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APOSTILA DA DISCIPLINA (2)

Livro didático sobre Fundamentos do Paisagismo: define arquitetura paisagística, escalas e áreas de atuação; aborda história do paisagismo (antiguidade, clássico, romântico, moderno e contemporâneo); sistemas de espaços livres urbanos; vegetação e noções básicas de botânica.

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Fundamentos do 
Paisagismo
Professora Mestre Nadyeska Copat
Reitor 
Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino
Prof. Ms. Daniel de Lima
Diretor Financeiro
Prof. Eduardo Luiz
Campano Santini
Diretor Administrativo
Prof. Ms. Renato Valença Correia
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Coord. de Ensino, Pesquisa e
Extensão - CONPEX
Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
Coordenação Adjunta de Ensino
Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman 
de Araújo
Coordenação Adjunta de Pesquisa
Prof. Dr. Flávio Ricardo Guilherme
Coordenação Adjunta de Extensão
Prof. Esp. Heider Jeferson Gonçalves
Coordenador NEAD - Núcleo de 
Educação à Distância
Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
Web Designer
Thiago Azenha
Revisão Textual
Beatriz Longen Rohling
Caroline da Silva Marques
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Geovane Vinícius da Broi Maciel
Jéssica Eugênio Azevedo
Kauê Berto
Projeto Gráfico, Design e
Diagramação
André Dudatt
Carlos Firmino de Oliveira
2022 by Editora Edufatecie
Copyright do Texto C 2022 Os autores
Copyright C Edição 2022 Editora Edufatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correçao e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Per-
mitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas 
sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais. 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
 
C781f Copat, Nadyeska 
 Fundamentos do paisagismo / Nadyeska Copat. Paranavaí: 
 EduFatecie, 2022. 
 83 p. : il. Color. 
 
 
 
1. Arquitetura paisagística. 2. Arquitetura. I. Centro 
 Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. 
 III. Título. 
 
 CDD : 23 ed. 712 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
 
 
UNIFATECIE Unidade 1 
Rua Getúlio Vargas, 333
Centro, Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 2 
Rua Cândido Bertier 
Fortes, 2178, Centro, 
Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 3 
Rodovia BR - 376, KM 
102, nº 1000 - Chácara 
Jaraguá , Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
www.unifatecie.edu.br/site
As imagens utilizadas neste
livro foram obtidas a partir 
do site Shutterstock.
AUTOR
Professora Me. Nadyeska Bruna Copat da Silva
● Mestre em Engenharia Urbana pela UEM (Universidade Estadual de Maringá)
● Formada em Arquitetura e Urbanismo pela UEM (Universidade Estadual de Maringá)
● Docente no curso de Arquitetura e Urbanismo – UniFamma.
Tenho experiência tanto no ensino presencial, como no modelo EAD. Sou 
especialista na área de conforto ambiental, principalmente na parte acústica. Atuo como 
arquiteta por uma construtora na cidade de Maringá - PR, além dos projetos, acompanho 
as obras desenvolvidas pelos parceiros. 
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/5388560741994377
http://lattes.cnpq.br/5388560741994377 
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo (a)!
Prezado (a) aluno (a), se você se interessou pelo assunto desta disciplina, isso 
já é o início de uma grande jornada que vamos trilhar juntos a partir de agora. Proponho, 
junto com você construir nosso conhecimento sobre os conceitos fundamentais sobre os 
elementos constituintes dos espaços livres urbanos e os processos que atuam sobre eles. 
Além de conhecer seus principais conceitos e definições vamos conhecer os principais 
projetos e o seu contexto histórico. Desta forma, depois de desenvolver um repertório com 
exemplos referenciais, será possível expressar as suas ideias graficamente.
Na unidade I começaremos a nossa jornada pela conceituação de arquitetura 
paisagística e paisagismo, suas diferentes escalas e abordagens. A partir daí, identificar as áreas 
de atuação profissional, uma vez que cada escala demanda um perfil profissional diferente. 
Já na unidade II, vamos ampliar nossos repertórios de projetos de paisagismo 
bem sucedidos, que ficaram registrado na história. Assim como qualquer obra de arte, 
a compreensão do contexto histórico de cada localidade e essencial para a sua correta 
análise e interpretação. Veremos o paisagismo na antiguidade, no período clássico, no 
período romântico, além do paisagismo moderno e contemporâneo.
Depois, na unidade III, veremos os chamados sistemas de espaços livres urbanos, 
verdadeiros panos de fundo da totalidade dos projetos paisagístico. Nele, incluem-se tanto 
os espaços particulares como os públicos. Assim, podermos incluir a compreensão da 
importância de termos como sustentabilidade e natureza.
Finalmente, na unidade IV, estudaremos a vegetação como elemento paisagístico. 
Cada planta terá sua função no projeto, e alguns conhecimentos básicos de botânica, além 
da compreensão da sua nomenclatura científica, facilitarão a sua seleção e especificação. 
Aproveito para reforçar este convite a você, num momento em que o país e o mundo 
necessitam tanto de profissionais que dominem este campo profissional. Esperamos, desta 
forma, contribuir para seu crescimento pessoal e profissional. 
Muito obrigado e bom estudo!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 3
Introdução à Arquitetura Paisagística
UNIDADE II ................................................................................................... 23
Evolução Histórica do Paisagismo
UNIDADE III .................................................................................................. 44
Criando Paisagens
UNIDADE IV .................................................................................................. 62
Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
3
Plano de Estudo:
● Conceituação de arquitetura paisagística;
● Espaços livres e lazer;
● Desenho universal e o paisagismo;
● Jardim universal: relação do desenho universal e o paisagismo 
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar a arquitetura paisagística;
● Compreender os tipos de paisagismo ao longo da história;
● Estabelecer a importância da atuação profissional nessa área.
UNIDADE I
Introdução à 
Arquitetura Paisagística
Professora Mestre Nadyeska Copat
4UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
INTRODUÇÃO
Ao longo do tempo, o paisagismo está presente como representante de riqueza 
e religiosidade de alguns povos. A palavra paisagismo vem derivada de paisagem. Além 
disso, podemos tratar esse assunto como uma área de conhecimento interdisciplinar, ou 
seja, baseia-se nas ciências naturais até exatas. 
O paisagismo trata da organização do espaço externo, buscando a harmonia entre 
as construções e a natureza. Está baseado em critérios estéticos e na relevância que 
assumem os elementos naturais, em especial a vegetação.
Sendo assim, como podemos alinhar arquitetura com a organização de elementos 
naturais? Qual a importância de estudar esta área? 
Essas respostas serão apresentadas nesse módulo. Vamos nessa?
5UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
1. CONCEITUAÇÃO DE ARQUITETURA PAISAGÍSTICA
Ao longo da sua evolução, a atividade humana sempre interferiu na natureza conforme 
a sua necessidade e interesse. Conforme esses interesses modificam, também transformam a 
forma de interferência nesse ambiente natural, sendo assim, a principal forma da construção de 
uma paisagem é o resultado de transformação da ação humana (CARLOS, 1992).
Até o momento que o homem convive no ambiente natural sem gerar consequência, 
sua intervenção era “saudável”. A partir do momento em que o homem passa da posição de 
coletor, para a produção em larga escala dos alimentos, iniciou o processo de dominação. A 
partir da fase em que os povos deixam de ser nômades e cria-se os campos, teve a intensa 
exploração dos recursos naturais.Segundo Singer (1973) o campo pode ser definido como 
um local que o homem tem contato direto com a natureza. 
Agora, falando em cidade, esta surge quando a sociedade atinge o estágio de 
civilização. Para Carlos (1992, p. 38), “a paisagem não só é produto da história como 
também reproduz a história, a concepção que o homem tem e teve do morar, do habitar, 
do trabalhar, do comer e do beber, enfim, do viver”. No período da Revolução Industrial, 
modificou-se a relação do homem com a natureza, gerando assim, problemas ambientais.
Ao atrair pessoas do campo para a cidade, houve o intenso crescimento demográfico, 
gerando o caos urbano, caracterizado principalmente pela poluição, falta de saneamento 
básico, entre outros. Em resumo, com o passar dos anos, cada vez mais houve a exploração 
da natureza e consequentemente a necessidade de preservá-la.
6UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
Já no século XIX, com a falta de condições mínimas de moradia, houve a chamada 
“Revolução do Urbanismo”. Buscou-se o retorno ao campo e aos espaços verdes para 
equilibrar com o crescimento econômico e os problemas associados à paisagem urbana. 
As primeiras cidades-jardins surgiram na Inglaterra, neste mesmo século. 
FIGURA 1 – CIDADE JARDIM DE LETCHWORTH
 
O século XX marcou-se por surgimento de novas organizações urbanas. Com o 
crescimento urbano, principalmente dos Estados Unidos, criou o chamado “Novo Urbanismo” 
ou “Urbanismo Sustentável”. Em resumo, era uma saída para oferecer serviços e atividades 
necessárias as comunidades menores. Isso resultou em segregação social e espacial. Um 
exemplo que se pode citar no Brasil é o bairro residencial Alphaville, em São Paulo. 
Diversos condomínios fechados exercem o papel de uma cidade independente 
inserido dentro de uma cidade. Isso interfere na paisagem tanto urbana como a natural. Um 
dos exemplos a serem citados de uma paisagem urbana nociva à natural é o Aterro da Baia 
Norte em Florianópolis (Figura 2). 
7UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
FIGURA 2- BEIRA MAR NORTE EM FLORIANÓPOLIS
 
Fonte: BelaSantaCatarina. Disponível em: www.belasantacatarina.com.br. Acesso em: 19 ago. 2022.
Finalmente, pode-se afirmar que a paisagem se constrói constantemente, 
paralelamente ao dinâmico processo de formação das cidades.
1.1 Paisagismo
A paisagem é constituída por espaços livres, relevos, construções, estradas e o 
comportamento dos seres humanos. Macedo (1999, p. 24) define o paisagismo como um 
termo que:
costuma ser utilizado para designar as diversas escalas e formas de ação 
e estudo sobre a paisagem, que podem variar do simples procedimento de 
plantio de um jardim até o processo de concepção de projetos completos de 
arquitetura paisagística como parques ou praças.
Sendo assim, uma das principais funções do paisagismo é promover a retomada dos 
espaços de áreas verdes urbanas, dando identidade ou até requalificando-os. A presença 
da vegetação é fundamental não só para promover o bem-estar, mas também para criar 
diferentes percepções de paisagem, provocando variadas sensações nos usuários.
8UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
FIGURA 3 – PRAÇA COM PAISAGISMO E ÁREA ABERTA
 
FIGURA 4 – PRAÇA COM FONTE
 
Observando o exemplo das duas figuras apresentadas, percebe-se uma diferença na 
estética de ambas. Na figura 3, por exemplo, é possível aproveitar o espaço para recreação, 
realizar shows, feiras, etc. Na figura 4, pode dar a entender uma praça mais local, próxima de 
um vilarejo, ou até focado no turismo com a fonte e os santos, dando um ar de religiosidade.
9UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
SAIBA MAIS
No canal arquitetura em movimento, a autora do vídeo aborda os primeiros conceitos de 
paisagismo. Para isso, ela traz definições, como utilizar tais conceitos, em que é feito o 
paisagismo e a estética dessa etapa.
Link de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=bv0t47undGo
REFLITA
“O QUE É PAISAGISMO E QUAIS SÃO SEUS OBJETIVOS?
Podemos definir o paisagismo como uma técnica voltada para a criação de áreas 
que podem recuperar determinado espaço ou ecossistema que foi destruído pela 
desordenada ação humana. 
Para que isso seja possível, o paisagista recompõe espaços afetados com diferentes 
tipos plantas, se adaptando às necessidades de cada projeto.
Um dos principais objetivos do paisagismo é a recuperação de áreas deterioradas através 
da combinação de plantas de diferentes cores e formatos. O trabalho visa buscar um 
ambiente harmonioso e muito mais prazeroso para o convívio das pessoas. 
Muitas vezes, o paisagismo é confundido com a jardinagem. No entanto, enquanto o 
paisagismo tem a função de planejar espaços verdes, a jardinagem é a responsável por 
executar aquilo que está no projeto. São distintas, mas precisam estar alinhadas para 
um resultado satisfatório. 
https://www.youtube.com/watch?v=bv0t47undGo 
10UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
COMO O PAISAGISMO PODE SER APLICADO EM PROJETOS DE ARQUITETURA?
Enganam-se aqueles que acreditam que o paisagismo pode estar presente somente de 
forma tradicional. Atualmente, contamos com diferentes tipos de paisagismo e cada um 
deles cumpre funções específicas.
Existe, por exemplo, o paisagismo rural, voltado para o campo, e o paisagismo urbano, 
que tem como objetivo criar espaços de convívio através da integração da natureza com 
a arquitetura das cidades”.
Fonte: Ecotelhado. 2019. Disponível em: https://ecotelhado.com/o-que-e-paisagismo-e-quais-os-
beneficios-para-os-ambientes/. Acesso em: 19 ago. 2022.
Após essa pequena explicação das perguntas, como você definiria o paisagismo, caro 
(a) aluno (a)?
https://ecotelhado.com/o-que-e-paisagismo-e-quais-os-beneficios-para-os-ambientes/
https://ecotelhado.com/o-que-e-paisagismo-e-quais-os-beneficios-para-os-ambientes/
11UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
2. ESPAÇOS LIVRES E LAZER
Conforme abordado por Souza (2003), o foco principal do paisagismo são os espaços 
livres. Algumas vezes, ainda nos referimos aos arquitetos paisagistas como aqueles que 
cuidam apenas de espaços verdes livres, porém esse conceito está equivocado.
Os espaços livres, podem ser verdes ou não edificados, ou seja, que não se situam 
dentro da edificação. Tem-se como exemplo as ruas, os pátios, os largos, praças, etc. 
Esses espaços são configurados pelo seu entorno ou por vias ou ainda edificações 
adjacentes. Espaços livres, nada mais são, do que espaços sem edificações, mas não 
de ocupações. Podemos aderir vários usos, valorizar o lugar e ainda apropriá-lo (2003, 
SOUZA apud MACEDO, 1999).
Na figura 5, temos como exemplo o Rinku Park. Localizado no Japão, é um ótimo 
exemplo de espaço livre público.
FIGURA 5- RINKU PARK
12UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
A arquibancada e a faixa de areia circundam essa pequena baía no qual as pessoas 
utilizam como contemplação. Apesar de não ser um espaço verde, essa área é classificada 
como um espaço livre.
Segundo o sociólogo francês Joffre Dumazedier (1976, p. 34), lazer significa: 
um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre 
vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou, 
ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua 
livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações 
profissionais, familiares e sociais.
Assim, atualmente, o conceito de lazer está diretamente ligado ao de cidadania, 
que exige espaços públicos no qual as pessoas possam acessar e usufruir do lazer. Essas 
áreas são de extrema importância que sejam adaptadas a todos os tipos de pessoas, com 
acessibilidade e segurança.
FIGURA 6 – PARQUE LINEAR DO GRANDE CANAL
 
Fonte: Archdaily (2022) Acesso em 10 de julho de 2022 
Na figura 6, temos um exemplo de área livre verde, cujo principal elemento é a 
composição da vegetação. Além disso, criaram espaços para os cidadãos usufruírem do espaço.
13UNIDADEI Introdução à Arquitetura Paisagística
SAIBA MAIS
A professora Karin S. Meneguetti tem como foco de estudo em sua jornada os espaços 
livres. Nesse simpósio, em que você pode acessar por meio do link https://www.
youtube.com/watch?v=cTh8SxQe74c, a professora demonstra os principais conceitos 
relacionados a toda essa estrutura urbana, a paisagem e a natureza. 
 
