Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Revisão de Metabolismo e Respiração Celular
ATP e Energia
ATP: energia química que promove os processos biológicos
. Para que a energia derivada da oxidação dos alimentos possa ser usada pelas células tem que estar em forma de ATP
. Existem diversas reações que vão promover a produção de ATP
Metabolismo: o que a “máquina” faz p/ produzir energia; conjunto de reações orgânicas p/ produzir ATP
Anabolismo e Catabolismo
Catabolismo: reação de cima p/ baixo. É a quebra de moléculas grandes (glicose, carboidratos), que são oxidadas p/ liberar energia ou utilizados em outras reações anabólicas
Anabolismo: reação de baixo p/ cima. São reações metabólicas que constroem moléculas a partir de compostos menores e as reações requerem energia
Reações de Redução e Oxidação
Redução: Adição de elétrons
Oxidação: Perda de elétrons
. A adição de elétrons negativamente carregados a um átomo reduz sua quantidade de carga +. Dai a adição de elétrons recebe o nome de redução
. A transferência de elétrons deve ser feita por transportadores de elétrons NAD+ e FAD+ (forma de oxidação), que reduzidos ficam NADH e FADH2
Metabolismo de Carboidratos (principal via)
. Série de reações bioquímicas que vai permitir a obtenção, armazenamento e utilização de energia a partir dos carboidratos. Envolve processos como digestão, absorção, transporte e utilização principalmente a glicose
. Respiração Aeróbia: processo metabólico que ocorre na presença de O2, com a função principal de produzir energia acessível p/ gerar ATP a partir do alimento. Na respiração aeróbia moléculas orgânicas simples como glicose, aminoácidos e ácidos graxos são oxidadas e fornecem elétrons e o gás e o O2 servem como receptor.
. A atuação dos elétrons da glicose é incompleta, ela resulta nos 2 ATPs, resulta nos NAD, porém os piruvatos ainda podem ser oxidados
Glicólise (ocorre no citoplasma): processo inicial da quebra da molécula de glicose (molécula extremamente energética); extração de energia que liberam elétrons e são capitados pelo NAD e FAD
. A quebra da glicose no meio já libera 2 elétrons que vão ser capitados pelo NAD e também produz 2 ATP e tem o saldo de 2 piruvatos e 2 NADH (acontece no citoplasma)
. A glicólise ocorre na presença de oxigênio ou sem a presença dele (via anaeróbia e aeróbia)
. A fosforilação é como se fosse uma usina hidrelétrica 
. Pegamos os 2 piruvatos e levamos p/ o Ciclo de Krebs, se esse piruvato estiver em condições aeróbias e for necessário produzir energia (ele vai p/ o ciclo p/ produzir energia), se ele não tiver oxigênio ele também vai produzir energia, porém vai produzir energia através da síntese do lactato. Se caso esse piruvato precisar voltar a ser glicose ele vai para a via de gliconeogênese (nova formação de glicose) ou então ele vai p síntese de aminoácidos.
Destino do Piruvato: o piruvato é utilizado em diferentes vias metabólicas. Os principais destinos são: AcCOA, síntese de lactato, oxaloacetato e alanina
. O AcCOA é o destino do piruvato p/ entrar no Ciclo de Krebs
. O Ciclo de Krebs é o estágio final de oxidação de carboidratos, lipídios e proteinas
Glicose → Piruvato → Coenzima A → AcCOA → Oxaloacetato → Ácido Cítrico
. A glicose vira piruvato, piruvato vira AcCOA, a Coenzima A leva o AcCOA p/ o início do ciclo, a Coenzima não entra, só entra o AcCOA. Quando o AcCOA entra liga-se ao Oxaloacetato.
. Temos 4 pontos de extração dentro do Ciclo de Krebs e 1 fora e a produção de 1 ATP. No final de todo o ciclo o Ácido Cítrico volta a ser AcCOA. 
Cadeia Transportadora de Elétrons
. A cadeia transportadora de elétrons é a última etapa da respiração aeróbia. Sua função é transferir elétrons de moléculas como NADH e FADH2 p/ o oxigênio, gerando ATP
. As proteínas de membrana tem a função de pegar os elétrons e jogar p/ espaço inter-mebrana
. A ATP Síntase permite a descida dos elétrons nos espaços inter-membranas, na hora que os elétrons descem, giram e encontram uma molécula de ADP + P e forma um ATP, para que assim consigam encontram o O2
Respiração Anaeróbica: ocorre quando as moléculas não tem oxigênio suficiente p/ realizar a respiração aeróbica
. A transferência do elétron se torna piruvato, ele acrescenta um elétron a esse piruvato e transforma esse piruvato em lactato.
