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Apresentação da unidade 1 - 
Introdução aos fundamentos do 
Cristianismo
Fábio Augusto Darius
Olá, caro estudante!
É com muito prazer e alegria que apresentamos a você a melhor, mais profunda e mais importante história que o
mundo já conheceu. Analisaremos partes importantes da história de Cristo a partir de Seus próprios
fundamentos. O que constitui o cristianismo, a partir da Palavra de Deus? É possível ser cristão e não ser
religioso? Quais são os princípios éticos que norteiam a fundamentam o cristianismo? Qual o verdadeiro e único
sentido da vida a partir da perspectiva cristã? Essas são questões fundamentais que foram desenvolvidas com
todo carinho, discernimento e profundidade que você merece.
É muito importante perceber as nuances que distinguem o cristianismo de outras filosofias de vida que, sob
alguns aspectos, prometem paz e harmonia. É interessante, inclusive, conhecer certos aspectos filosóficos que
permeiam nosso mundo atual. Contudo, muito mais significativo é discernir e perceber o existir a partir das
lentes do cristianismo.
A disciplina, em sua primeira unidade, almeja inserir conceitos e premissas bíblicas à luz de um diálogo franco e
atual, possibilitando fomentar novas e importantes interações diretamente com a Palavra de Deus, fonte de
todos os nossos mais significativos anseios. A partir dessa compreensão, toda a vida, em seus mais diferentes
aspectos, certamente será transformada positivamente, de tal sorte que você poderá perceber que ela de fato
mudou.
Quando se permite que Cristo habite em cada coração a partir de Sua própria Palavra, a transformação é real. A
melhor forma de conhecê-Lo é ler, em espírito de oração, Sua Palavra e meditar reflexivamente em Sua vontade.
Essa unidade poderá proporcionar isso. Para tanto, serão abordados tópicos de ética, a partir da recepção da Lei
de Deus por Moisés e mesmo antes, quando a Lei estava inserida no coração de cada filho e filha de Deus. A
unidade versará também sobre o ministério de Jesus e Sua aplicação fraternal de Sua própria Lei,
magistralmente explicitada no famoso sermão do Monte.
Agora, convidamos você a assistir ao vídeo de apresentação da unidade.
https://www.youtube.com/embed/HTU6efPV4K4
https://www.youtube.com/embed/HTU6efPV4K4
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Busca e sentido da vida na 
contemporaneidade
Fabio Augusto Darius
Introdução
Caro estudante, faz-se o seguinte questionamento inicial, ao mesmo tempo premissa para a discussão que se
dará neste tópico e fomento para a inserção dos princípios mais elementares do cristianismo hoje e através de
todos os séculos passados: qual o sentido da vida? A questão, praticamente tão antiga quanto a Humanidade,
levou homens e mulheres de todas os tempos e lugares a toda sorte de explicações e filosofias. Na base de sua
resposta encontra-se o cerne daquilo que dá, supostamente ou não, segurança e razão para viver.
Vamos estudar, neste começo de unidade, as possibilidades de busca e sentido da vida a partir também de
prerrogativas não cristãs, para que seja possível verificar, subjetiva e reflexivamente, se têm ou não razão para
tomar parte na reflexão cotidiana. Afinal, se a filosofia serve para algo, deve ser para mudar existências hoje, não
sendo apenas um compêndio histórico sem qualquer valor exceto o erudito. O mesmo pode ser dito sobre o
cristianismo: ou ele serve para mudar vidas na contemporaneidade, como o fez no passado, ou para nada serve,
exceto para retórica vã. Bons estudos!
Sentido da vida
Disse Jesus Cristo, no contexto do Sermão do Monte: “[...] não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que
haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o
alimento, e o corpo, mais que as vestes?” (Mateus 6.25 e Lucas 12.22). Lê-se ainda no Novo Testamento
semelhante trecho que assevera o seguinte:
Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de
Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6-7). 
A busca pelo sentido da vida certamente se deu quando os primeiros pais da Humanidade, Adão e Eva, foram,
por causa de seus próprios pecados, expulsos do edênico lar onde habitaram desde a origem do mundo. Durante
muito tempo lá viveram e fruíram sem qualquer sombra de preocupação ou ansiedade. Todos os dias viviam em
harmoniosa paz com Deus e com a criação divina. O casal exercia a nobre e solene função de cuidar do jardim e
dos animais que lá habitavam, imortais e sem qualquer sombra de mácula. O próprio Criador do Universo, todos
os dias, na viração, fazia-se presente e com eles conversava e inspirava.
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A partir dessa experiência que ainda hoje pode ser acessada, é possível concluir que Adão e Eva, em seu edênico
lar, não necessitavam refletir acerca do sentido da vida porque a o Caminho, a Verdade e a Vida com eles
caminhava perceptivelmente. Contudo, Eva e Adão, por motivos que ainda serão investigados, perderam a honra
e o privilégio da habitação pacífica e harmoniosa do Éden. Expulsos de lá, eles e, por conseguinte, todas as
gerações agora teriam que labutar ardorosamente para conseguir obter aquilo que de forma natural e sem
esforços antes obtinham.
É possível refletir que, a partir desse brusco rompimento com o paraíso, surgiu a necessidade de o ser humano
pensar sobre os motivos pelos os quais se encontram em situação menos favorável que aquela de que
desfrutaram Eva e Adão – além de, cotidianamente, pensar e resolver cada situação, por menor que seja,
decorrente dessa expulsão.
Com isso, a pergunta que diz respeito ao sentido da vida ganha efeito e significado, que se renova a cada dia a
partir das múltiplas e distintas experiências pessoais. Afinal, pouco a pouco o ser humano foi perdendo a
concepção do todo, a saber, a integralidade e a percepção holística de sua imagem e semelhança com Deus.
O Criador dos mundos, embora não necessariamente sujeito às leis que Ele mesmo promulgou, visto que não
pode ser percebido sob quaisquer premissas humanas, deixou Sua fragrância e digital aos seres humanos, para
que Ele pudesse ser visto em cada elemento de Sua criação. Uma vez que o ser humano foi feito à imagem e
semelhança do Criador e homens e mulheres são seres racionais, há, logicamente, uma relação entre Deus e o ser
humano nessa percepção.
Assim, a filosofia – sem qualquer juízo de valor a seu conteúdo –, com o intuito de estudar e perceber cada
estrutura de cada folha das inumeráveis árvores do jardim, já podia ser percebida desde os primeiros dias em
que tudo era perfeito. Com essa mesma percepção, embora já embotada pelo pecado, homens e mulheres tinham
mais um tópico a raciocinar: como buscar a vida plena e viver em paz em um mundo de pecado? Ou ainda: qual é,
necessariamente, o sentido da vida?
EXEMPLO
Para os cristãos praticantes, ou seja, aqueles que não apenas nominalmente se dizem cristãos,
mas que estudam e praticam aquilo que lêem nos textos das Escrituras, Deus, na pessoa de
Jesus Cristo, nosso Amigo, Salvador e Irmão mais velho, dá sentido para a vida. Os que
percebem que há entre o céu e a Terra muito mais que supõe nossa vã filosofia, e vivem sob
um poder que emana do alto, geralmente não se sentem sós. Eis, nessa percepção, uma
expressão viva da fé que é imortal. O ser humano, imanente, vê-se aliado a um poder
amplamente superior, transcendente, que comunica ser força e poder para que cada
pensamento e ação no mundo possa ser convertido em um bom pensamento e boa ação em
prol da humanidade. Muitos são o que, quando sob as mais espessas nuvens, encontram a paz
de Deus, que excede todo entendimento, e voltam suas mentes para os pacíficos e gozosos
caminhos que levam à paz.
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Os antigos gregos do período clássico desenvolveram sua própria filosofia a partir de duas premissas: a física e a
metafísica. Os assim chamados físicos, como Tales de Mileto, Anaxímenes, Anaximandro, dentre outros,
buscavam emantecipa, também por muitos séculos, o início da última semana
de Cristo antes de Sua crucifixão, ao escrever que: “Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o
seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta.” Esta
passagem pode ser lida em Zacarias, capítulo 9, versículo 9.
Ainda o profeta Isaías, aproximadamente seis séculos antes do acontecimento, descreve em seu livro, no capítulo
53, todo o sofrimento do servo sofredor detalhadamente. Este capítulo deve ser lido constantemente e decorado,
se possível. Mostra, uma vez mais, que Deus revela Seus planos com muita antecedência, preparando e
acalentando o coração de Seus filhos.
Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi
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Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi
subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e,
olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o
mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de
quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós
o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas
transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre
ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um
se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.Ele foi
oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a
ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi
tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela
transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na
sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao Senhor
agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua
posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o
fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo,
justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos,
e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado
com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu. (Isaías 53.1-12)
Há ainda outras profecias que falam de Cristo no Antigo Testamento. O texto do Salmo 40, versículo 10 (“Até o pr
óprio amigo em que eu confiava, que partilhava do meu pão, levantou contra mim o calcanhar”), cumpre-se
precisamente no Novo Testamento, Evangelho de Marcos, capítulo 14, versículo 10.
O Salmo 21, versículo 17 (“Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram
minhas mãos e meus pés”), traz o texto de João, capítulo 20, versículo 28, e mesmo sua ressurreição foi predita,
também em um antigo salmo, o 15, versículo 10 (“Porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos
mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção”). No Novo Testamento, o apóstolo Mateus, no
capítulo 28, versículo 9, apresenta o texto. 
Outras passagens ainda poderiam ser citadas, mas parece bastante clara a importância de Cristo nas páginas
inspiradas do Antigo Testamento. Isso nos encerra uma lição crucial: Jesus Cristo, nascido em uma manjedoura
em Belém, em território judeu sob dominação romana, não veio para fazer separação entre judeus e cristãos ou
entre judeus e romanos. A rigor, não existia sequer o cristianismo nessa época. Cristo veio ao mundo para
mostrar o Caminho, a Verdade e a Vida a todos aqueles que humildemente O seguissem, sendo quem fossem,
independente de credo, gênero ou etnia. Cristo, Deus encarnado, o Verbo que se fez carne (Jo 1) nasceu de uma
SAIBA MAIS
O livro do profeta Zacarias, capítulo 11, versículo 12 (“Eu disse-lhes: Dai-me o meu salário, se o
julgais bem, ou então retende-o! Eles pagaram-me apenas trinta moedas de prata pelo meu
salário”), fala exatamente daquilo que se cumpriria tal como foi descrito pelo evangelista
Mateus, no capítulo 26, versículo 15. Mateus, no mesmo capítulo, nos versículos 62 e 63,
cumpre precisamente o texto de Isaías 53, aqui citado literalmente.
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independente de credo, gênero ou etnia. Cristo, Deus encarnado, o Verbo que se fez carne (Jo 1) nasceu de uma
virgem para salvar o mundo. Sua missão não cessou e Ele, que não se cansa de amar sendo Ele mesmo Amor,
intercede hoje por cada um que a Ele clama.
Contudo, mesmo diante de tal missão, Cristo nasceu em situação econômica desfavorável. Isso encerra
importante lição para nós. O verdadeiro e dignidade de um homem ou uma mulher reside naquilo que tecestatus
o seu interior e no seu trato com o outro. Deve-se buscar ser, contemporaneamente, o Cristo para o outro,
imitando-O em tudo e sempre lembrando que toda a glória deste mundo e toda riqueza são passageiras.
A genealogia de Jesus, embora aponte o Rei Davi, também faz menção a quatro mulheres, sendo três delas
gentias e uma, Raabe, ex-prostituta, o que indica que o passado familiar ou descendência estrangeira tida como
inferior não se mostram elementos decisivos e definidores na formação de quem quer que seja.
Sobre o nascimento de Cristo, do ventre de uma virgem, novamente é preciso de fé que transcenda a lógica para
a compreensão. Muito certamente José, então noivo de Maria, devia ser mais velho, viúvo e já pai de vários filhos.
Homem de bom coração, foi chamado por Deus para a nobilíssima missão de ser neste mundo o pai do Salvador.
Carpinteiro por profissão, seu ofício, à época, consistia em mais que produzir móveis de madeira. É bastante
provável que também fosse um construtor e tivesse ajudado a erigir algumas casas em Decápolis, um grupo de
dez cidades na fronteira do Império Romano. 
Maria provavelmente não devia ser mais que uma jovem mulher, respeitosa, de coração puro e hábitos gentis.
Foi escolhida dentre muitas para gestar o Filho de Deus. A ela coube o privilégio de ouvir o primeiro choro de
Cristo, dar a Ele a primeira educação e cuidados maternais. É bem verdade que Maria viria a chorar
amargamente ao divisar seu Filho na tosca e rude cruz, mas Deus lhe enxugaria dos olhos toda lágrima. Sua
história será conhecida pelos séculos vindouros e a vida de Maria simboliza a vida de todas as mães deste mundo.
A virgem engravida sem estar casada e sem ter tido relações com seu noivo. O próprio anjo lhe aparece. Sendo
Nazaré um lugarejo em que todos se conheciam, certamente ela logo percebeu ser ele de algum outro lugar.
Embora a princípio tenha ficado sem entender direito o significado da saudação do anjo, logo ficou clara a sua
missão (Lc 1).
Pouco na Bíblia é dito sobre Maria ou José. Além da formação profissional do pai de Jesus, não nos é conhecida a
formação de Maria ou quaisquer outros detalhes, exceto pelo nome de seu pai. No entanto, sabe-se que ela não
ficou embevecida por carregar em seu ventre o Salvador do mundo.
O nascimento de Cristo se deu em Belém durante um recenseamento feito pelo Império Romano. Assim, Cristo
não nasceu em seu próprio lar, como era o costume na Antiguidade. No entanto, seu nascimento não passou
incólume: Mateus, o evangelista – e apenas ele – cita que após Seu nascimento foi visitado pelos sábios do
Oriente, que lhe trouxeram caros e finos presentes. Os sábios eram conhecedores de astronomia e certamente
também conheciam as profecias acerca do nascimento de Cristo, mesmo não sendo judeus. Foram os três à
presença de Herodes, rei dos judeus. A ele perguntaram onde estava o meninorecém-nascido e explicaram que
FIQUE ATENTO
O cristianismo hoje possui 2,18 bilhões de membros. Nasceu em uma comunidade pobre e teve
como primeiros discípulos alguns pescadores iletrados. Como não crer em Cristo como o Filho
de Deus?
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presença de Herodes, rei dos judeus. A ele perguntaram onde estava o menino recém-nascido e explicaram que
viram a sua estrela no Oriente, por isso tinham empreendido tal viagem (Mt 2.2).
Contudo, sequer os zelosos fariseus esperavam por Cristo. Ao menos, não na pobre pessoa de Cristo, nascido em
uma manjedoura em Belém, sendo da minúscula e irrelevante Nazaré. Essa percepção claramente indica que se
deve diária e diligentemente estudar as Escrituras, para que ninguém seja pego desprevenido ante os últimos
acontecimentos da História do mundo. Na verdade, conforme deixa claro o texto bíblico, ainda no primeiro
capítulo do Evangelho de João, Cristo veio para os que eram Seus, mas os Seus não O receberam, não O
reconheceram e não O esperavam, exceto, talvez, se Ele tivesse vindo na figura heróica de um redentor e
vingador contra o Império Romano, tomando para Si o trono físico enquanto rei dos judeus. Também o povo não
atentou às palavras de Cristo, expressas no mesmo livro de João, capítulo 18, versículo 36, em que Ele diz
claramente não ser o Seu reino deste mundo.
