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DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
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Sumário 
DIREITO CONSTITUCIONAL: DIREITOS POLÍTICOS ............................................................................................. 3 
1. DIREITOS POLÍTICOS ...................................................................................................................................... 3 
1.1 Direitos Políticos Positivos ....................................................................................................................... 4 
1.2 Direitos Eleitorais Negativos .................................................................................................................... 8 
1.3 Privação de Direitos Políticos ................................................................................................................ 12 
1.4. Servidor Público e Exercício do Mandato Eletivo ................................................................................. 15 
2. PARTIDOS POLÍTICOS ................................................................................................................................... 16 
 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
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DIREITO CONSTITUCIONAL: DIREITOS POLÍTICOS 
 
TODOS OS ARTIGOS 
CF/88 
⦁ Art. 14 a 17 
⦁ Art. 37, §4º 
⦁ Art. 55, IV 
⦁ Art. 62, §1º, “a” 
⦁ Art. 68, §1º, II 
⦁ Art. 85, III 
ARTIGOS MAIS IMPORTANTES – NÃO PODEM DEIXAR DE LER 
CF/88 
⦁ Art. 14 e 15 (leitura completa! Importantíssimo!) 
⦁ Art. 37, §4º 
 
SÚMULAS RELACIONADAS AO TEMA 
Súmula vinculante 18-STF: A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não 
afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. 
 
1. DIREITOS POLÍTICOS 
 
Conforme o professor Pedro Lenza, os direitos políticos nada mais são que instrumentos por meio 
dos quais a CF garante o exercício da soberania popular, atribuindo poderes aos cidadãos para interferirem 
na condução da coisa pública, seja direta, seja indiretamente. 
Na esteira de Bernardo Gonçalves, 
 
Os direitos políticos são entendidos como um conjunto de regras que disciplina o 
exercício da soberania popular. Nesse sentido, é um grupo de normas que 
envolvem a participação dos indivíduos (cidadãos) nos processos de poder, ou seja, 
nas tomadas de decisões que envolvem a vida pública do Estado e da sociedade. Os 
direitos políticos fundamentam o princípio democrático presente no § único do art. 
1° da CR/88 e são desenvolvidos por meio de normas que dizem respeito à escolha 
de representantes para o exercício do poder em nome do povo ou pela própria 
participação direta do povo no exercício do poder. 
 
Podem ser divididos: 
● DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS: segundo José Afonso da Silva, consistem no “conjunto de normas 
que asseguram o direito subjetivo de participação no processo político e nos órgãos 
governamentais”. 
 
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Nas palavras do autor Marcelo Novelino “os direitos políticos positivos são aqueles 
consubstanciados em normas que asseguram a participação do indivíduo no processo político e nos 
órgãos governamentais. As formas de exercício da soberania popular abrangem a participação em 
eleições (votando e podendo ser votado), plebiscitos, referendo, iniciativas populares, bem como na 
criação, organização e composição de partidos políticos.” O autor ainda continua dizendo que “os 
direitos políticos negativos são determinações constitucionais impositivas de privações ao direito de 
participar do processo político e dos órgãos governamentais, como as contidas nas normas 
referentes à inelegibilidade, perda e suspensão dos direitos políticos.” 
 
● DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS: decorrem das normas que privam o cidadão, definitiva ou 
temporariamente, dos direitos políticos positivos, especialmente do direito de votar e de ser votado. 
 
De modo geral podemos classificar os regimes democráticos em três espécies: a) democracia direta, 
em que o povo exerce por si o poder, sem intermediários, sem representantes; b) democracia representativa, 
na qual o povo, soberano, elege representantes, outorgando-lhes poderes, para que, em nome deles e para 
o povo, governem o país; e c) democracia semidireta ou participativa, um “sistema híbrido”, uma democracia 
representativa, com peculiaridades e atributos da democracia direta (LENZA, 2022). 
 
⮚ A democracia participativa ou semidireta assimilada pela CF/88 (arts. 1.º, parágrafo único, e 14) 
caracteriza-se, portanto, como a base para que se possa, na atualidade, falar em participação popular 
no poder por intermédio de um processo, no caso, o exercício da soberania, que se instrumentaliza 
por meio do plebiscito, referendo, iniciativa popular, bem como pelo ajuizamento da ação popular. 
 
1.1 Direitos Políticos Positivos 
 
As formas de exercício da soberania popular são o direito de sufrágio ativo (direito de votar) e passivo 
(direito de ser votado), a iniciativa popular, a ação popular e a organização e participação em partidos 
políticos. 
 
A) INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO DIRETA: 
 
● PLEBISCITO: é consulta prévia formulada ao cidadão para que manifeste sua 
concordância/discordância em relação a um tema contido em ato administrativo ou legislativo. Além 
disso, conforme art. 49, XV, CRFB, o CN convoca plebiscito. Exemplo: plebiscito para a escolha entre 
a forma (república ou monarquia constitucional) e sistema de governo (presidencialismo ou 
parlamentarismo) (1993). 
 
● REFERENDO: é uma consulta realizada posteriormente à edição do ato legislativo ou administrativo, 
com o intuito de ratificá-lo ou rejeitá-lo. Além disso, conforme art. 49, XV, CRFB, o CN autoriza o 
referendo. Exemplos: referendo para manutenção ou não do regime parlamentarista (1963); 
 
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referendo para a manifestação do eleitorado sobre a manutenção ou rejeição da proibição da 
comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional (2005). 
 
O professor Lenza assim ensina: 
 
A diferença está no momento da consulta: a) no plebiscito, a consulta é prévia, 
sendo convocado com anterioridade ao ato legislativo ou administrativo, cabendo 
ao povo, por meio do voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido à 
apreciação. Ou seja, primeiro consulta-se o povo, para depois, só então, a decisão 
política ser tomada, ficando o governante condicionado ao que for deliberado pelo 
povo; b) por outro lado, no referendum, primeiro se tem o ato legislativo ou 
administrativo, para, só então, submetê-lo à apreciação do povo, que o ratifica 
(confirma) ou o rejeita (afasta). 
 
