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ROSEMERE BAIENSE LIMA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO [ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I]
ANHANGUERA PITÁGORAS UNOPAR
PEDAGOGIA 
Cachoeiro de Itapemirim 
2025
ROSEMERE BAIENSE LIMA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO [ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I]
Relatório apresentado à Anhanguera pitágoras unopar como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de [estágio curricular obrigatório I] do [pedagogia licenciatura ].
Cachoeiro de Itapemirim 
2025
SUMÁRIO
1	RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS	4
2	RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)	5
4	RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA	7
5	PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC	8
6	RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE	9
8	RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS	11
9	RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA	12
10	RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR	13
12	RELATO DA OBSERVAÇÃO	15
13	PLANOS DE AULA	16
14	RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR	17
15	RELATO DA REGÊNCIA	18
23	VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO	26
CONSIDERAÇÕES FINAIS	27
REFERÊNCIAS	28
INTRODUÇÃO
O presente relatório tem como objetivo descrever as experiências e aprendizagens vivenciadas durante o estágio supervisionado em Educação Infantil, realizado na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos. Este estágio é parte integrante da formação docente e visa proporcionar ao estagiário uma aproximação com a realidade escolar, promovendo a observação, a participação e a reflexão sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas com crianças na faixa etária da Educação Infantil.
Durante o período de estágio, foi possível acompanhar a rotina da turma, observar as metodologias utilizadas pelos professores, identificar as necessidades e interesses dos alunos, bem como contribuir com propostas de atividades lúdicas e pedagógicas. A experiência proporcionou um contato direto com os desafios e as possibilidades da prática educativa, fortalecendo a compreensão do papel do educador na formação integral da criança.
1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS
Durante o período de estágio na Educação Infantil, ficou evidente a importância do papel do professor como mediador no processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança. A partir das contribuições teóricas de Vigotski, Leontiev e Elkonin, foi possível refletir com mais profundidade sobre como o ensino, quando bem estruturado e intencional, pode ampliar as possibilidades de crescimento infantil — não apenas cognitivas, mas também sociais, afetivas e culturais.
Segundo Vigotski, o desenvolvimento humano é inseparável do meio social. Para ele, o aprendizado ocorre primeiro no plano social (entre as pessoas) para depois se interiorizar no plano individual (dentro da mente da criança). É nesse ponto que o professor assume um papel fundamental: é ele quem organiza as situações de aprendizagem que permitem às crianças avançarem para além do que conseguiriam sozinhas. Isso está diretamente ligado ao conceito de “zona de desenvolvimento proximal” (ZDP), que representa aquilo que a criança ainda não sabe fazer sozinha, mas consegue realizar com o apoio de um adulto ou de colegas mais experientes.
Leontiev, por sua vez, aprofunda essa visão ao destacar a importância da atividade como forma de desenvolvimento. Para ele, o ser humano se desenvolve por meio da sua atuação no mundo, especialmente quando essa atuação é carregada de sentido. Na Educação Infantil, isso significa valorizar as atividades que fazem sentido para a criança, que despertam interesse genuíno, como o brincar, o explorar, o interagir. O professor, nesse contexto, precisa ser capaz de organizar o ambiente e propor desafios que estimulem essas ações com propósito, respeitando os interesses da turma e, ao mesmo tempo, promovendo avanços nas suas formas de pensar e agir.
Elkonin, que dialoga com os dois autores anteriores, traz contribuições importantes ao refletir sobre o papel do jogo na infância. Ele afirma que o brincar não é apenas uma atividade espontânea, mas também uma forma essencial de assimilação das normas sociais e dos papéis adultos. É brincando de casinha, de médico, de escola, de supermercado, que a criança vai construindo imagens do mundo em que vive, testando papéis sociais, regras e comportamentos. Nesse processo, o professor pode agir de forma muito significativa ao propor brincadeiras que desafiem a imaginação, a linguagem e a resolução de conflitos.
Ao observar essas ideias no cotidiano da sala de aula, é possível perceber que o trabalho do professor vai muito além de apenas "cuidar" ou "entreter" as crianças. Ele precisa conhecer profundamente o desenvolvimento infantil, ser sensível às necessidades de cada criança, planejar atividades significativas e criar um ambiente acolhedor, que promova segurança emocional e estimule a curiosidade. O professor é um construtor de pontes entre o que a criança já sabe e o que ela ainda pode aprender.
Dessa forma, o ensino na Educação Infantil, à luz desses teóricos, não é algo mecânico ou padronizado. Pelo contrário, é um processo intencional, afetivo e profundamente humano. A criança pequena é ativa, criativa e cheia de potencialidades, mas precisa de adultos que acreditem nisso e estejam dispostos a caminhar junto com ela. Ensinar, nesse contexto, é escutar, observar, provocar, acolher, desafiar — e principalmente, acreditar que toda criança tem capacidade de se desenvolver quando encontra as condições adequadas.
Portanto, esse estágio permitiu vivenciar na prática os princípios defendidos por Vigotski, Leontiev e Elkonin: o ensino como motor do desenvolvimento, o papel ativo da criança nas atividades significativas e o brincar como linguagem fundamental da infância. A experiência reforçou a convicção de que, mais do que ensinar conteúdos, o papel do professor da Educação Infantil é construir relações, oferecer sentidos e abrir caminhos para o florescimento integral de cada criança.
2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)
 Durante o estágio realizado na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, tive a oportunidade de conhecer e analisar o Projeto Político Pedagógico (PPP) da instituição. Esse documento é muito mais do que uma exigência legal ou administrativa — ele representa a identidade, os valores e as intenções pedagógicas da escola. É por meio dele que conseguimos entender de forma clara qual é a proposta de educação defendida e como ela é colocada em prática no cotidiano escolar.
Logo na introdução do PPP, já é possível perceber o compromisso da escola com uma educação humanizadora, democrática e inclusiva. A criança é apresentada como protagonista do processo educativo, sendo vista como um sujeito de direitos, que tem voz, história e grande potencial de desenvolvimento. O documento valoriza a escuta, a liberdade de expressão e a valorização das múltiplas linguagens infantis, como o brincar, desenhar, o cantar, imaginar e conviver.
Um ponto central do PPP é a valorização do brincar como eixo estruturante da prática pedagógica. Essa concepção está totalmente alinhada com as diretrizes da BNCC para a Educação Infantil e também com os estudos de teóricos como Vigotski e Elkonin, que defendem que é por meio do jogo simbólico que a criança experimenta o mundo social, elabora sentimentos, desenvolve a linguagem e a criatividade. O brincar, portanto, não é uma “pausa” no ensino, mas uma forma de aprender, explorar e construir conhecimentos significativos.
Outro aspecto importante do documento é a visão do professor como mediador da aprendizagem. O PPP da escola reconhece que o docente da Educação Infantil tem um papel fundamental no planejamento de experiências que promovam o desenvolvimento integral da criança. Não se trata apenas de aplicar atividades prontas, mas de criar situações ricas de aprendizagem, nas quais a criança possa investigar,perguntar, testar hipóteses, expressar emoções e conviver com o outro de maneira respeitosa. Durante o estágio, essa postura mediadora dos professores foi bastante evidente. Os educadores que acompanhei se mostraram sensíveis às necessidades das crianças, atentos aos seus interesses e comprometidos em criar um ambiente acolhedor, seguro e estimulante.
A escola também apresenta, em seu PPP, um forte compromisso com a formação cidadã e com a construção de valores. Isso se expressa tanto nas atividades planejadas quanto nas atitudes cotidianas, como nas rodas de conversa, nas mediações de conflitos entre as crianças, na valorização da escuta e da empatia. A proposta da escola vai além do ensino de conteúdos: busca formar seres humanos críticos, cooperativos e conscientes do mundo em que vivem.
Além disso, o documento reforça a importância do trabalho coletivo e participativo. O PPP da CCE EMEB Sirda Rocha dos Santos deixa claro que a construção da proposta pedagógica não é feita de forma individual, mas sim por meio da colaboração entre professores, gestores, funcionários e famílias. Esse espírito coletivo pôde ser observado também na prática escolar, em reuniões pedagógicas, trocas entre os profissionais e envolvimento das famílias em eventos e projetos.
