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CIÊNCIAS DO SOLO E FERTILIDADE Raquel Finkler As treze ordens do solo Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Resumir as características do solo conforme a classificação. Listar as potencialidades e limitações das ordens de solo no Brasil. Relacionar os principais tipos de solos existentes no Brasil. Introdução Os solos são classificados por meio do Sistema Brasileiro de Classifica- ção de Solos em seis níveis distintos: ordem, subordem, grande grupo, subgrupo, família e série, com graus de detalhamento distintos. Neste capítulo, você vai estudar as treze ordens do solo, conhecendo as suas características morfológicas principais. Ao longo do capítulo, você vai ver as potencialidades e as limitações de cada uma das ordens. Ambas as características estão intimamente relacionadas às propriedades e à composição química e física do solo. A partir das potencialidades e das limitações, é possível propor diferentes usos e métodos de melhoria dos solos. Classificação dos solos O solo é a formação natural que se desenvolve na porção superfi cial da crosta terrestre. Ele é parte da interação dos processos físicos, químicos e biológicos sobre as rochas superfi ciais da crosta (DERISIO, 2017). As propriedades e características do solo defi nem o tipo de vegetação que se instala em deter- minada área. Assim, você pode compreender a razão da grande diversidade de biomas existentes. Além disso, Oliveira (2000?) comenta que o homem percebeu que os solos variavam na paisagem e possuíam comportamentos distintos segundo o uso a que se destinavam. Essa observação contribuiu para o agrupamento de solos em classes semelhantes. C06_As_treze_ordens_solo.indd 1 19/11/2018 08:33:21 As informações sobre classes de solo são importantes para o planejamento do uso de recursos, bem como de sua gestão. Carvalho, Nunes e Antunes (2013) afirmam que as informações contidas em mapas do solo possibilitam a pro- posição de políticas territoriais e de legislação específica, além da construção de instrumentos jurídico-administrativos com diretrizes para a preservação, a recuperação, a conservação e o desenvolvimento. Os solos são classificados a partir da avaliação de diversos parâmetros. Entre eles, você pode considerar os dados morfológicos, químicos, físicos e minera- lógicos. O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) é o sistema oficial de classificação de solos do Brasil. Ele agrupa os solos nacionais em 13 ordens distintas. Coelho et al. (2013) afirmam que o sistema de classificação busca agrupar e organizar o conhecimento relacionado aos solos brasileiros, bem como permitir a comunicação entre pesquisadores da área de ciência do solo. No Quadro 1, a seguir, você pode ver a descrição de cada uma das 13 or- dens de solo. Para a determinação da classe à qual pertence um solo, deve ser observada a prevalência dos horizontes, sendo que as propriedades do primeiro horizonte (diagnóstico de subsuperfície) têm predomínio sobre as demais. Ordens de solo Descrição Argissolos São constituídos por material mineral e apresentam variações de drenagem. São solos profundos, com alto nível de desenvolvimento, com horizonte A geralmente arenoso e horizonte B argiloso. Além disso, são solos com argila de baixa atividade e saturação por alumínio. Nas regiões que apresentam relevo elevado, é comum existirem cascalhos na sua constituição, o que interfere no volume de nutrientes presentes. Cambissolos São solos constituídos por material mineral, com horizonte B rudimentar subjacente a qualquer tipo de horizonte superficial. Essa categoria é conceituada como solos de estágio intermediário de intemperismo. Esses solos podem variar de rasos a profundos, apresentando processo simples de formação. Geralmente, eles têm fragmentos de saprolitos ou rochas no horizonte B rudimentar. Quadro 1. Treze ordens do solo (Continua) As treze ordens do solo2 C06_As_treze_ordens_solo.indd 2 19/11/2018 08:33:21 Ordens de solo Descrição Chernossolos São solos com grandes quantidades de matéria orgânica no horizonte A, o que confere a eles uma coloração escura, com