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REIKI E IMPOSIÇÃO DE MÃOS 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Giani Rúbia de Aviz 
 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Imposição de mãos 
Aprofundamos nossos conhecimentos no Método Reiki ao ponto de 
sairmos prontos para a iniciação em Nível 1. A partir desta aula, vamos 
apresentar mais informações sobre a imposição de mãos de forma geral, 
utilizada em diversas culturas para promoção do bem-estar e saúde. 
Essa prática é aplicada de diferentes maneiras nas mais variadas culturas 
e recebe vários nomes. Você encontrará conceitos e o entendimento de como 
essa prática de imposição de mãos faz parte da cultura, seja ela religiosa ou não, 
e de tratamento em diversos movimentos e momentos da humanidade. 
Esta é uma técnica milenar, reconhecida pela Organização Mundial de 
Saúde (OMS) e incorporada pelo Ministério da Saúde do Brasil como prática 
integrativa e complementar à saúde por meio da Política Nacional de Práticas 
Integrativas e Complementares (PNPIC), em 2018. 
TEMA 1 – O QUE É IMPOSIÇÃO DE MÃOS 
1.1 Qual o conceito 
Publicado o conceito sobre o que é imposição de mãos, estabelecido pelo 
Ministério da Saúde, por meio da Portaria n. 702, de 21 de março de 2018, 
imposição de mãos é uma: “prática terapêutica secular que implica no esforço 
meditativo para a transferência de energia vital (Qi, prana) por meio das mãos 
com o intuito de reestabelecer o equilíbrio do campo energético humano 
auxiliando no processo saúde-doença” (Brasil, 2018) 
A interação energética é vista como benéfica para aquele que a recebe, 
contanto que a intensão do agente que irá executar essa transferência seja 
positiva e intencional à cura. Não há interação medicamentosa, ou qualquer uso 
de outro recurso adicional para a aplicação dessa técnica, apenas as mãos e a 
intencionalidade do agente. Essa transferência de fluxo energético se utiliza da 
máxima que todos os seres vivos são sustentados por uma energia universal 
que os envolve e que, por meio desse campo energético, é possível transferir 
energias para realizar a cura. 
 
 
3 
Esse inter-relacionamento energético nos coloca em uma posição de 
constante troca entre todos e tudo o que está ao nosso redor e é por meio deste 
campo que, de forma intencional, o terapeuta transfere essa energia universal a 
fim de promover o bem-estar e a saúde do paciente. 
A denominação de imposição de mãos se dá pela forma como a técnica 
é aplicada: a postura na qual o agente de cura realiza a transferência do fluxo 
energético ao receptor. O terapeuta frente ao paciente, posicionando as mãos 
próximo ou sobre o corpo (ou parte do corpo, em geral a cabeça) da pessoa que 
receberá este fluxo energético. 
É importante registrar aqui que o ensino da técnica de imposição de mãos 
nos Estados Unidos recebe o nome de Toque Terapêutico (T.T.). Essa prática 
leva em consideração a interação entre corpo, mente e meio externo. Vamos 
falar sobre essa técnica futuramente. 
1.1.1 Energia essencial ou universal 
São conhecidas inúmeras formas de nomenclatura para a energia 
essencial ou universal. Esse conceito está inserido em diversas práticas médicas 
antigas e em diferentes culturas. A história, cultura e crença da Índia, que data 
mais de 5.000 anos, denomina a energia universal como Prana: energia que 
constitui e origina toda a vida e que se move por tudo o que é vivo. 
Na China, antes mesmo da existência de Cristo, essa energia era 
reconhecida e denomina como Qi (ch’i), energia que flui em toda matéria, 
animada ou inanimada. Ela ainda possui polaridades (yin e yang, positiva ou 
negativa), em que o desequilíbrio dessas polaridades e alterações no fluxo 
energético são a fonte das doenças. 
A Cabala, teosofia judaica, refere-se a essa energia como a luz astral. Nas 
escrituras cristãs existem várias referências de campos de luz circundando as 
pessoas e seres espirituais como Jesus. Podemos associar à aura humana, já 
vista nas aulas anteriores. 
Outros ensinamentos budistas, tibetanos, védicos também relatam a 
respeito da energia universal, energia vital em suas culturas e crenças. 
Enumeram-se 97 culturas diferentes que, de alguma forma, descrevem sobre a 
energia universal ou vital ou essencial, como aponta Brennan (2018). 
Em todas as culturas, reconhece-se como estado de saúde o equilíbrio e 
a fluidez dessa energia ou campo. E que todos os estados de doença são 
 