Outro ponto que merece destaque é o esforço da escola em manter o PPP como um documento vivo e em constante construção. Ele é revisitado periodicamente, levando em conta os desafios que surgem, as transformações sociais e as experiências vividas no ambiente escolar. Isso mostra que a escola não trabalha com um projeto engessado, mas com uma proposta flexível, aberta ao diálogo e comprometida com a melhoria contínua da qualidade do ensino.
Durante a leitura e análise do documento, foi possível perceber coerência entre o que está escrito no PPP e o que é vivido na prática. A forma como os professores acolhem as crianças, como organizam os espaços, como conduzem as atividades e como lidam com os conflitos reflete os princípios do projeto pedagógico. Isso mostra que o PPP realmente orienta as ações da escola e não é apenas um documento formal.
Concluo, portanto, que a análise do Projeto Político Pedagógico da CCE EMEB Sirda Rocha dos Santos foi fundamental para compreender a intencionalidade que está por trás de cada ação educativa. O PPP revela o compromisso da escola com uma educação pública de qualidade, que respeita a infância, valoriza o brincar, reconhece o papel da mediação pedagógica e aposta na formação integral dos alunos. É um documento que inspira e reforça o quanto a Educação Infantil é uma etapa essencial para a construção de sujeitos autônomos, criativos e éticos.
3 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA
 Durante o estágio na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, uma das experiências mais ricas foi poder observar e analisar os materiais didáticos utilizados pela escola na Educação Infantil. Esses materiais, muitas vezes vistos apenas como apoio às atividades, revelam muito sobre a proposta pedagógica da instituição e sobre a forma como o processo de ensino e aprendizagem é compreendido e vivido com as crianças pequenas.
Logo nos primeiros dias de observação, pude perceber que a escola valoriza muito os materiais diversificados, acessíveis e adaptados à faixa etária. Em vez de focar em livros didáticos tradicionais, a escola organiza os materiais de maneira que estimulem a autonomia, a imaginação, a exploração e a criatividade das crianças. Isso está diretamente alinhado com o que o Projeto Político Pedagógico (PPP) propõe: uma prática baseada no brincar, na investigação e na construção de sentidos pelas próprias crianças.
Entre os materiais mais utilizados estão os blocos de montar, peças de encaixe, livros de literatura infantil, fantasias, fantoches, jogos simbólicos (como panelinhas, carrinhos, bonecos), materiais de arte (como tintas, pincéis, papéis coloridos, massinhas, cola, tesoura sem ponta), entre outros. Todos esses recursos são organizados de forma acessível, em prateleiras baixas ou caixas identificadas, o que favorece a autonomia das crianças na hora de escolher com o que brincar e como brincar.
Percebi também a presença de materiais não estruturados ou reutilizáveis, como rolos de papel, caixas de papelão, tecidos, tampinhas, pedaços de madeira, entre outros. Esses materiais são extremamente valiosos porque não possuem um “modo certo” de usar, e por isso abrem espaço para a imaginação e para a criação livre. Esse tipo de recurso permite que a criança atribua significados, experimente combinações e explore possibilidades diversas, o que é fundamental na Educação Infantil.
Outro ponto positivo foi a presença de livros de literatura infantil em bom estado de conservação e com variedade de títulos. Havia livros com diferentes temas, personagens, formatos e estilos de ilustração, o que mostra o cuidado da escola em oferecer uma experiência literária rica, que dialogue com o universo infantil. Além disso, pude presenciar momentos de leitura compartilhada entre professores e alunos, onde os livros eram usados não apenas para “passar o tempo”, mas como ponto de partida para conversas, brincadeiras e reflexões.
Durante o estágio, percebi também que os professores utilizam os materiais de forma intencional e planejada. Ou seja, não se trata apenas de “oferecer brinquedos”, mas de escolher materiais que estejam alinhados com os objetivos pedagógicos, com as necessidades do grupo e com as observações feitas sobre o desenvolvimento das crianças. Os educadores, por exemplo, propunham situações com tintas e espumas para estimular a percepção sensorial; utilizavam jogos de encaixe para desenvolver coordenação motora; ofereciam blocos de montar em duplas ou grupos para incentivar a cooperação e a socialização.
É importante destacar que os materiais didáticos da escola não substituem a mediação do professor, mas são usados como ferramentas que enriquecem as experiências das crianças. O papel do educador é fundamental para organizar os espaços, propor desafios, observar as interações e intervir quando necessário, sempre respeitando o tempo e o ritmo de cada criança. Essa abordagem está em consonância com autores como Vigotski, que reforçam a importância do ambiente e das interações para o desenvolvimento infantil.
Apesar dos muitos pontos positivos, também observei alguns desafios. Em alguns momentos, faltaram materiais em quantidade suficiente para todos, especialmente em atividades que envolviam pintura ou jogos coletivos. Além disso, alguns brinquedos mais antigos apresentavam sinais de desgaste, o que reforça a importância de manter uma rotina de revisão, reposição e manutenção dos materiais, garantindo sempre a segurança e a qualidade da experiência das crianças.
Outro ponto de atenção é a importância de oferecer materiais que reflitam a diversidade cultural, étnica e social. Embora já existam livros e bonecos que representam diferentes culturas e realidades, é sempre importante ampliar esse acervo para garantir que todas as crianças se vejam representadas e que possam aprender a respeitar o outro desde cedo.
Em resumo, a análise dos materiais didáticos da CCE EMEB Sirda Rocha dos Santos mostrou que a escola compreende a importância dos recursos como aliados do processo educativo na infância. Os materiais são tratados com seriedade e fazem parte de uma proposta pedagógica consciente, que valoriza o brincar, a experimentação e o desenvolvimento integral das crianças. Mais do que objetos, eles são convites à descoberta, ao afeto e ao aprendizado significativo. E o mais importante: estão nas mãos de educadores comprometidos com uma infância cheia de sentido, respeito e possibilidades.
4 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC
 A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta que, desde a Educação Infantil, os processos de aprendizagem devem estar conectados à realidade vivida pelas crianças e ao mundo em que elas estão inseridas. Entre suas orientações, está a inclusão detemas contemporâneos transversais, que envolvem questões como ética, meio ambiente, diversidade cultural, saúde, consumo, sustentabilidade, respeito às diferenças, entre outros. Esses temas não aparecem como conteúdos isolados, mas como parte da formação integral e cidadã das crianças, sendo trabalhados de forma transversal e integrada às práticas pedagógicas.
Com base nessas diretrizes e na realidade observada durante o estágio na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos , proponho a seguinte atividade, voltada para crianças da Educação Infantil, com foco no tema contemporâneo da educação ambiental e do cuidado com o planeta.
Título da atividade: “Pequenos Cuidadores do Mundo”
Tema transversal trabalhado: Meio ambiente, sustentabilidade, cidadania e ética.
Faixa etária sugerida: Crianças de 4 a 6 anos (Pré I e Pré II).
Objetivo geral: Despertar, de forma lúdica e significativa, a consciência ambiental nas crianças, promovendo atitudes de cuidado com a natureza e com os espaços que frequentam, desenvolvendo valores como o respeito, a empatia e a responsabilidade.
Descrição da atividade:
A atividade será desenvolvida ao longo de uma semana, com pequenas ações diárias que envolvem conversas, vivências e produções. A proposta é que as crianças participem de um “Projeto Verde”, no qual se tornam responsáveis por cuidar de um espaço da escola (como o jardim, uma horta ou até vasos recicláveis com plantas) e, ao mesmo tempo, descubram formas de preservar o planeta.
Dia 1 – Roda de conversa e exploração do tema:
A professora convida as crianças para uma roda de conversa, com perguntas como: “O que é natureza?”, “De onde vem a água que bebemos?”, “Como podemos cuidar do planeta?”
Em seguida, apresenta imagens e pequenos vídeos sobre o meio ambiente e mostra situações boas (como uma floresta limpa) e ruins (como lixo nos rios). As crianças são incentivadas a falar, expressar sentimentos e compartilhar ideias.