A autorização de referendo e a convocação de plebiscito são da competência exclusiva do Congresso 
Nacional (CF, art. 49, XV). Por fim, a competência para autorizar referendo e convocar plebiscito, de acordo 
com o art. 49, XV, da CF/88, é exclusiva do Congresso Nacional, materializada, como visto, por decreto 
legislativo. 
 
O RESULTADO DO PLEBISCITO OU DO REFERENDO PODE SER MODIFICADO POR LEI OU EMENDA À 
CONSTITUIÇÃO? 
 
De acordo com Pedro Lenza, em outras palavras, proclamado o resultado do plebiscito ou do referendo, 
poderia o legislador contrariar a manifestação popular editando lei ou emenda à Constituição (EC) em sentido 
contrário? 
Exemplificando: tendo o povo confirmado, pelo voto, ser contra a proibição do porte de armas, poderia o 
legislador editar uma lei em sentido contrário? Essa lei teria validade? Ou, ainda, tendo o povo manifestado 
em plebiscito a preferência pelo presidencialismo, poderia uma emenda à Constituição instituir o 
parlamentarismo no Brasil? 
Entende-se que tanto a lei como a EC seriam flagrantemente inconstitucionais. Isso porque, umavez 
manifestada a vontade popular, esta passa a ser vinculante, não podendo ser desrespeitada. No caso, seus 
dispositivos seriam inconstitucionais por violarem o art. 14, I ou II, c/c o art. 1.º, parágrafo único, qual seja, o 
princípio da soberania popular. 
Assim sendo, parece-nos possível concluir que a democracia direta prevalece sobre a democracia 
representativa. 
 
 
● INICIATIVA POPULAR: consiste na apresentação de projeto de lei à Câmara dos Deputados, subscrito 
por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com 
não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 
 
 
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Caiu em prova Delegado RS/2018! A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto 
direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III 
– iniciativa popular. (ITEM CORRETO) 
 
B) SUFRÁGIO: 
 
É o direito de participar votando e sendo votado em eleições; É o direito de votar e ser votado. 
 
C) ALISTABILIDADE: 
 
É a capacidade eleitoral ativa, direito de votar. Características do voto no Brasil: 
● LIVRE: a escolha pode dar-se entre os candidatos, ou ainda anular ou votar em branco. Em 
contraposição à ideia do famoso voto de cabresto; 
● DIRETO: os representantes são escolhidos diretamente pelo povo, com exceção do art. 81, § 1º da 
CF. O cidadão vota diretamente no candidato, sem intermediário. Excepcionalmente, porém, existe 
uma única hipótese de eleição indireta no Brasil (art. 81, § 1.º), qual seja, quando vagarem os cargos 
de Presidente e Vice-Presidente da República nos últimos 2 anos do mandato. Nessa situação 
excepcional, a eleição para ambos os cargos será feita pelo Congresso Nacional, na forma da lei 
(LENZA, 2022); 
● SECRETO: Aqui vale esclarecer que é diferente do voto parlamentar. Conforme Pedro Lenza: 
 
Decidiu o STF que as deliberações parlamentares devem pautar-se pelo princípio 
da publicidade, a traduzir dogma do regime constitucional democrático. “(...) A 
cláusula tutelar inscrita no art. 14, caput, da Constituição tem por destinatário 
específico e exclusivo o eleitor comum, no exercício das prerrogativas inerentes ao 
status activae civitatis. Essa norma de garantia não se aplica, contudo, ao membro 
do Poder Legislativo nos procedimentos de votação parlamentar, em cujo âmbito 
prevalece, como regra, o postulado da deliberação ostensiva ou aberta. (...) A 
votação pública e ostensiva nas Casas Legislativas constitui um dos instrumentos 
mais significativos de controle do poder estatal pela sociedade civil” (ADI 1.057-MC, 
Rel. Min. Celso de Mello, j. 20.04.94, DJ de 06.04.2001). 
 
● UNIVERSAL: seu exercício não está ligado a nenhuma condição discriminatória; 
● PERIÓDICO: característica da República, pois a Democracia exige mandatos por prazo 
determinado; 
● LIVRE; 
● PERSONALÍSSIMO: é vetada a votação por procurador; 
● COM VALOR IGUAL PARA TODOS. 
 
 IMPORTANTE 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
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O voto é obrigatório para os que têm entre 18 e 70 anos, e facultativo para aqueles que têm entre 16 e 18 
anos e para os maiores de 70 anos e analfabetos. 
 
O constituinte originário, elevando à categoria de cláusulas pétreas, inadmitiu qualquer proposta de 
emenda à Constituição tendente a abolir o voto direto, secreto, universal e periódico (art. 60, § 4.º, II). 
Muito embora haja previsão constitucional do voto obrigatório nas hipóteses previstas na Constituição, a 
obrigatoriedade do voto não é cláusula pétrea, podendo ser aprovada emenda constitucional tornando-o 
facultativo. 
 
INALISTÁVEIS (ART. 14, §2º, CF/88): 
● Estrangeiros, salvo os portugueses equiparados (“quase nacionais”); 
● Conscritos (aqueles em serviço militar obrigatório). O conceito de conscrito não é estendido somente 
às pessoas que têm 17 e 18 anos, mas também aos médicos, dentistas, farmacêuticos, e veterinários 
que estejam em serviço militar obrigatório conforme art. 4° da Lei 5.292/67. 
 
D) ELEGIBILIDADE: 
 
É a capacidade eleitoral passiva, ou seja, o direito de ser votado. O direito de ser votado, no entanto, 
só se torna absoluto se o eventual candidato preencher todas as condições de elegibilidade para o cargo ao 
qual se candidata e, ainda, não incidir em nenhum dos impedimentos constitucionalmente previstos, quais 
sejam, os direitos políticos negativos: 
 
Art. 14, § 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
A nacionalidade brasileira; 
O pleno exercício dos direitos políticos; 
O alistamento eleitoral; 
O domicílio eleitoral na circunscrição; 
A filiação partidária; 
 
A idade mínima de: 
a) Trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; 
b) Trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 
c) Vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz 
de paz; 
d) Dezoito anos para Vereador. 
 
