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Ebook Perito Judicial para Corretores de Imoveis

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SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
2
Olá! Sou Andersom Bontorim, autor deste curso de Perito Judicial. Sou corretor 
de imóveis, inscrito no CNAI - Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários, 
graduação em Processamento de Dados e em Marketing e Vendas, com mestrado 
em Administração, tendo ministrado mais de 180 palestras no CRECISP, por todo 
o Estado de São Paulo, com experiência em perícias para determinação de valor 
mercadológico de bens imóveis.
Parabéns por ter tomado a decisão de participar deste curso de Perito Judicial. 
Espero que você possa desenvolver esta atividade de forma plena e que tenha 
muito sucesso com isso.
Este curso de Perito Judicial foi estruturado para que você saiba como interagir na 
esfera do Judiciário, evitando problemas, minimizando os riscos e ampliando suas 
possibilidades de novas oportunidades.
O conteúdo desta apostila está formatado de modo que sejam apresentados os 
assuntos na mesma sequência que são apresentados nas aulas, para que você 
possa acompanhar as aulas com a apostila.
Espero que você, verdadeiramente, auxilie a justiça com suas perícias.
Aproveite este conteúdo!
Ser Perito Judicial para 
Corretores de Imóveis
AUTOR
Andersom Bontorim
DIRETOR PRESIDENTE 
Arnaldo Manoel Alves
DIRETORA DE OPERAÇÕES 
Jaqueline Araújo
COORDENAÇÃO DE CURSOS 
Lisamar Delazeri Castro
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO DE CURSOS 
Rosa Maria Simone
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Marcos Tadeu Cecone
Direitos Autorais
INSTITUTO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO 
PROFISSIONAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Informamos que é de inteira 
responsabilidade do(s) autor(es) a emissão 
dos conceitos.
Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida por qualquer meio ou forma 
sem prévia autorização do IBRESP.
A violação dos direitos autorais é crime 
estabelecido na Lei 9.610/98 e punido de 
acordo com o Art. 184 do Código Penal.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
 
Bontorim, Andersom
 Ser perito judicial para corretores de imóveis
[livro eletrônico] / Andersom Bontorim. –- São Paulo:
IBRESP, 2021.
 14.7 mb
 Formato: PDF
 ISBN: 978-65-88399-24-8
 1. Perícia Judicial 2. Mercado imobiliário -
Avaliação I. Título
 CDD-346.04
Sueli Costa - Bibliotecária - CRB-8/5213
(SC Assessoria Editorial, SP, Brasil)
 
 Índices para catálogo sistemático:
1. Direito imobiliário 346.04
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
4
CONTEXTUALIZANDO A PERÍCIA JUDICIAL
O PERITO JUDICIAL 
RESPONSABILIDADE, RISCOS E CUIDADOS NA PERÍCIA JUDICIAL 
LAUDO PERICIAL DE AVALIAÇÃO MERCADOLÓGICA DE IMÓVEIS
O que é Perícia Judicial...........................................................................................................................
Caracterização da Perícia......................................................................................................................
Quando a Perícia é requerida................................................................................................................
Perícia judicial, extrajudicial e arbitral..............................................................................................
Princípios processuais Fundamentais na atividade da PERÍCIA..................................................
Os elementos em um Processo Judicial...............................................................................................
Fases principais de um Processo Judicial...........................................................................................
 
Quem é o Perito Judicial?...................................................................................................................... 
Quem PODE ser Perito Judicial?..........................................................................................................
Perito Arbitral e Extrajudicial..............................................................................................................
Diferença entre Perito Judicial e Assistente Técnico......................................................................
Habilidades do Perito............................................................................................................................. 
Laudo Pericial com informações não verdadeiras..........................................................................
Falsa Perícia.............................................................................................................................................
Substituição do perito............................................................................................................................
Impedimento e Suspeição do Perito Judicial....................................................................................
Prazos e obrigações do Perito.............................................................................................................. 
Avaliação estrutural versus Avaliação Mercadológica de imóveis..............................................
Laudo Pericial..........................................................................................................................................
PTAM – Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica..................................................................
Apresentação do Laudo Pericial.......................................................................................................... 
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SUMÁRIO
SENDO UM PERITO JUDICIAL
Ser Legalmente Habilitado...................................................................................................................
Cadastro no Tribunal.............................................................................................................................
Honorários do Perito Judicial ..............................................................................................................
Adiantamento e redução de honorários............................................................................................
Peticionando o juiz................................................................................................................................
Aceitação da nomeação de Perito Judicial.........................................................................................
Escusa de nomeação de Perito Judicial..............................................................................................
Apresentação de proposta de honorários periciais.........................................................................
Solicitação de uso de outros meios necessários...............................................................................
Intimação de morador de imóvel para acesso ao interior do imóvel...........................................
Solicitação de auxiliar técnico..............................................................................................................
Apresentação de laudo e pedido de liberação dos honorários.......................................................
Pedido de prorrogação de prazo para entrega do laudo.................................................................
Indicação do dia e da hora para início da diligência........................................................................
Comunicando fato ocorrido durante a diligência.............................................................................
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SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
6
AULA 1
Nesta aula contextualizaremos a perícia, a partir da sua definição, das suas características e da 
sua utilidade na esfera do judiciário. Também serão abordados alguns aspectos sobre os processos 
judiciais para que seja possível entender a relação entre perícia e judiciário.
O que é Perícia Judicial?
PE-RÍ-CI-A
[substantivo feminino]
Etimologia: do latim peritia, queetc.);
Número de matrícula e cartório de registro imobiliário;
Áreas (do terreno, de construção, real privativa, de uso comum, real total, fração ideal, 
etc.) e dimensões do imóvel;
Características e infraestrutura disponível no logradouro e na região onde se encontra 
o imóvel;
Descrição detalhada do imóvel e acessórios (construções, benfeitorias, instalações, 
etc.);
Relatório fotográfico, da data da vistoria realizada no imóvel;
Identificação dos imóveis escolhidos para compor a amostra, explicitando as 
respectivas fontes;
Homogeneização dos itens da amostra;
Conclusão do PTAM;
Data e assinatura do C.I. emissor do PTAM;
Aposição do Selo Certificador ao lado da assinatura
Laudo Pericial de Avaliação 
Mercadológica de Imóveis4 A
U
LA
O artigo 477 do CPC - Código de Processo Civil, estabelece que o Perito protocolará o
laudo em juízo, no prazo fixado pelo juiz, pelo menos 20 (vinte) dias antes da audiência
de instrução e julgamento.
Normalmente, o juiz estabelece a data ou a quantidade de dias (prazo) para a
finalização do PTAM. A entrega é feita conforme os procedimentos do Tribunal.
Existem tribunais que recebem o material impresso e existem tribunais que o recebem
na forma digital. Portanto, é preciso se inteirar no Cartório da vara do tribunal em que
for nomeado perito judicial como deve ser feita a entrega.
7. Anexos:
Relatório fotográfico (quando não incluído na Caracterização do Imóvel)
Plantas de situação e localização, mapas, etc.
Certidão atualizada da matrícula no Cartório do Registro de Imóveis;
Documentos diversos (outras certidões, recibos de impostos, CCIR, etc.)
Currículo do C.I. avaliador
Apresentação do Laudo 
Pericial
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
46
QUESTÃO 1
Assinale a alternativa que NÃO apresenta algo que o Laudo Pericial deva conter.
A) A exposição do objeto da perícia.
B) A análise técnica ou científica realizada pelo perito.
C) A indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser predominantemente 
aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se originou.
D) Resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo órgão do 
Ministério Público.
E) Os honorários arbitrados pelo perito.
QUESTÃO 2
Quando um Corretor de Imóveis é nomeado perito judicial, o que deverá entregar ao juiz?
A) Um Parecer Judicial.
B) Uma carta de recomendação.
C) Um Laudo Médico.
D) Um Parecer Técnico de Avaliação Municipal.
E) Um Laudo Pericial.
EXERCÍCIOS
Sendo um 
Perito Judicial5 A
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LA
AULA 5
Nesta última aula, enfim, discorremos sobre o que fazer para efetivamente ser nomeado um 
perito judicial e apresentamos algumas sugestões de textos para as principais petições a serem, 
eventualmente, usadas para comunicação com o juiz.
No caso de corretores de imóveis, o que determina isso é o seu registro profissional no Conselho 
Regional de Corretores de Imóveis da Região onde o corretor atua (CRECISP para o Estado de São 
Paulo, CRECI-RJ para o Estado do Rio de Janeiro, CRECI-PE para o Estado de Pernambuco etc.).
Então, o CIRP – Cartão de Identidade e Regularidade Profissional, emitido pelo CRECI é documento 
suficiente para tal comprovação. Contudo, pode ser interessante ter uma certidão de regularidade, 
ainda que isso não seja obrigatório.
A inscrição no CNAI – Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários é opcional, mas, ainda 
assim, é extremamente importante, pois pode legitimar a especialização do corretor de imóveis 
no assunto sobre avaliação mercadológica de bens imóveis.
Lembrando: Perito Judicial é Auxiliar da Justiça!
Os Tribunais, normalmente, mantêm o cadastro de todos os auxiliares da justiça e, na ficha 
cadastral, a pessoa indica que tipo de auxiliar pretende ser: perito, tradutor, mediador etc.
Para informações adequadas sobre o processo de inclusão no cadastro mantido pelo Tribunal, é 
indicado entrar em contato com o Tribunal e questionar sobre como realizar o Cadastro de Perito 
Judicial ou como realizar o cadastro de Auxiliar da Justiça.
Ser Legalmente Habilitado
Cadastro no Tribunal
!
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
48
Atuação na Defensoria Pública: Existe uma tabela fixada de valores. Neste caso, o Perito é que 
deve decidir se aceita trabalhar pelo valor já determinado.
Atuação em demais esferas: Existem, basicamente, 2 formas de cálculo de honorários:
• Usando a tabela do CRECI: Cada CRECI, em sua Região, emitiu uma portaria, contendo uma lista de 
sugestões de preços para cada atividade do corretor de imóveis, incluindo a avaliação imobiliária. 
A portaria apresenta uma sugestão e não uma determinação. Portanto, é totalmente permitido 
cobrar mais ou cobrar menos daquilo que esteja estabelecido na tabela. A tabela do CRECI indica 
a cobrança de um percentual do valor do imóvel avaliando. Como o valor do imóvel avaliando é 
o resultado final do serviço de avaliação imobiliária, torna-se complicado apresentar um valor 
antes do início dos trabalhos. Neste caso, alguns profissionais acabam supondo mentalmente, 
por experiência, um valor aproximado do imóvel que irão avaliar, para que, com isso, calculem, 
conforme a tabela do CRECI, o percentual e, consequentemente, o preço deste trabalho. Neste 
caso, fica fácil de justificar o valor, pois está estabelecido como orientação pela autarquia federal 
de registro e fiscalização profissional.
• Usando os cálculos por hora de trabalho: Tratam-se de honorários calculados com base 
na quantidade de horas que demandarão em cada tipo de tarefa que vai compor a atividade da 
perícia. Por exemplo: Para vistoria, define-se um valor por hora, que será diferente do valor por 
hora para busca de referenciais, que será diferente do valor por hora das análises que devem ser 
feitas, e assim sucessivamente (conforme complexidade de cada tarefa), até completar todas as 
atividades. Basta analisar onde se localiza o imóvel para calcular os custos de vistoria, e qual seria 
a dificuldade de encontrar imóveis referenciais para essa avaliação, de modo a poder-se calcular 
o tempo demandado para isso. Com base nisso, é possível estimar a quantidade de horas para 
cada tarefa, multiplicar pelos respectivos preços por hora (definido pelo perito) e somar tudo 
para compor o total final dos honorários. Neste caso, fica fácil apresentar a composição do preço, 
demonstrando o esforço para cada tarefa a ser desempenhada.