Dia 2 – Passeio pela escola e observação dos espaços verdes:
As crianças fazem um pequeno passeio pelo pátio, jardim ou horta da escola, observando o que há de natural ao redor. A professora pode propor uma “missão” de detetive: procurar folhas, pedras, flores e identificar se há lixo ou algo que possa ser melhorado. Ao final, conversa com o grupo sobre o que viram e como podem contribuir para o cuidado com aquele espaço.
Dia 3 – Criação coletiva de cartazes de conscientização:
Com papéis grandes, tintas, revistas e cola, as crianças produzem cartazes com mensagens de cuidado com a natureza. A professora escreve frases ditadas pelas crianças, como “Não jogar lixo no chão”, “Cuidar das plantinhas” ou “Salvar os animais”. Os cartazes serão expostos na escola, incentivando o protagonismo infantil.
Dia 4 – Plantio e cuidado com plantas já existentes:
Neste dia, as crianças participam do plantio de sementes ou do cuidado com plantas já existentes. Podem usar potinhos reciclados, garrafas pet cortadas, entre outros materiais reutilizáveis. Cada criança pode adotar uma plantinha e se responsabilizar por regar e cuidar nos próximos dias.
Dia 5 – Contação de história e produção artística:
A professora conta uma história que envolve personagens que cuidam da natureza (ex: “O Planeta Terra está doente”, “O homem que amava caixas”, ou outros livros infantis sobre o tema). Depois, as crianças fazem desenhos inspirados na história e contam o que aprenderam durante a semana.
Materiais necessários:
Livros infantis e vídeos educativos;
Revistas e imagens diversas para colagem;
Tintas, pincéis, folhas grandes, lápis de cor e giz de cera;
Garrafas PET, copos plásticos ou potes recicláveis;
Terra e sementes (ou mudinhas);
Plástico para forrar mesas e roupas extras para o dia do plantio.
Relação com a BNCC:
Essa atividade contempla diversos direitos de aprendizagem e campos de experiência da BNCC:
“O eu, o outro e o nós” – ao promover atitudes de cuidado e respeito com os espaços compartilhados;
Corpo, gestos e movimentos” – no manuseio dos materiais, no passeio pela escola e no plantio;
“Traços, sons, cores e formas” – nas produções artísticas, cartazes e desenhos;
“Escuta, fala, pensamento e imaginação” – nas rodas de conversa, contação de histórias e expressão de ideias;
“Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações” – na observação da natureza, no crescimento das plantas e na transformação de materiais recicláveis.
Além disso, essa atividade trabalha a formação de valores éticos, sociais e ambientais, conforme orienta a BNCC, preparando as crianças para atuarem com responsabilidade e respeito no mundo.
Considerações finais:
Trabalhar temas contemporâneos com crianças pequenas pode parecer um desafio, mas é uma grande oportunidade de formação cidadã desde os primeiros anos da vida escolar. As crianças já são capazes de compreender, sentir, se importar e agir quando têm espaço para participar e refletir. Essa proposta busca justamente isso: criar uma vivência significativa, afetiva e ativa, onde elas possam perceber que são sim pequenas, mas já têm grande poder de transformação.
5 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE
 Durante o período de estágio na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, tive a oportunidade de realizar uma entrevista com a professora regente da turma em que acompanhei as atividades. Essa conversa foi extremamente rica e esclarecedora, pois possibilitou uma compreensão mais profunda sobre o trabalho docente na Educação Infantil, sobre os desafios enfrentados diariamente e, principalmente, sobre o olhar sensível e humano que esse trabalho exige.
A professora, que atua há mais de dez anos na rede pública de ensino, demonstrou grande paixão pelo que faz. Desde o início da entrevista, ficou evidente o quanto ela valoriza a infância e reconhece a importância dessa etapa como base fundamental para o desenvolvimento integral das crianças. Quando questionada sobre o que mais gosta em trabalhar com a Educação Infantil, ela respondeu com firmeza: “É onde tudo começa. Aqui é o início da construção do sujeito. Nós plantamos sementes todos os dias.”
A entrevista foi realizada de maneira informal, em um momento reservado no ambiente da escola. Com calma e disponibilidade, a professora compartilhou experiências e reflexões que contribuíram muito para meu crescimento enquanto futura profissional da área.Um dos pontos centrais abordados na conversa foi a importância do vínculo afetivo com os alunos. A professora explicou que, antes de qualquer conteúdo ou atividade planejada, é essencial conquistar a confiança das crianças, acolhê-las, escutá-las e mostrar que o espaço da escola é seguro e acolhedor. Segundo ela, uma criança que se sente segura emocionalmente tem mais condições de aprender, brincar, se expressar e se desenvolver plenamente.
A professora também falou sobre a organização da rotina na Educação Infantil, destacando que a rotina não deve ser rígida nem mecânica, mas sim flexível e planejada com intenção pedagógica. Ela explicou que cada momento do dia — desde a chegada até a hora da saída — é uma oportunidade de aprendizado. Atividades como a roda de conversa, o lanche, o brincar livre e as propostas dirigidas são pensadas com o objetivo de promover o desenvolvimento das diferentes linguagens da criança: oral, corporal, artística, emocional e social.
Durante a entrevista, discutimos também os desafios enfrentados na prática docente. A professora mencionou questões como a falta de recursos, o número de crianças por turma, a ausência de apoio de algumas famílias e a necessidade constante de se reinventar para manter o interesse das crianças. No entanto, apesar das dificuldades, ela enfatizou que a troca diária com os alunos é o que mantém sua motivação: “Cada sorriso, cada abraço, cada conquista que a gente presencia é o que dá sentido ao nosso trabalho.”
Outro ponto interessante da entrevista foi a forma como a professora enxerga o brincar na Educação Infantil. Para ela, o brincar não é uma atividade secundária ou apenas uma forma de “passar o tempo”, mas sim uma ferramenta essencial deaprendizagem. “É brincando que a criança aprende a conviver, a negociar, a lidar com emoções, a se expressar. A gente precisa garantir esse tempo e esse espaço para o brincar livre e significativo”, afirmou.
Perguntei também sobre como ela realiza o planejamento das atividades e se há espaço para escutar os interesses das crianças. Ela respondeu que o planejamento é feito semanalmente, em equipe, considerando os objetivos pedagógicos da BNCC e os campos de experiência, mas que há sempre espaço para adaptar conforme as necessidades e os interesses que surgem no cotidiano. “Não adianta planejar algo se naquele dia a turma está com outra energia, com outro foco. A escuta atenta é uma das ferramentas mais importantes que a gente pode ter como professor.”
A professora ainda destacou a importância da formação continuada, mencionando que participa sempre que possível de cursos, formações da rede e trocas com colegas. Para ela, aprender nunca é demais, e quanto mais se estuda, mais se percebe o quanto ainda há para evoluir. Também falou sobre o valor do trabalho em equipe e da construção coletiva das práticas pedagógicas.
Por fim, a professora deixou um conselho para quem está começando na área: “Não esperem encontrar tudo pronto. A sala de aula é viva. Cada turma é única, cada criança é única. O mais importante é ter sensibilidade, escuta e presença. E nunca esquecer que estamos lidando com seres humanos em formação, e isso exige cuidado, respeito e muita dedicação.”
Essa entrevista foi, sem dúvida, uma das experiências mais significativas do meu estágio. Ouvir alguém com tanta experiência, sensibilidade e comprometimento reforçou minha vontade de seguir na área da Educação Infantil. Perceber que, mesmo diante de tantos desafios, ainda há profissionais que acreditam profundamente na força transformadora da educação é algo que inspira e emociona.
A professora regente com quem conversei representa muitos educadores e educadoras que todos os dias, com gestos simples e amorosos, constroem espaços de aprendizagem verdadeiramente humanos. E esse encontro ficará marcado na minha formação profissional e pessoal.
6 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS
 Durante o período de estágio na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, realizei um levantamento detalhado sobre os materiais de apoio disponíveis na escola que auxiliam na abordagem dos temas contemporâneos transversais, conforme orienta a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A BNCC estabelece que a formação integral dos alunos deve incluir, de forma transversal, temas como ética, cidadania, diversidade cultural, meio ambiente, saúde, direitos humanos, educação para o trânsito, entre outros assuntos relevantes na sociedade atual.