REFLITA 
“O sistema dos espaços livres urbanos constitui um complexo em inter-relação com 
outros sistemas de drenagem, de transportes, de proteção cujas funções podem 
com as dele coincidir ou apenas justapor-se, tecendo relações de conectividade e 
complementaridade com a preservação, a conservação e a requalificação ambientais, 
a circulação e a drenagem urbanas, as atividades de lazer, o imaginário, a memória e 
o convívio social públicos. Inserido no contexto da cidade e integrado ao entorno, tal 
sistema tem como elemento organizador a ideia de um viver urbano denso, variado 
e imprevisível, tão ao gosto do modelo urbanístico português que nos empresta suas 
características” (QUEIROGA, 2009, p.94).
Fonte: QUEIROGA, E. F. Os espaços livres e a esfera pública contemporânea no Brasil: por uma 
conceituação considerando propriedades e apropriações. In: TÂNGARI, V. et al. (Org.) Sistema de 
espaços livres. Rio de Janeiro: Proarq, UFRJ, 2009.
Sendo assim, após análise do conceito na unidade e com base na definição de 
Queiroga, existe algum tipo de espaço público na sua cidade? Se sim, qual? Caso seja 
negativa a resposta, acredita que se existisse, a sua qualidade de vida urbana seria melhor?
https://www.youtube.com/watch?v=cTh8SxQe74c
https://www.youtube.com/watch?v=cTh8SxQe74c
14UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
3. DESENHO UNIVERSAL E O PAISAGISMO
O desenho universal foi utilizado a primeira vez por volta de 1985, por Ron Mace, 
em que designa a considerar a diversidade humana, suas diferentes capacidades e 
habilidades. A utilização dessa tipologia de desenho viabiliza a independência na realização 
de atividades de uma grande parte de pessoas, considerando ainda suas limitações. 
Para compreender melhor, posso dar o exemplo da figura 7, no qual o passeio em 
um espaço livre público apresenta a diferença no piso. O contraste das cores é escolha do 
projetista, porém é uma estratégia para facilitar o deslocamento dos usuários.
FIGURA 7 – ESTRATÉGIA DE DESLOCAMENTO
 
Fonte: Engenharia 360 (2022) Acesso em 10 de julho de 2022.
15UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
SAIBA MAIS
Os conceitos mais utilizados podem ser divididos em (THE CENTER FOR 
UNIVERSALDESIGN, 1997):
1) Uso Equitativo
O desenho dos espaços deve ser compreendido por todos, ou seja, impedindo a sua 
segregação. Como exemplo, podemos citar o espaço para um cadeirante e uma pessoa 
idosa com dificuldade de locomoção, ambas não tendo dificuldades de usufruir do espaço.
2) Flexibilidade de uso.
Quando existir a necessidade de transpor um nível, todo tipo de usuário deve conseguir 
superar o obstáculo. Exemplo: uso de rampa ou escada como alternativa.
3) Uso simples e intuitivo
Os espaços devem possuir fácil compreensão, tanto do ambiente, como de locomoção. 
Por exemplo, quando possui uma faixa larga de piso regular, os usuários com cadeiras 
de rodas podem usufruir ou ainda aqueles que não precisam de ajuda para se locomover.
4) Informação de fácil percepção
O desenho deve comunicar o que é necessário para o usuário, independentemente 
das condições ambientais ou das habilidades. Como exemplo podemos colocar mapas 
informativos, além de possuírem a linguagem em braile para quem tem dificuldades na visão. 
Cada um desses princípios apresenta uma grande importância ao conceber o ambiente. 
Sendo assim, o projeto acaba se tornando mais universal, principalmente em áreas paisagísticas 
ou áreas verdes, no qual todas as pessoas devem usufruir do espaço, sem distinção. 
16UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
REFLITA 
Imagine um lugar em que qualquer pessoa consiga sair e entrar pela porta da frente. 
Agora pense nesse lugar, mas em espaço público. Como seria o processo de projeto? 
No vídeo disponibilizado pelo link:
https://www.youtube.com/watch?v=VXRB7wlsY_s aborda a resposta dessa questão.
https://www.youtube.com/watch?v=VXRB7wlsY_s
17UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
4. JARDIM UNIVERSAL: RELAÇÃO DO DESENHO UNIVERSAL E O PAISAGISMO
A sociedade hoje é marcada pelas diferenças, que podem ser sociais, econômicas, 
culturais, étnicas ou etc. Para elaborar um espaço livre, o projeto deve contemplar todas 
essas diferenças. 
Na busca de um espaço que interaja com o indivíduo, surgiu o conceito de 
jardim sensorial, em que a característica principal é estimular os sistemas sensoriais dos 
indivíduos. Dessa maneira, há uma utilização de espécies vegetais com variados odores, 
texturas, cores e formas.
Os sistemas sensoriais são formados por: sistema básico de orientação, auditivo, 
háptico, paladar, olfato, visual. Então vamos a um exemplo prático: se um deficiente visual 
estiver presente em um jardim sensorial, ele pode perceber a presença da vegetação pelo olfato 
através do perfume das flores, percebe pelo sistema háptico a textura dessas flores, e por aí vai.
FIGURA 8- JARDIM SENSORIAL
 
18UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
Na imagem 9, é possível verificar a placa com as informações das tipologias de 
vegetação, além de indicar outras características das mesmas. Nas próximas unidades, 
vamos visualizar como montar um quadro dessa maneira.
Muitas vezes, a sensação é associada ao saber. Entretanto, ela não se constitui como 
um dado imediato da consciência. Apesar de estreitamente ligada à percepção, a sensação 
é a captação do estímulo, enquanto a percepção trata basicamente da interpretação da 
sensação. Segundo Chaui (2000, p. 120) “cada sensação é independente das outras e 
cabe à percepção unificá-las e organizá-las numa síntese”.
No Brasil, o principal exemplo é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Porém, a 
maioria dos projetos dessa tipologia favorece apenas uma parcela da população. 
FIGURA 9– JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO
 
Sendo assim, o jardim universal abrange soluções, não apenas para os deficientes 
visuais, por exemplo. Mas para todas as tipologias de deficiências. Isso só é possível unindo 
o paisagismo e o desenho universal. 
19UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
SAIBA MAIS
Nesse vídeo gravado pela psicóloga Taís analisa um tipo de jardim sensorial para mostrar 
quais são os conceitos desse elemento. A autora também explica as definições desses 
conceitos e como são capazes de estimular o nosso corpo.
Link de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=9TwQPum_0FQ
REFLITA
A jardinagem é uma prática tão antiga quanto a existência da civilização e a sua origem 
está fortemente ligada à agricultura. De acordo com os relatos históricos, os jardins 
possuíam diversas peculiaridades culturais e regionais, propagando-se rapidamente e 
levando consigo as características de cada povo e de sua evolução (BRAGA, 2010).
O jardim é um local que permite uma grande experiência sensorial, em que a visão 
é despertada pelas diferentes cores e formas das plantas, o olfato é aguçado pelos cheiros 
de flores e frutos, o paladar através da degustação dos alimentos, a audição pelo barulho 
do vento nas folhas e o tato pelas diferentes texturas encontradas com auxílio, seja das 
mãos ou dos pés (LEÃO, 2007).
Nesta parte temos duas citações, cujo podemos entender o conceito do jardim 
sensorial. Se um cliente fosse ao seu escritório, como você definiria o conceito do jardim 
sensorial depois de tudo que estudamos?
https://www.youtube.com/watch?v=9TwQPum_0FQ 
20UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo desta unidade, o paisagismo foi definido aliado ao conceito de espaço 
público e ao jardim. O paisagismo é a organização do espaço externo, buscando harmonia 
entre a construçãoe a natureza. O espaço público é o lugar aberto a toda sociedade. Já o 
conceito de jardim é o terreno no qual se cultivam flores e plantas ornamentais. 
Sendo assim, todo o conteúdo foi baseado em estética e a relevância dos espaços 
com a relação ao ser humano. Então, como podemos alinhar arquitetura com a organização 
de elementos naturais? Por meio do desenho universal. Esse conceito de desenho abrande 
todos os seres para usufruírem do projeto que o possui. Enfim, a melhor maneira de criar 
um jardim, por exemplo, seria unindo os dois conceitos, resultando no jardim universal.
21UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
LEITURA COMPLEMENTAR
Nos últimos 30 anos, as cidades brasileiras de médio e grande porte registraram 
significativas transformações, rompendo com padrões de forma e de uso que prevaleceram 
no século XX. No artigo da Christina Queiroz, ela aborda um pequeno estudo relacionando 
a busca por espaços livres. O acesso ao artigo se dá pelo link a seguir: 
Link: https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2018/09/076_Espa%-
C3%A7os-livres_271.pdf
https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2018/09/076_Espa%C3%A7os-livres_271.pdf 
https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2018/09/076_Espa%C3%A7os-livres_271.pdf 
22UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística
MATERIAL COMPLEMENTAR
 
LIVRO 
Título: Criando Paisagens.
Autor: Benedito Abbud.
Editora: Senac São Paulo.
Sinopse: A arquitetura de paisagens possibilita a criação planejada 
de ambientes construídos com elementos vivos, de modo que 
promovam o bem-estar das pessoas que por eles transitam. 
Nesse livro, são apontados diversos recursos (cor, forma, aroma, 
sons, textura, sabor) que essa disciplina nos oferece para projetar 
espaços vivos e mutáveis, os quais nos convidam a com eles 
interagir de maneira sensível, e não apenas pragmática.
 
FILME/VÍDEO
Título: The Social Life Of Small Urban Spaces. 
Ano: 1988.
Sinopse: Se você está com pouco tempo, este pequeno 
documentário de William H. Whyte não leva muito tempo para 
assistir, embora revele a resposta para a pergunta de um milhão 
de dólares: por que certos espaços são populares e outros nem 
tanto? Se este filme soa familiar é porque foi lançado ao público 
há mais de 25 anos. Mas isso é o quão potente é a mensagem do 
filme. Mesmo agora, todos esses anos depois, ainda é relevante.
23
Plano de Estudo:
● A história do Paisagismo; 
● Paisagismo chinês e Idade Média;
● Paisagismo no Renascimento;
● Paisagismo no Brasil.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar a história do paisagismo;
● Compreender os tipos de jardins durante o decorrer da história;
● Estabelecer a importância da influência do passado até o paisagismo presente.
UNIDADE II
Evolução Histórica 
do Paisagismo
Professora Mestre Nadyeska Copat
24UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 24UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, o paisagismo deixou de ser uma figura simples na arquitetura. 
Atualmente, essa atividade está presente para afirmar o seu lugar junto à essência do 
desenho e do pensamento.
Podemos citar o período modernista, mas a pioneira Bauhaus não tinha uma escola 
de paisagismo e de desenho arquitetônico produzido poucas vezes referiu-se ao plantio 
natural. Já na arquitetura pós-moderna, estão presentes conceitos que no período anterior 
eram proibidos, como o ecletismo, a fragmentação, a estratificação de sistemas desconexos 
de ordenação, o historicismo, a ironia e a metáfora. Com esses elementos em mãos, os 
paisagistas passaram a assumir atitudes radicais que podiam ou não ter relação com as 
posturas dominantes da arquitetura e que, às vezes, surgiam com autoridade estética 
superior à do desenho arquitetônico.
25UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 25UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
1. A HISTÓRIA DO PAISAGISMO 
 