elevada fertilidade natural. Na presença de relevos fortes, podem apresentar limitações quanto à mecanização e suscetibilidade à erosão. Espodossolos Esse tipo de solo é o único que tem matéria orgânica no horizonte B, ocorrendo em áreas arenosas e com elevada precipitação pluvial. No Brasil, a maioria dos locais que apresenta o solo dessa tipologia tem textura arenosa ao longo do perfil. Gleissolos São solos pouco profundos a profundos que apresentam processo de redução de ferro em ambientes alagados. Esses solos têm coloração acinzentada ou preta com manchas vermelhas e laranjas. Latossolos Esses solos possuem reserva de nutrientes reduzida. Contudo, podem ser bastante produtivos se bem manejados. São solos em avançado estágio de intemperismo, são profundos e com alto grau de desenvolvimento, o que lhes confere uma fertilidade natural pobre. Luvissolos Esses solos são pouco profundos a profundos, apresentando gradiente textural entre os horizontes A e B, exclusivamente eutróficos, com alta saturação por bases e argila de atividade alta. São solos muito ricos quimicamente, que possuem fertilidade natural associada à presença de argilas expansivas. Neossolos São solos pouco desenvolvidos, constituídos por material mineral ou orgânico pouco espesso. Podem ser rasos, como os neossolos litólicos e neossolos regolíticos, ou profundos, como os neossolos quartzarênicos e neossolos flúvicos. O grande diferencial dessa ordem é a ausência de horizonte B. Quadro 1. Treze ordens do solo (Continua) (Continuação) 3As treze ordens do solo C06_As_treze_ordens_solo.indd 3 19/11/2018 08:33:21 Potencialidades e limitações dos solos brasileiros O termo “potencialidade” possui várias acepções. A potencialidade pode ser conceituada como um conjunto de características que indicam o que pode ser Ordens de solo Descrição Nitossolos Esses solos apresentam coloração vermelha devido à presença de estrutura forte associada a uma cerosidade expressiva. São solos profundos, bem desenvolvidos, bem drenados e argilosos. O horizonte B nítico apresenta argila de atividade baixa ou atividade alta conjugada com caráter alumínico, ambos na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte B. Organossolos Esses solos são formados exclusivamente por uma camada orgânica chamada de “horizonte hístico”. É a única ordem de solos de origem orgânica, sem o predomínio de partículas minerais como nas demais. Planossolos São solos constituídos por material mineral com horizonte A ou E seguido de horizonte B plânico. Esses solos apresentam má drenagem e possuem elevado gradiente textural entre os horizontes A e B. Plintissolos Esses solos são geralmente profundos e apresentam nódulos de ferro no seu perfil. Essa característica limita a penetração de raízes e a retenção de água nos horizontes onde ocorrem. O horizonte B nítico apresenta argila de atividade baixa ou atividade alta conjugada com caráter alumínico, ambos na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte B. Vertissolos Esses são solos de coloração escura, devido à presença homogênea de matéria orgânica e argilas. São solos pouco profundos a profundos, com elevada fertilidade natural. São utilizados para a pecuária extensiva sobre campo nativo ou para o cultivo de arroz irrigado. Quadro 1. Treze ordens do solo (Continuação) Fonte: Adaptado de Santos e Zaroni (2013) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (2018). As treze ordens do solo4 C06_As_treze_ordens_solo.indd 4 19/11/2018 08:33:21 realizado em determinada área. Já as limitações indicam as restrições para determinado uso ou a necessidade de manejo apropriado para a correção de algum fator presente ou ausente no solo. Essas limitações podem estar associadas à falta ou ao excesso de algum nutriente,à profundidade do solo, à drenagem, à presença de fragmentos grosseiros de material rochoso, entre outros. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (2016, p. 15), [...] o desconhecimento sobre o recurso solo e sobre suas potencialidades e dis- tribuição geográfica dificulta a racionalização de seu uso, o que contribui para o desperdício de insumos agrícolas, principalmente da água de irrigação, e se constitui em fator impeditivo para aumento da produção agrícola sustentável [...]