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¹Franciele Ferreira de Jezus – Estudante Administração no Centro Universitário Leonardo da Vinci – matricula 16009521 - francieledejezus@outlook.com FLUXOGRAMA DA EMPRESA NETFLIX Franciele Ferreira de Jezus1 INTRODUÇÃO O presente estudo busca explorar os hábitos de consumo dos usuários de plataformas de streaming de vídeo, como a Netflix. O objetivo é entender as circunstâncias de consumo, os dispositivos mais utilizados, a interface e facilidade de navegação, a presença de anúncios ou interrupções, e observar o hábito de fazer maratonas de conteúdo. Além disso, o estudo propõe melhorias para a plataforma de streaming. A Netflix foi criada em 1998 como um serviço de aluguel de filmes pela internet, reali- zando a entrega dos títulos na casa dos clientes via correio. No ano seguinte, em 1999, introdu- ziu um modelo de assinatura para facilitar o acesso aos conteúdos. Em 2000, a empresa imple- mentou um sistema de recomendação que utilizava as avaliações dos usuários para prever fu- turas escolhas. A partir de 2007, a Netflix passou a oferecer o serviço de streaming, transfor- mando a forma de consumir filmes e séries. Em 2011, foi pioneira ao expandir sua atuação para a América Latina, consolidando-se no mercado com produções originais, como a série House of Cards, lançada em 2013. A Netflix, como uma plataforma de streaming digital inovadora, passa por constantes atualizações com o objetivo de tornar sua interface cada vez mais funcional e satisfatória para os usuários. A empresa mantém uma relação próxima com o público por meio das redes sociais, permitindo que os usuários opinem sobre os títulos disponíveis e sugiram novos conteúdos para o catálogo. A navegação na plataforma é intuitiva e facilita a criação de perfis personalizados, de acordo com as preferências de gênero de cada usuário. Um dos principais recursos oferecidos é o perfil infantil, que possibilita aos responsáveis delimitar a faixa etária do conteúdo acessado, promovendo maior controle sobre o que as crianças assistem e garantindo uma experiência se- gura, prática e adequada para o público infantojuvenil. O modelo de streaming apresenta diferenças significativas em relação à televisão tradi- cional, principalmente por não contar com intervalos comerciais ou chamadas para outros pro- gramas. Essa tecnologia, oferecida por diversas plataformas como a Netflix, permite a trans- missão de dados via internet sem a necessidade de download prévio. Diferentemente da TV mailto:francieledejezus@outlook.com convencional, o streaming disponibiliza um catálogo online no qual o usuário pode escolher o que deseja assistir, bastando apenas clicar no botão de play. Essa modalidade possibilita o acesso a séries, filmes, programas de TV, realities e transmissões ao vivo de forma não linear, ou seja, sem seguir uma sequência fixa de horários ou datas de lançamento. Dessa maneira, o streaming proporciona uma experiência personalizada e flexível, adaptada aos hábitos e prefe- rências do público contemporâneo (MARTINS, 2020). O corpus deste estudo é composto por informações textuais coletadas a partir das res- postas de dez entrevistados, enviadas ao pesquisador via e-mails e mensagens pelo aplicativo WhatsApp. A partir dessas respostas, consideradas elementos significativos, foram identifica- dos os dados necessários para a análise. Segundo Bardin (1977, p. 1966), a análise de conteúdo fundamenta-se na própria mensagem, que constitui o material essencial e o ponto de partida para a investigação. Sem essa base, a análise seria inviável, pois é nela que residem os indica- dores fundamentais para a interpretação dos dados. Dessa forma, o presente estudo utiliza as respostas textuais como suporte principal para a compreensão dos fenômenos pesquisados, as- segurando rigor metodológico e validade na coleta de informações. Será realizada uma pesquisa bibliográfica qualitativa. Sobre esta metodologia, Appoli- nário (2011), refere-se como a análise de documentos cujo objetivo é a revisão de literatura de um determinado tema ou ainda um determinado contexto da história. Já