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Referências
 CARVALHO, F. J. Cardim de et al. Economia 
Monetária e Financeira: Teoria E Política. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2007. 383 p. - Cap. 1
 LOPES, J. C., ROSSETTI, J. P. Economia Monetária. 9. 
ed.. São Paulo: Atlas, 2011. 496 p. - Cap. 1
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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA MOEDA
 A economia de escambo e a Economia Monetária
 As Funções da Moeda
 O conceito, as características e a Importância da 
Moeda
 A Evolução Histórica da Moeda
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A economia de escambo e a Economia 
Monetária
 Era de troca de mercadorias (Economia de Escambo)
É a troca pura e simples de mercadorias)
 Foi utilizada nos primórdio da humanidade, nos primeiros 
agrupamentos humanos, que, em geral, eram nômades.
 Tais grupos não conheciam a moeda, e quando recorriam 
as atividades de troca, realizavam trocas diretas em 
espécie, denominadas escambo.
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Origem e conceito da moeda
o sistema de escambo (trocas diretas)
- Troca de excedentes de mercadorias pelas famílias
- Ex: Família A produz excedente de trigo e quer
leite
Família B produz excedente de leite e quer trigo
Inicialmente as trocas de mercadorias eram feitas
pelo mercado – que era o local que os habitantes
de uma determinada região estabeleciam como
ponto de realização das trocas diretas de
excedentes.
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Origem e conceito da moeda
o sistema de escambo (trocas diretas)
 As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se
apresentam em estado natural, variando conforme as
condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas
pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais
de seus membros.
 Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades,
por não haver uma medida comum de valor entre os
elementos a serem permutados.
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Origem e conceito da moeda
o sistema de escambo (trocas diretas)
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Origem e conceito da moeda
o sistema de escambo (trocas diretas)
 Quanto a divisão do trabalho se tornou mais complexa,
aumentou o número de bens e serviços exigidos para
satisfação das necessidades humanas.
 - a dupla coincidência dos desejos, torna-se mais difícil
e dispendiosa em termos de tempo e recursos;
 - as trocas, que antes eram acessórias nos agrupamentos
primitivos, torna-se agora fundamental para o
desenvolvimento e para a sobrevivência do grupo.
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Origem e conceito da moeda
o sistema de escambo (trocas diretas)
Dificuldades da economia de escambo
 Coincidências de interesses;
 para cada bem transacionado, deve ser estabelecido um preço em 
termos de outro bem.
 Transporte de cargas por trajetos longos e difíceis, demoradas 
barganhas, confusão, frustraçao e perda de tempo.
 Crescente número de produtos disponíveis nos mercados Ex.: NT = 
n(n-1)/2
 NT= representa o n° de trocas de mercadorias; e
 n = qtde de produtos disponíveis na economia.
 n=100
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Origem e conceito da moeda
o sistema de escambo (trocas diretas)
 Custos da economia de escambo
a) existência de muitos preços relativos
– um preço para cada bem;
b) falta de padronização em termos de qualidade e peso 
dos bens trocados;
c) custos da busca a fim de satisfazer a dupla
coincidência de desejos;
d) dificuldade de armazenagem quando os bens eram 
perecíveis.
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o abandono do sistema de escambo
(trocas diretas) e a criação da moeda
 Para permitir o desenvolvimento das trocas o escambo foi sendo
substituído por processos indiretos de pagamento.
 Inicialmente, determinados produtos, que eram recebidos em
pagamentos referentes as transações econômicas configura a origem da
moeda.
 Alguns produtos passam a desempenhar a função de intermediários de
trocas, mesmo que eles não tenham valor de uso ou não sejam
desejados pelos que os recebam, mas são amplamente aceitos por todos
os membros do grupo para a finalidade de intermediar trocas.
 As trocas agora passam a ser indiretas, isto é, utiliza-se um
intermediário – a moeda.
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o abandono do sistema de escambo
(trocas diretas) e a criação da moeda
 As operações de compra e venda de mercadorias são agora
intermediadas por produtos que possuem aceitação geral
como moeda.
 Agora, o valor de todos os bens passa a ser medido em
relação aos produtos-padrão.
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 A moeda é uma mercadoria de aceitação geral,
utilizado na troca de bens e serviços, que tem poder
liberatório (capacidade de pagamento) instantâneo.
Sua aceitação é garantida por lei (tem curso forçado).
 Um produto só se converte em um ativo monetário se
os membros do grupo o aceitarem em pagamento das
transações que se efetivam.
