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1 EVOLUÇÃO HISTÓICA DO SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO ........ 1 1.1 A saúde na colônia e no império ...... 1 1.2 A saúde na república ........................ 2 1.3 Institucionalização da Saúde Pública 3 1.4 O movimento sanitário ..................... 3 2 O Sistema Único de Saúde – SUS .... 4 2.1 PRINCÍPIOS .................................... 4 2.2 DIRETRIZES ................................... 4 2.3 ARCABOUÇO LEGAL ................... 4 2.4 CONTROLE SOCIAL NO SUS ...... 4 3 RESOLUÇÃO 453/2012 DO CNS .. 4 3.1 Da definição do Conselho de Saúde (CS) 4 3.2 Da instituição e reformulação do CS 4 3.3 A organização dos CS ...................... 5 3.4 Estrutura e funcionamento dos CS’s 5 4 CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ARTIGOS DE 194 A 200. ........................... 5 5 LEI ORGÂNICA DA SAÚDE ‐ LEI NO 8.080/1990 ............................................. 9 6 LEI NO 8.142/1990 .......................... 9 7 DECRETO PRESIDENCIAL NO 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011 ............. 9 8 DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE ........................................................ 9 9 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE ........................................................ 9 1 EVOLUÇÃO HISTÓICA DO SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO Antes do século XIX não se encontra seja em instituições médicas ou no aparelho de Estado uma relação entre a saúde e sociedade, o objetivo dos médicos e do Estado era evitar a morte. Século XIX Início transformação política atingindo a medicina. Inaugura duas características até hoje: Penetração da medicina na sociedade Situação da medicina como apoio cientifico ao exercício de poder do Estado Nasce a medicina social 1.1 A saúde na colônia e no império A vinda da corte Portuguesa para o Brasil determinou mudanças na administração que atingiu a área da saúde, com isso no Rio de Janeiro tornou-se centro das ações sanitárias por ser sede da corte Portuguesa. 1° década do séc. XIX Surgiram as escolas médico-cirúrgicas na Bahia e no Rio de Janeiro por ordem real, logo se transformaram nas primeiras escolas de medicina do País. 1829 Criada a Junta de Higiene pública, foi pouco eficaz, onde as instâncias médicas assumem o controle. 1851 Após edição do regulamente da junta de higiene, transforma-se em Junta Central de Higiene Pública que tem como objetivo a inspeção da vacinação, controle do exercício da medicina da terra que engloba a inspeção de: Alimentos, Farmácias, Armazéns, Restaurantes, Açougues, cadeias, cemitérios, aquedutos, fábricas em geral, toda e qualquer instituição que ofereça risco a saúde pública. 1.2 A saúde na república A proclamação da república 1889 trouxe necessidade de atualizar a economia e a sociedade, como resultado favoreceu o trabalhador como Capital Humano, neste contexto a saúde assumiu o papel de guia do estado para assuntos sanitários, pois o capital humano foi de fundamenta importância para a modernização do pais. As três primeiras décadas do século XX foram marcadas pelos primeiros protestos (por saúde e educação) sem apoio de canais legais de articulação sob repressão intensa. No âmbito das políticas sociais de 1891 cabia ao estado a responsabilidade pela saúde, saneamento e educação. No início do século XX, por falta de um modelo sanitário as cidades brasileiras, Rio de Janeiro vivia uma situação caótica tomada por epidemias de febre amarela, varíola, malária, e a peste. Este quadro prejudicava a condução econômica do país principalmente no aspecto comercial e comercio exterior, pois navio estrangeiros não queriam atracar no rio de janeiro para não se expor aos riscos. A incorporação de conhecimentos clínicos levou ao governo pela primeira vez a elaborar planos minuciosos de combate a enfermidades, a atuação do estado tornou-se integral não se limitando mais a períodos críticos de Epidemia. Em atenção para as epidemias como a peste bubônica no porto de Santos, esteve na origem da criação dos dois principais institutos públicos de pesquisas biomédicas do pais: 1900 – Instituto Fitoterápico Federal, transformado depois em 1908 – Instituto Oswaldo Cruz, e posteriormente 1970 – Fundação Oswaldo Cruz e o respectivo 1900 – Instituto Butantan em São Paulo. A Reforma Sanitária emergiu sob a nova concepção de médicos higienistas, uma das conquistas foi o 1920 – Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) onde estabeleceu-se as bases para a criação do Sistema Nacional de Saúde caracterizado pela centralização e verticalização das ações do governo central. Até então grupos de trabalhadores organizavam Associações de auxílio mutuo para lidar com invalidez, doença e morte. A Lei que regulamentou a criação da Caixa de Aposentadoria e Pensões (CAPs) se caracterizou como início da responsabilização do Estado da concessão de benefícios e saúde, principalmente de serviços médicos. Tratava- se de uma organização de direito privado, que beneficiava grupos específicos de trabalhadores e dependia das suas contribuições. Esta lei foi aplicada a todos os trabalhadores, exceto aos trabalhadores rurais. Fato que na história da previdência brasileira perdurou até 1960. 1.3 Institucionalização da Saúde Pública O governo Vargas, caracterizou-se pela configuração de políticas sociais no Brasil. Em 1937, promulgou-se a nova Constituição, em 1939 regulamentou-se a Justiça do Trabalho, em 1940 veio a Consolidação das Leis Trabalhistas. 