para Severino (2007), trata-se de um registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impres- sos, como livros, papers, teses etc. Faz-se uso de dados já trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registrados. METODOLOGIA Para a pesquisa, foi aplicado um questionário a dez participantes que utilizaram a plata- forma de streaming Netflix no último ano. O instrumento continha nove perguntas fechadas e uma pergunta aberta, abordando o relacionamento dos usuários com a plataforma, suas percep- ções sobre as qualidades do serviço e sugestões de melhoria. As respostas foram analisadas considerando o contexto individual de cada entrevistado, o que possibilitou uma avaliação mais detalhada das diferentes experiências. Os participantes, selecionados aleatoriamente, tinham idades entre 20 e 60 anos, abrangendo tanto homens quanto mulheres. Essa diversidade contri- buiu para a obtenção de dados representativos, refletindo múltiplos perfis e preferências em relação à programação oferecida. O questionário é uma ferramenta valiosa para a pesquisa, pois permite a coleta eficiente de dados, possibilita uma análise rigorosa e fornece informações essenciais para fundamentar decisões com base em evidências concretas. Durante a aplicação, é fundamental que a equipe acadêmica conduza as perguntas de maneira clara e direcionada aos entrevistados, garantindo respostas objetivas e precisas. Essa etapa é crucial para assegurar a qualidade dos dados cole- tados, minimizando erros e ambiguidades que possam comprometer a validade do estudo. A condução adequada do questionário contribui para a confiabilidade dos resultados, fortalecendo a base de informações para análises subsequentes. Conforme Gil (1999, p. 28), o questionário pode ser definido como “a técnica de inves- tigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas etc.”. Essa definição reforça a importância do questionário como método de pesquisa qualitativa e quantitativa, capaz de captar aspectos subjetivos e ob- jetivos do comportamento humano. Assim, a correta elaboração e aplicação do instrumento são essenciais para garantir que os dados coletados sejam válidos e úteis para os objetivos da inves- tigação, contribuindo para o rigor científico do estudo. Além disso, foram utilizados conceitos teóricos, materiais bibliográficos e orientações fornecidas pelo módulo de Metodologia Científica do Centro Universitário Leonardo da Vinci. RESULTADOS O estudo destaca dados e informações que comprovam a relevância das plataformas de streaming, como a Netflix, no cenário audiovisual e na rotina dos espectadores. Os números indicam que 70% dos entrevistados utilizam a plataforma diariamente, enquanto os outros 30% recorrem a ela algumas vezes por semana. A maior parte, 90%, acessa o serviço por meio da televisão, enquanto os 10% restantes combinam o uso da TV com o smartphone. Em relação à qualidade do conteúdo, a avaliação da Netflix é amplamente positiva, com classificações que variam entre excelente e bom. Entre os gêneros mais assistidos destacam-se filmes, séries e animações. Todos os participantes afirmaram não enfrentar problemas com o serviço. Sobre a interface e usabilidade, 95% consideraram a navegação fácil e intuitiva. Já em relação à pre- sença de anúncios, as respostas são divididas: 70% dos usuários garantem que não há interrup- ções comerciais, enquanto 30% acreditam que há anúncios em excesso. O preço é majoritaria- mente considerado justo pelos entrevistados. As características mais valorizadas no serviço in- cluem a variedadedo catálogo (apontada por 80%) e a navegação simplificada (citada por 20%). Como sugestões de melhoria, os participantes mencionam preços mais acessíveis, maior diver- sidade de conteúdos, filmes e séries recentes, além de um programa de fidelidade para clientes de longa data. Após o processo de análise das respostas dos dez entrevistados sobre sugestões de me- lhorias para o serviço de vídeo: Netflix. Construímos as categorias e suas características (Tabela 1). Para esta pesquisa, dividimos o conteúdo das respostas das entrevistas em nove categorias principais. São