Ciclo de Cori: é o processo metabólico que ocorre no fígado e nos músculos durante realização de atividade física intensa ou produção de energia em condições de baixa oferta de oxigênio. Ocorre porque o músculo não consegue produzir glicose
No fígado ele entra um processo de gliconeogênese (formação de nova glicose)
Glicose → Lactato → Fígado → Catabolismo → Gliconeogênese
. Para formar o lactato precisa de hidrogênio
 Gliconeogênse: Síntese de glicose a partir de compostos que não sejam carboidratos (lactato, piruvato, aminoácidos e glicerol)
. Fermentação Lática: ocorre quando as células não tem acesso suficiente a O2 p/ realizar a respiração aeróbica
. Glicólise nos músculos: durante exercícios intensos os músculos realizam a glicólise, produzindo ATP como fonte imediata de energia
. Formação de lactato: em condições anaeróbicas, quando o oxigênio é limitado, o piruvato gerado pela glicólise é convertido em lactato através da reação catalisada pela enzima do lactato
. Transporte do lactato: o lactato, que é produzido nos músculos, é liberado na corrente sanguínea. Ele é transportado até o fígado, onde desempenhará um papel fundamental na regulação dos níveis de glicose
. O papel do fígado: o lactato é convertido de volta em piruvato através da mesma enzima, a lactato desidrogenase. O piruvato resultante pode ser utilizado no Ciclo de Cori p/ produzir glicose por meio do processo de neoglicogênese
. Neoglicogênese: o piruvato gerado a partir do lactato e de outras fontes (como aminoácidos) no fígado é convertido em glicose através de uma série de reações metabólicas
Diabetes Mellitus (Aula 2)
. Doença metabólica crônica, que se caracteriza pela hiperglicemia
. Diabetes Tipo I e II são consideradas crônicas; Diabetes Gestacional
Fisiologia da Insulina
. Essa condição depende se o corpo vai conseguir produzir a insulina ou vai ter resistência a insulina
. Quando acabamos de se alimentar o hormônio que é ativado é a insulina; a insulina é um transportador
. A insulina é produzida pelas células beta do pâncreas; sua produção é desencadeada principalmente pelo aumento da glicose no sangue
. Cérebro não depende da insulina p/ fazer o transporte de glicose, pois possui a barreira hemato-encefálica
. Todas as outras células precisam da insulina e de receptores Glut4 que estão localizados nessas células
. A insulina estimula a glicogênese (forma de armazenamento de glicose no fígado e no músculo) na forma de glicogênio
. A insulina inibe a glicogenólise e gliconeogênese
. A insulina é um hormônio de armazenamento e responsável pela produção de energia (porta de entrada p/ o mecanismo de produção de energia)
. Nível de glicose normal (basal)
. O metabolismo de carboidratos depende da insulina
Fisiologia do Glucagon
. Produzido pelo pâncreas, pelas células alfa, também localizadas nas Ilhotas de Langerhans
. Hormônio antagonista da insulina
. Sua liberação é estimulada pela diminuição da glicose no sangue
. Função de aumentar os níveis de glicose no sangue
. Ativa a glicogenólise e a gliconeogênese aumentando a liberação de glicose no sangue
. Ele estimula a quebra de glicogênio no fígado, o Glucagon promove a quebra de gordura no tecido adiposo, liberando AG que pode ser utilizado como fonte de energia p/ as células
Regulação da Glicemia
. A glicemia é finalmente regulada pela ação antagônica da insulina e do glucagon, em um processo conhecido como Homeostase da Glicose
Feedback Negativo: garante que a glicemia se mantenha sempre dentro dos valores estreitos e de normalidade, evitando altos níveis de glicemia quanto á hipoglicemia
. Se não precisa de energia a glicose é armazenada em forma de glicogênio
Fisiopatologia da Diabetes do Tipo I
. É diagnosticada em 95% no final da infância, início da adolescência
. Mecanismos de Autoimunidade: a predisposiçãogenética é influenciada por genes do complexo principal de histocompatibilidade, fatores ambientais, como infecções virais ou a exposição a toxinas, podem desencadear a resposta autoimune em indivíduos geneticamente suscetíveis
Diabetes: problema na entrada da glicose na célula; não tem cura
. Doença: autoimune complexa, caracterizada pela destruição seletiva das células beta do pâncreas, as células responsáveis pela produção de insulina.
. Destruição das células beta que produzem insulina, glicose fica na corrente sanguínea e não vai p/ a célula e só vai p/ a célula a hora que a insulina for reposta
Fisiopatologia da Diabetes Tipo II
. Resistência a insulina e disfunção das células das células beta do pâncreas (uma consequência a resistência da insulina)
. Pré disposição genética e fatores ambientais
. Geralmente é descoberto no exame de glicemia em jejum
Mecanismos Moleculares da Resistência à Insulina
. Resistência a insulina (defeitos na sinalização da insulina, alterações na expressão de transportadores de glicose Glut4, inflamação crônica), a resistência à insulina ocorre quando as células do organismo, como as células musculares, adiposas e hepáticas, não respondem adequadamente à insulina
Mecanismos da Disfunção das Células Beta
A disfunção das células beta no DM2 é causada por diversos fatores, incluindo:
Glicotoxicidade: a exposição crônica a níveis elevados de glicose danifica as células beta, um processo conhecido como glicotoxicidade
Lipotoxicidade: o excesso de ácidos graxos no sangue também pode prejudicar as células beta, um processo chamado de lipotoxicidade
Fatores genéticos: a predisposição genética desempenha um papel importante no desenvolvimento do DM2, influenciando tanto a resistência à insulina quanto a função das células beta
. Todo processo inflamatório acabam interferindo nos mecanismos.