Assim, conforme todos os preceitos sociais, mas cumprindo rigorosamente todas as profecias, nasceu e viveu o
Salvador do mundo, no mais propício dos momentos da história terrestre, com o já revelado intuito de cumprir o
plano da redenção. Jesus, que ensinou, pregou e curou, mesmo em Seu próprio tempo, foi devidamente
apresentado e testemunhado por João Batista, seu parente – primo de primeiro grau, filho de Isabel e Zacarias –,
nascido à mesma época, embora sem registros de qualquer encontro entre os dois, exceto no contexto do
batismo de Jesus.
João, cujo outro nome pelo qual era conhecido dizia respeito às suas ações, batizava a todos aqueles que se
arrependiam de seus pecados às margens do rio Jordão. Alimentava-se de forma muito simples, com gafanhotos
– e há aqui um debate erudito sobre isso, visto que alguns indicam ser efetivamente gafanhotos o alimento,
enquanto outros aludem à alfarroba – e mel. Vestia-se com pelos de camelo e um cinto de couro. Esse homem
pobremente vestido e alimentado, de acordo com os padrões do mundo, arrastava multidões diante de si e
possuía um séquito de seguidores fieis. Sua voz poderosa entoava palavras da Verdade. Via-se, entre os sinceros
que o ouviam, verdadeira transformação de vida. 
Nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, lê-se a história do anúncio de Jesus Cristo pela boca de João
Batista, a quem Cristo considerou o maior de todos os homens nascido de mulher (Lc 7.28). Durante o tempo em
que João pregava e anunciava a Cristo, o Próprio aparece diante dele, pedindo pelo batismo. Jesus tinha ouvido
acerca de João e mesmo João, até o encontro com Cristo, ainda nutria dúvidas em seu coração, não sobre a
mensagem que pregava, mas sobre o momento preciso do surgimento do Messias.
O Mestre busca João em busca do batismo e João tenta dissuadir o Mestre daquela ideia. Afinal, arrazoava o
batizado do Jordão, era ele mesmo aquele que deveria ser por Cristo batizado, não o contrário. Jesus finalmente
convence João e é batizado nas águas do Jordão. Do céu, desce o Espírito de Deus como pomba sobre ele e uma
Voz lhe diz: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17).
FIQUE ATENTO
Note-se que, apesar de todas as profecias relativas a Cristo Jesus no Antigo Testamento, em
grande medida os judeus de Seu tempo estavam alheios ao maior acontecimento da História.
Embora Herodes não fosse religioso, não soaria estranho se soubesse das profecias, visto que,
pelo cargo que executava, deveria supostamente estar próximo das autoridades religiosas
judaicas.
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Começa assim, de forma oficial, o ministério de Cristo. No entanto, a Bíblia não apresenta muitos outros detalhes
de todos esses anos até Seu batismo. É conhecida a história de Seu nascimento e a descoberta deste fato por
Herodes a partir dos sábios do Oriente e a violência que acontece em seguida, levando à matança de todos os
meninos com menos de dois anos de idade moradores de Belém e arredores. Isso fez com que, movido pelo
Espírito Santo, Cristo fosse levado ao Egito com Sua família. Lá permaneceu durante certo tempo, até a morte de
Herodes, informada a José em sonho por um anjo (Mt 3.19). 
Isso é praticamente tudo o que se sabe sobre Cristo até Seu batismo. Enquanto o Evangelho de Mateus apresenta,
logo no início, uma vasta genealogia de Jesus, Marcos principia descrevendo a profecia de Isaías 40, versículo 3,
sobre João Batista. Lucas escreve um interessante prefácio aludindo à história e conta o relato acerca de Isabel e
Zacarias, predições sobre João Batista, a visita de Maria a Isabel e o lindo cântico de Maria, dentre outras
histórias maravilhosas que devem ser lidas em espírito de oração.
Novamente, como em toda a narrativa bíblica, encerra-se aqui uma bela história: perder Cristo de vista resulta
em desespero e lamentação. Foi o que aconteceu, literalmente, com Maria e José, que até então ainda não haviam
percebido quem era, de fato, o filho que ela havia concebido, apesar da clareza da voz do anjo e todos os
acontecimentos de então. 
Dito isso, muitos se perdem em especulações vãs acerca dos supostos anos perdidos de Jesus, ou seja, todos
aqueles que correspondem desde Sua infância até o início de Seu Ministério quando do batismo por João nas
águas do Jordão. Sobre aquilo que a Palavra de Deus cala, não compete ao homem e à mulher buscar em
literatura outra ou vã filosofia alguma luz. Nem tudo nos compete saber. Fosse clara essa percepção à mente dos
primeiros pais da humanidade, ambos não teriam caído vítimas do orgulho, primeiro pecado que derrubou
Lúcifer do céu.
Sobre os anos anteriores ao Ministério terrestre de Jesus, é isso o que se sabe. É bastante improvável, no entanto,
que tenha viajado para a Índia ou qualquer outro lugar fora de sua circunvizinhança. Certamente foi Filho fiel e
ajudante do pai em seu laborioso trabalho durante todos esses anos. Não é demais pensar que provavelmente
Suas mãos, que posteriormente fariam toda a sorte de milagres e levariam esperança a milhares, habilmente
ajudaram a construir, sempre junto a José, Decápolis e muitos móveis que preencheram essas construções.
EXEMPLO
Fato narrado por Lucas é a circuncisão de Jesus, aos oito dias de vida, costume de todo judeu, e
Sua apresentação no templo, depois de Sua purificação, ou seja, quarenta dias após Seu
nascimento. Sua circuncisão e apresentação não demonstra, em nada, qualquer diferença entre
o menino Jesus e outros de sua geração e religião. Cresceu Jesus e se fortalecia (Lc 2.39),
aparentemente como qualquer outra criança saudável e bem-educada. Aos doze anos de idade,
representando também costume entre os daquele região, Jesus foi levado pelos pais até
Jerusalém para a Festa da Páscoa (Lc 2.41). Ao fim dos dias da celebração, José e Maria, por
descuido, deixam o menino esquecido em Jerusalém. Desesperam-se, ao não encontrá-Lo entre
seus companheiros de jornada, onde imaginavam estar o menino. Encontram-No, três dias
depois, entre os doutores, no templo, ouvindo e interrogando. De Sua voz, grave, porém serena,
emanavam perguntas e respostas que maravilhavam os ouvintes.
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Figura 4 - Nascimento de Cristo
Fonte: meunierd, Shutterstock, 2019.
Sabe-se, pelos próprios princípios bíblicos, que Cristo não desperdiçou Sua infância e juventude em ócio
paralisante. Sabe-se, por esses mesmos princípios, que sendo Filho de Deus, unigênito do Pai, embora tentado,
jamais pecou. Isso certamente o diferia das outras crianças de sua idade. Deve-se ignorar sem demora quaisquer
supostos evangelhos perdidos de Cristo, que contam supostas histórias vis de Sua infância. Com a mesma
presteza, deve-se ignorar prontamente qualquer outra literatura que aponte Cristo de forma distinta daquela
apresentadanos evangelhos.
Para saber mais, assista à videoaula sobre a perspectiva ética a partir dos dez mandamentos.
https://www.youtube.com/embed/2yOWfbqHTYk
Fechamento
A mente humana não deve ser rebaixada com imagens deturpadas de Jesus. Em Sua boca, não devem ser
acrescentadas palavras que não aquelas dos evangelhos ou de escritores inspirados que, a partir dos evangelhos,
produziram belas linhas sobre Jesus. Assim fazendo, muito desentendimento histórico pode ser facilmente
sanado. Cristo foi anunciado, nasceu, viveu, morreu, ressuscitou e em breve voltará tão somente conforme
atestam as Sagradas Escrituras. Deve-se pedir ao Espírito Santo inteligência, fé e discernimento para que se
compreenda cada detalhe de Sua Palavra, sem dúvida ou desassossego.
https://www.youtube.com/embed/2yOWfbqHTYk
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Referências
BÍBLIA. Português. 2011. : Bíblia Sagrada Antigo e Novo Testamentos. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do
Brasil, 2011. Disponível em: . Acesso em: 30http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=34
abr. 2019.
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=34
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O Ministério de Jesus
Fabio Augusto Darius
Introdução
Caro estudante, imediatamente após o Seu batismo, Cristo foi levado pelo Espírito Santo do Jordão ao deserto.
Permaneceu lá durante quarenta dias e quarenta noites sem nada beber e comer, sendo tentado pelo diabo (Lc.
4). O Ministério de Jesus começou sob a mais severa prova. Note-se que Ele não fora levado para lá pelo diabo,
mas pelo próprio Espírito, o que nos indica hoje que, mesmo que sejamos levados para este ou aquele lugar por
explícita ordem divina, ainda assim não estaremos livres das tentações do inimigo das almas.
Ministério de Jesus: devemos cuidar da alma
É necessário que cuidemos, como já descrito, de cada entrada da alma para que possamos entrar e sair
incólumes de onde quer que precisemos ir. Deus não poupou Seu amado Filho de tentações e tristezas, mesmo
nos primeiros momentos do Seu ministério. Não deveríamos esperar, para nós, as mesmas coisas? Afinal,
perguntas sobre a prosperidade de certos pecadores em comparação às frustrações e necessidades de muitos
justos são tão antigas quanto a própria Bíblia. Muitas vezes, coisas ruins acontecem com pessoas boas e ninguém
pode dizer o motivo. A questão é: como faria Jesus se estivesse enfrentando as mesmas dificuldades que tantas
vezes surgem na vida de cada um de nós?
No deserto da tentação, Cristo, já muito cansado e fraco de fome e sede, enfrentou o diabo com suas terríveis
intenções. Tivesse logrado êxito, todo o plano da redenção teria falhado miseravelmente. Durante a vida
ministerial de Jesus, tudo esteve em jogo sempre, todos os dias. Contudo, Cristo não falhou, mesmo quando, já
muito depois do limiar de suas forças, suando sangue no Jardim do Getsêmani, pediu para que Deus lhe passasse,
se fosse possível, o horroroso calvário pelo qual deveria passar (Lc 22.42).
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Figura 1 - Cristo no deserto da tentação
Fonte: Renata Sedmakova, Shutterstock, 2019.
O astuto inimigo das almas, percebendo que Jesus sentia fome, lhe diz: “Se és o Filho de Deus, manda que esta
pedra se transforme em pão. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem” (Lc 4.3-4).
Foi pelo alimento que Lúcifer tentou Adão e Eva, levando-os para longe do Paraíso e da imortalidade. Pelo
mesmo expediente ele tentou levar Cristo ao pecado. Onde caiu o primeiro Adão, triunfou Cristo. O Salvador
respondeu com as palavras de Deuteronômio, capítulo 8, versículo 3, repetidas em Lucas e aqui já expressas:
“Não só de pão viverá o homem”.
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Mesmo fraco, porque faminto, estavam claras para Cristo as palavras das Escrituras. Para o discípulo deveria ser
a mesma coisa: o estudo diário e diligente da Palavra de Deus deveria servir como bálsamo e fortaleza contra
toda e qualquer tentação satânica.
Não satisfeito, o acusador das almas, percebendo que não tinha como retrucar a resposta perfeita de Jesus,
promete a Cristo “todos os reinos do mundo” (Lc 4.5), se Cristo se prostrasse em adoração a ele. Surge aqui uma
resposta: de quem são os reinos do mundo, se estes foram oferecidos a Cristo por Satanás? Não está aqui
explícita a resposta?
A Bíblia, já no livro de Gênesis, fala sobre os malefícios dos prazeres e luzes deste mundo quando postos acima
da vontade de Deus. Ló escolheu para sua habitação o local que lhe parecia mais rico e aprazível, enquanto o
velho patriarca Abraão foi para o outro lado, onde escolheu uma vida tranquila junto à natureza e mais próximo
de Deus. O claro resultado foi percebido não muito tempo depois, quando da destruição de Sodoma e Gomorra e
a perda de todas as posses de Ló, bem como de sua esposa e parentes. Passou o resto de seus dias vivendo
recluso em uma caverna. E tudo porque escolheu a vida supostamente mais fácil.
Os reinos deste mundo situam as maiores e mais belas cidades, com suas belezas falsas e artificiais. Deve-se
escolher, como melhor local de habitação, aquele onde mais e melhor influência cristã poderá se encontrar. Isso
se mostrará uma grande bênção. Longe das influências sedutoras das cidades, talvez não se goze das suas
atraentes luzes e entretenimentos sem fim, ou sequer se ganhe os mesmos recursos. Contudo, há um céu a
ganhar, e esta deve ser a primeira questão a ser ponderada.
Cristo responde a seu inimigo que só a Deus deve se dar culto. Tudo o que se coloca acima de Deus se torna um
deus. Muitos honram a si mesmos e àquilo que supostamente adquiriram com o seu próprio esforço, deixando de
lembrar que é Deus que a cada qual capacita e dá oportunidades. Assim, tudo deve ser entregue a Ele, sem
ressalvas. O pobre menino Deus, bem-educado, mesmo abatido e faminto, recusou os poderes do mundo. Aqui
também há grandes lições.
Ainda não se dando por vencido, o diabo leva Cristo até o mais alto do templo e o instiga a pular, pois seria
resgatado por anjos. Cristo novamente responde com palavras das Escrituras, afirmando que ninguém deve
tentar a Deus. Depois de tamanhas investidas, o Diabo vai embora, para que oportunamente pudesse voltar.
Cristo, como visto já desde o início de Seu ministério, voltaria a sofrer assaltos de Satanás até o dia em que,
talvez, viesse a ceder e, vencido, selasse a sorte da humanidade. Ciente disso, Cristo passava noites inteiras em
oração, a respiração da alma, em contato direto com o Pai. Isso lhe dava forças e inspiração. Devemos fazer o
mesmo e assim evitar maiores males.
Contudo, depois de deixar o deserto e passar algum tempo na Galileia, onde sua fama crescia, foi rejeitado em
sua própria terra natal, Nazaré. O pobre Jesus, filho do carpinteiro José, sendo reconhecido pelos vizinhos e
conhecidos, mesmo com todo Seu poder e glória, é expulso da cidade após falar de Si mesmo a partir da leitura
de um rolo do livro do profeta Isaías, no próprio templo.
No entanto, Seu ministério não poderia ser interrompido por contratempos da falta de fé de Seu povo. O livro de
Lucas relata que, após a Sua expulsão de Nazaré, maravilhava a todos com Suas palavras e ações. Em Cafarnaum.
Cristo cura um homem endemoninhado. Cura também a sogra de Pedro, seu apóstolo, e promove muitas outras
curas não descritas, apenas citadas sucintamente por Lucas. O evangelista João comenta (que, se tudo o que Jesus
fez fosse relatado, não caberia no mundo tantos livros com essas descrições (Jo 21.25). Apesar da óbvia
hipérbole, sabe-se que apenas uma ínfima parte daquilo que Jesus fez está descrita nos Evangelhos. O que existe,
no entanto, deve ser suficiente para alimentar diariamente a fé.
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Cristo não apenas curou fisicamente leprosos e mulheres com fluxo de sangue, mas curou e ainda cura males
interiores, resultado de corações destruídos pela dor do pecado. Ao levar e deixar a Si mesmo onde quer que
passasse, reconstruiu e dignificou vidas pouco consideradas naquela rígida hierarquia social. Nele, encontra-Se
tudo o que se necessita para a obtenção da vida eterna: Ele mesmo.
Embora as boas obras possam atestar quecertas pessoas andam com Cristo, elas são apenas o resultado
concreto e visível de uma vida anterior de fé. O “justo viverá pela fé”, como adiantou Habacuque, profeta do
Antigo Testando (Hq 2.4), palavras que seriam depois escritas novamente por Paulo no início do livro de
Romanos (Rm 1.17). Enquanto caminhou pelas poeirentas ruas da Terra, Cristo levou Sua graça e a fé a todos
aqueles que a Ele se entregaram em humildade.