Honorários do Perito Judicial
IMPORTANTE!
A proposta de honorários que o perito vai apresentar deve ter como ser justificada, pois, pode 
acontecer de o juiz pedir esclarecimentos quanto ao valor proposto e, por isso, o perito deve 
conseguir explicar.
Sendo um 
Perito Judicial5 A
U
LA
Mas, atenção! Veja o que estabelece o parágrafo 5º deste mesmo artigo:
ADIANTAMENTO:
Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo 
para a entrega do laudo.
§ 1º Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de 
nomeação do perito:
I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
II - indicar assistente técnico;
III - apresentar quesitos.
§ 2º Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias:
I - proposta de honorários;
II - currículo, com comprovação de especialização;
III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas as 
intimações pessoais.
§ 3º As partes serão intimadas da proposta de honorários para, querendo, manifestar-se no 
prazo comum de 5 (cinco) dias, após o que o juiz arbitrará o valor, intimando-se as partes 
para os fins do art. 95 .
§ 4º O juiz poderá autorizar o pagamento de até CINQUENTA POR CENTO DOS HONORÁRIOS 
ARBITRADOS A FAVOR DO PERITO NO INÍCIO DOS TRABALHOS, devendo o remanescente 
ser pago apenas ao final, depois de entregue o laudo e prestados todos os esclarecimentos 
necessários.
§ 5º Quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz poderá reduzir a 
remuneração inicialmente arbitrada para o trabalho.
Adiantamento eredução 
de honorários
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
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Peticionando o juiz
Aceitação da nomeação 
de Perito Judicial
PE-TI-ÇÃO (Etm. do latim: petitio.onis)
s.f. Requerimento; pedido efetuado de modo escrito.
Ação ou consequência de pedir.
Jurídico. Solicitação feita por escrito para pedir um favor.
A comunicação enviada ao juiz é uma petição.
Uma petição deve possuir a descrição dos fatos e os fundamentos legais nos quais se baseia o 
pedido.
A transformação digital tem permeado os tribunais e, a grande maioria já conta com petições 
eletrônicas.
Seguem alguns textos exemplos de petição, os quais podem ser usados como modelos em petições 
futuras.
(nome do perito), (nacionalidade), (estado civil), RG n°. (número do documento), CPF nº. (número 
do documento), inscrito no CRECISP (ou CRECI-RN ou CRECI-DF etc.), sob o nº (colocar o número 
de inscrição) com escritório profissional nesta cidade na rua (nome da rua) nº (número da casa 
ou apto), bairro (nome do bairro), na cidade de (nome da cidade), Estado (nome do estado), vem, 
respeitosamente, informar a Vossa Excelência, em conformidade com os artigos 156, § 1º, e 
465, § 2º, ambos do Código de Processo Civil, que aceita o encargo para o qual foi nomeado e 
que apresentará a proposta de honorários judiciais após a juntada dos quesitos pelas partes.
Desta forma, requer a juntada desta aos autos para tornar ciente todas as partes interessadas e 
devidos fins de direito.
É o que requer.
Pede Deferimento.
Sendo um 
Perito Judicial5 A
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Escusa de nomeação
de Perito Judicial
Apresentação de proposta 
de honorários periciais
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe 
vem, respeitosamente, informar a Vossa Excelência, que por motivos alheios à vontade, 
encontra-se impossibilitado de exercer o encargo (Se for por motivo de impedimento ou suspeição 
deve explicar a situação colocando: “, devido a...”). Dessa forma, apresenta sinceras escusas e 
fica à disposição deste Juízo para prestar maiores esclarecimentos, bem como para atuar em 
processos futuros, quando for solicitado.
Isto posto, requer a sua dispensa do encargo e a juntada desta aos autos para tornar ciente as 
partes interessadas e para os devidos fins de direito.
É o que requer,
Pede deferimento.
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, 
vem, respeitosamente, requerer a Vossa Excelência a fixação dos honorários periciais em R$ 
(valor em números e depois, entre parênteses, o valor por extenso).
Diante do exposto, requer a intimação (do autor/réu, responsável pelo pagamento) para que 
efetue o depósito da quantia fixada a título de verba honorária, no montante arbitrado por Vossa 
Excelência, a título de adiantamento, objetivando, assim, dar início às diligências periciais.
É o que requer,
Pede deferimento.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
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Solicitação de uso de 
outros meios necessários
Intimação de morador de imóvel 
para acesso ao interior do imóvel
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, 
vem, respeitosamente, requerer a Vossa Excelência autorização para (descrever o que precisa 
– exemplo: questionar alguma pessoa, fazer busca de documentos em algum órgão, ter acesso ao 
interior de imóvel trancado e desabitado etc.)
Desta forma, requer a Vossa Excelência, (fazer o requerimento de acordo com o pedido acima, 
caso haja necessidade de intimações, notificações, dilação de prazo etc).
É o que requer,
Pede deferimento.
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, 
vem, respeitosamente, requerer a Vossa Excelência, a expedição de mandado para intimação 
do morador do imóvel no qual deve realizar a perícia, Sr. (nome do morador), residente e 
domiciliado nesta cidade, (nome da rua, nº da casa), para que permita o ingresso deste Perito 
no imóvel, para realizar as diligências periciais necessárias, visto que não logrou êxito nas 
tentativas anteriores, uma vez que o Sr. (nome do morador) não autorizou o ingresso no imóvel.
Diante dos fatos, requer a Vossa Excelência a intimação do Sr. (nome do morador), bem como 
fazer constar no mandado que o seu descumprimento acarretará em crime de desobediência, 
autorizando o Perito a recorrer, se necessário, às forças policiais para o cumprimento do 
encargo que lhe foi incumbido.
É o que requer,
Pede deferimento.
Sendo um 
Perito Judicial5 A
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Solicitação de auxiliar técnico
Apresentação de laudo e pedido 
de liberação dos honorários
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos processuais vem, 
respeitosamente, requerer a Vossa Excelência, a designação de auxiliar técnico.
Isto posto, requer a Vossa Excelência, que comece a correr o prazo para entrega do laudo 
somente após o auxiliar técnico ser designado e todas as partes estarem cientes, pelo fato da 
necessidade das diligências serem realizadas conjuntamente.
É o que requer,
Pede deferimento.
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos processuais, vem, 
respeitosamente, apresentar a Vossa Excelência, dentro do prazo legal, o Laudo Pericial em 
Anexo. Requer a liberação de seus honorários
Isto posto, requer a expedição de mandado de pagamento em favor do ora Requerente.
É o que requer,
Pede deferimento.
ATENÇÃO!
O perito judicial poderá ter auxiliares técnicos.
Não confunda o auxiliar técnico do perito judicial com o assistente técnico da parte.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
54
Pedido de prorrogação de 
prazo para entrega do laudo
Indicação do dia e da hora 
para início da diligência
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos processuais, vem, 
elucidar e requer a Vossa Excelência:
Como observável nos autos, pela grande quantidade de quesitos apresentados e a necessidade 
de apuração fática criteriosa da matéria (ou outro motivo razoável), o prazo deferido por Vossa 
Excelência se tornou escasso, pelo fato de pretender, este Perito, obter as melhores colocações 
de ordem técnica, com o aprimoramento das diligências concernentes;
É fato que a matéria em análise, no entender deste Perito, não apresenta problemática de 
perigo e/ou urgência. Desse modo, não é possível gerar aos interessados danos irreparáveis ou 
de difícil solução, bem como a complexidade técnica para justificar alteração de rito.
Assim, requer a Vossa Excelência, apresentando suas desculpas, a prorrogação do prazo pelo 
período de (dizer o tempo necessário). Ainda, requer que o prazo comece a correr a partir da 
ciência deste Perito, dando-se ciência imediata aos interessados, para os devidos fins de direito.
É o que requer
Pede deferimento.
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos processuais, vem, 
requerer a Vossa Excelência que sejam intimadas as partes e demais interessados para início da 
diligência da prova pericial no (citar o dia, a hora e o local exatos), ficando este Perito à disposição 
para informações complementares, se necessário e solicitado.
É o que requer.
Pede deferimento.
Sendo um 
Perito Judicial5 A
U
LA
Comunicando fato ocorrido 
durante a diligência
(nome do perito), Perito deste Juízo, devidamente qualificado nos autos processuais, vem, 
respeitosamente, elucidar e requerer a Vossa Excelência:
Na forma legal, este Perito deu início às diligências periciais. Entretanto, ocorreu (transcrever o 
que ocorreu);
Em decorrência dos fatos supramencionados este Perito entendeu que é devido suspender 
todos os atos periciais, objetivando levar ao conhecimento de Vossa Excelência e dos demais 
interessados o ora esposado.
Este Perito sugere a Vossa Excelência que tome providências no sentido de (colocar o que acha 
cabível para a hipótese);
(discorrer sobre outras hipóteses, o que mais for relevante para o caso concreto, se de interesse)
Dessa forma,aguarda a solução do Juízo para fins de dar prosseguimento nas diligências 
periciais, requerendo a suspensão do prazo para entrega do Laudo.
É o que requer.
Pede deferimento.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
56
QUESTÃO 1
O que demonstra que um corretor de imóveis é legalmente habilitado?
A) O registro no Ministério do Trabalho.
B) O registro na Prefeitura.
C) O registro no CRECI de sua Região.
D) O registro no Tribunal Eleitoral.
E) O registro no Tribunal de Justiça.
QUESTÃO 2
Qual é o percentual máximo que pode ser adiantado ao perito judicial?
A) 50%
B) 25%
C) 5%
D) 20%
E) 15%
QUESTÃO 3
É possível que haja redução da remuneração do Perito?
A) Não, pois, uma vez aceito, não pode ser alterado.
B) Sim, quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz poderá reduzir a remuneração 
inicialmente arbitrada para o trabalho.
EXERCÍCIOS
Sendo um 
Perito Judicial5 A
U
LA
QUESTÃO 4
Assinale a alternativa que completa a afirmação: A comunicação enviada ao juiz é uma...
A) Pretensão.
B) Prestação.
C) Petição.
D) Presunção.
E) Preleção.
REFERÊNCIAS:
BRASIL. Código de Processo Civil. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Disponível em 
.
FIKER, José. Manual de avaliações e perícias em imóveis urbanos. Oficina de Textos, 2001.
MELLO, Luiz Fernando de; MELLO, Carlos Henrique Neves de. Modelos de Petições de Avaliações 
de Perícias. Leud, 2018.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
58
Depois de todo o curso, realmente esperamos que você possa ingressar neste mundo das perícias 
judiciais e consiga ter sucesso nesta atividade.
Sugerimos que utilize este material para consultas futuras, de modo que sempre possa responder 
às responsabilidades adequadamente, principalmente respeitando os prazos estabelecidos pelo 
Código de Processo Civil.
Enfim, além de esperarmos que tenha desenvolvido o entendimento para ser competente nesta 
área, desejamos boa sorte, já que sorte é um ingrediente muito bem-vindo para ampliar o potencial 
de realizações.
Sucesso!!!
Gabarito
GABARITO - AULA 1
Questão 1
Qual é a definição de perícia?
A) Discussão que resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, realizada por uma 
pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação de métodos 
técnico-científicos.
B) Conclusão que não resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, realizada por 
uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação de métodos 
técnico-científicos.
C) Conclusão que resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, realizada por uma 
pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação de métodos 
técnico-científicos.
