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2ª Edição 
Contabilidade Fiscal
Autoria: Ivone Ascar Sauáia Guimarães
EXPEDIENTE EDITORIAL
Reitor: 
Janes Fidelis Tomelin
Diretor Pós-Graduação: 
Tiago Lorenzo Stachon
Equipe Multidisciplinar da Pós-Graduação EAD: 
Tiago Lorenzo Stachon
Ilana Gunilda Gerber Cavichioli
Norberto Siegel
Julia dos Santos
Ariana Monique Dalri
Jairo Martins
Marcio Kisner
Marcelo Bucci
Revisão Gramatical: 
Núcleo de educação a Distância
Diagramação e Capa:
Núcleo de educação a Distância
 V848
 Venâncio, Patrícia Fernanda Guimarães
 Contabilidade Fiscal. / Patrícia Fernanda Guimarães 
 Venâncio — Florianópolis, SC: Arqué, 2024.
 160 p.
 ISBN Digital XXX-XX-XXXX-XXX-X
 1. Contabilidade. 2. Fiscal. 3. Fundamentos. 4. Tributos.
CDD 657 
FICHA CATALOGRÁFICA 
SUMÁRIO
Capítulo 1 ............................7
Fundamentos da Contabilidade Fiscal
Capítulo 2 ...........................54
Contabilidade Fiscal Avançada
Capítulo 3 ...........................111
Contabilidade Fiscal Estratégica
APRESENTAÇÃO
A Contabilidade Tributária é um segmento da contabilidade que se de-
dica à aplicação simultânea e adequada dos fundamentos da contabilidade 
e da legislação tributária. 
No âmbito da contabilidade como um todo, seu objetivo é destacar de 
forma precisa e clara a situação patrimonial e os resultados obtidos durante 
o exercício, respeitando os princípios e as normas contábeis fundamentais. 
O resultado deve refletir a precisão do ponto de vista econômico. Contudo, 
é comum que a legislação tributária, frequentemente, altere os resultados 
econômicos para adequá-los às suas demandas legais, resultando em um 
valor fiscal divergente do resultado contábil, o qual nem sempre condiz com 
a realidade econômica.
Visando a harmonização da contabilidade nacional com os Padrões 
Internacionais de Contabilidade, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) 
emitiu novos direcionamentos nos anos de 2009 e 2010. Essas medidas 
tinham o propósito de estabelecer critérios e procedimentos contábeis ali-
nhados aos padrões internacionais para atender às necessidades de todos 
os usuários da contabilidade. Nesse contexto, a Receita Federal instituiu a 
MP 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, visando não tornar obri-
gatórios os ajustes resultantes da legislação tributária para fins de registro 
contábil, permitindo que fossem controlados por registros auxiliares ou no 
Lalur, dependendo da situação. Esse regime vigorou temporariamente nos 
anos de 2009 e 2010, enquanto a Receita Federal estudava um procedimen-
to para implementá-lo permanentemente.
É frequente, como mencionado anteriormente, que empresas que re-
gistram prejuízo econômico, adotando o Regime Lucro Real, sejam obriga-
das pelo Fisco a considerar despesas como indedutíveis, resultando em um 
lucro fiscal chamado “lucro real”, mesmo em cenário de prejuízo econômico. 
Esse fenômeno caracteriza o nome do regime.
Portanto, os sócios ou acionistas têm o direito de conhecer o real resul-
tado econômico, o qual não deve ser manipulado para atender às exigências 
fiscais. A contabilidade deve retratar com precisão a situação patrimonial e 
os resultados obtidos no exercício.
No entanto, as obrigações fiscais estipuladas por lei devem ser cumpri-
das e administradas por meio de controles fiscais externos à contabilidade. 
Os tributos são devidos conforme a legislação vigente, desde que devida-
mente respaldados legalmente.
Para esclarecer, na demonstração do resultado do exercício, é neces-
sário provisionar valores para pagamento do Imposto de Renda da Pessoa 
Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro (CSL). A diferença entre 
o resultado do exercício após essas provisões representa o lucro líquido dis-
ponível para a sociedade. Se um sócio verificar a provisão do IRPJ e calcular 
com as alíquotas correspondentes, podem surgir divergências. Por isso, é 
essencial que as demonstrações financeiras, na nota explicativa, detalhem 
como o IRPJ foi calculado conforme a legislação (resultado do exercício + 
adições - exclusões - compensações), ou seja, o lucro real, um valor diver-
gente do resultado econômico antes dessa provisão, refletindo o resultado 
fiscal para melhor adequação aos padrões internacionais.
Com o advento da adoção dos padrões internacionais de contabilidade 
(International Financial Reporting Standards – IFRS) no Brasil, foi efetivada legal-
mente por meio da Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que introduziu 
inúmeras e profundas modificações na Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 
1976, e, sobretudo, na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (Lei das S.A.), 
que passaram a surtir seus efeitos a partir de 1º de janeiro de 2008. Tais alte-
rações, bem como aquelas decorrentes de todo o processo de harmonização 
das normas contábeis domésticas com os IFRS, afetaram não só os métodos 
e critérios contábeis, mas também o modelo político-normativo contábil na-
cional e, porque não dizer, a própria cultura contábil brasileira.
A Lei nº 11.638/2007 é a culminância de um conjunto de ações que 
já vinham sendo desenvolvidas desde a década de 1990, a fim de criar 
um ambiente político-institucional que permitisse a adoção dos IFRS. O 
próprio Projeto de Lei nº 3.741/2000, do qual essa lei é originada; às de-
mais ações institucionais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no 
sentido de aprimorar as normas contábeis domésticas com a introdu-
ção de preceitos oriundos dos IFRS; e, mais recentemente, a criação do 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), pelo Conselho Federal de 
Contabilidade (CFC), são exemplos dos esforços empreendidos na busca 
pela adoção dos IFRS. 
No Brasil, até então, dispunha-se de diversos conjuntos de padrões 
de contabilidade, emanados por inúmeros órgãos reguladores (CVM, Banco 
Central do Brasil – BCB etc.), além da forte influência tributária, tanto na 
normatização quanto na própria prática contábil. A abertura da economia 
brasileira expôs as companhias nacionais ao contexto global e evidenciou 
a necessidade de contar com padrões contábeis harmônicos, que ofereces-
sem um maior grau de comparabilidade, bem como proporcionassem, nes-
se novo ambiente, a redução de custos operacionais e de capital, de modo 
a tornar as companhias mais atraentes para o investimento estrangeiro. 
Uma das questões mais relevantes nesse processo foi a garantia da neu-
tralidade tributária, ou seja, a garantia de que a adoção dos IFRS não repercu-
tisse efeitos na carga tributária das pessoas jurídicas (PJ) envolvidas. A fim de 
resolver essa questão, por meio da Medida Provisória nº 449/2008, conver-
tida posteriormente na Lei nº 11.941/2009, foi instituído o Regime Tributário 
de Transição (RTT), que contemplou o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica 
(IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para 
o PIS-Pasep e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social 
(Cofins). Com esse regime, foi possível reduzir sensivelmente, pelo menos no 
plano legal, a influência das normas tributárias sobre a prática contábil, bem 
como dos incentivos tributários sobre a divulgação financeira, permitindo a 
adoção plena dos IFRS sem a existência de efeitos tributários.
Assim, nesses capítulos você verá a contabilidade em seus aspectos 
tributários, aplicará casos tributários na contabilidade, conhecerá e enten-
derá as situações das operações na empresa que devem ser evitadas para 
que não se onere a formação de passivo, devido a implicações legais.
Bons estudos!
7
CAPÍTULO 1
FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE 
FISCAL
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir da perspectiva do saber-fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
• Sistematizar e aprofundar conhecimentos específicos à área tributá-
ria e refletir sobre a realidade brasileira;
• Habilitar, capacitar e formar um profissional da ciência contábil e 
de áreas afins, tornando-o competente e com plenas condições de 
satisfazer as exigências do mercado de trabalho e dos usuários pre-
ferenciais das informaçõesuma 
mesa de madeira, um dos homens está com uma folha de papel com um texto escrito e apontan-
do o texto com uma caneta. A mulher está com uma folha de papel com vários números, o outro 
homem está apontando para os papéis com um lápis.
A qualidade das informações contábeis e fiscais influencia diretamen-
te as decisões estratégicas das empresas. Por meio de análises precisas e 
relatórios gerenciais, a Contabilidade Fiscal fornece dados relevantes para 
a gestão financeira, planejamento de investimentos, avaliação de rentabili-
dade de projetos e a tomada de decisões estratégicas.
Olhando para o futuro, espera-se que a Contabilidade Fiscal continue 
a enfrentar desafios, como a adaptação a mudanças rápidas na legislação 
tributária, a incorporação de novas tecnologias, a gestão de riscos fiscais 
e a busca por profissionais capacitados para lidar com esse ambiente em 
constante transformação.
Assim, a Contabilidade Fiscal é um campo dinâmico e essencial para 
as organizações, impactando diretamente sua performance financeira, 
sua conformidade legal e sua competitividade no mercado. Dominar os 
conceitos fundamentais e acompanhar as tendências e mudanças nessa 
área é crucial para os profissionais contábeis que desejam atuar nesse 
campo com excelência.
51
ATIVIDADES
DE ESTUDO
1. Qual é a principal função da Contabilidade Fiscal em uma empresa?
a. Emitir notas fiscais.
b. Realizar auditorias internas.
c. Registrar e controlar informações relacionadas a tributos.
d. Elaborar relatórios de vendas. 
e. Gerenciar o departamento de recursos humanos.
2. O que pode ocorrer caso uma empresa não cumpra as normas de 
emissão e registro de documentos fiscais? 
a. Redução dos custos tributários.
b. Aumento da credibilidade perante os fornecedores.
c. Multas e penalidades legais.
d. Melhoria na gestão de estoque.
e. Benefícios fiscais adicionais.
3. Qual é a importância das ferramentas tecnológicas na gestão tributá-
ria das empresas?
a. Não têm impacto na gestão tributária.
b. Reduzem a complexidade das obrigações fiscais.
c. Aumentam os custos operacionais.
d. Aumentam a carga tributária.
e. Reduzem a conformidade fiscal.
52
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Altera a Legislação 
Tributária Federal. Brasília: Presidência da República, 1998. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9718compilada.htm. Acesso em: 01 
out. 2023.
BRASIL. Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002. Dispõe sobre a não-cu-
mulatividade na cobrança da contribuição para os Programas de Integração 
Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Brasília: 
Presidência da República, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/cci-
vil_03/leis/2002/l10637.htm. Acesso em: 01 out. 2023.
BRASIL. Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Altera a Legislação 
Tributária Federal e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 
2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.833.
htm. Acesso em: 01 out. 2023.
BRASIL. Lei nº 10.898, de 08 de janeiro de 2009. Institui o Regime de 
Tributação Unificada – RTU na importação, por via terrestre, de mercadorias 
procedentes do Paraguai; e altera as Leis nº. 10.637, de 30 de dezembro de 
2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Brasília: Presidência da República, 
2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/
lei/L11898.htm. Acesso em: 01 out. 2023.
CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Contabilidade fiscal e tributária. 2. ed. 
[S. l.]: Saraiva, 2019a. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/
books/9788553131983. Acesso em: 18 nov. 2023.
CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Auditoria fiscal e tributária. 2. ed. 
[S. l.]: Saraiva, 2019b. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9718compilada.htm
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https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788553131921
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788553131921
53
Capítulo 1
FABRETTI, L. C. Contabilidade Tributária. 16. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 2016. 
Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788597009446. 
Acesso em: 18 nov. 2023.
FLORES, E. Lucro Contábil e Lucro Fiscal. Portugal: Grupo Almedina, 2023. 
Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9786556277936. 
Acesso em: 18 nov. 2023.
KHAIR, A.; ARAÚJO, É. A.; AFONSO, J. R. R. Carga tributária: mensuração e 
impacto sobre o crescimento. Rev. de Economia e Relações Internacionais, 
v. 1, n. 7, p. 27-42, 2005. Disponível em: https://www.faap.br/revista_faap/rel_
internacionais/pdf/revista_economia_07.pdf. Acesso em: 03 abr. 2024. 
KPMG. 2015 tax rates online. [S. l.]: KPMG, 2015.
MENDES, M. J. Os sistemas tributários de Brasil, Rússia, China, Índia 
e México: comparação das características gerais. Brasília: Senado Federal, 
2008. (Texto para Discussão, n. 49). Disponível em: https://www12.senado.leg.
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cao-das-caracteristicas-gerais. Acesso em: 03 abr. 2024.
OLIVEIRA, G. P. D. Contabilidade Tributária. 4. ed. [S. l.]: Saraiva, 2013. 
Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788502204621. Acesso 
em: 18 nov. 2023.
PEGAS, P. H. Manual de Contabilidade Tributária. 10. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 
2022. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9786559772087. 
Acesso em: 18 nov. 2023.
SANTOS, A. D. et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas 
as sociedades. 4. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 2022. Disponível em: https://app.mi-
nhabiblioteca.com.br/books/9786559772735. Acesso em: 18 nov. 2023.
SOUSA, E. P. D. Contabilidade Tributária: aspectos práticos e conceituais. 
[S. l.]: Grupo GEN, 2018. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/
books/9788597018493. Acesso em: 18 nov. 2023.
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788597009446
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9786556277936
https://www.faap.br/revista_faap/rel_internacionais/pdf/revista_economia_07.pdf
https://www.faap.br/revista_faap/rel_internacionais/pdf/revista_economia_07.pdf
https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-49-os-sistemas-tributarios-de-brasil-russia-china-india-e-mexico-comparacao-das-caracteristicas-gerais
https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-49-os-sistemas-tributarios-de-brasil-russia-china-india-e-mexico-comparacao-das-caracteristicas-gerais
https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-49-os-sistemas-tributarios-de-brasil-russia-china-india-e-mexico-comparacao-das-caracteristicas-gerais
https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-49-os-sistemas-tributarios-de-brasil-russia-china-india-e-mexico-comparacao-das-caracteristicas-gerais
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788502204621
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9786559772087
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9786559772735
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9786559772735
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788597018493
https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788597018493
54
CAPÍTULO 2
CONTABILIDADE FISCAL AVANÇADA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir da perspectiva do saber-fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:• Formar, desenvolver e capacitar para a análise e percepção crítica 
direcionada ao desenvolvimento e à implementação no contexto da 
gestão tributária;
• Estimular o autodesenvolvimento e a competência profissional por 
meio de um programa de Contabilidade Tributária contemporâneo;
• Diferenciar empresas que podem daquelas que não podem optar 
pelo Simples Nacional;
• Calcular mensalmente o Simples Nacional nas empresas comerciais, 
industriais e prestadoras de serviços, inclusive nas situações com 
vendas ao exterior, ultrapassagem do limite e nas atividades comer-
ciais com revendas de produtos com tributação monofásica de PIS e 
Cofins e substituição tributária de ICMS;
• Entender os casos em que o SIMPLES pode representar a melhor 
opção para profissionais liberais que atuam diretamente como pes-
soa física;
• Operar e compreender os aspectos contábeis do Sped;
• Lidar com as exigências do Sped Fiscal, abrangendo a escrituração e 
o envio eletrônico de informações fiscais;
55
Capítulo 2
• Preparar e submeter a DCTF, compreendendo a apuração e o regis-
tro de débitos e créditos tributários federais; 
• Elaborar e apresentar a declaração de Informes Econômicos Fiscais 
da Pessoa Jurídica;
• Gerir a Declaração Anual do Simples Nacional;
• Elaborar obrigações acessórias com precisão.
56
CONTEXTUALIZAÇÃO
A Contabilidade Fiscal desempenha um papel crucial na admi-
nistração financeira e tributária das organizações, envolvendo uma 
série de processos e ferramentas que visam garantir o cumprimento 
das obrigações fiscais e o controle adequado das operações contá-
beis. O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) revolucionou 
a maneira como as informações contábeis são registradas e com-
partilhadas. Ele abrange diversos módulos, como o Sped Contábil, 
que padroniza o envio de dados contábeis às autoridades fiscais; 
o Sped Fiscal, que concentra informações sobre movimentações 
fiscais; e o e-Lalur, destinado ao controle das adições e exclusões 
na apuração do lucro real.
A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é outra vertente importante da 
Contabilidade Fiscal. Esse documento digital substitui as antigas 
notas fiscais impressas, simplificando os processos de emissão, 
transmissão e armazenamento das informações, o que resulta 
em maior agilidade e segurança nas transações comerciais. No 
âmbito das obrigações acessórias, a Contabilidade Fiscal demanda 
o cumprimento de diversas declarações e registros específicos. A 
Declaração Anual do Simples Nacional é um exemplo direcionado a 
empresas que adotam esse regime tributário simplificado, enquan-
to o Livro de Registro de Inventário é responsável por registrar os 
estoques no encerramento do exercício, fornecendo um panorama 
preciso dos bens existentes na empresa.
A transformação digital e a adoção de soluções tecnológicas 
na Contabilidade Fiscal são fundamentais para simplificar proces-
sos, reduzir erros e garantir conformidade com as regulamenta-
ções fiscais em constante evolução. Por meio dessas ferramentas 
e procedimentos, as organizações têm a oportunidade de otimizar 
57
Capítulo 2
suas operações contábeis, minimizar riscos fiscais e tomar decisões 
estratégicas mais embasadas.
A formação e o desenvolvimento profissional em Contabilidade 
Fiscal são fundamentais para capacitar os profissionais a analisar 
criticamente o cenário tributário em constante evolução. O obje-
tivo é proporcionar uma compreensão aprofundada das nuances 
da legislação fiscal, capacitando-os a aplicar práticas de gestão 
tributária eficientes e estratégicas. Por meio de um programa de 
Contabilidade Tributária contemporâneo, os profissionais são in-
centivados ao autodesenvolvimento e à busca contínua por conhe-
cimento, estimulando a competência técnica e a capacidade analí-
tica para lidar com as complexidades do ambiente fiscal.
Um dos pontos cruciais é a diferenciação entre empresas ap-
tas e não aptas a optar pelo Simples Nacional. Esse regime tribu-
tário simplificado é uma opção vantajosa para micro e pequenas 
empresas, proporcionando benefícios fiscais, redução de encargos 
tributários e simplificação de obrigações acessórias. No entanto, 
nem todas as empresas se enquadram nos critérios estabelecidos 
para aderir a esse regime, sendo essencial compreender os requi-
sitos e as limitações para fazer a escolha mais adequada ao perfil e 
às necessidades específicas de cada negócio.
Dessa forma, a capacitação e a atualização contínua dos profis-
sionais de Contabilidade Fiscal não apenas reforçam suas compe-
tências técnicas, mas também os preparam para identificar opor-
tunidades tributárias e tomar decisões estratégicas que impactam 
diretamente na saúde financeira e na conformidade tributária das 
empresas.
58
O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é fundamental para 
compreender e operar os aspectos contábeis desse sistema que revolu-
cionou a forma como as informações contábeis e fiscais são registradas e 
enviadas eletronicamente. O Sped representa uma iniciativa que visa mo-
dernizar e simplificar as obrigações acessórias das empresas perante os 
fiscos Federal, Estadual e Municipal. No contexto contábil, compreender os 
detalhes e nuances do Sped é crucial para a correta escrituração e envio 
eletrônico das informações contábeis.
Lidar com as exigências do Sped Fiscal implica não apenas regis-
trar corretamente as transações fiscais, mas também compreender 
as normativas vigentes e as particularidades de cada obrigação fiscal 
eletrônica. Isso envolve desde a escrituração fiscal digital até o envio 
preciso e em conformidade com as regras estabelecidas pelos órgãos 
competentes. Nesse contexto, a capacidade de operar e compreender 
os aspectos contábeis do Sped não apenas simplifica os processos con-
tábeis e fiscais das empresas, mas também promove a adequação às 
exigências legais, evitando possíveis penalidades por descumprimento 
das obrigações fiscais estabelecidas.
1.1 SPED: SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO 
DIGITAL
O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), regulamentado pelo 
Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, tem como principais objetivos 
os listados a seguir.
11. O SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO 
DIGITAL (SPED): CONTÁBIL, FISCAL, 
E-LALUR, NOTA FISCAL ELETRÔNICA, 
FCONT, CERTIFICAÇÃO DIGITAL
59
Capítulo 2
Integração dos fiscos
Visa a padronização e o compartilhamento de informações contábeis e fiscais 
entre os órgãos fiscalizadores, quando permitido por lei.
Racionalização e uniformização das obrigações acessórias
Estabelece a transmissão única de diferentes obrigações acessórias de órgãos 
fiscalizadores distintos, simplificando os procedimentos para os contribuintes.
Identificação ágil de ilícitos tributários
Agiliza a identificação de práticas irregulares, melhora o controle dos proces-
sos, proporciona rápido acesso às informações e torna a fiscalização mais efi-
ciente por meio do cruzamento de dados e auditoria eletrônica.
Site
Conheça, no site da Receita Federal, a página do 
SPED. 
Figura 1. Página do Sped
 
Fonte: Sped (2023). 
#ParaTodosVerem: a figura mostra a página inicial do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital.
http://sped.rfb.gov.br/
60
Capítulo 2
O Sped foi criado em conjunto com o projeto da Nota Fiscal Eletrônica 
(NF-e) e inclui, entre outras, as obrigações acessórias listadas a seguir.
• Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e): versão digital de 
documentos fiscais utilizados em diferentes modalidades de trans-
porte de cargas;
Vídeo
Assista ao vídeo O que é a ECD? Tudo sobre a escri-
turação contábil digital!
• Escrituração Contábil Digital (ECD): versão digital dos Livros Diário, 
Razão e Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento;
• Escrituração Contábil Fiscal (ECF): substituiu a Declaração do 
Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ);
Vídeo
Outra dica: assista ao vídeo Escrituração Contábil 
Fiscal - ECF para conhecer essa escrituração tão 
importante.
• Escrituração Fiscal Digital (EFD) ICMS IPI: compreenderegistros 
de documentos fiscais e informações de interesse dos fiscos, além 
dos registros de apuração de impostos referentes às operações pra-
ticadas pelo contribuinte;
• EFD-Contribuições: utilizada para escrituração da contribuição para 
o PIS-Pasep e da Cofins;
• Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações da 
Contribuição Previdenciária Substituída (EFD-Reinf): abrange as 
retenções e informações sobre a receita bruta para a apuração das 
contribuições previdenciárias substituídas;
• e-Financeira: obrigatoriedade para instituições financeiras apre-
sentarem saldos de contas-correntes e outras informações financei-
ras previstas na IN RFB 1.571, de 2 de julho de 2015;
https://youtu.be/JGKI3JrwFJI
https://www.youtube.com/watch?v=ke4bo3MXDk0
61
Capítulo 2
• e-Social: unificação das informações referentes às obrigações fis-
cais, previdenciárias e trabalhistas em um ambiente nacional.
1.2 PRINCIPAIS DECLARAÇÕES FISCAIS
A legislação tributária brasileira demanda uma série de declarações, 
confira a seguir.
• DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais): 
apresentada à Receita Federal para informar tributos e contribui-
ções apurados pela empresa;
• DIPJ (Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica): substituí-
da pela ECF a partir de 2014, registrava os rendimentos e resultados 
das operações da PJ;
• ECF (Escrituração Contábil Fiscal): substituiu a DIPJ, e deve 
ser entregue até 30 de setembro do ano seguinte ao período da 
escrituração;
• EFD – Contribuições: escrituração do PIS-Pasep, Cofins e da 
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB);
• PER/Dcomp: utilizado para requerer restituição e/ou compensação 
de tributos recolhidos à RFB;
• e-Lalur: substituiu o Lalur físico e é parte das normas da ECF, re-
gistrando a apuração do Imposto sobre a Renda e da Contribuição 
Social sobre o Lucro Líquido.
Artigo
Leiam o artigo As obrigações acessórias e as 
novas tendências em matéria de cumprimento 
cooperativo na administração tributária do 
estado de São Paulo, que explica as obrigações 
que as empresas têm que cumprir.
https://encurtador.com.br/eBJM3
62
Capítulo 2
1.2.1 Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): Contábil
A Responsabilidade Legal na escrituração contábil, para a escrituração 
contábil das pessoas jurídicas, é uma responsabilidade atribuída ao conta-
bilista devidamente habilitado, conforme a legislação vigente. É dever do 
contabilista assinar as demonstrações contábeis obrigatórias, em conjunto 
com os sócios ou administradores encarregados da empresa.
A contabilidade empresarial é, primeiramente, uma exigência da 
legislação comercial e societária, estando voltada para atender aos inte-
resses dos sócios ou acionistas, bem como dos credores envolvidos na 
atividade empresarial, como instituições financeiras e fornecedores. Essa 
prática visa garantir a transparência e idoneidade das operações financei-
ras, assegurando uma base sólida para as relações comerciais e a saúde 
financeira da empresa.
Figura 2. Empresários
Fonte: Pixabay (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma calculadora em cima de folhas de cálculos com setas 
coloridas apontando a um resultado, ao lado uma caneta.
Para atender aos interesses da arrecadação dos tributos, a fiscalização 
também dispõe sobre a matéria, reportando-se às disposições da legislação 
comercial, aos Princípios de Contabilidade e acrescentando outras normas 
de caráter fiscal que algumas vezes atropelam as normas contábeis. Nesse 
sentido, a legislação do Imposto de Renda determina que a pessoa jurídi-
ca deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais, 
devendo a escrituração abranger todas as operações realizadas pelo contri-
buinte, bem como todos os resultados obtidos em suas atividades.
63
Capítulo 2
Dessa forma, a legislação do Imposto de Renda determina que a pes-
soa jurídica deve manter escrituração com observância das leis comerciais e 
fiscais, devendo a escrituração abranger todas as operações realizadas pelo 
contribuinte, bem como todos os resultados obtidos em suas atividades. 
Caracteriza-se como ato criminoso, para todos os efeitos legais e judiciais, a 
elaboração e assinatura de qualquer documento ou demonstração contábil 
contendo informações inverídicas, tendenciosas ou preparadas de má-fé.
Figura 3. Legislação
Fonte: Pixabay (2023). 
#ParaTodosVerem: a figura mostra uma balança simbolizando a lei com um martelo a frente e 
uma caixa aberta atrás.
Saiba Mais
Essas duas normas tratam de todo objeto e objetivo contábil financeiro.
CPC 00 (R2): Estrutura conceitual 
para relatório financeiro. 
ITG 2000 (R1) – 
Escrituração contábil.
Artigo
Leia o artigo SPED – Sistema Público de Escrituração 
Digital: Percepção dos contribuintes em relação aos 
impactos da adoção do SPED. Nele, verifica-se a rela-
ção dos impactos da adoção do Sped nos processos 
operacionais e na redução de custos das empresas.
https://encurtador.com.br/coEZ5
https://encurtador.com.br/wDGN9
https://congressousp.fipecafi.org/anais/artigos102010/248.pdf
64
Capítulo 2
A Resolução nº 563, de 28 de outubro de 1983, do Conselho Federal 
de Contabilidade, aprovou a NBC (Norma Brasileira de Contabilidade) T 2.1, 
que determina as formalidades da escrituração contábil, cujo texto apresen-
tamos a seguir: “NBC T 2 – DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL NBC T 2.1 – DAS 
FORMALIDADES DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 2.1.1 – A Entidade deve man-
ter um sistema de escrituração uniforme dos seus atos e fatos administrati-
vos, através de processo manual, mecanizado ou eletrônico” (Brasil, 1983).
Figura 4. Escrituração Contábil
Fonte: Pixabay (2023).
#ParaTodosVerem: calculadora em cima de papéis e uma caneta.