Referenciando o tempo mais remoto, desde Adão e Eva, as árvores eram 
consideradas símbolos de fertilidade, vitalidade e alimento. A partir disso, relatos das 
civilizações antigas contribuíram para a evolução de arte e ciência, sendo assim, o 
paisagismo evoluiu como expressão artística.
1.1 Mesopotâmia
De acordo com os registros históricos, os assírios dominavam a irrigação e a 
drenagem, o que foi capaz de construir pomares por onde eles passavam. Os textos mais 
antigos relacionados ao assunto, referem-se como a Babilônia como uma obra importante 
para época, o que foi considerado até uma das maravilhas do mundo: os jardins suspensos 
da Babilônia (Figura 1) (MACEDO, 1999).
FIGURA 1 - JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA
 
Fonte: Abra (Academia Brasileira de Arte). São Paulo, 2022. 
Disponível em: https://abra.com.br/artigos/jardins-suspensos-da-babilonia/. Acesso em: 14 set. 2022.
26UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 26UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
Entre as características estavam: a utilização de jasmim, rosas, tulipas, pinos e 
tamareira, além do emprego religioso, pois acreditavam que os jardins dependiam das 
vontades dos deuses.
1.2 Egito
Já os povos egípcios seguiam a topografia do rio Nilo, em que são constituídos de 
grandes planos horizontais, e seus monumentos com uma certa rigidez retilínea e geometria, 
tanto que os jardins também possuíam simetria. As plantas mais utilizadas foram: palmeiras, 
sicômoros, figueiras, videiras e plantas aquáticas (MACEDO, 1982). 
FIGURA 2 - JARDIM NO CAIRO COM VISTA DAS PIRÂMIDES DE GIZÉ
A sua religiosidade era baseada no monoteísmo e para eles, Osíris era o Deus 
da vegetação.
1.3 Grécia
Os jardins gregos foram influenciados diretamente pelos egípcios, mas a questão 
da topografia havia diferença. As plantas mais utilizadas nessa tipologia foram as maçãs, as 
peras, figos, romãs, azeitonas, uva e desenvolveram o uso das hortas. A marca da entrada 
e saída de um jardim grego eram os pórticos, as vezes também, as colunas. Nesse tipo, 
também possuíam esculturas humanas e de animais (Figura 3) (MACEDO, 1982).
27UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 27UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
FIGURA 3 - RUÍNAS DE UM JARDIM EM AFRODISÍAS
 
Afrodísias foi capital da antiga Cária, distrito helenístico do sudoeste da Anatólia. Foi 
um importante sítio arqueológico greco-romano, cuja origem remonta à Idade do Bronze, 
cerca de 3.000 anos a.C. 
1.4 Roma
Os jardins romanos não possuíam uma origem única. Eram sim jardins com uma 
grandiosidade de composição, perspectivas e decoração exagerada, porém era tudo para 
uso recreativo. Além disso, os jardins podem dizer que eram santuários sociais. Ao saquear 
a Grécia, os romanos importaram os monumentos e estátuas, e como não sabiam onde 
colocar, distribuíram nos jardins (MACEDO, 1982). 
FIGURA 4 - JARDIM VILLA BORGHESE EM ROMA, ITÁLIA
 As plantas mais utilizadas eram frutíferas, coníferas e plátanos. Devido às guerras, 
existem alguns jardins que foram destruídos. 
28UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 28UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
SAIBA MAIS
Sobre os jardins suspensos da Babilônia, além de serem considerados uma das maravilhas 
do mundo, temos algumas curiosidades sobre a forma dele. “Alguns documentos 
antigos dizem que os jardins davam acesso ao palácio do rei Nabucodonosor, que havia 
mandado construí-lo para satisfazer as vontades de sua esposa preferida Amitis. Ela 
dizia que sentia saudades dos campos e florestas de sua terra natal, Média.
Sua localização próxima ao rio Eufrates possibilitou que amplos sistemas de irrigação 
fluvial atingissem a superfície, através de poços gigantes em formas de arcos que 
chegavam a medir 23 metros de altura. Como as pedras eram muito raras no território 
da Babilônia, grande parte da construção dos Jardins Suspensos eram sustentadas por 
tijolos, revestidos de betume e chumbo para mantê-los secos da água irrigada.
Por mais que se imagine a estonteante beleza dos Jardins Suspensos,muito pouco se 
sabe de como ele era realmente mantido e qual foi sua finalidade ou o motivo de sua 
total destruição. Em nenhum dos documentos encontrados na Babilônia no período de 
Nabucodonosor encontra-se registro da existência dessa gigantesca obra arquitetônica.
 
Fonte: SILVA, T. F. da. S. Jardins Suspensos da Babilônia. Infoescola. 2022. Disponível em: https://www.
infoescola.com/historia/jardins-suspensos-da-babilonia/. Acesso em: 06 jul. 2022.
 
https://www.infoescola.com/historia/jardins-suspensos-da-babilonia/
https://www.infoescola.com/historia/jardins-suspensos-da-babilonia/
29UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 29UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
REFLITA 
“A história do paisagismo não começa com um lápis ou uma mangueira, mas sim com o 
fogo. Os “planejadores” pré-históricos utilizavam chamas para limpar o espaço, prevenir 
incêndios florestais e estimular o crescimento de plantas”. 
Fonte: REDAÇÃO. Descubra 4000 anos de evolução dos Jardins. Casa Abril. 2022. Disponível em: https://
casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins. Acesso em: 05 maio. 2022.
https://casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins
https://casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins
30UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 30UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
2. PAISAGISMO CHINÊS E IDADE MÉDIA
 
2.1 China e Japão
O paisagismo chinês tem sua origem com uma flora riquíssima. A arte consiste 
em concentrar o padrão, ou seja, apenas o que for essencial. Todas as plantas têm seu 
local e são extremamente valorizadas, geralmente as mais utilizadas são plantas perenes 
(Figura 5) (MACEDO, 1982).
FIGURA 5 - EXEMPLO DE JARDIM CHINÊS
 
31UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 31UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
2.2 Idade média
A idade média, como todos já estudaram algum dia na vida, é considerado o período 
entre a antiguidade clássica e o Renascimento. Nessa época, o verde foi praticamente 
banido nos centros. Os maiores plantios nessa época são árvores frutíferas, hortaliças e 
flores para os altares das igrejas/mosteiros (MACEDO, 1982).
 
FIGURA 6 - JARDIM NA IDADE MÉDIA
A Idade Média pode-se dividir em duas características: Monacais e mouriscos. Os 
monacais são aqueles que podem ser caracterizados em: pomar, horta, jardim medicinal e 
flores. Os mouriscos, já partiam para a ideia de jardim da sensibilidade, ou seja, combinavam 
água, a cor e o perfume da vegetação (CULLEN, 1974).
32UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 32UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
SAIBA MAIS
“À medida que a cidade medieval se desenvolvia, ainda havia espaço para os moradores 
da cidade cultivarem um jardim. A insegurança alimentar contínua tornou as “hortas 
domésticas” comuns. Enquanto isso, os médicos prescreviam o perfume das flores para 
afastar a praga e recomendaram passeios no jardim para a saúde mental. Por isso, os 
jardins ornamentais floresceram apenas em hospitais e casas ricas.
Outra diferença fundamental entre os jardins regulares da cidade e os dos ricos era o 
recinto. Enquanto os jardins mais pobres eram muitas vezes ao lado da rua, os jardins 
mais ricos eram fechados com segurança – seguindo o exemplo dos jardins do mosteiro 
e do castelo de onde eles se inspiraram”.
Fonte: Casa Abril. Descubra 4000 anos de evolução dos jardins! 2022. Disponível em: https://casa.abril.
com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins. Acesso em: 05 maio. 2022.
 
REFLITA 
“A construção de labirintos nos jardins de castelos são relatadas neste período, assim 
como a arte de dobrar ramos para formar alamedas. As pinturas, não testemunharam 
grande desenvolvimento na arte dos jardins existentes naquela época, fato que segundo 
historiadores comprometeram a descrição dos mesmos” (DEMATTE, 2006, p. 30).
Fonte: DEMATTÊ, M. E. S. P. Princípios de Paisagismo. FUNEP: Jaboticabal. 2006, 144.
https://casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins.
https://casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins.
33UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 33UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
3. PAISAGISMO NO RENASCIMENTO
O Renascimento teve uma renovação no pensamento, com isso, houve mudança 
no campo do paisagismo. 
3.1 Itália
Na Itália, a inspiração veio de Roma, o qual colocou estátuas e monumentos. Para 
aproveitar a irregularidade do terreno, a alternativa encontrada foi a produção de escadas e 
terraços. Os jardins italianos eram tidos como centro de retiro intelectual, local o qual sábios 
e os artistas podiam discutir ao ar livre e longe do calor, devido à vegetação. As plantas 
mais utilizadas são: louro, cipreste, pinheiro e azinheiro. O buxo também era muito utilizado 
como formas recortadas (Figura 7) (MACEDO, 1982).
FIGURA 7 - JARDIM ITALIANO
 
34UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 34UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
3.2 França
O estilo francês se baseou nos jardins medievais, o qual eram caracterizados com 
os canteiros de flores e plantas medicinais, além da horta. Temos a utilização da simetria, 
perspectivas, a topiaria, além das formas geométricas que eram representados pelos caminhos 
e passeios. O mais marcante é o jardim do Palácio de Versalhes (Figura 8) (MACEDO, 1982).
FIGURA 8 - JARDIM DE VERSALHES
 
3.3 Inglaterra
Com a influência dos orientais, os jardins ingleses ficaram conhecidos como “jardins 
paisagísticos” e possuíam características como falta de simetria e irregularidade. Essas 
características eram empregadas nos caminhos, pois preservam a natureza e seu traçado 
livre. Com essa tipologia, os ingleses acabaram dando origem aos parques públicos e aos 
jardins, no qual eram responsáveis por refrescar as áreas urbanas (Figura 9) (MACEDO, 1982).
FIGURA 9 - JARDIM INGLÊS
35UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 35UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
SAIBA MAIS
“Este estilo paisagístico incluía gramados extensos e bem cuidados. O jardim seguia uma 
orientação assimétrica, o que permitia aos usuários o efeito de descoberta e surpresa. O 
projeto era definido pelo grupo de árvores, sendo comum o emprego de árvores nativas, 
que podiam incluídas ou removidas da paisagem, conforme a intenção projetual e a 
vista a ser alcançada”
Fonte: Oliveira (2008, p. 95).
REFLITA 
“Versaille e seus contemporâneos foram feitos hortícolas de ponta que exigiam um enorme 
esforço de trabalho. A própria árvore Versaille continua precisando ser replantada uma vez 
a cada século. Mas tudo isso não coloca o estilo fora do alcance do jardineiro médio do 
século XXI. Versalhes é uma expansão da unidade de jardim conhecida como parterre: 
um jardim formal dividido em padrões por cascalho, cobertura e canteiros de flores”.
Fonte: Casa Abril. Descubra 4000 anos de evolução dos jardins! 2022. Disponível em: https://casa.abril.
com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins. Acesso em: 05 maio. 2022.
https://casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins.
https://casa.abril.com.br/jardins-e-hortas/4000-anos-evolucao-jardins.
36UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 36UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
4. PAISAGISMO NO BRASIL
Maurício de Nassau foi o responsável pela primeira implantação do paisagismo no Brasil. 
Mas o início teve com a chegada de Dom João VI, em que o jardim botânico recebeu espécies 
como: Albizzi lebeck, Eucalyptus gigantea, Cinamomo Anadenanthera pavonia. Anos mais tarde, 
o jardim virou uma espécie de horto, a pedido de Dom João. Com isso, outras espécies surgiram 
como: Caneleira do Ceilão, falsa murta, gardênia, Jasmim, etc (MACEDO, 1999).
Esse efeito no Rio de Janeiro, até então a capital do Brasil, espalhou-se por outros 
estados, porém faltava gente especializada para cuidar de tal feito. Assim, outra época que 
podemos comentar sobre o paisagismo no Brasil é o da décadade 1950 a 1970.
FIGURA 10 - JARDIM BOTÂNICO
 
37UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 37UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
As décadas que sucederam à 2ª Guerra Mundial apresentam condições para que os 
pontos distantes do planeta, aparentemente ilhados e desconexos, surgissem expoentes da 
arquitetura paisagística, tais como: Roberto Burle Marx no Brasil, Luíz Barragán no México, 
Sylvia Crowe no Reino Unido, Jane Jacobs nos Estados Unidos, entre outros (RIZZO, 1992).
Essas figuras vêm compensar a primeira metade do século XX, quando a arquitetura 
paisagística teve pouca expressão, em virtude da prevalência de modelos herdados dos 
séculos XVIII e XIX. Em parte, isso ocorreu em decorrência de as escolas e centros de 
pesquisa da época estarem pouco interessados nas transformações que o modelo moderno 
impunha às paisagens, quer elas fossem urbanas, agrícolas ou naturais.
Embora modernista, Roberto Burle Marx não se submeteu à ortodoxia implacável 
daquele movimento, a respeito do despojamento das relações complexas entre formas 
e cores. O elo fortíssimo que o artista estabeleceu entre o seu processo criativo e o 
entendimento da natureza pela botânica revelou-se de forma inconfundível e explosiva 
em toda sua obra. Inspirado pela natureza tropical, Burle Marx mostra em seu trabalho 
propostas plásticas imprevisíveis e de inegável originalidade, às quais, soube passar ao 
universo cultural não só por meio do desenho da paisagem, mas também pela pintura e por 
meio da escultura (TABACOW, 2004).
FIGURA 11 - HOTEL NACIONAL DO RIO DE JANEIRO COM PROJETO PAISAGISTA 
POR BURLE MARX
 
