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O que uma casa quer ser?
Neste prefácio o autor apresenta as mudanças ocorridas na
visão da nova geração sobre o que é e o que uma casa
deveria conter. Tradicionalmente a cozinha, sala de estar e
sala de jantar eram ambientes separados e hierarquizados,
além da maioria das casas não possuírem escritórios com o
objetivo de manter a separação entre a casa e o trabalho do
usuário. Mesmo com todas essas evoluções não houveram
mudanças sobre a privatização das áreas de dormir,
permanecendo com o proprietário ocupando o quarto
principal. Cada capítulo de “Prefácio de casas do nosso
tempo” reforça as mudanças ocorridas na visão cultural e
social dos habitantes das casas sobre a arquitetura
residencial. 
1. A casa no imaginário coletivo e cultural sobre arquitetura
Na casa  contemporânea Shapeshifter do
escritório OPA, essa tradição foi quebrada.
A cozinha e o escritório passaram a ser
parte dos espaços de convivência.
Cozinha, sala de jantar, estar e o escritório
estão integrados. Apesar de o escritório
ficar em um andar acima da cozinha e
salas, ele está conectado pelo pé direito
duplo com visão ampla para todo o
ambiente. Os quartos têm as melhores
vistas da paisagem e a privacidade foi
mantida. 
Shapeshifter 
A Casa em Melides II dos arquitetos Manuel Aires e
Francisco Aires traz outra visão sobre a privacidade.
A casa carrega a ideia de intimidade e reclusão,
mantendo a privacidade dos quartos. Ela é dividida
em três módulos conectados na casa principal por
um pátio. Na casa principal fica a cozinha e a sala de
estar, uma ligada com a outra, quebrando a tradição
de serem ambientes separados, agora ambos são
sociais e não área de serviço e área social. Essa parte
da casa também contém o quarto principal. Cada um
dos módulos tem um quarto, como se fossem
cabanas, protegidas e reclusas umas das outras, mas
ao mesmo tempo conectadas entre si e a natureza
por meio do pátio e das grandes fachadas de vidro. 
Casa em Melides II 
A Casa H do escritório  Felipe Assadi
Arquitectos também segue o novo padrão
de setorização de ambientes. Ela é organizada
em dois pavimentos. No nível de acesso estão
os ambientes sociais: estar, jantar e cozinha,
integrados em um único espaço, livre de
pilares ou paredes, além da suíte principal
com banheiro privativo. No andar inferior,
encontram-se a sala de convivência e os
quartos secundários.
Casa H 
2. A arquitetura verde
O Verde Se Torna Natural
Atualmente, arquitetar um edifício sustentável não é
mais sinônimo de inovação como era na época de
ascensão do modernismo. Projetar pensando na
arquitetura “verde” e minimizar o impacto na natureza
se tornou uma obrigação do arquiteto e não mais uma
forma de ganhar credibilidade nos projetos.
Algo que certamente é observado pelos arquitetos são as estratégias de
uso de energia passiva que, embora não sejam inovadoras, são funcionais e
diminuem o consumo de energia, como as estratégias aplicadas na Casa
Irekua Anatani do escritório Broissin. Localizada no México em clima
temperado semi-úmido, com máximas que beiram 35 °C e mínimas em
torno de 3 °C, a casa extrai o máximo de conforto sem recorrer a sistemas
mecânicos pesados. A implantação respeita o percurso solar: o
alinhamento sudeste captura o sol ameno da manhã, favorecendo o
aquecimento natural nos horários mais frescos. Nessa face voltada ao
nascente, uma cortina de ripas de madeira filtra a radiação direta,
permitindo a entrada de luz e o ganho térmico controlado no corredor, ao
mesmo tempo em que bloqueia o sol alto do verão, reduzindo o
sobreaquecimento. Além disso, a volumetria se complementa com
isolamento térmico adequado na cobertura e nas paredes expostas, e
aberturas posicionadas para promover ventilação cruzada nos períodos
mais quentes. Assim, a casa regula naturalmente seu microclima,
garantindo conforto térmico o ano inteiro por meio de estratégias passivas.
