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Enfermagem em 
Centro Cirúrgico
CME- Fluxo de reprocessamento de 
material
Profª Ms. Franciely Midori
Você, enfermeiro (a) recém-formado 
(a), foi contratado (a) para trabalhar 
em Centro de Material e Esterilização 
(CME). 
O que você precisa saber sobre o 
fluxo de processamento e 
reprocessamento de materiais no 
CME? 
Fonte: Flaticon. Disponível: https://www.flaticon.com
Contextualizando...
FONTE: https://goo.gl/images/ci5zGn Acesso em: 10/08/22
Tipos de artigos
Recepção e limpeza dos materiais
Desinfecção
Processos de esterilização
Padronização dos processos
https://goo.gl/images/ci5zGn
Tipos de artigos
Fluxo de reprocessamento de material
Área de 
recepção e 
limpeza: área 
suja ou 
contaminada
ARTIGOS NÃO CRÍTICOS
ARTIGOS SEMICRÍTICOS
ARTIGOS CRÍTICOS
FONTE: https://goo.gl/images/Q9t9pz Acesso em: 17/08/22
https://goo.gl/images/Q9t9pz
Artigo crítico São aqueles utilizados em 
procedimentos invasivos, que são 
introduzidos em tecidos subepiteliais, 
no sistema vascular ou em outros 
órgãos isentos de flora microbiana 
própria. Ex.: instrumental cirúrgico.
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Artigo semicrítico
Aqueles que entram em contato com a 
pele não íntegra e/ou mucosa íntegra. 
Ex.: máscaras para inaloterapia.
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Artigo não crítico
Aqueles que entram em contato 
com a pele íntegra e os que não 
entram em contato com o 
paciente. Ex.: comadre, papagaio.
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Recepção e limpeza dos 
materiais
Descontaminação prévia 
• Procedimento usado nos artigos contaminados por matéria orgânica (sangue, pus,
secreções), para destruição de microrganismos na forma vegetativa ou não
esporulada, de modo que o objeto se torne livre de contaminantes.
• Seu objetivo é proteger as pessoas que farão sua limpeza, resultando, portanto, em
segurança no manuseio.
Processo 
físico
Processo 
químico
Processo 
físico-
químico
Limpeza
Lavagem, enxágue e secagem do material para remoção de 
sujidade e detritos, mantendo em estado de asseio artigos, 
dependências, equipamentos e instalações da instituição. 
Seu objetivo é remover a matéria orgânica dos artigos.
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Limpeza 
Toda a sujidade 
dos materiais 
deve ser 
removida, por 
meio da utilização 
de água, 
detergente 
neutro ou 
desincrustante.
Todo resíduo 
de matéria 
inorgânica e 
orgânica deve 
ser retirado 
(urina, fezes, 
secreções., 
biofilmes, etc)
Nenhum 
produto pode 
ser desinfetado 
ou esterilizado 
sem que antes 
seja 
adequadamente 
limpo.
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Biofilmes
• Consiste em multicamadas de células bacterianas
ou fungos, agrupadas e envoltas por um material
extracelular amorfo, composto de
exopolissacarídeos de origem bacteriana.
• Necessidade de ação mecânica direta
(fricção com escovas, ultrassom ou jatos de
água sob pressão)
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Limpeza MecânicaLimpeza Manual
Fonte: (GRAZIANO, 2011) Disponível: Minha biblioteca.
Qualidade da água
A qualidade da água pode impactar, de diferentes formas, o processamento dos materiais:
• A deposição de sais provenientes da água, leva a corrosão do
material, obstrução de lumens e até quebras do artigo;
• A interação dos sais da água com óxido de etileno gera
resíduos tóxicos;
• Reações inflamatórias e pirogênicas ocorrem por contaminantes
da água;
• A diminuição da ação de detergentes e desinfetantes pode
acontecer por interação destes com elementos inorgânicos e
pH da água
A água do CME requer monitoramento periódico quanto à 
presença de:
Bactérias Endotoxinas
Carbono orgânico pH
Enxague e secagem
• O enxágue é importante etapa do
processo de limpeza, quando, por ação do
fluxo de água, são removidos detritos e
sujidades des-prendidos dos materiais e
resíduos dos detergentes.
• Deve-se garantir secagem completa, pois
a umidade residual pode favorecer o
crescimento microbiano, interferir em
vários processos de esterilização, diluir
desinfetantes e causar manchas na
superfície dos produtos para saúde.
Inspeção da limpeza
Fonte: (GRAZIANO, 2011) Disponível: Minha biblioteca.
