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Aula 1- 24/02 Semiologia - anamnese e exame físico Conceitos básicos em anamnese ● Estomatologia: estudo das afecções da boca ● Semiologia: estudo dos sinais( tudo visível) e sintomas (tudo o que o paciente sente) ● Diagnóstico clínico ou hipótese de diagnóstico: identifica uma doença pela anamnese e exame físico com base na coincidência de detalhes com uma determinada doença. Necessita de confirmação. ● Diagnóstico diferencial: diagnóstico diferencial é a relação de doenças ou alterações que mostram sintomatologia semelhantes e são compatíveis com determinada lesão. ● Diagnóstico final: descobrimento ou reconhecimento definitivo de uma lesão. ● Sinal: dado objetivo que pode ser notado pelo profissional,tanto por meios semiótécnica, quando por meios subsidiários. Ex: vômitos,cianose, pulsação,bolha, úlcera. ● Sintoma: sensação subjetiva relatada durante a anamnese pelo paciente e não visualizada pelo profissional. Ex: dor,queimação,tontura,formigamento. ● Síndrome: conjunto de sinais ou sintomas que caracterizam uma condição, nem sempre caracteriza uma doença. ● Sinal ou sintoma prodrômico: sinal ou sintoma que precede uma doença: Ex: prurido peri labial que antecede a formação das vesículas na infecção pelo vírus do herpes simples tipo I. ● Sinal ou sintoma patognomônico: é o sinal que por si só define a doença, somente aquela doença possui aquela particularidade. Ex: lesões moriformes da cavidade oral, esclera azulada (osteogênese alterada) *Moriforme: doença fúngica em aspecto de morango. ● Prognóstico: é a predição da evolução de uma doença e suas consequências . Pode ser classificado em relação a vida, ao órgão e a cura, como bom,mau,duvidoso ou incerto. Só dá-se prognóstico ao ter diagnóstico final. ● Tratamento: etiológico,específico,causal: combate-se a causa como primeira opção. Ex: antibiótico no caso de celulites | Suporte ou complementar: visa atuar no reestabelecimento das condições gerais do paciente. Ex: dieta alimentar, apoio psicológico. | Sintomático ou paliativo: visa proporcionar maior conforto ao paciente ,direcionado ao alívio dos sintomas. Ex: analgésico para cefaleia, morfina ao câncer. | Expectante: de acordo com o diagnóstico clínico realizado apenas para acompanhamento do paciente . Ex: úlcera traumática. Exame clínico O exame clínico refere-se à anamnese + exame físico intra e extra oral. ● Identificação do paciente : dados básicos de informações. ● Responsável pelo tratamento : no caso de criança ou legalmente incapaz. ● Queixa principal: motivo que levou o paciente a procurar o profissional. Escrito com as palavras do paciente de maneira sucinta e breve. ● História da doença atual: história da queixa principal em narrativa cronológica e clara em que faz-se : Caracterização da sintomatologia: percepção, periodicidade, frequência, alívio/exacerbação e agravamentos | Desenvolvimento: evolução até o presente | Tratamentos e seus resultados | Exames complementares realizados e seus resultados | Estado atual da doença. ● História odontológica : refere-se as experiências com o sistema odontoestomatognático ( higiene oral, trauma,tratamento ortodôntico,cirurgia e intercorrências j ● História médica : atual e progresso, deve-se questionar : doenças na infância, vacinas | procedimentos cirúrgicos e internações prévias, transfusão de sangue | uso de medicamentos,alergias, traumatismos | última consulta ao médico. ● Antecedentes familiares: anotar antecedentes familiares dignos de nota. ● Hábitos e vícios: anotar o tipo de hábito e/ou vício, há quanto tempo o paciente apresenta este hábito e/ou vício e a quantidade utilizada no dia. ● Assinatura do paciente ou responsável : nome por extenso ou digital em caso de paciente analfabeto. Exame físico ● Inspeção : o profissional utiliza-se da visão. Inicia-se quando o paciente entra no consultório. Observar se há alguma alteração visível,como dificuldade de marcha, assimetrias corporais, manchas e/ou lesões por exemplo.A inspeção demanda uma boa iluminação e posicionamento do paciente deve ser adequado. ● Palpação: o profissional utiliza-se do tato e da pressão. O tato fornece dados sobre a porção superficial e a pressão sobre a porção profunda bem como sua consistência e temperatura local. Pode ser: Digital: utiliza-se o