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MEIO AMBIENTE 
Art. 225º da CR/88
Art. 7º, XXII da CR/88
Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
Art. 200º, VIII da CR/88
[...]
Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.
HOME OFFICE NO MOMENTO PANDEMICO
. Jornada de trabalho
. Equipamentos para o trabalho e adequação aos intervalos
. Direito a desconexão
TRT3 – O direito a desconexão: uma análise crítica do instituto do teletrabalho brasileiro frente ao dano existencial como
consequência da jornada excessiva de trabalho nos tempos de pandemia
EMENTA: DO DANO EXISTENCIAL. O dano existencial decorre da conduta do empregador, que não permite ao
trabalhador se relacionar e conviver em sociedade por meio de atividades recreativas, afetivas e de descanso,
essenciais a seu bem-estar físico e psíquico. O prejuízo ao empregado fica evidente quando se constata que
ficou impedido de aproveitar os prazeres de sua própria existência, em razão do quanto foi exigido dele na
realização de horas extras em tempo superior ao determinado pela lei. Todavia, in casu, o autor não se
desincumbiu de seu ônus de provar o dano existencial sofrido, na forma dos artigos 818 da CLT e 373, I do
NCPC. Recurso que se nega provimento. (TRT-2 10009753220205020031 SP, Relator: PAULO KIM BARBOSA,
12ª Turma - Cadeira 2, Data de Publicação: 13/12/2021)
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. DANO EXISTENCIAL. O dano existencial atrativo de dever de reparar 
decorre, em geral, de toda lesão capaz de comprometer a liberdade de escolha do indivíduo, frustrando projetos 
da vida pessoal, em razão do trabalho em jornada excessiva, de tal modo que o tempo dedicado ao labor 
compromete todo o restante disponível para as relações familiares, convívio social, prática de esportes, estudos 
ou mesmo para o lazer, em vilipêndio ao princípio da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III da Carta 
Magna). (TRT-3 - RO: 00106424720165030039 MG 0010642-47.2016.5.03.0039, Relator: Vicente de Paula M. 
Junior, Data de Julgamento: 12/12/2021, Sétima Turma, Data de Publicação: 13/12/2021.)
O FUTURO – HOME OFFICE, HÍBRIDO OU PRESENCIAL
O home office trouxe economia com transporte, menos tempo em trânsito, a possibilidade de conciliar trabalho
com outras atividades como cursos e exercícios físicos, além de horários mais flexíveis e, em alguns casos, até
passar mais tempo com a família.
Pesquisa G1 – janeiro – 2.000 pessoas – 33%
O ESCRITÓRIO DO FUTURO SERÁ HÍBRIDO E O HOME OFFICE VEIO PARA FICAR
A pandemia potencializou a tendência de misturar o trabalho remoto com encontros semanais mais focados em 
reuniões e na interação com colegas de profissão
“Isso porque com o modelo híbrido, as empresas têm a possibilidade de diminuir custos fixos, proporcionar mais 
flexibilidade para seus profissionais, atualizar o modelo de trabalho, conseguir atrair ou reter melhores 
profissionais do mercado e ainda podem melhorar a gestão e a capacidade de inovação. Ao mesmo tempo, 
ainda conseguem manter uma interação presencial dos pares, equipes e liderança – o que facilita a integração 
com os times e com a empresa como um todo” Tawan Pimentel.
O FUTURO JÁ CHEGOU!
Portaria Interministerial MTP/MS n°14 de 2022
 Regulamenta as medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da COVID-19 em
ambientes laborais.
 A Portaria foi publicada no dia 25/01/2022 no Diário Oficial da União, alterando o anexo I da Portaria Conjunta
n° 20 de junho/2020.
 Apesar de inovações, a portaria ainda é omissa em relação a muitos pontos, como por exemplo:
a necessidade de apresentação (como) de atestado médico ou exame positivo para casos confirmados de
COVID-19. E ainda, quem é o responsável por atestar um caso confirmado.
