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REIKI E IMPOSIÇÃO DE MÃOS AULA 5 Profª Giani Rúbia de Aviz 2 CONVERSA INICIAL Imposição de mãos Aprofundamos nossos conhecimentos no Método Reiki ao ponto de sairmos prontos para a iniciação em Nível 1. A partir desta aula, vamos apresentar mais informações sobre a imposição de mãos de forma geral, utilizada em diversas culturas para promoção do bem-estar e saúde. Essa prática é aplicada de diferentes maneiras nas mais variadas culturas e recebe vários nomes. Você encontrará conceitos e o entendimento de como essa prática de imposição de mãos faz parte da cultura, seja ela religiosa ou não, e de tratamento em diversos movimentos e momentos da humanidade. Esta é uma técnica milenar, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e incorporada pelo Ministério da Saúde do Brasil como prática integrativa e complementar à saúde por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em 2018. TEMA 1 – O QUE É IMPOSIÇÃO DE MÃOS 1.1 Qual o conceito Publicado o conceito sobre o que é imposição de mãos, estabelecido pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria n. 702, de 21 de março de 2018, imposição de mãos é uma: “prática terapêutica secular que implica no esforço meditativo para a transferência de energia vital (Qi, prana) por meio das mãos com o intuito de reestabelecer o equilíbrio do campo energético humano auxiliando no processo saúde-doença” (Brasil, 2018) A interação energética é vista como benéfica para aquele que a recebe, contanto que a intensão do agente que irá executar essa transferência seja positiva e intencional à cura. Não há interação medicamentosa, ou qualquer uso de outro recurso adicional para a aplicação dessa técnica, apenas as mãos e a intencionalidade do agente. Essa transferência de fluxo energético se utiliza da máxima que todos os seres vivos são sustentados por uma energia universal que os envolve e que, por meio desse campo energético, é possível transferir energias para realizar a cura. 3 Esse inter-relacionamento energético nos coloca em uma posição de constante troca entre todos e tudo o que está ao nosso redor e é por meio deste campo que, de forma intencional, o terapeuta transfere essa energia universal a fim de promover o bem-estar e a saúde do paciente. A denominação de imposição de mãos se dá pela forma como a técnica é aplicada: a postura na qual o agente de cura realiza a transferência do fluxo energético ao receptor. O terapeuta frente ao paciente, posicionando as mãos próximo ou sobre o corpo (ou parte do corpo, em geral a cabeça) da pessoa que receberá este fluxo energético. É importante registrar aqui que o ensino da técnica de imposição de mãos nos Estados Unidos recebe o nome de Toque Terapêutico (T.T.). Essa prática leva em consideração a interação entre corpo, mente e meio externo. Vamos falar sobre essa técnica futuramente. 1.1.1 Energia essencial ou universal São conhecidas inúmeras formas de nomenclatura para a energia essencial ou universal. Esse conceito está inserido em diversas práticas médicas antigas e em diferentes culturas. A história, cultura e crença da Índia, que data mais de 5.000 anos, denomina a energia universal como Prana: energia que constitui e origina toda a vida e que se move por tudo o que é vivo. Na China, antes mesmo da existência de Cristo, essa energia era reconhecida e denomina como Qi (ch’i), energia que flui em toda matéria, animada ou inanimada. Ela ainda possui polaridades (yin e yang, positiva ou negativa), em que o desequilíbrio dessas polaridades e alterações no fluxo energético são a fonte das doenças. A Cabala, teosofia judaica, refere-se a essa energia como a luz astral. Nas escrituras cristãs existem várias referências de campos de luz circundando as pessoas e seres espirituais como Jesus. Podemos associar à aura humana, já vista nas aulas anteriores. Outros ensinamentos budistas, tibetanos, védicos também relatam a respeito da energia universal, energia vital em suas culturas e crenças. Enumeram-se 97 culturas diferentes que, de alguma forma, descrevem sobre a energia universal ou vital ou essencial, como aponta Brennan (2018). Em todas as culturas, reconhece-se como estado de saúde o equilíbrio e a fluidez dessa energia ou campo. E que todos os estados de doença são 4 consequências de desequilíbrios desta: seja falta, excesso, densidade ou bloqueio. Reconhece-se que o campo de energia humano é a manifestação da energia universal no homem. É a partir da energia universal que podemos observar um campo luminoso ao redor de cada indivíduo, no qual chama-se aura. Ou seja, somos envoltos por um campo emissor e receptor de energia, com características próprias e que também faz parte de um campo de energia maior, denominada energia universal. Cada corpo é composto por uma energia que emite radiações, medidas em frequência e que estão todos conectados a essa energia vital universal coletiva. 