efetivos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) (Vide ADIN 3133) 
(Vide ADIN 3143) (Vide ADIN 3184) 
§ 19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei do respectivo ente federativo, o servidor 
titular de cargo efetivo que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária e que 
opte por permanecer em atividade poderá fazer jus a um abono de permanência equivalente, no 
máximo, ao valor da sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria 
compulsória. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 20. É vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social e de mais de um 
órgão ou entidade gestora desse regime em cada ente federativo, abrangidos todos os poderes, 
órgãos e entidades autárquicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu financiamento, 
observados os critérios, os parâmetros e a natureza jurídica definidos na lei complementar de que 
trata o § 22. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 21. (Revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
§ 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de previdência social, lei complementar federal 
estabelecerá, para os que já existam, normas gerais de organização, de funcionamento e de 
responsabilidade em sua gestão, dispondo, entre outros aspectos, sobre: (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019) 
I - requisitos para sua extinção e consequente migração para o Regime Geral de Previdência Social; 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
II - modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização dos recursos; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 103, de 2019) 
III - fiscalização pela União e controle externo e social; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019) 
IV - definição de equilíbrio financeiro e atuarial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
V - condições para instituição do fundo com finalidade previdenciária de que trata o art. 249 e para 
vinculação a ele dos recursos provenientes de contribuições e dos bens, direitos e ativos de qualquer 
natureza; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
VI - mecanismos de equacionamento do deficit atuarial; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 
2019) 
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VII - estruturação do órgão ou entidade gestora do regime, observados os princípios relacionados 
com governança, controle interno e transparência; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
VIII - condições e hipóteses para responsabilização daqueles que desempenhem atribuições 
relacionadas, direta ou indiretamente, com a gestão do regime; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019) 
IX - condições para adesão a consórcio público; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
X - parâmetros para apuração da base de cálculo e definição de alíquota de contribuições ordinárias 
e extraordinárias. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, 
assegurada ampla defesa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, 
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo 
de serviço. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, 
com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro 
cargo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 
1998) 
 
LEI Nº 9.654/98 
Esta lei cria a carreira de Policial Rodoviário Federal e dá outras providências. 
Art. 1º Fica criada, no âmbito do Poder Executivo, a carreira de Policial Rodoviário Federal, com as 
atribuições previstas na Constituição Federal, no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação 
específica. 
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Parágrafo único. A implantação da carreira far-se-á mediante transformação dos atuais dez mil e 
noventa e oito cargos efetivos de Patrulheiro Rodoviário Federal, do quadro geral do Ministério da 
Justiça, em cargos de Policial Rodoviário Federal. 
Art. 2º A Carreira de que trata esta Lei é composta do cargo de Policial Rodoviário Federal, de nível 
intermediário, estruturada nas classes de Inspetor, Agente Especial, Agente Operacional e Agente, 
na forma do Anexo I desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008) 
§ 1º As atribuições gerais das classes do cargo de Policial Rodoviário Federal são as seguintes: (Incluído 
pela Lei nº 11.784, de 2008) 
I - classe de Inspetor: atividades de natureza policial e administrativa, envolvendo direção, 
planejamento, coordenação, supervisão, controle e avaliação administrativa e operacional, 
coordenação e direção das atividades de corregedoria, inteligência e ensino, bem como a articulação 
e o intercâmbio com outras organizações e corporações policiais, em âmbito nacional e 
internacional, além das atribuições da classe de Agente Especial; (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008) 
II - classe de Agente Especial: atividades de natureza policial, envolvendo planejamento, 
coordenação, capacitação, controle e execução administrativa e operacional, bem como articulação 
e intercâmbio com outras organizações policiais, em âmbito nacional, além das atribuições da classe 
de Agente Operacional; (Incluído pela Lei nº11.784, de 2008) 
III - classe de Agente Operacional: atividades de natureza policial envolvendo a execução e controle 
administrativo e operacional das atividades inerentes ao cargo, além das atribuições da classe de 
Agente; e (Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008) 
IV - classe de Agente: atividades de natureza policial envolvendo a fiscalização, patrulhamento e 
policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes rodoviários e demais 
atribuições relacionadas com a área operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
(Incluído pela Lei nº 11.784, de 2008) 
§ 2º As atribuições específicas de cada uma das classes referidas no § 1º deste artigo serão 
estabelecidas em ato dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Justiça. 
(Incluído pela Lei nº 11.358, de 2006). 
§ 3º Os cargos efetivos de Policial Rodoviário Federal, estruturados na forma do caput deste artigo, 
têm a sua correlação estabelecida no Anexo II desta Lei. (Incluído pela Lei nº 11.358, de 2006). 
Art. 2º-A. A partir de 1º de janeiro de 2013, a Carreira de que trata esta Lei, composta do cargo de 
Policial Rodoviário Federal, de nível superior, passa a ser estruturada nas seguintes classes: Terceira, 
Segunda, Primeira e Especial, na forma do Anexo I-A, observada a correlação disposta no Anexo II-
A. (Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
§ 1º As atribuições gerais das classes do cargo de Policial Rodoviário Federal são as seguintes: (Incluído 
pela Lei nº 12.775, de 2012) 
I - Classe Especial: atividades de natureza policial e administrativa, envolvendo direção, 
planejamento, coordenação, supervisão, controle e avaliação administrativa e operacional, 
coordenação e direção das atividades de corregedoria, inteligência e ensino, bem como a articulação 
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112 
e o intercâmbio com outras organizações e corporações policiais, em âmbito nacional e 
internacional, além das atribuições da Primeira Classe; (Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
II - Primeira Classe: atividades de natureza policial, envolvendo planejamento, coordenação, 
capacitação, controle e execução administrativa e operacional, bem como articulação e intercâmbio 
com outras organizações policiais, em âmbito nacional, além das atribuições da Segunda Classe; 
(Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
III - Segunda Classe: atividades de natureza policial envolvendo a execução e controle 
administrativo e operacional das atividades inerentes ao cargo, além das atribuições da Terceira 
Classe; e (Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
IV - Terceira Classe: atividades de natureza policial envolvendo a fiscalização, patrulhamento e 
policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes rodoviários e demais 
atribuições relacionadas com a área operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
(Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
§ 2º As atribuições específicas de cada uma das classes referidas no § 1º serão estabelecidas em ato 
dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Justiça. (Incluído pela Lei nº 12.775, de 
2012) 
§ 3º Para fins de enquadramento na Terceira Classe, será observado o tempo de exercício do 
servidor, de acordo com os seguintes critérios: (Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
I - menos de 1 (um) ano de exercício na classe de Agente: Padrão I; (Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
II - de 1 (um) ano completo até menos de 2 (dois) anos de exercício na classe de Agente: Padrão 
II; e (Incluído pela Lei nº 12.775, de 2012) 
III - 2 (dois) anos completos ou mais de exercício na classe de Agente: Padrão III. (Incluído pela Lei nº 
12.775, de 2012) 
§ 4º O tempo que exceder o período mínimo de 1 (um) ano para enquadramento no padrão de que 
trata o § 3º será computado para fins da progressão ou promoção subsequente. (Incluído pela Lei nº 12.775, 
de 2012) 
Art. 3º O ingresso nos cargos da carreira de que trata esta Lei dar-se-á mediante aprovação em 
concurso público, constituído de duas fases, ambas eliminatórias e classificatórias, sendo a primeira 
de exame psicotécnico e de provas e títulos e a segunda constituída de curso de formação. 
§ 1º São requisitos para o ingresso na carreira o diploma de curso superior completo, em nível de 
graduação, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação, e os demais requisitos 
estabelecidos no edital do concurso. (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008) 
§ 2º A investidura no cargo de Policial Rodoviário Federal dar-se-á no padrão único da classe de 
Agente, onde o titular permanecerá por pelo menos 3 (três) anos ou até obter o direito à promoção 
à classe subsequente. (Redação dada pela Lei nº 11.784, de 2008) 
§ 3º A partir de 1º de janeiro de 2013, a investidura no cargo de Policial Rodoviário Federal dar-se-
á no padrão inicial da Terceira Classe. (Redação dada pela Lei nº 12.775, de 2012) 
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113 
§ 4º O ocupante do cargo de Policial Rodoviário Federal permanecerá preferencialmente no local de 
sua primeira lotação por um período mínimo de 3 (três) anos exercendo atividades de natureza 
operacional voltadas ao patrulhamento ostensivo e à fiscalização de trânsito, sendo sua remoção 
condicionada a concurso de remoção, permuta ou ao interesse da administração. (Redação dada pela Lei 
nº 12.269, de 2010) 
Art. 4º (Revogado pela Lei nº 11.358, de 2006). 
Art. 5º (Revogado pela Lei nº 11.358, de 2006). 
Art. 6º Fica extinta a Gratificação Temporária, nos termos do § 3º do art. 1º da Lei nº 9.166, de 20 de 
dezembro de 1995. 
Art. 7º Os ocupantes de cargos da carreira de Policial Rodoviário Federal ficam sujeitos a integral e 
exclusiva dedicação às atividades do cargo. 
Art. 8º Os cargos em comissão e as funções de confiança do Departamento de Polícia Rodoviária 
Federal serão preenchidos, preferencialmente, por servidores integrantes da carreira que tenham 
comportamento exemplar e que estejam posicionados nas classes finais, ressalvados os casos de 
interesse da administração, conforme normas a serem estabelecidas pelo Ministro de Estado da 
Justiça. 
Art. 9º É de quarenta horas semanais a jornada de trabalho dos integrantes da carreira de que 
trata esta Lei. 
Art. 10. Compete ao Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado, ouvido o Ministério 
da Justiça, a definição de normas e procedimentos para promoção na carreira de que trata esta Lei. 
Art. 11. O disposto nesta Lei aplica-se aos proventos de aposentadoria e às pensões. 
Art. 12. As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão à conta das dotações constantes 
do orçamento do Ministério da Justiça. 
Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos financeiros a 1º 
de janeiro de 1998. 
 
LEI Nº 12.855/13. 
Referida lei institui a indenização devida a ocupante de cargo efetivo das Carreiras e Planos Especiais 
de Cargos que especifica, em exercício nas unidades situadas em localidades estratégicas vinculadas 
à prevenção, controle, fiscalização e repressão dos delitos transfronteiriços. 
Art. 1º É instituída indenização a ser concedida ao servidor público federal regido pela Lei nº 
8.112, de 11 de dezembro de 1990, em exercício de atividade nas delegacias e postos do 
Departamento de Polícia Federal e do Departamento de Polícia Rodoviária Federal e em unidades 
da Secretaria da Receita Federal do Brasil, do Ministério da Agricultura, Pecuária e 
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114 
Abastecimento e do Ministério do Trabalho e Emprego situadas em localidades estratégicas, 
vinculadas à prevenção, controle, fiscalização e repressão dos delitos transfronteiriços. 
§ 1º A indenização de que trata o caput será concedida ao servidor ocupantede cargo efetivo das 
seguintes Carreiras ou Planos Especiais de Cargos: 
I - Carreira Policial Federal, de que trata a Lei nº 9.266, de 15 de março de 1996 ; 
II - Carreira de Policial Rodoviário Federal, de que trata a Lei nº 9.654, de 2 de junho de 1998 ; 
III - Carreira Auditoria da Receita Federal (ARF), de que trata a Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 
2002 ; 
IV - Plano Especial de Cargos do Departamento de Polícia Federal, de que trata a Lei nº 10.682, de 
28 de maio de 2003 ; 
V - Plano Especial de Cargos do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, de que trata a Lei nº 
11.095, de 13 de janeiro de 2005 ; 
VI - Plano Especial de Cargos do Ministério da Fazenda, de que trata a Lei nº 11.907, de 2 de fevereiro 
de 2009 ; 
VII - Carreira de Fiscal Federal Agropecuário, de que trata a Lei nº 10.883, de 16 de junho de 2004 ; 
e 
VIII - Carreira Auditoria-Fiscal do Trabalho, de que trata a Lei nº 10.593, de 2002. 
§ 2º As localidades estratégicas de que trata o caput serão definidas em ato do Poder Executivo, por 
Município, considerados os seguintes critérios: 
I - Municípios localizados em região de fronteira; 
II - (VETADO); 
III - (VETADO); 
IV - dificuldade de fixação de efetivo. 
Art. 2º A indenização de que trata o art. 1º será devida por dia de efetivo trabalho nas delegacias 
e postos do Departamento de Polícia Federal e do Departamento de Polícia Rodoviária Federal e em 
unidades da Secretaria da Receita Federal do Brasil, do Ministério da Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento e do Ministério do Trabalho e Emprego situadas em localidades estratégicas, no valor 
de R$ 91,00 (noventa e um reais). 
§ 1º O pagamento da indenização de que trata o art. 1º somente é devido enquanto durar o exercício 
ou a atividade do servidor na localidade. 
§ 2º O pagamento da indenização de que trata o art. 1º não será devido nos dias em que não houver 
prestação de trabalho pelo servidor, inclusive nas hipóteses previstas no art. 97 e nos incisos II a XI 
do art. 102 da Lei nº 8.112, de 1990. 
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115 
§ 3º O valor constante do caput equivale à jornada de trabalho de 8 (oito) horas diárias e deverá 
ser ajustado, proporcionalmente, no caso de carga horária maior ou menor prestada no dia. 
§ 4º No caso de servidores submetidos a regime de escala ou de plantão, o valor constante do caput 
será proporcionalmente ajustado à respectiva jornada de trabalho. 
Art. 3º A indenização de que trata o art. 1º não poderá ser paga cumulativamente com diárias, 
indenização de campo ou qualquer outra parcela indenizatória decorrente do trabalho na localidade. 
Parágrafo único. Na hipótese de ocorrência da cumulatividade de que trata o caput , será paga ao 
servidor a verba indenizatória de maior valor. 
Art. 4º A indenização de que trata esta Lei não se sujeita à incidência de imposto sobre a renda de 
pessoa física. 
Art. 5º (VETADO). 
 
LEI Nº 13.712, DE 24 DE AGOSTO DE 2018. 
Esta lei institui indenização ao integrante da carreira de Policial Rodoviário Federal. 
Art. 1º Fica instituída indenização, de caráter temporário e emergencial, a ser concedida ao 
integrante da carreira de Policial Rodoviário Federal que, voluntariamente, deixar de gozar 
integralmente do repouso remunerado de seu regime de turno ou escala. 
Parágrafo único. A indenização será devida no valor estabelecido no Anexo desta Lei, por turno ou 
escala de trabalho, ao Policial Rodoviário Federal que se dispuser, voluntariamente, a trabalhar 
durante parte do período de repouso remunerado de seu regime de turno ou escala e participar de 
eventuais ações relevantes, complexas ou emergenciais que exijam significativa mobilização da 
Polícia Rodoviária Federal. 
Art. 2º Ato do Ministro de Estado da Segurança Pública estabelecerá: 
I – as condições e os critérios necessários ao recebimento da indenização de que trata esta Lei, os 
quais observarão os princípios da voluntariedade, da excepcionalidade, da impessoalidade, da 
transitoriedade, da eficiência e da supremacia do interesse público; e 
II – a necessidade quantitativa e qualitativa de servidores que a Polícia Rodoviária Federal deverá 
disponibilizar para o atendimento da demanda das atividades de policiamento e de fiscalização em 
consonância com os calendários nacional e regional de operações e as atividades emergenciais e 
excepcionais. 
Parágrafo único. A competência prevista no inciso II do caput deste artigo poderá ser delegada ao 
Diretor-Geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Segurança Pública. 
Art. 3º A indenização a que se refere o art. 1º desta Lei não poderá ser paga cumulativamente com 
diárias ou com indenização de campo. 
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116 
Parágrafo único. Na hipótese de ocorrência da cumulatividade de que trata o caput deste artigo, 
será paga ao servidor a verba indenizatória de maior valor. 
Art. 4º A indenização de que trata o art. 1º desta Lei: 
I – não será sujeita à incidência de imposto sobre a renda de pessoa física e de contribuição 
previdenciária; 
II – não será incorporada ao subsídio do servidor; e 
III – não poderá ser utilizada como base de cálculo para outras vantagens, sequer para fins de cálculo 
dos proventos de aposentadoria ou de pensão por morte. 
Parágrafo único. (VETADO). 
Art. 5º As verbas necessárias ao pagamento da indenização de que trata o art. 1º desta Lei serão 
provenientes do remanejamento das dotações orçamentárias do Departamento de Polícia 
Rodoviária Federal do Ministério da Segurança Pública, conforme consignado na lei orçamentária 
anual. 
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
DECRETO Nº 8.282, DE 3 DE JULHO DE 2014 
Regulamenta os critérios e procedimentos para a promoção e progressão na carreira de Policial 
Rodoviário Federal, de que trata a Lei nº 9.654, de 2 de junho de 1998. 
Art. 1º Ficam aprovados, na forma deste Decreto, os critérios e procedimentos para o 
desenvolvimento por promoção e progressão na carreira de Policial Rodoviário Federal, de que trata 
a Lei nº 9.654, de 2 de junho de 1998. 
Art. 2º Para os fins deste Decreto, considera-se: 
I - progressão - a passagem do servidor de um padrão para o padrão de vencimento imediatamente 
superior dentro da mesma classe; e 
II - promoção - a passagem do servidor do último padrão de uma classe para o padrão inicial da 
classe imediatamente superior. 
Art. 3º Ato do Ministro de Estado da Justiça estabelecerá os procedimentos específicos para fins de 
progressão e promoção de que trata este Decreto. 
Art. 4º O desenvolvimento do servidor na carreira de Policial Rodoviário Federal observará os 
seguintes requisitos: 
I - para fins de progressão: 
a) cumprimento do interstício de doze meses de efetivo exercício em cada padrão; e 
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117 
b) resultado satisfatório na avaliação de desempenho no interstício considerado para a progressão, 
nos termos deste Decreto e conforme disposto no ato de que trata o art. 3º ; e 
II - para fins de promoção: 
a) cumprimento do interstício de doze meses de efetivo exercício no último padrão de cada classe; 
b) resultado satisfatório na avaliação de desempenho no interstício considerado para a promoção, 
nos termos deste Decreto e conforme disposto no ato de que trata o art. 3º ; e 
c) participação em eventos de capacitação, observada a carga horária mínima estabelecida no Anexo. 
§ 1º O servidor deverá concluir eventos de capacitação voltados especificamente para a promoção 
para a Classe Especial e que abordem conteúdos estritamente relacionados às atividades do órgão, 
conforme previsto no plano de capacitação do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
§ 2º No caso de promoção para a Segunda Classe,o servidor deverá, além de observar as regras do 
inciso II do caput, ter seu estágio probatório homologado pelo Departamento de Polícia Rodoviária 
Federal. 
§ 3º Entende-se como resultado satisfatório o alcance de setenta por cento das metas estipuladas 
em ato do dirigente máximo do órgão, no caso de progressão, e de oitenta por cento das metas, no 
caso de promoção. 
Art. 5º O interstício necessário para a progressão e promoção será computado em dias, contado da 
data de entrada em exercício do servidor no cargo e descontadas as ausências e afastamentos do 
servidor que não forem considerados pela Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, como de efetivo 
exercício. 
Parágrafo único. A contagem do interstício será suspensa nos casos em que o servidor se afastar 
sem remuneração, sendo retomado o cômputo a partir do retorno à atividade. 
Art. 6º A avaliação de desempenho para fins de desenvolvimento na carreira de Policial Rodoviário 
Federal visa a aferir o desempenho do servidor no exercício das atribuições do cargo e sua 
contribuição para o alcance das metas e objetivos institucionais. 
§ 1º No ato de que trata o art. 3º , serão estabelecidos os fatores a serem considerados na avaliação 
de desempenho, observado, no mínimo, o seguinte: 
I - produtividade, com base em parâmetros e metas previamente estabelecidos; 
II - conhecimento de métodos e técnicas necessários ao desenvolvimento das atividades inerentes 
ao cargo; e 
III - cumprimento das normas de procedimentos e de conduta no desempenho das atribuições do 
cargo. 
§ 2º Além do disposto no § 1º, o ato a que se refere o art. 3º definirá: 
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118 
I - os mecanismos de avaliação de desempenho e controle necessários à implementação dos critérios 
e procedimentos aplicáveis à progressão e promoção; 
II - as unidades técnicas responsáveis pela observância dos critérios e procedimentos de avaliação 
de desempenho no órgão; 
III - a data de início e término do ciclo de avaliação, o prazo para processamento das avaliações e a 
data a partir da qual os resultados da avaliação produzirão efeitos financeiros; 
IV - os fatores complementares a serem aferidos na avaliação de desempenho, observado o disposto 
nos incisos do § 1º; 
V - o peso de cada fator na composição do resultado final da avaliação de desempenho; e 
VI - os procedimentos relativos à interposição de recursos do servidor avaliado, observado o 
disposto nos arts. 8º e 9º. 
Art. 7º A avaliação de desempenho produzirá efeitos apenas se o servidor tiver permanecido em 
exercício de atividades inerentes ao cargo por, no mínimo, dois terços de um período completo de 
avaliação. 
§ 1º Em caso de afastamento considerado como de efetivo exercício, sem prejuízo da remuneração, 
na forma da Lei nº 8.112, de 1990, o servidor receberá a mesma pontuação obtida anteriormente na 
avaliação de desempenho para fins de progressão e promoção, até que seja processada a sua 
primeira avaliação após o retorno. 
§ 2º O ocupante de cargo efetivo da carreira de Policial Rodoviário Federal que se encontrar 
requisitado pela Presidência da República, Vice-Presidência da República, cedido para o Ministério 
da Justiça ou nas hipóteses de requisição previstas em lei será submetido à avaliação de desempenho 
com base nas regras aplicáveis como se estivesse em efetivo exercício no Departamento de Polícia 
Rodoviária Federal. 
§ 3º O ocupante de cargo efetivo da carreira de Policial Rodoviário Federal cedido para órgãos ou 
entidades da União distintos dos indicados no § 2º e investido em cargos de Natureza Especial, de 
provimento em comissão do Grupo - Direção e Assessoramento Superiores - DAS, terá a pontuação 
de sua avaliação de desempenho calculada com base no resultado da avaliação institucional do 
órgão de lotação no período. 
§ 4º Não haverá progressão ou promoção caso o servidor não possua uma avaliação anterior, ainda 
que por força de afastamento considerado como de efetivo exercício. 
Art. 8º São assegurados ao servidor da carreira de Policial Rodoviário Federal: 
I - a participação no processo de avaliação de desempenho, mediante o prévio conhecimento dos 
critérios e instrumentos utilizados; e 
II - o acompanhamento do processo, cabendo ao órgão de lotação a ampla divulgação e a 
orientação da política de avaliação dos servidores. 
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119 
Art. 9º O avaliado poderá apresentar, no prazo de dez dias, contado da data de recebimento de 
cópia do resultado de sua avaliação de desempenho, pedido de reconsideração do resultado, 
justificado. 
§ 1º O pedido de reconsideração de que trata o caput será apresentado à unidade de recursos 
humanos do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, que o encaminhará à chefia imediata do 
servidor para apreciação. 
§ 2º O pedido de reconsideração será apreciado no prazo máximo de cinco dias, podendo a chefia 
imediata deferir o pleito, total ou parcialmente, ou indeferi-lo. 
§ 3º A decisão da chefia imediata sobre o pedido de reconsideração interposto será comunicada no 
prazo de cinco dias, contado do encerramento do prazo de que trata o § 2º à unidade de recursos 
humanos, que em igual prazo dará ciência da decisão ao servidor. 
§ 4º Na hipótese de deferimento parcial ou de indeferimento do pleito, caberá recurso à autoridade 
hierarquicamente superior à chefia imediata do servidor, no prazo de dez dias, que o julgará em 
última instância. 
§ 5º O resultado final do recurso deverá ser publicado Boletim Interno do Departamento de Polícia 
Rodoviária Federal e o interessado será intimado por meio do fornecimento de cópia da íntegra da 
decisão. 
Art. 10. Para fins de promoção na carreira, o ato de que trata o art. 3º disciplinará a participação em 
eventos de capacitação pelo servidor e definirá: 
I - as modalidades de curso a serem consideradas; 
II - a possibilidade de acúmulo de cargas horárias; e 
III - os critérios e os procedimentos para a comprovação dos cursos e para sua validação pelo 
Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
§ 1º Somente serão aceitos cursos que sejam compatíveis com as atividades do cargo de Policial 
Rodoviário Federal e do Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
§ 2º Os certificados de pós-graduação lato sensu ou diplomas de mestrado e doutorado obtidos em 
instituições nacionais, para fins de capacitação, deverão ser de cursos reconhecidos pelo Ministério 
da Educação, e, quando realizados em instituições estrangeiras, deverão ser revalidados. 
§ 3º Cada evento de capacitação será computado uma única vez. 
Art. 11. Compete ao Departamento de Polícia Rodoviária Federal implementar programa 
permanente de capacitação, treinamento e desenvolvimento destinado a assegurar a 
profissionalização dos ocupantes de cargo efetivo da carreira de Policial Rodoviário Federal. 
Parágrafo único. Para os fins de que trata o caput, deverá ser observado o Plano Anual de 
Capacitação de que trata o Decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro de 2006, com o objetivo de aprimorar 
a formação dos servidores do quadro efetivo e o desempenho das atividades do órgão. 
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120 
Art. 12. Os atos de progressão e promoção deverão ser publicados no Boletim Interno do 
Departamento de Polícia Rodoviária Federal. 
Art. 13. Excepcionalmente para os interstícios em andamento na data de publicação deste Decreto, 
as progressões e promoções dos integrantes da carreira de Policial Rodoviário Federal serão 
concedidas observado o disposto no Decreto nº 84.669, de 29 de abril de 1980, excluída a aplicação 
do disposto em seus arts. 3º e 6º, e a normatização complementar. 
Art. 14. A edição deste Decreto não prejudica a contagem de interstício em andamento. 
Art. 15. Este Decretoentra em vigor na data de sua publicação. 
 
PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Para iniciarmos o nosso estudo são necessárias algumas informações importantes. 
A Administração Pública possui algumas prerrogativas para a realização das atividades, essas 
prerrogativas são chamadas de poderes. Já em decorrência da indisponibilidade do interesse 
público, o administrador está vinculado ao que a lei impõe. Essas obrigações são denominadas de 
deveres administrativos. 
1) Deveres da administração 
De maneira geral existem os seguintes deveres: 
a) Poder dever de agir: significa que ao mesmo tempo que a Administração Pública possui 
competência para atuar e atender as necessidades públicas, ela possui o dever de agir, ou seja, tem 
uma obrigação em benefício da coletividade. 
b) Dever de probidade: o administrador público deve desempenhar suas funções com ética, 
honestidade e boa-fé. 
c) Dever de prestar contas: esse dever é imposto a qualquer órgão ou agente que tenha 
responsabilidade pela conservação ou gestão de bens públicos, inclusive particulares que tenham 
responsabilidade por algum recurso público. 
d) Dever de eficiência: tem relação com a qualidade na prestação do serviço, deve prezar pela 
celeridade, economicidade e perfeição técnica. 
2) Abuso de poder 
Para o estudo sobre Poderes da Administração Pública é importante o conhecimento de alguns 
termos e um deles é o Abuso de Poder. Vejamos: 
O abuso de poder é o uso irregular do poder. Trata-se um vício que torna o ato administrativo 
nulo. 
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121 
Esse abuso é a conduta do gestor demarcada pela ilegalidade, que pode se subdividir em: ausência 
de competência, falta de interesse público e por meio da omissão. 
Quadro comparativo entre excesso de poder e desvio de poder (MAZZA, op. cit., p. 409) 
ABUSO DE PODER (gênero) 
Excesso de poder (espécie) Desvio de poder (espécie) 
Agente competente Agente competente 
Exorbitância de competência: o agente vai além da 
sua competência. 
Ato visando interesse diverso do interesse público. 
Desproporcionalidade entre situação de fato e a 
conduta praticada 
Defeito na finalidade 
Defeito no motivo e/ou objeto Não pode ser convalidado 
Admite convalidação quando considerado efeito na 
competência 
 
3) Espécies de poderes 
Para iniciarmos propriamente o assunto poderes, vejamos alguns conceitos trazidos por 
doutrinadores renomados: 
Para José dos Santos Carvalho Filho poderes é o “conjunto de prerrogativas de direito público que 
a ordem jurídica confere aos agentes administrativos para o fim de permitir que o Estado alcance 
seus fins”. 
Para Hely Lopes Meirelles cada agente público “é investido da necessária parcela de poder público 
para o desempenho de suas atribuições”. É este poder “que empresta autoridade ao agente público 
quando recebe da lei competência decisória e força para impor suas decisões aos administrados”. 
A seguir serão tratados os principais poderes administrativos: 
Poder vinculado 
Poder discricionário 
Poder disciplinar 
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122 
Poder hierárquico 
Poder normativo 
Poder regulamentar 
Poder de polícia 
3.1) Poder vinculado 
A lei atribui competência e define todos os aspectos da conduta a ser praticada. Não há margem 
de liberdade para o agente escolher a melhor forma de agir (competência, forma e finalidade são 
requisitos sempre vinculados; motivo e objeto, não); 
De acordo com Hely Lopes Meirelles, “atos vinculados ou regrados são aqueles para os quais a lei 
estabelece os requisitos e condições de sua realização”. 
 Ex.: Uma licença para funcionamento de um estabelecimento. Quando particular cumpre todos 
os requisitos trazidos na lei, a Administração Pública é obrigada a conceder a licença, não há margem 
de escolha. 
3.2) Poder discricionário 
A lei atribui competência, mas reserva certa margem de discricionariedade para que, diante da 
situação concreta, o agente possa selecionar a opção mais apropriada para a defesa do interesse 
público. 
Essa discricionariedade só pode residir no motivo ou no objeto do ato administrativo. 
Para Hely Lopes Meirelles, “discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade 
de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário, de sua conveniência, de sua oportunidade e de seu 
modo de realização”. 
O Poder Discricionário está ligado, inclusive com a revogação, pois quando um ato discricionário é 
praticado e em seguida a administração considera que não é mais conveniente ou oportuno, poderá 
haver a revogação desse ato. 
Além disso, é importante frisar que o poder discricionário também encontra limites na lei, caso um 
ato seja praticado com alguma ilegalidade disfarçada de discricionariedade, poderá haver a anulação, 
a esse procedimento dá-se o nome de controle de legalidade. 
3.3) Poder disciplinar 
É a possibilidade da Administração aplicar punições aos agentes públicos que cometem infrações 
funcionais. 
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123 
Esse poder tem relação com a natureza, a gravidade da infração e com os danos que ela causar ao 
serviço público. 
Características do poder disciplinar: 
Poder interno: só se aplica aos particulares quando eles forem contratados da Administração; 
Não permanente: só se aplica quando o servidor cometer falta funcional; 
É discricionário: a Administração pode escolher, com margem de liberdade, a punição mais 
apropriada. 
Diante do mencionado, podemos dividir a aplicação de sanções disciplinares em duas classes: os 
servidores públicos e os particulares com vínculo específico com a Administração, ou seja, não é 
qualquer particular. 
O poder disciplinar pode ser aplicado ao particular que celebrou contrato com a Administração, 
particular que participa de licitação, presidiários, estudantes de escola pública, pacientes de hospital 
público, concessionários, permissionários e autorizatários de serviço público. 
Já para o servidor, pode ser aplicado o poder disciplinar quando o servidor comete infrações 
funcionais que são punidas com: advertência, suspensão, demissão, destituição de cargo 
comissionado, cassação de aposentadoria, cassação de disponibilidade 
 Tome nota! 
Constatada a infração, a Administração é obrigada a punir, mas tem o poder discricionário de 
ajustar a pena. 
 
3.4) Poder hierárquico 
É o poder da administração para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos e ordenar e rever 
a atuação de seus agentes, estabelecendo relação de subordinação entre os servidores do seu 
quadro de pessoal. 
a) Poder interno: só se manifesta dentro da mesma pessoa jurídica. Lembrando que não há 
hierarquia entre administração direta e indireta. 
b) Permanente: trata-se de exercício constante e permanente dos agentes públicos. 
De acordo com Hely Lope Meirelles “O Poder hierárquico tem por objetivo ordenar, coordenar, 
controlar e corrigir as atividades administrativas, no âmbito interno da Administração Pública (...) Do 
poder hierárquico decorrem faculdades implícitas para o superior, tais como a de dar ordens e 
fiscalizar o seu cumprimento, a de delegar e avocar atribuições, e a de rever os atos dos inferiores 
(...) Fiscalizar é vigiar permanentemente os atos praticados pelos subordinados, com o intuito de 
mantê-los dentro dos padrões legais e regulamentares instituídos para cada atividade 
administrativa.” 
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124 
Além disso, a manifestação do Poder Hierárquico pode ocorrer das seguintes maneiras: dar ordens 
aos subordinados, controle de atividades de órgãos inferiores, delegação de atribuições, avocação 
de atribuições, aplicação de sanções aos servidores e ediçãode atos normativos. 
É importante salientar que hierarquia não deve ser confundida com disciplina, elas apenas caminham 
juntas na base de organização do Estado. 
Principais características do poder hierárquico e poder disciplinar: 
Poder Hierárquico Poder disciplinar 
Subordinação entre agentes e órgãos 
Há distribuição de funções 
Apenas âmbito interno 
Ordena e revisa a atuação dos agentes. 
Apura infrações 
Aplica sanções 
Sujeitos internos da Administração 
Servidores públicos Particulares com vínculo 
específico 
 
3.5) Poder normativo 
Segundo a doutrina o poder normativo é mais amplo e mais genérico do que o "poder 
regulamentar", pois permite a edição de todas as categorias de atos (regimentos, instruções, 
deliberações, resoluções e portarias). 
É um poder que apenas complementa a lei, não podendo alterar ou modificar o seu entendimento. 
 
3.6) Poder regulamentar 
De maneira geral o poder regulamentar é mais restrito que o "poder normativo", pois é a 
possibilidade de edição de decretos e regulamentos, tidos como atos administrativos gerais. 
ATENÇÃO: esse poder dispensa previsão na lei a ser regulamentada. 
Além disso, decorre do poder hierárquico; se estende aos chefes do executivo federal, estadual e 
municipal; 
O agente não pode alterar a lei. Ele deve apenas regulamentá-la. 
O Poder Regulamentar se formaliza por Decreto, nos termos do art. 84, inc. IV da Constituição 
Federal: 
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125 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) IV - sancionar, promulgar e 
fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; 
 
Segundo Maria Sylvia Zanella di Pietro (2008, p. 256): 
“O poder regulamentar como uma das formas pelas quais se expressa a função normativa do 
Poder Executivo pode ser definido como o que cabe ao Chefe do Poder Executivo da União, 
dos Estados e dos Municípios, de editar normas complementares à lei, para sua fiel execução”. 
 
Existem variadas situações em que o Poder Regulamentar está presente na Administração Pública, 
vejamos: 
a) Decretos regulamentares ou de execução: via de regra, as leis são editadas de maneira geral, 
necessitando de uma complementação posterior. Nesse sentido, é que funcionam os decretos 
regulamentares ou de execução, para garantir a execução das leis. Lembrando que os decretos não 
trazem inovações para a lei, são atos secundários. 
 b) Decretos autônomos: são atos normativos primários, tem validade e fundamento na 
Constituição. Não servem para regulamentar uma norma, eles trazem inovações ao ordenamento 
jurídico. Lembrando que, em regra, a Administração não pode inovar no ordenamento, mas o 
Decreto Autônomo é uma figura sui generis. A emenda Constitucional 32/2001 autorizou Presidente 
da República a expedir decretos autônomos, para dispor unicamente sobre: 
Constituição Federal, art. 84, VI - dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de 
despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
 
c) Regulamentos autorizados ou delegados: são autorizações dadas pela Lei para que o Poder 
Executivo regule situações do texto legal. Esses regulamentos são utilizados para editar normas 
técnicas, por exemplo. 
d) Resoluções, Portarias, Deliberações, Instruções e Regimentos: o alcance desses atos é limitado 
a esfera de atuação do órgão normatizado. 
 
3.7) Poder de polícia 
A base legal do poder de polícia encontra-se no artigo 78 do Código Tributário Nacional: 
Art. 78. Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que, limitando ou 
disciplinando direito, interesse ou Liberdade, regula a prática do ato ou abstenção do fato em 
razão do interesse público concernente à segurança à higiene à ordem aos costumes à 
disciplina da proteção e do mercado ao exercício das atividades econômicas dependentes de 
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126 
concessão ou autorização do poder público a tranquila pública ou ao respeito à propriedade 
e aos direitos individuais e coletivos. 
 
Para o doutrinador Hely Lopes Meirelles: 
“Poder de polícia e a faculdade de que dispõe a administração pública para condicionar e 
restringir o uso de gozo de bens atividades e direitos individuais em benefício da coletividade 
ou do próprio Estado” 
 
Dessa maneira, podemos dizer que poder de polícia é a imposição de limites à liberdade e 
propriedade dos particulares. Trata-se de poder do Estado utilizado para condicionar, restringir, 
limitar, frenar o exercício das atividades particulares em busca do interesse público. 
Não é exclusivo do chefe do Executivo. Ele difunde-se por toda administração. 
O poder de polícia é, em regra, preventivo. 
Contraditório e ampla defesa podem ser diferidos, em casos de emergência. 
Os atos não são concretos, são normativos, ou seja, sem destinatários individualizados. 
Não é possível o estabelecimento de penalidades, pois isso é assunto de reserva legal. 
a) Atributos 
O poder de polícia possui três atributos (“DICA” DIscricionariedade, Coercibilidade e 
Autoexecutoriedade). 
Discricionariedade Razoável liberdade de atuação, podendo valorar a oportunidade e 
conveniência de sua prática. 
Coercibilidade Possibilidade de imposição coercitiva. 
Autoexecutoriedade Possibilidade de executar diretamente suas decisões sem necessidade de 
autorização do Judiciário. 
Mnemônico: “DICA” DIscricionariedade, Coercibilidade e Autoexecutoriedade 
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127 
 
b) Ciclos 
Ciclos do poder de polícia (visão tradicional): (Ôce fais, hein) 
 
Ordem é a norma legal que estabelece as restrições e as condições para o exercício das 
atividades privadas (para o STF, é o único indelegável); 
Consentimento é a anuência do Estado para que o particular desenvolva determinada atividade ou 
utilize a propriedade particular; 
Fiscalização é a verificação (pela Administração) do cumprimento (pelo particular) da ordem e do 
consentimento de polícia; 
Sanção é a medida coercitiva aplicada ao particular que descumpre a ordem de polícia. Ex.: 
multa de trânsito, interdição do estabelecimento; 
 
 
 Delegação do poder de polícia: 
Atributos do poder de polícia
Discricionariedade
Coercibilidade
Autoexecutoriedade
Ciclos do Poder de Polícia
Ordem
Consentimento
Fiscalização
Sanções
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128 
Para o STF: 
Só a ordem é indelegável: "É constitucional a delegação do poder de polícia [consentimento, 
fiscalização e sanções], por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da 
Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem 
exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial.". 
Assim, para o STF, a única fase do ciclo de polícia que é indelegável é a ORDEM (poder legislativo), 
pois a sanção também é delegável a pessoas jurídicas que atuam em regime não concorrencial. 
(Conforme decisão do STF no RE 633.782 - 2021) 
Para o STJ e doutrina: 
 Ordem e sanção são indelegáveis, pois são aplicadas com coercibilidade (para o STF, só a ordem 
seria indelegável – vide abaixo). 
 Consentimento e fiscalização são delegáveis. 
Quadro resumo entre polícia administrativa e judiciária (extraído das explicações do Prof. Cyonil 
Borges) 
PODER DE POLÍCIA 
 ADMINISTRATIVA JUDICIÁRIA 
Natureza Preventiva Repressiva 
Incidência Bens, direitos e atividades Pessoas 
Finalidade Proteção do interesse público em geral Diz respeito basicamente à apuração 
de crimes 
Competência Toda a AdministraçãoPública de direito 
público 
Corporações específicas 
Sanções Administrativas Criminais (CP e CPP) 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO 
1) Fundamento constitucional 
Previsão: art. 37, §6º, CF. 
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129 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
2) Histórico 
A responsabilidade do Estado possui três períodos relacionados: irresponsabilidade estatal, 
responsabilidade subjetiva e responsabilidade objetiva, utilizada atualmente (via de regra). Vejamos 
a explicação sobre cada um desses períodos: 
I) Teoria da irresponsabilidade: Essa teoria foi adotada no período dos Estados Absolutistas onde 
se tinha a ideia de que igreja e Estado eram considerados um só. 
De acordo com essa Teoria o Estado não responde civilmente, pois é representante de DEUS, que 
não erra. 
II) Teorias civilistas: são três: 
a) Atos de império X atos de gestão: o Estado não responde por atos de império, mas responde 
por atos de gestão, caso em que sua responsabilidade será SUBJETIVA. 
b) Culpa do servidor: o Estado responde SUBJETIVAMENTE, desde que comprovada a culpa do 
agente público. 
c) Culpa do serviço (faut du service ou culpa anônima): não precisa provar a culpa do agente, 
mas apenas que (i) o serviço não foi prestado; (ii) foi prestado com falha ou (iii) foi prestado com 
atraso. 
(III) Teorias publicistas: A responsabilidade do Estado passa a ser objetiva. São duas: 
a) Teoria do risco administrativo: embora a responsabilidade seja objetiva, admite-se a exclusão 
do nexo causal em alguns casos (é a teoria adotada no Brasil, em regra). No entanto, o STJ e a 
doutrina tradicional entendem que, em caso de omissão, a responsabilidade será SUBJETIVA. O STF, 
contudo, em alguns julgados, já disse que a responsabilidade será sempre objetiva, pois a CF (art. 
37, §6º) não distingue ação de omissão. 
Art. 37 [...] § 6º - As pessoas jurídicas de DIREITO PÚBLICO e as de DIREITO PRIVADO 
prestadoras de serviços públicos RESPONDERÃO pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos 
casos de dolo ou culpa. 
b) Teoria do risco integral: A regra no Brasil é a teoria do risco administrativo, mas em casos 
excepcionais, é adotada a teoria do risco integral. De acordo com essa teoria o Estado é 
responsabilizado e obrigado a indenizar, não podendo utilizar nenhuma excludente. Além disso, 
segundo a doutrina existem três situações principais em que pode ser adotada a teoria do risco 
integral: 
 Dano nuclear 
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130 
Art. 21. [...] XXIII, CF/1988. Compete à União – explorar os serviços e instalações nucleares de 
qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e 
reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, 
atendidos os seguintes princípios e condições: d) a responsabilidade civil por danos nucleares 
independe da existência de culpa. 
 Atentado terrorista ou atos de guerra em aeronave 
Lei nº 10.309/2001 - Art. 1º Fica a União autorizada a assumir as responsabilidades civis 
perante terceiros no caso de danos a bens e pessoas no solo, provocados por atentados 
terroristas ou atos de guerra contra aeronaves de empresas aéreas brasileiras no Brasil ou no 
exterior. 
Lei nº 10.744/2003 - Art. 1º Fica a União autorizada, na forma e critérios estabelecidos pelo 
Poder Executivo, a assumir despesas de responsabilidades civis perante terceiros na hipótese 
da ocorrência de danos a bens e pessoas, passageiros ou não, provocados por atentados 
terroristas, atos de guerra ou eventos correlatos, ocorridos no Brasil ou no exterior, contra 
aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo 
público, excluídas as empresas de táxi aéreo. 
 Dano ambiental 
Informativo 507 do Superior Tribunal de Justiça - “A responsabilidade por dano ambiental é 
objetiva e pautada no risco integral, não se admitindo a aplicação de excludentes de 
responsabilidade. [...] a responsabilidade por dano ambiental, fundamentada na teoria do risco 
integral[...] Pressupõe, ainda, o dano ou risco de dano e o nexo de causalidade entre a 
atividade e o resultado, efetivo ou potencial, não cabendo invocar a aplicação de excludentes 
de responsabilidade. Precedente citado: Resp. 1.114.398-PR, DJe 16/2/2012 (REPETITIVO). 
(REsp 1.346.430-PR, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, julgado em 18/10/2012) 
 
3) Excludentes 
Aplicam-se normalmente todas as excludentes do nexo de causalidade (caso fortuito, força maior e 
culpa exclusiva da vítima). Na hipótese de culpa concorrente, deve ser diminuído o valor da 
indenização. 
 