Requisitos dos arquivos magnéticos e Escrituração Contábil Digital (ECD)
Os arquivos magnéticos devem ser apresentados mediante solicitação 
das autoridades fiscais e devem conter informações claras e completas so-
bre os negócios e atividades econômicas, abrangendo:
• Contabilidade, registros e documentos;
• Relações com fornecedores e clientes;
• Documentos contábeis e fiscais;
• Controle de estoque e registros de inventário;
• Atualização monetária do balanço e controle patrimonial;
• Folha de pagamento de funcionários e relação insumos/produtos e 
custos;
65
Capítulo 2
• Cadastro de pessoas físicas e jurídicas aplicadas nos arquivos fornecidos;
• Tabelas de códigos utilizados nos arquivos fornecidos.
Escrituração Contábil Digital (ECD)
A Instrução Normativa RFB nº 1.420, de 19 de dezembro de 2013, estabe-
lece diretrizes sobre a Escrituração Contábil Digital (ECD). Conforme o artigo 
3º, a entrega da ECD é obrigatória para diversas pessoas jurídicas, incluindo:
1. Pessoas jurídicas tributadas pelo Imposto de Renda com base no 
lucro real;
2. Pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido que distribuem 
lucros superiores ao valor base de cálculo do Imposto sobre a Renda 
Retido na Fonte (IRRF), descontados todos os impostos e contribui-
ções incidentes;
3. Pessoas jurídicas imunes e isentas.
A obrigatoriedade abrange os fatos contábeis ocorridos a partir de 1º 
de janeiro de 2014, visando à transparência e à conformidade fiscal das em-
presas, assegurando a adequada prestação de informações às autoridades 
competentes.
Figura 5. Auditoria
Fonte: Pixabay (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mulher de óculos em frente ao computador com 
uma agenda.
66
Capítulo 2
Obrigatoriedade da Escrituração Contábil Digital (ECD) para diversas 
categorias empresariais
Todas as pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real são obrigadas a 
entregar a ECD, independentemente de serem sociedades simples, coope-
rativas ou empresas. Essa norma estabelece a obrigatoriedade da escritu-
ração contábil completa, especialmente para pessoas jurídicas tributadas 
pelo Lucro Presumido que distribuam lucros isentos de imposto de renda 
aos empresários, sócios ou acionistas, incluindo proprietários de Eireli, em 
valores superiores à base de cálculodo IR, descontados os tributos devidos 
(IR, CSLL, Cofins e PIS-Pasep).
A partir de 1º de janeiro de 2014, ficaram também obrigadas à es-
crituração e entrega da ECD as sociedades imunes e isentas do Imposto 
de Renda. As empresas imunes podem incluir, principalmente, as cate-
gorias a seguir.
• Instituições de educação ou assistência social que oferecem servi-
ços de interesse público, complementando as atividades do Estado, 
sem fins lucrativos.
Figura 6. Instituição de ensino
Fonte: Pixabay (2023).
#ParaTodosVerem: imagem mostra um professor ministrando aula em um projetor de tela, com 
crianças sentadas em carteiras escolares.
67
Capítulo 2
• Templos de qualquer culto.
Figura 7. Templos religiosos
Fonte: Pixabay (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma Bíblia fechada sobre um pedestal dourado.
• Os sindicatos dos trabalhadores.
Figura 8. Sindicato dos trabalhadores
Fonte: Pixabay (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra 6 Trabalhadores carregando bacias na cabeça em uma es-
trutura frágil, ao fundo vários navios ancorados.
68
Capítulo 2
• Os partidos políticos.
Figura 9. Partidos políticos
Fonte: Pixabay (2023). 
#ParaTodosVerem: a figura mostra homens vestidos de terno preto, camisa social e gravata, 
aplaudindo uma mulher com um terno preto. Ao fundo, há três bandeiras em mastros, com papéis 
picados coloridos caindo sobre todos.
1.2.2 Isenções concedidas a diversas entidades e suas 
obrigações contábeis
Normalmente, a isenção é concedida, principalmente, a entidades que 
devem manter uma escrituração completa de suas receitas e despesas. É 
crucial que esses registros sejam feitos em livros que garantam sua preci-
são, seguindo formalidades que assegurem a fidedignidade das informações. 
Além disso, essas entidades são obrigadas a manter, por um período de cinco 
anos, os documentos que comprovem os fatos contábeis em boa ordem.
Estão incluídas entre as entidades que usufruem dessa isenção:
• Instituições com caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico;
• Associações civis que oferecem serviços específicos para o grupo de 
pessoas ao qual se destinam, sem objetivos lucrativos;
69
Capítulo 2
• Sindicatos de empregadores;
• Entidades de previdência complementar abertas (sem fins lucrativos);
• Entidades de previdência complementar fechadas.
1.2.3 Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): 
Fiscal
A Instrução Normativa RFB nº 1.422 determina que todas as pessoas 
jurídicas, inclusive as equiparadas, deverão apresentar de maneira centra-
lizada na matriz a Escrituração Contábil Fiscal (ECF) integrante do Sistema 
Público de Escrituração Digital (SPED) em 2014.
Figura 10. Impostos
Fonte: Pixabay (2023). 
#ParaTodosVerem: a figura mostra duas mãos estendidas para o lado em formato de concha, 
parte do braço aparece mostrando o punho de um terno azul com uma blusa branca por baixo, 
entre as duas mãos está escrito Administração fiscal.
Na escrituração fiscal eletrônica, conforme estabelecido no art. 2º da 
instrução, o contribuinte deverá informar todas as operações que influen-
ciem a composição da base de cálculo e o valor devido do Imposto sobre 
a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido (CSLL).
A ECF será transmitida ao Sped até o último dia útil do mês de julho do 
ano seguinte ao ano-calendário a que se refira. A não entrega no prazo ou 
a sua apresentação com incorreções, ou omissões, acarreta as penalidades 
previstas na legislação tributária. Por fim, a norma estabelece que as pessoas 
jurídicas ficam dispensadas da escrituração do Livro de Apuração de Lucro 
Real (Lalur) e da entrega da Declaração de Informações Econômico-Fiscais 
70
Capítulo 2
da Pessoa Jurídica (DIPJ), e passa a ser uma escrituração, exclusivamente, 
para fins fiscais. 
1.2.4 Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): 
e-Lalur
O Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) é uma ferramenta fiscal 
fundamental. Sua finalidade principal é demonstrar a transição do lucro 
contábil para o lucro fiscal. Atualmente, o e-Lalur, sendo eletrônico, é com-
posto por duas partes distintas: Parte A e Parte B.
A Lei nº 12.973/2014 trouxe modificações ao artigo 8º do Decreto-Lei nº 
1.598/77 em relação ao Lalur, destacando o seguinte:
Art. 8° O contribuinte deverá escriturar, além dos demais registros reque-
ridos pelas leis comerciais e pela legislação tributária, os seguintes livros:
I – De apuração do lucro real, que será entregue em meio digital e no qual:
a) serão lançados os ajustes do lucro líquido do exercício, de que tratam os 
§§ 2° e 3° do artigo 6°;
b) será transcrita a demonstração do lucro real e a apuração do IR;
c) serão mantidos os registros de controle de prejuízos a compensar em 
exercícios subsequentes (art. 64), de depreciação acelerada, de exaustão 
mineral com base na receita bruta, de exclusão por investimento das pes-
soas jurídicas que explorem atividades agrícolas ou pastoris e de outros 
valores que devam influenciar a determinação do lucro real de exercício 
futuro e não constem de escrituração comercial (§ 2º).
II – REVOGADO.
§ 1º Completada a ocorrência de cada fato gerador do imposto, o contri-
buinte deverá elaborar o livro de que trata o inciso I do caput (e-LALUR), de 
forma integrada às escriturações comercial e fiscal, que discriminará:
a) o lucro líquido do exercício do período-base de incidência;
b) os registros de ajuste do lucro líquido, com identificação das contas ana-
líticas do plano de contas e indicação discriminada por lançamento corres-
pondente na escrituração comercial, quando presentes;
71
Capítulo 2
c) o lucro real.
d) a apuração do IR devido, com a discriminação das deduções quando apli-
cáveis; e
e) demais informações econômico-fiscais da pessoa jurídica.
§ 3° O disposto neste artigo será disciplinado em ato normativo da RFB.
§ 4° Para fins do disposto na alínea “b” do § 1º, considera-se conta analítica 
aquela que registra em último nível os lançamentos contábeis.
§ 2° Para fins da escrituração contábil, inclusive da aplicação do disposto no 
§ 2° do art. 177 da Lei n° 6.404/76, os registros contábeis que forem neces-
sários para a observância das disposições tributárias relativos à determi-
nação da base de cálculo do imposto de renda e, também, dos demais tri-
butos, quando não devam, por sua natureza fiscal, constar da escrituração 
contábil, ou forem diferentes dos lançamentos dessa escrituração, serão 
efetuados exclusivamente em:
I – Livros ou registros contábeis auxiliares; ou
II – Livros fiscais, inclusive no livro de que trata o inciso I do caput deste 
artigo. (Incluído pela Lei n° 11.941/09)
§ 3° O disposto no § 2° deste artigo será disciplinado pela RFB.
§ 4° Para fins do disposto na alínea “b” do § 1º, considera-se conta analíti-
ca aquela que registra em último nível os lançamentos contábeis (Brasil, 
2014, on-line).
O artigo 18 da Lei nº 8.218/91 já mencionava que o Lalur poderia ser 
mantido via sistema eletrônico, seguindo as diretrizes estabelecidas pela 
Receita Federal. Com a Lei nº 12.973/2014, foi acrescentado o artigo 8-A, que 
impõe multas em caso de entrega atrasada ou com erros no Lalur eletrônico.
Embora a lei torne o e-Lalur um livro obrigatório, sujeito a multas por 
atraso ou incorreções, a Instrução Normativa RFB nº 1.422/2013 instituiu a 
Escrituração Contábil Fiscal (ECF). O documento informa sobre a extinção 
da DIPJ e, consequentemente, não exige a entrega do Lalur isoladamente, 
sendo integrado à ECF. A Instrução Normativa RFB nº 1.574/2015 esclarece 
que tanto o e-Lalur quanto o e-Lacs (Livro Eletrônico de Apuração da Base 
de Cálculo da CSLL) compõem a ECF.
72
Capítulo 2
Vamos compreender como as duas partes do Lalur são compostas.
• Parte A: do lucro contábil ao lucro real
Na Parte A do Lalur, a empresa deve transcrever a apuração do lucro 
fiscal a partir do resultado obtido pela escrituração contábil, conforme es-
tabelecido no artigo 8º do Decreto-Lei nº 1.598/77. Inicialmente, todas as 
despesasa serem adicionadas e as receitas a serem excluídas devem ser 
informadas, detalhando a conta contábil (de forma analítica) referente ao 
ajuste, justificando a adição ou exclusão.
Em seguida, é necessário demonstrar a apuração do lucro fiscal, deno-
minado pela legislação tributária como lucro real. Essa apuração é realizada 
conforme mostrado a seguir. 
Tabela 1. Apuração do lucro real
a) Lucro líquido antes do IR
b) (+) Adições ao lucro líquido
c) (–) Exclusões ao lucro líquido
d) Lucro antes da compensação de prejuízos fiscais (a + b – c)
e) (–) Compensação de prejuízos fiscais
f) Lucro real (d – e)
g) IR – Alíquota básica (15% de 6)
h) IR – Adicional (10% s/ 6 menos R$ 20 mil/mês)
i) (–) Incentivos fiscais
j) IR devido (g + h – i)
Fonte: Elaboração própria (2023).
1.2.5 e-Lalur: uma análise detalhada das partes A e B
A apresentação da Parte A do Lalur nos deixa com uma questão em 
aberto: a eventual compensação do IRRF também deve ser incluída nessa 
seção? Após uma análise preliminar, concluímos que não.
73
Capítulo 2
Parte B: registros que afetam o resultado fiscal em períodos posteriores
A Parte B do e-Lalur transcreve todos os registros, incluídos ou não na 
Parte A, que possam ou devam impactar a base fiscal em períodos futuros. 
Por exemplo, todas as despesas que representaram adições temporárias 
devem ser registradas na Parte B. Isso porque, em algum momento subse-
quente, essas despesas serão dedutíveis para fins fiscais. Com um controle 
apropriado na Parte B do e-Lalur, a exclusão desses valores pode ser reali-
zada sem contratempos.
Tomemos como exemplo uma despesa de Provisão para Devedores 
Duvidosos (PDD): embora não seja dedutível no momento de sua constitui-
ção, ela representa uma adição temporária. Se o cliente pagá-la, a provisão 
poderá ser revertida, gerando uma receita de reversão. Esse valor, não exi-
gido pelo fisco, pode ser excluído no e-Lalur, desde que a despesa de PDD 
esteja registrada na Parte B. Se o cliente não pagar, a empresa confirmará a 
despesa e reconhecerá a provisão, realizando a baixa da conta retificadora 
do ativo (PDD) contra a conta de ativo (contas a receber) e deduzirá essa 
despesa na base do IR, assim que alcançar os prazos definidos na Lei nº 
9.430/96. Esses prazos e detalhes adicionais sobre a adição da PDD são 
abordados no Capítulo 20, que trata das adições ao lucro líquido.
Na Parte B, são mantidos os prejuízos fiscais apurados, passíveis de 
compensação em períodos subsequentes. Com a limitação de compensa-
ção em 30% do lucro do período seguinte, a manutenção desses registros 
na Parte B do e-Lalur ganhou relevância adicional.
Além disso, na Parte B, são registrados os valores referentes ao incen-
tivo fiscal do Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). Esses valores, 
limitados percentualmente, podem ser utilizados nos dois anos seguintes. 
Um controle eficaz do PAT na Parte B pode resultar em economias significa-
tivas para as empresas.
1.2.6 Livro Eletrônico de Apuração da Base da 
Contribuição Social (e-Lacs)
A Instrução Normativa (IN) RFB nº 1.700/2017 estabeleceu detalhes 
sobre as bases da contribuição social, tanto no lucro presumido quanto no 
lucro real. A Lei nº 12.973/2014 determina que a base da CSLL deve ser 
transcrita no e-Lalur a partir da adoção da lei em 2014 ou 2015, a critério 
da empresa. A IN RFB nº 1.574/2015 estabelece que o Livro Eletrônico de 
Apuração da Base de Cálculo da CSLL (e-Lacs) faz parte da ECF juntamente 
74
Capítulo 2
com o e-Lalur. Dessa forma, é essencial realizar no e-Lacs o mesmo tipo de 
controle executado no e-Lalur.
O e-Lalur, ou Livro Eletrônico de Apuração do Lucro Real, e o e-Lacs, 
referente à Apuração da Base de Cálculo da CSLL, são documentos essen-
cialmente fiscais destinados à apuração extracontábil do Lucro Real, sujeito 
à tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), em cada 
período de apuração (Jornal Contábil, 2023).
Uma das inovações da ECF, para empresas obrigadas à entrega da 
Escrituração Contábil Digital (ECD) é a utilização dos saldos e contas da ECD 
para preenchimento inicial da ECF. Além disso, a ECF recuperará os saldos 
finais das ECF anteriores a partir do ano-calendário 2015.
1.2.7 Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): 
Nota Fiscal Eletrônica
O Sped teve origem em abril de 2006, quando a Secretaria da Fazenda 
de São Paulo lançou um projeto pioneiro para emissão de notas fiscais ele-
trônicas, com a colaboração de 19 empresas que voluntariamente aderiram 
à iniciativa. Esse projeto foi concebido principalmente para eliminar o uso 
de papel e reduzir significativamente os custos associados.
Algumas empresas emitem até 1 milhão de notas por mês, resultando 
em um estoque considerável de 60 milhões de documentos ao longo do pe-
ríodo de cinco anos, conforme estabelecido pela legislação tributária para a 
guarda dos comprovantes. O objetivo central é digitalizar especialmente as 
notas referentes à compra e venda de mercadorias entre empresas, conhe-
cidas como notas fiscais 1A.
O processo de funcionamento da nota fiscal eletrônica segue as etapas 
a seguir.
1. A empresa, por meio da internet, envia um arquivo eletrônico à 
Secretaria da Fazenda do Estado, contendo as informações da 
transação;
2. Ao ser recebido, o documento é instantaneamente verificado quan-
to à autenticidade e integridade por meio de certificação digital;
3. Após a confirmação, a nota fiscal fica disponível para o comprador, 
permitindo que ele a acesse via web, no site fiscal;
75
Capítulo 2
4. Para o transporte das mercadorias, é utilizada uma simples folha 
de papel contendo um código de barras impresso para a verificação 
nos postos fiscais;
Este processo, além de simplificar a emissão e o acesso às notas fiscais, 
contribui para a eficiência nos registros contábeis e para a redução do im-
pacto ambiental pela diminuição do uso de papel.
1.2.8 Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): 
Fcont
• Encerramento do Fcont
O Fcont, que se refere à escrituração fiscal digital e foi obrigató-
rio para empresas tributadas pelo lucro real, teve seu último ano de 
entrega em 2015, referente ao período do ano-calendário 2014. Essa 
obrigação se aplicava somente às empresas que não haviam optado 
pela extinção do Regime Tributário de Transição (RTT) no ano de 2014, 
conforme estipulado pela Instrução Normativa RFB nº 1.492, de 17 de 
setembro de 2014.
A partir do ano-calendário de 2016 (e subsequentes, ou seja, a partir 
do ano-calendário 2015), não é mais exigida a entrega do Fcont conforme a 
normativa da Receita Federal de 2016.
1.2.9 Sistema Público de Escrituração Digital (SPED): 
Certificação Digital
É um serviço que disponibiliza documento eletrônico como uma iden-
tidade eletrônica por conter, digitalmente, os dados da própria pessoa 
física ou jurídica. Como Autoridade Certificadora, o Serpro emite essa 
identificação virtual que permite troca segura de informações ao certifi-
car a identidade do emissor e garantir integridade e confidencialidade da 
mensagem. Com procedimentos lógicos e complexos, o certificado digital 
confere validade e segurança em transações digitais (Serpro, [202-]).
São três tipos de certificados.
• O certificado do tipo A1 tem validade de um ano e, por ser um arqui-
vo, pode ser instalado facilmente em vários computadores median-
te cópia de segurança (backup) do arquivo;
76
Capítulo 2
• O certificado do tipo A3, com validade de até cinco anos, é usado 
geralmente por meio de mídia criptográfica (token ou cartão USB) 
que precisa estar conectada em computador para cada uso. O cer-
tificado só pode ser baixado no token uma única vez e, em caso de 
perda da mídia, perde-se também o certificado digital; 
• O Certificado em Nuvem (NeoID) diminui o risco dessa perda por 
estar armazenado na nuvem do Serpro e ser usado no smartphone. 
Pode ser instalado em vários computadores e vários celulares, mas, 
para cada uso, é encaminhado um pedido de autorização para o 
celular (Serpro,[202-]).
Figura 11. Entenda o fluxo de emissão de um Certificado Digital
 
Fonte: Serpro [202-]. 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra o fluxo de emissão de certificado digital – Escolha seu cer-
tificado, realize o pagamento, agende a certificação, validação documental e instalação do certifi-
cado digital.
O Sped representa um marco na modernização e simplificação das 
obrigações contábeis e fiscais das empresas. Dividido em diversas verten-
tes, o Sped abrange áreas como contabilidade, escrituração fiscal, e-Lalur, 
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), FCONT e Certificação Digital, trazendo consigo 
uma revolução na forma como as informações contábeis e fiscais são regis-
tradas, armazenadas e transmitidas.
77
Capítulo 2
O Sped contábil simplifica e padroniza os processos contábeis, tor-
nando obrigatória a escrituração digital das informações contábeis das 
empresas, promovendo maior transparência e segurança nos registros. 
Já o Sped Fiscal engloba a escrituração e envio eletrônico de informações 
fiscais, assegurando a adequação e conformidade das empresas às nor-
mativas vigentes.
A implementação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) trouxe agilidade e 
praticidade nas transações comerciais, eliminando a necessidade de emis-
são e armazenamento físico das notas fiscais, enquanto o e-Lalur é respon-
sável por detalhar as adições e exclusões ao lucro líquido, agregando trans-
parência e controle aos tributos. O FCONT, por sua vez, é uma escrituração 
fiscal em formato eletrônico que visa a conciliação entre a contabilidade 
societária e a fiscal, evitando divergências entre os dados apresentados à 
Receita Federal.
Por fim, a Certificação Digital é uma ferramenta fundamental para a 
autenticação de documentos e transmissão de informações de forma se-
gura e legalmente válida no ambiente digital, garantindo a integridade e a 
autenticidade das operações realizadas. O conjunto de vertentes do Sped 
representa não apenas uma modernização nos processos contábeis e fis-
cais, mas também uma revolução na forma como as empresas lidam com 
suas obrigações perante os órgãos reguladores, promovendo maior eficiên-
cia, transparência e conformidade legal.
78
As obrigações acessórias da Contabilidade Fiscal são um conjunto de 
deveres e procedimentos impostos pela legislação tributária que comple-
mentam as informações fiscais e contábeis das empresas. Essas obrigações 
são essenciais para garantir a transparência, a conformidade e o controle 
das operações comerciais junto aos órgãos fiscalizadores.
No contexto da Contabilidade Fiscal, as obrigações acessórias incluem 
uma variedade de documentos, declarações, registros e demonstrativos 
que devem ser entregues periodicamente aos órgãos governamentais. Elas 
visam proporcionar maior controle e acompanhamento das transações co-
merciais, permitindo o monitoramento fiscal e o cumprimento das norma-
tivas tributárias estabelecidas pelos órgãos competentes, como a Receita 
Federal e as Secretarias da Fazenda estaduais e municipais.
Figura 12. Controle fiscal
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: mulher sentada em frente a uma mesa de escritório, segurando várias notas fiscais 
em uma mão enquanto a outra digita em uma calculadora. À frente há uma pilha de pastas e envelopes.
22. AS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS 
DA CONTABILIDADE FISCAL
79
Capítulo 2
Essas obrigações são fundamentais para uma gestão tributária eficien-
te, pois a partir delas as empresas prestam informações detalhadas sobre 
suas operações, como o registro de entrada e saída de mercadorias, tran-
sações financeiras, cálculo e pagamento de impostos, entre outros dados 
relevantes para a correta apuração dos tributos devidos.
Nesse contexto, compreender e cumprir adequadamente as obriga-
ções acessórias da Contabilidade Fiscal é crucial para garantir a conformi-
dade legal das empresas, evitando problemas fiscais, multas e sanções por 
parte dos órgãos fiscalizadores. Essas obrigações representam uma peça 
fundamental no arcabouço tributário, contribuindo para a transparência e 
a regularidade das atividades empresariais perante o fisco.
Livros contábeis 
O DL nº 1.598, em seu art. 7º, exige que o lucro real seja determinado 
com base na escrituração que a PJ contribuinte do IRPJ é obrigada a manter, 
em atendimento e com observância às leis comerciais e fiscais. Além disso, 
o lucro líquido do exercício de cada período de apuração deverá ser apu-
rado por meio da elaboração do balanço patrimonial, da demonstração do 
resultado do exercício e da demonstração de lucros ou prejuízos acumula-
dos, nos termos da lei comercial.
Embora represente uma obrigação tributária acessória fundamental 
para o IRPJ, a obrigatoriedade de escriturar os livros contábeis, na verdade, 
é uma exigência de natureza comercial contida no art. 1.179 do CC:
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir 
um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escritura-
ção uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação res-
pectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado 
econômico (Brasil, 2002, on-line).
Os livros da escrituração comercial estão entre os instrumentos de es-
crituração definidos na Instrução Normativa DREI nº 82/2021, que prevê a 
possibilidade de tais livros se apresentarem em meio digital, nesse caso, 
sendo denominados “livros digitais”.
80
Capítulo 2
Figura 13. Livro contábil
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: livro marrom com capa dura sobre uma mesa branca. Ao lado, há um lápis amare-
lo e uma caneta azul. Atrás, há uma pilha de livros com um bloco de anotações com folhas em branco.
Tais livros também são obrigatórios para as pessoas jurídicas tributa-
das com base no lucro real. Por meio da IN RFB nº 787/2007, foi instituída 
a Escrituração Contábil Digital (ECD), no âmbito do Sped, instituído pelo 
Decreto nº 6.022/2007. A ECD compreende a versão digital dos seguintes 
livros: 
a) livro Diário e seus auxiliares, se houver; 
b) livro Razão e seus auxiliares, se houver;
c) livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento compro-
batórias dos assentamentos nele transcritos.
Vídeo
A importância dos livros contábeis você verá no ví-
deo Tudo sobre Autenticação de Livros Contábeis. 
Dentre os livros contábeis obrigatórios, o Diário e o Razão podem ser 
considerados os mais importantes e os que recebem maior atenção da 
legislação comercial (Código Civil; Resolução CFC nº 1.330/2011; IN DREI 
nº 82/2021)
https://youtu.be/8v2rxwIfLTg
81
Capítulo 2
Inicialmente, o Decreto nº 6.022/2007 definia o alcance do Sped apenas 
para os livros e documentos integrantes da escrituração contábil e fiscal dos 
empresários e das sociedades empresárias. Desse modo, em um primeiro 
momento, nos termos da IN RFB nº 787/2007, a ECD passou a ser exigida 
somente para tais entidades, conforme segue: 
a) A partir do ano-calendário 2008, para as sociedades empresárias 
sujeitas a acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos 
termos da Portaria RFB nº 11.211/2007, e sujeitas à tributação com 
base no lucro real; e
b) A partir do ano-calendário 2009, para as demais sociedades empre-
sárias sujeitas à tributação com base no lucro real.
Posteriormente, com as alterações promovidas pelo Decreto nº 
7.979/2013 no Decreto nº 6.022/2007, o alcance do Sped foi ampliado, pas-
sando a contemplar os livros e documentos integrantes da escrituração 
contábil e fiscal dos empresários e das pessoas jurídicas, inclusive imunes 
e isentas. Sendo assim, conforme a IN RFB nº 1.420/2013 (que revogou a IN 
RFB nº 787/2007), alterada pelas IN RFB nº 1.486/2014 e IN RFB nº 1.510/2014, 
a partir do AC 2014, ficam obrigadas a adotar a ECD:
a) As PJ sujeitas a tributação com base no lucro real;
b) As PJ tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem par-
cela de lucros ou dividendos, sem incidência do IRRF, superior ao 
valor da base de cálculo do IRPJ diminuída de todos os impostos e 
contribuições a que estiver sujeita;c) As PJ imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos no ano-
-calendário, tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração 
Fiscal Digital das Contribuições, nos termos da Instrução Normativa 
RFB nº 1.252/2012; e
d) As Sociedades em Conta de Participação (SCP), como livros auxilia-
res do sócio ostensivo. Com o intuito de atualizar e harmonizar a 
legislação do IRPJ ante as inovações do Sped, a Lei nº 12.973 inseriu 
o § 6º no art. 7º do DL 1.598, que dispõe: “§ 6º A escrituração prevista 
neste artigo deverá ser entregue em meio digital ao Sistema Público 
de Escrituração Digital – Sped” (Brasil, 2014).
Assim, a escrituração-base para a apuração do lucro real passa a ser, 
necessariamente, a ECD. Essa determinação, na prática, já é obrigatória 
82
Capítulo 2
desde o ano-calendário 2009 para todos os empresários e sociedades em-
presárias tributados com base no lucro real e, a partir do ano-calendário 
2014, para todas as pessoas jurídicas sujeitas a essa forma de tributação, 
mas que agora passa a ser uma determinação legal.
Livro de apuração do lucro real 
A legislação tributária, no que se refere ao lucro para fins do IRPJ, busca 
definir uma medida capaz de mensurar a aquisição (econômica ou jurídica) 
de renda durante um determinado período de apuração, a qual será objeto 
de tributação. 
Figura 14. Lucro
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: calculadora com moedas em volta e por cima; abaixo das moedas há notas 
de dinheiro.
Essa definição é norteada por diversos princípios constitucionais, como 
legalidade e respeito à capacidade contributiva. Consequentemente, o lucro 
tributável deverá ser apurado por meio de critérios objetivos e verificáveis 
ao longo do tempo, capazes de caracterizar a efetividade da aquisição de 
renda nas transações realizadas pelas PJ. 
83
Capítulo 2
Figura 15. Recursos econômicos
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: mão segurando uma seta de crescimento vermelha, sobre quatro pilhas de 
moedas em cima de uma mesa de madeira; ao fundo uma, há calculadora e um copo marrom com 
tampa preta.
Em razão dessa distinção de propósitos, é (e sempre foi) natural que 
existam diferenças, temporárias ou permanentes, entre o lucro apurado 
de acordo com os padrões contábeis e aquele apurado nos termos da 
legislação tributária. Atualmente, dada a maior ênfase na neutralidade 
tributária, e como veremos nas seções seguintes, essas diferenças se am-
pliaram sensivelmente.
O Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur), nos termos do art. 8º do DL 
1.598, destina-se à escrituração e ao controle das adições, exclusões e siste-
mática; no entanto, deu nova redação ao art. 8º, assim, tem-se que o Lalur:
a) passa a ser entregue em meio digital (art. 8º, I);
b) também deverá conter a apuração do IRPJ, além da demonstração 
do lucro real (art. 8º, I, b);
c) deverá ser elaborado de forma integrada às escriturações comercial 
e fiscal, devendo discriminar:
• o lucro líquido do período de apuração;
• os registros de ajuste ao lucro líquido com identificação das con-
tas analíticas do plano de contas e indicação dos lançamentos 
contábeis correspondentes, quando presentes;
84
Capítulo 2
• o lucro real;
• a apuração do IRPJ devido, com a discriminação das deduções 
quando aplicáveis; e 
• demais informações econômico-fiscais.
Como se vê, o Lalur passou a contemplar um maior espectro infor-
macional, inclusive, alcançando informações até então exigidas na DIPJ e 
que, a partir do AC 2014, passaram a compor o rol de informações a serem 
prestadas via ECF, que será objeto da próxima seção. 
Site
Confira as principais obrigações acessórias do lu-
cro real e do lucro presumido. Independentemente 
do enquadramento ou da forma de tributação, 
pessoas jurídicas e equiparadas são obrigadas 
a cumprir uma série de exigências tributárias. 
Dentre elas, estão duas importantes obrigações, 
chamadas de “obrigações principais” e “obriga-
ções acessórias”. 
https://www.crcsc.org.br/noticia/view/5897
85
A Declaração Anual do Simples Nacional e o Livro de Registro de Inventário 
são instrumentos de extrema importância no contexto da Contabilidade Fiscal, 
tendo relevância significativa para empresas que adotam o regime tributário 
do Simples Nacional e para o controle e gestão de estoques, respectivamente.
A Declaração Anual do Simples Nacional é um documento obrigatório 
para as empresas que optam por este regime tributário simplificado. Trata-
se de uma prestação de contas anual, na qual as empresas devem informar 
à Receita Federal dados sobre o faturamento bruto do ano anterior, além de 
informações sobre as atividades desenvolvidas. Essa declaração é essencial 
para a correta apuração dos impostos devidos dentro do Simples Nacional, 
fornecendo informações cruciais para a Receita Federal calcular os tributos 
devidos e verificar a conformidade fiscal das empresas.
Figura 16. Inventário
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um cenário de estoque, uma mulher com uma prancheta na mão 
escrevendo, a frente uma estante com caixas, ao fundo um homem e uma mulher estão de costas.
33. DECLARAÇÃO ANUAL DO 
SIMPLES NACIONAL E LIVRO DE 
REGISTRO DE INVENTÁRIO
86
Capítulo 2
Por outro lado, o Livro de Registro de Inventário é um documento 
contábil que desempenha um papel essencial na gestão dos estoques das 
empresas. Nele são registradas todas as mercadorias, matérias-primas, 
produtos em fabricação, produtos acabados e outros itens existentes no es-
toque ao final do exercício contábil. Esse registro é fundamental para man-
ter o controle preciso dos estoques, garantindo a transparência e a correta 
avaliação dos bens da empresa. Além disso, é um documento exigido pela 
legislação fiscal e contábil, sendo importante para a auditoria e para atestar 
a veracidade das informações apresentadas pelas empresas.
Ambos os documentos, a Declaração Anual do Simples Nacional e o Livro 
de Registro de Inventário, têm relevância crucial no contexto da Contabilidade 
Fiscal, garantindo a conformidade tributária das empresas e possibilitando 
uma gestão eficiente dos estoques, elementos essenciais para a boa gover-
nança corporativa e o cumprimento das obrigações fiscais e contábeis.
Figura 17. Microempresa
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem sentado no chão, em uma mão segura um pa-
cote e com a outra mão digita no notebook sobre uma mesa, ao fundo uma estante com caixas e 
pacotes em suas prateleiras.
3.1 DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA E EMPRESA 
DE PEQUENO PORTE
Conforme estabelecido pela LC 123/2006, são consideradas 
Microempresas (ME) ou Empresas de Pequeno Porte (EPP) as sociedades 
empresárias, sociedades simples, empresas individuais de responsabilidade 
87
Capítulo 2
limitada e empresários devidamente registrados no Registro de Empresas 
Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, desde que:
a) No caso da microempresa, apresentem, em cada ano-calendário, receita 
bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
b) No caso de empresa de pequeno porte, possuam, em cada ano-calendá-
rio, receita bruta: b.1) Até 31/12/2017: superior a R$ 360.000,00 (trezentos 
e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e 
seiscentos mil reais); b.2) A partir de 1º/01/2018: superior a R$ 360.000,00 
(trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro 
milhões e oitocentos mil reais) (Brasil, 2006).
Caso a atividade empresarial inicie durante o próprio ano-calendário, 
a aplicação desses limites será proporcional ao número de meses em que a 
microempresa ou a empresa de pequeno porte estiver em atividade, consi-
derando inclusive as frações de meses.
3.2 TRATAMENTO DIFERENCIADO E FAVORECIDO 
PARA ME E EPP
A LC 123/2006 estabelece normas gerais relativas ao tratamento dife-
renciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de 
pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios,especialmente no que se refere:
a) à apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de 
arrecadação, inclusive obrigações acessórias;
b) ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive 
obrigações acessórias;
c) ao acesso a crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas 
aquisições de bens e serviços pelos Poderes Públicos, à tecnologia, ao asso-
ciativismo e às regras de inclusão;
d) ao cadastro nacional único de contribuintes a que se refere o inciso IV 
do parágrafo único do art. 146 da Constituição Federal (cadastro nacional 
único de contribuintes, adotado para a arrecadação, a fiscalização e a co-
brança compartilhadas pelos entes federados) (Brasil, 2006).
88
Capítulo 2
Dica de Leitura
Perguntas e Respostas Simples Nacional traz algumas 
questões que empresários e contadores tiveram ao 
longo dos anos, com respostas simples para auxiliá-
-los na condução da empresa.
Figura 18. Impostos e taxas
Fonte: Freepik (2023).
#ParatodosVerem: uma balança; de um lado estão as taxas; do outro, notas e moedas. O lado das 
taxas é mais pesado, acima de tudo uma mão coloca mais uma moeda no outro lado da balança.
3.3 O SIMPLES NACIONAL E OS IMPOSTOS E 
CONTRIBUIÇÕES RECOLHIDOS NO DAS
Simples Nacional é o Regime Especial Unificado de Arrecadação de 
Tributos e Contribuições devidos ME e EPP. Esse regime foi instituído pela 
LC 123, de 14 de dezembro de 2006, e implica o recolhimento mensal, 
mediante documento único de arrecadação (DAS), dos seguintes impostos 
e contribuições:
http://www.google.com
https://encurtador.com.br/BJSV3
89
Capítulo 2
i. Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ);
ii. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
iii. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
iv. Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
v. Contribuição para o PIS-Pasep
vi. Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) para a Seguridade Social, a 
cargo da pessoa jurídica
vii. Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre 
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de 
Comunicação (ICMS);
viii. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) (Brasil, 2006).
Certifique-se de que o Simples Nacional não isenta a incidência dos 
impostos e contribuições devidos pelas Microempresas (ME) e Empresas de 
Pequeno Porte (EPP) na qualidade de contribuinte ou responsável, especial-
mente aqueles estabelecidos no § 1º do art. 12 da LC 123/2006. Isso inclui, 
por exemplo, FGTS, ITR e ICMS nas operações sujeitas ao regime de substitui-
ção tributária, em relação aos quais a legislação aplicável às demais pessoas 
jurídicas será observada.
3.4 DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES 
SOCIOECONÔMICAS E FISCAIS (DEFIS)
A partir do ano-calendário de 2012, as Microempresas (ME) e Empresas 
de Pequeno Porte (EPP) que aderiram ao Simples Nacional são obrigadas a 
apresentar a Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS).
De acordo com o art. 66 da Resolução CGSN 94/2011, a Defis deve ser 
submetida à Receita Federal do Brasil (RFB) por meio do módulo disponível 
no aplicativo PGDAS-D. O prazo para a entrega da Defis é até o dia 31 de 
março do ano subsequente ao ano-calendário em que ocorreram os fatos 
geradores dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional.
90
Capítulo 2
3.5 DISPENSA DA RETENÇÃO DE IMPOSTO DE 
RENDA NA FONTE (IRRF)
Os pagamentos realizados às Microempresas (ME) e Empresas de 
Pequeno Porte (EPP), optantes pelo Simples Nacional, estão isentos de so-
frer retenção de imposto de renda na fonte. Esta isenção está prevista no 
art. 1º da Instrução Normativa SRF 765, de 2 de agosto de 2007:
Art. 1º - Fica dispensada a retenção do imposto de renda na fonte sobre 
as importâncias pagas ou creditadas a pessoa jurídica inscrita no Regime 
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos 
pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) 
(Brasil, 2007c).
3.6 DISPENSA DA RETENÇÃO PIS, COFINS E CSLL
A retenção de PIS, COFINS e CSLL, estabelecida pela Lei 10.833/2003, 
não é aplicável aos pagamentos efetuados às ME e EPP optantes pelo 
Simples Nacional, conforme disposto no inciso II do art. 3º da Instrução 
Normativa SRF 459, de 18 de outubro de 2004, com a redação dada pela IN 
RFB 765/2007:
Art. 3º - A retenção de que trata o art. 1º não será exigida na hipótese de 
pagamentos efetuados a: I – empresas estrangeiras de transporte de va-
lores; II – pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de 
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e 
Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), de que trata o art. 12 da 
Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, em relação às suas 
receitas próprias (Brasil, 2007c).
3.7 DISPENSA DE RETENÇÃO POR ÓRGÃOS 
PÚBLICOS FEDERAIS
Os órgãos da administração pública federal estão dispensados de 
efetuar retenção de IR, PIS, COFINS e CSLL ao realizarem pagamentos a 
Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo 
Simples Nacional, conforme estabelecido no inciso XI do art. 4º da Instrução 
Normativa RFB 1.234, de 11 de janeiro de 2012:
91
Capítulo 2
Art. 4º - Não serão retidos os valores correspondentes ao IR e às contri-
buições de que trata esta Instrução Normativa, nos pagamentos efetuados 
a: [...] XI – pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de 
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e 
Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), de que trata o art. 12 da 
Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, em relação às suas 
receitas próprias (Brasil, 2012a).
Figura 19. Fonte pagadora
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: ilustração de um calendário de mesa com uma data marcada de vermelho. 
À frente, há moedas e um envelope amarelo com notas de dinheiro.
3.8 APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO À FONTE 
PAGADORA
Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) são reque-
ridas a fornecer à fonte pagadora, em duas vias, a declaração conforme 
estabelecido no art. 11 da Instrução Normativa SRF 459, cujo modelo está 
disponível no Anexo I da referida IN SRF:
92
Capítulo 2
Art. 11. Para cumprir o disposto no inciso II do art. 3º, a pessoa jurídica 
optante pelo Simples Nacional deve fornecer à pessoa jurídica tomadora 
dos serviços uma declaração, em duas vias, assinadas por seu represen-
tante legal.
Parágrafo único. A primeira via da declaração será arquivada pela pessoa 
jurídica tomadora dos serviços, disponível para a Secretaria da Receita 
Federal, enquanto a segunda via será devolvida ao interessado como reci-
bo (Brasil, 2007c).
3.8.1 Limites e tributos integrados ao SIMPLES
Para adesão ao SIMPLES, são estabelecidos dois critérios distintos, 
confira a seguir.
1. Natureza Jurídica: deve ser uma sociedade empresária, sociedade 
simples, empresa individual de responsabilidade limitada ou em-
presário individual;
2. Receita Bruta: o limite anual é de R$ 4,8 milhões. No entanto, se de-
sejar incluir todos os tributos no recolhimento unificado, incluindo 
ICMS e ISS, o limite passa a ser de R$ 3,6 milhões/ano. Se a empresa 
começar a atividade durante o ano, o limite será proporcional, por 
exemplo, R$ 300 mil por mês para aderir ao SIMPLES com todos 
os tributos incluídos e R$ 400 mil/mês, desde que pague o imposto 
estadual ou municipal separadamente.
O pagamento mensal unificado é realizado por meio do Documento de 
Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que substitui os tributos a seguir.
• Renda: IR e CSLL;
• Consumo: PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI;
• Encargos sociais: contribuição previdenciária patronal, Risco 
Ambiental do Trabalho (RAT) para empresas enquadradas nos 
Anexos I, II, III e V, e o Sistema S para todas as empresas.
Entretanto, há diversos tributos que não são inclusos no Simples, con-
tinuando a ser obrigação da empresa calcular e pagar/recolher:
a)IRRF e INSS retido dos empregados e terceiros, pessoa física;
93
Capítulo 2
b) IRRF em receitas oriundas de aplicações financeiras;
c) IR sobre ganho de capital, calculado à parte e será explicado adiante;
d) Impostos sobre patrimônio: IPTU, IPVA, ITBI, ITCMD e ITR;
e) IOF em operações de seguro e de financiamentos obtidos;
f) Impostos (IPI, ICMS e II), taxas e contribuições (PIS e COFINS) pagos 
na importação, mesmo de mercadorias para revenda;
g) PIS-Pasep e Cofins no modelo monofásico/concentrado nas empre-
sas de pequeno porte industriais de produtos de higiene, beleza, 
cosméticos, bebidas e alguns outros setores;
h) FGTS dos empregados;
i) Contribuições assistenciais e confederativas, taxas e contribuições diversas.
Além disso, empresas inscritas no Simples devem pagar o ICMS:
1. Nas operações ou prestações sujeitas ao regime de substituição 
tributária;
2. Por terceiro, a que o contribuinte se ache obrigado, por força da 
legislação estadual ou distrital vigente;
3. Na entrada, no território do estado ou do Distrito Federal, de pe-
tróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele 
derivados, bem como energia elétrica, quando não destinados à co-
mercialização ou industrialização;
4. Por ocasião do desembaraço aduaneiro;
5. Na aquisição ou manutenção em estoque de mercadoria desaco-
bertada de documento fiscal;
6. Nas operações com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de an-
tecipação do recolhimento do imposto, nas aquisições em outros 
estados e Distrito Federal:
• Com encerramento da tributação, observado o modelo de tribu-
tação separada dos valores de ICMS ST; e
94
Capítulo 2
• Sem encerramento da tributação, hipótese em que será cobra-
da a diferença entre a alíquota interna e a interestadual, sendo 
vedada a agregação de qualquer valor.
7. Nas aquisições em outros estados e Distrito Federal de bens ou mer-
cadorias, não sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do 
imposto, relativo à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.
É importante ressaltar que empresas no SIMPLES estão isentas de con-
tribuições para órgãos como Sesc, Sesi ou Sest (1,5%), Senac, Senai ou Senat 
(1%), Sebrae (0,6%), Incra (0,2%), além do salário educação (2,5%), que com-
põem o Sistema S (5,8% sobre a folha de pagamento mensal). Essa isenção 
é aplicável a todas as empresas enquadradas no Simples Nacional, inclusive 
prestadores de serviços que pagam INSS e RAT fora do modelo simplificado 
(Anexo IV), conforme previsto na LC no 123/2006, art. 13, § 3º.
3.8.2 Obrigações acessórias
A Resolução CGSN nº 140/2018 traz, em seu art. 63, as obrigações aces-
sórias exigidas para as empresas do Simples. O objetivo do legislador foi 
reduzir a burocracia.
• Escrituração Contábil
No âmbito fiscal, o contribuinte é dispensado da obrigatoriedade da 
escrituração contábil, bastando a utilização do livro Caixa (obrigatório) e o 
registro de inventário, no qual devem constar os estoques existentes no 
final de cada ano. Empresas que possuem a Escrituração Contábil Digital 
(ECD) podem dispensar o livro Caixa.
É essencial ressaltar que, embora a legislação fiscal permita a não es-
crituração contábil para empresas tributadas pelo Simples Nacional (e pelo 
lucro presumido), manter a escrituração contábil é fundamental por diver-
sos motivos, confira a seguir.
a) O Código Comercial Brasileiro requer a escrituração contábil com-
pleta como instrumento de prova em litígios e para acertos de direi-
tos dos sócios, acionistas, herdeiros ou sucessores;
b) No livro Caixa, apenas a movimentação financeira pode ser regis-
trada, excluindo compras e vendas a prazo, empréstimos e outros 
valores a pagar ou a receber;
95
Capítulo 2
c) A elaboração adequada de balancetes e balanços reduz a insegu-
rança e os prejuízos decorrentes da ausência de registro de direitos 
e obrigações.
A Lei nº 10.406/2002 estabelece tratamento favorecido, diferen-
ciado e simplificado ao pequeno empresário (art. 970). Dessa forma, o 
pequeno empresário (art. 1.179, § 2º) é dispensado da escrituração con-
tábil regular. O legislador se preocupou em equilibrar os custos e be-
nefícios ao permitir que empresas de pequeno porte e microempresas 
não sejam obrigadas à escrituração contábil regular. A LC nº 123/2006 
foi além, definindo, em seu artigo 18-A, o pequeno empresário como 
aquele que obtém faturamento anual até R$ 81 mil, equivalente a uma 
média de R$ 6.750 por mês.
Mas, mesmo assim, é fundamental destacar a importância da contabi-
lidade organizada como instrumento de tomada de decisões, inclusive em 
relação a empresas de menor investimento. Fico imaginando uma pequena 
empresa que promove festas infantis, por exemplo. A receita, pelo regime 
de competência, acontece apenas no dia do evento realizado, quando o 
serviço é produzido e prestado ao cliente. No entanto, o recebimento dos 
clientes normalmente vem antes, por vezes com grande antecedência. Sem 
escrituração contábil regular, o pequeno empresário vai pagar tributos an-
tecipadamente, sem necessidade e pode se perder em relação à correta 
apuração do resultado empresarial.
• Emissão de nota fiscal
A normatização de documentos fiscais relativos ao ICMS e ISS será de 
responsabilidade dos estados e municípios, respectivamente. Em relação ao 
ICMS, o Confaz diz que estão obrigadas à emissão de NF-e as ME e EPP que 
se enquadrem nos critérios estabelecidos pelos Protocolos ICMS 10/2007 
e 42/2009, bem como suas alterações. Nos municípios, deve-se observar o 
que diz a legislação local.
O Microempreendedor Individual (MEI) não poderá ser obrigado à 
emissão da NF-e e a NFS-e, podendo fazê-lo caso tenha interesse e haja 
previsão na legislação estadual ou municipal.
96
Capítulo 2
Figura 20. Nota fiscal eletrônica
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: tablet sobre uma mesa de escritório em cima de uma pilha de folhas; sobre 
a mesa, há uma caneca com o que parece ser café, um teclado de computador e algumas pastas 
organizadoras.
• Certificado digital
A ME ou EPP optante pelo Simples Nacional não estará obrigada ao 
uso de certificação digital para cumprimento de obrigações principais ou 
acessórias, exceto em casos específicos. Para acessar as informações do 
contribuinte no portal do Simples, é necessária a geração de um código de 
acesso simplificado.
• Declaração anual
As empresas inscritas no Simples devem entregar a declaração única e 
simplificada de informações socioeconômicas e fiscais (Defis) até o último 
dia útil de março do ano seguinte (art. 72 da Resolução nº 140/2018).
97
Capítulo 2
• Exclusão por receita bruta acima do limite e sublimites
A Lei Complementar no 155/2016 elevou o limite de uso do Simples 
Nacional para R$ 4,8 milhões, mas manteve ICMS e ISS dentro do modelo 
simplificado apenas até R$ 3,6 milhões. Assim, na prática, a percepção é 
que o limite efetivo do modelo simplificado é de R$ 3,6 milhões, pois entre 
esse valor e a receita de R$ 4,8 milhões, a empresa deverá pagar ICMS e ISS 
pelo modelo tradicional, o que acarreta grau de complexidade bem maior, 
principalmente nas empresas comerciais e industriais.
Anualmente, o CGSN esclarece quais estados aplicam o sublimite in-
ferior. Para 2021, apenas os estados do Acre e Amapá (Portaria CGSN nº 
30/2020) têm sub limite inferior, de R$ 1.800 mil, com os demais aplicando 
o sublimite de R$ 3,6 milhões.
Para organizar o processo, vamos entender primeiro se a empresa po-
derá utilizar o Simples Nacional no início do ano. Suponha uma empresa 
que faça avaliação no início de 2022. A decisão dependerá de quanto foi 
sua receita bruta total (RBT) nos últimos 12 meses, ou seja, entre janeiro e 
dezembro de 2021.
1. Se a RBT em 2021 foi igual ou menor do que R$ 3,6 milhões, a em-
presa poderá utilizar o Simples Nacional, incluindo todos os tributos 
no pagamento mensal durante todo o ano de 2022;
2. Se a RBT foi superior a R$ 3,6 milhões em 2021, mas inferior a R$ 
4,8 milhões, ela poderá utilizar o Simples Nacional durantetodo o 
ano, mas deverá pagar desde o início do ano (janeiro) o ICMS/ISS 
separadamente;
3. Se em 2021 a RBT foi superior a R$ 4,8 milhões, a empresa não 
poderá utilizar o Simples Nacional durante todo o ano de 2022, de-
vendo escolher entre o lucro presumido ou o lucro real.
Depois, a análise não levará em conta a RBT dos últimos 12 meses du-
rante todo o ano de 2022 para a avaliação, tanto do pagamento separado 
de ICMS/ISS quanto da continuidade no Simples. Assim, para as empresas 
do item 1, se, em determinado mês do ano, a RBT dos últimos 12 meses al-
cançar R$ 4 milhões (ou mais), por exemplo, o cálculo do Simples continuará 
incluindo o ICMS/ISS no DAS, desde que a receita bruta do ano não ultrapasse 
o sublimite de R$ 3,6 milhões. Nesse caso, a EPP poderá até continuar no 
Simples Nacional em 2023, com todos seus tributos incluídos em uma única 
guia (DAS) caso a receita bruta do ano fique nesse limite de R$ 3,6 milhões.
98
Capítulo 2
Se a empresa ultrapassar o limite de R$ 3,6 milhões em 2022, deverá 
voltar as linhas anteriores e verificar os itens 2 e 3, para entender se perma-
nece no Simples (item 2), mas pagando ICMS/ISS separadamente ou estará 
impedida de permanecer no modelo simplificado (item 3).
• Exemplo
Simples, lucro presumido ou lucro real?
Em tese, o Simples será sempre a melhor opção, pela sua simplicidade 
e praticidade. Porém, por conta da enorme confusão que temos na legisla-
ção tributária brasileira, alguns casos devem ser analisados com um pouco 
mais de cuidado. Vamos a um exemplo numérico. Considere a situação a 
seguir, conforme Pêgas (2022).
A Drogaz Ltda., que trabalha em um mercado de muita concorrência 
no estado de Minas Gerais, tem dois sócios farmacêuticos, cada um com 
50% das cotas. Sua receita bruta mensal estimada é de R$ 150 mil, sendo 
92% de produtos com tributação monofásica e substituição tributária de 
ICMS (R$ 138 mil), e apenas 8% (R$ 12 mil) de produtos com tributação nor-
mal, com alíquota de ICMS de 18% (alíquota igual na compra e na venda). 
Suas despesas, sem considerar impostos e contribuições, montam R$ 135 
mil, conforme detalhado a seguir.
• CMV dos produtos com tributação monofásica R$ 97 mil
• CMV dos produtos com tributação normal R$ 6 mil
• Despesa de aluguel e energia elétrica R$ 11 mil
• Salários e verbas salariais (empregados) R$ 10 mil
• Pró-Labore (dois sócios) R$ 6 mil
• Outras despesas R$ 5 mil
Vamos analisar como seria a tributação da Drogaz Ltda. pelo lucro real, 
presumido e a cobrança dos tributos pelo Simples Nacional.
A parcela previdenciária foi igual nas opções pelo lucro presumido 
e pelo lucro real, com detalhamento do valor de R$ 3.980 apresentado a 
seguir.
99
Capítulo 2
• CPP de 20% sobre verbas salariais + pró-labore de R$ 16 mil = R$ 
3.200;
• RAT de 2% + Sistema S de 5,8% sobre verbas salariais de R$ 10 mil = 
R$ 780.
O IR + CSLL foi apurado da seguinte forma:
• LUCRO PRESUMIDO: IR de R$ 1.800 (1,2% (15% de 8%) sobre R$ 150 
mil);
• LUCRO PRESUMIDO: CSLL de R$ 1.620 (1,08% (9% de 12%) sobre R$ 
150 mil);
• LUCRO REAL: IR + CSLL de R$ 2.386 (24% sobre o LAIR de R$ 9.940).
Observe que mesmo com o resultado e a folha de pagamento reduzi-
dos, o resultado da simulação da Drogaz apontou para o Lucro Real como 
melhor opção, com economia mensal de apenas R$ 339 em relação ao 
Simples Nacional.
Com os números apresentados, recomendaria à Drogaz a utilização 
do modelo simplificado, por conta da simplicidade na sua apuração e do 
menor custo de conformidade. Contudo, veja como é importante ter bom 
controle de entrada e saída de mercadorias para reduzir o percentual apli-
cado sobre a receita bruta no Simples Nacional (Pêgas, 2022).
• Exclusão do Simples Nacional
A exclusão do regime do Simples Nacional pode ser realizada de duas 
maneiras: por comunicação do próprio contribuinte ou por procedimento 
de ofício.
No caso da exclusão por parte do próprio contribuinte, ela pode ocor-
rer de forma voluntária ou obrigatória, quando ele incorrer em uma das 
vedações anteriormente mencionadas. A exclusão é formalizada pela em-
presa por meio de alteração cadastral, assinada por seu representante legal 
e apresentada à unidade da RFB de sua jurisdição, seguindo as regras esta-
belecidas no art. 30 da LC nº 123/2006.
Por outro lado, a exclusão por iniciativa da administração tributária se 
dá quando a pessoa jurídica incorre em uma das situações a seguir.