Embora amante da natureza desde a infância, ele só tomou conhecimento da 
riqueza da flora brasileira em viagem que fez à Alemanha ao findar a década de 1920. Só 
então ele pode apreciar os filodendros e vitórias-régias. Dessa forma, ao retornar ao Brasil, 
surge um propósito de reconhecer e valorizar a flora nativa.
38UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 38UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
A contribuição maior da obra de Burle Marx ao paisagismo está na criação de padrões 
de desenho que incorporam as formações naturais sem imitá-las, como fazia no jardim 
inglês, nem submeter a vegetação à ordem racionalista da topiaria, como os franceses. 
Nesse sentido, vale a pena citar os trabalhos de escala urbana: Calçadão de Copacabana 
(Figura 12) e o Aterro do Flamengo, ambos de 1950 (Figura 13) (MINDLIN, 2000).
FIGURA 12 - CALÇADÃO DE COPACABANA
 
FIGURA 13 - JARDIM DESENHADO POR BURLE MARX NO ATERRO DO FLAMENGO
39UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 39UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
SAIBA MAIS
A maior parte do trabalho de Burle Marx está nos estados brasileiros do Rio de Janeiro, 
São Paulo e Minas Gerais. Sua obra também existe em Goiás, Acre e Pernambuco.
Enquanto suas obras variam em escala, elas são sempre marcadas pelo caráter 
escultural e pela transição da experiência humana pelo espaço. Há aproximação entre 
pedestre e paisagem.
Além dos já citado, Calçadão de Copacabana, entre os projetos de paisagismo de 
Burle Marx estão:
● Aterro do Flamengo – Patrimônio Mundial da Humanidade na categoria “Paisagem 
Cultural Urbana”, título concedido pela UNESCO em 2012;
● Fazenda Marambaia, 1948 (Petrópolis, Rio de Janeiro);
● Fazenda Tacaruna, 1954 (Pedro do Rio, Rio de Janeiro);
● Paço Municipal de Santo André, 1965 (Santo André, São Paulo);
● Fazenda Vargem Grande, 1979 (Areias, São Paulo);
● Biscayne Boulevard, 1991 (Miami).
Se você não pode ter na sala de sua casa, um pedaço do Calçadão de Copacabana ou 
um trecho de um dos jardins criados por Roberto Burle Marx, é possível acessar seu 
acervo de gravuras em tela.
Acesse o acervo de Roberto Burle Marx (https://laart.art.br/categoria-produto/roberto-burle-
marx/) na galeria de arte online, Laart, especializada na venda de gravuras originais, assinadas 
e de série de tiragem limitada, de importantes artistas brasileiros e latino americanos.
 
https://laart.art.br/categoria-produto/roberto-burle-marx/
https://laart.art.br/categoria-produto/roberto-burle-marx/
40UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 40UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
REFLITA 
“Embora o seu interesse por plantas nativas venha dos dias na Alemanha, foi a sua 
colaboração com o botânico e colecionador de plantas Henrique Lahmeyer de Mello 
Barreto que o fez crescer como arquiteto paisagista.
Como Mello Barreto se interessava pelo estudo das plantas em seu habitat, ele foi o 
parceiro ideal. Burle Marx não pensava nas plantas apenas para trabalho, mas estudava 
as relações das espécies entre si e com o meio ambiente.
Os dois participaram de muitas expedições de caça a plantas no interior do Brasil, 
principalmente na década de 1940”. 
Fonte: Archtrends. Roberto Burle Marx: principal referência do paisagismo brasileiro.2020. Disponível em: 
https://blog.archtrends.com/burle-marx/. Acesso em: 14 set. 2022.
https://blog.archtrends.com/burle-marx/
41UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 41UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nessa unidade, vimos o surgimento do paisagismo e os períodos caracterizados. 
De várias maneiras, conhecemos as definições em cada uma das suas etapas, mas com o 
mesmo objetivo: trazer a natureza para ao nosso redor. Em alguns povos utilizaram flores, 
outras quedas de água, outros ainda deixaram como contemplação com estátuas.
O paisagismo ajuda a manter o contato com a natureza na cidade e ainda é possível 
unir a criatividade, a variedade de plantas e a disposição. Cada povo com sua mania, alguns 
até copiando outros. Além disso, já foi comprovado que o paisagismo traz mais qualidade 
de vida, e ainda contribui com a preservação da natureza.
 
42UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 42UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
LEITURA COMPLEMENTAR
No artigo “Paisagismo além da estética: uma concepção ambiental” escrito por Alex 
Vieira e Andréa Oliveira, podemos entender um pouco mais sobre o paisagismo. 
Acesse o link para leitura do material:
http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/3/articles/3748/submission/review/3748-
10889-1-RV.pdf 
RESUMO: O paisagismo é uma ferramenta utilizada na recuperação e conservação 
de espaços urbanos e rurais. Uma técnica plástica que auxilia na reinserção da natureza 
nas áreas antropizadas. Através de levantamentos bibliográficos foram abordados 
metodologias, manejo e funcionalidades do paisagismo e sua elaboração, analisado 
sob uma perspectiva do meio ambiente e sustentabilidade, observando a importância do 
elemento vegetal para sua consolidação.
http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/3/articles/3748/submission/review/3748-10889-1-RV.pdf 
http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/3/articles/3748/submission/review/3748-10889-1-RV.pdf 
43UNIDADE I Introdução à Arquitetura Paisagística 43UNIDADE II Evolução Histórica do Paisagismo
 MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Desenho Ambiental: Uma introdução à arquitetura da 
paisagem com o paradigma econômico 
Autor: Maria de Assunção Ribeiro de Franco.
Editora: FAPESP.
Sinopse: Desenho ambiental é um instrumento da arquitetura e 
do planejamento territorial que implica na compreensão ecossistê-
mica dos processos vivos e num novo posicionamento do homem 
frente à dimensão espaço-temporal. Sua visão interativa com 
diversas áreas do conhecimento representa uma mudança radical 
na arte de projetar, onde o conceito de espaço é absorvido pelo 
conceito de ambiente e o projeto deixa de ser uma obra acabada 
- com características estáticas - para se tornar o fator indutor de 
um processo.
 
FILME/VÍDEO 
Título: Paisagem.
Ano: 2018.
Sinopse: Passeando pela arte e personalidade do paisagista, 
pintor e escultor brasileiro Roberto Burle Marx,o documentário 
apresenta suas ideias em forma de homenagem, com uma suces-
são de paisagens sensoriais.
44
Plano de Estudo:
● Composição de espaços;
● Estudo de planos de massa;
● Escolha da vegetação para o projeto;
● Elementos de composição da paisagem.
Objetivos da Aprendizagem:
● Apresentar a aplicabilidade dos conceitos 
teóricos na manipulação da paisagem;
● Identificar e analisar as etapas na criação
de um projeto paisagístico;
● Investigar como compor um espaço usando 
princípios do paisagismo.
UNIDADE III
Criando Paisagens
Professora Mestre Nadyeska Copat
45UNIDADE III Criando Paisagens
INTRODUÇÃO
Caro (a) estudante
Seja bem-vindo (a) à terceira unidade de nossa disciplina!
Como começamos um projeto paisagístico? Até agora discutimos diversos dos 
parâmetros que devem ser considerados em uma proposta projetual, mas afinal, como projetar?
Embora não exista uma “fórmula mágica” de como conceber uma paisagem, há 
diversas técnicas e estratégias que podem ser empregadas neste sentido. Deste modo, 
nesta terceira unidade, iremos compreender como podemos compor espaços e quais 
etapas devemos seguir durante este processo.
Iremos discutir sobre as peças gráficas criadas em um projeto paisagístico, sobretudo 
o plano de massas. Este desenho tem uma função especial dentro do projeto pois, além de 
atuar como representação para transmissão de ideias, ele também se comporta como uma 
ferramenta projetual para a criação de conceitos.
O projeto paisagístico não é uma simples ideia, mas sim o resultado de um 
processo construído gradativamente no qual o paisagista precisa conciliar função, estética 
e qualidade visual.
Para isso, o profissional estará constantemente manipulando elementos naturais, 
como as plantas e artificiais, como a arquitetura. Desta forma, em nossa unidade, também 
iremos analisar as estratégias empregadas durante a escolha de vegetação para o projeto, 
uma das etapas mais complexas. Finalizamos nossa discussão apresentando elementos, 
para além da vegetação, que também atuam na composição da paisagem e podem 
complementar o seu projeto paisagístico. 
Bons estudos!
46UNIDADE III Criando Paisagens
1. COMPOSIÇÃO DE ESPAÇOS
 
Quando estamos iniciando um projeto é comum ficarmos perdidos sem saber como 
iniciar, por qual caminho seguir. No projeto paisagístico, estaremos lidando com uma série 
de condicionantes e muitas vezes iremos nos perguntar, por onde começar?
Para lidarmos com a complexidade das informações com as quais trabalhamos no 
paisagismo, é fundamental termos uma metodologia de projeto clara e bem delineada. De 
acordo com Kowaltowski et al. (2016), o processo de projeto não tem um método rígido 
entre os profissionais, como os métodos utilizados na pesquisa científica, por exemplo. Isso 
ocorre pelo fato de os projetos ficarem no meio termo entre arte e ciência, o que permite 
múltiplas abordagens para este objeto.
No paisagismo, iremos utilizar as etapas de projeto para orientar a nossa produção. 
Neste sentido, é importante destacar que etapa de projeto não é composto apenas pelas 
fases nas quais estamos produzindo peças gráficas, como as plantas baixas e perspectivas. 
Desde o primeiro contato com o cliente e o local da obra já estamos, de certa forma, 
projetando e tomando decisões. 
47UNIDADE III Criando Paisagens
A seguir, listamos as principais etapas de um projeto paisagístico.
● Conhecendo o cliente: uma das primeiras etapas em um projeto paisagístico é 
identificar e conhecer o nosso cliente. Lembre-se que o cliente muitas vezes não é 
necessariamente o contratante. Para projetar uma praça, por exemplo, devemos 
levar em consideração quais são os potenciais usuários daquele local. Deste 
modo, entenderemos seus anseios e suas demandas para elaborar o programa 
de necessidades. Segundo Abbud (2010), o cliente residencial normalmente traz 
mais dúvidas e inseguranças do que o empreendedor ou o contratante público. 
Assim, cabe ao profissional esclarecer todas as dúvidas para que o processo de 
projeto seja o mais transparente possível.
● Levantamento das áreas: embora existam recursos que permitam o levantamento 
das condicionantes do terreno de forma remota, é fundamental que o projetista 
visite o local do projeto. Nesta visita, além de levantar e conferir as condicionantes 
físicas, é possível observar as características mais abstratas do local, como as 
vistas e o entorno imediato.
● Análise das condições do solo: Segundo Barbosa (2010), esta etapa engloba 
a avaliação de condicionantes biológicas e morfológicas do solo, verificando 
índice de pH, quantidade de micro e macro nutrientes minerais, teor de matéria 
orgânica e consistência do solo. Em algumas situações, será necessário promover 
a recuperação do solo antes do plantio das espécies vegetais indicadas em projeto.
● Estudo preliminar: as peças gráficas desta etapa retratam “a essência” do 
projeto, como formas, cores e texturas que irão compor a paisagem. Segundo 
Abbud (2010), neste estudo apontamos o zoneamento e plano de massas, ainda 
não há a necessidade de especificar as espécies.
● Anteprojeto: nesta etapa, é registrado o amadurecimento do estudo preliminar. 
Desta forma, as soluções são refinadas e o projeto começa a tomar forma. Os 
fluxos, acessos e circulações aparecem de modo definido, assim como as espécies 
vegetais e os materiais utilizados.
● Seleção de espécies: além dos aspectos plásticos e compositivos devemos 
levar em consideração se a espécie selecionada é indicada para as condições do 
local no qual ela será cultivada.
48UNIDADE III Criando Paisagens
● Projeto executivo: no paisagismo é possível dividir o projeto executivo 
em duas frentes, o projeto executivo de elementos construtivos e o projeto 
executivo de plantio. O executivo de elementos construtivos se assemelha ao 
projeto arquitetônico, no qual representamos pisos, caminhos, muretas e demais 
elementos construtivos. Já o executivo de plantio fornece a localização de cada 
espécie, assim como a quantidade de mudas.
● Orçamento: esta etapa, mais técnica, é fundamental para que não existam surpresas 
no momento da execução do projeto. Além das mudas e adubos, o orçamento deve 
contemplar também a mão de obra, fretes e eventuais cortes e aterros no terreno.
No paisagismo, na grande maioria das vezes, estaremos trabalhando com 
ambientes externos. Neste contexto, a arquitetura e paisagismo afetam e são afetadas pelo 
seu entorno. O projetista pode tanto integrar estes elementos quanto negá-los, criando um 
espaço fechado. A interface entre os ambientes internos e externos deve ser considerada 
no momento da composição da paisagem, assim podemos compreender quais as relações 
visuais e físicas serão estabelecidas pelo usuário.
Abbud (2010) aponta que ao projetar é importante observarmos as relações de 
proporção e escala do lugar. Enquanto a proporção trata da relação entre as partes e os 
elementos que compõem o projeto, a escala diz respeito à relação entre o tamanho dos 
espaços e as pessoas.
Embora não exista uma fórmula para projetar paisagens, Abbud (2010) relaciona 
uma série de procedimentos e ferramentas que auxiliam no projeto de composição:
● Pontos focais: criar pontos de interesse, como uma estátua ou uma vegetação, ao 
final de um caminho ou de uma perspectiva ajuda a criar uma paisagem de destaque.
● Caminhos: ao passar entre elementos é uma experiência que pode ser valorizada 
no projeto, produzindo estímulos e despertando sensações no usuário.
● Hierarquia espacial: barreiras vegetais de até 1,30 m de altura ajudam a setorizar 
o projeto sem comprometer a visibilidade. Já os planos verticais com mais de 1,70 
m de altura delimitam o espaço tanto fisicamente quanto visualmente.
● Aberturas estratégicas: aberturas nos maciços de vegetação podem ser 
empregados para criar “molduras” na paisagem, direcionando o olhar do observador.
● Espaços pontuados: para projetos de grandes dimensõesé recomendado criar 
referências visuais para diminuir a sensação opressiva do espaço vasto.
● Como condicionantes do solo podemos apontar: pH, quantidade de nutrientes 
e matéria orgânica e sua consistência. Fatores como ventos dominantes, entorno 
imediato, vistas do terreno e orientação solar não dizem respeito ao solo.
49UNIDADE III Criando Paisagens
SAIBA MAIS
Caro (a) estudante, no projeto paisagístico, é necessário trabalharmos com metodologias 
claras para a composição do espaço. Embora não exista uma regra de como criar 
composições com qualidade estética e visual, alguns princípios podem ser utilizados 
para alcançar resultados satisfatórios. Na leitura indicada, você poderá identificar como 
trabalhar com planos, clareiras e árvores dentro de um projeto.
● Título do texto: Elementos chave de paisagismo: planos, clareiras e disposição de árvores.
● Nome do autor: Matheus Pereira
● Ano de publicação: 2018
Link de acesso: https://www.archdaily.com.br/br/889576/elementos-chave-de-paisagismo-planos-
clareiras-e-disposicao-de-arvores?ad_medium=widget&ad_name=recommendation
Você sabia?
Assim como no projeto arquitetônico, no projeto paisagístico é necessário atender 
as demandas do cliente. Neste sentido, cabe destacar que, neste caso, como cliente 
devemos entender todos os potenciais usuários do projeto a ser criado.
Ao identificarmos quem é o usuário do espaço projetado, é preciso identificar também 
quais seus anseios e expectativas para o local. Assim é possível esboçar o programa de 
necessidades que irá orientar o projeto. É preciso pontuar qual o tipo de uso o cliente 
terá do espaço projetado, dentro do paisagismo existem diversas possibilidades de uso. 
https://www.archdaily.com.br/br/889576/elementos-chave-de-paisagismo-planos-clareiras-e-disposicao-de-arvores?ad_medium=widget&ad_name=recommendation
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50UNIDADE III Criando Paisagens
2. ESTUDO DE PLANOS DE MASSA
 