D) Conclusão que resulta de uma análise não possível de ser comprovada sobre algo específico, 
realizada por uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação 
de métodos técnico-científicos.
E) Conclusão que resulta de uma análise comprovável sobre algo que seja genérico e nem um 
pouco específico, realizada por uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir 
do uso e aplicação de métodos técnico-científicos.
Resposta correta: Alternativa C.
Comentário: A perícia é a conclusão, assim como periciar é o mesmo que buscar a conclusão. Esse 
resultado é obtido a partir de uma análise com objetivo de comprovar e, portanto, que apresente 
provas sobre algo específico (aquilo que se esteja analisando). Quem realiza a perícia deve conhecer 
do assunto e deve aplicar métodos que possam ser reproduzidos.
Questão 2
Analise se a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa:
“O fato jurídico pode ser provado mediante perícia.”
A) Verdadeiro.
B) Falso.
Resposta correta: Alternativa A.
Comentário: Estabelecido pelo Art. 212 do Código Civil Brasileiro.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
60
Questão 3
Quando a perícia é requerida?
A) Quando a determinação do fato não depender de conhecimento técnico especializado.
B) Quando a prova do fato depender de opinião pessoal amadora.
C) Quando a determinação do valor dos honorários depender de conhecimento técnico 
especializado.
D) Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico especializado.
E) Quando o juiz necessitar ajuizar ação contra o réu.
Resposta correta: Alternativa D.
Comentário: Art. 156 do CPC. “O juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de 
conhecimento técnico ou científico”.
Questão 4
Analise se a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa:
“A Perícia Arbitral é uma perícia realizada ao judiciário, determinada diretamente pelo juiz.”
A) Verdadeiro.
B) Falso.
Resposta correta: Alternativa B.
Comentário: A perícia arbitral é aquela que é realizada no juízo arbitral, conforme Lei Federal 
9.307/96.
GABARITO - AULA 2
Questão 1
Assinale a alternativa CORRETA:
A) Perito Judicial é um cargo.
B) Perito Judicial é um posto de trabalho.
C) Perito Judicial é uma profissão.
D) Perito Judicial é um juiz.
E) Perito Judicial não é uma profissão.
Gabarito
Resposta correta: Alternativa E.
Comentário: O Perito Judicial é nomeado pelo juiz dentro de um processo específico. Dessa 
forma, quando se encerra o processo, encerra a função do Perito Judicial. Portanto, uma pessoa 
tem uma profissão e graças à sua especialização nessa profissão, poderá auxiliar a justiça, 
momentaneamente, num ou outro processo, realizando perícias.
Questão 2
Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz poderá ser assistido 
por quem?
A) Perito.
B) Assistente Técnico.
C) Assistente da Justiça.
D) Mediador.
E) Tradutor.
Resposta correta: Alternativa A.
Comentário: Estabelecido no Código de Processo Civil, Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015, Art. 
156.
Questão 3
Analise se a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa:
“O Assistente Técnico nunca, em hipótese alguma, poderá acompanhar o Perito Judicial durante 
a diligência da perícia.”
A) Verdadeiro.
B) Falso.
Resposta correta: Alternativa B.
Comentário: Segundo o Art. 466, § 2º. “O perito deve assegurar aos assistentes das partes o 
acesso e o acompanhamento das diligências e dos exames que realizar, com prévia comunicação, 
comprovada nos autos, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias”. Dessa forma, fica a critério 
do assistente técnico acompanhar ou não o perito durante a diligência da perícia.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
62
GABARITO - AULA 3
Questão 1
Assinale a situação que poderá fazer com que o perito fique inabilitado para atuar em outras 
perícias no prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
A) Se, por dolo ou culpa, prestar informações absolutamente verdadeiras.
B) Se, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas.
C) Se, por dolo ou culpa, prestar serviço adequado.
D) Se, por dolo ou culpa, prestar informações verídicas.
E) Se, por dolo ou culpa, não prestar informações inverídicas.
Resposta correta: Alternativa B.
Comentário: Estabelecido no artigo 158 do Código de Processo Civil. 
Questão 2
Segundo o Código Penal brasileiro, o que pode acontecer se o Perito fizer afirmação falsa?
A) Reclusão, de 12 (doze) a 14 (quatorze) anos, e multa.
B) Reclusão, de 20 (vinte) a 40 (quarenta) anos, e multa.
C) Apenas multa.
D) Apenas reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) meses.
E) Reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
Resposta correta: Alternativa E.
Comentário: Estabelecido no artigo 342 do Código.
Questão 3
O Perito pode ser substituído?
A) Não, pois após nomeado, nada pode demovê-lo de seu posto.
B) Sim, pois as partes podem solicitar a substituição, a qualquer tempo, mediante qualquer motivo.
C) Não, pois a função do Perito é atribuída a partir de Concurso Público.
D) Sim, caso faltar-lhe conhecimento técnico ou científico ou caso, sem motivo legítimo, deixar 
de cumprir o encargo no prazoque lhe foi assinado.
E) Sim, caso fizer afirmação verídica e, mesmo assim, falar a verdade.
Resposta correta: Alternativa D.
Comentário: Estabelecido pelo artigo 468 do Código de Processo Civil
Gabarito
Questão 4
Assinale a alternativa que NÃO contenha situação que haja impedimento do Perito, sendo-lhe 
vedado exercer suas funções.
A) Quando for parte no processo seu cônjuge.
B) Quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no 
processo.
C) Quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
D) Quando for herdeiro de qualquer das partes.
E) Quando estiver inadimplente nas suas obrigações perante o seu Conselho Profissional.
Resposta correta: Alternativa E.
Comentário: Inadimplência, não é um item listado no CPC que determine o impedimento do Perito 
Judicial. É totalmente possível um profissional liberal estar inadimplente nas suas obrigações 
perante o seu Conselho Profissional e, ainda assim, estar ativo.
Questão 5
Qual é o prazo para a realização da perícia?
A) 15 dias.
B) 30 dias.
C) Prazo determinado pelo juiz.
D) Prazo determinado pelas partes.
E) 25 dias.
Resposta correta: Alternativa C.
Comentário: Estabelecido no Art. 157 do CPC.
GABARITO - AULA 4
Questão 1
Assinale a alternativa que NÃO apresenta algo que o Laudo Pericial deva conter.
A) A exposição do objeto da perícia.
B) A análise técnica ou científica realizada pelo perito.
C) A indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser predominantemente 
aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se originou.
D) Resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo órgão do 
Ministério Público.
E) Os honorários arbitrados pelo perito.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
64
Resposta correta: Alternativa E.
Comentário: Honorários do Perito Judicial são peticionados pelo Perito Judicial e arbitrados pelo 
juiz, antes do início da perícia. No Laudo pericial deve constar, obrigatoriamente, o que lista o Art. 
473 do CPC.
Questão 2
Quando um Corretor de Imóveis é nomeado perito judicial, o que deverá entregar ao juiz?
A) Um Parecer Judicial.
B) Uma carta de recomendação.
C) Um Laudo Médico.
D) Um Parecer Técnico de Avaliação Municipal.
E) Um Laudo Pericial.
Resposta correta: Alternativa E.
Comentário: Perito Judicial entrega Laudo Pericial ao juiz, seja corretor de imóveis ou outro 
profissional.
Questão 1
O que demonstra que um corretor de imóveis é legalmente habilitado?
A) O registro no Ministério do Trabalho.
B) O registro na Prefeitura.
C) O registro no CRECI de sua Região.
D) O registro no Tribunal Eleitoral.
E) O registro no Tribunal de Justiça.
Resposta correta: Alternativa C.
Comentário: Para ser corretor de imóveis é preciso ter registro no CRECI de sua Região, assim 
como para ser Advogado é preciso ter inscrição na OAB e, para ser médico é preciso ter registro no 
CRM.
GABARITO - AULA 5
Gabarito
Questão 2
Qual é o percentual máximo que pode ser adiantado ao perito judicial?
A) 50%
B) 25%
C) 5%
D) 20%
E) 15%
Resposta correta: Alternativa A.
Comentário: Segundo o Art. 465, § 4º “O juiz poderá autorizar o pagamento de até cinquenta por 
cento dos honorários arbitrados a favor do perito no início dos trabalhos, devendo o remanescente 
ser pago apenas ao final, depois de entregue o laudo e prestados todos os esclarecimentos 
necessários”.
Questão 3
É possível que haja redução da remuneração do Perito?
A) Não, pois, uma vez aceito, não pode ser alterado.
B) Sim, quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz poderá reduzir a remuneração 
inicialmente arbitrada para o trabalho.
Resposta correta: Alternativa B.
Comentário: Estabelecido pelo artigo 465, § 5º, do CPC – Código de Processo Civil.
Questão 4
Assinale a alternativa que completa a afirmação: A comunicação enviada ao juiz é uma...
A) Pretensão.
B) Prestação.
C) Petição.
D) Presunção.
E) Preleção.
Resposta correta: Alternativa C.
Comentário: Petição é o documento que se encaminha ao juiz estabelecendo a comunicação.significa habilidade, saber (SILVA, De Plácido e, Vocabulário Jurídico – 
atualizadores: Nagib Slaib Filho e Gláucia Carvalho - 23ª edição. Rio de Janeiro: Forense, 2003, p. 1.029)
• Avaliação minuciosa e, geralmente, feita por especialista.
(In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2021. Disponível em: https://www.dicio.com.br/pericia/. 
Acesso em: 22/04/2021).
• Instrumento técnico-científico de constatação, prova ou demonstração, quanto à veracidade de 
situações, coisas ou fatos oriundos das relações, efeitos e haveres que fluem do patrimônio de 
quaisquer entidades.
(ALBERTO, Valder Luiz Palombo. Perícia Contábil – 3º Ed. – São Paulo: Atlas, 2002, p.48)
• Consiste em exame, vistoria ou avaliação.
(Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 - CPC – Código de Processo Civil, Art. 464)
• Compreende todo um conjunto de aplicação de técnicas e conhecimentos tecnológicos 
investigativos que produz um trabalho, laudo ou Parecer pericial, a fim de auxiliar uma decisão.
(LIMA, Jairo Silva. O mercado de trabalho da perícia contábil. Revista Razão Contábil & Finanças, v. 4, n. 1, 2013.)
• Meio de prova, consistente no parecer técnico, de pessoa habilitada.
(extraído do website JusBrasil - http://www.jusbrasil.com.br/topicos/295152/pericia/definicoes
https://www.jusbrasil.com.br/busca?q=pericia
Contextualizando 
a Perícia Judicial1 A
U
LA
DEFINIÇÃO DE PERÍCIA:
Conclusão que resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, 
realizada por uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir 
do uso e aplicação de métodos técnico-científicos.
Entendendo cada trecho desta definição:
 “consiste numa conclusão”: a perícia conclui um assunto, ou seja, apresenta uma prova de 
um entendimento definitivo. Isso significa que, se a perícia não for contestada (não for rejeitada), 
ela encerra uma dúvida e determina aquilo que se buscava quando pedida a perícia. No caso de 
uma avaliação mercadológica de um imóvel, a perícia determina o valor de mercado do imóvel que 
foi avaliado, não restando mais discussões sobre esse assunto. Mas, a perícia pode ser contestada! 
Em outras palavras, é possível que uma das partes possa questionar e, até mesmo, apresentar ao 
juiz alguma comprovação de que a perícia esteja incorreta. Neste caso, o juiz decidirá o que fazer.