 IMPORTANTE 
O domicílio eleitoral não se confunde com o domicílio civil, razão pela qual a circunstância de o eleitor 
residir em determinado Município não o impede de se candidatar por outra localidade onde é inscrito e 
com a qual mantém vínculos negociais, patrimoniais, profissionais, afetivos ou políticos. 
 
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1.2 Direitos Eleitorais Negativos 
 
Conforme o doutrinador Pedro Lenza, ao contrário dos direitos políticos positivos, os direitos 
políticos negativos individualizam-se ao definirem formulações constitucionais restritivas e impeditivas das 
atividades político partidárias, privando o cidadão do exercício de seus direitos políticos, bem como 
impedindo-o de eleger um candidato (capacidade eleitoral ativa) ou de ser eleito (capacidade eleitoral 
passiva). São hipóteses: 
 
A. INELEGIBILIDADES: 
 
É a falta de capacidade eleitoral passiva (art. 14, §§ 4.º a 8.º, CRFB). Podem ser: 
 
● INELEGIBILIDADES ABSOLUTAS: impedem o exercício da capacidade eleitoral passiva para qualquer 
cargo eletivo. Previstos no art. 14, § 4º, da CF: 
∘ INALISTÁVEIS: estrangeiros e conscritos; 
∘ ANALFABETOS: embora possam votar facultativamente, em nenhuma hipótese poderão ser 
votados. 
 
● INELEGIBILIDADES RELATIVAS: impedem o exercício da capacidade eleitoral passiva para 
determinados cargos ou em relação a determinado período. A inelegibilidade nesses casos dá-se, 
conforme as regras constitucionais, em decorrência da função exercida, de parentesco, ou se o 
candidato for militar, bem como em virtude das situações previstas em lei complementar (art. 14, § 
9.º). 
 
Da função exercida - art. 14, §§ 5º e 6º: 
 
Art. 14. (...) 
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, 
os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos 
poderão ser reeleitos para um único período subsequente. 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores 
de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos 
mandatos até seis meses antes do pleito. 
 
Veja a questão interessante indagando se os vices podem ser candidatos à sucessão do titular 
reeleito, uma vez que este não pode mais ser candidato a um terceiro mandato sucessivo. O STF no 
julgamento da RE 366.488, Rel. Carlos Velloso (04.10.2005), decidiu nos seguintes termos: 
 
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. ELEITORAL. VICE-GOVERNADOR ELEITO DUAS VEZES 
CONSECUTIVAS: EXERCÍCIO DO CARGO DE GOVERNADOR POR SUCESSÃO DO 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
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TITULAR: REELEIÇÃO: POSSIBILIDADE. CF, art. 14, § 5.º. I. Vice-governador eleito 
duas vezes para o cargo de vice-governador. No segundo mandato de vice, sucedeu 
o titular. Certo que, no seu primeiro mandato de vice,teria substituído o 
governador. Possibilidade de reeleger-se ao cargo de governador, porque o 
exercício da titularidade do cargo dá-se mediante eleição ou por sucessão. Somente 
quando sucedeu o titular é que passou a exercer o seu primeiro mandato como 
titular do cargo. II. Inteligência do disposto no § 5.º do art. 14 da Constituição 
Federal. III. RE conhecido e improvido”. 
 
 IMPORTANTE 
PREFEITO ITINERANTE ou PREFEITO PROFISSIONAL: caracteriza-se pela alteração do domicílio eleitoral 
com finalidade de burlar a regra que tolera apenas uma reeleição. O sujeito não pode se eleger por mais de 
um mandato no Município A e então muda seu domicílio eleitoral para o Município B, vizinho de A, onde 
tentará eleger-se prefeito. O STF entendeu tal conduta incompatível com o princípio republicano, em 
respeito à temporariedade e à alternância no exercício do poder, pois visa à perpetuação no poder. 
 
O art. 14, § 6.º, estabelece que, para concorrer a outros cargos, o Presidente da República, os 
Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até 
6 meses antes do pleito. Por fim, frisa-se que a desincompatibilização deve dar-se somente para a 
candidatura a outros cargos, diversos, diferentes. Para a reeleição, os Chefes do Executivo não precisam, 
portanto, renunciar 6 meses antes do pleito. Finalmente, em relação aos vices, a mencionada regra da 
desincompatibilização não incide, na medida em que não são mencionados no art. 14, § 6.º, a não ser que 
tenham, nos 6 meses anteriores ao pleito, sucedido ou substituído os titulares. 
Cabe asseverar apenas que a renúncia afasta a presente inelegibilidade, ou seja, se o Chefe do 
Executivo renunciar, é possível que sua família se candidate a qualquer cargo no território de jurisdição do 
titular. Tal renúncia deve se dar em até seis meses antes do pleito. É a chamada 
heterodesincompatibilização, pois o sujeito se desincompatibiliza para terceiro poder concorrer a outros 
cargos. 
A exceção se dá no caso em que a renúncia se dá no segundo mandato. Nesse caso o membro da 
família não poderá concorrer ao terceiro mandato, eis que, conforme entendimento da Justiça Eleitoral, é 
vedado que uma mesma família ocupe determinado cargo por três mandatos consecutivos, conforme já 
decidiu o TSE no caso “Garotinho” (ex-governador do Rio de Janeiro). 
Em caso de desmembramento, o STF entende que a família do titular do executivo, ente 
desmembrado, não pode se candidatar a cargos eletivos no novo ente criado. Ex.: Município A dá origem 
ao Município B -> a família do Prefeito do Município A não pode concorrer a cargos eletivos no Município B. 
 