O plano de massas é uma das primeiras peças gráficas que produzimos dentro 
de um projeto paisagístico. Embora ele tenha um caráter preliminar, este desenho é um 
dos mais importantes para elaboração da proposta. É através dele que iremos estabelecer 
quais serão as relações e sensações despertadas no observador.
Um erro bastante comum é confundirmos plano de massas com organograma. 
Segundo Abbud (2010), enquanto o organograma se limita na representação de hierarquias 
de usos e funções dos espaços, o plano de massas além de distribuir e setorizar as funções 
também prevê o caráter dos espaços criados.
Para isso, é importante que no plano de massas os elementos arquitetônicos 
também sejam representados, mesmo que de forma esquemática. Assim é possível prever 
a continuidade espacial e visual do paisagismo para o interior da edificação.
Embora no plano de massas a vegetação seja representada de forma esquemática, 
em manchas e formas fluidas, ainda assim é importante que tais formas sejam construídas 
em escala, seguindo um dimensionamento estimado. O ponto de partida para criar esta 
peça gráfica é a delimitação da área de projeto e estabelecimento de áreas com vegetação 
e sem vegetação. Ao determinarmos os cheios e vazios, é necessário também levar em 
consideração a transição entre os espaços utilitários e as áreas de contemplação.
51UNIDADE III Criando Paisagens
O plano de massas é uma ferramenta de projeto. Por este motivo, além da 
representação das manchas de vegetação usualmente representamos também as relações 
estabelecidas no projeto. Neste sentido, relações de espaço e função, fluxos, direções 
visuais, ventos dominantes, insolação, podem aparecer neste primeiro estudo para facilitar 
a compreensão da paisagem que estamos criando.
Segundo Macedo (1989), embora nesta etapa não seja necessário indicar as espécies 
vegetais que serão utilizadas, o projetista deve verificar os volumes vegetais básicos. Por 
exemplo, as árvores devem apresentar configuração a partir de sua copa, seja ela globular, 
irregular, em leque, entre outros. O mesmo se aplica às espécies arbustivas, que podem 
apresentar diversos formatos e portes. As cores e texturas também devem ser registradas em 
um plano de massas para compreendermos qual a configuração que a paisagem irá assumir.
Um detalhe que muitas vezes passa despercebido ao projetista é a transparência 
dos maciços vegetais. As espécies vegetais contam com grande variedade de densidade 
e quantidade de folhas. Deste modo enquanto algumas espécies geram maciços densos 
(que devem ser representados de forma mais opaca) que criam barreiras visuais, 
outras espécies proporcionam maciços com vegetação mais esparsa (que devem ser 
representados de modo menos opaco).
Nesta peça gráfica, podemos prever a unidade da composição. Um projeto 
paisagístico deve encontrar o equilíbrio entre variedade e repetição. Tanto o excesso 
quanto a falta de variedade são situações não desejadas dentro de um projeto. Para 
que a composição visual não fique “confusa”, recomenda-se a criação de um elemento 
dominante, que ajude a criar uma hierarquia dentro do projeto. Esta dominância não precisa 
ser necessariamente de tamanho, a cor, a forma ou a textura pode ser a característica que 
destaque um elemento de outro.
Outra técnica para assegurar a clareza e unidade na composição é o uso das 
forrações. A forração pode ser utilizada para conectar elementos como, por exemplo, 
arbustos que estão localizados de forma próxima, porém sem criar um renque.
Os princípios de ordem podem ser utilizados para auxiliar na composição visual dos 
projetos paisagísticos. Segundo Ching (2013), os principais conceitos são:
● Eixo: através de uma reta os espaços são distribuídos. Esta reta pode tanto ser um 
elemento físico, como um caminho, quanto uma linha imaginária que ordena o espaço.
● Simetria: a partir de um eixo os elementos são dispostos de forma simétrica. 
Além da simetria bilateral, que ordena os espaços através de um eixo, há também 
a simetria radial, que trabalha com arranjos a partir de vários eixos com um ponto 
central em comum.
52UNIDADE III Criando Paisagens
● Hierarquia: o grau de relevância dos espaços deve ser evidente. Embora seja 
possível trabalhar com mais de uma região dominante não se aconselha que todos 
os espaços tenham o mesmo valor e peso na composição.
● Dado: a partir de um elemento compositivo são ordenados todos os demais. 
● Ritmo: a recorrência de elementos caracteriza a sensação de movimento na 
composição.
● Repetição: a repetição de elementos idênticos ou com características 
semelhantes, como cor, porte, textura, é uma das técnicas compositivas.
● Transformação: a partir de um modelo inicial a forma é manipulada até chegar 
ao modelo mais adequado para cada situação.
53UNIDADE III Criando Paisagens
SAIBA MAIS
Silvio Soares Macedo, arquiteto e urbanista, é um dos grandes teóricos brasileiros dentro 
dos campos do paisagismo, áreas livres e meio urbano.
Caro (a) estudante, na leitura indicada você terá a oportunidade de aprofundar os seus 
conhecimentos sobre como criar um plano de massas, além de identificar algumas das 
principais estratégias de composição visual aplicadas no paisagismo.
● Título do texto: Plano de massas- um instrumento para o desenho da paisagem
● Nome do autor: Silvio Soares Macedo.
● Ano de publicação: 1989.
Link de acesso: http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133630
Você sabia?
No projeto paisagístico as espécies vegetais, como forrações, arbustos, árvores e 
gramas são usados como elementos compositivos. Enquanto os arbustos altos criam 
uma barreira física e visual, podendo inclusive compor cercas vivas, os arbustos baixos 
são aplicados para compor caminhos, indicar desníveis e delimitar espaços, mas sem 
obstruir a visão do usuário. Ao empregarmos arbustos, explorando a sua variedadede 
altura, é possível também definir as escalas do lugar.
http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133630 
54UNIDADE III Criando Paisagens
3. ESCOLHA DA VEGETAÇÃO PARA O PROJETO
Para a seleção da vegetação em um projeto paisagístico, devemos levar em 
consideração tanto os aspectos técnicos de cultivo quanto as características plásticas de 
cada espécie.
Sendo assim, é necessário verificar a forma de cultivo de cada espécie e se ela é 
compatível com as condicionantes do local no qual iremos inseri-la. Um dos critérios a serem 
observados neste sentido é a temperatura média do ambiente. Embora algumas plantas se 
adaptem a variações térmicas, o recomendado é selecionar espécies compatíveis com a 
média da temperatura local. Contrariar os limites tolerados pela planta pode resultar em sua 
morte (BARBOSA, 2010).
Da mesma forma, parâmetros de luminosidade, umidade do solo e umidade do ar, 
são aspectos que também precisam ser avaliados na hora de especificação de espécies. 
Do ponto de vista de composição plástica, iremos avaliar parâmetros de forma, proporção, 
cor e tipo de folhagem de cada espécie. É importante destacar que nesta análise não são 
avaliados apenas as flores e frutos das plantas, mas também seu caule, raiz e folhas, que 
podem atuar como elementos compositivos. Ao mesclarmos espécies de diferentes portes, 
algumas mais altas, outras mais baixas; algumas mais verticais e outras que se espalham 
mais no sentido horizontal, conseguimos criar uma variedade plástica na composição.
55UNIDADE III Criando Paisagens
No paisagismo, é possível “brincar” com as composições, aplicando as espécies 
das mais variadas formas. No entanto, é necessário lembrar que não devemos contrariar a 
estrutura da espécie. Por exemplo, cultivar uma trepadeira sem o seu devido suporte não é 
uma estratégia criativa, mas sim um modo irresponsável de aplicar a vegetação no paisagismo.
Um dos atributos da vegetação que certamente mais chama a atenção dos 
observadores é a cor da planta. Segundo Castro (2014), as cores das plantas mudam 
conforme as estações, característica que deve ser levada em consideração na hora do 
projeto. Do mesmo modo, a intensidade da luz influencia na maneira como percebemos 
as cores. Assim, se observamos um mesmo jardim pela manhã, ao meio dia e à tarde 
teremos percepções diferentes sobre o espaço. Para obtermos o efeito visual desejado, 
é necessário estarmos atentos à extensão das superfícies. Por exemplo, se aplicarmos 
a Tradescantia pallida purpúrea (trapoeraba roxa) de forma pontual em um projeto 
certamente ela não será tão expressiva como quando aplicada em grandes maciços, no 
qual a cor roxa será evidenciada na paisagem.
A variedade de cores e texturas de arbustos e forrações faz com que estes tipos de 
vegetação sejam amplamente empregados no paisagismo. Enquanto os arbustos altos podem 
ser aplicados para criar barreiras físicas e visuais, os arbustos baixos são utilizados para compor 
caminhos, indicar desníveis e até mesmo restringir acessos. De modo geral, os arbustos, além 
de configurarem espaços no projeto, ajudam também a definir as escalas do lugar.
As forrações, por sua vez, são aplicadas em grandes extensões, podendo atuar 
como plano de fundo ou como elemento principal do projeto. Para a delimitação de áreas 
com as forrações, Abbud (2010) aponta que é indicado utilizar contenções, seja em forma 
de mureta ou então de divisores plásticos (limitadores de grama).
As árvores, que muitas vezes são tidas como as protagonistas no paisagismo, 
também demandam alguns cuidados específicos para a sua aplicação em projeto. O tipo 
de copa e o tipo de raiz da espécie selecionada devem ser analisados para verificar se são 
compatíveis com o local no qual a árvore será cultivada.
Segundo Abbud (2010), as copas das árvores podem ser classificadas em dois 
principais tipos: copas horizontais, com diâmetro maior que altura e copas verticais, com altura 
maior do que diâmetro. Enquanto a copa horizontal garante a ideia de fechamento, a copa 
vertical gera um ponto focal na paisagem. Os caules e galhos das árvores são expressivos 
na composição da paisagem, podendo sugerir a dramaticidade de uma escultura.
56UNIDADE III Criando Paisagens
De modo geral, as raízes das árvores seguem um desenvolvimento semelhante ao 
da copa. Assim, as árvores de copa vertical, salvo exceções, apresentam raiz pivotante. Já 
as árvores de copa horizontal contam com raiz que tende a aflorar no solo.
Em um projeto paisagístico árvores, arbustos e forrações devem atuar em conjunto 
na composição plástica. O plano de massas será nossa ferramenta para avaliar se o arranjo 
criado é coerente ou não. 
SAIBA MAIS
Caro (a) estudante, o planejamento e ocupação de sítios é uma tarefa complexa na 
qual o arquiteto e urbanista terá que realizar diversas análises e tomar várias decisões. 
Na leitura indicada você irá aprofundar os seus conhecimentos sobre como empregar 
a vegetação no paisagismo e como trabalhar os fluxos no projeto, dois conceitos 
primordiais para o sucesso de toda proposta.
● Título do texto: Fundamentos de paisagismo
● Nome das autoras: Tim Waterman.
● Ano de publicação: 2010.
● Indicação de trecho para leitura: Cap. 3 A ocupação da paisagem, o uso da vegetação 
no paisagismo e Fluxo: circulação e acesso, p. 96 a p.103.
Link de acesso: https://www.indicalivros.com/livros/fundamentos-de-paisagismo-tim-waterman
As árvores podem ser classificadas através de diversas de suas características. 
Uma destas classificações diz respeito ao tipo de copa da árvore. As copas podem ser 
classificadas como horizontais: diâmetro maior que altura e raiz que tende a aflorar no solo. 
Verticais: altura maior do que diâmetro e raiz pivotante.
https://www.indicalivros.com/livros/fundamentos-de-paisagismo-tim-waterman
57UNIDADE III Criando Paisagens
4. ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO DA PAISAGEM
Quando pensamos em projeto paisagístico logo o associamos a indicação de 
espécies vegetais. Certamente as plantas são as protagonistas neste tipo de projeto, no 
entanto, a paisagem é composta não apenas por vegetação, mas também por uma série 
de elementos compositivos.
Estes elementos, sejam eles naturais ou não, são fundamentais para obtermos 
sucesso em nosso projeto paisagístico. Desta forma, iremos agora analisar como empregar 
pedras, madeiras, água e materiais de origem industrializada na composição da paisagem.
No paisagismo, as pedras são utilizadas de duas principais formas: em seu estado 
natural, reproduzindo o seu comportamento na paisagem, ou forrando superfícies. 
O matacão é um exemplo de pedra em seu estado natural. Esta rocha, de grandes 
dimensões, é aplicada no paisagismo criando um marco visual. Já as pedras de menor porte 
pode ser usadas criando caminhos, decorando vasos e até mesmo delimitando espaços.
Segundo Abbud (2010), as pedras cortadas podem assumir diversas configurações 
e tratamentos. Entre as formas mais tradicionais de se trabalhar as pedras no paisagismo 
encontramos os paralelepípedos, os filetes e o petit-pavê.
Além da aplicação da pedra cortada em sua forma bruta, também é possível 
trabalharmos com pedras polidas, jateadas, levigadas, cristalizadas ou resinadas. As pedras 
como ardósia, quartzito, goiás, basalto, mármore e granito são utilizadas em calçadas, 
caminhos e mosaicos. Já os seixos naturais como brita, pedriscos, dolomita branca e argila 
expandida são usados para cobrir superfícies.
58UNIDADE III Criando Paisagens
A madeira é um material natural que pode ser aplicado de diversas formas no 
paisagismo. As peças brutas, como toras roliças ou mourões, podem ser utilizadas para criar 
pergolados ou decks. Já as peças de madeira cortada são aplicadas em degraus, decks, 
brinquedos, pergolados, caramanchões, treliças, bancos e demais tipos de mobiliário.
O uso de madeira em áreas externas requer alguns cuidados. Neste sentido, é 
necessário prever o tratamento adequadopara que as peças estejam protegidas da ação 
das chuvas, sol direto e ventos, além de possíveis ataques de cupins. A aplicação de verniz 
ou de stain ajuda neste tipo de prevenção. Enquanto o verniz cria uma película sobre a 
madeira, o stain é uma resina de acabamento de poro aberto.
As cascas e lascas de madeira também podem ser empregadas no paisagismo. Estes 
materiais são usualmente aplicados para compor vasos ou como forrações. No entanto, este 
uso deve ser restrito a pequenas áreas, uma vez que a casca de pinus usada na jardinagem 
serve de abrigo para o escorpião amarelo, animal peçonhento comum na área urbana.
A água é um dos elementos mais importantes no paisagismo. Segundo Barbosa 
(2010), além de valorizar a composição visual, a água ajuda a trazer movimento e sons para o 
projeto, estimulando vários sentidos no usuário. Embora as fontes e chafarizes tenham caído 
em desuso no paisagismo, é possível empregar a água de diversas formas. Lagos, cascatas 
e espelhos d´água podem ser utilizados em projetos dos mais diversos portes e estilos.
Finalizando a nossa análise de elementos compositivos, iremos agora verificar 
os elementos criados a partir de materiais artificiais. Peças em concreto como o ladrilho 
hidráulico, o paver e o cobogó, são utilizados no paisagismo de pequena e de grande 
escala. Enquanto o ladrilho hidráulico e o paver são aplicados na criação de calçadas, o 
cobogó é empregado para criar muros e muretas vazadas.
No paisagismo também é possível utilizar cerâmicas e porcelanatos para revestir 
as calçadas e caminhos. No entanto, é importante observar as características destes 
materiais. Recomenda-se que eles sejam antiderrapantes e de PEI mínimo igual a 4, para 
evitar acidentes e garantir a segurança do usuário.
Elementos metálicos também podem ser utilizados no paisagismo. Aço comum, 
aço inoxidável e alumínio são aplicados na criação de gazebos, pergolados, gradis e telas.
Seja para obter uma composição plástica mais interessante, ou então para atribuir 
usos ou delimitar acessos, no paisagismo iremos empregar diversos materiais, naturais 
ou não. Em nossas propostas, é fundamental sabermos conciliar tais elementos com as 
espécies vegetais para que o efeito final seja satisfatório. 
59UNIDADE III Criando Paisagens
SAIBA MAIS
Caro (a) estudante, o projeto paisagístico não se resume “simplesmente” a especificação 
de espécies vegetais. Além das plantas a paisagem é composta por diversos elementos, 
sejam eles naturais ou artificiais. Na leitura indicada, você irá aprofundar os seus 
conhecimentos sobre os elementos decorativos que fazem parte do paisagismo.
Link de acesso: https://respostas.sebrae.com.br/cultivo-de-flores-e-plantas-ornamentais/
https://respostas.sebrae.com.br/cultivo-de-flores-e-plantas-ornamentais/
60UNIDADE III Criando Paisagens
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro (a) estudante, chegamos ao fim de nossa terceira unidade!
O processo de projeto é tema de diversos debates e estudos. Como aprendemos a 
projetar? Como começamos um projeto? Ao decorrer da vida acadêmica muitas vezes nos 
deparamos com uma lista de condicionantes que devemos atender no projeto, mas poucas 
vezes paramos para refletir como construir nossa proposta.
Para a concepção de um projeto paisagístico, existem técnicas e estratégias que 
nos orientam para a elaboração da proposta. Assim, nesta terceira unidade, analisamos às 
etapas em um projeto paisagístico. Conhecer o cliente, levantar as condicionantes do local 
do projeto, selecionar espécies e produzir estudos preliminares, anteprojetos e projetos 
executivos, assim como o orçamento desta execução, são algumas das fases fundamentais 
de projeto que não podem ser “puladas” ou realizadas de modo inconsistente.
Discutimos, também, sobre o papel do plano de massas no projeto, assim como 
as técnicas empregadas em sua construção. Para isso, retomamos os princípios de ordem 
utilizados não apenas no paisagismo, mas em diversos projetos que se fundamentam na 
linguagem visual.
O paisagismo é concebido através de elementos compositivos. A vegetação é um 
destes elementos. Em nossas análises, percebemos que além das características plásticas 
é necessário observar também aspectos de cultivo e manutenção da cultura que iremos 
aplicar ao projeto. Do mesmo modo, elementos naturais, como água, madeira e pedra, e 
industrializados, como cerâmicas e porcelanatos, também são usados na composição da 
paisagem e demandam a nossa atenção.
 
