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O planejamento e o desenho da 
paisagem
Apresentação
Você sabia que o arquiteto, além de desenvolver o projeto arquitetônico, pode atuar no 
planejamento urbano e paisagístico das cidades, na restauração e na preservação de prédios 
tombados? O arquiteto atua no planejamento e no desenho da paisagem como um todo.
A paisagem é formada por um conjunto de elementos que contemplam a arquitetura urbana, 
espaços para vegetação, edificações existentes, construções de apoio, monumentos, entre outros. 
O projeto paisagístico pode ser denominado pela expressão "desenho da paisagem".
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender as soluções, as funções de ambientes, os 
dimensionamentos e as normas em relação a esse espaço, que pode ser aberto ao tempo ou 
fechado, evidenciando a inclusão.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer o desenho da paisagem e sua relação com o planejamento urbano.•
Explicar as etapas da elaboração do projeto paisagístico.•
Identificar o dimensionamento dos passeios e mobiliários urbanos na elaboração do projeto 
paisagístico.
•
Desafio
Um projeto de arquitetura paisagística é desenvolvido de acordo com uma sequência de etapas, 
que são importantes para trazer mais solidez ao resultado do projeto. Essas etapas envolvem desde 
os levantamentos no local, o estabelecimento de premissas, seguindo pelas decisões de projeto e o 
desenvolvimento do projeto, até seu nível de detalhamento e execução.
Nesse sentido, analise a seguinte situação:
Você foi procurado por um grupo de empresários para desenvolver e acompanhar a execução da 
revitalização de uma área verde localizada no centro da cidade, uma região histórica com vários 
edifícios tombados, alguns totalmente recuperados.
 
Para isso, será necessário realizar um levantamento de modo a coletar todas as informações 
necessárias sobre a área verde e os condicionantes existentes no local que podem influenciar as 
decisões de projeto.
Diante desse cenário, responda as seguintes questões:
a) Como você procederia ao fazer o seu levantamento de campo na área verde a ser revitalizada? 
Quais são os principais pontos a serem pesquisados e analisados para que o projeto de arquitetura 
paisagística seja realizado, considerando todas as premissas da área verde e dos condicionantes do 
local?
b) Em relação ao novo passeio a ser construído, que tipo de piso ou material seria adequado ao 
local?
Infográfico
A arquitetura paisagística é resultado de um processo projetual que se divide em uma série de 
etapas, complementares entre si. Cada fase tem um objetivo para colaborar na melhoria do projeto 
e é importante documentar as etapas para possíveis consultas posteriores.
Neste Infográfico, você vai conferir as etapas para o desenvolvimento de um desenho de paisagem, 
considerando todo o processo envolvido, desde as etapas iniciais de levantamento de informações, 
passando pelas fases de conceito e desenvolvimento de projeto, até a entrega final da obra.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/f795d397-650e-4c4e-af52-47633b3f7031/2af1648c-3353-430c-bb96-e95c1f37a471.png
Conteúdo do livro
Ao planejar o ambiente urbano, é preciso pensar o desenho da paisagem, pois não há como pensar 
as cidades sem discutir o papel dos espaços verdes na estrutura urbana e na qualidade de vida de 
seus residentes. Para projetar os espaços livres, seja na escala do edifício ou da escala da cidade, é 
preciso ter conhecimento a respeito da área de intervenção e, para isso, são desenvolvidas etapas 
para que o projeto paisagístico ofereça uma solução adequada em termos estético-ambientais a 
partir do dimensionamento de passeios e mobiliários urbanos.
No capítulo O planejamento e o desenho da paisagem, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai ver a identificação do desenho da paisagem e sua relação com o 
planejamento urbano, bem como as etapas da elaboração do projeto paisagístico, e o 
dimensionamento dos passeios e mobiliários urbanos na elaboração do projeto paisagístico.
Boa leitura.
PROJETO 
INTEGRADOR
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Reconhecer o desenho da paisagem e sua relação com o planejamento 
urbano.
 > Explicar as etapas da elaboração do projeto paisagístico.
 > Identificar o dimensionamento dos passeios e mobiliários urbanos na 
elaboração do projeto paisagístico.
Introdução
As áreas verdes cumprem papéis importantes nas cidades e, por isso, ele-
mentos como vegetação, mobiliário urbano e passeios devem ser projetados 
de forma harmônica e dimensionados de acordo com as atividades e usos de 
seus usuários. Vemos que o desenho da paisagem se relaciona diretamente 
com o planejamento urbano, nos âmbitos cultural, estético e funcional, pois os 
espaços verdes são fundamentais para assegurar à população local interações 
sociais, recreação e momentos de lazer, além de atuarem potencialmente na 
resolução de questões ambientais do meio urbano.
Neste capítulo, você vai estudar o desenho da paisagem e sua relação 
com o planejamento urbano, assim como as etapas da elaboração do projeto 
paisagístico, além do dimensionamento dos passeios e mobiliários urbanos 
na elaboração desse tipo de projeto.
Planejamento 
e desenho da 
paisagem
Jana Cândida Castro dos Santos
O planejamento e o desenho urbano
O planejamento urbano pode ser entendido como um processo de elaboração 
de soluções que visam a urbanização de uma determinada região ou a melhoria 
de um espaço urbano existente. Enquanto disciplina e campo de atuação, 
o planejamento urbano trata dos processos de produção, estruturação e apro-
priação do espaço urbano, em busca de medidas que assegurem a qualidade 
de vida de seus habitantes. Nesse sentido, lida com questões de mobilidade 
e redes viárias, segurança, equipamentos públicos, oportunidade de acesso 
e acesso a espaços verdes, condicionantes locais, como clima, topografia e 
suas particularidades, discutindo a própria interação com o meio ambiente 
natural (Ghisleni, 2022).