Casa Irekua Anatani
Um outro tipo de arquitetura sustentável são as estratégias
com tecnologia mais avançada como a presente na casa
Shapeshifter do escritório OPA que está localizada no deserto
de Reno,um lugar com grandes amplitudes térmicas. Por isso,
foram usadas bermas de terra que reduzem os efeitos de ilha
de calor solar e fornecem grande massa térmica que auxilia
tanto no aquecimento quanto no resfriamento. Também foram
projetadas paredes e o teto com espessuras diferentes que
permitem um isolamento térmico adicional,além da casa
possuir um telhado verde com excelente desempenho térmico
semelhante às bermas de terra nas paredes perimetrais. As
janelas e persianas são de alto desempenho. Nas janelas os
caixilhos possuem ruptura térmica e desempenho ISFGC 0,23
que minimizam o ganho de calor. Todas as aberturas têm
persianas de enrolar ativadas para reduzir as demandas de
energia.
Shapeshifter 
A Casa Newberg do escritório  Cutler Anderson
Architect localizada em Oregon, Newberg, Estados
Unidos, contém soluções sustentáveis como piso
aquecido, materiais de construção de origem local e
paisagismo com vegetação nativa, que favorece a
presença de vida selvagem. A solução de isolamento
térmico foi embutida entre o forro de madeira e o deck
estrutural. A orientação sul da casa, com
envidraçamento com camadas de revestimento de baixa
emissividade que melhora a eficiência energética de
janelas e portas. Maximiza a entrada de luz e calor
natural, que é essencial no clima da região do noroeste
do Pacifico, tanto temperaturas congelantes como picos
acima de 38°C.  
Casa Newberg
Na minha Engawa ou na sua?
Neste capítulo o autor descreve uma tendência arquitetônica de moradias
que equilibram proteção solar, transparência controlada e planos abertos.
O conjunto desses fatores resulta em uma dissolução do limite entre
interior e exterior, um conceito que já está virando um mantra entre os
arquitetos, mas que não deixará de ser usado tão facilmente. Isso amplia o
conforto do usuário pois faz a conexão entre interior e exterior sem deixar
de lado as necessidades de privacidade e flexibilidade das famílias
modernas.
3. Espaços fechados, cobertos e abertos
Fechada ou Aberta?
Neste capítulo o autor fala sobre a privacidade e proteção que a casa oferece,
comparando ao útero de uma mãe, esse amparo da casa dependerá do grau de
integração com o ambiente externo. Para transmitir proteção, a habitação não
precisa se parecer com uma caverna.
A residência Toward Tateyama do Estúdio de Arquitetos
Monte Fuji une os conceitos principais dos textos base e
divide novamente em dois tipos de espaço, um que é
livre e expansivo e se abre para o ambiente externo, e Já
o outro que é fechado para nutrir relacionamentos
íntimos entre os membros da família. O conceito se
materializou ao apoiar um volume de madeira numa
estrutura de concreto armado, posicionada para se
projetar sem obstáculos em direção à paisagem. O
resultado é uma composição que mescla dois sistemas
independentes, em um mesmo plano unificado.
Toward Tateyama
A Casa de férias em Berkshires do escritório Olson
Kundig Architects foi projetada para olhar para a
natureza verde ao seu redor, dissolvendo o limite
entre interior e exterior e também para atuar como
um refúgio. 
Na sala de estar e no quarto principal, ao girar uma
roda de metal, as paredes deslizam completamente
e mantêm-se abertas. Essa volatilidade dos
espaços, ora abertos, ora fechados, reforça o
conceito de dissolver o limite entre interior e
exterior. A casa transmite proteção sem que se
pareça com uma caverna por conta de sua altura,
sendo elevada a 3 metros do chão.