● INELEGIBILIDADE REFLEXA – ART. 14, §7º: a inelegibilidade em razão do parentesco torna inelegíveis 
no território de jurisdição do Chefe do Poder Executivo o cônjuge e os parentes, consanguíneos ou 
afins, até o segundo grau ou por adoção, salvo quando estes já forem detentores de mandato eletivo 
e candidatos à reeleição. 
 
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A ideia da inelegibilidade relativa em razão do parentesco, conforme anotou o STF, deve ser 
interpretada “... de maneira a dar eficácia e efetividade aos postulados republicanos e democráticos da 
Constituição, evitando-se a perpetuidade ou alongada presença de familiares no poder” (RE 543.117-AgR, 
Rel. Min. Eros Grau, j. 24.06.2008, DJE de 22.08.2008). 
 
STF: A inelegibilidade reflexa abrange uniões homoafetivas. Também abrange o 
cunhado/ cunhada (RE 171061) 
 
Súmula Vinculante nº 18: A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no 
curso do mandato, não afasta a inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da 
Constituição Federal. 
 
Buscava-se, acima de tudo, evitar a possibilidade de se fraudar ou burlar a regra constitucional da 
inelegibilidade, em razão de separações, por vezes, fictícias. 
Em caso de morte, vale destacar o seguinte julgado: 
 
CONSTITUCIONAL E ELEITORAL. MORTE DE PREFEITO NO CURSO DO MANDATO, 
MAIS DE UM ANO ANTES DO TÉRMINO. INELEGIBILIDADE DO CÔNJUGE 
SUPÉRSTITE. CF, ART. 14, § 7º. INOCORRÊNCIA. 
1. O que orientou a edição da Súmula Vinculante 18 e os recentes precedentes do 
STF foi a preocupação de inibir que a dissolução fraudulenta ou simulada de 
sociedade conjugal seja utilizada como mecanismo de burla à norma da 
inelegibilidade reflexa prevista no § 7º do art. 14 da Constituição. Portanto, não 
atrai a aplicação do entendimento constante da referida súmula a extinção do 
vínculo conjugal pela morte de um dos cônjuges. 2. Recurso extraordinário a que 
se dá provimento. 
(RE 758461, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 
22/05/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-213 
DIVULG 29-10-2014 PUBLIC 30-10-2014) 
 
Assim, temos a regra: DISSOLVER O VÍNCULO CONJUGAL NO CURSO DO MANDATO NÃO AFASTA A 
INELEGIBILIDADE DO ARTIGO 14, §7º CRFB. E a exceção: Se o vínculo conjugal tiver sido rompido pela morte 
de um dos cônjuges, a inelegibilidade em comento está afastada. Motivo: neste último caso, não há fraude 
para fins eleitorais. 
 
TESE DE REPERCUSSÃO GERAL 678: A Súmula Vinculante 18 do STF (“A dissolução 
da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a 
inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal”) não se aplica 
aos casos de extinção do vínculo conjugal pela morte de um dos cônjuges.” 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
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Mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que: 
A inelegibilidade por parentesco (CF/1988, art. 14, § 7º) não impede que cônjuges, 
companheiros ou parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 
segundo grau, ocupem, concomitantemente e na mesma unidade da Federação, 
os cargos de chefe do Poder Executivo e de presidente da Casa Legislativa. O 
dispositivo constitucional mencionado, ao veicular regra de inelegibilidade reflexa, 
limita o exercício dos direitos políticos fundamentais, razão pela qual deve ser 
interpretado restritivamente. STF, ADPF 1.089/DF, relatora Ministra Cármen Lúcia, 
julgamento finalizado em 05.06.2024 (Info 1040) 
 
Há também a possibilidade de inelegibilidade em razão de outras hipóteses (LEGAL), pois, segundo o 
art. 14, §9° da CF, lei complementar pode estabelecer, ainda, outras hipóteses como no caso da LC 64/90, 
alterada pela Lei da Ficha Limpa (LC 135/10), esta declarada constitucional pelo STF. 
O objetivo é a fim de que sejam protegidos os preceitos da: probidade administrativa; moralidade 
para o exercício de mandato, considerada a vida pregressa do candidato; normalidade e legitimidade das 
eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na 
administração direta ou indireta. 
De acordo com Pedro Lenza, 
 
Dentre os vários aspectos do acórdão de 375 páginas (e que vale a leitura!), 
podemos destacar o reconhecimento da observância das exigências de moralidade 
e probidade no tocante à vida pregressa, bem como a interpretação conforme a 
Constituição das alíneas “e” e “l” do inciso I do art. 1.º da LC n. 64/90, na redação 
dada pela LC n. 135/2010, para admitir a redução de tempo que transcorreu entre 
a condenação e o seu trânsito em julgado do prazo de 8 anos de inelegibilidades 
após o cumprimento da pena (detração). 
 
Veja, ainda, STF: É possível aplicar o prazo de 8 anos de inelegibilidade, introduzido pela LC 135/2010 
(Lei da Ficha Limpa), às condenações por abuso de poder, mesmo nos casos em que o processo já tinha 
transitado em julgado quando a Lei da Ficha Limpa entrou em vigor (Plenário. ARE 1180658 AgR/RN, rel. orig. 
Min. Alexandre de Moraes, red. p/ o ac. Min. Rosa Weber, julgado em 10/9/2019 - Info 951). 
Por fim, no tocante ao militar, art. 14, §8°, CRBF, destaca-se que o militar alistável é elegível, 
atendidas as seguintes condições: 
I. Se contarmenor de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; e 
II. Se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
 
 IMPORTANTE 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
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O militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos, conforme, art. 142, § 3º, 
V, da CF. 
 