Esses temas não devem ser abordados de forma isolada ou como disciplinas específicas, mas sim de maneira integrada às práticas pedagógicas do cotidiano. Sendo assim, a análise dos materiais disponíveis na escola tem como objetivo entender quais recursos são utilizados, como são aplicados e de que forma contribuem para o desenvolvimento de atitudes e valores nas crianças desde a Educação Infantil.
1. Livros de literatura infantil com temáticas sociais
Um dos recursos mais presentes e valorizados na escola são os livros de literatura infantil, cuidadosamente selecionados para dialogar com temas como amizade, empatia, diversidade étnica e cultural, meio ambiente, respeito às diferenças, inclusão e convivência. Durante o levantamento, identifiquei títulos como:
Menina bonita do laço de fita (de Ana Maria Machado), que aborda a questão da diversidade racial de forma poética e sensível;
O grande rabanete (Tatiana Belinky), que trabalha a importância da cooperação e da união;
O cabelo da Lelê (Valéria Belém), que valoriza a identidade negra e a aceitação das características individuais;
A árvore generosa (Shel Silverstein), que trata do cuidado com a natureza e a relação entre dar e receber.
Esses livros são utilizados em momentos de leitura compartilhada, rodas de conversa e também como ponto de partida para atividades artísticas e reflexivas. A literatura, nesse contexto, cumpre um papel fundamental na construção de valores e no estímulo à sensibilidade das crianças.
2. Recursos audiovisuais e tecnológicos
Embora a escola não disponha de um grande número de equipamentos tecnológicos, os professores fazem uso ocasional de vídeos educativos e músicas infantis com mensagens positivas, muitas vezes acessados via celular ou projetores emprestados. Canções que falam sobre amizade, natureza, higiene, alimentação saudável e inclusão fazem parte do repertório utilizado para introduzir ou reforçar temas do cotidiano.
Os vídeos curtos do Canal Palavra Cantada, por exemplo, foram citados pela professora como ferramentas valiosas para abordar temas como sustentabilidade, sentimentos e diversidade, sempre com linguagem lúdica e adequada à faixa etária da Educação Infantil.
3. Materiais recicláveis e brinquedos não estruturados
O uso de materiais recicláveis é incentivado e constantemente presente nas práticas pedagógicas da escola. Garrafas pet, caixas de papelão, rolos de papel, tampinhas e potes plásticos são usados não apenas como suporte para atividades artísticas, mas também como meio de sensibilização ambiental, incentivando o reaproveitamento e o consumo consciente.
Esses materiais contribuem para o desenvolvimento da criatividade, além de permitirem que as crianças reflitam, de forma concreta, sobre a importância da reutilização e do cuidado com o meio ambiente — temas cada vez mais urgentes no contexto atual.
4. Cartazes, murais e produções coletivas
Outro recurso importante identificado foi o uso de cartazes e murais produzidos pelas próprias crianças, com mediação dos professores, que tratam de temas transversais do cotidiano escolar. Entre eles, observei cartazes sobre “respeitar os colegas”, “lavar as mãos”, “cuidar do planeta”, “reciclar” e “ajudar os amigos”.
Essas produções são fruto de vivências e rodas de conversa, e não apenas “trabalhos prontos”. Elas mostram que a criança participou ativamente daquele processo e contribuem para tornar os temas contemporâneos parte do dia a dia da escola, e não apenas de datas comemorativas.
5. Jogos educativos e dinâmicas coletivas
A escola também dispõe de alguns jogos pedagógicos que podem ser utilizados para abordar de maneira prática e divertida valores como cooperação, paciência, respeito às regras e inclusão. São jogos simples, como dominó de figuras, jogo da memória com temas diversos, quebra-cabeças e jogos de tabuleiro adaptados.
Mais do que a temática em si, é a forma como o jogo é mediado pelo professor que transforma a brincadeira em um momento de construção de valores. A professora entrevistada relatou que sempre aproveita essas atividades para conversar com os alunos sobre convivência e sentimentos, utilizando os conflitos naturais entre as crianças como oportunidades de aprendizagem ética.
Conclusão
O levantamento realizado na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos demonstrou que, mesmo com recursos limitados, é possível — e necessário — trabalhar os temas contemporâneos transversais com as crianças da Educação Infantil de forma significativa. Os materiais disponíveis são utilizados com criatividade e intenção pedagógica, sendo adaptados à realidade da escola e à linguagem infantil.
Mais do que possuir materiais sofisticados ou tecnológicos, o que se percebe é que o diferencial está na mediação do professor, que transforma livros, brincadeiras, objetos recicláveis e até conversas espontâneas em momentos educativos e de formação cidadã.Esse trabalho é essencial para que, desde cedo, as crianças desenvolvam um olhar sensível para o outro, para o planeta e para si mesmas. Assim, ainda na infância, começam a construir os valores que levarão para toda a vida — valores esses que estão diretamente ligados aos temas transversais que a BNCC propõe como pilares de uma educação transformadora e humanizada.
7 RELATO DO PROCESSODE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA
 Durante o período de estágio na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, tive a oportunidade de observar e investigar de que forma a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vem sendo implantada e aplicada na rotina pedagógica da escola, especialmente no contexto da Educação Infantil. A BNCC, como documento normativo e orientador da educação brasileira, define os direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, e sua presença nas práticas pedagógicas é fundamental para garantir uma educação mais equitativa, humanizada e voltada para o pleno desenvolvimento do ser.
A primeira percepção foi de que a implantação da BNCC não se deu de forma imediata ou simples, mas sim como um processo contínuo de formação, adaptação e construção coletiva entre os profissionais da educação. A equipe gestora e os professores da escola relataram que, desde a publicação oficial da BNCC, a rede municipal tem promovido formações periódicas com o objetivo de esclarecer as mudanças propostas e apoiar os educadores na transição dos antigos referenciais curriculares para a nova abordagem baseada nos campos de experiências.
A coordenadora pedagógica da escola, por exemplo, explicou que a BNCC trouxe um novo olhar sobre o papel da criança na escola. Antes vista muitas vezes como receptora de conteúdos, agora a criança passa a ser entendida como protagonista ativa do seu processo de aprendizagem, com voz, desejos e interesses que devem ser respeitados. Isso exige uma mudança na postura docente, que passa a atuar mais como mediador do que como transmissor de conhecimentos prontos.
No dia a dia, percebi que essa mudança de perspectiva já está presente em muitas ações da escola. As salas de aula são organizadas de maneira a favorecer a autonomia, a exploração e a interação entre as crianças, com cantinhos de brincadeira, materiais acessíveis, propostas abertas e atividades que valorizam a escuta e a participação das crianças nas decisões.
A organização do currículo da escola também passou por adaptações para alinhar-se à estrutura proposta pela BNCC. Os campos de experiências — "O eu, o outro e o nós", "Corpo, gestos e movimentos", "Traços, sons, cores e formas", "Escuta, fala, pensamento e imaginação" e "Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações" — são utilizados como base para o planejamento das atividades pedagógicas. O objetivo é garantir que as crianças desenvolvam não apenas conhecimentos, mas também habilidades, atitudes e valores, de forma integral e integrada.
Uma prática interessante observada durante o estágio foi o uso das rotinas e brincadeiras como momentos de aprendizagem significativa, em total consonância com a BNCC. Por exemplo, ao organizar uma roda de conversa sobre as emoções, os professores estão promovendo o desenvolvimento da oralidade, da escuta e da empatia, ao mesmo tempo em que exploram temas relevantes para a formação cidadã das crianças.
Outro ponto que chamou atenção foi o esforço da equipe em incluir as famílias nesse processo de transformação. Por meio de bilhetes, reuniões e atividades interativas, os professores buscam explicar aos responsáveis como as mudanças propostas pela BNCC impactam a vivência escolar das crianças. A ideia é construir uma parceria que fortaleça os laços entre escola e família, fundamental para a efetivação das aprendizagens e o bem-estar dos alunos.