1941 1941 – Primeira Conferência Nacional da Saúde Houve a crescente massa assalariada urbana, no que tange a previdência sindical o governo estendeu a todos os trabalhadores organizado urbano o benefício de previdência. Neste contexto o CAP’s são substituídos pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões, eram organizados agora não mais por empresa e sim por categoria de trabalhadores (bancários, marítimos, etc...) 1950 1950 – Segunda Conferência Nacional da Saúde Até o fim dos anos 1950 a assistência médica previdenciária não era importante, era considerada secundaria pelos técnicos da área. Surgiu o Ministério de Educação e Saúde Pública (MESP), operava fornecendo serviço aos “pré-cidadãos” (desempregados, trabalhadores informais, ...) aqueles que não eram beneficiados pelas caixas e serviços previdenciários. Este campo marcou o sistema até os dias atuas pela dualidade e separação em duas áreas de gestão em políticas públicas da saúde. Coma promulgação da nova constituição em 1946: 1953 – Criação do Ministério da Saúde, 1963 – 3ª conferência nacional da Saúde. Veio a ditadura militar e unificou os Institutos de Aposentadoria e Pensões, no 1966 – INPS, que passou a gerir todas as contribuições previdenciárias, inclusive pensões, aposentadorias e assistência médica para todos os trabalhadores excetuando-se trabalhadores rurais e alguns trabalhadores urbanos informais. Foi uma época de decadência da saúde pública (não havia campanhas nem mesmo recursos). Em 1970 a assistência médica expandiu através do financiamento pela Previdência Social, teve a maior expansão e orçamento de sua história. Em 1975 o modelo econômico implantado pela ditadura militar entra em crise, salários baixos, desemprego, marginalidade, mortalidade elevada, aumenta os custos da medicina curativa, desvio de verba do sistema previdenciário para outros setores e corrupção. 1.4 O movimento sanitário 1981 – Pacote previdenciário que previa o aumenta o das alíquotas de contribuição, a diminuição dos benefícios dos aposentados, e a intervenção na área da assistência médica da previdência médica Previdência Social. Em 1985 a Ditadura Militar chega ao fim, com o advento da Nova República lideranças do movimento sanitário assumem efetivamente posições em pontos chave nas instituiçõesresponsáveis pela política de saúde do pais. Foi na 8ª conferencia de saúde que lançaram os princípios da Reforma Sanitária. Questão forte nesta conferência foi a da implantação de um novo sistema de saúde. Logo foi na 8ª conferencia que se aprovou um Sistema Único de Saúde, que se constituísse de um novo arcabouço institucional com separação total da saúde em relação a Previdência. Enquanto aprofundava-se questões sobre implementação do Sistema Único de Saúde, foi criado o 1987 – SUDS Sistema Unificado Descentralizado de Saúde que tinha como princípios básicos a universalização, a equidade, a descentralização, a regionalização, a hierarquização e a participação comunitária. 2 O Sistema Único de Saúde – SUS É então o conjunto de ações e serviços de saúde, está sob gestão pública e possui direção única em cada uma das três esferas do governo. 2.1 PRINCÍPIOS Universalidade de Acesso Integralidade de assistência Igualdade Direito a informação Divulgação de informações Epidemiologia para o estabelecimento de prioridades Direção única Descentralização Regionalização e hierarquização Ações de saúde, higiene e saneamento básico Conjugação dos recursos e serviços Da União, dos Estados, e dos Municípios. Resolução dos serviços Evitar duplicidade 2.2 DIRETRIZES 2.3 ARCABOUÇO LEGAL 2.4 CONTROLE SOCIAL NO SUS 3 RESOLUÇÃO 453/2012 DO CNS Resolve aprovar as diretrizes para instituição, reformulação, reestruturação e funcionamento dos Conselhos de Saúde. 3.1 Da definição do Conselho de Saúde (CS) 1ª. É uma instancia colegiada deliberativa e permanente do SUS em cada esfera do Governo. O processo de descentralização promoveu o conselho dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Atua na formulação e proposição de estratégias e no controle da execução das políticas de saúde inclusive nos aspectos econômicos e financeiros. 3.2 Da instituição e reformulação do CS 2ª. A instituição dos CS é estabelecida por lei federal, estadual, do distrito federal e municipal. O Poder Executivo respeitando o princípio da democracia, deverá acolher as demandas da população aprovadas na Conferência da Saúde, em consonância com a legislação. 3.3 A organização dos CS 3ª. O CS será composto de representantes de entidades, instituições e movimentos representativos, de entidades representativas de trabalhadores da área da saúde, do governo, de prestadores de serviços da saúde. O presidente do conselho de saúde é nomeado pelos membros do conselho em reunião plenária. O número de conselheiros é definido pelos Conselhos de Saúde e constituído em lei. As vagas são 50% para entidades e movimentos representativos de usuários, 25% para entidades representativas dos trabalhadores da área da saúde, e 25% de representação do governo, prestadores de serviços privados conveniados ou sem fim lucrativos. A participação de órgão, entidades e movimentos sociais tem como objetivo a representatividade, a abrangência e a complementariedade do conjunto da sociedade no âmbito do Conselho de Saúde, aplicando o princípio da paridade são contempladas representações de associações de pessoas com patologias, com deficiências, entidades indígenas..., governo, comunidade científica, ..., etc. A participação de membros eleitos do Poder Legislativo, representação do Poder Judiciário e do Ministério Público não são permitidas no Conselho de Saúde. As funções como membros do Conselho de Saúde não serão remuneradas, e garantem dispensa sem prejuízo do trabalho no ato de suas atividades. 3.4 Estrutura e funcionamento dos CS’s 4ª. As três esferas do governo garantirão autonomia administrativa para o pleno funcionamento do CS, dotação orçamentária, autonomia financeira e organização da Secretaria Executiva com a infraestrutura necessária de apoio técnico. I Deliberar sobre a estrutura administrativa e o quadro de pessoal. II O CS conterá secretaria executiva, subordinada ao Plenário do CS. III O CS decide sobre seu orçamento. IV Mínimo de uma reunião por mês, com a pauta do assunto enviada com no mínimo 10 dias de antecedência aos membros. Maioria simples: Número inteiro imediatamente superior a metade dos membros presentes, Maioria absoluta: idem a simples porém todos os membros do conselho, Maioria qualificada, 2/3 de todos membros. 