elas: Frequência; Dispositivo; Qualidade; Problemas; Interface; Anúncios; Preço; O que mais valoriza no serviço e Sugestões de melhorias. Tabela 1: Categoria para análise. Aspecto Avaliado Resultado / Percentual Observações Frequência de uso 70% utilizam diariamente 30% utilizam algumas vezes por semana Dispositivo de acesso 90% utilizam televisão 10% utilizam TV + smartphone Avaliação da qualidade do conteúdo Variam entre excelente e bom Gêneros mais assistidos: filmes, séries, animações Problemas com o serviço 0% enfrentam problemas Todos afirmaram não enfrentar problemas técnicos Facilidade de navegação 95% consideram fácil e intuitiva Presença de anúncios 70% afirmam que não há anún- cios 30% consideram anúncios em excesso Percepção sobre preço Majoritariamente considerado justo Características mais valoriza- das 80% variedade do catálogo 20% navegação simplificada Sugestões de melhoria Preços mais acessíveis; maior di- versidade de conteúdo; filmes e séries recentes; programa de fi- delidade para clientes antigos Franciele (2025). Os dados coletados reforçam a importância crescente dos serviços de streaming no con- texto da indústria audiovisual contemporânea. Empresas como a Netflix têm exercido papel central na transformação dos hábitos de consumo de conteúdo audiovisual, promovendo uma mudança significativa no acesso, na oferta e na personalização das produções. Conforme des- tacado por Jenkins (2006, p. 39), “os velhos meios de comunicação não estão sendo substituí- dos. Mais propriamente, suas funções e status estão sendo transformados pela introdução de novas tecnologias”. Esse processo evidencia uma transformação estrutural nas formas tradicio- nais de comunicação, evidenciando a coexistência e a reconfiguração dos meios. Fundada em 1997 pelos empreendedores Reed Hastings e Marc Randolph, a Netflix iniciou suas operações como um serviço de aluguel de DVDs via correio, possuindo um catá- logo reduzido e equipe enxuta. Em 2007, a empresa adotou o modelo de streaming, promovendo uma verdadeira revolução no consumo audiovisual ao eliminar os tradicionais intervalos co- merciais e possibilitar a escolha sob demanda pelo usuário. O streaming, enquanto tecnologia de transmissão de dados via internet sem necessidade de download, contrapõe-se ao modelo linear e restritivo da televisão convencional, conferindo maior autonomia e flexibilidade ao espectador. A plataforma disponibiliza a criação de até cinco perfis por conta, o que permite a per- sonalização do conteúdo para diferentes usuários dentro de um mesmo plano. A precificação dos serviços varia conforme o número de acessos simultâneos permitidos e a qualidade da ima- gem, o que confere maior flexibilidade aos assinantes. Além disso, o catálogo da Netflix é composto por uma vasta gama de produções, incluindo títulos provenientes dos principais es- túdios de Hollywood, obtidos por meio de acordos que garantem os direitos de distribuição de obras consagradas e populares, inclusive aquelas que apresentam alto índice de pirataria (Sigi- liano & Faustino, 2016). A organização do catálogo da Netflix é estruturada com base em categorias, subcatego- rias, gêneros e tipos, por meio de um sistema robusto de metatags. Segundo Sigiliano e Faustino (2016, p. 21-22), “tudo começa com a organização do catálogo da Netflix em categorias, sub- categorias, géneros e tipos, todos pautados por um sistema de tags abrangente e preciso”. Essas metatags funcionam como etiquetas que classificam minuciosamente todo o conteúdo disponí- vel, permitindo uma navegação eficiente e personalizada. Essa sistematização é essencial para o desempenho da plataforma, pois fortalece os mecanismos de recomendação, otimizando a experiência do usuário, incentivando o engajamento e promovendo a fidelização do público. Outro aspecto relevante é o investimento da Netflix na produção de conteúdos originais, como séries, filmes e documentários. Essa estratégia não apenas diferencia a empresa no mer- cado, mas também incrementa a exclusividade do seu catálogo, ampliando a fidelidade dos assinantes. Conforme apontam Strümer e Silva (2015), a produção própria representa uma van- tagem competitiva crucial, pois assegura uma posição estratégica frente à concorrência e pro- tege a plataforma contra ofertas similares a custos inferiores, garantindo sua liderança no setor audiovisual. Qualquer coisa a qualquer hora em qualquer lugar: propostas como a da Net- flix, que oferece um catálogo virtual de bilhões de horas de conteúdo audiovisual, transforma a experiência de consumo de séries disponibilizando títulos antigos e no- vos aos seus assinantes, dando a possibilidade de total controlo ao usuário sobre qual produto assistir, em que tempo e em diversos dispositivos tecnológicos, seja na TV da sala (outrora grande eletrodoméstico da casa), seja nas telas móveis que acompanham o ser digital. (Saccomori, 2015, p. 54) Os consumidores do século XXI buscam histórias e entretenimento por meio de diversas plataformas, recorrendo, por vezes, à pirataria quando não encontram maneiras legais, rápidas e acessíveis de assistir ao que desejam. Mais do que tudo, valorizam a autonomia para escolher o que assistir, no momento que preferirem, exigindo maior controle sobre a programação. Essa necessidade de autonomia foi intensificada com o lançamento das séries originais da Netflix. Além de disponibilizar produções licenciadas de outros estúdios, a empresa se destacou ao in- vestir em conteúdo próprio, produzido e financiado internamente. A primeira série original lan- çada pela plataforma tornou-se um enorme sucesso, consequência direta das análises detalhadas das preferências de seus assinantes. Rapidamente, consolidou-se como uma das produções mais assistidas do catálogo, evidenciando o impacto transformador do streaming no mercado audio- visual global. FLUXOGRAMA Os fluxogramas são ferramentas visuais fundamentais para a organização e representa- ção de processos em diversas áreas, como administração, engenharia, educação e programação. Segundo Slack, Chambers e Johnston (2009), esses diagramas auxiliam na visualização e na compreensão dos processos, facilitando a análise crítica e a melhoria contínua das operações. Por meio dos fluxogramas, informações complexas podem ser apresentadas de maneira clara e acessível, permitindo que usuários com diferentes níveis de conhecimento compreendam as etapas e interações do sistema em estudo. Dessa forma, eles são essenciais para o mapeamento e o entendimento eficiente dos processos, além de facilitar a comunicação entre os envolvidos. Um fluxograma é composto por uma série de símbolos conectados por setas, que indi- cam as ações, decisões e fluxos de trabalho dentro do processo. Conforme Davenport (1994), essa representação gráfica permite identificar falhas, redundâncias e pontos de melhoria, tor- nando-se uma ferramenta valiosa para o gerenciamento dos processos organizacionais. Os sím- bolos mais comuns incluem retângulos para atividades, losangos para decisões e setas que in- dicam o fluxo do processo, conforme descrito por Hammer e Champy (1993). Esse tipo de diagramação facilita o entendimento sequencial dos procedimentos, tornando os processos mais transparentese passíveis de otimização para diferentes contextos organizacionais. Além disso, os fluxogramas promovem a simplificação da comunicação entre os mem- bros de uma equipe, especialmente em ambientes colaborativos e multidisciplinares. Mintzberg (1989) ressalta que uma linguagem comum é crucial para garantir o alinhamento das equipes, evitando mal-entendidos e erros durante a execução das tarefas. A clareza proporcionada pelos fluxogramas é fundamental para processos complexos, nos quais múltiplos participantes e eta- pas estão envolvidos, assegurando que todos compreendam seu papel e o andamento do projeto. Assim, esses diagramas fortalecem a coordenação e a eficiência no trabalho em grupo, o que é indispensável para o sucesso organizacional. Entretanto, é importante que a criação dos fluxogramas seja realizada com cautela, pois diagramas excessivamente complexos podem gerar confusão e desmotivação nos usuários. Se- gundo Laudon e Laudon (2014), simplicidade, objetividade e boa estrutura são requisitos fun- damentais