 Tal aceitação é uma espécie de crença social, à qual
todos se rendem.
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o abandono do sistema de escambo
(trocas diretas) e a criação da moeda
o abandono do sistema de escambo
(trocas diretas) e a criação da moeda
 Segundo Gudin (1976, p.27), a confiança do público na
moeda, como em qualquer outro título, depende não só do
seu valor no momento, como das perspectivas de variação
desse valor.
 O conceito abstrato de moeda é claro: moeda é tudo aquilo
que é aceito por todos em troca de bens e serviços – aceito
não como um objeto para ser consumido, mas como um
objeto que representa um conteúdo temporário de poder
aquisitivo a ser usado para comprar outros bens e serviços.
Milton Friedman (1994, p.28).
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o abandono do sistema de escambo
(trocas diretas) e a criação da moeda
 Moeda é o conjunto de ativos de uma economia que as
pessoas usam regularmente para comprar bens e serviços
de outras pessoas.
 A moeda inclui apenas aqueles tipos de riqueza que são
aceitos regularmente por vendedores em troca de bens e
serviços. N. G. Mankiw (2001,p.610).
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Origem e evolução da moeda
Mercadoria moeda
Único produto como referencial de trocas – mercadoria 
que tivesse valor e fosse aceita por todos.
A mercadoria deve:
- Atender a necessidade comum e
- Ser rara para que tivesse valor.
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Origem e evolução da moeda
 Exemplos de mercadorias-moeda:
 Gado, fumo, azeite de oliva, escravos, sal etc.
 Gado: os individuos o guardavam como poupança.
 Mas como dividir um gado para trocar por arroz, feijão, 
etc.
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Origem e evolução da moeda
 Para que uma mercadoria possa ser utilizada como
moeda ela deve ter as seguintes qualidades:
- Durabilidade
- Divisibilidade
- Homogeneidade
- Facilidade de manuseio e transporte
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Origem e evolução da moeda
 Moeda Metálica
Metais incialmente empregados como instrumentos
monetários: Cobre, bronze e ferro = perderam
gradativamente seu valor.
Metais nobres: ouro e prata – características que a
moeda deve ter – mantinham o valor ao longo do
tempo.
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Origem e evolução da moeda
 Moeda-Papel
 Em vez de levar moeda metálica para as transações
levavam um pedaço de papel denominado Certificado
de depósitos emitido pelas Casas de Custódia.
 Totalmente lastreada em ouro
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Origem e evolução da moeda
Moeda Fiduciária (ou Papel-Moeda)
 Baseada na confiança (Emissão de certificados sem
lastro em metal dando origem a moeda fiduciária)
 A emissão de papel-moeda por particulares acabou
por conduzir o sistema a ruína. Em decorrencia o 
Estado foi levado a assumir o mecanismo de emissões
passando a controlá-la.
 A emissão de moeda passou a ser feita a cargo das 
autoridades monetárias de cada país.
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Origem e evolução da moeda
Hoje, a maioria dos sistemas é fiduciário, apresentando
as seguintes caracteristicas:
 Inexistencias de lastro metálico
 inconversibilidade absoluta; e
 monopólio estatal das emissões
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Origem e evolução da moeda
Moeda Bancária (ou Escritural)
 Representada pelos depósitos à vista e a curto prazo 
nos bancos, que passam a movimentar esses recursos 
com cheques ou ordens de pagamento.
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Funções da Moeda
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Instrumento ou
Meio de Troca
Medida de
Valor
Reserva de 
Valor
Promove e facilita
o intercâmbiode
bens e serviços
Unidade de Conta
Permite apurar o
valor monetário
Liquidez absoluta
Efeitos da
Inflação
Funções da Moeda
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Padrão de
pagamento 
diferido
Função 
Liberatória
Instrumento 
de Poder
permite realizar pagamento
ao longo do tempo , crédito, 
adiantamento, viabiliza 
o fluxo de produção
e de renda
liquida débitos, 
salda dívidas, 
Poder garantido pelo estado
instrumento de 
poder 
econômico
Características da moeda
 Indestrutibilidade e Inalterabilidade (a moeda deve 
resistir a inúmeras trocas a que estiver sujeita, exigindo 
portanto, que ela seja impressa com material de 
excelente qualidade).
 Homogeneidade (diferentes unidades monetárias, mas 
que possuam o mesmo valor de compra, devem ser 
rigorosamente iguais).
