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BIOÉTICA
BIO ÉTICA
bios
VIDA
ethos
Estudo dos sentimentos e juízos 
de aprovação e desaprovação 
acerca da conduta, da vontade 
humana e da cultura (valores, 
ideias ou crenças), característicos 
de uma determinada 
coletividade, época ou região.
BIOÉTICA
 é a disciplina que estuda os aspectos 
ét icos das prát icas médicas e b io lógicas , 
avaliando suas implicações na sociedade e as 
relações entre os homens e entre esses e outros 
seres vivos, indicando o rumo das condutas 
(moral) a serem adotadas visando o respeito à 
dignidade humana, aos outros seres vivos e ao 
meio ambiente.
- O termo Bioética foi mencionado pela 1ª vez 
em 1971, no livro “Bioética: Ponte para o 
Futuro”, do biólogo e oncologista americano 
Van Rensselaer :
- Desenvolver uma ética das relações vitais, ou 
seja, 
, 
.
- A Bioética estuda a moralidade da conduta 
humana no campo das ciências da vida.
 
Tornou-se conhecida por tratar de temas 
polêmicos como:
- Aborto;
- Eutanásia;
- Distanásia;
- Transplantes;
- Clonagem;
- Sistema de saúde pública;
- Etc.
POR QUE ESTUDAR BIOÉTICA?
- Diretrizes filosóficas começaram a consolidar-
se após a Segunda Guerra Mundial.
Holocausto 
Experimento da Sífilis em Tuskegee (1932 a 1972)
- Realizado pelo próprio Serviço Público de Saúde (SPS) 
dos EUA, 600 indivíduos afro-americanos com sífilis 
foram utilizados como cobaias humanas, dentre os quais 
400 não foram sequer informados de seu diagnóstico, a 
fim de observar a progressão da doença sem tratamento 
médico.
- Em 1943, a penicilina demonstrou sereficiente para 
essa doença; mas essas pessoas não foram tratadas nem 
informadas disso, elas continuaram a ser cobaias 
humanas.
- No final, a maioria faleceu, houve transmissão para 
outras pessoas e até crianças nasceram doentes.
A 
 (DUDH), que 
delineia os direitos 
humanos básicos, foi 
adotada 
pela Organização das 
Nações Unidas em 10 
de dezembro de 1948. 
Foi esboçada principalmente pelo canadense
 John Peters Humphrey, contando, também, com 
a ajuda de várias pessoas de todo o mundo.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_humanos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas
https://pt.wikipedia.org/wiki/10_de_dezembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1948
https://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Peters_Humphrey
Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos:
“Os direitos humanos são a expressão direta da 
, a obrigação dos 
Estados de assegurarem o respeito que decorre do 
próprio reconhecimento dessa dignidade” 
(UNESCO, 1948).
 
É um instrumento normativo 
internacional, adotado 
pela UNESCO, que trata das 
questões éticas suscitadas pela 
medicina, ciências da vida e 
tecnologias associadas na sua 
aplicação aos seres humanos, 
aprovada em 19 de outubro de 
2005.
https://pt.wikipedia.org/wiki/UNESCO
Documento histórico e normativo para a 
Bioética. Nele foram eleitos 
três princípios orientadores 
básicos para a pesquisa 
envolvendo seres humanos: 
a) Respeito pelas pessoas 
(autonomia); 
b) beneficência; 
c) justiça.
Relatório (1979)
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA BIOÉTICA
(Conferência Geral da UNESCO 2005 - 
Declaração Universal sobre Bioética e 
Direitos Humanos)
 – Valoriza a vontade 
(liberdade) do paciente, ou de seus representantes, 
levando em conta, em certa medida, seus valores 
morais e religiosos. Reconhece o domínio do 
paciente sobre a própria vida (corpo e mente) e o 
respeito à sua intimidade, restringindo com isso a 
intromissão alheia no mundo daquele que está 
sendo submetido a um tratamento.
Aquele que estiver 
com sua vontade 
reduzida deverá ser 
protegido.
Esta autodeterminação é limitada em situações 
em que “pensar diferente” ou “agir diferente”, 
não resulte em danos para outras pessoas. A 
violação da autonomia só é eticamente aceitável, 
quando o bem público se sobrepõe ao bem 
individual.
 (não-maleficência) – 
relaciona-se ao dever de ajudar aos outros, de 
fazer ou promover o bem a favor de seus 
interesses. Reconhece o valor moral do outro, 
levando-se em conta que maximizando o bem 
do outro, possivelmente pode-se reduzir o mal. 
Neste princípio, o profissional se compromete 
em avaliar os riscos e os benefícios potenciais 
(individuais e coletivos) e a buscar o máximo de 
benefícios, reduzindo ao mínimo os danos e 
riscos.
No caso de manifestação de circunstâncias 
conflitantes, deve-se procurar a maior porção 
possível de bem em relação ao mal para o 
paciente.
Dever de se abster de fazer qualquer mal para 
os clientes, de não causar danos ou colocá-los 
em risco. O profissional se compromete a 
avaliar e evitar os danos previsíveis.
– relaciona-se à distribuição 
coerente e adequada de deveres e benefícios 
sociais. Requer a imparcialidade na distribuição 
de riscos e benefícios, procurando evitar a 
discriminação.
No Brasil, a Constituição de 1988 refere que a 
saúde é direito de todos. Dessa forma, todo 
cidadão tem direito à assistência de saúde, 
sempre que precisar, independente de possuir 
ou não um plano de saúde. O Sistema Único de 
Saúde (SUS) tem como princípios doutrinários a 
universalidade, a integralidade e a equidade na 
atenção à saúde dos brasileiros.
- Abrange um conhecimento complexo que visa 
dar respostas em situações concretas;
- Tem natureza pragmática (que se apoia nos três 
princípios), aplicada aos questionamentos 
morais suscitados pelas decisões técnicas e 
pelos avanços científicos e tecnológicos;
- Implica na capacidade de tomar decisões moral 
e legalmente aceitas em casos que envolvem 
conflito de valores.
Então, a :
“Deve-se melhorar o conhecimento (ética) e 
aperfeiçoar a conduta (moral).” 
“O homem age retamente quando conhece o 
bem (ética), e, conhecendo-o, não pode deixar de 
praticá-lo (moral).”
Sócrates

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