Culpa exclusiva da vítima: o dano é causado pela própria pessoa que se lesou; 
Força maior: é um acontecimento involuntário, imprevisível e incontrolável; 
Culpa de terceiro: quando o ato foi praticado por outra pessoa (e não um agente do público). 
Excludentes de responsabilidade
Caso fortuito
Força maior
Culpa exclusiva da vítima
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131 
 
 Tome nota! 
Nos termos do artigo 37, § 6º, da Constituição Federal, não se caracteriza a responsabilidade civil 
objetiva do Estado por danos decorrentes de crime praticado por pessoa foragida do sistema 
prisional, quando não demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta 
praticada. STF. Plenário. RE 608880, Rel. Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Alexandre de 
Moraes, julgado em 08/09/2020 (Repercussão Geral – Tema 362) (Info 993). 
 
4) Responsabilidade do Estado 
Em 2019, o STF pacificou, em sede de repercussão geral, a teoria da DUPLA GARANTIA, segundo a 
qual a vítima só pode ajuizar a ação contra o Poder Público, e não contra o agente público causador 
do dano, uma vez que o servidor tem, a seu favor, a garantia de só ser processado via ação de 
regresso proposta pelo Estado. 
Para o STF, a necessidade de ação de regresso (Estado X agente) representa uma dupla garantia: 1) 
em favor do particular: que ajuíza ação diretamente contra quem pode pagar; 2) em favor do agente 
público: que somente responderá futuramente. 
Quando há ato que possa gerar indenização, o trâmite é o seguinte: 
1º passo: ação do cidadão contra o ente público (U/E/DF/M). Nessa ação, não se verifica se o agente 
que causou o dano agiu com culpa ou dolo. 
2º passo: ação de regresso: depois que ressarcir o cidadão, o Estado vai entrar com uma ação contra 
o agente que praticou o ato e, nesse caso, irá verificar se ele agiu com culpa ou dolo. Se ele não teve 
nem mesmo culpa, não vai pagar pelo erro. 
Em resumo: primeiro o Estado paga o cidadão e depois tenta receber do agente público que 
cometeu o erro. 
Com base nas explicações acima, um ponto merece ATENÇÃO: a responsabilidade do estado é 
objetiva, mas a do servidor é subjetiva. 
 
5) Direito de regresso 
O Estado propõe ação regressiva contra o agente causador do dano, quando há dolo ou culpa. Nesse 
tipo de ação, o Estado já foi processado pela vítima e condenado a pagar indenização. Dessa maneira, 
é cabível ao Estado propor ação regressiva contra o agente público, para que ele ressarça o Estado. 
Além disso, existe o instituto da denunciação da lide, o qual, se dá pelo ato de chamar o agente 
público a integrar o processo original movido pela vítima contra a administração pública, entretanto, 
o STJ entende que, processado apenas o Poder Público, NÃO É OBRIGATÓRIA a denunciação da lide 
em face do servidor. 
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132 
6) Prazo 
O STJ pacificou o entendimento de que o prazo prescricional é de 05 anos (D. 20.910/32). 
Súmula 647 do STJ : São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais 
decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos 
durante o regime militar 
7) Responsabilização do Estado por atos omissivos 
7.1) Doutrina tradicional e do Superior Tribunal de Justiça 
Na doutrina, ainda hoje, a posição majoritária é a de que a responsabilidade civil do Estado em caso 
de atos omissivos é SUBJETIVA, baseada na teoria da culpa administrativa (culpa anônima). Assim, 
em caso de danos causados por omissão, o particular, para ser indenizado, deveria provar: a) a 
omissão estatal; b) o dano; c) o nexo causal; d) a culpa administrativa (o serviço público não 
funcionou, funcionou de forma tardia ou ineficiente). Esta é a posição que você encontra na maioria 
dos Manuais de Direito Administrativo. Vide: STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1345620/RS, Rel. Min. 
Assusete Magalhães, julgado em 24/11/2015. 
 
7.2) Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 
Na jurisprudência do STF, contudo, tem ganhado força nos últimos anos o entendimento de que a 
responsabilidade civil por atos OMISSIVOS também é OBJETIVA, com base na teoria do risco 
administrativo. (...) A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de 
direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento 
no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por atos omissivos, desde 
que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. (...) STF. 2ª Turma. ARE 
897890 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 22/09/2015. No mesmo sentido: STF. 2ª Turma. RE 
677283 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 17/04/2012. 
Deve-se fazer, no entanto, uma advertência: para o STF, o Estado responde de forma objetiva pelas 
suas omissões. No entanto, o nexo de causalidade entre essas omissões e os danos sofridos pelos 
particulares só restará caracterizado quando o Poder Público tinha o dever legal específico de agir 
para impedir o evento danoso e mesmo assim não cumpriu essa obrigação legal. Em caso de 
inobservância de seu dever específico de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da CF/88, o Estado 
é responsável pela morte de detento. STF. Plenário. RE 841526/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 
30/3/2016 (repercussão geral) (Info 819). 
 
8) Responsabilidade por ato jurisdicional 
Em regra, o Estado não responde por ato jurisdicional. A CF/88 prevê a responsabilidade civil do 
Estado apenas quando houver erro judiciário ou excesso de prisão. Nesses casos, haverá 
responsabilidade objetiva, ou seja, a obrigação de indenizar independe de culpa ou dolo do 
magistrado. 
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133 
 Tome nota! 
O Estado poderá ajuizar ação de regresso contra o magistrado, que será responsabilizado quando 
tiver agido com dolo ou fraude, ou tiver se recusado a providência que devesse ordenar, sem justa 
causa (art. 143, CPC). 
 
9) COVID-19 
Será responsabilizado o agente no caso de ERRO GROSSEIRO. Configura erro grosseiro: 
Ato administrativo que ensejar violação ao direito à vida, à saúde, ao meio ambiente equilibrado ou 
impactos adversos à economia, por inobservância: 
 de normas e critérios científicos e técnicos; ou 
 dos princípios constitucionais da precaução e da prevenção. 
 
10) Responsabilidade por ato legislativo 
Em regra, não cabe indenização. 
Exceção: lei inconstitucional + prejuízo específico e anormal e nos casos de leis de efeitos concretos 
(porque são materialmente equivalentes aos atos administrativos). 
 
11) Situações específicas 
União não tem responsabilidade por prejuízos causados no caso de redução de impostos de 
importação (Informativo 963 do STF); 
Concurso fraudado: responsabilidade direta da organizadora e subsidiária do Estado: Estado 
responde subsidiariamente caso a prova do concurso público seja suspensa ou cancelada por 
indícios de fraude; a responsabilidade direta é da instituição organizadora; 
Responsabilidade objetiva do Estado sobre os cartórios: Em casos de cartórios, o Estado tem 
responsabilidade objetiva e deve ajuizar ação de regresso contra o responsável, sob pena de 
improbidade administrativa; 
 Tome nota! 
STF entendeu (fev/2019) que o Estado tem responsabilidade civil objetiva para reparar danos 
causados a terceiros por cartorários tabeliães e oficiais de registro no exercício de suas funções 
cartoriais. Além disso, deve ajuizar ação de regresso contra o responsável pelo dano, nos casos de 
dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa. 
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134 
Se o agente pratica crime com arma da corporação, o Estado responde objetivamente, mesmo que 
ele esteja fora de suas funções. Detalhe: se for policial federal a responsabilidade é da União, se for 
guarda municipal, responsabilidade do município; 
Causas de responsabilidade objetiva do Estado: 
 Morte e suicídio de preso; 
 Atos praticados por cartorários; 
 Matérias ambientais; 
 Erro judiciário; 
 Questões nucleares (alguns chamam de responsabilidade integral do Estado). 
Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os 
padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos 
termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, 
comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições 
legais de encarceramento. STF. Plenário. RE 580252/MS, rel. orig. Min. Teori Zavascki, red. p/ o ac. 
Min. Gilmar Mendes, julgado em 16/2/2017 (repercussão geral) (Info 854). 
 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
1) Conceito de controle administrativo 
De acordo com José dos Santos Carvalho Filho, é possível conceituar controle da Administração 
Pública como sendo o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos por meio dos quais 
se exerce o poder de fiscalização e revisão da atividade administrativa em qualquer das esferas de 
Poder. 
Um assunto muito recorrente em prova é o teor da Súmula 473 do STF, a qual pode ser relacionado 
com o controle administrativo. “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, 
a apreciação judicial.” 
 
2) Classificação das formas de controles 
O controle da Administração Pública pode ser qualificado de cinco formas, vejamos: 
a) Quanto ao fundamento ou amplitude: o controle poderá ser hierárquico ou finalístico. 
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135 
O controle hierárquico é fundamentado nas relações onde há subordinação. Para Marcelo 
Alexandrino, esse controle decorre do “escalonamento vertical dos órgãos da administração direta 
ou do escalonamento vertical de órgãos integrantes de cada entidade da administração indireta”. 
 Tome nota! 
Não há controle hierárquico entre pessoas jurídicas diferentes, essa relação de subordinação existe 
somente em uma mesma pessoa jurídica. 
Já o controle finalístico é a fiscalização e revisão, o qual, uma pessoa jurídica exerce sobre atos 
praticados por outra pessoa jurídica. Geralmente, esse controle é exercido pela administração direta 
sobre as entidades da administração indireta. Pode ser chamado também de supervisão ministerial 
ou tutela administrativa. 
 
b) Quanto à origem: o controle poderá120 
3.1) Poder vinculado ...................................................................................................................................... 122 
3.2) Poder discricionário ................................................................................................................................ 122 
3.3) Poder disciplinar ..................................................................................................................................... 122 
3.4) Poder hierárquico ................................................................................................................................... 123 
3.5) Poder normativo .................................................................................................................................... 124 
3.6) Poder regulamentar ............................................................................................................................... 124 
3.7) Poder de polícia ...................................................................................................................................... 125 
a) Atributos .................................................................................................................................................... 126 
b) Ciclos ......................................................................................................................................................... 127 
RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO ........................................................................................... 128 
7.1) Doutrina tradicional e do Superior Tribunal de Justiça .......................................................................... 132 
7.2) Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ........................................................................................ 132 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .................................................................................................... 134 
LEI FEDERAL Nº 14.133/21 ............................................................................................................................ 136 
TÍTULO I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ....................................................................................................... 136 
Capítulo I – Do âmbito de aplicação desta lei ............................................................................................... 137 
Capítulo II – Dos princípios ............................................................................................................................ 139 
Capítulo III – Das definições .......................................................................................................................... 140 
Capítulo IV – Dos agentes públicos ............................................................................................................... 148 
TÍTULO II – DAS LICITAÇÕES .......................................................................................................................... 150 
Capítulo I – Do processo licitatório ............................................................................................................... 151 
Capítulo II – Da fase preparatória .................................................................................................................. 156 
Seção I – Da instrução do Processo Licitatório .............................................................................................. 156 
Seção II – Das modalidades de licitação ........................................................................................................ 164 
Seção III – Dos critérios de julgamento ......................................................................................................... 168 
Seção IV – Disposições setoriais .................................................................................................................... 171 
Subseção I – Das compras ............................................................................................................................. 171 
Subseção II – Das Obras e Serviços de Engenharia ........................................................................................ 174 
Subseção III – Dos Serviços em Geral ............................................................................................................. 176 
Subseção IV – Da Locação de Imóveis ........................................................................................................... 178 
Subseção V – Das Licitações Internacionais .................................................................................................. 178 
Capítulo III – Da divulgação do edital de licitação ......................................................................................... 179 
Capítulo IV – Da apresentação de propostas e lances .................................................................................. 180 
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8 
Capítulo V – Do julgamento ........................................................................................................................... 182 
Capítulo VI – Da habilitação........................................................................................................................... 184 
Capítulo VII – Do encerramento da licitação ................................................................................................. 189 
Capítulo VIII – Da contratação direta ............................................................................................................ 190 
Seção I – Do Processo de Contratação Direta ............................................................................................... 190 
Seção II – Da Inexigibilidade de Licitação ...................................................................................................... 191 
Seção III – Da Dispensa de Licitação .............................................................................................................. 192 
Capítulo IX – Das alienações .......................................................................................................................... 196 
Capítulo X – Dos instrumentos auxiliares ...................................................................................................... 198 
Seção I – Dos Procedimentos Auxiliares ........................................................................................................ 198 
Seção II – Do Credenciamento ...................................................................................................................... 199 
Seção III – Do Pré-Qualificação ...................................................................................................................... 200 
Seção IV – Do Procedimento de Manifestação de Interesse ........................................................................ 201 
Seção V – Do Sistema de Registro de Preços ................................................................................................ 202 
Seção VI – Do Registro Cadastral ................................................................................................................... 205 
TÍTULO III: DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS .......................................................................................... 206 
Capítulo I: Da formalização dos contratos .................................................................................................... 207 
Capítulo II: Das garantais ............................................................................................................................... 211 
Capítulo III: Da alocação de riscos .................................................................................................................ser interno, ou seja, o controle poderá ser feito por órgão 
que seja da mesma estrutura do órgão que praticou o ato; externo, o qual, será exercido por órgão 
de outra estrutura organizacional; ou controle popular, o qual é exercido pelos administrados ou 
pela sociedade civil. 
c) Quanto ao órgão que exerce o controle: em relação ao órgão controlador poderá ser 
administrativo, legislativo ou judicial. 
O controle administrativo é aquele exercido pela própria administração pública que praticou o ato, 
está relacionado com o princípio da autotutela. 
Já o controle legislativo ou parlamentar é o realizado pelo Poder Legislativo quando está exercendo 
sua função fiscalizadora. 
E por último, o controle judicial, o qual é exercido pelo Poder Judiciário em sua função típica de 
julgar. 
 
d) Quanto ao momento do controle: poderá ser prévio, concomitante ou posterior. 
Amplitude
Hierárquico Resulta de hierárquia 
Finalístico Não resulta da hierarquia
Órgão 
controlador 
Administrativo Função administrativa 
Legislativo Função fiscalizadora 
Judicial Função julgadora
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136 
O controle prévio ou preventivo tem a finalidade de impedir a prática de atos ilegais ou que não 
estejam de acordo com o interesse público. 
Já o controle concomitante é controle que ocorre quando, por exemplo, há uma fiscalização in loco 
em um prédio em construção com recurso do âmbito federal. 
E por último, temos o controle posterior, o qual é exercido após a pratica do ato. 
e) Quanto ao aspecto de controle: poderá ser de legitimidade ou legalidade e de mérito. 
O controle de legitimidade/legalidade pode ser exercido pelos três poderes. Já o controle de 
mérito é realizado pela própria administração ou em alguns momentos pode ser exercido pelo 
Poder Legislativo. 
Veja abaixo um quadro esquematizado para facilitara sua memorização: 
FUNDAMENTO ORIGEM ÓRGÃO QUE 
EXERCE 
MOMENTO DO 
CONTROLE 
ASPECTO DO 
CONTROLE 
Hierárquico Interno Poder Executivo Prévio Legalidade 
Finalístico Externo Poder Legislativo Concomitante Mérito 
 Popular Poder Judiciário Posterior 
 
LEI FEDERAL Nº 14.133/21 
Ressalta-se que a nova lei de licitações é dividida nos seguintes títulos: 
 Título I - Disposições preliminares 
 Título II - Das licitações 
 Título III - Dos contratos administrativos 
 Título IV - Das irregularidades 
 Título V - Das disposições gerais 
 
TÍTULO I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
O título I da Lei de Licitações é dividido em quatro capítulos, que são: 
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137 
 Capítulo I - Do âmbito de aplicação desta lei 
 Capítulo II - Dos princípios 
 Capítulo III - Das definições 
 Capítulo IV - Dos agentes públicos 
 
Capítulo I – Do âmbito de aplicação desta lei 
Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais de licitação e contratação para as Administrações Públicas 
diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e 
abrange: 
I - os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, dos Estados e do Distrito Federal e os 
órgãos do Poder Legislativo dos Municípios, quando no desempenho de função administrativa; 
II - os fundos especiais e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela 
Administração Pública. 
§ 1º Não são abrangidas por esta Lei as empresas públicas, as sociedades de economia mista e 
as suas subsidiárias, regidas pela Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, ressalvado o disposto no 
art. 178 desta Lei. 
§ 2º As contratações realizadas no âmbito das repartições públicas sediadas no exterior obedecerão 
às peculiaridades locais e aos princípios básicos estabelecidos nesta Lei, na forma de 
regulamentação específica a ser editada por ministro de Estado. 
§ 3º Nas licitações e contratações que envolvam recursos provenientes de empréstimo ou doação 
oriundos de agência oficial de cooperação estrangeira ou de organismo financeiro de que o Brasil 
seja parte, podem ser admitidas: 
I - condições decorrentes de acordos internacionais aprovados pelo Congresso Nacional e ratificados 
pelo Presidente da República; 
II - condições peculiares à seleção e à contratação constantes de normas e procedimentos das 
agências ou dos organismos, desde que: 
a) sejam exigidas para a obtenção do empréstimo ou doação; 
b) não conflitem com os princípios constitucionais em vigor; 
c) sejam indicadas no respectivo contrato de empréstimo ou doação e tenham sido objeto de 
parecer favorável do órgão jurídico do contratante do financiamento previamente à celebração do 
referido contrato; 
d) (VETADO). 
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138 
§ 4º A documentação encaminhada ao Senado Federal para autorização do empréstimo de que 
trata o § 3º deste artigo deverá fazer referência às condições contratuais que incidam na hipótese 
do referido parágrafo. 
§ 5º As contratações relativas à gestão, direta e indireta, das reservas internacionais do País, inclusive 
as de serviços conexos ou acessórios a essa atividade, serão disciplinadas em ato normativo próprio 
do Banco Central do Brasil, assegurada a observância dos princípios estabelecidos no caput do art. 
37 da Constituição Federal. 
Art. 2º Esta Lei aplica-se a: 
I - alienação e concessão de direito real de uso de bens; 
II - compra, inclusive por encomenda; 
III - locação; 
IV - concessão e permissão de uso de bens públicos; 
V - prestação de serviços, inclusive os técnico-profissionais especializados; 
VI - obras e serviços de arquitetura e engenharia; 
VII - contratações de tecnologia da informação e de comunicação. 
Comentário: 
 