 
4 
consequências de desequilíbrios desta: seja falta, excesso, densidade ou 
bloqueio. 
Reconhece-se que o campo de energia humano é a manifestação da 
energia universal no homem. É a partir da energia universal que podemos 
observar um campo luminoso ao redor de cada indivíduo, no qual chama-se 
aura. Ou seja, somos envoltos por um campo emissor e receptor de energia, com 
características próprias e que também faz parte de um campo de energia maior, 
denominada energia universal. Cada corpo é composto por uma energia que 
emite radiações, medidas em frequência e que estão todos conectados a essa 
energia vital universal coletiva. 
1.1.2 Registros científicos sobre a energia universal 
Os registros científicos relacionados à energia universal no corpo humano 
são encontrados na literatura ocidental por volta de 500 a.C. Tais registros já 
traziam informações de uma energia, percebida como campo luminoso, tinha 
efeitos diretos no corpo humano e se relacionava também com a parte curativa 
de doenças. 
Segundo Brennan (2019, p. 63), estudos sobre energia universal foram 
observados por Mesmer e Helmont, no século XIX, sendo Mesmer o fundador 
do mesmerismo, que depois viria a ser o hipnotismo. Esses estudos confirmam 
que seres inanimados e animados são carregados por um fluído e que podem 
exercer influência uns sobre os outros, inclusive à distância: trazendo a 
semelhança ao campo eletromagnético conhecido. 
No século XX, médicos registraram estudos trazendo informações sobre 
camadas de energia no corpo humano, associando o brilho ou a escuridão 
nessas camadas para sinalizar equilíbrio ou doença. 
Por volta de 1900, dois médicos desenvolveram instrumentos capazes de 
detectar as radiações dos tecidos vivos. Um desses médicos, Dr. George de La 
Warr, veio a desenvolver o que hoje conhecemos como Radiônica, no qual é 
possível detectar, diagnosticar e curar por meio do campo de energia humano, 
até a distância. Foi a partir de 1900 que mais médicos tiveram interesse em 
estudar e registrar efeitos da energia universal sobre o campo de energia 
humana. Em 1911, os primeiros registros das cores que constituem o campo 
foram trazidos pelo Dr. Willian Kilner. 
 