Para planejar o meio urbano, portanto, é preciso lidar com os problemas 
atrelados à urbanização, tais como poluição, congestionamentos, desigual-
dades sociais, vazios urbanos, falta de moradia, impactos ecológicos, etc. 
Ademais, no contexto atual, há urgência em se discutir o futuro das cidades 
e sua sustentabilidade e mobilidade frente às mudanças climáticas. As mu-
danças climáticas têm sido cada vez mais discutidas, pois seus efeitos têm se 
mostrado visíveis tanto nos habitats naturais quanto nos ambientes urbanos 
(Florian, 2023). Vemos que, ao planejar o ambiente urbano, é preciso pensar o 
desenho da paisagem, pois não há como conceber as cidades sem “manejo, 
planejamento e recriação física da paisagem”, ressaltando a qualidade am-
biental urbana, assim como a função preservativa do verde nessa estrutura 
(Niemeyer, 2019, p. 13).
Na condição de uma atividade essencialmente multidisciplinar, o plane-
jamento urbano conta com uma série de profissionais, incluindo sociólogos, 
historiadores, economistas, geógrafos, arquitetos, paisagistas e urbanistas, a 
pensar os espaços da cidade, e principalmente a trabalhar com a infraestrutura 
existente a partir de “ações compensatórias e mitigadoras de impactos am-
bientais resultantes do processo de desenvolvimento humano, aproximando 
a abordagem projetual da de sustentabilidade ambiental” (Niemeyer, 2019, 
p. 13). Desse modo, o desenho da paisagem se relaciona diretamente com o 
planejamento urbano.
Ainda de acordo com o Niemeyer (2019, p. 13):
Sob o ponto de vista do planejamento ambiental, a atividade paisagística apresenta-
-se cada vez mais como instrumento de conciliação das necessidades humanas 
com a natureza, traduzida em ambientes saudáveis, concebidos na medida dos 
interesses de uma sociedade que pretenda viver em harmonia com seu habitat.
Planejamento e desenho da paisagem2Nota-se que é preciso pensar os espaços verdes no âmbito urbano, uma 
vez que a estrutura verde nas cidades tem impacto na manutenção de seu 
microclima, atuando na mitigação de efeitos de aumento de temperatura, 
além de apresentar relação direta com a melhoria da qualidade da vida cita-
dina. Dentro do processo de planejamento urbano, os critérios e formas de 
intervenção dos espaços livres são estabelecidos a partir de planos diretores 
de manejo e proteção ambiental, bem como por políticas mais abrangentes 
de intervenção e preservação da paisagem, aliando as questões funcionais, 
estéticas e ambientais (Niemeyer, 2019).
Definição de paisagem
Para compreendermos o desenho da paisagem, precisamos antes discutir o que 
pode ser definido como paisagem. O termo se refere a um conjunto de elemen-
tos morfológicos que combinam espaço físico e seres vivos, apresentando-se 
em constante mudança. Por isso mesmo, há uma grande variedade de paisa-
gens sobre a crosta terrestre, com formas variadas de vida. O conceito ainda 
abarca uma forte ligação com a geografia, vinculando-se a conceitos como 
região, espaço, território e lugar, imbuído de valores sociais (Niemeyer, 2019).
Etimologicamente, o termo paisagem provém do francês paysage e 
do italiano paesaggi, definindo o complexo dos elementos bióticos 
(relações ecológicas de um ecossistema) ou abióticos (relações não ecológicas, 
mas que atuam em um ecossistema como luz, calor, temperatura, água, etc.) 
que compõem e configuram um lugar determinado e que estão em constante 
transformação pela própria natureza ou pela ação do ser humano (ação antrópica) 
(Niemeyer, 2019).
Destaca-se que o conceito de paisagem, para além dos aspectos morfoló-
gicos, também está ligado às questões culturais, visto que as transformações 
das paisagens naturais pelos interesses humanos se dão com linguagens esté-
ticas e simbolismos próprios. Assim, podemos compreender a paisagem como 
uma estrutura complexa, que varia no tempo e no espaço (Niemeyer, 2019).
Planejamento e desenho da paisagem 3
Desenho sustentável
Para discutir as questões ambientais e climáticas em relação ao meio ur-
bano e sobretudo pensar em cidades mais sustentáveis, é preciso pensar 
em um desenho urbano que dê respostas eficazes para o desenho das ruas 
e passeios, para a hierarquia viária e para fluxos dentro da cidade, ou seja, 
um desenho que seja pautado por “traços sustentáveis, como compacidade, 
conectividade e permeabilidade ao pedestre” (Ching; Shapiro, 2017, p. 39). De 
acordo com Gondim (2006), o desenho sustentável está associado a alguns 
requisitos básicos, entre os quais se destacam:
 � Acessibilidade — a cidade deve assegurar percursos que priorizem as 
bicicletas e pedestres interligando diferentes bairros, escolas, centros 
comerciais e de serviços, áreas de lazer e terminais de transporte. A 
segurança e o conforto para os usuários são fatores significativos e 
determinantes para estimular o hábito do caminhar ou pedalar no 
meio urbano.
 � Negociabilidade — normalmente, o sistema de circulação para pedestres 
e ciclistas segue paralelo ao de veículos, mas a sobreposição entre 
ambos acaba resultando numa série de conflitos, entre ele as inter-
rupções do trajeto. Para haver fluxo adequado de pedestres e ciclistas, 
é preciso garantir a continuidade dos percursos e sua prioridade na 
negociabilidade com o tráfego nas vias.