 
 
A Lei Federal nº 
14.133/2021 aplica-se a: 
Alienação e concessão de direito real de uso de bens 
Compra, inclusive por encomenda 
Locação 
Concessão e permissão de uso de bens públicos 
Prestação de serviços, inclusive os técnico-profissionais especializados 
Obras e serviços de arquitetura e engenharia 
Contratações de tecnologia da informação e de comunicação 
 
Art. 3º Não se subordinam ao regime desta Lei: 
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139 
I - contratos que tenham por objeto operação de crédito, interno ou externo, e gestão de dívida 
pública, incluídas as contratações de agente financeiro e a concessão de garantia relacionadas a 
esses contratos; 
II - contratações sujeitas a normas previstas em legislação própria. 
Art. 4º Aplicam-se às licitações e contratos disciplinados por esta Lei as disposições constantes dos 
arts. 42 a 49 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. 
§ 1º As disposições a que se refere o caput deste artigo não são aplicadas: 
I - no caso de licitação para aquisição de bens ou contratação de serviços em geral, ao item cujo 
valor estimado for superior à receita bruta máxima admitida para fins de enquadramento como 
empresa de pequeno porte; 
II - no caso de contratação de obras e serviços de engenharia, às licitações cujo valor estimado 
for superior à receita bruta máxima admitida para fins de enquadramento como empresa de 
pequeno porte. 
§ 2º A obtenção de benefícios a que se refere o caput deste artigo fica limitada às microempresas e 
às empresas de pequeno porte que, no ano-calendário de realização da licitação, ainda não tenham 
celebrado contratos com a Administração Pública cujos valores somados extrapolem a receita bruta 
máxima admitida para fins de enquadramento como empresa de pequeno porte, devendo o órgão 
ou entidade exigir do licitante declaração de observância desse limite na licitação. 
§ 3º Nas contratações com prazo de vigência superior a 1 (um) ano, será considerado o valor 
anual do contrato na aplicação dos limites previstos nos §§ 1º e 2º deste artigo.Capítulo II – Dos princípios 
Art. 5º Na aplicação desta Lei, serão observados os princípios da legalidade, da impessoalidade, 
da moralidade, da publicidade, da eficiência, do interesse público, da probidade administrativa, 
da igualdade, do planejamento, da transparência, da eficácia, da segregação de funções, da 
motivação, da vinculação ao edital, do julgamento objetivo, da segurança jurídica, da razoabilidade, 
da competitividade, da proporcionalidade, da celeridade, da economicidade e do 
desenvolvimento nacional sustentável, assim como as disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de 
setembro de 1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). 
Princípios da Lei 14.133/2021 
Julgamento objetivo Igualdade Economicidade Planejamento 
Vinculação ao edital Desenvolvimento nacional 
sustentável 
Moralidade Probidade 
administrativa 
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140 
 
 
Capítulo III – Das definições 
Art. 6º Para os fins desta Lei, consideram-se: 
I - órgão: unidade de atuação integrante da estrutura da Administração Pública; 
II - entidade: unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; 
III - Administração Pública: administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob 
controle do poder público e as fundações por ele instituídas ou mantidas; 
IV - Administração: órgão ou entidade por meio do qual a Administração Pública atua; 
V - agente público: indivíduo que, em virtude de eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, exerce mandato, cargo, emprego ou função em 
pessoa jurídica integrante da Administração Pública; 
VI - autoridade: agente público dotado de poder de decisão; 
VII - contratante: pessoa jurídica integrante da Administração Pública responsável pela 
contratação; 
VIII - contratado: pessoa física ou jurídica, ou consórcio de pessoas jurídicas, signatária de 
contrato com a Administração; 
IX - licitante: pessoa física ou jurídica, ou consórcio de pessoas jurídicas, que participa ou manifesta 
a intenção de participar de processo licitatório, sendo-lhe equiparável, para os fins desta Lei, o 
fornecedor ou o prestador de serviço que, em atendimento à solicitação da Administração, oferece 
proposta; 
X - compra: aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente, 
considerada imediata aquela com prazo de entrega de até 30 (trinta) dias da ordem de 
fornecimento; 
Motivação Eficácia Proporcionalidade Razoabilidade 
Segregação de funções Competitividade Publicidade Interesse público 
Eficiência Segurança jurídica Legalidade Transparência 
Impessoalidade Celeridade 
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141 
XI - serviço: atividade ou conjunto de atividades destinadas a obter determinada utilidade, 
intelectual ou material, de interesse da Administração; 
XII - obra: toda atividade estabelecida, por força de lei, como privativa das profissões de arquiteto 
e engenheiro que implica intervenção no meio ambiente por meio de um conjunto harmônico de 
ações que, agregadas, formam um todo que inova o espaço físico da natureza ou acarreta alteração 
substancial das características originais de bem imóvel; 
XIII - bens e serviços comuns: aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade podem ser 
objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais de mercado; 
XIV - bens e serviços especiais: aqueles que, por sua alta heterogeneidade ou complexidade, não 
podem ser descritos na forma do inciso XIII do caput deste artigo, exigida justificativa prévia do 
contratante; 
XV - serviços e fornecimentos contínuos: serviços contratados e compras realizadas pela 
Administração Pública para a manutenção da atividade administrativa, decorrentes de necessidades 
permanentes ou prolongadas; 
XVI - serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra: aqueles cujo modelo 
de execução contratual exige, entre outros requisitos, que: 
a) os empregados do contratado fiquem à disposição nas dependências do contratante para a 
prestação dos serviços; 
b) o contratado não compartilhe os recursos humanos e materiais disponíveis de uma contratação 
para execução simultânea de outros contratos; 
c) o contratado possibilite a fiscalização pelo contratante quanto à distribuição, controle e supervisão 
dos recursos humanos alocados aos seus contratos; 
XVII - serviços não contínuos ou contratados por escopo: aqueles que impõem ao contratado o 
dever de realizar a prestação de um serviço específico em período predeterminado, podendo ser 
prorrogado, desde que justificadamente, pelo prazo necessário à conclusão do objeto; 
XVIII - serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual: aqueles 
realizados em trabalhos relativos a: 
a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos e projetos executivos; 
b) pareceres, perícias e avaliações em geral; 
c) assessorias e consultorias técnicas e auditorias financeiras e tributárias; 
d) fiscalização, supervisão e gerenciamento de obras e serviços; 
e) patrocínio ou defesa de causas judiciais e administrativas; 
f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
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142 
g) restauração de obras de arte e de bens de valor histórico; 
h) controles de qualidade e tecnológico, análises, testes e ensaios de campo e laboratoriais, 
instrumentação e monitoramento de parâmetros específicos de obras e do meio ambiente e demais 
serviços de engenharia que se enquadrem na definição deste inciso; 
XIX - notória especialização: qualidade de profissional ou de empresa cujo conceito, no campo de 
sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiência, publicações, 
organização, aparelhamento, equipe técnica ou outros requisitos relacionados com suas atividades, 
permite inferir que o seu trabalho é essencial e reconhecidamente adequado à plena satisfação do 
objeto do contrato; 
XX - estudo técnico preliminar: documento constitutivo da primeira etapa do planejamento de uma 
contratação que caracteriza o interesse público envolvido e a sua melhor solução e dá base ao 
anteprojeto, ao termo de referência ou ao projeto básico a serem elaborados caso se conclua pela 
viabilidade da contratação; 
XXI - serviço de engenharia: toda atividade ou conjunto de atividades destinadas a obter 
determinada utilidade, intelectual ou material, de interesse para a Administração e que, não 
enquadradas no conceito de obra a que se refere o inciso XII do caput deste artigo, são estabelecidas, 
por força de lei, como privativas das profissões de arquiteto e engenheiro ou de técnicos 
especializados, que compreendem: 
a) serviço comum de engenharia: todo serviço de engenharia que tem por objeto ações, 
objetivamente padronizáveis em termos de desempenho e qualidade, de manutenção, de 
adequação e de adaptação de bens móveis e imóveis, com preservação das características originais 
dos bens; 
b) serviço especial de engenharia: aquele que, por sua alta heterogeneidade ou complexidade, não 
pode se enquadrar na definição constante da alínea “a” deste inciso; 
XXII - obras, serviços e fornecimentos de grande vulto: aqueles cujo valor estimado supera R$ 
200.000.000,00 (duzentos milhões de reais); 
XXIII - termo de referência: documento necessário para a contratação de bens e serviços, que deve 
conter os seguintes parâmetros e elementos descritivos: 
a) definição do objeto, incluídos sua natureza, os quantitativos, o prazo do contrato e, se for o caso, 
a possibilidade de sua prorrogação; 
b) fundamentação da contratação, que consiste na referência aos estudos técnicos preliminares 
correspondentesou, quando não for possível divulgar esses estudos, no extrato das partes que não 
contiverem informações sigilosas; 
c) descrição da solução como um todo, considerado todo o ciclo de vida do objeto; 
d) requisitos da contratação; 
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143 
e) modelo de execução do objeto, que consiste na definição de como o contrato deverá produzir os 
resultados pretendidos desde o seu início até o seu encerramento; 
f) modelo de gestão do contrato, que descreve como a execução do objeto será acompanhada e 
fiscalizada pelo órgão ou entidade; 
g) critérios de medição e de pagamento; 
h) forma e critérios de seleção do fornecedor; 
i) estimativas do valor da contratação, acompanhadas dos preços unitários referenciais, das 
memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão suporte, com os parâmetros utilizados para a 
obtenção dos preços e para os respectivos cálculos, que devem constar de documento separado e 
classificado; 
j) adequação orçamentária; 
XXIV - anteprojeto: peça técnica com todos os subsídios necessários à elaboração do projeto básico, 
que deve conter, no mínimo, os seguintes elementos: 
a) demonstração e justificativa do programa de necessidades, avaliação de demanda do público-
alvo, motivação técnico-econômico-social do empreendimento, visão global dos investimentos e 
definições relacionadas ao nível de serviço desejado; 
b) condições de solidez, de segurança e de durabilidade; 
c) prazo de entrega; 
d) estética do projeto arquitetônico, traçado geométrico e/ou projeto da área de influência, quando 
cabível; 
e) parâmetros de adequação ao interesse público, de economia na utilização, de facilidade na 
execução, de impacto ambiental e de acessibilidade; 
f) proposta de concepção da obra ou do serviço de engenharia; 
g) projetos anteriores ou estudos preliminares que embasaram a concepção proposta; 
h) levantamento topográfico e cadastral; 
i) pareceres de sondagem; 
j) memorial descritivo dos elementos da edificação, dos componentes construtivos e dos materiais 
de construção, de forma a estabelecer padrões mínimos para a contratação; 
XXV - projeto básico: conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão 
adequado para definir e dimensionar a obra ou o serviço, ou o complexo de obras ou de serviços 
objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que 
assegure a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento 
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144 
e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, 
devendo conter os seguintes elementos: 
a) levantamentos topográficos e cadastrais, sondagens e ensaios geotécnicos, ensaios e análises 
laboratoriais, estudos socioambientais e demais dados e levantamentos necessários para execução 
da solução escolhida; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a evitar, por ocasião 
da elaboração do projeto executivo e da realização das obras e montagem, a necessidade de 
reformulações ou variantes quanto à qualidade, ao preço e ao prazo inicialmente definidos; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e dos materiais e equipamentos a incorporar à obra, 
bem como das suas especificações, de modo a assegurar os melhores resultados para o 
empreendimento e a segurança executiva na utilização do objeto, para os fins a que se destina, 
considerados os riscos e os perigos identificáveis, sem frustrar o caráter competitivo para a sua 
execução; 
d) informações que possibilitem o estudo e a definição de métodos construtivos, de instalações 
provisórias e de condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua 
execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendidos a sua 
programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em 
cada caso; 
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e 
fornecimentos propriamente avaliados, obrigatório exclusivamente para os regimes de execução 
previstos nos incisos I, II, III, IV e VII do caput do art. 46 desta Lei; 
XXVI - projeto executivo: conjunto de elementos necessários e suficientes à execução completa da 
obra, com o detalhamento das soluções previstas no projeto básico, a identificação de serviços, de 
materiais e de equipamentos a serem incorporados à obra, bem como suas especificações técnicas, 
de acordo com as normas técnicas pertinentes; 
XXVII - matriz de riscos: cláusula contratual definidora de riscos e de responsabilidades entre as 
partes e caracterizadora do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, em termos de ônus 
financeiro decorrente de eventos supervenientes à contratação, contendo, no mínimo, as seguintes 
informações: 
a) listagem de possíveis eventos supervenientes à assinatura do contrato que possam causar impacto 
em seu equilíbrio econômico-financeiro e previsão de eventual necessidade de prolação de termo 
aditivo por ocasião de sua ocorrência; 
b) no caso de obrigações de resultado, estabelecimento das frações do objeto com relação às quais 
haverá liberdade para os contratados inovarem em soluções metodológicas ou tecnológicas, em 
termos de modificação das soluções previamente delineadas no anteprojeto ou no projeto básico; 
c) no caso de obrigações de meio, estabelecimento preciso das frações do objeto com relação às 
quais não haverá liberdade para os contratados inovarem em soluções metodológicas ou 
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145 
tecnológicas, devendo haver obrigação de aderência entre a execução e a solução predefinida no 
anteprojeto ou no projeto básico, consideradas as características do regime de execução no caso de 
obras e serviços de engenharia; 
XXVIII - empreitada por preço unitário: contratação da execução da obra ou do serviço por preço 
certo de unidades determinadas; 
XXIX - empreitada por preço global: contratação da execução da obra ou do serviço por preço certo 
e total; 
XXX - empreitada integral: contratação de empreendimento em sua integralidade, compreendida a 
totalidade das etapas de obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade do 
contratado até sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação, com 
características adequadas às finalidades para as quais foi contratado e atendidos os requisitos 
técnicos e legais para sua utilização com segurança estrutural e operacional; 
XXXI - contratação por tarefa: regime de contratação de mão de obra para pequenos trabalhos por 
preço certo, com ou sem fornecimento de materiais; 
XXXII - contratação integrada: regime de contratação de obras e serviços de engenharia em que o 
contratado é responsável por elaborar e desenvolver os projetos básico e executivo, executar obras 
e serviços de engenharia, fornecer bens ou prestar serviços especiais e realizar montagem, teste, pré-
operação e as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto; 
XXXIII - contratação semi-integrada: regime de contratação de obras e serviços de engenharia em 
que o contratado é responsável por elaborar e desenvolver o projeto executivo, executar obras e 
serviços de engenharia, fornecer bens ou prestar serviços especiais e realizar montagem, teste, pré-
operação e as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto; 
XXXIV - fornecimento e prestação de serviço associado: regime de contratação em que, além do 
fornecimento do objeto, o contratado responsabiliza-se por sua operação, manutenção ou ambas, 
por tempo determinado; 
XXXV - licitação internacional: licitação processadaem território nacional na qual é admitida a 
participação de licitantes estrangeiros, com a possibilidade de cotação de preços em moeda 
estrangeira, ou licitação na qual o objeto contratual pode ou deve ser executado no todo ou em 
parte em território estrangeiro; 
XXXVI - serviço nacional: serviço prestado em território nacional, nas condições estabelecidas pelo 
Poder Executivo federal; 
XXXVII - produto manufaturado nacional: produto manufaturado produzido no território nacional 
de acordo com o processo produtivo básico ou com as regras de origem estabelecidas pelo Poder 
Executivo federal; 
XXXVIII - concorrência: modalidade de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de 
obras e serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento poderá ser: 
a) menor preço; 
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146 
b) melhor técnica ou conteúdo artístico; 
c) técnica e preço; 
d) maior retorno econômico; 
e) maior desconto; 
XXXIX - concurso: modalidade de licitação para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, 
cujo critério de julgamento será o de melhor técnica ou conteúdo artístico, e para concessão de 
prêmio ou remuneração ao vencedor; 
XL - leilão: modalidade de licitação para alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou 
legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance; 
XLI - pregão: modalidade de licitação obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, cujo 
critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto; 
XLII - diálogo competitivo: modalidade de licitação para contratação de obras, serviços e compras 
em que a Administração Pública realiza diálogos com licitantes previamente selecionados mediante 
critérios objetivos, com o intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às 
suas necessidades, devendo os licitantes apresentar proposta final após o encerramento dos 
diálogos; 
XLIII - credenciamento: processo administrativo de chamamento público em que a Administração 
Pública convoca interessados em prestar serviços ou fornecer bens para que, preenchidos os 
requisitos necessários, se credenciem no órgão ou na entidade para executar o objeto quando 
convocados; 
XLIV - pré-qualificação: procedimento seletivo prévio à licitação, convocado por meio de edital, 
destinado à análise das condições de habilitação, total ou parcial, dos interessados ou do objeto; 
XLV - sistema de registro de preços: conjunto de procedimentos para realização, mediante 
contratação direta ou licitação nas modalidades pregão ou concorrência, de registro formal de 
preços relativos a prestação de serviços, a obras e a aquisição e locação de bens para contratações 
futuras; 
XLVI - ata de registro de preços: documento vinculativo e obrigacional, com característica de 
compromisso para futura contratação, no qual são registrados o objeto, os preços, os fornecedores, 
os órgãos participantes e as condições a serem praticadas, conforme as disposições contidas no 
edital da licitação, no aviso ou instrumento de contratação direta e nas propostas apresentadas; 
XLVII - órgão ou entidade gerenciadora: órgão ou entidade da Administração Pública responsável 
pela condução do conjunto de procedimentos para registro de preços e pelo gerenciamento da ata 
de registro de preços dele decorrente; 
XLVIII - órgão ou entidade participante: órgão ou entidade da Administração Pública que participa 
dos procedimentos iniciais da contratação para registro de preços e integra a ata de registro de 
preços; 
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147 
XLIX - órgão ou entidade não participante: órgão ou entidade da Administração Pública que não 
participa dos procedimentos iniciais da licitação para registro de preços e não integra a ata de 
registro de preços; 
L - comissão de contratação: conjunto de agentes públicos indicados pela Administração, em caráter 
permanente ou especial, com a função de receber, examinar e julgar documentos relativos às 
licitações e aos procedimentos auxiliares; 
LI - catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e obras: sistema informatizado, de 
gerenciamento centralizado e com indicação de preços, destinado a permitir a padronização de itens 
a serem adquiridos pela Administração Pública e que estarão disponíveis para a licitação; 
LII - sítio eletrônico oficial: sítio da internet, certificado digitalmente por autoridade certificadora, no 
qual o ente federativo divulga de forma centralizada as informações e os serviços de governo digital 
dos seus órgãos e entidades 
LIII - contrato de eficiência: contrato cujo objeto é a prestação de serviços, que pode incluir a 
realização de obras e o fornecimento de bens, com o objetivo de proporcionar economia ao 
contratante, na forma de redução de despesas correntes, remunerado o contratado com base em 
percentual da economia gerada; 
LIV - seguro-garantia: seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas pelo 
contratado; 
LV - produtos para pesquisa e desenvolvimento: bens, insumos, serviços e obras necessários para 
atividade de pesquisa científica e tecnológica, desenvolvimento de tecnologia ou inovação 
tecnológica, discriminados em projeto de pesquisa; 
LVI - sobrepreço: preço orçado para licitação ou contratado em valor expressivamente superior aos 
preços referenciais de mercado, seja de apenas 1 (um) item, se a licitação ou a contratação for por 
preços unitários de serviço, seja do valor global do objeto, se a licitação ou a contratação for por 
tarefa, empreitada por preço global ou empreitada integral, semi-integrada ou integrada; 
LVII - superfaturamento: dano provocado ao patrimônio da Administração, caracterizado, entre 
outras situações, por 
a) medição de quantidades superiores às efetivamente executadas ou fornecidas; 
b) deficiência na execução de obras e de serviços de engenharia que resulte em diminuição da sua 
qualidade, vida útil ou segurança; 
c) alterações no orçamento de obras e de serviços de engenharia que causem desequilíbrio 
econômico-financeiro do contrato em favor do contratado; 
d) outras alterações de cláusulas financeiras que gerem recebimentos contratuais antecipados, 
distorção do cronograma físico-financeiro, prorrogação injustificada do prazo contratual com custos 
adicionais para a Administração ou reajuste irregular de preços; 
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148 
LVIII - reajustamento em sentido estrito: forma de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro 
de contrato consistente na aplicação do índice de correção monetária previsto no contrato, que deve 
retratar a variação efetiva do custo de produção, admitida a adoção de índices específicos ou 
setoriais; 
LIX - repactuação: forma de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro de contrato utilizada 
para serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou predominância de 
mão de obra, por meio da análise da variação dos custos contratuais, devendo estar prevista no 
edital com data vinculada à apresentação das propostas, para os custos decorrentes do mercado, e 
com data vinculada ao acordo, à convenção coletiva ou ao dissídio coletivo ao qual o orçamento 
esteja vinculado, para os custos decorrentes da mão de obra; 
LX - agente de contratação: pessoa designada pela autoridade competente, entre servidores 
efetivos ou empregados públicos dos quadros permanentes da Administração Pública, para tomar 
decisões, acompanhar o trâmite da licitação, dar impulso ao procedimento licitatório e executar 
quaisquer outras atividades necessárias ao bom andamento do certame até a homologação. 
 