 
5 
Em todo o seu conjunto histórico de médicos que desenvolveram durante 
anos experimentos e comprovações da existência de uma energia ligada ao 
corpo humano e que essa energia se relaciona diretamente com as questões de 
saúde, equilíbrio e perfeito funcionamento do corpo humano, Brennan (2018) 
destaca os estudos da Dra. Dora Kunz. 
Ela relacionou o funcionamento dos órgãos internos do corpo humano 
como um campo energético de troca constante de fluxo energético: o ritmo com 
que as trocas internas acontecem cria um campo harmônico de funcionamento 
de todos os órgãos e sistemas do corpo, formando, assim, um campo energético 
saudável e interno. 
As trocas internas, das diferentes interações energéticas dos sistemas, 
criam um ritmo único natural para cada organismo. Por sua vez, esse campo 
interno está diretamente relacionado ao campo vital que envolve cada pessoa. 
As doenças e qualquer interferência nesse ritmo natural é a modificação, o 
desequilíbrio no ritmo de transferência energética interna. 
Um dos marcos para a ciência e o uso da energia para cura além da 
medicina tradicional veio por meio da utilização do raio X para realizar 
diagnóstico. Segundo Gerber (2007, p. 75), o raio X permitiu a evolução dos 
conhecimentos sobre as consequências das radiações eletromagnéticas no 
corpo humano,indo além dos estudos das reações químicas e físicas até aquele 
momento. Essa possibilidade de observar a interação de forças 
eletromagnéticas atuantes no organismo expandiu a consciência para o estudo 
das frequências direcionadas e suas consequências. 
A evolução da utilização do raio X para diagnóstico e tratamento pode ser 
observado por meio da radiologia terapêutica ou radioterapia. Processo 
terapêutico que utiliza do raio X para combater o aumento células cancerígenas 
no corpo. Também é utilizada por tratamentos de quimioterapia. 
Chegamos até aqui com a certeza de que o estudo das frequências e seus 
efeitos vieram ganhando cada vez mais espaço nos meios científicos, permitindo 
assim comprovações ainda mais claras sobre a importância de mantermos a 
nossa frequência em padrões vibratórios altos e estáveis se quisermos manter a 
nossa saúde. 
 
 
 
6 
TEMA 2 – IMPOSIÇÃO DE MÃOS NA HISTÓRIA 
Desde muito tempo, as mãos são instrumento de cura, sem qualquer 
nomenclatura definida, a imposição de mãos é sabedoria latente em todo o ser 
humano. Muitos já se fizeram valer do movimento de fricção das mãos e do toque 
para acalmar as dores de outros: mães, avós, curandeiros são apenas alguns 
exemplos conhecidos. Uma das primeiras imposições de mãos que recebemos 
na vida talvez venha dos nossos pais ao nascermos. 
A Bíblia apresenta passagens relatando o uso da imposição de mãos 
como prática religiosa. O Novo Testamento traz o seguinte texto: “Ao pôr do sol, 
todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os 
curava. Impondo as mãos sobre cada um” (Bíblia, Lucas, 4,40). 
Até hoje encontramos cerimônias religiosas em que o toque sobre a 
cabeça é o momento de oração e recebimento de uma benção. Essas técnicas 
são contempladas na Índia, Egito, Grécia. O toque terapêutico aparece no Papiro 
de Ebers, considerado o tratado médico mais antigo e relevante da história, 
encontrado por volta de 1500 a.C. no Egito (Gerber, 2007). 
Dando um salto na história, nos anos 1970, a enfermeira e professora da 
Universidade de Nova York Dolores Krieger começou a acompanhar um estudo 
sobre os efeitos das plantas que recebiam água tratada por curandeiros. 
Dolores Krieger é conhecida pela história da imposição de mãos, pela sua 
participação, documentação e disseminação da técnica de imposição de mãos 
por diversos hospitais e centro de tratamento do Estados Unidos. Escreveu livros 
e deixou seu legado quando comprovou que a cura através da imposição de 
mãos pode ser ensinada e trazer o mesmo efeito, sem que a pessoa nasça com 
algum dom sobrenatural. 
Mais uma vez vamos ao encontro da utilização do campo eletromagnético 
que envolve a todas as pessoas como ferramenta de transferência de energias, 
capazes de promover a cura e o bem-estar, quando utilizado de forma 
intencional. 
2.1 Estudos científicos: Dolores Krieger 
Como exemplo de imposição de mãos, vamos aprofundar na história de 
Dolores Krieger com o Toque Terapêutico, que começou com os estudos sobre 
os efeitos sobre as plantas que recebiam água tratada por curandeiros. 
 