Sintomas: perda de peso, polifagia (fome em excesso), poliúria (urina em excesso, elimina a glicose em execesso) e polidipsia (sede em excesso)
Diabetes Gestacional (síndrome, desregulação do organismo)
. Resistência a insulina, especialmente no segundo e terceiro trimestre. Essa resistência é mediada por hormônios placentários, como o lactogênio placentário humano (hPL), o hormônio do crescimento placentário (GH-V) e o progesterona
. Os hormônios placentários acabam se ligando aos receptores da insulina nas células e consequentemente diminui a sensibilidade celular principalmente no fígado, músculo e tecido adiposo e aumenta resistência a insulina
. Mesmo mecanismo da DM1, porém na Diabetes Gestacional a condição é transitória
. Condição hormonal temporária que interfere no mecanismo de ação
. Quando a resistência à insulina se torna excessiva ou o pâncreas não consegue secretar insulina suficiente p/ compensar essa resistência, ocorre o DMG
Diagnósticos da Diabetes
. Glicemia em jejum: mede a concentração de glicose plasmática após um período de jejum de, no mínimo, 8 hrs. Reflete o estado glicêmico basal do indivíduo, fornecendo informação sobre a homeostase da glicose
. Teste Oral de Tolerância a Glicose – TOTG: avalia a capacidade do organismo de metabolizar a glicose. 1° mede a glicose basal do paciente, 2° o paciente ingere uma sobrecarga de 75g de glicose, por meio de um suco
. Hemoglobina Glicada – HB1AC: fazer a média da glicemia nos últimos 2 a 3 meses, porque o tempo de vida da hemácia é de 120 dias. A quantidade de HbA1c medida no exame representa o equilíbrio entre a glicação da hemoglobina e a remoção dos glóbulos vermelhos + velhos. O paciente com diabetes tem uma maior quantidade de hemoglobina glicada do que o paciente em condições normais (porque há + glicose no sangue)
. Glicose tem que estar em uma média de 117
Utilidades Clínicas da HbA1c: Diagnóstico do Diabetes, Monitoramento do Controle Glicêmico e Rastreamento de Diabetes
Vantagens da HbA1c: Não requer jejum, Reflete a Glicemia Média e Praticidade
	Condição
	HbA1c (%)
	GME (mg/dL)
	Normal
	 6.5
	> 140
. Autoanticorpos (anti-ilhota, anti-GAD65, anti-insulina e anti-IA-2)
. Peptídeo C: produzido a partir da pró-insulina; síntese de pró-insulina, clivagem da pró-insulina, liberação equimolar. Níveis elevados de peptídeos C podem sugerir a presença de um insulinoma (tumor do pâncreas que afeta as células beta fazendo com que a insulina seja produzida em excesso)
	Categoria
	Glicemia em Jejum (mg/dL)
	Normal
	Inferior a 100
	Pré-diabetes
	100 a 125
	Diabetes
	Igual ou superior a 126
Mecanismos Fisiológicos Envolvidos
. Ingestão de glicose, Secreção de Insulina, Captação de Glicose, Retorno à Glicemia Basal
Interpretação
. Resistência à Insulina: No DM2, as células não respondem adequadamente à insulina, dificultando a entrada da glicose nas células. Isso leva a um aumento prolongado de glicemia após a ingestão da glicose
. Deficiência de Insulina: No DM1, o pâncreas não produz insulina suficiente, ou a produz em quantidade muito baixa, resultando em um aumento excessivo
. Mínimo de 8h e abaixo de 12h, a partir de 12 horas temos mais ação do glucagon (aumento da glicose)
	Condição
	Glicemia de Jejum (mg/dL)
	Glicemia Após 2hrs (mg/dL)
	Normal
	126
	> 200
Distinção entre DM1 e DM2
. DM1: as células beta são destruídas por um processo autoimune, resultando em baixos níveis de peptídeo C
. DM2: pode haver resistência à insulina e/ ou deficiência relativa de insulina. Os níveis de peptídeo C podem estar normais, elevados ou diminuídos, dependendo da fase da doença e da capacidade do pâncreas de compensar a resistência à insulina
	Condição
	Peptídeo C
	Normal
	0,7 a 3,1
	DM1
	Inferior a 0,7
	DM2 ou Resistência à insulina
	Superior a 3,1
. Após 8h tem que estar retornando a níveis basais
. Glicose pode dar alterada pela pessoa ter ficado muito tempo em jejum
. 2h após a ingestão demarca o pico da ação da insulina e ela começa a descer até retornar a níveis basais. Após 2h de ingestão a glicose tem que estar abaixo de 140, se estiver a cima o paciente pode ser pré- diabético e a insulina não está reagindo corretamente
Metabolismo de Ácidos Graxos
. Os triacilgliceróis constituem a principal reserva de energia p/ a geração de ATP do organismo e é a maior fonte endógena de combustível no jejum
. Fornecem cerca de metade das necessidades energéticas do coração e músculos esqueléticos em repouso ou em exercício moderado. Essas células adiposas são especializadas p/ síntese, armazenamento e hidrólise de triacilglicerol