 � Eficiência de percurso — para um desenho sustentável, é preciso as-
segurar a eficiência dos percursos dos ciclistas e pedestres, que apre-
sentam maior maleabilidade em relação aos demais modais. Assim, os 
obstáculos devem ser retirados e os conflitos resolvidos para ganho 
de segurança e conforto ao se percorrer a cidade a pé ou de bicicleta.
 � Segurança — a falta de segurança pública está entre os principais 
aspectos que mais restringem o percurso dos ciclistas e pedestres. 
Para que isso seja solucionado, é preciso que os pontos de risco e 
cruzamentos sejam trabalhados com sinalização reforçada e a rede de 
circulação de pedestres e ciclistas tenha prioridade nas rondas policiais.
 � Conforto ambiental — a arborização urbana colabora para a qualidade 
da paisagem e para o conforto ambiental das ruas, já que traz benefícios 
para a cidade, em particular para pedestres e ciclistas. A arborização 
ajuda a reduzir a insolação direta, a velocidade dos ventos, a poluição 
atmosférica e a poluição sonora, garantindo assim melhorias à saúde 
física e mental para a população.
Planejamento e desenho da paisagem4
 � Amenidades — assegurar boas condições de pavimentação, arbori-
zação e iluminação dos percursos é fundamental para estimular as 
caminhadas e o ciclismo na cidade. A colocação de mobiliário urbano 
e o plantio de árvores ao longo das vias de forma adequada podem 
contribuir para um tornar os percursos mais atrativos e agradáveis para 
os habitantes, conforme ilustrado na Figura 1, a seguir. 
Figura 1. Requalificação urbana da Praça Marechal Deodoro, em Salvador (BA) — projeto 
Sotero Arquitetos.
Fonte: Mascarenhas et al. (2018).
Hierarquia viária
O desenho das vias tem um impacto relevante na qualidade urbana, pois 
influencia diretamente “a segurança, o conforto, a atratividade e a opera-
cionalidade dos meios de transporte” (Gondim, 2006, p. 28), estimulando 
ou restringindo a circulação de pedestres e ciclistas no cotidiano. Tanto 
a padronização das pavimentações quanto a colocação de arborização e 
mobiliários urbanos beneficiam a paisagem das ruas e a operação dos meios 
de transporte. As vias urbanas seguem uma hierarquia de acordo com suas 
funções principais e usos, como vemos na Figura 2, sendo classificadas como 
principais, secundárias ou locais, ou em expressas, arteriais, coletoras e locais.
Planejamento e desenho da paisagem 5
Figura 2. Manual de desenho de ruas do recife, com diretrizes inclusivas e sustentáveis.
Fonte: ArchDaily Team (2023a).
As vias locais apresentam um caráter basicamente circunscrito, com es-
paços para a circulação dos pedestres separados de veículos motorizados, 
com velocidade baixa, por volta de 30 km/h. As vias locais são voltadas prin-
cipalmente para os pedestres, ciclistas e automóveis, exceto ônibus. As vias 
coletoras, por sua vez, configuram as principais ligações entre vias arteriais 
e de conexão nos bairros, não sendo voltadas nem totalmente para o tráfego 
nem totalmente para as pessoas. Servem para o tráfego de passagem e local, 
com a presença de itinerários de ônibus e presença de comércios e serviços. 
Já as vias arteriais são voltadas para um tráfego mais pesado, com presença 
de automóveis, ônibus, caminhões. Por serem vias de passagem, atravessando 
diferentes bairros, tendem a atrair muitos estabelecimentos de comércio, 
serviços e pessoas. Por fim, as vias expressas proporcionam um tráfego com 
velocidades mais altas, sem controle semafórico e geralmente como duplo 
sentido, separado por canteiros centrais (Gondim, 2006).
As vias são constituídas por diversos elementos com funções distintas — 
calçadas, estacionamentos, pistas de rolamento, canteiros centrais e ilhas, 
ciclovias, etc. — que juntos devem se adequar aos usos e especificidades 
de cada modal de transporte predominante. A composição e as dimensões 
adequadas das vias têm influência sobre sua fluidez, conforto e segurança 
no fluxo dos modais. 
Planejamento e desenho da paisagem6
Etapas do projeto paisagístico
Para trabalhar os espaços livres em qualquer escala, seja a dos edifícios ou 
a escala da cidade, é preciso ter conhecimento a respeito da área de inter-
venção. Para isso, é preciso cumprir algumas etapas para que o projeto de 
paisagismo ofereça uma solução adequada em termos estético-ambientais.
Levantamentos preliminares: o inventário
Na etapa inicial do projeto paisagístico, precisamos reunir o máximo de 
informações sobre a área de intervenção, sendo então aconselhável a visita 
até o local. Isso é indicado para que o levantamento das características do 
espaço seja realizado a partirde uma avaliação mais sensível, em que devem 
ser considerados os horizontes e visuais mais expressivos, indicando as po-
tencialidades do lugar. Nesta etapa, são desenvolvidas em geral as seguintes 
peças gráficas, de acordo com Niemeyer (2019):
 � Levantamento planialtimétrico e cadastral do espaço de intervenção, 
com um inventário de todos os elementos existentes (afloramentos 
rochosos, cursos d’água, vegetação existente, curva de nível, forma 
das montanhas, edificações existentes, etc.). Pode ser necessário, a 
depender da escala envolvida, analisar sua fisiologia topográfica com 
gradiente de declividade do terreno.
 � Particularidades da paisagem, tendo em vista os enquadramentos 
previstos.
 � Mapeamento das sombras, quando limitado por edificações 
circunvizinhas.
 � Restrições legais dos órgãos públicos.
