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ART. 158 
– 
EXTORSÃO 
Extorsão Art. 158. Constranger alguém, mediante violência ou grave 
ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida 
vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer 
alguma coisa: Pena – reclusão, de quatro a dez anos, e multa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palavra chave – Constrangimento - é preciso que a vítima faça, 
tolere que se faça ou deixe de fazer algo para que o objetivo seja 
alcançado. 
Pode ser pra conseguir objeto móvel ou imóvel. 
Ponto importante: é pra conseguir vantagem econômica indevida. 
Se for alguma vantagem devida, não é extorsão. 
Consuma-se a extorsão independentemente da obtenção da 
vantagem econômica indevida (Súmula n. 96, STJ) Também é 
possível a tentativa. 
A extorsão tem três etapas: 
1. Constrangimento mediante violência ou grave ameaça; 
2. Vítima realiza o comportamento exigido; (consumação) 
3. Obtenção da vantagem indevida. 
 
Crime de ação penal pública incondicionada 
Crime Pluriofensivo e complexo 
 
GOLPE DO FALSO SEQUESTRO 
O golpe do falso sequestro corresponde à situação na qual um 
indivíduo faz uma ligação e informa falsamente que sequestrou um 
ente familiar da pessoa com quem conversa; nesse contexto, exige 
um pagamento em dinheiro para que seja efetuada a liberação do 
“sequestrado”. O STJ atualmente entende que o golpe do falso 
sequestro é um crime de extorsão, já que a vítima age diante de 
uma grave ameaça, ainda que seja uma situação imaginária. O 
mesmo pode acontecer com uma pessoa que diz que vai publicar 
informações de desonra e fotos íntimas na internet. Configura-se 
extorsão. 
Não confundir com estelionato. 
 
ART. 159 – EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO 
Todas as modalidades de extorsão mediante sequestro são 
hediondas. 
Código Penal Extorsão mediante sequestro Art. 159. Sequestrar 
pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer 
vantagem, como condição ou preço do resgate: Pena – reclusão, 
de oito a quinze anos. 
Atenção: qualquer vantagem patrimonial. 
Dupla subjetividade passiva: uma vítima é a pessoa que tem a 
liberdade privada e a outra é a pessoa que suporta o prejuízo 
patrimonial. Mas é possível existir somente uma vítima, quando a 
mesma pessoa que teve sua liberdade privada também sofre o 
prejuízo patrimonial. 
Não confunda com o sequestro ou cárcere privado (art. 148), definido 
pela simples privação da liberdade da pessoa, independentemente 
de finalidade. 
Mas se uma pessoa estiver em cárcere privado e for extorquido, ai 
cabe a interpretação ampla, pois ela está privativa de sua liberdade. 
Consumação: crime permanente. Todo tempo em que a vítima esteja 
com o agente. Iniciando quando ela teve sua liberdade privada. 
Na extorsão mediante sequestro nem sempre há violência e grave 
ameaça. Pode se caracterizar também por fraude. No caso de um 
sequestro de uma criança, que o infrator cuida bem da criança. Só 
há a fraude. 
 
Código Penal Extorsão mediante sequestro → 
Qualificadoras 
Art. 159 – (...) § 1º Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e quatro) 
horas, se o sequestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 
(sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou 
quadrilha.(associação criminosa) Pena – reclusão, de doze a vinte 
anos. 
§ 2º Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave (TAMBÉM 
SE APLICA A LESÃO GRAVÍSSIMA): Pena – reclusão, de dezesseis 
a vinte e quatro anos. 
§ 3º Se resulta a morte: Pena – reclusão, de vinte e quatro a trinta 
anos 
Atenção para a pegadinha: Idoso foi sequestrado e morreu de morte 
natural durante o sequestro. Não aplica a qualificadora por morte. 
Pois o motivo da morte não foi em decorrência do sequestro. 
Redução da pena: 
Art. 159 – (...) § 4º Se o crime é cometido em concurso, o concorrente 
que o denunciar à autoridade, facilitando a libertação do sequestrado, 
terá sua pena reduzida de um a dois terços. 
 
ART. 16 – EXTORSÃO INDIRETA CÓDIGO PENAL 
Extorsão indireta Art. 160. Exigir ou receber, como garantia de 
dívida, abusando da situação de alguém, documento que pode dar 
causa a procedimento criminal contra a vítima ou contra terceiro: 
Pena – reclusão, de um a três anos, e multa. 
Imagine que um devedor desesperado entregue um documento ao 
credor, confirmando a prática de um crime pelo próprio devedor. 
Nesse documento, fica estabelecido que, caso o pagamento não seja 
efetuado, o credor poderá levar o crime ao conhecimento das 
autoridades. Essa é uma forma de cometer o crime. Outra forma seria 
se a iniciativa partir do próprio credor. Portanto, o crime acontece ao 
exigir ou receber um documento duvidoso, abusando da situação de 
alguém, como no caso de uma pessoa que necessite de um 
empréstimo, e exista a possibilidade de o documento causar um 
procedimento criminal, mas não necessariamente isso ocorrerá. 
Confissão de infração penal 
Prova de infração penal – Se o credor exige ao devedor que este 
entregue-lhe um documento dizendo que traiu a esposa, não há que 
se falar em crime de extorsão indireta, pois o adultério não é um crime 
e, portanto, não pode dar causa a um procedimento criminal

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