COVID-19, vírus
não identificado
(U07.2)
COVID-19, vírus
identificado (U07.1)
Fonte: Professor Henrique correia – Procurador do Trabalho
https://www.henriquecorreia.com.br/
PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO E DA PREVENÇÃO
O princípio da prevenção prevê a aplicação de medidas acautelatórias para as
atividades que possuem seus riscos conhecidos e previstos, impondo, desta forma,
ao responsável pela atividade impactante, a adoção de providências com o objetivo
de eliminar, ou, ao menos, minimizar os danos causados ao meio ambiente.
Já o princípio da precaução, por outro lado, trata das hipóteses em que os riscos
são desconhecidos e imprevisíveis, impondo aos agentes de controle e fiscalização
um comportamento muito mais restritivo quanto às atribuições de fiscalização e de
licenciamento das atividades potencialmente poluidoras e utilizadores de recursos
naturais.
Visando a prevenção de acidentes ou enfermidades físicas e mentais relacionadas
ao meio ambiente laborativo, o art. 168 da CLT, trata das medidas preventivas da
medicina do trabalho. E ainda deve se destacar o poder regulamentar (CR/88, inciso
IV do 84 em consonância com o princípio da legalidade.
* Ambos os princípios têm como finalidade a preservação do meio ambiente.
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
⚠️ INFORMAÇÕES PRELIMINARES
 Nas formas dos artigos 154 e seguintes da CLT utiliza-se a expressão “segurança e medicina do trabalho”.
 Atualmente, a denominação técnica e adequada ao contexto é “segurança e saúde no trabalho”, nas formas
do art. 1° da Portaria 787/2018 da Secretaria de Inspeção do Trabalho.
 De acordo com o art. 611-B, XVII, da CLT, constitui objeto ilício de convenção coletiva ou de acordo coletivo de
trabalho a supressão ou a redução dos direitos relativos a normas de saúde, higiene e segurança do trabalho.
 Art. 157 da CLT (Dever das empresas, quanto à segurança e saúde no trabalho); art. 158 da CLT (Dever dos
empregados, quanto à segurança e saúde no trabalho).
INOBSERVÂNCIA DE NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO DOS MOTORISTAS PROFISSIONAIS. DANO
MORAL COLETIVO. O desrespeito às normas de saúde e segurança do trabalho, relacionadas à jornada de labor, exorbita o
interesse dos motoristas da reclamada, trazendo danos a toda sociedade, que suporta um trânsito extremamente perigoso e
repleto de veículos conduzidos por profissionais sem o mínimo de saúde psíquica para desempenhas a função. Tal realidade é
causa de inúmeros acidentes e milhares de vidas ceifadas, o que indubitavelmente caracteriza dano moral coletivo.
(TRT-17 – ROT: 00003165220165170002, Relator: Alzenir Bollesi de Plá Loeffler, Data de Julgamento: 10/12/2020, Data de
Publicação: 27/01/2021).
NORMAS REGULAMENTADORAS
As Normas Regulamentadoras (NR) são disposições complementares ao Capítulo V (Da Segurança e da
Medicina do Trabalho) do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho. Consistem em obrigações, direitos e
deveres a serem cumpridos por empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir trabalho seguro e sadio,
prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho.
As primeiras normas regulamentadoras foram publicadas pela Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978. As
demais normas foram criadas ao longo do tempo, visando assegurar a prevenção da segurança e saúde de
trabalhadores em serviços laborais e segmentos econômicos específicos.
A Portaria SEPRT nº 8.873/2021 prorrogou o prazo para início de vigência dos novos textos das Normas
Regulamentadoras nºs:
01 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais;
07 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO;
09 - Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos;
08 - Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção;
Além de subitens da n° 37 - Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo, para 03 de janeiro de 2022.
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-
trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
NR-1
DISPOSIÇÕES GERAIS e GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS 
(Última modificação: Portaria SEPRT nº 6.730, de 9 demarço de 2020.)