. Os ácidos graxos são oxidados a acil-COA em mitocôndrias, com a produção de NADH e FADH2. Os produtos formados são utilizados na mitocôndria para a geração de energia via ciclo do ácido cítrico e fosforilação oxidativa
. Os ácidos graxos livres são captados pelo fígado, músculo e tecidos em geral, exceto cérebro e hemácias
. Os carbonos são liberados dois de cada vez p/ formar AcCOA pela beta oxidação
. Nos músculos e tecidos humanos em geral, a acetil-CoA é metabolizada pelo ciclo do ácido cítrico e fosforilação oxidativa. Já no fígado, a acetil-CoA sintetiza principalmente corpos cetônicos
Mobilização de Ácidos Graxos a partir de Triacilgliceróis nos Adipócitos
. No estado pós-prandial, os AG de fontes alimentares são esterificados a triacilglicerol e armazenados em glóbulos de gordura
. Durante o jejum, exercício vigoroso e em resposta ao estresse, os triacilgliceróis armazenados nos adipócitos são hidrolisados a ácidos graxos e glicerol pela ação da lipase controlada por hormônios
Triacilglicerol – AcCOA - AG
. Albumina: proteína de + quantidade no nosso organismo. Tem a função de manter o equilíbrio osmótico do sangue e transporta substâncias
. O processo de oxidação de AG nada mais é do que o processo de beta oxidação
. Quando temos uma patologia instalada temos o excesso de AcCOA, no fígado o AcCOA que não serviu p/ metabolizar p/ formar ATP, vai ser sintetizado p/ formar corpos cetônicos (via alternativa energética)
. A Carnitina é um transportador; se nãotiver a cartinitina não podemos dar a sequência ao metabolismo de AG
Metabolismo de Lipoproteínas
Colesterol
. É uma bicamada fosfolipídica
. O colesterol só é ruim se fazer um trajeto diferente do trajeto de normalidade
. Esteróide Anfipático (parte hidrofílica e parte hidrofóbica)
Função do Colesterol
. Percursor de hormônios esteroides (sexuais/testosterona e adrenocorticóides/Cortisol)
. Percursor de Vitamina D e Sais Biliares (responsável por fazer emulsificação)
. Interfere na permeabilidade seletiva e organização de proteínas e lipídios 
Metabolismo do Colesterol
. É endógeno, produzido a partir do AcCOA
 .Via fisiológica
. Seu metabolismo é regulado por mecanismos de feedback, podendo inibir ou estimular a expressão de enzimas envolvidas na via de síntese. Esse controle garante que a quantidade de colesterol produzida seja adequada às necessidades do organismo
Lipoproteínas Plasmáticas
. Veículos de transporte p/ lipídios insolúveis no meio aquoso do plasma sanguíneo
Alipoproteínas
Funções: Modulação da atividade enzimática, estabilização estrutural das lipoproteínas, reconhecimento celular e direcionamento das mesmas
Principiais: Apo A-I, Apo B-100, Apo C-II e Apo-E
Lipoproteínas de acordo com densidade, tamanho e composição
. Quilomicrons: transportam os lipídios absorvidos no intestino delgado para os tecidos periféricos, como o tecido adiposo e muscular.
. VLDL: transporta triglicerídeos endógenos para os tecidos, liberando-os gradualmente e se transformando em LDL
. LDL: leva o colesterol para as células dos tecidos. Considerado o colesterol ruim. Porém é ruim quando está fora da normalidade, é responsável pela aterosclerose
. HDL: Remove o excesso de colesterol das células e tecidos periféricos e transportando-o de volta p/ o fígado p/ excreção
. Tecido Extra Hepático: são tecidos que precisam de colesterol
Metabolismo e Regulação das Lipoproteínas
 O metabolismo das lipoproteínas é um processo complexo e dinâmico que envolve a síntese, transporte, modificação e catabolismo dessas partículas.
. Absorção e Empacotamento de Lipídios da Dieta
. Hidrólise de Triglicerídeos e Liberação de Ácidos Graxos
. Síntese e Secreção de VLDL
. Conversão de VLDL em LDL
. Captação de LDL pelas Células
. Transporte Reverso de Colesterol
O metabolismo das lipoproteínas é finalmente regulado por diversos mecanismos, que envolvem: enzimas, lipoproteínas, receptores e fatores de transcrição
Dislipidemias
. É o distúrbio caracterizado por níveis anormais de lipídio no sangue. Podendo ser primário (origem genética) ou secundário (fatores ambientais)
Mecanismo de Formação das Lipoproteínas Hepáticas
. Síntese de VLDL: o fígado sintetiza triglicerídeos a partir de AG e glicerol. Os Triglicerídeos são incorporados na alipoproteína formando partículas de VLDL. As VLDL são secretas na circulação e transportam triglicerídeos para os tecidos periféricos.
