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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO NORTE DE MINAS GERAIS CAMPUS MONTES CLAROS BACHARELADO EM ENGENHARIA QUÍMICA ANA CAROLINA FERREIRA AGUIAR JOÃO PEDRO LOPES JARDIM MARIANA FRANCO RIOS LAMAS ROSIANE FERREIRA TIAGO ROCHA SANTOS RELATÓRIO 4: DETERMINAÇÃO DA ENTALPIA DE VAPORIZAÇÃO DA ÁGUA E TEMPERATURA DE EBULIÇÃO Montes Claros - MG Julho de 2025 ANA CAROLINA FERREIRA AGUIAR JOÃO PEDRO LOPES JARDIM MARIANA FRANCO RIOS LAMAS ROSIANE FERREIRA TIAGO ROCHA SANTOS RELATÓRIO 4: DETERMINAÇÃO DA ENTALPIA DE VAPORIZAÇÃO DA ÁGUA E TEMPERATURA DE EBULIÇÃO Relatório técnico apresentado como requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina de Físico-Química Experimental no Curso de Engenharia Química do IFNMG – Campus Montes Claros. Docente: Dr. Daniel Rodrigues Magalhães Montes Claros - MG Julho de 2025 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................4 2 OBJETIVOS.......................................................................................................................... 5 2.1. OBJETIVO GERAL...................................................................................................... 5 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS........................................................................................6 3 MATERIAIS E MÉTODOS.....................................................................................................6 3.1. MATERIAIS.................................................................................................................. 6 3.2 MÉTODOS.................................................................................................................... 7 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO...........................................................................................10 4.1 RESULTADOS............................................................................................................ 10 4.2 DISCUSSÃO...............................................................................................................10 5 CONCLUSÃO......................................................................................................................11 REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 12 3 1 INTRODUÇÃO A entalpia de vaporização é a energia térmica absorvida, sem variação de temperatura, durante a mudança de fase de uma substância, especialmente da fase líquida para a fase gasosa. Trata-se de uma grandeza termodinâmica que expressa o calor necessário para vaporizar uma quantidade unitária de substância a pressão constante, superando as forças intermoleculares que mantém as moléculas no estado líquido. Outro conceito importante a ser discutido é a temperatura de ebulição, a qual se define como a temperatura na qual a pressão de vapor de um líquido se iguala à pressão externa sobre ele. Nessa temperatura, o líquido entra em ebulição, e moléculas do interior do líquido passam a formar vapor de forma espontânea. Como a pressão externa pode variar com a altitude e condições atmosféricas, a temperatura de ebulição também é uma propriedade variável e dependente do ambiente. A relação entre a pressão de vapor e a temperatura é descrita pela equação de Clausius-Clapeyron, um modelo termodinâmico que quantifica como a pressão de vapor de uma substância em equilíbrio com sua fase condensada se altera com a temperatura. Em sua forma diferencial, a equação é dada por: (1) 𝑑𝑃 𝑑𝑇 = △𝐻𝑣𝑎𝑝 𝑇∆𝑉 onde é a taxa de variação da pressão de vapor com a temperatura, é a entalpia 𝑑𝑃 𝑑𝑇 ∆𝐻𝑣𝑎𝑝 molar de vaporização, é a temperatura absoluta e é a variação de volume molar entre as 𝑇 ∆𝑉 fases líquida e gasosa. Para fins práticos e experimentais, essa equação pode ser integrada, assumindo os princípios de que a variação do volume seja aproximadamente igual ao volume do gás, uma vez que o volume do líquido é muito menor que o do vapor. Como o vapor se comporta como gás ideal, o que é válido por se tratar de baixas pressões, é possível usar a seguinte relação: (2) 𝑉𝑔á𝑠 = 𝑅𝑇 𝑃 Isso permite integrar a equação, resultando em: (3) 𝑙𝑛 𝑃 =− ∆𝐻𝑣𝑎𝑝 𝑅 × 1 𝑇 4 em que é a pressão de vapor, é a temperatura absoluta, é a constante universal 𝑃 𝑇 𝑅 dos gases(ÇENGEL, Y. A.; BOLES, M. A, 2020). A equação gera um gráfico de versus 𝑙𝑛 𝑃 , o qual resulta em uma reta, cuja inclinação está relacionada diretamente à entalpia molar 1 𝑇 de vaporização. 2 OBJETIVOS 2.1. OBJETIVO GERAL Determinar a entalpia molar de vaporização da água e compreender sua relação com a temperatura de ebulição, utilizando a equação de Clausius-Clapeyron. 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ● Observar a variação da pressão de vapor da água com a temperatura. ● Aplicar a equação de Clausius-Clapeyron na forma linearizada para análise experimental. ● Estimar a entalpia de vaporização da água a partir da inclinação da reta no gráfico de versus 𝑙𝑛 𝑃 1 𝑇 ● Identificar a temperatura de ebulição da água sob a pressão atmosférica local. 5 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS Tabela 1: Materiais utilizados na prática experimental. Equipamento/Vidraria Especificação Erro/Detalhes Água Deionizada 10 ml Condutividadenos pontos experimentais. Volume (L) Temperatura (ºC) Nº de mols Pressão do ar (Pa) Pressão da água (Pa) 0,004 4 0,175894 101325 0 0,0041 10 100993,7341 331,2658682 0,0043 15 97996,79881 3328,201188 0,0044 20 97431,39996 3893,600036 0,0045 25 96891,12995 4433,870046 0,0046 30 96374,34994 4950,650056 0,0046 35 97963,89885 3361,101154 0,0048 40 95405,38743 5919,612574 0,0049 45 94950,56828 6374,431716 0,005 50 94513,94191 6811,058091 0,0053 55 90543,70462 10781,29538 0,0055 60 88580,64717 12744,35283 0,0056 65 88304,55078 13020,44922 0,0064 70 78408,97021 22916,02979 0,0065 75 78327,58989 22997,41011 0,0076 80 67952,79727 33372,20273 Fonte: Autores. 