Capítulo IV – Dos agentes públicos 
Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem as normas de 
organizaçãoadministrativa indicarem, promover gestão por competências e designar agentes 
públicos para o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei que preencham os 
seguintes requisitos: 
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado público dos quadros permanentes da 
Administração Pública; 
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou possuam formação compatível ou 
qualificação atestada por certificação profissional emitida por escola de governo criada e mantida 
pelo poder público; e 
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contratados habituais da Administração 
nem tenham com eles vínculo de parentesco, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, ou de 
natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista e civil. 
§ 1º A autoridade referida no caput deste artigo deverá observar o princípio da segregação de 
funções, vedada a designação do mesmo agente público para atuação simultânea em funções mais 
suscetíveis a riscos, de modo a reduzir a possibilidade de ocultação de erros e de ocorrência de 
fraudes na respectiva contratação. 
§ 2º O disposto no caput e no § 1º deste artigo, inclusive os requisitos estabelecidos, também se 
aplica aos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno da Administração. 
Art. 8º A licitação será conduzida por agente de contratação, pessoa designada pela autoridade 
competente, entre servidores efetivos ou empregados públicos dos quadros permanentes da 
Administração Pública, para tomar decisões, acompanhar o trâmite da licitação, dar impulso ao 
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149 
procedimento licitatório e executar quaisquer outras atividades necessárias ao bom andamento do 
certame até a homologação. 
§ 1º O agente de contratação será auxiliado por equipe de apoio e responderá individualmente pelos 
atos que praticar, salvo quando induzido a erro pela atuação da equipe. 
§ 2º Em licitação que envolva bens ou serviços especiais, desde que observados os requisitos 
estabelecidos no art. 7º desta Lei, o agente de contratação poderá ser substituído por comissão de 
contratação formada por, no mínimo, 3 (três) membros, que responderão solidariamente por todos 
os atos praticados pela comissão, ressalvado o membro que expressar posição individual divergente 
fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que houver sido tomada a decisão. 
§ 3º As regras relativas à atuação do agente de contratação e da equipe de apoio, ao funcionamento 
da comissão de contratação e à atuação de fiscais e gestores de contratos de que trata esta Lei serão 
estabelecidas em regulamento, e deverá ser prevista a possibilidade de eles contarem com o apoio 
dos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno para o desempenho das funções 
essenciais à execução do disposto nesta Lei. 
§ 4º Em licitação que envolva bens ou serviços especiais cujo objeto não seja rotineiramente 
contratado pela Administração, poderá ser contratado, por prazo determinado, serviço de empresa 
ou de profissional especializado para assessorar os agentes públicos responsáveis pela condução da 
licitação. 
§ 5º Em licitação na modalidade pregão, o agente responsável pela condução do certame será 
designado pregoeiro. 
Art. 9º É vedado ao agente público designado para atuar na área de licitações e contratos, 
ressalvados os casos previstos em lei: 
I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos que praticar, situações que: 
a) comprometam, restrinjam ou frustrem o caráter competitivo do processo licitatório, inclusive nos 
casos de participação de sociedades cooperativas; 
b) estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou do domicílio dos 
licitantes; 
c) sejam impertinentes ou irrelevantes para o objeto específico do contrato; 
II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária 
ou qualquer outra entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, 
modalidade e local de pagamento, mesmo quando envolvido financiamento de agência 
internacional; 
III - opor resistência injustificada ao andamento dos processos e, indevidamente, retardar ou deixar 
de praticar ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa em lei. 
§ 1º Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução do contrato agente 
público de órgão ou entidade licitante ou contratante, devendo ser observadas as situações que 
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150 
possam configurar conflito de interesses no exercício ou após o exercício do cargo ou emprego, nos 
termos da legislação que disciplina a matéria. 
§ 2º As vedações de que trata este artigo estendem-se a terceiro que auxilie a condução da 
contratação na qualidade de integrante de equipe de apoio, profissional especializado ou 
funcionário ou representante de empresa que preste assessoria técnica. 
Art. 10. Se as autoridades competentes e os servidores públicos que tiverem participado dos 
procedimentos relacionados às licitações e aos contratos de que trata esta Lei precisarem defender-
se nas esferas administrativa, controladora ou judicial em razão de ato praticado com estrita 
observância de orientação constante em parecer jurídico elaborado na forma do § 1º do art. 53 desta 
Lei, a advocacia pública promoverá, a critério do agente público, sua representação judicial ou 
extrajudicial. 
§ 1º Não se aplica o disposto no caput deste artigo quando: 
I - (VETADO); 
II - provas da prática de atos ilícitos dolosos constarem nos autos do processo administrativo ou 
judicial. 
§ 2º Aplica-se o disposto no caput deste artigo inclusive na hipótese de o agente público não mais 
ocupar o cargo, emprego ou função em que foi praticado o ato questionado. 
 
TÍTULO II – DAS LICITAÇÕES 
O título II da Lei de Licitações é dividido em dez capítulos, que são: 
 Capítulo I - Do processo licitatório 
 Capítulo II - Da fase preparatória 
 Capítulo III - Da divulgação do edital de licitação 
 Capítulo IV - Da apresentação de propostas e lances 
 Capítulo V - Do julgamento 
 Capítulo VI - Da habilitação 
 Capítulo VII - Do encerramento da licitação 
 Capítulo VIII - Da contratação direta 
 Capítulo IX - Das alienações 
 Capítulo X - Dos instrumentos auxiliares 
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151 
 
Capítulo I – Do processo licitatório 
Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos: 
I - assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a 
Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto; 
II - assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa competição; 
III - evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis e 
superfaturamento na execução dos contratos; 
IV - incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável. 
Comentário: 
Objetivos do processo licitatório 
Assegurar uma competição justa e tratamento isonômico 
Assegurar a seleção da proposta mais vantajosa 
Evitar contratações com preços superfaturados 
Incentivar a inovação e o desenvolvimento sustentável 
 
 
Parágrafo único. A alta administração do órgão ou entidade é responsável pela governança das 
contratações e deve implementar processos e estruturas, inclusive de gestão de riscos e controles 
internos, para avaliar, direcionar e monitorar os processos licitatórios e os respectivos contratos, com 
o intuito de alcançar os objetivos estabelecidos no caput deste artigo, promover um ambiente 
íntegro e confiável, assegurar o alinhamento das contratações ao planejamento estratégico e às leis 
orçamentárias e promover eficiência, efetividade e eficácia em suas contratações.Art. 12. No processo licitatório, observar-se-á o seguinte: 
I - os documentos serão produzidos por escrito, com data e local de sua realização e assinatura dos 
responsáveis; 
II - os valores, os preços e os custos utilizados terão como expressão monetária a moeda corrente 
nacional, ressalvado o disposto no art. 52 desta Lei; 
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152 
III - o desatendimento de exigências meramente formais que não comprometam a aferição da 
qualificação do licitante ou a compreensão do conteúdo de sua proposta não importará seu 
afastamento da licitação ou a invalidação do processo; 
IV - a prova de autenticidade de cópia de documento público ou particular poderá ser feita perante 
agente da Administração, mediante apresentação de original ou de declaração de autenticidade 
por advogado, sob sua responsabilidade pessoal; 
V - o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade, salvo 
imposição legal; 
VI - os atos serão preferencialmente digitais, de forma a permitir que sejam produzidos, 
comunicados, armazenados e validados por meio eletrônico; 
VII - a partir de documentos de formalização de demandas, os órgãos responsáveis pelo 
planejamento de cada ente federativo poderão, na forma de regulamento, elaborar plano de 
contratações anual, com o objetivo de racionalizar as contratações dos órgãos e entidades sob sua 
competência, garantir o alinhamento com o seu planejamento estratégico e subsidiar a elaboração 
das respectivas leis orçamentárias. (Regulamento) 
§ 1º O plano de contratações anual de que trata o inciso VII do caput deste artigo deverá ser 
divulgado e mantido à disposição do público em sítio eletrônico oficial e será observado pelo ente 
federativo na realização de licitações e na execução dos contratos. 
§ 2º É permitida a identificação e assinatura digital por pessoa física ou jurídica em meio eletrônico, 
mediante certificado digital emitido em âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-
Brasil). 
Art. 13. Os atos praticados no processo licitatório são públicos, ressalvadas as hipóteses de 
informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, na forma da lei. 
Parágrafo único. A publicidade será diferida: 
I - quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura; 
II - quanto ao orçamento da Administração, nos termos do art. 24 desta Lei. 
Comentário: A publicidade é um princípio expresso e todos os atos praticados nas licitações devem 
ser públicos. 
 
Art. 14. Não poderão disputar licitação ou participar da execução de contrato, direta ou 
indiretamente: 
I - autor do anteprojeto, do projeto básico ou do projeto executivo, pessoa física ou jurídica, 
quando a licitação versar sobre obra, serviços ou fornecimento de bens a ele relacionados; 
II - empresa, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico ou 
do projeto executivo, ou empresa da qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, controlador, 
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153 
acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto, responsável 
técnico ou subcontratado, quando a licitação versar sobre obra, serviços ou fornecimento de bens a 
ela necessários; 
III - pessoa física ou jurídica que se encontre, ao tempo da licitação, impossibilitada de participar 
da licitação em decorrência de sanção que lhe foi imposta; 
IV - aquele que mantenha vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira, 
trabalhista ou civil com dirigente do órgão ou entidade contratante ou com agente público que 
desempenhe função na licitação ou atue na fiscalização ou na gestão do contrato, ou que deles seja 
cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, 
devendo essa proibição constar expressamente do edital de licitação; 
V - empresas controladoras, controladas ou coligadas, nos termos da Lei nº 6.404, de 15 de 
dezembro de 1976, concorrendo entre si; 
VI - pessoa física ou jurídica que, nos 5 anos anteriores à divulgação do edital, tenha sido 
condenada judicialmente, com trânsito em julgado, por exploração de trabalho infantil, por 
submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo ou por contratação de adolescentes 
nos casos vedados pela legislação trabalhista. 
§ 1º O impedimento de que trata o inciso III do caput deste artigo será também aplicado ao licitante 
que atue em substituição a outra pessoa, física ou jurídica, com o intuito de burlar a efetividade da 
sanção a ela aplicada, inclusive a sua controladora, controlada ou coligada, desde que devidamente 
comprovado o ilícito ou a utilização fraudulenta da personalidade jurídica do licitante. 
§ 2º A critério da Administração e exclusivamente a seu serviço, o autor dos projetos e a empresa a 
que se referem os incisos I e II do caput deste artigo poderão participar no apoio das atividades de 
planejamento da contratação, de execução da licitação ou de gestão do contrato, desde que sob 
supervisão exclusiva de agentes públicos do órgão ou entidade. 
§ 3º Equiparam-se aos autores do projeto as empresas integrantes do mesmo grupo econômico. 
§ 4º O disposto neste artigo não impede a licitação ou a contratação de obra ou serviço que inclua 
como encargo do contratado a elaboração do projeto básico e do projeto executivo, nas 
contratações integradas, e do projeto executivo, nos demais regimes de execução. 
§ 5º Em licitações e contratações realizadas no âmbito de projetos e programas parcialmente 
financiados por agência oficial de cooperação estrangeira ou por organismo financeiro internacional 
com recursos do financiamento ou da contrapartida nacional, não poderá participar pessoa física ou 
jurídica que integre o rol de pessoas sancionadas por essas entidades ou que seja declarada inidônea 
nos termos desta Lei. 
Art. 15. Salvo vedação devidamente justificada no processo licitatório, pessoa jurídica poderá 
participar de licitação em consórcio, observadas as seguintes normas: 
I - comprovação de compromisso público ou particular de constituição de consórcio, subscrito pelos 
consorciados; 
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154 
II - indicação da empresa líder do consórcio, que será responsável por sua representação perante 
a Administração; 
III - admissão, para efeito de habilitação técnica, do somatório dos quantitativos de cada 
consorciado e, para efeito de habilitação econômico-financeira, do somatório dos valores de cada 
consorciado; 
IV - impedimento de a empresa consorciada participar, na mesma licitação, de mais de um consórcio 
ou de forma isolada; 
V - responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos praticados em consórcio, tanto na fase 
de licitação quanto na de execução do contrato. 
§ 1º O edital deverá estabelecer para o consórcio acréscimo de 10% (dez por cento) a 30% sobre o 
valor exigido de licitante individual para a habilitação econômico-financeira, salvo justificação. 
§ 2º O acréscimo previsto no § 1º deste artigo não se aplica aos consórcios compostos, em sua 
totalidade, de microempresas e pequenas empresas, assim definidas em lei. 
§ 3º O licitante vencedor é obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a constituição 
e o registro do consórcio, nos termos do compromisso referido no inciso I do caput deste artigo. 
§ 4º Desde que haja justificativa técnica aprovada pela autoridade competente, o edital de licitação 
poderá estabelecer limite máximo para o número de empresas consorciadas. 
§ 5º A substituição de consorciado deverá ser expressamente autorizada pelo órgão ou entidade 
contratante e condicionada à comprovação de que a nova empresa do consórcio possui, no mínimo, 
os mesmos quantitativospara efeito de habilitação técnica e os mesmos valores para efeito de 
qualificação econômico-financeira apresentados pela empresa substituída para fins de habilitação 
do consórcio no processo licitatório que originou o contrato. 
Art. 16. Os profissionais organizados sob a forma de cooperativa poderão participar de licitação 
quando: 
I - a constituição e o funcionamento da cooperativa observarem as regras estabelecidas na legislação 
aplicável, em especial a Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, a Lei nº 12.690, de 19 de julho de 
2012, e a Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de 2009; 
II - a cooperativa apresentar demonstrativo de atuação em regime cooperado, com repartição de 
receitas e despesas entre os cooperados; 
III - qualquer cooperado, com igual qualificação, for capaz de executar o objeto contratado, vedado 
à Administração indicar nominalmente pessoas; 
IV - o objeto da licitação referir-se, em se tratando de cooperativas enquadradas na Lei nº 12.690, 
de 19 de julho de 2012, a serviços especializados constantes do objeto social da cooperativa, a serem 
executados de forma complementar à sua atuação. 
Art. 17. O processo de licitação observará as seguintes fases, em sequência: 
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155 
I - preparatória; 
II - de divulgação do edital de licitação; 
III - de apresentação de propostas e lances, quando for o caso; 
IV - de julgamento; 
V - de habilitação; 
VI - recursal; 
VII - de homologação. 
Comentário: 
 
 
O processo de licitação 
observará as seguintes 
fases, em sequência: 
 
Preparatória 
De divulgação do edital de licitação 
De apresentação de propostas e lances, quando for o caso 
De julgamento 
De habilitação 
Recursal 
De homologação 
 
§ 1º A fase referida no inciso V do caput deste artigo poderá, mediante ato motivado com 
explicitação dos benefícios decorrentes, anteceder as fases referidas nos incisos III e IV do caput 
deste artigo, desde que expressamente previsto no edital de licitação. 
§ 2º As licitações serão realizadas preferencialmente sob a forma eletrônica, admitida a utilização 
da forma presencial, desde que motivada, devendo a sessão pública ser registrada em ata e gravada 
em áudio e vídeo. 
§ 3º Desde que previsto no edital, na fase a que se refere o inciso IV do caput deste artigo, o órgão 
ou entidade licitante poderá, em relação ao licitante provisoriamente vencedor, realizar análise e 
avaliação da conformidade da proposta, mediante homologação de amostras, exame de 
conformidade e prova de conceito, entre outros testes de interesse da Administração, de modo a 
comprovar sua aderência às especificações definidas no termo de referência ou no projeto básico. 
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156 
§ 4º Nos procedimentos realizados por meio eletrônico, a Administração poderá determinar, como 
condição de validade e eficácia, que os licitantes pratiquem seus atos em formato eletrônico. 
§ 5º Na hipótese excepcional de licitação sob a forma presencial a que refere o § 2º deste artigo, a 
sessão pública de apresentação de propostas deverá ser gravada em áudio e vídeo, e a gravação 
será juntada aos autos do processo licitatório depois de seu encerramento. 
§ 6º A Administração poderá exigir certificação por organização independente acreditada pelo 
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) como condição para aceitação 
de: 
I - estudos, anteprojetos, projetos básicos e projetos executivos; 
II - conclusão de fases ou de objetos de contratos; 
III - material e corpo técnico apresentados por empresa para fins de habilitação. 
 
Capítulo II – Da fase preparatória 
O capítulo II – da fase preparatória – é dividido em quatro seções: 
 Seção I - Da instrução do Processo Licitatório 
 Seção II - Das Modalidades de Licitação 
 Seção III - Dos Critérios de Julgamento 
 Seção IV - Disposições Setoriais 
 