. Os solos brasileiros possuem diversas características que permitem o desenvolvimento de diferentes culturas e atividades. De acordo com Lima, Lima e Melo (2007), a grande diversidade de fatores de formação do solo brasileiro é o que explica a sua variedade no território. A seguir, você vai ver as possibilidades de uso de cada uma das ordens (SANTOS; ZARONI, 2013; UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MA- RIA, c2017; LABORSOLO, 2014; EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA, 2006, 2018). É importante você notar que são apresentadas informações gerais. Contudo, é uma caracterização detalhada que evidencia as propriedades de cada tipologia e outros usos possíveis. Argissolos Santos e Zaroni (2013) comentam que essa ordem de solos apresenta maior fertilidade natural. Com condições físicas adequadas e em relevos suaves, os argissolos possuem potencial para uso agrícola. As principais limitações desse tipo de solo estão relacionadas à baixa fertilidade, à acidez e às elevadas concentrações de alumínio. Além disso, no planejamento de uso, é preciso observar a suscetibilidade à erosão em decorrência da relação textural. Isso exige que os profi ssionais implementem práticas conservacionistas. Quando essa tipologia de solo tem textura média argilosa e argilosa é indicada à exploração agrícola, visto que possui elevado volume de água disponível e boa reserva de minerais. Contudo, esse tipo de solo é bastante suscetível à erosão quando apresenta gradiente textural acentuado (textura arenosa média), principalmente com a presença de cascalhos e relevo com fortes declives. Nesses casos, o solo é indicado apenas para pastagens, reflo- restamento ou áreas de preservação. 5As treze ordens do solo C06_As_treze_ordens_solo.indd 5 19/11/2018 08:33:21 Cambissolos Os cambissolos geralmente ocorrem em relevos com ondulações e montanhas, com limitações relacionadas à erosão. Esses solos, quando em planícies alu- viais, também podem ser inundados, o que confi gura um fator limitante para a agricultura. São solos fortemente drenados e de alta a baixa saturação por bases e atividade química coloidal. Chernossolos São solos com elevada fertilidade devido às suas características químicas: são eutrófi cos associados principalmente a altos teores de cálcio, de magnésio e de matéria orgânica. Os chernossolos têm de baixa a mediana acidez e alta capacidade de troca de cátions, relacionada à sua mineralogia. Porém, quando ocorrem em relevo ondulado, é necessário mitigar a erosão. Espodossolos Essa ordem de solo se caracteriza pela textura arenosa do horizonte A. Isso pode acarretar limitações ao uso agrícola, industrial e urbano da área. Gleissolos Em virtude das propriedades, os gleissolos apresentam hidromorfi smo, estando sujeitos à contaminação do lençol freático. O horizonte glei indica presença de ambiente redutor (lençol freático elevado) durante signifi cativo período do ano, fato que se relaciona diretamente com aspectos agrícolas e não agrícolas. O ambiente redutor é limitante para grande parte das plantas cultivadas. Por sua vez, a presença de lençol freático elevado limita os solos para o uso como aterros sanitários, cemitérios, áreas de lazer, etc. (OLIVEIRA, 2000?). Além disso, os gleissolos são constituídos por material mineral com hori- zonte glei iniciando-se dentro dos primeiros 50 cm a partir da superfície do solo, ou a uma profundidade maior do que 50 cm e menor ou igual a 150 cm, desde que imediatamente abaixo de horizonte A ou E ou de horizonte hístico (EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA, 2018). As treze ordens do solo6 C06_As_treze_ordens_solo.indd 6 19/11/2018 08:33:21 Latossolos Esses solos possuem evolução muito avançada, com expressivo processo de ferralitização, o que resulta em intemperização intensa. São solos com elevada agregação, retenção de água, boa densidade e drenagem. Essas propriedades são adequadas para o crescimento vegetal. Quanto a limitações, os latossolos carecem do emprego de práticas conservacionistas