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Características da moeda
 Divisibilidade (deve permitir todos os tipos de 
transações em uma economia).
 Transferibilidade ( a moeda deve circular na economia 
sem nenhuma dificuldade, facilitando o processo de 
troca)
 Facilidade de manuseio e transporte.
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Formas de moeda
 Moeda Metálica – Emitidas pelo Banco Central,
visam facilitar as operações de pequeno valor, servem
como unidade monetária fracionada, facilitando o
troco. Constituem pequena parcela da oferta
monetária.
 Papel-Moeda – São cédulas emitidas pelo Banco
Central e representam parcela significativa da
quantidade de dinheiro em poder do público. Também
circulam por força de dispositivo legal, que lhes dá
curso forçado no país.
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Formas de moeda
 Moeda Escritural: É a moeda dos bancos,
representando a contrapartida dos depósitos à vista e a
curto prazo, é constituída pelos lançamentos feitos
pelos bancos a crédito de seus depositantes ou
correntitas, concretizando-se apenas em seus registros.
As moedas escriturais circulam sob a forma de cheques
e ordens de pagamento.
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Quase-moedas
Compreendem o conjunto de ativos do sistema financeiro não
monetário. Esses ativos são constituídos por compromissos assumidos
pelas instituições financeiras e pelo governo e se caracterizam pela sua
extrema liquidez.
As principais quase-moedas são:
- Títulos da dívida pública que estejam no BC (obrigações, Bônus e notas
do Tesouro Nacional );
- Depósitos de poupança
- Depósitos a prazo (certificados e recibos de depósitos bancários).
Não pagamos conta com esses títulos.
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Exercícios
1 – Suponha que você possua um vale-brinde, válido para
certos produtos nas lojas participantes. Esse certificado de
troca de vale-brinde é moeda? Por quê?
2 – Embora a maioria das contas bancárias pague juros, os
depositantes podem obter taxa de juros mais altas
comprando um certificado de depósito bancário ou CDB. A
diferença entre o CDB e a conta corrente ´que o depositante
paga a penalidade se resgatar o dinheiro antes que o CDB
vença – um período de meses e mesmo de anos. CDB’s de
pequeno valor são contados em M2, mas não são contados
em M1. Explique por que não fazem parte de M1.
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 3 – Explique por que um sistema de moeda garantida 
por mercadoria usa recursos de forma mais eficiente 
de que um sistema de moeda mercadoria.
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Desenvolvimento, Crescimento e 
Intermediação
 Crescimento econômico: expansão quantitativa da
capacidade produtiva de um país. Há crescimento
econômico quando se observa elevação da
quantidade de bens e serviços produzidos por um
país, superior ao crescimento da sua população,
evidenciando uma contínua elevação da
produtividade.
 Desenvolvimento econômico: aborda outras variáveis
além das anteriores, em particular as condições de
vida da população e a distribuição de renda.
 Intermediação Financeira: função necessária devido
ao desequilíbrio entre o nível de poupança e
investimentos em uma economia.
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Meios de Pagamento e Agregados 
Monetários
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OS MEIOS DE PAGAMENTO REPRESENTAM TODOS OS
HAVERES COM LIQUIDEZ IMEDIATA EM PODER DO
PÚBLICO, EXCETO O SETOR BANCÁRIO. SÃO UMA
MEDIDA DO NÍVEL DE LIQUIDEZ DO SISTEMA
ECONÔMICO.
Meios de Pagamento e Agregados 
Monetários
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Moeda em 
circulação ou
Meio
Circulante
=
Montante de moeda emitida em uma
economia, menos o saldo retido no
caixa das autoridades monetárias
Moeda em 
circulação ou
Meio
Circulante
-
Moeda disponível
no caixa dos
Bancos
=
Moeda em poder
do público
Moeda
Escritural ou
Bancária
=
Depósitos a vista do público junto
aos Bancos Comerciais
Meios de Pagamento e Agregados 
Monetários
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M1
M2
M3
M4
=
=
=
=
Moeda em poder do Público 
(+) Depósitos a Vista nos Bancos Comerciais
Conceito M1
(+) Depósitos a Vista nas Caixas Econômicas
(+) Títulos Públicos colocados no Mercado
(+) Saldo de Fundos de Aplicação Financeira (RF)
Conceito M2
(+) Depósitos em Cadernetas de Poupança
Conceito M3
(+) Depósitos a Prazo Fixo (CDB, RDB)
(+) Letras de Câmbio e Letras Imobiliárias