Prévia do material em texto
MARX Focar em MATERIALISMO HISTÓRICO DIALÉTICO, em oposição ao positivismo e ao idealismo. https://aterraeredonda.com.br/ensaios-filosoficos-entre-marx-e-hegel/ Perguntas motivadoras - Por que o livro de Marx chama o capital e não o socialismo? idealismo x materialismo - O ser humano é naturalmente competitivo? (materialismo histórico) Tomazi Com as transformações que ocorreram no mundo ocidental, principalmente nas esferas da produção industrial, houve um crescimento expressivo do número de trabalhadores industriais urbanos, com uma consequência evidente: a precariedade da vida dos operários nas cidades. Para o alemão Karl Marx (1818-1883), os indivíduos devem ser analisados de acordo com o contexto de suas condições e situações sociais, já que produzem sua existência em grupo. O homem primitivo, segundo ele, diferenciava-se dos outros animais não apenas pelas características biológicas, mas também por aquilo que realizava no espaço e na época em que vivia. Caçando, defendendo-se e criando instrumentos, os indivíduos construíram sua história e sua existência no grupo social. Quando um operário é aceito numa empresa, assina um contrato do qual consta que deve trabalhar tantas horas por dia e por semana e que tem determinados deveres e direitos, além de um salário mensal. Nesse exemplo, existem dois indivíduos se relacionando: o operário, que vende sua força de trabalho, e o empresário, que compra essa força de trabalho. Aparentemente se trata de um contrato de compra e venda entre iguais. Mas só aparentemente, pois o “vendedor” não escolhe onde nem como vai trabalhar. As condições já estão impostas pelo empresário e pelo meio social. Marx virando Hegel cabeça pra baixo “Os indivíduos e a história A História não faz nada, "não possui nenhuma riqueza imensa", "não luta nenhum tipo de luta"! Quem faz tudo isso, quem possui e luta é, muito antes, o homem, o homem real, que vive; não é, por certo, a "História", que utiliza o homem como meio para alcançar seus fins — como se se tratasse de uma pessoa à parte —, pois a História não é senão a atividade do homem que persegue seus objetivos.” Marx, Karl e Engels, Friedrich. A sagrada família. São Paulo: Boitempo, 2003. p. 111 MATERIALISMO HISTÓRICO DIALÉTICO Em Hegel a história começava quando o geist se questionava acerca de si, o que fazemos na terra. Em Marx a história começa quando o homem trabalha (intercâmbio com a natureza). O materialismo histórico, desenvolvido por Marx e Engels, afirma que a história é feita pelos homens em sociedade, negando a ideia de uma natureza humana imutável ou um destino teológico. A compreensão das condições sociais é essencial para a transformação da realidade e para a ação consciente dos indivíduos. A metafísica e a dialética são abordagens filosóficas distintas. Enquanto a metafísica lida com categorias fixas e isoladas, a dialética considera a interconexão e a transformação contínua dessas categorias. - Qual é a importância da sociedade na história? - Como o materialismo histórico se aplica ao capitalismo? - Quais são os principais conceitos do materialismo histórico? Destaques: 00:10 O materialismo histórico é a concepção que afirma que são os homens que fazem a sua própria história, negando influências externas e determinísticas. Esta ideia fundamenta o pensamento de Marx e Engels e a base do movimento marxista. - O materialismo retira a moralidade da ação humana - A questão central do materialismo histórico é quem faz a história, sendo a resposta clara: os homens. Essa perspectiva é crucial para entender o desenvolvimento social e histórico. - A negação de uma natureza humana eterna é um aspecto fundamental do materialismo histórico, pois sugere que a história não é imposta por fatores externos. Isso permite a liberdade e a ação dos indivíduos na formação da história. 02:22 A história humana é moldada por ações dos homens e não por forças externas. A concepção materialista da história enfatiza a importância da realidade e das condições que a definem. - A ideia de que a história não é determinada por divindades, mas sim por ações humanas, é central para a compreensão materialista da história. A lógica histórica é imposta aos homens. - A realidade é um conceito fundamental na análise histórica, pois ela existe independentemente da percepção humana. Isso implica que os homens devem estudar e compreender essa realidade. - A concepção materialista da história parte de pressupostos reais, que são observáveis e não imaginários, refletindo o desenvolvimento dos homens em suas condições materiais. 04:40 Os homens fazem sua história através de ações coletivas em sociedade, que moldam tanto sua consciência quanto a linguagem. A interação social é essencial para a formação da subjetividade humana. -As formas de sociedade mudam ao longo do tempo, influenciando a estrutura social dos homens e a maneira como eles produzem e interagem. Isso afeta diretamente a história. -A linguagem é uma ferramenta fundamental para a comunicação entre os indivíduos em sociedade, permitindo a construção de pensamentos e relações. Sem ela, não há consciência coletiva. -A ação dos indivíduos é influenciada por um contexto histórico pré-existente, o que significa que a história é um processo contínuo e interconectado. Os homens não criam do nada. 06:00 Os homens não fazem sua própria história de forma livre, pois as circunstâncias em que vivem são condicionadas por sociedades formadas no passado. Para mudar essa realidade, é crucial entender essas estruturas sociais. -A história e a sociedade são moldadas por condições que não escolhemos, mas que foram estabelecidas pelos homens do passado. Essa influência é inegável em nosso cotidiano. -A estrutura da sociedade é reprodutiva, necessitando manter certas condições para continuar existindo, como a manutenção do papel de trabalhadores e capitalistas. -A compreensão dos aspectos necessários da sociedade permite identificar oportunidades para intervenções que podem efetivamente mudar a realidade social em que estamos inseridos. 