Casa de férias em Berkshires
A Cabana de Retorno do escritório FM. X Design de
Interiores foi construída no sopé da montanha e ao lado
da floresta. a cabana se esconde nos
vales resultando em uma mistura com o cenário natural
circundante e traz às pessoas que vivem nele uma
experiência de viver isoladas e protegidas do mundo,
embora esteja a poucos centímetros do centro da
cidade.
Cabana de Retorno
De esferas e retângulos
Neste capítulo oautor aborda como as formas, em
específico as curvas, podem criar espaços ou frestas
que oferecem privacidade para casas que tenham
painéis de vidro do chão ao teto.
4. Forma e transparência
Leveza e permissividade
O texto aborda sobre diversos tipos de casa destacando a leveza e a permissividade. Diferente das
casas residenciais, há um grau maior de permissividade em casa de férias, pela relação com diversos
fatores, isolamento, privacidade, natureza e afastamento urbano, trazendo assim a sensação de
liberdade.
Os espaços abertos podem ser usados de diferentes formas, fazendo com que o arquiteto tenha
autonomia e não fique preso a padrões arquitetônicos.
STEVEN HOLL 
A casa traz um estilo arquitetônico totalmente fora do comum, com uma forma
compactada e geometria esférica, podendo ser integrada com o exterior através
de aberturas circular de vidro.
A casa traz os parâmetros Aberto e
privacidade, ligando esses dois termos
“contraditórios” entre si. A casa é uma
construção com amplas aberturas de
vidro voltadas para a paisagem
montanhosa, porém que pode ser
fechada através de um muro de 10
metros e uma ponte levadiça, que
combina função escada e persiana.
KWK PROMES
A casa possui diversas aberturas
de vidro voltadas para a vegetação
nativa e para o lago, trazendo
através das aberturas conexão
interior com a natureza e sua forma
forma geométrica se destaca. 
DESAI CHIA
Um Palimpsesto de Ocupação
O conceito de palimpsesto, na arquitetura, é a ideia de que um espaço contém múltiplas camadas
temporais, materiais e simbólicas. Assim como um manuscrito antigo que foi apagado e reescrito várias
vezes, um edifício-palimpsesto carrega os vestígios das suas ocupações anteriores, mesmo quando
atualizado com novos usos, materiais ou tecnologias.O palimpsesto arquitetônico revela, portanto,
como a vernaculidade pode ser um ponto de partida para construções que dialogam com o passado
sem abrir mão da inovação, integrando história, lugar, tecnologia e transformação em uma mesma
linguagem espacial.
5.Vernaculidade e tecnologia
A CASA MMB – Umbau Müllerhaus
do escritório asdfg Architekten é
um excelente exemplo de
Palimpsesto vernacular porque o
arquiteto manteve a fachada
original do primeiro moinho da
região, preservando as paredes de
tijolo exposto e reutilizando a
madeira das vigas centenárias. 
CASA MMB
A Carroll House do escritório LOT-EK usa contêineres
marítimos reaproveitados como blocos construtivos ,
sendo uma clara releitura de materiais industriais
vernaculares contemporâneos. A estratégia de
empilhamento e corte diagonal remete à lógica
vernacular urbana compacta, típica de zonas
industriais. A casa é um palimpsesto tecnológico,
pois reconfigura uma tipologia industrial em uma
residência sofisticada. A casa incorpora a tecnologia
com painéis fotovoltaicos, isolamento térmico e um
sistema construtivo de alta eficiência.