 
7 
Dolores sabia que as moléculas de clorofila das plantas e as de 
hemoglobina dos humanos possuem semelhanças estruturais e decidiu 
experimentar nos indivíduos os efeitos dos curandeiros nas pessoas. 
Gerber (2007) traz com detalhes a forma como Dolores conduziu o estudo 
dos efeitos dos curandeiros em pessoas em 1971. O primeiro estudo aconteceu 
com um grupo de pessoas com diversas doenças, que foram divididos em dois 
grupos semelhantes em idade e sexo. 
Em 1973, um estudo ainda maior foi conduzido por Dolores, onde foram 
obtidos os mesmos resultados do estudo anterior. Os níveis de hemoglobina 
apresentaram elevação significativa no grupo que recebeu a cura por imposição 
de mãos pelo curandeiro. Curandeiro este que também fez parte dos estudos 
envolvendo o efeito nas plantas com a água energizada pelas mãos dos 
curandeiros. 
Os estudos relatam que pacientes com câncer que se submetem a 
tratamentos que comprometem à medula óssea apresentaram o aumento dos 
níveis de hemoglobina no sague; um grande contraponto ao tratamento 
convencional. Um feito que confirmaria as modificações bioenergéticas que 
acontecem nas pessoas que receberam a imposição de mãos como tratamento. 
A melhora dos sintomas de doenças e até o desaparecimento por completo após 
o recebimento do toque terapêutico foi constatada. 
Com todas as constatações, Dolores Krieger inclinou-se a aprender sobre 
as técnicas curativas, a fim de descobrir se ela mesma poderia produzir tais 
resultados. Se outras pessoas sem os dons curativos de nascença poderiam 
produzir tais efeitos por meio da imposição de mãos. 
A clarividente que participou do primeiro estudo de Krieger, Dora Kunz, 
ensinou à Dolores e a outras pessoas interessadas sobre como observar as 
interações energéticas e os bloqueios no campo da aura das pessoas. Desta 
forma, como corrigi-los. 
Depois de aprendido e constatado que era possível obter resultados, essa 
cura promovida através das mãos foi ensinada por Dolores a outros profissionais 
de saúde, primeiramente para os seus alunos do curso de enfermagem, no qual 
dava aula. Reuniu informações de todas as áreas para explicar a forma de 
interação das energias e a interação terapêutica promovida pelo toque. Esse 
compilado de informações e ensinamentos, Dolores decidiu chamar de Toque 
Terapêutico (T.T). 
 
 
8 
O Toque Terapêutico passou a ser ministrado no Mestrado em que 
Dolores lecionava e, posteriormente, outras escolas médicas incluíram essa 
disciplina em suas grades curriculares. 
Hoje, nos Estados Unidos, existe a reconhecida Associação Internacional 
do Toque Terapêutico (Therapeutic Touch International Association – TTIA); 
fundada em 1977 pela própria Dolores Krieger. Uma organização que forma os 
interessados em Toque Terapêutico e que também disponibiliza referências, 
uma lista de profissionais credenciados, publicações a respeito dos temas e com 
diferentes assuntos envolvendo o Toque Terapêutico. 
2.2 Outro estudo relacionado às plantas 
Um dos estudos que não poderia deixar de ser citado aconteceu no 
Canadá, mais precisamente em Montreal, pelo Dr. Bernard Grad. Esse estudo 
foi apresentado por Gerber (2007), em seu livro Medicina Vibracional. 
Grad usou o estudo em ratos e plantas para identificar o efeito da 
imposição de mãos na cicatrização de ferimentos (nos ratos) e o crescimento 
das plantas. Esses experimentos estavam relacionados à sugestão da fé como 
efeito no processo de cura por imposição de mãos. 
Sobre os ratos, Grad acompanhou a cicatrização dos submetidos à 
cirurgia. Ao final, foi constatado que o tamanho da ferida era muito menor ou 
inexistente comparado aos outros dois grupos de ratos que não haviam recebido 
o tratamento. O processo de cicatrização foi significativamente mais rápido nos 
ratos que tiveram tratamento realizado pelo curandeiro. Vale ressaltar aqui que 
o tratamento foi realizado sem o contato físico direto e os ratos foram tratados 
em grupos. 
Outro estudo realizado por Grad utilizou água tratada e não tratada por 
um curandeiro para irrigar dois grupos de sementes diferentes. A água tratada 
havia ficado em contato com o curandeiro por 15 minutos. As sementes irrigadas 
por águas distintas foram acompanhadas em seu crescimento e, ao fim de 40 
horas, foi comparado o percentual de germinação, altura e quantidade de 
clorofila. 
Os resultados foram que as sementes que tiveram a exposição à água 
tratada geraram plantas mais altas e maior número de germinação. Além de 
apresentar um maior número de clorofila na sua composição. 
 