 “resulta de uma análise comprovável sobre algo específico”: a conclusão, mencionada 
anteriormente, é fruto de uma análise que foi feita sobre algo específico. No nosso caso, tratando-
se de perícia feita por corretores de imóveis, trata-se de um imóvel específico, cuja análise 
objetiva determinar seu valor de mercado. Mas, essa análise deve ser comprovável, ou seja, tudo 
o que for apresentado como fruto dessa perícia deve poder ser confirmado. Em outras palavras, 
todos os dados usados na perícia e os resultados obtidos pela perícia devem poder ter a existência 
demonstrada de forma clara e evidente. Nada pode ser falso. Enfim, se outra pessoa pegar os 
mesmos dados apresentados nessa perícia deve conseguir chegar nos mesmos resultados se 
aplicar o mesmo método.
 “realizada por uma pessoa especializada e habilitada no assunto”: Pessoa especializada é 
aquela que se especializou, ou seja, trata-se de sujeito com formação específica e que se dedica ao 
estudo e prática de um conhecimento e atividade específicos. Já habilitada trata-se, neste contexto, 
da pessoa que tenha uma habilitação, ou seja, uma permissão necessária para usufruir de um 
direito. Portanto, a perícia deve ser realizada por alguém que tenha conhecimentos profundos no 
assunto objeto da perícia e que tenha capacidade legal para essa atividade. No caso dos corretores 
de imóveis, o registro no CRECI da sua região é o documento que apresenta a habilitação legal. Já a 
especialização, ainda que não obrigada por lei, é demonstrável pela inscrição no CNAI – Cadastro 
Nacional de Avaliadores Imobiliários. Voltaremos a abordar este assunto quando tratarmos sobre 
quem pode ser perito.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
8
 “obtida a partir do uso e aplicação de métodos técnico-científicos”: A conclusão da perícia 
não é algo que se baseia em pontos de vista pessoais e particulares, muito menos baseada em 
expectativa nem mera opinião especulativa. A conclusão da perícia deve ser obtida pelo uso de 
um processo de pesquisa organizado lógica e sistematicamente. Esse processo deve ter validação 
a partir de critérios técnicos ou científicos, ou seja, trata-se de métodos apresentados em artigos 
científicos, em normas técnicas ou em algum instituto legal (lei, decreto, resolução etc.).
A perícia é caracterizada pela sua declaração de caráter técnico-científico sobre um elemento 
específico, resultante de AVALIAÇÃO, VISTORIA ou EXAME metodológico.
ATENÇÃO! A PERÍCIA VERIFICA E CERTIFICA
 Verifica, pois realiza VISTORIA da coisa periciada, para defini-la adequadamente; 
 EXAMINA a coisa periciada, para delimitá-la e contextualizá-la adequadamente; 
 e AVALIA a coisa periciada, para estimar seu valor.
 Certifica, pois, após verificação, é usada como meio de prova demonstrando e 
 dando como certo o que se determinou, de modo a assegurar como verdadeiro 
 e atestar o que foi determinado.
É prova de um fato jurídico:
Art. 212 do Código Civil Brasileiro:
[...] o fato jurídico pode ser provado mediante:
I -confissão;
II-documento;
III-testemunha;
IV-presunção;
V–perícia.
Caracterização da Perícia
Quando a Perícia é requerida
Perícia judicial, extrajudicial 
e arbitral
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS 
Fundamentais na atividade 
da PERÍCIA
 Quando a determinação do fato depender de conhecimento técnico especializado.
A perícia tem o objetivo de auxiliar o juiz com um conhecimento especializado que ele não possui.
“Princípio”: o que fundamenta algo, ou pode ser usado para embasar algo, ou ainda como sinônimo 
de regra ou norma moral.
• Princípios da Imparcialidade – Ao realizar uma perícia, deve-se atuar de forma imparcial, ou 
seja, não apresentar conclusões tendenciosas que possam beneficiar uma das partes de propósito. 
A perícia deve apresentar a conclusão que os dados nos permitirem chegar.
 A Perícia Judicial é uma perícia que é realizada ao judiciário, ou seja, ela é determinada 
diretamente pelo juiz, seja pelo seu entendimento de necessidade, seja por requerimento das 
partes litigantes.
 A Perícia Extrajudicial é aquela que é contratada livremente por qualquer pessoa. Estas 
perícias são chamadas de extrajudiciais, pois são realizadas fora do âmbito do judiciário.
 A Perícia Arbitral é aquela realizada ao juízo arbitral, conforme Lei nº 9.307 de 1996, que 
dispõe sobre a arbitragem.
Contextualizando 
a Perícia Judicial1 A
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LA
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
10
• Princípio da Igualdade (Art. 5º da Constituição Federal) – Aquele que for realizar a perícia, deve 
tratar igualmente ambas as partes.
• Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa (Art. 5º da Constituição Federal, inciso LV) – 
Na realização da perícia todos os dados devem ser disponibilizados, bem como elencados os 
métodos, de modo que os envolvidos possam tomar conhecimento dos seus componentes e 
possam manifestar respectivas opiniões. Dessa forma, é possível que a perícia seja questionada e, 
se isso ocorrer, os questionamentos devem ser recebidos com respeito e devem ser respondidos, 
assim como as dúvidas devem ser dirimidas.
• Princípio da Ação – O Poder Judiciário não se move sozinho, mas depende da provocação. Isso 
significa que, se houver necessidade de que o juiz realize algo ou resolva algo, deve-se peticioná-
lo. Peticionar é fazer uma solicitação por meio de um requerimento escrito (veremos futuramente 
mais a este respeito).
• Princípio da exigência de motivação das decisões judiciais – O magistrado deve, por obrigação, 
prestar explicações sobre o porquê de sua decisão, fundamentando suas conclusões. Espera-se, 
com este princípio, que não restem dúvidas sobre a linha de raciocínio utilizada. Portanto, comoo Perito Judicial auxilia o juiz pela produção de uma prova pericial, é essencial que o laudo pericial 
apresente de forma clara e indubitável como se fez para chegar à conclusão apresentada.
• Princípio da lealdade processual – Todos os envolvidos num processo judicial, seja juiz, 
promotor de justiça, escrivão, auxiliares da justiça (perito judicial, tradutor, mediador), devem se 
comportar de acordo com a boa-fé e com a lealdade conduzindo o comportamento.
• Princípio da Economia e da instrumentalidade das formas – Para obter um equilíbrio adequado 
entre custo e benefício, o processo, como instrumento, deve ser realizado da maneira menos 
onerosa possível para as partes, guardando qualidade esperada. É neste contexto que a perícia deve 
ser realizada da maneira mais eficaz (alcançar o objetivo), com a máxima eficiência de recursos 
(menor custo).
Contextualizando 
a Perícia Judicial1 A
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Os ELEMENTOS em 
um Processo Judicial
 • Autor – Uma das partes do processo judicial, que move a ação. Muitas vezes, o autor é 
chamado de requerente. Temos que lembrar que o juiz não vai fazer nada se não for provocado, ou 
seja, se alguém não empurrar sua ação. Então, quem faz isso é o autor do processo, ou seja, é quem 
deu início ao processo.
 • Réu – A outra parte do processo judicial. Esta é a parte que é acusada pelo autor. Também 
é chamada de requerido, já que o autor é o requerente. Não confunda o termo réu com aquele que, 
supomos, ter feito algo errado. Por exemplo, num processo de divórcio de um casal, podemos 
ter uma mulher dando início à ação, ou seja, a autora do processo judicial e, portanto, teremos 
o seu cônjuge, sendo a outra parte. O cônjuge, neste exemplo, é o réu. Mas, perceba que, neste 
exemplo, não necessariamente alguém tenha feito algo errado. Na verdade, nem é isso que se está 
discutindo. Neste exemplo, apenas se discute a divisão dos bens.
 • Litígio – As divergências entre as partes (Autor e Réu) compõem um processo judicial. 
Na verdade, ainda que as partes possam ter algum conflito de interesses, dá-se o nome de litígio 
quando esta controvérsia existir a partir da contestação da demanda. Primeiramente a parte 
autora apresenta uma demanda (requer algo). Daí, a outra parte (réu) é convocada. Se o réu não 
contesta essa demanda, significa que o pedido será realizado e que, então, não existe controvérsia. 
Veja que, neste caso, não houve contestação da demanda. Então, não existe, aqui, o litígio. Mas, 
suponhamos que o réu, ao invés de concordar, discorde e apresente uma contestação (uma 
oposição ao que foi requerido). Então, neste outro caso, houve uma contestação da demanda. A 
esta controvérsia judicial iniciada com a contestação da demanda, dá-se o nome de litígio.
 • Juiz – Aquele que tem atribuição de autoridade pública para exercer a atividade 
jurisdicional, ou seja, para julgar o processo judicial (os conflitos de interesse que são submetidos 
à sua apreciação).
Quando se deseja mencionar tanto o autor quanto o réu, 
conjuntamente, diz-se “as partes” do processo judicial.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
12
 • Tribunal – Dá-se este nome ao local onde se encontram os juízes, assim como também 
pode significar o conjunto de juízes que estejam julgando um processo conjuntamente. Portanto, 
é possível dizer que o tribunal (conjunto de juízes) está reunido no tribunal (local, órgão com 
a finalidade de exercer a jurisdição). Um tribunal tem o objetivo de resolver os litígios a partir 
de processos heterocompositivos, ou seja, quem delibera é uma ou mais pessoas (juízes) que 
não estão envolvidas na controvérsia. É neste local que o pretendente a realizar a perícia deve se 
cadastrar para poder exercer essa atividade. É no Tribunal que, após realizada a perícia, o laudo 
pericial é entregue.
 • Vara – Uma vara é uma jurisdição específica que também pode ser chamada de juízo, de 
julgado ou ainda de juizado.
 • Cartório – Local da Vara, onde se encontra toda espécie de ofício judicial.
 • Escrivão – Profissional responsável por dirigir os trabalhos do ofício (do cartório), 
praticar atos jurídicos e executar tarefas inerentes ao ofício do foro judicial.
 Perceba que o escrivão pratica os atos jurídicos. 
 Não confunda ato jurídico com fato jurídico:
 ATO JURÍDICO
 É aquilo que decorre da vontade, que tenha sido devidamente
 manifestada por uma pessoa, num processo judicial, 
 propondo uma ação.
 FATO JURÍDICO 
 São as ocorrências naturais ou mesmo humanas que, quando 
 realizadas, geram alguma consequência jurídica qualquer. 
 Por exemplo, cortar o cabelo é um fato qualquer; mas, cortar 
 o cabelo de outra pessoa à força é um fato jurídico, pois isso gera 
 consequências jurídicas, uma vez que o Art. 129 do Código Penal 
 estabelece que “ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem”, 
 pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano.
Contextualizando 
a Perícia Judicial1 A
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FASES principais de 
um Processo Judicial
 1) FASE POSTULATÓRIA: 
Esta fase é dividida em 3 atos jurídicos principais. Tudo começa com a Petição inicial, após o que 
ocorre a citação, seguida da contestação:
• Petição inicial: Pedido formal, por escrito, redigido pelo Autor (na verdade, pelo seu advogado), 
apresentando os respectivos fatos e fundamentos jurídicos.
• Citação: Ato jurídico processual (do processo) para dar conhecimento à outra parte (réu) do 
processo que foi aberto e lhe permitir apresentar sua contestação. Caso não haja contestação, 
significa que não há litígio e o pedido inicial provavelmente será atendido.
• Contestação: Após o réu tomar conhecimento do processo, pela citação, o Código de Processo 
Civil ainda prevê, obrigatoriamente, a realização de uma audiência de conciliação. Se as partes não 
se conciliarem, o réu terá um prazo para poder apresentar sua defesa (redigida e apresentada pelo 
seu advogado) contestando a petição inicial.