“EMENTA: SERVIDOR PÚBLICO. Militar alistável. Elegibilidade. Policial da Brigada 
Militar do Rio Grande do Sul, com menos de 10 (dez) anos de serviço. Candidatura 
a mandato eletivo. Demissão oficial por conveniência do serviço. Necessidade de 
afastamento definitivo, ou exclusão do serviço ativo. Pretensão de reintegração no 
posto de que foi exonerado. Inadmissibilidade. Situação diversa daquela ostentada 
por militar com mais de 10 (dez) anos de efetivo exercício. Mandado de segurança 
indeferido. Recurso extraordinário provido para esse fim. Interpretação das 
disposições do art. 14, § 8.º, I e II, da CF. Voto vencido. Diversamente do que sucede 
ao militar com mais de dez anos de serviço, deve afastar-se definitivamente da 
atividade, o servidor militar que, contando menos de dez anos de serviço, pretenda 
candidatar-se a cargo eletivo” (RE 279.469, Rel. p/ o ac. Min. Cezar Peluso, j. 
16.03.2011, Plenário, DJE de 20.06.2011). 
 
 IMPORTANTE 
Os casos de inelegibilidade estabelecidos pela Constituição possuem natureza de normas de eficácia plena. 
 
Caiu na prova Delegado PA/2016! Todo inalistável é inelegível, mas nem todo inelegível é inalistável. (ITEM 
CORRETO) 
#DICA DD: Veja alguns conceitos básicos, mas que salvam: 
Inalistável = que não pode se alistar 
Inelegível = que não pode se eleger 
Todo inalistável é inelegível, mas nem todo inelegível é inalistável. Ex. Analfabeto. 
 
1.3 Privação de Direitos Políticos 
 
A) CASSAÇÃO: 
 
É vedada. O art. 15 da CF veda a retirada arbitrária de direitos políticos, pois a restrição dos direitos 
políticos será sempre provisória, ou seja, sem caráter perpétuo, e ocorrerá nos casos de suspensão e perda; 
 
 IMPORTANTE 
 Em nenhuma hipótese, ressalte-se, será permitida a cassação de direitos políticos. 
 
B) PERDA: 
 
Configura privação definitiva, sendo necessária atividade específica do interessado para a 
reaquisição. Hipóteses: 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
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1. Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (art. 15, I): ação que tramita na 
justiça federal, na qual o naturalizado volta a ser considerado estrangeiro; 
2. Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII 
(art. 15, IV). Enquanto não houver edição de lei regulamentando a prestação alternativa, não há 
possibilidade de perder os direitos políticos; 
 
Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa: o art. 5.º, 
VIII, estabelece, como regra, que ninguém será privado de direitos por motivo de 
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. No entanto, se as invocar 
para eximir-se de obrigação legal a todos imposta (ex.: serviço militar obrigatório 
— cf. art. 143) e recusar-se a cumprir a prestação alternativa, fixada em lei, terá, 
como sanção, a declaração da perda de seus direitos políticos. 
Sobre essa hipótese, alertamos que a maioria dos autores de direito eleitoral vem 
entendendo como situação de suspensão, e não de perda de direitos políticos, 
nos termos da literalidade do art. 4.º, § 2.º, da Lei n. 8.239/91. Apenas nos 
alinhamos ao conceito de perda, com José Afonso da Silva, já que para readquirir 
os direitos políticos a pessoa precisará tomar a decisão de prestar o serviço 
alternativo, não sendo o vício suprimido por decurso de prazo. (Pedro Lenza em 
Direito Constitucional Esquematizado). 
 
3. A aquisição de outra nacionalidade acarretava, em regra, a perda da nacionalidade brasileira, salvo 
nos casos de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira e imposição de 
naturalização pela norma estrangeira. Veja a redação do texto constitucional ANTES da promulgação 
da EC 131/2023: 
 
CF, Art. 12. (...) 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (Redação dada pela 
Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
 (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente 
em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para 
o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão 
nº 3, de 1994) 
 
Com a mudança promovida pela Emenda Constitucional 131/2023, o cidadão apenas perderá (não 
confunda perda com cancelamento!) a nacionalidade brasileira se fizer um pedido expresso (§4º, II), e mesmo 
assim poderá readquiri-la (§5º). Vejamos a redação ATUALIZADA da Constituição Federal: 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
14 
 
 
CF, Art. 12. (...) 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
(...) 
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade 
brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) 
a) revogada; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) 
b) revogada. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) 
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, não 
impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos 
termos da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) 
 
Perdido o direito político, na hipótese de cancelamento da naturalização por sentença transitada em 
julgado, a reaquisição só se dará por meio de ação rescisória. Se a hipótese for a perda por recusa de cumprir 
obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, a reaquisição dar-se-á quando o indivíduo, a qualquer 
tempo, cumprir a obrigação devida. 
 
C) SUSPENSÃO: 
 
Possui caráter temporário, e a reaquisição decorre automaticamente após determinado período ou 
o implemento de determinada condição. Hipóteses: 
⮚ INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA; 
⮚ CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO, ENQUANTO DURAREM SEUS EFEITOS. 
 
Em relação à hipótese em análise, o STF estabeleceu a seguinte interpretação: “1. A regra 
de suspensão dos direitos políticos prevista no art. 15, III, é autoaplicável, pois trata-se de 
consequência imediata da sentença penal condenatória transitada em julgado. 2. A 
autoaplicação independe da natureza da pena imposta. 3. A opção do legislador 
constituinte foi no sentido de que os condenados criminalmente, com trânsito em 
julgado, enquanto durar os efeitos da sentença condenatória, não exerçam os seus 
direitos políticos”. Assim, “a suspensão de direitos políticos prevista no art. 15, III, da 
Constituição Federal aplica-se no caso de substituição da pena privativa de liberdade pela 
restritiva de direitos” (RE n. 601.182, tema 370 da repercussão geral, Pleno, j. 08.05.2019, 
DJE de 02.10.2019). 
 