para evitar processos erosivos. Um fator limitante de seu uso na agropecuária é a baixa fertilidade. Assim, é preciso realizar aplicações adequadas de corretivos e fertilizantes para obter boas produções. Luvissolos Os solos dessa ordem precisam de práticas conservacionistas para serem utilizados. Esses solos são consideravelmente suscetíveis a processos erosivos. Isso ocorre devido à grande diferença textural entre horizonte A e horizonte Bt. Neossolos As limitações dos neossolos estão geralmente relacionadas à sua pequena profundidade, à sua pedregosidade, à sua textura arenosa e aos seus rele- vos ondulados a montanhosos. Tudo isso os torna limitantes ao uso urbano, industrial e agrícola. Contudo, em áreas consideradas mais planas, os solos eutrófi cos e de maior profundidade apresentam potencial para uso agrícola. Os solos distrófi cos e mais ácidos são dependentes de adubação e de calagem para correção da acidez. Quando apresentam textura arenosa, têm restrição devido à drenagem, o que resulta em baixa retenção de umidade no solo. Quando os neossolos ficam próximos aos cursos d'água, essas áreas devem ser protegidas para a preservação das matas ciliares. Quando há a presença desses solos de forma rasa, em ambientes com relevo considerável, eles apre- sentam limitações para o uso na agricultura devido à restrição de mecanização e à suscetibilidade aos processos erosivos. Nitossolos Os nitossolos, quando presentes em áreas mais planas e com maior profundi- dade, apresentam alto potencial agrícola. Já em ambientes com maior relevo, apresentam limitações decorrentes da restrição à mecanização e da suscetibi- lidade à erosão. Além disso, essa tipologia é uma ordem com características que podem demandar correções de fertilidade. 7As treze ordens do solo C06_As_treze_ordens_solo.indd 7 19/11/2018 08:33:22 Organossolos Os organossolos apresentam funções ecossistêmicas importantes. Porém, se submetidos ao intenso uso agrícola, são destruídos em pouco tempo, devendo ser mantidos como área de preservação ambiental (UNIVERSIDADE FEDE- RAL DE SANTA MARIA, c2017). Os organossolos têm seu uso limitado ao aproveitamento extrativista de produtos fl orestais ou ao pastejo. Com a adoção de técnicas de manejo intensivo e investimentos, tais solos podem ser produtivos para lavouras de ciclo curto ou horticultura. As classes de organossolos com maior fragilidade e menor potencial agrí- cola são as localizadas na área costeira. Elas são frágeis devido à deposição e ao acúmulo de material orgânico e/ou à presença de teores elevados de sais. Por fim, Santos e Zaroni (2013) apontam que, com relação às características físicas, os organossolos apresentam restrições devido à drenagem deficiente e à tendência à subsidência. Planossolos Os planossolos possuem baixa fertilidade do horizonte A, que tem caracterís- ticas arenosas. As limitações desses solos estão relacionadas à permeabilidade (lenta ou muito lenta), causada pelo acúmulo de argila em sua superfície. Eles também possuem como limitação os teores elevados de sódio, que podem afetar o desenvolvimento da maioria das culturas. Plintissolos Os limitantes dessa ordem de solo estão relacionados à produção agrícola, que deve ser realizada de forma a compensar as limitações quanto à penetração de raízes e à retenção de água nos horizontes. As limitações ainda estão relacionadas à acidez elevada. Vertissolos A potencialidade dosvertissolos é o uso como campo nativo ou para o cultivo de arroz irrigado, visto que são pouco permeáveis, o que restringe a sua drenagem. As treze ordens do solo8 C06_As_treze_ordens_solo.indd 8 19/11/2018 08:33:22 O Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos) visa à retomada de levanta- mentos pedológicos no Brasil. Tais levantamentos produzem conhecimento sobre as características dos solos brasileiros. Acessando o link a seguir, você pode ver as estratégias do programa. https://goo.gl/Nj3r5S Principais tipos de solo no Brasil A classifi cação dos solos é de extrema importância por diversos fatores, con- forme elencado por Oliveira (2000?) e Lima, Lima e Melo (2007): compreender as relações entre os indivíduos; ressaltar as propriedades dos objetos classificados; prever o comportamento dos solos; identificar o melhor uso do solo, por meio da definição de usos e limitações; estimar a produtividade; levantar temas de pesquisa; extrapolar informações e dados de pesquisa; facilitar a comunicação e a troca de informações. O Brasil possui uma vasta área geográfica, com distintos tipos de solo. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa em Agropecuária (2006), o País conta com: latossolos (31,49% do território); argissolos (26,84%); neosso- los (13,18%); plintossolos (6,98%); cambissolos (5,26%); gleissolos (4,67%); luvissolos (2,84%); planossolos (2,66%); espodossolos (1,89%); nitossolos (1,13%); chernossolos (0,44%); vertissolos (0,21%); e organossolos (0,03%). Além disso, no Brasil há 2,37% da área relativa com afloramentos de rocha, dunas, águas e outros. 9As treze ordens do solo C06_As_treze_ordens_solo.indd 9 19/11/2018 08:33:22 O solo brasileiro possui mapeamento digital. Para conhecer mais sobre o assunto e identificar a ocorrência das tipologias no Brasil, acesse o link a seguir. https://goo.gl/kJi5sB Conforme Lima, Lima e Melo (2007), existe grande diversidade de fatores que influenciam a formação dos solos no Brasil. Segundo Coelho et al. (2013), os solos de maior representatividade no País são os latossolos e os argissolos, que abrangem uma área de aproximadamente 60% do território nacional. Os latossolos estão presentes, de forma mais frequente, em regiões equa- toriais e tropicais, podendo ocorrer em zonas subtropicais. A ocorrência dos argissolos está geralmente relacionada a paisagens de relevos mais acidentados e dissecados, com superfícies menos suaves. Segundo Silva, Chaves e Lima (2009), os latossolos e argissolos coesos ocorrem principalmente nas faixas litorâneas das regiões Nordeste e Sul do Brasil. Os neossolos compreendem diversos ambientes climáticos, desde áreas de relevos ondulados a montanho- sos até as áreas planas. Nas regiões Nordeste e Sul do Brasil, geralmente nas baixadas planas ou na parte inferior das encostas quase planas, ocorrem com maior frequência os vertissolos (SILVA; CHAVES; LIMA, 2009). Mesmo com menor ocorrência, todas as ordens de solo têm sua impor- tância na composição da paisagem. Lima, Lima e Melo (2007) afirma que os luvissolos têm papel relevante na região semiárida do Brasil; os nitossolos são formados de basalto no Centro-Sul; no Pantanal, no semiárido e nas regiões com cultivo de arroz no Rio Grande do Sul, pode-se verificar a ocorrência de planossolos. Além disso, os vertissolos são predominantes em apenas 0,2% do território nacional, sendo comuns em Hulha Negra (RS), Souza (PB), Brejo Santo (CE), Santo Amaro (BA) e Corumbá (MS). Você deve notar que, para classificar os solos, é necessário entender que eles são impreterivelmente produtos da decomposição de rochas, que podem estar em vários estágios. Desse modo, os solos, devido à sua classificação e à sua influência no clima, ocorrem em todos os ambientes (SILVA; CHAVES; LIMA, 2009). As treze ordens do solo10 C06_As_treze_ordens_solo.indd 10 19/11/2018 08:33:22 CARVALHO, C. C. N.; NUNES, F. C.; ANTUNES, M. A. H. Histórico do levantamento de solos no Brasil: da industrialização brasileira à era da informação. Revista Brasileira de Cartografia, Rio de Janeiro, n. 65/5, p. 997-1013, set./out. 2013. COELHO, M. R. et al. Solos: tipos, suas funções no ambiente, como se formam e sua relação com o crescimento das plantas. Rio de Janeiro: EMBRAPA Solos, 2013. DERISIO, J. C. Introdução ao controle de poluição ambiental. 5. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2017. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Agência Embrapa de Informação Tecnológica. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2006. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Programa nacional de solos do Brasil (PronaSolos). Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2016. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5. ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2018. LABORSOLOS. 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