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Assistência de enfermagem no parto normal com internação
Parto é a fase resolutiva do ciclo gravídico, visto que consiste na expulsão ou extração do feto e de seus anexos do organismo materno.
Diz-se parto a termo quando este ocorre entre 37ª e 42ª semana de gestação; quando ocorre antes da 37ª semana, diz-se parto pré-termo, ou prematuro, e quando ocorre após a 42ª semana, diz-se parto pós-termo, ou serotino.
Admissão
A equipe de enfermagem deve atuar no sentido de proporcionar ao bonômio mãe a tranquilidade e a segurança necessárias no período compreendido desde o trabalho de parto, passando pelo parto, assistência neonatal e puerpério.
Antes da internação, a paciente passa por uma avaliação para determinar se está ou não em trabalho de parto.
Os dados que indicam trabalho de parto são:
Emissão do tampão mucoso
Dilatação e apagamento do colo uterino
Contrações uterinas (duas ou mais em 10 minutos) perceptíveis à palpação
Ocasionalmente, rompimento da bolsa d’água
Sendo diagnosticado o trabalho de parto, a paciente será hospitalizada, preparada e encaminhada ao pré-parto.
Hospitalização
A paciente será admitida mediante a abertura de prontuário, que conterá os dados relativos:
Aos sinais vitais
À dinâmica uterina
À posição, à situação e à apresentação fetal
À dilatação e ao apagamento do colo
Ao estado das membranas (íntegras ou rotas)
Ao BCF
À preparação da paciente para o parto inclui:
A tricotomia, que será ou não realizada, conforme a rotina do serviço ou a prescrição médica. Caso não exista uma rotina na clínica quanto à região a ser tricotomizada, seguir a orientação médica, pois existe divergência quanto a isso, ou seja, alguns recomentam que seja ampla, outros que seja restrita ao campo operatório
A enteróclise, que será ou não realizada, conforme a rotina do serviço ou da prescrição médica
A higienização corporal, que será realizada quando a paciente apresentá-la deficiente, e conforme seu estado permitir
O vestuário, que normalmente a maternidade possui, adequado ao caso. É importante lembrar que a paciente não usará calcinha nem sutiã
Com o programa de humanização no pré-natal e crescimento, preconizado pelo Ministério da Saúde, a assistência ao período tem tido, progressivamente, alterações com vistas a sua melhoria. Com isso, muitas medidas desnecessárias e anteriormente adotadas encontram-se em desuso.
Períodos clínicos do parto
Dilatação
É considerada o 1º período do parto, normalmente o mais longo deles.
Consiste na modificação que o colo sofre e denimina-se:
Apagamento, que ocorre por retração e é avaliado em porcentagem (vai de 0 a 100%)
Dilatação, que indica a abertura do diâmetro do orifício. É expressa em centímetros e, ao atingir a dilatação máxima (10cm), forma um único canal entre o útero e a vagina
O apagamento na primigesta ocorre primeiro que a dilatação e, nas multíparas, simultaneamente.
Expulsão
É denominada de 2º período; inicia-se com a dilatação completa, terminando com a expulsão do feto.
Dequitação (delivramento, secundamento)
Corresponde ao 3º período do parto. Segue-se à expulsão do feto, indo até a expulsão completa da placenta e das membranas.
O descolamento da placenta pode ter início na parte central (mecanismo de Baudelocque Schultze) ou na marginal (mecanismo de Baudelocque Duncan). Com o início do descolamento, forma-se o chamado hematoma retroplacentário, quando no primeiro caso.
Após seu descolamento total, a placenta é expulsa pelo canal do parto.
Quarto período ou Greemberg
A primeira hora após a expulsão da placenta é considerada, por alguns autores, como um período do parto, constituindo, então, o 4º período.
Neste, deve haver a formação e a manutenção do globo de segurança (contração uterina), fatos indispensável ao controle do sangramento no pós-parto.
Mecanismo do parto