 Veja, ainda, julgado do STF interessante: A suspensão de direitos políticos prevista no art. 15, III, da 
CF, aplica-se tanto para condenados a penas privativas de liberdade como também a penas restritivas de 
direitos (RE 601182/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 
8/5/2019. -Info 939) 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
15 
 
 Contudo, a suspensão dos direitos políticos prevista no artigo 15, III, da Constituição Federal 
(‘condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos’)não impede a nomeação e 
posse de candidato aprovado em concurso público, desde que não incompatível com a infração penal 
praticada, em respeito aos princípios da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho (CF, art. 
1º, III e IV) e do dever do Estado em proporcionar as condições necessárias para a harmônica integração 
social do condenado, objetivo principal da execução penal, nos termos do artigo 1º da LEP (Lei nº 7.210/84). 
O início do efetivo exercício do cargo ficará condicionado ao regime da pena ou à decisão judicial do juízo de 
execuções, que analisará a compatibilidade de horários. RE 1.282.553/RR, relator Ministro Alexandre de 
Moraes, julgamento finalizado em 4.10.2023. Tema 1190 – Repercussão Geral. 
 
⮚ IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, NOS TERMOS DO ART. 37, § 4º, CF. 
Segundo José Afonso da Silva, “a improbidade diz respeito à prática de ato que gere prejuízo ao erário 
público em proveito do agente. Cuida-se de uma imoralidade administrativa qualificada pelo dano ao erário 
e correspondente vantagem ao ímprobo. O ímprobo administrativo é o devasso da Administração pública”. 
 
OUTRAS HIPÓTESES: 
➢ exercício assegurado pela cláusula de reciprocidade (art. 12, § 1.º): na dicção do art. 17.3 do Decreto 
n. 3.927/2001 (Promulga o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, entre a República Federativa 
do Brasil e a República Portuguesa, celebrado em Porto Seguro em 22 de abril de 2000), “o gozo de 
direitos políticos no Estado de residência importa na suspensão do exercício dos mesmos direitos no 
Estado da nacionalidade”. Assim, o gozo dos direitos políticos em Portugal (por brasileiro) importará 
na suspensão do exercício dos mesmos direitos no Brasil; 
➢ art. 55, II e § 1.º, c/c o art. 1.º, I, “b”, da LC n. 64/90: procedimento do Deputado ou Senador 
declarado incompatível com o decoro parlamentar — inelegibilidade por 8 anos (art. 1.º, I, “b”, da 
LC n. 64/90. 
 
Cespe, Oral RO/2023 (espelho): Frisa-se que a Constituição não cria restrições jurídicas ao exercício 
de direitos políticos por pessoas em prisão processual antes do trânsito em julgado de condenação criminal 
ou de condenação por órgão colegiado de tribunal. Tanto é assim que essas pessoas podem votar (capacidade 
eleitoral ativa) (bastando que a Justiça Eleitoral lhes forneça meios concretos de fazê-lo, nas seções eleitorais 
em unidades prisionais, como frequentemente ocorre) e podem igualmente ser votadas (capacidade eleitoral 
passiva), desde que não haja outra causa de inelegibilidade. O que afeta a capacidade eleitoral passiva é a 
existência de condenação criminal proferida por órgão colegiado de tribunal, mesmo antes do trânsito em 
julgado, por força da Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar n.º 64, de 18 de maio de 1990, art. 1.º, inciso 
I, alínea e). 
 
1.4. Servidor Público e Exercício do Mandato Eletivo 
 
De acordo com o art. 38 da CF/88: 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
16 
 
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no 
exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de 
seu cargo, emprego ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, 
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, 
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da 
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a 
norma do inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, 
seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para 
promoção por merecimento; 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, 
permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de origem. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
 
2. PARTIDOS POLÍTICOS 
 
Partido político pode ser conceituado, conforme o autor Pedro Lenza, como uma “... organização de 
pessoas reunidas em torno de um mesmo programa político com a finalidade de assumir o poder e de mantê-
lo ou, ao menos, de influenciar na gestão da coisa pública através de críticas e oposição”. 
Dentre os fundamentos da República Federativa do Brasil está o pluralismo político (art. 1.º, V). De 
acordo com o art. 17, caput, consagra-se a liberdade de organização partidária, visto ser livre a criação, a 
fusão, a incorporação e a extinção dos partidos políticos. 
 
A) REGISTRO: 
 
Devem se registrar tanto no Cartório de Registro Civil quanto no TSE: 
● REGISTRO CIVIL: É requerimento do registro do partido junto ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas 
da Capital Federal e é o meio pelo qual há a aquisição da personalidade jurídica. 
● REGISTRO ELEITORAL: Efetivado perante o Tribunal Superior Eleitoral, e tem como finalidade o gozo 
de prerrogativas de participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo partidário e ter 
acesso à rádio e à televisão para difusão de suas ideias e programas, conforme art. 7º, §2º, da Lei 
9.096/95. 
 
Não existe no Brasil a candidatura avulsa, de modo que o candidato deve estar filiado a algum partido 
político. Candidaturas avulsas são aquelas de pessoas não filiadas a partido político. A Constituição de 1988 
não as admite, porque exige filiação partidária, como condição de elegibilidade (art. 14, § 3.º, inciso V). 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
17 
 
E, também, não existe no Brasil a candidatura nata, ou seja, o direito de o titular do mandato eletivo 
ser, obrigatoriamente, escolhido e registrado pelo partido como candidato à reeleição. A “candidatura nata” 
é o direito que o titular do mandato eletivo possui de, obrigatoriamente, ser escolhido e registrado pelo 
partido político como candidato à reeleição. O STF, contudo, entendeu que esse § 1º do art. 8º da Lei nº 
9.504/97 é inconstitucional, não sendo possível a chamada “candidatura nata”. O instituto da “candidatura 
nata” é incompatível com a Constituição Federal de 1988, tanto por violar a isonomia entre os postulantes a 
cargos eletivos como, sobretudo, por atingir a autonomia partidária (art. 5º, “caput”, e art. 17 da CF/88). STF. 
Plenário. ADI 2530/DF, Rel. Min. Nunes Marques, julgado em 18/8/2021 (Info 1026). 
 
B) PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA: 
 
1. LIBERDADE PARTIDÁRIA: é livre a criação, fusão, incorporação e extinção dos partidos políticos. No 
entanto, deve obedecer ao disposto na Constituição: 
● Caráter nacional; 
● Proibição de recebimento de recursos financeiros de entidades ou governos estrangeiros ou de 
subordinação a estes; 
● Prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
● Funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
 
2. AUTONOMIA PARTIDÁRIA: autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, 
devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidárias (art. 17, § 1º). 
 
