Prévia do material em texto
AMONA ROCHA – 4°P REVISÃO – OSCE (HAM IV) 1. Avaliação Geriátrica Ampla (AGA): expressão utilizada para denominar um procedimento de avaliação multidimensional, frequentemente interdisciplinar, que tem como objetivo determinar as deficiências, incapacidades e desvantagens apresentadas pelo paciente idoso, visando ao planejamento do cuidado e ao seguimento. Os parâmetros especialmente avaliados na AGA são os seguintes: • Equilíbrio, mobilidade e risco de quedas: Equilíbrio estático, que é avaliado em posição ereta, e equilíbrio dinâmico, avaliado durante a marcha. Testes: a) Timed get up and go test (teste de “levantar e andar cronometrado”) – DESEMPENHO MUSCULAR b) Teste de equilíbrio e marcha de Tinetti c) Circunferência da panturrilha – NORMAL : ≥ 31cm - MASSA MUSCULAR • Função cognitiva e condições emocionais Testes: a) Miniexame do estado mental (MEEM): não é utilizado para diagnóstico; RASTREIO! É um exame influenciado por escolaridade, o ponto de corte é modificado de acordo com o tempo de estudo, bem como na presença de diferenças culturais entre os pacientes. AMONA ROCHA – 4°P b) Teste do desenho do relógio (TDR): Avalia memória, funções executivas, habilidades visuoconstrutivas, compreensão verbal e abstração. c) Escala de depressão geriátrica (Geriatric Depression Scale − GDS): ≥6 pontos - sugestivo AMONA ROCHA – 4°P • Capacidade funcional: manter habilidades físicas e mentais para uma vida com autonomia e independência, ou seja, ser capaz de realizar atividades de vida diária (AVDs) Escalas: a) Escala de Katz: Atividades básicas da vida diária. AMONA ROCHA – 4°P b) Escala de Lawton e Brody: Atividades Instrumentais da vida diária. • Deficiências sensoriais: Visual: uso de óculos, Tabela de Snellen; Auditiva: “teste do sussurro” - o examinador se posiciona fora do campo visual do examinado, ficando a uma distância aproximada de 33 cm, e sussurra uma pergunta simples em cada ouvido, por exemplo, “qual é seu nome”. Deve ser realizado nos dois ouvidos separadamente. “teste do roçar dos dedos”. • Condições socioambientais • Estado e risco nutricionais • Polifarmácia e medicamentos inapropriados • Multimorbidades • Autoavaliação de saúde • Outros parâmetros. CASOS CLÍNICOS: AMONA ROCHA – 4°P A. Sr. Joaquim, 78 anos, comparece acompanhado da filha. Ele refere dificuldade para ouvir, especialmente em ambientes barulhentos, e que frequentemente aumenta o volume da televisão. Teve uma queda há 6 meses, sem ferimentos graves, e agora sente-se mais lento ao se levantar ou caminhar. Realiza atividades básicas de forma independente, mas depende da filha para tarefas mais pesadas. Usa bengala em caminhadas longas, mas evita dentro de casa. B. Paciente feminino, 72 anos, vem a consulta acompanhado da filha, pois costuma não entender bem as orientações do médico quando vem sozinha à consulta. A filha conta que há cerca de dois anos ela apresenta dificuldade de ouvir 'dos dois lados. Cite dois testes simples que avaliam acuidade auditiva: Teste do sussurro e do roçar dos dedos; Cite um teste de mobilidade: Timed get up and go; Cite um teste de acuidade visual: Tabela de Snellen; Cite um teste de humor: Escala de Depressão Geriátrica – GDS; Cite um teste de cognição: Miniexame do Estado Mental – MEEM. 2. APGAR: CASOS CLINICOS: A. Você está no plantão como Pediatra e recebe um RN na sala de parto. Ele apresenta-se no primeiro minuto com FC 89 bpm, ausência de