Mostrou ainda que é o Criador de tudo o que existe e todas as criaturas e elementos obedecem imediatamente às
Suas ordens. Assim foi com a pesca maravilhosa, em que Pedro, Tiago e João conseguiram pescar depois de uma
noite inteira de trabalho infrutífero. Assim foi também com o episódio em que Cristo dirimiu o mar revoltoso,
acalmando uma terrível tempestade (Mt 8.23-27).
Também quebrou convenções sociais ao tocar em leprosos, considerados impuros e pecadores. Muitos Ele curou,
por meio da fé do doente. Para Jesus, onde havia um coração quebrantado que necessitasse de Sua atenção, ali
Ele estaria. Em Cafarnaum, ao curar um paralítico, demonstrou para toda a multidão estupefata que Ele é o
Médico dos médicos e nenhuma limitação para Ele existe, seja física ou metafísica. Cristo é o Senhor dos mundos!
Não cabe a ninguém, finito e mortal, julgar Seu poder e ministério. Mesmo ao mais arredio pecador, Cristo se
mostra próximo e disponível.
FIQUE ATENTO
Jesus propiciou àqueles que tiveram o privilégio de conhecê-Lo pessoalmente os mais belos
exemplos e ações registrados e que ainda hoje marcam a humanidade. Nele está o Fundamento
que não pode ser abandonado, sob o risco de perder a vida eterna.
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Figura 2 - Cura do paralítico de Cafarnaum
Fonte: Zvonimir Atletic, Shutterstock, 2019.
Perscrutando também o coração de aparentemente insensíveis coletores de impostos, que geralmente logravam
e oprimiam o já combalido povo judeu, Cristo convida Mateus para O seguir, e este, abandonando suas coisas,
imediatamente O segue. Cristo não se vestia como um elegante homem de seu tempo e nada tinha a oferecer de
valioso, além de Si mesmo. No entanto, talvez Seu olhar penetrante não fosse percebido caso Mateus não tivesse
uma centelha de fé que fosse.
Novamente quebrando mais uma rígida regra social, Cristo não somente aborda e interroga Mateus, mas vai
comer em sua casa, junto com outros publicanos e pecadores expostos pelos fariseus, os mais zelosos
representantes da Lei. Com isso, Cristo demonstra que “vem chamar pecadores ao arrependimento” (Lc 5.32).
Eis ainda hoje a Sua missão: ao perscrutar cada coração e chamar cada homem, mulher e criança ao
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Eis ainda hoje a Sua missão: ao perscrutar cada coração e chamar cada homem, mulher e criança ao
arrependimento, Cristo oferece refúgio e bálsamo, ainda que, em nosso mundo depravado, segui-Lo possa
significar, em muitos casos, toda a sorte de lutas e dissensões. Ainda assim, deve sempre ser um prazer seguir a
Cristo. Nele, todos os anseios e perguntas da vida encontram pleno significado.
Cristo não veio, como alguns ainda insistem, para destruir a Lei. Na verdade, Ele veio para cumprir toda a Lei,
visto que a Lei é a expressão do caráter do próprio Deus. Por isso, Cristo nada objetou em relação a Lei, mas a
cumpriu fielmente. É, portanto, o Senhor do Sábado, o dia especial da criação, onde Ele é lembrado e celebrado.
“O Filho do Homem é o senhor do sábado” (Lc 6.5).
O sábado, enquanto memorial da Criação, é uma perpétua lembrança àquele que tudo criou. Pudesse a
humanidade perceber as frutuosas benesses distribuídas aos que lembram da Lei, o mundo seria uma grande e
indescritível bênção. É fundamento do cristianismo a compreensão e a vivência do caráter divino. Tornam-se o
homem e a mulher mais assemelhados ao Senhor quando, em humildade e contrição, guardam Sua Lei.
O Sábado, quarto mandamento de Deus, é um dos outros nove que compõe o Decálogo, conforme encontrado no
livro de Êxodo, capítulo 20. Os primeiros quatro mandamentos dizem respeito diretamente ao relacionamento
entre Deus e o ser humano. Caso sejam devidamente observados e praticados, os outros seis descritos na
sequencia devem ser cumpridos naturalmente.
Observe-se que o Decálogo começa com as palavras: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da
casa da servidão” (Ex. 20.2). Deus primeiro libertou Seu povo para tão somente, após proclamar e levar
libertação aos cativos no Egito, entregar ao povo, por meio de Moisés, Sua Lei. A lei, portanto, confirma e mantém
a liberdade, tanto para o povo que originariamente a recebeu, no contexto da saída do Egito, quanto para todos
os que diligentemente a observam ainda hoje.
Assim, cada mandamento deve ser lido sempre com o seu preâmbulo, para vicejar de sentido e significado a
percepção de vivência do adorador. Assim, pode-se ler: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito,
da casa da servidão: não terás outro deus diante de mim. Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito,
da casa da servidão: não farás para ti imagem de escultura. Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do
Egito, da casa da servidão: não adulteraras – e assim por diante.
A liberdade é mantida quando são observados os fundamentos da liberdade. Portanto, visto que Cristo nos
libertou da escravidão do pecado e da morte, observar Sua Lei é preceito básico para a manutenção desta
liberdade. Assim, em linhas gerais, pode-se perceber a nítida relação entre Jesus Cristo libertador e a Lei da
liberdade. Ao afirmar que Cristo é o senhor do sábado, afirma-se graciosamente que Ele é o senhor da liberdade
e nos permite desfrutar de um dia inteiro para percepção e usufruto dessa liberdade, que leva a todos Sua vida e
paz.
FIQUE ATENTO
Se a humanidade compreendesse com mais intensidade que não é autossuficiente e finalmente
se entregasse aos cuidados paternos, perceberia o mundo e a existência toda com menos
angústia e aflição. O homem e a mulher dependeriam menos de seus próprios e infrutíferos
esforços e viveriam com maior intensidade a vida em seus detalhes mais simples.
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Figura 3 - Moisés e as tábuas da Lei, em imagem alemã de 1885
Fonte: Nicku, Shutterstock, 2019.
Além de todas as curas que Cristo levou aos desvalidos por onde andou, sendo por isso o Médico dos Médicos, e
de tanta cura e ressignificação de vidas através de Suas palavras, sendo o Psicólogo por excelência, Cristo
também é exemplo para todos os professores do mundo. Seus ensinos, compreensíveis até mesmo para uma
criança, encerram lições que, pelos séculos, sempre encontram novos e mais profundos significados.
Através de parábolas, trouxe os mais complexos ensinos do Céu à Terra àqueles símplices majoritariamente
analfabetos. Aos seus apóstolos, porém, explicava as parábolas com maior profundidade, ainda que estes,
naquele momento, não estivessem claramente familiarizados com a sublime mensagem que a eles era
diariamente conferida.
Cristo também ensinou a oração-modelo, que em si fala primeiro das coisas celestes para só então falar das
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Cristo também ensinou a oração-modelo, que em si fala primeiro das coisas celestes para só então falar das
necessidades cotidianas. Sua oração, conhecida de cor por toda a sorte de cristãos das mais diferentes confissões,
encontra-se nos livros de Mateus 6.9-15, e no de Lucas, 11.2-4. No entanto, não basta conhecer a oração que o
próprio Cristo ensinou e não praticá-la em espírito e verdade.
Jesus comumente incitava à oração. Como já escrito aqui, a oração é a respiração da alma. Aquilo que for pedido
com fé, será dado, no tempo certo, por Aquele que não pode errar. Cristo disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e
achareis; bateis e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-
á” (Lucas 11.9-10). A promessa, cristalinamente perceptível, ainda hoje se encontra disponível àqueles que se
dedicam com fé à oração. É fundamento básico do cristianismo essa percepção, de que a oração tem poder para
mudar o braço do Onipotente.
Deve-se orarcom fé e alegria, com o coração cheio de júbilo e grato pela dádiva ainda não percebida ou
alcançada. É com essa fé simples e não explicável empiricamente que Deus é alcançado. Essa fé que Cristo nos
fornece exclui do coração a ansiedade em relação aos ganhos da vida.
A oração leva um sorriso aos bondosos lábios de Cristo. Sem oração, não há fundamento que subsista no
cristianismo, pois, sem ela, a fé se torna enfraquecida e diminui a crença na criação, no plano da redenção e no
próprio ministério de Cristo, Seus milagres e Sua volta. A oração nos aproxima de Cristo, reprovando
naturalmente aquilo que nos distancia Dele: o orgulho, a avareza e tudo o que não é aprovado pelo céu. Encontra-
se na oração o equilíbrio e o sentido para a vida.
Somente pela fé e oração é possível compreender de forma límpida e clara os textos bíblicos que atestam uma
das mais maravilhosas promessas de Deus a Seus filhos: a volta de Cristo para pôr termo a todas as mazelas do
mundo. “Não se turbe o vosso coração”, diz Jesus. “Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai
há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar”. A promessa, tal como
descrita até aqui, já exprime o máximo interesse de Cristo em nos preparar um lugar junto ao Pai. Contudo,
Cristo continua com a magnânima promessa: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei
para mim mesmo, para que, onde estou, estejais vós também” (Jo 14.1-3).
Cristo promete a Si mesmo, física, visível e literalmente aos que, pela fé e movidos pela oração, viverem para Ele.
É uma das mais distintas promessas bíblicas e, pela fé, prestes está de seu acontecimento. Acima até mesmo das
forças da morte, ela restaurará para todo o sempre os Seus fiéis para que vivam junto a Cristo, entronizado junto
ao Pai. Diante disso, viver por Cristo e compreender cada vez mais e melhor os fundamentos do cristianismo
ganha um significado ainda mais especial, ultrapassando as fronteiras visíveis com a promessa de sermos um
com Cristo.
SAIBA MAIS
Os chamados cinco solas são expressões latinas que clarificam os princípios da “nova” fé
Protestante: , , , e –a fé, a Bíblia,Sola fide Sola scriptura Solus Christus Sola gratia Soli Deo Gloria
Cristo, a graça e a glória somente a Deus. Eis o cristianismo distinto de falsificações humanas
através da inserção de outros livros e fábulas acerca da Bíblia. Deve-se conhecer a Cristo tão
somente pela Bíblia e por autores que nela se inspiram sob a guia do Espírito Santo.
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Tamanho amor, bênçãos e promessas, levando tantas pessoas à mudança completa de vida, fez com que os
fariseus tramassem um plano para tirar a vida de Jesus. Este foi levado às últimas consequências com a plena
participação de um dos mais capazes de todos os discípulos de Cristo: Judas Iscariotes. Próximo de Cristo,
conhecia a voz e as intenções do coração do Mestre. Ainda assim, Judas sucumbiu diante de uma quantia não tão
vultuosa: trinta moedas de prata, o equivalente ao preço de um escravo.
Bom seria se todos os dias a débil humanidade pudesse meditar no supremo sacrifício de Cristo e levar todo Seu
esforço e dor em consideração, ante cada resolução. A tosca cruz, onde o Salvador foi erigido depois de carregar
Seu fardo durante alguns quilômetros, quase expirando ao longo do caminho, deveria ser a sentença de morte de
cada pecador. Contudo, foi carregada pelo Único sem pecado que já andou pela Terra. Tal sacrifício foi observado
por todo o universo. Ainda hoje, nosso pequeno mundo é espetáculo do universo. Deve-se comportar a altura de
Cristo e Seu sacrifício para que continue produzindo em cada coração ainda não alcançado pelo evangelho
efeitos indeléveis de Sua preciosa graça.
EXEMPLO
A triste história de Judas comprova ao mundo, século após século, que a proximidade com
Jesus não muda o coração que voluntariamente se mantém fechado e alimentado de toda a
sorte de pecados. Cristo espera com paciência que cada um, a seu tempo, abra a Ele o coração.
Judas tomou uma má decisão e com isto seu destino foi selado: supostamente arrependido de
seu ato, tenta inutilmente devolver as moedas de prata. Aqueles homens, porém, simplesmente
lhe dão de ombros, levando o insincero Judas ao suicídio. Ao trair o Salvador com um beijo no
Jardim do Getsêmani, Cristo é levado ao calvário para morrer por todos os pecadores, dando a
cada um, de cada geração, a oportunidade do arrependimento. Na cruz, a morte é vencida e
Satanás percebe, finalmente, que para ele não há mais esperança: ao final será para sempre
extirpado.
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Figura 4 - Judas, por George Lechner
Fonte: Georgios Kollidas, Shutterstock, 2019.
Ao ser crucificado na sexta-feira, descansar no sábado e ressuscitar no domingo, Cristo vence a morte, auxilia
Seus discípulos e apóstolos e, finalmente, ascende aos céus. Hoje, Ele vivo está e Seu trabalho consiste em
interceder por todos aqueles que a Ele clamam. No entanto, em breve, se fará silêncio no céu: Cristo e milhões de
Seus santos anjos virão a este pequeno mundo para cumprir Sua promessa e resgatar àqueles a quem comprou
por seu precioso sangue. No livro de Atos dos Apóstolos, lê-se claramente as palavras de dois varões que a todos
disseram: “varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu,
virá do modo como o vistes subir” (At 1.11). Todos os esforços para a proclamação de Cristo são percebidos e
motivados por Sua segunda vinda. 
- -11
Fechamento
A partir da ascensão de Cristo começa o desenvolvimento histórico do cristianismo. Indubitavelmente, a
ideologia cristã, em sua dupla perspectiva, mudou e ainda muda o mundo. Os fundamentos éticos do
cristianismo, que podem ser percebidos em praticamente cada página das Escrituras Sagradas, mostram ser
ainda salvaguarda e fundamento do Ocidente, em grande medida. Os cristãos verdadeiramente alinhados aos
pressupostos de Cristo constituem verdadeira reserva moral em um mundo dominado pelo pecado e seus vis
resultados.
O cristianismo só faz diferença quando praticado e diariamente ressignificado à luz da Palavra de Deus, pela fé e
oração. As palavras de Cristo só farão verdadeiramente sentido se percebidas sob esta ótica.
Referências
BÍBLIA. Português. 2011. : Bíblia Sagrada Antigo e Novo Testamentos. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do
Brasil, 2011. Disponível em: . Acesso em: 30http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=34
abr. 2019.
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=34
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A Lei de Deus e o Sermão do 
Monte
Fabio Augusto Darius
Introdução
Caro estudante, o fundamento do cristianismo, indubitavelmente, é Cristo, explícito como está no próprio título.
Não há a menor condição de se compreender verdadeiramente a Bíblia, Sua Palavra, descrendo de Seu autor.
Contudo, ousadamente, existem alguns que se propõem a tentar a fazer precisamente isto: desvendar os
mistérios da Palavra da fé aludindo tão somente a recursos humanos e negando o auxílio que vem do alto. O
resultado é um cristianismo altamente acadêmico e científico, que orgulha o coração não convertido e torna
famoso certos desses pesquisadores entre os supostos eruditos do mundo. Contudo, qual verdadeiramente é o
proveito de tal jornada, exceto fomentar movediças carreiras acadêmicas, destituídas de real valor? Vamos
refletir sobre essas e outras questões no último tópico da unidade. Bons estudos!
Cristianismo: preceitos morais
A fé reside no humilde coração que, mesmo longe de uma Bíblia, dia após dia entrega a vida aos pés Daquele que
diligentemente ouve e responde cada súplica. A simples dona de casa atabalhoada com as dúvidas da existência,
em sua fé humilde, encontra o favor de Deus enquanto o arrogante e descrente autointitulado teólogo, que
conhece as línguas bíblicas originais mas não clama ao Deus do céu, não O encontra porque verdadeiramente
não O busca. As preciosas gemas da verdade são gratuitamente entregues àqueles que reconhecem suas
condições mortais e finitas.
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Figura1 - O sermão do Monte
Fonte: Everett - Art, Shutterstock, 2019.