(Início de vigência: 03 de janeiro de 2022 - Portaria SEPRT 8.873, de 23/07/2021)
O objetivo desta Norma é estabelecer as disposições gerais, o campo de aplicação, os termos e as definições 
comuns às Normas Regulamentadoras - NR relativas a segurança e saúde no trabalho e as diretrizes e os 
requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no 
Trabalho - SST.
No art. 3°: “enquanto não houver sistema informatizado para o recebimento da declaração de informações digitais
prevista nos subitens 1.8.4 e 1.8.6 do Anexo I desta Portaria, o empregador deverá manter declaração de
inexistência de riscos no estabelecimento para fazer jus ao tratamento diferenciado”.
Sobre o tema, a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho informa que está sendo desenvolvido um sistema próprio
para recebimento das referidas declarações. Até que o citado sistema seja disponibilizado, deve ser seguido o art.
3º da Portaria SEPRT nº 6.730, de 2020, isto é, o empregador deverá elaborar e manter uma declaração de
inexistência de riscos no estabelecimento para fazer jus ao tratamento diferenciado, não havendo um modelo
específico de documento.
NR-3
EMBARGO E INTERDIÇÃO
NR-3
3.2 Definições
3.2.1 considera-se grave e iminente risco toda condição ou situação de trabalho que possa causar acidente ou doença com lesão grave ao
trabalhador.
3.2.2 Embargo e interdição são medidas de urgência adotadas a partir da constatação de condição ou situação de trabalho que caracterize grave
e iminente risco ao trabalhador.
3.2.2.1 O embargo implica a paralisação parcial ou total da obra.
3.2.2.2 A interdição implica a paralisação parcial ou total da atividade, da máquina ou equipamento, do setor de serviço ou do estabelecimento.
FUNDAMENTAÇÃO - CLT
Capítulo V - DA SEGURANÇA E DA MEDICINA DO TRABALHO
Seção II - DA INSPEÇÃO PRÉVIA E DO EMBARGO OU INTERDIÇÃO
Art. 161, da CLT
O Delegado Regional do Trabalho, à vista do laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador,
poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisão, tomada com a brevidade
que a ocorrência exigir, as providências que deverão ser adotadas para prevenção de infortúnios de trabalho.
NR-4 
SERVIÇO ESPECIALIZADO EM SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO - SESMT 
Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho devem ser compostos por Médico do
Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Auxiliar
ou Técnico em Enfermagem do Trabalho, obedecido o Quadro II desta NR.
Seu dimensionamento vincula-se à gradação do risco da atividade principal (Quadro I) e ao número total de
empregados do estabelecimento (Quadros II), anexos da NR 4, observadas as exceções existentes na mesma
norma.
O Quadro I, observada alterações posteriores, dispõe sobre a Classificação Nacional de Atividades
Econômicas (CNAE) e os correspondentes graus de risco.
Já o quadro II determina o dimensionamento do SESMT conforme o grau de risco da atividade e o número de
empregados no estabelecimento.
A atuação do SESMT acontece por meio de ações como:
– Comunicados e recomendações sobre o surgimento de novas doenças ocupacionais, bem como os riscos 
relacionados a atividade de trabalho;
– Apresentação de palestras para abordar maneiras de evitar acidentes, desde os menores até os que atingem 
grandes proporções;
– Assistência aos empregados que se tornam vítimas de acidentes de trabalho ou que apresentam sintomas 
das doenças do trabalho.
NR-5 
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) 
A norma determina que o número de integrantes da CIPA deverá obedecer ao quadro 1 no corpo da publicação.
Contudo, o quadro 1 só estabelece dimensionamento para empresas que possuem mais de 20 empregados.
Sendo assim, a lei dispensa de elaboração da CIPA, as empresas que possuem até 19 colaboradores em seus
quadros, independente da natureza das operações dessas organizações.
A CIPA é formada por representantes da empresa e dos empregados. No caso da empresa, os representantes
são definidos pela diretoria e no caso dos empregados, a eleição é realizada por votação secreta nos nomes
dos candidatos que voluntariamente se postularam à participação na comissão.