cianose, faz caretas, respiração regular e AMONA ROCHA – 4°P flexão de extremidades. No quinto minuto, houve melhora da FC que foi para 120bpm, apresentou espirros e boa movimentação. Qual o APGAR deste RN no 1º e 5º min? • APGAR 1° minuto: 7 • APGAR 5° minuto: 10 B. Você está no plantão como pediatra e recebe um RN na sala de parto. Ele apresenta-se, no primeiro minuto, com frequência cardíaca de 90 bpm, ausência de cianose, espirros presentes, respiração regular e bom tônus muscular. No quinto minuto, houve melhora da FC que foi para 120 bpm. • APGAR 1° minuto: 9 • APGAR 5° minuto: 10 3. CORPO ESTRANHO NO ESÔFAGO: Criança de 4 anos, acompanhado dos pais, que aparentam muito preocupados, por acreditarem que seu filho engoliu uma peça de um brinquedo de montar. Você decidiu realizar um raio x de tórax, e foi encontrada a seguinte imagem: Explique por que o RX está normal: Nem todos os corpos estranhos são visíveis no raio-X. Objetos como peças de brinquedo, que geralmente são feitos de plástico, são radiotransparentes, ou seja, não aparecem na radiografia convencional. Quais exames devem ser solicitados e o seu contexto clínico: Tomografia (paciente assintomático); EDA (paciente sintomático – dificuldade respiratória, irritabilidade). AMONA ROCHA – 4°P 4. PARASITOSES INTESTINAIS: A. NEMATELMINTOS: • ASCARIDÍASE: • ANCILOSTOMÍASE (AMARELÃO) • ESTRONGILOIDÍASE • ENTEROBÍASE/OXIURÍASE B. PLATELMINTOS: AMONA ROCHA – 4°P • TENÍASE • ESQUITOSSOMOSE C. PROTOZOÁRIOS: • GIARDÍASE • AMEBÍASE AMONA ROCHA – 4°P CASOS CLÍNICOS: A. Maria Clara, 7 anos, é trazida ao ambulatório pela mãe, que relata dor abdominal recorrente, principalmente à noite, acompanhada de coceira intensa na região anal. A mãe também notou que a menina tem acordado mais irritada e com dificuldade para dormir. Não há febre ou perda de peso recente. Maria Clara frequenta a escola regularmente, onde realiza as refeições, e brinca frequentemente no quintal de casa, que é de terra. Qual possível diagnóstico? Enterobíase/Oxiuríase Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF – presença de larvas de Enterobius vermicularis; Hemograma – eosinofilia e leve leucocitose; Fita gomada/fita adesiva. B. Paciente masculino, 68 anos, vem a consulta pois começou a apresentar um cansaço extremo nos últimos meses, associado ainda a palidez, náuseas e dor abdominal, com vômitos esporádicos. É morador da zona rural, onde trabalha como agricultor. Ao exame físico, hipocorado +/4, acianótico, hidratado, ictérico; dados vitais normais. Abdome: globoso, RHA+, indolor à palpação, timpânico à percussão. Qual possível diagnóstico? Ancilostomíase Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF - Ovos do helminto Ancylostoma duodenale; Hemograma - Eosinofilia e hemoglobina baixa (indicando quadro de anemia), TGO/TGP + FAL/GGT- Podem estar aumentadas, indicando uma lesão renal, uma vez que esses helmintos passam pelo fígado) BT e frações - Bem provável que vão estar alteradas, uma vez que o paciente está ICTÉRICO). C. Paciente masculino, 6 anos, é levado pela mãe à UBS com queixa de dor abdominal recorrente, inapetência e episódios de vômitos nos últimos dias. A mãe relata que, em um dos vômitos, observou um verme branco e longo. Relata também que o menino reside na zona rural, com acesso precário a saneamento básico, e costuma brincar descalço em solo úmido. Ao exame físico: normocorado, acianótico, hidratado, eupneico; abdome distendido, ruídos