Cabe aqui retomar uma lição necessária e importante já descrita. Deus gostaria de cada um dos seus filhos
apenas duas coisas: que Sua Palavra fosse lida com humildade e fé dia após dia e que Seu nome fosse invocado
em oração. Se tal tarefa fosse executada com afinco diariamente, haveria muito mais paz e humildade mesmo
entre aqueles que se consideram cristãos, mas o são apenas nominal e externamente.
Na verdade, a doutrina constitui parte muito importante do cristianismo. Afinal, a ordem impera no céu e a
doutrina indica de forma clara qual a vontade de Deus para os seres humanos em relação a uma série de temas
que regem a vida. Assim, Deus se alegra quando Seus filhos, finitos e limitados que são, empenham-se ao máximo
para tentar fazer expressamente a vontade de Deus. Cabe aqui o interesse e o desejo de instrução de cada um
FIQUE ATENTO
Lendo a Palavra de Deus sob a orientação de Seu autor, desvendam-se os preciosos mistérios
da fé. Além disso, a cada um que verdadeiramente busca o conhecimento que vem da Bíblia,
generosas porções da reta doutrina são entregues.
- -3
que regem a vida. Assim, Deus se alegra quando Seus filhos, finitos e limitados que são, empenham-se ao máximo
para tentar fazer expressamente a vontade de Deus. Cabe aqui o interesse e o desejo de instrução de cada um
para a obtenção de mais recursos espirituais que levam ao conhecimento da reta e justa vontade de Deus ao ser
humano.
Figura 2 - Além da Bíblia, Ele nos fala através das obras de suas mãos
Fonte: Siarhei Dzmitryienka, Shutterstock, 2019.
A Lei de Deus, dada a Moisés no Monte Sinai, no contexto da saída dos judeus do Egito, expressa no livro de
Êxodo e repetida no livro de Deuteronômio, e o conhecido Sermão da Montanha, pregado por Jesus e encontrado
nos Evangelhos, constituem os fundamentos básicos e elementares da vida cristã em todas as épocas. Nada
melhor, mais profundo ou completo existiu, existe ou existirá no que diz respeito à conduta cristã, sob todos os
aspectos. Deve-se, portanto, investir tempo e energia na leitura para o conhecimento pleno daquilo que se
encerra nesses textos.
Este breve tópico, o último da unidade, analisará sucintamente pequenos trechos desses dois compêndios
morais, fomentando algumas linhas que poderão servir como aporte para futuras reflexões.
Basicamente, a Lei de Deus pode ser resumida em apenas duas sentenças: Amar a Deus sobre todas as coisas e
amar ao próximo como a si mesmo. Ao resumir o Decálogo nessas duas sentenças, não se almeja aqui anular ou
esquecer os demais mandamentos, muito pelo contrário: ao mostrar o resumo, intui-se que a Lei inteira pode ser
contida e aplicada a partir daqueles preceitos breves e simples, porém completos.
Amar a Deus sobre todas as coisas fala verdadeiramente dos primeiros quatro mandamentos da Lei, sem o qual
os outros seis rapidamente perderiam a razão de ser. Ama-se a Deus verdadeiramente quando se percebe que o
único sentido possível para a vida está Naquele que nos fortalece.
- -4
Fundamentalmente, o objetivo da vida de Abraão era servir a Deus. Assim fazendo, dia após dia, Deus dava a
Abraão a Si mesmo e o enchia de vontade para além das premissas desse mundo.
Figura 3 - A lei de Deus expressa seu caráter
Fonte: irisphoto1, Shutterstock, 2019.
Também o apóstolo Paulo, depois de passar parte de sua vida perseguindo os cristãos com toda a sua força e
influência, teve uma belíssima visão quando a caminho de Damasco, a fim de levar a cabo seu diabólico plano,
ficou cego por três dias para que os olhos da fé fossem abertos. Paulo passou de perseguidor dos cristãos a
apóstolo dos gentios. Treze livros do Novo Testamento são de sua pena. Foi ele o primeiro teólogo cristão e,
ressignificando sua vida em Cristo, modificou-a para levar a todos a salvação. 
EXEMPLO
O patriarca Abraão, apesar de certos recuos e dúvidas de fé, é um exemplo bíblico de homem
que andou com Deus e ouvia Sua voz. Deixando a sua terra e a casa de sua parentela, foi para
onde Deus o enviou. Abraão se esqueceu de si mesmo e, sem qualquer segurança
supostamente atestada pelo mundo material, ouviu a voz de Deus. Mesmo quando vacilante,
nunca abandou sua fé e é considerado, para judeus, cristãos e muçulmanos, o pai da fé.
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Assim fazendo, Abraão e Paulo entraram para a história e são verdadeiros campeões da fé. Serão para sempre
lembrados como aqueles que, esquecendo deles mesmos, viveram em função de um objetivo muito maior que
qualquer vida individual. Ambos abandonaram vidas de tranquilidade e conforto para uma vivência por vezes
mais tempestuosa, mas cujos resultados benfazejos seriam eternos. 
Em um mundo contemporâneo que reduz cada vez mais as pessoas a objetos, a materialidade parece ser a tônica
dos objetivos da vida. A excitada existência egoísta facilmente esquece das necessidades dos outros e mesmo das
suas próprias verdadeiras necessidades. Muito difícil, em um mundo assim, onde ser é ser percebido, viver uma
vida sob a vontade de Deus. Abraão e Paulo, embora em contextos totalmente distintos, viveram em mundos
mais fáceis de se perder em meios às riquezas de então do que se entregar à causa de Cristo. Cada geração
enfrenta seu próprio quinhão de dificuldades e conta com a luz disponível e acessível para a resolução de cada
desafio.
Amar a Deus requer sistemática força de vontade para diariamente negar os excessos do mundo – e um dia,
como Paulo, afirmar que não é mais ele quem vive, mas Cristo que nele habita, ou afirmar ousadamente, como
ele, que é um escravo de Cristo. Hodiernamente, pouquíssimos, se é que ainda existe um sequer, estão dispostos
a lutar e, se caso for, morrer por uma causa. Não há mais muitos projetos mobilizadores que efetivamente
arregimentem jovens em busca de um ponto comum. O mundo em busca de sua alma produz seres humanos
“umbilicocêntricos”, que vivem para seus próprios prazeres em uma existência totalmente disprovida de sentido.
Pessoas assim, claro, não podem amar a Deus, visto que não amam sequer a elas mesmas ou o mundo ao redor.
De balada em balada, fazem de tudo para não precisarem conversar consigo mesmas. Sobrevivem em um mundo
sem qualquer esperança visível.
Só aquele que ama a Deus é capaz de amar o próximo. Ama-se o próximo amando a si mesmo, mas não como o
mundo falsamente induz ao amor próprio. É Deus a justa medida de todas as coisas, não o homem, como certa
vez afirmou um filósofo na Antiga Grécia. Deus é Amor. Aquele que ama o Deus de amor ama a si mesmo sem
vaidades, sem vileza no coração e sempre em equilíbrio com Deus e Sua Criação. Por isso novamente se faz
presente a necessidade do mais profundo conhecimento possível da vontade individual de Deus para a vida do
SAIBA MAIS
O livro , de Ellen White, é provavelmente o melhor comentário jáO maior discurso de Cristo
escrito sobre o Sermão do Monte. Pode ser encontrado no site da Casa Publicadora Brasileira.
FIQUE ATENTO
O mundo atual se mostra mais e mais ousadamente arrogante em relação a Deus e Sua Palavra.
Crê-se majoritariamente que o mundo foi criado sem Deus e que Ele mesmo não existe! Como é
possível um mundo em harmonia e equilíbrio quando a própria Lei do Criador é pisada e o
próprio Deus é destronado no coração do homem?
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presente a necessidade do mais profundo conhecimento possível da vontade individual de Deus para a vida do
ser humano e da contemplação Dele mesmo para a real transformação de todo o ser. O Sábado, dia por Ele
apontado para descanso e adoração, serve para o homem perceber que é Nele que reside o amor e todas as
coisas – e apenas Ele poderá dar ao ser humano o equilíbrio necessário à vida plena.
Amando a si mesmo a partir do amor de Deus, amar o próximo se converterá em tarefa absolutamente normal e
indispensável na vida do verdadeiro cristão. Enquanto embaixador de Cristo, levará ao necessitado o Seu amor,
sob forma de roupa e alimento, e Sua palavra, alimento espiritual. Não haverá mais barreiras entre o eu e o
outro. O outro se tornará verdadeiramenteirmão, e será impossível obter paz e alegria sem que todos os
esforços tenham sido empreendidos em prol daquele. Ao não proceder assim, o mundo em seu depravado estado
atual, repleto de falsas luzes que apontam para necessidades artificiais e de caro manter, mostrará sua
verdadeira face arrogante e não mais será desejado pelos filhos de Deus.
Deve-se, portanto, diariamente perscrutar o coração em busca de qualquer resquício de arrogância em relação
ao próximo e extirpar essas fagulhas com a máxima urgência. Desagrada ao Deus do céu julgar o irmão pelos
seus recursos, etnias ou preferências ideológicas.
Figura 4 - Em Cristo, estão alicerçados todos os fundamentos necessários à salvação
Fonte: Adam Jan Figel, Shutterstock, 2019.
Cristo Jesus, no famoso sermão do Monte, ensina ao povo sua missão e esclarece muitos pontos sobre
importantes temais morais que se mostram, ainda hoje, fundamentais ao cristianismo. Os cristãos devem ser “o
sal da Terra” (Mt. 5.13) e a “luz do mundo” (Mt. 5.14). Em um mundo de trevas morais, os cristãos devem agir
responsavelmente conforme a luz que receberam. Serão chamados “bem-aventurados”, visto que serão
perseguidos e difamados, sendo, na verdade, verdadeiros pacificadores, mansos e humildes. 
O Sermão do Monte clarifica que Cristo não veio para revogar, mas para cumprir toda a Lei, visto que pode
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O Sermão do Monte clarifica que Cristo não veio para revogar, mas para cumprir toda a Lei, visto que pode
passar o céu e a Terra, mas a Lei não passará. O Sermão do Monte ainda traz ditos sobre o adultério, juramentos,
vingança, tratos acerca do próximo, ensina a oração, o jejum e clama para que tudo seja entregue a Deus e não
haja ansiedade na vida: “não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao
dia o seu próprio mal” (Mt. 5.34).
Para saber mais, assista à videoaula sobre a perspectiva do que é ser cristão a partir do sermão do Monte.
Fechamento
Em Deus, tudo se mostra completo e harmonioso. Portanto, não é realmente muito difícil seguir os passos do
Mestre e fazer a Sua expressa vontade, quando há verdadeira disposição no coração e real pureza e desejo de
mudança. Afinal, as leis de Deus, que regem todo o Universo, não foram dadas por um tirano cujo objetivo é
extirpar da humanidade seu poder de decisão. Exatamente o contrário: o bondoso Deus, em Sua infinita
misericórdia, deseja levar a todos os Seus filhos e filhas a salvação e a eternidade. Por isso, entregou ao homem e
à mulher os fundamentos para uma boa relação entre Deus e a humanidade. Cada coração e cada lar pode ser
convertido em um pedaço do céu quando Ele governa.
Referências
BÍBLIA. Português. 2011. Antigo e Novo Testamentos. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do: Bíblia Sagrada
Brasil, 2011. Disponível em: . Acesso em: 30http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=34
abr. 2019.
WHITE, E. : reflexões sobre o Sermão da Montanha. Tatuí, SP: Casa PublicadoraO maior discurso de Cristo
Brasileira, 2012.
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=34
	Apresentação da unidade 1 - Introdução aos fundamentos do Cristianismo
	
	Topico 1 - Busca e sentido da vida na contemporaneidade
	Introdução
	Sentido da vida
	Sócrates
	Martinho Lutero, pai da reforma protestante
	Franz Kafka (1883-1924)
	Jesus Cristo, o filho de Deus e salvador do mundo
	Fechamento
	Referências
	Topico 2 - Bíblia, palavra de Deus e sua importância
	Introdução
	Existência humana e Deus
	O profeta Isaías, de Aleijadinho
	A leitura da Bíblia nos leva aos pés da cruz de Cristo
	Dramaturgo inglês William Shakespeare
	Copista no scriptorium
	Fechamento
	Referências
	Topico 3 - Plano da Redenção e a necessidade de um Salvador
	Introdução
	Mundo caótico e o salvador
	Todos necessitam de um salvador
	Lucifer, próximo ao púlpito da catedral de São Paulo
	Representação de Adão e Eva. Sacro Monte di Varallo, Piemonte, Itália
	A cruz de Cristo representa o ápice do plano da redenção
	Fechamento
	Referências
	Topico 4 - Jesus Cristo_ seu anúncio profético no Antigo Testamento, infância e batismo
	Introdução
	Jesus Cristo
	Cristo
	Jesus Cristo orando
	“Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém!”
	Nascimento de Cristo
	Fechamento
	Referências
	Topico 5 - O Ministério de Jesus
	Introdução
	Ministério de Jesus: devemos cuidar da alma
	Cristo no deserto da tentação
	Cura do paralítico de Cafarnaum
	Moisés e as tábuas da Lei, em imagem alemã de 1885
	Judas, por George Lechner
	Fechamento
	Referências
	Topico 6 - A Lei de Deus e o Sermão do Monte
	Introdução
	Cristianismo: preceitos morais
	O sermão do Monte
	Além da Bíblia, Ele nos fala através das obras de suas mãos
	A lei de Deus expressa seu caráter
	Em Cristo, estão alicerçados todos os fundamentos necessários à salvação
	Fechamento
	Referênciaselementos físicos as respostas para todas as perguntas da vida. A outra categoria pensava para
além desses elementos, ou seja, olhando para a própria essência do ser humano na busca por respostas às
perguntas inerentes ao ser.
Sócrates foi um exemplo de filósofo que, para além dos elementos físicos, buscou respostas a partir do intrínseco
do ser. Sócrates, Platão e Aristóteles formam o trio que praticamente funda a filosofia no Ocidente, com seus
pontos positivos e negativos, desde a perspectiva cristã.
SAIBA MAIS
Para se aprofundar sobre o tema, indicamos a leitura do livro , da autoraEllenCaminho a Cristo
G. White. Editora: Casa Publicadora Brasileira. Ano: 2014. Disponível em: http://biblioteca.
.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
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Figura 1 - Sócrates
Fonte: Natata, Shutterstock, 2019.
Propõe-se, aqui, a seguinte reflexão: se fosse possível a qualquer ser humano perguntar a Aristóteles, hoje, sobre
o sentido da vida, qual supostamente seria sua resposta? Responderia a partir de um número ou enigma? Faria
uma longa e provavelmente frustrante explicação sobre os deuses e suas relações de amor e ódio com o mundo?
Ou simplesmente daria de ombros?
Provavelmente, a partir daquilo que se conhece acerca de sua obra, o filósofo esclareceria ser aquela pergunta
simplesmente sem sentido, pois a própria existência, tal como se dá, é a própria resposta em si, exceto sob
alguma doença ou percepção doentia do mundo.
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Explica-se melhor com um exemplo: se tal pessoa, na antiga Grécia, fosse pescadora, significaria que também seu
pai é pescador, seu avô era pescador e seu filho seria pescador, assim como os filhos dos filhos e sucessivamente.
O sentido da vida seria pescar e alimentar sua comunidade. O mesmo pode ser dito em relação ao ceramista ou
ao soldado grego. A função do primeiro seria dar à pólis a arte. O segundo a própria vida, se necessário fosse,
para proporcionar segurança à comunidade.