1.1.2 Registros científicos sobre a energia universal Os registros científicos relacionados à energia universal no corpo humano são encontrados na literatura ocidental por volta de 500 a.C. Tais registros já traziam informações de uma energia, percebida como campo luminoso, tinha efeitos diretos no corpo humano e se relacionava também com a parte curativa de doenças. Segundo Brennan (2019, p. 63), estudos sobre energia universal foram observados por Mesmer e Helmont, no século XIX, sendo Mesmer o fundador do mesmerismo, que depois viria a ser o hipnotismo. Esses estudos confirmam que seres inanimados e animados são carregados por um fluído e que podem exercer influência uns sobre os outros, inclusive à distância: trazendo a semelhança ao campo eletromagnético conhecido. No século XX, médicos registraram estudos trazendo informações sobre camadas de energia no corpo humano, associando o brilho ou a escuridão nessas camadas para sinalizar equilíbrio ou doença. Por volta de 1900, dois médicos desenvolveram instrumentos capazes de detectar as radiações dos tecidos vivos. Um desses médicos, Dr. George de La Warr, veio a desenvolver o que hoje conhecemos como Radiônica, no qual é possível detectar, diagnosticar e curar por meio do campo de energia humano, até a distância. Foi a partir de 1900 que mais médicos tiveram interesse em estudar e registrar efeitos da energia universal sobre o campo de energia humana. Em 1911, os primeiros registros das cores que constituem o campo foram trazidos pelo Dr. Willian Kilner. 5 Em todo o seu conjunto histórico de médicos que desenvolveram durante anos experimentos e comprovações da existência de uma energia ligada ao corpo humano e que essa energia se relaciona diretamente com as questões de saúde, equilíbrio e perfeito funcionamento do corpo humano, Brennan (2018) destaca os estudos da Dra. Dora Kunz. Ela relacionou o funcionamento dos órgãos internos do corpo humano como um campo energético de troca constante de fluxo energético: o ritmo com que as trocas internas acontecem cria um campo harmônico de funcionamento de todos os órgãos e sistemas do corpo, formando, assim, um campo energético saudável e interno. As trocas internas, das diferentes interações energéticas dos sistemas, criam um ritmo único natural para cada organismo. Por sua vez, esse campo interno está diretamente relacionado ao campo vital que envolve cada pessoa. As doenças e qualquer interferência nesse ritmo natural é a modificação, o desequilíbrio no ritmo de transferência energética interna. Um dos marcos para a ciência e o uso da energia para cura além da medicina tradicional veio por meio da utilização do raio X para realizar diagnóstico. Segundo Gerber (2007, p. 75), o raio X permitiu a evolução dos conhecimentos sobre as consequências das radiações eletromagnéticas no corpo humano,indo além dos estudos das reações químicas e físicas até aquele momento. Essa possibilidade de observar a interação de forças eletromagnéticas atuantes no organismo expandiu a consciência para o estudo das frequências direcionadas e suas consequências. A evolução da utilização do raio X para diagnóstico e tratamento pode ser observado por meio da radiologia terapêutica ou radioterapia. Processo terapêutico que utiliza do raio X para combater o aumento células cancerígenas no corpo. Também é utilizada por tratamentos de quimioterapia. Chegamos até aqui com a certeza de que o estudo das frequências e seus efeitos vieram ganhando cada vez mais espaço nos meios científicos, permitindo assim comprovações ainda mais claras sobre a importância de mantermos a nossa frequência em padrões vibratórios altos e estáveis se quisermos manter a nossa saúde. 6 TEMA 2 – IMPOSIÇÃO DE MÃOS NA HISTÓRIA Desde muito tempo, as mãos são instrumento de cura, sem qualquer nomenclatura definida, a imposição de mãos é sabedoria latente em todo o ser humano. Muitos já se fizeram valer do movimento de fricção das mãos e do toque para acalmar as dores de outros: mães, avós, curandeiros são apenas alguns exemplos conhecidos. Uma das primeiras imposições de mãos que recebemos na vida talvez venha dos nossos pais ao nascermos. A Bíblia apresenta passagens relatando o uso da imposição de mãos como prática religiosa. O Novo Testamento traz o seguinte texto: “Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava. Impondo as mãos sobre cada um” (Bíblia, Lucas, 4,40). Até hoje encontramos cerimônias religiosas em que o toque sobre a cabeça é o momento de oração e recebimento de uma benção. Essas técnicas são contempladas na Índia, Egito, Grécia. O toque terapêutico aparece no Papiro de Ebers, considerado o tratado médico mais antigo e relevante da história, encontrado por volta de 1500 a.C. no Egito (Gerber, 2007). Dando um salto na história, nos anos 1970, a enfermeira e professora da Universidade de Nova York Dolores Krieger começou a acompanhar um estudo sobre os efeitos das plantas que recebiam água tratada por curandeiros. Dolores Krieger é conhecida pela história da imposição de mãos, pela sua participação, documentação e disseminação da técnica de imposição de mãos por diversos hospitais e centro de tratamento do Estados Unidos. Escreveu livros e deixou seu legado quando comprovou que a cura através da imposição de mãos pode ser ensinada e trazer o mesmo efeito, sem que a pessoa nasça com algum dom sobrenatural. Mais uma vez vamos ao encontro da utilização do campo eletromagnético que envolve a todas as pessoas como ferramenta de transferência de energias, capazes de promover a cura e o bem-estar, quando utilizado de forma intencional. 2.1 Estudos científicos: Dolores Krieger Como exemplo de imposição de mãos, vamos aprofundar na história de Dolores Krieger com o Toque Terapêutico, que começou com os estudos sobre os efeitos sobre as plantas que recebiam água tratada por curandeiros. 7 Dolores sabia que as moléculas de clorofila das plantas e as de hemoglobina dos humanos possuem semelhanças estruturais e decidiu experimentar nos indivíduos os efeitos dos curandeiros nas pessoas. Gerber (2007) traz com detalhes a forma como Dolores conduziu o estudo dos efeitos dos curandeiros em pessoas em 1971. O primeiro estudo aconteceu com um grupo de pessoas com diversas doenças, que foram divididos em dois grupos semelhantes em idade e sexo. Em 1973, um estudo ainda maior foi conduzido por Dolores, onde foram obtidos os mesmos resultados do estudo anterior. Os níveis de hemoglobina apresentaram elevação significativa no grupo que recebeu a cura por imposição de mãos pelo curandeiro. Curandeiro este que também fez parte dos estudos envolvendo o efeito nas plantas com a água energizada pelas mãos dos curandeiros. Os estudos relatam que pacientes com câncer que se submetem a tratamentos que comprometem à medula óssea apresentaram o aumento dos níveis de hemoglobina no sague; um grande contraponto ao tratamento convencional. Um feito que confirmaria as modificações bioenergéticas que acontecem nas pessoas que receberam a imposição de mãos como tratamento. A melhora dos sintomas de doenças e até o desaparecimento por completo após o recebimento do toque terapêutico foi constatada. Com todas as constatações, Dolores Krieger inclinou-se a aprender sobre as técnicas curativas, a fim de descobrir se ela mesma poderia produzir tais resultados. Se outras pessoas sem os dons curativos de nascença poderiam produzir tais efeitos por meio da imposição de mãos. A clarividente que participou do primeiro estudo de Krieger, Dora Kunz, ensinou à Dolores e a outras pessoas interessadas sobre como observar as interações energéticas e os bloqueios no campo da aura das pessoas. Desta forma, como corrigi-los. Depois de aprendido e constatado que era possível obter resultados, essa cura promovida através das mãos foi ensinada por Dolores a outros profissionais de saúde, primeiramente para os seus alunos do curso de enfermagem, no qual dava aula. Reuniu informações de todas as áreas para explicar a forma de interação das energias e a interação terapêutica promovida pelo toque. Esse compilado de informações e ensinamentos, Dolores decidiu chamar de Toque Terapêutico (T.T). 