hidroaéreos presentes, doloroso à palpação difusa, sem sinais de irritação peritoneal. Peso abaixo do percentil esperado para a idade. Qual possível diagnóstico? Ascaridíase Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF – ovos de áscaris lumbricoides; Hemograma – eosinofilia. D. Paciente feminina, 28 anos, procura atendimento por diarreia intermitente há cerca de duas semanas, acompanhada de flatulência excessiva, cólicas abdominais e náuseas. Refere AMONA ROCHA – 4°P fezes pastosas. Relata ter viajado recentemente para uma comunidade rural, onde consumiu água de poço sem filtração ou fervura. Ao exame físico: corada, acianótica, hidratada, afebril, sem sinais dedesidratação. Abdome plano, ruídos hidroaéreos aumentados, leve dor à palpação em região periumbilical, sem sinais de alarme. Qual possível diagnóstico? Diarreia dos viajantes, causada pela Giardia lamblia Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF - cistos ou trofozoítos de Giardia lamblia; Hemograma – eosinofilia e hemoglobina baixa. E. Paciente masculino, 52 anos, trabalhador rural, comparece à UBS por cansaço progressivo há alguns meses, associado a tontura aos esforços, palidez e perda de peso. Relata também que tem notado fezes escurecidas, pastosas, sem sangue visível. Refere andar frequentemente descalço na lavoura e nunca ter feito vermifugação. Ao exame físico: hipocorado ++/4, acianótico, hidratado; sinais vitais dentro da normalidade. Abdome plano, indolor, com ruídos hidroaéreos normais. Mucosas hipocoradas. Sem sinais de sangramento ativo. Qual possível diagnóstico? Ancilostomíase Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF - Ovos do helminto Ancylostoma duodenale; Hemograma - Eosinofilia e hemoglobina baixa (indicando quadro de anemia), TGO/TGP + FAL/GGT- Podem estar aumentadas, indicando uma lesão renal, uma vez que esses helmintos passam pelo fígado) BT e frações - Bem provável que vão estar alteradas, uma vez que o paciente está ICTÉRICO). F. Paciente masculino, 34 anos, procurou a Unidade Básica de Saúde com queixa de dor abdominal difusa, alternância entre constipação e diarreia, perda de peso não intencional e sensação de fraqueza constante. Relata que viu, nas fezes, pequenas estruturas esbranquiçadas se movimentando. Mora em área semiurbana, com hábito frequente de ingerir carne suína mal-cozida. Ao exame físico: paciente alerta, hidratado, hipocorado +/4, abdome plano, RHA+, discretamente doloroso à palpação profunda em hipogástrio. Qual possível diagnóstico? Teníase Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF - Presença de ovos ou proglotes da Taenia; Hemograma- normal ou com leve eosinofilia. G. Paciente masculino, 38 anos, agricultor, residente em área ribeirinha de zona rural do nordeste da Bahia, procura atendimento com queixas de desconforto abdominal há vários meses, episódios intermitentes de diarreia e fezes com traços de sangue. Refere também sensação de peso no quadrante superior direito e cansaço fácil. Ao exame físico: paciente AMONA ROCHA – 4°P eutrófico, hipocorado +/4, ictérico +/4, abdome globoso, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, baço palpável. Presença de circulação colateral abdominal. Qual possível diagnóstico? Esquitossomose Quais exames você deve solicitar? E o que espera encontrar alterado neles? EPF (método de Kato-Katz): Ovos de Schistosoma mansoni; Hemograma - Leucopenia, trombocitopenia (por hiperesplenismo), anemia discreta; US ABD - Espessamento da parede intestinal, hepatomegalia, esplenomegalia. 