Desinfecção
Desinfecção
✓ Processo que elimina ou destrói microrganismos, patogênicos 
ou não, na forma vegetativa, excetuando-se os esporos 
bacterianos, em objetos inanimados. 
✓ Seu objetivo é garantir o manuseio e a utilização segura do 
produto para a saúde de um paciente a outro, diminuindo os 
riscos de contaminação. 
✓ É realizada posteriormente ao processo de limpeza e 
processa os artigos semicríticos e os artigos não críticos 
(quando necessário), que devem ter sido previamente limpos 
e secos.
Fonte: Flaticon. Disponível: https://www.flaticon.com
Imersão do artigo em água 
em ebulição (T = 100°C) 
por 30 minutos; jatos 
d’água sob pressão com 
temperatura entre 60 e 
90°C por 15 minutos; 
sistemas automáticos, 
incluindo 
termodesinfetadoras e 
lavadoras sanitarizadoras;
Imersão total do artigo em 
produto químico 
específico por 30 minutos; 
depois o material deve ser 
lavado em água corrente 
abundantemente, a fim de 
retirar resíduos; secar, 
acondicionar e guardar 
para uso.
A desinfecção pode ser feita por:
Processos físicos
Processos químicos
• Itens semi-
críticos
Desinfecção 
de alto nível
• Itens não-
críticos e 
superfícies
Desinfecção de 
nível 
intermediário • Itens não-
críticos e 
superfícies
Desinfecção 
de baixo nível
Desinfecção dos materiais
Desinfecção 
de baixo 
nível
• Elimina a maioria das bactérias
vegetativas, alguns vírus e fungos; não
destrói esporos, bacilo da tuberculose
e a maioria dos vírus e dos fungos.
• O agente que realiza esse tipo de
desinfecção é o quaternário de
amônia.
Desinfecção de 
nível intermediário
• Elimina bactérias vegetativas,
micobactérias, a maioria dos vírus e
dos fungos pouco resistentes; mas não
destrói bactérias esporuladas.
• Os agentes capazes de realizar esse
nível de desinfecção são: cloro, iodo,
fenol e álcool.
• Tais agentes são os mais empregados
em hospitais para desinfecção de
superfícies e de artigos não críticos.
Desinfecção de alto nível
• Elimina micobactérias, enterovírus, bactérias vege-tativas, fungos e vírus pouco
resistentes.
• Indicada para artigos semicríticos, como material de inaloterapia, terapia
respiratória, anestesia e endoscópios.
• Os agentes que realizam a desinfecção de alto nível incluem os compostos à
base de glutaraldeído e de ácido peracético.
QUIZ
Processos de 
esterilização
É um processo que promove eliminação ou destruição de todas as formas
de microrganismos viáveis presentes: vírus, bactérias etc., para um
aceitável nível de segurança.
Processo de esterilização
Métodos 
físicos
Métodos 
químicos
Métodos 
físico-
químicos
Uma embalagem, para que seja considerada ideal, deve possuir, 
minimamente, as seguintes características:
• Permitir adequada penetração e remoção do agente este
• Prover barreira adequada aos microrganismos ou seus 
veículos
• Resistir a rasgos, abrasões e perfurações; 
• Permitir um método de selagem eficiente e que possibilite 
perceber violação
• Proporcionar abertura asséptica e não de laminar
• Ser atóxica, inodora e não liberar corantes; 
• Ser isenta de rasgos, furos, fissuras, dobras ou espessura 
reduzida localizada
Uma embalagem, para que seja considerada ideal, deve possuir, 
minimamente, as seguintes características:
• Ter nível aceitável de limpeza;
• Não liberar partículas
• Ter bom custo-benefício
• Garantir proteção durante o manuseio;
• Repelir umidade
• Quando possível, ter indicador químico de processo impregnado
• Estar disponível em vários tamanhos;
• Ter baixa memória, facilitando a abertura dos pacotes, mas nãoimpedindo sua confecção
• Ser fácil de manipular no preparo da embalagem
Combina
do
Tecido de algodão Papel grau cirurgico
Contêiner 
inoxidável
FONTE: https://shutr.bz/3gmkFcY https://goo.gl/images/quX7Nk https://goo.gl/images/LvTTsD Acesso em: 18/08/22
Principais invólucros utilizados para preparo e 
acondicionamento do material a ser esterilizado
Combina
do
Papel crepado Tyveck®
SMS- TNT (Tecido Não 
Tecido)
FONTE: https://goo.gl/images/C59YdE 
https://goo.gl/images/kCBR1k 
https://goo.gl/images/SWdKV7 Acesso em: 
18/08/22
Combina
do
FONTE: https://goo.gl/images/A9FAWB Acesso em 17/08/22
É obrigatória a identificação nas embalagens dos produtos para saúde submetidos à
esterilização por meio de rótulos ou etiquetas, sendo que estes devem se manter legíveis e
afixados nas embalagens durante todas as fases do reprocessamento até o momento do uso.