 2) FASE INSTRUTÓRIA: 
Nesta fase, tanto o autor, quanto o réu já apresentaram fatos e fundamentos jurídicos, dentre os 
quais, foram juntados documentos, os quais são objetos de prova. Mas, nesta fase, novas provas 
podem ser produzidas, como relatos de testemunhas. É aqui que entra, dependendo do caso, a 
realização de uma perícia judicial. 
 3) FASE DECISÓRIA: 
Depois de que todas as provas tenham sido juntadas e produzidas, o juiz deverá deliberar a respeito, 
ou seja, serão feitas análises, julgamentos e será proferida a sentença (a conclusão) para resolver 
o mérito do processo. 
 4) FASE RECURSAL: 
Qualquer uma das partes que tenha se sentido prejudicada com a sentença poderá apresentar 
uma contestação da sentença judicial. A isso dá-se o nome de recurso. No processo comum, a 
este recurso dá-se o nome de apelação. O recurso não será mais analisado pelo juiz que proferiu a 
sentença, porque a sentença já havia tido sua decisão final. Então, o caso será analisado por outros 
juízes, neste grau chamados de Desembargadores. Também é possível haver recurso da conclusão 
destes Desembargadores. A cada recurso, sobe-se o grau até que nenhuma parte apresente outro 
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
14
recurso ou até não haver outro grau para subir. Com isso, o processo chega ao final em termos de 
julgamento e, por isso, é chamado de “trânsito em julgado”. Isso significa que não se pode mais 
interpor recursos, de modo que a última (a mais recente) decisão é a que prevalece.
 5) Fase EXECUTÓRIA: 
Esta fase também é conhecida por “fase de cumprimento de sentença”, pois, uma vez que se tenha 
alcançado uma decisão final, basta, então, realizá-la, ou seja, torná-la real. Para isso, deve-se 
executar o que tenha sido sentenciado.
IMPORTANTE: A PERÍCIA É REALIZADA NA FASE
 INSTRUTÓRIA (OU FASE DE INSTRUÇÃO).
O Judiciário se estrutura em 3 instâncias, ou seja, 3 graus, sendo:
• 1ª Instância (1º grau) – Essa é a porta de entrada do Judiciário brasileiro. As decisões são tomadas 
apenas por um Juiz de Direito em Tribunais Estaduais. Caso haja um recurso,o processo seguirá 
para a 2ª instância.
• 2ª Instância (2º grau) – Esta é uma camada jurisdicional mais robusta, pois os processos são 
analisados por um conjunto de juízes, os quais são chamados de Desembargadores. A decisão final 
é chamada de acórdão. É possível pedir revisão da decisão em segunda instância, o que fará com 
que o processo seja julgado nos Tribunais Superiores (3º grau).
• 3ª Instância (3º grau) – Os juízes que atuam nesses tribunais são chamados de ministros, e são 
nomeados pelo Presidente da República com aprovação prévia do Senado Federal.
ATENÇÃO!
O Perito Judicial auxilia o Juiz, de modo que a perícia judicial
 apenas é realizada na 1ª Instância, na Fase Instrutória.
Nas outras instâncias não existe produção de provas, 
apenas análises e julgamentos.
!
Contextualizando 
a Perícia Judicial1 A
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QUESTÃO 1
Qual é a definição de perícia?
A) Discussão que resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, realizada por uma 
pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação de métodos 
técnico-científicos.
B) Conclusão que não resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, realizada por 
uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação de métodos 
técnico-científicos.
C) Conclusão que resulta de uma análise comprovável sobre algo específico, realizada por uma 
pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e aplicação de métodos 
técnico-científicos.
D) Conclusão que resulta de uma análise não possível de ser comprovada sobre algo específico, 
realizada por uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a partir do uso e 
aplicação de métodos técnico-científicos.
E) Conclusão que resulta de uma análise comprovável sobre algo que seja genérico e nem um 
pouco específico, realizada por uma pessoa especializada e habilitada no assunto, obtida a 
partir do uso e aplicação de métodos técnico-científicos.
QUESTÃO 2
Analise se a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa:
“O fato jurídico pode ser provado mediante perícia.”
A) Verdadeiro.
B) Falso.
EXERCÍCIOS
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
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QUESTÃO 3
Quando a perícia é requerida?
A) Quando a determinação do fato não depender de conhecimento técnico especializado.
B) Quando a prova do fato depender de opinião pessoal amadora.
C) Quando a determinação do valor dos honorários depender de conhecimento técnico 
especializado.
D) Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico especializado.
E) Quando o juiz necessitar ajuizar ação contra o réu.
QUESTÃO 4
Analise se a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa:
“A Perícia Arbitral é uma perícia realizada ao judiciário, determinada diretamente pelo juiz.”
A) Verdadeiro.
B) Falso.
O Perito Judicial2 A
U
LA
AULA 2
Esta aula contém explicações referentes à figura do perito judicial, incluindo quem pode exercer 
essa atividade e a diferença entre Perito Judicial e Assistente Técnico. Também serão apresentadas 
as habilidades essenciais do Perito Judicial.
Primeiro uma pessoa tem uma profissão, depois tem uma especialização (ou um conhecimento 
profundo sobre algo), e somente depois disso, poderá ser nomeada para realizar uma Perícia 
Judicial.
Quem é o Perito Judicial?
ATENÇÃO!
Perito Judicial é um Auxiliar da Justiça!
 O Perito Judicial tem como propósito a produção de uma prova do 
fato que se esteja analisando, a partir dos seus conhecimentos
 técnicos ou científicos. Isso é feito para auxiliar o juiz. Portanto, 
o Perito Judicial é um Auxiliar da Justiça.
Então, todas as regras que se apliquem aos Auxiliares da Justiça, 
consequentemente se aplicará aos Peritos Judiciais.
ISSO SIGNIFICA QUE:
• Perito Judicial não é um cargo;
• Perito Judicial não é um posto de trabalho;
• Perito Judicial não é uma profissão.
Perito Judicial é um estado situacional
de que foi investido da responsabilidade
de realizar uma Perícia num Processo Judicial.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
18
O Código de Processo Civil, Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015, estabelece em seu Art. 156 
quem pode ser Perito Judicial:
Art. 156. O juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento 
técnico ou científico.
§ 1º Os peritos serão nomeados entre os profissionais legalmente habilitados e os órgãos 
técnicos ou científicos devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o juiz 
está vinculado.
§ 2º Para formação do cadastro, os tribunais devem realizar consulta pública, por meio de 
divulgação na rede mundial de computadores ou em jornais de grande circulação, além de 
consulta direta a universidades, a conselhos de classe, ao Ministério Público, à Defensoria 
Pública e à Ordem dos Advogados do Brasil, para a indicação de profissionais ou de órgãos 
técnicos interessados.
§ 3º Os tribunais realizarão avaliações e reavaliações periódicas para manutenção do cadastro, 
considerando a formação profissional, a atualização do conhecimento e a experiência dos 
peritos interessados.
§ 4º Para verificação de eventual impedimento ou motivo de suspeição, nos termos dos arts. 
148 e 467 , o órgão técnico ou científico nomeado para realização da perícia informará ao juiz os 
nomes e os dados de qualificação dos profissionais que participarão da atividade.
§ 5º Na localidade onde não houver inscrito no cadastro disponibilizado pelo tribunal, a 
nomeação do perito é de livre escolha pelo juiz e deverá recair sobre profissional ou órgão técnico 
ou científico comprovadamente detentor do conhecimento necessário à realização da perícia.
Quem PODE ser 
Perito Judicial?
O Perito Judicial2 A
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Portanto...
• “O juiz será assistido por perito”: de modo que o perito lhe presta assistência (remunerada) e, 
para isso, deve saber algo que o juiz não sabe, daí a que o perito deve ter uma profissão fora do 
judiciário.
• “quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico”: que nos faz concluir 
que a perícia deva exigir que sejam usados métodos técnicos ou científicos, para a produção da 
prova do fato.
• “Os peritos serão nomeados”: ou seja, é uma incumbência obtida em função de reputação, já 
que o juiz, certamente, escolherá (para nomear) alguém que acredite possa realmente lhe prestar 
a assistência necessária.
• “entre os profissionais legalmente habilitados”: para ser nomeado, o interessado deve ser 
profissional, ou seja, ter alguma formação específica, e ser legalmente habilitado, ou seja, deve ter 
o direito de realizar a atividade da sua profissão. No caso de corretores de imóveis, por exemplo, 
esse direito é concedido a partir do registro profissional no Conselho Regional de Corretores de 
Imóveis (CRECI) da Região onde for atuar (CRECISP em São Paulo, CRECI-MG em Minas Gerais, 
CRECI-AM/RR em Roraima ou Amazonas etc.), ou seja, deve ter um número de CRECI e este 
registro deve estar ativo.
• “e os órgãos técnicos ou científicos”: o juiz, ao invés de nomear um indivíduo como perito 
judicial, poderá obter assistência de órgãos técnicos ou científicos, normalmente acionados 
em casos específicos e altamente criteriosos. No entanto, é muito comum que sejam nomeadas 
pessoas físicas para realização das perícias judiciais.
• “devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o juiz está vinculado”: cada 
tribunal criou seu próprio cadastro, conforme orientações no CNJ – Conselho Nacional de Justiça, 
de modo que igualmente apresentam regras próprias para a realização desse cadastro. Portanto, 
deve-se obter maiores informações sobre o cadastro de perito no Tribunal que se pretende atuar.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
20
Perito Arbitral 
e Extrajudicial
Diferença entre Perito 
Judicial e Assistente Técnico
O Perito Arbitral é aquele que 
realiza a Perícia Arbitral, ou seja, 
a perícia que é realizada ao juízo 
arbitral.
O Perito Extrajudicial é aquele que 
realiza a Perícia Extrajudicial, ou 
seja, que é contratadolivremente 
por qualquer pessoa para realizar 
perícias fora do âmbito do judiciário.
Assistente técnico:
Advogado 
do autor
Advogado 
do réu
Assitente
técnico
Assitente
técnico
AUTOR RÉU
Perito
Judicial
Juíz
O Perito Judicial2 A
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Num Processo Judicial, temos a figura do Juiz, que poderá ser assistido por um Perito Judicial por 
si nomeado.
Temos também, de um lado, o Autor e do outro lado o Réu. É comum chamarmos apenas de “As 
Partes”.
Tanto o Autor, quanto o Réu, são representados por seus respectivos Advogados.
Tanto o Autor, quanto o Réu, poderão, se desejar, contratar profissionais que atuarão como seus 
respectivos Assistentes Técnicos. Essa contratação é opcional. Qualquer Parte poderá, ou não, 
contratar Assistentes Técnicos.
O Perito Judicial é de confiança do Juiz, o Assistente Técnico é de confiança da Parte que 
o contratou.
DIFERENÇA ENTRE O PERITO JUDICIAL 
E O ASSISTENTE TÉCNICO: 
Ambos realizarão o mesmo trabalho (a perícia), mas enquanto 
o Perito Judicial é nomeado pelo Juiz, o Assistente Técnico 
é contratado por uma das partes. Portanto, o Perito Judicial 
receberá seus honorários do Tribunal e os Assistentes Técnicos 
recebem seus honorários das respectivas partes.
E NO CASO DE CORRETORES DE IMÓVEIS?
Corretores de Imóveis, ao realizar a Avaliação Imobiliária emite um PTAM - Parecer Técnico 
de Avaliação Imobiliária.