. Conversão de VLDL em LDL: no sangue, as VLDL são hidrolisadas pela LPL, liberando AG p/ os tecidos. O que sobra das VLDL se transforma em LDL. O LDL, rico em colesterol é captado pelas células via receptores de LDL
Fatores que Aumentam a Produção Hepática de Lipoproteínas
. A dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos orgânicos aumentam a riqueza de triglicerídeos no fígado
. Resistência à insulina (diabetes tipo 2) eleva a produção hepática de VLDL
. Síndrome Metabólica e Obesidade
. Mutação no gene da PCSK9
Fatores que Causam Redução do HDL
. Tabagismo
. Diabetes Mellitus
. Dieta rica em carboidratos orgânicos e gorduras trans
. Mutação nos genes ABCA1 ou LCAT
Formação da Placa de Ateroma
. O excesso de produção hepática de lipoproteínas leva ao aumento dos níveis de VLDL e LDL no sangue, contribuindo para a formação de Placas de Ateroma
. A placa de ateroma é uma lesão na parede das artérias causada pelo acúmulo de lipídios, células inflamatórias e tecido conjuntivo. Esse processo é chamado de Aterogênese
. A disfunção endotelial é o processo inflamatório que lesiona a parede do vaso. Principais fatores que induzem a disfunção endotelial: Dislipidemia, Tabagismo, Diabetes Mellitus e Inflamação Sistêmica
. A LDL Oxidada é incapaz de ser reconhecida pelos receptores tradicionais e passam a ser captadas por macrófagos, isso ativa uma resposta inflamatória.
. 1 vez que lesionamos o vaso é exposto receptores de LDL no vaso, toda vez que o LDL entrar na lesão do vaso vai se acumular no vaso, toda vez que se acumular, as células de defesa fagocita o colesterol e se deposita na parede do vaso
. A fagocitose de colesterol não é comum
. À medida que a placa cresce, o lúmen do vaso fica progressivamente obstruído , diminuindo o fluxo sanguíneo e podendo levar à isquemia dos tecidos.
Ciclo da Formação da Placa de Ateroma
1 Lesão da parede do vaso (disfunção endotelial)
2 Deposição de LDL; Cascata Inflamatória (+ quantidade de células)
3 Recrutamento das Células de defesa (macrófago se alimenta de colesterol)
4 Depósito do colesterol, que se transforma em células espumosas
Células espumosas: acumulam-se na parede arterial, formando-se como estrias gorduras, a primeira manifestação visível da Placa de Ateroma
Principais componentes da Placa de Ateroma: núcleo lipídico, células inflamatórias, células musculares lisas, matriz extracelular
Análise Laboratorial do Perfil Lipídico
. São dosados: Colesterol Total, HDL, Triglicerídeos
. Para estimar o LDL-c é aplicada a Fórmula de Friedewald
. Não se dosa VLDL e dificilmente LDL
Fórmula de Friedewald
. Essa formula só é usada quando o TRI for menor que 400
LDL = CT – HDL – VLDL (TRI/5)
Fórmula de Martin-Hopkins
. É usada quando o triglicerídeo estiver maior que 400
LDL= CT – (HDL – TRI/x)
. O x é encontrado em uma tabela disponível
Marcadores de Função Renal
Funções do rim: excretora (eliminação de RM), homeostasia (controle de P.A) e endócrina (produz eritropoietina)
. O rim é formado por elementos funcionais chamados de néfrons (filtra o sangue)
Néfrons: função constante; variabilidade
Divisão
. Glómerulo: processo de filtragem inicial do sangue, barreira seletiva (permitindo e impedindo substâncias de iniciar o processo de filtração). Elementos de baixo peso molecular passam pelo glomérulo já elementos de alto peso molecular não. Ele é permeável a H2O.
. Túbulo Proximal: reabsorve cerca de 60 a 80% do volume filtrado pelo glomérulo. Cerca de 70% da reabsorção de Sódio, Cloreto, Glicose, Bicarbonato, Fosfato e Sulfato, onde também 90% de Hidrogênio é secretado
. Alça de Henlen: responsável pela maior reabsorção de H2O
. Túbulo Distal: reabsorção de alguns íons de Potássio, Cloreto de Sódio, Cálcio e secreção de H+ e amônia
. Ducto Coletor: onde ocorre o processamento e a eliminação da urina
Fisiologia Renal
. Depende muito do fluxo sanguíneo e o fluxo sanguíneo influencia diretamente nos marcadores de função renal
Filtração Glomerular
 ↓
Reabsorção Tubular
 ↓
Concentração Renal
 ↓
Secreção Tubular
. A Concentração Renal influencia no hormônio anti diurético (ADH)
Fluxo Sanguíneo
. Mecanismo de Pressão (pressão hidrostática é a pressão que o líquido exerce sobre algo).