3. VEDAÇÃO A PARTIDOS COMO ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR (ART. 14, § 4º): é vedado ao partido político 
ministrar instrução militar ou paramilitar bem como utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar 
uniforme para seus membros. 
 
C) SISTEMAS ELEITORAIS: 
 
● MAJORITÁRIO: o mandato eletivo fica com o candidato ou partido político que obteve a maioria dos 
votos, independente dos votos do seu partido. Adotado para eleições de Presidente, Senador, 
Governador e Prefeito; 
● PROPORCIONAL: é obtido mediante alguns cálculos. Inicialmente, divide o número total de votos 
válidos pelos cargos em disputa (quociente eleitoral). Em seguida, pega os votos de cada partido ou 
coligação e divide pelo quociente eleitoral, anteriormente obtido (quociente partidário).Os 
candidatos mais bem votados desse partido irão ocupar tais vagas. Adotado para eleições de 
Deputado Federal, Estadual e Vereador. 
● MISTO: mescla regras do majoritário e proporcional, com votos distritais e votos gerais. É o sistema 
adotado na Alemanha. No Brasil, não é adotado, embora seja ponto de discussão da reforma 
política. 
 
FIDELIDADE PARTIDÁRIA: 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
18 
 
 
Se o titular do mandato eletivo, sem justa causa, sair do partido político no qual foi eleito, ele perderá o cargo 
que ocupa? (INF 787 STF) 
 
● Sistema majoritário: não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário, sob pena de 
violação da soberania popular e das escolhas feitas pelo eleitor, já que o candidato escolhido é aquele que 
obteve mais votos, não importando o quociente eleitoral nem o quociente partidário. Segundo 
entendimento do STF, as características do sistema majoritário, com sua ênfase na figura do candidato, fazem 
com que a perda do mandato, no caso de mudança de partido, frustre a vontade do eleitor e vulnere a 
soberania popular (CF, art. 1.º, par. ún., e art. 14, caput)”. Assim, a perda de mandato por troca de partido 
não se aplica ao sistema majoritário. STF definiu, então, a seguinte tese: “a perda do mandato em razão da 
mudança de partido não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário, sob pena de violação da 
soberania popular e das escolhas feitas pelo eleitor”. 
● Sistema proporcional: O mandato parlamentar no sistema proporcional pertence ao partido político, 
razão pela qual, em caso de mudança de partido político pelo parlamentar eleito, ele sofrerá um processo na 
Justiça Eleitoral que poderá resultar na perda do seu mandato. O assunto está disciplinado na Resolução nº 
22.610/2007 do TSE, que elenca, inclusive, as hipóteses consideradas como “justa causa” para a perda do 
mandato. Em relação ao sistema proporcional (eleição de deputados federais, estaduais, distritais e 
vereadores), o STF, em 03 e 04.10.2007, julgando os MS 26.602, 26.603 e 26.604, resolveu a matéria e 
estabeleceu que a fidelidade partidária deve ser respeitada pelos candidatos eleitos. Dessa forma, 
teoricamente, aquele que mudar de partido (transferência de legenda) sem motivo justificado perderá o 
cargo eletivo. Isso porque reconheceu o STF o caráter eminentemente partidário do sistema proporcional e 
as interrelações entre o eleitor, o partido político e o representante eleito. Mudar de partido caracteriza 
desvio ético-político e gera desequilíbrio no Parlamento. É fraude contra a vontade do povo. 
 
OBS: TSE - Justa causa para desfiliação partidária só é aplicável se eleito estiver no fim do mandato 
vigente. De acordo com Admar Gonzaga, “o vereador poderá se desfiliar do seu partido com justa causa 
apenas no prazo da janela partidária que coincidir com o final do seu mandato, ou seja, nas vésperas das 
eleições municipais. Do mesmo modo, o detentor do cargo proporcional, como deputado federal e distrital, 
poderá fazer jus à janela partidária na proximidade de uma Eleição Geral”. A decisão do colegiado foi 
unânime. 
O tema partidos políticos foi objeto de diversas alterações por emendas constitucionais. A EC 52/06 
trouxe a desverticalização, de modo que as coligações partidárias não precisam ser as mesmas em âmbito 
nacional, estadual e municipal, ou seja, não há obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em 
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal. Mais adiante, a EC 97/17 veiculou a vedação de celebração 
de coligações em eleições proporcionais a partir de 2020. Vejamos como ficou a atual redação do art. 17, 
§1º da CF: 
 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura 
interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos 
permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
19 
 
os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, 
vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de 
vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou 
municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade 
partidária. 
 
 Sobre o tema, confira a dica da Professora Thaianne: 
 
https://youtu.be/QsYCdCcOWD4 
 
 
Por fim, vale mencionar que a EC 97/17 estabeleceu alguns requisitos para os partidos terem acesso 
ao fundo partidário. Vejamos como ficou a redação do §3º do art. 17: 
 
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio 
e à televisão, na forma da lei, os partidos políticos que alternativamente: (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017) 
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por 
cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da 
Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma 
delas; ou (Incluído pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017) 
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo 
menos um terço das unidades da Federação. (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 97, de 2017) 
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste 
artigo é assegurado o mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a 
outro partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada para fins 
de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de 
rádio e de televisão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017) 
 
Nas palavras do autor Marcelo Novelino cuida-se da chamada cláusula de desempenho, cláusula de 
barreira, patamar eleitoral, barreira constitucional ou cláusula de exclusão consistente em uma norma 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
20 
 
impeditiva ou restritiva da atuação parlamentar de partidos políticos que não conseguiram alcançar 
determinado percentual de votos e/ou eleger determinado número de parlamentares. 
Essas regras, contudo, deverão ser observadas somente a partir das eleições de 2030 (art. 3.º da 
emenda), tendo sido estabelecidos requisitos gradativos a serem observados na forma do parágrafo único 
do art. 3.º da emenda. A nova janela partidária constitucional está descrita no art. 17, § 5.º, nos termos 
acima transcritos. 
 