Apesar dos avanços, os profissionais também relataram desafios na implantação da BNCC. Entre eles, destacaram a necessidade constante de formação continuada, a dificuldade em abandonar práticas tradicionais enraizadas, o tempo reduzido para planejamento coletivo e a escassez de materiais específicos que auxiliem na aplicação dos campos de experiências. Mesmo assim, a equipe tem se mostrado empenhada em superar esses obstáculos, acreditando no potencial transformador do novo currículo.
Durante a entrevista com a professora regente da turma, ela mencionou que a BNCC tem exigido dela um olhar mais atento e sensível para cada criança. “Não é mais sobre o que eu quero ensinar, e sim sobre o que a criança pode e precisa viver. A gente precisa observar mais, escutar mais e entender que o brincar, o conversar, o experimentar... tudo isso é aprendizagem”, afirmou.
Além disso, foi possível perceber que a escola busca manter uma coerência entre teoria e prática, evitando que a BNCC seja apenas um documento técnico guardado em armários. Pelo contrário, os princípios da BNCC estão sendo colocados em ação nas interações diárias, nas escolhas metodológicas e na escuta ativa às necessidades reais das crianças.
Conclusão
O processo de implantação da BNCC na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos se apresenta como um movimento constante de transformação, aprendizado e reconstrução de práticas pedagógicas. Ainda que existam desafios, a equipe escolar tem demonstrado disposição e comprometimento para promover uma educação infantil mais respeitosa, significativa e coerente com os direitos das crianças.
Esse contato com a BNCC na prática me ajudou a compreender que, mais do que um documento oficial, ela é um convite à escuta, ao acolhimento e à valorização da infância como fase essencial da vida. E é papel de todo educador, desde o início de sua formação, participar ativamente desse processo de mudança, sempre com sensibilidade, responsabilidade e afeto.
8 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR
 Durante o período de estágio na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos , tive a oportunidade de analisar e observar como o professor realiza o processo de avaliação na Educação Infantil, especialmente em relação à turma de Pre-Kindergarten (5 anos), onde atuei diretamente. A avaliação, como sabemos, não deve ser vista apenas como uma medição de desempenho, mas sim como um processo contínuo que visa o acompanhamento do desenvolvimento integral da criança, levando em consideração seus aspectos cognitivos, emocionais, sociais e físicos.
A professora da turma enfatizou que, na Educação Infantil, a avaliação não se baseia em provas ou testes tradicionais, mas sim em uma abordagem mais observacional, participativa e qualitativa. Os instrumentos avaliativos utilizados na escola estão muito mais voltados para o acompanhamento das interações das crianças com o ambiente escolar, seu desempenho nas atividades e, principalmente, o seu progresso nas relações interpessoais e no desenvolvimento de habilidades de convivência.
Instrumentos de Avaliação Utilizados
Observação Direta
A observação direta foi o principal instrumento utilizado para acompanhar o desenvolvimento das crianças. A professora registra constantemente suas observações em diários de classe, nos quais ela anota comportamentos, interações e reações dos alunos durante as atividades diárias. Essa prática ocorre de maneira contínua, permitindo que o professor acompanhe de perto o progresso de cada aluno. A observação não se limita apenas às atividades planejadas, mas também ao momento de brincadeiras, interações informais e períodos de livre expressão.
Durante a minha observação, percebi que o foco da professora não é apenas verificar o que a criança sabe ou consegue fazer, mas sim como ela interage com os outros, como lida com as suas emoções, como se expressa e como participa dos momentos coletivos. Para isso, a professora se vale de registros diários e anotações em listas de presença que indicam a participação e o engajamento da criança em diferentes situações.
Portfólio Pedagógico
Outro instrumento avaliativo que chamou a atenção foi o portfólio pedagógico utilizado na escola. Cada criança possui seu próprio portfólio, onde são armazenados trabalhos e produções realizadas ao longo do ano, como desenhos, pinturas, recortes, colagens e outros tipos de registros. Esse portfólio serve como uma forma de evidenciar o desenvolvimento individual da criança, além de ser um instrumento que permite à professora observar a evolução da criança em diferentes áreas, como a motricidade fina, a expressão criativa e a capacidade de seguir sequênciaslógicas.
A professora utiliza o portfólio para documentar o progresso das crianças de maneira mais visual e concreta, permitindo que tanto os responsáveis quanto os próprios alunos vejam suas conquistas ao longo do tempo. Para ela, essa ferramenta é uma maneira de tornar o processo de aprendizagem mais tangível, dando um sentido concreto à evolução da criança.
Rodas de Conversa e Registros Narrativos
As rodas de conversa são outra importante prática avaliativa que a professora utiliza para avaliar o desenvolvimento da linguagem oral, da capacidade de argumentação e do pensamento crítico das crianças. A professora propõe discussões sobre temas do cotidiano, perguntas sobre situações vivenciadas na escola ou até mesmo perguntas mais abertas que incentivam a criança a compartilhar seus sentimentos e pontos de vista. A interação na roda de conversa também serve para avaliar a habilidade de escuta e de respeito ao próximo, aspectos essenciais na convivência social e no desenvolvimento emocional.
Além disso, as rodas de conversa são acompanhadas de registros narrativos feitos pela professora, que anotam as falas das crianças, as contribuições e os aprendizados observados durante essas interações. Esses registros não são apenas uma forma de avaliação das competências linguísticas, mas também uma ferramenta para analisar o desenvolvimento social e emocional das crianças.
Atividades Pedagógicas e Projetos Temáticos
A avaliação também é realizada a partir da observação das crianças nas atividades pedagógicas e nos projetos temáticos, que são realizados com frequência na escola. A professora organiza atividades com base nos interesses das crianças e em temas transversais, como sustentabilidade, saúde e convivência. As atividades práticas, como jogos, dramatizações, projetos de arte e construções coletivas, são momentos importantes para a avaliação da criatividade, da capacidade de trabalho em equipe e da habilidade de resolução de problemas.
Essas atividades são acompanhadas por registros em planos de aula e relatórios periódicos que ajudam a professora a entender o progresso das crianças em termos de desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Os projetos temáticos, além de promoverem a aprendizagem de conceitos novos, também incentivam o trabalho colaborativo e o desenvolvimento da autonomia e da iniciativa das crianças.
Reflexões sobre a Avaliação na Educação Infantil
Ao longo da análise desses instrumentos avaliativos, ficou claro que a avaliação na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos é vista como parte do processo contínuo de aprendizagem, e não como uma atividade isolada ou punitiva. A professora regente da turma reforçou que a avaliação é essencialmente formativa, ou seja, seu principal objetivo é acompanhar o desenvolvimento e apoiar a criança em seu processo de aprendizagem. Para ela, a avaliação na Educação Infantil não deve ter foco em classificações ou comparações, mas sim em como cada criança está se desenvolvendo de acordo com o seu ritmo, suas potencialidades e suas necessidades.
A prática avaliativa, portanto, na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos , é caracterizada por um olhar holístico, que envolve aspectos cognitivos, sociais, emocionais e físicos, promovendo o desenvolvimento integral da criança e respeitando suas singularidades. As ferramentas utilizadas, como a observação direta, os portfólios, as rodas de conversa e as atividades práticas, são meios importantes de construir uma avaliação que seja descentralizada, participativa e inclusiva, respeitando a criança como sujeito ativo no processo de aprendizagem.
9 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA
 Durante o estágio na EMEB Anísio Vieira de almeida Ramos , tive a oportunidade de analisar a atuação da equipe pedagógica no acompanhamento da disciplina de Educação Física, especialmente no contexto da turma de Pre-Kindergarten 1 (crianças de 5 anos), em que desempenhei atividades relacionadas à promoção do movimento, da saúde e da interação social. A disciplina de Educação Física, na Educação Infantil, vai além do simples desenvolvimento motor, sendo um campo de práticas que envolvem o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças.
O acompanhamento pedagógico da disciplina é realizado de forma coletiva e integrada. A equipe pedagógica, composta pela coordenadora pedagógica, pela professora regente da turma e pelos demais profissionais da escola, tem como objetivo garantir que a Educação Física seja não apenas uma atividade recreativa, mas uma experiência educativa que contribua para o desenvolvimento integral das crianças, respeitando a proposta pedagógica da escola e os direitos de aprendizagem da BNCC.