Quando nomeado Perito Judicial: emitirá o PTAM e o renomeará de LAUDO PERICIAL.
Quando contratado como Assistente Técnico: emitirá o PTAM e o renomeará de PARECER 
TÉCNICO.
Alguns corretores de imóveis preferem, ao invés de renomear o PTAM, incluir uma capa 
nesse documento com o nome conforme a função que esteja exercendo. Dessa forma, 
quando for Perito Judicial, haverá uma capa com o título “Laudo Pericial” e na sequência 
conterá o PTAM. Quando for Assistente Técnico, haverá uma capa com o título “Parecer 
Técnico” e na sequência conterá o PTAM. Isso também é possível.
O Perito Judicial entrega um Laudo Pericial.
O Assistente Técnico entrega um Parecer Técnico.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
22
ATENÇÃO!
Assistente Técnico não é Auxiliar da Justiça
Disposição Legal (CPC – Código de Processo Civil):
Então, cada uma das partes, se quiser, poderá indicar quem será seu assistente técnico. 
Mas isso deve ser feito no prazo de 15 dias.
ENTÃO NUM PROCESSO JUDICIAL PODEMOS TER QUANTOS PROFISSIONAIS REALIZANDO 
PERÍCIAS?
Alternativas: 
A) 0 (nenhum),
B) 1 (um),
C) 2 (dois),
D) 3 (três).
Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o 
prazo para a entrega do laudo.
§ 1º Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de 
nomeação do perito:
I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
II - indicar assistente técnico;
III - apresentar quesitos. 
Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante 
requerimento, desde que:
I - sejam plenamente capazes;
II - a causa possa ser resolvida por autocomposição.
§ 1º As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os respectivos assistentes técnicos 
para acompanhar a realização da perícia, que se realizará em data e local previamente 
anunciados.
§ 2º O perito e os assistentes técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres 
em prazo fixado pelo juiz.
§ 3º A perícia consensual substitui, para todos os efeitos, a que seria realizada por perito 
nomeado pelo juiz.
O Perito Judicial2 A
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Na verdade, todas as alternativas estão corretas. Entendamos:
A) 0 (NENHUM): Mesmo que exista um imóvel no processo judicial, é possível que nenhum Perito 
Judicial seja nomeado. Isso pode acontecer quando as partes não apresentem discordância com 
relação ao que entendam ser o valor imóvel.
B) 1 (UM): No entanto, caso não haja concordância, então, o juiz deverá nomear um perito judicial 
para produzir a prova desse fato. Havendo a nomeação do Perito Judicial, sem que as Partes 
indiquem Assistentes Técnicos, teremos uma situação em que apenas 1 (um) profissional estará 
realizando a perícia (produzindo um laudo pericial, neste caso).
C) 2 (DOIS): Por outro lado, é possível que apenas uma das partes tenha indicado um Assistente 
Técnico (independentemente de ter sido o réu ou o autor), tendo, portanto, 2 profissionais 
realizando perícias (produzindo um laudo pericial e um parecer técnico).
D) 3 (TRÊS): Por fim, temos o último caso em que o Perito Judicial foi nomeado pelo juiz e ambas 
as partes (autor e réu) indicaram seus respectivos Assistentes Técnicos, sendo 3 profissionais 
realizando perícias (produzindo um laudo pericial e dois pareceres técnicos).
• CONHECIMENTO DA ÁREA – Esta característica nem precisaria estar listada aqui, pois isso é 
pré-requisito técnico.
• RESPONSABILIDADE – O próprio Código de Processo Civil exigirá a responsabilidade do Perito 
Judicial. Mas, vale a pena ressaltar que além daquilo que é exigido, o Perito Judicial deve ir além e 
ser responsável pelos dados coletados, em termos de ser organizado em armazená-los.
• EXPERIÊNCIA – Experiência é algo que vai ser desenvolvida, queira ou não, pois, com o tempo, 
podemos acumular em nossa memória tudo pelo que passamos. No entanto, mais do que isso, a 
sugestão é de acumular, também, as experiências dos outros, ou seja, converse com os colegas que 
têm feito perícias, troque vivências nesta atividade, para multiplicar suas experiências junto com 
as experiências dos outros.
• BOA APARÊNCIA PESSOAL – Ainda que o que se espera do Perito Judicial é a sua tecnicidade e/ou 
metodologia científica para produzir adequadamente a prova do fato, uma boa aparência, a higiene 
pessoal e uma postura calma e harmônica, ajudam a transmitir uma imagem de um profissional 
zeloso com o que faz. Isso pode contribuir para a construção da sua reputação. Lembre-se que 
quanto mais reputação, maior serão, potencialmente, as oportunidades de ser nomeado perito 
judicial.
Habilidades do Perito
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
24
ORGANIZAÇÃO E ARQUIVAMENTO DOS DADOS DA PERÍCIA
Uma das habilidades do Perito Judicial que merece destaque é a ORGANIZAÇÃO, devido à sua 
tamanha importância.
É fundamental que o Perito Judicial mantenha registro de todas as suas perícias, principalmente 
porque após a entrega do Laudo Pericial, as partes podem apresentar novas quesitações e, para 
respondê-las, muitas vezes, o Perito deverá recorrer ao histórico de dados e de cálculos.
Mas, também é interessante manter o histórico de suas realizações, já que, no futuro, pode 
acontecer a necessidade de realizar uma perícia relativamente similar. Imagine uma perícia muito 
criteriosa, na qual foi necessária aplicação de técnicas e/ou métodos bem específicos. Pois bem, 
no futuro, essa perícia pode servir de modelo.
Ainda que o Perito Judicial se envolve no processo judicial, apenas na primeira instância, sabemos 
que um processo pode se alongar, no judiciário, e consumir muitos anos para chegar ao final. Num 
desses momentos, muita coisa pode acontecer. Caso o Laudo Pericial tenha sido extraviado, você 
terá uma cópia em seu arquivo pessoal. Caso seja necessário atualizar os dados, você terá todos 
os dados e cálculos, de modo que bastará obter novos e trocá-los no laudo pericial. Neste caso, 
considerando as perícias de corretores de imóveis, atualizar os dados seria obter novos imóveis 
referenciais (imóveis cujos preços serão usados para compor a média do mercado para determinar 
o valor do imóvel avaliando) e trocar esses dados na lista presente no Laudo Pericial e trocar os 
preços na planilha de cálculos, mas não precisará fazer a avaliação inteira novamente.
E POR QUANTO TEMPO DEVE-SE MANTER ESSE ARQUIVO?
Não existe uma regra imposta por lei, mas sugerimos guardar por, no mínimo, 10 anos.
O Perito Judicial2 A
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QUESTÃO 1
Assinale a alternativa CORRETA:
A) Perito Judicial é um cargo.
B) Perito Judicial é um posto de trabalho.
C) Perito Judicial é uma profissão.D) Perito Judicial é um juiz.
E) Perito Judicial não é uma profissão.
QUESTÃO 2
Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz poderá ser 
assistido por quem?
A) Perito.
B) Assistente Técnico.
C) Assistente da Justiça.
D) Mediador.
E) Tradutor.
QUESTÃO 3
Analise se a seguinte afirmação é verdadeira ou falsa:
“O Assistente Técnico nunca, em hipótese alguma, poderá acompanhar o Perito Judicial durante a 
diligência da perícia.”
A) Verdadeiro.
B) Falso.
EXERCÍCIOS
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
26
AULA 3
Esta é uma aula dedicada às responsabilidades do Perito Judicial. Serão apresentadas as situações 
de risco e suas consequências, bem como as situações em que uma pessoa não possa ser nomeada 
perito judicial.
O Código de Processo Civil prevê penalidade para o Perito Judicial que mentir no seu Laudo Pericial:
Por dolo quer-se dizer de caso pensado, de propósito.
Por culpa, quer-se dizer sem querer, mas, ainda assim, tendo feito. A culpa, neste caso, na maioria 
das vezes, é resultante de falta de atenção, desmazelo, pressa ou falta de cuidado com os dados.
Ficar inabilitado significa que não poderá ser nomeado como perito judicial.
Art. 158. O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas 
responderá pelos prejuízos que causar à parte e ficará inabilitado para atuar em 
outras perícias no prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, independentemente das 
demais sanções previstas em lei, devendo o juiz comunicar o fato ao respectivo 
órgão de classe para adoção das medidas que entender cabíveis.
Laudo Pericial com 
informações não verdadeiras
ATENÇÃO!
Assistente Técnico não é nomeado pelo juiz. Assistente Técnico 
não é auxiliar da justiça. 
O Assistente Técnico é contratado pela parte. Por isso, o juiz não 
pode aplicar sanções aos Assistentes Técnicos. Caso a parte se sentir 
prejudicada pelo Parecer Técnico do Assistente Técnico, poderá ajuizar 
ação de ressarcimento por perdas e danos (indenização).
Responsabilidade, riscos e 
cuidados na Perícia Judicial3 A
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Mentir numa perícia, apresentar dados falsos ou não verdadeiros, além de implicar nas sanções 
que já vimos, ainda poderá ser enquadrado no Código Penal Brasileiro, quanto ao item “falso 
testemunho ou falsa perícia”:
Mesmo depois de submeter seu Laudo Pericial, reveja tudo mais uma vez. Caso encontrar algum 
erro, corrija o erro e faça imediatamente uma petição ao juiz remetendo a nova versão do Laudo 
Pericial, justificando o erro. Faça isso antes que qualquer outra pessoa se manifeste a tal respeito. 
Desta forma, segundo o § 2º do artigo 342 do CPC, este erro deixará de ser punível.
Falsa Perícia
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, 
perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, 
inquérito policial, ou em juízo arbitral:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º As penas aumentam de um sexto a um terço, se o crime é praticado mediante 
suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em 
processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da administração 
pública direta ou indireta.
§ 2º O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu 
o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade.
ATENÇÃO!
Ao receber a nomeação para realizar uma Perícia Judicial, sua postura deve ser 
absolutamente imparcial em relação às partes e totalmente alinhada com a verdade.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
28
Se o perito deixar de cumprir com suas incumbências o juiz determinará a sua substituição, 
conforme determina o artigo 468 do Código de Processo Civil:
Antes de atrasar, percebendo que não haverá condições de fazer o que deve ser feito, o perito deve 
avisar o juiz, por petição, pedindo alongamento do prazo.
Substituição do perito
Art. 468. O perito pode ser substituído quando:
I - faltar-lhe conhecimento técnico ou científico;
II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi 
assinado.
§ 1º No caso previsto no inciso II, o juiz comunicará a ocorrência à corporação 
profissional respectiva, podendo, ainda, impor multa ao perito, fixada tendo em 
vista o valor da causa e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo.
Responsabilidade, riscos e 
cuidados na Perícia Judicial3 A
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Não se pode nomear aqueles que estejam impedidos ou suspeitos para serem peritos judiciais.
Artigos do Código de Processo Civil sobre isso:
Impedimento e Suspeição 
do Perito Judicial
POR IMPEDIMENTO, 
quer-se dizer a proibição 
de exercer a atividade.
POR SUSPEIÇÃO
quer-se dizer a suspeita de que a atividade 
possa ser exercida sem imparcialidade e, por 
isso, possa comprometer o resultado final.
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no 
processo:
I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como 
membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha;
II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão;
III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou 
membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou 
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, 
inclusive;
V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica 
parte no processo;
VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das 
partes;
VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de 
emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços;
ATENÇÃO!
O artigo 148 do CPC estabelece que “Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição: 
(II) aos auxiliares da justiça” (lembrando: perito judicial é um auxiliar da justiça).