 � Análise do solo em laboratório (granulométrica, fertilidade, pH) para 
fins de reconhecimento do substrato e posterior plantio do compo-
nente vegetal.
 � Condições climáticas e zoológicas (no caso de intervenção em áreas 
naturais), como: temperatura média, regime de chuvas, direção dos 
ventos dominantes, nevoeiros, presença de fauna, etc.
Planejamento e desenho da paisagem 7
 � Programa de necessidades (desejos e expectativas do cliente/ usuário). 
Quando se trata de área públicas, é necessário consultar a população 
residente, com objetivo de levantar a necessidade de equipamentos 
de esporte e lazer (quadras esportivas, playgrounds, etc.).
 � Estudos de potencialidade do espaço e possíveis impactos ambientais 
envolvidos.
Estudo funcional
O estudo funcional tem como objetivo interpretar os dados recolhidos no 
diagnóstico preliminar e a proposição de diretrizes para o projeto de paisa-
gismo, sendo então esboçadas as propostas iniciais (planos de massas). Esse 
estudo consiste em desenvolver um “zoneamento que discrimine as diferentes 
funções presentes no espaço de intervenção e seus inter-relacionamentos” 
(Niemeyer, 2019, p. 60). Há diferenças que devem ser levadas em conta em 
relação aos tipos de espaços livres. Quando contíguos às edificações, por 
exemplo, é preciso verificar o posicionamento das aberturas, assim como o 
dos acessos, dos espaços de serviços e privativos, entre outros elementos. 
Por sua vez, as áreas livres públicas requerem um estudo voltado para as 
potencialidades do lugar e sua vocação. Nesse sentido, a densidade do setor 
urbano é significativa para o dimensionamento adequado de equipamentos 
e mobiliários urbanos nas áreas de intervenção, tais como praças e parques. 
Nesta etapa, é importante mapear as massas vegetadas e as condições do 
entorno.
Plano de massas
O plano de massas (Figura 3), também conhecido como estudo preliminar, 
é marcado pela estruturação do espaço a partir dos usos e vocações pre-
viamente definidos para o local da intervenção. Nesta etapa, que sucede 
o diagnóstico da paisagem e o estudo funcional, os volumes e planos vão 
aos poucos estruturando o projeto, com base na capacidade imaginativa 
do profissional. Aqui deve ser pensada a compatibilização “[...] dos espaços 
internos com os externos, aproveitamento de vistas, pontos focais, acessos de 
pedestres e veículos, recintos de permanência, localização dos equipamentos 
de lazer (ativo e passivo), volumetria vegetal básica”, o que permite esboçar 
a organização geral do espaço (Niemeyer, 2019, p. 60). Perspectivas simples 
e planos básicos de manejo do espaço são expressões gráficas utilizadas 
Planejamento e desenho da paisagem8
nesta etapa para o amadurecimento das ideias, antes de dar início à etapa 
de anteprojeto, como veremos adiante.
Figura 3. Exemplo de plano de massas, etapa que configura os primeiros estudos de organi-
zação espacial e de seus enquadramentos.
Fonte: Niemeyer (2019, p. 60).
Anteprojeto
O anteprojeto compreende a primeira definição do projeto paisagístico, ou seja, 
é uma etapa em que mostramos uma compreensão mais clara da proposta 
projetual. A partir da aprovação dos estudos anteriores pelo solicitante, no 
anteprojeto começam a ser detalhadas as soluções imaginadas, com um nível 
gráfico mais aprofundado. São apresentados “memoriais básicos que constam 
de fluxogramas e outros diagramas, perspectivas mais bem definidas, maquete 
física e/ou eletrônica, plantas baixas, vistas e seções, pré-dimensionamentos 
de revestimentos e equipamentos” (Niemeyer, 2019, p. 61). Nesta etapa, também 
são apresentadas a topografia final, especificações básicas da massa vegetal, 
sistemas de irrigação e de drenagem, além do luminotécnico, definindo-se 
então os volumes vegetais e mobiliários. Neste anteprojeto de paisagismo 
(Figura 4), nota-se que as diferentes massas vegetais são apontadas tanto 
por representações gráficas diferentes quanto por legenda, sendo utilizadas 
diferentes hachuras para representar os tipos de piso, além da representação 
para o espaço edificado versus espaços livres.
Planejamento e desenho da paisagem 9
Figura 4. Exemplo de anteprojeto de paisagismo.
Fonte: Niemeyer (2019, p. 61).
Projeto executivo
O projeto executivo tem início após a aprovação do anteprojeto, pois nele são 
detalhados graficamente os elementos definidos e as especificações vegetais 
incorporadas ao projeto paisagístico, de modo a permitir sua adequada leitura. 
Esta etapa é compreendida por peças gráficas mais detalhadas e informações 
necessárias para sua execução. De acordo com Niemeyer (2019), nesta etapa 
é apresentado o seguinte escopo gráfico e documental:
 � plantas baixas de implantação topográfica e vegetal; 
 � perspectivas definitivas; 
 � detalhamento civil (relativo à paginação de pisos e paredes, elementos 
arquitetônicos, hidráulica, drenagem, elétrica, luminotécnica e outros); 
 � planilha orçamentária, memoriais de implantação e justificativa;
 � composição paisagística da área global contendo locação definitiva 
do componente vegetal;
 � listagem qualitativa e quantitativa das espécies vegetais com indicação 
de portes mínimos de plantio e espaçamentos previstos;
 � especificações gerais para preparo do solo, plantio e manutenção das 
áreas ajardinadas;
Planejamento e desenho da paisagem10
 � indicação e detalhamento de todos os elementos construtivos e deco-
rativos relacionados ao paisagismo (movimentos de terra e modelagem 
do terreno, paginações e discriminação de pavimentos, iluminação, 
drenagem etc.).