8 O Toque Terapêutico passou a ser ministrado no Mestrado em que Dolores lecionava e, posteriormente, outras escolas médicas incluíram essa disciplina em suas grades curriculares. Hoje, nos Estados Unidos, existe a reconhecida Associação Internacional do Toque Terapêutico (Therapeutic Touch International Association – TTIA); fundada em 1977 pela própria Dolores Krieger. Uma organização que forma os interessados em Toque Terapêutico e que também disponibiliza referências, uma lista de profissionais credenciados, publicações a respeito dos temas e com diferentes assuntos envolvendo o Toque Terapêutico. 2.2 Outro estudo relacionado às plantas Um dos estudos que não poderia deixar de ser citado aconteceu no Canadá, mais precisamente em Montreal, pelo Dr. Bernard Grad. Esse estudo foi apresentado por Gerber (2007), em seu livro Medicina Vibracional. Grad usou o estudo em ratos e plantas para identificar o efeito da imposição de mãos na cicatrização de ferimentos (nos ratos) e o crescimento das plantas. Esses experimentos estavam relacionados à sugestão da fé como efeito no processo de cura por imposição de mãos. Sobre os ratos, Grad acompanhou a cicatrização dos submetidos à cirurgia. Ao final, foi constatado que o tamanho da ferida era muito menor ou inexistente comparado aos outros dois grupos de ratos que não haviam recebido o tratamento. O processo de cicatrização foi significativamente mais rápido nos ratos que tiveram tratamento realizado pelo curandeiro. Vale ressaltar aqui que o tratamento foi realizado sem o contato físico direto e os ratos foram tratados em grupos. Outro estudo realizado por Grad utilizou água tratada e não tratada por um curandeiro para irrigar dois grupos de sementes diferentes. A água tratada havia ficado em contato com o curandeiro por 15 minutos. As sementes irrigadas por águas distintas foram acompanhadas em seu crescimento e, ao fim de 40 horas, foi comparado o percentual de germinação, altura e quantidade de clorofila. Os resultados foram que as sementes que tiveram a exposição à água tratada geraram plantas mais altas e maior número de germinação. Além de apresentar um maior número de clorofila na sua composição. 9 Com esse experimento, ficou comprovado que os efeitos curativos podem ser transmitidos aos seres vivos, sem a necessidade do contato direto com a energia curativa. Existe, sim, efeito curativo através da exposição de energia armazenada etransmitida por outros meios, diferentes das mãos e que mantém o poder de cura latente. Outro estudo, citado por Gerber (2007), também com plantas, que não deve deixar de ser apresentado é o do Dr. Robert Miller e as energias curativas de dois curandeiros, os Worrall. Esse estudo consistiu na observação e acompanhamento do crescimento da planta que receberia a intencionalidade de pensamento dos curandeiros em um determinado horário e que eles estariam a quase mil quilômetros de distância das plantas. Às nove horas da noite, os Worral deveriam pensar de forma intencional nas plantas que o Dr. Miller havia preparado em seu laboratório. O resultado foi que, no exato horário do centramento de pensamento dos curandeiros nas plantas, foi medido um crescimento maior de 840% naquele período. Marca alcançada somente no horário em que os pensamentos dos curandeiros foram direcionados às plantas. Esses estudos trouxeram ainda mais certeza sobre o processo de alteração energética à distância; o que não necessariamente se parece com a energia eletromagnética. Essa energia sutil não perde a sua intensidade ou efeito ao se distanciar da fonte. Além de comprovar que não existe tempo ou espaço para que a energia atue. 2.3 No Brasil Também conhecido como Método Krieger-Kunz de Toque Terapêutico, começou a ser aplica no Brasil por volta dos anos 1980. Nos anos 1990, começaram a ser apresentados estudos brasileiros sobre o uso do Toque Terapêutico como tratamento complementar a pacientes em tratamento de dor crônica e tratamento oncológico. O Conselho Federal de Enfermagem no Brasil, pela resolução n. 0581/2018, traz o Toque Terapêutico como uma das especialidades de pós- graduação que o enfermeiro pode ser reconhecido, junto com outras práticas integrativas e complementares e disciplinas voltadas à saúde e à atenção básica. 10 TEMA 3 – A TÉCNICA E AS PERCEPÇÕES Para que alguém realize a prática de imposição de mãos, há um treinamento para entendimento e equilíbrio do campo universal desse futuro praticante. Esse entendimento e consciência do funcionamento da dinâmica e interação do campo é base de ensinado ao praticante para depois aprender como dirigir a energia vital para um paciente para a promoção da cura. A energia utilizada pela técnica é a do campo de energia universal, ficando o praticante como canal consciente da manipulação dessa energia. Nesta posição, aquele que aprendeu a harmonizar a própria energia e a interagir de forma consciente com a energia universal se coloca como canal de energia vital ao paciente; a fim de reestabelecer o fluxo energético em desequilíbrio, fonte de dores e doenças. Sabemos que o campo energético ultrapassa o limite físico dos seres e, relembrado isso, em uma sessão energética, acontece a interação consciente dos campos receptor e praticante, não apresentando a necessidade de toque entre si e nos remete ao nome imposição de mãos. O Toque Terapêutico nasceu de estudos científicos que comprovaram a seu resultado desde o início. Uma técnica aprendida e ensinada desde então para o reestabelecimento do equilíbrio e da harmonização do campo eletromagnético dos seres humanos. Técnica esta utilizada em diversos meios tradicionais da medicina e que principalmente ganhou força por meio da aplicação pela área de enfermagem. 3.1 Indicação Não existe uma doença específica em que o Toque Terapêutico e outras técnicas de imposição de mãos seja a única alternativa de complementar o tratamento tradicional. Cabe aqui ao enfermeiro ou médico a indicação de uma terapia complementar ao tratamento convencional, indiferentemente da patologia (mental, emocional ou física). O equilíbrio do campo eletromagnético da pessoa é a principal ferramenta de condução a novos níveis de saúde. Essa interferência direcionada para a o reequilíbrio proporciona ao receptor a recuperação da energia vital natural, promovendo a autocura. 11 Servem para harmonizar sentimentos e pensamentos negativos, aumentar a consciência sobre desequilíbrios, cuidado integral e empatia. Não possui contraindicação ou restrição quanto a idade para o recebimento por ser um método não invasivo. 3.2 Efeitos do Toque Terapêutico Assim como outras terapias energéticas, o Toque Terapêutico apresenta como efeitos: relaxamento da musculatura; calma; diminuição dos efeitos colaterais de tratamentos quimioterápicos (vômito, náuseas, diarreia, entre outros); diminuição dos sintomas de estresse e ansiedade; melhora na qualidade do sono; redução de níveis de dor. A Associação Internacional do Toque Terapêutico (TTIA) lista como resultados a melhora nos sistemas de respostas neurais, assim como a melhor no sistema de cicatrização e defesa celular. O efeito analgésico e calmante, a redução do estresse e o já mencionado relaxamento muscular. Todos os efeitos citados pela TTIA possuem evidência científica, pois a técnica é estudada e medida por mais de 80 universidades e centros ligados à pesquisa em mais de 90 países. Mais estudos e comprovações científicas realizadas em todo o mundo podem ser encontrados na biblioteca disponibilizada pela Associação Internacional do Toque Terapêutico (TTIA). 3.3 A técnica do Toque Terapêutico Muito similar ao Método Reiki, resumidamente, os passos da técnica do Toque Terapêutico são quatro: concentração; diagnóstico do campo energético; modulação e balanceamento do energético; e, por último, a avaliação. Como primeiro passo, de forma consciente, a pessoa que fará a aplicação do toque terapêutico centra-se nas percepções sensoriais das mãos para a sensibilização do campo energético do receptor. O segundo passo é literalmente a percepção do campo magnético da pessoa, a fim de identificar onde estão os desequilíbrios e níveis de desarmonia no corpo dela. Como passo seguinte, o terceiro movimento, em que acontecem a modulação e o balanceamento do campo energético; é onde acontece diretamente o tratamento, reequilibrando as áreas, descongestionando. E, por 12 último, a avaliação do processo recém finalizado (reequilíbrio), para validar se ainda existem pontos a serem trabalhados. Os desequilíbrios existentes no corpo eletromagnético do receptor são harmonizados através do uso consciente das mãos. O Toque Terapêutico atua em diversos sintomas físicos, emocionais e mentais, como dores generalizadas, ansiedade, mal-estar, fadiga, dores de cabeça, cansaço, depressão, alterações do sono, concentração, memória. Como já apresentado desde o início dos estudos de Dolores, essa técnica atua a nível celular, ajustando e equilibrando a níveis moleculares o fluxo de energia desde a menor parte da composição do ser humano, até os macrossistemas formados por essas células. TEMA 4 – IMPOSIÇÃO