Seção I – Da instrução do Processo Licitatório 
Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada pelo planejamento e deve 
compatibilizar-se com o plano de contratações anual de que trata o inciso VII do caput do art. 12 
desta Lei, sempre que elaborado, e com as leis orçamentárias, bem como abordar todas as 
considerações técnicas, mercadológicas e de gestão que podem interferir na contratação, 
compreendidos: 
I - a descrição da necessidade da contratação fundamentada em estudo técnico preliminar que 
caracterize o interesse público envolvido; 
II - a definição do objeto para o atendimento da necessidade, por meio de termo de referência, 
anteprojeto, projeto básico ou projeto executivo, conforme o caso; 
III - a definição das condições de execução e pagamento, das garantias exigidas e ofertadas e das 
condições de recebimento; 
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157 
IV - o orçamento estimado, com as composições dos preços utilizados para sua formação; 
V - a elaboração do edital de licitação; 
VI - a elaboração de minuta de contrato, quando necessária, que constará obrigatoriamente como 
anexo do edital de licitação; 
VII - o regime de fornecimento de bens, de prestação de serviços ou de execução de obras e serviços 
de engenharia, observados os potenciais de economia de escala; 
VIII - a modalidade de licitação, o critério de julgamento, o modo de disputa e a adequação e 
eficiência da forma de combinação desses parâmetros, para os fins de seleção da proposta apta a 
gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a Administração Pública, considerado todo o 
ciclo de vida do objeto; 
IX - a motivação circunstanciada das condições do edital, tais como justificativa de exigências de 
qualificação técnica, mediante indicação das parcelas de maior relevância técnica ou valor 
significativo do objeto, e de qualificação econômico-financeira, justificativa dos critérios de 
pontuação e julgamento das propostas técnicas, nas licitações com julgamento por melhor técnica 
ou técnica e preço, e justificativa das regras pertinentes à participação de empresas em consórcio; 
X - a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da licitação e a boa execução contratual; 
XI - a motivação sobre o momento da divulgação do orçamento da licitação, observado o art. 24 
desta Lei. 
§ 1º O estudo técnico preliminar a que se refere o inciso I do caput deste artigo deverá evidenciar 
o problema a ser resolvido e a sua melhor solução, de modo a permitir a avaliação da viabilidade 
técnica e econômica da contratação, e conterá os seguintes elementos: 
I - descrição da necessidade da contratação, considerado o problema a ser resolvido sob a 
perspectiva do interesse público; 
II - demonstração da previsão da contratação no plano de contratações anual, sempre que 
elaborado, de modo a indicar o seu alinhamento com o planejamento da Administração; 
III - requisitos da contratação; 
IV - estimativas das quantidades para a contratação, acompanhadas das memórias de cálculo e dos 
documentos que lhes dão suporte, que considerem interdependências com outras contratações, de 
modo a possibilitar economia de escala; 
V - levantamento de mercado, que consiste na análise das alternativas possíveis, e justificativa 
técnica e econômica da escolha do tipo de solução a contratar; 
VI - estimativa do valor da contratação, acompanhada dos preços unitários referenciais, das 
memórias de cálculo e dos documentos que lhe dão suporte, que poderão constar de anexo 
classificado, se a Administração optar por preservar o seu sigilo até a conclusão da licitação; 
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158 
VII - descrição da solução como um todo, inclusive das exigências relacionadas à manutenção e à 
assistência técnica, quando foro caso; 
VIII - justificativas para o parcelamento ou não da contratação; 
IX - demonstrativo dos resultados pretendidos em termos de economicidade e de melhor 
aproveitamento dos recursos humanos, materiais e financeiros disponíveis; 
X - providências a serem adotadas pela Administração previamente à celebração do contrato, 
inclusive quanto à capacitação de servidores ou de empregados para fiscalização e gestão contratual; 
XI - contratações correlatas e/ou interdependentes; 
XII - descrição de possíveis impactos ambientais e respectivas medidas mitigadoras, incluídos 
requisitos de baixo consumo de energia e de outros recursos, bem como logística reversa para 
desfazimento e reciclagem de bens e refugos, quando aplicável; 
XIII - posicionamento conclusivo sobre a adequação da contratação para o atendimento da 
necessidade a que se destina. 
§ 2º O estudo técnico preliminar deverá conter ao menos os elementos previstos nos incisos I, IV, VI, 
VIII e XIII do § 1º deste artigo e, quando não contemplar os demais elementos previstos no referido 
parágrafo, apresentar as devidas justificativas. 
§ 3º Em se tratando de estudo técnico preliminar para contratação de obras e serviços comuns de 
engenharia, se demonstrada a inexistência de prejuízo para a aferição dos padrões de desempenho 
e qualidade almejados, a especificação do objeto poderá ser realizada apenas em termo de 
referência ou em projeto básico, dispensada a elaboração de projetos. 
Art. 19. Os órgãos da Administração com competências regulamentares relativas às atividades de 
administração de materiais, de obras e serviços e de licitações e contratos deverão: 
I - instituir instrumentos que permitam, preferencialmente, a centralização dos procedimentos 
de aquisição e contratação de bens e serviços; 
II - criar catálogo eletrônico de padronização de compras, serviços e obras, admitida a adoção do 
catálogo do Poder Executivo federal por todos os entes federativos; 
III - instituir sistema informatizado de acompanhamento de obras, inclusive com recursos de 
imagem e vídeo; 
IV - instituir, com auxílio dos órgãos de assessoramento jurídico e de controle interno, modelos de 
minutas de editais, de termos de referência, de contratos padronizados e de outros documentos, 
admitida a adoção das minutas do Poder Executivo federal por todos os entes federativos; 
V - promover a adoção gradativa de tecnologias e processos integrados que permitam a criação, a 
utilização e a atualização de modelos digitais de obras e serviços de engenharia. 
§ 1º O catálogo referido no inciso II do caput deste artigo poderá ser utilizado em licitações cujo 
critério de julgamento seja o de menor preço ou o de maior desconto e conterá toda a 
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159 
documentação e os procedimentos próprios da fase interna de licitações, assim como as 
especificações dos respectivos objetos, conforme disposto em regulamento. 
§ 2º A não utilização do catálogo eletrônico de padronização de que trata o inciso II do caput ou 
dos modelos de minutas de que trata o inciso IV do caput deste artigo deverá ser justificada por 
escrito e anexada ao respectivo processo licitatório. 
§ 3º Nas licitações de obras e serviços de engenharia e arquitetura, sempre que adequada ao objeto 
da licitação, será preferencialmente adotada a Modelagem da Informação da Construção (Building 
Information Modelling - BIM) ou tecnologias e processos integrados similares ou mais avançados 
que venham a substituí-la. 
Art. 20. Os itens de consumo adquiridos para suprir as demandas das estruturas da Administração 
Pública deverão ser de qualidade comum, não superior à necessária para cumprir as finalidades às 
quais se destinam, vedada a aquisição de artigos de luxo. 
§ 1º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário definirão em regulamento os limites para o 
enquadramento dos bens de consumo nas categorias comum e luxo. 
§ 2º A partir de 180 dias contados da promulgação desta Lei, novas compras de bens de consumo 
só poderão ser efetivadas com a edição, pela autoridade competente, do regulamento a que se 
refere o § 1º deste artigo. 
§ 3º (VETADO). 
Art. 21. A Administração poderá convocar, com antecedência mínima de 8 (oito) dias úteis, 
audiência pública, presencial ou a distância, na forma eletrônica, sobre licitação que pretenda 
realizar, com disponibilização prévia de informações pertinentes, inclusive de estudo técnico 
preliminar e elementos do edital de licitação, e com possibilidade de manifestação de todos os 
interessados. 
Parágrafo único. A Administração também poderá submeter a licitação a prévia consulta pública, 
mediante a disponibilização de seus elementos a todos os interessados, que poderão formular 
sugestões no prazo fixado. 
Comentário: 
A audiência e a consulta pública são instrumentos de participação social. 
Participação social 
Audiência Pública Consulta Pública 
Presencial ou eletrônica 
Divulgação mínima de 8 dias 
Informações disponibilizadas previamente 
Informações disponibilizadas 
Sugestões no prazo fixado 
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160 
Manifestação de todos os interessados 
 
Art. 22. O edital poderá contemplar matriz de alocação de riscos entre o contratante e o contratado, 
hipótese em que o cálculo do valor estimado da contratação poderá considerar taxa de risco 
compatível com o objeto da licitação e com os riscos atribuídos ao contratado, de acordo com 
metodologia predefinida pelo ente federativo. 
§ 1º A matriz de que trata o caput deste artigo deverá promover a alocação eficiente dos riscos de 
cada contrato e estabelecer a responsabilidade que caiba a cada parte contratante, bem como os 
mecanismos que afastem a ocorrência do sinistro e mitiguem os seus efeitos, caso este ocorra 
durante a execução contratual. 
§ 2º O contrato deverá refletir a alocação realizada pela matriz de riscos, especialmente quanto: 
I - às hipóteses de alteração para o restabelecimento da equação econômico-financeira do contrato 
nos casos em que o sinistro seja considerado na matriz de riscos como causa de desequilíbrio não 
suportada pela parte que pretenda o restabelecimento; 
II - à possibilidade de resolução quando o sinistro majorar excessivamente ou impedir a 
continuidade da execução contratual; 
III - à contratação de seguros obrigatórios previamente definidos no contrato, integrado o custo de 
contratação ao preço ofertado. 
§ 3º Quando a contratação se referir a obras e serviços de grande vulto ou forem adotados os 
regimes de contratação integrada e semi-integrada, o edital obrigatoriamente contemplará matriz 
de alocação de riscos entre o contratante e o contratado. 
§ 4º Nas contratações integradas ou semi-integradas, os riscos decorrentes de fatos supervenientes 
à contratação associados à escolha da solução de projeto básico pelo contratado deverão ser 
alocados como de sua responsabilidade na matriz de riscos. 
Art. 23. O valor previamente estimado da contratação deverá ser compatível com os valores 
praticados pelo mercado, considerados os preços constantes de bancos de dados públicos e as 
quantidades a serem contratadas, observadas a potencial economia de escala e as peculiaridades do 
local de execução do objeto. 
§ 1º No processo licitatório para aquisição de bens e contratação de serviços em geral, conforme 
regulamento, o valor estimado será definido com base no melhor preço aferido por meio da 
utilização dos seguintes parâmetros, adotados de forma combinada ou não: 
I - composição de custos unitários menores ou iguais à mediana do item correspondente no painel 
para consulta de preços ou no banco de preços em saúde disponíveis no Portal Nacional de 
Contratações Públicas (PNCP); 
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II - contratações similares feitas pela Administração Pública, em execução ou concluídas no período 
de 1 ano anterior à data da pesquisa de preços, inclusive mediante sistema de registro de preços, 
observado o índice de atualização de preços correspondente; 
III - utilização de dados de pesquisa publicada em mídia especializada, de tabela de referência 
formalmente aprovada pelo Poder Executivo federal e de sítios eletrônicos especializados ou de 
domínio amplo, desde que contenham a data e hora de acesso; 
IV - pesquisa direta com no mínimo 3 fornecedores, mediante solicitação formal de cotação, desde 
que seja apresentada justificativa da escolha desses fornecedores e que não tenham sido obtidos os 
orçamentos com mais de 6 meses de antecedência da data de divulgação do edital; 
V - pesquisa na base nacional de notas fiscais eletrônicas, na forma de regulamento. 
§ 2º No processo licitatório para contratação de obras e serviços de engenharia, conforme 
regulamento, o valor estimado, acrescido do percentual de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) de 
referência e dos Encargos Sociais (ES) cabíveis, será definido por meio da utilização de parâmetros 
na seguinte ordem: 
I - composição de custos unitários menores ou iguais à mediana do item correspondente do 
Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro), para serviços e obras de infraestrutura de 
transportes, ou do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices de Construção Civil (Sinapi), 
para as demais obras e serviços de engenharia; 
II - utilização de dados de pesquisa publicada em mídia especializada, de tabela de referência 
formalmente aprovada pelo Poder Executivo federal e de sítios eletrônicos especializados ou de 
domínio amplo, desde que contenham a data e a hora de acesso; 
III - contratações similares feitas pela Administração Pública, em execução ou concluídas no período 
de 1 ano anterior à data da pesquisa de preços, observado o índice de atualização de preços 
correspondente; 
IV - pesquisa na base nacional de notas fiscais eletrônicas, na forma de regulamento. 
§ 3º Nas contratações realizadas por Municípios, Estados e Distrito Federal, desde que não envolvam 
recursos da União, o valor previamente estimado da contratação, a que se refere o caput deste artigo, 
poderá ser definido por meio da utilização de outros sistemas de custos adotados pelo respectivo 
ente federativo. 
§ 4º Nas contratações diretas por inexigibilidade ou por dispensa, quando não for possível estimar 
o valor do objeto na forma estabelecida nos §§ 1º, 2º e 3º deste artigo, o contratado deverá 
comprovar previamente que os preços estão em conformidade com os praticados em contratações 
semelhantes de objetos de mesma natureza, por meio da apresentação de notas fiscais emitidas 
para outros contratantes no período de até 1 ano anterior à data da contratação pela Administração, 
ou por outro meio idôneo. 
§ 5º No processo licitatório para contratação de obras e serviços de engenharia sob os regimes de 
contratação integrada ou semi-integrada, o valor estimado da contratação será calculado nos termos 
do § 2º deste artigo, acrescido ou não de parcela referente à remuneração do risco, e, sempre que 
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162 
necessário e o anteprojeto o permitir, a estimativa de preço será baseada em orçamento sintético, 
balizado em sistema de custo definido no inciso I do § 2º deste artigo, devendo a utilização de 
metodologia expedita ou paramétrica e de avaliação aproximada baseada em outras contratações 
similares ser reservada às frações do empreendimento não suficientemente detalhadas no 
anteprojeto. 
§ 6º Na hipótese do § 5º deste artigo, será exigido dos licitantes ou contratados, no orçamento que 
compuser suas respectivas propostas, no mínimo, o mesmo nível de detalhamento do orçamento 
sintético referido no mencionado parágrafo. 
Art. 24. Desde que justificado, o orçamento estimado da contratação poderá ter caráter sigiloso, 
sem prejuízo da divulgação do detalhamento dos quantitativos e das demais informações 
necessárias para a elaboração das propostas, e, nesse caso: 
I - o sigilo não prevalecerá para os órgãos de controle interno e externo; 
II - (VETADO). 
Parágrafo único. Na hipótese de licitação em que for adotado o critério de julgamento por maior 
desconto, o preço estimado ou o máximo aceitável constará do edital da licitação. 
Comentário: A declaração de sigilo do orçamento dependerá de motivação e não é obrigatória, será 
facultativa. 
 
Art. 25. O edital deverá conter o objeto da licitação e as regras relativas à convocação, ao 
julgamento, à habilitação, aos recursos e às penalidades da licitação, à fiscalização e à gestão do 
contrato, à entrega do objeto e às condições de pagamento. 
§ 1º Sempre que o objeto permitir, a Administração adotará minutas padronizadas de edital e de 
contrato com cláusulas uniformes. 
§ 2º Desde que, conforme demonstrado em estudo técnico preliminar, não sejam causados prejuízos 
à competitividade do processo licitatório e à eficiência do respectivo contrato, o edital poderá prever 
a utilização de mão de obra, materiais, tecnologias e matérias-primas existentes no local da 
execução, conservação e operação do bem, serviço ou obra. 
§ 3º Todos os elementos do edital, incluídos minuta de contrato, termos de referência, anteprojeto, 
projetos e outros anexos, deverão ser divulgados em sítio eletrônico oficial na mesma data de 
divulgação do edital, sem necessidade de registro ou de identificação para acesso. 
§ 4º Nas contratações de obras, serviços e fornecimentos de grande vulto, o edital deverá prever a 
obrigatoriedade de implantação de programa de integridade pelo licitante vencedor, no prazo de 
6 (seis) meses, contado da celebração do contrato, conforme regulamento que disporá sobre as 
medidas a serem adotadas, a forma de comprovação e as penalidades pelo seu descumprimento. 
§ 5º O edital poderá prever a responsabilidade do contratado pela: 
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163 
I - obtenção do licenciamento ambiental; 
II - realização da desapropriação autorizada pelo poder público. 
§ 6º Os licenciamentos ambientais de obras e serviços de engenharia licitados e contratados nos 
termos desta Lei terão prioridade de tramitação nos órgãos e entidades integrantes do Sistema 
Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e deverão ser orientados pelos princípios da celeridade, 
da cooperação, da economicidade e da eficiência. 
§ 7º Independentemente do prazo de duração do contrato, será obrigatória a previsão no edital 
de índice de reajustamento de preço, com data-base vinculada à data do orçamento estimado e 
com a possibilidade de ser estabelecido mais de um índice específico ou setorial, em conformidade 
com a realidade de mercado dos respectivos insumos. 
§ 8º Nas licitações de serviços contínuos, observado o interregno mínimo de 1 (um) ano, o critério 
de reajustamento será por: 
I - reajustamento em sentido estrito, quando não houver regime de dedicação exclusiva de mão de 
obra ou predominância de mão de obra, mediante previsão de índices específicos ou setoriais; 
II - repactuação, quando houver regime de dedicação exclusiva de mão de obra ou predominância 
de mão de obra, mediante demonstração analítica da variação dos custos. 
§ 9º O edital poderá, na forma disposta em regulamento, exigir que percentual mínimo da mão de 
obra responsável pela execução do objeto da contratação seja constituído por: 
I - mulheres vítimas de violência doméstica; 
II - oriundos ou egressos do sistema prisional. 
Art. 26. No processo de licitação, poderá ser estabelecida margem de preferência para: 
I - bens manufaturados e serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; 
II - bens reciclados, recicláveis ou biodegradáveis, conforme regulamento.§ 1º A margem de preferência de que trata o caput deste artigo: 
I - será definida em decisão fundamentada do Poder Executivo federal, no caso do inciso I do caput 
deste artigo; 
II - poderá ser de até 10% sobre o preço dos bens e serviços que não se enquadrem no disposto 
nos incisos I ou II do caput deste artigo; 
III - poderá ser estendida a bens manufaturados e serviços originários de Estados Partes do Mercado 
Comum do Sul (Mercosul), desde que haja reciprocidade com o País prevista em acordo internacional 
aprovado pelo Congresso Nacional e ratificado pelo Presidente da República. 
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164 
§ 2º Para os bens manufaturados nacionais e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e 
inovação tecnológica no País, definidos conforme regulamento do Poder Executivo federal, a 
margem de preferência a que se refere o caput deste artigo poderá ser de até 20%. 
§ 3º (VETADO). 
§ 4º (VETADO). 
§ 5º A margem de preferência não se aplica aos bens manufaturados nacionais e aos serviços 
nacionais se a capacidade de produção desses bens ou de prestação desses serviços no País for 
inferior: 
I - à quantidade a ser adquirida ou contratada; ou 
II - aos quantitativos fixados em razão do parcelamento do objeto, quando for o caso. 
§ 6º Os editais de licitação para a contratação de bens, serviços e obras poderão, mediante prévia 
justificativa da autoridade competente, exigir que o contratado promova, em favor de órgão ou 
entidade integrante da Administração Pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo 
isonômico, medidas de compensação comercial, industrial ou tecnológica ou acesso a condições 
vantajosas de financiamento, cumulativamente ou não, na forma estabelecida pelo Poder Executivo 
federal. 
§ 7º Nas contratações destinadas à implantação, à manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas 
de tecnologia de informação e comunicação considerados estratégicos em ato do Poder Executivo 
federal, a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País 
produzidos de acordo com o processo produtivo básico de que trata a Lei nº 10.176, de 11 de janeiro 
de 2001. 
Art. 27. Será divulgada, em sítio eletrônico oficial, a cada exercício financeiro, a relação de 
empresas favorecidas em decorrência do disposto no art. 26 desta Lei, com indicação do volume de 
recursos destinados a cada uma delas. 
 
Seção II – Das modalidades de licitação 
Art. 28. São modalidades de licitação: 
I - pregão; 
II - concorrência; 
III - concurso; 
IV - leilão; 
V - diálogo competitivo. 
Comentário: 
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165 
 
 
São modalidades de licitação 
Pregão 
Concorrência 
Concurso 
Leilão 
Diálogo competitivo 
 
§ 1º Além das modalidades referidas no caput deste artigo, a Administração pode servir-se dos 
procedimentos auxiliares previstos no art. 78 desta Lei. 
§ 2º É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou, ainda, a combinação daquelas 
referidas no caput deste artigo. 
Art. 29. A concorrência e o pregão seguem o rito procedimental comum a que se refere o art. 17 
desta Lei, adotando-se o pregão sempre que o objeto possuir padrões de desempenho e qualidade 
que possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais de mercado. 
Parágrafo único. O pregão não se aplica às contratações de serviços técnicos especializados de 
natureza predominantemente intelectual e de obras e serviços de engenharia, exceto os serviços de 
engenharia de que trata a alínea “a” do inciso XXI do caput do art. 6º desta Lei. 
Art. 30. O concurso observará as regras e condições previstas em edital, que indicará: 
I - a qualificação exigida dos participantes; 
II - as diretrizes e formas de apresentação do trabalho; 
III - as condições de realização e o prêmio ou remuneração a ser concedida ao vencedor. 
Parágrafo único. Nos concursos destinados à elaboração de projeto, o vencedor deverá ceder à 
Administração Pública, nos termos do art. 93 desta Lei, todos os direitos patrimoniais relativos ao 
projeto e autorizar sua execução conforme juízo de conveniência e oportunidade das autoridades 
competentes. 
Art. 31. O leilão poderá ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela autoridade 
competente da Administração, e regulamento deverá dispor sobre seus procedimentos operacionais. 
§ 1º Se optar pela realização de leilão por intermédio de leiloeiro oficial, a Administração deverá 
selecioná-lo mediante credenciamento ou licitação na modalidade pregão e adotar o critério de 
julgamento de maior desconto para as comissões a serem cobradas, utilizados como parâmetro 
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166 
máximo os percentuais definidos na lei que regula a referida profissão e observados os valores dos 
bens a serem leiloados. 
§ 2º O leilão será precedido da divulgação do edital em sítio eletrônico oficial, que conterá: 
I - a descrição do bem, com suas características, e, no caso de imóvel, sua situação e suas divisas, 
com remissão à matrícula e aos registros; 
II - o valor pelo qual o bem foi avaliado, o preço mínimo pelo qual poderá ser alienado, as condições 
de pagamento e, se for o caso, a comissão do leiloeiro designado; 
III - a indicação do lugar onde estiverem os móveis, os veículos e os semoventes; 
IV - o sítio da internet e o período em que ocorrerá o leilão, salvo se excepcionalmente for realizado 
sob a forma presencial por comprovada inviabilidade técnica ou desvantagem para a Administração, 
hipótese em que serão indicados o local, o dia e a hora de sua realização; 
V - a especificação de eventuais ônus, gravames ou pendências existentes sobre os bens a serem 
leiloados. 
§ 3º Além da divulgação no sítio eletrônico oficial, o edital do leilão será afixado em local de ampla 
circulação de pessoas na sede da Administração e poderá, ainda, ser divulgado por outros meios 
necessários para ampliar a publicidade e a competitividade da licitação. 
§ 4º O leilão não exigirá registro cadastral prévio, não terá fase de habilitação e deverá ser 
homologado assim que concluída a fase de lances, superada a fase recursal e efetivado o pagamento 
pelo licitante vencedor, na forma definida no edital. 
Art. 32. A modalidade diálogo competitivo é restrita a contratações em que a Administração: 
I - vise a contratar objeto que envolva as seguintes condições: 
a) inovação tecnológica ou técnica; 
b) impossibilidade de o órgão ou entidade ter sua necessidade satisfeita sem a adaptação de 
soluções disponíveis no mercado; e 
c) impossibilidade de as especificações técnicas serem definidas com precisão suficiente pela 
Administração; 
II - verifique a necessidade de definir e identificar os meios e as alternativas que possam satisfazer 
suas necessidades, com destaque para os seguintes aspectos: 
a) a solução técnica mais adequada; 
b) os requisitos técnicos aptos a concretizar a solução já definida; 
c) a estrutura jurídica ou financeira do contrato; 
III - (VETADO). 
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167 
§ 1º Na modalidade diálogo competitivo, serão observadas as seguintes disposições: 
I - a Administração apresentará, por ocasião da divulgação do edital em sítio eletrônico oficial, suas 
necessidades e as exigências já definidas e estabelecerá prazo mínimo de 25 dias úteis para 
manifestação de interesse na participação da licitação; 
II - os critérios empregados para pré-seleção dos licitantes deverão ser previstos em edital, e serão 
admitidos todos os interessados que preencherem os requisitos objetivos estabelecidos; 
III - a divulgação de informações de modo discriminatório que possa implicar vantagem para algum214 
Capítulo IV: Das prerrogativas da administração .......................................................................................... 214 
Capítulo V: Da duração dos contratos ........................................................................................................... 215 
Capítulo VI: Da execução dos contratos ........................................................................................................ 216 
Capítulo VII: Da alteração dos contratos e dos preços .................................................................................. 219 
Capítulo VIII: Das hipóteses de extinção dos contratos ................................................................................ 223 
Capítulo IX: Do recebimento do objeto do contrato ..................................................................................... 225 
Capítulo X: Dos pagamentos.......................................................................................................................... 226 
Capítulo XI: Da nulidade dos contratos ......................................................................................................... 228 
Capítulo XII: Dos meios alternativos de resolução de controvérsias ............................................................ 230 
TÍTULO IV: DAS IRREGULARIDADES ............................................................................................................... 230 
Capítulo I: Das infrações e sanções administrativas ...................................................................................... 230 
Capítulo II: Das impugnações, dos pedidos de esclarecimento e dos recursos ............................................ 234 
Capítulo III: Do controle das contratações .................................................................................................... 235 
 