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
30
ENTENDENDO CADA ITEM DO ARTIGO 144:
VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, 
companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o 
terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório;
IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
Art. 145. Há suspeição do juiz:
I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;
II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois 
de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa 
ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio;
III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou 
companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;
IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.
§ 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade 
de declarar suas razões.
§ 2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando:
I - houver sido provocada por quem a alega;
II - a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do 
arguido.
I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do 
Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha;
 
 Portanto, aquele que é (ou foi) testemunha não poderá ser Perito Judicial. Assim como não 
 poderá ser Perito que tenha recebido de uma das partes os direitos de a representar.
II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão;
Este item não se aplica ao Perito Judicial, já que somente o juiz é quem pode proferir 
decisão. Mas, se um juiz proferiu uma decisão em outro grau de jurisdição para uma 
das partes deste processo, além de não poder ser o juiz deste processo, também 
não poderá ser nomeadocomo qualquer outro auxiliar da justiça neste processo.
Responsabilidade, riscos e 
cuidados na Perícia Judicial3 A
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III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério 
Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta 
ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
Vamos analisar este item junto com o seguinte.
Parece que fica claro que não é possível nomear como Perito Judicial uma das partes ou 
o advogado ou o juiz, ou ainda o membro do Ministério Público, que estejam envolvidos 
neste processo judicial. Assim como tampouco poderia ser nomeado como Perito Judicial 
um parente de um desses.
Mas o que define alguém ser parente?
Esses itens especificam tratar-se, neste caso, de cônjuge ou companheiro (a pessoa 
com quem vive, seja em relação matrimonial ou não, independentemente do sexo), os 
consanguíneos (aqueles que compartilham carga genética como pai, mãe, irmão, irmã, 
filho, filha, neto, neta etc.), ou afim (cunhada, cunhado, genro, nora etc.), em linha reta 
(ascendentes ou descendentes) ou colateral (primo, prima, tio, tia etc.), até o 3º grau.
Mas, como se calcula o grau de parentesco? 
Vejamos a imagem abaixo:
Esta imagem apresenta os parentes consanguíneos.
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para Corretores de Imóveis
32
O grau de parentesco é calculado conforme quantas vezes passamos por uma geração. Dessa 
forma, os únicos parentes de 1º grau de uma pessoa são seus pais e filhos. Perceba que os 
pais é que geraram este indivíduo que, por sua vez, gerou os filhos. Portanto, os irmãos 
deste indivíduo não são sua geração nem são seus geradores. Neste caso, deve-se buscar 
a linha de geração. A mesma lógica é adotada para definir que o tio e a tia são parentes de 
3º grau deste indivíduo, sendo estes o limite estabelecido no terceiro item da lista de casos 
que provocam o impedimento do Perito Judicial. Isso significa que, se o primo é seu 4º 
grau de parentesco, caso este seja uma das partes num processo, este indivíduo poderá ser 
nomeado Perito Judicial.
E os cônjuges e companheiros? Sabemos que são parentes, mas em que grau? E o cônjuge 
da sobrinha?...
Cônjuges são aqueles com relação matrimonial, enquanto companheiros são os que 
mantêm relação estável. Todos estes são considerados aliados aos parentes pelo vínculo 
da afinidade e recebem o mesmo grau de parentesco daquele com quem estejam aliados. 
Por exemplo, a esposa do filho não é parente consanguínea, mas está alinhada ao filho 
que é parente em 1º grau. Esta nora, portanto, é igualmente parente de 1º grau. O mesmo 
ocorre, por exemplo, ao cunhado que, aliado à irmã, torna-se parente em 2º grau. Enfim, 
respondendo à pergunta acima, o cônjuge da sobrinha é igualmente parente de 3º grau, já 
que a sobrinha é parente consanguíneo de 3º grau.
Assim como a existência de relação familiar com alguém que esteja envolvido no processo 
judicial torna o indivíduo impedido de ser nomeado Perito Judicial, a relação estabelecida 
num contrato civil também. Em outras palavras, não pode ser nomeado o sócio em 
uma empresa cujo o outro sócio seja uma das partes no processo judicial, mesmo que 
a empresa não esteja no processo. Isso se estende, também, para os que respondem 
administrativamente pela empresa.
Este item apresenta 3 condições. Empregador, aparentemente, é um termo que a grande 
maioria das pessoas conhece. Empregador é a pessoa física ou jurídica que contrata um 
indivíduo, obtendo a prestação de um trabalho que é retribuído em contrapartida por uma 
remuneração. Já as duas outras condições não parecem tão óbvias. Herdeiro é aquele que a 
lei atribui a capacidade de suceder a pessoa que faleceu, ficando com seus bens, direitos e 
obrigações. Já o herdeiro presuntivo é a pessoa provisoriamente tida como herdeira de uma 
herança, mas que pode perder tal posição com o nascimento de um herdeiro aparente ou 
V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no 
processo;
VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes;
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de um novo herdeiro presuntivo com mais direito a esta. Presuntivo significa presumível 
ou provável. Portanto, na ausência de parente mais próximo, atribui-se a herança a ele. 
Enfim, o importante aqui é entender que não se pode nomear o herdeiro de uma das partes 
como Perito Judicial. Por fim, o donatário é aquele para quem se faz uma doação. Não se 
pode nomear Perito Judicial o indivíduo que tenha sido favorecido por doação de uma das 
partes.
Também não poderá ser Perito Judicial aquele que seja empregado ou que esteja prestando 
serviço a uma instituição de ensino que, coincidentemente, seja uma das partes no 
processo judicial.
Caso uma das partes seja cliente (consumidor ou contratantes) de um escritório de 
advocacia que seja de um parente de um indivíduo (nas mesmas condições já comentadas 
anteriormente), então esse indivíduo não poderá ser nomeado Perito Judicial.
Por fim, aquele que estiver processando uma das partes ou um dos advogados, não poderá 
ser nomeado Perito Judicial.
Ser amigo ou inimigo de uma das partes ou um de seus advogados é algo que levanta 
suspeitas a respeito da imparcialidade daquele que realizará a perícia e, por isso, é melhor 
que não seja nomeado Perito Judicial.
VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou 
decorrente de contrato de prestação de serviços;
VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou 
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo 
que patrocinado por advogado de outro escritório;
IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
Diferente do impedimento, como já dito, existe a suspeição que, na prática, fará com que uma 
pessoa não possa ser nomeada Perita Judicial.
I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados;
II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o 
processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios 
para atender às despesas do litígio;
ENTENDENDO CADA ITEM DO ARTIGO 145:
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
34
Se você recebeu presente de uma das partes, mesmo que tenha sido antes de ter iniciado 
o processo judicial, ou, diferente disso, você presta algum tipo de assessoramento ou 
orientação a uma das partes, ou ainda, se você fornecer, deliberadamente a qualquer 
uma das partes, os recursos necessários (dinheiro) para quitação das despesas dos atos 
processuais, então, em qualquer um destes caso, não poderá ser nomeado Perito Judicial.
Não poderá ser nomeado Perito Judicial aquele para quem uma das partes deva dinheiro, ou 
mesmo que deve dinheiro a uma das partes, seja diretamente à parte ou a seus parentes, até 
terceiro grau (mesmas condições de parentescos de outros itens).
Obviamente quem tem qualquer tipo de interesse no julgamento não poderá ser nomeado 
Perito Judicial.
III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou 
de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;
IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes.
Prazos e obrigações do Perito
ATENÇÃO!
O artigo 219 do CPC estabelece que, na contagem de prazo em dias, sejam os estabelecidos por 
lei ou estabelecidos pelo juiz, somente serão considerados e computados os DIAS ÚTEIS.
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SITUAÇÃO
Impedimento e de suspeição dos auxiliares da Justiça
Escusa do Perito
Realização da Perícia
Resposta a quesito de esclarecimentonas audiências de
provas orais
Impedimento ou suspeição do perito
Indicação de assistente técnico
Apresentação de quesitos, quando da nomeação do Perito
Apresentação, pelo Perito, de proposta de honorários, 
currículo e contatos
Manifestação das Partes quanto aos honorários do Perito 
(após juiz arbitrar valor)
Restituição de valores pelo Perito substituído
Entrega do Laudo Pericial pelo Perito
Entrega do Parecer Técnico pelo Assistente Técnico
Manifestação das Partes sobre o Laudo Pericial
Apresentação de Parecer pelo Assistente Técnico
Esclarecimentos do Perito
PRAZO
15 (quinze) dias
15 (quinze) dias
Prazo determinado pelo juiz
15 (quinze) dias
15 (quinze) dias
15 (quinze) dias
15 (quinze) dias
5 (cinco) dias
5 (cinco) dias
15 (quinze) dias
Fixado pelo juiz
Fixado pelo juiz
15 (quinze) dias
15 (quinze) dias
15 (quinze) dias
 • Impedimento e de suspeição dos auxiliares da Justiça: Art. 148, § 2º do CPC: O juiz 
mandará processar o incidente em separado e sem suspensão do processo, ouvindo o arguido no 
prazo de 15 (quinze) dias e facultando a produção de prova, quando necessária.
 • Escusa do Perito: Art. 157, § 1º do CPC: A escusa será apresentada no prazo de 15 (quinze) 
dias, contado da intimação, da suspeição ou do impedimento supervenientes, sob pena de renúncia 
ao direito a alegá-la. 
 •Realização da Perícia: Art. 157 do CPC: O perito tem o dever de cumprir o ofício no prazo 
que lhe designar o juiz, empregando toda sua diligência, podendo escusar-se do encargo alegando 
motivo legítimo.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
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 • Resposta a quesito de esclarecimento nas audiências de provas orais:
Art. 361 do CPC: o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos quesitos de esclarecimentos 
requeridos no prazo e na forma do art. 477 , caso não respondidos anteriormente por escrito.
Art. 477 § 2º do CPC: O perito do juízo tem o dever de, no prazo de 15 (quinze) dias, esclarecer 
ponto sobre o qual exista divergência ou dúvida de qualquer das partes, do juiz ou do órgão do 
Ministério Público; divergente apresentado no parecer do assistente técnico da parte.
 • Impedimento ou suspeição do perito: Art. 465, § 1º do CPC: Incumbe às partes, dentro de 
15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de nomeação do perito:
 I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
 II - indicar assistente técnico;
 III - apresentar quesitos.
 • Indicação de assistente técnico: Art. 465, § 1º do CPC: Incumbe às partes, dentro de 15 
(quinze) dias contados da intimação do despacho de nomeação do perito:
 I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
 II - indicar assistente técnico;
 III - apresentar quesitos.
 • Apresentação de quesitos, quando da nomeação do Perito: Art. 465, § 1º do CPC: Incumbe 
às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de nomeação do perito:
 I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;
 II - indicar assistente técnico;
 III - apresentar quesitos.
 • Apresentação, pelo Perito, de proposta de honorários, currículo e contatos: Art. 465, 
§ 2º do CPC: Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias:
 I - proposta de honorários;
 II - currículo, com comprovação de especialização;
 III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas as 
intimações pessoais.
 • Manifestação das Partes quanto aos honorários do Perito (após juiz arbitrar valor): 
Art. 465, § 3º do CPC: As partes serão intimadas da proposta de honorários para, querendo, 
manifestar-se no prazo comum de 5 (cinco) dias, após o que o juiz arbitrará o valor, intimando-se 
as partes para os fins do art. 95.
Responsabilidade, riscos e 
cuidados na Perícia Judicial3 A
U
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 • Restituição de valores pelo Perito substituído: Art. 468, § 2º do CPC: O perito substituído 
restituirá, no prazo de 15 (quinze) dias, os valores recebidos pelo trabalho não realizado, sob pena 
de ficar impedido de atuar como perito judicial pelo prazo de 5 (cinco) anos.