1. Atribuições da Equipe Pedagógica na Educação Física
O acompanhamento da disciplina de Educação Física inicia-se com uma organização compartilhada entre todos os membros da equipe pedagógica, que inclui a professora regente da turma e a coordenadora pedagógica. Juntos, eles discutem as metodologias e abordagens a serem adotadas, planejando atividades que estejam de acordo com o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças, além de considerar os temas transversais propostos pela BNCC. Para garantir o bom andamento das atividades, a equipe pedagógica realiza encontros semanais para discutir as observações feitas durante as aulas e os resultados pedagógicos alcançados.
Um ponto importante da atuação da equipe pedagógica é a planejamento coletivo, onde são discutidas as necessidades específicas dos alunos e as melhores abordagens para o acompanhamento individualizado das crianças, sobretudo aquelas com necessidades de apoio pedagógico. A coordenação pedagógica tem um papel essencial nesse processo, oferecendo suporte, sugestões de atividades e materiais, e promovendo discussões que visem o aprimoramento das práticas docentes.
A professora regente de Educação Física, embora com autonomia em seu trabalho, sempre busca dialogar e alinhar suas práticas com os objetivos pedagógicos da escola. Ela compartilha regularmente com a equipe os desafios e os sucessos das aulas, como o desenvolvimento das habilidades motoras, a interação das crianças durante as atividades e a observação do comportamento coletivo e individual.
2. Planejamento Pedagógico e Acompanhamento das Aulas
A equipe pedagógica do EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos se empenha em promover um planejamento integrado entre as diferentes disciplinas, garantindo que a Educação Física não seja vista como uma atividade isolada, mas como parte de um processo educacional contínuo e interligado. A coordenação pedagógica orienta a professora de Educação Física sobre a importância de vincular os conteúdos trabalhados nas aulas de movimento com os temas abordados em outras áreas do conhecimento, como a música, a arte e a língua portuguesa.
Esse planejamento integrado também se reflete em um acompanhamento constante das aulas, em que a equipe pedagógica observa como as crianças reagem às atividades, como elas desenvolvem suas habilidades motoras e suas relações sociais durante as brincadeiras e os jogos. Durante as aulas, a professora de Educação Física faz registros que são discutidos posteriormente com a coordenação pedagógica, permitindo que, se necessário, ajustes sejam feitos no planejamento e na execução das atividades. Essas reuniões de acompanhamento são importantes para garantir que as necessidades de cada aluno sejam atendidas, promovendo um desenvolvimento equitativo e respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança.
3. Avaliação do Desenvolvimento das Crianças
Um aspecto importante no acompanhamento da disciplina de Educação Física é a avaliação contínua e processual das crianças. Ao contrário de uma avaliação tradicional, que se baseia em notas ou resultados de testes, a avaliação na Educação Infantil é uma prática reflexiva que se dá a partir da observação das ações das crianças nas aulas de Educação Física. A equipe pedagógica participa ativamente desse processo de avaliação, que é focado no desenvolvimentode habilidades motoras, emocionais e sociais das crianças.
A coordenadora pedagógica e a professora regente se reúnem para discutir as observações feitas durante as aulas, analisando o desempenho de cada criança nas atividades motoras, como correr, pular, dançar e manipular objetos, além de avaliar a capacidade de interação e colaboração nas dinâmicas de grupo. A avaliação, nesse sentido, não se limita ao domínio das habilidades motoras, mas também leva em consideração o desenvolvimento da autonomia, da expressão emocional e da capacitação para lidar com os outros em contextos de interação social.
A professora de Educação Física também participa dessas reuniões de avaliação, trazendo suas próprias observações e feedbacks sobre o comportamento das crianças durante as atividades. A equipe, então, reflete sobre o desenvolvimento individual e coletivo e ajusta as abordagens, se necessário, para garantir que todos os alunos recebam o acompanhamento adequado.
4. Formação Continuada e Colaboração Profissional
Outro ponto relevante no acompanhamento da disciplina de Educação Física é o investimento na formação continuada da equipe pedagógica. A escola oferece regularmente formações e encontros pedagógicos, nos quais são discutidos temas como novas metodologias de ensino, psicomotricidade, saúde infantil e práticas de ensino inclusivas. A participação nesses encontros contribui para que a equipe esteja sempre atualizada e possa, em conjunto, aprimorar suas práticas pedagógicas.
Além disso, a troca de experiências e a colaboração constante entre os professores da Educação Infantil e os profissionais da Educação Física são essenciais para o sucesso das práticas educacionais. A comunicação entre os docentes e a coordenação pedagógica se dá de forma fluida, o que permite um acompanhamento eficaz e uma aplicação harmônica dos conteúdos pedagógicos.
Conclusão
A atuação da equipe pedagógica no acompanhamento da disciplina de Educação Física na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos é caracterizada por uma abordagem integrada, reflexiva e contínua, em que o planejamento e a avaliação são discutidos de forma colaborativa entre todos os envolvidos no processo educacional. A coordenação pedagógica, ao fornecer suporte e orientação, garante que as práticas de ensino estejam alinhadas com os objetivos da escola e com as diretrizes da BNCC. Esse acompanhamento constante e a troca de experiências entre os profissionais são fundamentais para o desenvolvimento pleno das crianças, respeitando seu ritmo, suas necessidades e suas potencialidades.
A Educação Física, longe de ser uma atividade recreativa isolada, é vista na escola como um espaço de aprendizagem integral, que contribui para a formação física, emocional, cognitiva e social dos alunos, com a equipe pedagógica desempenhando um papel fundamental nesse processo de acompanhamento e avaliação contínuos.
10 RELATO DA OBSERVAÇÃO
 Durante o período de estágio realizado na EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos, tive a oportunidade de observar de forma atenta e detalhada o cotidiano da sala de aula da turma de Pré I (crianças com aproximadamente 5 anos de idade). Essa vivência me permitiu compreender, na prática, como se desenvolvem as interações pedagógicas na Educação Infantil e qual o papel do professor regente na mediação das aprendizagens, no cuidado com o bem-estar das crianças e na organização de um ambiente acolhedor, lúdico e formativo.
Desde o primeiro contato com a turma, foi perceptível o carinho e o vínculo afetivo estabelecido entre as crianças e a professora regente. A rotina da sala de aula era bem estruturada, porém flexível o suficiente para permitir que as crianças se expressassem com liberdade e criatividade. A professora conduzia as atividades com muita sensibilidade, respeitando o tempo de cada criança e valorizando suas iniciativas e interesses.
Acolhimento e Rotina
A observação começou logo no início da manhã, no momento de entrada das crianças. A professora recepcionava cada aluno com um sorriso e um breve diálogo, demonstrando atenção individualizada. Esse momento de acolhimento era essencial para promover um clima de segurança e pertencimento. Em seguida, a turma se dirigia para a rodinha inicial, onde aconteciam conversas sobre o dia, o clima, as emoções e o que seria feito ao longo da manhã. Esse momento era também uma oportunidade para desenvolver a linguagem oral, a escuta e a socialização.
A rotina da turma era composta por momentos diversos que alternavam atividades dirigidas, brincadeiras livres, lanche, higiene e descanso. Durante a observação, percebi que mesmo nas atividades mais estruturadas, a professora mantinha uma postura de escuta e incentivo, permitindo que as crianças fizessem escolhas, se posicionassem e participassem ativamente do processo.
Atividades Pedagógica, Durante as atividades pedagógicas observadas, a professora propôs uma sequência de ações com foco no desenvolvimento da coordenação motora fina, da oralidade e da imaginação. Uma das atividades envolvia a construção de um “livrinho das emoções”, onde cada criança desenhava uma expressão facial que representasse como estava se sentindo naquele dia, e depois compartilhava com os colegas o motivo da escolha. Essa prática evidenciava a preocupação da escola com o desenvolvimento socioemocional, promovendo a escuta ativa e o respeito às emoções individuais.
Além disso, houve uma atividade com materiais recicláveis, onde as crianças construíram brinquedos, como carrinhos, monstros e animais, com tampinhas, rolos de papel, pedaços de tecido e outros itens reaproveitados. Essa vivência favoreceu a criatividade, a coordenação motora, a consciência ambiental e a cooperação entre os alunos. A professora aproveitou a oportunidade para dialogar com as crianças sobre o cuidado com o meio ambiente, trazendo um tema transversal contemporâneo de forma simples e significativa.