 
 
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9 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Pessoal! 
Antes de iniciarmos o estudo de Direito Administrativo, apresentaremos os assuntos cobrados no 
pré-edital para o concurso da PRF. 
CONTEÚDO 
1. Organização administrativa. 1.1. Centralização, descentralização, concentração e desconcentração. 1.2. 
Administração direta e indireta. 1.3. Autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. 1.4. 
Entidades paraestatais e terceiro setor: serviços sociais autônomos, entidades de apoio, organizações sociais, 
organizações da sociedade civil de interesse público. 
2. Direito administrativo. 2.1. Conceito. 2.2. Objeto. 2.3. Fontes. 2.4. Ato administrativo. 2.5. Conceito, requisitos, 
atributos, classificação e espécies. 2.6. Extinção do ato administrativo: cassação, anulação, revogação e convalidação. 
2.7. Decadência administrativa. 
3. Agentes públicos. 3.1 Legislação pertinente. 3.1.1 Lei nº 8.112/1990 e suas alterações. 3.1.2 Disposições 
constitucionais aplicáveis. 3.2 Disposições doutrinárias. 3.2.1 Conceito. 3.2.2 Espécies. 3.2.3 Cargo, emprego e função 
pública. 3.3 Carreira de policial rodoviário federal. 3.3.1 Lei nº 9.654/1998 e suas alterações (carreira de PRF). 3.3.2 
Lei nº 12.855/2013 (indenização fronteiras). 3.3.3 Lei nº 13.712/2018 (indenização PRF). 3.3.4 Decreto nº 8.282/2014 
(carreira de PRF). 
4. Poderes administrativos. 4.1. Hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. 4.2 Uso e abuso do poder. 
5. Licitação. 5.1 Princípios. 5.2 Contratação direta: dispensa e inexigibilidade. 5.3 Modalidades. 5.4 Tipos. 5.5 
Procedimento. 
6 Controle da Administração Pública. 6.1 Controle exercido pela Administração Pública. 6.2 Controle judicial. 6.3 
Controle legislativo. 
7. Responsabilidade civil do Estado. 7.1 Responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro. 7.1.1 Responsabilidade 
por ato comissivo do Estado. 7.1.2 Responsabilidade por omissão do Estado. 7.2 Requisitos para a demonstração da 
responsabilidade do Estado. 7.3 Causas excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado 
8. Regime jurídico-administrativo. Conceito. Princípios expressos e implícitos da administração pública. 
Inicialmente esclarecemos que, eventualmente, alguns dos temas podem estar em ordem diversa da 
apresentada acima a fim de facilitar o estudo e o consequente aprendizado 
Além disso, considerando que alguns assuntos são eminentemente doutrinários, elaboramos um 
resumo esquematizado abordando os pontos necessários para sua aprovação, bem como 
destacamos a legislação pertinente cobrada pelo pré-edital. 
 
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10 
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO 
1) Nota introdutória 
O Direito Administrativo é dividido em dois grupos: o Direito Público, o qual tem a finalidade de 
regular os interesses da coletividade e o Direito Privado que tem por objetivo regulamentar os 
interesses entre os particulares. 
O regime jurídico administrativo é o conjunto de regras relativas a Administração Pública objetivando 
equilibrar os interesses coletivos e a liberdades individuais. 
Nesse viés é possível afirmar que o administrador público somente poderá realizar o que está 
descrito na lei, enquanto que o administrador privado pode realizar tudo o que a lei não proíba. 
A Administração Pública é composta de entes políticos e entes administrativos, que, por sua vez, são 
compostos por órgãos públicos. 
Além disso, a competência conferida à administração é irrenunciável. 
As prerrogativas da administração são típicas do direito público, fato que não existe no direito 
privado, no qual predomina a igualdade entre as partes. 
De acordo com Marçal Justen Filho: 
“o regime jurídico de direito público consiste no conjunto de normas jurídicas que disciplinam 
o desempenho de atividades e de organizações de interesse coletivo, vinculadas direta ou 
indiretamente à realização dos direitos fundamentais, caracterizado pela ausência de 
disponibilidade e pela vinculação à satisfação de determinados fins.” 
 
2) Supraprincípios do Direito Administrativo 
Os Supraprincípios, também chamados de Superprincípios, derivam dos demais princípios e normas 
do Direito Administrativo. 
Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello, são dois os supraprincípios: a) supremacia do interesse 
público sobre o privado; b) indisponibilidade do interesse público. 
a) Supremacia do interesse público sobre o privado 
O princípio da supremacia do interesse público coloca a Administração Pública em uma posição de 
superioridade, ou seja, acima dos interesses de particulares. 
Isso significa que os interesses da coletividade são mais importantes do que os interesses individuais, 
razão pela qual a Administração Pública, como defensora dos interesses públicos, recebe da lei 
poderes especiais não extensivos aos particulares. 
O princípio da supremacia pode ser encontrado expressamente na Lei 9.784/1999 e na Constituição 
Federal de forma implícita. 
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11 
 
Além do mais é possível afirmar que tal princípio trata da possibilidade de constituir obrigações para 
terceiros mediante atos unilaterais, sendo tais atos imperativos como quaisquer atos do Estado. 
O interesse público é indisponível. 
Exemplos: a) desapropriação; b) requisição de bens; c) possibilidade de convocação de particulares; 
d) prerrogativas processuais; e) cláusulas exorbitantes nos contratos. 
b) Indisponibilidade do interesse público 
De acordo com o princípio da indisponibilidade do interesse público, a Administração Pública deverá 
realizar as condutas levando em consideração os interesses coletivos, entretanto, não poderá dispor 
dos bens que administra, pois o verdadeiro titular desses bens é o povo. 
Em resumo, é possível dizer que os agentes públicos não são donos do interesse por eles defendido 
e, por essa razão, não se admite que renunciemlicitante será vedada; 
IV - a Administração não poderá revelar a outros licitantes as soluções propostas ou as informações 
sigilosas comunicadas por um licitante sem o seu consentimento; 
V - a fase de diálogo poderá ser mantida até que a Administração, em decisão fundamentada, 
identifique a solução ou as soluções que atendam às suas necessidades; 
VI - as reuniões com os licitantes pré-selecionados serão registradas em ata e gravadas mediante 
utilização de recursos tecnológicos de áudio e vídeo; 
VII - o edital poderá prever a realização de fases sucessivas, caso em que cada fase poderá restringir 
as soluções ou as propostas a serem discutidas; 
VIII - a Administração deverá, ao declarar que o diálogo foi concluído, juntar aos autos do processo 
licitatório os registros e as gravações da fase de diálogo, iniciar a fase competitiva com a divulgação 
de edital contendo a especificação da solução que atenda às suas necessidades e os critérios 
objetivos a serem utilizados para seleção da proposta mais vantajosa e abrir prazo, não inferior a 60 
(sessenta) dias úteis, para todos os licitantes pré-selecionados na forma do inciso II deste parágrafo 
apresentarem suas propostas, que deverão conter os elementos necessários para a realização do 
projeto; 
IX - a Administração poderá solicitar esclarecimentos ou ajustes às propostas apresentadas, desde 
que não impliquem discriminação nem distorçam a concorrência entre as propostas; 
X - a Administração definirá a proposta vencedora de acordo com critérios divulgados no início da 
fase competitiva, assegurada a contratação mais vantajosa como resultado; 
XI - o diálogo competitivo será conduzido por comissão de contratação composta de pelo menos 3 
servidores efetivos ou empregados públicos pertencentes aos quadros permanentes da 
Administração, admitida a contratação de profissionais para assessoramento técnico da comissão; 
XII - (VETADO). 
§ 2º Os profissionais contratados para os fins do inciso XI do § 1º deste artigo assinarão termo de 
confidencialidade e abster-se-ão de atividades que possam configurar conflito de interesses. 
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168 
Seção III – Dos critérios de julgamento 
Art. 33. O julgamento das propostas será realizado de acordo com os seguintes critérios: 
I - menor preço; 
II - maior desconto; 
III - melhor técnica ou conteúdo artístico; 
IV - técnica e preço; 
V - maior lance, no caso de leilão; 
VI - maior retorno econômico. 
Comentário: 
 
O julgamento das propostas será 
realizado de acordo com os 
seguintes critérios: 
 
Menor preço 
Maior desconto 
Melhor técnica ou conteúdo artístico 
Técnica e preço 
Maior lance, no caso de leilão 
Maior retorno econômico 
 
Art. 34. O julgamento por menor preço ou maior desconto e, quando couber, por técnica e preço 
considerará o menor dispêndio para a Administração, atendidos os parâmetros mínimos de 
qualidade definidos no edital de licitação. 
§ 1º Os custos indiretos, relacionados com as despesas de manutenção, utilização, reposição, 
depreciação e impacto ambiental do objeto licitado, entre outros fatores vinculados ao seu ciclo de 
vida, poderão ser considerados para a definição do menor dispêndio, sempre que objetivamente 
mensuráveis, conforme disposto em regulamento. 
§ 2º O julgamento por maior desconto terá como referência o preço global fixado no edital de 
licitação, e o desconto será estendido aos eventuais termos aditivos. 
Art. 35. O julgamento por melhor técnica ou conteúdo artístico considerará exclusivamente as 
propostas técnicas ou artísticas apresentadas pelos licitantes, e o edital deverá definir o prêmio ou a 
remuneração que será atribuída aos vencedores. 
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169 
Parágrafo único. O critério de julgamento de que trata o caput deste artigo poderá ser utilizado 
para a contratação de projetos e trabalhos de natureza técnica, científica ou artística. 
Art. 36. O julgamento por técnica e preço considerará a maior pontuação obtida a partir da 
ponderação, segundo fatores objetivos previstos no edital, das notas atribuídas aos aspectos de 
técnica e de preço da proposta. 
§ 1º O critério de julgamento de que trata o caput deste artigo será escolhido quando estudo técnico 
preliminar demonstrar que a avaliação e a ponderação da qualidade técnica das propostas que 
superarem os requisitos mínimos estabelecidos no edital forem relevantes aos fins pretendidos pela 
Administração nas licitações para contratação de: 
I - serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual, caso em que o 
critério de julgamento de técnica e preço deverá ser preferencialmente empregado; 
II - serviços majoritariamente dependentes de tecnologia sofisticada e de domínio restrito, conforme 
atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação; 
III - bens e serviços especiais de tecnologia da informação e de comunicação; 
IV - obras e serviços especiais de engenharia; 
V - objetos que admitam soluções específicas e alternativas e variações de execução, com 
repercussões significativas e concretamente mensuráveis sobre sua qualidade, produtividade, 
rendimento e durabilidade, quando essas soluções e variações puderem ser adotadas à livre escolha 
dos licitantes, conforme critérios objetivamente definidos no edital de licitação. 
§ 2º No julgamento por técnica e preço, deverão ser avaliadas e ponderadas as propostas técnicas 
e, em seguida, as propostas de preço apresentadas pelos licitantes, na proporção máxima de 70% 
de valoração para a proposta técnica. 
§ 3º O desempenho pretérito na execução de contratos com a Administração Pública deverá ser 
considerado na pontuação técnica, observado o disposto nos §§ 3º e 4º do art. 88 desta Lei e em 
regulamento. 
Art. 37. O julgamento por melhor técnica ou por técnica e preço deverá ser realizado por: 
I - verificação da capacitação e da experiência do licitante, comprovadas por meio da apresentação 
de atestados de obras, produtos ou serviços previamente realizados; 
II - atribuição de notas a quesitos de natureza qualitativa por banca designada para esse fim, de 
acordo com orientações e limites definidos em edital, considerados a demonstração de 
conhecimento do objeto, a metodologia e o programa de trabalho, a qualificação das equipes 
técnicas e a relação dos produtos que serão entregues; 
III - atribuição de notas por desempenho do licitante em contratações anteriores aferida nos 
documentos comprobatórios de que trata o § 3º do art. 88 desta Lei e em registro cadastral unificado 
disponível no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). 
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170 
§ 1º A banca referida no inciso II do caput deste artigo terá no mínimo 3 (três) membros e poderá 
ser composta de: 
I - servidores efetivos ou empregados públicos pertencentes aos quadros permanentes da 
Administração Pública; 
II - profissionais contratados por conhecimento técnico, experiência ou renome na avaliação dos 
quesitos especificados em edital, desde que seus trabalhos sejam supervisionados por profissionais 
designados conforme o disposto no art. 7º desta Lei. 
§ 2º Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, na licitação para contratação dos serviços 
técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual previstos nas alíneas “a”, “d” e 
“h” do inciso XVIII do caput do art. 6º desta Lei cujo valor estimado da contratação seja superior a 
R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), o julgamento será por: (Vide Decreto nº 10.922, de 2021) 
I - melhor técnica; ou 
II - técnica e preço, na proporção de 70% de valoração da proposta técnica. 
Art. 38. No julgamento por melhor técnica ou por técnica e preço, a obtenção de pontuação devidoaos poderes legalmente conferidos ou que 
transacionem em juízo. 
Mazza nos traz dois exemplos de mitigação desse princípio: 1) possibilidade de a Fazenda transigir 
nos JEFs; 2) utilização dos mecanismos privados para resolução de disputas nos contratos de 
concessão e nas PPPs. 
 
DOS PRINCÍPIOS 
1) Princípios Implícitos 
1.1) Princípio da segurança jurídica 
Trata-se da estabilidade das relações jurídicas, evitando mudanças abruptas, sobressaltos e surpresas 
decorrentes de ações governamentais. 
Em tese, havendo conflito entre os princípios da legalidade x segurança, prevalece o princípio da 
segurança jurídica. 
Ex.: proibição de aplicação retroativa de novas interpretações da lei e das normas administrativas. 
 
1.2) Princípio da confiança legítima 
Conforme explica Humberto Ávila, o princípio da proteção da confiança legítima integra uma 
aplicação subjetivada da segurança jurídica, que é, “representante da eficácia reflexiva do princípio 
da segurança jurídica, e igualmente serve de proteção do cidadão em face do Estado”. 
Ou seja, é basicamente a crença do administrado de que os atos administrativos serão mantidos e 
respeitados pela Administração, tendo em vista a presunção de que esses atos são sempre lícitos; 
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12 
Faz-se necessário, portanto, a manutenção dos atos administrativos, ainda que estes sejam 
qualificados como antijurídicos, quando verificada a expectativa legítima. 
 
1.3) Teoria do fato consumado 
De acordo com Teoria do fato consumado as relações jurídicas consolidas pelo decorrer do tempo, 
“amparadas por decisão judicial, não devem ser desconstituídas, em razão do princípio da segurança 
jurídica e da estabilidade das relações sociais” (STJ REsp 709.934/RJ). 
Os atos das partes podem influenciar a aplicação da teoria, tais como: ausência de dolo e sem 
contestação de ninguém, vigorando por anos com aparência de legalidade; 
Não se aplica essa teoria nos seguintes casos: 
 Remoção ilegal de servidor (STJ); 
 Em tema de Direito Ambiental (súmula 613 do STJ); 
 Nas tutelas provisórias contra a Fazenda Pública. 
Quando o assunto for concurso público e tutela provisória para nomeação, é necessário defender 
que não poderá haver o instituto da posse precária (quando alguém assume cargo mediante tutela 
provisória), porque depende de prévia aprovação. 
Conforme o STJ a teoria do fato consumado estabelece que “as situações jurídicas consolidadas pelo 
decurso do tempo, amparadas por decisão judicial, não devem ser desconstituídas, em razão do 
princípio da segurança jurídica e da estabilidade das relações sociais” (STJ, REsp n.º 709.934/RJ, Rel. 
Min. HUMBERTO MARTINS, J. 21/06/2007). 
 
1.4) Princípio da continuidade dos serviços públicos 
O princípio da continuidade dos serviços públicos significa que o fornecimento de serviço prestado 
ao cidadão não pode ser interrompido, pois são serviços relevantes. 
Tome nota! 
Entretanto, existem algumas exceções à esse princípio, como: (I) situações emergenciais; (II) caso 
fortuito e força maior; (III) interrupção por aviso prévio, quando justificada por razões de ordem 
técnica; (IV) inadimplência do usuário. 
As exceções à continuidade do serviço público estão presentes em situações emergenciais, como, 
por exemplo, quedas de energia elétrica em razão de tempestade, ou situações de caso fortuito e 
força maior. 
Outra exceção ao princípio é a interrupção por aviso prévio, quando justificada por razões de ordem 
técnica, em função de manutenções para segurança ou mesmo melhor funcionamento do sistema. 
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13 
Cumpre frisar que o aviso prévio também é necessário quando há inadimplência do usuário, o que 
se dá para priorizar a coletividade, que não pode ser prejudicada. 
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça já estabeleceu que nem sempre os serviços 
prestados ao usuário inadimplente poderão ser interrompidos. É dizer: o corte no fornecimento de 
energia elétrica em razão de débito irrisório é ilegítimo. Do mesmo modo, o corte pressupõe o 
inadimplemento da conta relativa ao mês do consumo, sendo inviável a suspensão do abastecimento 
por débitos antigos. 
 
1.5) Princípio da autotutela 
É o direito que a Administração tem de anular e revogar seus atos, poderá anular os atos ilegais e 
revogar os inoportunos ou inconvenientes. 
A anulação ocorre quando o ato é iLegal = anuLação; 
A revogação ocorre quando o ato não é mais de interesse da Administração, pois passou a ser 
inoportuno ou inconveniente (ou seja, não tem a ver com a legalidade). 
 
1.6) Princípio da proporcionalidade 
O princípio da proporcionalidade tem a finalidade de manter o equilíbrio entre os direitos individuais 
e os anseios da sociedade. Pode-se dizer que é a adequação entre meios e fins, vedada a imposição 
de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao 
atendimento do interesse público. Ou seja, é o princípio que está relacionado com a vedação de 
excessos os quais devem ser evitados pela Administração Pública. 
 
1.7) Princípio da oficialidade 
A oficialidade é um princípio que torna o impulso oficial muito mais amplo no processo 
administrativo do que no judicial. Trata-se do poder-dever de instaurar, fazer andar e rever de ofício 
a decisão. É assegurado ao administrador o impulsionamento do processo para que sejam 
esclarecidas e resolvidas as questões pendentes. Tal princípio está previsto no inciso XII, do art. 2º, 
da Lei n. 9.784/99. 
Administração 
Pública
Anula Ato ilegal
Revoga Ato inoportuno
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14 
1.8) Princípio da especialidade 
O princípio da especialidade entende que as entidades não poderão alterar ou modificar as 
finalidades para a qual foram constituídas. Esse princípio reflete a ideia de descentralização da 
administração, onde são criadas entidades (por meio de lei) para o desempenho de finalidades 
específicas. 
 