DE MÃOS NA POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS COMPLEMENTARES Em março de 2018, o Ministério da Saúde adicionou à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares a técnica de imposição de mãos na oferta de práticas terapêuticas oferecidas na rede de saúde do SUS, como abordagem de cuidado, saúde e bem-estar. Junto a essa prática, outras 13 técnicas foram adicionadas, ofertando e reconhecendo no total 29 práticas complementares para a assistência, cuidado e integralidade aos tratamentos de saúde convencionais. A regulação de toda a Política de Práticas Integrativas e Complementares acontece dentro da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), do Ministério da Saúde. As práticas integrativas são vistas como recursos terapêuticos que buscam prevenir as doenças e auxiliar na recuperação da saúde, utilizando recursos, como a escuta acolhedora, o vínculo terapêutico e a integração da pessoa com a sociedade, como fonte de bem-estar e saúde primária. Essa atenção primária, promovendo principalmente o autocuidado, vai ao encontro da ampliação das abordagens saúde/doençaconsiderando o cuidado humano de forma integral. Observando o indivíduo como um todo, na sua saúde física, emocional, psíquica e social. Como já vimos anteriormente, o Toque Terapêutico é uma prática de imposição de mãos. Reconhecida pelo SUS por meio da Política Nacional de 13 Práticas Integrativas e Complementares, é utilizada nos tratamentos brasileiros de forma gratuita e complementar aos tratamentos da medicina tradicional. Nas formações de Terapeutas Naturalistas e Terapeutas Holísticos, também são apresentadas disciplinas que envolvem o toque terapêutico e outras técnicas de imposição de mãos. Novamente, nenhuma interferência médica é realizada pelo terapeuta integrativo ou holístico ou natural ou naturalista. Cabe somente ao médico a prescrição ou retirada de medicamentos, além de toda a legislação que discerne o que cabe ao médico e aos outros profissionais. TEMA 5 – INTERFERÊNCIAS NO CAMPO ELETROMAGNÉTICO HUMANO Com as percepções sobre a importância do campo eletromagnético humano, cabe a nós observarmos alguns dos maiores agentes causadores de desequilíbrios dessas energias que nos cercam. 5.1 Os relacionamentos energéticos O ser humano é um ser social e a sua interação com o meio ambiente, com outras pessoas e suas experiências externas moldam o seu modo de pensar, sentir, experenciar, interpretar e processar os acontecimentos. Considerando dimensões que vão além do biológico-físico, Gerber (2007, p. 345) traz um modelo holográfico que demonstra a dinâmica das constantes trocas energéticas e influências dos padrões vibratórios na energia do corpo humano. Esse ser multidimensional que resulta em corpo físico e bioenergia. A capacidade de compreensão desse relacionamento energético nos tratamentos de doenças, por parte dos pacientes, seria um avanço de consciência sobre a predisposição as doenças, que normalmente são geradas internamente e não por meios externos. O bem-estar e a saúde são o perfeito funcionamento desse relacionamento constante entre os processos internos, refletindo em sensações, pensamentos, atitudes e uma consciência aumentada sobre possíveis interferências desta dinâmica. Os fatores psicológicos e as doenças físicas passariam a ser acompanhadas em conjunto e levadas em consideração em todo processo terapêutico de tratamento. 14 Um dos fatores de maior interferência energética é o estresse, que, em excesso, é a origem das disfunções dos sistemas do corpo. E a forma como lidar com esse estresse gerado passaria a ser a estratégia mais assertiva para lidar com as disfunções consequentes e prevenção. Lembrando que existem vários níveis de estresse, levando em consideração o ser integral: o estresse psicológico, o fisiológico, da condição climática, ambiente de trabalho, nutricional, ambiental e até energético. As considerações sobre cada tipo de estresse podem ser aprofundadas em outro momento, porém, cabe a nós o reconhecimento dessas interferências diante desse complexo sistema de energias, que é o corpo humano. NA PRÁTICA Em nossas vidas, passamos por diversas situações nas quais recebemos uma energia positiva canalizada. Os momentos de bençãos nas celebrações religiosas, o bem-dizer de nossos avós e pais em momentos marcantes, passes espíritas e benzedeiras. Em algum momento, já estivemos em contato com alguma técnica