Vemos que no projeto executivo são definidos e detalhados graficamente 
os elementos a configurar o desenho da paisagem, incluindo planos e volumes 
vegetais, espaços de passagem e permanência, visuais e pontos focais, além 
das especificações de materiais e mobiliário urbano.
No projeto executivo de paisagismo, a paginação apresenta uma 
geometria complexa, a partir de formas orgânicas. Nesse caso, a 
planta de paginação, a exemplo daquela exibida na Figura 5, apresenta modu-
lação axial cotada, de modo a facilitar sua execução. A planta de paginação, de 
modo geral, deve “conter uma simbologia que represente, por meio de texturas 
e cromatismos, os diversos tipos de pavimentos a ela associados” (Niemeyer, 
2019, p. 62). Além disso, as perspectivas ilustrativas podem ser utilizadas como 
um suporte à compreensão da proposta de forma mais clara.
Figura 5. Projeto executivo de paisagismo — exemplo de paginação adotando um desenho 
orgânico em pedra portuguesa em cores distintas. O desenho apresenta o recurso da mo-
dulação axial para construir as formas curvilíneas.
Fonte: Niemeyer (2019, p. 62).
Planejamento e desenho da paisagem 11
As diferentes etapas do projeto paisagístico buscam assegurar que ao 
longo do percurso projetual sejam definidas soluções adequadas para as 
necessidades dos usuários, quer se destine a espaços públicos ou privados. 
A partir da sequência apresentada, é possível identificar as características do 
lugar, reconhecendo as potencialidades e especificidades ao seu redor. Ao final 
do processo, temos peças gráficas fundamentais para a execução do projeto.
Passeios e mobiliáriosurbanos
A leitura das cidades pode ser feita a partir de seus espaços públicos, que têm 
o componente vegetal como um suporte para os valores mais significativos na 
composição paisagística e nítido reflexo sobre a qualidade ambiental urbana. 
Assim, o projeto de paisagismo deve considerar como principal usuário a 
população que habita que o local da intervenção, sendo preciso atender as 
necessidades específicas deste grupo social, adequando a ele a linguagem de 
projeto e a escala de intervenção. No processo projetual, para que se estabe-
leça uma relação aproximada entre o projeto e seus usuários, é importante, de 
acordo com Niemeyer (2019), que sejam considerados os seguintes aspectos:
 � promover resgate da “história” do local, valorizando seus signos ou 
representações;
 � alcançar o máximo de fruição no desenho, com uma expressividade 
artística sensível;
 � assegurar acessibilidade a todos os usuários do espaço — incluindo 
usuários com mobilidade reduzida, deficientes e idosos — e segurança 
à localização de playgrounds, além de conciliar atividades conflitantes 
(carro versus pedestre);
 � incluir mobiliários adequados aos diferentes usos, em condições que 
os abriguem do Sol e dos ventos;
 � incorporar elementos que possam ser valorizados por grupos específi-
cos, como esculturas, brinquedos alternativos e áreas de permanência;
 � identificar sua tipologia de uso (seja uma área comercial, residencial, 
industrial, etc.), para não incorrer em super ou subdimensionamentos;
 � adotar padrões urbanos adequados (largura de calçada, taxa de ocu-
pação, acessibilidade, etc.) e promover qualidades funcionais, formais 
e ambientais;
 � aproveitar os fatores naturais existentes, como água, vegetação, to-
pografia e paisagens;
Planejamento e desenho da paisagem12
 � valorizar a vegetação, pensando numa proposta de promoção do verde 
urbano e de conforto climático, com predomínio de espécies vegetais 
nativas da região, de forma a garantir a continuidade da paisagem e a 
propagação das espécies;
 � dar preferência a soluções estruturais simples e funcionais, para evitar 
recantos perigosos e inseguros, tendo em mente que em áreas livres 
públicas o fator orçamentário e cronograma de execução têm grande 
relevância;
 � valer-se do potencial arquitetônico de componente vegetal, com 
atenção a elementos como forma, cor, textura e porte das espécies 
catalogadas, propondo pontos focais em que a vegetação valorize a 
paisagem urbana.
Vemos que, para projetar espaços livres urbanos e intervir em áreas públi-
cas, é preciso considerar vários aspectos, sejam eles de ordem morfológica 
(espécies vegetais, cores, formas e texturas, planos e volumes), de ordem 
funcional (mobiliários e equipamentos) ou mesmo de ordem cultural (ao 
resgatar as vocações e história do lugar). Nesse processo, devem ser orques-
trados todos esses aspectos para se alcançar o êxito do projeto paisagístico. 
Em relação ao mobiliário urbano a ser proposto, é recomendável pensar 
em aspectos que não ameacem a segurança de seus usuários, evitando formas 
perigosas e/ou agressivas; projetar a partir da ergonomia, para que o mobi-
liário seja confortável para as atividades e suas medidas sejam adequadas 
para a faixa etária a qual se destina; contemplar cores, materiais e texturas 
diferenciados, que assegurem interação de forma significativa com o meio e 
que possibilitem o uso concomitante de duas ou mais pessoas; aproveitar as 
características do terreno (desníveis ou ondulações); e também considerar os 
custos para sua implantação e manutenção, buscando materiais mais duráveis 
e resistentes (Niemeyer, 2019).
Nesse sentido, o mobiliário urbano tem grande relevância, pois é res-
ponsável pela qualificação dos passeios, transformando-os em lugares mais 
aprazíveis, como vemos na Figura 6. Desse modo, o dimensionamento dos 
passeios deve assegurar um espaço adequado para a circulação de pedestres 
e ciclistas, além de espaço para a colocação do mobiliário urbano e arbori-
zação, e considerar uma distância apropriada em relação às edificações e à 
pista de veículos (Gondim, 2006).