09:17 A luta de classes não é a única responsável pela história, pois diversas formas de organização social existiram antes da estruturação em classes. A transformação social depende do entendimento dessas estruturas e da dinâmica entre as classes atuais. -A análise marxista enfatiza a importância de estudar as estruturas sociais do capitalismo para compreender as relações de classe. Isso é fundamental para entender a dinâmica histórica. -A afirmação de que a luta de classes faz a história é considerada falsa, pois houve sociedades sem classes sociais ao longo do tempo. Essa perspectiva amplia a compreensão histórica. -Para mudar a organização social, é essencial entender as classes atuais, como a burguesia e o proletariado. Isso é crucial para a construção de uma sociedade sem classes. 11:38 A concepção materialista da história enfatiza que o homem é o agente ativo da história, mas suas ações são moldadas por condições sociais herdadas. Isso implica que as sociedades têm núcleos de relações que influenciam as possibilidades de intervenção e ação dos indivíduos. -O papel dos conceitos e narrativas na formação da história é crucial, pois eles ajudam a entender como as sociedades se organizam e se reproduzem ao longo do tempo. -A história não é feita apenas pela vontade individual, mas é influenciada por contextos sociais e históricos que foram herdados. Isso significa que as ações estão limitadas por essas condições. -A influência de pensadores como Marx e Engels é fundamental para a construção da concepção materialista da história, que busca explicar as dinâmicas sociais do século XIX até hoje. ______________________________________________________________________ SOCIALISMO/COMUNISMO […]Em troca dos artigos que enriquecem a vida deles, os indivíduos vendem não só seu trabalho, mastambém seu tempo livre.[…] As pessoas residem em concentrações habitacionais – e possuem automóveis particulares, com os quais já não podem escapar para um mundo diferente. Têm gigantescas geladeiras repletas de alimentos congelados. Têm dúzias de jornais e revistas que refletem os mesmos ideais. Dispõem de inúmeras opções e inúmeros inventos que são todos da mesma espécie, que as mantêm ocupadas e distraem sua atenção do verdadeiro problema – que é a consciência de que poderiam trabalhar menos e determinar suas próprias necessidades e satisfações.— Herbert Marcuse, Eros e Civilização (2) Destaques: 01:28 Os princípios básicos do comunismo visam a libertação do proletariado e a criação de uma sociedade sem classes. Essa sociedade ideal é caracterizada pela ausência de propriedade privada e do Estado. -O proletariado é definido como aqueles que vivem da venda de sua força de trabalho em troca de um salário. Essa definição é fundamental para entender o contexto do comunismo. 08:06 A metafísica e a dialética são abordagens filosóficas distintas. Enquanto a metafísica lida com categorias fixas e isoladas, a dialética considera a interconexão e a transformação contínua dessas categorias. -A dialética de Hegel, por exemplo, explora a relação entre opostos como o mestre e o escravo, mostrando como essas categorias se inter-relacionam. -O materialismo, baseado no entendimento de que a produção material fundamenta a estrutura social, revela como a realidade molda nossas ideias e organização. -Marx critica o idealismo de Hegel, destacando que a realidade não é criada pelas ideias, mas sim que nossas ideias são abstrações da realidade material. 16:10 A relação entre a base material e a superestrutura é complexa e dinâmica, onde a produção material influencia a cultura, religião e moralidade de uma sociedade. Essa interação não é mecânica, mas dialética, refletindo um movimento contínuo entre realidade e ideologia. -O materialismo histórico de Marx e Engels destaca como a produção e a satisfação de necessidades moldam a estrutura social ao longo da história. Essa perspectiva revela como cada modo de produção gera novas necessidades. -A crítica da economia política busca entender a dinâmica do capitalismo, analisando como as forças produtivas e as relações de produção interagem. Isso é essencial para compreender a exploração no sistema capitalista. - As forças produtivas capitalistas envolvem a divisão do trabalho e a automação, enquanto as relações de produção se baseiam na exploração do proletariado. Essa divisão de classes é fundamental para a análise marxista da sociedade. 24:13 A divisão social de classes é uma característica central do capitalismo, onde a burguesia possui os meios de produção enquanto o proletariado apenas vende sua força de trabalho. Essa divisão não é determinada por habilidades ou vocação, mas pela posição na cadeia de produção. -A propriedade privada é fundamental no capitalismo, pois os meios de produção são de propriedade de uma classe que não trabalha. Isso resulta na exploração do proletariado, que depende de vender sua força de trabalho. -O capital é descrito como um valor que cria mais valor, abrangendo recursos como fábricas e mão de obra. Este conceito é crucial para entender a dinâmica do capitalismo e a acumulação de riqueza. -A mercadoria se torna o centro das relações sociais no capitalismo, o que significa que as pessoas consomem em vez de produzir. Isso transforma até mesmo a força de trabalho em uma mercadoria a ser comprada e vendida. 