É uma sequência de acontecimentos (tempos) que permite a passagem do feto pelo canal do parto. Para tanto, é necessário que haja proporção entre o feto e a pelve, além de contrações uterinas eficazes.
O mecanismo do parto ocorrerá de acordo com o tipo da apresentação do feto, que, na maioria dos casos, se processa em apresentação cefálica fletida ou de vértice, que são consideradas eutócicas, e as demais, distócicas.
Os tempos do mecanismo do parto são:
Encaixamento ou acomodação: ocorre quando o polo cefálico penetra na pelve em seu maior diâmetro
Insinuação: é a passagem da maior circunferência da apresentação (polo cefálico) pelo estreito superior
Descida: na realidade, esta se processa desde a acomodação, terminando somente com a expulsão fetal
Flexão: a cabeça sofre flexão em relação ao corpo (o queixo aproxima-se do tórax) para haver redução dos diâmetros
Rotação interna: o feto gira, roda dentro da pelve óssea materna, para adaptar seus maiores diâmetros aos da pelve materna
Deflexão: é a extensão que a cabeça sofre para ser desprendida dos genitais externos
Desprendimento da apresentação: é a exteriorização completa da apresentação
Rotação externa: essa etapa realiza-se fora da bacia materna e consiste no giro que a cabeça realiza em torno de seu próprio eixo, fazendo com que o occipital se posicione ao lado da coluna vertebral (movimento de reconstituição)
Desprendimento ou expulsão fetal: consiste na liberação dos ombros, seguida do restante do corpo
Distocias
Constituem as dificuldades relacionadas ao parto. Podem ser:
Distocia do trajeto
Causada por problemas da bacia materna, por tumores, anormalidades do colo, da vagina ou da vulva.
Distocia do motor (força)
Ocorre quando as contrações uterinas fogem da normalidade, podendo ser em relação à frequência (hipersistolia, hipossistolia ou assistolia) ou ao tono muscular (hipertonia ou hipotonia).
Distocia fetal
Surge, normalmente, em decorrência de macrossomia, de malformação ou de variedade da apresentação fetal.
Cuidados de enfermagem no trabalho de parto
Proporcionar à paciente ambiente tranquilo
Providenciar o material necessário para exames e procedimentos (luvas, estetoscópio de Pinard, amniótomo, comadre, aparelho de PA, vaselina líquida – que dependem da rotina do serviço etc)
Manter a higiene corporal da paciente
Atenção às queixas e solicitações da paciente
Observar a dieta da paciente, conforme a prescrição médica
Manter a paciente, preferencialmente, em decúbito lateral esquerdo
Atenção quanto ao gotejamento das infusões venosas
Acompanhar a paciente ao sanitário
Acompanhamento da dinâmica uterina
Acompanhamento do BCF a intervalos frequentes
Verificação periódica dos sinais vitais da paciente
Controle das secreções vaginais
Anotar a hora do rompimento da bolsa d’água
Observação e registro do aspecto do líquido amniótico
Estar atento e comunicar ao médico, imediatamente, nos caos de:
· Alterações das contrações uterinas
· Alterações dos batimentos cardiofetais
· Hemorragias vaginais
· Eliminação de líquido amniótico meconial
· Distensão da parede uterina
Encaminhar a paciente juntamente com o prontuário ao Centro Obstétrico, conforme a orientação médica e a rotina do serviço.
Cuidados de Enfermagem durante o parto
Colocar a parturiente na mesa de parto (ou conforme rotina da clínica e/ou do médico)
Ligar o berço aquecido
Verificar se todo material está disponível na sala de parto: capote, luvas, campos, compressas, gases, antisséptico, vidros para coleta de sangue do cordão, pera para aspiração, borracha para laqueadura do cordão, seringa, agulhas, fios de sutura, bandeja de parto completa (tesoura, bisturi, pinças – Kocher, Kelly, anatômica, porta-agulha, agulhas de sutura, cuba redonda)
Auxiliar o obstetra a se paramentar
Ligar e posicionar o foco