para que os fluxogramas cumpram eficazmente sua função comunicativa e analítica. Um fluxograma claro e bem organizado facilita a identificação rápida de problemas e a tomada de decisões estratégicas para a melhoria contínua dos processos organizacionais. Por isso, a elaboração adequada dos diagramas é vital para o sucesso da gestão processual e para o apri- moramento organizacional. O fluxograma a seguir ilustra o fluxo de cadastro da empresa Netflix, conforma e figura 1. Fonte: Franciele (2025). A análise do fluxograma apresentado possibilita a identificação clara e sequencial das etapas envolvidas no processo de cadastro de novos usuários na plataforma Netflix, bem como dos principais aspectos que impactam a experiência do usuário. A estrutura visual favorece a compreensão do percurso inicial, desde o acesso ao site até a personalização das preferências, demonstrando a preocupação da organização com a usabilidade e a simplificação dos procedi- mentos para adesão ao serviço. Adicionalmente, o fluxograma evidencia uma segunda camada analítica, direcionada à identificação de problemas e proposição de melhorias em áreas estratégicas, tais como: (1) inter- face e navegação, enfatizando a simplificação dos menus e o aprimoramento do sistema de cate- gorias; (2) catálogo e conteúdo, com recomendações para curadoria temática, valorização de pro- duções regionais e expansão do portfólio de conteúdos originais; (3) tecnologia e desempenho, destacando a necessidade de otimização para conexões de baixa velocidade e a implementação de notificações relativas a lançamentos; (4) qualidade de conteúdo, contemplando a ampliação das produções originais e o refinamento dos sistemas de recomendação personalizada; e (5) pro- moções e fidelização, com estratégias orientadas à redução de custos e estímulos voltados à re- tenção de clientes antigos. Nesse sentido, a representação gráfica não apenas documenta o funcionamento vigente da plataforma, mas também se configura como um instrumento fundamental para o diagnóstico e planejamento de ações voltadas à melhoria da experiência do consumidor. Assim, o uso de fluxogramas transcende a simples documentação processual, estabelecendo-se como uma ferra- menta estratégica para o desenvolvimento organizacional e aprimoramento contínuo. PROPOSTAS DE SOLUÇÕES Neste capítulo da pesquisa, são apresentados e discutidos os resultados obtidos a partir das entrevistas com usuários da Netflix, utilizando a metodologia de análise de conteúdo. O objetivo principal é identificar as sugestões de melhorias indicadas pelos entrevistados, consi- derando os principais problemas relacionados aos serviços de streaming e ao conteúdo artístico audiovisual, como filmes, novelas, séries, documentários e realities shows. Esses dados também evidenciam a relação direta entre os usuários e as plataformas digitais, mediada por tecnologias diversas, como computadores, televisores e dispositivos móveis, que influenciam diretamente a forma de consumo de mídia na atualidade. Entre as melhorias mais destacadas pelos dez entrevistados estão: o aumento do número de acessos simultâneos por assinatura, a redução do valor cobrado pelo serviço, a otimização da interface para facilitar a navegação, uma maior divulgação das produções recentes e a am- pliação da qualidade do conteúdo disponibilizado. Essas sugestões evidenciam tanto as neces- sidades práticas dos usuários quanto as expectativas em relação ao desempenho e à entrega do serviço. Os depoimentos reforçam a importância de um modelo de experiência centrado no usuário, em consonância com os princípios de usabilidade e acessibilidade em ambientes digi- tais. As respostas dos participantes foram organizadas em dez categorias analíticas: frequên- cia de uso, dispositivos utilizados, qualidade do conteúdo, gêneros preferidos, problemas en- frentados, interface da plataforma, anúncios, preço justo, aspectos mais valorizados no serviço e sugestões de melhorias. Com base nessas categorias, tornou-se possível mapear os comporta- mentos de consumo e as percepções dos usuários em relação à plataforma. Essa organização metodológica