32:31 O valor não é o preço, mas sim uma propriedade da mercadoria determinada pelo trabalho socialmente necessário. O preço é a expressão monetária desse valor, que gira em torno dele no mercado. -A força de trabalho também é uma mercadoria, e seu valor é determinado pelo que é necessário para a sobrevivência do trabalhador. Isso inclui alimento, vestuário e moradia. -A noção de valor é fundamental para compreender o conceito de valor excedente, que é a base da exploração no capitalismo. Essa compreensão é essencial para analisar a dinâmica capitalista. -O valor excedente pode ser classificado em três tipos: absoluto, relativo e extraordinário, cada um relacionado a diferentes formas de exploração e maximização de lucros pelos capitalistas. 40:23 A análise do capitalismo revela que este sistema é baseado na exploração, onde não existem exploradores sem os explorados. A propriedade privada e as classes sociais não são indispensáveis para a sociedade humana. -Marx argumenta que a existência de classes sociais está ligada a fases específicas do desenvolvimento da produção. Isso significa que as classes podem não existir em um futuro próximo. -A luta de classes é um elemento central na teoria marxista, onde a classe proletária é vista como a protagonista da revolução. Essa luta é inevitável devido aos interesses contraditórios entre as classes. -A transição do socialismo para o comunismo, segundo Marx, envolve a opressão da burguesia pela classe trabalhadora até a eliminação das classes. Isso resulta na obsolescência do Estado. 48:27 Marx apresenta ideias gerais sobre socialismo, destacando que a experiência prática é essencial para entender suas nuances. Ele enfatiza que as sociedades socialistas surgem de contextos capitalistas e carregam suas contradições. -A transição para o socialismo não elimina imediatamente as contradições sociais existentes, como o sexismo. É uma evolução que requer luta contínua para superá-las. -Lenin desenvolveu uma nova forma de organização do partido, focando em preparar a classe trabalhadora para a luta pelo poder. Essa abordagem foi crucial para o sucesso da Revolução Russa. -O partido leninista deve ser a vanguarda da classe, armando-a com teoria revolucionária e se conectando com as massas para ganhar crédito moral e político. A disciplina é fundamental para isso. 56:30 O partido bolchevique foi fundamental para a Revolução Russa, conquistando o apoio da classe trabalhadora e liderando a revolução após obter a maioria nos sovietes. A eficiência do método leninista influenciou diversas revoluções ao redor do mundo, como em Cuba e China. -Após conquistar a maioria nos sovietes, o partido bolchevique foi capaz de liderar a revolução, mostrando a importância do apoio popular. Este apoio foi crucial para o sucesso da revolução. -Lenin não apenas teorizou sobre a revolução, mas também a aplicou na prática, demonstrando sua habilidade como líder político. Sua abordagem pragmática foi essencial para a revolução. -Diversos países, como Vietnã e Coreia, adotaram o método leninista em suas revoluções, evidenciando a eficácia desse modelo. O impacto global do leninismo continua a ser debatido até hoje. 1:04:33 Lenin identificou que o capitalismo entrou em uma nova fase, a fase imperialista, onde se torna um capitalismo monopolista. Essa teoria é fundamental para compreender as dinâmicas do capitalismo global e suas consequências revolucionárias. -A expansão do capitalismo monopolista leva à disputa territorial entre nações por recursos naturais, aumentando as tensões globais. Essa dinâmica é crítica para entender conflitos contemporâneos. -A teoria de Lenin sobre o imperialismo é vista como essencial para a Revolução Russa, destacando sua relevância histórica e política. Essa obra continua a influenciar movimentos revolucionários hoje. -Reconhecer o imperialismo como o maior inimigo do progresso revolucionário é crucial para qualquer perspectiva revolucionária. O entendimento profundo dessa relação é vital para ativistas e estudiosos. COMUNISMO Comunismo, da revolução à crise - 1917 - por que a classe trabalhadora é protagonista? porque não tem nada a perder - a primeira guerra mundial acaba (1918) em função da revolução russa - Russia é invadida por mais de 10 países(apoio popular sustenta a revolução) - Transformação de uma sociedade de glebas a uma sociedade produtiva - Em 30 anos era a única potencia que confrontava os EUA - Socialismo em um só país Stalinismo (ditaduras também ocorrem no Capitalismo) Burocratização Etapismo massacre do acumulo intelectual - Capitalismo agonizante? formas de reinvenção Estado de Bem estar social como vitrine Revolução proletária: 1. Fim das classes sociais 2. Exploração do homem pelo homem 3. Do Estado 4. Do casamento monogâmico (superar a propriedade privada nas relações familiares, criação de filhos etc). Quem define o que fazer com a apropriação da riqueza é o povo, as questões técnicas são resolvidas por técnicos. Você recebe uma cota de riqueza social a partir do que você produziu.