Incentivar a parturiente a fazer força para baixo no momento das contrações e a relaxar e a respirar profundamente no intervalo entre elas
Administrar soro e/ou medicação, caso prescritos
Marcar o horário do nascimento
Providenciar a identificação do recém-nascido (RN) enquanto é assistido pelo neonatologista:
Pulseira, que deve conter, no mínimo, o nome da mãe, o sexo do RN e o Apgar do RN, bem como a data e a hora do parto
Colher a impressãodigital da mão e do plantar do RN no seu prontuário
Identificar os frascos onde foi colhido sangue do cordão umbilical (estes devem ser encaminhados ao berçário, junto com o RN) ou conforme rotina da unidade
Após a dequitação, providenciar: peso da placenta, medida do cordão e identificação de ambos, conforme rotina da clínica
Após a liberação da paciente pelo médico, proceder à “limpeza” de região genital e à movimentação passiva dos MMII
Passar a mulher para a maca
Verificar os sinais vitais, sangramento vaginal, contração uterina e infusões venosas
Fazer as anotações no prontuário: horário, tipo de parto, existência ou não de episiotomia e episiorrafia, sexo, Apgar e qualquer anormalidade com o RN, delivramento, sangramento, anotar o peso da placenta e se foi ou não colhido sangue do cordão, nome do obstetra, do neonatologista e da circulante
Encaminhar a mulher ao leito, junto com o prontuário
Anotar o parto no livro próprio do centro obstétrico ou conforme rotina do serviço
Deixar a sala preparada para o parto seguinte
Assistência de Enfermagem nos partos com intervenção
Existem algumas situações em que a intervenção é indispensável à sobrevida materno-fetal.
Cesariana
Denomina-se cesariana o parto cirúrgico que consiste em uma incisão nas paredes abdominal e uterina e na consequente liberação do feto.
É indicada quando parto normal for impossível ou contraindicado, insto é, nos casos de haver:
Desproporção feto-pélvica
Sofrimento fetal agudo
Descolamento prematuro da placenta
Placenta prévia
Toxemia gravídica
Cesáreas anteriores
Distocias
Falha na indução
No pré-operatório, deve-se dar à paciente os seguintes cuidados (os mesmos em qualquer outra cirurgia):
Apoio psicológico
Manter a paciente em jejum
Tricotomia (abdominal, pubiana)
Enteróclise (conforme prescrição médica)
Esvaziamento vesical
Higienização corporal
Retirada de próteses, órteses e adornos
Vestuário adequado
Verificação dos sinais vitais
Antes de levar a paciente para sala, esta deverá ser aberta como em qualquer outra cirurgia.
Deve-se verificar o funcionamento do foco, do aspirador e saída de oxigênio. Certificar-se de que na sala existem estetoscópio, esfigmomanômetro, material para entubação, estetoscópios de Pinard, berço aquecido etc.
A circulante deverá receber a paciente e levá-la para a sala de operação, tranquilizando-a.
Após a orientação do anestesista, deve-se auxiliar a paciente a tomar a posição recomendada e a permanecer nela até o fim da administração da anestesia.
Durante o ato cirúrgico, a circulante deve estar atenta aos acontecimentos para atender de modo rápido e eficiente às solicitações da equipe cirúrgica.
O pós-operatório consta de:
Controle dos sinais vitais
Observação rigorosa do sangramento
Observação da incisão cirúrgica
Repouso e deambulação, conforme o ripo de anestesia
Oferecer a dieta, conforme prescrição
Os demais cuidados são os mesmo que os do pós-parto normal.
Fórceps
É um instrumento aplicado sobre a cabeça do feto para tracioná-la ou conduzi-la pelo trajeto.
Sua aplicação está reservada aos obstetras.
Ao ser solicitado o instrumento, o auxiliar deve questionar qual o tipo, uma vez que existem vários.
Vácuo
Também utilizado para auxiliar no parto, constitui-se na aplicação de uma ventosa na cabeça do feto que está ligada a uma bomba a vácuo. Durante a contração, é acionada, o que promove uma aspiração delicada, de modo a tracionar o concepto.
Assistência de enfermagem no parto normal com internação
 
 
Parto é a fase resolutiva do ciclo gravídico, visto que consiste na expulsão ou extração do feto 
e de seus anexos do organismo materno.
 
Diz
-
se parto a termo quando este ocorre entre 37ª e 42ª semana de gestação; quando ocorre 
antes da 37ª semana, diz
-
se parto pré
-
termo, ou prematuro, e quando ocorre após a 42ª 
semana, diz
-
se parto pós
-
termo, ou serotino.
 
 
Admissão
 
A equipe de enfermagem de
ve atuar no sentido de proporcionar ao bonômio mãe a 
tranquilidade e a segurança necessárias no período compreendido desde o trabalho de parto, 
passando pelo parto, assistência neonatal e puerpério.
 
Antes da internação, a paciente passa por uma avaliação p
ara determinar se está ou não em 
trabalho de parto.
 
Os dados que indicam trabalho de parto são:
 
Emissão do tampão mucoso
 
Dilatação e apagamento do colo uterino
 
Contrações uterinas (duas ou mais em 10 minutos) perceptíveis à palpação
 
Ocasionalmente, rompime
nto da bolsa d’água
 
 
Sendo diagnosticado o trabalho de parto, a paciente será hospitalizada, preparada e 
encaminhada ao pré
-
parto.
 
 
Hospitalização
 
A paciente será admitida mediante a abertura de prontuário, que conterá os dados relativos:
 
Aos sinais vitais
 
À dinâmica uterina
 
À posição, à situação e à apresentação fetal
 
À dilatação e ao apagamento do colo
 
Ao estado das membranas (íntegras ou rotas)
 
Ao BCF
 
À preparação da paciente para o parto inclui:
 
A tricotomia, que será ou não realizada, conforme a rotina
 
do serviço ou a prescrição médica. 
Caso não exista uma rotina na clínica quanto à região a ser tricotomizada, seguir a orientação 
Assistência de enfermagem no parto normal com internação 
 
Parto é a fase resolutiva do ciclo gravídico, visto que consiste na expulsão ou extração do feto 
e de seus anexos do organismo materno. 
Diz-se parto a termo quando este ocorre entre 37ª e 42ª semana de gestação; quando ocorre 
antes da 37ª semana, diz-se parto pré-termo, ou prematuro, e quando ocorre após a 42ª 
semana, diz-se parto pós-termo, ou serotino. 
 
Admissão 
A equipe de enfermagem deve atuar no sentido de proporcionar ao bonômio mãe a 
tranquilidade e a segurança necessárias no período compreendido desde o trabalho de parto, 
passando pelo parto, assistência neonatal e puerpério. 
Antes da internação, a paciente passa por uma avaliação para determinar se está ou não em 
trabalho de parto. 
Os dados que indicam trabalho de parto são: 
Emissão do tampão mucoso 
Dilatação e apagamento do colo uterino 
Contrações uterinas (duas ou mais em 10 minutos) perceptíveis à palpação 
Ocasionalmente, rompimento da bolsa d’água 
 
Sendo diagnosticado o trabalho de parto, a paciente será hospitalizada, preparada e 
encaminhada ao pré-parto. 
 
Hospitalização 
A paciente será admitida mediante a abertura de prontuário, que conterá os dados relativos: 
Aos sinais vitais 
À dinâmica uterina 
À posição, à situação e à apresentação fetal 
À dilatação e ao apagamento do colo 
Ao estado das membranas (íntegras ou rotas) 
Ao BCF 
À preparação da paciente para o parto inclui: 
A tricotomia, que será ou não realizada, conforme a rotina do serviço ou a prescrição médica. 
Caso não exista uma rotina na clínica quanto à região a ser tricotomizada, seguir a orientação

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