também possibilita a visualização de padrões recorrentes e contribuições signifi- cativas para o aprimoramento do serviço. Com relação à frequência de uso, observou-se que a maioria dos respondentes utiliza a plataforma regularmente, muitas vezes em mais de um dispositivo, como TVs e smartphones. No que diz respeito à frequência de uso, observou-se que a maioria dos usuários acessa a Netflix regularmente, utilizando mais de um dispositivo, especialmente televisores e smartphones. A qualidade do conteúdo foi avaliada de forma positiva pela maioria dos participantes, sendo que os gêneros mais consumidos incluem filmes, séries e animações. Apesar da boa avaliação geral, surgiram divergências quanto à exibição de anúncios: alguns relataram interrupções por propa- gandas, enquanto outros afirmaram não ter vivenciado esse tipo de interferência. Em relação aos preços, a maioria considerou a assinatura justa, destacando como atrativos principais a di- versidade do catálogo e a experiência de navegação sem interrupções. Atualmente, o plano básico da Netflix com anúncios custa R$ 25,90, valor que pode aumentar dependendo da contratação de pacotes adicionais. Nesse contexto, uma sugestão re- corrente dos usuários foi a criação de um programa de fidelidade, capaz de reduzir os custos para assinantes frequentes e incentivar a permanência na plataforma. Outra sugestão relevante foi o aprimoramento na divulgação e no lançamento de novos conteúdos. Os entrevistados apontaram a necessidade de um calendário estruturado, que distribua lançamentos de forma equilibrada ao longo do ano, promovendo maior previsibilidade e engajamento com as estreias. Quanto à interface da plataforma, os usuários entrevistados indicaram a necessidade de maior eficiência no funcionamento em todos os dispositivos, com especial atenção à facilidade de localização de conteúdos. Também sugeriram melhorias na infraestrutura para reduzir ins- tabilidades de conexão, com foco na manutenção preventiva e na robustez dos servidores. Além disso, propuseram a criação de alertas em tempo real para notificar problemas técnicos, o que contribuiria para a transparência na comunicação e a confiança do usuário em momentos de falha temporária no serviço. Os entrevistados demonstraram ser usuários atentos e exigentes, considerando fatores como preço, diversidade e qualidade do conteúdo, frequência de lançamentos e eficiência da plataforma como determinantes para a permanência no serviço. Esses elementos ficaram evi- dentes nas respostas analisadas, apontando para um público cada vez mais crítico e participa- tivo. Tais dados podem ser considerados umreflexo das transformações no comportamento do consumidor digital e da crescente demanda por serviços mais personalizados e responsivos. De modo geral, os objetivos deste estudo foram atingidos com êxito. Os resultados ob- tidos permitiram identificar tanto a consciência crítica dos usuários em relação aos problemas enfrentados quanto as sugestões práticas e coerentes que contribuem para o aprimoramento da experiência de consumo. Essas contribuições, quando consideradas pelas empresas de strea- ming, têm potencial para melhorar a relação com os usuários e garantir maior competitividade no mercado digital contemporâneo, que é cada vez mais dinâmico e disputado. Por fim, destaca-se a relevância das ferramentas organizacionais, como os fluxogramas, para a melhoria de processos em contextos diversos. Tais ferramentas simplificam a comunica- ção, documentam rotinas operacionais e facilitam a análise e resolução de problemas. Sua ado- ção estratégica permite que empresas otimizem operações internas e promovam ambientes co- laborativos mais eficientes. No contexto da Netflix e de outras plataformas digitais, o uso de fluxogramas pode apoiar tanto o desenvolvimento técnico quanto a tomada de decisões voltadas à experiência do usuário. REFERÊNCIAS APPOLINÁRIO, F. (2011). Dicionário de Metodologia Científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 295. BARDIN, L. Análise de conteúdo. 13.ed. São Paulo: Edições 70. 2006. 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