7 Como o experimento começa em temperatura baixa, onde se espera que a pressão do vapor d’água seja desprezível comparada à pressão do ar, dessa forma é considerado a pressão ambiente(neste caso, 1 atm ≈ 101325 Pa) em condições padrão (0–5 °C), em que o ar atmosférico ainda não está significativamente alterado pela presença de vapor d’água. Portanto, é possível fazer os parâmetros para regressão em que as coordenadas é o inverso da temperatura em Kelvin e as ordenadas o logaritmo neperiano da pressão da água. A partir da equação da reta, pelo coeficiente angular será possível determinar a entalpia molar de vaporização da água. Na Tabela 3 estão contidos os valores para a regressão linear. Tabela 2: Dados aferidos nos pontos experimentais. 1/T Ln(PH2O) 0,003532 5,802921 0,00347 8,110187 0,003411 8,267089 0,003354 8,397028 0,003299 8,507274 0,003245 8,120024 0,003193 8,686026 0,003143 8,76005 0,003095 8,826303 0,003047 9,285568 0,003002 9,452844 0,002957 9,474276 0,002914 10,03959 0,002872 10,04314 0,002832 10,41548 Fonte: Autores. 8 A partir dos pontos é possível plotar em um gráfico e aplicar a regressão linear, de acordo com o Gráfico 1. Gráfico 1: Regressão linear para determinação da entalpia de vaporização da água. Fonte: Autores. Como o coeficiente angular da reta é -4490.2, e este valor equivale à divisão da entalpia de vaporização com a constante dos gases como demonstrado na equação (3). Dessa forma, o valor obtido de entalpia molar de vaporização da água é 37.331,52 J/mol. O valor na literatura é 40.000,70 KJ/mol. 9 4.2 DISCUSSÃO Durante a realização da prática, diversos pontos positivos puderam ser observados, primeiramente, é importante considerar os erros experimentais associados à medição de temperatura e volume, em que pequenas imprecisões na leitura da temperatura (erros de ±0,5 °C) podem provocar variações significativas nos valores de 1/T, uma vez que a equação trabalha com a temperatura absoluta (Kelvin), da mesma forma, imprecisões na medição de volume ou na calibração dos instrumentos podem afetar diretamente o cálculo do logaritmo da pressão, impactando a regressão linear final, e vale ressaltar ainda, que o sistema montado não foi validado previamente, o que pode influenciar no erro final. Do ponto de vista operacional, podem ocorrer erros associados à execução do experimento, como a presença de bolhas de ar, evaporação incompleta do líquido ou flutuações nas condições ambientais, como correntes de ar e variação da temperatura ambiente, que podem interferir na estabilidade do sistema. Outro fator relevante a destacar é a idealização do modelo termodinâmico adotado, em que a equação de Clausius-Clapeyron assume que a entalpia de vaporização é constante ao longo da faixa de temperatura estudada e o modelo assumir que o vapor se comporta como um gás ideal. Mesmo que na realidade a entalpia de vaporização varia com a temperatura, pelo modelo foi possível aferir um valor próximo do teórico. De modo geral, pela regressão, no valor do coeficiente de determinação(81%), implica-se que essas ênfases citadas causam variabilidade nos dados, tal fato explica que ao comparar o valor teórico com o valor real há um erro aproximado de 6,6%. Para melhorias, poderiam incluir o uso de instrumentos mais precisos e controle rigoroso das condições ambientais. 10 5 CONCLUSÃO A prática experimental realizada teve como objetivo verificar a validade da equação de Clausius-Clapeyron, que relaciona a pressão de vapor com a temperatura de ebulição da água. Os resultados obtidos demonstraram a linearidade esperada no gráfico de ln P versus 1/T, confirmando a aplicabilidade da equação no contexto experimental. A entalpia molar de vaporização da água foi estimada em 37.331,52 J/mol, valor que destoou do valor teórico de 40.700 J/mol. Os fatores que podem aferir esse erro é devido às imprecisões dos instrumentos (erros de ±0,5°C na temperatura e ±0,5 mL no volume) e limitações do modelo, como a suposição de comportamento de gás ideal e entalpia constante. O coeficiente de determinação de 81% sugere variabilidade nos dados, devido a erros experimentais ou condições ambientais citadas. Para aprimoramentos futuros, recomenda-se o uso de equipamentos mais precisos, melhor calibração dos instrumentos e controle rigoroso de variáveis ambientais, como temperatura e correntes de ar, para minimizar interferências e aumentar a confiabilidade dos resultados. 11 REFERÊNCIAS ATKINS, P.; DE PAULA, J. Físico-Química: Fundamentos. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2022. ÇENGEL, Yunus A.; BOLES, Michael A. Termodinâmica: uma abordagem prática. 9. ed. Porto Alegre: AMGH, 2020. LIDE, D. R.; WILHOIT, R. C. NIST Chemistry WebBook. Gaithersburg: National Institute of Standards and Technology, 2024. Disponível em: https://webbook.nist.gov. Acesso em: 8 jun. 2025. 12 https://webbook.nist.gov 1 INTRODUÇÃO 2 OBJETIVOS 2.1. OBJETIVO GERAL 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 3 MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. MATERIAIS 3.2 MÉTODOS 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 RESULTADOS 4.2 DISCUSSÃO 5 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS