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Correntes Artísticas e seus Discursos Críticos
A arte, em sua trajetória, tem acompanhado as transformações sociais, políticas, culturais e filosóficas da
humanidade. 
Cada corrente artística reflete e, ao mesmo tempo, questiona o contexto em que surgiu, propondo novas
formas de ver e interpretar o mundo.
1. Renascimento
Surge entre os séculos XIV e XVI, valorizando o ser humano, a razão e os conhecimentos da Antiguidade
Clássica. 
O discurso crítico rompe com o teocentrismo medieval e propõe o antropocentrismo, promovendo o
progresso por meio da ciência e da arte.
2. Barroco
No século XVII, o Barroco reflete os conflitos entre fé e razão, espiritualidade e materialidade. 
Sua arte é dramática e ornamentada, expressando as contradições da época da Contrarreforma.
Criticamente, aborda a dualidade humana e a instabilidade moral.
3. Neoclassicismo
Inspirado na arte greco-romana, o Neoclassicismo do século XVIII valoriza a razão, o equilíbrio e a moral. 
Alinha-se aos ideais iluministas e critica os excessos do Barroco e Rococó, propondo uma arte racional e
educativa.
4. Romantismo
Reação ao racionalismo, o Romantismo do século XIX exalta a emoção, a liberdade, a imaginação e o
nacionalismo. 
Seu discurso crítico denuncia injustiças sociais e valoriza a individualidade e a expressão pessoal, em
oposição à padronização da sociedade industrial.
5. Realismo e Naturalismo
Ambas as correntes propõem uma representação fiel da realidade. 
O Realismo critica a hipocrisia da burguesia e retrata questões sociais; o Naturalismo aprofunda essa crítica
com base no determinismo, explorando a influência do meio e da hereditariedade no comportamento
humano.
6. Impressionismo
No final do século XIX, o Impressionismo propõe uma nova maneira de captar a luz, o tempo e a sensação
visual. 
Critica a rigidez acadêmica e valoriza a percepção subjetiva do artista diante da natureza e do cotidiano.
7. Vanguardas Modernistas
No início do século XX, movimentos como Cubismo, Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo rompem
radicalmente com a tradição. 
Seus discursos são revolucionários, antirracionalistas, antimilitaristas e experimentais, questionando as
normas sociais, políticas e estéticas.
8. Modernismo no Brasil
Com destaque na Semana de Arte Moderna de 1922, o Modernismo brasileiro busca uma identidade
nacional autêntica. 
Critica o academicismo europeu e valoriza a cultura popular, indígena e africana como base da brasilidade.
9. Arte Contemporânea
A partir da segunda metade do século XX, a arte contemporânea se caracteriza pela pluralidade de
linguagens, suportes e temas. 
Questiona o próprio conceito de arte, os sistemas de poder, a cultura de massa, o consumo, as
desigualdades e os estereótipos sociais. 
É uma arte provocadora, muitas vezes participativa e engajada.

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