dedo indicador exercendo pressão contra a área tem-se a digitopressão | Bidigital: utiliza-se o dedo indicador e o polegar da mesma mão,formando uma espécie de pinça. | Vitopressão ou Diascopia: realizada por meio de uma lâmina de vidro de microscopia comprimindo-a contra a área. Utilizada para diferenciar lesões vasculares. | Bimanual: quando se utilizam as duas mãos, empregada na palpação de glândula submandibular e soalho da boca. ● Percurssão: corresponde a golpes controlados e rápidos em determinada estrutura,podendo ser realizada com os dedos ou com algum instrumental ,por exemplo, o uso da percurssão como cabo do espelho para confirmação do diagnóstico de pulpite. ● Ausculta: utiliza-se o sentido da audição. Este sentido pode ser ampliado com emprego do estetoscópio. É utilizado ,na odontologia, na ausculta de ruídos na ATM. ● Olfação: utiliza-se do olfato. Hálito cetônico em pacientes diabéticos descompensados, hálito. Odor intenso de pus infectado por bactérias anaeróbias. Odor de cadaverina e putrescina dos pênfigos e carcinomas e estágio avançado. Halitose por si só , que pode apresentar diferetens causas. Exame físico extraoral ● Exame físico geral: avalia desde o estado geral,marcha e nível de consciência,aspectos culturais,emocionais e até o biótipo do paciente. ● Exame físico local ou locorregional: examina-se da cabeça e do pescoço. Através de manobra semiotécnica, avaliam-se sinais presentes. Avaliar olhos, cabeça.boca, nariz ,ouvido,pescoço, ATM. Exame físico intraoral Inclui : -Exame dos tecidos moles : ● lábios ● palato ● orofaringe ● língua ● mucosa jugal ● assoalho da boca -Exame dos tecidos duros ● maxila ● mandíbula ● reborda alveolar ● dentes. Avaliação dos sinais vitais ● Pulso: É a obtenção do número de batimentos (pulsações) do coração medidos externamente por meio da palpação de artéria superficial. Observa-se: bradicardia ou taquicardia, pulsação arterial fraca ou forte.Os valores normais são: Infantes com menos de 1 ano :100-160 bpm | Entre 1 e 10 anos: 70-120 bpm | Adulto: 60-100 bpm | Atletas profissionais ou amadores : 40-60 bpm ● Temperatura: obtenção do valor da calorimetria do corpo é divida em pele e humoral . Pele : geralmente classificados em normotérmico, hipotérmico ou hipertérmico,para mensurar a temperatura cutânea é utilizada a polpa digital ou dorso da mão e comparada com lado oposto ou adjacente. Pode ser empregada nos casos de abcessos ou enfisemas subcutâneo. Pressão arterial Técnica ● Repouso mínimo de 3 minutos ● Local tranquilo ● Posicionar paciente confortavelmente ● Artéria braquial nivelada na altura do coração ● Palma da mão voltada para cima ● Posicionar manguito 2cm acima da fossa cubital ● Localizar pulso rádio ● Inflar manguito até desaparecer pulso ● Colocar estetoscópio na região da artéria ● Insuflar manguito ● Primeiro som corresponde a Fase I- sístole ● Ultimo som corresponde a Fase IV-V diástole Classificação de P.A para maiores de 18 anos ● Otimo : menor que 80x120mmhg ● Normal : entre 80 e 85 e 120 e 130 mmhg ● Limítrofe: entre 130 e 139 e 85 e 89 mmhg Hipertensão arterial sistêmica ● Estágio I : 90110 e >-180mmhg Erros na avaliação da P.A ● Posicionamento incorreto do paciente ● Obesidade ● Atividade física recente ● Dor ● Tabagismo recente - até uma hora antes da medida ● Ingestão recente de café -até uma hora antes ● Ingestão recente de álcool - até uma hora antes Frequência respiratória Deve ser realizada com paciente em decúbito dorsal e contar quantas vezes o tórax é insuflado durante o período de 1 minuto. Os valores normais são: ● Recém nascidos: cerca de 44 respirações por minuto ● Bebês: entre 20 e 40 R/M● Infantes até 4 anos: entre 20 e 30 R/M ● Crianças entre 5 e 12 anos : entre 16 e 25 R/M ● Adultos: entre 14 e 18 R/M ● Idoso: entre 19 e 26 R/M Alterações na frequência respiratória pode indicar alteração pulmonar ou de vias aéreas superiores,bem como problema cardiovascular. Dor Atualmente dor é considerado quinto sinal vital. Escala visual dividida em leve,moderada e intensa, que deverá ser apresentada ao paciente e solicitado para que ele aponte o grau de intensidade que está vivendo. Erro diagnóstico ● Ignorância ou falta de conhecimento ● Exame mal feito - erro mais comum ● Erro de interpretação de dados clínicos ou de resultados de exames complementares