Naqueles tempos, não era necessário pensar longa e duramente, a partir de miríades de opções, sobre o que
fazer da vida quando, por exemplo, se completasse dezoito anos e fosse a hora de escolher uma graduação que
poderia moldar a sua vida dali para a frente. O sentido da vida seria simplesmente o de vivê-la, cada homem e
cada mulher como se fossem engrenagens de um grande relógio. Se uma engrenagem estivesse com problemas –
como depressão ou outra doença –, as demais engrenagens também sofreriam.
Contudo, vive-se hoje em um mundo líquido, no qual os seres humanos são percebidos não porque são seres
humanos, mas porque são consumidores. Assim, quem não consome, ainda que obviamente esteja vivo, é como
se não estivesse. O mundo contemporâneo, permeado por um mar de desigualdades, é um mundo doente. Se são
7 bilhões e meio de seres humanos que hoje vivem no mundo, ao menos 5 bilhões estão à margem dele, ou seja,
vivem em um mundo de sobrevivência no qual mal conseguem consumir para além das próprias necessidades
básicas.
Nunca, portanto, foi tão necessário pensar e viver uma existência repleta de sentido. Afinal,
contemporaneamente, é possível escolher o que se deseja fazer da vida a partir de um mar de possibilidades. É
preciso, hoje, de um projeto que transcenda as frustrações de uma vida de pseudo-sentido, falsamente alardeado
pelas ricas produções comerciais que indicam que a obtenção de coisas será suficiente para as realizações dos
desejos mais profundos da alma.
Ainda que intimamente, cada ser humano sabe da impossibilidade de obtenção da felicidade pela simples
aquisição de coisas. Contudo, enquanto seres materiais, elas são importantes para a nossa manutenção.
Pergunte a um mendigo que pede esmolas no centro de uma grande cidade brasileira se dinheiro lhe
proporcionará felicidade. Sua resposta provavelmente será afirmativa. Afinal, dinheiro comprará comida, um
banho quente, colchão limpo e roupas novas. Em uma palavra: para ele, dinheiro comprará dignidade.
E quando já se consegue tudo isso, de que serve obter mais e mais, senão para a acumulação de preocupações?
Portanto, deve-se buscar respostas para o sentido da vida olhando para o alto, acima de nossa própria imanência
tão embaralhada nos vis elementos que hoje compõem o mundo. 
Houve um filósofo contemporâneo que, dentre outros temas e escritos, pensou precisamente nesta possibilidade.
Trata-se de Martin Heidegger. Alemão, ocupou os mais altos postos acadêmicos durante o regime nazista, che
gando a flertar com o nacional-socialismo. Contudo, em uma guinada filosófico-existencial, Heidegger muda aos
FIQUE ATENTO
Na verdade, o ser humano precisa de um projeto de vida que lhe dê possibilidades de viver
para além dessa relação quase sempre doentia, que transtorna sua própria relação para com a
natureza e com o Deus da Natureza.
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gando a flertar com o nacional-socialismo. Contudo, em uma guinada filosófico-existencial, Heidegger muda aos
poucos seu pensamento e deixa para trás suas antigas convicções, incluindo seu existencialismo incipiente, do
qual era acusado de seguir. 
Propõe Heidegger que o ser humano deveria ser “artífice de seu próprio destino”, como escreveu Picco Della
Mirandolla já no Renascimento. Contudo, ele o faz de maneira distinta. Diz Heidegger que o ser humano deve se
livrar de sua “angústia existencial” a partir da construção e realização de um projeto de vida que transcenda a
própria vida e propicie realização plena, ou o máximo possível de plenitude alcançável, em um mundo
desequilibrado, através de um projeto que vise mais que simplesmente conquistas e aquisições de ordem
material. Isso pode incluir a escolha de uma carreira que signifique mais que a riqueza ou o bem-estar amplo –
que ajude a compreender o ser humano em todas as suas vicissitudes, por exemplo.
A grande questão que hoje permeia o mundo é que em alguma medida, em nosso mundo fluido, líquido,
despersonalizado e materialista, esquece-se que a vida só tem sentido realmente quando este é dado do alto e
percebido através do outro. Como já escreveu o grande Reformador Martinho Lutero: “sê tu o Cristo do outro”. A
vida nos apresenta grandes possibilidades de gozo e satisfação quando – e tão somente quando – deixamos
verdadeiramente de viver para nós mesmos e nos vestimos daquela mesma humanidade que Cristo exerceu
quando aqui esteve.
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Figura 2 - Martinho Lutero, pai da reforma protestante
Fonte: Vivitta, Shutterstock, 2019.
Assim sendo, um projeto de vida que vise essas conquistas transcendentes, em grande medida contraditórias às
premissas do mundo, não é de fácil execução. Do contrário, porém, o resultado certamente será de desespero e
caótico vazio.
Em suma, podemos associar, sob alguns aspectos, essa possibilidade filosófica heideggeriana a elementos
cristãos, como apresentado brevemente acima. É possível um mundo sem tal aflição quando o projeto é assinado
por Cristo, Ele posto como coautor e guia de nossa existência. Quando a entrega acontece, todo e qualquer outro
projeto perderá em grande medida o seu sentido. Afinal, apesar das mazelas e desesperos do mundo, Cristo é
uma fiel garantia contra toda angústia existencial oriunda de uma vida desprovida de qualquer sentido. Nesse
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uma fiel garantia contra toda angústia existencial oriunda de uma vida desprovida de qualquer sentido. Nesse
sentido, como escreveu um pregador clássico, o famoso G. K. Chesterson: “A coisa mais extraordinária do mundo 
é um homem comum, com uma mulher comum e seus filhos comuns”.
Sob os princípios cristãos, a vida é vivida em harmonia com o Céu e os fardos se tornam mais suaves, ainda que
eventualmente surjam dores e mazelas. Um bom professor, dedicado às coisas do alto, pode se converter em um
grande instrumento nas mãos de Cristo e poderosamente levar seus alunos e alunas a um caminho distinto
daquele que costuma arrebanhar multidões para a ruína e destruição. Um bom administrador ou técnico, aindaque não tenha contato direto com o público, pode ser parte de um projeto especial que transcende a própria
morte.
Afinal, nesses planos, chancelados pelo Céu sob o atento olhar Daquele que não pode errar, as possibilidades de
plenitude e sentido são infinitas. Assim sendo, o cristianismo e seus princípios servem não apenas para mudar a
vida do convertido e fazê-lo alterar algumas rotinas ou ações da existência. Serve para mudar o mundo e levar a
todos a fragrância de Cristo. Não pode existir um projeto melhor e maior do que esse. 
Franz Kafka, um autor de literatura ficcional sem qualquer aparente relação com o Cristianismo, conseguiu,
conscientemente ou não, expressar um pouco daquilo que é ser cristão no mundo contemporâneo. C.S. Lewis,
autor britânico do século XX, sob muitos e perceptíveis aspectos aponta para elementos cristãos em seus livros.
Há alguns estudiosos que apontam parecida relação com o próprio J.R.R. Tolkien.
Em Kafka, a situação não é tão cristalina. Porém, a sua obra clama por um “sentido, mesmo quando tal sentido
não pode ser percebido”, como descreveu o professor e filósofo Renold Blanck. Disso se pode concluir que Deus
está presente mesmo quando parece que não habita ali. Percebe-se, fazendo da frase do filósofo uma analogia
livre, que Deus pode ser invocado sob as mais tristes e angustiantes situações da existência. Afinal, é apenas Ele,
sob a perspectiva cristã, que dá sentido à vida e à História.
FIQUE ATENTO
Para a busca de sentido na vida contemporânea, basta que homens e mulheres comuns
busquem a Deus em sua Palavra e vivam da melhor forma possível a partir do que a Palavra
lhe comunicou. A reflexão conduz à ação, e tal esforço combinado da Terra e do Céu, em
cooperação divino-humana, transformará o comum em extraordinário – e qualquer projeto
assim planejado e executado será plenamente satisfatório.
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Figura 3 - Franz Kafka (1883-1924)
Fonte: Natata, Shutterstock, 2019.
O mundo contemporâneo arvora possuir toda a sorte de deuses, muitos dos quais pretensamente prometem paz
e luz. O paganismo das religiões da antiguidade parece estar de volta, sob exatamente os mesmos aspectos,
embora com um foco aparentemente diferente. A sensação e o imediato parecem ser apenas o que importa.
Afinal, em nosso mundo, vendem-se experiências e vive-se o agora. Mesmo a religião, sob muitos aspectos e em
muitos lugares, é vendida apenas como aparência de religião, e troca-se a sacralidade por qualquer outra coisa
literal que possa vir a supostamente dela tomar o lugar. Todos esses engodos obstruem as entradas do céu.
É preciso livrar-se desses pseudo elementos cristãos e buscar realmente a chave de toda a paz e entendimento:
Cristo Jesus.
Ao longo da unidade, serão vistos alguns elementos e princípios que certamente contribuirão para uma melhor
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Ao longo da unidade, serão vistos alguns elementos e princípios que certamente contribuirão para uma melhor
relação pessoal com Ele. Não há qualquer pretensão doutrinária e proselitista. Sabe-se que, quando Cristo fala
diretamente ao coração, as travas dos olhos espirituais são derrubadas e o reencontro com o Criador se dá desde
o âmago de cada coração empedernido e, a partir dele, muda até as menores atitudes coloquiais. Cristo é o
Caminho, a Verdade e a Vida. O Caminho é a Verdade e a Vida, a Verdade é o Caminho e a Vida, e a Vida é o
Caminho e a Verdade. Assim, basta que se coloque no Caminho e tudo será, pela fé, conquistado.
Deus não pede que cada ser humano, em qualquer recanto do mundo, seja um católico, adventista, mórmon ou
luterano – ou que professe a religião que for. Deus tão somente pede duas coisas, diariamente, a cada um de nós:
que conversemos com Ele e leiamos a Sua Palavra. Fazendo isso, pouco a pouco cada coração será transformado,
e a realização dos mais profundos e vivificantes projetos não será apenas possível, mas inevitável. Assim, cada
qual em seu âmbito e com a sua especialidade será um verdadeiro ponto de luz onde há trevas. Hábitos serão
vencidos e famílias, restauradas. São esses elementos que, combinados, verdadeiramente dão sentido à vida.
A filosofia contemporânea, que é a filosofia da sensação, dos desejos vis e baixos e das realizações fugazes, acaba
sendo substituída pela filosofia do desejo de servir e viver a vontade de Deus, que é mais simples, barata, eficaz e
plena de gozo e realização. Portanto, não há aqui qualquer segredo: os princípios não são para uma certa classe
erudita ou teólogos que dominam os línguas e a história bíblica. A Palavra de Deus é franqueada,
indistintamente, a todos aqueles que a Ele buscam em espírito e verdade.
Para um exemplo, tome-se a própria Palavra de Deus, a partir dos Evangelhos: Cristo atraía para junto de si
todas as classes de pessoas: leprosos, cobradores de impostos, prostitutas, samaritanos – inimigos dos judeus – e
soldados romanos. Para todos Ele distribuía a Si mesmo. Não negava nenhum deles.
Contudo, com um grupo de judeus houve discussão: eram os religiosos da época, conhecidos como fariseus. É
certo que, mesmo dentre alguns deles, houve mudança de atitude e salvação. Mas o interessante aqui é apontar
que os pretensos doutores da Lei, em linhas gerais, eram os mais distantes da verdade. Isso prova que mesmo
hoje Cristo está próximo e pode ser encontrado por aqueles que, independentemente do que exercem na vida,
querem com Ele um encontro verdadeiro.
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Figura 4 - Jesus Cristo, o filho de Deus e salvador do mundo
Fonte: Solomnikov, Shutterstock, 2019.
Absolutamente nada pode nos separar do amor de Cristo, mesmo os mais vis e maiores pecados. Afinal, Cristo
tem poder para perdoar a todos aqueles que humildemente a Ele confessam seus delitos. Gênero, credo, cor e
tudo o mais devem ser postos aos pés da cruz, em troca de paz e alegria. Assim, toda a dor será aos poucos
vencida.
Para saber mais, assista à videoaula sobre o nascimento de Cristo e seu significado.
https://www.youtube.com/embed/sm5wGWZsB3s
https://www.youtube.com/embed/sm5wGWZsB3s
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Fechamento
Diante do que vimos neste tópico, fica a questão: ainda há qualquer necessidade de se tornar ou permanecer
ansioso pelo motivo que for? Onde está verdadeiramente a segurança daquele que se coloca aos pés de Cristo?
Por que a preocupação com o pão cotidiano se o mesmo é garantido por Aquele que alimenta o mais simples
pássaro que voa livre pelas nuvens dos céus? Além disso, ousa-se aqui também perguntar: qual é
verdadeiramente o sentido da vida para aquele que se coloca aos pés de Jesus?
Ainda pode ser uma boa ideia mudar de carro ou construir uma casa mais confortável, ou mesmo economizar
para uma viagem há muito planejada, se todos os projetos forem concatenados com o grande projeto cristão,
ressignificados à luz do Evangelho. Mesmo muitos desejos não compatíveis com a nova vida que Cristo
proporciona serão percebidos e abandonados.
Assim, cada ser humano será um com Cristo e, unido a cada criatura, vai encontrar prazer em viver em prol do
outro. Nunca se encontrará maior felicidade! Todos os princípios cristãos, em resumo, encontram-se no viver a
vida simples e em conexão com o próximo.
Referências
WHITE, E. G. . 4. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2014. Disponível em: Caminho a Cristo
. Acesso em: 17 abr. 2019.http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
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Bíblia, palavra de Deus e sua 
importância
Fabio Augusto Darius
Introdução
Caro estudante, no primeiro tópico da unidade, foi abordada uma importante questão: a busca e o encontro de
um sentido para a vida. Eis, nesse processo desafiador, ora angustiante, ora interrogativo – mas digno e
necessário, que concede grandes bênçãos e alegrias àquele que busca – a mola mestra ou o fio vermelho que
perpassa toda a existência. Você sabe que mola é esta? Que fio perpassa a existênca humana?
Agora, vamos nos aprofundar sobre o assunto a partir da palavra de Deus e de a sua importância na vida
cotidiana. Acompanhe!Existência humana e Deus
Há aqueles que buscam na antítese do ideário cristão o sentido – ou não-sentido – da vida. Vivem vidas vazias,
sem qualquer significado. Sobrevivem para si mesmos, em busca de seus próprios ganhos e prazeres egoístas,
como se não houvesse um Deus no céu.
Para essas pessoas, o fim da existência tende a ser postergado o máximo possível. Afinal, não crendo em um
paraíso ou mantendo a crença niilista do nada, não há céu a ganhar a partir de uma vida de doce submissão
Àquele que com Seu sangue nos remiu. Vive-se, portanto, em um estado de inebriante e fugaz prazer – caso
disponha de recursos para dissipar, conforme sua vontade insubmissa. Viagens e toda sorte de desejo se tornam
realidade.
Para os menos afortunados economicamente que vivem e comungam dessa vida de desesperança futura, a tônica
da vida é a frustração por nada obter de desejado aqui. Muitas vezes, o subtrair do alheio e outros expedientes
ainda piores são considerados. Contudo, seja um ou outro caso, o passar dos anos e das décadas são percebidos
com indisfarçável horror ou desalento por aqueles que nada esperam no celeste porvir.
Há ainda outro grupo, que vive ou tenta viver uma existência eticamente inquestionável, mas sem levar em conta
as premissas cristãs ou religiosas de um modo geral. São os chamados humanistas, termo aqui utilizado em
sentido amplo, que observam no próprio mundo visível e palpável tudo o que existe de bom e de ruim no
universo, deixando de lado qualquer perspectiva shakespeariana que diz que entre o céu e a Terra há muito mais
do que propõe nossa vã filosofia.