100
Capítulo 2
a) Não comunica a exclusão obrigatória;
b) Dificulta a fiscalização, seja negando-se injustificadamente a apre-
sentar livros e documentos, fornecer informações requisitadas ou 
permitir o acesso aos locais de atividade;
c) Apresenta resistência à fiscalização, negando o acesso aos locais de 
suas atividades; d) Possui constituição por interpostas pessoas;
d) Apresenta práticas reiteradas de infração à legislação vigente;
e) É declarada inapta nos termos da Lei nº 9.430/1996 e alterações 
subsequentes;
f) Comercializa produtos de contrabando ou descaminho;
g) Não mantém escrituração do livro Caixa ou impossibilita a identifi-
cação da movimentação financeira, incluindo a bancária;
h) No decorrer do ano-calendário, as despesas pagas ultrapassam em 
20% os recursos recebidos, excluindo o ano de início de atividade;
i) Durante o ano-calendário, as aquisições de mercadorias para co-
mercialização ou industrialização, exceto em casos justificados de 
aumento de estoque, superam 80% dos recursos recebidos, excluin-
do o ano de início de atividade.
A exclusão de ofício, com exceção da mencionada no item (a), produzirá 
efeitos a partir do mês em que incorrida, impedindo a opção pelo Simples 
Nacional nos três anos-calendário subsequentes. Em caso de utilização de 
artifícios fraudulentos para suprimir ou reduzir o pagamento de tributos 
incluídos no Simples Nacional, o prazo é ampliado para 10 anos, além da 
incidência de efeitos legais.
Ainda temos outros benefícios da LC nº 123/2006. A Lei Complementar 
nº 123/2006 é extensa e complexa, contendo 89 artigos, 147 parágrafos, 
174 incisos e cinco anexos, com interpretação por vezes confusa e diversos 
aspectos a serem regulamentados pelo Comitê Gestor. Apesar disso, apre-
senta alguns aspectos interessantes, confira a seguir.
• Estabelece o limite preferencial de R$ 80.000,00 para compras de 
Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), sempre 
que elas estiverem em condições de fornecer a preços competitivos;
101
Capítulo 2
• Prevê ainda a simplificação na participação em licitações e a possibi-
lidade de fornecimento parcial de grandes lotes, desde que respeita-
da a legislação local. Também contempla a negociação de empenho 
com instituições bancárias;
• Cooperativas de crédito que contem com a participação de ME e EPP 
terão acesso direto a recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador 
(FAT), o que tornará os financiamentos mais acessíveis e fortalecerá o 
setor. Há também linhas de crédito específicas para esse segmento;
• Prevê a portabilidade das informações cadastrais da empresa em 
caso de mudança de banco;
• Determina que 20% dos recursos destinados à tecnologia em órgãos 
e entidades sejam direcionados a ME e EPP, além de propor políticas 
de incentivo ao desenvolvimento tecnológico para essas empresas;
• Faculta o uso dos Juizados Especiais Cíveis e Federais para ME e EPP, 
promovendo o uso de mecanismos de conciliação prévia, mediação 
e arbitragem na solução de conflitos desses negócios;
• Dispensa ME e EPP da realização de reuniões, assembleias e publi-
cações de atos empresariais, simplificando suas rotinas;
• Oferece um parcelamento específico para Micro e Pequenas 
Empresas, nas mesmas condições proporcionadas pela Receita 
Federal do Brasil para outras empresas, com prazos de até 120 
meses.
102
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
Ao término deste capítulo, evidenciam-se aspectos fundamen-
tais da Contabilidade Fiscal, abrangendo tantocontábeis;
• Possibilitar a evolução do desempenho das funções ligadas à conta-
bilidade tributária;
• Atualizar o conhecimento do estudante da área contábil a partir do 
ponto de vista dos novos procedimentos e rotinas junto às entidades 
dos governos federal, estadual e municipal;
• Entender os fundamentos e compreender os princípios básicos da 
contabilidade fiscal;
• Desenvolver habilidades de interpretar e aplicar as normas fiscais vigentes;
• Identificar documentos fiscais;
• Assegurar a correta aplicação das conformidades fiscais;
• Registrar adequadamente as transações comerciais nos livros fiscais;
• Elaborar, preparar e apresentar obrigações acessórias;
• Analisar e interpretar dados.
8
CONTEXTUALIZAÇÃO
A Contabilidade Fiscal é um ramo da contabilidade que se 
concentra na análise, no registro e no controle das informações 
relacionadas aos aspectos tributários de uma empresa ou entida-
de. É uma área fundamental para a compreensão e gestão dos tri-
butos que incidem sobre as atividades econômicas, sendo crucial 
para a tomada de decisões estratégicas e para o cumprimento 
das obrigações fiscais. Engloba processos de registro, apuração 
e controle de todos os tributos que uma organização deve pagar, 
bem como a gestão dos benefícios fiscais aos quais ela pode ter 
direito. Isso inclui impostos, taxas, contribuições e quaisquer ou-
tras obrigações fiscais determinadas pela legislação vigente.
Essa área busca não somente o registro contábil dos tribu-
tos, mas também a aplicação correta das normas tributárias, 
visando reduzir a carga fiscal nos limites legais, evitando con-
tingências fiscais e planejando a melhor estratégia tributária 
para a empresa. A gestão tributária eficiente, embasada pela 
Contabilidade Fiscal, é crucial para a saúde financeira e legal 
de qualquer organização. Ela permite a adequada avaliação 
dos impactos dos tributos sobre o lucro, facilitando a tomada 
de decisões estratégicas que minimizem o impacto tributário e 
maximizem os resultados financeiros. Além disso, desempenha 
um papel estratégico na identificação de oportunidades de eco-
nomia tributária, a partir do conhecimento aprofundado das le-
gislações fiscais e das possibilidades de utilização de incentivos 
e benefícios fiscais disponíveis.
A Contabilidade Fiscal evoluiu consideravelmente ao longo dos 
anos, sendo influenciada pelas mudanças na legislação tributária e 
pelo desenvolvimento econômico do país. Desde os primórdios da 
9
Capítulo 1
legislação tributária, a contabilidade sempre foi um instrumento es-
sencial para a adequada apuração e pagamento dos tributos devidos.
Com o passar do tempo, a complexidade da legislação tributária 
aumentou, demandando uma contabilidade cada vez mais especiali-
zada e precisa para atender às exigências legais e garantir a conformi-
dade fiscal das empresas. O contexto tributário brasileiro é desafiador, 
caracterizado pela alta carga tributária e por uma legislação complexa 
e em constante mudança. A diversidade de tributos, a burocracia e a 
necessidade de atualização constante representam grandes desafios 
para as empresas e para os profissionais da Contabilidade Fiscal.
Atualmente, os avanços tecnológicos têm impactado signifi-
cativamente a área, com a implementação de sistemas digitais de 
escrituração e transmissão de informações fiscais, como o Sistema 
Público de Escrituração Digital (SPED), visando à simplificação e à 
maior transparência das operações fiscais. A compreensão detalha-
da desse contexto é essencial para que os profissionais contábeis 
atuem de forma eficaz na gestão tributária das organizações, ga-
rantindo a conformidade fiscal e a otimização dos recursos finan-
ceiros. Assim, a Contabilidade Fiscal desempenha um papel crucial 
na gestão das empresas, contribuindo para a sua sustentabilidade, 
conformidade legal e competitividade no mercado.
Figura 1. Profissional contábil
Fonte: Freepik (2024).
#ParaTodosVerem: a figura mostra uma pessoa com uma caneta na mão direita, digi-
tando na calculadora, com um caderno aberto embaixo da mão esquerda.
10
11. INTRODUÇÃO A 
CONTABILIDADE FISCAL
O contexto da contabilidade tem acompanhado de perto as mudanças 
decorrentes do avanço dos negócios, das organizações e da crescente inter-
conexão da economia global. Ao longo da história, diversas correntes con-
tábeis emergiram, oferecendo definições distintas e enriquecendo o campo 
com sua diversidade de perspectivas, desde o contismo ao aziendalismo, 
cada uma com seu rigor científico e contribuição singular.
No entanto, aqui não se propõe simplesmente listar e debater essas múlti-
plas definições. O objetivo principal é apresentar os conceitos essenciais, os prin-
cípios fundamentais e as normas básicas que regem a contabilidade e a legisla-
ção tributária. Em vez de uma discussão exaustiva sobre as diversas correntes, 
o foco é proporcionar uma compreensão introdutória sólida, oferecendo fontes 
bibliográficas ao final para aqueles que desejarem se aprofundar no assunto.
Com uma abordagem didática e fundamentada na primeira definição ofi-
cial, o autor propõe uma perspectiva que agrega elementos, delineando um ca-
minho claro para uma compreensão inicial e consistente do universo contábil.
1.1 UMA SÍNTESE CONCISA
O conceito de contabilidade tem progredido em sintonia com as trans-
formações resultantes do avanço dos negócios, das organizações e da glo-
balização econômica. Diversas correntes contábeis surgiram ao longo da 
história (como contismo, personalismo, controlismo, aziendalismo, patri-
monialismo, entre outras), e foram propostas inúmeras definições distintas, 
todas válidas por seu rigor científico.
No entanto, o intuito desta obra não é listar e debater essas definições 
variadas. Em vez disso, visa introduzir o leitor aos conceitos, princípios e 
11
Capítulo 1
normas fundamentais da contabilidade e da legislação tributária. Para aten-
der aos interessados no estudo mais aprofundado do tema, são recomen-
dadas fontes bibliográficas ao final deste livro.
Com propósitos didáticos e com base na primeira definição oficial, 
agregando alguns elementos, o autor propõe:
Conceito
Contabilidade é a ciência que estuda, registra e controla o patri-
mônio e as mutações que nele operam os atos e fatos administra-
tivos, demonstrando no final de cada exercício social o resultado 
obtido e a situação econômico-financeira da entidade.
Figura 2. Contadores fazendo o controle
Fonte: Freepik (2024). 
#ParaTodosVerem: imagem de um homem e uma mulher sentados à mesa, com vários papéis e 
uma calculadora. Eles estão escrevendo em um papel.
• Definição do âmbito da legislação tributária
O conceito apresentado pelo CTN (Código Tributário Nacional – Lei nº 
5.172/66), em seu artigo 96, é considerado apropriado e abrangente para 
nossa abordagem: “Art. 96. A legislação tributária compreende as leis, 
12
Capítulo 1
tratados e convenções internacionais, decretos e normas complementares 
que abordam, total ou parcialmente, questões relacionadas a tributos e as 
relações jurídicas correlatas”.
1.1.1 Objetivo da Contabilidade Tributária
A finalidade primordial da contabilidade tributária é precisar com exa-
tidão o desempenho econômico no período contábil, apresentando-o de 
maneira clara e concisa. Em seguida, essa informação é utilizada fora do 
âmbito contábil para atender às demandas das legislações do Imposto de 
Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro, com 
o propósito de determinar a base de cálculo fiscal para a constituição das 
provisões destinadas ao pagamento desses tributos. Essas provisões são 
então deduzidas do resultado econômico (contábil), resultando no lucro 
líquido disponível para os acionistas, sócios ou titulares de firma individual.
Para alcançar plenamente essa meta, é essencial estudar, registrar e mo-
nitorar os eventos administrativos que geram alterações no patrimônio, im-
pactando diretamente no resultado econômico, seja ele positivo (lucro) ou ne-
gativoos procedimentos 
vinculados ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) – con-
tábil, fiscal, e-Lalur, Nota Fiscal Eletrônica, FCONT, Certificação 
Digital – quanto às obrigações acessórias. A compreensão adqui-
rida ao longo deste estudo proporciona a formação de um conhe-
cimento sólido e crítico voltado à gestão tributária. Capacita-se o 
profissional não apenas para lidar com as exigências do Sped e 
para a correta elaboração das obrigações acessórias, mas também 
para realizar análises aprofundadas e implementar estratégias efi-
cazes na área tributária.
O programa de Contabilidade Tributária contemporâneo pro-
picia não apenas o desenvolvimento técnico, mas também estimu-
la o autodesenvolvimento e a competência profissional. Destaca-
se a diferenciação entre empresas aptas e inaptas para a opção 
pelo Simples Nacional, permitindo uma compreensão abrangente 
e fundamentada das condições e critérios estabelecidos pela le-
gislação tributária. Além disso, a capacidade de calcular mensal-
mente o Simples Nacional, compreendendo suas nuances em di-
ferentes cenários empresariais, inclusive em situações específicas 
como vendas ao exterior, ultrapassagem de limites e atividades 
comerciais específicas, é uma habilidade essencial adquirida neste 
processo de aprendizagem.
Por fim, compreender quando o Simples Nacional pode repre-
sentar a melhor opção para profissionais liberais que atuam dire-
tamente como pessoa física é um diferencial crucial na orientação 
estratégica, possibilitando escolhas tributárias mais assertivas e ali-
nhadas com os objetivos financeiros e fiscais desses profissionais. 
103
Capítulo 2
Este conjunto de conhecimentos e habilidades adquiridos ao lon-
go deste estudo proporciona não apenas uma visão detalhada da 
Contabilidade Fiscal e suas obrigações acessórias, mas também 
capacita o profissional a atuar de forma proativa e estratégica no 
complexo cenário tributário, contribuindo para o sucesso e confor-
midade das operações empresariais.
104
ATIVIDADES
DE ESTUDO
1. Qual é a finalidade do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) 
Contábil?
a. Registrar operações fiscais.
b. Centralizar informações tributárias.
c. Padronizar relatórios contábeis.
d. Automatizar processos de certificação.
2. Qual é a finalidade da Declaração de Informes Econômicos Fiscais da 
Pessoa Jurídica (DIPJ)?
a. Registrar informações sobre movimentações bancárias das 
empresas.
b. Declarar dados contábeis e econômicos das empresas.
c. Emitir recibos de pagamentos de impostos.
d. Controlar o estoque de mercadorias das organizações.
3. Como é calculado o Simples Nacional para empresas comerciais, in-
dustriais e prestadoras de serviços?
a. Utilizando alíquotas fixas sobre o faturamento mensal.
b. Com base no lucro líquido anual.
c. De acordo com a quantidade de funcionários.
d. Levando em consideração a área física ocupada pela empresa.
105
REFERÊNCIAS 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.430%2C%20DE%2027%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201996.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20tribut%C3%A1ria,consulta%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.430%2C%20DE%2027%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201996.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20tribut%C3%A1ria,consulta%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.430%2C%20DE%2027%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201996.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20tribut%C3%A1ria,consulta%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.430%2C%20DE%2027%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201996.&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20tribut%C3%A1ria,consulta%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias
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Capítulo 2
BRASIL. Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007. Institui o Sistema 
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sobre a dispensa de retenção do imposto de renda na fonte sobre as im-
portâncias pagas ou creditadas a pessoas jurídicas inscritas no Regime 
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidospe-
las Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), e alte-
ra o art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, 
e o art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004. 
Diário Oficial da União: seção 1, p. 32, 09 ago. 2007c. Disponível em: http://
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BRASIL. Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012. Dispõe 
sobre a retenção de tributos incidentes sobre pagamentos efetuados a pes-
soas jurídicas pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços pelos 
órgãos da administração pública federal direta, autarquias, fundações, em-
presas públicas federais, sociedades de economia mista e demais entidades 
que menciona, e pelos órgãos da administração pública direta dos estados, 
do Distrito Federal e dos municípios, inclusive suas autarquias e fundações. 
Diário Oficial da União: seção 1, p. 22, 12 jan. 2012a. Disponível em: http://
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http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=15713#:~:text=IN%20RFB%20n%C2%BA%20765%2F2007&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20dispensa%20de
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http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=36833
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=36833
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107
Capítulo 2
BRASIL. Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012. Dispõe 
sobre a Escrituração Fiscal Digital da Contribuição para o PIS/Pasep, da 
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Oficial da União: seção 1, p. 31, 02 mar. 2012b. Disponível em: http://nor-
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BRASIL. Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014. Altera a legislação tribu-
tária federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas 
- IRPJ, à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, à Contribuição 
para o PIS/Pasep e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade 
Social - Cofins; [...]. Brasília, 13 maio 2014a. Disponível em: https://www.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/decreto/d7979.htm#:~:text=DECRETO%20N%C2%BA%207.979%2C%20DE%208,que%20lhe%20confere%20o%20art
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Capítulo 2
Regime Tributário de Transição (RTT) instituído pelo art. 15 da Lei nº 11.941, de 27 
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Normativa%20RFB,Escritura%C3%A7%C3%A3o%20Cont%C3%A1bil%20
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Dispõe sobre a determinação e o pagamento do imposto sobre a renda e 
da contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas e discipli-
na o tratamento tributário da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no 
que se refere às alterações introduzidas pela Lei nº 12.973, de 13 de maio de 
2014. Brasília: Presidência da República, 2017. Disponível em: http://normas.
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http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=66543#:~:text=IN%20RFB%20n%C2%BA%201574%2F2015&text=Altera%20a%20Instru%C3%A7%C3%A3o%20Normativa%20RFB,Escritura%C3%A7%C3%A3o%20Cont%C3%A1bil%20Fiscal%20(ECF).&text=O%20SECRET%C3%81RIO%20DA%20RECEITA%20FEDERAL,o%20inciso%20III%20do%20art
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=66543#:~:text=IN%20RFB%20n%C2%BA%201574%2F2015&text=Altera%20a%20Instru%C3%A7%C3%A3o%20Normativa%20RFB,Escritura%C3%A7%C3%A3o%20Cont%C3%A1bil%20Fiscal%20(ECF).&text=O%20SECRET%C3%81RIO%20DA%20RECEITA%20FEDERAL,o%20inciso%20III%20do%20art
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/imprimir.action?visao=original&idAto=81268#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20determina%C3%A7%C3%A3o%20e,13%20de%20maio%20de%202014
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/imprimir.action?visao=original&idAto=81268#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20determina%C3%A7%C3%A3o%20e,13%20de%20maio%20de%202014
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/imprimir.action?visao=original&idAto=81268#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20determina%C3%A7%C3%A3o%20e,13%20de%20maio%20de%202014
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109
Capítulo 2
Diário Oficial da União: seção 1, p. 20, 24 maio 2018. Disponível em: http://
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PÊGAS, P. H. Manual de Contabilidade Tributária. 10. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 
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SANTOS, A. D. et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas 
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nhabiblioteca.com.br/books/9786559772735. Acesso em: 18 nov. 2023.
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http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=92278#:~:text=CGSN%20n%C2%BA%20140%2F2018&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Regime%20Especial,Pequeno%20Porte%20(Simples%20Nacional)
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=92278#:~:text=CGSN%20n%C2%BA%20140%2F2018&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Regime%20Especial,Pequeno%20Porte%20(Simples%20Nacional)
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http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=114965#2223870
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=409611
110
Capítulo 2
SERPRO. Entenda o fluxo de emissão de um Certificado Digital, [202-]. 
Disponível em: https://www.loja.serpro.gov.br/certificacao. Acesso: 06 dez. 2023.
SISTEMA PÚBLICO DE ESCRITURAÇÃO DIGITAL. Fcont – Controle Fiscal 
Contábil de Transição. SPED, 04 abr. 2016. Disponível em: http://sped.rfb.gov.
br/pagina/show/1835. Acesso em: 06 dez. 2023.
SOUSA, E. P. D. Contabilidade Tributária: aspectos práticos e conceituais. 
[S. l.]: Grupo GEN, 2018. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/
books/9788597018493. Acesso em: 18 nov. 2023.
http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/1835
http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/1835
http://sped.rfb.gov.br/pagina/show/1835
111
CAPÍTULO 3
CONTABILIDADE FISCAL ESTRATÉGICA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
A partir da perspectiva do saber-fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
• Identificar operações especiais fiscais, compreendendo as particula-
ridades e implicações legais;
• Desenvolver estratégias para a regularização fiscal, incluindo a ne-
gociação de débitos;
• Assegurar regularidade fiscal: será capaz de analisar e assegurar 
a regularidade fiscal do contribuinte, tomando medidas proativas 
para evitar problemas legais;
• Contribuir ativamente para o planejamento fiscal estratégico da em-
presa, otimizando a carga tributária e alinhando as práticas fiscais 
aos objetivos organizacionais;
• Avaliar os riscos associados a operações especiais, visando à confor-
midade fiscal e à minimização de passivos;
• Analisar a situação fiscal de um contribuinte, considerando aspectos 
como certidões negativas, pendências e obrigações fiscais;
• Realizar análises tributárias aprofundadas, identificando oportuni-
dades legais para otimização fiscal;
• Desenvolver estratégias fiscais eficientes, alinhadas aos objetivos 
organizacionais e em conformidade com a legislação vigente;
• Gerir a carga tributária considerando aspectos legais e financeiros 
para maximizar a eficiência fiscal da empresa.
112
CONTEXTUALIZAÇÃO
A Contabilidade Fiscal Estratégica é uma área vital dentro das 
organizações, em que se concentra o cuidado minucioso e estraté-
gico das operações fiscais especiais. Essa área não apenas se dedica 
à conformidade legal, mas também visa otimizar a estrutura fiscal 
de uma empresa, garantindo não só a regularidade fiscal do contri-
buinte, mas também maximizando o aproveitamento de incentivos 
fiscais e a minimização de custos tributários. 
Dentro desse contexto, o planejamento fiscal se destaca como 
uma ferramenta essencial, permitindo antecipar cenários, explorar 
oportunidades legais e estruturar operações de modo a alcançar 
eficiência fiscal, sempre em conformidade com as normas e legis-
lações vigentes. Nesse contexto, as operações especiais fiscais e a 
manutenção da regularidade fiscal se tornam pilares fundamentais 
para garantir a sustentabilidade e competitividade das empresas 
no mercado atual. Este texto explora a importância e as nuances 
desses conceitos na gestão tributária das organizações.
A Contabilidade Fiscal Estratégica abrange uma série de as-
pectos cruciais para a gestão tributária de uma empresa, incluindo 
a identificação e a compreensão das operações especiais fiscais. 
Esta disciplina requer uma análise detalhada das particularida-
des e implicações legais dessas operações, visando não apenas o 
cumprimento das normativas, mas também a avaliação dos riscos 
associados, com o intuito de assegurar a conformidade fiscal e 
minimizar passivos.
Além disso, parte fundamental desse processo é a análise 
minuciosa da situação fiscal do contribuinte. Isso envolve a ve-
rificação de certidões negativas, identificação de pendências e 
113
Capítulo 3
o entendimento das obrigações fiscais em curso. A partir dessa 
avaliação, estratégias para a regularização fiscal podem ser desen-
volvidas, incluindo a negociação de débitos e ações proativas para 
evitar complicações legais.
O profissional especializado nesse campo também se dedica a 
realizar análises tributárias detalhadas, buscando identificar opor-
tunidades legais para a otimização fiscal. Esse olhar estratégico visa 
desenvolver práticas fiscais eficientes, alinhadas aos objetivos da 
organização e sempre em conformidade com a legislação vigente.
Assim, ao dominar os conceitos e práticas da Contabilidade 
Fiscal Estratégica, o profissional se torna apto a gerir operações 
especiais fiscais de forma eficiente, garantindo conformidade e mi-
nimizando riscos. Além disso, poderá contribuir para assegurar a 
regularidade fiscal da empresa, adotando medidas proativas para 
evitar problemas legais e participando ativamente do planejamento 
fiscal estratégico, buscando otimizar a carga tributária e alinhar as 
práticas fiscais aos objetivos organizacionais. Dessa forma, estará 
capacitado a tomar decisões embasadas em estratégias fiscais só-
lidas, considerando tanto a eficiência operacional quanto a confor-
midade legal, contribuindo significativamente para o sucesso e a 
sustentabilidade financeira da empresa.
114
11. OPERAÇÕES ESPECIAIS 
FISCAIS
Operações especiais fiscais são uma parte crucial da gestão tributária 
de empresas, especialmente no que diz respeito a impostos como ICMS, 
IPI, PIS, Cofins e IPVA. Esses tributos compõem uma parte significativa do 
sistema tributário brasileiro e requerem atenção especial devido à comple-
xidade de suas regulamentações e suas nuances legais.
Figura 1. Profissional especializado
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: fotografia de uma mulher negra trajando uma roupa social, de braços cruza-
dos, ao fundo um cenário de escritório.
115
Capítulo 3
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um 
tributo estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e a prestação 
de serviços. Devido à sua aplicação em operações interestaduais, o ICMS 
apresenta particularidades que demandam análises específicas, como a 
aplicação de diferentes alíquotas de acordo com cada estado.
O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é um imposto federal 
que incide sobre a produção e a comercialização de produtos industrializa-
dos. Suas regras abrangem desde a classificação dos produtos até a defini-
ção de alíquotas, que variam conforme a natureza do produto.
Figura 2. Planejamento fiscal estratégico
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem usando uma calculadora com uma mão e segu-
rando vários papéis com a outra.
O PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o 
Financiamento da Seguridade Social) são contribuições federais que inci-
dem sobre o faturamento das empresas. Ambos possuem regimes de apu-
ração distintos, como o cumulativo e o não cumulativo, cada um com suas 
particularidades e impactos no recolhimento desses tributos.
116
Capítulo 3
Para lidar com esses tributos de forma eficiente e estratégica, é funda-
mental compreender as particularidades de cada um, considerando suas 
bases legais, alíquotas, regimes de apuração e possíveis benefícios fiscais. 
As operações especiais fiscais nesses casos envolvem desde a correta apu-
ração e recolhimento dos tributos até o acompanhamento das constantes 
alterações na legislação, garantindo a conformidade fiscal da empresa.
Figura 3. Sistema tributário
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mulher de alto ângulo no escritório, sentada em frente 
a sua mesa tem uma calculadora, ela está escrevendo com uma caneta em um bloco na frente de 
um notebook.
Ademais, é imprescindível estar atento a possíveis oportunidades le-
gais para otimização fiscal, seja por meio de incentivos fiscais previstos na 
legislação ou pela identificação de erros na apuração tributária que possam 
gerar créditos para compensação. Portanto, diante da complexidadee da 
constante evolução das normas fiscais, a expertise na gestão de operações 
especiais fiscais referentes a ICMS, IPI, PIS, Cofins e IPVA é essencial para 
garantir não apenas a conformidade, mas também a eficiência e a susten-
tabilidade financeira das empresas.
117
Capítulo 3
1.1 ICMS – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MER-
CADORIAS E SERVIÇOS
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um 
imposto estadual no Brasil que incide sobre a circulação de mercado-
rias, serviços de transporte interestadual e intermunicipal, além de co-
municação. Sua característica de incidência na formação do preço de 
um produto ou serviço é um aspecto crucial a ser compreendido pelas 
empresas e consumidores.
• Incidente na formação do preço
O ICMS é um imposto que faz parte do custo do produto ou serviço 
ao longo da cadeia de produção e comercialização. Em geral, é calculado 
sobre o valor da operação e repassado ao consumidor final. Isso significa 
que, ao adquirir um produto ou serviço, o valor do ICMS está embutido no 
preço final que o consumidor paga, já que os contribuintes desse imposto 
repassam o custo tributário aos seus produtos ou serviços.
Figura 4. Planejamento empresarial
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: imagem de uma mulher digitando em uma calculadora, e na mesa várias 
notas fiscais.
118
Capítulo 3
• Crédito de ICMS
A legislação permite que as empresas que estão sujeitas ao ICMS possam 
descontar o valor do imposto pago na aquisição de insumos, mercadorias ou 
serviços utilizados em suas atividades econômicas. Esse mecanismo é conhe-
cido como crédito de ICMS. Assim, as empresas podem compensar parte do 
imposto que foi cobrado nas etapas anteriores da cadeia produtiva, reduzin-
do o montante a ser recolhido ou compensando-o em períodos futuros.
• Não cumulatividade do ICMS
A não cumulatividade é um princípio adotado pelo ICMS que permite 
a compensação do imposto pago nas etapas anteriores. Isso significa que 
o valor do ICMS pago na compra de insumos ou produtos é descontado do 
valor a ser pago na venda final. Dessa forma, o imposto incide apenas sobre 
o valor adicionado em cada etapa do processo produtivo ou de comerciali-
zação, evitando a incidência em cascata sobre o mesmo valor ao longo da 
cadeia produtiva (Fabretti, 2016).