61UNIDADE III Criando Paisagens
 MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Quadro do Paisagismo no Brasil
Autor: Silvio Soares Macedo
Editora: EDUSP.
Sinopse: Este livro foi o primeiro produto do Projeto Quapá 
Quadro do Paisagismo no Brasil, cujo objetivo é o de documentar, 
analisar e divulgar a arquitetura paisagística brasileira. O volume 
apresenta a visão do autor sobre o significado dos jardins no Brasil, 
um estudo histórico desde o século XVIII até os dias de hoje, suas 
transformações, seus estilos e seus autores. Silvio Soares Macedo 
discorre sobre a trajetória do paisagismo nacional, começando 
pelo Passeio Público do Rio de Janeiro, datado do século 
XVIII, explicitando o desenvolvimento da paisagem urbana e do 
paisagismo no século XIX, chegando aos paisagistas modernistas 
e da cidade moderna, e ao começo da ruptura no início dos anos de 
1990. No livro, estão representadas as três principais correntes do 
paisagismo brasileiro a eclética, a modernista e a contemporânea 
acompanhadas de um quadro cronológico sucinto, e de inúmeras 
imagens e croquis que complementam a análise.
 
FILME/VÍDEO 
Título: PERDIDO EM MARTE
Ano: 2015.
Sinopse: O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a 
uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado 
como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no 
misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como 
reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.
62
Plano de Estudo:
● Representação gráfica em projetos paisagísticos;
● Iluminação;
● Acessibilidade;
● O paisagismo utilitário.
Objetivos da Aprendizagem:
● Compreender a forma de representação gráfica no paisagismo;
● Analisar conceitos de iluminação e acessibilidade dentro de projetos paisagístico;
● Investigar os tipos de projetos paisagísticos com função utilitária.
UNIDADE IV
Estudo da Vegetação Como
Elemento Paisagismo
Professora Mestre Nadyeska Copat
63UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
INTRODUÇÃO
Caro (a) estudante, seja bem-vindo (a) à quarta unidade de nossa disciplina!
Em nossas discussões, trabalhamos diversos aspectos teóricos que dizem respeito à 
concepção e manipulação da paisagem. Nesta última unidade, iremos focar os nossos estudos 
em princípios básicos que são fundamentais para a criação de um projeto paisagístico.
Alguns dos princípios que iremos analisar aqui são também pertinentes aos projetos 
das mais variadas naturezas, como o projeto arquitetônico e o projeto de interiores. Iniciamos 
esta unidade trabalhando a representação gráfica dentro dos projetos paisagísticos. A 
representação gráfica é uma das ferramentas que acompanha o profissional de projeto 
em praticamente toda a sua jornada. É através dela que expressamos nossas ideias e 
construímos o nosso pensar. Deste modo, uma boa representação gráfica é essencial para 
o sucesso do projeto paisagístico.
Analisaremos, também, como a iluminação pode influenciar o resultado final da 
paisagem. É um erro pensarmos que o projeto luminotécnico se resume a espaços fechados. 
Mesmo em ambientes abertos, a iluminação deve ser tratada com atenção. Do mesmo modo, 
a acessibilidade, que é tema recorrente em projetos arquitetônicos e de interiores, também 
deve ser observada na criação de projetos paisagísticos. Desta forma, iremos investigar quais 
os principais critérios a serem atendidos quando o assunto é acessibilidade à paisagem.
Finalizamos a nossa unidade, e consequentemente nossa disciplina, apresentandoalgumas das formas utilitárias assumidas pelo paisagismo. Neste sentido, iremos analisar a 
criação de jardins sensoriais e o uso de espécies medicinais e hortaliças no projeto.
Bons estudos!
64UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
1. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA EM PROJETOS PAISAGÍSTICOS
Assim como em um projeto arquitetônico, as representações gráficas também 
variam conforme a etapa dentro do projeto paisagístico. Etapas mais preliminares aceitam 
representações esquemáticas, enquanto as etapas mais próximas à execução do projeto 
demandam peças gráficas com rigor técnico e precisão nas informações.
Entre as principais peças gráficas do desenho técnico podemos destacar a planta de 
situação, planta baixa, corte e elevação. A construção destes desenhos segue os mesmos 
princípios daqueles adotados no desenho arquitetônico, no entanto, alguns cuidados 
específicos devem ser tomados.
Na planta baixa do paisagismo, por exemplo, é importante representarmos, tanto 
os elementos do paisagismo, quanto as construções do lote, assim como suas aberturas 
(portas e janelas). Deste modo, é possível identificarmos as relações estabelecidas entre a 
arquitetura e a paisagem, analisando fluxos, acessos e linhas visuais.
No corte, um dos principais pontos a ser observado é a relação dos diversos níveis 
e alturas dentro do projeto. Com o corte conseguimos estudar o perfil do terreno (original e 
modificado), assim como os volumes criados a partir da vegetação.
Em um projeto paisagístico, as representações manuais são largamente empregadas 
com o objetivo de transmitir a plasticidade e a variedade de texturas e cores da proposta. 
É importante lembrarmos que mesmo no desenho manual, ainda que na criação de um 
croqui, escalas e proporções devem ser mantidas, assim como as dimensões gerais do 
projeto e a posição de cada elemento compositivo.
65UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
A representação da vegetação, de modo manual, varia o seu grau de detalhamento de 
acordo com a intenção projetual. Para representar uma árvore em planta baixa, por exemplo, 
podemos adotar tanto um desenho rápido, com um círculo e o seu centro, quanto um desenho 
mais detalhado com a representação de galho e folhas. Observe o exemplo na figura a seguir. 
FIGURA 1 – REPRESENTAÇÕES DE ÁRVORES EM ESTILO SIMPLES E MAIS 
DETALHADO (À DIREITA) 
Fonte: A autora (2022).
Para a criação de árvores mais detalhadas, é possível adicionarmos texturas a sua 
copa. Neste sentido, pontos, estrelas e até mesmo quadrados podem ser utilizados para 
compor o volume dos maciços em planta baixa. Observe o exemplo na figura a seguir.
FIGURA 2 – TRIÂNGULOS E QUADRADOS USADOS PARA REPRESENTAR ÁRVORE 
EM PLANTA BAIXA 
Fonte: A autora (2022).
O mesmo ocorre na representação de espécies arbustivas em planta baixa. Elas 
podem ser representadas, tanto de modo simples com seu contorno, quanto de modo 
mais trabalhado e com texturas. Para a representação de forrações de solo e trepadeiras, 
indica-se ainda o uso de legendas para que seja possível identificar quais espécies 
admitem pisoteio e quais não são resistentes a este uso.
Se por um lado, em planta baixa, tanto árvores quanto arbustos podem assumir 
representações semelhantes, em corte é importante cuidarmos das alturas e configurações 
de cada espécie. Deste modo, uma palmeira será representada de forma diferente de um 
arbusto, que por sua vez é distinto de uma árvore. No corte, não podemos desconsiderar 
a altura na qual as copas se iniciam, assim como o seu formato e dimensão aproximados.
66UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
Para tornarmos tais representações gráficas mais atrativas e explicativas, recomenda-
se inserir a escala humana nos cortes. Através da inserção da figura humana é possível 
compreendermos como será a relação homem-paisagem dentro do contexto projetado.
Além das técnicas manuais, é possível também representarmos os projetos 
paisagísticos por meio de técnicas digitais. O uso de softwares é uma realidade consolidada 
na criação de projetos arquitetônicos, de interiores e de design. Cabe lembrarmos que as 
técnicas digitais trazem inúmeros benefícios, como a agilidade e precisão nos desenhos.
Existem diversos softwares que podem ser empregados para a representação gráfica 
de projetos. O AutoCAD, o SketchUp, o CorelDRAW e o Adobe Photoshop são alguns dos 
mais lembrados quando o assunto é projeto. Existem também programas específicos para a 
criação de projetos paisagísticos. Alguns destes softwares são capazes de gerar maquetes 
eletrônicas da proposta nas quatro estações do ano, outros, criam automaticamente uma 
lista de quantitativo de plantas para a execução do projeto. O AueE AutoLandscape, o 
PhotoLandscape, o DynaSCAPE, o AuE VisualPLAN, o Edificius-LAND e o Garden Composer 
3D são alguns dos exemplos que temos atualmente disponíveis no mercado.
SAIBA MAIS
Caro (a) estudante, a representação gráfica dentro do paisagismo apresenta algumas 
particularidades que não são encontradas no projeto arquitetônico ou de interiores. 
Existem diversas técnicas e materiais para construir esta representação, na leitura 
indicada, você irá aprofundar os seus conhecimentos sobre como transmitir sua proposta 
de modo claro e preciso.
● Título do texto: Fundamentos do Paisagismo
● Nome do autor: Tim Waterman.
● Ano de publicação: 2011
● Indicação de trecho para leitura: Capítulo 4- A representação, p. 112 a p. 139.
67UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
Você sabia?
O croqui é uma das primeiras representações gráficas dentro da construção de um 
projeto paisagístico. Este tipo de desenho pode ser elaborado de modo rápido para 
capturar a essência de um conceito ou uma ideia.
O croqui de observação tem como objetivo registrar determinada vista que o projetista deseja 
representar, como se, por exemplo, ele “tirasse uma foto” de determinada parte do projeto. 
O croqui de observação é o registro de um momento, um modo de documentar o sítio.
Já o croqui de conceito tem forma de esquema ou diagrama e apresenta como objetivo 
transmitir e explorar uma ideia do projetista. Através deste tipo de desenho também é 
possível demonstrar conexões e fluxos.
68UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
2. ILUMINAÇÃO
Um bom projeto luminotécnico é capaz de transformar qualquer ambiente. Isso 
se aplica não apenas aos locais fechados, mas também às áreas abertas. Deste modo, a 
iluminação se torna um elemento fundamental dentro do projeto paisagístico.
É importante destacarmos as múltiplas funções que a iluminação pode apresentar 
no paisagismo. Além do seu evidente caráter utilitário, de tornar o espaço visível durante os 
períodos de baixa luminosidade natural, a iluminação artificial também torna os locais mais 
seguros e atua ainda como elemento compositivo valorizando formas e texturas do projeto.
O projeto luminotécnico deve ser pensado em conjunto com o paisagismo, e nunca 
como se fosse uma etapa a parte realizada após a execução do projeto paisagístico. 
Segundo Viana e Ribeiro (2014), a iluminação para tais projetos deve ser sutil e abranger 
toda a área. Lembre-se que tanto o excesso quanto a falta de iluminação podem ser 
prejudiciais. Áreas com muita iluminação artificial podem causar ofuscamento além de 
prejudicar o desenvolvimento da fauna e da flora, já as regiões com pouca iluminação 
dificultam a visibilidade podendo até mesmo causar acidentes.
No contexto do paisagismo, a iluminação pode assumir diversas configurações. 
A seguir, relacionamos cinco das principais técnicas que podem ser empregadas no 
paisagismo de diversas escalas:
●	Downlighting: a iluminação é feita de cima para baixo. Em áreas externas, muitas 