Planejamento e desenho da paisagem 13
Figura 6. Exemplo de calçada com mobiliário urbano — projeto Zoom Urbanismo Arquitetura 
e Design + Lao Engenharia & Design.
Fonte: Martino (2022).
Assim, entendendo que as áreas verdes cumprem uma série de papéis nas 
cidades, elementos tais como vegetação, mobiliário urbano e passeios devem 
ser projetados de forma harmônica e dimensionados de acordo com seus 
usos, como vemos na Figura 7. Os espaços verdes podem configurar um local 
para as interações sociais e para recreação e momentos de lazer. Também 
podem prover habitat natural para a vida selvagem e assegurar o aumento 
da biodiversidade nas cidades, onde a vegetação também ajuda a reduzir 
ruídos e atua como filtro da poluição, além de auxiliar no gerenciamento das 
águas pluviais e na regulação da temperatura no meio urbano (Florian, 2022).
Planejamento e desenho da paisagem14
Figura 7. Parque linear elevado Hyperlane, em Chengdu, China — projeto Aspect Studios.
Fonte: Florian (2022).
Ressalta-se que no projeto paisagístico deve ser pensado um dimensiona-
mento adequado para as calçadas e ruas urbanas. Afinal, além de conferirem 
acessibilidade, elas desempenham um papel estratégico para os fluxos de 
pedestres e carros. Além dessa funcionalidade, os passeios urbanos podem 
assegurar qualidade e conforto térmico a seus usuários, a partir da sua lar-
gura e orientação (pensando na exposição solar e edifícios circundantes), 
devido a sombreamento e ventilação natural, desempenhando assim um papel 
fundamental para o microclima urbano. A vegetação arbórea pode ser uma 
grande aliada para a configuração de passeios atrativos para seus usuários, 
como pode ser observado na Figura 8.
Planejamento e desenho da paisagem 15
Figura 8. Redefinição do Distrito Histórico do Pagode do Pequeno Ganso Selvagem, em 
Xianyang, China — projeto AECOM.
Fonte: Florian (2022).
Um exemplo clássico que temos de passeio no Brasil é o calçadão de 
Copacabana, um dos maiores símbolos cariocas, marco na paisagem do Rio de 
Janeiro. O calçamento foi inaugurado em 1905, ao longo da Avenida Atlântica, 
pelo então prefeito Pereira Passos, com o intuito de modernizar a capital, 
além de prestar uma homenagem à herança cultural dos colonizadores por-
tugueses. As pedras presentes no calçadão foram importadas de Portugal, 
visto que o material necessário para a execução do calçamento ainda não 
estava disponível em território nacional.
Já na década de 1970, a partir do alargamento da Avenida Atlântica, o 
calçadão de Copacabana passou por uma reforma completa, assinada pelo 
paisagista Roberto Burle Marx. A nova paginação criada tornou-se o "maior 
exemplo de obra de arte aplicada existente no mundo", de acordo com o seu 
tombamento cedido pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural. Destaca-
-se ainda que:
Planejamento e desenho da paisagem16
Foi nesta intervenção que as ondas ganharam o sentido atual e deixaram de ser 
perpendiculares ao comprimento da calçada, se tornando paralelas ao mar. Burle 
Marx também modificou o desenho original, ao alongar suas curvas e integrá-lo a 
um conjunto gráfico mais amplo — marcado pelo abstracionismo formal do autor 
—, que dialoga com o projeto paisagístico composto por árvores de grandes copas 
e palmeiras. Conformando, assim, um dos cenários turísticos mais emblemáticos 
do mundo (Archdaily Team, 2023b).
Nesse calçamento, vemos diferentes elementos a compor seu potencial 
turístico, a partir da combinação da paginação de piso, a presença das pedras 
portuguesas e vegetação arbórea, que juntos dialogam com as vocações do 
lugar e da paisagem carioca, conforme ilustrado na Figura 9.
Figura 9. Calçadão de Copacabana, Rio de Janeiro (RJ).
Fonte: Archdaily Team (2023b). 
Um exemplo internacional é a remodelação da zona recreativa junto ao 
Lago Paprocany, em Tychy, na Polônia (Figura 10). Seu projeto de intervenção 
buscouexplorar os valores da paisagem e a expansão da oferta recreativa 
para os residentes da cidade. A remodelação contou com o uso de madeira 
no passeio, combinando vegetações arbóreas e áreas gramadas com áreas 
de bicicletários, equipamentos de esporte e recreação, em zonas abertas e 
Planejamento e desenho da paisagem 17
mobiliário urbano. Após a reforma, o passeio se tornou rapidamente um local 
bastante frequentado por diferentes públicos, a depender dos turnos do dia.
Figura 10. Reurbanização da orla do Lago Paprocany, em Tychy, Polônia — projeto RS+.
Fonte: Reurbanização [...] (2014).
Esse projeto, que se configura a partir de um desenho sinuoso e linhas 
orgânicas, permite que a paisagem à beira lago seja contemplada de dife-
rentes perspectivas. Segundo os autores da intervenção, “neste passeio 
há uma abertura com uma rede esticada sobre a água e bancos concebidos 
especialmente para o local, que podem ser usados como arquibancadas para 
as competições desportivas de água, organizadas no lago” (Reurbanização 
[...], 2014).