O rótulo deve conter:
Nome do responsável pelo preparo
Método de esterilização
Data limite de uso
Data da esterilização
Número do lote
Nome do produto
https://goo.gl/images/A9FAWB
O processo de esterilização deve ser obrigatoriamente monitorado, pois
somente através deste monitoramento é que se pode garantir a segurança
e qualidade do processo.
Validação e monitoramento do processo de esterilização
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3
Classificação dos indicadores químicos
Classe I Classe II Classe III Classe IV Classe V Classe VI
Os indicadores biológicos consistem em uma preparação
composta de microrganismos específicos com uma resistência
determinada e estável a um processo de esterilização.
Padronização dos 
processos
Padronização dos processos em Central de Material e 
Esterilização
✓ A produção da CME deve ser mensurada desde as questões
estruturais, produtos, materiais, bem como as operações
técnicas, avaliação de resultados e indicadores de qualidade
do reprocessamento dos artigos hospitalares.
✓ Para os processos, deve ser considerado o perfil e a
complexidade do hospital em relação ao número de leitos,
número de salas cirúrgicas e atendimentos prestados, pois a
demanda e complexidade dos artigos a serem
reprocessados está relacionada ao volume e complexidade
dos serviços.
Enfermeiro 
responsável pela 
CME
Escalas de 
atividades diárias
Implantação de 
indicadores de 
qualidade
Avaliação de resultados 
em Central de Material 
e Esterilização
Avaliação de resultados em Central de Material e Esterilização
Para que os indicadores sejam utilizados com a finalidade de avaliação
dos resultados e adequação de processos, eles devem ser analisados de
forma crítica, e com relação de causa e efeito entre os indicadores
aplicados.
RASTREABILIDADE
Indicadores para avaliação da produção e resultados da CME
• Rastreabilidade e controle dos produtos químicos;
• Controle de manutenção preventiva e corretiva dos 
equipamentos;
• Conferência dos materiais contaminados recebidos.
Limpeza e desinfecção
• Rastreabilidade e controle do consumo dos 
invólucros
• Controle de inspeção de instrumentais a serem 
esterilizados;
• Acompanhamento do desgaste do material.
Preparo e acondicionamento:
Indicadores para avaliação da produção e resultados da CME
• Controle de manutenção e desempenho das
autoclaves.
Esterilização
• Rastreabilidade e controle de estoque, materiais
mais distribuídos e utilizados.
Armazenamento e distribuição
Práticas seguras em Central de Material e Esterilização
Para que seja garantida a segurança na execução dos processos
realizados, além de uma estrutura apropriada, com
equipamentos, recursos humanos e materiais adequados, é de
fundamental importância o planejamento e a gestão realizada.
Torna-se cada vez mais importante que as instituições de
ensino se comprometam em formar profissionais capacitados
com conhecimento técnico-científico em Segurança do
Paciente e Central de Material Esterilizado.
Fonte: Flaticon. Disponível: https://www.flaticon.com
Padronização de 
rotinas
Como a enfermeira Sabrina poderá elaborar a padronização das
rotinas de cada fase do reprocessamento dos materiais? Poderá ser
necessário que a enfermeira desenvolva um fluxo com ferramentas
de registros para rastreabilidade do processo?
Levantamento 
dos 
equipamentos: 
cronograma de 
manutenção 
corretiva e 
preventiva; 
capacitação da 
equipe
Produção de 
materiais 
prejudicada 
devido aos 
problemas com 
equipamentos
Readequou a 
escala e 
enviou 
materiais 
para empresa 
processadora 
externa
Sabrina
Fonte: Flaticon. Disponível: https://www.flaticon.com
• A gestão dos recursos materiais, equipamentos e instrumentais é
fundamental para padronização e organização da produção e
reprocessamento.
• Os problemas relacionados aos equipamentos impactam diretamente
no reprocessamento dos materiais e fluxo de trabalho da unidade.
• Verifica a necessidade de adequação dos processos e a padronização de
rotinas para aprimorar a gestão e incorporar práticas seguras adequadas
às atividades desenvolvidas, utilizando embasamento na legislação e
resoluções vigentes.
• Descrever as fases do fluxo de reprocessamento e assim definir os
registros necessários e depois elaborar as ferramentas (impressos) para
realizar a rastreabilidade e principalmente a padronização dos processos.
QUIZ
Fonte: http://shutr.bz/36l4Sce/ Acesso: 28/01/21
Recapitulando...
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