Interações e Aprendizagem, Durante toda a observação, foi notável a importância das interações como motor da aprendizagem. As crianças aprendiam não apenas com os adultos, mas principalmente umas com as outras, em situações de troca, ajuda mútua e brincadeiras. A professora valorizava essas interações e frequentemente media os conflitos com diálogo, promovendo a resolução de problemas de forma construtiva.
Os momentos de brincadeira no pátio também foram ricos em observações. As crianças exploravam o espaço com liberdade, criando jogos espontâneos, combinando regras e resolvendo disputas com ajuda da professora, quando necessário. A observação deixou claro que, na Educação Infantil, o brincar é uma linguagem essencial de expressão e aprendizagem, e que o professor tem um papel fundamental de observador, mediador e incentivador.
Ambiente Alfabetizador e Lúdico, Outro ponto importante observado foi o cuidado com o ambiente físico da sala. Os materiais estavam organizados de forma acessível às crianças, favorecendo a autonomia. Havia livros dispostos em prateleiras baixas, jogos educativos, cantinhos temáticos e produções das próprias crianças expostas nas paredes. Esse ambiente, cuidadosamente planejado, funcionava como um terceiro educador, incentivando a curiosidade, a iniciativa e o sentimento de pertencimento.
A professora também utiliza canções, histórias e dramatizações para introduzir conteúdos e organizar a turma. Em uma das observações, ela contou a história “O Monstro das Cores”, utilizando fantoches, o que prendeu totalmente a atenção das crianças e proporcionou uma rica discussão sobre sentimentos, cores e situações do cotidiano. Essa atividade, além de promover a alfabetização emocional, contribuiu para o desenvolvimento da linguagem e da atenção.
Considerações Finais, A observação em sala de aula foi uma experiência muito rica e formativa. Pude perceber que o trabalho na Educação Infantil vai muito além da aplicação de conteúdos: envolve acolhimento, escuta, sensibilidade, planejamento e criatividade. O professor da Educação Infantil precisa ser um mediador atento e afetuoso, capaz de transformaras experiências cotidianas em oportunidades de aprendizagem significativas.
A EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos demonstrou ter uma equipe comprometida com uma educação humanizada, respeitosa e baseada no brincar, nas interações e no desenvolvimento integral das crianças. O ambiente escolar é um espaço de afeto e aprendizagem, onde as crianças são tratadas como protagonistas de seu processo educativo.
Essa vivência reforçou minha convicção de que a observação é uma ferramenta essencial na formação docente, pois permite compreender melhor o comportamento infantil, a dinâmica pedagógica e o papel fundamental do professor na construção de um ambiente de aprendizagem saudável e acolhedor.
11 PLANOS DE AULA
 Plano de Aula
Identificação:
 Escola: EMEB Anísio Vieira de almeida Ramos 
Professor regente: Vera Silva de Oliveira Franco
 Nome completo do estagiário: Rosemere Baiense Lima 
Disciplina Especificar:
Série ano: Pré 1 
Turma : A
Período: matutino 
Conteúdo: Coordenação motora ampla – deslocamentos e saltos
Objetivos: Desenvolver a coordenação motora ampla por meio de atividades lúdicas;
Estimular o equilíbrio e a lateralidade;
Promover a socialização e o trabalho em grupo;
Incentivar a prática de movimentos corporais como correr, saltar e equilibrar-se
Metodologia: Roda de conversa inicial (5 minutos):
Breve acolhida e conversa com as crianças sobre os movimentos do corpo e como eles se sentem ao se movimentar.
Aquecimento (10 minutos):
Atividades com música e movimentos variados (marcha, corrida leve, saltos no lugar, agachamentos).
Atividade principal – Circuito motor (20 minutos):
Estações com diferentes desafios: pular dentro de arcos, andar em linha reta sobre uma corda no chão, passar por obstáculos baixos e correr em zigue-zague entre cones.
As crianças serão divididas em pequenos grupos para realizar o circuito com apoio e supervisão.
Atividade final – Jogo "Estátua" (10 minutos):
Recursos: Aparelho de som e músicas infantis; Arcos de plástico;
Cones; Corda; Colchonetes (opcional);
Fita adesiva colorida para demarcar o chão
Avaliação: Observação direta da participação das crianças nas atividades;
Verificação do envolvimento, interesse e interação com os colegas;
Identificação de avanços nos movimentos de correr, saltar e equilibrar-se.
Referências: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Brasília: MEC, 2017.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. Cortez Editora, 2011.
 Plano de Aula
 Identificação:
Escola: EMEB Anísio Vieira de almeida Ramos
Professor regente: Vera Silva de Oliveira Franco
Nome completo do estagiário: Rosemere Baiense Lima
Disciplina Especificar:
Série ano: Pré 1
Turma :A
Período: matutino 
Conteúdo: Coordenação motora fina – movimentos com mãos e dedos
Objetivos: Estimular o uso das mãos e dos dedos com precisão.
Desenvolver a coordenação olho-mão.
Trabalhar com foco e paciência nas ações motoras finas.
Metodologia: Brincadeiras como: “Imitando animais com as mãos”, massinha de modelar e desenho com giz no chão.
Atividade com encaixes e pegar objetos com pinça de brinquedo.
Roda final para partilhar experiências.
Recursos: Massinha, giz de cera, brinquedos de encaixe, pinças infantis.
Avaliação: participação, criatividade nas atividades e manipulação dos objetos com autonomia.
Referências: BNCC (2017); WALLON, H. (2007).
 Plano de Aula
 Identificação:
Escola: EMEB Anísio Vieira de almeida Ramos
Professor regente: Vera Silva de Oliveira Franco
Nome completo do estagiário: Rosemere Baiense Lima
Disciplina Especificar:
Série ano: Pré 1
Turma :A 
Período: matutino 
Conteúdo: Jogos cooperativos – trabalho em equipe
Objetivos: Promover o respeito às regras e aos colegas.
Estimular o espírito de colaboração.
Desenvolver habilidades motoras por meio de jogos coletivos.
Metodologia: Roda de conversa sobre o que é “brincar junto”.
Atividades: "Cabo de guerra com lençol", "Levar a bola juntos com as costas", “Corrida do saco em duplas”.
Encerramento com relaxamento e conversa sobre o que sentiram.
Recursos: Bola leve, lençol, sacos grandes, aparelho de som.
Avaliação: Observação das atitudes diante dos colegas: respeito, ajuda e cooperação.
Referências: BNCC (2017); VYGOTSKY, L. S. (1998).
 Plano de Aula
 Identificação:
Escola: EMEB Anísio Vieira de almeida Ramos
Professor regente: Vera Silva de Oliveira Franco
Nome completo do estagiário: Rosemere Baiense Lima
Disciplina Especificar:
Série ano: Pré 1
Turma :A
Período: matutino
Conteúdo: Equilíbrio e percepção corporal
Objetivos: Estimular o equilíbrio corporal em diferentes posições.
Desenvolver a percepção do próprio corpo no espaço.
Promover a concentração e controle dos movimentos.
Metodologia: Roda de conversa sobre como mantemos o equilíbrio.
Brincadeiras como: “Está na corda bamba!” (andar em linha reta no chão com fita adesiva), e “Estátua do equilíbrio” (ficar parado em um pé só).
Finalização com alongamentos.
Recursos: Fita adesiva colorida, cones, música e colchonetes.
Avaliação: Observação da participação e da habilidade em manter o equilíbrio.
Envolvimento e respeito às regras das atividades.
Referências: BNCC (2017); LUCKESI, C. C. (2011).
12 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR
Durante o período de observação e planejamento das atividades pedagógicas na turma do Pré 1A, da escola EMEB Anísio Vieira de almeida Ramos , realizei a elaboração de quatro planos de aula voltados à disciplina de Educação Física, considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as necessidades da faixa etária (crianças de aproximadamente 5 anos) e a realidade da turma.