. Quanto maior a quantidade de líquido no glomérulo maior é a pressão
. Através do fluxo sanguíneo na região do glomérulo que inicia o processo de “entrada” do plasma sanguíneo
. Pressão de filtração impulsiona o plasma para o interior do glomérulo (pressão hidrostática muito elevada)
Filtração Glomerular
. O processo se inicia através da filtração do plasma pelos capilares glomerulares, ocorrendo então filtração seletiva
. Impedimento da passagem de células e algumas proteínas por processos mecânicos e por diferenças de cargas elétricas
. Função da barreira glomerular: fazer com que o fluido plasmático entre no néfron praticamente livre de proteínas
Reabsorção Tubular
. 200 L de ultrafiltrados diariamente
. Processo de reabsorção: absorção de toda a glicose, 85% de água e Cloreto de Sódio, reabsorção de aminoácidos e proteínas que foram filtrados pelo glomérulo, diversas substâncias são reabsorvidas p/ manter o equilíbriodo organismo
. Principal processo de reabsorção proximal é a bomba de sódio/potássio
Concentração renal
. Mantém a urina hiper ou hipotônica
. Adosterona e ADH: regulam a reabsorção de Na+ e H2o mantendo o equilíbrio osmolar da urina
	↑ Na+
	↓ Na+
	↑ ADH
	↓ ADH
	↑ Reabsorção de H2O
	↓ Reabsorção de H2O
	↓ Volume/ ↑ Concentração Urinária
	↑ Volume/ ↓ Concentração Urinária
. Diabetes Insipitus: falha na produção de ADH (não conseguindo reabsorver quantidade de água suficiente)
Secreção Tubular
. Regulação equilíbrio acido-base, eliminação de substâncias filtradas pelo glomérulo (medicamentos)
. Bicarbonato é filtrado pelos glomérulos e retorna ao sangue para manter um pH sanguíneo adequado.
. Secreção de creatinina sérica nos túbulos renais superestimam a taxa de filtração glomerular.
Tipos de Injurias Renais
. Podem ser de 2 tipos: Injuria Renal Aguda e Injuria Renal Crônica
. A Injúria Aguda se transforma em Crônica se não curar
. A Injuria Renal aguda pode se subdividir em: IRA Pré Renal (chegada do líquido no rim), IRA Renal e IRA Pós Renal
. A Injuria Renal Crônica pode se subdividir em: IRC ocasionada por Diabetes, IRC ocasionada por hipertensão e Glomerulopatias
. A Insuficiência Renal é a diminuição dos elementos funcionais (Néfrons)
Injuria Pré Renal
. A + comum é ocasionada pela redução do volume intravascular (55-60%)
. Pode ainda ser causada por Sepse (infecção generalizada), Redução do Debito Cardíaco, Insuficiência Cardíaca Congênita e Hipoalbuminemia
. A Sepse é um processo inflamatório que tende a aumentar a permeabilidade intravascular, o que ocasiona o aumento do fluxo sanguíneo ocorrendo então o extravasamento do líquido (linfa). Acaba que o paciente tem mais líquido fora do corpo do que dentro o que desencadeia um débito no funcionamento do rim (Injuria Pré-Renal), o extravasamento do líquido nada mais é do que a liberação de células inflamatórias. Na Sepse a bactéria está na corrente sanguínea, gerando uma inflamação sistêmica
. Acontece antes do órgão, o órgão está funcionando
. Na Injuria Pré-Renal o fluxo sanguíneo é diminuido
Injuria Renal – Lesão Renal
. A + comum é lesões que afetam vasos, glomérulos e túbulos renais (35-40%)
. É uma Injuria que afeta diretamente o órgão em si
. Podem ser: Glomerulopatias e Nefrites em geral (inflamação dos glomérulos)
Injuria pós renal – obstrutiva
. Ocasionada por obstruções do fluxo renal (obstrução baixa/bilateral, obstrução no canal da uretra e obstrução na bexiga)
Marcadores de Função Renal
. Identifica uma lesão renal e determina o grau da lesão
. Os marcadores estão ligados a homeostase do rim, a excreção dos marcadores são inversamente proporcionais as taxas séricas
. Os melhores marcadores são aqueles que são eliminados exclusivamente ou quase por via renal. Esses marcadores que são excretados só por via renal tem alta especificidade
. Um bom marcador não pode sofrer influência externa
Marcadores
. Uréia: Determinada + precoce, cerca de 90% de sua eliminação ocorre pelos rins e 10% pelo suor, sendo um marcador renal específico. Seus níveis séricos sofrem grande influencia da dieta e tendem a diminuir na insuficiência hepática, visto que a sua produção ocorre no fígado. A sua dosagem é sempre acompanhada da dosagem de Creatina
. Creatina: Derivada principalmente do catabolismo da fosfocreatina muscular, tendo livre filtração (não é absorvida pelo néfron, pouca secreção). Os seus valores séricos aumentados indicam uma possível insuficiência na filtração desta substancia a nível renal. Quando os valores de creatinina sérica estiverem aumentados já terá ocorrido a redução de cerca de 50%