vezes não contamos com superfícies de teto para fixar as fontes de luz. Deste 
modo, estruturas de pérgolas e caramanchões podem ser usadas para inserir a 
iluminação. Postese refletores também são utilizados neste tipo de iluminação. 
69UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
●	Uplighting: a iluminação é feita de baixo para cima. Neste caso, a fonte de luz 
é posicionada ao nível do solo, o facho de luz cria nuances e possibilita efeito 
dramático na iluminação, valorizando o desenho e a textura da espécie vegetal.
●	Frontlighting: a iluminação é feita na frente da espécie que se deseja destacar. 
A fonte de luz ilumina a vegetação da base até o seu topo, evidenciando a textura 
e o volume do maciço vegetal. 
●	Backlighting: a iluminação é feita atrás da espécie que se deseja destacar. Esta 
técnica valoriza o contorno da vegetação e cria um efeito dramático mesclando 
pontos iluminados com regiões de sombra.
●	Sidelighting: a iluminação é feita de modo lateral à espécie que se deseja 
destacar. Nesta técnica a textura da vegetação fica em evidência.
Além destas técnicas, existem outros efeitos que podem ser trabalhados com a 
iluminação no paisagismo. Para obter a sensação de profundidade, o paisagista pode 
utilizar três planos de iluminação em um mesmo volume. No plano de fundo, aplica-se 
uma luz mais clara, enquanto em primeiro plano é aplicada uma luz mais baixa. No plano 
intermediário, por sua vez, emprega-se uma luz suave. A combinação desta mescla de 
intensidade ajuda a evidenciar os volumes dos maciços vegetais.
Outro procedimento que pode ser utilizado é a suavização, que consiste em 
suavizar a luz na espécie que está sendo iluminada. Assim, as sombras geradas a partir da 
iluminação serão mais sutis e naturais.
Segundo Viana e Ribeiro (2014), para o paisagismo são indicadas as lâmpadas 
coloridas de baixa potência, como a PAR 20, 30 e 38, as multivapor metálico ou de sódio, 
as dicroicas e dichro blue. É importante que o profissional esteja atento à especificação 
de modelos de lâmpadas e luminárias, que devem ser resistentes às variações climáticas 
como por exemplo, sol, chuva e ventos.
No paisagismo, entre os modelos mais tradicionais de luminárias, iremos encontrar 
os postes, refletores, arandelas, balizadores e spots. Ao contrário dos postes utilizados na 
iluminação urbana, os postes decorativos usados no paisagismo de interiores contam com 
pequenas dimensões, raramente ultrapassando dois metros de altura.
Já os refletores, por sua vez, são modelos que iluminam de modo direcionado, 
focalizando uma região específica. Estas peças são ideais para criar efeitos com as técnicas 
de uplighting. As arandelas, que são fixadas em paredes e muros, podem ser utilizadas 
para iluminar de forma difusa ou direta.
Os balizadores ou espetos, são modelos de luminárias instaladas diretamente no 
nível do solo. Através destas luminárias é possível criar delimitações de espaços e indicar 
caminhos. Por fim, os spots estão presentes em uma grande variedade de modelos no 
mercado. Estas luminárias podem ser embutidas, de sobrepor, fixos ou com foco dirigível.
70UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
SAIBA MAIS
Caro (a) estudante, o projeto luminotécnico é fundamental não apenas no projeto de 
interiores, mas também na concepção de um projeto paisagístico. Na leitura indicada, 
você irá aprofundar os seus conhecimentos sobre as técnicas de iluminação artificial, 
assim como as fontes de iluminação de uma proposta.
● Título do texto: Iluminação no paisagismo.
Link de acesso: https://inlucce.com.br/iluminacao-no-paisagismo-dicas-e-fotos-de-projeto-para-
iluminacao-de-jardim/
VOCÊ SABIA?
O projeto de iluminação não se restringe apenas às áreas internas da edificação. No 
paisagismo, a iluminação apresenta tanto uma função utilitária, ao promover visibilidade 
e segurança a usuário, quanto decorativa, ao criar cenários e valorizar a vegetação.
Uma das principais etapas de um projeto, seja de interiores ou de paisagismo, é a 
concepção do projeto luminotécnico. Neste sentido, o projetista deve estar atento tanto 
às questões da iluminação natural quanto a iluminação artificial necessárias para atender 
as demandas do espaço projetado.
● Iluminação geral: este sistema de iluminação tem como função fornecer a iluminância 
mínima para os ambientes.
● Iluminação de destaque: tem como objetivo enfatizar elementos.
● Iluminação suplementar de tarefa: complementa a iluminação geral para execução 
de tarefas no plano de trabalho.
● Iluminação decorativa: atribui ambiência ao espaço.
● Iluminação de orientação: indica o sentido ou caminho através de sinalização.
https://inlucce.com.br/iluminacao-no-paisagismo-dicas-e-fotos-de-projeto-para-iluminacao-de-jardim/
https://inlucce.com.br/iluminacao-no-paisagismo-dicas-e-fotos-de-projeto-para-iluminacao-de-jardim/
71UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
3. ACESSIBILIDADE
A acessibilidade é uma temática recorrente nas discussões atuais. Ela é pré-
requisito não apenas dos projetos paisagísticos, mas também uma condicionante presente 
em projetos arquitetônicos, de interiores e urbanísticos.
A NBR 9050/2015 - Acessibilidade a edificações, mobiliários, espaços e 
equipamentos urbanos é a normativa que versa sobre a acessibilidade em projetos. Se por 
um lado para a criação de projeto arquitetônico esta norma orienta com relação ao projeto 
de sanitários, escadas e rampas, para o paisagismo a NBR 9050 será fundamental na 
criação de rotas acessíveis, bem como para o projeto de mobiliário urbano e disposição de 
informações e sinalizações.
Um dos pontos fundamentais para assegurar a acessibilidade ao projeto é o 
tratamento aplicado aos acessos e circulações. Neste sentido, para as circulações 
horizontais a NBR 9050/2015 determina que a inclinação transversal seja de no máximo 
3% em ambientes externos, enquanto a inclinação longitudinal deve ser inferior a 5%. Os 
caminhos e circulações que apresentarem inclinação igual ou superior a 5% se configuram 
como rampa e demandam tratamento especial. 
Outro importante cuidado com relação às circulações é o tipo de revestimento empregado, 
que deve ser regular, firme, estável antiderrapante e não trepidante. No paisagismo, a vegetação 
não pode interferir na circulação do usuário. Assim, a vegetação cultivada próximo às áreas de 
rota acessível não devem apresentar espinhos ou raízes que prejudiquem a locomoção.
72UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
Para as portas e portões de acesso, às áreas externas determina-se que estas 
apresentem vão livre de no mínimo 0,80 m de largura quando abertos. Para realizar esta 
abertura, recomenda-se que os mecanismos de acionamento demandem força igual ou 
inferior a 36 N.
Com relação ao mobiliário urbano, a NBR 9050 apresenta parâmetros mínimos 
para a instalação de diversos tipos de equipamentos. Os bebedouros de bica devem contar 
com unidades em duas alturas, uma de 0,90 m e outra entre 1,00 m e 1,10 m a partir do 
nível do piso. A unidade de menor altura é acessível à pessoa em cadeira de rodas e, por 
isso, deve apresentar altura livre inferior de no mínimo 0,73 m e um módulo de referência 
(0,80 m de largura e 1,20 m de profundidade) frontal assegurando que o usuário consiga 
se aproximar do bebedouro.
Para o projeto de bancos em locais de uso coletivo recomenda-se altura entre 0,40 
m e 0,45 m a partir do piso e largura individual (largura para cada ocupante) entre 0,45 m 
e 0,50 m, a profundidade dos assentos deve ser entre 0,40 m e 0,50. A NBR 9050 destaca, 
ainda, que é necessário prever uma área equivalente a um módulo de referência ao lado 
dos bancos, permitindo que uma pessoa em cadeira de rodas também usufrua do espaço.
Com relação às informações e sinalizações, a NBR 9050/2015 determina que estas 
sejam realizadas de modo completo, preciso e claro. Neste ponto cabe destacarmos que 
a acessibilidade trata não apenas do acesso para pessoas em cadeira de rodas ou de 
mobilidade reduzida, mas sim o acesso integral, autônomo e seguro para todas as pessoas, 
independentemente de suas característicasfísicas, psicológicas e motoras.
Diante disso, a norma solicita que as informações disponíveis nos espaços de 
uso coletivo sigam o princípio dos dois sentidos. De acordo com tal princípio, todas as 
informações devem ser disponibilizadas empregando no mínimo dois sentidos: visual e 
tátil ou visual e sonoro.
Esta sinalização deve empregar contrastes, deste modo, a sinalização visual deve 
apresentar contraste de cores na composição, a sinalização tátil precisa apresentar contraste 
na altura das superfícies em relevo e a sinalização sonora deve contar com contraste de 
intensidade. Desta forma, é possível facilitar a legibilidade e identificação das informações.
Segundo a NBR 9050, elementos como degraus, rampas, elevadores e plataformas 
elevatórias devem ser sinalizados para o usuário. Além disso, a sinalização visual e tátil de 
pisos deve estar presente para indicar as rotas acessíveis.
73UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
Este tipo de sinalização é dividido em alerta e direcional. Enquanto a sinalização 
tátil e visual de alerta apresenta um conjunto de relevos tronco-cônicos, que indicam 
situações que demandam atenção do usuário (como presença de desníveis ou obstáculos), 
a sinalização tátil e visual direcional conta com relevos lineares e sua função é indicar o 
sentido de deslocamento dentro de uma rota.
Lembre-se, caro (a) estudante, que a acessibilidade não é um diferencial de projeto, 
mas sim uma condicionante que devemos atender, inclusive quando trabalhamos com 
paisagismo de áreas de uso coletivo!
SAIBA MAIS
As premissas de acessibilidade são fundamentais para a criação de um projeto, seja ele 
arquitetônico, de interiores ou de paisagismo. Uma das orientações da NBR 9050/2015 
trata da sinalização visual e tátil de pisos.
A sinalização tátil e visual de alerta apresenta um conjunto de relevos tronco-cônicos. 
Ela é utilizada em situações que demandam atenção do usuário (como presença de 
desníveis ou obstáculos).
A sinalização tátil e visual direcional conta com relevos lineares e sua função é indicar o 
sentido de deslocamento dentro de uma rota.
74UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
VOCÊ SABIA?
Caro (a) estudante, a acessibilidade é um direito do cidadão garantido pela legislação. 
No entanto, apesar de existirem normativas neste sentido, a questão do desenho 
universal muitas vezes não é contemplada nas propostas projetuais. Na leitura indicada, 
a autora nos convida a refletir sobre as condições de frequentação da paisagem criada, 
sobretudo a partir do ponto de vista da qualidade e da igualdade.
● Título do texto: Acessibilidade à Paisagem.
● Nome da autora: Daniela Vaz.
● Ano de publicação: 2008.
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19012010-093415/publico/Acessibili-
dadeaPaisagem.pdf
● Indicação de trecho para leitura: Cap. 1.1- Acessibilidade à Paisagem, p. 22 a p. 29.
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19012010-093415/publico/AcessibilidadeaPaisagem.pdf 
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-19012010-093415/publico/AcessibilidadeaPaisagem.pdf 
75UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
4. O PAISAGISMO UTILITÁRIO
 