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Eles buscam encontrar um pseudo-sentido a partir de conhecimentos humanos sem qualquer conexão com o
divino. Todo conhecimento assim acumulado é vão e sem sentido, porque egoísta e passageiro, sendo modificado
com o passar das gerações e de acordo com a moda ou ideário de cada sociedade. Não vale a pena se dedicar sob
esses fundamentos.
Finalmente, dentre esses grupos, há aqueles que buscam em religiões distintas da pregada na Bíblia Sagrada um
motivo e norte para suas vidas. Vivem sob éticas estritas, fazem o bem e são reconhecidos pela comunidade –
ainda que o reconhecimento não seja a tônica que tange seus atos. Certamente Deus ama todos os Seus filhos e
observa com satisfação todos aqueles que vivem da melhor forma possível com aquilo que sabem e julgam ser o
melhor a fazer. Isso se encaixa também para os humanistas e mesmo para os secularizados que, pelos excessos
da religião ao longo da história, optam sob supostos pressupostos racionais não crer em Deus.
SAIBA MAIS
Você sabia que o livro do profeta Isaías pode ser considerado uma Bíblia dentro da Bíblia?
Possui 66 capítulos, mesmo número de livros das Escrituras, sendo que, segundo certos
conhecedores e intérpretes, os 39 primeiros contam a história do passado e os 27 restantes
falam do futuro.
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Figura 1 - O profeta Isaías, de Aleijadinho
Fonte: Arnaldo Jr, Shutterstock, 2019.
No entanto, há um grupo heterogêneo de milhões de pessoas, espalhado em cada canto do mundo, que, de
acordo com a sua própria cultura, vivência, educação e possibilidades, opta por buscar um sentido para a vida
seguindo as diretrizes da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus.
Pode ainda a Bíblia, livro milenar, conter exemplos, vivências, consolo e toda a sorte de elementos que ainda se
aplicam a um mundo em constante mudança e distinto daquele de dezenas de séculos atrás? Estariam as pessoas
sendo enganadas pela retórica de alguns que se dizem pastores ou conhecedores das Escrituras? Pode ainda o
Espírito Santo falar a todo aquele que O busca quando as páginas da Bíblia são abertas? Essas perguntas devem
ser respondidas pessoalmente, de forma objetiva – buscando informações históricas, literárias, arqueológicas,
através da análise comparativa – e de subjetiva, ao permitir que o Autor das Escrituras fale diretamente ao
coração.
Parece uma boa ideia, como pressuposto básico, pensar em como as pessoas veem a Bíblia ao longo da História.
É claro que essa tarefa seria impossível de ser debatida em poucas linhas, e bem se sabe que em alguns lugares,
ao longo dos séculos, a Palavra de Deus foi calorosamente recebida, enquanto, em outros, expulsa violentamente.
No entanto, a questão agora é outra: em uma situação especial, diante da possibilidade da morte, ou em face de
desafios aparentemente inexpugnáveis, como uma doença difícil, um desentendimento familiar ou mesmo
questões de ordem financeira, é mais comum encontrar pessoas, mesmo aparentemente não muito religiosas,
buscando na filosofia – em Sartre, Nietzsche, Sócrates, por exemplo – ou na Palavra de Deus o conforto a seus
desassossegos? Muitas vezes, a ideia do transcendente parece apenas se mostrar quando tudo está prestes a ruir.
Nesses momentos de dor, angústia e aflição, a Bíblia e Seu autor acabam se mostrando as únicas possibilidades
de alento em meio a tudo o que existe. Afinal, a impossibilidade do homem é a oportunidade de Deus,
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de alento em meio a tudo o que existe. Afinal, a impossibilidade do homem é a oportunidade de Deus,
parafraseando uma escritora estadunidense, Ellen White.
A Bíblia apresenta inúmeras passagens de consolo e orientação. Pessoalmente, costumo dizer em minhas classes
de História Eclesiástica que, se a Bíblia não serve para nós hoje, então não serve para nada. Afinal, não foi
concebida para ser um compêndio que massageie os mais intelectuais dos neurônios, mas sim um texto acessível
a todos aqueles que O buscam com o coração aberto.
Figura 2 - A leitura da Bíblia nos leva aos pés da cruz de Cristo
Fonte: ArtMari, Shutterstock, 2019.
Eis algumas passagens importantes que ao longo da história modificaram sentimentos e intenções do coração:
“Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no
Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará”
(Salmo 37.3-5). Eis um trecho para aqueles que duvidam da alegria e do contentamento, caso modifiquem suas
vidas e sigam os passos de Cristo.
Em 1 Pedro 5.6-7, encontra-se o seguinte: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu
tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Para aqueles
ansiosos e aflitos com o dia de hoje e o de amanhã, eis o trecho perfeito. Serão exaltados aqueles que diante de
Deus se puserem de joelhos, humildemente. Em nossos tempos brutais, quão difícil é um homem ou uma mulher
de joelhos, diante de Deus. No entanto, absolutamente tudo depende disso!
O que dizer então do trecho do livro de João, capítulo 14, versículo 27? “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou;
não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. A paz que supostamente o
mundo dá é precisamente aquela pretensa paz negociada, comprada, adquirida por qualquer outro meio que não
o sangue de Cristo. Não se atemorize e não preocupe o seu coração! Eis as precisas palavras do texto, que foram
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mundo dá é precisamente aquela pretensa paz negociada, comprada, adquirida por qualquer outro meio que não
o sangue de Cristo. Não se atemorize e não preocupe o seu coração! Eis as precisas palavras do texto, que foram
escritas em um contexto específico, sem dúvida, mas que serve para cada um de nós, ainda hoje.
Muitas outras passagens poderiam ser citadas, como, por exemplo, um alento para aqueles que eventualmente
anseiam por dinheiro, conforme se encontra no livro de Provérbios, capítulo 5, verso 10: “Quem amar o dinheiro
jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade”. 
Sobre o Livro Sagrado, tão repleto de transformações e significados, sabe-se algumas coisas acerca de sua
história. Visto que já foi escrito uma ou duas linhas sobre sua importância existencial, e citados alguns textos que
levam orientação e consolo, talvez falte, ainda que incipientemente, tratar sobre alguns elementos históricos quetangem o Livro. Afinal, a história é importante, dentre tantos outros motivos, visto que enche de contornos e
significados este que é o livro de História por excelência.
A Bíblia, que hoje se apresenta na íntegra ou parcialmente disponível em mais de 2500 línguas ou dialetos, é,
sem dúvida, o livro mais vendido e lido de toda a história, seja do Ocidente ou Oriente. A título de curiosidade,
depois da Bíblia, enquanto , surge o autor inglês William Shakespeare e a autora Agatha Christie,bestseller
também inglesa. Ellen White, escritora estadunidense nascida no século XIX, é uma das autoras mais traduzidas
da História, independentemente do gênero literário.
FIQUE ATENTO
Palavras têm o poder de tocar corações. Para tanto, basta que o coração esteja aberto às
verdades e se viva uma vida de acordo com a vontade de Deus. Afinal, Ele nos pede apenas e
tão somente que conversemos com Ele e leiamos diligentemente Sua Palavra. Vivendo
conforme esse diálogo e com leitura diárias, a vida pode ser transformada, sem qualquer tipo
de proselitismo ou pretensões estranhas à Bíblia.
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Figura 3 - Dramaturgo inglês William Shakespeare
Fonte: Stocksnapper, Shutterstock, 2019.
Desde suas origens, a Bíblia foi considerada sagrada. É inspirada por Deus, conforme consta em seu próprio
texto, no livro de Timóteo, capítulo 3, verso 16, no Novo Testamento. Isso significa que foi escrita por seres
humanos, sob a inspiração de Deus. (O Alcorão, livro sagrado dos árabes, foi ditado palavra por palavra para
Maomé. Logo, as palavras do profeta islâmico não foram inspiradas, ao contrário da Bíblia). Assim sendo, a
educação, cultura e sabedoria dos escritores bíblicos foram utilizadas por Ele.
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A Bíblia começa pelo Antigo Testamento, no livro de Gênesis, e termina com o Apocalipse, no Novo Testamento.
Contudo, provavelmente o primeiro dos livros a ser escrito, pelo patriarca Moisés, foi o livro de Jó, que conta a
história do próprio personagem que nomeia o livro. Amado por Deus e zeloso adorador, próspero e educado, foi,
sob a permissão de Deus, tentado por Satanás – cuja parte na história veremos no próximo tópico – para mostrar
que o seu amor se situava acima de sua boa posição. 
Entre o último livro do Antigo Testamento, Malaquias, e o primeiro livro do Novo Testamento, Mateus, há um
vácuo de 400 anos, período histórico em que acontece, dentre outros fatos, a guerra entre judeus e helenistas,
grupo que queria transformar, em linhas gerais, a cultura judaica sob o formato do cultura grega – na religião,
educação, filosofia, etc.
Para manter o rigoroso “padrão religioso” judeu, surge precisamente nessa época, e por esse motivo, um grupo
chamado de fariseu, que muito tempo depois faria rígida oposição ao ministério de Jesus. Aliás, Jesus, no texto
sagrado, levou a todos Sua paz, cura e alimento. Não se indispôs com ninguém que O procurasse, mesmo
prostitutas ou samaritanos, is inimigos históricos dos judeus. Amou todas as pessoas, indistintamente.
Contudo, com os fariseus e com um grupo de vendilhões, que comerciava no Templo, Jesus discutiu. Afinal, estes
enganavam e iludiam o simples e sofredor povo, ainda que sob o véu da pura espiritualidade. Para Jesus,
ninguém pode se esconder sob um véu ou manto de religião, visto que Ele consegue ver o nosso interior mais
profundo. Em Cristo, o fundamento do Cristianismo em si mesmo, vê-se a salvação, gratuitamente franqueada ao
mais humilde pecador.
A Bíblia, embora tenha sido escrita ao longo de mais de mil e quinhentos anos por aproximadamente 40 autores,
não se contradiz, não contém heresias ou mácula em relação ao próprio caráter de Deus, expresso no próprio
texto sagrado, no livro de Êxodo, capítulo 20. Enquanto o Antigo Testamento foi escrito quase que totalmente em
Hebraico, com algumas poucas porções em aramaico, o Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, a
mais popular de todas as línguas de então, talvez comparável ao inglês nos dias de hoje. Cerca de 3 séculos antes
de Cristo, um grupo seleto de setenta judeus do Egito fizeram a primeira tradução dos textos do Antigo
Testamento para o grego, visto que à época poucas pessoas conseguiam dominar os textos bíblicos originais. 
O Livro Sagrado, ao longo de tantos séculos, passou por uma série de traduções, algumas mais precisas que
outras. A última delas para o português foi feita pela Sociedade Bíblia Brasileira. É a Nova Almeida Atualizada, já
disponível comercialmente. Esse grande número de traduções levou muitos a pensarem que talvez tivesse
acontecido, de forma consciente ou não, alguma alteração no texto sagrado, principalmente ao longo do período
EXEMPLO
Ao comparar-se, por exemplo, os escritos do Apóstolo Paulo, no Novo Testamento, com os de
Amós, no Antigo, percebe-se uma diferença cultural muito grande, não apenas pelo tempo
decorrido entre os dois, mas pela formação de cada um: enquanto Paulo foi um doutor da Lei,
tendo aprendido aos pés de Gamaliel (vide Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento, capítulo
5), e depois provavelmente um vaqueiro de Basã – assim como João, o discípulo amado (João
19.25), foi um simples pescador. Ainda assim, Deus revelou, a João, os eventos finais da
História do mundo, no último livro da Bíblia, conhecido como Apocalipse. Ou seja, a inspiração
de Deus dá a homens e mulheres um poder e sensibilidade que eles não poderiam ter longe de
Seu poder.
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acontecido, de forma consciente ou não, alguma alteração no texto sagrado, principalmente ao longo do período
medieval, que durou aproximadamente mil anos e representou o predomínio da Igreja Católica Apostólica
Romana no Ocidente, nem sempre fazendo bom uso de tal hegemonia.
No entanto, um grupo de pastores de cabras, em 1947, encontraram centenas de porções de textos bíblicos,
exceto Ester e Jeremias, ambos do Antigo Testamento, em uma caverna em Qumram, no Mar Morto. Essa
descoberta, feita de forma não-intencional, foi atestada como legítima em 1948 e data do primeiro século da Era
Cristã. Os manuscritos que os judeus possuíam antes datavam de oito ou nove séculos depois, com
impressionantes semelhanças, atestando a fidelidade dos escribas na transmissão do texto bíblico ao longo dos
séculos. A Bíblia, portanto, em sua tradução atual, pode ser lida sem qualquer desconfiança mesmo por aqueles
que desconhecem as antigas línguas que originalmente a compuseram. Assim, não há novas doutrinas ou
premissas ali inseridas com o objetivo de lançar certas luzes ou ideias onde a própria Bíblia cala.
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Figura 4 - Copista no scriptorium
Fonte: ArtMari, Shutterstock, 2019.
Voltando à história da Bíblia, esta originalmente era apresentada em rolos, cada qual com sua identificação. Na
verdade, a Bíblia em si, enquanto livro, ou seja, capa e papel, não é sagrada. O que a torna sagrada é a mensagem
nela contida. Assim sendo, pouco importa se é lida em seu antigo formato original, em formato de livro, livro
eletrônico ou em aplicativos digitais. O desejável é que seja lida diariamente, preferencialmente como a primeira
leitura do dia, iluminando as desconhecidas horas que virão, com a mente ainda descansada do labor. 
Embora não seja tão importante o formato da Bíblia, desde que se saiba que a Palavra de Deus se encaixa em
cada coração, ela se tornou muito mais acessível depois do advento dos tipos móveis produzidos por um ourives
europeu ainda no século XVI. Johannes Gutenberg, utilizando sua habilidade enquanto fino artesão, produziu na
Europa aquela máquina que pela primeira vez na história imprimiu uma Bíblia. Até então, toda e qualquer cópia
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Europa aquela máquina que pela primeira vez na história imprimiu uma Bíblia. Até então, toda e qualquer cópia
do texto era produzida individualmente de forma manuscrita, sob o rígido olhar de supervisores nos ,scriptoria
local onde os livros eram produzidos. Havia tanto rigor que cada palavra deveria estar no mesmo espaço e na
mesma linha da mesma palavra da cópia anterior. Cada cópia levava às vezes mais de um ano para ser finalizada.
Era vendida por um preçoabsolutamente alto.
Mesmo assim, pouquíssimas pessoas sabiam ler e escrever. Em 1517, durante o período da Reforma Protestante,
na Alemanha, talvez pouco mais de 3% da população não fosse analfabeta. Os rolos e primeiros manuscritos
bíblicos não possuíam nem capítulos, nem versículos. Eram dispostos, portanto, sem qualquer auxílio para o
leitor, que deveria identificar pela memória onde cada texto se encontrava, decorando o número do rolo ou algo
assim.
Foi somente no século XIII que Stephen Langton, mais tarde arcebispo da Canterbury, dividiu a Bíblia em
capítulos, como a conhecemos hoje. Outros sistemas haviam sido tentados antes, mas sem sucesso.
Aproximadamente três séculos depois, um erudito francês a dividiu também em versículos. Sem dúvida, esses
dois homens contribuíram em grande medida para o estudo da Bíblia, que acabou se tornando um livro didático
por excelência, levando gerações inteiras a aprender a ler e a escrever a partir de seus escritos. 
A Bíblia, além de ser a Palavra de Deus e trazer a história da redenção, conta, por assim dizer, parte importante
da história da civilização e é fundamento do Ocidente. Por isso, independentemente de fé ou crença religiosa, a
Bíblia deveria ser objeto de estudo de todo aquele que quer conhecer mais e melhor sobre si mesmo e as bases
do mundo em que vive. Contudo, muito mais rico e prazeroso é compreender as preciosas gemas das sagradas
escrituras sob a perspectiva da fé cristã.