milenar de imposição de mãos. As mais diversas publicações existentes a respeito do Toque Terapêutico, desde a sua comprovação científica inicial realizada por Dolores Krieger até as publicações seguintes disponibilizadas através do portal da TTIA, nos fazem perceber o quanto somos agentes de cura e doença. Entramos no campo da autorresponsabilidade por aquilo que geramos internamente através dos nossos sentimentos, pensamentos e ações. Nosso campo eletromagnético, aquele campo que nos cerca, também chamado de aura, nos faz seres que recebem interferências ao mesmo tempo em que interferimos nas energias de outras pessoas. Estamos predispostos às doenças, quando geramos desequilíbrios para este corpo (de forma consciente ou não geramos estresse), ou produzimos a saúde, quando cuidamos da nossa própria energia. Vimos que é possível transmitir essa energia mesmo à distância, sem que os efeitos se percam, assim como foi comprovada a não necessidade de dons nascidos para aprender as técnicas de imposição de mãos. Trazendo o conceito de saúde da Organização Mundial de saúde, que fala que a esta não se trata somente da ausência de enfermidade, mas, sim, de um 15 estado integral de cuidado mental, físico e social, partimos para as práticas integrativas como fonte de um cuidado integral multidimensional do ser humano. Praticar atividades físicas, alimentação equilibrada, exposição a energias elevadas são sim práticas a serem inclusas no dia a dia para a manutenção do campo que nos cerca. FINALIZANDO Vimos uma das práticas integrativas mais antigas e reconhecidas pelo SUS: a imposição de mãos. Conhecimentos milenares, hoje explicados e respaldados pela ciência, com possibilidade de serem ensinados e sem a necessidade de dons extrassensoriais (como dos antigos curandeiros). Estudamos até aqui a técnica do Reiki, apresentada de forma extensa, e trouxemos também as comprovações e estudos científicos do Toque Terapêutico como forma de interferência do campo eletromagnético humano, capaz de produzir processos de modulação intencional das energias que fazem parte do ser integral. Essas duas técnicas, que podem ser ensinadas, são ferramentas de cura comprovadas. Mas não podemos esquecer do poder natural do nosso próprio campo eletromagnético e na interferência dos campos de outras pessoas. Quais as situações que criamos, nos colocamos de forma consciente e inconsciente? Produzimos força eletromagnética através da nossa oração, dos nossos sentimentos e pensamentos. Podemos produzir energia a nosso favor e a favor do outro, esse é o grande poder invisível que carregamos. O ser integral não precisa ser acompanhado somente por médicos, enfermeiros, terapeutas, acupunturistas, a integralidade como conhecimento e aplicação diária do autocuidado é, sim, uma prática que garante a promoção da saúde e bem-estar natural que pode ser aplicado intencionalmente de forma individual. Mantendo nosso estado de saúde e diminuindo nossa exposição às doenças ou desequilíbrios. 16 REFERÊNCIAS BÍBLIA. Lucas. Português. Tradução de José Simão. São Paulo: Sociedade Bíblica de Aparecida, 2008. p. 202-203. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 702, de 21 de março de 2018. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 702, de 21 de março de 2018. Brasília, 2018. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária do SUS. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Brasília, 2017. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária do SUS. Manual de Implantação de Serviços de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Brasília, 2018. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (CONFEN). Resolução Cofen n. 581, de julho de 2018. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. BRENNAN, B. A. Mãos de luz: um guia para a cura através do campo de energia humano. Tradução de Octavio Mendes Cajado. 22. ed. São Paulo: Pensamento, 2018.GERBER, R. Medicina vibracional: uma medicina para o futuro. Tradução de Paulo Cesar de Oliveira. São Paulo: Cultrix, 2007. MESSIAS, N. Toque Terapêutico: uma novidade chega ao Brasil. Revista Nursing, São Paulo, v. 21, n. 236, p. 2010-2012, jan. 2018. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. 17 THERAPEUTIC Touch International Association. About us. Delmar, NY. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021. _____. TT Brazil. Delmar, NY. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2021.