• Exemplo
Imagine uma empresa que produz e vende móveis. Ela compra madeira e 
outros insumos para fabricação, nos quais incide um valor de ICMS. Suponha 
que o valor do ICMS pago na compra desses insumos seja R$ 1.000,00.
Figura 5. Tributarista
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra as mãos de um homem trajando terno e blusa social azul, 
digitando um uma calculadora e segurando uma lupa.
119
Capítulo 3
Ao vender os móveis, a empresa cobra o ICMS do comprador, por 
exemplo, R$ 2.000,00. Nesse caso, ela tem um débito de R$ 2.000,00 de 
ICMS a recolher. Entretanto, ela pode abater o crédito de R$ 1.000,00 (re-
ferente ao ICMS pago na compra dos insumos) desse débito. Portanto, ela 
precisará recolher apenas R$ 1.000,00 aos cofres públicos.
Saiba Mais
Essa é uma explicação simplificada, já que a legislação do ICMS 
pode ter particularidades e variações de acordo com cada esta-
do brasileiro, mas ilustra o funcionamento básico do crédito e 
da não cumulatividade desse imposto na formação do preço de 
produtos ou serviços.
1.2 DIFAL (DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA)
A Difal (Diferencial de Alíquota) é um dispositivo tributário aplicado em 
operações interestaduais, criado para equilibrar a carga tributária entre os 
estados brasileiros. Ela foi instituída pela Emenda Constitucional 87/2015, 
visando a repartição do ICMS entre o estado de origem e o estado de desti-
no das mercadorias e serviços.
Figura 6. Carga tributária
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem de terno azul debruçado sobre uma mesa es-
crevendo em uma folha na prancheta; com a outra mão, ele digita em uma calculadora; ao seu 
lado tem um notebook.
120
Capítulo 3
Saiba Mais
Antes da Emenda Constitucional 87/2015, nas operações interes-
taduais destinadas a consumidores finais não contribuintes do 
ICMS (pessoas físicas ou empresas não inscritas no cadastro do 
imposto), o imposto era recolhido apenas para o estado de ori-
gem da mercadoria. Isso gerava uma desigualdade tributária, pois 
o estado de destino, onde o produto era consumido, não recebia 
parte do imposto.
Com a Difal, passou a existir a partilha do ICMS entre o estado de origem 
e o estado de destino, ou seja, parte do ICMS passou a ser destinada ao esta-
do de destino das mercadorias ou serviços. O cálculo da Difal é feito quando a 
operação é destinada a um consumidor final não contribuinte do ICMS (como 
uma pessoa física ou empresa não inscrita no cadastro do imposto) e envolve 
produtos vindos de outro estado. Nesse caso, é calculada a diferença entre a 
alíquota interestadual e a alíquota interna do estado de destino.
A alíquota interestadual é definida pelo Convênio ICMS 93/2015 para 
produtos importados de outros estados, enquanto a alíquota interna é a 
alíquota que o estado de destino cobra sobre o produto. O valor resultante 
da diferença entre essas alíquotas é o montante que deve ser repassado 
ao estado de destino como parte do ICMS. Esse valor é recolhido pelo re-
metente da mercadoria ou pelo prestador do serviço, e o estado de destino 
recebe essa parcela do ICMS.
Vale ressaltar que a aplicação da Difal pode variar conforme a legisla-
ção específica de cada estado e depende do tipo de operação realizada. A 
Emenda Constitucional 87/2015 trouxe mudanças significativas no que diz 
respeito à distribuição do ICMS em operações interestaduais e impactou 
principalmente o comércio eletrônico, trazendo a necessidade de adapta-
ção por parte das empresas para calcular e recolher o imposto de forma 
adequada (Fabretti, 2016).
121
Capítulo 3
Figura 7. Reunião de empresários
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma visão superior de dois homens e uma mulher senta-
dos ao redor de uma mesa, um homem está escrevendo em um bloco e ao seu lado tem um note-
book, a mulher está segurando folhas de relatórios e o homem está com o lápis na mão.
1.3 IPI – IMPOSTO SOBRE PRODUTOS 
INDUSTRIALIZADOS
O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é um imposto federal 
aplicado sobre a industrialização de produtos no território nacional, inciden-
te sobre produtos industrializados, nacionais ou estrangeiros. Ele é regula-
mentado pelo Decreto nº 7.212/2010, que trata da tributação, fiscalização, 
arrecadação e administração desse imposto.
• Conceito e sistemática
O IPI incide sobre produtos industrializados, ou seja, sobre aqueles que so-
frem qualquer processo de industrialização, modificando sua natureza, funcio-
nalidade, finalidade ou aperfeiçoando-os para o consumo. Sua base de cálculo, 
geralmente, é o valor do produto, seja ele produzido no Brasil ou importado.
A alíquota do IPI varia conforme a classificação fiscal do produto, sendo 
estabelecida pela Tabela de Incidência do IPI (TIPI), que atribui um código 
NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) a cada tipo de produto e define 
a alíquota correspondente.
122
Capítulo 3
• Fato gerador
O fato gerador do IPI ocorre quando há a saída do produto do esta-
belecimento industrial ou equiparado ao industrial, ou seja, quando ele é 
vendido ou transferido para outro estabelecimento. No caso de produtos 
importados, o fato gerador é a sua entrada no território nacional.
• Créditos de IPI
As empresas têm direito a créditos de IPI referentes aos valores pagos na 
aquisição de insumos, matéria-prima, produtos intermediários e embalagens 
utilizados no processo de industrialização. Esses créditos podem ser desconta-
dos do valor do IPI a recolher, reduzindo o montante a ser pago ao governo. É 
importante ressaltar que os créditos de IPI estão sujeitos a legislações específi-
cas que determinam quais itens geram esse direito e em qual proporção.
As empresas devem estaratentas às normativas e procedimentos para 
a correta apuração e recolhimento desse imposto, evitando irregularidades 
fiscais.
Assim, o IPI é um tributo relevante na economia brasileira, contribuindo 
para a arrecadação do governo e sendo aplicado sobre uma ampla gama de 
produtos industrializados, com suas regras e particularidades específicas que 
devem ser observadas pelas empresas para garantir a conformidade fiscal.
• Exemplo
Suponha uma indústria que produz e comercializa televisores. Para 
esse exemplo, considere que a alíquota do IPI para televisores seja de 10%.
Artigo
Leia o artigo intitulado Imposto sobre produtos in-
dustrializados: carga setorial e aspectos distributi-
vos, que analisa a tributação do IPI sob a ótica da 
incidência tributária. 
É importante considerar que o IPI possui uma sistemática de recolhi-
mento e apuração própria, variando conforme o tipo de operação reali-
zada e os produtos envolvidos.
https://encurtador.com.br/egqFG
123
Capítulo 3
Figura 8. Aparelhos eletrônicos
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um tablet, dois celulares, um cabo carregador, dois fones 
de ouvido sem fio, um óculos de realidade aumentada, um notebook, uma agenda de capa preta, 
um lápis branco, um relógio smartwatch e um envelope preto sobre um fundo amarelo.
 
A empresa adquire insumos e realiza a industrialização para fabricar 
televisores. Ela pagou um total de R$ 50.000,00 em insumos sujeitos ao IPI, 
como componentes eletrônicos, plástico para a carcaça, tela, entre outros.
O valor total dos televisores fabricados foi de R$ 150.000,00.
• Cálculo do IPI a recolher
• Cálculo dos créditos de IPI
A empresa tem direito a créditos de IPI sobre os insumos adquiridos. 
Considerando a alíquota de 10% do IPI, o crédito seria calculado sobre o 
valor dos insumos:
Valor dos insumos * Alíquota de IPI
R$ 50.000,00 * 10% = R$ 5.000,00
Portanto, a empresa teria um crédito de R$ 5.000,00 de IPI.
124
Capítulo 3
• Cálculo do IPI a recolher:
O IPI a recolher é calculado sobre o valor total dos produtos fabricados, 
já descontando os créditos de IPI:
Valor total dos televisores * Alíquota de IPI
R$ 150.000,00 * 10% = R$ 15.000,00
Como a empresa possui um crédito de R$ 5.000,00 de IPI, esse valor 
será deduzido do montante a recolher:
IPI a recolher - Créditos de IPI
R$ 15.000,00 - R$ 5.000,00 = R$ 10.000,00
Portanto, nesse exemplo hipotético, a empresa teria que recolher 
um total de R$ 10.000,00 de IPI ao governo referente à venda dos te-
levisores, após descontar os créditos de IPI provenientes dos insumos 
utilizados na fabricação.
1.4 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL
O PIS (Programa de Integração Social) é um programa do governo bra-
sileiro que visa a integração do empregado na vida e no desenvolvimento 
das empresas, contribuindo para o pagamento de benefícios do trabalha-
dor e fomentando o desenvolvimento econômico do país. A seguir, são 
apresentados conceitos, sistemática, fato gerador, créditos e um exemplo 
relacionado ao PIS.
Artigo
No Portal da Indústria há um artigo interessante 
sobre a Reforma Tributária com o tema O que é 
Reforma Tributária e que muda?. Informe-se so-
bre como será esse imposto, visto que o Brasil 
possui um dos sistemas tributários mais comple-
xos do mundo. Leia a matéria completa
https://encurtador.com.br/ackO5
125
Capítulo 3
• Conceito
O PIS é um tributo de contribuição social de responsabilidade das em-
presas, incidente sobre a folha de pagamento, com o objetivo de financiar o 
pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e outros programas sociais.
Figura 9. Contribuição social
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma de um adulto com uma mãe de criança com as palmas 
voltadas para cima segurando um sinal de cifrão amarelo.
• Sistemática
A contribuição ao PIS é calculada sobre a folha de pagamento da em-
presa e varia de acordo com a atividade exercida e o regime tributário em 
que a empresa está enquadrada. O recolhimento é feito mensalmente por 
meio de guias específicas, sendo destinado aos cofres públicos para poste-
rior distribuição aos beneficiários.
• Fato gerador
O fato gerador do PIS ocorre mensalmente e está relacionado à folha 
de pagamento da empresa. Ou seja, é a remuneração paga ou creditada a 
empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais que pres-
tem serviços, cuja folha de salários é a base de cálculo para o imposto.
126
Capítulo 3
• Créditos
As empresas têm direito a créditos do PIS, podendo descontá-los do 
valor a ser recolhido. Esses créditos podem ser gerados a partir de despe-
sas específicas realizadas pela empresa, como, por exemplo, despesas com 
insumos, energia elétrica, aluguéis, entre outras.
• Exemplo
Nesse caso, empresas tributadas pelo regime do lucro real podem se benefi-
ciar desse sistema, em que o tributo incide sobre o faturamento da empresa, per-
mitindo o aproveitamento de créditos em etapas anteriores da cadeia produtiva.
Suponha que uma empresa venda um produto por R$ 1.000,00 e tenha 
incorrido em despesas de compra de insumos tributados no valor de R$ 
600,00, com alíquota do PIS de 1,65%. No sistema não cumulativo do PIS, a 
empresa pode descontar o valor pago na compra de insumos (R$ 600,00) 
da sua receita de vendas (R$ 1.000,00), considerando a alíquota do imposto.
Assim: 
PIS a recolher sobre as vendas: R$ 1.000,00 x 1,65% = R$ 16,50
Crédito do PIS sobre a compra de insumos: R$ 600,00 x 1,65% = R$ 9,90
Portanto, o valor a recolher de PIS seria R$ 16,50 (sobre as vendas) 
menos o crédito de R$ 9,90 (sobre a compra de insumos), resultando em 
um valor líquido a pagar de R$ 6,60.
Esse sistema não cumulativo do PIS permite que a empresa abata o 
valor pago na aquisição de insumos do montante devido sobre a receita de 
vendas, reduzindo, assim, a carga tributária total.
Além disso, se a empresa tiver direito a créditos do PIS por despesas 
permitidas, ela pode deduzir esse valor do montante a ser recolhido, redu-
zindo assim o valor final a pagar ao governo.
1.4.1 Cumulatividade e não cumulatividade
O PIS pode ser recolhido de duas formas: cumulativa e não cumulativa. 
Essas modalidades se referem à forma como as empresas calculam e com-
pensam os créditos do PIS.
127
Capítulo 3
• PIS cumulativo
No regime cumulativo do PIS, as empresas não têm direito a créditos para 
abater do valor devido do tributo. Isso significa que elas são obrigadas a reco-
lher o valor correspondente ao PIS sobre a folha de pagamento, sem a possibi-
lidade de compensar despesas ou custos para reduzir o montante a ser pago.
• PIS não cumulativo
No regime não cumulativo do PIS, as empresas têm direito a créditos do 
PIS, permitindo a compensação de valores. Elas podem descontar créditos ge-
rados a partir de despesas consideradas como insumos, por exemplo, despesas 
com materiais, energia elétrica, aluguéis, entre outras despesas operacionais. 
Esses créditos podem ser utilizados para abater o valor do PIS a ser recolhido.
1.4.2 Diferenças entre cumulativo e não cumulativo
• PIS cumulativo
Não permite a utilização de créditos para abater o valor do PIS a ser 
recolhido. A alíquota é aplicada diretamente sobre a folha de pagamento ou 
receita bruta, dependendo do regime tributário.
• PIS não cumulativo
Permite a utilização de créditos decorrentes de despesas permitidas 
para abater o valor do PIS a ser recolhido. As empresas podem abater 
parte do PIS devido, utilizando os créditos gerados a partir de despesas 
específicas.
• Escolha do regime
A escolha entre o regime cumulativo ou não cumulativo do PIS depende 
de diversos fatores, como o tipo de despesas que a empresa tem e seu en-
quadramento tributário. Empresas que possuem mais despesas passíveis de 
gerar créditos costumam optar pelo regime não cumulativo, buscando reduzir 
o montante a ser recolhido. Já empresas com menor volume de despesas de-
dutíveis podem preferir o regime cumulativo por sua simplicidade de cálculo.
Cabe ressaltar que a escolhado regime tributário e a forma de paga-
mento do PIS têm impactos diretos na carga tributária e na gestão financeira 
da empresa; por isso, é importante analisar as especificidades de cada caso 
antes de fazer a opção pelo regime cumulativo ou não cumulativo do PIS.
128
Capítulo 3
1.4.3 Exemplo de aplicação do PIS cumulativo e do PIS 
não cumulativo
Exemplo do PIS cumulativo
PIS Cumulativo com base na receita. Suponha uma empresa que está 
enquadrada no regime cumulativo do PIS e possui uma receita bruta mensal 
de R$ 200.000,00. A alíquota do PIS cumulativo para essa empresa é de 0,65%.
Figura 10. Empresária
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma mulher segurando um gráfico, na frente de um note-
book, ao fundo um cenário de uma cozinha com armários na cor cinza.
O cálculo do PIS cumulativo sobre a receita bruta seria:
PIS = Receita Bruta x Alíquota do PIS
PIS = R$ 200.000,00 x 0,65%
PIS = R$ 200.000,00 x 0,0065
PIS = R$ 1.300,00
Nesse caso, a empresa teria que recolher R$ 1.300,00 mensalmente a 
título de PIS sobre a receita bruta, sem a possibilidade de utilizar créditos 
129
Capítulo 3
para abater esse valor. Essa é a característica do regime cumulativo do PIS, 
em que o tributo incide diretamente sobre a receita bruta ou folha de paga-
mento, sem deduções ou compensações de créditos.
Exemplo do PIS não cumulativo
Agora, considere outra empresa enquadrada no regime não cumulativo 
do PIS. Essa empresa possui despesas que geram créditos de PIS, por exemplo, 
despesas com insumos (R$ 10.000,00) que são passíveis de crédito no PIS.
A alíquota do PIS não cumulativo para essa empresa é a mesma, 1,65%.
O cálculo do PIS Não Cumulativo com utilização de créditos seria:
PIS = (Folha de Pagamento x Alíquota do PIS) - Créditos de PIS
PIS = (R$ 80.000,00 x 1,65%) - R$ 10.000,00
PIS = (R$ 80.000,00 x 0,0165) - R$ 10.000,00
PIS = R$ 1.320,00 - R$ 10.000,00
PIS = R$ 1.320,00 - R$ 10.000,00
PIS = - R$ 8.680,00 (o valor é negativo, indicando que a empresa pode 
utilizar o crédito para compensar o PIS a recolher)
Nesse caso, a empresa teria um crédito de R$ 8.680,00, o que significa 
que não precisaria pagar o PIS naquele mês e ainda teria um saldo rema-
nescente para compensar em meses seguintes.
Esses exemplos simplificados demonstram a diferença no cálculo do 
PIS entre os regimes cumulativo e não cumulativo, destacando a possibili-
dade de utilização de créditos no segundo modelo, o que pode afetar dire-
tamente a carga tributária das empresas.
1.5 COFINS – CONTRIBUIÇÃO PARA O 
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL
O Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), in-
cluindo seu conceito, sistemática, fato gerador, os regimes de cumulatividade 
e não cumulatividade, créditos e um exemplo para ilustrar seu funcionamento.
130
Capítulo 3
• Conceito e sistemática
O Cofins é uma contribuição social de natureza tributária no Brasil. Ele 
tem como objetivo financiar a seguridade social, incluindo a Previdência 
Social, a Saúde e a Assistência Social. Incide sobre o faturamento das em-
presas, ou seja, sobre a receita bruta auferida pela venda de bens e serviços.
• Fato gerador
O fato gerador do Cofins é a receita bruta proveniente da venda de 
produtos ou da prestação de serviços pela pessoa jurídica, inclusive as re-
ceitas financeiras e outras atividades relacionadas ao seu objeto social.
• Créditos
No regime não cumulativo, as empresas podem descontar créditos do 
Cofins calculados sobre determinadas despesas permitidas. Esses créditos 
são utilizados para abater o valor do Cofins a ser recolhido.
• Exemplo
Vamos considerar uma empresa que está no regime não cumulativo do 
Cofins. Essa empresa possui despesas que geram créditos de Cofins, por exem-
plo, despesas com insumos (R$ 15.000,00) que são passíveis de crédito no Cofins.
A alíquota do Cofins não cumulativo para essa empresa é de 7,6%.
O cálculo do Cofins não cumulativo com utilização de créditos seria:
Cofins = (Receita Bruta X Alíquota do Cofins) - Créditos de Cofins
Cofins = (R$ 200.000,00 X 7,6%) - R$ 15.000,00
Cofins = (R$ 200.000,00 X 0,076) - R$ 15.000,00
Cofins = R$ 15.200,00 - R$ 15.000,00
Cofins = R$ 200,00
Nesse caso, a empresa teria um valor a recolher de Cofins de R$ 200,00, 
utilizando os créditos gerados pelas despesas permitidas para abater do 
valor total devido do tributo.
131
Capítulo 3
1.5.1 Cumulatividade e não cumulatividade
• Cumulatividade: no regime cumulativo do Cofins, as empresas não 
têm direito a créditos para abater do valor devido do tributo. Isso 
significa que elas são obrigadas a recolher o valor correspondente 
ao Cofins sobre o faturamento, sem a possibilidade de compensar 
despesas ou custos para reduzir o montante a ser pago; 
• Não cumulatividade: no regime não cumulativo do Cofins, as em-
presas têm direito a créditos do Cofins, permitindo a compensação 
de valores. Elas podem descontar créditos gerados a partir de des-
pesas consideradas insumos, como despesas com materiais, ener-
gia elétrica, aluguéis, entre outras despesas operacionais.
1.5.2 Exemplo de aplicação do Cofins nos regimes 
cumulativo e não cumulativo
• Exemplo do Cofins cumulativo.
Figura 11. Cálculos
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra as mãos de uma mulher segurando um relatório de núme-
ros; à sua frente, há um notebook.
132
Capítulo 3
Suponha uma empresa que está enquadrada no regime cumulativo 
do Cofins. Essa empresa tem uma receita bruta mensal de R$ 150.000,00. A 
alíquota do Cofins cumulativo para essa empresa é de 3%.
O cálculo do Cofins cumulativo sobre a receita bruta seria:
Cofins = Receita Bruta X Alíquota do Cofins
Cofins = R$ 150.000,00 X 3%
Cofins = R$ 150.000,00 X 0,03
Cofins = R$ 4.500,00
Nesse caso, a empresa teria que recolher R$ 4.500,00 mensalmente a 
título de Cofins sobre a receita bruta, sem a possibilidade de utilizar crédi-
tos para abater esse valor. Isso ocorre porque no regime cumulativo não há 
a compensação de créditos.
• Exemplo do Cofins não cumulativo.
Agora, considere outra empresa enquadrada no regime não cumulativo do 
Cofins. Essa empresa possui despesas que geram créditos de Cofins, por exem-
plo, despesas com insumos (R$ 20.000,00) que são passíveis de crédito no Cofins.
A alíquota do Cofins não cumulativo para essa empresa é de 7,6%.
O cálculo do Cofins não cumulativo com utilização de créditos seria:
Cofins = (Receita Bruta X Alíquota do Cofins) - Créditos de Cofins
Cofins = (R$ 150.000,00 X 7,6%) - R$ 20.000,00
Cofins = (R$ 150.000,00 X 0,076) - R$ 20.000,00
Cofins = R$ 11.400,00 - R$ 20.000,00
Cofins = - R$ 8.600,00 (O valor é negativo, indicando que a empresa 
pode utilizar o crédito para compensar o Cofins a recolher)
Nesse caso, a empresa teria um crédito de R$ 8.600,00, o que significa 
que não precisaria pagar o Cofins naquele mês e ainda teria um saldo rema-
nescente para compensar em meses seguintes. Isso demonstra a diferença 
133
Capítulo 3
no cálculo do Cofins entre os regimes cumulativo e não cumulativo, desta-
cando a possibilidade de utilização de créditos no segundo modelo, afetan-
do diretamente a carga tributária das empresas.
Saiba Mais
Veja a mudança que ocorreu na tributação do PIS-Co-
fins na IN RFB nº 2152, de 14 de julho de 2023. Essa 
lei trata da alteração da Instrução Normativa RFB nº 
2.121, de 15 de dezembro de 2022, que consolida as 
normas sobre a apuração, a cobrança, a fiscalização, 
a arrecadação e a administração da contribuição para 
o PIS-Pasep, da Cofins, da contribuição para o PIS-Pa-
sep-Importação e da Cofins-Importação. Veja a pes-
quisa completa.
1.6 INCENTIVOS FISCAIS
Os impostos são criados com o propósito de arrecadação. No entanto, o 
Estado pode abrir mão de parte dessa arrecadação para atingir outros obje-
tivos de interesse público, incentivando atividades específicas (como cultura, 
programas especiais, alimentação do trabalhador, desenvolvimento tecnoló-
gico industrial ou agrícola) ou impulsionando o crescimentode determinadas 
regiões. Essa renúncia recebe o nome técnico de Extrafiscalidade, denotando 
o uso do imposto para fins que não apenas a obtenção de recursos.
https://encurtador.com.br/msEY6
134
Capítulo 3
Figura 12. Cálculo de tributos
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: mão de homem segurando um lápis enquanto a outra mão pega moedas em 
um pote de vidro; à sua frente, há três pilhas pequenas de moedas.
Claramente, para compensar a perda na arrecadação decorrente da re-
núncia fiscal, a Receita Federal é obrigada a aumentar a carga tributária para 
aqueles que não se beneficiam desses incentivos fiscais. Aqui o tema trata 
de Contabilidade Tributária, portanto, trata exclusivamente da contabilidade 
e tributação das pessoas jurídicas. Por esse motivo, não abordaremos os in-
centivos fiscais relacionados ao Imposto de Renda das pessoas físicas.
1.6.1 Incentivos fiscais relativos ao imposto
O Poder Executivo pode, por meio de legislação, renunciar a parte da 
arrecadação de um imposto específico para estimular certas atividades ou 
regiões. Em contrapartida, essa renúncia fiscal do Executivo se traduz em 
um benefício fiscal para o contribuinte, desde que ele cumpra rigorosamen-
te os requisitos estabelecidos pela lei para poder usufruí-lo. Isso pode ocor-
rer por meio de dedução do imposto devido, entre outras possibilidades.
1.6.2 Incentivos fiscais por isenção
Isenção fiscal é um benefício concedido por meio da dispensa total ou 
parcial do pagamento de determinado tributo. Esse benefício é concedido 
por meio de lei e tem como objetivo incentivar atividades específicas, seto-
res da economia ou regiões geográficas.
135
Capítulo 3
Exemplos de isenção fiscal podem incluir a dispensa do pagamento 
de impostos sobre produtos destinados à exportação, a isenção de impos-
tos sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento ou a isenção do 
Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos 
de transporte público.
Figura 13. Benefício fiscal
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem trajando terno azul marinho e blusa branca 
digitando em um computador; ao lado tem uma calculadora, um bloco de anotações, uma cratera 
de couro marrom, uma caneta preta e uma pequena pilha de livros.
1.6.3 Imunidade fiscal
A imunidade fiscal é uma garantia prevista na Constituição Federal que 
isenta certas entidades, atividades ou produtos do pagamento de impostos. 
Diferentemente da isenção, a imunidade é estabelecida na Constituição e 
não depende de regulamentação por meio de lei ordinária.
136
Capítulo 3
Figura 14. Créditos fiscais
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem segurando um documento fiscal e sobre a 
mesa uma xícara de café, documentos.
Exemplos comuns de imunidade fiscal são a imunidade de templos de 
qualquer culto em relação a impostos sobre patrimônio, renda ou serviços 
relacionados às suas finalidades essenciais, e a imunidade de livros, jornais 
e periódicos em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e 
impostos semelhantes.
1.6.4 Diferenças entre isenção e imunidade
Imunidade
É uma garantia constitucional que 
isenta certas entidades, ativida-
des ou produtos do pagamento de 
impostos. A imunidade é estabe-
lecida na Constituição Federal e 
não depende de regulamentação 
por meio de lei ordinária.
Isenção
É um benefício concedido por lei 
ordinária, permitindo ao Estado 
abrir mão da cobrança total ou 
parcial de um tributo em determi-
nadas situações ou para ativida-
des específicas.
137
Capítulo 3
Ambos os mecanismos, isenção e imunidade, visam estimular setores 
da economia, atividades específicas ou garantir certos princípios constitu-
cionais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país. 
As operações especiais fiscais desempenham um papel crucial na gestão tri-
butária das empresas, especialmente no contexto de impostos como ICMS, 
IPI, PIS, COFINS e IPVA. Esses tributos são componentes vitais do sistema 
tributário brasileiro e demandam atenção especial devido à complexidade 
de suas regulamentações e às nuances legais que os cercam.
Para uma gestão tributária eficiente e estratégica, é essencial com-
preender as particularidades de cada tributo, considerando suas bases 
legais, alíquotas, regimes de apuração e possíveis benefícios fiscais. As ope-
rações especiais fiscais abrangem desde a correta apuração e recolhimento 
dos tributos até o acompanhamento das constantes alterações na legisla-
ção, assegurando a conformidade fiscal da empresa.
Além disso, é fundamental estar atento a oportunidades legais para 
otimização fiscal, seja por meio de incentivos fiscais previstos na legisla-
ção ou pela identificação de erros na apuração tributária que possam gerar 
créditos para compensação. Assim, diante da complexidade e da evolução 
contínua das normas fiscais, a expertise na gestão de operações especiais 
fiscais relacionadas ao ICMS, IPI, PIS, COFINS e IPVA é essencial para garantir 
não apenas a conformidade, mas também a eficiência e a sustentabilidade 
financeira das empresas.