 
9 
Com esse experimento, ficou comprovado que os efeitos curativos podem 
ser transmitidos aos seres vivos, sem a necessidade do contato direto com a 
energia curativa. Existe, sim, efeito curativo através da exposição de energia 
armazenada etransmitida por outros meios, diferentes das mãos e que mantém 
o poder de cura latente. 
Outro estudo, citado por Gerber (2007), também com plantas, que não 
deve deixar de ser apresentado é o do Dr. Robert Miller e as energias curativas 
de dois curandeiros, os Worrall. Esse estudo consistiu na observação e 
acompanhamento do crescimento da planta que receberia a intencionalidade de 
pensamento dos curandeiros em um determinado horário e que eles estariam a 
quase mil quilômetros de distância das plantas. 
Às nove horas da noite, os Worral deveriam pensar de forma intencional 
nas plantas que o Dr. Miller havia preparado em seu laboratório. O resultado foi 
que, no exato horário do centramento de pensamento dos curandeiros nas 
plantas, foi medido um crescimento maior de 840% naquele período. Marca 
alcançada somente no horário em que os pensamentos dos curandeiros foram 
direcionados às plantas. 
Esses estudos trouxeram ainda mais certeza sobre o processo de 
alteração energética à distância; o que não necessariamente se parece com a 
energia eletromagnética. Essa energia sutil não perde a sua intensidade ou efeito 
ao se distanciar da fonte. Além de comprovar que não existe tempo ou espaço 
para que a energia atue. 
2.3 No Brasil 
Também conhecido como Método Krieger-Kunz de Toque Terapêutico, 
começou a ser aplica no Brasil por volta dos anos 1980. Nos anos 1990, 
começaram a ser apresentados estudos brasileiros sobre o uso do Toque 
Terapêutico como tratamento complementar a pacientes em tratamento de dor 
crônica e tratamento oncológico. 
O Conselho Federal de Enfermagem no Brasil, pela resolução n. 
0581/2018, traz o Toque Terapêutico como uma das especialidades de pós-
graduação que o enfermeiro pode ser reconhecido, junto com outras práticas 
integrativas e complementares e disciplinas voltadas à saúde e à atenção básica. 
 
 
 
10 
TEMA 3 – A TÉCNICA E AS PERCEPÇÕES 
Para que alguém realize a prática de imposição de mãos, há um 
treinamento para entendimento e equilíbrio do campo universal desse futuro 
praticante. Esse entendimento e consciência do funcionamento da dinâmica e 
interação do campo é base de ensinado ao praticante para depois aprender 
como dirigir a energia vital para um paciente para a promoção da cura. 
A energia utilizada pela técnica é a do campo de energia universal, ficando 
o praticante como canal consciente da manipulação dessa energia. Nesta 
posição, aquele que aprendeu a harmonizar a própria energia e a interagir de 
forma consciente com a energia universal se coloca como canal de energia vital 
ao paciente; a fim de reestabelecer o fluxo energético em desequilíbrio, fonte de 
dores e doenças. 
Sabemos que o campo energético ultrapassa o limite físico dos seres e, 
relembrado isso, em uma sessão energética, acontece a interação consciente 
dos campos receptor e praticante, não apresentando a necessidade de toque 
entre si e nos remete ao nome imposição de mãos. 
O Toque Terapêutico nasceu de estudos científicos que comprovaram a 
seu resultado desde o início. Uma técnica aprendida e ensinada desde então 
para o reestabelecimento do equilíbrio e da harmonização do campo 
eletromagnético dos seres humanos. Técnica esta utilizada em diversos meios 
tradicionais da medicina e que principalmente ganhou força por meio da 
aplicação pela área de enfermagem. 
3.1 Indicação 
Não existe uma doença específica em que o Toque Terapêutico e outras 
técnicas de imposição de mãos seja a única alternativa de complementar o 
tratamento tradicional. 
Cabe aqui ao enfermeiro ou médico a indicação de uma terapia 
complementar ao tratamento convencional, indiferentemente da patologia 
(mental, emocional ou física). O equilíbrio do campo eletromagnético da pessoa 
é a principal ferramenta de condução a novos níveis de saúde. Essa interferência 
direcionada para a o reequilíbrio proporciona ao receptor a recuperação da 
energia vital natural, promovendo a autocura. 
 