A nova NR-5 simplificou o dimensionamento da CIPA, os únicos critérios para dimensionamento agora são grau de
risco da NR-4 e quantidade de funcionários da empresa.
NR-6 
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
Uma das obrigações das empresas e por direito do trabalhador, é que o ambiente de trabalho seja seguro para a
realização das funções. Muitas vezes, mesmo tomando todos os cuidados, acidentes de trabalho acontecem,
prejudicando a saúde do colaborador e causando problemas para a companhia.
No momento pandêmico o uso da máscara de proteção passou a ser exigido.
O uso desses EPIs tem o principal objetivo de prevenir acidentes de trabalho, assim como o desenvolvimento de
doenças ocupacionais e o consequente afastamento dos empregados.
A norma regulamentadora é direcionada para todos os segmentos da economia, por isso, cada setor e/ou empresa
precisa entender os riscos do trabalho realizado por seus empregados.
Alguns exemplos de EPIs são:
 capacete;
 óculos;
 protetor auditivo;
 máscaras descartáveis;
 luvas;
 cinturão de segurança contra quedas;
 Respirador purificador de ar;
 entre outros.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
https://www.cursosegurancadotrabalho.net/2013/05/NR-6-EPI-Equipamento-de-Protecao-Individual.html
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVO
http://www.prevenirlife.com.br/index.php/previna-se-interna/saiba-mais-sobre-epc-13
http://sstonline.com.br/epc-x-epi-saiba-como-diferenciar-os-equipamentos-de-protecao/
SÚMULA Nº 80 
A eliminação da insalubridade mediante fornecimento de aparelhos protetores aprovados pelo órgão competente 
do Poder Executivo exclui a percepção do respectivo adicional. 
SÚMULA Nº 289 
INSALUBRIDADE. ADICIONAL. FORNECIMENTO DO APARELHO DE PROTEÇÃO. EFEITO (mantida) - Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento do adicional de 
insalubridade. Cabe-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade, entre as quais 
as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado. 
 O empregador possui obrigação de fiscalizar o EPI.
 Inserir no Regulamento de Empresa sobre o uso do EPI.
 Justa causa no caso de descumprimento.
 Uso de câmeras, fones, caixas de som como meios de fiscalização com escopo de quebrar o nexo causal.
A equipe de recursos humanos (RH) tem papel fundamental neste ponto, pois pode criar e desenvolver ações
internas para conscientizar sobre a importância do uso correto desses equipamentos, não apenas para
benefício da empresa, mas, principalmente, pela saúde e segurança dos colaboradores.
Exemplo:
Tem empresas que o RH quem promove ações de endomarketing como a Semana Interna de Prevenção de
Acidentes do Trabalho (SIPAT), entre outras atividades que reforcem o motivo pelo qual a NR 06 deve ser
rigorosamente aplicada nas empresas.
NR-3
PCMSO
PRINCIPAIS MUDANÇAS
NR-12
SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E 
EQUIPAMENTOS
O novo texto da NR 12 teve uma boa recepção. Isso porque ele torna essa norma
muito mais clara, facilitando a aplicação das medidas sem reduzir a segurança nos
trabalhos com máquinas.
As mudanças na NR 12 foram pensadas para harmonizar as exigências dessa norma
com os normativos internacionais e nacionais, o que torna a implementação de
máquinas e equipamentos muito mais simples.
O processo de implementação de máquinas e equipamentos se tornou mais barata a
instalação de maquinários, de maneira a servir como um incentivo à inovação
industrial, caso as máquinas adquiridas estejam de acordo com as especificaçõesde
outras normas relevantes.
NR-12
SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E 
EQUIPAMENTOS
O novo texto da NR 12 também foi pensado considerando a adequação às novas tecnologias
industriais, especialmente às soluções de automação industrial.
Com isso, os empreendedores têm a oportunidade de investir em soluções de ponta, que
ofereçam mais segurança aos trabalhadores e proporcionem melhorias na produtividade.
* Máquinas importadas ou fabricadas no país que opcionalmente sigam a nova e mais
exigente norma internacional de segurança de máquinas (ABNT, NBR, ISO 13849) também
passam a ser compatíveis com a NR-12.
* Máquinas projetadas e fabricadas anteriormente à publicação dessa portaria estão
dispensadas do cumprimento de requisitos relativos à ergonomia.
* Máquinas projetadas e fabricadas a partir de então, devem adotar as normas técnicas oficiais
ou normas técnicas internacionais específicas de ergonomia. No entanto, em ambos os casos
os usuários de máquinas devem cumprir as disposições relativas à ergonomia.(N17)
NR - 17
ERGONOMIA
No dia 04/01/2022 entrou em vigência a nova Norma de Ergonomia (uma das normas mais relevantes no que diz
respeito aos processos de doenças do trabalho).
A ergonomia visa desenvolver, de forma confortável e produtiva, a ligação entre o ser humano e o trabalho. Ao
adaptar as condições trabalhistas às características do profissional, ela evita os riscos ergonômicos e proporciona
mais saúde, conforto, segurança e bem-estar.
Perícia Ergonômica: um perito, normalmente fisioterapeuta do trabalho
A perícia ergonômica poderá ser compreendida como uma investigação técnica específica da atividade
laboral, onde serão analisadas a magnitude e a influência dos fatores de riscos ergonômicos (físicos,
organizacionais e cognitivos) sobre as características psicofisiológicas do indivíduo.
A perícia terá seu aspecto peculiar na sensibilidade de identificar, avaliar, reconhecer e valorizar
determinados agentes etiológicos de origem ocupacional sob a estrutura articular relacionada, conforme
a queixa (peça inicial).
NR- 28
FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES
O fiscal do trabalho pode notificar empregadores sobre as irregularidades presentes ao local,
determinando prazos para correções dos riscos e irregularidades, de acordo com critério técnico.
Prazos
Os prazos disponibilizados deverão ser limitados a 60 dias, a partir da notificação.
É possível solicitar uma extensão do prazo por até 120 dias, desde que solicitada com motivos
relevantes e com prazo de até 10 dias após o recebimento da notificação.
As empresas podem recorrer, dentro do prazo de 10 dias após a notificação, para solicitar a
prorrogação do prazo notificado em cada item.
Ao constatar risco grave e iminente, o agente de fiscalização do trabalho poderá solicitar o embargo ou
interdição do local, determinando as medidas que deverão ser adotadas para correção do risco.
Fica a critério da autoridade regional competente proceder com a interdição ou embargo solicitado.
A redação atual da NR-28 divide-se em duas partes: a primeira regulamenta os procedimentos de
fiscalização, embargo e interdição; e a segunda parte dispõe sobre as infrações aos preceitos legais
e/ou regulamentadores relacionados à segurança e saúde do trabalhador e suas respectivas
penalidades. Essa segunda parte subdivide-se em três anexos:
.
A redação atual da NR-28 divide-se em duas partes: a primeira regulamenta os procedimentos de
fiscalização, embargo e interdição; e a segunda parte dispõe sobre as infrações aos preceitos legais
e/ou regulamentadores relacionados à segurança e saúde do trabalhador e suas respectivas
penalidades. Essa segunda parte subdivide-se em três anexos:
a) ANEXO I, sobre gradação de multas;
b) ANEXO IA, com a gradação de multas específicas de trabalho portuário (Norma Regulamentadora nº
29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário); e
c) ANEXO II, que elenca as possíveis infrações às disposições das normas regulamentadoras.
As infrações e multas aplicadas no tocante aos preceitos legais ou regulamentadores deverá obedecer
às penalidades aplicadas no quadro de gradação de multa do Anexo I da NR 28, seguindo as
classificações do quadro de Anexo II da NR 28.