Quando bem compreendida e vivenciada, a Bíblia, pelo poder do Espírito Santo, proporciona equilíbrio,
sensibilidade, maturidade e fé a todo aquele que a manuseia em espírito de oração. Nesse momento, suas
páginas se tornam sagradas e abençoam a vida do leitor e daqueles que com ele convivem. Sem fanatismos e
desequilíbrios, a pura fé, compreendida até mesmo por uma criança, transforma cada coração que se dá a chance
e o privilégio de conhecer a Deus através de Suas palavras.
A verdadeira e única teologia, portanto, é a teologia bíblica, aprendida de joelhos, aos pés da cruz de Cristo, com
humildade e pureza de espírito. Esse livro, que mudou e mudará o rumo da vida de tantas pessoas, é o único que
pode ressignificar a vida do leitor, dando a ela pleno e bom sentido.Sua importância hoje nunca foi maior.
FIQUE ATENTO
Muito já foi dito e escrito sobre a Bíblia, mas isso pouco diz sobre o que ela, mediante o
Espírito Santo, pode fazer na vida de cada um, individualmente. Sendo assim, desafie-se a
diariamente, durante 10 dias, ler 2 salmos por dia. Anote os resultados.
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Fechamento
Em um mundo desencantado e em busca de sua alma, competitivo e altamente sedutor, a Bíblia, mais do que
nunca, mostra0se necessária, até mesmo para muitos que supostamente se dizem cristãos. Apenas e tão somente
ela, sob a devida guia do Espírito, pode verdadeiramente levar a uma mudança de paradigma em relação às
premissas e ideologias que hoje se pregam. Em suas páginas, encontra-se o fundamento e a certeza da salvação
em Cristo. Certamente metade dos males do mundo seriam simplesmente extirpados se os supostos ditos
cristãos amassem uns aos outros, um dos mais firmes e profundos fundamentos do cristianismo. 
Dito isso, deve-se buscar a melhor Bíblia que se puder encontrar – muitas delas possuem excelentes e ricos
comentários, enquanto outras se propõem a estudos e várias se apresentam com linguagens mais acessíveis e
guias temáticos – e se lançar ao estudo. Essa prática muda a vida!
Referências
WHITE, E. G. . 4. ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2014. Disponível em: Caminho a Cristo
. Acesso em: 17 abr. 2019.http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
http://biblioteca.sophia.com.br/6218/index.asp?codigo_sophia=38
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Plano da Redenção e a 
necessidade de um Salvador
Fabio Augusto Darius
Introdução
Caro estudante, até aqui muito se falou sobre a vida e seu sentido em si. Existem hoje no mundo
aproximadamente sete bilhões e quinhentos milhões de pessoas. A grande maioria se encontra no Hemisfério Sul
e, do total mundial, parte significativa passa fome e sofre toda a sorte de agruras. Aproximadamente 24 mil
pessoas morrem de fome todos os dias, no mundo. Isso significa que nove milhões de pessoas morrem de fome
por ano, sendo a maioria delas crianças – sem contar as guerras e conflitos bélicos que acontecem nesse preciso
momento. Se o mundo, até hoje, pudesse ser quantificado em porcentagem de tempo, 98% de todo o tempo do
mundo teria sido de guerra ou conflitos. Agora, vamos refletir sobre o papel de Deus nesse contexto. Bons
estudos!
Mundo caótico e o salvador
Definitivamente o mundo não é um lugar pacífico. Sequer citou-se, na introdução, o número de feminicídios,
suicídios, casos crônicos de depressão, doenças congênitas ou adquiridas, agressões verbais e toda sorte de
agruras. Também não se falou em acidentes domésticos, automobilísticos, milhões de idosos esquecidos em
asilos, milhões de crianças em orfanatos à espera de pais, ou abandonadas desde cedo e inseridas no mundo do
crime, ou de tantos que amargam uma vida atrás das grades por crimes que não cometeram, sem falar nos que
diariamente definham em hospitais sem medicamentos ou acomodações minimamente ideais. 
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Figura 1 - Todos necessitam de um salvador
Fonte: Dmitry Natashin, Shutterstock, 2019.
A lista de mazelas do mundo poderia aumentar: há milhões de escravos ou de subempregados no mundo e
pessoas sequestradas para se prostituirem à força, mesmo na Europa. Há muito sofrimento, e muito mais ainda
virá. Muitos irão perder entes queridos ainda jovens, vítimas de balas perdidas ou de algum tipo de câncer.
Doenças que ainda não foram descobertas aparecerão, o fosso entre ricos e pobres só aumentará, greves, crises
econômicas, torturas físicas e mentais, depressão pós-parto, alcoolismo… e a lista mal começou.
Contudo, já temos elementos suficientes para formular uma única pergunta: onde está Deus? Será que Deus está
morto, como vociferou Friedrich Nietzsche ainda no século XIX? Será que nós o matamos? Ou, como escreveu um
filósofo contemporâneo, Giorgio Agamben, “Deus não morreu, tornou-se dinheiro”? Afirma o mesmo filósofo: “O
capitalismo é uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece
nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro”.
Será possível que Agamben esteja certo e a religião aceitável a Deus, baseada na Bíblia e sob o poder do Espírito
Santo, foi simplesmente substituída por esse sistema, que provoca, quando vivenciado desequilibradamente, a
perda de sentido? Será que o mundo sempre foi assim? Muitos dizem que o mundo está em constante evolução e
hoje é muito melhor do que já foi. Mas a pergunta reflexiva se mantém: onde está Deus?
Anos atrás, precisamente em 28 de maio de 2006, o então Papa Bento XVI, alemão, esteve no campo de
concentração de Auschwitz, onde morreram um milhão e cem mil pessoas. Muitos certamente esperavam que
aquele homem, altamente erudito, ocupante do mais alto posto hierárquico da Igreja Católica e que em sua
juventude, a contragosto, foi obrigado a lutar pela Alemanha, proferisse palavras que fornecessem alguma luz à
carnificina inimaginável que acontecera ali havia poucas décadas.
Contudo, o papa disse: “Em um lugar como este faltam as palavras, no fundo pode permanecer apenas um silê
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Contudo, o papa disse: “Em um lugar como este faltam as palavras, no fundo pode permanecer apenas um silê
ncio aterrorizado, um silêncio que é um grito interior a Deus: Senhor, por que silenciaste? Por que toleraste tudo
isto?”.
De todo modo, sendo Lúcifer, Adão e Eva ou quem for o responsável pela série de desgraças que atinge nosso
mundo diariamente, Deus coleta cada lágrima, conhece cada dor e cada lamúria que tantas vezes parecem passar
despercebidas. Deus conhece cada ser humano que nasce por seu próprio nome e conhece todos os seus dias,
ainda quando não há nem mesmo um deles sequer. Deus conhece toda a Sua criaçãoe tem especial amor por
Seus filhos e filhas!
Ele demonstrou Seu profundo amor por todos ao dar Seu próprio “filho unigênito para que todo aquele que crê
não pereça, mas tenha vida eterna”. Eis qual, para muitos teólogos, é o verso mais importante de toda a Bíblia
Sagrada. Encontra-se no Evangelho de João, capítulo 3, verso 16, e resume em apenas uma linha o glorioso Plano
da Redenção. Afinal de contas, embora Deus pareça silente, Ele preparou um grande e bonito plano para resgatar
a humanidade caída e fazer a raça humana novamente à Sua plena imagem e semelhança, sem qualquer mácula.
A história do plano da redenção começa em algum ponto no início da história da humanidade e requer, como
qualquer entendimento de lições espirituais, certa compreensão que transcenda a lógica. É preciso fé e
interpretação bíblica. Contudo, entendimento completo só se dará no fim da História tal qual a conhecemos, com
a volta de Cristo física e literalmente nas nuvens do céu (Ap. 1.7). Até lá, a mente finita terá que se contentar com
alguns poucos versículos da Bíblia.
Ainda assim, Deus se faz presente na História do mundo e pessoalmente na vida de cada um, ao contrário do que
pensam os deístas, que creem que Deus agiu como um relojoeiro, fazendo e dando corda em seu relógio, a
Criação, e deixando, daí para frente, tudo ao encargo do ser humano. Deus cuida pessoalmente dos Seus e o plano
da redenção é apenas mais uma prova disso. 
No céu imaculado, onde nenhum anjo tivera sequer um único pensamento pecaminoso ou minimamente
contrário ao bondoso comando de Deus, reinava a mais absoluta paz e amor. Afinal, Deus é amor. Cada milímetro
do céu, cada pensamento angelical, cada nota musical entoada pelo coro dos anjos afirmava em uníssono que
Deus é amor. Assim foi e assim é no céu. Nada distinto do amor de Deus lá subsiste.
O céu não será um lugar para aqueles que de forma consciente e acariciada mantêm pecados públicos ou ocultos.
A bondade e a justiça de Deus não permitiria que fossem para lá. Afinal, não encontrariam ali qualquer prazer
pelos séculos infindos da eternidade. No entanto, para aqueles que sentem tristeza pelo pecado e tentam viver,
mesmo sem conseguir, conforme os desígnios de Deus e a Ele oram continuamente, o Céu será sua morada
eterna, sem mais qualquer vestígio de pecado e dor.
FIQUE ATENTO
Os primeiros filósofos cristãos já tentaram encontrar uma resposta para as mazelas e
incoerências do mundo. Agostinho de Hipona chegou a escrever que Deus não é o responsável
pelos males do mundo, mas que o próprio ser humano, dotado de livre-arbítrio, foi quem
pecou, ao escolher voluntariamente comer do fruto proibido.
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Figura 2 - Lucifer, próximo ao púlpito da catedral de São Paulo
Fonte: Stanislava Karagyozova, Shutterstock, 2019.
Nesse local absolutamente indescritível para a mente humana, reinava e ainda hoje reina o Deus do céu, que
também habita no coração dos contritos (Is 57.15), daqueles que buscam verdadeiramente o Senhor. À Sua
direita, governando com o Pai, estava o Filho, Cristo Jesus. Hoje, Cristo mantém Sua posição de honra perante o
Universo e intercede por aqueles que da Terra clamam por Sua ajuda. É Cristo o único intermediador entre Deus
e os homens (1 Tim 2.5) e nada pode nos separar de Seu amor (Rm 8.38-39). Nada nem ninguém, até então,
havia alterado a imperturbável atmosfera do céu, que mantinha sua ordem e hierarquia.
Precisamente abaixo de Deus, o Pai, e Seu Filho, Cristo Jesus, havia um belo anjo de luz chamado Lúcifer. Real e
literal, criado por Deus e ainda hoje presente para atormentar a humanidade junto de seus anjos caídos, anseia e
trabalha com todas as suas forças para que cada ser humano simplesmente descreia de sua existência e o veja
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trabalha com todas as suas forças para que cada ser humano simplesmente descreia de sua existência e o veja
tão somente como uma caricatura criada com o intuito de intimidação. A diabólica figura vermelha dotada de
dois chifres e um tridente esperando os pobres ímpios julgados e condenados ao fogo do inferno está muito
longe da angelical imagem daquele que durante muito tempo foi um dos anjos mais importantes no céu.
Foi ele o regente do coro celestial. Todos os anjos atendiam prontamente aos seus apelos. Ele era honrado e se
sentia imbuído de grande poder e autoridade entre eles. De alguma forma, surgiu aquilo que até hoje é um
mistério da fé. Lúcifer, em seu pensamento, almejou ser como Cristo. Por que não poderia ele também ser
adorado? – foi o pensamento que passou a alimentá-lo mais e mais.
No início, tentava lutar contra essas ideias que certamente não coadunavam com absolutamente nada no céu.
Algo teria de ser feito a respeito. Deus não poderia permitir que o céu fosse maculado por Lúcifer. Ele foi
devidamente alertado e às claras informado acerca do que poderia acontecer caso ele não mudasse os seus
planos maléficos. A hierarquia do céu não poderia ser modificada e muito menos transtornada por uma
insubordinação.
Lúcifer, arrependido, manteve seu posto e continuou a reger as hostes celestiais. Contudo, embevecido diante de
clamor angelical, visto ser ele o responsável pelo coro e ao mesmo tempo invejando a Cristo por todo o louvor a
Ele oferecido, mais uma vez seu coração se voltou a si mesmo e seus planos maléficos renasceram. De forma
mais aberta consultava Lúcifer aos anjos tentando fomentar entre eles algum tipo de rompimento em relação ao
governo de Deus na pessoa de Seu Filho, Cristo Jesus.
O profeta Ezequiel comenta sobre o estado de espírito de Lúcifer antes do que viria a acontecer, no capítulo 28,
verso 17: “Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa
do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis.” No verso 18, continua
dizendo que “Por meio dos seus muitos pecados e do seu comércio desonesto você profanou os seus santuários.
Por isso fiz sair de você um fogo, que o consumiu, e reduzi você a cinzas no chão,à vista de todos os que estavam
observando”.
No livro de Provérbios, capítulo 29, versículo 23, pode se ler que “o orgulho do homem o humilha,mas o de espí
rito humilde obtém honra”. Os humildes serão exaltados, enquanto o orgulhoso será humilhado. Foi
precisamente o que aconteceu com Lúcifer. Desta vez, Deus, que é Amor, mas também Justiça, deveria expulsar
Lúcifer do céu e, com ele, todos os anjos que concordavam com sua ideias estranhas.
O profeta Isaías, no Antigo Testamento, bem descreveu a queda de Lúcifer. No capítulo 28, versículos 12 e 13,
está escrito assim: Como você caiu dos céus,ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra,você,
que derrubava as nações!Você, que dizia no seu coração: "Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das
estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, o ponto mais elevado do monte santo.” Continua o
profeta, nos versículos 14 e 15, sobre a queda do inimigo de Deus: “Subirei mais alto que as mais altas nuvens;
FIQUE ATENTO
O orgulho, primeiro pecado, nasceu misteriosamente no próprio céu com alguém muito
próximo de Deus, literalmente! Ninguém está livre de tal pecado. É o mesmo nutrido no
coração dos fariseus que contendiam com Jesus.
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profeta, nos versículos 14 e 15, sobre a queda do inimigo de Deus: “Subirei mais alto que as mais altas nuvens;
serei como o Altíssimo. Mas às profundezas do Sheol você será levado, irá ao fundo do abismo!” Quem pode ser
como o Altíssimo? Tamanha pretensão orgulhosa de Lúcifer precipitou sua queda.
Fosse ele fulminado ali mesmo, talvez os santos anjos impolutos e incontaminados, em uma fagulha de
pensamento, pensassem que Deus não é justo, pois destroi aquele que o contraria. Assim, o inimigo das almas é
jogado do céu e derrotado. Percebendo tudo o que perdeu, passou em revista o mundo criado por Deus, para
levar outros à ruína. Não obtendo absolutamente nenhum resultado satisfatório, finalmente chegou a Terra.
Reinava a mais perfeita paz e harmonia. Não havia qualquer vestígio de pecado.Deus havia criado a Terra ex-
totalmente do nada, a partir das palavras de Seu Filho: “Faça-se a luz”! Tudo era perfeito. Adão já tinhanihilo, 
sua esposa, Eva, e ambos eram maiores em tamanho e intelecto que qualquer ser humano que hoje vive. Eva era
fisicamente um pouco menor que Adão. Nada vestiam de roupa – eram cobertos por uma luz que o próprio
Criador havia providenciado.
Sob temperatura amena, sem qualquer ameaça ao lar edênico, passavam os dias como cuidadores do jardim, em
um trabalho que era prazeroso, sem qualquer conotação que “trabalho”, enquanto significado, pode vir a ter
hoje, associado à tortura, do latim trabalho oferecido a Deus e feito para otripalium. Quando em equilíbrio, o
próximo nunca pode ser torturante. O mundo caído em que vivemos, contudo, propicia muitos certas condições
inumanas, análogas à escravidão e sob toda sorte de tortura.