 
11 
Servem para harmonizar sentimentos e pensamentos negativos, 
aumentar a consciência sobre desequilíbrios, cuidado integral e empatia. Não 
possui contraindicação ou restrição quanto a idade para o recebimento por ser 
um método não invasivo. 
3.2 Efeitos do Toque Terapêutico 
Assim como outras terapias energéticas, o Toque Terapêutico apresenta 
como efeitos: relaxamento da musculatura; calma; diminuição dos efeitos 
colaterais de tratamentos quimioterápicos (vômito, náuseas, diarreia, entre 
outros); diminuição dos sintomas de estresse e ansiedade; melhora na qualidade 
do sono; redução de níveis de dor. 
A Associação Internacional do Toque Terapêutico (TTIA) lista como 
resultados a melhora nos sistemas de respostas neurais, assim como a melhor 
no sistema de cicatrização e defesa celular. O efeito analgésico e calmante, a 
redução do estresse e o já mencionado relaxamento muscular. 
Todos os efeitos citados pela TTIA possuem evidência científica, pois a 
técnica é estudada e medida por mais de 80 universidades e centros ligados à 
pesquisa em mais de 90 países. 
Mais estudos e comprovações científicas realizadas em todo o mundo 
podem ser encontrados na biblioteca disponibilizada pela Associação 
Internacional do Toque Terapêutico (TTIA). 
3.3 A técnica do Toque Terapêutico 
Muito similar ao Método Reiki, resumidamente, os passos da técnica do 
Toque Terapêutico são quatro: concentração; diagnóstico do campo energético; 
modulação e balanceamento do energético; e, por último, a avaliação. 
Como primeiro passo, de forma consciente, a pessoa que fará a aplicação 
do toque terapêutico centra-se nas percepções sensoriais das mãos para a 
sensibilização do campo energético do receptor. O segundo passo é literalmente 
a percepção do campo magnético da pessoa, a fim de identificar onde estão os 
desequilíbrios e níveis de desarmonia no corpo dela. 
Como passo seguinte, o terceiro movimento, em que acontecem a 
modulação e o balanceamento do campo energético; é onde acontece 
diretamente o tratamento, reequilibrando as áreas, descongestionando. E, por 
 