O valor da UFIR (Unidade Fiscal de Referência) congelou depois de 2000 e seu valor foi fixado em R$
1,0641 e vigora desde então.
CONSEQUÊNCIA POR NÃO CUMPRIR AS NORMAS REGULAMENTADORAS (NRS)
O descumprimento das Normas Regulamentadoras (NRs) pode ocasionar
inúmeros problemas para empregador e empregado.
Consequência do não cumprimento das NRs para o empregador
Responsabilidade administrativa
• Multas aplicadas pelo MTE (Ministério do Trabalho);
• Embargo da obra ou interdição do estabelecimento.
Responsabilidade Trabalhista
• Pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade;
• Estabilidade provisória para acidentado;
• Ação civil pública;
• Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Responsabilidade Previdenciária
• Ação Regressiva Acidentária (Art. 120 da Lei n. 8.213/91).
Responsabilidade Civil
• Em caso de lesão corporal, os reflexos do acidente do
trabalho/doença ocupacional na área cível são (art. 949 CC):
• Despesas com o tratamento médico;
• Lucros cessantes até a alta médica;
• Danos estéticos;
• Pensão vitalícia, em caso de morte do trabalhador, em
decorrência do exercício do trabalho: danos emergentes; danos
morais e pensão mensal.
Responsabilidade Tributária
• Aumento da alíquota do SAT/FAP (Seguro de Acidente do Trabalho / Fator
Acidentário de Prevenção).
Responsabilidade Criminal
• Infração penal: Descumprimento das normas de segurança sem que haja
qualquer resultado lesivo ou risco ao trabalhador (Art. 19, §2º da Lei
8.213/91);
• Crime de perigo: Descumprimento das normas de segurança no trabalho
que ocasione risco ou perigo de vida ou à saúde do trabalhador (Art. 132,
Código Penal);
• Lesão corporal: Descumprimento das normas de segurança no trabalho do
qual resulte dano físico ou lesão corporal ao trabalhador (Art. 129, §6º,
Código Penal);
• Homicídio: Descumprimento das normas de segurança no trabalho que
cause a morte do trabalhador. (Art. 121, Código Penal).
CONSEQUÊNCIA DO NÃO CUMPRIMENTO DAS NRS PARA O EMPREGADO
A penalidade aplicada ao empregado está prevista no art. 158 da CLT:
Art. 158, parágrafo único da CLT: Parágrafo único – Constitui ato faltoso do
empregado a recusa injustificada:
a) à observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do
item II do artigo anterior;
b) ao uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) fornecidos pela
empresa.
Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento 
do disposto no item anterior.
Defesa de Auto de Infração e Notificação de Débito
O prazo para apresentação de defesa ao auto de infração é de dez dias
corridos, contados a partir do dia seguinte ao recebimento. Os prazos não
se iniciam ou terminam aos sábados, domingos e feriados. Assim, em dias
que não há expediente no MT, ficam prorrogados para o primeiro dia útil
seguinte.
A defesa deve ser apresentada por escrito (assinada pelo empregador
autuado ou advogado constituído) no endereço:
https://eprocesso.sit.trabalho.gov.br/
Utilizando o número do processo e o código de acesso, que estará na
notificação.
Poderão ser anexados os documentos que o empregador entender
necessários.
https://eprocesso.sit.trabalho.gov.br/
Recurso de Auto de Infração e Notificação de Débito
No prazo de dez dias, após receber a decisão de procedência do auto de
infração ou a notificação de débito, a empresa autuada deverá adotar uma
das seguintes medidas:
1) No caso de auto de infração, recolher com desconto de 50% (cinquenta
por cento) a multa aplicada, ou no caso de notificação de débito, gerar
as guias GFIP/GRRF, conforme descrito na notificação, e encaminhar
cópias para a Semur (Seção de Multas e recursos do MT);
2) Apresentar recurso, que após elaboração de contrarrazões pelo Auditor
Fiscal do Trabalhoanalista, será remetida à CGR/SIT, para decisão.

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