Polêmica
STF decide que entidades religiosas que prestam 
assistência social podem ter imunidade tributária. 
Além da renda e do patrimônio da entidade, a imu-
nidade pode alcançar impostos sobre importação 
de bens para atividades institucionais. Leia a repor-
tagem e discuta com seus colegas sobre o assunto. 
https://encurtador.com.br/rtRXZ
https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=483815&ori=1
138
22. REGULARIDADE FISCAL DO 
CONTRIBUINTE
A regularidade fiscal do contribuinte é um aspecto fundamental 
para a saúde financeira e legal de empresas e pessoas físicas. Refere-se 
ao cumprimento das obrigações tributárias, ou seja, estar em dia com 
o pagamento de impostos, contribuições e demais obrigações fiscais 
exigidas pela legislação.
Manter a regularidade fiscal é essencial para evitar penalidades, 
multas e restrições legais que podem impactar negativamente as ati-
vidades empresariais ou financeiras de um indivíduo. Além disso, é 
um requisito muitas vezes necessário para participar de licitações, 
realizar contratos com o poder público e até mesmo obter certos ti-
pos de crédito.
A garantia da regularidade fiscal envolve o cumprimento correto das 
obrigações tributárias, o acompanhamento das mudanças na legislação 
e a adoção de práticas transparentes e éticas na gestão fiscal. Nesse con-
texto, compreender os mecanismos legais e administrativos para man-
ter a regularidade fiscal é essencial para o sucesso e a sustentabilidade 
financeira de empresas e indivíduos.
2.1 CERTIDÃO DE REGULARIDADE FISCAL
Certidão de regularidade fiscal: um documento crucial na comple-
xa legislação tributária nacional, atestando o cumprimento das obri-
gações tributárias de pessoas físicas e jurídicas. Este documento é im-
prescindível para legalizar e comprovar o pagamento de impostos em 
diversas situações, como licitações, contratos com o poder público e 
outras transações.
139
Capítulo 3
Figura 15. Documentos fiscais
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem trajando terno preto segurando um celular e em uma 
mão; na outra, há uma caneta e uma folha. À frente, há um notebook e vários relatórios com gráficos.
A certidão de regularidade fiscal assegura que o contribuinte está em 
dia com seus débitos junto aos órgãos públicos. Emitida pela Procuradoria-
Geral da Fazenda Nacional e pela Receita Federal, é exigida para garantir a 
segurança nas relações jurídicas, como participação em licitações, obtenção 
de licenças, solicitação de créditos em bancos públicos e celebração de con-
tratos com entidades da administração pública.
Existem diferentes tipos de certidões para atender às exigências de 
cada esfera governamental.
Certidão de regularidade fiscal para pessoas físicas
Atenta aos débitos de um indivíduo perante órgãos públicos.
140
Capítulo 3
Certidão de débitos relativos a créditos tributários federaise à dívida 
ativa da União
Destinada a pessoas físicas ou jurídicas para comprovar débitos junto à União 
e tributos devidos a ela.
Certidão negativa de débito estadual
Comprova a regularidade em impostos estaduais, variando conforme a Unida-
de da Federação.
Certidão de débitos mobiliários municipal
Atesta a quitação de dívidas com o município, incluindo impostos sobre patri-
mônio e serviços.
Certidão de regularidade do FGTS
Garante a regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Essas certidões podem ser de três tipos: Negativa de Débito, Positiva 
(com ou sem efeitos de negativa), cada uma refletindo a situação dos dé-
bitos do contribuinte. Para emitir uma certidão de regularidade fiscal, o 
contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, informar o CPF ou CNPJ, 
selecionar o tipo de pesquisa desejada e o período a ser certificado, e então 
emitir a segunda via, disponibilizada em formato PDF.
Exemplos mostrados nas figuras 16 e 17.
141
Capítulo 3
Figura 16. Certidão de débitos
Fonte: Receita Federal (2023).
#ParaTodosVerem: imagem da página do site da receita federal mostrando o formulário para certi-
dão de débitos relativos a créditos tributários federais e à dívida ativa da União para Pessoa Jurídica.
Figura 17. Consulta Certidão de débitos
Fonte: Receita Federal (2023).
#ParaTodosVerem: imagem da página do site da receita federal mostrando a relação de certidões 
de débitos emitidas.
Portanto, garantir a regularidade fiscal é crucial para participar de pro-
cessos licitatórios, contratos públicos e outras transações, sendo essencial 
que as empresas, independentemente do porte, estejam em conformidade 
com suas obrigações junto aos órgãos fiscais.
142
Capítulo 3
Figura 18. Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União
Fonte: Receita Federal (2023).
#ParaTodosVerem: imagem da página do site da receita federal mostrando o formulário para 
certidão de débitos relativos a créditos tributários federais e à dívida ativa da União.
Figura 19. Consulta Regularidade do Empregador
Fonte: Caixa (2023).
#ParaTodosVerem: imagem da página do site da Caixa Econômica Federal mostrando a consulta 
de regularidade do empregador.
143
Capítulo 3
Figura 20. Emissão da Certidão de Regularidade Fiscal – Estadual – RJ
Fonte: Fazenda-RJ (2023).
#ParaTodosVerem: imagem da página do site do Estado do Rio de Janeiro mostrando o formulá-
rio para emissão de certidão de regularidade fiscal.
144
O Planejamento Tributário constitui um estudo preventivo, realizado 
antes da concretização de um evento administrativo, a fim de analisar seus 
efeitos jurídicos e econômicos, bem como identificar alternativas legais me-
nos onerosas. É imprescindível que o planejador possua um senso de equi-
líbrio e racionalidade ao buscar soluções. Alternativas viáveis para grandes 
corporações podem ser excessivamente dispendiosas para empresas de 
médio e pequeno porte, devido aos custos associados às operações neces-
sárias para implementar tais estratégias.
Avaliar criteriosamente a relação custo/benefício é essencial. Não há 
fórmulas mágicas no planejamento tributário; existem apenas opções, 
cujas viabilidades variam amplamente conforme os valores envolvidos, o 
contexto temporal, geográfico, entre outros fatores. Ao analisar alternati-
vas e brechas na legislação, nota-se que o fisco tem buscado eliminá-las ao 
longo dos anos, por meio de sucessivas alterações nas leis.
No entanto, a globalização e a abertura econômica, juntamente com a 
formação de mercados regionais como o Mercosul, têm promovido mudan-
ças rápidas, criando novas oportunidades e brechas na legislação, as quais 
geralmente são mais lentas para se adaptar à dinâmica dos acontecimen-
tos econômicos. O Planejamento Tributário preventivo, realizado antes da 
ocorrência do fato gerador do tributo, busca a elisão fiscal, isto é, a redução 
da carga tributária de acordo com a legalidade vigente.
É importante ressaltar que um planejamento inadequado pode resultar 
em evasão fiscal, caracterizada pela redução da carga tributária através 
do descumprimento das disposições legais, enquadrando-se como cri-
me de sonegação fiscal (Lei nº 8.137/90).
33. PLANEJAMENTO FISCAL
145
Capítulo 3
Além das diversas atribuições que recaem sobre os ombros do conta-
dor, desempenhar o papel de gestor tributário lhe concede uma oportuni-
dade ímpar de contribuir significativamente para a alta direção da empresa. 
Enquanto debatemos a necessidade urgente de mudanças em nosso siste-
ma tributário e a implementação de novos mecanismos para simplificar as 
rotinas fiscais, as empresas buscam cada vez mais um planejamento tribu-
tário criterioso e inovador.
Diante de uma economia globalizada e instável, em que a redução de 
custos é uma estratégia amplamente adotada, destaca-se o planejamento 
tributário como uma ferramenta de relevância ímpar. Em um contexto brasi-
leiro com altas taxas de tributação, é essencial que as empresas encontrem 
maneiras de racionalizar seus custos tributários sem violar as complexas 
legislações tributárias vigentes.
O planejamento tributário consiste em um estudo prévio minucioso 
dos efeitos jurídicos, fiscais e econômicos das decisões gerenciais, visando 
encontrar alternativas legais menos onerosas para os contribuintes. Esse 
processo não apenas busca reduzir a carga fiscal, mas demanda um ele-
vado conhecimento técnico e discernimento por parte dos tomadores de 
decisão no ambiente corporativo.
Saiba Mais
Veja nas reportagens a seguir maneiras de redu-
ção com o Planejamento Tributário.
1. O que é Planejamento tributário? Veja Como 
fazer e Confira o Passo a Passo Aqui. 
2. O Planejamento Tributário e a Elisão Fiscal. 
É fundamental aplicar estratégias de planejamento tributário em todas 
as etapas da cadeia de valor do ciclo produtivo e comercial. Isso permite 
que as empresas atuem em conformidade com as leis tributárias, otimizan-
do seus processos e protegendo seu patrimônio. Com isso, o planejamento 
tributário não apenas visa a redução dos encargos fiscais, mas também se 
mostra como uma ferramenta estratégica para empresas que buscam uma 
gestão tributária eficiente, responsável e alinhada às exigências legais vi-
gentes (Latorraca, 2000).
https://encurtador.com.br/acqrD
https://bit.ly/3Jx9sqV
146
Capítulo 3
Figura 21. Reunião de equipe
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um cenário de uma sala de reunião com cinco pessoas sen-
tadas ao redor da mesa a sua frente uma mulher jovem mostra gráficos em formato de colunas 
na tela da televisão.
Geralmente, é descrito como Planejamento Tributário a atividade 
empresarial que se desenvolve de maneira preventiva, antecipando e deli-
neando os eventos administrativos para determinar os encargos tributários 
inerentes a cada uma das alternativas legais disponíveis. Em essência, o 
objetivo central do planejamento tributário é alcançar a economia fiscal. 
Ao comparar diversas alternativas legais, os gestores procuram direcionar 
suas ações de forma a evitar, sempre que viável, os caminhos mais dispen-
diosos do ponto de vista fiscal.
A essência do Planejamento Fiscal, também conhecido como tributá-
rio, consiste em organizar as atividades econômicas e comerciais de uma 
empresa por meio do uso de estruturas e formas jurídicas. Essas estraté-
gias têm o objetivo de impedir a ocorrência do fato gerador do tributo ou 
de postergar sua concretização para um momento ou condições mais favo-
ráveis. Esse é um comportamento técnico-funcional adotado no âmbito dos 
negócios, buscando eliminar, diminuir ou retardar os encargos tributários 
correspondentes (Borges, 2003).
O planejamento tributário envolve a análise das opções legais para 
formalizar uma operação específica antes mesmo da ocorrência do fato 
gerador do tributo. Seu propósito é permitir que o contribuinte opte pela 
147
Capítulo 3
alternativa que acarrete o menor ônus tributário. É crucial destacar que pla-
nejamento tributárionão se assemelha à sonegação fiscal. Planejar, nesse 
contexto, é a escolha entre opções legais para encontrar aquela que resulte 
no menor imposto a ser pago. Por outro lado, sonegar envolve o uso de 
métodos ilegais, como fraude, simulação, dissimulação, entre outros, para 
evitar o pagamento do tributo devido.
Figura 22. Reunião de negócios
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um cenário de uma sala de reunião com cinco pessoas 
sentadas ao redor da mesa; à frente, um homem mostra gráficos em formato de pizza na tela de 
uma televisão. 
Além disso, considera-se sonegação qualquer ação intencional ou 
omissão deliberada com o propósito de impedir ou atrasar, parcial ou in-
tegralmente, o conhecimento, por parte da autoridade fiscal, da ocorrência 
do evento que gera a obrigação tributária principal.
Independentemente da escolha da forma de tributação pela empre-
sa, é evidente que a ausência de um planejamento estratégico tributário 
pode deixar a organização despreparada para investimentos futuros. 
Isso pode acarretar uma possível escassez de recursos financeiros, re-
sultando em pressões financeiras indesejadas para cobrir gastos não 
148
Capítulo 3
previstos. Para garantir a adequada condução das atividades ineren-
tes ao planejamento tributário, o contador, desempenhando o papel 
de gestor tributário, precisa empregar seu amplo conhecimento sobre 
a legislação tributária pertinente, permitindo antecipar e planejar com 
antecedência as melhores alternativas para a execução das operações 
comerciais da empresa. 
O principal objetivo de um planejamento tributário eficaz é, sem dú-
vida, a redução dos encargos fiscais, sem infringir as disposições legais vi-
gentes. Esse conceito reflete a ideia de taxa saving, amplamente praticada 
nos Estados Unidos. A aplicação de um planejamento tributário estratégico 
não apenas contribui para uma melhor saúde financeira da empresa, mas 
também proporciona maior previsibilidade e viabilidade para seus investi-
mentos futuros.
Segundo Oliveira (2015, p. 24), o contador precisa saber com 
profundidade: 
• Conhecer todas as situações em que é possível o crédito tributário, 
principalmente com relação aos chamados impostos não cumulati-
vos – ICMS e IPI – além das contribuições para o PIS e a COFINS;
• Conhecer todas as situações em que é possível o diferimento (pos-
tergação) dos recolhimentos dos impostos, permitindo melhor ge-
renciamento do fluxo de caixa;
• Conhecer todas as despesas e provisões permitidas pelo fisco como 
dedutíveis no cálculo do lucro tributável;
• Ser oportuno e aproveitar as lacunas deixadas pela legislação, para 
tanto ficando atento às mudanças nas normas e aos impactos nos 
resultados da empresa, observando criteriosamente as atividades 
desenvolvidas;
• Identificar todos os incentivos e benefícios fiscais concedidos pelos 
governos federal, estadual e municipal.
149
Capítulo 3
Figura 23. Reunião de empresários
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um cenário de uma sala de reunião com três pessoas sen-
tadas ao redor da mesa; à sua frente, um homem mostra gráficos em formato de colunas na tela 
de uma televisão.
De acordo com os princípios tributários, a vontade das partes não pode 
ser modificada após a ocorrência do fato gerador. No entanto, é possível 
que o contribuinte antecipe o momento do fato gerador e comece a plane-
já-lo, buscando otimizar a economia de impostos. Ao adotar essa prática, o 
contribuinte tem a vantagem de escolher entre as opções legais disponíveis 
aquelas que mais se adequam às suas necessidades.
O fato gerador representa a obrigação tributária principal, destinada 
ao pagamento do tributo. Trata-se de uma situação definida em lei que, 
uma vez concretizada no tempo e no espaço, implica na transferência ju-
rídica, para o Estado, da titularidade de uma determinada quantia. Nesse 
momento, o indivíduo responsável pelo ato previsto em lei deixa de ser o 
titular desse valor.
150
Capítulo 3
No contexto de um planejamento tributário estratégico, a empresa 
passa a agir de forma preventiva, antecipando e delineando claramente os 
eventos administrativos. Esse procedimento busca tornar transparentes 
para todos os envolvidos os ônus tributários em cada uma das opções le-
gais disponíveis. O objetivo principal do planejamento tributário estratégico 
é buscar a economia tributária, respeitando as diferentes formas da legisla-
ção fiscal, evitando perdas desnecessárias para a organização.
Mesmo operações de planejamento tributário realizadas de maneira legí-
tima e legal estão sendo questionadas pelas autoridades fiscais. Essas, muitas 
vezes, optam por desconsiderar tais operações, utilizando justificativas sub-
jetivas para alegar redução de tributos. Isso resulta na cobrança dos tributos 
acrescidos de multas, podendo, inclusive, desencadear processos penais.
Algumas das operações que têm sido minuciosamente investigadas 
pelo fisco incluem:
a) Apuração de ágio e sua utilização fiscal, bem como contratos cujo 
valor pago supera o preço de mercado;
b) Incorporação de empresa lucrativa por empresa deficitária (incor-
poração inversa);
c) Dedução de despesas com juros decorrentes de empréstimos entre 
empresas do mesmo grupo, coligadas ou controladas;
d) Optar por realizar empréstimos ao invés de aumentar o capital;
e) Práticas conhecidas como “casa e separa”, utilizadas na aquisição de 
ações com posterior venda imediata;
f) Compensação de créditos e prejuízos fiscais;
g) Ausência de causa e/ou propósito negocial claro por trás da operação;
É essencial ressaltar que não se caracteriza como planejamento qual-
quer procedimento ilícito, o que configura evasão fiscal. Além de preju-
dicar as finanças públicas, essas práticas distorcem a concorrência entre 
empresas, proporcionando vantagens a alguns em detrimento daqueles 
que cumprem suas obrigações tributárias.
151
Capítulo 3
h) Visualização pela fiscalização de operações separadas como etapas 
de um mesmo planejamento tributário;
i) Responsabilização e direcionamento da fiscalização para pessoas 
físicas, de sócios e/ou administradores.
Além dessas operações, outros aspectos também chamam a atenção 
das autoridades quando se busca redução tributária: 
a) Falta de justificativa extra tributária ou fundamentação econômica;
b) Sequência de operações;
c) Operações realizadas e desfeitas em curto espaço de tempo;
d) Inatividade da sociedade por parte de alguns sócios;
e) Comportamentos de gestão fora do comum;
f) Indícios de que a operação não reflete a realidade dos fatos;
g) Despesas consideradas indedutíveis de acordo com interpretação 
subjetiva do caso.
Por essa razão, é crucial que os profissionais encarregados da estraté-
gia tributária na empresa estejam atentos e preparados para elaborar todas 
as operações de forma preventiva, visando evitar futuras implicações tanto 
no âmbito societário quanto fiscal. É essencial que considerem sempre a 
responsabilidade dos administradores e da empresa diante do mercado, 
uma vez que irregularidades fiscais podem resultar em responsabilização 
não somente da pessoa jurídica, mas também dos sócios, administradores 
e dirigentes.
Destacamos, por fim, que todas as medidas preventivas devem ser 
acompanhadas e implementadas desde o início da concepção das opera-
ções e realização dos negócios. Isso visa garantir que as alternativas con-
siderem todas as possibilidades viáveis e evitem ser posteriormente des-
consideradas ou interpretadas como realizadas unicamente para reduzir o 
pagamento de tributos.
Para garantir o pleno aproveitamento de todas as formas legais de 
planejamento tributário, é fundamental que o contribuinte conte com uma 
equipe especializada. Essa equipe deve ser capaz de realizar o planejamento 
152
Capítulo 3
tributário sem distorcer, alterar ou ocultar obrigações quando o fato gera-
dor assim o exigir.
Elisão e evasão fiscal são conceitos cruciais dentro do sistema tributá-
rio, que tem como função primordial(prejuízo). Esse processo é realizado por meio da escrituração contábil.
Figura 3. Lucro ou prejuízo
Fonte: Freepik (2024).
#ParaTodosVerem: a figura mostra quatro pilhas de moedas na cor dourada que vão diminuindo 
de tamanho da direita para a esquerda, sobre as pilhas de moedas uma seta verde que vem reta 
da direita para a esquerda e em cima da terceira pilha de moedas ela desce.
13
Capítulo 1
A determinação das bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa 
Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para 
atender às obrigações fiscais é conduzida fora do âmbito da contabilidade, 
especificamente no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur), atualmente 
elaborado de forma eletrônica. Uma vez determinados os valores das pro-
visões destinadas ao pagamento do IRPJ e da CSLL, eles são registrados na 
contabilidade, reduzindo-os do resultado econômico (contábil).
1.1.2 Método da Contabilidade Tributária
O método empregado na Contabilidade Tributária compreende 
essencialmente:
a) Um planejamento tributário adequado, exigindo conhecimento de-
talhado da legislação tributária;
b) Utilização de relatórios contábeis eficientes para evidenciar a exata 
condição das contas patrimoniais e dos resultados, demandando 
compreensão sólida em contabilidade;
c) Controle meticuloso das despesas não dedutíveis e das receitas não 
tributáveis, temporárias ou definitivas, visando calcular a base de 
incidência dos tributos.
• Estratégia de planejamento tributário
O planejamento tributário é conduzido de forma preventiva, anteci-
pando-se aos eventos administrativos para examinar seus desdobramen-
tos jurídicos e econômicos, buscando alternativas legais menos onerosas. 
Esse procedimento é conhecido como Planejamento Tributário e, primor-
dialmente, demanda discernimento do planejador para avaliar as opções 
disponíveis.
14
Capítulo 1
Figura 4. Planejamento
Fonte: Freepik (2024).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma pessoa digitando em um notebook com um calendário 
na tela ao lado uma tela de computador mostrando vários arquivos, na mesa ao lado do notebook 
tem uma xícara, atrás da xícara tem um robozinho verde ao lado de uma planta no vaso, do outro 
lado do notebook um headphone preto.
Para grandes corporações, há alternativas legais viáveis que podem ser 
inviáveis para médias e pequenas empresas, dadas as operações complexas 
e seus custos associados necessários para a implementação dessas estra-
tégias de planejamento tributário. A avaliação da relação custo/benefício é 
de suma importância. O planejamento tributário não é uma fórmula mágica; 
trata-se, na verdade, de explorar alternativas que variam consideravelmente 
em termos de custo/benefício, dependendo dos montantes envolvidos, do 
momento, do contexto local e outros fatores relevantes.
Um marco significativo na literatura sobre planejamento tributário é 
o livro Legislação Tributária: Uma Introdução ao Planejamento Tributário, de 
autoria do saudoso Nilton Latorraca, publicado inicialmente pela editora 
Atlas em 1971. Esse trabalho, de grande mérito, teve várias edições, com 
o autor posteriormente renomeando-o como Direito Tributário: Imposto de 
Renda das Empresas, sendo altamente recomendado para leitura.
Ao analisar as alternativas e brechas na legislação, observa-se que, ao 
longo dos anos, o Fisco tem buscado eliminar essas oportunidades por meio 
de sucessivas alterações nas leis. No entanto, o cenário da globalização, 
com abertura de mercados regionais (como o Mercosul), induz mudanças 
extremamente dinâmicas que podem criar novas oportunidades e falhas 
na legislação, sempre se movendo mais rapidamente do que as adaptações 
legislativas frente à dinâmica dos fatos econômicos.
15
Capítulo 1
A abordagem preventiva do planejamento tributário, realizada antes 
da ocorrência do fato gerador do tributo, visa à elisão fiscal, ou seja, à re-
dução da carga tributária nos limites legais. No entanto, um planejamen-
to inadequado pode levar à evasão fiscal, caracterizada pela redução dos 
impostos de maneira contrária às normas legais, sendo classificada como 
crime de sonegação fiscal conforme a Lei nº 8.137/90.
• Planejamento contábil: a importância dos registros precisos
A precisão e a eficácia dos registros contábeis são elementos cruciais 
para embasar o planejamento estratégico de uma administração. A conta-
bilidade, entre suas diversas finalidades, funciona como uma ferramenta 
gerencial primordial para embasar as decisões. Nesse sentido, é vital que a 
contabilidade esteja constantemente atualizada, gerando relatórios claros 
e acessíveis para os gestores.
Figura 5. Educação e Economia
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra uma calculadora ao lado de um cofre em formato de porco na cor 
rosa em cima de folhas com desenhos de gráficos em formato de pizza e em formato de gráfico de colunas.
A contabilidade desempenha uma gama diversificada de funções vitais 
para a administração empresarial:
• Registro de eventos administrativos para manter um histórico preciso;
• Demonstração e monitoramento das mudanças no patrimônio;
• Utilização como evidência em disputas legais;
16
Capítulo 1
• Fornecimento de subsídios para análise das contas pela diretoria ou 
acionistas (direção);
• Confirmação da conformidade com a legislação tributária perante 
as autoridades fiscais (fiscal);
• Provisão de dados pertinentes para a tomada de decisões estraté-
gicas (gestão);
• Lidar com as crescentes obrigações acessórias impostas pela legis-
lação tributária, acarretando custos administrativos significativos.
Ademais, é crucial apresentar com precisão o valor justo dos ativos e 
passivos da empresa, assim como sua capacidade de gerar benefícios eco-
nômicos futuros, especialmente ao elaborar as demonstrações contábeis. 
Assim, para um planejamento contábil eficaz, é essencial adotar tecnologias 
modernas que atendam às necessidades específicas da empresa e estejam 
alinhadas com sua capacidade financeira.
O foco central dessa função é prover informações cruciais para uma 
gestão eficaz do negócio, permitindo decisões assertivas. 
Figura 6. Eficiência e eficácia
Fonte: Freepik (2024).
#Paratodosverem: a figura de um alvo em preto e branco com o centro vermelho, com dardos 
vermelhos e amarelos cravados nos números oito, nove e no centro.
É importante ressaltar a distinção entre eficiência, relacionada a reali-
zar algo de forma adequada, e eficácia, que se concentra em fazer o que 
precisa ser feito da melhor maneira possível e no momento oportuno.
17
Capítulo 1
• Controle
O cálculo do Imposto de Renda pelo Lucro Real demanda controles 
eficazes das despesas e receitas. Esses controles não apenas garantem o 
registro preciso dos eventos contábeis, revelando o real desempenho da 
empresa, mas também permitem a identificação e gestão das despesas não 
dedutíveis e receitas não tributáveis. Essa precisão é essencial para a corre-
ta apuração do Lucro Real.
Além disso, surge a relevante questão da tributação dos resultados 
obtidos no exterior e da definição dos critérios utilizados para estabelecer 
os preços de transferência, distribuição de dividendos/juros sobre o capital 
próprio e os pagamentos de royalties.
Conceito
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações perten-
centes a uma entidade. No entanto, em conformidade com a nova 
estrutura conceitual contábil, para que seja reconhecido como 
um elemento do patrimônio, deve ter a condição de trazer bene-
fícios econômicos para a empresa, no presente ou no futuro.
Um dos princípios fundamentais na contabilidade é o da entidade, 
que estipula a separação entre a pessoa jurídica e seu patrimônio em rela-
ção às pessoas físicas ou jurídicas de seus proprietários, assim como seus 
respectivos patrimônios individuais. Para ilustrar esse princípio, considere 
duas pessoas físicas (J e B) que decidem empreender no comércio, esta-
belecendo uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada. Cada 
uma delas investetransferir recursos do setor privado 
para o público, viabilizando as ações do estado. No contexto das possibi-
lidades legais de estruturar uma operação, o contribuinte deve optar pela 
maneira menos onerosa, característica fundamental para um bom planeja-
mento tributário.
A obrigação do contribuinte é pagar os tributos conforme a lei vigente. 
Porém, a legislação tributária frequentemente requer uma interpretação 
minuciosa para ser corretamente aplicada às atividades empresariais. Nesse 
sentido, a elisão fiscal representa um recurso usado pelos contribuintes 
para alcançar uma carga tributária menor. Consiste em atos ou negócios 
jurídicos reais, verdadeiros, sem vícios no suporte fático ou na manifesta-
ção de vontade, lícitos e aceitos pelo sistema jurídico brasileiro. A elisão 
fiscal, se realizada de forma adequada, pode contribuir para a redução da 
carga tributária. Pressupõe a licitude do comportamento do contribuinte, 
sendo uma maneira honesta de evitar a submissão a uma situação tributá-
ria desfavorável.
É importante diferenciar a elisão fiscal da evasão fiscal. Na evasão fiscal, 
são utilizados meios ilegais para descaracterizar o fato gerador do tributo. 
O contribuinte busca, antes ou depois da submissão a uma situação tributá-
ria desfavorável, maneiras fraudulentas de mascarar seu comportamento. 
A distinção entre evasão e elisão está no momento em que se pratica o 
ato ou a omissão. Se o ato é realizado após a ocorrência do fato gerador, 
caracteriza-se como evasão fiscal. Por outro lado, se o ato ou a omissão são 
realizados antes da ocorrência do fato gerador, está-se diante de elisão ou 
planejamento tributário.