Carroll House
A Villa Ypsilon do escritório LASSA Architects
também pode ser relacionada ao conceito de
palimpsesto e vernaculidade pois a casa foi moldada
diretamente com base na topografia e nas trilhas
naturais de movimento, respeitando a tradição
vernacular mediterrânea. A construção combina
concreto moldado in loco, modelagem digital e
técnicas CNC, fazendo da casa um palimpsesto entre
paisagem, tradição e tecnologia paramétrica
Villa Ypsilon
6. Arquitetura, terreno e natureza
Nas colinas de Pune 
O texto fala sobre como o os edifícios se moldaram no
terreno, terrenos irregulares, e voltados pela natureza ,
onde o local construído não compete mas sim se
morfam tornando-se um só, onde a arquitetura
encontrou um patamar igualitário com  a paisagem a
ressaltar. Leveza e permissividade 
O conceito de leveza e permissividade é mostrado no contexto
de casa de férias, onde mostram a diferença de cronograma
quando estamos em férias e de como convivemos com a
liberdade espacial e dias mais flexíveis sem a rotina rígida do
dia a dia. E a fluidez entre espaços com sua transparência
emolduradas nas paredes , que dão ampla abertura para o
interior e exterior. E também do público para o íntimo
Os textos ressaltam as conexões do interno
sendo o edifício e o externo  sendo a
natureza,  Hynaum uma residência feita pelo
escritório de arquitetos IROJE, onde eles
deixaram bem destacado essa ideia de se
camuflar com a paisagem, especificamente
de uma área de Gunai  na Coreia do Sul. Onde
ao centro da montanha se localiza a casa ,
que sai da terra e se projeta para frente , onde
o dono tem uma vista privilegiada através de
seu cômodo repleto de vidros para ver o seu
próprio jardim botânico. 
Hynaum
PAVILHÃO OCULTO
Trata-se de uma obra que exemplifica a arquitetura
contextual, onde o edifício não impõe sua presença,
mas se funde suavemente ao terreno, assumindo
uma postura de respeito e simbiose com a
paisagem.
Implantado em um local de topografia acidentada e
densa vegetação, o projeto se molda ao relevo,
adotando uma linguagem leve e discreta. O uso de
materiais transparentes e reflexivos, como o vidro e
o aço, reforça o conceito de leveza, permitindo que
a construção desapareça parcialmente no
ambiente, refletindo as árvores e o céu ao seu
redor. Não há intenção de sobressair, mas sim de se
camuflar na natureza, o que dialoga diretamente
com a ideia de uma arquitetura que não compete,
mas se adapta ao seu entorno.
Os alojamentos foram feitos pelo escritório  TYIN
Tegnestue + Rintala Eggertsson Architects.
Localizados em uma ilha montanhosa e
extremamente fria, a área está repleta de vida e
natureza , seja pelas árvores e musgos ou pelas
gaivotas e aves marinhas. Com divisões de
cômodos de convivência social e  íntima , e no
exterior é visto que os alojamentos foram
levantados para fornecer um caminho principal
até a beira do mar . Um dos alojamentos seria 
um lugar onde se pode ver e se sentir pequeno ,
isolado e reflexivo durante a magnitude da  vista
de sua janela que dá para uma paisagem de tirar
o fôlego.   
Fleinvær Refugium
7. Espacialidade, enclausuramento e vazio
Containers privados
Neste capítulo o autor discorre sobre a transformação simbólica e espacial que ocorre quando formas
originalmente técnicas e utilitárias como os conteiners são apropriadas para criar espaços de vida.
Essas unidades são pensadas como componentes fechados, protetores e funcionais, que oferecem um
forte sentido de compartimentalização espacial.
O fascínio dos espaços vazios 
O capítulo fala sobre explorar o vazio como experiência sensorial e arquitetônica. A ausência não
significa falta, mas potencial: o vazio se torna superfície para o olhar e moldura para a paisagem.
Ambos os textos mostram como a espacialidade
contemporânea é uma negociação entre limites e
expansões. O enclausuramento moderno não é mais
uma prisão, mas um recurso de controle e foco. O
vazio, por sua vez, não é ausência, mas campo de
possibilidades. Com esse pensamento, a Life House
do arquiteto John Pawson é um bom exemplo de
enclausuramento e vazio, já que este último é o
ponto de partida. A casa não busca “preencher” o
espaço, mas organizá-lo em planos de silêncio e
pausa. Apesar de aberta visualmente em certos
trechos, a Life House é marcadamente introspectiva.
Ela é uma arquitetura voltada para dentro, que
protege da velocidade e da dispersão do mundo
contemporâneo.