 • Entrega do Laudo Pericial pelo Perito: Art. 471, § 2º do CPC: O perito e os assistentes 
técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres em prazo fixado pelo juiz.
 • Entrega do Parecer Técnico pelo Assistente Técnico: Art. 471, § 2º do CPC: O perito e os 
assistentes técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres em prazo fixado pelo 
juiz.
 • Manifestação das Partes sobre o Laudo Pericial: Art. 477, § 1º do CPC: As partes serão 
intimadas para, querendo, manifestar-se sobre o laudo do perito do juízo no prazo comum de 15 
(quinze) dias, podendo o assistente técnico de cada uma das partes, em igual prazo, apresentar 
seu respectivo parecer.
 • Apresentação de Parecer pelo Assistente Técnico: Art. 477, § 1º do CPC: As partes serão 
intimadas para, querendo, manifestar-se sobre o laudo do perito do juízo no prazo comum de 15 
(quinze) dias, podendo o assistente técnico de cada uma das partes, em igual prazo, apresentar 
seu respectivo parecer.
 • Esclarecimentos do Perito: Art. 477, § 2º do CPC: O perito do juízo tem o dever de, no 
prazo de 15 (quinze) dias, esclarecer ponto:
 I - sobre o qual exista divergência ou dúvida de qualquer das partes, do juiz ou do órgão do 
Ministério Público;
 II - divergente apresentado no parecer do assistente técnico da parte.
!
CUIDADO COM OS PRAZOS!!!
Art. 468. O perito pode ser substituído quando:
I - faltar-lhe conhecimento técnico ou científico;
II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo 
no prazo que lhe foi assinado.
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para Corretores de Imóveis
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QUESTÃO 1
Assinale a situação que poderá fazer com que o perito fique inabilitado para atuar em outras 
perícias no prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
A) Se, por dolo ou culpa, prestar informações absolutamente verdadeiras.
B) Se, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas.
C) Se, por dolo ou culpa, prestar serviço adequado.
D) Se, por dolo ou culpa, prestar informações verídicas.
E) Se, por dolo ou culpa, não prestar informações inverídicas.
QUESTÃO 2
Segundo o Código Penal Brasileiro, o que pode acontecer se o Perito fizer afirmação falsa?
A) Reclusão, de 12 (doze) a 14 (quatorze) anos, e multa.
B) Reclusão, de 20 (vinte) a 40 (quarenta) anos, e multa.
C) Apenas multa.
D) Apenas reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) meses.
E) Reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
QUESTÃO 3
O Perito pode ser substituído?
A) Não, pois após nomeado, nada pode demovê-lo de seu posto.
B) Sim, pois as partes podem solicitar a substituição, a qualquer tempo, mediante qualquer 
motivo.
C) Não, pois a função do Perito é atribuída a partir de Concurso Público.
D) Sim, caso faltar-lhe conhecimento técnico ou científico ou caso, sem motivo legítimo, 
deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.
E) Sim, caso fizer afirmação verídica e, mesmo assim, falar a verdade.
EXERCÍCIOS
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QUESTÃO 4
Assinale a alternativa que NÃO contenha situação que haja impedimento do Perito, sendo-lhe 
vedado exercer suas funções.
A) Quando for parte no processo seu cônjuge.
B) Quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no 
processo.
C) Quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
D) Quando for herdeiro de qualquer das partes.
E) Quando estiver inadimplente nas suas obrigações perante o seu Conselho Profissional.
QUESTÃO 5
Qual é o prazo para a realização da perícia?
A) 15 dias.
B) 30 dias.
C) Prazo determinado pelo juiz.
D) Prazo determinado pelas partes.
E) 25 dias.
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para Corretores de Imóveis
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AULA 4
Esta é uma aula dirigida aos Corretores de Imóveis, na qual são comparados os requisitos mínimos 
de um PTAM – Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica com os requisitos mínimos de um 
Laudo Pericial conforme descrito no CPC – Código de Processo Civil.
AVALIAÇÃO MERCADOLÓGICA:
Mercadológico:que tem relação com o mercado.
Portanto, uma Avaliação Mercadológica de algo se trata de avaliar como este algo se relaciona 
com o mercado. É no mercado que transacionamos os bens. Consequentemente, essa análise da 
relação desse bem no mercado é definida pelo seu valor, ou seja, por quanto, em dinheiro, esse 
bem poderia ser transacionado no mercado.
Existem bens que podem ter um custo estrutural pequeno para serem produzidos, mas devido 
algumas características únicas tornam-se mais valiosos. O contrário também é válido. Podem 
existir bens que custaram muito para serem produzidos, mas que por outras características, 
acabam tendo um valor pequeno se fossem transacionados. Trata-se da Lei da Oferta e Procura. 
Imagine uma casa de alto padrão no bairro mais caro da cidade. Ela, certamente tem um alto valor. 
Agora imagine que esta mesma casa esteja localizada no meio de uma comunidade de menor poder 
aquisitivo e com alto índice de criminalidade. Certamente o valor dessa casa será bem menor. 
Ainda que o seu valor estrutural seja o mesmo, há uma grande variação de preço entre estas duas 
situações.
Valor mercadológico de um bem tem relação com a demanda (procura por este bem).
Quanto mais pessoas queiram comprar, maior é o valor e quanto menos pessoas quiserem comprar, 
menor será o valor.
Avaliação estrutural 
versus Avaliação 
Mercadológica de imóveis
Laudo Pericial de Avaliação 
Mercadológica de Imóveis4 A
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1- Avaliação Mercadológica do imóvel: avaliação do valor de mercado do imóvel existente, no local 
onde está, nas condições que estiver, no mercado que estiver inserido.
2- Avaliação Mercadológica do projeto do Imóvel: avaliação de um imóvel paradigma, ou seja, um 
imóvel que não existe, mas que se pretenda existir. Trata-se da avaliação do valor de mercado de 
um imóvel conforme um projeto específico, num local indicado no projeto.
O Laudo Pericial emitido pelo Corretor de Imóveis nomeado Perito é um PTAM - Parecer Técnico 
de Avaliação Mercadológica.
Conteúdo do Laudo Pericial, segundo o artigo 473 do CPC - Código de Processo Civil – Lei nº 
13.105, de 16 de março de 2015:
Laudo Pericial
Art. 473. O laudo pericial deverá conter:
I - a exposição do objeto da perícia;
II - a análise técnica ou científica realizada pelo perito;
III - a indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser 
predominantemente aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se 
originou;
IV - resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo 
órgão do Ministério Público.
§ 1º No laudo, o perito deve apresentar sua fundamentação em linguagem simples e 
com coerência lógica, indicando como alcançou suas conclusões.
§ 2º É vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como emitir 
opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia.
§ 3º Para o desempenho de sua função, o perito e os assistentes técnicos podem 
valer-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, 
solicitando documentos que estejam em poder da parte, de terceiros ou em repartições 
públicas, bem como instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos, 
fotografias ou outros elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia.
SER PERITO JUDICIAL 
para Corretores de Imóveis
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• A exposição do objeto da perícia: Deve-se identificar claramente e pormenorizadamente o 
elemento que se esteja periciando. No caso da perícia ser a respeito de um imóvel, ainda que seja 
para uma avaliação mercadológica, deve-se identificar o imóvel, descrever suas características, 
as benfeitorias, o tipo do terreno, a idade da edificação, o estado de conservação, enfim, tudo o que 
se possa incluir para que o leitor (o juiz) possa ter uma clara percepção do imóvel, mesmo sem o 
ter visto presencialmente. Por isso, torna-se essencial incluir registro fotográfico do imóvel, por 
completo (tal qual numa vistoria imobiliária).
• A análise técnica ou científica realizada pelo perito: Deve-se descrever a análise realizada, 
incluindo cada dado que tenha sido coletado, cada comparação e cada referência usada. É 
fundamental que se explique os fundamentos da análise e demonstre, em texto e imagens, a sua 
realização.
• A indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser predominantemente 
aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se originou: Deve-se definir o método 
utilizado e apresentar o referencial teórico que fundamente sua utilização, de modo a garantir a 
validade da análise. Sem isso, não se pode ter certeza da qualidade da análise realizada, tampouco 
de seu embasamento técnico ou científico. O referencial teórico pode ser estudos científicos 
revisados, normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, ainda normas publicadas 
pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ou por outra entidade credenciada pelo 
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.
• Resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo órgão do 
Ministério Público: A primeira resposta que, de fato, deve estar em destaque no Laudo Pericial é a 
determinação do propósito fundamental para o qual o juiz tenha nomeado um Perito Judicial. Por 
exemplo, no caso de uma perícia mercadológica de um imóvel, a resposta conclusiva mais desejada 
é a determinação do seu valor de mercado. No entanto, além disso, tanto o juiz, quanto as partes, 
podem ter apresentado outros quesitos, ou seja, outras questões (ou uma lista de informações 
que desejam saber). Caso o Ministério Público esteja envolvido no processo, então, este também 
poderá apresentar uma lista de quesitos. Enfim, o Laudo Pericial deverá apresentar as respostas 
para cada um desses quesitos.
Laudo Pericial de Avaliação 
Mercadológica de Imóveis4 A
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Resolução COFECI nº 1066/2007, artigo 5º:
Art. 5º - O Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica, para determinação do valor de mercado, 
deve conter os seguintes requisitos mínimos:
 I) identificação do solicitante;
 II) objetivo do parecer técnico;
 III) identificação e caracterização do imóvel;
 IV) indicação da metodologia utilizada;
 V) valor resultante e sua data de referência;
 VI) identificação, breve currículo e assinatura do Corretor de Imóveis Avaliador.
§ 1º - São requisitos para caracterização do imóvel a identificação de seu proprietário, o número 
da matrícula no Cartório do Registro de Imóveis e o endereço completo ou a descrição detalhada 
de sua localização.
§ 2º - A descrição do imóvel deve conter, no mínimo:
 I) medidas perimétricas, medida de superfície (área), localização e confrontações;
 II) descrição individualizada dos acessórios e benfeitorias, se houver;
 III) contextualização do imóvel na vizinhança e infraestrutura disponível;
 IV) aproveitamento econômico do imóvel;
 V) data da vistoria.
§ 3º - Ao Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica recomenda-se estarem anexados:
 I) mapa de localização;
 II) certidão atualizada da matrícula no Cartório do Registro de Imóveis;
 III) relatório fotográfico. 
O artigo 13 estabelece que “o Presidente do COFECI Conselho Federal de Corretores
 de Imóveis regrará, através de Ato Normativo de observância obrigatória”.
PTAM – Parecer Técnico de 
Avaliação Mercadológica
SER PERITO JUDICIAL 
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No Ato Normativo nº 001/2011 emitido pelo COFECI é estabelecido no parágrafo único do artigo 
7º que:
O PTAM deverá conter, no mínimo, os requisitos listados no modelo contido no Anexo IV.
Ato Normativo COFECI nº 001/2011
ANEXO IV
PARECER TÉCNICO DE AVALIAÇÃO MERCADOLÓGICA
Requisitos Mínimos 
1. Identificação do solicitante;
2. Finalidade do PTAM;
3. Identificação e caracterização do imóvel:
4. Pesquisa de imóveis comparandos, para aplicação do Método Comparativo Direto de Dados de 
Mercado:
5. Determinação do Valor de Mercado do imóvel avaliando;
6. Encerramento:
Situação e localização (Estado, Município, logradouro, número,

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