A distinção entre fraude e elisão baseia-se no caráter lícito ou ilícito 
dos atos praticados. Na fraude à lei, há ato ilícito violador de um bem ético 
fundamental previsto em norma. Exemplos de atos ilícitos (evasão fiscal) 
incluem omitir informações ou prestar declarações falsas às autoridades 
fazendárias, falsificar ou alterar documentos fiscais, entre outros.
153
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
A Contabilidade Fiscal Estratégica é uma área essencial para 
a gestão tributária das organizações, compreendendo três seções 
fundamentais: Operações Especiais Fiscais, Regularidade Fiscal do 
Contribuinte e Planejamento Fiscal. Cada seção desempenha um 
papel crucial na estratégia fiscal de uma empresa, contribuindo 
para a conformidade com a legislação e a maximização dos resul-
tados financeiros.
Nas operações especiais estratégicas, esse segmento aborda as 
particularidades e complexidades das operações fiscais especiais. 
A análise minuciosa dessas operações é fundamental para com-
preender os mecanismos tributários excepcionais, como fusões, 
aquisições, incorporações, entre outros processos. O entendimento 
detalhado dessas operações possibilita a otimização da estrutura 
tributária e a redução de passivos fiscais, quando realizadas de 
acordo com a legislação vigente.
Já na regularidade fiscal do contribuinte, manter a regularidade 
fiscal é um pilar central da sustentabilidade empresarial. A seção de-
dicada à regularidade fiscal aborda a importância de estar em con-
formidade com todas as obrigações tributárias, assegurando que a 
empresa esteja em dia com os pagamentos de impostos, evitando 
multas, autuações e outras penalidades. A obtenção de certidões 
negativas e a comprovação de regularidade fiscal são essenciais 
para participar de licitações, celebrar contratos e obter créditos jun-
to a instituições financeiras.
E o planejamento fiscal representa a estratégia proativa para 
minimizar a carga tributária de uma empresa, por meio da utili-
zação de alternativas legais. Essa seção destaca a importância de 
154
Capítulo 3
um planejamento tributário eficaz, que envolve a identificação de 
oportunidades de economia tributária, considerando diferentes ce-
nários e estruturas empresariais. O planejamento fiscal é uma fer-
ramenta valiosa para a gestão financeira, pois possibilita escolhas 
inteligentes e legais que visam à redução de custos fiscais.
A Contabilidade Fiscal Estratégica desempenha um papel fun-
damental na gestão financeira das organizações, garantindo sua 
competitividade no mercado. Por meio da compreensão e aplicação 
das operações especiais fiscais, da busca pela regularidade fiscal do 
contribuinte e da implementação de um planejamento tributário 
eficaz, as empresas podem não apenas cumprir suas obrigações 
legais, mas também otimizar sua estrutura tributária, garantindo 
maior eficiência financeira e, consequentemente, alcançando seus 
objetivos estratégicos no cenário empresarial.
155
ATIVIDADES
DE ESTUDO
1. O que é a Difal (diferencial de alíquota) no contexto do ICMS (Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)?
a. Uma alíquota aplicada sobre produtos industrializados.
b. Um mecanismo que equilibra a carga tributária entre estados em 
operações interestaduais.
c. Um imposto estadual cobrado sobre serviços de transporte 
intermunicipal.
d. Uma contribuição federal sobre o faturamento das empresas.
2. Qual é a importância da Certidão de Débitos Relativos a Créditos 
Tributários Federais e à Dívida Ativa da União?
a. Comprovar a inexistência de débitos fiscais junto aos órgãos 
públicos.
b. Atestar a regularidade em tributos devidos à União.
c. Garantir a regularidade em impostos estaduais.
d. Permitir a obtenção de créditos em instituições financeiras privadas.
3. O que é elisão fiscal?
a. É um procedimento legalmente autorizado para reduzir a carga 
tributária.
b. É uma forma de evasão fiscal que busca mascarar comportamentos 
de forma fraudulenta.
c. É o ato praticado posteriormente à ocorrência do fato gerador, ca-
racterizando uma evasão fiscal.
d. Refere-se à omissão de informações às autoridades fiscais.
156
REFERÊNCIAS 
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dem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras provi-
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planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8137.htm. Acesso em: 14 dez. 2023.
BRASIL. Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002. Dispõe sobre a não-cu-
mulatividade na cobrança da contribuição para os Programas de Integração 
Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Brasília: 
Presidência da República, 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/cci-
vil_03/leis/2002/l10637.htm. Acesso em: 14 dez. 2023.
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Tributária Federal e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 
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Tributação Unificada – RTU na importação, por via terrestre, de mercadorias 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8137.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10637.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10637.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.833.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.833.htm
157
Capítulo 3
procedentes do Paraguai; e altera as Leis nº 10.637, de 30 de dezembro de 
2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Brasília: Presidência da República, 
2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/
lei/L11898.htm. Acesso em: 10 dez. 2023.
BRASIL. Decreto nº 7212, de 15 de junho de 2010. Regulamenta a cobran-
ça, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto sobre Produtos 
Industrializados - IPI. Brasília: Presidência da República, 2012. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7212.htm. 
Acesso em: 08 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria Especial da Receita Federal do 
Brasil. Tabela 4.3.14: tabela operações com isenção da contribuição social 
(CST 07). Brasília: MF, 2013. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/arquivo/
show/1616. Acesso em: 14 dez. 2023.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. 
Tabela 4.3.10: tabela produtos sujeitos a alíquotas diferenciadas: Incidência 
Monofásica e por pautas (bebidas frias) (CST 02 e 04). Brasília: MF, 2018. Disponível 
em: http://sped.rfb. gov.br/arquivo/show/1638. Acesso em: 14 dez. 2023.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil. 
Instrução Normativa nº 1.911, de 11 de outubro de 2019. Regulamenta a apura-
ção, a cobrança, a fiscalização, a arrecadação e a administração da Contribuição 
para o PIS/Pasep, da Cofins, da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da 
Cofins-Importação. Diário Oficial da União, Brasília, ed. 200, seção 1, p. 27.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria Especial da Receita Federal do 
Brasil. Tabela 4.3.13: tabela produtos sujeitos à alíquota zero da contribuição 
social (CST 06). Brasília: MF, 2020. Disponível em: http://sped.rfb.gov.br/arqui-
vo/show/1643. Acesso em: 14 dez. 2023.
BORGES, H. B. Auditoria de tributos: IPI, ICMS e ISS. 3. ed. São Paulo: 
Atlas, 2003
FABRETTI, C. L. Contabilidade Tributária. 16. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2016.
LATORRACA, N. Direito tributário: Imposto de Renda das empresas. 15. ed. 
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OLIVEIRA, L. M. D. Manual de Contabilidade Tributária: textos e testes com 
respostas. 14. ed. [S. l.]: Grupo GEN, 2015.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/L11898.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/L11898.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7212.htm
http://sped.rfb.gov.br/arquivo/show/1616
http://sped.rfb.gov.br/arquivo/show/1616
http://gov.br/arquivo/show/1638
http://sped.rfb.gov.br/arquivo/show/1643
http://sped.rfb.gov.br/arquivo/show/1643
158
CAPÍTULO 1
Questão 1
c) Registrar e controlar informações relacionadas a tributos.
Questão 2
c) Multas e penalidades legais.
Questão 3
b) Reduzem a complexidade das obrigações fiscais.
CAPÍTULO 2
Questão 1
c) Padronizar relatórios contábeis.
Questão 2
b) Declarar dados contábeis e econômicos das empresas.
Questão 3
a) Utilizando alíquotas fixas sobre o faturamento mensal.
GABARITO GERAL
159
Gabarito Geral
CAPÍTULO 3
Questão 1
b) Um mecanismo que equilibra a carga tributária entre estados em opera-
ções interestaduais.
Questão 2
b) Atestar a regularidade em tributos devidos à União
Questão 3
a) É um procedimento legalmente autorizado para reduzir a carga tributária.
	Capítulo 1
	FUNDAMENTOS DA CONTABILIDADE FISCAL
	Capítulo 2
	CONTABILIDADE FISCAL AVANÇADA
	Capítulo 3
	CONTABILIDADE FISCAL ESTRATÉGICAuma parte de seu patrimônio pessoal para integralizar 
o capital da nova entidade.
Esse investimento inicial pode ocorrer por meio de dinheiro (em es-
pécie) ou mediante a contribuição de outros bens e direitos, como veícu-
los ou máquinas, por exemplo. A partir desse momento, os bens e direi-
tos aportados na sociedade se tornam exclusivos da entidade. Enquanto 
isso, no patrimônio pessoal de cada sócio, constarão suas respectivas 
quotas de capital na sociedade e demais bens e direitos não investidos 
no negócio.
O princípio da entidade não apenas é um princípio contábil fundamen-
tal, mas também é considerado na legislação tributária. As entidades podem 
se classificar em direito privado (firmas individuais, sociedades, associações, 
18
Capítulo 1
fundações etc.) e de direito público (União, Estados, Municípios, autarquias 
como o INSS, empresas públicas como a Empresa Brasileira de Correios e 
Telégrafos – EBCT, entre outras).
a) Reconhecimento do ativo no Balanço Patrimonial
O ativo deve ser incluído no Balanço Patrimonial quando existir uma 
provável condição para gerar benefícios econômicos futuros e seu custo 
ou valor justo puder ser determinado de maneira confiável. Caso contrário, 
deve ser registrado como despesa no resultado.
Figura 7. Balanço Patrimonial
Fonte: Freepik (2024). 
#ParaTodosVerem: a figura mostra uma balança cinza com livros de uma lado e moedas do outro, 
ambos os lados estão na mesma direção.
b) Reconhecimento de passivos no Balanço Patrimonial
Os passivos devem ser registrados no Balanço Patrimonial quando 
existir uma expectativa provável de que haverá saída de recursos para a 
quitação de uma obrigação presente e for possível estimar com confiabi-
lidade o valor dessa liquidação. Seguindo as novas premissas contábeis, a 
quitação desses passivos deve resultar em benefícios econômicos futuros.
19
Capítulo 1
c) Patrimônio Líquido
O Patrimônio Líquido representa o aporte inicial de capital na entidade 
e suas variações. Quando positivas, essas variações representam lucros; 
quando negativas, prejuízos. Em algumas instituições, os termos utilizados 
para demonstrar essa diferença podem ser Ganhos ou Perdas, Sobras ou 
Perdas, ou ainda Superavit, ou Déficit, dependendo da estrutura jurídica.
De maneira resumida, o Patrimônio Líquido reflete a trajetória de êxito 
ou fracasso da entidade, partindo de um capital inicial e acumulando lucros 
ou prejuízos ao longo do tempo. É importante destacar que o Patrimônio 
Líquido não se configura como um passivo; ele representa a diferença positi-
va entre o total do ativo (bens e direitos) e o valor real do passivo (obrigações).
Embora essa diferença seja apresentada no lado dos passivos, é ape-
nas para compor a equação contábil de débito e crédito. A equação patri-
monial fundamental é: Ativo (bens/direitos) – Passivo Real (obrigações) = 
Patrimônio Líquido (CPC 00 - R2).
Figura 8. Patrimônio líquido
Fonte: Freepik (2024).
#ParaTodosVerem: a figura mostra uma pilha de moedas douradas com um porquinho dourado 
em cima de uma delas atrás da pilha, uma seta dourada em zigue-zague com uma pequena coroa 
em cima da ponta da seta.
20
Capítulo 1
• Mutações patrimoniais
Os atos e fatos administrativos: os negócios das empresas são efetuados 
por meio de atos e fatos administrativos. Para efeito contábil, consideram-se 
atos administrativos os que, embora necessários e visam a resultados, não 
provocam de imediato alteração na composição do patrimônio. São exem-
plos de atos administrativos: nomeação de diretores, conselheiros, corres-
pondências, elaboração de planos de marketing, de vendas, exigência de uso 
de uniforme ou vestuários não fornecidos pelas empresas etc.
Figura 9. Fatos administrativos
Fonte: Freepik (2024).
#ParaTodosVerem: a figura mostra uma mulher olhando uma pilha de papéis que estão sobre 
a mesa.
São considerados fatos administrativos aqueles que, quando pratica-
dos, importam numa alteração (mutação) imediata do patrimônio da 
entidade, ou seja, quando alteram a quantidade de bens, direitos ou 
obrigações das empresas, ou ainda geram receitas, ou despesas.
21
Capítulo 1
a) Fatos permutativos
São aqueles que alteram a estrutura do patrimônio sem, contudo, alte-
rar seu patrimônio líquido. Apenas permutam, naquele momento, valores 
patrimoniais. Tome-se o seguinte exemplo no Quadro 1: uma empresa ini-
cia sua atividade com 1.000 em dinheiro.
Quadro 1. Atividade de início da empresa
Ativo Passivo + Patrimônio Líquido
Bens 
– Caixa $ 1.000 Patrimônio Líquido
 Capital Inicial $ 1.000
Total Ativo $ 1.000 Total Passivo $ 1.000
Fonte: Elaborado pela autora (2023).
Em seguida, essa empresa compra 300 de mercadoria a prazo.
Quadro 2. Atividade de compras da empresa
Ativo Passivo + Patrimônio Líquido
Bens Obrigações
– Caixa $ 1.000 – Fornecedores $ 300
Mercadorias $ 300 Patrimônio Líquido
 Capital Inicial $ 1.000
Total Ativo $ 1.300 Total Passivo $ 1.300
Fonte: Elaborado pela autora (2023).
22
Capítulo 1
b) Fatos modificativos
São os que, quando praticados, modificam o patrimônio líquido, para 
mais (aumentativo) ou para menos (diminutivo). São aqueles em que há 
uma entrada de valor no patrimônio sem que saia outro para compensá-
-lo. Logo, representa um acréscimo no patrimônio líquido. Exemplifique-se 
com os juros de uma aplicação financeira da seguinte forma: aplicam-se 
R$ 500 em RDB e, após um mês, são recebidos R$ 20 de juros.
Retornando ao exemplo.
• Aplicação (fato permutativo) de 500.
Quadro 3. Atividade de aplicação da empresa
Ativo Passivo + Patrimônio Líquido
Bens Obrigações
Caixa $ 500 – Fornecedores $ 300
Bancos $ 500 
Mercadorias $ 300 Patrimônio Líquido
 Capital Inicial $ 1.000
Total Ativo $ 1.300 Total Passivo $ 1.300
Fonte: Elaborado pela autora (2023).
• Pelo recebimento dos juros (fato modificativo aumentativo).
23
Capítulo 1
Quadro 4. Atividade de recebimento de juros da empresa
Ativo Passivo + Patrimônio Líquido
Bens Obrigações
Caixa $ 500 – Fornecedores $ 300
Bancos $ 520 
Mercadorias $ 300 Patrimônio Líquido
 Capital Inicial $ 1.000
 Juros $ 20
Total Ativo $ 1.300 Total Passivo $ 1.300
Fonte: Elaborado pela autora (2023)
c) Fatos mistos
São aqueles que produzem, ao mesmo tempo, uma permuta e uma modi-
ficação do Patrimônio Líquido, para mais ou para menos. Esses demonstrativos 
têm a finalidade didática de chamar a atenção do leitor para o fato de que, com 
meia dúzia de operações, as mutações produzidas no patrimônio, anotadas 
como foram, embora reflitam sua exata situação, ressaltam a necessidade de 
demonstrações financeiras mais simples de entender. Isso só é possível pelo 
registro dos fatos administrativos, por métodos apropriados, como serão de-
monstrados nos próximos capítulos. São os métodos contábeis.
1.1.3 Regimes contábeis
Denomina-se regime contábil a maneira de reconhecer o resultado 
das operações em razão do período em que foram efetuadas ou do pe-
ríodo em que foram realizadas, ou seja, no mês do efetivo pagamento ou 
recebimento.
24
Capítulo 1
• Regime de caixa
É aquele em que se consideram as receitas e despesas na data em que 
foram efetivamente realizadas (recebidas ou pagas).
Figura 10. Regime de caixa
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um homem sentado em frente a uma mesa, digitando em 
uma calculadora, com papel na outra mão, ao lado um notebook, sobre a mesa há vários papéis 
e uma caneta.
• Regime de competência
É aquele que determina que os resultados sejam reconhecidos (con-
siderados) no mês da operação, independentemente de sua efetiva reali-
zação (recebimento). Por exemplo: o faturamento das vendas a prazo para 
dezembro de 2013 deve ser considerado na Receita Bruta de Vendas desse 
mês, embora os vencimentos das duplicatas sejam para janeiro, fevereiro 
e março de 2014. No entanto, é importante ressaltar que as novas normas 
contábeis introduziram novos procedimentos para o reconhecimento da 
receita no resultado, nãopodendo ser utilizado unicamente o faturamento 
como preceito para realização da mesma. 
25
Capítulo 1
É necessário ter atenção especial às empresas prestadoras de serviços 
e exerçam atividades no ramo da construção civil, afetadas significativamen-
te por esse novo procedimento. O tratamento tributário para esses proce-
dimentos, a princípio pelo RTT, não afetava a tributação. Para o exercício de 
2013/2014 a Receita Federal vem se manifestando com relação a como as 
empresas devem proceder no que diz respeito a esses ajustes decorrentes 
das novas normas contábeis, inclusive estabelecendo procedimentos con-
tábeis para que os lançamentos decorrentes das novas normas contábeis 
não impactem na determinação do Lucro Real.
Importa ressaltar que essas manifestações devem atender ao princípio 
da legalidade em matéria tributária. Assim, a autoridade administrativa não 
poderá ultrapassar os limites legais estabelecendo exigências que impli-
quem em aumento da carga tributária.
1.1.4 Princípios fundamentais da contabilidade
São diretrizes lógicas que norteiam a escrituração e as demonstra-
ções contábeis. Obedecidos aos princípios, pode-se comparar e analisar 
as demonstrações financeiras de diversos períodos, entidades, setores 
etc. Sem essa unidade lógica no trato da contabilidade, não haverá cer-
teza de que se estão analisando elementos e valores do mesmo gênero 
e espécie. Os novos pronunciamentos contábeis são norteados por uma 
estrutura conceitual básica (CPC “00” R2), em que são estabelecidos os 
fundamentos da contabilidade.
A nova estrutura conceitual não subdivide esses fundamentos em prin-
cípios, convenções, pressupostos e características, mas engloba de forma 
parcial ou total esses fundamentos em sua estrutura. Sua versão imple-
mentada no Brasil ainda não reflete a íntegra editada internacionalmente, 
estando passiva de complementação e revisão. Podemos evidenciar na úl-
tima versão (CPC00 R2) que há previsão para elaboração do Capítulo 2, que 
abordará a “entidade que reporta a informação”.
O pronunciamento estabelece diretrizes lógicas que norteiam os objeti-
vos das demonstrações financeiras, define os usuários, estabelece a forma de 
escrituração e as demonstrações contábeis que devem ser elaboradas de for-
ma obrigatória ou complementar. Obedecidos esses princípios, convenções, 
pressupostos, características e fundamentos presentes na estrutura concei-
tual, presume-se a possibilidade de comparar e analisar as demonstrações 
financeiras de diversos períodos, entidades, setores etc. estabelecidos no 
Brasil, ou em quaisquer outros países que adotem as normas internacionais.
26
Capítulo 1
Ainda, cabe ressaltar que não se deve confundir a uniformidade na 
aplicação dos princípios, convenções, pressupostos e características com 
a manutenção ou aplicação de taxas, índices e outros, pelas empresas de 
forma igual (ou seja, pelo valor absoluto). Como exemplo, pode-se citar uma 
entidade do setor financeiro de varejo. Certamente sofrerá um desgaste 
diferente (maior) de seus computadores em função de sua obsolescência, 
uso e evolução tecnológica, do que eventualmente uma entidade do mes-
mo setor que atue no atacado, ou que tenha portes diferentes, ou que atue 
em mercados diferentes.
Dessa forma, certamente, suas taxas de depreciação serão necessa-
riamente diferentes em valores absolutos (10%, 15%, 25% ou outra taxa) 
para expressar sua vida útil econômica, e consequentemente seu desgaste 
efetivo. Esse procedimento não distorce a uniformidade do critério, que é 
efetivamente a aplicação do conceito de vida útil econômica.
A ideia de que a manutenção de taxas iguais (10% de depreciação) para 
ambas as instituições financeiras mantinha a uniformidade é uma visão 
equivocada de uniformidade. Assim, é necessário manter essa unidade lógi-
ca no trato da contabilidade, para ter certeza de que estão sendo analisados 
elementos e valores do mesmo gênero e espécie. A seguir, relacionaremos 
os antigos princípios e convenções aos novos pressupostos e características 
contábeis já pronunciados. Identificamos também aqueles que não se cor-
relacionam diretamente ou inovaram conceitualmente.
27
22. AS CODIFICAÇÕES DO 
DOCUMENTO FISCAL
Algumas ferramentas contábeis utilizadas para produzir uma boa escri-
turação contábil são indispensáveis instrumentos e métodos adequados. A 
correta codificação do documento fiscal desempenha um papel importante 
na escrituração contábil, sendo essencial para a organização e análise, que 
precisa das transações financeiras de uma empresa para garantir uma es-
crituração contábil eficiente. Assim, é imperativo utilizar ferramentas contá-
beis modernas e seguir métodos adequados.
2.1 LIVROS DE ESCRITURAÇÃO
A legislação comercial e fiscal exige a escrituração dos atos e fatos ad-
ministrativos da empresa em livros próprios. O Departamento Nacional de 
Registro do Comércio (DNRC), por meio da IN nº 107/08, dando continuidade 
ao processo de simplificação e modernização da escrita fiscal, veio permitir 
a validade de arquivamento de documentos e livros na forma eletrônica, 
desde que assinados com certificado da ICP-Brasil, atendendo, assim, ao 
projeto maior do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), inclusive 
incluindo nesse processo o Livro Diário e o Razão.
28
Capítulo 1
Figura 11. Documentos fiscais
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra papéis com relatórios sobre a mesa ao lado de uma calcu-
ladora e duas canetas.
A IN RFB nº 787/07 estabelece também a obrigatoriedade da Escrituração 
Contábil Digital (ECD), para fins fiscais e previdenciários, para as empresas 
que apuram seus impostos pelo lucro real, a partir de 2009. Para os demais 
regimes, a partir de 2014. A não apresentação dos arquivos escriturados 
está sujeita a multa de R$ 5.000,00 por mês ou fração.
2.1.1 Diário
É o livro mais antigo, exigido como obrigatório pelo Código Comercial 
(Lei nº 556, de 1850) em seus arts. 11 e 12. No mesmo Diário, será lan-
çado também, em resumo, o balanço geral (art. 10, IV), devendo aquele 
conter todas as verbas deste, apresentando cada verba a soma total das 
respectivas parcelas; e será assinado na mesma data do balanço geral.
Note-se que, em decorrência do Código Comercial, escrituração mer-
cantil ou comercial são sinônimos de escrituração contábil. São emprega-
das nesse sentido também na legislação tributária. O novo Código Civil, 
instituído pela Lei nº 10.406, publicada no DOU de 11 de janeiro de 2002, 
revoga a Parte Primeira do Código Comercial, em que se encontravam as 
supracitadas normas sobre a escrituração e o livro Diário (art. 2.045).
29
Capítulo 1
De acordo com as leis em vigor, tanto os empresários individuais quan-
to as empresas devem manter um sistema contábil regular, registrando 
suas operações e elaborando balanços anuais. Como é o caso das leis: Lei 
10.406/2002 (Novo Código Civil), art. 1.179; Lei complementar 123/2006, art. 
27; Resolução 10/2007 do Comitê Gestor Simples Nacional , art. 3º. Como 
citam, as microempresas e empresas de pequeno porte que optam pelo 
Simples Nacional têm a opção de adotar uma contabilidade simplificada, 
conforme regulamentação específica.
Para as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo 
Simples Nacional, a apresentação da escrituração contábil dispensa a ne-
cessidade de manter o livro caixa. O único caso em que a manutenção da 
contabilidade não é obrigatória é para o microempreendedor individual, 
desde que este tenha auferido receita bruta de até R$ 36.000,00 no ano-ca-
lendário anterior e esteja optante pelo Simples Nacional.
O microempreendedor individual é dispensado de várias obrigações 
contábeis, como apresentação de escrituração contábil, desde que faça a 
comprovação da receita bruta através do registro de vendas ou serviços 
prestados, conforme regulamentação específica.
Figura 12. Livros e malhete de madeira
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a figura mostra livros abertos sobre mesa de madeira, tendoà frente um 
martelo de juiz.
30
Capítulo 1
Introduziu no Livro II – Do Direito de Empresa – as normas sobre o 
empresário, as sociedades, o estabelecimento, o nome empresarial, os pro-
postos (entre eles, o contabilista) e a escrituração. Transcrevem-se, a seguir, 
os artigos mais importantes do NCC para o propósito deste livro.
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um 
sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uni-
forme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, 
e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.
§ 1º Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a 
critério dos interessados.
§ 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que 
se refere o art. 970.
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que 
pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado 
para o lançamento do balanço patrimonial e do resultado econômico.
[...]
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em 
forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em bran-
co, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens.
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviatu-
ras, que constem de livro próprio, regularmente autenticado.
Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracteri-
zação do documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, 
todas as operações relativas ao exercício da empresa.
§ 1º Admite-se a escrituração resumida do Diário, com totais que não exce-
dam o período de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam 
numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento, desde que utili-
zados livros auxiliares regularmente autenticados, para registro individuali-
zado, e conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação.
§ 2º Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado eco-
nômico, devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis 
legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária.
31
Capítulo 1
Dica de Leitura
Para o leitor que desejar se aprofundar nessa matéria, recomenda-se 
o livro Direito de empresa no novo Código Civil, escrito por Fábio Ulhoa 
Coelho. O autor é um renomado jurista brasileiro, professor e autor de 
diversas obras na área do direito empresarial. O livro aborda temas 
relacionados ao direito de empresa à luz do Código Civil brasileiro.
2.1.2 Razão
Tornou-se obrigatório pela legislação do IRPJ, a partir do ano-calendá-
rio de 1992, por determinação das Leis 8.218/91, art. 14, e 8.383/91, art. 62, 
consolidada no art. 259 do RIR. Antes era facultativo.
Na realidade, para o gerenciamento da contabilidade, é o livro principal, 
porque permite a visualização imediata da posição de cada elemento do pa-
trimônio e de suas mutações. É um livro de ordem sistemática, classificado 
por contas e subcontas, com os respectivos débitos e créditos escriturados 
em ordem cronológica.
Conceito
Assim, o livro razão, na contabilidade, tem como função principal 
demonstrar a situação de cada conta e subconta e, secundaria-
mente, os respectivos lançamentos em ordem cronológica.
Figura 13. Lançamentos em ordem cronológica 
Fonte: Elaboração própria (2023).
#ParaTodosVerem: figura com conta: 1º grau. Subconta: 2º grau. Despesas de vendas, comissões, 
propagandas, fretes e carretos.
32
Capítulo 1
Seu nome “Razão” (do italiano ragione) deriva de sua ordem lógica e 
sistemática que permite raciocinar (ragionare) sobre o estado de contas 
da entidade.
Saiba Mais
Frei Luca Pacioli é considerado o pai da contabili-
dade. Na Itália, berço da contabilidade, o contador 
é denominado ragionieri (o que organiza a razão). 
Esse é o método das partidas dobradas. 
2.1.3 Caixa
É um livro facultativo em que é registrado o movimento financeiro da 
empresa. Se autenticado na forma que adiante se expor, passa a ter valor 
de livro auxiliar, e podem ser lançados, no livro Diário, os totais mensais do 
caixa, conforme disposto no art. 258, § 5º, do RIR. No entanto, tornou-se 
obrigatório para a pessoa jurídica que optar pelo lucro presumido a partir 
de 1º de janeiro de 1995, como dispõe o art. 45, parágrafo único, da Lei nº 
8.981/95, bem como para as micro e pequenas empresas que se enquadra-
rem no SIMPLES (Lei nº 9.317/96, art. 7º, § 1º, letra “a”).