Absolutamente distinto era o mundo edênico, em que nenhuma preocupação subsistencial povoava a mente
tranquila do santo par. Apenas um aviso lhes fora dado: não deveriam tocar na árvore do conhecimento, posta
em local visível, no meio do Jardim. Contudo, não lhes parecia nenhum trabalho assim proceder.
Todos os dias, na viração, o Senhor lhes fazia companhia, e conversavam direta e visivelmente. Aos seres
humanos hodiernos não mais é outorgada essa possibilidade. Aparecesse Deus diante da humanidade caída,
absolutamente ninguém subsistiria. Contudo, temos hoje um Consolador, o Espírito Santo, componente da
Trindade. Ele nos indica o caminho, quando O buscamos verdadeiramente. Além disso, podemos desfrutar
diariamente do santo privilégio de conversar com Deus como conversamos com um amigo, sem intermediários.
Assim como Adão e Eva, não precisamos nos preocupar com o dia de amanhã. (Mt 6.24-34; Fp 4.6-16).
Um dia, contudo, estava Eva sozinha, longe de seu marido – e aqui ambos contrariaram os conselhos divinos.
Passando próxima da árvore proibida, ouviu uma doce voz vinda de um belo animal que estava precisamente na
árvore a ser evitada. Lúcifer havia se transformado em uma bela serpente, à época um luminoso ser dotado da
capacidade de voar. A história é muito conhecida, mas encerra a todos boas lições ainda hoje.
Achamo-nos tão fortes a ponto de conscientemente fazermos de forma expressa aquilo que Deus proíbe? Não
seria essa atitude também orgulho, pecado que derrubou Lúcifer do céu? Além disso, é realmente necessário
conhecer o bem e o mal? Não nos bastaria tão somente confiar e viver conforme a vontade de Deus em um
paraíso absolutamente perfeito? Eva foi convencida a pecar. Viu o belo fruto e nele tocou. Sentiu o seu cheiro e
finalmente deu uma mordida. Nada acontece, a princípio. Isso faz com que Eva divida o fruto com o esposo.
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Figura 3 - Representação de Adão e Eva. Sacro Monte di Varallo, Piemonte, Itália
Fonte: jack1986, Shutterstock, 2019.
Adão, transtornado ao ver a esposa com o fruto e sabendo que ela já o havia provado, não obtém forças para
resistir a pressão. Amava muito Eva e não poderia conceber um paraíso sem a sua presença. Havia se esquecido
do poder de Deus para lhe dar uma nova ajudadora. Comeu do fruto. Em instantes, ambos perceberiam o pecado
que haviam acabado de cometer. O mundo nunca mais seria o mesmo.
Agora, fugiam de Deus. Logo seriam vestidos por Ele com peles de animais, visto que seu manto de luz
desaparecera. Não eram mais inocentes. Perderam a imortalidade. As plantas e animais morreriam, e Adão
sofreria com os cardos e abrolhos para diariamente cumprir seu trabalho. Além disso, Eva sentiria as dores de
parto e testemunharia um filho assassinar a outro e assim, de uma vez, perder os dois. Ali todas as mazelas do
mundo tivera início. Ali foi executado o plano da redenção.
Cristo Jesus, o Filho unigênito do Pai, voluntariamente Se prontificou para, no tempo certo, tal qual o texto de
João 3.16, morrer em prol da humanidade caída. No entanto, Adão e Eva deveriam deixar o Paraíso perdido. Não
mais poderiam dele usufruir. Deus não deixou Adão e Eva sem qualquer noção do que iria acontecer. A eles foi
dada a primeira promessa messiânica da Bíblia, disposta no livro de Gênesis, capítulo 3, versículo 15: “E porei
inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o
calcanhar.” O mundo mergulhou em pecado e destruição como nunca antes acontecera.
Ao contrário do que muitos hoje podem pensar, os homens e as mulheres, naquela época, eram muito mais
inteligentes que hoje em dia. A memória de cada um deles era prodigiosa. Não existiam livros, visto que não
eram necessários. Todo o conhecimento era passado oralmente, de geração em geração. Os pecados eram
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eram necessários. Todo o conhecimento era passado oralmente, de geração em geração. Os pecados eram
absolutamente insidiosos. Mostrou-se uma grande bênção Deus ter retirado o Paraíso do livre acesso dos seres
humanos. Comida a árvore da vida que lá se encontrava, o pecado teria se perpetuado.
Embora Satanás soubesse do plano da redenção, não cessou de tentar a raça caída. O mundo chegou a tal ponto
que Deus se mostrou arrependido da obra que fizera (Gn 6.5-8). Estando o mundo recriado a partir das águas do
Dilúvio universal, logo o mal voltou a acontecer. Séculos após séculos de pecado depois, na plenitude dos tempos
(Gl 4.4), Cristo Jesus, nascido de uma virgem, veio para tirar o pecado do mundo. (Jo 1.29).
Temos a necessidade de um Salvador. Afinal, nesse mundo de pecado fomos concebidos (Sl 51.5). Ninguém por si
mesmo pode se salvar. Nossas boas obras eventuais, caso sejam sinceras, tão somente podem indicar que
estamos trilhando o Caminho (Jo 14.6). Assim sendo, apenas Cristo Jesus tem poder para nos salvar do pecado.
Não há segredo: é necessário se manter firme Nele, orando, vivendo uma vida equilibrada de fé, lendo a Sua
Palavra e comunicando palavras e ações ao próximo.
Além disso, deve-se diligentemente guardar toda e qualquer entrada da alma, de tal modo que esta seja selada
contra a possibilidade de formar pensamentos que levem ao pecado. Ainda assim, o ser humano é pecador por
excelência. Vai pecar e continuar pecando. Ainda que procure viver com toda a fé e se apartar de todo mal, uma
hora ou outra, ao longo do dia, vai pecar.
Como dito anteriormente, Cristo e Satanás existem de fato, física, literal e visivelmente. Não pode ser visto por
ninguém agora, em condições normais. Mas isso não significa que não sejam reais e não estejam neste preciso
momento lutando pela posse de cada alma.
SAIBA MAIS
A escritora estadunidense Ellen White, morta em 1915, detalha vivamente o Plano da
Redenção e a necessidade de um Salvador em seu livro , publicado pelaPatriarcas e Profetas
Casa Publicadora Brasileira. O aplicativo gratuito EGW Writings, para iOS e Android, possui
este e todos os livros de sua autoria, que pode ser adquirido a baixo preço fisicamente, pelo
site da Casa Publicadora Brasileira.
EXEMPLO
Mesmo Jonathan Edwards, o grande pregador do reavivamento americano, que todos os dias
anotava em um caderninho o que deveria fazer e deixar de fazer para viver uma vida livre de
pecados, foi um pecador como todo e qualquer um. Exatamente por isso, deve-se buscar a
Jesus. Afinal, existe um grande conflito real entre Cristo e Satanás.
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O conhecimento científico, em um mundo absolutamente secularizado, faz com que milhões de pessoas se
imaginem autossuficientes e, portanto, longe de Cristo. Não creem que Ele viveu e morreu por cada um.
Tampouco creem na promessa de Sua vinda.
Figura 4 - A cruz de Cristo representa o ápice do plano da redenção
Fonte: steve estvanik, Shutterstock, 2019.
O livro de Apocalipse deve ser encarado como o cumprimento dos ditos dos Evangelhos. Tão certo como foi Seu
nascimento, morte e ressurreição, será Sua vinda, em breve. Assim, o Grande Conflito finalmente se encaminhará
para o seu final, com a extinção de Satanás e todos os seus seguidores. Nenhuma lágrima de tristeza será vertida.
O lar edênico será restaurado, ainda mais pleno queaquele outrora habitado por Adão, que ressurgirá com sua
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O lar edênico será restaurado, ainda mais pleno que aquele outrora habitado por Adão, que ressurgirá com sua
grande altura restaurada. Pode-se mesmo viver a atmosfera do céu. O céu é aqui quando Cristo é convidado a
fazer parte da vida. Para convidá-Lo, bastar invocar Seu nome. Ele nunca deixa Seus filhos abandonados.
Fechamento
O plano da redenção, esclarecido a nós pela Palavra de Deus, tem o intuito de manter a fé mesmo em tempos
turbulentos como os vividos atualmente. Mantém Seus filhos em alerta e em espírito de oração. Mais do que isso,
o desvelar do Plano da Redenção é um dos mais belos presentes divinos gratuitamente oferecido a cada um.
Deve ser motivo de constante agradecimento e alegria perene. Há salvação disponível a todo aquele que crê! O
Plano da Redenção, quando devidamente compreendido à luz da Palavra de Deus, enche de esperança e sentido a
vida do cristão. Conhecê-lo é parte integrante dos fundamentos do cristianismo. Afinal, nesse bom ensino, Cristo
é apresentado como o cordeiro de Deus que tira do mundo o pecado e oferece esperança e alento a toda alma
cansada. Aprendamos cada dia mais sobre Cristo!
Referências
ACI DIGITAL. Há 10 anos, Bento XVI estremeceu o mundo com este discurso em Auschwitz. 2016. Disponí
vel em: https://www.acidigital.com/noticias/ha-10-anos-bento-xvi-estremeceu-o-mundo-com-este-discurso-
. Acesso em: 30 abr. 2019.em-auschwitz-62891
INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS. “Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro”. Entrevista com Giorgio
Agamben. 2012. Disponível em: . http://www.ihu.unisinos.br/noticias/512966-giorgio-agamben Acesso em: 30
abr. 2019.
WHITE, E. : Patriarcas e profetas o conflito entre o bem e o mal, ilustrado na vida de homens santos da
antiguidade. 16. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014.
https://www.acidigital.com/noticias/ha-10-anos-bento-xvi-estremeceu-o-mundo-com-este-discurso-em-auschwitz-62891
https://www.acidigital.com/noticias/ha-10-anos-bento-xvi-estremeceu-o-mundo-com-este-discurso-em-auschwitz-62891
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/512966-giorgio-agamben
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Jesus Cristo: seu anúncio 
profético no Antigo Testamento, 
infância e batismo
Fabio Augusto Darius
Introdução
Caro estudante, Jesus Cristo é o ápice de toda a História! Tamanha importância teve, tem e terá no curso de cada
alma que palavras não podem sequer minimamente expressar Seu significado para toda a humanidade. Tão
magnânimo foi Sua missão aqui na Terra que o calendário ocidental, utilizado por padrão no mundo inteiro, foi
dividido em antes e depois Dele. Contudo, é Cristo muito mais que um divisor na contagem do tempo. É Cristo
Aquele que reconstrói cada coração quebrantado, ouve cada lamento, coleta cada lágrima e muda cada história
pessoal. Cristo vive, embora tenha sido morto no Calvário, para tão somente ressuscitar gloriosamente,
demonstrando a todos os seres caídos e não-caídos que Ele é mais forte e superior que a própria morte.
Jesus Cristo
Sobre Cristo Jesus, bibliotecas inteiras foram escritas. Sem qualquer sombra de dúvida, é o Homem mais
biografado, mesmo entre os grandes generais e mestres da história. Seu Nome reside acima de todo nome e será
eternamente lembrado, mesmo quando for a Terra reconstruída depois da extirpação do pecado e da dor. Suas
marcas continuarão em Suas mãos como prova viva do supremo sacrifício idealizado no céu em prol de toda a
humanidade caída.
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Figura 1 - Cristo
Fonte: Adam Jan Figel, Shutterstock, 2019.
Apesar de tudo o que fez e suportou, Cristo Jesus ainda pode ser acessado hoje, mesmo agora: basta invocar Seu
nome. Ele almeja por isso e pacientemente espera pelo momento em que, talvez no recôndito do coração, em
meio a lágrimas e desconforto físicos, seja chamado. Gosta de ser lembrado também em momentos de alegria e
satisfação. Afinal, é Cristo nosso Amigo de todas as horas. Conhecer Sua vida e obra em prol de cada um de nós
consiste não apenas em obrigação, mas alegria de cada um de Seus filhos. Conhecendo mais e melhor Sua Palavra
e fazendo dela alimento diário, grande parte dos males e temores do mundo certamente seriam sanados. 
Conhecer Jesus de forma profunda, íntima e pessoal blinda a mente contra os assaltos do inimigo da alma e leva
cada ser humano a prescrutar mais e melhor certas ideias e teorias que permeiam o mundo com uma sensação,
falsa, de poder e domínio sobre a Terra. Conhecer Jesus e Sua Palavra faz com que o ser humano se coloque em
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falsa, de poder e domínio sobre a Terra. Conhecer Jesus e Sua Palavra faz com que o ser humano se coloque em
seu devido lugar, a saber, sob os pés da cruz, mortal, limitado e totalmente dependente do poder que emana do
alto. 
Sob a cruz de Cristo, todos os mais antigos fundamentos do cristianismo tornam a fazer total sentido e, sob
sempre renovada luz, a vida mais amena. Em Cristo, não há lugar para dissensões mesquinhas, conflitos baixos,
vileza, tristeza, injustiça e qualquer coisa que não seja amor e paz. Nele, o equilíbrio espiritual é restaurado, e
mesmo cristãos que durante décadas viveram experiências que julgavam ser cristãs modificam suas atitudes e
tornam Àquele que verdadeiramente é a fonte. 
Almejado desde os tempos imemoriais, Homem de dores, não recebido quando em cumprimento de sua missão
na Terra, o Desejado de todas as nações, prestes a retornar em grande poder e majestade, enxugará dos olhos
toda lágrima e fará indescritível pela eternidade a vida de todo aquele que Nele crê.
Jesus Cristo não nasceu sem aviso. Muitos séculos antes Ele já havia sido profetizado e era esperado para que, na
plenitude dos tempos, nascesse e cumprisse a missão a Ele dada desde a queda do santo par ainda no Jardim do
Éden.
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Figura 2 - Jesus Cristo orando
Fonte: Freedom Studio, Shutterstock, 2019.
A primeira promessa messiânica, já aludida nessas páginas, encontra-se em Gênesis, capítulo 3, versículo 15, e
trata da inimizade entre a igreja de Cristo e Satanás. Isso será assim até o final da história, tal como a
conhecemos. Contudo, no livro do profeta Isaías, no Antigo Testamento, encontra-se uma passagem que de
forma inequívoca aponta para o Messias: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está 
sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.
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Profeticamente, séculos antes, Isaías escreveu sobre aquele que viria dar a todos a possibilidade de salvação. A
passagem se encontra no capítulo 9, versículo 6. O profeta completa com estas palavras:“Ele estenderá o seu dom
ínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e
retidão, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso.”
Se Isaías descreveu com precisão o trono e domínio de Cristo, o profeta Miquéias, também no Antigo
Testamento, descreveu exatamente o local de nascimento do Messias, com estas palavras: “Mas tu, Belém-Efrata,
embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas
origens estão no passado distante, em tempos antigos.” Esta passagem está em Miqueias, capítulo 5, versículo 2. 
Não apenas Isaías O viu ou Miquéias descreveu sua cidade. O autor do Salmo 147, dos versículos 7 a 10, já alude
ao Messias: “Ele defende a causa dos oprimidos e dá alimento aos famintos. O Senhor liberta os presos, o Senhor
dá vista aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos.” Aqui são descritos com precisão,
também séculos antes, elementos da vida cotidiana do Filho de Deus. Continua o salmista, antes de render a Ele
honra e glória:“O Senhor protege o estrangeiro e sustém o órfão e a viúva, mas frustra o propósito dos ímpios.O
Senhor reina para sempre! O teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!”.
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Figura 3 - “Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém!”
Fonte: VladisChern, Shutterstock, 2019.
Zacarias, outro profeta do Antigo Testamento,

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