. A Creatina tem alta sensibilidade, não sofre influência da dieta
. Só é normal quando tiver muita Creatina na urina e pouca no sangue
Taxa de Filtração Glomerular/ Clearence de Creatina
. Avalia a depuração por muito de Creatina, sua depuração é diretamente proporcional à geração de creatinina e inversamente proporcional à sua concentração sanguínea, esse exame indica o número de nefrons em funcionamento
. Serve p/monitorar a progressão quando já instalada a doença
Marcadores de Função Hepática
. Fígado: papel central na homeostase do organismo, desempenhando funções metabólicas e de detoxificação
Metabolismo de Carboidratos
. Glicogênse: síntese de glicogênio a partir da glicose, armazenando-a no fígado para uso futuro
. Gliconeogênese: produção de glicose a partir de fontes não carboidratas, durante período de jejum ou baixa glicose
. Glicogenólise: quebra do glicogênio em glicose
Metabolismo de Lipídeos
. Síntese de Lipídeos: produção de componentes essenciais das membranas celulares e hormônios como triglicerídeos
. Metabolismo do Colesterol: regulação dos níveis de colesterol no sangue, sendo a síntese de colesterol e a produção de sais biliares, ajudando na digestão de gordura
. Beta-oxidação: quebra de ácidos graxos p/ a produção de energia durante jejum ou exercício prolongado
Metabolismo de Proteínas
. Síntese de Proteínas: produção de proteínas plasmáticas (albumina e fatores de coagulação)
Desaminação: converter os aminoácidos em amônia, que é convertida em ureia p/ excreção pelos rins
Gliconeogênese: conversão de aminoácidos em glicose
Detoxificação: metabolização das drogas (álcool, medicamentos e toxinas), tem relação direta com a função hepática
Metabolismo da Bilirrubina
. Bilirrubina é um produto da degradação da hemoglobina, é metabolizada no fígado. O fígado conjuga a bilirrubina tornando- a solúvel em água p/ excreção na bile
Avaliação da Função Hepática
. Investiga um dano hepático com base no nível dos Biomarcadores na corrente sanguínea, com o objetivo de identificar: funcionamento hepático, lesão no parênquima hepático, obstrução biliar (colestases), presença de gordura no fígado, grau de acometimento hepático devido a ingesta de substancias exógenas (álcool)
. A célula foi rompida ocasionando um dano hepático e essa avaliação investiga exatamente esse dano
. 1° olhar se o órgão sofreu dano (rompimento), 2° verificar se prejudicou seu funcionamento. Quando detecta dano intracelular é considerado um marcador de lesão. 
Enzimas Hepáticas
. São marcadores de lesão sem perda de função
Alanina Aminotransferase (ALT): só é encontrada no fígado, sua elevação é um indicador sensível de lesão hepatocelular, seu diagnóstico é hepatite aguda (hepatite viral) e outras condições que causam dano direto às células hepáticas, como isquemia hepática, toxicidade por drogas ou toxinas e esteato-hepatite não alcoólica
. A ALT é + específica no fígado que a AST
Aspartato Aminotranferase (AST): encontrada em todos os tecidos, não é específica
. Sua elevação pode ser causada por uma variedade de condições não hepáticas, como infarto do miocárdio, lesão muscular e hemólise.
. A ALT isolada pode indicar uma lesão hepática, porém a AST isolada não tem valor diagnóstico p/ lesão hepática
. AST e ALT são dosadas em conjunto. A AST em + quantidade (lesão agravada) e + crônica vai ser a lesão
. A AST é uma lesão que destrói a matriz mitocondrial
900 AST/ 1250 ALT = 0.72
60 AST/ 49 ALT = 1.22
. Quanto menor a ALT em comparação a AST pior é, pois o órgão se torna fibroso e não tem mais a produção de hepatócito
Razão de Ritis: Um cálculo que compara os níveis de ALT e AST no sangue
Interpretação da Razão de Ritis
. Razão ALT/AST 1: indica lesão hepática crônica como cirrose. A AST pode estar + elevada devido a danos mitocondriais
. Razão ALT/AST > 2: indica hepatite alcoólica
Enzimas Complementares
. Marcadores que observam a perda de função
Fosfatase Alcalina: o seu aumento indica colestase (obstrução do fluxo biliar), podendo ser intra-hepática e extra-hepática e pode ficar elevada em doenças ósseas e durante a gravidez 
. É encontrada nos ductos biliares, não é específica
. Sozinha a mesma não tem valor de diagnóstico hepático
Gama – Glutamiltransferase (GGT): encontrada no fígado, pâncreas, rins e ducto biliar.. A GGT sérica é um marcador sensível de colestase
. É sensível ao álcool e um marcador útil p/ monitorar o consumo de álcool e adesão ao tratamento
. O aumento de GGT em conjunto com o aumento de Fosfatase Alcalina desencadeia em lesão de ducto (obstrução biliar)
O que vai ocasionar lesão no ducto biliar?