Pelos exemplos citados, nota-se que a relação entre o projeto paisagístico 
e de intervenção com cada lugar, com sua vocação e seus aspectos visuais é 
fundamental para que o seu desenho seja adequado ao uso e permanência 
de seus usuários. Para projetar espaços livres nas cidades, é preciso pensar 
e analisar diferentes aspectos do projeto, sejam eles funcionais, culturais ou 
ambientais, aliando qualidade estética ao pertencimento local.
Planejamento e desenho da paisagem18
Referências 
ARCHDAILY TEAM. A história do calçadão de Copacabana: da origem portuguesa ao 
Burle Marx. ArchDaily Brasil, 5 jun. 2023b. Disponível em: https://www.archdaily.com.
br/br/1000106/a-historia-do-calcadao-de-copacabana-da-origem-portuguesa-ao-
-burle-marx. Acesso em: 24 ago. 2023.
ARCHDAILY TEAM. Manual de desenho de ruas do Recife: diretrizes inclusivas e susten-
táveis para todos. ArchDaily Brasil, 18 jun. 2023a. Disponível em: https://www.archdaily.
com.br/br/1001880/manual-de-desenho-de-ruas-do-recife-diretrizes-inclusivas-e-
-sustentaveis-para-todos. Acesso em: 24 ago. 2023.
CHING, F. D. K.; SHAPIRO, I. M. Edificações sustentáveis ilustradas. Porto Alegre: Book-
man, 2017.
FLORIAN, M.-C. Áreas verdes estratégicas: como aproveitar ao máximo seus efeitos de 
resfriamento. ArchDaily Brasil, 20 ago. 2022. Disponível em: https://www.archdaily.com.
br/br/986308/areas-verdes-estrategicas-como-aproveitar-ao-maximo-seus-efeitos-
-de-resfriamento. Acesso em: 24 ago. 2023.
FLORIAN, M.-C. Arquitetura e planejamento urbano podem combater as mudanças 
climáticas?. ArchDaily Brasil, 15 jan. 2023. Disponível em: https://www.archdaily.com.
br/br/993900/arquitetura-e-planejamento-urbano-podem-combater-as-mudancas-
-climaticas. Acesso em: 24 ago. 2023.
GHISLENI, C. O que é planejamento urbano?. ArchDaily Brasil, 19 maio 2022. Disponível 
em: https://www.archdaily.com.br/br/982184/o-que-e-planejamento-urbano. Acesso 
em: 24 ago. 2023.
GONDIM, M. F. Cadernos de desenho ciclovias. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora 
Ltda., 2006.
MARTINO, G. Como desenhar uma calçada? O papel fundamental do mobiliário urbano. 
ArchDaily Brasil, 25 jul. 2022. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/984737/
como-desenhar-uma-calcada-o-papel-fundamental-do-mobiliario-urbano. Acesso 
em: 24 ago. 2023.
MASCARENHAS, A. et al. Requalificação urbana da praça Marechal Deodoro / So-
tero Arquitetos. ArchDaily Brasil, 2018. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/
br/968646/requalificacao-urbana-da-praca-marechal-deodoro-sotero-arquitetos. 
Acesso em: 24 ago. 2023.
NIEMEYER, C. A. C. Paisagismo no planejamento arquitetônico. 3. ed. Uberlândia: EDUFU, 
2019. 
REURBANIZAÇÃO da orla do lago Paprocany / RS+. ArchDaily Brasil, 2014. Disponível em: 
https://www.archdaily.com.br/br/794563/reurbanizacao-da-orla-do-lago-paprocany-
-rs-plus. Acesso em: 24 ago. 2023.
Leituras recomendadas
ABBUD, B. Criando paisagens: guia de arquitetura paisagística. São Paulo: SENAC, 2010.
BRODKA, C. Por que o paisagismo é mais importante hoje do que nunca. ArchDaily 
Brasil, 12 ago. 2023. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/1004260/por-
-que-o-paisagismo-e-mais-importante-hoje-do-que-nunca. Acesso em: 16 ago. 2023.
Planejamento e desenho da paisagem 19
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res declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Planejamento e desenho da paisagem20
Dica do professor
Alguns projetos de arquitetura paisagística acabam por se tornar pontos turísticos de enorme 
importância para as cidades, sendo reconhecidos pela sua identidade formal. Esses projetos 
demonstram como a arquitetura paisagística tem relação direta com o planejamento urbano e como 
uma obra de qualidade contribui para a vivência da cidade.
Você já ouviu falar sobre o Parque Güell? É um clássico da arquitetura conhecido mundialmente. 
Uma obra de Antoni Gaudí, em Barcelona, o parque é um exemplo de projeto paisagístico que 
respeita e se integra à natureza. Com sua tamanha importância, tornou-se uma referência turística 
na cidade.
Nesta Dica do Professor, você vai conhecer os elementos paisagísticos, arquitetônicos e artísticos 
que o compõem e a forma que foi projetado, resultando em uma sólida integração com os 
elementos urbanos onde está inserido.
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Exercícios
1) A elaboração de um projeto de arquitetura paisagística segue etapas distintas, cada uma com 
seus procedimentos específicos. A fase inicial abrange o contato com o cliente e a percepção 
dos seus anseios e das suas necessidades. Nessa fase, também é realizada a familiarização 
com o ambiente a ser trabalhado.
Assinale a alternativa que corresponde a um dos procedimentos da fase inicial do projeto de 
paisagismo.
A) Maturação do projeto.
B) Detalhamentos executivos.
C) Avaliação do tipo de solo e recursos hídricos.
D) Orçamento do projeto.
E) Plantio das espécies vegetais.
2) As etapas de desenvolvimento de um projeto são fundamentais para a garantia de sucesso 
deste. Uma etapa é complementar à outra e algumas se interligam. 