 
12 
último, a avaliação do processo recém finalizado (reequilíbrio), para validar se 
ainda existem pontos a serem trabalhados. Os desequilíbrios existentes no corpo 
eletromagnético do receptor são harmonizados através do uso consciente das 
mãos. 
O Toque Terapêutico atua em diversos sintomas físicos, emocionais e 
mentais, como dores generalizadas, ansiedade, mal-estar, fadiga, dores de 
cabeça, cansaço, depressão, alterações do sono, concentração, memória. 
Como já apresentado desde o início dos estudos de Dolores, essa técnica 
atua a nível celular, ajustando e equilibrando a níveis moleculares o fluxo de 
energia desde a menor parte da composição do ser humano, até os 
macrossistemas formados por essas células. 
TEMA 4 – IMPOSIÇÃO DE MÃOS NA POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS 
INTEGRATIVAS COMPLEMENTARES 
Em março de 2018, o Ministério da Saúde adicionou à Política Nacional 
de Práticas Integrativas e Complementares a técnica de imposição de mãos na 
oferta de práticas terapêuticas oferecidas na rede de saúde do SUS, como 
abordagem de cuidado, saúde e bem-estar. Junto a essa prática, outras 13 
técnicas foram adicionadas, ofertando e reconhecendo no total 29 práticas 
complementares para a assistência, cuidado e integralidade aos tratamentos de 
saúde convencionais. 
A regulação de toda a Política de Práticas Integrativas e Complementares 
acontece dentro da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), do 
Ministério da Saúde. As práticas integrativas são vistas como recursos 
terapêuticos que buscam prevenir as doenças e auxiliar na recuperação da 
saúde, utilizando recursos, como a escuta acolhedora, o vínculo terapêutico e a 
integração da pessoa com a sociedade, como fonte de bem-estar e saúde 
primária. 
Essa atenção primária, promovendo principalmente o autocuidado, vai ao 
encontro da ampliação das abordagens saúde/doençaconsiderando o cuidado 
humano de forma integral. Observando o indivíduo como um todo, na sua saúde 
física, emocional, psíquica e social. 
Como já vimos anteriormente, o Toque Terapêutico é uma prática de 
imposição de mãos. Reconhecida pelo SUS por meio da Política Nacional de 
 
 
13 
Práticas Integrativas e Complementares, é utilizada nos tratamentos brasileiros 
de forma gratuita e complementar aos tratamentos da medicina tradicional. 
Nas formações de Terapeutas Naturalistas e Terapeutas Holísticos, 
também são apresentadas disciplinas que envolvem o toque terapêutico e outras 
técnicas de imposição de mãos. 
Novamente, nenhuma interferência médica é realizada pelo terapeuta 
integrativo ou holístico ou natural ou naturalista. Cabe somente ao médico a 
prescrição ou retirada de medicamentos, além de toda a legislação que discerne 
o que cabe ao médico e aos outros profissionais. 
TEMA 5 – INTERFERÊNCIAS NO CAMPO ELETROMAGNÉTICO HUMANO 
Com as percepções sobre a importância do campo eletromagnético 
humano, cabe a nós observarmos alguns dos maiores agentes causadores de 
desequilíbrios dessas energias que nos cercam. 
5.1 Os relacionamentos energéticos 
O ser humano é um ser social e a sua interação com o meio ambiente, 
com outras pessoas e suas experiências externas moldam o seu modo de 
pensar, sentir, experenciar, interpretar e processar os acontecimentos. 
Considerando dimensões que vão além do biológico-físico, Gerber (2007, 
p. 345) traz um modelo holográfico que demonstra a dinâmica das constantes 
trocas energéticas e influências dos padrões vibratórios na energia do corpo 
humano. Esse ser multidimensional que resulta em corpo físico e bioenergia. 
A capacidade de compreensão desse relacionamento energético nos 
tratamentos de doenças, por parte dos pacientes, seria um avanço de 
consciência sobre a predisposição as doenças, que normalmente são geradas 
internamente e não por meios externos. 
O bem-estar e a saúde são o perfeito funcionamento desse 
relacionamento constante entre os processos internos, refletindo em sensações, 
pensamentos, atitudes e uma consciência aumentada sobre possíveis 
interferências desta dinâmica. Os fatores psicológicos e as doenças físicas 
passariam a ser acompanhadas em conjunto e levadas em consideração em 
todo processo terapêutico de tratamento. 
 