5. ABDOME AGUDO: EXAME FÍSICO: 1. INSPEÇÃO 2. AUSCULTA 3. PERCUSSÃO 4. PALPAÇÃO AMONA ROCHA – 4°P CASOS CLÍNICOS: A. Ana Paula, 40 anos, procura o pronto-socorro com dor abdominal intensa há cerca de 10 horas. Ela descreve a dor como localizada no epigástrio, em queimação, com irradiação para as costas. Refere náuseas e dois episódios de vômitos biliosos, sem alívio da dor. Menciona que o quadro começou após o consumo de alimentos gordurosos no dia anterior. Nega febre ou outros sintomas associados. AMONA ROCHA – 4°P B. Paciente masculino, 35 anos, deu entrada na emergência com dor abdominal intensa, iniciada no dia anterior, difusamente, evoluindo hoje com piora da dor, que está mais concentrada em fossa ilíaca direita, associado a febre a náusea. Explique ao paciente sua hipótese diagnóstica e duas manobras que fará ao examiná-lo para deixá-lo mais confortável ao exame. Uma das hipóteses que preciso investigar é uma apendicite aguda, que é uma inflamação do apêndice — uma pequena parte do intestino. Para confirmar essa suspeita, vou realizar alguns exames no seu abdômen, com o máximo de cuidado possível para não causar desconforto. Essas manobras me ajudam a saber se realmente o apêndice está inflamado. Opções: Manobra de Blumberg (sinal de descompressão brusca); Manobra dos psoas; Sinal de Rovising. Qual exame padrão ouro para diagnosticar apendicite? TC de abdome C. Paciente do sexo feminino, 45 anos, procura atendimento queixando-se de dores no lado direito do abdome, especialmente após ingestão de alimentos gordurosos. Relata que essa dor já acontece há cerca de três meses, geralmente em crises que duram algumas horas. Descreve a dor como cólica e forte, associada a náuseas e sensação de empachamento. Nega febre, vômitos ou icterícia no momento. Não possui histórico de cirurgias ou alergias, nem faz uso contínuo de medicamentos. Qual hipótese diagnóstica? Colescistitie, colelitíase ou colescistite litiásica Qual manobra poderá ser realizada na paciente? Agora irei realizar o Sinal de Murphy. Vou pedir que inspire profundamente enquanto eu pressiono suavemente a região subcostal direita, abaixo da margem costal, na área da vesícula. Se sentir dor forte e precisar parar de respirar por causa do desconforto, isso é um sinal importante chamado sinal de Murphy positivo, que pode indicar inflamação na vesícula biliar. 6. DIARREIA AGUDA AMONA ROCHA – 4°P AMONA ROCHA – 4°P CASOS CLÍNICOS: A. Um menino de 2 anos foi levado pela mãe ao posto de saúde devido a um quadro de diarreia líquida que iniciou há 1 dia, apresentando cerca de 3 evacuações nas últimas 24 horas. Não há vômitos, febre, e a criança mantém um apetite razoável e urina normalmente. Ao exame físico, o estado geral é bom, as mucosas estão hidratadas, os olhos normais e o turgor da pele preservado, sem alterações nos sinais vitais. • Qual possível diagnóstico? Diarreia aguda sem desidratação (provável viral). • E o plano de manejo? Plano de manejo (Plano A): prevenir a desidratação no domicílio. B. Um menino de 1 ano é trazido à emergência com diarreia intensa e vômitos frequentes há 2 dias, apresentando recusa total de líquidos e alimentos. Está prostrado, sonolento, com respiração rápida e pulso fraco. A mãe relata pouca urina e olhos muito fundos. No exame físico, as mucosas estão muito secas, olhos fundos e sem brilho, turgor de