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Esofagografia - Parte I
Repassar o conhecimento do procedimento radiológico, para estudo da
dinâmica do trânsito esofagiano, da elasticidade parietal e da mucosa do
esôfago.
O estudo deve ser iniciado com a observação radioscópica da deglutição de um gole de meio
de contraste (sulfato de bário). Após essa observação o estudo é continuado com a documentação
radiográfica (BIASOLI JR., 2006, p.415).
Para radiografar a TFE (transição faringo-esofágica) em
Fluoroscopia
As exposições com escopia são feitas por tentativas e um pouco difíceis de serem obtidas,
como veremos a seguir. Apesar de o método ideal para visualizá-la ser o videodeglutograma devido
à rapidez do trânsito do meio de contraste, esse segmento faz parte do exame do esôfago e deve ser
radiografado.
Este Texto Complementar faz parte da sequência desta aula e, portanto,
é essencial para a aprendizagem.
Técnica do "tubo esofágico"
Esse é o nome usado para designar a imagem de quase todo o corpo do esôfago opacificado
por duplo contraste, que se apresenta como um tubo semitransparente obtida em ortostática, no
início ou no final do exame, para o estudo de sua morfologia, distensibilidade e superfície mucosa.
Utiliza-se, de preferência, meio de contraste fluido a 100% ou em maior concentração.
Radiografar em ortostática, em oblíquas OPE (oblíqua posterior esquerda) a 45º e OPD (oblíqua
posterior direita) a 70º, em apnéia inspiratória. Há duas maneiras de se obter o duplo contraste:
1) Pedir ao paciente para segurar o copo de meio de contraste com um canudo perfurado à
boca (BONTRAGER, 2003, p.467).
2) Deve ingerir alguns goles do meio de contraste com o uso de canudo perfurado e com a
cabeça em extensão.
A técnica de exame é a seguinte: null1. Colocar a região onde se projeta a transição faringoesofágica no centro da tela do monitor, de preferência em ortostática, em uma oblíqua, anterior ou posterior, e pedir ao paciente que retenha um gole do meio de contraste na boca, com o plano da mandíbula na horizontal. As radiografias são feitas em duas oblíquas ortogonais. null2. Se o radiologista souber prever os tempos que decorrerão entre deglutir do meio de contraste, apertar o gatilho até o fim e expor a radiografia, surpreenderá sua passagem pela TFE baseado em sua própria intuição.null 3. Caso não possua esse dom, usar a seguinte técnica. a) Pedir ao paciente para reter o meio de contraste na boca. Acionar o gatilho do disparador até a metade de seu curso a fim de transportar o chassi até a posição de radiografar. b) Solicitar ao paciente que engula o meio de contraste. nullAo perceber a elevação da laringe, disparar. Se esse recurso falhar, em lugar da observação da elevação da laringe, pedir ao paciente que aperte sua mão no momento da deglutição. 
3) O paciente deve deglutir pequenos goles do meio de contraste sem o canudo perfurado,
rápida e seguidamente, também com a cabeça em extensão.
Relevografia esofágica
Essa técnica é indicada especialmente na pesquisa de varizes do plexo submucoso. A
suspensão de bário deve ser densa e viscosa e sua concentração pode ser aumentada com a adição
de sulfato de bário em pó. Proceder como segue:
a) Aplicar uma dose de antiespasmódico para reduzir o peristaltismo, porque as dobras da
mucosa só podem ser examinadas com o órgão relaxado. Colocar o paciente em posição de
trendlemburg, em OAD (oblíqua anterior direita).
b) Dar um pequeno gole de meio de contraste sem ar. Ao surgir a onda primária, aguardar o
enchimento da ampola epifrênica e, logo a seguir, antes que ela se esvazie, pedir ao paciente para
Josildo
Comentário do texto
CABEÇA MAIS BAIXA QUE OS PÉS!!!
inspirar profundamente, reter a respiração e contrair a musculatura abdominal. Essa manobra causa
o pinçamento do hiato esofágico e dificulta o esvaziamento da ampola epifrênica para o estômago.
c) Quando a ampola epifrênica contiver pequena quantidade de meio de contraste, pedir ao
paciente que degluta uma vez "em seco", sem descontrair o abdome, para provocar o relaxamento
do esôfago inferior e da cárdia.
d) Com o esôfago distal relaxado, mas com a passagem pelo hiato impedida pela contração
diafragmática, o restante do meio de contraste retido na ampola epifrênica refluirá em camada
delgada para o corpo esofágico. Sua distribuição pode ser facilitada com rotações do paciente e
inclinação da mesa de exames. O paciente não deve deglutir até que as exposições sejam feitas.
Referências
BONTRAGER, K.L.; Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5. ed., Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2003. BIASOLI JR., A.; Técnicas Radiográficas. 1. ed., Rio de Janeiro: Rubio,
2006.
DANI, R.; CASTRO, L. P.. Gastroenterologia Clínica. 1. ed., v. 1 Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1986.

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