Utilizados diretamente na alimentação, além do valor terapêutico e alimentício, o 
uso de plantas medicinais, hortaliças e condimentos no paisagismo ajuda a despertar os 
sentidos, como o olfato e o paladar.
Outra importante vantagem percebida no emprego de tais espécies está relacionada 
ao enriquecimento da experiência de frequentar o jardim. De acordo com Viana e Ribeiro 
(2014), o uso destas espécies contribuiu para que o usuário frequente o jardim, aprenda e 
reconheça as espécies e suas propriedades, estimulando também a alimentação saudável.
É possível perceber que no atual contexto, existe um movimento de resgate da 
natureza para o lote urbano. Ainda que em apartamentos ou em terrenos de pequenas 
dimensões, o jardim em vasos pode ser utilizado neste processo. Ao fazer uso de espécies 
medicinais, hortaliças e condimentos, o paisagismo atua no equilíbrio psicológico, uma vez 
que permite o contato direto do usuário com a natureza.
Apesar destes inúmeros benefícios, cabe destacar que mesmo as plantas medicinais 
devem ser consumidas com moderação. Embora estas plantas tenham uma origem natural, 
elas podem causar reações adversas como qualquer medicamento. Algumas espécies, quando 
consumidas em excesso podem causar intoxicações e prejudicar o funcionamento do fígado.
O jardim sensorial é uma aplicação que vem se tornando recorrente dentro do 
paisagismo. O paisagismo sensorial é aquele que estimula vários canais sensoriais do 
usuário, e não apenas a sua visão e seu olfato. O seu papel é bastante abrangente. 
76UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
Diante da demanda por espaços mais inclusivos, o jardim sensorial é uma resposta 
para que todos possam usufruir do espaço, independentemente de suas características 
físicas, psicológicas e motoras.
O paisagismo sensorial normalmente é associado à inclusão de pessoas com 
deficiência, no entanto, ele também é utilizado como prática pedagógica. Os jardins 
sensoriais são empregados no currículo escolar para abordar temas como educação 
ambiental e botânica em um espaço não formal de ensino. Para compor um jardim sensorial, 
o projetista deve estar atento aos cinco sentidos:
● Visão: segundo Abbud (2010), a visão é um sentido dinâmico e complexo. O 
modo como apreendemos a paisagem varia de acordo com a iluminação, fator que 
deve ser levado em consideração nas propostas.
● Tato: é comum associarmos o tato unicamente ao que sentimos com as mãos, 
no entanto, a pele em toda a sua extensão permite que os estímulos possam ser 
percebidos. Áreas de descanso com seixos ou com aspersão de água permitem 
que o usuário experimente o tato para além das mãos.
● Audição: a água corrente, a ação dos ventos sobre folhas e galhos e a criação de 
caminhos sobre a madeira ou pedriscos criam estímulos sonoros que enriquecem a 
experiência de jardim sensorial.
● Olfato: Abbud (2010) destaca que não são apenas as flores que exalam odores 
que podem ser explorados no paisagismo. As folhas e troncos de algumas espécies 
possuem odor característico e convidativo que podem ser trabalhados dentro do 
projeto. A intensidade com o qual o cheiro é emanado varia de espécie para espécie 
ao longo do dia.
● Paladar: este sentido está fortemente ligado ao olfato, espécies condimentares, 
por exemplo, possuem sabor e cheiro característicos. Espécies frutíferas, ou 
que produzem flores comestíveis, temperos, hortaliças e especiarias podem ser 
cultivadas para estimular este sentido.
O paisagismo sensorial apresenta algumas particularidades e por isso demanda 
atenção especial do projetista. Plantas com espinhos ou folhas cortantes devem ser 
evitadas, assim como espécies que possam causar alergias através do contato direto.
Espécies frutíferas são bem-vindas, uma vez que estimulam o olfato e o paladar. 
No entanto, elas devem ser alocadas de tal modo que a eventual queda de frutos não 
cause acidentes. 
77UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
É importante observar, ainda, se a espécie em questão atrai insetos ou animais 
peçonhentos que podem oferecer risco para pessoas cegas ou com baixa visibilidade e que 
eventualmente não conseguem identificar tais ameaças em um primeiro momento.
Outra particularidade no paisagismo sensorial se relaciona a escala humana. Um 
jardim sensorial, enquanto espaço terapêutico, deve acolher o visitante. Criar um espaço 
amplo e descampado pode gerar um efeito negativo sobre o usuário, uma vez que tal 
configuração proporciona a sensação de desconforto e não pertencimento.
SAIBA MAIS
Caro (a) estudante, o paisagismo sensorial além de promover a acessibilidade à paisagem, 
contribui também para a aprendizagem enquanto ambiente não formalde ensino. No 
entanto, para atender tais expectativas, o projeto paisagístico deve contemplar diversos 
aspectos. Na leitura indicada, você irá aprofundar os seus conhecimentos sobre os 
requisitos a serem atendidos em um jardim sensorial.
● Título do texto: O jardim sensorial como instrumento para educação ambiental, 
inclusão e formação humana.
● Nome da autora: Maria Gabriela Waiszczyk Osório
● Ano de publicação: 2018
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/192871/TCC%20-%20Maria%20
Gabriela%20W..pdf?sequence=1&isAllowed=y
● Indicação de trecho para leitura: Capítulo 4- Premissas norteadoras da criação de 
um jardim sensorial, p. 33 a p. 39.
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/192871/TCC%20-%20Maria%20Gabriela%20W..pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/192871/TCC%20-%20Maria%20Gabriela%20W..pdf?sequence=1&isAllowed=y
78UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
VOCÊ SABIA?
1) O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, criado em 1808, é um Patrimônio Histórico 
Nacional do Brasil. Em abril de 2019, foi lançado o documentário “Templo Verde” dirigido 
por Luiz Eduardo Lerina, que conta a história e o papel ambiental e social desempenhados 
pelo Jardim Botânico. Logo na entrada do Jardim Botânico, é possível encontrar o Jardim 
Sensorial que conta com monitores que orientam o visitante.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/04/album/1554366052_082178.html#foto_gal_3 
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/04/album/1554366052_082178.html#foto_gal_3
79UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro (a) estudante, chegamos ao final de nossa quarta unidade!
Nela, tivemos a oportunidade de identificar alguns conceitos aplicados ao projeto 
paisagístico. Quando pensamos em projeto, logo nos vem em mente a ideia de representação 
gráfica. Desenho e projeto são praticamente dois conceitos indissociáveis. Deste modo, 
nesta unidade exploramos como realizar corretamente a representação gráfica dentro de 
um projeto paisagístico.
Embora as peças gráficas construídas apresentem similaridade com as peças 
gráficas de projetos arquitetônicos e de interiores, no paisagismo nos deparamos com uma 
série de especificidades no desenho das vegetações. Foi sobre esta ótica que analisamos 
a representação gráfica em projetos paisagísticos.
Discutimos, também, sobre conceitos de iluminação aplicados ao paisagismo. Cabe 
destacar que a função da iluminação no paisagismo não é apenas utilitária. Através dela 
conseguimos criar uma ambientação para a paisagem, valorizando os maciços vegetais, as 
formas, volumes, cores e texturas das espécies indicadas em projeto.
Ainda nesta unidade, trabalhamos conceitos de acessibilidade à paisagem. A NBR 
9050/2015, norma brasileira que versa sobre acessibilidade, apresenta parâmetros que 
devem ser levados em consideração não apenas na criação de edificações, mas também 
na composição da paisagem.
Finalizamos nossa conversa apresentando exemplos de paisagismo com função 
utilitária. Neste sentido, abordamos o uso de ervas medicinais, hortaliças e temperos nos 
projetos paisagísticos, assim como a criação dos jardins sensoriais.
80UNIDADE IV Estudo da Vegetação Como Elemento Paisagismo
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Paisagismo, Jardinagem, Plantas Ornamentais
Autor: Antonio Carlos da Silva Barbosa.
Editora: IGLU.
Sinopse: O autor reuniu nesta obra um referencial técnico sobre 
o paisagismo, jardinagem e plantas ornamentais, constituindo-se 
num verdadeiro curso de paisagismo para o aprendizado de leigos 
e profissionais.
 
FILME/VÍDEO 
Título: Uma Beleza Fantástica
Ano: 2017.
Sinopse: Sonhando em um dia ser uma respeita escritora de 
contos infantis, a jovem Bella Brown (Jessica Brown Findlay) vai 
cruzar com alguém que representa o oposto do que pretende ser: 
um velho rabugento, viúvo e de poucos amigos. Incrivelmente, ela 
vai criar um forte laço de amizade com ele, iniciando uma relação 
curiosa e inspiradora.
Link do vídeo: Disponível no Prime Vídeo.
81
REFERÊNCIAS
ABBUD, Benedito. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura paisagística. 4. ed. 
São Paulo: Editora Senac, 2010. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a 
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2015.
BARBOSA, Antonio Carlos da Silva. Paisagismo, jardinagem & plantas ornamentais. 7. 
ed. São Paulo: Iglu, 2010.
BRAGA, M. A. Evolução dos jardins através dos tempos. In: SHIRAKI et al. Curso Muni-
cipal de Jardinagem. Departamento de Educação Ambiental e Cultura de Paz – Umapaz. 
São Paulo, 2010. cap.14. p. 144-154.
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Larousse, 1996. 635p.
DEMATTÊ, M. E. S. P. Princípios de Paisagismo. FUNEP: Jaboticabal. 2006, 144p. 
DUMAZEDIER, Jofre. Lazer e cultura popular - Debates, São Paulo: Perspectiva, 1976.
Ecotelhado (2022). Disponível em: https://ecotelhado.com/o-que-e-paisagismo-e-quais-os-
-beneficios-para-os-ambientes/ Acesso em: 20 jul. 2022.
82
KOWALTOWSKI, D. C. C. K.; CELANI, M. G. C.; MOREIRA, D. C.; PINA, S. A. M. G.; 
RUSCHEL, R. C.; SILVA, V. G.; LABAKI, L. C.; PETRECHE, J. R. D. Reflexão sobre 
metodologias de projeto arquitetônico. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 6., n. 2, p. 
07-19, abr./jun. 2016.
LEÃO, J. F. M. C. Identificação, seleção e caracterização de espécies vegetais destinadas 
à instalação de jardins sensoriais táteis para deficientes visuais, em Piracicaba (SP), 
Brasil. Tese (Doutorado em Agronomia) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” 
/Universidade de São Paulo, SP, 2007. 136f.
MACEDO, Silva Soares. A vegetação como elemento de arquitetura, paisagem e ambien-
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MACEDO, Silva Soares. Quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo: Projeto QUAPÁ, 
1999.
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conceituação considerando propriedades e apropriações. In: TÂNGARI, V. et al. (Org.) 
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824504-9. 1973.
SOUZA, Juliana Castro. Análise da Paisagem: Instrumento de Intervenção nos espaços 
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Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2003, 130p.
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São Paulo: Érica, 2014.
84
CONCLUSÃO GERAL
Prezado (a) acadêmico (a),
Escrever um livro não é fácil, e encerrá-lo só deixa a impressão que existe muitos 
outros assuntos a serem explorados. Como todo texto precisa de um ponto final, então 
começo o desfecho. 
Espero que por meio do livro, você tenha a capacidade de entendero quão 
fundamental é o paisagismo. Que por meio destas páginas, caro leitor (a), você tenha 
adquirido novas expressões e conceitos sobre esse nosso universo. 
Fico na expectativa de ter feito você compreender a importância de espaços livres 
arborizados, com vegetação ou apenas com o paisagismo. Além disso, quero que depois 
de todo o conhecimento adquirido, ao observar a paisagem e construções, note a influência 
desses aspectos. 
Espero que você, aluno (a), tenha compreendido a importância dessas áreas para 
a formação do arquiteto e urbanista e que tenha despertado o pesquisador que existe 
dentro de você. 
+55 (44) 3045 9898
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	UNIDADE I
	Introdução à 
	Arquitetura Paisagística
	UNIDADE II
	Evolução Histórica 
	do Paisagismo
	UNIDADE III
	Criando Paisagens
	UNIDADE IV
	Estudo da Vegetação Como
	Elemento Paisagismo