VACÂNCIA E SUPLÊNCIA: 
 
O STF, no julgamento dos MS 30.260 e 30.272, em 27.04.2011, por 10 x 1, entendeu que a vaga 
decorrente do licenciamento de titulares de mandato parlamentar, no caso para assumirem cargos de 
secretarias de Estado, deverá ser ocupada pelos suplentes das coligações, e não dos partidos. Pode-se 
afirmar, então, que, se houve formação de coligação, o que é opcional e encontra fundamento na 
Constituição (art. 17, § 1.º), a vaga de suplência pertente a esta, e não ao partido político. 
 
ADI 4.650 - STF, em 17.09.2015, por maioria e nos termos do voto do Ministro 
Relator, julgou procedente em parte o pedido formulado na ADI em referência para 
declarar a inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizavam as 
contribuições de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais. Decidiu que “o exercício 
de direitos políticos é incompatível com as contribuições políticas de pessoas 
jurídicas.” 
 
 De acordo com o STF, é inconstitucional proibir que emissoras de rádios e TVs difundam áudios ou 
vídeos que ridicularizem candidato ou partido político durante o período eleitoral. 
 Por fim, veja ainda: 
Os Estados possuem autonomia relativa na solução normativa do problema da 
dupla vacância da Chefia do Poder Executivo, não estando vinculados ao modelo e 
ao procedimento federal (art. 81, CF), mas tampouco pode desviar-se dos princípios 
constitucionais que norteiam a matéria, por força do art. 25 da ConstituiçãoFederal 
devendo observar: (i) a necessidade de registro e votação dos candidatos a 
Governador e Vice-Governador por meio de chapa única; (ii) a observância das 
condições constitucionais de elegibilidade e das hipóteses de inelegibilidade 
previstas no art. 14 da Constituição Federal e na Lei Complementar a que se refere 
o § 9º do art. 14; e (iii) que a filiação partidária não pressupõe a escolha em 
convenção partidária nem o registro da candidatura pelo partido político; (iv) a 
regra da maioria, enquanto critério de averiguação do candidato vencedor, não se 
mostra afetada a qualquer preceito constitucional que vincule os Estados e o 
Distrito Federal. STF. ADPF 969/AL, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual 
finalizado em 14.8.2023. (Info 1104) 
 
AÇÕES AFIRMATIVAS: 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
21 
 
 
De acordo com o art. 2.º da EC n. 111/2021, para fins de distribuição entre os partidos políticos dos 
recursos do fundo partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), os votos dados a 
candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 
a 2030 serão contados em dobro. Essa contagem em dobro de votos somente se aplica uma única vez, ou 
seja, se uma candidata negra mulher receber votos, estes serão contados, nesse caso, em dobro. Na prática, 
apesar da regra legal que já impulsionava o número de candidatas mulheres em 30% (art. 10, § 3.º, da Lei n. 
9.504/97 — Lei das Eleições), busca-se, através de incentivo financeiro, estimular a maior participação de 
candidatas mulheres e candidatos negros. 
 
A Emenda Constitucional nº 133/2024 versou, dentre outros temas, sobre as cotas raciais e 
financiamento de campanha, prevendo que os partidos devem aplicar, obrigatoriamente, 30% dos recursos 
públicos do FEFC e do Fundo Partidário destinado às campanhas eleitorais em candidaturas de pessoas 
pretas ou pardas. Insta salientar que as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral já previam que a aplicação 
de recursos em candidaturas de pessoas negras deveria ser proporcional ao número de candidatos desse 
grupo, no entanto, alguns desses partidos não cumpriram essa exigência. Assim, a EC 133/2024 estabeleceu 
uma forma de os partidos regularizarem sua situação, passando a considerar cumprida a exigência desde que 
a agremiação partidária, a partir de 2026, aplique, nas 4 (quatro) eleições subsequentes, o montante 
correspondente àquele que deixou de ser aplicado para fins de cumprimento da cota racial nas eleições 
anteriores, sem prejuízo do cumprimento da cota estabelecida na Emenda Constitucional. 
 
As disposições da EC 133/2024 quanto ao percentual mínimo de recursos públicos para campanhas 
de pessoas pretas ou pardas serão aplicadas às Eleições de 2024? 
 
Por envolver alteração na forma de distribuição dos recursos públicos para as campanhas eleitorais, 
poder-se-ia cogitar, ainda que reflexamente, um impacto no processo eleitoral, de modo a atrair a incidência 
do princípio da anualidade. Contudo, em sentido contrário, de que não há violação ao princípio da 
anualidade, importante destacar a ADPF 738, em que o Plenário do STF, ao analisar uma decisão do TSE que 
reconhecia a necessidade de observar a proporcionalidade na distribuição de recursos para candidaturas 
negras, mas postergava sua aplicação, decidiu que o tema não se inseria no espectro de incidência do 
princípio da anualidade. Ou seja, a Corte entendeu que a distribuição proporcional de recursos poderia ser 
aplicada sem necessidade de observar o princípio da anualidade, vez que o aperfeiçoamento nas regras 
relativas à propaganda, ao financiamento das campanhas e à prestação de contas, possuem caráter 
eminentemente procedimental, com o elevado propósito de ampliar a participação de cidadãos negros no 
embate democrático pela conquista de cargos políticos. 
 
Fonte: CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Comentários à Emenda Constitucional 133/2024. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Disponível em: 
. Dizer o 
Direito. 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
DIREITOS POLÍTICOS 
22 
 
 
Referências Bibliográficas: 
 
Direito Constitucional Esquematizado. Pedro Lenza. 
Direito Constitucional. Marcelo Novelino. 
Curso de Direito Constitucional. Bernardo Gonçalves Fernandes. 
Buscador Dizer o Direito.

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