Life House
O Rental Space Tower do arquiteto Sou Fujimoto tem
como principal elemento, o vazio, que organiza e une a
torre. Os cheios são as unidades e o vazio é o espaço
entre elas, por onde circula a luz, o ar, o olhar e,
simbolicamente, a convivência.   O edifício possuí uma
arquitetura do entre, onde os espaços não são definidos
apenas pelo que contêm, mas também pelo que deixam
escapar. O vazio é o que estrutura a relação entre as
partes, criando uma forma arquitetônica que não se fecha
sobre si mesma, mas que se expande através da ausência.
 Rental Space Tower
A Domus Aurea dos arquitetos Alberto
Campo Baeza e GLR Arquitectos trabalha
com planos contínuos de superfícies
brancas que refletem,absorvem e
modulam a luz ao longo do dia. O espaço
é revelado pela luz, e não pela forma
decorada. Isso gera uma atmosfera
rarefeita e intensa, em que o vazio se
torna a essência da casa. Não há excesso,
não há ruído só o necessário. Apesar de
ser um projeto ortogonal e
aparentemente fechado, os interiores são
abertos à luz e ao céu por meio de pátios
internos e aberturas ocultas.
Domus Aurea
Casas do nosso tempo
Concluímos essa reflexão sobre “O que uma casa quer ser?”
com a percepção de que não há uma única resposta. O que há
hoje, sobretudo, é uma multiplicidade de desejos, contextos,
modos de vida e linguagens que fazem com que a casa seja
menos uma tipologia fixa e mais um campo de experimentação.
A habitação não busca mais responder a ideais abstratos de
estilo ou a padrões econômicos industriais, mas sim responder à
vida real, em sua complexidade e contradição.
8. O que uma casa quer ser?
Casa Pachay
A Casa Pachay projetada pela estudante de
arquitetura Anne Castilhos  é inspirada nas rochas
dos Andes, uma arquitetura que emerge do solo,
remetendo aos conceitos de vernaculidade
reinterpretada, (como nas casas do livro que
trabalham com o palimpsesto natural) e
espacialidade topográfica. A forma da casa nasce de
uma leitura do terreno. Essa abordagem responde à
ideia de que a casa quer ser um prolongamento do
lugar, uma construção que compartilha a paisagem,
conexão e permanência.
Anne
A casa Cave, situada em São Luiz do Purunã, foi projetada
para acolher e refugiar seus moradores, ela parte de uma
premissa de conexão com a natureza e o desfrute de
momentos únicos, como experiências sensóriais e do
paladar, pois a casa possui uma adega, que foi projetada a
pedido dos clientes, para que pudessem criar esses
momentos com familiares e amigos. 
A casa foi alocada em um declive e dividida em dois
blocos, sendo o superior o pavimento com as atividades
principais e o pavimento inferior com as atividades de
descontração e lazer, comportando a adega.
Os materiais foram escolhidos a partir do conceito de
cave, que é um compartimento subterrâneo no subsolo,
que serve para diversos fins e principalmente para
comportar adegas. A pedra foi escolhida para que
lembrasse uma cave e a madeira foi escolhida em tons
que lembrasse rolhas de vinho.
Casa Cave 
Lorena
MARY GOLD BEACH HOUSE 
Maria Vitória 
Mais do que um abrigo, a casa foi pensada para
proporcionar bem - estar através da conexão com
a natureza. Trata-se de uma arquitetura que impõe
presença ao se moldar no terreno, destacando sua
beleza. 
Ao se conectar com a natureza do local , você se
encontra repleta de radiação solar, essa luz que
entra pelas grandes janelas. e te acorda de manhã .
A Mary Gold Beach House , se destacou na orla do
mar, como se ele acompanhasse as ondas batendo
em seu último suspiro. 
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madrid-spain/
https://www.archdaily.com.br/br/876093/fleinvaer-refugium-tyin-tegnestue-plus-rintala-eggertsson-
architects
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