 
14 
Um dos fatores de maior interferência energética é o estresse, que, em 
excesso, é a origem das disfunções dos sistemas do corpo. E a forma como lidar 
com esse estresse gerado passaria a ser a estratégia mais assertiva para lidar 
com as disfunções consequentes e prevenção. 
Lembrando que existem vários níveis de estresse, levando em 
consideração o ser integral: o estresse psicológico, o fisiológico, da condição 
climática, ambiente de trabalho, nutricional, ambiental e até energético. As 
considerações sobre cada tipo de estresse podem ser aprofundadas em outro 
momento, porém, cabe a nós o reconhecimento dessas interferências diante 
desse complexo sistema de energias, que é o corpo humano. 
NA PRÁTICA 
Em nossas vidas, passamos por diversas situações nas quais recebemos 
uma energia positiva canalizada. Os momentos de bençãos nas celebrações 
religiosas, o bem-dizer de nossos avós e pais em momentos marcantes, passes 
espíritas e benzedeiras. Em algum momento, já estivemos em contato com 
alguma técnica milenar de imposição de mãos. 
As mais diversas publicações existentes a respeito do Toque Terapêutico, 
desde a sua comprovação científica inicial realizada por Dolores Krieger até as 
publicações seguintes disponibilizadas através do portal da TTIA, nos fazem 
perceber o quanto somos agentes de cura e doença. Entramos no campo da 
autorresponsabilidade por aquilo que geramos internamente através dos nossos 
sentimentos, pensamentos e ações. 
Nosso campo eletromagnético, aquele campo que nos cerca, também 
chamado de aura, nos faz seres que recebem interferências ao mesmo tempo 
em que interferimos nas energias de outras pessoas. Estamos predispostos às 
doenças, quando geramos desequilíbrios para este corpo (de forma consciente 
ou não geramos estresse), ou produzimos a saúde, quando cuidamos da nossa 
própria energia. 
Vimos que é possível transmitir essa energia mesmo à distância, sem que 
os efeitos se percam, assim como foi comprovada a não necessidade de dons 
nascidos para aprender as técnicas de imposição de mãos. 
Trazendo o conceito de saúde da Organização Mundial de saúde, que fala 
que a esta não se trata somente da ausência de enfermidade, mas, sim, de um 
 
 
15 
estado integral de cuidado mental, físico e social, partimos para as práticas 
integrativas como fonte de um cuidado integral multidimensional do ser humano. 
Praticar atividades físicas, alimentação equilibrada, exposição a energias 
elevadas são sim práticas a serem inclusas no dia a dia para a manutenção do 
campo que nos cerca. 
FINALIZANDO 
Vimos uma das práticas integrativas mais antigas e reconhecidas pelo 
SUS: a imposição de mãos. Conhecimentos milenares, hoje explicados e 
respaldados pela ciência, com possibilidade de serem ensinados e sem a 
necessidade de dons extrassensoriais (como dos antigos curandeiros). 
Estudamos até aqui a técnica do Reiki, apresentada de forma extensa, e 
trouxemos também as comprovações e estudos científicos do Toque 
Terapêutico como forma de interferência do campo eletromagnético humano, 
capaz de produzir processos de modulação intencional das energias que fazem 
parte do ser integral. 
Essas duas técnicas, que podem ser ensinadas, são ferramentas de cura 
comprovadas. Mas não podemos esquecer do poder natural do nosso próprio 
campo eletromagnético e na interferência dos campos de outras pessoas. Quais 
as situações que criamos, nos colocamos de forma consciente e inconsciente? 
Produzimos força eletromagnética através da nossa oração, dos nossos 
sentimentos e pensamentos. Podemos produzir energia a nosso favor e a favor 
do outro, esse é o grande poder invisível que carregamos. 
O ser integral não precisa ser acompanhado somente por médicos, 
enfermeiros, terapeutas, acupunturistas, a integralidade como conhecimento e 
aplicação diária do autocuidado é, sim, uma prática que garante a promoção da 
saúde e bem-estar natural que pode ser aplicado intencionalmente de forma 
individual. Mantendo nosso estado de saúde e diminuindo nossa exposição às 
doenças ou desequilíbrios. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
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