pele muito diminuído com demora ao pinçamento, pulso rápido e fraco, taquipneia acentuada e pressão arterial baixa. • Qual possível diagnóstico? Diarreia aguda com desidratação grave (em risco de choque). E o plano de manejo? Plano de manejo (Plano C): Iniciar reidratação endovenosa com soro fisiológico a 0,9% ou Ringer Lactato em estabelecimento de saúde/ hospital. AMONA ROCHA – 4°P C. Uma menina de 8 meses apresenta diarreia líquida há 3 dias, com 5 a 6 evacuações diárias, acompanhada de vômitos leves, recusa parcial da alimentação e irritabilidade. A mãe relata que os olhos da criança estão levemente fundos e que a urina diminuiu nas últimas horas. No exame físico, observa-se mucosas levemente secas, olhos discretamente fundos, turgor da pele diminuído, frequência cardíaca de 140 bpm e pressão arterial de 80/50 mmHg. • Qual possível diagnóstico? Diarreia aguda com desidratação leve a moderada. • E o plano de manejo? Plano de manejo (Plano B): Iniciar reidratação oral com solução de reidratação oral (SRO) em estabelecimento de saúde. 7. PRÉ- NATAL: EXAMES 1° TRI: EXAMES 2° TRI: EXAMES 3° TRI: VACINAS: SOROLOGIAS: • CMV IgM e IgG • Toxo IgM e IgG • Hepatite B e C • VDRL – Sífilis • HIV I e II • HTLV I e II • Chagas IgM e IgG LABORATORIAL: • Hemograma • Tipagem sanguínea e fator Rh (se -, faz Coombs indireto) • EAS/Urocultura • Glicemia em jejum • Eletroforese de hemoglobina • TSH e T4L •EPF* OUTROS: • Citopatológico • USG transvaginal OUTROS • TTOG 75 • Hemograma • EAS/Urocultura • Glicemia em jejum • Morfológica REPETE SOROLOGIAS; OUTROS: • SWAB vaginal (estreptococo) • Hemograma • EAS/Urocultura • USG Obstetríco AMONA ROCHA – 4°P SUPLEMENTAÇÃO MANOBRAS DE LEOPOLD: São 4 tempos, tem que saber o nome de cada um e o que está avaliando, e se PEDIR NO COMANDO PARA REALIZAR A MANOBRA, REALIZE APENAS AS QUE FORAM SOLICITADAS, exemplo, faça a 3° manobra/ tempo de leopold. 1° tempo – SITUAÇÃO, avalia o fundo do útero para saber se a situação é longitudinal, transversa ou oblíqua 2° tempo – POSIÇÃO, avalia qual a posição do feto, se está com o dorso para direita ou para AMONA ROCHA – 4°P esquerda, lembrando que você vai levar em consideração o lado da mãe. Ex: se o dorso do bebê está a direita do abdômen materno, a posição fetal é descrita como direita. 3° tempo – APRESENTAÇÃO, avalia se a apresentação é cefálica, pélvica ou córmica. 4° tempo – ALTURA, se já está encaixado na pelve, ou não... Esse 4° tempo é mais utilizado durante o trabalho de parto, as anteriores são feitas durante o pré-natal. Como verbalizar? Bom dia. Meu nome... estudante de medicina. Vou realizar uma palpação abdominal chamada Manobras de Leopold para avaliar a posição do bebê. A paciente está em decúbito dorsal e exposta do abdome até a sínfise púbica 1ª Manobra – Fundo uterino: Coloco minhas mãos sobre o fundo do útero para identificar qual parte fetal está nessa região. Se os membros inferiores, se o bumbum ou a cabeça. Se estrutura mais mole, irregular e menos definida: bumbum Se estrutura dura, arredondada, regular e móvel: cabeça 2º manobra: palpação lateral Palpo lateralmente o útero com ambas as mãos para identificar o dorso do feto, que será caracterizado por uma estrutura longa, lisa e resistente. Verbalizar qual lado esta o dorso, à direita ou à esquerda da mãe. 3ª manobra: Com a mão dominante, pressiono acima da sínfise púbica para identificar a parte fetal que está apresentando na pelve materna. Se sinto