A legislação do IR exige, tanto para o lucro presumido como para o 
SIMPLES, a escrituração de todo o movimento financeiro, inclusive o ban-
cário. Escriturar o livro Caixa com todo o movimento financeiro, inclusive 
o movimento bancário, é preparar 90% da contabilidade. Os lançamentos 
que faltam para a contabilidade completa podem ser feitos por partidas 
mensais, desde que registrados como livros auxiliares alguns livros fiscais, 
como os do ICMS (o de entrada e o de saída), cujos totais podem ser lança-
dos, indicando as folhas dos livros de origem.
2.1.4 Outros livros auxiliares da contabilidade
Atualmente, nas empresas de maior porte, trabalha-se com programas 
específicos de contas a receber e contas a pagar por computação eletrô-
nica. Essa escrituração, depois de impressa, encadernada e registrada no 
Registro Civil de Pessoas Jurídicas, passa a ter valor de livro auxiliar. Seu 
movimento pode ser lançado por totais mensais no livro Diário, conforme 
disposto no art. 258, § 1º, do RIR. O mesmo procedimento se aplica aos 
programas de folha de pagamento, escrituração fiscal e estoques.
https://encurtador.com.br/cJSX7
33
Capítulo 1
Essas medidas visam descentralizar o registro e o controle das opera-
ções contábeis em diferentes programas, operados por diferentes pessoas. 
No final de cada mês, são integrados à contabilidade os seus resultados 
totais, agilizando-a e evitando a repetição de registros e controles. Esse mé-
todo dá mais certeza da exatidão de cálculos feitos por computação regis-
trados no Diário e no Razão ao mesmo tempo, o que evita a possibilidade 
de erros de transcrição.
2.2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Com o processo de harmonização das normas contábeis brasileiras às 
normas internacionais, uma grande quantidade de normas foi elaborada 
pelos órgãos regulamentadores e fiscalizadores, e tem sido revisada para 
permitir sua adequação. No entanto, pontos importantes da estrutura das 
demonstrações contábeis ainda não foram adequados e alguns conceitos, 
por existirem características especiais nas operações praticadas pelas em-
presas no Brasil, ainda são objeto de uma análise mais profunda. Dessa 
forma, apresentaremos as estruturas atualmente vigentes, fazendo inicial-
mente a definição das estruturas das demonstrações contábeis.
Figura 14. Relatório contábil
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: imagem de papéis com relatórios financeiros, com uma calculadora e uma 
caneta em cima deles.
34
Capítulo 1
2.2.1 Conceito
A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), com suas respec-
tivas alterações (Leis 8.021/1990, 9.457/1997, 10.303/2001, 11.638/2007 e 
11.941/2009), dispõe sobre as demonstrações contábeis que devem ser 
elaboradas pelas Companhias de Capital Aberto e Fechado, bem como es-
tabelece o conceito de Empresas de Grande Porte. As demonstrações con-
tábeis elaboradas por essas empresas deverão ser auditadas por auditores 
independentes registrados na CVM.
Assim, as demonstrações deverão exprimir com clareza a situação do 
patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício. Devem ser 
elaboradas ao menos no final de cada exercício social, com base na escritu-
ração mercantil (contábil), e são as seguintes:
a) balanço patrimonial;
b) demonstração do resultado do exercício;
c) demonstração dos lucros e prejuízos acumulados;
d) demonstração das mutações do patrimônio líquido;e) demonstração do fluxo de caixa;
f) se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
Cabe ressaltar que o Conselho Federal de Contabilidade, na definição 
da estrutura conceitual, estabelece que também englobam as demonstra-
ções financeiras:
a) notas explicativas;
b) quadros suplementares;
c) e outras informações.
As informações decorrentes das mutações na posição financeira da em-
presa podem ser apresentadas pela demonstração do balanço patrimonial. 
Embora a exigência dessas demonstrações seja para as S.A., a legislação do 
IRPJ tornou obrigatórias para todos os contribuintes sujeitos ao regime de apu-
ração pelo Lucro Real as demonstrações do balanço patrimonial, do resultado 
do período-base e de lucros e prejuízos acumulados, determinando ainda que 
35
Capítulo 1
o lucro líquido do período-base deverá ser apurado com observância das dis-
posições da Lei nº 6.404/76 e suas respectivas alterações (art. 274 do RIR).
2.2.2 Balanço patrimonial
A Lei das Sociedades por Ações foi muito bem elaborada quanto aos 
conceitos e classificação dos ativos e passivos (art. 178), ou seja, deixava 
claro o que juridicamente é ativo real e passivo real. No entanto, a evolução 
nas atividades econômicas e nos mercados financeiros levou à necessidade 
de reformulação e revisão dos conceitos e na estrutura, para adequá-la aos 
novos tempos.
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), após a edição da Lei 
nº 11.638/2007 e MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, veio 
estabelecer, por meio do CPC 13 e demais, a nova estruturação patrimonial, 
apresentada a seguir.
a) No Ativo
I – Ativo Circulante; e
II – Ativo Não Circulante
• Ativo Realizável a Longo Prazo
• Investimento
• Imobilizado
• Intangível
Percebe-se que, na nova estrutura, não há mais a divisão que identi-
ficava o Permanente, em virtude de se entender ser importante identificar 
os itens que estão ligados ao ciclo operacional da empresa (atividade ope-
racional) e dos demais que comporiam o Ativo Não Circulante. Para algu-
mas instituições supervisionadas por agências reguladoras ou por outras 
Por essa razão, a Lei das Sociedades por Ações é a lei comercial básica 
para a contabilidade. Assim, conclui-se que Lei Societária é a lei comer-
cial básica para a contabilidade.
36
Capítulo 1
entidades de supervisão, como o Bacen, parte da estrutura permanece sem 
alteração ou com alterações parciais.
Outra inovação é a divisão dos bens tangíveis e intangíveis, identificados 
como Imobilizado e Intangível. O Ativo Diferido deixa de existir, e os saldos 
existentes deverão ser reclassificados para outras contas do ativo, quando 
pertinentes; ou, na impossibilidade de reclassificação ou de geração de bene-
fícios futuros, deverão ser levados a resultado. A MP nº 449/08, convertida na 
Lei nº 11.941/2009, faculta às empresas manterem o saldo do ativo diferido 
que em 31 de dezembro de 2008 não puder ter sido reclassificado, até sua 
total amortização.
b) No passivo
I – Passivo Circulante; e
II – Passivo Não Circulante;
III – Patrimônio Líquido, dividido em:
• Capital Social;
• Reservas de Capital;
• Ajuste de Avaliação Patrimonial;
• Reservas de Lucros;
• Ações em Tesouraria;
• Prejuízos Acumulados.
2.3 DOCUMENTOS FISCAIS
2.3.1 Documentos fiscais exigidos pela legislação do 
ICMS e do IPI
A pessoa jurídica contribuinte do IPI e/ou do ICMS deve emitir, conforme 
as operações ou prestações que realizar, os documentos fiscais do Quadro 5.
37
Capítulo 1
Quadro 5. Documentos fiscais emitidos por contribuintes do ICMS e do IPI
Documento Modelo Quem deve emitir
Nota Fiscal 1 ou 1-A Contribuintes do ICMS e do IPI.
Nota Fiscal de Venda a 
Consumidor
2 Contribuintes do ICMS e do IPI.
Cupom Fiscal 1 – Contribuintes do ICMS e do IPI.
Nota Fiscal de Produtor 4 Estabelecimento rural de produtor.
Nota Fiscal/Conta de Ener-
gia Elétrica
6 Contribuinte que promover a saída 
de energia elétrica.
Nota Fiscal de Serviço de 
Transporte
7
Agência de viagem ou por transpor-
tador de passageiros, de bens ou 
mercadorias, de valores ou ferroviá-
rio de cargas.
Conhecimento de Trans-
porte Rodoviário de 
Cargas
8
Transportador que executar serviço 
de transporte rodoviário interesta-
dual ou intermunicipal de carga.
Conhecimento de Trans-
porte Aquaviário de 
Cargas
9
Transportador que executar serviço 
de transporte aquaviário interesta-
dual ou intermunicipal de carga.
Conhecimento Aéreo 10
Transportador que executar serviço 
de transporte aeroviário interesta-
dual ou intermunicipal de carga.
Conhecimento de Trans-
porte Ferroviário de 
Cargas
11
Transportador que executar serviço 
de transporte ferroviário interesta-
dual ou intermunicipal de carga.
Bilhete de Passagem 
Rodoviário
13
Transportador que executar serviço 
de transporte rodoviário interestadu-
al ou intermunicipal de passageiros.
38
Capítulo 1
Documento Modelo Quem deve emitir
Bilhete de Passagem 
Aquaviário
14
Transportador que executar serviço 
de transporte aquaviário interestadu-
al ou intermunicipal de passageiros.
Bilhete de Passagem e 
Nota de Bagagem
15
Transportador que executar serviço 
de transporte aeroviário interestadu-
al ou intermunicipal de passageiros.
Bilhete de Passagem 
Ferroviário
16
Transportador que executar serviço 
de transporte ferroviário interestadu-
al ou intermunicipal de passageiros.
Despacho de Transporte 17
Transportadora que contratar trans-
portador autônomo para concluir a 
execução de serviço de transporte 
de carga em meio de transporte 
diverso do original, cujo preço tiver 
sido cobrado até o destino da carga.
Resumo de Movimento 
Diário
18
Contribuinte que prestar serviço de 
transporte de passageiros, possui-
dor de inscrição única abrangendo 
mais de um estabelecimento.
Ordem de Coleta de Carga 20
Transportador que coletar carga 
desde o endereço do remetente até 
o seu endereço.
Nota Fiscal de Serviço de 
Comunicação
21 Estabelecimento que prestar serviço 
de comunicação.
Nota Fiscal de Serviço de 
Telecomunicações
22 Estabelecimento que prestar serviço 
de telecomunicação.
Manifesto de Carga 25 Transportador que realiza transpor-
te de carga fracionada.
Fonte: Adaptado de Sousa (2018).
39
Capítulo 1
2.3.2 Documentos fiscais exigidos pela legislação do ISS
O ISS é um tributo municipal, portanto, os documentos fiscais a serem 
emitidos pelos contribuintes desse imposto são disciplinados pela legisla-
ção de cada município. É comum que essa legislação exija que seus contri-
buintes emitam Nota Fiscal de Serviços (NFS). Inclusive, muitos municípios 
já adotaram a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e).
Quadro 6. ISS Documentos fiscais exigidos pelo município do Rio de Janeiro
Documento Quem deve emitir
Nota Fiscal de Serviços 
Eletrônica (NFS-e)
Prestadores de serviços, exceto os que obtiverem 
regime especial expressamente desobrigando-os 
e as instituições financeiras e assemelhadas.
Cupom de Estacionamento
Contribuintes que realizarem operações relati-
vas à prestação de serviços de guarda e estacio-
namento de veículos terrestres automotores, 
do tipo valet service.
Nota Fiscal Eletrônica do 
Tomador/Intermediário de 
Serviços
Pessoas jurídicas e condomínios, edifícios resi-
denciais ou comerciais por ocasião da contra-
tação de serviços sob determinadas hipóteses 
estabelecidas na legislação do município do Rio 
de Janeiro.
Fonte: Adaptado de Sousa (2018)
As implicações legais e tributárias dos documentos fiscais são de ex-
trema importância para as empresas, pois estão diretamente ligadas à con-
formidade legal e ao cumprimento das obrigações fiscais. A seguir estão 
algumas informações adicionais sobre esse tema.
Site 
Acesse o site da Receita Sped (Sistema Público de 
Escrituração Digital) e vá na aba de NF-e para en-
tender a importância da NF-e em toda a cadeia do 
Sped para a transparência da tributação.
https://encurtador.com.br/dqxCK
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Capítulo 1
1. Conformidade legal
Os documentos fiscais são essenciais para a conformidade legaldas 
empresas. Eles representam a comprovação das operações comerciais 
realizadas e servem como base para o recolhimento de impostos, taxas 
e contribuições.
A legislação tributária estabelece regras específicas para a emissão, va-
lidade e conservação dos documentos fiscais. O não cumprimento dessas 
normas pode acarretar multas, penalidades e até mesmo impedimentos 
legais para a continuidade das atividades da empresa.
2. Impacto tributário
Os documentos fiscais têm um impacto direto nos tributos que uma 
empresa deve pagar. A correta emissão e o registro desses documentos 
influenciam na apuração dos impostos devidos, como ICMS (Imposto so-
bre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos 
Industrializados), PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição 
para o Financiamento da Seguridade Social) e outros.
A falta de documentação adequada ou erros nos registros podem levar 
a pagamentos indevidos de impostos, ou até mesmo a problemas com a 
fiscalização, resultando em autuações fiscais e exigências de recolhimento 
retroativo de tributos.
3. Validade jurídica das transações comerciais
Os documentos fiscais conferem validade jurídica às transações co-
merciais realizadas entre as empresas e seus clientes ou fornecedores. 
Eles representam a comprovação oficial dessas operações, assegurando os 
direitos e deveres das partes envolvidas. A falta ou irregularidade nos do-
cumentos fiscais pode gerar dúvidas quanto à legitimidade das transações, 
o que pode afetar negativamente a credibilidade da empresa perante seus 
parceiros comerciais.
4. Controle e gestão empresarial
Além das implicações legais e tributárias, os documentos fiscais de-
sempenham um papel fundamental no controle e na gestão empresarial. 
Eles são fontes importantes de informações para o acompanhamento de 
vendas, compras, estoque, faturamento e demais operações financeiras, 
auxiliando na tomada de decisões estratégicas.
41
Capítulo 1
Em resumo, as implicações legais e tributárias dos documentos fiscais 
são cruciais para a conformidade legal, a correta apuração dos tributos, 
a validade das transações comerciais e o controle interno das empresas. 
Portanto, é fundamental que as organizações estejam atentas à correta 
emissão, registro e arquivamento desses documentos, garantindo sua con-
formidade com a legislação vigente.
Saiba Mais
A Nota Fiscal Carioca segue alguns procedimentos, 
entre eles o pedido de autorização para impressão 
de documentos fiscais, consulte o link e verifique as 
perguntas e respostas para essa autorização.
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A escrituração contábil é o principal instrumento de controle das ope-
rações das empresas e base para apuração de resultados e situação pa-
trimonial que serão utilizados para diversas finalidades, tais como análise 
gerencial, distribuição de lucros, cálculo de impostos, decisão de investi-
mentos, entre outros. No meio empresarial, escrituração é a denominação 
que a legislação societária, contábil e tributária escolheu para expressar 
o ato de se efetuarem registros em livros contábeis, fiscais ou em fichas. 
Assim, é comum o uso de termos e expressões como “escrituração mercan-
til ou comercial”, “escrituração tributária ou fiscal” e outras. 
3.1 RESPONSABILIDADES LEGAIS NA 
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
A responsabilidade pela escrituração contábil das pessoas jurídicas recai 
sobre o contabilista legalmente habilitado, conforme preconizado pela legisla-
ção. Esse profissional é responsável por assinar as demonstrações contábeis 
obrigatórias, em conjunto com os sócios ou administradores da empresa.
A contabilidade das empresas é uma exigência primordial estabeleci-
da pela legislação comercial e societária. Ela é voltada para atender aos 
interesses dos sócios ou acionistas e também dos credores envolvidos na 
atividade empresarial, tais como bancos e fornecedores.
Além dos requisitos comerciais e societários, as demandas fiscais 
também têm influência sobre a contabilidade. A fiscalização tributária 
atua com base nas disposições da legislação comercial, nos Princípios de 
Contabilidade, e inclui outras normativas de cunho fiscal. Por vezes, essas 
normas adicionais podem conflitar com as práticas contábeis estabelecidas.
33. ESCRITURAÇÃO FISCAL
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Capítulo 1
Figura 15. Cálculos para imposto de renda
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a figura mostra um homem com papéis na mão na outra digitando em uma 
calculadora com uma caneta na mão, embaixo da calculadora há um caderno de anotações.
A legislação referente ao Imposto de Renda determina que as pes-
soas jurídicas mantenham uma escrituração em conformidade com as leis 
comerciais e fiscais. Essa escrituração deve abranger todas as operações 
realizadas pelo contribuinte, bem como os resultados obtidos em suas 
atividades.
É considerada crime a elaboração e assinatura de documentos ou de-
monstrações contábeis com informações falsas, tendenciosas ou prepara-
das de má-fé. Da mesma forma, constitui delito a criação de demonstrações 
contábeis sem respaldo em documentos ou informações válidas, ou com 
valores discrepantes dos registros nos livros oficiais da empresa.
Além de atender aos requisitos das legislações tributárias, fiscais e so-
cietárias, é fundamental destacar que os relatórios e demonstrações contá-
beis são amplamente utilizados pelo mercado financeiro e de capitais para 
obtenção de informações sobre a empresa. Fraudes ou irregularidades na 
escrituração contábil e fiscal podem prejudicar ou enganar instituições fi-
nanceiras, fornecedores, acionistas minoritários, autoridades fiscais e in-
vestidores do mercado de capitais.
44
Capítulo 1
Portanto, a apresentação de demonstrações elaboradas com infor-
mações falsas pode ocasionar prejuízos a terceiros, influenciando nas de-
cisões comerciais ou financeiras. Empresas e profissionais responsáveis 
por tais práticas, independentemente de má-fé, podem ser alvo de pro-
cessos legais e condenados.
Conceito
Conforme o Regulamento do Imposto de Renda, a falsificação, 
material ou ideológica, da escrituração e seus comprovantes, ou 
de demonstração contábil, que tenha por objetivo eliminar ou 
reduzir o montante de imposto devido, ou diferir seu pagamen-
to, submeterá o sujeito passivo a multa, independentemente da 
ação penal que couber.
A escrituração de livros fiscais é uma das obrigações tributárias aces-
sórias, compreendendo o registro minucioso, nos livros exigidos pelo órgão 
tributário, de todas as transações realizadas pela empresa.
3.2 OS LIVROS FISCAIS EXIGIDOS PELA 
LEGISLAÇÃO DO ICMS E DO IPI COMPREENDEM
O Livro Registro de Entrada se destina à anotação das aquisições de 
mercadorias, insumos e bens do ativo imobilizado recebidos pela empresa. 
Além disso, devem ser registrados nele os itens recebidos por devolução de 
vendas da empresa. Sua escrituração é diária e deve ser totalizada ao fim 
de cada mês.
No Livro Registro de Entradas são registrados: o total de créditos de 
ICMS e IPI obtidos pela empresa como resultado da aquisição de merca-
dorias, produtos e insumos; as devoluções de suas vendas; e quaisquer 
outros créditos permitidos pela legislação tributária. Segundo Sousa 
(2018, p. 75):
Existem dois modelos para o Livro Registro de Entradas: Modelo 1 e Modelo 
1-A [...]. O Modelo 1 é utilizado por contribuinte sujeito, simultaneamente, 
à legislação do IPI e à do ICMS. Já o Modelo 1-A é utilizado por contribuintes 
sujeitos apenas à legislação do ICMS. A Escrituração Fiscal Digital (EFD – 
ICMS) substitui a escrituração do Livro Registro de Entradas. A esse respei-
to, ver o Convênio ICMS 143/2006.
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Capítulo 1
Figura 16. Livro de registro 
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: imagem de uma mulher segurando uma calculadora fazendo anotações em 
um livro, em frente há um notebook.
O Livro Registro de Saídas de Mercadorias tem como finalidade regis-
trar todas as saídas de produtos, mercadorias e bens do ativo imobilizado 
que foram comercializadospela empresa. Nele também são registradas as 
saídas decorrentes da devolução de itens recebidos pela empresa. Sua es-
crituração é diária e deve ser totalizada ao término de cada mês.
Sousa (2018, p. 78) afirma que: 
Existem dois modelos para o Livro Registro de Saídas: Modelo 2 e Modelo 
2-A [...]. O Modelo 2 é utilizado por contribuinte sujeito, simultaneamente, à 
legislação do IPI e à do ICMS. Já o Modelo 2-A(conforme tabela 1) é utilizado 
por contribuintes sujeitos apenas à legislação do ICMS. A Escrituração Fiscal 
Digital (EFD – ICMS) substitui a escrituração do Livro Registro de Saídas. A 
esse respeito, ver o Convênio ICMS 143/2006.
O Registro de Controle da Produção e do Estoque, Modelo 3, é essencial 
para estabelecimentos industriais ou equiparados pela legislação federal, 
assim como para os atacadistas. O fisco também pode, a seu critério, solici-
tar esse registro de contribuintes de outros setores, devidamente adaptado 
às suas necessidades. Seu propósito principal é monitorar quantitativamen-
te a produção e o estoque de mercadorias.
Esse livro é utilizado para registrar os documentos fiscais e internos 
correspondentes às entradas, saídas, produção e quantidades relaciona-
das ao estoque de mercadorias. Caso o contribuinte mantenha mais de 
um estabelecimento, como filiais, sucursais ou agências, é obrigatória a 
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Capítulo 1
manutenção de um registro distinto em cada um, sendo proibida a centra-
lização das informações.
A escrituração deve ser realizada de forma detalhada, dedicando uma 
folha para cada tipo, marca, modelo ou espécie de mercadoria. O fisco pode 
permitir a substituição do livro por fichas. É importante ressaltar que o regis-
tro ou as fichas não devem ter atrasos superiores a 15 dias. A Escrituração 
Fiscal Digital (EFD – ICMS) substitui o Livro Registro de Entradas, conforme 
disposto no Convênio ICMS 143/2006.
O Livro Registro do Selo Especial de Controle, Modelo 4, destina-se à 
anotação de dados relativos ao recebimento e uso do selo especial de con-
trole previsto pela legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados 
(IPI). Já o Livro Registro de Impressão de Documentos Fiscais, Modelo 5, é 
usado por estabelecimentos que confeccionam impressos de documentos 
fiscais para terceiros ou uso próprio. Destina-se a registrar a confecção des-
ses documentos fiscais impressos.
O Livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de 
Ocorrências, Modelo 6, tem como objetivo registrar a entrada de impressos 
de documentos fiscais, confeccionados por estabelecimentos gráficos ou 
pelo próprio contribuinte, além de documentar as ocorrências pelo fisco.
Figura 17. Livro registro de utilização de documentos fiscais e termos de ocorrências
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra o livro de capa preta com uma caneta em cima, sobre uma mesa.
Os registros devem ser feitos operação a operação, seguindo a ordem 
cronológica das saídas dos impressos fiscais confeccionados ou, se fo-
rem utilizados pelo próprio estabelecimento, sua elaboração
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Capítulo 1
Os registros devem ser feitos, passo a passo, respeitando a ordem cro-
nológica de aquisição ou produção própria, sendo recomendado o uso de 
uma folha específica para cada tipo, série e subsérie do documento fiscal 
impresso. O Livro Registro de Inventário, Modelo 7, requer o detalhamento 
dos itens presentes no estabelecimento no momento do balanço, espe-
cificando valores e informações para identificação precisa. Caso não haja 
estoque, essa condição deve ser indicada na primeira linha, logo após o 
preenchimento do cabeçalho da página.
A escrituração precisa ser realizada no prazo de 60 (sessenta) dias, con-
tados a partir da data do balanço. Caso a empresa não mantenha um regis-
tro contábil, o inventário precisa ser realizado em cada estabelecimento no 
último dia do ano civil.
O Livro Registro de Apuração do IPI se destina ao registro dos valores 
fiscais totais das operações de entrada e saída, previamente registrados nos 
livros de Registro de Entradas e de Registro de Saídas. Esse livro detalha os 
débitos e créditos do imposto, calculando o saldo a ser pago ou acumulado 
para o período seguinte, além de outros valores contábeis e fiscais.
Já no Livro Registro de Apuração do ICMS, são confrontados mensal-
mente o montante de ICMS a favor da empresa, registrado no Livro de 
Registro de Entradas de Mercadorias, com o montante de ICMS desfavorá-
vel da empresa, presente no Livro de Registro de Saída de Mercadorias. Isso 
permite à empresa calcular, mês a mês, o valor a ser recolhido aos cofres 
públicos ou o montante de créditos acumulados. Além disso, são registra-
das nesse livro as informações sobre as guias de informação e de recolhi-
mento do imposto. O Livro Registro do Selo Especial de Controle é utilizado 
conforme as situações previstas na legislação do Imposto sobre Produtos 
Industrializados (art. 73 do Convênio SINIEF, de 15 de dezembro de 1970).
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CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
A Contabilidade Fiscal é um campo essencial para a compreensão e 
gestão dos aspectos tributários de uma empresa. Esse segmento da con-
tabilidade se concentra na análise, no registro e no controle das informa-
ções relacionadas aos tributos e obrigações fiscais. Ao longo deste capítulo, 
exploramos os conceitos fundamentais da Contabilidade Fiscal, discutimos 
sua importância na gestão tributária, examinamos a evolução histórica no 
contexto brasileiro e analisamos a complexa legislação tributária atual.
Aprofundando os conhecimentos específicos da área tributária, este 
capítulo proporcionou uma reflexão sobre a realidade brasileira, destacan-
do a diversidade e complexidade dos tributos existentes no país, bem como 
as mudanças significativas na legislação fiscal ao longo do tempo.
Figura 18. Contabilidade Fiscal
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: imagem mostra folhas de relatórios financeiros com uma calculadora em 
cima, embaixo da calculadora algumas notas de dinheiro.
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Capítulo 1
A evolução tecnológica tem desempenhado um papel crucial na área 
da Contabilidade Fiscal. A automação de processos contábeis e a utilização 
de softwares especializados facilitaram significativamente a gestão tributá-
ria das empresas. Sistemas integrados ajudam na elaboração de relatórios, 
na análise de dados e no cumprimento das obrigações fiscais, agilizando 
procedimentos e minimizando erros.
Figura 19. Tecnologia e contabilidade
Fonte: Freepik (2023). 
#ParaTodosVerem: imagem mostra uma mulher segurando uma folha de papel com vários grá-
ficos impressos, digitando em um notebook com vários gráficos em formato de pizza e coluna na 
tela, ao lado outras folhas de papel com gráficos coloridos.
Com a globalização, as empresas muitas vezes realizam operações em 
diferentes jurisdições, o que implica a necessidade de entender e cumprir as 
legislações fiscais de cada país. Isso amplia a complexidade da Contabilidade 
Fiscal, exigindo profissionais altamente capacitados e atualizados para lidar 
com essas nuances.
Além de lidar com o cumprimento das obrigações fiscais, a Contabilidade 
Fiscal desempenha um papel fundamental no planejamento tributário. Isso 
envolve a busca por estratégias legais que possam reduzir a carga tribu-
tária, de forma ética e dentro dos limites legais, otimizando os recursos 
financeiros da empresa. Além disso, garantir o compliance, ou seja, a con-
formidade com as leis e regulamentações tributárias, é essencial para evitar 
penalidades e problemas legais.
A auditoria fiscal é uma prática comum nas empresas, realizada para 
garantir a conformidade das informações contábeis e fiscais. Ela envolve a 
revisão minuciosa dos registros contábeis, dos procedimentos fiscais e do 
cumprimento das obrigações tributárias, ajudando a identificar possíveis 
erros ou irregularidades que precisam ser corrigidos.
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Capítulo 1
Figura 20. Auditores fiscais
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: a imagem mostra dois homens e uma mulher sentados ao redor de

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