2) Princípios expressos 
Os princípios da Administração Pública expressos no artigo 37 da Constituição Federal são: 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 
 
2.1) Princípio da legalidade 
O princípio da legalidade dispõe que a administração tem o poder-dever de fazer somente o que 
estiver previsto em lei. Diferentemente do que ocorre na órbita privada, onde o indivíduo pode fazer 
tudo o que a lei não vede. 
A lei baliza toda a atuação da administração pública. Ninguém pode fazer ou deixar de fazer alguma 
coisa senão em virtude de lei. 
O princípio da legalidade pode ser analisado sob dois sentidos: 
a) aos particulares: ninguém é obrigado a fazer algo, senão em virtude de lei. 
É dizer: o particular pode fazer tudo que não for proibido pela lei (trata-se do princípio da autonomia 
da vontade). 
b) à Administração Pública: a Administração Pública apenas pode agir quando houver previsão 
legal (princípio da legalidade estrita). 
Princípios expressos da Adm 
Pública
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Mnemônico: L-I-M-P-E 
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15 
2.2) Princípio da impessoalidade 
Este princípio determina que o Estado deverá agir de maneira imparcial, ou seja, é o dever de realizar 
o interesse público sem a promoção do servidor público ou autoridade que realizou o ato. 
O princípio da impessoalidade possui cinco sentidos ou subprincípios como alguns doutrinadores 
entendem, vejamos: 
I) Princípio da finalidade (= interesse público): o ato administrativo deve seguir o fim público e a 
finalidade discriminada em lei. 
II) Princípio da igualdade (= isonomia): atender todos os administrados sem discriminaçãoindevida. 
III) Vedação à promoção pessoal 
IV) Impedimento e suspeição: visa evitar que as pessoas atuem com parcialidade 
V) Validado dos atos dos agentes de fato: entende-se como agente de fato aquele cuja investidura 
no cargo ou seu exercício esteja maculada por algum vício, como, por ex., agente que não possui 
formação universitária exigida em cargo público, etc. 
 
2.3) Princípio da moralidade 
O princípio da moralidade administrativa é aplicado nas relações entre a Administração e seus 
administrados e também às atividades exercidas internamente. A moralidade administrativa é um 
conceito jurídico indeterminado. 
A Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal (nepotismo) é um exemplo da moralidade 
administrativa. 
 Súmula Vinculante 13: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, 
colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da 
mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de 
cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta 
e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. 
Consiste no respeito da Administração a padrões éticos, de boa-fé, decoro, lealdade, honestidade e 
probidade. 
O princípio da moralidade administrativa tem estreita ligação com a probidade administrativa. 
Exemplo: Organizações Sociais que, apesar de não precisarem fazer concurso público para 
contratar pessoal, devem adotar um processo de seleção imparcial e moral. 
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16 
2.4) Princípio da publicidade 
O princípio da publicidade diz respeito a divulgação dos atos praticados pela Administração Pública, 
pois o poder público tem o dever de agir com transparência para que a população tenha ciência de 
todos os atos praticados. 
Além disso, dá início à produção de efeitos do contrato administrativo, salvo previsão de alguma 
condição suspensiva, permitindo a todos os administrados o conhecimento do negócio celebrado. 
A publicação resumida do contrato é condição indispensável para a eficácia e deve ser feita em até 
5 dias úteis. 
“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos 
ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”. 
Além do mais, existe a possibilidade de mitigação desse princípio diante de situações excepcionais 
e justificadas: quando o sigilo for imprescindível à segurança do estado e da sociedade ou para 
intimidade dos envolvidos (art. 5º, X, da CF). 
Trata-se de Princípio intimamente ligado à perspectiva de transparência, dever da administração 
pública e direito da sociedade. 
 
2.5) Princípio da eficiência 
Segundo fundamenta Hely Lopes Meirelles, o princípio da eficiência é caraterizado como: 
 “o que se impõe a todo o agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição 
e rendimento profissional. É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não 
se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para 
o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus 
membros”, e além disso diz que “o dever da eficiência corresponde ao dever da boa 
administração” 
O princípio da eficiência possui dois sentidos: 
a) Modo de atuação do agente público 
b) Organização e funcionamento da administração pública (Administração Gerencial) 
 Tome nota 
O princípio da eficiência é o mais recente dos princípios constitucionais da Administração Pública 
brasileira, tendo sido adotado a partir da promulgação, da Emenda Constitucional nº 19, de 1998 
– Reforma Administrativa. 
Quando se fala em eficiência na administração pública, significa que o gestor público deve gerir a 
coisa pública com efetividade, economicidade, transparência e moralidade visando cumprir as metas 
estabelecidas. 
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17 
Segundo Alexandre de Moraes, o princípio da eficiência é o que impõe à administração pública direta 
e indireta e a seus agentes a persecução do bem comum, por meio do exercício de suas 
competências de forma imparcial, neutra, transparente, participativa, eficaz, sem burocracia e sempre 
em busca da qualidade, primando pela adoção dos critérios legais e morais necessários para melhor 
utilização possível dos recursos públicos, de maneira a evitarem-se desperdícios e garantir-se maior 
rentabilidade social. 
 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
1) Introdução 
A Organização administrativa é a parte do Direito Administrativo a qual estuda a estrutura interna 
da Administração Pública, os órgãos e pessoas jurídicas que a compõem. 
Dentro do assunto Administração Pública serão estudados alguns pontos importantes, como: 
Centralização, descentralização, concentração, desconcentração; 
Administração direta e indireta: autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia 
mista; 
Entidades paraestatais (terceiro setor): serviços sociais autônomos, organizações sociais, 
organizações da sociedade civil de interesse público e organização da sociedade civil e entidades de 
apoio; 
Delegatárias de serviços públicos: concessionárias, permissionárias e autorizatários. 
1.1) Conceitos importantes 
Administração direta União, Estados, DF e Municípios. 
Administração indireta Autarquias, fundações (públicas e governamentais), agências 
reguladoras, associações públicas, empresas públicas, sociedades de 
economia mista. 
Pessoas jurídicas de direito 
público 
U/E/DF/M, autarquias e fundações públicas, agências reguladoras e 
associações públicas. 
Pessoas jurídicas de direito 
privado 
Associações, sociedades, fundações privadas, organizações religiosas e 
partidos políticos 
Desconcentração É a distribuição interna de atividades dentro da mesma pessoa jurídica. 
Em outras palavras, é a subdivisão da pessoa jurídica. 
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18 
Descentralização É a atribuição de competências a pessoas jurídicas autônomas. Ex. 
autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de 
economia mista. 
 
 
Entidades paraestatais 
São pessoas jurídicas privadas, sem fins lucrativos, que não integram a 
administração pública, mas colaboram com o Estado no desempenho 
de atividades de interesse público, recebendo dele modalidades de 
fomento. Ex.: os serviços sociais autônomos (conhecido como sistema 
“S”), as organizações sociais, as organizações da sociedade civil de 
interesse público, as instituições comunitárias de educação superior e 
as denominadas entidades de apoio. 
 
2) Entidades políticas e administrativas 
2.1) Entidades políticas 
As entidades políticas são os entes federativos previstos na Constituição Federal. São eles: 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
A principal característica é a capacidade de autonomia política, ou seja: 
a) Autoadministração 
b) Auto-organização 
c) Autogoverno 
 
2.2) Entidades administrativas 
As entidades administrativas são as pessoas jurídicas de direito público ou privado, criadas pelas 
entidades políticas para exercer parte de sua capacidade de autoadministração. 
São as entidades da administração indireta (autarquias, fundações - públicas e governamentais -, 
agências reguladoras, associações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). 
 
3) Das técnicas administrativas 
Este tópico é um dos assuntos mais relevantes do Direito Administrativo, pois ele servede base para 
o entendimento da maior parte da disciplina. 
As técnicas administrativas são métodos utilizados pelo Estado para administrar o exercício de suas 
competências. São elas: centralização, descentralização, desconcentração e concentração. 
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19 
 
3.1) Centralização 
Ocorre quando a entidade política (Administração Direta) realiza a execução das tarefas 
administrativas pelo próprio Estado, por meio de órgãos internos integrantes da administração 
direta. 
 Exemplos: Órgãos de segurança, como: polícia civil, polícia militar, guarda municipal, bombeiro; e 
órgãos de arrecadação, como: secretaria da receita federal, secretaria das receitas estaduais e 
municipais. 
3.2) Descentralização 
Na descentralização são criadas entidades, as quais, possuem Personalidade Jurídica Própria, 
podendo ser pública ou privada. Não possuem relação de hierarquia com os entes políticos que os 
criaram (Administração Direta), possuindo apenas uma relação de vinculação, denominando-se 
''supervisão ministerial'' ou ''controle finalístico'', formando, assim, a chamada Administração Indireta 
(Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e por fim, as Sociedades de Economia Mista). 
Essa descentralização se dá por: 
a) outorga: transfere a titularidade e a execução do serviço; 
Também é conhecida como descentralização por serviços / descentralização por serviço / outorga / 
técnica / funcional. O Estado cria uma nova entidade (uma pessoa jurídica) e a ela transfere 
determinado serviço público. É o que ocorre na criação das entidades da administração indireta. 
 Estado cria a entidade administrativa; 
 Transfere a titularidade e execução; 
 Mediante lei. 
DescEntralização = criam Entidades 
 
b) delegação: transfere apenas a execução de determinado serviço. 
Das técnicas 
administrativas
Centralização
Descentralização
Desconcentração
Concentração
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20 
Também é chamada descentralização por colaboração. O Estado transfere por contrato (concessão 
ou permissão) ou por ato unilateral (autorização) unicamente a execução do serviço, para que a 
pessoa delegada o preste à população, em seu próprio nome e por sua conta e risco, sob fiscalização 
do Estado. 
 Estado não cria entidade; 
 Transfere somente a execução da atividade (titularidade não); 
 Mediante contrato administrativo por PRAZO DETERMINADO. 
 
3.3) Desconcentração 
Criam Órgãos Públicos. É uma técnica de distribuição interna de competências. Esses Órgãos não 
possuem Personalidade Jurídica Própria e possuem relação de subordinação e hierarquização. 
Denominando-se, assim, as chamadas Secretárias. 
 
3.4) Concentração 
É uma técnica administrativa que promove a extinção de determinado órgão público. Uma pessoa 
jurídica integrante da Administração Pública extingue órgãos antes existentes em sua estrutura, 
reunindo em um número menor de unidades as respectivas competências. 
 
4) Órgãos Públicos 
4.1) Conceito de órgão público 
Órgãos públicos são centros de competências – sem personalidade jurídica – instituídos para o 
desempenho de funções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica 
a que pertencem. 
 Exemplo: Ministérios, suas secretarias, coordenadorias e departamentos. 
 
4.2) Teoria do órgão ou imputação volitiva 
O alemão Otto Gierke, fez a comparação do Estado com o corpo humano, segundo ele o Estado 
seria uma pessoa com personalidade e os órgãos seriam partes integrantes do Estado. 
De acordo com ele, os órgãos são centros de competências que tem o objetivo de desempenhar 
funções públicas, e são ligados à pessoa jurídica a que pertencem. Toda conduta dos agentes é 
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21 
imputada ao órgão, que é ligado ao ente (e este ente é quem responde civilmente). Essa teoria 
substitui as teorias do mandato e da representação. 
Nosso ordenamento adota a teoria da imputação volitiva, a qual sustenta que o agente público 
atua em nome do Estado. 
 
4.3) Criação dos órgãos 
Os órgãos são criados por meio de desconcentração, com a finalidade de desempenhar funções 
estatais, podem ser parte da administração direta ou indireta (dependendo da pessoa jurídica 
original). 
 
4.4) Classificação dos órgãos públicos 
Há diversos critérios que tratam da classificação dos órgãos públicos. No entanto, a mais utilizada 
nas provas de concursos públicos é a classificação dada por Hely Lopes Meirelles, um dos principais 
doutrinadores do Direito Administrativo no Brasil. 
O referido autor classifica órgãos públicos quanto à: composição, estrutura, posição estatal e 
atuação. 
a) quanto à composição 
Segundo essa classificação, os órgãos públicos podem ser definidos como: singulares ou colegiados. 
I) singulares (unipessoais): são aqueles que atuam, ou são integrados, através de um único agente. 
 Ex.: cargo de Presidente da República. 
II) colegiados: também conhecidos como órgãos pluripessoais, são aqueles formados por vários 
agentes e as decisões são tomadas por meio de uma deliberação coletiva. Exemplo de órgão 
colegiado: Conselho Nacional de Justiça, Poder Judiciário, dentre outros. 
 
b) quanto à estrutura 
Quanto à sua estrutura os órgãos públicos podem ser classificados como simples (ou unitários) e 
compostos. 
I) simples: possuem um único centro de competência, não possui outro órgão em sua estrutura que 
o auxilie na aplicação de suas funções. Esses órgãos contam com estruturas simplificadas, sem 
subdivisões, como acontece em órgãos maiores. 
II) compostos: são formados pela união de diversos órgãos menores. Sob a supervisão de um órgão 
chefe, as suas incumbências são distribuídas por outros centros de competência. São bons exemplos: 
Ministérios de Estado, Secretarias Estaduais e Municipais. 
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22 
 
c) quanto à posição estatal (ou hierárquica) 
 
I) independentes: são os órgãos que decorrem diretamente da Constituição, sem que tenham 
subordinação hierárquica a qualquer outro. Cúpula dos poderes. 
 Ex. parlamentos, tribunais, MPs; 
II) autônomos: estão logo abaixo dos independentes. São órgãos igualmente localizados no ápice 
da Administração, contudo subordinados diretamente aos independentes, com plena autonomia 
financeira, técnica e administrativa. 
 Ex. Ministérios, secretarias e AGU; 
III) superiores: denominados diretivos, são os órgãos encarregados do controle, da direção, e de 
soluções técnicas em geral e, diferentemente dos autônomos e dos independentes, não gozam de 
autonomia financeira e administrativa. 
 Ex.: gabinetes, secretarias-gerais, procuradorias administrativas, divisões, inspetorias; 
IV) subalternos: são os órgãos comuns dotados de atribuições meramente executórias. 
 Ex.: portarias, seções de expediente e protocolos. 
d) quanto à esfera de atuação 
Segundo essa classificação, os órgãos podem ser: centrais e locais. 
I) centrais: executam atribuições no território nacional, estadual ou municipal. Os Ministérios de 
Estado podem atuar em todo o Brasil, as Secretarias Estaduais atuam em todo o território do estado 
em que está inserida e as Municipais no território do município. 
II) locais: atuam apenas em parte do território como é o caso das Delegacias de Polícia. 
 
Órgãos - posição 
hierárquica
Independentes
Autonômos
Superiores
Subalternos
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5) Entidades da Administração Pública Indireta 
É um tema muito recorrente em provas de concurso público. 
A Administração Indireta é composta pelas: Fundações, Autarquias, Sociedade de economiamista e 
Empresa Pública. 
A base legal sobre o assunto é o Decreto-lei nº 200/67 em seu art. 5º: 
Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: 
I – Autarquia – o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e 
receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, 
para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. 
II – Empresa pública – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade 
econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência 
administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. 
III – Sociedade de Economia Mista – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da 
Administração Indireta. 
IV – Fundação Pública – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem 
fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de 
atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com 
autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e 
funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. 
 
5.1) Autarquias 
São Pessoas jurídicas de direito público, que fazem parte da Administração Pública Indireta. 
Possuem as seguintes características: 
 Criadas e extintas por lei específica: como a criação se dá por lei, não é necessário registrar nos 
órgãos de registros públicos. 
 Dotadas de autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial. 
 Não exercem atividade econômica. 
 Tem capacidade de autoadministração. 
 Possuem imunidade tributária. 
 Têm bens públicos. 
Regime normal de contratação é estatutário. 
Possuem prerrogativas da fazenda pública. 
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 Devem realizar licitações. 
 Responsabilidade objetiva e direta. 
 Devem observar as regras de contabilidade pública. 
 Seus dirigentes ocupam cargos em comissão de livre provimento e exoneração. 
 Controle finalístico (ou “tutela” ou "supervisão ministerial") exercido pelo ente que a criou: essa 
supervisão é exercida pelo ente que criou a pessoa jurídica e visa à verificação da realização dos 
objetivos que justificaram a criação da autarquia. 
 
a) Autarquias corporativas 
São os conselhos de Fiscalização de Profissões Regulamentadas; 
Tais conselhos são autarquias corporativas. Por isso, são pessoas jurídicas de direito público; 
Exige-se concurso público para contratação dos agentes, que podem ser celetistas. 
OAB: entidade sui generis que não exige concurso público. 
 
b) Agências reguladoras e executivas 
Dentro do gênero autarquias, temos as agências reguladoras e executivas. 
I) agência reguladora 
Possuem as seguintes características: 
 Pessoas Jurídicas Administrativas; 
 Dotada de natureza jurídica de autarquias sob regime especial; 
 Maior autonomia do que outras espécies autárquicas; 
 Criadas com o objetivo de regulação de determinado setor econômico; 
 Possuem caráter fiscalizatório e com poder de polícia; 
 Exemplos: ANVISA, ANP, ANCINE, ANAC, ANS e CADE. 
II) agências executivas 
A agência executiva é uma autarquia ou fundação pública que recebe uma qualificação jurídica para 
conseguir uma maior autonomia. É um título atribuído pelo governo federal. 
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Ou seja, é válido para: autarquias, fundações públicas e órgãos que celebrem contrato de gestão 
para ampliação de sua autonomia mediante a fixação de metas de desempenho. 
Proveniente de Decreto do Presidente da República ou portaria do Ministro de Estado. 
 Requisitos para qualificação como agência executiva: 
 Celebram um contrato de gestão com o Ministério supervisor; 
Existência de plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional; 
Vejamos um comparativo entre agência reguladora e agência executiva: 
 AGÊNCIAS EXECUTIVAS AGÊNCIAS REGULADORAS 
Natureza É uma qualificação jurídica de algumas 
autarquias e fundações. 
Autarquias com regime especial 
Atuação Visa operacionalidade mediante exercício 
descentralizado de tarefas públicas 
Controle e fiscalização de setores 
privados 
Surgimento Contexto da reforma administrativa Contexto da reforma 
administrativa 
Exemplos Inmetro Anatel, Aneel, Anac 
Base ideológica Modelo da Administração gerencial Modelo de Administração 
gerencial 
Âmbito federativo Somente no âmbito federal Existentes em todas as esferas 
federativas 
c) Fundações 
As Fundações públicas podem ter natureza jurídica de direito privado ou de direito público. 
Quando são de direito público, podem, também, ser chamadas de fundação autárquica, são 
efetivamente criadas por lei. Dessa forma, elas ganham a personalidade jurídica no momento da 
vigência da lei instituidora. Lei complementar definirá as áreas de sua atuação. 
Por outro lado, as fundações Públicas de direito privado recebem autorização legislativa para 
criação, mas dependem do registro do ato constitutivo no registro civil de pessoas jurídicas para que 
adquiram a personalidade jurídica. As Fundações públicas de direito privado não fazem jus à isenção 
das custas processuais, somente as entidades com personalidade de direito público (info 676/STJ). 
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Fundação Pública de Direito Público Fundação Pública de Direito Privado 
Criada por lei; Autorizada por lei; 
É equiparada a uma autarquia (e por isso 
dispensa o registro civil) 
Necessita de registro civil (assim como as empresas 
públicas e sociedade de economia mista) 
5.2) Empresa pública e Sociedade de economia mista (Lei n. 13.303/2016) 
A Empresa Pública é uma pessoa jurídica de Direito Privado, seu capital é exclusivamente público, 
além disso, poderá ser constituída em qualquer forma das modalidades empresariais. 
Já a Sociedade Economia Mista é uma estatal com capital misto, contudo, a maior parte do capital 
deverá pertencer a um ente da Administração Pública. Além disso, por determinação legislativa a 
SEM deverá ser constituída na forma de Sociedade Anônima (SA). 
a) aspectos comuns das estatais 
Não se sujeitam aos precatórios, salvo se: prestarem serviços públicos em regime não concorrencial. 
Tribunais de Contas podem controlar as contas das estatais (pois há transferência de recursos 
públicos a elas), exceto quando forem exploradoras de atividade econômica no que diz respeito à 
atividade-fim. 
Regime de trabalho: 
 Celetista; 
 Exige-se concurso público; 
 Demissão dos funcionários da ECT exige procedimento formal (quanto às demais, STF afirmou 
que não possui entendimento consolidado – RE 589.998). 
b) Sociedade de Economia Mista (SEM) 
Sociedade empresária que conta com a participação da Administração e de entidades privadas na 
composição do capital social. 
Deve sempre ser adotada a forma de Sociedade Anônima. 
Se a Sociedade de Economia Mista tiver ações negociadas na bolsa com finalidade de remunerar 
capital dos controladores e acionistas, ela não tem direito à imunidade tributária recíproca, mesmo 
que preste serviço público. 
Imunidade tributária recíproca é aquela em que um ente (U/E/DF/M) não pode cobrar tributo do 
outro 
 
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c) Empresa Pública 
Pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público, poderá ser constituída em 
qualquer uma das modalidades empresariais

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