Com a GGT e a Fosfatase Alcalina aumentada, ocorre a formação de pedra na vesícula
Função da Síntese Hepática
Albumina
. É sintetizada exclusivamente pelo fígado, tendo um papel fundamental na manutenção da pressão oncótica (impede o extravasamento de líquido dos vasos sanguíneos para os tecidos)
. A diminuição sérica da Albumina indica disfunção hepática crônica (cirrose). No entanto, a hipoalbuminemia pode ser causada por desnutrição, síndrome nefrótica (síndrome renal que perde albumina) e enteropatia perdedora de proteína
Coagulação Sanguínea
. O fígado é responsável pela síntese da maioria dos fatores de coagulação, incluindo os fatores II (protrombina). O prolongamento do TP indicam disfunção hepática grave e comprometimento da capacidade de síntese de fatores de coagulação, o que aumenta o risco de sangramento.
Marcadores de Colestase
Bilirrubina
. Produzida pela degradação da hemoglobina. O fígado capta a bilirrubina, conjuga ela com ácido glicurônico (tornando solúvel em água) e excretando-a na bile
. Bilirrubina: Indireta/ Não Conjugada; Direta/Conjugada
. A Bilirrubina Indireta é carregada pela Albumina até o fígado p/ ser conjugada
. A elevação da bilirrubina sérica (hiperbilirrubinemia) causa icterícia
Icterícia Pré – Hepática: tem como causa problemas hematológicos. Taxa de produção de Bilirrubina > que a capacidade de conjugação hepática. Ex: Anemia Hemolítica e Transfusão Sanguínea
Icterícia Hepática: Causa lesão hepática. Ex: Cirrose, Câncer e Hepatite
Icterícia Pós – Hepática: Causa obstrução biliar. Ex: Colestase, Obstrução da vesícula biliar e cálculo biliar
Casos Clínicos/Bioquímica
Marcadores Cardíacos Bioquímicos e sua Eficiência no Diagnóstico das Enfermidades Cardiovasculares Agudas
Introdução: Enfermidades cardiovasculares (doenças relacionadas ao coração e seus vasos). As enfermidades cardiovasculares são as que + mata indivíduos em nível mundial.
. A Aterosclerose é desencadeada a partir de toxinas liberadas a partir de tabagismo, álcool e sedentarismo
Aterosclerose/Mecanismo de Ação
. Uma vez que a parede do endotélio foi danificada libera uma doença inflamatória que se oxida, liberando o monócito no endotélio se transformando em macrófago por meio da diapedese, o macrófago tenta fazer a fagocitose do LDL, mas não consegue e depois o mesmo morre e vira uma célula espumosa.
. A célula muscular lisa tenta não deixar o fator de coagulação sanguínea aparecer, para evitar que obstrua o vaso sanguíneo, ela causa isquemia causando o infarto agudo do miocárdio
Infarto Agudo do Miocárdio
. Obstrução parcial total ou parcial do sangue através da artéria coronária causando a necrose tecidual ocorrendo o extravasamento dos vasos através dos biomarcadores
Mecanismo de Ação/Fisiologia Normal
Marcadores Temporais
. Esses marcadores são essenciais p/ o diagnóstico do IAM
. Mioglobina: marcador precoce (sua especificidade é baixa) presente no músculo esquelético e cardíaco. A mesma é liberada rapidamente na circulação, o que permite detectá-la em menos de 30 min após o início de uma lesão miocárdica
Seu pico no sangue ocorre entre 6 a 12 horas após o início de um (IAM)
. Troponina: necrose celular
. Seus níveis elevados podem ser detectados após 3 a 6 horas do início dos sintomas
O pico de troponina ocorre em torno de 12 a 18 horas após o início de uma lesão no músculo cardíaco
Creatina Quinase (CK MB e CK Total)
. A CK MB está mais presente no músculo cardíaco, maior especificidade ao IAM
. A CK MB atinge um pico entre 12 a 24 horas após o início de um IAM. O seu nível aumenta entre 3 a 6 horas após o início dos sintomas, o seu valor volta a ficar normal entre 48 e 72 horas após o IAM
. Os marcadores auxiliam no diagnóstico do paciente pelo eletrocardiograma
 Possíveis Questões Abertas
1. Como ocorre a formação da placa de ateroma?
 Ocorre quando há uma disfunção endotelial que lesiona a parede do vaso, ocasionando a deposição de LDL e logo após uma cascata inflamatória, em seguida o monócito se transforma em macrófago por meio de diapedese e tenta fagocitar as moléculas de gordura, porém não conseguem isso então acaba gerando o acúmulo de células na parede do vaso e consequentemente formação de células espumosas levando ao crescimento da placa de ateroma.
2. Quais os principais exames para o diagnóstico de diabetes?
Glicemia em Jejum, TOTG e Glicemia Glicada. A Glicemia em Jejum mede a concentração de glicose do paciente após jejum de 8h, refletindo o valor basal da glicemia do individuo. Já o exame Glicemia Glicada faz a média da glicemia dos últimos 3 meses, a quantidade de hemoglobina glicada medida no exame representa o equilíbrio entre a glicação e a remoção dos glóbulos vermelhos mais velhos. Ademais, o TOTG avalia a capacidade do organismo em metabolizar a glicose, medindo a glicemia basal do paciente após jejum e em seguida o mesmo ingere uma sobrecarga de 75g de glicose e a glicemia é medida em intervalos posteriores para avaliar a resposta à carga glicêmica.

Mais conteúdos dessa disciplina