uma estrutura dura, regular, arredondada e pouco móvel significa que a cabeça do feto está em apresentação cefálica. AMONA ROCHA – 4°P 4ª manobra: Com ambas as mãos, desloco os dedos para o segmento inferior do útero e tento ‘encaixar’ a parte fetal entre eles. O objetivo é avaliar que o feto já está insinuado na pelve materna. CASO CLÍNICO: A. Gabriela, 30 anos, retorna para consulta pré-natal de rotina no 2º trimestre. Sua última menstruação foi no dia 26/01/2025. Refere que realizou alguns exames no início da gestação, mas quer saber quais exames ainda precisa fazer. Relata que não tem comorbidades, mas tem histórico familiar de diabetes mellitus. Durante a consulta, pergunta sobre o exame de glicemia e as vacinas necessárias durante a gestação. IG: 17 sem e 3 dias. Quais os exames e/ ou sorologias devem ser solicitadas à gestante? CMV IgM e IgG, Toxo IgM e IgG, Hepatite B e C, VDRL – Sífilis, HIV I e II, HTLV I e II, Chagas IgM e IgG, Hemograma Tipagem sanguínea e fator Rh (se -, faz Coombs indireto), EAS/Urocultura, Glicemia em jejum, Eletroforese de hemoglobina, TSH e T4L, EPF* Como será o sua indicação vacinal? Hepatite B (3 doses), covid 19, influenza e dT. Quais indicações para suplementação? Àcido fólico (desde 2 meses antes da gravidez até 12ª semana; sulfato ferroso (durante toda a gestação até 3 meses após o parto) e cálcio da 16ª ate 36ª semana 8. PUBERDADE: AMONA ROCHA – 4°P CASO CLÍNICO: A. Luísa, 12 anos, vem acompanhada pela mãe na consulta pediátrica. A mãe relata que a filha começou a notar crescimento das mamas há cerca de um ano. Recentemente, Luísa começou a menstruar e relata aparecimento de pelos na região axilar e pubiana Qual a classificação e as características de acordo com os Critérios de Tanner? Mamas no estágio 4 - Mama com aumento do volume e projeção da aréola, formando uma "dupla contorno; AMONA ROCHA – 4°P Pelos pubianos no estágio 4 - Pelos pubianos mais densos, encaracolados e cobrindo uma área maior, mas ainda limitada pela região pubiana. B. João, 13 anos, vem à consulta pediátrica acompanhado do pai, que está preocupado com as mudanças físicas recentes do filho. João relata que há cerca de 1 ano notou um aumento no volume dos testítulos e mudança na coloração da bolsa escrotal. Nos últimos meses, percebeu crescimento do pênis, especialmente em comprimento, e surgimento de pelos pubianos escuros e mais grossos na base do pênis. Também refere início de suor com odor mais forte e surgimento de pelos axilares. Qual a classificação e as características de acordo com os Critérios de Tanner? Genitália no estágio 3 – Pênis com crescimento, principalmente em comprimento, e aumento dos testículos e do escroto. A pele escrotal torna-se mais pigmentada. Pelos pubianos no estágio 3 – Maior quantidade de pelos, mais grossos, escuros e encaracolados, localizados principalmente sobre a sínfise púbica. 9. ICTERÍCIA NEONATAL CASO CLÍNICO: AMONA ROCHA – 4°P A. RN, feminina, 48h de vida, acompanhado da mãe, que refere que sua filha está ‘muito amarela’ e a urina está muito escura. Ao examinar a criança, você percebe que ela está em bom estado geral, ativo, reativo, corado, hidratado, acianótico, apresentando icterícia da face até a região umbilical. Ao dosar a bilirrubina veio com o valor de 9,0mg/dl. Qual a zona de Kramer o RN apresenta? Zona 2 de Kramer Qual a sua orientação para a mãe? Reforçar sobre o AME e orientar retorno em 24h para reavaliação clínica