A síntese, uma etapa no desenvolvimento do projeto de arquitetura paisagística, é 
caracterizada por: 
A) ser um resumo de toda a pesquisa de campo realizada, seja in loco ou não.
B) ser uma conclusão sobre a relação entre a vegetação e o tipo de solo encontrado no local.
C) ser um processo que reúne o conceito, o programa de necessidades e o detalhamento do 
projeto.
D) ser um processo em que as informações adquiridas são organizadas e catalogadas.
E) ser um processo que reúne o conceito, o programa de necessidades e a análise.
Os projetos de arquitetura paisagística nem sempre são elaborados isoladamente. Eles 
podem estar associados a outros projetos ou ser feitos com a participação de profissionais 
de outras áreas.
3) 
Sobre essa relação, assinale a alternativa correta.
A) A arquitetura, o urbanismo e o paisagismo são áreas completamente diferentes da 
arquitetura.
B) Apenas os projetos de arquitetura e urbanismo mantêm uma relação, pois podem ser 
desenvolvidos pelo mesmo profissional. Já os projetos de paisagismo devem ser 
desenvolvidos à parte por outro profissional especializado.
C) Os projetos de arquitetura e paisagismo mantêm um vínculo. Já os projetos de urbanismo são 
elaborados à parte pelos órgãos municipais.
D) Conforme o projeto, engenharia, arquitetura, urbanismo, paisagismo e outras áreas 
relacionam-se entre si, baseando-se no programa de necessidades da edificaçãodo local ou 
da região a ser trabalhada.
E) Apenas os projetos de urbanismo e paisagismo, por serem áreas abertas e públicas, se 
relacionam.
4) Na elaboração do projeto de paisagismo, devemos nos atentar à ocupação da área após a 
conclusão da execução do projeto. Durante o desenvolvimento do projeto, o espaço deve 
ser voltado para a qualidade de vida dos futuros usuários do local e dos moradores ou 
trabalhadores da vizinhança.
Além dos espaços de diversão, repouso e contemplação do local, deve-se garantir que ele 
possa ser utilizado por todos, sem distinção. Nesse sentido, o passeio, as calçadas ou a 
circulação dos pedestres devem ser pensados de maneira inclusiva.
Em relação a isso, marque a alternativa correta.
A) Nos passeios ou na circulação em geral, o mobiliário urbano deve estar localizado junto a uma 
rota acessível e fora da faixa livre, local destinado à circulação de pedestres.
B) Quando houver sinalização no passeio, ela deve estar em local visível não importando a sua 
localização, desde que esteja elevada do piso a 1,50m.
C) É recomendado que a circulação externa no geral, incluindo as calçadas, deva ser feita de 
material não reflexivo e antiderrapante e que a inclinação, quando ocorrer, seja de 6%.
D) Os jardins nas calçadas devem estar localizados contíguos às edificações.
E) As calçadas e as rotas acessíveis são obrigatórias apenas no centro da cidade.
5) O arquiteto paisagista tem um relacionamento íntimo com a vegetação, pois esta faz parte 
do contexto da arquitetura paisagística, sendo um elemento fundamental em sua 
composição. 
Para o arquiteto, durante o processo de reconhecimento da vegetação de um local ou de 
seleção da vegetação a ser utilizada, é mais importante: 
A) saber quais plantas são adequadas para determinado local, clima e terreno.
B) saber o tipo de flor que a planta produz.
C) ter a visão de como essa vegetação ficará na maturação.
D) saber o sentido (orientação direcional) do crescimento da vegetação.
E) saber o tipo de raiz dessa vegetação. Algumas podem crescer no sentido horizontal, e outras, 
no sentido vertical.
Na prática
É possível acompanhar o impacto da urbanidade e da presença de parques urbanos ao analisar 
situações atuais nas cidades do mundo. Apesar das discussões a respeito de sustentabilidade global 
e de as relações entre os espaços verdes e o clima serem atuais, temos exemplos de cidades que 
passaram por essas reflexões ainda em outros séculos.
Os questionamentos não surgiam com as informações e métricas atuais. Entretanto, alguns 
urbanistas já avaliavam as relações entre a extensa urbanização e o impacto da falta de parques 
urbanos na realidade das cidades.
Confira, Na Prática, um caso real sobre o impacto das áreas verdes no planejamento e na dinâmica 
de uma cidade altamente urbanizada.
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Parque Battery Playscape
O projeto do parque Battery Playscape é um exemplo de arquitetura paisagística que envolveu 
diversas propostas em conjunto, de vegetação, pavimentação, espaços de lazer, recreação para 
crianças, entre outros. Neste artigo, você vai conferir as soluções encontradas neste projeto, que 
tem um programa urbano bem completo.
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Por que o paisagismo é mais importante hoje do que nunca?
Com as discussões sobre as relações entre o clima global e a urbanização das cidades, o paisagismo 
tornou-se um assunto de extrema importância na atualidade. Neste artigo, você vai conferir 
reflexões sobre o que têm gerado essas discussões, além da crescente pauta nos meios acadêmicos.
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Desenho de arquitetura: técnicas e atalhos que usam tecnologia
Neste livro, você vai conferir ideias de representação gráfica para os projetos de arquitetura e 
diversas aplicações em arquitetura paisagística. Confira, no segundo capítulo, páginas 22 a 33, 
orientações sobre tipos básicos de desenhos, com aplicações práticas de como realizar traçados nos 
projetos de paisagismo.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
https://www.archdaily.com.br/br/1002316/parque-battery-playscape-bksk-architects-plus-starr-whitehouse-landscape-architects-and-planners
https://www.archdaily.com.br/br/1004260/por-que-o-paisagismo-e-mais-importante-hoje-do-que-nunca?ad_campaign=normal-tag

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