No dia da apresentação dos planos, procurei organizar todo o material em formato impresso e digital, contendo cada um dos planos com identificação, conteúdo, objetivos, metodologia, recursos, avaliação e referências. A apresentação foi feita diretamente à professora regente, Júnia Da Silva Carda, com quem tive um diálogo produtivo e respeitoso.
Iniciei explicando que os planos foram estruturados com base em observações anteriores das aulas e nas interações com as crianças. Destacar a importância do movimento corporal para o desenvolvimento infantil foi um ponto que despertou bastante interesse da professora, especialmente quando apresentei propostas que integravam a ludicidade com o desenvolvimento motor.
Apresentei os seguintes conteúdos:
Equilíbrio e percepção corporal;
Coordenação motora ampla (correr e saltar);
Coordenação motora fina (mãos e dedos);
Jogos cooperativos e trabalho em equipe.
A professora demonstrou bastante entusiasmo com a proposta do circuito motor, citando que a turma gosta muito de desafios e movimentos. Ela destacou a importância de atividades que desenvolvam o equilíbrio e a atenção, reforçando que as crianças ainda apresentam certa dificuldade em manter o foco e o controle corporal durante as atividades em grupo.
Durante a apresentação, a professora também trouxe sugestões de adaptação para os materiais, como o uso de brinquedos e objetos já disponíveis na escola para substituir materiais mais difíceis de encontrar, como cordas específicas ou arcos em grande quantidade. Essa troca foi bastante enriquecedora, pois me fez pensar em soluções mais acessíveis, sem perder a essência pedagógica das atividades.
Outro ponto importante foi a reflexão conjunta sobre a avaliação nas aulas de Educação Física na Educação Infantil. Discutimos que, mais do que avaliar desempenho técnico, é essencial observar o envolvimento, o respeito às regras, a socialização e o esforço individual da criança nas atividades propostas. A professora compartilhou exemplos de como ela costuma registrar essas observações e me incentivou a usar anotações rápidas e registros fotográficos(quando autorizados) para acompanhar o progresso das crianças.
A apresentação dos planos de aula foi, portanto, um momento muito significativo de troca entre teoria e prática. A receptividade da professora e seu interesse pelas atividades propostas me deram mais segurança para a realização das aulas e confirmaram que a educação física, quando planejada com intencionalidade, pode contribuir amplamente para o desenvolvimento integral da criança na Educação Infantil.
Encerramos o encontro com o alinhamento das datas em que as aulas seriam aplicadas, bem como os momentos de acompanhamento e apoio da professora regente. Fiquei feliz em perceber que as ideias foram bem recebidas e que havia abertura para colaboração e construção do processo educativo.
13 RELATO DA REGÊNCIA
A regência ocorreu na turma do Pré 1A, no período matutino, da escola EMEB Anísio Vieira de Almeida Ramos , sob a orientação da professora regente Júnia Da Silva Carda. Durante esse período, pude vivenciar na prática o planejamento e a execução de aulas de Educação Física voltadas para crianças da Educação Infantil, com idade aproximada de 5 anos. Essa experiência foi extremamente enriquecedora, pois me proporcionou não apenas a aplicação dos conteúdos teóricos estudados, mas também o contato direto com as particularidades do desenvolvimento infantil.
As aulas foram realizadas de forma progressiva, conforme os planos previamente elaborados e aprovados pela professora regente. Os conteúdos trabalhados incluíram: equilíbrio e percepção corporal, coordenação motora ampla (correr e saltar), coordenação motora fina (mãos e dedos) e jogos cooperativos. A escolha desses conteúdos teve como base a BNCC, que valoriza o brincar, o movimento, a experimentação e a vivência corporal como elementos fundamentais na educação de crianças pequenas.
Antes de iniciar cada aula, fazia uma breve conversa com as crianças em roda, explicando de forma simples e lúdica o que faríamos naquele dia. A escuta ativa e o olhar atento foram essenciais para adaptar o ritmo e a linguagem às necessidades do grupo. A empolgação e curiosidade das crianças eram evidentes, e isso tornava o ambiente propício para as aprendizagens.
Durante a regência, percebi como a ludicidade é essencial para manter o interesse e o envolvimento das crianças. Em atividades como o circuito motor, por exemplo, as crianças demonstraram alegria ao explorar os desafios propostos, como saltar dentro dos arcos, caminhar sobre linhas e desviar dos obstáculos. Já nas atividades de coordenação motora fina, como as brincadeiras com massinha e pinça, pude observar o cuidado e a concentração das crianças ao manipular os materiais.
Uma das atividades que mais chamou a atenção da turma foi o jogo cooperativo com bolas e lençóis. As crianças precisam trabalhar juntas para alcançar um objetivo comum, o que exige comunicação, paciência e colaboração. Essa vivência reforçou o quanto os jogos em grupo são importantes não apenas para o desenvolvimento físico, mas também para o desenvolvimento socioemocional.
Durante todas as aulas, busquei observar e registrar aspectos como: a participação ativa das crianças, o respeito às regras, a interação com os colegas e a evolução dos movimentos corporais. Esses registros me ajudaram a refletir sobre as práticas e também serviram de base para os momentos de conversa com a professora regente, que sempre se mostrou aberta ao diálogo e ao acompanhamento do processo.
Enfrentei alguns desafios, como manter a atenção do grupo por tempo prolongado ou lidar com pequenas disputas entre as crianças durante os jogos. No entanto, encarei essas situações como oportunidades de aprendizagem, tanto para mim quanto para os alunos. Com o apoio da professora, fui aprendendo a redirecionar as atividades com mais firmeza e afeto, equilibrando o cuidado com a condução da turma e o estímulo à autonomia das crianças.
Ao final da regência, senti-me extremamente realizada e grata pela oportunidade. O contato direto com as crianças, a aplicação das aulas planejadas, as trocas com a professora e a observação do progresso dos alunos foram fundamentais para minha formação como futura educadora. Percebo com mais clareza a importância de uma Educação Física significativa e afetiva na primeira infância, que respeite o tempo de cada criança e valorize suas descobertas por meio do corpo em movimento.
Essa vivência fortaleceu ainda mais meu compromisso com a docência e me mostrou o quanto o brincar, o cuidado, a escuta e o planejamento são elementos essenciais para uma prática pedagógica de qualidade.
14 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO
Incluir o termo de validação digitalizado, conforme estipulado no Plano de Trabalho. 
	
Eu, [Inserir nome do Acadêmico], RA [Inserir RA do Acadêmico], matriculado no [Inserir o semestre] semestre do Curso de [Inserir nome do curso] da modalidade a Distância da [Inserir nome da Universidade], realizei as atividades de estágio [Inserir nome do Estágio] na escola [Inserir nome da escola], cumprindo as atividades e a carga horária previstas no respectivo Plano de Trabalho.
	 ___________________________
Assinatura do(a) Estagiário(a)
	___________________________
Assinatura Supervisor de Campo
	
	
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização deste estágio na CCE EMEB Sirda Rocha dos Santos foi uma experiência transformadora e enriquecedora para minha formação acadêmica e pessoal. Tive a oportunidade de observar, planejar e vivenciar práticas pedagógicas que respeitam o desenvolvimento infantil, com foco na Educação Física para crianças da Educação Infantil. A troca com a professora regente, o contato direto com os alunos e a aplicação das atividades me proporcionaram aprendizados valiosos sobre o papel do educador, a importância do movimento no processo de aprendizagem e a necessidade de uma prática pedagógica sensível, lúdica e intencional. Finalizo esta etapa com sentimento de gratidão e a certeza de que escolhi um caminho profissional que transforma vidas desde a infância.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Brasília: MEC, 2017.
Documento oficial que orienta os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para todas as etapas da Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEB, 2009.
Define os princípios e fundamentos pedagógicos para a Educação Infantil no Brasil.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira, 1996.
Aborda a importância do brincar no desenvolvimento infantil e nas práticas pedagógicas.
WALLON, Henri. O desenvolvimento psicológico da criança. Lisboa: Livros Horizonte, 2007.
Fundamenta a importância das emoções, do movimento e da interação no desenvolvimento infantil.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
Destaca o papel das interações sociais e culturais no processo de aprendizagem e desenvolvimento
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