4 CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ARTIGOS DE 194 A 200. Ver as páginas 89 a 92 do meu pdf. 4.1 Da seguridade social 194 – Compreende em um conjunto integrado de ações dos poderes públicos e da sociedade, destinados a assegurar os direitos relativos a saúde, previdência e assistência social. Compete ao poder público nos termos da lei, organizar a seguridade social compreendendo os seguintes objetivos: Universalidade da cobertura e do atendimento; Uniformidade e equivalência, dos benefícios e dos serviços as populações rurais e urbanas; Seletividade e distributividade, na prestação dos benefícios e serviços Irredutibilidade do valor dos benefícios Equidade na forma de participação e custeio Diversidade da base de financiamento Caráter democrático e descentralizado, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgão colegiados. 195 – A seguridade social será financiada por toda a sociedade de forma direta e indireta nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I – Do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) A folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, a pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) Receita ou faturamento; c) O lucro; d) Do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentaria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201 II – Do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidos pelo regime geral da previdência social que trata o art. 201; III – Sobre a receita de concursos de prognósticos. IV – Do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. §1 – As receitas dos estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinados à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. §2 – A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentarias, asseguras a cada área a gestão de seus recursos. §3 – A pessoa jurídica em debito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem, dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou créditos. §4 – A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. §5 – Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. §6 – As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidos após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, “b”. §7 – São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendemas exigências estabelecidas em lei. §8 – O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da população e farão jus aos benefícios nos temos da lei. §9 – As contribuições sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. §10 – A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o SUS e ações de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e dos Estados para os Municípios, observadas a respectiva contrapartida de recursos. §11 – É vedada a concessão ou remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I, a e II deste artigo, para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar. §12 – A lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, serão não cumulativas. §13 – Aplica-se o disposto no §12 inclusive na hipótese de substituição gradual, total ou parcial da contribuição incidente na forma do inciso I, a, pelo incidente sobre a receita ou o faturamento. 4.2 Seção II – DA SAÚDE 196 – A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. 197 – São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. 198 – As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I – Descentralização, com direção única em cada esfera do Governo. II – Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. III – Participação da comunidade. §1 – O sistema Único de Saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. §2 – A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados de aplicação de percentuais calculados sobre: I – No caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15%. II – No caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 15 e dos recursos de que tratam os art 157 e 159, do inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios. III – No caso dos municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os art. 158 e 159, inciso I, alínea b e §3° §3 – Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: I – Os percentuais de que tratam os incisos II e III do §2; II – Os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais. §4 – Os gestores do Sistema Único de Saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. §5 – lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agende de combate as endemias, competindo a União, nos termos da lei, prestar assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial. §6 – Além das hipóteses previstas no §1 do art. 41 e no §4 do art. 169 da Constituição Federal, o servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou agente de combate às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos fixados em lei, para o seu exercício. Art. 199 – A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. §1 - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo as diretrizes deste. Mediante contrato de direito público ou convênio, tendo as preferências as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. §2 – É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. §3 – É vedada a participação direta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. §4 – A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização. Art. 200 – Ao sistema único de saúde compete além de outras atribuições, nos termos da lei: I – Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substancias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos. II – Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador. III – Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. IV – Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. V – Incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação. VI – Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano. VII – Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos. VII – Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. 5 LEI ORGÂNICA DA SAÚDE ‐ LEI NO 8.080/1990 6 LEI NO 8.142/1990 7 DECRETO PRESIDENCIAL NO 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011 8 DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE 9 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE